When We Were Young
45 Virginity - Addie's Manor IV
Notas iniciais

VIRGINITY
ADDIE'S MANOR
1974
NEW YEAR'S EVE
—É quase Ano-Novo. – eu ri quando sai do armário com Jay. Sirius estava sentado de braços cruzados e me olhou emburrado, mandei um beijinho para ele. – Sev, porque seu cabelo está molhado?
—Marlene lavou o cabelo dele. – riu Peter. – E depois seu pai chegou aqui e tivemos que ir pro Salão, mas conseguimos escapar.
—Ótimo, porque é quase Ano-Novo. – repeti. – Cricket. – chamei.
Cricket apareceu ao meu lado, me olhando empolgada. Pedi duas garrafas de champanhe e ela logo trouxe junto de várias taças, as quais ela entregou para todo mundo.
—Eu achei que iríamos tomar vinho, Addie. – Peter falou confuso. Revirei os olhos para ele e peguei as duas garrafas de champanhe na mão.
—Champanhe é vinho branco, Peter. – falei lentamente. Ele soltou um “ahhh” e riu. – Vamos, eu quero mostrar uma coisa para vocês. – disse misteriosa.
Sai da sala e todos me seguiram. Andamos pela mansão até uma escada escondida no final do corredor no último andar. Jay segurou minha mão enquanto subíamos a escadas e eu o olhei ansiosa. Assim que chegamos ao meu local favorito da mansão, eu sorri imensamente.
—Uau. – Jay murmurou olhando ao redor. Os outros também soltaram exclamações.
Estávamos em cima da mansão. O vento batia forte no meu rosto e eu inspirei o ar olhando as estrelas.
—Não é lindo? – perguntei. As colinas faziam lindas paisagens, junto das estrelas. – É o meu lugar favorito.
—É bem legal. – Mary riu impressionada.
—Você vinha aqui? Quando era pequena? – Lily me perguntou.
—Sim. Eu vinha desenhar e brincar com a Cricket.
—Seus pais deixavam? É perigoso.
—Cricket cuidava de mim. – murmurei. – E claro que meus pais não sabem disso. – ri. Lembrei-me das tardes que eu passava com Cricket brincando. – Da pra ver a constelação Canis Major.
— Lá está Sirius. – Sirius apontou. – A estrela mais brilhante de todas. – ele disse convencido.
—Onde está Adhara? – Adam perguntou curioso.
—Ali. – apontei um pouco mais abaixo. – A segunda estrela mais brilhante da constelação Canis Major. – suspirei. Sirius chegou perto de mim e me abraçou pelo ombro.
—Eu divido meu brilho com você. – ele falou.
—Obrigada. – ri.
— Falta um minuto para meia noite. – Emmeline falou animada. – Vamos nos beijar à meia noite, amor? – ela perguntou a Jacques, o abraçando pelo braço.
—É claro. – ele riu, a beijando na bochecha.
Abri a garrafa de champanhe e a espuma saiu.
—Qui veut du champagne? – perguntei.
—Je veux. – Emily riu e ergueu a taça.
—Prêt. – murmurei, depois de colocar champanhe para Emily.
—Você precisa falar em francês quando a gente estiver dando uns malhos. – James falou, me olhando com desejo.
—Você devia ter feito isso comigo, Addie. – Rabastan resmungou, enquanto eu passava colocando champanhe para todo mundo. – Onde eu vou arranjar uma francesinha agora?
Katherine o olhou cética.
—Vous plaisantez? – ela rugiu. – Imbécile. Pensez-vous est le meilleur. Mais si vous me demandez, Theo est beaucoup mieux que vous.
Eu e Emily gargalhamos enquanto Rabastan olhava Katherine confuso.
—Pauvre, Rabastan. – riu Emily.
—Okay. Okay. – ri. – Vamos fazer um brinde a todos nós. – falei levantando minha taça. – Não nos matamos. Aos grifinórios e sonserinos.
—E corvinos. – Frank falou, apontando Alice. Ela sorriu para ele.
Brindamos rindo.
—A contagem vai começar. – Dido falou animada, agarrando o braço de Zamora dando pulinhos.
Todos começaram a contar animados:
—10.
James me olhou com um sorriso no rosto.
—9.
Eu sorri de volta.
—8.
James deu um passo para frente .
—7.
Dei um passo e ficamos frente a frente.
—6.
Jay colocou a mão na minha cintura.
—5.
Encostei-me nele.
—4.
Erguemos nossas taças de champanhe.
—3.
Colamos nossas testas.
—2.
Sorrimos um para o outro. E nos beijamos.
—1.
—FELIZ ANO NOVO! – gritaram. Eu e James nos separamos e brindamos nossas taças antes de bebermos.
Fitei James com carinho e acariciei seu rosto. O beijei lentamente. Fogos de artifícios explodiram no céu em todos os tipos de cores.
—Eu te amo, James Potter. – sussurrei apaixonada. Ele sorriu maravilhado e me beijou mais uma vez.
É muito bom estar apaixonada. A vida fica mais colorida e você sente prazer em apenas respirar. E eu amava respirar com James Potter.
—Eu também te amo, Adhara Black.
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—Você é um idiota. – ri. Adam riu também.
—O que eu posso fazer? – ele deu de ombros.
—Eu não acredito em você. – apontei.
—Porque não?
—Se você tivesse convidado a Professora McGonagall para uma noite romântica na Torre de Astronomia, estaria no mínimo em detenção. – ri e bebi meu champanhe.
Estávamos de volta ao baile, na Sala Principal da Mansão. Já eram quase duas da manhã, mas o baile continuava movimentado. Agora casais dançavam na pista de dança e pediam garrafas de champanhe no lugar de só uma taça.
—E quem disse que eu não to? – ele disse, rimos novamente.
—Eu... Eu disse para o Jay que eu o amo. – contei. Adam vacilou por um momento, mas logo sorriu.
—E você... você o ama?
—Sim. Muito. – respondi. Mordi o lábio. – Ele me faz feliz. – bebi mais do meu champanhe, olhando Adam sobre a taça.
—Se você está feliz, eu também estou. – ele murmurou, olhando para baixo. – Quer dançar, Addie?
Eu sorri e concordei, erguendo minha mão. Adam a pegou dando um beijo.
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Evie suspirou irritada, olhando Adam que fitava Adhara Black apaixonado, enquanto dançavam uma música lenta. Evie saiu do Salão indo para fora da Mansão. Ela se encostou a parede do lado de fora e observou a neve que caia, bebendo o champanhe de uma vez.
—Vai com calma, gata. – ela revirou os olhos ao ver Nathan encostar-se à parede ao lado dela. – Ta caidinha pelo Adam, né?
—Cala a boca. – ela murmurou.
—Mas ele só sabe falar sobre a francesinha. – Nathan riu. Evie pegou um baseado de salvia. – Sabia que é assim que bebês viram anões? – ele falou, apontando para o cigarro.
—Eu gosto de anões. – Evie deu de ombros, ascendo o cigarro.
—Eu também. – Nathan sorriu. Ele olhou Evie interessado. – Nós provavelmente deveríamos sair para beber.
—Rir um pouco. – falou Evvie.
—Ver se temos gostos iguais. – continuou Nathan, chegando mais perto.
—Superar traumas emocionais. – riu Evie.
—Discutir um pouco.
—O que você fez, seu bastardo estúpido? – Evie bateu em seu peito, interpretando um momento hipotético.
—Desculpe, baby. Eu não sabia que era um namoro, não vai acontecer de novo! – falou Nathan com a mão sobre o peito, entrando na brincadeira.
—A gente transa, e antes que perceba estamos presos em uma relação séria.
—É como geralmente acontece.
—Só tem um problema. – riu Evie, se virando para ele. – Eu já estou bêbada.
—Então acho que deveríamos pular toda a parte ruim e trepar. – proferiu Nathan.
Evie o olhou pensando no assunto.
—Yeah. – ela concordou. Nathan riu apertando a bunda dela. – Vai com calma, querido. Agora... me chupa.
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—Você me prometeu uma dança. – Rabastan disse. Suspirei. – Vamos, Addie. Eu vi você dançando com o Adam.
—Jay tem ciúmes de você, com o Adam é mais birra. – falei, cruzando os braços.
—Addie. – ele fez um biquinho. – Estou fazendo a minha cara “tenha pena de mim”.
—Ta bom, Rabs. – ri. Ele sorriu e ergueu a mão, aceitei e Rabastan me conduziu para o meio da pista. Estava tocando uma música levemente animada, mas Rabastan colocou a mão na minha cintura como em uma música lenta. – Rabs, não é uma música lenta.
—Eu sei. – ele suspirou. – Mas assim eu posso ficar agarradinho em você. – ele murmurou, me puxando para mais perto.
—Rabs... – suspirei. O olhei nos olhos. – Eu estou com o Jay.
—Eu sei. Eu sei. – ele resmungou bravo. – Eu sei disso, e sei que não vai trair ele comigo. Eu só... só quero dançar com você, Addie.
Concordei e apoiei minha cabeça em seu ombro. Rabastan acariciou minha cintura.
—Eu disse que você era um romântico. – ri. Rabastan riu também, e entrelaçou os braços na minha cintura. – Tudo bem?
—Volta comigo, Addie. – ele disse de supetão. O olhei surpresa, mas Rabastan me olhava completamente sério. – Volta comigo. – ele apertou minha cintura.
—Rabs...
—Eu vou te fazer feliz. Eu sei que vou. A gente pode começar a namorar e eu vou te dar flores e joias e assistir todos os seus treinos se quiser. Eu vou te ajudar quando precisar e... eu estou tão apaixonado por você, Adhara. – ele suspirou com pesar. – Volta pra mim.
O olhei em choque e vi James sentado em uma mesa com os pais e nossos amigos. Ele me olhava curioso.
—Rabastan... – nunca tinha imaginado que ele se declararia daquele jeito pra mim.
—Adhara, suba aqui minha querida. – virei para o lado e vi minha tia Walburga no palco me chamando animada. Olhei meus pais confusa.
Rabastan me soltou e me olhou também confuso. Comecei a andar em direção ao palco, com todo o baile me olhando.
—Sirius, meu filho, a acompanhe. – tia Walburga pediu. Sirius, com o maxilar travado, se levantou e eu parei de andar esperando ele chegar até mim. Sirius ergueu o braço e andamos junto até o palco. – Esplêndido. – riu tia Walburga. Tio Órion estava atrás dela com uma mão em sua cintura, e meus pais estavam ao seu lado. – Estamos aqui para anunciar o noivado de Sirius e Adhara Black.
Meu coração parou e o mundo parecia que tinha travado. Enquanto as pessoas exclamavam animadas, Sirius ao meu lado olhava para baixo com terror nos olhos. Respirei fundo, vendo que todos nos observavam e forcei um sorriso, segurando a mão de Sirius. Tia Walburga começou a falar sobre como estava reconectando laços com meus pais e como estava feliz que eu continuava a “doce e pura Adhara”.
—Walburga. – meu pai sibilou.
—Oh, Póllux. – ela riu. – Eu sei que está ansioso. Como eu dizia... Eu estou aqui para anunciar o noivado de Sirius e Adhara. – ela colocou as mãos em nossos ombros. – Desde o primeiro dia que vi Addie eu soube que ela e Sirius foram feitos um para o outro. Eram dois bebezinhos que adoravam se engalfinhar e brincar, e quando Addie se mudou para França, achei que o noivado tinha acabado. Mas então ela voltou, mais linda do que nunca e completamente apaixonada pelo primo distante. – ela falou e os convidados riram. Olhei para ela cética. – E Sirius, ele achou Adhara simplesmente linda. Como é que você disse, meu amor? – ela perguntou a Sirius.
—Eu não lembro, mãe. – ele respondeu ríspido.
—Oh, eu lembro. Ele me disse na primeira carta que enviou de Hogwarts. “Querida mãe, Adhara é tão bonita que faz meu coração doer. Eu ficaria muito feliz se um dia me casar com ela”. – tia Walburga recitou. Os convidados soltaram um “ohhhh” animado. – Seu desejo está se realizando, Sirius, está feliz?
—Estou... exultante. – Sirius respondeu engolindo em seco.
—E você, Addie? Está feliz, minha querida? – ela perguntou sorrindo.
—Tão feliz que eu poderia chorar. – falei nervosa. Torci meus dedos na mão de Sirius e ele a apertou tentando me acalmar.
James me olhava completamente triste do lugar em que estava. Remus e Peter ao lado dele nos olhavam pesarosos. Mary parecia que ia chorar agarrada em Emmeline e Emily e Frank me olhavam com um sorrisinho de suporte.
Suspirei mais uma vez, enquanto tia Walburga continuava a falar sobre Sirius e eu. Vi Rabastan me olhando tristemente e Adam me olhando preocupado.
—Relaxa, seus pais vão acabar com isso logo. – Sirius sussurrou para mim. – Bem... eu espero que sim.
—Aqui está o contrato – tia Walburga, fez papeis voarem até sua mão com a varinha. – Adhara e Sirius, assinem o contrato que juntará suas vidas para sempre!
Fiquei pálida, com tia Walburga dando uma pena para mim.
—Isso pode deixar para ser feito em meu escritório, irmã. – meu pai interveio, pegando o contrato.
—Se é o que deseja, meu irmão. – ela riu. – Um brinde, para os noivos. – ela falou. Uma taça de champanhe pareceu em mim mão, assim como na de Sirius. Todos os convidados ergueram as taças, e James levantou a dele, parecendo que ia morrer. – A Adhara e Sirius!
—A Adhara e Sirius! – todos brindaram e depois bateram palmas.
A música voltou a tocar aos poucos, e todos voltaram para as próprias conversas.
Meu pai saiu do palco, quase arrastando tia Walburga, minha mãe foi logo atrás e tio Órion empurrou Sirius e eu para irmos junto. Entramos no escritório do meu pai, o qual eu me lembro de passar horas pintando desenhos enquanto meu pai trabalhava com papelada. Imediatamente meu pai começou a gritar com tia Walburga, que devolveu os gritos na mesma intensidade. Tio Órion usou um feitiço de privacidade, antes de começar a brigar com meu pai.
—Isso é um absurdo! – meu pai gritou.
—Absurdo é você não querer, que eles se casem! – tia Walburga rebateu. – É uma união perfeita para família!
—Eu não do a mínima! – meu pai gritou exasperado.
—Os costumes...
—Vá à merda com seus costumes! – minha mãe se intrometeu. Tia Walburga se virou para ela irritada.
—Parece que a festa está acontecendo aqui. – minha avó riu, entrando na sala. Meu avô estava logo atrás dela, assim como tia Druella, tio Cygnus e tio Alphard.
—Walburga, o que você fez é inaceitável. – tio Alphard falou. Tia Walburga o olhou chocada – Eu acredito que você não falou para Póllux sobre o anuncio do noivado.
—Ele já sabia! Ele sempre soube! – tia Walburga se defendeu. – Sirius e Adhara são perfeitos um para...
—Não! Não somos! – briguei. – Tia Walburga... eu estou apaixonada por James Potter. Ele é meu namorado!
Ela me olhou chocada, e colocou a mão sobre o peito. Ao canto vi tia Druella se sentando na cadeira do meu pai, muito vermelha, parecendo não estar nada bem. Revirei os olhos, pois a única pessoa que conseguia ser mais dramática que Narcisa era a mãe dela... aquilo nem tinha a ver com ela e a mulher já estava lá, como se estivesse prestes a morrer.
—Como você deixou isso acontecer, Sirius? – tio Órion se pronunciou. – Que vergonha! Um Black deixando ser desbancado por um mero Potter?
Sirius cruzou os braços irritado.
—James gosta da Addie. De verdade. – ele falou. – Eu não! Eu amo a Addie, mas como a uma irmã!
—Pelas barbas de Merlin, nunca ouvi tamanha besteira. – tia Walburga rugiu e deu um tapa na nuca de Sirius. – Só me da desgosto!
—Não faça isso com ele. – mamãe, colocou a mão sobre o ombro de Sirius, o puxando para trás. Notei que tia Druella colocou a mão sobre o peito, parecendo estranha, mas a ignorei para olhar minha avó.
—Querida, o que acontece aqui, é que não estamos interessados na sua proposta de noivado. – vovó falou. – Adhara é livre para casar com quem ela quiser e se no futuro ela quiser casar com o primo, ótimo! – ela riu, e pegou o contrato da mão de tia Walburga. – Mas como ela não quer... – vovó rasgou o contrato no meio. Tia Walburga gritou de horror.
—Sua traidora...
—Druella! – o grito de tio Cygnus interrompeu tia Walburga. Tia Druella tinha caído da cadeira do meu pai e estava no chão. – Druella! Druella, o que está sentindo? – tia Cygnus gritou desesperado. Pisquei em choque, sem entender. Ela tinha desmaiado?
—Temos que levá-la para Mungus! – tio Órion falou.
—Sim, vamos... – tio Cygnus falou se levantando. Tia Druella segurou a mão dele o olhando com terror. Ela estava pálida e muito assustada – O que? Querida, eu não te entendo. – tia Druella tentava falar alguma coisa, mas então seus olhos se arregalaram e a mão dela caiu. – Druella?
—O coração dela parou. – meu pai se ajoelhou ao lado dela, e começou a massagear seu peito. Meu pai continuou tentando por cinco longos minutos, até que desistiu, e olhou tio Cygnus com pesar. Ofeguei e coloquei a mão sobre a boca em choque. Sirius parecia petrificado.
—Temos que levá-la para o Mungus. – tio Cygnus sussurrava em choque. – Temos que...
—Ela morreu, irmão. – tio Alphard falou. – Eu sinto muito.
Mas tio Cygnus simplesmente não parecia convencido. Por um momento esqueci até mesmo que estava zangada com tia Walburga.
—Não! Não! NÃO! – tio Cygnus começou a bombear o peito de tia Druella incansavelmente. Senti um nó na garganta ao ver aquilo e olhei para Sirius. Ele olhava horrorizado para a cena.
—É você se afogando de novo... – ele sussurrou me olhando com os olhos brilhantes. O abracei assustada enquanto tio Cygnus uivava de dor e lamento.
—Ela morreu. Cygnus, ela morreu. – meu pai segurou as mãos do irmão e o puxou para seu peito. Tio Cygnus começou a chorar como um bebê, agarrado ao meu pai. – Calma. Calma. – meu pai sussurrou, acariciando as costas do irmão.
Tia Walburga suspirou e tio Órion segurou sua mão. Todos ficamos em volta de tia Druella assistindo tio Cygnus chorar desolado.
Olhei para Sirius em choque, e ele me olhava do mesmo jeito.
—Quem vai contar para a Ciça? – perguntei lentamente, ainda confusa sobre o que tinha acontecido. Sirius segurou minha mão, olhando para o corpo morto de tia Druella. Tio Cygnus chorou mais alto, ao escutar o nome da filha.
—Crianças. – minha mãe puxou eu e Sirius para fora da sala. – Vão ficar com seus amigos, okay?
—Tio Druella morreu, mãe. – sussurrei. – Ela realmente morreu. – falei catatônica. – Acabou de acontecer... Ela morreu! Ela morreu! Ela...
—Eu sei, querida. – ela acariciou meu rosto e depois o de Sirius. Eu ainda abri minha boca repetidas vezes querendo falar alguma coisa, enquanto Sirius continuava parecendo petrificado
—Eu já sabia que isso ia acontecer. Varíola de Dragão não tem cura. – Sirius murmurou, com o olhar fixo no chão. – Mas... eu não sabia que ia ser tão rápido.
—Deve ter atingindo o coração dela. – falei para ele. – Eu li uma vez sobre essa doença... e as vezes atingem o coração, o transformando em escama de dragão.
Sirius piscou surpreso e levantou o olhar para mim. Minha mãe mandou eu e Sirius irmos para longe, e foi procurar Narcisa e Andrômeda, já que Bellatrix não tinha vindo com o marido. Sirius e eu começamos a andar de volta para o Salão. Nossas mãos ainda estavam entrelaçadas e Sirius parecia que não iria soltar tão cedo.
—Eu te amo, Addie. – Sirius falou subitamente. – Não morra, okay?
— Eu te amo, Sirius. E não morra também, okay?
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—Eu vou fazer. – contei decidida. As meninas me olharam com sorrisos.
—Mesmo, Addie? – Mary indagou.
—Mary, hoje eu quase fiquei noiva do meu primo e vi a morte bem na minha frente. De agora em diante, quando eu quiser fazer algo eu vou fazer. Eu vou viver. – ri. Emmeline riu também. – E vou fazer muito sexo.
—Vai mesmo. Não se deixe levar por esses tabus que as pessoas usam para nos controlar. – riu Emmeline –Sexo é tudo de bom, super recomendo. – ela passou as mãos pelo rosto, como se quisesse exibi-lo – E dizem que é bom pra pele, olha só. – adicionou ela em tom de brincadeira.
Eu, Emmeline e Mary gargalhamos, enquanto Emily me olhava em choque.
—Vocês são completamente malucas! – disse ela esbugalhando os olhos. Pensei que ela iria tentar me fazer mudar de ideia, mas ela sorriu – É por isso que eu amo vocês! Vamos! Vamos te preparar para a noite mais inesquecível da vida do James.
Elas me ajudaram a arrumar o quarto e a me arrumar. Emmeline foi para o quarto de Jacques para ficar com ele e Mary e Emily foram para o quarto de Peter e Frank. Entrei com elas, apenas com meu roupão de seda branco. Enquanto Mary ia deitar ao lado de Peter e Emily ao lado de Frank, fui na ponta dos pés até a cama de James. Ele dormia de calças, com uma regata. Subi em cima de sua cintura com cuidado, para não acordar Sirius.
—Jay. – chamei baixinho em seu ouvido.
-Vai dormir, Almofadinhas. – resmungou ele.
—Vai se foder, Pontas. – resmungou Sirius, ainda dormindo. Não consegui não rir da situação. Passeei um dedo pelo ombro de James e brinquei com a orelha dele. Ele empurrou minha mão e se virou parecendo zangado.
—Vai se foder, Si... – ele me olhou chocado – Addie? O que você faz aqui? – perguntou ele num sussurro.
—Vem pro meu quarto comigo? – perguntei. Ele assentiu, e eu o puxei para fora do quarto. Assim, que entramos no meu quarto, tranquei a porta, e fiz um feitiço de privacidade.
—Addie... – James murmurou olhando meu quarto.
A única coisa que iluminava o quarto eram as velas que eu tinha colocado. Na minha cama tinha várias pétalas de rosa e um cheiro de morango no ar. Liguei uma música na minha vitrola, na verdade do meu pai que eu tinha achado no primeiro dia na mansão.
-Exagerei? – perguntei insegura. James me olhou com um sorriso. Eu subi em cima da cama e James veio junto.
—Não. Não exagerou.
—Eu queria que você... especial.
—Você está falando sobre o que eu acho que você está falando?
—Vamos fazer amor, Jay? – perguntei. Ele colocou a mão no peito, depois me abraçou e virou o corpo para ficar por cima de mim.
—Você é completamente louca. – riu ele.
—Bem... dizem que os Black são meio loucos mesmo. – brinquei com aquele mito irritante que Marlene ficava repetindo para me irritar. O puxei e o beijei querendo saciar aquele desejo que vinha se acumulando nas últimas semanas. Aquele desejo que me fazia arfar e tremer sempre que James me dava um olhar mais demorado, ou quando colocava a mão na minha coxa durante o jantar, ou quando nos enfiávamos em armários para nos amassar escondidos. Estava simplesmente difícil manter aquela tensão sob controle. Tínhamos poucas oportunidades para aquilo. E por causa disso, aquele beijo ficou completamente fora de controle. Eu o mordi com força no lábio e ele apertou com força as minhas coxas. – Jay... – tentei falar, mas minha voz saiu muito trêmula por causa dos beijos lascivos de James no meu pescoço. O arranhei com força nas costas e ele ficou de joelhos na minha frente, tirando a regata. Olhei para o peito magro, mas definido dele e senti o corpo esquentar ainda mais. Nem sabia que era possível ficar mais quente. James se curvou sobre mim novamente, me beijando com desejo e urgência. Como se estivesse se afogando e me beijar fosse a única maneira de respirar. Senti quando ele pressionou os quadris contra os meus e eu me arrepiei inteira, perdida naquelas sensações deliciosas. O arranhei nas costas novamente e depois fiquei sentindo os músculos dele. Desci pela coluna dele com meus dedos. Apertei de leve a bunda dele, apreciando como era durinha. Ele riu nos meus lábios e baixou a alça do meu sutiã. Afastei-me dele e o deixei deitado na cama.
—Addie?
Fiquei em pé em cima da cama e tirei meu roupão totalmente. James sorriu me olhando de cima a baixo. Sentei em seu colo, precisamente em cima de seu pênis coberto pela calça. Ele gemeu baixinho e eu rebolei lentamente, o beijando com vontade, mordendo seus lábios. Ele colocou as mãos em minha cintura e eu tirei meu sutiã vermelho lentamente. James sorriu ao ver meus mamilos cor de rosa e soltou um suspiro para tocá-los com as mãos muito trêmulas. Fechei os olhos gostando do toque erótico dele. James me empurrou me fazendo deitar. Senti os lábios dele no meu pescoço, descendo cada vez mais até chegar no meu colo. Enrosquei meus dedos nos cabelos arrepiados dele, amando a textura da língua dele contra minha pele. As mãos dele procuraram outro pedaço de mim para se ocuparem, já que agora o rosto dele estava afundado onde elas antes estiveram.
—Você acha que eu sou bonita, Jay?
—Eu te acho perfeita. – respondeu ele sorrindo para mim. Ele passou a mão pelos cabelos, naquela mania que ele tinha de deixá-los ainda mais bagunçados. Olhei para a calça do pijama dele e notei o volume enorme. Meus olhos subiram pelo corpo do meu namorado e vi que ele me olhava um pouco constrangido.
—O que foi? – perguntei.
-Nada... é que você ficou me encarando...
— Me beije, James. – pedi rindo. Ele riu adquirindo aquele ar maroto que eu tanto amava, se curvando sobre mim, me beijando com aquele fogo arrasador. Toda vez que ele me empurrava com o quadril, eu achava que ficaria louca.
—Quero te tocar toda... – sussurrou ele no meu ouvido.
—Toque. – pedi completamente alucinada. Nem me importei se estava indo rápido demais. Era James, meu James. Ninguém me fazia me sentir tão segura e confortável como ele. Senti os dedos trêmulos dele no meu traseiro e coxas, indo cada vez mais para o único lugar que ele ainda não tinha tocado desde que entrara no quarto. Eu queria aquilo com tanta intensidade que doía.
Por fim senti as mãos dele me tocarem na calcinha já úmida pela aventura. Ele deu um gemido de satisfação, talvez por notar o quanto eu estava gostando. Então ele me tocou naquele lugar proibido. Mordi o lábio querendo não fazer barulho, mas à medida que ele brincava comigo, vi que tentar não fazer barulho era completamente impossível. E não havia porque me conter. Estávamos isolados acusticamente. Então suspirei e me permiti fazer o barulho que me desse na telha.
-Céus... você me deixa maluco fazendo isso... – murmurou James.
-Jay... se você ta maluco, imagina eu. – falei manhosamente. Ele puxou minha calcinha pelas pernas e a jogou em algum lugar do quarto. Depois apertou os lábios olhando minha intimidade.
—Eu não aguento mais... – murmurou ele me beijando novamente – Eu não aguento mais.
Minhas mãos voaram até as calças dele.
—Vem.
Puxei as calças e a cueca dele de uma vez para baixo. Não estava pensando. Meus cabelos estavam alucinados, mudando de cor exatamente como os de Ted Tonks mudavam quando ele se agarrava com Andy. Meus dedos desceram pela barriga de James e foi minha vez de tocá-lo. Ele soltou um gemido abafado e rouco. Ele estava pegando fogo. Era muito, muito quente. Senti as mãos dele sobre a minha, me guiando no movimento que ele gostava. Adorei vê-lo tremer e se arrepiar. Adorei como ele fechava os olhos e abria boca, louco de prazer.
—Addie. Vamos fazer, vamos fazer...? – murmurou ele afastando a minha mão. Abri as pernas, porque francamente, eu não aguentava mais. Eu queria James a todo custo. Ele se encaixou em mim e entrou. Senti uma forte e dolorosa pontada, que passou em um segundo deixando apenas um leve desconforto. O modo como ele gemeu fez qualquer sensação ruim ser simplesmente boba. Ele me beijou no pescoço, subindo e descendo em cima de mim, naquele movimento erótico e completamente inconsequente. Logo o desconforto deu lugar a algo mais. A algo delicioso. A pressão que eu sentia era deliciosa. Tudo era deliciosamente maravilhoso. Desde os nossos gemidos, até as mordidas no pescoço um do outro, as juras de amor que ele me fez ao pé do ouvido e o tesão daquela situação.
—Jay – gemi longamente. James deu uma estocada forte. Ele gemeu na minha boca. James rolou para o lado, ofegante e suado. Olhamos um para o outro sorrindo completamente felizes. Certamente, essa era a maior loucura que eu e James fizemos.
E de longe, a melhor.
O sono logo começou a me acometer. Suspirei, e peguei um baseado embaixo do travesseiro. Ascendi e traguei com um sorriso bobo no rosto. James me abraçou e beijou o meu pescoço, enquanto eu fumava. Coloquei o baseado em sua boca e ele tragou, e soltou à fumaça em meu rosto. Apaguei o baseado na cabeceira da cama e o joguei no chão. Deitei em cima dele e voltei a beijá-lo. Ele sorriu para mim, me acariciando nas costas.
—Vou querer fazer de novo se ficar desse jeito. – murmurou ele. Sorri me sentando nos quadris dele.
—Será que aguenta? Acho que não.
—Está duvidando? – perguntou ele entre estar se divertindo e ofendido.
Sorri marota para ele e me levantei apenas para guiá-lo com a mão para dentro de mim, novamente. James gemeu jogando a cabeça para trás e eu rebolei em cima dele.
—Tudo bem, baby? – perguntei amando a cara de prazer dele.
—Céus, Addie... – gemeu ele abrindo os olhos. Ele os fixou nos meus seios, que balançavam por causa dos meus movimentos nos quadris dele. James esticou as mãos para tocá-los e apertá-los. Segurei as mãos dele sobre meus seios, desejando que ele os apertasse. Como que lendo a minha mente, ele o fez. Gemi manhosamente, me mexendo em seu colo. Logo ele escorregou as mãos para minhas costelas, cintura e quadril. – Mexe, assim... – murmurou ele me empurrando e puxando. Gemi alto, adorando a sensação e vi que James sorriu, gostando de me fazer gemer. Ele se sentou, para beijar meus seios, enquanto movia meu quadril em cima de seu colo. Puxei os cabelos dele com força, para baixo, fazendo com que ele olhasse para mim. Ele o fez e eu o beijei, sem parar de mover o quadril. Era a melhor coisa que eu já tinha sentido na vida. Aquela história sobre primeira vez ser sempre ruim era pura balela para nos deixar com medo de perder a virgindade. Sexo estava me parecendo simplesmente ótimo. Emmeline tinha toda razão. Esses tabus eram apenas para nos manter sob controle.
Quando finalmente cheguei ao êxtase e James também, me deitei ao lado dele para descansar um pouco. Comecei a fazer carinho em sua barriga, com minhas unhas, e o vi se arrepiar. Apoiei meu queixo em seu peito, e o olhei com um sorri feliz. James retribuiu meu sorriso e levantou meu queixo para me beijar.
-Eu te amo. – sussurrei contra sua boca. – Muito.
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Sirius abriu a porta do quarto.
Ele tinha acordado e notado que Emily dormia com Frank (eles tinham colocado um travesseiro entre eles), Mary e Peter dormiam abraçadinhos. Piscou confuso e notou que James não estava na cama.
Sabe aqueles momentos de ira em que você não enxerga? Quando fica tudo escuro, com o som de uma chaleira apitando. Era assim que ele estava até abrir a porta. Quando deu por si, viu Addie e James dormindo juntos. James, como nunca conseguia ficar coberto, estava com a bunda branca de fora e um roupão e calcinha estavam no chão, além de tocos de velas que estavam espalhados ali e aqui.
Estava feito. Simplesmente estava feito.
Sirius respirou fundo e engoliu em seco. Depois caminhou até James e o cutucou. James abriu os olhos, preguiçosamente e o encarou. Em um segundo o amigo pareceu acordar. Ele olhou para Addie, que estava obviamente nua embaixo do cobertor e soltou um suspiro
—Em minha defesa...
—Pro quarto... agora. – murmurou Sirius. James engoliu em seco e pulou da cama, vestindo apenas a calça, para então ir de volta até o quarto. Sirius bateu a porta com força, sem se importar em acordar alguém – Você transou com a Addie? – perguntou Sirius, completamente furioso, um tanto alto demais – Depois de tudo o que eu conversei com você ontem?!
James respondeu com um sorriso insolente.
—Desculpe, Sirius. Desculpe. – disse James com o ar mais satisfeito da face da terra – Mas... não deu pra resistir. Você ao menos já olhou para sua prima, Sirius? Ela é linda... sexy... – James se deitou na própria cama com um sorriso sonhador – Estou apaixonado por essa garota. Eu vou me casar com ela.
—Vai porcaria nenhuma! – rosnou Sirius – Vocês acreditam nesse cara? – perguntou Sirius olhando para os outros, que acabaram acordando quando ele bateu a porta.
Remus olhava James com censura, mas Pedro deu de ombros. Frank deu uma risadinha estendendo os polegares para James e Emily e Mary foram para a porta.
—Esse é a hora em que a gente foge. Bom enterro, James. – riu Emily. Mary deu tchauzinho para ele e saiu fechando a porta.
—Nesse momento, a única coisa que eu posso sentir por James é inveja. Sua prima é uma gostosa, Sirius. Conforme-se com isso. – disse Pedro, baixinho, temendo que Mary escutasse por trás da porta.
—Obrigado, Pedro. – disse James, sorrindo.
—Pois eu acho que você foi realmente escroto. – disse Remus, friamente. O tom dele fez com que James voltasse a se sentar – Se eu tivesse uma prima ou irmã mais nova... alguém que me fizesse sentir esse instinto protetor que Sirius SEMPRE teve... e um amigo meu transasse com ela... Eu ficaria no mínimo muito furioso.
—Obrigado, Remus! – disse Sirius, feliz por alguém estar entendendo.
—Me sentiria completamente traído! – adicionou Remus – Você já está errado de estar namorando a Addie! Ela é território proibido!
—Cara. Eu me apaixonei! O que você queria que eu fizesse? – perguntou James.
—Que mantivesse seu pau dentro das calças, Potter! – rosnou Sirius se levantando e indo para o banheiro. Estava tão puto que se sentia tentado a socar seu amigo.
Ligou o chuveiro, na água fria e tirou a cueca, a jogando no chão. Depois se enfiou debaixo da água, sentindo o corpo arrepiar-se com a temperatura da água.
—Sirius... não fique zangado comigo. Eu estou me segurando há séculos. – murmurou James.
—Séculos? – perguntou Sirius – Vocês começaram a namorar há poucos meses!
—Mas já estávamos nos pegando há mais tempo! Desde o verão, na verdade! – disse James.
—Pelas costas dele, aliás. – murmurou Remus, friamente, também entrando no banheiro, olhando James com censura.
—Por que não cala a boca, Aluado? – perguntou James – Eu entendo o Sirius. Por que você está assim?
—Porque você fez errado e o Sirius tem toda a razão de estar zangado. – resmungou Remus – A tia dela morreu, na frente dela. Addie não estava pensando direito e você tirou proveito disso. Você tinha aresponsabilidade de não fazer isso!
James bagunçou os cabelos, parecendo sem jeito.
—Desculpe, cara. Mas eu não vou me arrepender só porque você acha que a Addie é um pertence seu. – resmungou James para Sirius, que ainda estava embaixo do chuveiro, dentro do boxe – Foi a melhor experiência que eu já tive. A gente se gosta. E muito. Eu a respeito. Ela é minha namorada. E eu não sou um qualquer que ela achou na rua. Seria muito pior se fosse o... o Rabastan... – resmungou James, que sempre tivera um ciúmes do ex-rolo de Addie.
—Não. Não teria sido muito pior! Rabastan me odeia. Ele não precisa pensar em mim antes de...
—Me desculpe. Eu não pensei em você mesmo. Eu pensei na Addie. – cortou James – Ela veio para a minha cama... as coisas aconteceram...
—Não vem falar que a culpa é dela! Addie não tem nada na cabeça. – rosnou Sirius – Ainda mais depois do que aconteceu ontem...
—E nem eu! – retrucou James – Sério, Sirius! Você acha que EU tenho algo na cabeça? Eu sou um garoto impulsivo, com os hormônios enlouquecidos e uma namorada linda, legal e divertida!
—Não é desculpa! – ralhou Sirius – Você me traiu. É como Aluado falou.
—Cara! Ela é minha namorada. O que queria que eu tivesse feito?
—Que não tivesse transado com ela! – respondeu Sirius.
—Mas, cara... não deu pra evitar...
—Não acredito que Addie perdeu a virgindade antes de mim. – resmungou Sirius.
James arfou e abriu a porta do boxe de Sirius, parecendo quase zangado.
—O problema é esse? – perguntou James – Que eu e Addie transamos e você não!
—Esse não é o problema! – disse Sirius, fechando a cara – E você está invadindo o meu espaço! – ele tentou fechar o boxe, mas James não deixou.
—Você é um cretino egoísta! – rosnou James – Eu amo a Addie e a gente vai transar, você gostando ou não. Eu estava louco, me segurando. Eu nem pegava direito nos peitos dela...
—Eu não quero saber! – rosnou Sirius.
—...porque eu me sentia mal por estar fazendo isso com a prima do meu melhor amigo. Mas eu não vou ficar deixando de curtir o meu namoro...
—Você está inventando justificativas... – começou Sirius, mas James não parou de falar.
—... porque você é um cretino, egoísta, que só quer ser o fodão, comedor da escola!
—O ponto não é esse! – disse Sirius.
—O ponto é justamente esse! Por que não come logo a Marlene ou a Emmeline? Ela não é mais virgem. A Addie me contou. E ai você deixa a gente em paz, se divertindo e curtindo o nosso namoro, sem você pra ficar regulando o que a gente faz ou deixa de fazer.
—Eu gosto da Emmeline. Não vou transar com ela desse jeito, só pra você se sentir no direito de...
—Você GOSTA da Emmeline? Não me faça rir! – rosnou James entrando ainda mais no boxe.
—JAMES! SAI DAQUI SEU VIADO! – gritou olhando para o teto. A última coisa que queria ver era o rosto do cara que havia profanado de vez sua priminha.
—Não! Não me vem com falso moralismo, Black! – disse James – Gosta da Emmeline? Você só gosta de si mesmo. – disse James apontando o dedo para seu rosto – Você ficava publicamente com a Marlene e se agarrava com Emmeline às escondidas. E então terminou com a Marlene, pra ficar com Emmeline, mas nunca a assumiu também, porque queria ficar se pegando com milhões de garotas! Quem gosta não faz isso. Eu gosto da Addie e se Emmeline, Lílian ou Dorcas desfilassem peladas na minha frente, eu nem notaria, porque só tenho olhos pra sua prima. Isso é gostar, Sirius. O que você sente é... – James soltou um muxoxo e saiu do boxe – Sei lá o que é... mas não é gostar. Nem de perto é gostar. – o garoto fechou a porta do boxe com força e Sirius ficou com a água a cair sobre seus ombros se sentindo uma pessoa simplesmente terrível.
Depois do banho, nem mesmo Remus parecia disposto a defendê-lo, apesar de ainda estar olhando para James com censura.
Quando saíram do quarto, encontraram as meninas no quarto de Addie.
—Meu AMOR! – gritou James a pegando no colo para girá-la no ar.
—Me solta, James! – rosnou Addie – Estou zangada com você! Como ousou não acordar do meu lado!
—Não fique! Não fique. – pediu James a beijando milhões de vezes na bochecha – Não fique zangadinha comigo, Tetas!
Adhara xingou James algumas vezes, mas havia um sorriso no rosto dela. Sirius bufou zangado e saiu do quarto, sem cumprimentar ninguém. Estava indo para sala para tomar o café da manhã, quando notou que estava sendo seguido. Não olhou para trás, mas reconheceu a voz de Emmeline.
—Six! Calma.
—Não! – rosnou ele se voltando para a garota – Eu não vou ficar calmo. Addie me desrespeitou e James me traiu! Foi isso o que aconteceu naquele quarto e é bom que Addie esteja afiada com aquele maldito bastão, porque eu vou arrebentar a cabeça do Potter no próximo treino de quadribol!
—Sirius... não fique assim... eu sei como se sente. – murmurou Emmeline segurando sua mão. Mas estava tão furioso com as verdades que James Potter lhe jogara que não conseguiu ser gentil nem mesmo com Emmeline.
—Sente bosta nenhuma! O que você sabe, heim? – perguntou ele se soltando dela e voltando a caminhar para o longe dela – Me deixe em paz, Vance!
Estava furioso, simplesmente furioso... mas não usaria Emmeline para perder a virgindade. Ela merecia mais do que isso. Sem falar que ela já tinha alguma experiência com isso. Não queria decepcioná-la na hora “H”. Arrumaria alguma garota disposta a fazer isso e então pediria desculpas para Emmeline e voltariam a ficar numa boa.
Somente deixaria claro, que não queria compromissos com ninguém.
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