When We Were Young
47 The New Guy
Notas iniciais

THE NEW GUY
HOGWARTS EXPRESS
1975
4thYEAR
—Não, agora eu sou todinha do Petelzinho, amiguinha. – Mary riu. Emmeline bufou.
—Mas você gostava tanto do Rég. – ela apontou. Mary deu de ombros.
—Sim... mas eu amo meu Petelzinho demais! – Mary falou alto. – Ele é tão fofinho!Tão lindinho! ELE É MEU PETELZINHO! – ela gritou rindo.
Ri baixinho, enquanto Emmeline tentava convencer Mary que o Rég era muito melhor que o Peter. Estávamos no Expresso de Hogwarts, a caminho de Hogwarts. A viagem ainda estava no começo, e os meninos ainda não tinham aparecido.
Olhei Emily sentada ao meu lado. Ela suspirava, olhando um papel na mão com pesar.
—Hey. – chamei a cutucando com meu ombro. Ela me olhou tristemente. – Tudo bem?
—Oh, Addie. – ela soltou um muxoxo. E me entregou o papel. Era o papel de autorização para visitar Hogsmeade, mas o dela não estava assinado. – Meu pai não me deixa mais ir! Ele diz que é perigoso! – ela murmurou aborrecida.
—E daí? – ri. Ela me olhou confusa.
—Eu não vou ser autorizada a ir, Addie. – ela explicou. Revirei os olhos.
— E quem disse que você precisa de autorização? – comentei. Emily riu.
—Você é a melhor, Addie.
—Eu sei, meu amor.
—Mas eu não... eu não faria isso. Meus pais me matariam. – ela falou baixinho.
—Emily, ta na hora de você se rebelar, minha querida. – falei, segurando a mão dela. Ela riu.
—Baby! – James me chamou, ao abrir a porta do vagão. Sorri para ele, e me levantei para beijá-lo. James agarrou minha cintura. – Senti sua falta. – ele murmurou.
O beijei de novo, e o soltei para abraçar Sirius. Ele apenas me abraçou de leve com o olhar sério.
—Mesmo, Sirius? – perguntei irritada. Remus passou por mim, beijando minha bochecha, e Peter fez o mesmo. Sirius se sentou ao lado de Emmeline, me olhando com os braços cruzados. Bufei para ele, mas seu olhar continuou irritado e com a cara séria. James fechou a porta do vagão e se encostou a ela. Ele fez um biquinho.
—Ele nem olhou na minha cara! – James contou. – Não foi, Peter?
—Foi. – Peter comentou alheio a tudo, pois beijava Mary na bochecha, que ria respondendo aos beijinhos dele.
—Sirius. – chamei manhosa. Ele me olhou com descaso e virou o olhar para a janela. Me irritei por ser ignorada e chutei a canela dele com força.
—AI! Que merda, Addie. – ele gritou. Eu ri travessa.
—Vai falar comigo agora? – perguntei. Sirius apenas cruzou os braços novamente, com a cara emburrada. Revirei os olhos irritada, mas me curvei e apoiei as duas mãos nas suas cochas. Meu rosto a milímetros do seu. – Sirius! Sirius! – engrossei a voz. Ele bufou, olhando pro lado. Mas eu continuei. – Sirius! É Addie chamando! Addie pedindo desculpa. Addie pedindo desculpa com a voz de monstro. – falei com a voz engrossada e rouca. – Addie pede desculpa para Sirius.
Sirius tentou ficar sério, mas acabou rindo.
—Idiota. – falou. Sorri, me endireitando.
—Agora tem que falar que aceita as desculpas com a voz de monstro. – mandei.
—Não.
—Sirius.
—Não!
—Sirius! – briguei com a voz de monstro. Sirius riu de novo, e estalou a língua.
—Sirius aceita as desculpas da Addie. – ele falou com a voz engrossada. Gargalhei e sentei em seu colo para abraçá-lo. Nossos amigos riram e Emmeline olhou Sirius estranhamente sonhadora.
—Eu tenho que fazer isso? – James perguntou risonho. — Pra você falar comigo?
—Não, porque eu nunca vou te perdoar, seu traidor! – Sirius ralhou. James gritou frustrado e ele e Sirius começaram a bater boca.
—Vamos ir comprar doces, meninas. – chamei. As meninas se levantaram e saímos da cabine deixando para trás os gritos histéricos de James. – Eu mato por uma bomba de morango. – comentei. – É um novo doce. São bombas de chocolate com sabores diferentes e quando come, ela explode na sua boca. – ri maravilhada. — Existe coisa melhor?
Emmeline riu, entrelaçando nossos braços. Ela cheirou meu pescoço.
—Queria que Jack fizesse um perfume pra mim, que nem o James fez pra você. É tão bom. – ela falou, me cheirando novamente.
—Eu sei...
—Não!Não! – Mary parou abruptamente. Ela olhava para frente em choque. Os olhos arregalados em terror e a pele pálida. A olhei preocupada e os lábios de Mary tremeram.
—Mary. – Emily chamou, segurando a mão dela. – O que foi...?
— Com saudades, Macdonald? – perguntou uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar. Virei-me para frente, sentindo meus cabelos ficarem vermelho vivo.
—Mulciber. – sibilei com nojo, entrando na frente de Mary.
—Black. – ele riu. Ele começou a andar em nossa direção até que estivesse bem na minha frente. Mary soltou um ofego assustado e saiu correndo.
—Emily, vá atrás dela. – mandei. Emily saiu correndo atrás de Mary e Emmeline ficou ao meu lado, encarando Mulciber com nojo.
—Sentiram saudades? – ele perguntou brincando com a varinha.
Olhei a cara repulsiva de Mulciber. Ele tinha um sorriso maldoso no rosto. Emmeline cuspiu nos sapatos dele, com a cara contorcida em ódio.
—Eu tenho nojo de você, seu escroto. – ela falou. Mulciber serrou a boca em uma linha fina e olhou Emmeline com descaso.
— Pra que tanto ódio? – ele falou com um sorriso malicioso. – Vamos deixar o passado para trás. Vamos ser amigos.
—Amiga é a última coisa que eu seria de você, seu filho da puta. – rosnei irritada. – Se eu te ver sequer olhando para Mary, vou fazer questão de quebrar seu nariz de novo. Entendeu?
Empurrei seu peito com força, o fazendo quase cair. Eu e Emmeline nos viramos para ir atrás de Mary.
— Petrificus Totalus. – escutei um grito. Virei para trás surpresa e vi Mulciber cair duro no chão, a varinha na mão. Olhei surpresa para um menino a poucos passos de nós, com a varinha apontando diretamente para Mulciber.
Ele tinha o cabelo loiro claro, com uma pequena franja. Seu nariz era fino e o queixo levemente pontudo. O rosto era magro, assim como seu corpo. Ele tinha a fisionomia parecida com a de Remus e James. E tinha um sorriso que parecia simplesmente feliz.
—Ele ia atacar pelas costas. – ele contou. Pisquei surpresa e ri. Eu e Emmeline nos entreolhamos e andamos até ele.
—Obrigada.
—De nada. – ele sorriu.
—Eu não te conheço. – Emmeline franziu a testa.
—Ah, eu sou novo. Transferido da escola da Rússia.
—Notei o sotaque. – comentei, o analisando da cabeça aos pés. Ele olhou para o lado com vergonha.
—Percebi o seu também. Francesa? – ele perguntou. Assenti.
—Qual seu nome? – perguntei o olhando interessada.
—Dimitre Petrovich. – ele estendeu a mão, apertei assim como Emmeline.
—Você é bonitinho. – falei. Ele corou.
—Obrigado.
—Oh, então você se acha bonitinho? – perguntei sorrindo maliciosa. Ele corou novamente.
—Eu... Eu não...
—Vem com a gente. – Emmeline o interrompeu. Eu abracei um braço dele e Emmeline o outro.
—Meu nome é Addie.
—Meu nome é Emmeline.
Falamos ao mesmo tempo. Dimitre assentiu, enquanto o guiávamos para a cabine. Emmeline começou a perguntar coisas pessoais para ele, o deixando mais envergonhado.
—Meninas. – Lily apareceu sorrindo. Ela me abraçou e depois Emmeline. – Ahn, sou Lily Evans. – ela se apresentou. Dimitre sorriu e apertou a mão dela.
—Dimitre.
—A gente se fala no castelo, Lily. – falei, já empurrando Dimitre para dentro da cabine.
James estava sentado emburrado ao lado de Peter, olhando Sirius furiosamente, enquanto Sirius fazia o mesmo. Peter estava abraçando Mary com carinho, e lhe dando doces. Emily e Remus conversavam, com as mãos muito próximas uma da outra.
—Addie. Que bom que você voltou! O Sirius é o maior babaca. – James gritou, apontando o dedo na cara de Sirius. Meu primo deu um tapa no dedo de James.
—Ele que é o maior babaca. O maior babaca traidor de toda a Hogwarts. – apontou.
Ignorei os dois.
—Esse é o Dimy. – eu e Emmeline apresentamos juntas, ainda de braços dado com ele. Eles pararam para prestar atenção em Dimitre que sorria timidamente.
—Oi. – ele sorriu.
—Ele não é um fofo? – indagou Emmeline.
James me olhou enciumado e se levantou com os braços cruzados. Fazendo pose para de fortão para Dimitre.
—Sou Potter, James Potter. – ele falou fazendo uma voz grossa. Segurei e risada, junto de todo o grupo. – E aí?
—Ahn... Prazer em conhecê-lo. – Dimitrei falou.
James estalou a língua, ainda o olhando de um jeito intimidador. O jeito que ele normalmente olhava para Sev antes de azará-lo. Sorri o achando sexy, com aquele rosto malvado.
—O Dimy me salvou, Jay. – falei, acariciando o braço de Dimitre. – O babaca do Mulciber tentou me atacar pelas costas. E o Dimy o azarou. – contei.
James então sorriu e perdeu a pose intimidadora.
—Sério? Valeu, cara. – ele sorriu, batendo no ombro de Dimitre. – Por salvar a minha garota.
James me puxou pela cintura para um beijo.
—Ele é um fofo, Jay. – ri. James se sentou e eu sentei em seu colo, enquanto Emmeline empurrava Dimitre para sentar entre ela e Sirius.
—Sou Sirius Black. – meu primo sorriu, analisando Dimitre de cima a baixo, exatamente como eu fiz.
—Ele é o primo da Addie, Dimy. – Emmeline contou.
Dimitre assentiu, sorrindo para Sirius.
—Eu sou Remus. Prazer em conhecê-lo. – Remus apertou a mão dele.
—Eu sou Mary e esse é o meu Petelzinho. – Mary apresentou sorrindo levemente.
—Petelzinho? – Dimitre perguntou curioso.
—Peter, na verdade. – Mary admitiu. – Mas ele é o meu Petelzinho.
—Ah... São namorados?
Peter corou assim como Mary.
—Não. – ela girou os olhos. Dimitre arregalou os olhos e olhou Mary em choque. –Tudo bem? – ela perguntou ao ver que Dimite a encarava.
—Não...Nada...
—Ela é especial. – Peter falou. – Ela é única. – ele sorriu para Mary carinhoso. Emmeline revirou os olhos.
Mary sorriu girando os olhos novamente.
—Ela é única e linda certo, Dimy? – perguntei, com a sobrancelha arqueada.
—Sim. Muito bonita. – ele sorriu sincero. Sorri satisfeita e me virei para Mary.
—Borboletinha, você está bem? – perguntei ligeiramente preocupada.
—Sim, Addie. – ela sorriu e segurou a mão de Peter. – Estou bem.
—Eu sou Emily Valentine. – Emily se apresentou. Frank entrou na cabine com um sorriso no rosto.
—E eu sou Frank, vadia. – ele sorriu com as mãos na cintura. – Quem é você?
—Sou Dimitre.
—Hum... Ele vai ser uma vadia, Addie? Ou vai ser um Maroto? – Frank perguntou olhando Dimite com a Bitch Face.
—Depende se os meninos gostarem dele. – falei. – Porque eu já gosto. – pisquei para Dimitre, que riu. Frank se juntou a Emmeline e começaram a fazer mais perguntas pessoais a Dimitre. Mary e Peter voltaram a comer chocolate. E Sirius começou a falar com Emily, sobre que ela tinha que usar roupas mais apertadas.
James apertou minha cintura, e beijou meu pescoço.
—Eu estava pensando. – ele falou com um sorriso malicioso. – Em nós dois irmos para o bagageiro.
—E fazer o que? – perguntei, fingindo não saber. Ele riu malicioso e beijou meu pescoço. Ele apertou minha coxa e eu ri o beijando na boca. — Okay...
—Com licença. – Sirius se levantou bruscamente. – Eu tenho que ir vomitar. – ele sorriu irritado.
—Sirius... – James começou. Mas Sirius levantou o dedo para ele nervoso.
—Nem tente, Potter. – ele rosnou furioso. – Dimitre, quer ir comigo comprar doce? — Dimitre piscou surpreso e gaguejou afirmativamente. Antes de sair Sirius se virou para James quase apontando o dedo na cara dele. – Tira as patas da minha prima!
Sirius saiu bufando com Dimitre logo atrás. Eu gargalhei e dei um beijinho em James, que ficou emburrado.
—Ele tem ciúmes de mim, amor. – ri. – Logo passa.
ஐ
— Yeaaaah! Dimy está na grifinória! – riu Emmeline. Ela beijou Dimy na bochecha.
Ele riu animado, olhando impressionado para o Salão Comunal.
—Aqui é muito legal. — Dimitre riu.
—Parece que você vai entrar para o grupo. – falou Remus gentil
James deu um berro.
—Claro que não. – ele apontou o dedo na cara de Dimitre. – Ainda vamos investigar você. – ele disse. – Vamos saber tudo!
—Seus segredos mais sujos. – riu Sirius. Dimitre engoliu em seco, mas riu logo depois.
— Maninho. – chamou uma voz. Me virei e vi uma versão mais velha de Dimitre. Ele era lindo, seus cabelos loiros eram maiores que o do Dimitre e levemente enrolados, ele tinha uma barba por fazer, super sexy. E os olhos idênticos aos de Dimitre.
—Ele é o seu irmão? – perguntei, mordendo o lábio.
—Sim, meu irmão Yuri. – Dimitre falou. O irmão dele sorriu para nós, e dava para perceber que diferente do irmão, ele era mais desavergonhado.
—E aí? – ele sorriu.
—Sou Addie. – falei, sorrindo para ele.
—Eu sei. Thomas, me falou sobre você. Batedora, certo? – perguntou. Assenti ainda o olhando de cima a baixo, Mary me deu uma cotovelada.
—Está no ano do capitão?
—Um ano antes... é impressão minha ou a Ambrose tem um tombo por ele?
—Ela tem e o único que não saca é o Gray. – riu Sirius – Ou talvez ele saca, mas finge que não.
—Basicamente o que você faz com Emmeline e Marlene? – perguntou Frank e Sirius o olhou feio – Céus. Quem disse isso? Não sei... deve ter sido alguém ali... – riu Frank passando o braço ao redor dos ombros de Emily, que estava desenhando num caderno.
—E esses dois? Namorados? – perguntou Dimy.
—Não. Só os melhores amigos ever. – riu Frank – Né, Mily?
—Uhum. – murmurou ela.
—Quem você está desenhando ai?
—Ninguém! – disse Emily fechando o caderno de uma vez e corando muito – E quem disse que eu to desenhando alguém? – perguntou ela guardando o caderno na mochila. Olhei Emmeline, divertida, e nós duas concordamos mentalmente que pegaríamos o caderno de Emily quando ela caísse no sono.
—Não tá mais aqui quem perguntou. – riu Frank – Então, Dimitre. Nós precisamos deixar algo bem claro aqui. – disse Frank imitando o biquinho que Zamora fazia e andando exatamente do mesmo jeito que ela. Frank parou na frente de Dimitre e o garoto encolheu um pouco olhando pra mim, como se pedisse socorro – Seja bem vindo, cara. – riu Frank, descontraindo e apertando a mão do garoto – Eu tenho certeza que vai fazer os melhores amigos do mundo aqui. Eu sei, porque eu fiz. – riu ele piscando para mim e passando o braço ao redor do ombro de Dimy, que sorriu timidamente.
ஐ
—Pulem, vadias. Pulem! – gritei alto. Minhas vadias começaram a dar polichinelos em fileira, enquanto eu andava na frente delas. – Isso é um polichinelo, N°10? – perguntei, parando na frente dela e cruzando os braços. – Nem precisa responder! Não é! Agora pula, vadia! – ela voltou a pular rápido, fazendo os polichinelos.
Frank pulava com a língua pra fora, e quando me viu o olhando me mandou um beijo. Segui com o treino, e ensinei alguns passos novos, que eu tinha pensado nas férias.
—Nossa to morta. – Emmeline falou botando a língua para fora.
—Se quisermos ser as melhores, temos que treinar! – falei decidida. Todas concordaram, tomando água. Fiz uma pausa e olhei para a arquibancada. Os meninos estavam lá, com Dimy, que acenou com um sorriso. Acenei de volta e mirei minhas meninas.
—Chanel, problemas. – escutei Mikayla falar, se aproximando. Me virei e vi Zamora, com seu grupinho do mal. Cruzei os braços, usando minha Bitch Face, e esperei que Zamora chegasse. Ela me olhou com aquele bico de insatisfação que ela fazia, bem parecido com o que Frank imitara no dia anterior.
—Zamora.
—Black. – respondeu ela. Ela respirou fundo, olhando ao redor e cruzando os braços.
—O que você quer? – perguntei mostrando que não estava gostando da presença dela. Uma coisa era uma confraternização na minha casa. Outra era ela invadir meu treino.
—Então. Eu falei com as outras líderes. Nós precisamos nos reunir pra discutir o assunto Mulciber, lembra? – perguntou ela com um sorrisinho desdenhoso, como se estivesse me lembrando o quanto eu era burra.
—Não precisaríamos discutir isso se mantivesse seus ratinhos na gaiola, né? Mas como não dá conta, tem que vir pedir...
—Meu amor, não estou pedindo ajuda. – riu Zamora – Eu estou propondo que a gente faça alguma coisa antes que saia do controle. No dia que você controlar seus amiguinhos de casa, você vem falar de mim.
—Meus amiguinhos de casa não mandam artefatos amaldiçoados, nem rasgam a carne dos outros. – devolvi – Aprenda a adestrar os seus cães antes que...
—Ok, meninas. Vocês duas são lindas. – resmungou Soto revirando os olhos – Temos que nos reunir pra falar sobre isso porque não é só a Sonserina que tem gente idiota.
Eu e Zamora nos olhamos com a antiga rivalidade voltando de uma vez.
— Eu só vou estar livre no final do mês. – disse Zamora. – Então ultimo final de semana do mês. Na sala do coral, a que ninguém usa, ao meio dia.
—Ok, eu vou estar lá. Com Emmeline e Mary.
—Leve o Longbottom. – riu Zamora piscando para ele – Ela fica uma gracinha nesse uniforme.
Frank sorriu feito idiota e Corecha deu um tapa na nuca dele, fazendo-o voltar ao normal. Me virei, soltando um suspiro e olhei minhas vadias.
—Eu mandei pararem de treinar? – perguntei franzindo a testa e todo mundo correu de volta para suas posições – Um, dois, três e JÁ!
—Addie! – escutei me chamarem. Me virei e vi Thomas chegar com Ambrose, Steve e Samuel – Está pronta? – perguntou Thomas, já de uniforme.
—Sim. Muito bem, Chanels. Mais uma volta ao redor do campo, uma série de vinte abdominais, para perder esses quilinhos a mais.
—Ah, Addie, não me julga. Seus elfos cozinham bem... – resmungou Frank fazendo biquinho e saindo correndo com as outras Chanels logo atrás dele.
James desceu da arquibanca com a minha vassoura, também já pronto pro treino. Sirius lambeu o dedo e colocou no ouvido de Peter, para implicar, vindo em seguida também. Começamos o treino básico, comigo e Sirius tentando defender, enquanto um atacava, até que, minutos depois, notei que James e Sirius olhavam para alguma coisa. Me aproximei dos dois, enquanto Thomas dava algumas dicas para Samuel, curiosa com o que eles olhavam.
—Ok. Frank totalmente está dando em cima dela. – riu James.
—Que nada. Eles são tipo eu e a Addie. Como irmãos... – resmungou Sirius – Mas quase noivos, tendo que pensar como vão conseguir viver sem transar, porque isso não funcionaria já que é errado transar com a sua... Ah, oi, Addie. – riu Sirius.
—Fizeram as pazes, meninos? – perguntei com doçura e os dois deram de ombros.
—Existem coisas mais importantes, baby. – riu James – Como o fato de que Frank está querendo pegar nos peitinhos da Emily.
—Emily tem os peitos maiores que os da Emms. Quase tão grandes quanto os meus. – eu murmurei. Os dois me olharam desacreditados. – Okay não tão grandes, mas ela usa o uniforme muito folgado e esconde.
—E ela parece meio gorda e desajeitada. – riu Sirius – Ela é tão sem jeito, tadinha.
—Ela não é sem jeito. Você se lembra dela na festa da Addie, vestida de coelhinha? – perguntou James – Não é pra menos que o Nott não larga do pé dela.
—Eu não lembro, não vi, não aconteceu. – discordou Sirius – E Frank não está paquerando ela.
—Claro que tá! Ele deitou no colo dela e está recebendo cafuné nos cabelos. Até Remus está com ciúmes. – ralhou James.
—E sem razão nenhuma, já que ele está dando uns amassos na gostosa da Francesca. – riu Sirius.
—Nem me lembre daquela piranha. Ela está chantageando o Remus! – disse fechando a cara.
—Pobre, Aluado. Está sendo obrigado a dar uns malhos numa gostosa mais velha. Ele totalmente precisa ser salvo. – riu Sirius – Ele é um cretino. Faz aquela pose de santo, mas pega a Johannik enquanto enrola a Valentine. Depois fala de mim.
—É porque você é um cretino. Remus está sofrendo! – ralhei e James e Sirius deram risadinhas.
—Ah, sim. Imagine você, com Cook te “chantageando” com músicas dedicadas a você, além de influência e o corpo dele, enquanto você ainda enrolava o tonto do James. – riu Sirius.
—Cook usando o corpo dele como chantagem? – perguntou James – Que tipo de moeda de troca é essa?
—Querido, você não tava no jogo Suicídio Social? – perguntei risonha.
—Se eu fosse mulher, eu dava pro Cook. – disse Sirius, dando de ombros e James caiu na gargalhada.
—Eu não acredito que disse isso! – riu ele.
Ficamos conversando sobre aquilo depois que Thomas encerrou o treino.
—Vai dizer que você não faria, Pontas. – riu Sirius – Addie totalmente faria se não estivesse com você.
—Pare com isso. Addie não transaria com aquele idiota... transaria? – perguntou James me olhando. Eu desviei o olhar com um sorriso sacana no rosto.
—Olhe, que linda borboleta... – murmurei e James bufou indignado.
—Ele nem é tão bonito.
—Ele é. – discordei.
—E nem tão maneiro. – continuou James.
—Cara, ele tem uma banda. Ele toca bem, ele canta bem, ele se veste bem... fala sério. – riu Sirius – Até a Zamora fica de quatro por ele.
—Ele é da Sonserina! – insistiu James enquanto pousávamos e começávamos a ir para o vestiário. Samuel tinha ficado para conversar com Mikayla, então o deixamos para trás, enquanto Thomas e Ambrose já tinham entrado há um tempo.
—E daí? Isso o deixa ainda mais sexy. Os alunos da Sonserina tem fama de serem malvados. Isso é sexy. – adicionei rindo.
—Muito. Mulciber deve ser o homem mais sexy do mundo, perdendo só pro... Vocês-Sabem-Quem. – resmungou James e eu e Sirius fizemos careta – Touche.
—Não. Existem dois tipos de malvados. – riu Sirius.
—O malvado psicopata, tipo a Bellatrix e o Mulciber... – concordei.
—E o malvado sexy, tipo a Zamora e a Shafiq e seus peitinhos rosados e... – mas Sirius se calou, olhando para dentro do vestiário. Eu e James piscamos confusos e olhamos também, para flagrar Ambrose e Thomas transando no chuveiro. Nós três demos meia volta e fechamos a porta – Tomamos banho no dormitório.
—Acho melhor. – concordou James, extremamente vermelho.
—Vamos? – perguntei. Os outros dois concordaram – Avisamos o Samuel? – eles me olharam com sorrisos malvados – Foi o que eu pensei. Vamos pro dormitório. – disse com um sorrisinho no rosto, me lembrando dos peitos de Ambrose balançavam enquanto Thomas a empurrava contra a parede, com as pernas dela ao redor de sua cintura.
— Vocês repararam que Thomas não estava bêbado dessa vez?
Sirius e James sorriram se entreolhando e concordaram com um aceno.
—Dá-lhe, Ambrose! – riu Sirius.
ஐ
—Ok. Eu tenho um jogo novo! – riu James. Estávamos no dormitório masculino, todos do quarto ano da Grifinória – Vamos fazer o seguinte. Se fôssemos do outro sexo, com quem transaríamos e por que! – riu James.
—Eu ficaria com a Addie. – riu Emmeline – Porque eu sei que ela beija bem. – riu Emmeline piscando pra mim e os meninos soltaram “uuuuuuhs” enquanto Marlene revirava os olhos.
—Você não cansa de ser puxa saco, Vaca Vance? – riu ela.
—Vai cheirar um sovaco, biscate. – ralhou Emmeline – Quem você pegaria?
—A Dorcas. – riu Marlene abraçando a amiga, que corou completamente – Porque ela é super fofinha.
—Quando se lembra de lavar o cabelo, você diz, não é? – perguntei tragando meu baseado e fazendo os meninos, menos Frank, rirem.
—Não fale isso. Dorcas é muito legal. – riu Frank – Ok... quem eu pegaria se eu fosse uma mulher e por que...? – Frank coçou o queixo – Eu pegaria o Gray. Ele é um gato, capitão do time de quadribol, mais velho e experiente... E eu não estaria traindo a Grifinória com um Sonserino, né, Sirius? – riu ele e os meninos começaram a rir enquanto Sirius revirava os olhos.
—É claro que o James contou. Como eu pude ter dúvidas? – resmungou ele – E você, Pontas?
—Eu... hum... – James deu um sorrisinho – Eu pegaria o novato, pra ele se apaixonar por mim. – riu James sorrindo para Dimy, que corou por completo.
—E você, Dimy? – perguntei e Dimitre suspirou.
—Hum... eu não conheço as pessoas ainda... então... eu ficaria com o Sirius, porque ele é o garoto mais boa pinta... – murmurou ele, timidamente e os meninos começaram a cantarolar músicas românticas.
—Bem... Sirius tem uma queda por loiras. – riu James.
—Bitch, please... Sirius agarraria qualquer coisa com peitos que ficasse parada tempo o suficiente. – riu Lily e todos gargalhamos.
—Eu até ia tentar me defender, mas... eu acho que seria improdutivo. – riu Sirius.
—Por que acha que eu desisti de você, seu devasso? – perguntou Emmeline, fazendo biquinho e pegando o meu baseado, enquanto todos nós caíamos na gargalhada – E você, Remus. Com quem você ficaria se fosse uma garota? – perguntou ela.
Remus soltou um suspiro.
—Eu não sei... – murmurou ele – Com o Dimy, porque ele me daria o privilégio da dúvida. James tá comprometido, Sirius não presta, Peter... bem, é o Peter... – todo mundo caiu na gargalhada e Peter olhou feio para Remus.
—Eeeei! O que quer dizer com isso, heim?! – perguntou Peter.
—Dimy já tem dois votos. – riu Marlene – Ok, Petelzinho, com quem você ficaria?
—Com James, é claro. Ele é o máximo. – riu Peter.
—Só eu que achei ele muito empolgado pra falar isso? – perguntou Emmeline e nós todas rimos – Ok, Chanel. E você? Com quem ficaria se fosse um garoto?
—Com a Zamora. – respondi com um sorrisinho – Só pra deixar ela louca por mim e então mandar ela a merda. – adicionei tragando meu cigarro – E você, Borboletinha?
—Eu beijaria Diana Rosier. – respondeu ela e nós a olhamos surpresas – O que? Ela é bonita e divertida. – demos risadinhas e olhamos para Emily.
—Ah? Minha vez? – perguntou ela – Eu não sei. Eu ficaria com... – Emily espirrou por conta da fumaça e murmurou – Acho que a Lehanna. Pra ter um sexo meio louco. Mas pra namorar, seria com a Corecha. Ela é muito legal. Mas se Addie estivesse solteira, eu iria nela também... é difícil escolher. Vocês são todas lindas.
—Olha só. Valentine seria um Don Juan. – riu James – E você, Dorquinhas?
—Eu ficaria com a Lene ou com a Emily. Mas pra namorar... – Dorcas ficou pensativa – Acho que namoraria a Lily. – respondeu ela de maneira meiga e Lily sorriu pra ela.
—Eu te namoraria também, Dorquinhas. – murmurou Lily fazendo beicinho e engatinhando até Dorcas, para dar um selinho na boca dela. Todos nós rimos e James abriu aquele enorme sorriso dele.
—Se Evans voltar a fazer o que fez no feriado, eu vou ter que tomar um banho mais demorado. – riu ele.
—Posso saber o porquê, Sr. Potter? – perguntei semicerrando os olhos.
Os garotos olharam para James com sorrisinhos que diziam que ele estava encrencado, James deu um sorrisinho sem jeito e deu de ombros.
—O que? Foi muito sexy. – riu ele corando de leve – Mas você é mais sexy, baby.
Traguei meu baseado e olhei para James ligeiramente zangada. Lily sorriu sem jeito e Emily soltou um suspiro.
—Eu entendo. Lily é sempre certinha e comportada. Mas ela se soltou e Potter viu que ela é muito mais do que a aluna modelo. Certamente chama a atenção. Você é diva o tempo todo, Addie. Chama atenção o tempo todo. Roubar a cena de você é um senhor mérito. – riu ela.
—Obrigado, Emily. – riu James. Revirei os olhos, ainda levemente irritada. E James beijou minha bochecha. – Eu te amo, Tetas.
—Cala a boca.
ஐ
—Oh! Oh! Isso, James. – gemi manhosamente. Ele gemeu junto comigo, estocando com mais força. Depois me virou de bruços, me fazendo empinar a bunda, enquanto eu mordia o travesseiro. Senti James se movimentar com vigor atrás de mim e isso me roubou um sorriso de prazer.
Ele apertou minha bunda, colocando a mão em minha virilha para me fazer empinar ainda mais. James começou a me masturbar, e eu gemi um tanto alto demais, adorando aquilo.
—Porra, Addie... – ele ofegou penetrando com força. Gemi mais alto, sentindo minha vagina o apertar com força, quando gozei. Senti meu namorado tremer atrás de mim, provavelmente gozando também e isso só deixou tudo ainda mais gostoso. James caiu ao meu lado e acariciou minhas costas, me olhando com um sorriso satisfeito.
Sorri para ele ofegante e ele beijou meu ombro. Me ajeitei, e deitei a cabeça em seu peito. Desci minha mão, do seu peito para sua barriga, e acariciei sua virilha antes de tocar sua ereção. James gemeu baixinho e eu dei um beijo em seu queixo movimentando minha mão. Começamos a nos empolgar e James já estava em cima de mim pronto para entrar novamente.
—Se vocês estão fazendo o que eu acho que estão fazendo podem parar agora mesmo! – Sirius gritou, do lado de fora das cortinas que estavam em volta da cama de Jay.
James soltou um muxoxo saindo de cima de mim. Ele me olhou com um biquinho.
—Sirius é um babaca!
—Nem me fale. – bufei aborrecida. Me ajoelhei e coloquei a cabeça para fora. Sirius estava na própria cama, tirando os sapatos – Pare de me importunar.
—Comporte-se, Addie. Ou eu conto pro tio Póllux o que você anda fazendo. – ameaçou ele parecendo irritado.
Bufei, indignada e fechei as cortinas, me deitando com os braços cruzados. James me olhou chateado com o amigo e bufou sem saber o que fazer.
ஐ
—Sirius não me deixa fazer sexo em paz. – resmungo irritada. Emmeline riu, escrevendo em um pedaço de pergaminho coisas safadas para Jacques. – Ele empata todas as minhas fodas com o Jay. Todas!
Emmeline riu de novo e mandou o pergaminho para Jacques quando a professora se virou para o quadro negro.
—Ele tem ciúmes de você. É fofo. – ela fala olhando Sirius de lado.
Solto um muxoxo e a Professora Merrythought, se vira para mim. Reviro os olhos para Emmeline. Aquela professora tinha algum problema comigo, só pode.
—Srta. Black. – ela chamou. – Se eu lançar o feitiço Ascendio em você, como se defenderia?
—Eu lançaria um Protego. – respondo. Ela assente, chegando perto da minha mesa.
—Mas e se fosse atingida? Qual seria o primeiro feitiço que pensaria em lançar? Para conseguir ter tempo de ver se está ferida? – ela me olha com expectativa.
—Eu lançaria o Confrigo. Poderia lançar nele, ou no teto, para os destroços cairem em cima. – falo. Ela assente novamente. Franzo a testa pensando. – Eu também poderia lançar o Confundus ou Conjunctivitis. Os dois me dariam tempo para verificar se estou ferida e para contra atacar.
A Professora sorri satisfeita.
—Muito bem, Srta. Black. Dez pontos para a Grifinória. – ela fala. Sorrio, e jogo meu cabelo para trás. – Alguém pode me dizer o que faz a Azaração Deflexão de Feitiços?
Levanto a mão rapidamente, assim como Lily que cerrou os olhos para mim desafiadora.
—Srta. Black. – a professora concedeu. Olhei para Lily com deboche e sorri.
—É uma forma de magia que gera uma auto-defesa contra feitiços. – respondi corretamente. A professora sorri novamente.
—Mais dez pontos para Grifinória. – a professora falou. Ela voltou para perto do quadro negro, para começar a falar sobre a Azaração Deflexão de Feitiços. Como eu já sabia tudo sobre o feitiço, comecei a rabiscar no meu diário. Ele tinha um feitiço de proteção, e se alguém tentasse abrir, as mãos queimavam.
—Nerd. – debochou Nott e eu lhe mostrei o dedo médio. Ele piscou pra mim e cutucou Rabastan, que não me olhou. Rabastan estava me evitando desde o fora que eu tinha dado nele e eu achei melhor evitá-lo também, apesar de sentir falta dele.
Olhei para o lado e Sirius estava sentado junto de Cindy Gray, dando beijinhos no pescoço dela, quando a professora não olhava. Ela dava risadinhas e o beijava de volta. Emmeline deu uma risadinha, quando recebeu o pergaminho que mandou para Jacques de volta.
—Jacques é um garoto bem safado. – ela riu para mim.
Suspirei entediada. Me virei para trás e James piscou para mim, com Remus ao seu lado anotando tudo o que a professora falava. Peter estava mais atrás sentado com Mary. Emily parecia estar para cochilar e Frank a cutucou para que ela não dormisse, tentando convencê-la do quão importante aquela aula era. Dimy estava sentado ao lado de Lily, os dois conversavam animados, o que era muito estranho já que Lily nunca conversava enquanto um professor explicava matéria.
—Professora Merrythought. – chamei, levantando minha mão. Ela me olhou. – Eu acho que preciso ir para enfermaria. – falei com pesar. Mostrei para ela a parte interior do meu cotovelo. – Acho que aquele cookie que eu comi hoje de manhã tinha gengibre. Eu sou alérgica a gengibre.
—Oh, Srta. Black pode ir para enfermaria. Imediatamente. – ela falou. Sorri e me levantei guardando meu material.
—James pode me acompanhar? – perguntei docemente. A professora me olhou pensativa e assentiu.
—Claro. Mas depois do almoço me encontre em minha sala, tudo bem?
Assenti e James se levantou guardando o material. Passamos por Sirius, que ao invés de me olhar preocupado, como James, me olhava com os olhos semicerrados e levemente irritado. Soprei um beijinho para ele e assim que eu e James saímos da sala, fiz minha pele voltar ao normal.
—Não sabia que você era alérgica a... – James olhou meu braço. – Mas...
—Eu só queria sair da sala. Estava entediada. – contei. James riu, e me abraçou pela cintura para me dar um beijo. – Vamos à cozinha? Estou com fome.
James assentiu e saímos pelo corredor de mãos dadas. Descemos para os porões onde ficava a cozinha. Fiz cócegas na pêra e entramos para o local infestado de elfos. Me sentei em cima de um balcão e James se encaixou entre as minhas pernas. Pedimos alguns bolinhos e rum de groselha vermelha para os elfos.
—Aqui, meus senhores. – o elfo colocou ao meu lado no balcão um prato cheio de bolinhos e dois copos com rum de groselha vermelha. – Groot ficará feliz se puder ajudar em mais alguma coisa, meus senhores.
—Não precisa. Obrigada. – falei. O elfo corou e ser curvou antes de sair atrás dos outros elfos que espiavam a gente. – Sinto falta da Cricket. – comentei, mordendo um pedaço do bolinho.
—Ela deve ter ficado muito triste, por você ir embora de novo. – James falou, bebendo rum.
—Sim, mas eu convenci meus pais a levá-la para nossa casa, com a condição de que eu arrumaria meu quarto sozinha e continuaria fazendo minhas tarefas.
James riu. Ele chupou o canto da minha boca sujo de chocolate. Dei um beijo em seus lábios. Ele se encaixou mais entre minhas pernas e beijou meu pescoço, enquanto eu bebia rum.
—Jay, nossa primeira visita a Hogsmeade é só daqui um mês, né?
—Sim, porque? – ele chupou a pele do meu pescoço, em fazendo dar uma risadinha.
— Encomenda para mim Chocobolas? Da Dedosdemel? – perguntei manhosa. – Meu pai me botou de castigo porque eu fugi, e cortou minha mesada por dois meses.
—Claro. Vou encomendar para você.
Sorri feliz e lhe dei um beijinho atrás da orelha.
—Obrigada, amor. – nos beijamos mais um pouco e ficamos na cozinha até dar o horário para a aula de Herbologia.
Agradecemos os elfos, e saímos do castelo para ir para as estufas. Avistei, ao longe, Sirius de cavalinho nas costas de Peter, que corria atrás do Remus, para fazê-lo tirar a cara do livro.
—Você está bem, Addie? – Emily me perguntou preocupada. Mostrei meu braço para ela e sorri.
—Madame Pomfrey cuidou de tudo. – menti descaradamente. – E eu e James pudemos dar uns beijinhos na enfermaria, enquanto esperávamos a poção fazer efeito.
Emily riu, e Frank apareceu passando o braço pelo ombro dela.
—Minha alteza, você está bem? – ele perguntou.
Eu ri, assentindo. E os alunos da Lufa-Lufa começaram a chegar. Emmeline me cutucou e apontou para Jackie Rudetsky que me encarava ao lados das amigas. Jackie tinha o cabelo loiro encaracolado. O rosto levemente redondo, mas o nariz e o queixo pontudos. Tinha olhos claros e peitos grandes. Claro, não tão bonitos quantos os meus.
—O que essa vadia tá olhando? – perguntei cruzando meus braços e a encarando de volta com a minha Bitch Face. Frank me imitou, mexendo o indicador na frente do rosto, fazendo Dorcas e Emily darem risadinhas.
Jackie era a Queen Bicth da Lufa-Lufa, desde que Sandra Fitcher tinha se formado. Ela não era a líder das lideres de torcida da Lufa-Lufa, era co-capitã, mas como a líder era uma retardada, é como se ela fosse. Ela tinha como melhores amigas Bethany Toots, Sonya Bobbin e Mia Carcia. E todas as três estavam em volta dela, se revezando em me encarar.
Bethany Toots era a garota mais burra que alguém poderia conhecer na vida. Ela super idolatrava eu e Emmeline, antes de entrar para as lideres de torcida. Eu odiava quem fala esse tipo de coisa, mas Bethany era a exata personificação de loira burra.
Sonya era inteligente demais para aquele grupinho, mas ela gostava da atenção. Ela tinha a pele negra, e o cabelo alisado e preto. Tinha um sorriso bonito e uma bunda grande como a da Emmeline, o que fazia a minha amiga morrer de ódio.
Mia tinha os cabelos pintados de vermelho, e uma franja torta, meio fofa. Ela tinha uma pequena pinta embaixo do olho e parecia a mais apagada do grupo, apesar das suas meias calças chamativas.
—Piranhas. – Emmeline sussurrou, olhando principalmente para Sonya.
Jackie sorriu para mim, e me mandou um beijo. Sorri de volta falsamente.
—Não liga pra ela, Addie. – Frank me falou, encarando Jackie com um biquinho no rosto e as mãos na cintura. – Ela ta em último para ser a Rainha de Hogwarts.
—E eu em segundo. – resmungo aborrecida. – Zamora continua em primeiro. Ela vai ganhar como Rainha do Baile Farewell. E o pior ela vai ganhar e o James vai ganhar com ela.
James me encarou surpreso.
—Eu vou? – ele perguntou.
—Sim.
—Como sabe disso? – ele perguntou confuso.
— Gray não ficou em nenhuma fofoca esse ano pra ser indicado de novo. E os outros indicados vão ser o Adam da Sonserina, o irmão da Francesca, Freddie pela Corvinal e Connor Falahee da Lufa-Lufa. E você vai ganhar. – falo. – Adam ficou totalmente fora dos holofotes desde o começo do ano. Freddie também, ele só é popular por causa da irmã. Seu único concorrente seria o Connor, porque ele é gato e é agora capitão do time da Lufa- Lufa.
—Uau. Você ta pensando nisso há quanto tempo? – James questionou curioso. Cruzei meus braços.
—Isso não importa. O que importa é que eu não vou ter a coroa. – falo ligeiramente irritada. Meus amigos todos se entreolham e eu reviro os olhos. – Vamos matar aula? – pergunto.
Todos começam a assentir. Emily olhou para a estufa que deveríamos entrar para a aula de Herbologia, com dúvida no olhar, mas Frank a agarrou pelo braço para ir junto. Eu reviro olhos mais uma vez, fugindo para a última estufa com todos atrás de mim.
—Se meu pai... – começou ela.
—Quem vai contar? – riu Frank.
—Mas...
—Relaxa, Emily. – disse autoritária e ela deu de ombros, se convencendo.
—Só se vive uma vez, né? – perguntou ela e Sirius aplaudiu.
—Sua primeira delinquência. Logo vai estar fazendo tatuagens, colocando piercings, pintando os cabelos, fumando, bebendo e trepando com algum idiota da Sonserina.
—Eu gostei da ideia, menos do idiota da Sonserina... – Emily deu um sorrisinho olhando para Remus – Não me importaria de ser com um idiota da Grifinória.
Remus corou violentamente e Frank revirou os olhos.
—Sabe, existem idiotas bonitinhos e solteiros em outras casas. Não precisa ser da Sonserina. – riu ele e Remus murchou levemente envergonhado por não ter o apoio do melhor amigo de Emily... mas não era pra menos.
Me sentei em cima de uma mesa que tinha rosas cerejeiras em um vaso do lado. Cruzei as pernas e peguei da minha mochila um baseado. Emmeline se sentou ao meu lado e Emily do outro, empurrando as rosas cerejeiras para o lado. Acendi o baseado e Emmeline deitou a cabeça nas minhas coxas.
—Acende mais um. – Sirius pediu, tirei o outro baseado da boca, enquanto o que eu tinha acendido pendia nos meus lábios. Sirius se aproximou cobrindo o baseado com a mão enquanto eu acendia e eu o coloquei em seus lábios. – Espero que a chata da Evans não dedure a gente. – ele comentou.
—A Lily é tão legal. – Dimitre exclamou de repente. Rimos, o olhando.
—Ta afim da ruivinha, é? – perguntou James curioso.
—Ruivinha? Ruivinha, Potter? – questionei cruzando meus braços, e Emmeline pegou o baseado da minha boca, olhando para James com descaso.
James piscou corado e abriu a boca sem saber o que falar.
—Eu só...
—Não quero saber. – resmunguei. James corou mais um pouco e Sirius cruzou os braços me olhando com a sobrancelha arqueada. Mostrei o dedo médio para ele, que me deu um sorrisinho travesso.
—Está indo bem nas matérias, Dimitte? – Remus perguntou, sentando em uma bancada com uma mandrágora reenvazada ao lado.
—Acho que sim. Algumas matérias são mais complicadas, mas Lily decidiu que vai ser minha dupla em todas as aulas possíveis, então está tudo bem. – ele deu de ombros.
—Ugh... Addie, você vai ter que me dar aulas particulares de novo. – Emmeline murmurou para mim, com um biquinho pidão nos lábios.
—As aulas voltaram essa semana Emmeline, como já está atrasada nas matérias? – Emily riu. Emmeline lhe lançou um olhar cortante. Emily corou e pulou para fora da mesa, indo para perto de Frank que conversava com Dimitre.
—Eu sou burra, Addie? – Emmeline me perguntou baixinho.
—Claro que não.
—Eu sou sim! – ela fez mais um biquinho fofo. – Você me ajuda?
—É claro, Emms. – me abaixei para lhe dar um selinho rápido.
—Addie, como você vai tão bem nas matérias se nem presta atenção nas aulas? – Peter me perguntou confuso. Peguei o baseado da mão de Mary e traguei.
—Memória fotográfica. – respondi, e passei o baseado para James que tinha vindo sentar ao meu lado. Ele me beijou no ombro.
—O que? – Peter resmungou mais confuso.
—Memória fotográfica, Peter. – repeti. – Eu leio uma vez a matéria no livro e fica gravado para sempre na minha memória, saca?
Ele assentiu impressionado.
—Você deve ser um gênio! – ele falou.
—Sim, eu sou. – falei convencida. James me beijou no pescoço dessa vez.
—Sim, você é um máximo. – ele falou. Revirei os olhos para ele, mas ri quando ele começou a me fazer cócegas.
Sirius se sentou no chão fumando o baseado, e Dimy se sentou ao lado dele. Os dois começaram a conversar, como se fossem amigos há mais de anos. Encostados na porta, Mary e Peter davam beijinhos, que ficavam cada vez mais quentes. E perto de umas plantas carnívoras Frank e Emily jogavam doces para elas comerem, gargalhando quando a planta vomitava o doce de volta.
Emmeline no meu colo dormia serenamente, com o rosto enfiado nas minhas coxas e James estava tentando fazer formas com a fumaça no baseado.
Olhei Remus sentado, isolado, no chão, lendo o livro de Herbologia na matéria que teríamos hoje.
—Remy. – chamei. Ele levantou os olhos para mim. – A intenção de matar aula é não estudar.
—Mas é importante! – ele falou. – Eu sempre me deixo levar por vocês. – ele sacudiu a cabeça, meio aborrecido.
—Que tal você vir aqui fumar comigo e Jay e depois do jantar, nós podemos estudar juntos no meu quarto. O que me diz?
Remus me olhou considerando.
—E realmente estudaríamos?
—Sim. – ri.
—E James não se importa se eu for estudar com você no seu quarto?
—Claro que não. Jay é de boa. – falei, olhando James com sobrancelha arqueada. Ele deu de ombros. – Além disso, ele não decide o que eu faço ou deixo de fazer. Bem, estamos combinados?
—Okay. – riu Remus, ele se levantou e parou na minha frente. James passou o baseado para ele, tossindo por ter tragado muito de uma vez.
Remus tragou do baseado, e sorriu para mim enquanto a fumaça saia da sua boca.
ஐ
Almocei pouco e fui direto para a sala da Professora Merrythought, com Emmeline e Mary me acompanhando. Elas ficaram me esperando na porta e eu entrei na sala. A professora me esperava sentada atrás da mesa dela. Assim que entrei, me indicou a cadeira em frente a sua mesa.
—Olá, Adhara. – ela sorriu. Sorri de volta, querendo saber o que diabos eu tava fazendo ali.
—Olá, Professora Merrythought.
—Eu queria te perguntar uma coisa. Você tem interesse em se tornar auror?
—Sim! É claro. – sorri animada. – Ou isso ou eu vou ser uma supermodelo. Talvez curandeira, mas definitivamente auror está em primeiro lugar.
Ela sorriu satisfeita.
—Eu percebi que sabe a maioria dos feitiços de defesa que ensino. Já teve aulas particulares?
—Sim, antes de eu entrar em Hogwarts, eu tinha aulas particulares com a Miss. St. Clair– contei.
—Ela é minha amiga. – a professora riu. A professora colocou uma bandeja de cookie a minha frente e ofereceu. Como pareciam deliciosos peguei um e dei uma mordida. – Sabe, Adhara? Eu vejo muito potencial em você.
—Obrigada. – sorri, mordendo mais um pedaço do cookie, que estava realmente muito bom.
—Eu acho que seria uma ótima auror. Então seria bom não fingir ter alergia para matar aula. – ela disse. Arregalei os olhos e olhei o cookie. – Bom não é? Receita caseira. Gotas de chocolates e um ingrediente especial... gengibre.
—Desculpe. – murmurei, apesar de não estar arrependida. Mas a professora sorriu.
—Ano que vem vão ser os N.O.M.s e você precisa ter pelo menos cinco para ser uma auror. Eu pretendo de dar um empurrãozinho na Academia de Auror, mas as suas notas ficam por sua conta, tudo bem? – ela perguntou. Assenti, e dei um sorrisinho constrangido. – Não mate minha aula, Srta. Black. – ela riu. – Você vai precisar dela.
—Não vou. – ri. – Juro solenemente.
—Dispensada. – ela sorriu satisfeita.
ஐ
Depois do jantar, Adhara subiu com Remus para o dormitório dela. A loira viu Marlene deitada na própria cama, olhando com tristeza uma foto de Sirius. Adhara riu e puxou Remus para sua cama.
O garoto se ajeitou na cama, tirando os sapatos e colocou o livro de Herbologia, aberto na cama.
—Eu só vou colocar o meu pijama e escovar os dentes. – ela disse. Remus assentiu e Adhara seguiu para o banheiro.
Remus se encostou-se à cabeceira da cama, e sentiu uma coisa dura, ao tirar o travesseiro do lugar. Ele percebeu que era o diário rosa, que Adhara carregava para todo lugar. Apesar de não saber do feitiço que Addie tinha colocado no diário, ele não tentou ler, por achar uma invasão à privacidade. Colocou embaixo do travesseiro, de volta, e puxou o outro livro. Era um livro preto fosco, com o titulo de “Feitiços Proibidos” em verde metálico. Remus abriu o livro e percebeu que a maioria dos feitiços eram maldições ou azarações muito fortes. Tinha varias anotações de Adhara pelo livro. Ele se assustou ao ver a menina abrindo a cortina e sentando na cama.
Adhara olhou o livro nas mãos de Remus e fechou a cortina.
—É só um livro. – ela murmurou.
—Eu sei. – Remus respondeu. – Mas porque pegou ele?
—Eu... Nós vamos ser aurores, Remus. Mas não vamos ser quaisquer aurores, vamos ser aurores na guerra. Precisamos de feitiços no nível dos Comensais. – ela respondeu. Remus assentiu. – É Magia Negra. – ela murmurou, apontando para uma maldição que achava muito interessante.
— Maledictus Corde. – Remus leu. Seguindo as palavras com o dedo. – É uma maldição que atinge o coração o tornando uma massa negra. E se não fizer o contra feitiço em menos de dois minutos, o coração explode e a massa negra se espalha pelos órgãos. – Remus olhou Addie, surpreso. – Isso é horrível. Qual é o contra feitiço?
—Você tem que abrir o peito da vítima, porque o feitiço tem que atingir diretamente o coração. E quando terminar de abrir e o coração estiver lá exposto, você joga o contra feitiço Vivum Cor, vai jogar a massa negra pra fora do corpo.
—Uau. E quantas pessoas já sobreviveram dessa maldição?
—Duas. – Addie respondeu. – O cara que criou a maldição e o filho dele.
Remus engoliu em seco e fechou o livro, o colocando de volta ao lugar. Ele então olhou Addie com mais atenção e percebeu que a garota usava apenas a blusa de quadribol do James e uma calcinha preta. Ela riu ao ver o olhar corado de Remus em suas pernas.
—Quer ouvir um pouco de música? – ela perguntou, já pegando o toca-disco rosa e colocando um LP dos Beatles. Don’t Bother Me começou a soar pelo toca-disco e Addie sorriu cantando. — I've got no time for you right now...Don't bother me.
—I know I'll never be the same. If I don't get her back again. – Remus cantou tentanto manter o tom. Addie riu, balançando a cabeça no ritmo da música.
—É uma das minhas favoritas. Dos Beatles. – Addie contou.
—É muito boa.
—Que música dos Beatles não é boa? – ela riu. Remus riu também concordando. Ele então se virou para a cabeceira da cama.
—Ei... aquilo somos nós? – ele indagou. Addie que estava prendendo o cabelo, se virou para ele.
—Sim. – ela respondeu. Addie pegou a varinha e acenou, fazendo todas as fotos grudadas ao lado de alguns pôsteres do Beatles e dos Quiberon Quafflepunchers o time de quadribol francês preferido da loira.
Remus pegou uma foto que estava Adhara, James e Sirius no primeiro ano, depois de uma pegadinha com o Filch, que tinha os deixado rosa. Adhara tinha o nariz rosa, James o queixo e Sirius a metade do cabelo. Os três riram alto.
Remus pegou outra foto. Era os dois no primeiro ano, na festa que Adhara e Remus tinham se beijado pela primeira vez. Ela estava com os braços ao redor do pescoço dele, e ele com a mão na cintura dela, enquanto ela o beijava na bochecha.
—Quer ficar para você? – Adhara perguntou. Remus assentiu e sorriu para a foto a guardando no bolso.
Addie pegou uma foto e riu para ele. Era uma foto que Emmeline tinha tirado dela recentemente, com a nova câmera polaroid de Mary. Addie estava apenas de sutiã rosa e calcinha e olhava para a câmera rindo. Remus corou olhando a foto.
—Ahn...
—Essa eu não posso dar para você. – ela riu, e com a varinha fez as fotos voltarem para o lugar. -Vamos estudar? – ela perguntou sorrindo. Remus concordou corado.
Pegaram o livro que já estava aberto na página certa e começaram a ler em voz alta. Estudaram a noite inteira, fazendo perguntas e anotações sobre a planta que estudavam.
ஐ
Remus acordou com um vento frio entrando pela janela. Ele bocejou e reparou que estava deitado na cama de Addie, com ela ao seu lado, com o livro de herbologia aberto e amassado no meio, os separando. Remus notou que tinham pegado no sono, no meio do estudo.
Ele olhou a garota deitada ao seu lado. Addie estava deitada de bruços, com o rosto virado para ele. O cabelo que antes estava preso em um rabo de cavalo, agora estava solto e caindo pelo rosto da garota. Ele tirou com cuidado o cabelo do rosto dela, e olhou mais para baixo. Viu a perna dela dobrada, o que fez a blusa de quadribol subir até a cintura dela. Remus corou e desviou o olhar da bunda de Addie.
Remus acabou olhando novamente para cima, e viu as fotos coladas na cabeceira. Ele então como coração na mão se ajoelhou e olhou diretamente para a foto de Addie com sutiã rosa. Ele tentou desviar o olhar, mas acabou pegando a varinha e apontando para foto. A foto se duplicou e Remus corado, pegou e guardou no bolso. Ele olhou Addie dormindo mais uma vez e desceu da cama dela pronto para voltar para o dormitório masculino. Mas se assustou ao ver Emmeline acordada na cama dela. A garota estava com um pergaminho na mão e o olhava com um sorrisinho.
O coração de Remus parou.
—Eu não vou contar para ela. – ela riu. Remus assentiu corado e nervoso e foi até a porta, mas antes de sair Emmeline disse: — Vai ser o nosso segredinho.
Fale com o autor