When We Were Young
46 I'll be your teacher - Addie's Manor V
Notas iniciais

I’LL BE YOUR TEACHER
ADDIE'S MANOR
1974
NEW YEAR
Sirius se refugiou no telhado, furioso. Alice e Lehanna estavam lá, apesar de Leh não parecer muito feliz.
—Que cara é essa, Sirius? – perguntou Alice.
—Nada. – respondeu ainda pensando em James e Addie. Depois de tudo o que tinha falado, James simplesmente ignorara e... ele não gostava nem de se lembrar. Se sentou ao lado de Soto e pegou um cigarro, mas logo notou que estava sem isqueiro. Bufou zangado e escutou o click de um isqueiro. Olhou para o lado e viu Soto levantando uma caixinha cor de cobre, com a chama brilhante tremeluzindo.
—Fogo? – perguntou Leh.
—Por favor. – respondeu amuado.
—Eu vou descer. Você vem, Leh? – perguntou Alice.
—Não. – respondeu Leh pegando outro cigarro também – Eu vou ficar por aqui, curtindo o por do sol. É nosso último dia aqui. Quero aproveitar. Sabe-se lá quando vou poder ver o por do sol do telhado de uma mansão novamente. – riu ela. Alice deu de ombros.
—Eu vou lá pra perto do papai e da mamãe... e você anda fumando muito.
—Oh, Alice. Vai logo ser perfeita longe de mim e não me torra a paciência. – resmungou Leh fechando a cara e Sirius deu uma risadinha. Alice revirou os olhos e desceu, voltando para dentro – Primos. – resmungou ela – A gente ama e odeia ao mesmo tempo...
—Nem me fale. – resmungou Sirius.
—O que houve? – perguntou Leh.
Sirius soltou um muxoxo.
—Addie e James transaram. – resmungou amuado.
—E...?
—Eles não podiam transar! – resmungou Sirius. Ele soltou outro muxoxo e resmungou baixinho – Ainda mais antes de mim...
—Você ainda é virgem porque quer. – riu Leh baforando para cima – Podia ter comido McKinnon ou Vance, mas fica enrolando as duas.
—Elas são virgens. – explicou-se Sirius – Ficaria ainda mais complicado se eu tirasse a virgindade de uma das duas.
—Vance não é mais virgem pelo o que eu escutei.
—Mas não me dá bola. – resmungou Sirius – Eu nunca mais fiquei com ela.
—Sério? – perguntou Leh arqueando as sobrancelhas, totalmente surpresa.
—É. Eu até tentei... e muito. Mas ela ficou puta comigo, pouco depois do dia das bruxas, por conta de umas merdas que eu falei... agora ela não me dá bola.
—Eu jurava que o Burke era o maior corno. – riu Leh com um sorrisinho.
—Eu peguei a Emmeline no início do ano, algumas vezes... mas depois disso nunca mais. Remus acha que ela está realmente gostando do idiota do Burke. Addie diz isso também... mas eu prefiro não acreditar nisso.
Leh deu uma risadinha, soltando outra baforada e Sirius a imitou, soltando a fumaça para o alto.
—De qual das duas gosta mais? Da McKinnon ou da Vance?
—Eu não sei. Gosto das duas. – riu Sirius – Não sei de qual gosto mais... mas ultimamente to com mais tesão pela Emmeline, afinal ela está se fazendo de difícil pra mim. – adicionou fazendo bico. Leh concordou com um aceno de cabeça.
—Vai ficar ainda mais constrangedor pra você, caso ela termine com o Jacques. – riu Leh e Sirius a olhou curioso – Ela já vai ser uma garota experiente e você... – ela deu uma risadinha cruel e Sirius corou de leve, sentindo-se levemente intimidado por aquilo. E se Emmeline perdesse o encanto por ele por Jacques ser melhor na cama? E se broxasse? E se fizesse algo errado? E se gozasse muito rápido? Loto sorriu olhando para ele – Se quiser uma professora... pra te ajudar nesses assuntos... – riu ela. Sirius a olhou surpreso, levemente constrangido, mas ficando excitado com a ideia.
—Está falando sério? – perguntou ele.
—Claro. – riu ela tragando o cigarro e prendendo a fumaça nos pulmões. Ela o olhava com um jeitinho travesso e cheio de segundas intenções. Leh engatinhou para mais perto e soltou a fumaça em seu rosto, fazendo seus olhos arderem. Tossiu um pouco e sentiu os lábios dela contra os seus. A beijou de volta por um tempo, mas logo a garota se sentou ao seu lado novamente – E então? Quer?
—Por que você namora aquele babaca? – perguntou Sirius e Leh piscou levemente surpresa – Se não faz a menor questão de agir como a namorada dele? TODO mundo sabe que você trai ele. TODO MUNDO.
Lehanna sorriu marota e deu de ombros.
—Essa pergunta... muita gente já me perguntou isso... mas você não vai ser o primeiro pra quem eu vou responder. – riu Leh – Isso é só entre mim e o Stefan.
Sirius soltou um suspiro, concordando com um aceno de cabeça.
—Ok... como quiser. – ele olhou para o horizonte, para o céu, que começava a adquirir tons de laranja.
—Você é um garoto estranho, Sirius Black. – riu ela. Sirius a olhou curioso, tragando seu cigarro e Leh olhou para o horizonte também – Você age como se não passasse de um garoto superficial... mas você não é. Algumas vezes você é um completo retardado... mas em outras tem a sabedoria de um velho. – murmurou ela. Sirius concordou com um aceno de cabeça.
—Meus pais sugam minha inocência e infância há muito tempo, como dementadores fazem com sentimentos felizes... ser assim, meio idiota, impulsivo e louco é meu modo de...
—É o seu patrono? – perguntou ela e Sirius concordou com um aceno de cabeça.
—É... acho que sim. – Leh soltou um suspiro – Ok. – ele sorriu de maneira cafajeste e a olhou – Eu quero que você tire minha virtude! – disse se deitando no telhado. Leh sorriu achando graça e concordou tragando o cigarro com tudo, o transformando em uma bituca. Ela jogou o objeto pelo telhado e se levantou.
—Me encontre no meu quarto em vinte minutos. Tome um banho, se quiser.
Leh saiu do telhado e Sirius respirou fundo olhando para o céu. Engoliu em seco, terminou seu cigarro e saiu do telhado também. Foi para o próprio quarto, tomou um banho e se vestiu de maneira bem descontraída, para que Remus e Peter não desconfiassem. Remus estava amuado na cama, lendo um livro qualquer, enquanto Peter desenhava em seu caderno.
Não falou com ele mais do que uma dúzia de palavras. Passou por Dorcas, Emily e Frank no corredor e assoviou para Dorcas, que corou de leve. Emily deu um sorrisinho e ele desviou o olhar com um pouco de preguiça dela. Emily era mais legal na escola. Ela era o retrato da conformação quando estava no mesmo recinto que os pais e olhá-la com aquelas roupas bruxas extremamente tradicionais era um pouco aborrecedor para ele, ainda mais depois de quase ter tido que assinar um contrato de noivado.
Bateu na porta do quarto de Soto e entrou em seguida. Ela estava sozinha, usando uma camisa branca e uma calcinha preta. Engoliu em seco, levemente intimidado, mas entrou no quarto e fechou a porta. Lehanna sorriu para ele e se deitou na cama, o chamando com o dedo. Engoliu em seco e trancou a porta. Tirou a camisa e a jogou no chão, para em seguida ir andando até a garota. Se deitou na cama e engatinhou para cima dela, para beijá-la com fogo.
Lehanna o beijou de volta o arranhando de leve nas costas e o fazendo arrepiar-se inteiro. A mordiscou no queixo, abrindo as calças. Lehanna sorriu e ele se livrou da peça de roupa. Engoliu em seco, tirando a cueca e então a calcinha dela, completamente afobado. Desejando mais do que tudo meter-se dentro dela. Respirou fundo e abriu as pernas da garota, olhando para seu objetivo, mas Lehanna se sentou e o olhou com censura.
—Errado, Sirius. – riu ela e ele a olhou confuso – Eu disse que seria uma aula, não disse? – perguntou ela e ele concordou mordendo os lábios – Não pode chegar e meter de uma vez. Isso não é uma rapidinha desesperada em um armário de vassouras. Estamos numa cama, de banho tomado. Não pode achar que vai agradar indo direto ao pote desse jeito. – Sirius a olhou constrangido e respirou fundo.
—Ok... eu devo dar atenção às preliminares. Eu sei disso. Mas eu sei que sou bom com preliminares, então... – ele a puxou para beijá-la, mas Lehanna o afastou de novo.
—Sei? – perguntou ela – Eu não tenho certeza disso... Me convence então.
Sirius sorriu maroto e deu de ombros.
—Você vai me fazer batalhar por algo que já tinha me prometido. – ralhou ele com um sorriso.
—Você e todas as garotas que você comer um dia irão me agradecer depois. – riu Lehanna o empurrando contra o cochão, o fazendo se deitar de barriga pra cima. – Normalmente as mulheres tem oito zonas alvo, Sirius. – riu Lehanna se deitando sobre ele. Sentiu a intimidade dela pressionar seu pênis e isso o fez respirar fundo – E o primeiro é o pescoço. – sussurrou ela passeando o nariz por seu pescoço, muito de leve. Ela lhe deu uns beijinhos ali e o lambeu lentamente, o fazendo tremer de leve – Bom, não é? Sua vez.
Sirius sorriu e girou o corpo de Leh, para ficar por cima. A olhou com seu sorriso de caça e se aproximou do pescoço dela.
—Claro, professora. – sussurrou a imitando e dando uns beijos mais vigorosos nela – Prefere mais selvagem ou... – ele então começou com alguns selinhos mais molhados ao mesmo tempo que, com uma mão, a acariciava de leve na pele macia – Mais romântico...?
Soto se sentou e lhe deu as costas, o olhando obliquamente.
—Segunda zona. Membros. – riu ela – Braços e pernas podem ser zonas eróticas.
—Eu sei. – riu a abraçando por trás e a beijando no ombro a medida que acariciava os braços dela de maneira carinhosa. – Mas acho que pernas são mais. – riu ele a deitando novamente na cama e pegando o tornozelo. O beijou lentamente, subindo os beijos pela canela, atrás do joelho e coxas. A mordiscou de leve na coxa direita e a olhou maroto. Leh o olhava do mesmo jeito – E agora?
Ela girou na cama, ficando de costas e tirando a camisa.
—Costas. – riu ela tirando os longos cabelos escuros da frente – Principalmente perto da linha da coluna. Massagens, beijos e carícias são ótimos, tanto antes quanto durante o sexo. – riu ela e Sirius se deitou sobre ela, sentindo seu pênis pulsar na bunda dela. Afoito e desesperado para “selar o acordo”, a beijou nas costas enquanto afastava as duas nádegas dela, apara colocar o pênis entre elas. Gemeu baixinho, tentando dar mais atenção a ela do que a si mesmo, mas o calor do momento o estava deixando louco.
—Eu conheço outra zona. – disse se ajoelhando e a puxando pelos cabelos, com algum cuidado. Lehanna se ajoelhou a sua frente e ele a apertou nos seios, de maneira desejosa, com movimentos circulares – Oh... que delícia. – riu a beijando no pescoço enquanto se divertia com os seios dela. Lehanna soltou um gemido e jogou os braços para trás, segurando sua cabeça de maneira carinhosa. A acariciou na nuca um pouco mais e então enrolou os fios de cabelo dela em seus dedos de novo, arrancando um sorriso dela – Aqui é outra zona? – perguntou e ela concordou com um sorriso – E aqui? – perguntou a lambendo na orelha e a mordiscando de levinho. Lehanna se arrepiou inteira e ele sorriu convencido – E a última zona, imagino... – sussurrou ele na orelha dela, enquanto descia a mão para a intimidade dela. Passou os dedos pelo clitóris e sorriu ao escutá-la gemer – E então, professora? Ganhei uma nota boa.
—Você tinha razão... você é bom com preliminares... – riu ela e Sirius a fez se deitar na cama.
—Você ainda não viu nada. – riu ele a beijando nos seios, rodeando o bico cor de ameixa com a língua, para em seguida ir descendo pela barriga dela até seu desejoso objetivo. Sabia fazer aquilo muito bem, pois já tinha feito várias vezes em Marlene e Cindy. Então estava confiante de que faria direito e não se enganou. Logo Leh estava gemendo e remexendo o quadril, apesar de suas mãos segurarem sua cabeça, na intenção de não deixá-lo sair dali. A chupou por alguns minutos até que ela gemesse mais alto. Sorveu do líquido que escorria da intimidade dela e levantou a cabeça com um sorriso cafajeste no rosto – E então? Conquistei meu prêmio?
Leh sorriu ainda parecendo nas nuvens e abriu as pernas. Sorriu satisfeito e se preparou para entrar, mas logo mudou de ideia.
—O que foi? – perguntou ela.
—Me chupa? Ou eu... eu vou gozar rápido... – murmurou constrangido.
—Quer uma dica? – perguntou ela abrindo as pernas de maneira convidativa – Quando estiver perto, mas não perto demais, se interrompa, me mude de posição, me beija um pouquinho e volte a transar. – explicou ela. Sirius concordou com um aceno de cabeça e finalmente entrou. Soltou um gemido maravilhado e sorriu voltando a se mover, agora dentro dela. Seu corpo inteiro tremia ao sentir a textura e temperatura dela. Era simplesmente maravilhoso estar completamente dentro dela. Se moveu mais e mais, buscando mais prazer, querendo se satisfazer, mas ao mesmo tempo querendo fazer aquilo durar mais e mais – Oh, Sirius...
Aquilo o arrepiou inteiro. Adorava quando as garotas gemiam seu nome, mas escutar isso enquanto transava era ainda melhor. Respirou fundo, se concentrando, tentando não passar vexame. Os garotos do time de quadribol costumavam falar que para durarem mais pensavam em coisas broxantes, então pensou em Peter. Mas aquilo não foi o suficiente. Não queria que tivesse que usar a técnica de Lehanna tão rápido ou ela saberia que ele já estaria quase terminando. Por isso respirou fundo e pensou no filho da puta de James com sua maculada priminha. Mas o tiro saiu pela culatra e ele acabou se lembrando do dia em que ajudara Addie a se masturbar.
Saiu de dentro dela, levemente constrangido, respirando fundo, tentando não explodir e Leh o olhou com um sorrisinho. A colocou de quatro e empinou a bunda dela, para admirá-la. Engoliu em seco, a beijando nas costas, tentando se acalmar. Sentiu as bolas doerem de leve e o orgasmo pareceu recuar. Sorriu animado, voltando a transar com ela, extremamente orgulhoso de si mesmo.
—Você é tão gostosa. – sussurrou mais uma vez no controle de si mesmo. Leh gemeu abraçando o travesseiro e ele a puxou pelos cabelos, deixando-a numa posição vulneravelmente sexy – Gostosa demais... – sussurrou movendo os quadris com força, amando todos os estímulos que recebia. Leh gemeu de novo e ele lhe deu um tapa na bunda – Gosta disso?
—Gosto.
Então bateu de novo e ela gemeu de novo.
Quando sentiu que estava para chegar novamente. Se sentou e a puxou para o colo, aproveitando para recuperar o fôlego. Leh rebolou em seu colo, enquanto ambos se beijavam completamente envolvidos pelo momento. Gemeu na boca dela e depois de um bom tempo, notou que não seria possível segurar o orgasmo daquela vez. A apertou contra si, como se quisesse penetrá-la ainda mais e gemeu roucamente, sentindo-se nas nuvens. Um sorriso se formou em seus lábios e Lehanna mordiscou seu lábio.
—Oh... Leh... – murmurou ofegante.
—Parabéns... você é um mocinho crescido agora. – riu Lehanna e os dois deram risada disso.
ஐ
—Hey. – me virei para a voz e sorri ao ver que era Remus.
—Oi, Remy. – sorri. Ele sorriu e entrou no meu quarto. Ele tinha uma caixa branca na mão com uma fita rosa em cima.
—Já estamos todos prontos pra ir. – ele murmurou.
—Foi divertido. – falei. Remus concordou. – Eu já ia lá pra baixo me despedir. – comentei. – Você quer uma despedida especial, é? – ri e beijei suas bochechas. Remus corou fortemente e negou.
—O seu presente de Natal. – ele falou e me estendeu a caixa.
Sorria animada, e peguei a caixa me sentando na minha cama. Remus se sentou ao meu lado, enquanto eu desfazia o laço e abria a caixa.
—Por Morgana! – gritei entusiasmada. Tire o presente da caixa, pondo em meu colo. – Um toca-discos só pra mim? Ele é rosa! – falei feliz. Remus sorriu para mim.
—Era da minha mãe. De quando ela era adolescente. Você gostou?
—Eu amei, Remy. Amei mesmo. – beijei seu rosto novamente. – Foi o melhor presente. Agora eu vou poder ouvir música em Hogwars! O que eu tenho lá em casa é uma vitrola grandona. – contei. Olhei para Remus e percebi que ele olhava fixamente para o meu sutiã vermelho pendurado na porta. – Quer pra você?
—O-O que? – ele me olhou surpreso.
—To brincando. – ri. Remus suspirou e voltou a olhar para o sutiã com uma cara estranha. – Você está bem?
—Porque você transou com o James? – ele perguntou subitamente. Pisquei surpresa.
—Ele é o meu namorado.
—Mas... Mas Sirius...
—Que se dane ele. Minha vida sexual não é da conta dele. – falei emburrada. – Ele não pode ficar bravo. – cruzei os braços.
—Bem, ele ficou. Super bravo. Ele e James brigaram feio. – Remus me contou. – James falou um monte de coisa... que o Sirius não ama ninguém e James disse que não é da conta dele e Sirius falou que James traiu a confiança dele.
Suspirei irritada, e me deixei deitar as costas na cama, com os pés de fora. Remus me imitou, me olhando de lado. Senti ele segurando minha mão e a acariciando com o polegar.
—Eu não queria deixar Sirius chateado. – sussurrei.
—Eu sei. Está tudo bem. Logo James pede desculpa e Sirius também, apesar do orgulho. – ele garantiu. – Você está bem? – perguntou.
—To ótima. Foi super bom. – ri.
Comecei a contar para Remus em detalhes a minha primeira vez. Entre caretas dele e sons de vomito falso. Remus riu, me contando que Francesca o chamava de lobinho e que aquilo o deixava estranhamente excitado. Ele me contou que parte dele queria muito terminar com a Francesca, mas outra parte estava muito feliz por ter uma namorada que o fazia tocar nos peitos dela pelo menos duas vezes ao dia. Sentia-me feliz de poder conversar com o Remus afinal, amizade verdadeira é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.
James apareceu para apressar Remus, e finalmente descemos as escadas. Mas logo cruzamos com Sirius, que ignorou James e me segurou pelo pulso.
—Preciso falar com você.
—Se vai me dar bronca... – comecei, mas ele me cortou
—Não. Não é bronca. – murmurou ele. Soltei um suspiro e voltamos para o meu quarto. Sirius fechou a porta e me encarou parecendo preocupado.
—O que houve, Sirius?
—Minha mãe... – murmurou ele – De novo com aquele papo sobre nosso noivado. – explicou ele – Eu amo você, Addie... mas como irmã. – resmungou – Eu não quero me casar com você.
—Não era você quem tinha absoluta certeza de que isso não iria acontecer?
—Isso foi antes de tia Druella morrer. – murmurou ele, cabisbaixo.
—Como assim? Ela alguma vez tentou convencer sua mãe a...
—Não. Não é isso. – resmungou ele – Eu sempre tive certeza de que seus pais não deixariam essa loucura ir para frente, mas... – ele suspirou e me olhou – E se seu pais não estiverem mais aqui, Addie? E se alguma coisa acontecer? E se meus pais derem um jeito de conseguir a sua guarda. Meu pai é louco. Minha mãe é mais ainda. – resmungou ele.
Caminhei até Sirius e o abracei.
—Eu não quero me casar com você. Sinceramente, tenho dó da pobre coitada que acabar se casando com você...
—É, eu também tenho dó dela. – riu Sirius me soltando e me olhando – É por isso que eu NUNCA vou me casar. Muito menos com você. Eu não nasci pra monogamia, prima. E se um dia eu me casar, eu vou ser um bosta de marido. Você merece alguém melhor do que eu... mas esse alguém certamente não é James e...
—Sirius, vá se...
—E isso ai vai acabar em desastre. Quando você partir o pequeno coraçãozinho de James em pedacinhos, eu vou olhar pra você e falar: eu te aviseeeei.
—Você é um idiota. – resmunguei abrindo a porta para que ele saísse.
—É... mas eu tenho razão. – retrucou ele saindo e me olhando com um sorrisinho sacana.
Desci junto de Sirius, despedi-me de todos e beijei James um pouco antes dele ir.
Sorri para Emmeline e Mary que tinham ficado, já que não tinham uma lareira conectada a rede de flu, então meu pai iria levá-las.
—Como vai à vida sem hímen? – Emmeline riu, e estalou a língua.
—Como você já deve estar sabendo, eu não tenho mais um.
—Ok. Hora de ir pra um lugar falar sobre isso! – riu Emmeline me puxando pela mão. Puxei Mary com a outra e fomos até a fonte. Mary se sentou na fonte e Emmeline me olhou com muita expectativa – E então? Como foi? Doeu? Ele gozou dentro? Você gozou? Detalhes. Quanto mais pervertidos, melhor.
—Sim, doeu, mas muito pouquinho. – respondi com um sorriso.
—Mesmo? Só um pouquinho? Nada que te dê vontade de desistir, né? – perguntou Emmeline.
—No meio do tesão da coisa? De jeito nenhum. – respondi – Foi ótimo, super gostoso. Sim, ele gozou dentro e eu gozei também, mas só na segunda vez.
—Segunda? – perguntou Mary, me olhando impressionada.
—Sim. Transamos duas vezes... isso porque o James me masturbou um monte naquele armário... e também... eu não contei o que eu vi minha prima Narcisa fazendo.
—Oh, por Merlin! – riu Emmeline – Conte. O que?
Acabei contando sobre aquele momento também e Emmeline e Mary quase tiveram um treco, de tanta empolgação.
—Então Malfoy tem um bom fôlego? – riu Mary – Bem... ele era bem popular com as garotas.
—Pois é. E ele tem um equipamento grande? – perguntou Emmeline com um sorriso maroto.
—Ai, que pergunta. Eu não fiquei olhando. – respondi com um sorrisinho.
—Opa. Amiga, disfarça. – riu Emmeline.
—O que?
—Sonserino gostoso se aproximando com o meu namorado e com o Régulus. Que conveniente. – riu Emmeline. Olhei pra trás e vi os dois com Rabastan. Ele me olhou constrangido e suspirou.
—Emmeline, meu amor. Podemos bater um papo?
—Claro, Jacques. – riu Emmeline dando o braço pra ele.
—Eu posso te acompanhar num passeio, Mary? – perguntou Régulus. Mary me olhou, como se quisesse saber o que eu pensava disso. Concordei com um aceno de cabeça e ela foi, me deixando sozinha com Rabastan.
Ele se aproximou e soltou um suspiro.
—E então... assinou os papeis? – perguntou ele, me deixando confusa – Do seu noivado.
—Aaah! Pfff... claro que não. – respondi com um sorriso – Meu pai está furioso com tia Walburga, porque...
—Que bom... teve... teve tempo pra pensar no que eu te falei. – cortou ele, muito Vermelho. Por um momento quis que Mary e Emmeline não tivessem saído.
Eu gostava muito de Rabastan, muito mesmo. E ele era muito importante na minha vida. Ele me ajudou a conhecer meu próprio corpo, ele me fez sorrir quando eu só queria chorar. Ele me mostrou o quão cruel eu podia ser e me ensinou o limite nas minhas próprias maldades.
Sim, eu gostava muito de Rabastan.
Mas eu amava James...
E por um lado era como ele tinha me dito. Um dia estaríamos lutando uma guerra, em lados opostos. Nada tinha mudado desde aquele dia no Salão Comunal da Sonserina. Os motivos por ele ter decidido se afastar de mim não tinham mudado ou acabado. Eles ainda estavam lá.
Então, por mais que me doesse falar aquelas palavras, eu não vi escolha.
—Sim, Rabs... eu pensei a respeito... – murmurei tristemente e ele soltou um suspiro.
—Pelo seu tom... eu já entendi. – murmurou ele. O olhei sentindo-me péssima pelo momento e ele desviou o olhar – Meu irmão é um Comensal de Morte... o Lorde das Trevas gosta muito dele. – disse Rabastan, chutando a neve – Meu irmão disse que vai falar de mim... se eu for bem nos N.O.M.s, eu poderei até conhecer o Lorde das Trevas. Por isso meu irmão quer que eu me livre de toda distração e me prepare...
—Rabastan...
—Um dia eu vou me tornar seu bicho papão... – murmurou ele me olhando com a cabeça baixa, mas os olhos nos meus – Eu queria que você me desse uma chance de mostrar a importância de preservar nossa cultura e costumes...
—Nossa cultura e costumes dizem que eu deveria casar com Sirius.
—Seu primo é um idiota. Eu seria um partido muito melhor. – ralhou Rabastan – Addie. Se você quisesse e esforçasse, seria mais do que fácil se livrar desse noivado. Principalmente se o motivo fosse eu...
—Rabastan. Eu amo o James. – disse com firmeza e ele suspirou baixando os olhos – Um dia você vai encontrar uma garota que vai fazer com que...
—O que? – riu ele com desdém – Que vai ser a princesa que esperam que eu arrume. Espere. Eu já achei. O nome dela é Katherine Greengrass. E eu não a suporto. Ou talvez eu vou encontrar alguém que vai fazer com que eu repense todos os meus ideais? Que vai fazer com que eu tenha dúvidas? Como Crazy Eyes está fazendo com Régulus? Ou como Evans confunde Severus? Não, obrigado. Eu não estou interessado. Eu quero você. Um puro sangue, de personalidade forte, que me faz fazer todas as loucuras possíveis. Você é a garota que tira meu sono, Addie.
—Um dia...
—Eu não vou encontrar outra pessoa como você. Me diz, quem na escola é como você! Um puro sangue, de atitude, com personalidade forte, independente, que não acha que os Sonserina são o mal na terra!
—Tem várias garotas na Sonserina com essas qualidades.
—Oh, me diga uma. Uma que tenha coragem de mandar todas nossas regras chatas pro inferno.
—Soto. – respondi com um sorrisinho.
—Uma que não vai me deixar parecendo uma rena. – provocou ele e eu sorri.
—Eu não sei, Rabastan. Talvez não seja uma Sonserina. Talvez vá ser uma Corvinal. Talvez uma Lufa-Lufa... – ele revirou os olhos parecendo levemente ofendido – Talvez seja outra garota da Grifinória...
—Quem? Vance? Não, obrigado, eu tenho amor próprio. – riu ele e eu fechei a cara.
—Eeeei...
—Ela ainda gosta do seu primo. Você sabe, eu sei. Todo mundo sabe... menos Jacques, aparentemente... ou talvez, até ele saiba. Sei lá. Mas quem sou eu pra julgar... eu não to aqui de novo?
—Que tal a Mary?
—Ela é mestiça. – ralhou Rabastan – Eu aprendi a respeitá-la por você, mas eu jamais macularia a minha família com o sangue dela.
O olhei zangada novamente e revirei os olhos.
—Sei lá. Existem outras puro sangue, que não são loucas com Sirius. Tipo a Emily, a Mikayla, a Tatiana. São todas puro sangue.
—O pequeno grifo não me interessa. Eu já dei uns beijos na Blackwood, mas não seremos mais do que amigos e eu não falo ideia de quem é Tatiana.
—Ela é uma garota adorável que...
—Eu não ligo, Addie. Eu não quero nenhuma delas. Eu quero você. Por favor. Larga o sonso do Potter e...
—Não, Rabs... – cortei – Isso não vai acontecer. E eu sinto informar que enquanto você estiver interessado nas artes das trevas, e naquele maníaco do Vol... – meu corpo todo estremeceu, cheio de agouro – Do Você-Sabe-Quem... eu não vou ter nada com você, além de amizade... – soltei um suspiro olhando para ele – E talvez... nem isso... então pense bem nas escolhas que você vai fazer pra sua vida... porque as ideias daquele homem machucaram duas amigas minhas, pra valer. Além daquele dia na casa do James, quando fomos todos ameaçados... eu quero distância de tudo o que representa a causa puro sangue.
—Mas, Addie...
—E eu acho melhor você ir embora, Rabs. – adicionei com o peito doendo.
Dizendo isso, para não fraquejar, dei as costas pra ele e voltei para a Mansão, deixando Rabastan sozinho no meio da neve.
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