Notas iniciais
Oi, amores!! Tia Vênus aqui! Antes de tudo, um comentário nada a ver com WWWY VÊNUS, SUA LINDA! OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO EM LEGADO LESTRANGE! EU AMEI!!! MILHÕES DE BEIJOS ♥ Ok, voltando a programação normal... Um capítulo cheio de intrigas pra vocês ahsuashaushausha Adoro intrigas... eu sou muito má... asuahsuas Bem, antes de mais nada eu gostaria de agradecer a todas as divas maravilindas que comentaram o capítulo passado! Beijos, lindas. Amamos vocês ♥ Desculpem pela demora pra responder os comentários. Segunda feira eu boto fé que vou responder, ok? Muito obrigada por TODOS os comentários! Eu e a Aurora amamos! Mais 15 comentários pra postarmos o próximo capítulo, ok? Agora aproveitem esse capítulo... E ele tá TEEEEEEEEEEEENSO! Beijos!

HE HURT ME

HOGWARTS

1975

4thYEAR

—Eu vou me matar. – anunciei. Emily concordou de braços cruzados. – No-jo! – resmunguei olhando Francesca enfiar a língua na goela de Remus.

—Ele parece estar gostando. – Frank comentou, olhando Francesca com um leve interesse. Bufei, irritada e Frank se encolheu, indo para o lado de Emily, que tinha vindo assistir o treino como sempre.

—Remus está sendo sexualmente abusado e todas concordamos com isso! – falei decidida. Todas Chanels assentiram, terminando de se alongar. – Músculos mais relaxados? – perguntei. Como elas confirmaram, mandei todas para o chuveiro. Me virei para Remus e Putacesca, me aproximando deles. – O campo é todo o seu Fran. – falei falsamente. Ela desgrudou a boca de Remus e sorriu tão falsa quanto eu.

—Obrigada, Addie. Mas eu queria mesmo é poder ficar beijando o Remy, de vez treinar.

Abri a boca em choque e olhei Remus de braços cruzados. Remy? Como assim, Remy? Só EU chamo o Remus de Remy e todo mundo sabe disso. Respirei fundo me controlando e sorri para os dois antes de rumar até o vestiário.

—O que? O QUE? – gritou Marlene. Olhei Mary confusa, ela me olhou levemente apreensiva. – Como assim você trepou com o Sirius, Brianna?

Revirei os olhos, e comecei a tirar minha roupa de treino para ir para a ducha. Chanel N°8 olhou Marlene levemente assustada.

—Ele não transou só comigo! Ele transou com a Brianna e a Brianna também. – ela apontou as outras duas Briannas, que assentiram.

—E foi um dia atrás do outro! Só descobrimos quando ele já tinha transado com todas! – a Chanel N°10 comentou.

Marlene cruzou o braço, completamente irritada.

— Eu vou acabar com vocês três, piranhas! – ela guinchou.

—Hey! – gritei da ducha. Frank usava uma ducha mais para o fundo do vestiário, apesar que nenhuma das garotas se incomodavam de ficarem peladas na frente do Frank, mesmo sabendo que ele não é gay. E Frank era sensato de não olhar demais pra ninguém. – Nós Chanels somos uma família. Não acabamos umas com as outras. Acabamos só com as Sonserinas. – ri. Marlene me olhou com um biquinho. – N°5, se você for bater nas Briannas, vai ter que bater em quase todas as Chanels.

—O que você quer dizer com isso? – Marlene perguntou.

—Levantem a mão todas que aqui presentes que já transaram ou quase transaram com o meu primo. – mandei. As três Briannas levantaram a mão. Logo depois Chanel, N°12, 13 e 14 levantaram também. Marlene olhou todas chocadas. – E de qualquer jeito não é hora para pensar em garotos. Esse final de semana vai ser a Reunião das Lideres de Torcida. Quero focar nisso, então não quero nenhuma briguinha interna, entendidos?

Elas concordaram prontamente. Sorri, satisfeita. Mary entrou no boxe ao meu lado.

—Emmeline não parece bem. – ela cochichou. Olhei Emmeline que estava no boxe do meu outro lado. Ela lavava o cabelo com o olhar perdido no chão.

—Emms. – chamei. Ela levantou o olhar para mim, e me deu o sorrisinho travesso dela de sempre. – Você continua apaixonada por Sirius? – questionei.

—Claro que não, Addie. – ela riu. – Eu amo o Jacques, sua boba. – ela riu novamente e saiu da ducha, se enrolando em uma toalha. Observei ela andar até o armário dela, e começar a se secar. E também vi quando ela olhou as Briannas completamente furiosa. Troquei um olhar com Mary, e nós duas sabíamos.

Emmeline continuava perdidamente e completamente apaixonada por Sirius.

—Estamos aqui reunidas para a Reunião das Líderes de Torcida. – Zamora recitou, assim que chegamos todas.

Zamora estava como sempre com Dido, Lehanna e Katherine, em volta dela.

Comigo, estavam Emmeline ao meu ombro direito, Mary ao meu ombro esquerdo e Frank atrás de nós formando um diamante.

Em frente à Zamora estava Jackie Rudestky e o grupinho dela, que ainda me encaravam estranho.

A minha frente estava Francesca que sorriu para mim e ao lado dela estava Ava Fawley.

Ava que era uma garota negra, de lábios carnudos, magra, que tinha cabelos curtos e pretos, mas sempre aparecia de apliques. Sirius era louco por ela, pelo que tinha me contado tentava investir nela desde o ano passado, mas como ela é um ano mais velha, só agora estava tendo sucesso.

Celina Popplewel estava ao outro lado de Francesca, ela tinha uma testa retangular e uma cabeça levemente quadrada demais, mas mesmo assim era bonita, seus cabelos eram cor de mel e tinha um quadril largo. Uma vez ela tinha ficado muito gorda e todo mundo jurava que ela estava grávida, mas um dia depois que os rumores da gravidez começaram ela apareceu magra novamente. Todo mundo dizia que ela tomou uma poção para emagrecer clandestina ou que tinha abortado. De qualquer jeito, nunca iremos saber.

Ao lado de Celina, estava Cora Wegman. Cora tinha um nariz pontudo e fino, e cabelos pretos encaracolados, que nem chegavam ao ombro. Os olhos eram claros e a boca pequena. O ex-namorado dela Connor Falahee disse pra todo mundo que ela tinha mamilos engraçados. O que Cora jurava que era mentira.

Juntas formavam um tipo de circulo.

—Eu ainda não entendi. – Jackie falou. – Sobre o que é isso?

—Cadê a líder da sua equipe? – Dido perguntou, arqueando a sobrancelha.

—Ela não pode vir. – Jackie deu um sorrisinho malvado. – Pediu para eu a substituir. E como sou uma boa amiga, é claro que eu vim,

—É, claro. – resmungou Dido, revirando os olhos para Jackie. – Bem que dizem que os lufanos são leais, né?

—A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem, não é mesmo? – riu Jackie.

Revirei os olhos, a achando simplesmente chata.

—Evie, meu amor? – chamei, com um sorriso cínico. Evie girou os olhos para mim. – Podemos continuar?

—É claro, Addie. – Evie comprimiu os lábios. – O seguinte, é que Mulciber atacou uma de nós. – ela falou e apontou para Mary. – Crazy Eyes é uma líder de torcida, ou seja já está no topo da cadeia alimentar dessa escola. E não podemos deixar pensarem que não somos!

—Nós vamos revidar? – alguém perguntou.

—Acho que Adhara já revidou o suficiente, antes de Mulciber ser expulso. – riu Evie maldosamente.

—É aquilo foi assustador. – resmungou alguém. Virei meu olhar para pessoa e vi que foi Cora. Ela encolheu os ombros e olhou para baixo. Sorri, gostando do fato que mesmo que ela fosse mais velha, me respeitasse.

—Nós não ficamos no meio de nenhum tipo de briga política. – Evie mandou. – Não somos pró ou contra Você-sabe-quem.

—Eu sou contra. – Frank falou atrás de mim. Algumas garotas deram risadinhas o olhando desejosas. – Todo mundo sabe disso. E todo mundo sabe que os sonserinos são a favor.

—Por isso a partir de hoje, não vamos nos meter em mais nenhuma dessas discussões. E pra sua informação, Longbottom, eu não aprovo o Lord das Trevas. Eu amo a causa puro sangue, mas não aprovo os métodos dele. E os métodos dele estão se refletindo aqui, com Mulciber. Ele foi o primeiro e devemos cuidar para que seja o último. – Evie em tom mandão. – E se Mulciber voltar a atacar uma de nós, vamos atacá-lo de volta! Todas de acordo?

—Mas... – Toots franziu a testa, parecendo fazer um imenso esforço para se concentrar – Não deveríamos ir contra o Lorde das Trevas? Ele é mal.

—Não. – respondeu Zamora – Hogwarts é um lugar neutro. Não devemos deixar a guerra chegar aqui. De um lado ou do outro. Se ficarmos como Longbottom, vão colocar alvos em nossas testas e isso vai colocar a reputação de todas em xeque. – Elvie soltou um suspiro – Não vamos nos meter em nenhuma briga política. Vamos defender a bandeira de que não há guerra ou lados na escola. Não precisamos guerrear entre nós por motivos que já estão a nos esperar quando sairmos daqui. Sem falar que a maioria dos alunos são jovens e estúpidos. Pra um deles fazer uma merda sem volta é um pulo. Então... – ela jogou o cabelo pra trás e cruzou os braços, fazendo sua famosa bitch face – Estamos de acordo?

Lufa-lufa foi a primeira a concordar. As Corvinas depois de vários cochichos concordaram também.

Senti todos me olhando, enquanto eu estava de braços cruzados, apoiando o meu peso em uma só perna, me fazendo ficar com o quadril de lado. Olhei minhas Chanels atrás de mim e depois para Zamora, que me olhava como se me desafiasse a não concordar.

—Grifinória está de acordo. – falei. Zamora sorriu satisfeita.

—Lideres de Torcida não se intrometem mais em assuntos de sangue. – Evie proclamou.

—Ela não percebe? – pergunto a Jay. Ele da de ombro, passando os braços pela minha cintura e me puxando para seu colo. Estávamos no jardim, já que era Domingo, apenas esperando Sirius terminar de beijar Cindy, para podermos ir para a Casa da Árvore. – Ele ta, tipo, fodendo todas as minhas Chanels!

—Bem, ele disse que ela não é muito ciumenta, não. – James falou, pensativo.

—Sirius gosta de lideres de torcida. – comentou Peter. – A meta dele é pegar todas. Menos você e Mary.

Olhei Sirius mais uma vez, enquanto ele ria malicioso, beijando Cindy no pescoço. Thomas do outro lado do jardim olhava, Sirius parecendo irritado.

Emmeline bufou, lixando as unhas com descaso.

—Se ela não percebeu, ela é burra. Muito burra. – ela falou, com os lábios comprimidos. Mary olhou Emmeline, balançando a cabeça negativamente.

Sirius terminou de beijar Cindy e veio até nós com uma cara satisfeita. Nos levantamos, e Emmeline passou por Sirius batendo no ombro dele. Ele apenas riu, e mandou um beijinho para ela, que andava rebolando na frente.

—Nossa, Dimy ta gostando mesmo da Evans. – Peter comentou, quando passamos por Dimy, que estava estudando sentando embaixo de uma árvore com Lily e Sev. – Ele ta com o Ranhoso. – Peter falou parecendo horrorizado.

Empurrei os meninos antes, que eles fossem lá arrumar briga. Caminhamos até a orla da Floresta Proibida, longe da vista de todos e entramos pelo alçapão escondido, que dava na Casa da Árvore. Remus e eu tínhamos colocado um feitiço de proteção para que se alguém acabasse achando não conseguisse entrar. Pulamos para dentro e eu já fui direto para poltrona sentando no braço da poltrona, e quando James se sentou passei para o colo dele.

Sirius já foi acendendo os baseados e passando para todos.

—Sirius. – Mary chamou, enquanto ele ascendia um baseado para ela. – A Cindy não liga que você trai ela?

—Ela não precisa saber. – ele riu, soprando a fumaça.

Mary o olhou confusa, mas deu de ombros tragando do próprio baseado, e depois o dividindo com Peter.

—Ela é burra, Mary. – Emmeline resmungou para ela, sentada no chão, ainda lixando a unha. – Muito burra.

—Ah, Emms. Não precisa ficar com ciúmes. – Sirius, falou escorregando para o lado dela. Ele passou um braço pelos ombros dela. – Você sabe que sempre vai ter uma parte especial de mim só pra você.

Emmeline suspirou, o olhando, parecendo aborrecida.

—Assim como Marlene também tem. Certo, Sirius? – falei debochada. James riu no meu pescoço e Sirius me olhou furioso. Emms olhou para baixo e se afastou de Sirius lentamente.

—Então conseguiu algo com a Ava? – James perguntou. Sirius riu, olhando James com arrogância.

—É, claro! – ele riu. – Na verdade marcamos para hoje a noite, antes do jantar.

—O Gray já ta te odiando por namorar a irmãzinha dele. – Remus falou olhando Sirius com atenção. – Se ele saber que você trai ela com toda Hogwarts vai te espancar.

—E pior vai ser expulso do time! – falei rindo.

—Mas ninguém aqui vai contar. – Sirius deu de ombros.

—O que estão achando de Dimite? – James perguntou.

—Ele é legal. Bem inteligente. – Remus comentou. Ele fazia a lição de casa de Transfiguração, que eu já tinha feito, quando pulei o jantar de ontem. – A matéria preferida dele é Feitiços, como você, Addie. – Remus me falou.

—Eu gosto dele. – sorri. – Algo me diz que ele é tipo o Frank.

—Ele não tem nada a ver com Frank. – James discordou. – Frank é todo aberto com todo mundo. O Dimy só ta se soltando agora.

Dou de ombros, me curvando para beijá-lo. Eu não conseguia ficar tanto tempo, sem beijar o Jay.

—Eu gostei dele. – Sirius resmungou. Ele tinha um olhar vidrado no chão, que eu achei estranho. – Ele é bem legal. Ele me disse que ele e Lily estão se dando super bem.

—Parecem mesmo. – Mary falou. – Lily ta até mais divertida.

—É o amor. – riu Emmeline.

—Como vai o Jacques, Emms? – perguntei, fingindo não querer nada. Joguei meu cabelo pro lado, dando espaço para James dar beijinhos em minha pele.

—Super bem. – ela respondeu, parecendo estranha. Já ia questioná-la mais, mas James começou a me dar chupões, me distraindo.

—Jay. – ri, o beijando na boca.

Semicerrei meus olhos, olhando aquilo simplesmente desacreditada. Rabastan estava sentando ao lado de Mulciber e Avery, conversando com eles. Pior RINDO com eles. Theo estava lá também, assim como Severus, Aminco e Aleto. Todos parecendo impressionados, olhando Mulciber como se ele falasse alguma verdade absoluta.

Avery desviou o olhar, e me encarou de cima a baixo. Cruzei os braços, o desafiando a vir falar comigo. Ele apenas riu e cutucou Mulciber. Os dois me olharam e riram para o grupinho que acabou me olhando também. Então dei o meu melhor olhar de desprezo para Rabastan, que corou e desviou o olhar para baixo. Theo me mandou o beijinho, que eu respondi, com minha Bitch Face.

Suspirei, olhando aquele grupinho, antes de revirar os olhos e me virar para ir embora, deixando meus cabelos esvoaçarem. Sai andando pelo corredor de braços cruzados furiosa. Desci até as masmorras decidida e acabei encontrando Jacques saindo do Salão Comunal.

—Addie. Oi, o que ta fazendo aqui? – ele perguntou, depois de me beijar na bochecha.

—To procurando a Zamora.

—Ah, ela ta ai no dentro. Pode entrar. – ele falou me dando espaço. – Você viu, Sev? Ou Rabastan?

Fechei a cara.

—Não. – resmunguei, antes de entrar para o Salão das Cobras. Zamora estava em um sofá, com as vadias em volta e Adam, Nathan e Jason junto.

—Addie. – Adam riu. Ele se levantou e me abraçou com força. – Veio me ver? Eu sei, está com saudades. Também estou.

—Na verdade eu vim ver a Zamora. – ri, me separando dele. Zamora se levantou me analisando, ela indicou o canto da parede, e eu fui até lá com ela.

— O que é?

—Rabastan. – falei decidida.

—E eu ligo pro Lestrange, meu amor? – ela riu. – Vá falar com Kat. – falou se virando.

—Rabastan está falando com Mulciber. – falei, a fazendo voltar. – E se continuar, eu vou ter que interferir. Então se quer que continuemos sem nos meter sobre o sangue, faça Kat o manter na linha. Ou EU farei.

— É a escolha dele. – Zamora deu de ombros. – O que podemos fazer? – ela acariciou meu rosto. – Eu sei que é difícil deixar o primeiro amor ir embora, Black. Mas você precisa deixá-lo tomar as próprias decisões.

—Porque está dizendo isso?

Ela apenas riu e deu de ombros.

—Você tem que crescer, Black. A guerra está chegando.

—Como está indo?

—Ótimo. – Sirius riu, se sentando na cadeira do Professor Binns. – Estou com a meta de trepar com todas as lideres de torcida.

Lehanna gargalhou, e se sentou no colo do garoto, passando as coxas em volta do quadril dele. Sirius desceu a mão para a bunda da garota, fazendo pressão de leve.

—E está tendo sucesso? – ela perguntou, descendo os lábios para o pescoço dele. Ele jogou a cabeça para trás deixando ela lamber e chupar seu pescoço.

—Sim, muito. – finalmente se beijaram e Sirius agarrou os dois lados da bunda dela, a pressionando contra seu pênis, já duro. Leh rebolou, querendo mais contato. – Onde está seu namorado? – perguntou, a ajudando a abrir o zíper da blusa de líder de torcida.

—Treino de quadribol. – respondeu, suspirando de alivio, ao ele descer a alça do seu sutiã para beijar seu seio. – E a sua?

—Estudando na biblioteca, daqui a pouco vou encontrar ela para ficarmos juntos. – ele murmurou sacana, adorando a pele macia do peito dela. Leh abriu se cinto, e puxou seu pênis pra fora. Agarrando com força aquela parte da anatomia do menino. – Me chupa?

— É, claro. – ela abriu os primeiros botões da camisa dele, deu beijinhos e lambidinhas e saindo de seu colo, ao se ajoelhar no chão. Ela lambeu a cabeça e Sirius soltou um gemidinho. Ela olhou Sirius com uma cara safada, antes de engolir tudo. – Leh. – ele gemeu.

—Então, dessa vez quer fio-terra de novo? – ela riu.

Ficaram nas preliminares por pouco tempo, porque logo Professor Binns, chegaria para dar aula, e Sirius tinha que encontrar Cindy. Foderam selvagemmente em cima da mesa do Professor e saíram apressados da sala, cada um por um lado do corredor.

Leh suspirou, arrumando os cabelos, enquanto andava pelo corredor quase vazio. Ela escutou o assobio de um dos amigos dos eu namorado, e riu para ele piscando. Percebeu que era um dos amigos que ela já tinha fodido. Quando se virou para frente novamente trombou em algo e acabou caindo.

—Porra. Olha por onde anda. – reclamou, deitada no chão. Uma cabeça loira apareceu na sua visão. Ela percebeu que era o garoto novo da Grifinória, que tinha entrado no ano dela. Yuri Petrovich.

—Foi mal. – ele riu, e estendeu sua mão. Leh aceitou e ele a puxou para cima. – Sou Yuri.

—Eu poderia me apresentar, mas sei que já sabe quem eu sou. – ela respondeu metida. Yuri riu assentindo, ele se abaixou para pegar os livros que tinha deixado cair, e Leh se abaixou para ajudar. – O que está olhando? – perguntou ao ver ele encará-la.

—Você tem um sorriso bonito. – ele murmurou, e baixou os olhos para baixo. Leh seguiu seus olhos e viu que de vez um livro ela segurava sua mão. Ela soltou a mão dele lentamente, e ele pegou o último livro que faltava. – Até mais, Soto.

Os pais de Emily tinham sido atacados novamente. Estava no Profeta Diário, que eles foram emboscados e atacados por maldições. Os pais tinha saído com apenas alguns cortes, mas o irmão mais novo de Emily tinha sido atingido por um Cruciatus e estava agora no Mungus traumatizado.

Emily estava triste deitada na cama, encolhida, sem parecer querer falar com ninguém. Ao lado dela estava Dorcas, a acariciando nos cabelos. Soltei um suspiro, entrando com Lily, Emmeline e Mary, para me deitar ao lado de Emily, na intenção de consolá-la. Emmeline me olhou enciumada, mas apenas fez um biquinho, se sentando na cama de Mary. Vi uma lágrima escorrer pela bochecha de Emily, e todo o dormitório ficou em silencio.

—Eu não aguento mais, minha mãe não aguenta mais... Os trouxas estão destruindo minha família. – Emily falou com nojo na voz. – Eles podem ir todos para o inferno!

Olhei Emily surpresa, mas ela continuava coma cara contraída em raiva. Eu sabia que ela estava numa situação de merda.

—Não é culpa dos trouxas, Emily. – Lily falou, chegando perto da cama. Emily se sentou e olhou para ela com desprezo. – Seu pai é super corajoso. Ele está tentando acabar com esse precon...

—Cala boca, sua sangue-ruim! – Emily gritou para ela. Lily ofegou e abriu a boca em choque. Mary na cama com Emmeline, também ofegou surpresa, como o resto das meninas. – Você não sabe nada sobre o meu pai! NADA! Você não sabe NADA sobre PORRA nenhuma!

Me levantei na hora, parando ao lado de Lily, que aprecia que iria chorar, antes de se recompor. Cruzei meus braços e Emily já abaixou os olhos, apesar de ainda parecer muito raivosa.

—Sério, Emily? Você? Com esse tipo de pensamento? – perguntei e apontei para a perna de Mary, que olhava Emily decepcionada. – É isso que você quer? Que pessoas como Mary, sejam torturadas e mortas? Pessoas como a Lily? – ela continuou com os olhos abaixados, sem me encarar. – É isso que você quer? – gritei, mas ela seguiu em silêncio. Ficamos esperando que ela desse uma resposta, mas ela só se levantou e começou a andar para a porta.

—Não esperava isso de você, Valentine. – Emmeline se levantou e Emily a olhou com desprezo, sem se virar completamente. – Tem cara de bonequinha, mas na verdade é uma vadia nojenta!

Emmeline ia começar a falar mais, mas levantei a mão, em um sinal para que ela parasse.

—Seus pais estão lutando contra isso, e...

—Meu pai luta por prestigio. – rosnou Emily, apesar de não conseguir me encarar por muito tempo. O rosto dela estava muito vermelho e eu não sabia se era por conta do choro ou por conta da raiva – Não se enganem. Ele só está colocando minha mãe, eu e meu irmão em risco.

Andei até a garota, zangada e a puxei pelo braço. Ela tentou se livrar, mas sem muita vontade. Emily nunca enfrentava ninguém. Ela não passava de uma garotinha conformada em seguir regras. Em obedecer. E eu era uma das figuras que ela costumava obedecer. A empurrei contra a parede, para provocá-la, mas ela seguiu sem me encarar, parecendo sentir medo de mim.

—Se você falar isso de novo, para Lily ou quem quer que seja. Eu vou bater tanto nessa sua carinha de boneca que sua mãe vai sentir. Você me ouviu, Valentine?

—Vai fazer isso só comigo ou com seu ex-namorado também? – devolveu ela e eu pisquei em surpresa – Porque ele diz o tempo todo sempre que você não está olhando. – rosnou ela e eu lhe acertei um belo tapa no rosto.

—O que você... – começou Dorcas, lá da cama.

—Não se meta, Dorquinhas. – exigiu Marlene.

—Isso, Dorcas. Não se mete. – riu Emily com a marca perfeita da minha mão em sua bochecha. Eu estava furiosa por ela ter dito aquilo sobre Rabastan. Eu ainda estava me lembrando dele conversando com Mulciber e os dois rindo de alguma coisa – Eu não posso falar sangue ruim, mas seu ex-namorado pode andar e fazer amizade com o cara que machucou a Mary. – acertei outro tapa, na outra bochecha dela, deixando o rosto dela completamente vermelho – O que foi? Não gosta de ouvir algumas verdades só pra variar? – perguntou ela me olhando com lágrimas nos olhos – Pode me bater a vontade, Adhara. Não vai mudar nada. E antes de vir me julgar, se coloca no meu lugar...

—Eu e você estamos no mesmo lugar, sua sonsa. – rosnei, furiosa – A diferença é que eu tenho coragem pra enfrentar o sistema e me rebelar, enquanto você só sabe...

—Oh, sim. Pareceu muito corajosa no natal. – sibilou Emily me olhando com os olhos injetados de raiva e eu tive a impressão de que eles estavam mais escuros do que eu me recordava – Tão feliz que poderia até chorar, não é mesmo? – provocou ela repetindo as palavras que eu tinha dito quando minha tia anunciou meu noivado com Sirius. Mas Emily já tinha me enfrentado o suficiente.

—Vou contar até três... – sibilei – Para você retirar o que disse.

—Conte até dez. – rosnou ela – Me azara, me dá logo um murro, eu não ligo. Mas não seja hipócrita comigo você também. Já basta o meu papai “herói” com a hipocrisia dele. – ela se virou para sair, mas eu a puxei pelos cabelos e a joguei no chão. Coloquei minha varinha no pescoço dela e coloquei meu joelho sobre os seios dela, na intenção de que doesse.

—Nunca imaginei que uma conformada idiota que nem você teria a audácia de me enfrentar desse jeito, Valentine. Eu vou te ensinar que não foi coragem, mas que foi estupidez mesmo.

—Expelliarmus! – gritou Meadowes e minha varinha voou da minha mão. Emily me empurrou, Emmeline tentou azarar Dorcas, que se defendeu. Lily nos pediu para parar, afinal ela queria ser monitora, mas todas nós começamos a duelar, já que eu logo peguei minha varinha.

Acabamos todas as sete na sala da professora McGonagall, com lábios cortados, cabelos desarrumados, um pouco de sangue e péssimo humor.

—Eu não quero saber o que aconteceu. – sibilou a professora – Eu não quero que aconteça novamente. Eu não quero saber quem começou, quem provocou, quem lançou o primeiro feitiço. Eu não quero saber quem estapeou a cara da Srta. Valentine. Eu quero que vocês voltem para o dormitório e façam as pazes. – ela soltou um muxoxo de desaprovação e Emmeline deu um sorrisinho sarcástico, deixando claro que jamais faria isso – E eu vou descontar vinte pontos de cada uma.

—Mas isso são cento e quarenta pontos! – lamentou Lily.

—Que bom que sabe contar, Evans. – sibilou Emily e todas, menos Dorcas, a olhamos irritadas.

—Pra fora, todas vocês. – ralhou a professora. Emily foi a primeira a se levantar e a sair. A segui, já com a varinha na mão. Olhei para Emmeline e Mary, que entenderam na mesma hora e, assim que viramos o corredor, eu joguei Emily dentro de um armário de vassouras.

Ela me olhou surpresa e eu usei um accio na varinha dela. Em seguida sorri cruelmente enquanto Emmeline e Mary impediam que Dorcas agisse.

—Escute, Emily. Eu até gosto de você. Mas você andou aprontando demais e eu vou te deixar de castigo ai. – fechei o armário e o tranquei com um feitiço – McKinnon, se Meadowes ou qualquer um tirar Valentine daí, você tá expulsa da equipe. – eu disse com um sorriso gentil – Vamos, Emms, Mary. – adicionei estalando os dedos e indo embora.

—Todo mundo sabe que vocês estão se pegando esporadicamente. E quando eu falo todo mundo, é todo mundo! – falei, apontando para Ambrose e Thomas, que tinham me irritado, com as risadinhas que eles pensaram ser discretas. – Então se assumam e parem de dar essas risadinhas desgraçadas porque elas estão me irritando! – bati com força no armário, e coloquei minhas luvas de quadribol.

O time ficou em silêncio, e ouvi James e Sirius tentando segurar as risadas. Thomas corou, e enfiou a cabeça no armário fingindo que estava procurando algo. Ambrose revirou os olhos para ele, se sentando no banco para colocar a bota.

James se apoiou no armário ao meu lado sorrindo para mim. Ele me puxou, pela cintura, e beijou meu queixo.

—Porque você sempre fica nervosa antes de um jogo? – ele perguntou. Dei de ombros, cruzando os braços, mas deixando ele me enlaçar pela cintura.

—Como fica tão calmo? – perguntei, invejando a calma dele.

—Eu fico tranquilo, porque eu sei que você vai estar lá para me proteger.

—Eu sempre protejo suas costas. – sorri. Ele me beijou. – Mas como fica calmo sabendo que toda Grifinória conta com você para pegar o pomo? – perguntei baixinho. James riu.

—Eu sei que eu sou um ótimo apanhador, Addie. É, por isso que fico calmo, eu sei que se eu perder é porque errei em algo e vou trabalhar nisso e ganhar o próximo jogo. – ele respondeu. – Relaxa, okay?

—Relaxar. – resmunguei e revirei os olhos.

—Que tal um beijo pra dar sorte no jogo? – ele perguntou travesso, começando a me beijar. Ri o beijando de volta.

Assustei-me com a mão de Sirius se metendo no meio do meu rosto e do de James, empurrando a cabeça de James para trás.

—Sir...humf. – Sirius se infiltrou no meio de nós e apoiou as costas no armário nos separando.

—Agora ta ótimo. – ele riu. Revirei os olhos, e então sorri.

—É porque você também quer um beijinho da sorte, é? – perguntei fazendo um biquinho. Beijei a bochecha dele repetidas vezes. – Sirius quer um beijinho, é? – continuei a beijar, até Sirius me afastar, saindo do meio de James e eu.

—Credo. – resmungou ele passando as mãos nas bochechas sujas de batom. Ri e voltei a dar uns beijinhos em James.

—Time. – Thomas chamou. Ficamos em volta dele. – O jogo é contra Lufa-Lufa. Seria fácil, mas agora que tem o Connor Falahee como capitão e Nicholas Dempsie como artilheiro principal temos que tomar cuidado. – ele nos alertou. – O apanhador deles é horrível e isso nos da uma vantagem, mas James se lembre de pegar o pomo só depois de fizermos pelo menos 110 pontos. – Thomas falou. James assentiu. – Addie você marca o Falahee e o Dempsie, não se preocupe com os outros. Sirius você marca os outros o quanto der e nos proteja.

—Pode deixar. – eu e Sirius falamos ao mesmo tempo.

—Steve e Ambrose. Vamos fazer a manobra que praticamos e, Samuel, se estivermos ganhado não fique com dó e os deixe fazer um ponto. – Thomas falou. Eu ri isso tinha acontecido no jogo passado contra a Corvinal quando a artilheira era uma garota que Samuel gostava. – Prontos? – Thomas perguntou.

—Prontos! – gritamos de volta.

Saímos dos vestiários e os torcedores da Grifinória começaram a gritar. Consegui enxergar Adam ao lado de Remus gritando o meu nome. A goles foi ao ar e o jogo começou. Subi na vassoura e dei impulso para cima.

O balaço estava perto dos batedores adversários e eu os vi lançando um balaço em Thomas, ao qual Sirius defendeu, jogando de volta no artilheiro deles que estava desprotegido. James foi mais para o alto, para ter uma visão melhor do campo e manter o olho no apanhador adversário.

Olhei Connor passar a goles para Dempsie e voei até um balaço o arremessando com força. O balaço bateu em Dempsie e Steve passou roubando a goles. A torcida da Grifinória berrou.

—Vai, Addie! Rainha! Poderosa! Vai, Addie! Vai, vai, vai Addie! ADDIEEE! – escutei Frank berrando enquanto agitava os pompons com as outras líderes de torcida. – Arrasa, Chanel!

Gargalhei, voando para perto de Connor. Ele me viu e sorriu.

—E aí, graçinha? Tudo bem?

Sorri de volta, e joguei o cabelo para trás.

—Eu estou ótima. – ri, e balancei meu bastão. – Eu vou explodir a sua cabeça. – ri novamente. E assim que o balaço chegou, o atirei contra ele. O balaço bateu na vassoura dele e ele quase caiu.

Sorri, quando Ambrose fez o primeiro ponto. Mas meu sorriso morreu ao ver Sirius quase cair da vassoura, ao ser atingido por uma balaço adversário nas costas. Ele gemeu de dor, e a Lufa-Lufa começou a gritar quando Thomas ficou desprotegido e o batedor conseguiu atingingi-lo. Eu ia voar até Sirius, mas um balaço vinha na minha direção, me fazendo arremessá-lo em Dempsie, conseguindo atingi-lo.

O jogo continuou e a Grifinória fez maias pontos assim como a Lufa-Lufa. Estava 80 a 60, para a Grifinória. Eu consegui deixar um braço de Connor debilitado, o forçando a jogar apenas com o braço esquerdo.

—Addie, cuidado! – escutei um grito e um balaço atingiu o cabo da minha vassoura, me fazendo girar pelo ar e outro passou zunindo perigosamente ao lado da minah cabeça. Segurei com força a vassoura, voltando a me equilibrar e raivosa lancei um balaço no batedor que tinha lançando o balaço contra mim. O atingi na cabeça e ele caiu da vassoura indo para a areia.

A Grifinória gritou e aplaudiu.

—Adhara Black tirou Maxon Rae da partida! – gritou Glenn Pampbell que irradiava a partida. – Tenho que comentar que Adhara Black fica perigosamente bonita irritada. – ele falou. Eu ri, e vi Sirius lançando um balaço irritado em Glenn, que foi desviado por uma irritada Professora Minerva. James também olhava Glenn com os olhos semicerrados. – Desculpe, Sirius. Desculpe. – riu Glenn – E Ambrose está com a posse da goles novamente! Ela vai em toda velocidade para o aro da Lufa-Lufa. Oh! Ela está sendo seguida pelo artilheiro principal da Lufa- Lufa. Dempsie. Ele está chegando nela. Os dois estão em uma disputa pela goles. – berrou Glenn. A Grifinória toda ficou quieta observando a briga. – Oh! Mais um balaço raivoso de Adhara Black se aproxima. Ela atingiu Dempsie! – a Lufa-Lufa vaia – Onde está o batedor da Lufa-Lufa? Oh, meu Merlin! Sirius Black acabou de tirar o ouro batedor da Lufa-Lufa da disputa! LUFA-LUFA ESTÁ SEM BATEDOR! A DUPLA BLACK ATACA NOVAMENTE! – ele berrou agitando os braços.

As minhas vadias começaram a torcer e a dançar. E a torcida da Grifinória as acompanhava cantando. Agora que eu não tinha balaços para defender e muito menos Sirius. Dividimos-nos para acertar os adversários. Ambrose, Steve e Thomas começaram a fazer manobras jogando a goles uma para outra. Conseguiram fazer mais vinte pontos.

—O QUE É ISSO? É O POMO? JAMES POTTER VIU O POMO? – berrou Glenn. A Grifinória ficou quieta, se debruçando para ver James mergulhar com a mão esticada. Connor estava logo na cola dele, com o apanhador da Lufa-Lufa ao lado. Ele cortou James que deu uma guinada, e virou para voltar a perseguir o pomo, ainda conseguindo ficar na frente do péssimo apanhador da Lufa-Lufa.

Procurei um balaço com o olhar e vi a Lufa-Lufa marcar um ponto. Como não achei nenhum balaço muito próximo, voei zunindo até Connor. Ele já estava se preparando para cortar James novamente. O que definitivamente faria o apanhador da Lufa-Lufa conseguir pegar o pomo. Sem saber o que fazer e sem realmente ligar para as consequências me atirei em Connor, que quase caiu, me segurando. James pegou o pomo levando a Grifinória a loucura e eu me segurei em Connor, observando minha vassoura cair.

—Você é louca! – Connor acusou. Eu ri, ouvindo o coro das minhas vadias. Nós tínhamos ganhado.

—Uma louca vencedora.

Meu humor estava salvo. Corri para James, que soltou o pomo para me beijar, mas logo fomos separados por várias mãos que vinham nos cumprimentar e parabenizar. Fomos levados pelos alunos da Grifinória de volta para o salão comunal da Grifinória, onde uma festa nos esperava.

Me entregaram um copo de hidromel, Emmeline me ofereceu um baseado. Rolling Stones tocava, enquanto as pessoas dançavam e comemoravam. Foi quando eu notei que faltava alguém. Valentine não estava lá, nem Dorcas, apesar de Frank estar, já que flertava com Tati.

Cutuquei Emmeline e ela me olhou curiosa.

—Vai olhar se Valentine e Meadowes estão no dormitório. E se estiverem, eu quero saber se Marlene está falando com ela. – adiciono, já que eu havia proibido a maioria das minhas chanels de falarem com Emily. Olhei para Frank assim que Emmeline subiu as escadas. Eu ainda não tinha falado com ele, mas ele iria obedecer. Ele me venerava e adorava ser um líder de torcida.

—Marlene está com Sirius, no dormitório dos meninos. – Disse Mary soltando um suspiro. Concordei com um aceno de cabeça e fiquei esperando Emmeline voltar. Quando ela finalmente apareceu, estava bem séria.

—Nenhuma das duas estão aí.

—Então vamos caçá-las. – respondi com um sorrisinho – Eu sei que Valentine gosta de ficar numa janela do corredor do segundo andar.

—Vamos deixar a festa? – perguntou Mary.

Concordei com um aceno de cabeça e nós três saímos do salão. Os meninos estavam tão entretidos na comemoração, que nem nos viram. Descemos as escadas e ficamos atentas aos sons. Logo escutamos a voz de Dorcas.

—Mas não é muito decotado? – perguntou ela. Olhei curiosa e vi as duas olharem o caderno de desenho de Emily.

—É. É bem decotado... – riu Valentine revirando os olhos – Papai não me deixaria usar um vestido desses antes do meu casamento.

—Frank iria adorar ver você nesse vestido. – riu Dorcas, enquanto eu e minhas chanels nos aproximávamos.

—Não mesmo. Urgh... é tão esquisito pensar que eu vou casar com o Frank um dia... – resmungou Emily – Mas de qualquer maneira. Esse vestido é pra você e não pra mim. – adicionou Emily.

—Você seria uma boa estilista. – riu Dorcas.

—É... – Emily deu de ombros – Mas meu pai quer que eu trabalhe no Ministério. Acho que vou tentar ser revertedora de feitiços e... – mas então ela se calou quando olhou pra mim. Sorri gentilmente para ela. Emmeline cruzou os braços, apesar de estar parecendo se divertir. Mary parecia confusa, mas não recuou.

—Não foi pra festa de comemoração, Valentine? Foi ao menos assistir o jogo para torcer pra sua casa? – perguntei com um sorrisinho cruel. Emily baixou os olhos, mas Dorcas, para minha surpresa, ficou entre nós e segurou a mão de Emily.

—Assistimos o jogo sim. Mas então viemos pra cá, pra conversar. Algum problema com isso? – perguntou ela me encarando parecendo zangada.

—Todos os problemas. – rebati – E eu não estou gostando do seu tom. – adicionei me aproximando, sem gostar de como outra pessoa tinha me enfrentado, na minha própria casa. Mas... se fosse pensar bem, Grifinória é a casa dos corajosos, não é mesmo?

—E eu não estou gostando de você! – resmungou Dorcas, mas ela parecia prestes a chorar de nervosismo. Patético – Sempre agindo como se fosse a dona dessa escola. Pode brincar de rainha o quanto quiser. Só deixe a gente em paz! – disse Dorcas, tremendo feito gelatina.

—Céus, Addie. Ela vai se mijar inteira. – debochou Emmeline.

—Vamos levá-la pro banheiro então. – sugeri. Dorcas levantou a varinha e eu duelei com ela, enquanto Mary e Emmeline cuidavam facilmente de Emily. Dorcas me deu algum trabalho e isso me surpreendeu, mas no final as duas estavam sem varinhas. Levamos as duas até o banheiro e eu afundei a cara de Dorcas na privada – Isso é pra você aprender que eu SOU a rainha dessa escola e que ninguém ganha nada me enfrentando. E tem mais. – eu tirei Dorcas da privada e fui até Emily, onde Emmeline fazia o mesmo com ela – Fiquem longe dos meus amigos. Isso inclui o Remus e o Frank.

Emily me olhou chocada e eu sorri divertida.

—Se eu fosse vocês, trocaria de escola. – riu Emmeline enquanto deixávamos o banheiro. Mary me olhou ainda um tanto chocada.

—Addie... isso foi necessário? – perguntou ela.

—Claro. – respondi – Essas duas me enfrentaram. É péssimo pra minha reputação que gente como elas me enfrente. E outra... – eu parei e olhei para Mary – Não importa o que Zamora diga. Se alguém da minha casa agir de maneira preconceituosa, vai sofrer na minha mão. Enquanto Emily não pedir desculpas por ter chamado Lily de sangue ruim, eu vou fazer a vida dela um inferno.

—Frank não vai gostar disso. – murmurou Mary.

—Mas ele vai ter que aceitar. – riu Emmeline dando de ombros – Agora vamos voltar pro Salão Comunal. Uma festa nos espera!

—Eu acho que... acho que vou pedir a Mary em namoro. – Peter contou. Ofeguei surpreso e Remus sorriu para Peter.

—Isso é ótimo, Rabicho. – ele falou.

—Que bom, meu caro. – James falou, fumando o cigarro. – Estou feliz por você.

—A Mary vai ficar tão feliz, Rabicho. – eu ri, me ajeitando no colo de James.

Sirius revirou os olhos.

—Namorar pra que? Perda de tempo. – Sirius resmungou. – Dá uns pegas nela e pronto. Depois parte pra outra, de preferência uma líder de torcida gostosa. – ele riu.

—Você é um nojo. – falei. Sirius deu de ombros sorrindo.

—Namorar é bom, Sirius. – James falou, me apertando e beijando meu pescoço. – Você tem uma garota todinha pra você. Uma linda garota.

Sorri, e o beijei na boca.

—Mas de vez uma garota linda todinha pra você não é melhor várias? – Sirius falou e eu revirei os olhos.

—Com quantas garotas você está se engraçando no momento? – Remus perguntou levemente curioso. Apesar de ainda beijar Jay, eu escutava curiosa.

—Bem, claro a Cindy. – ele falou. – A gente não transa, mas é quase. E então a Leh. A gente trepa bastante. – ele riu.

—Quem mais? – Peter perguntou também curioso.

—Eu to pegando as Briannas. Mais a N°8. – ele respondeu. – Ela é bem gostosa, Não é tão gata, mas sabe mexer o quadril. Também to pegando a Mellaria Vane. Consegui finalmente a Ava Fawley. Ela fode muito bem. Super recomendo. – ele falou, nos olhando sério.

Peter estava de boca aberta chocado, assim como o Remus. Eu estava risonha, e James me beijava no pescoço interessado.

—Tem... mais? – Remus sussurrou.

— Etienne Bagman eu tirei a virgindade dela. – Sirius riu animado. – A primeira de muitas que eu vou tira, meus caros. E... ah! A Mirtha Flint deu em cima de mim. To considerando ainda já que ela é uma Sonserina e não é como a Soto, mas ela é bem gostosa, vamos concordar.

— Você é tão puta! – gargalhou James. Remus e Peter riram também.

Sirius voltou a fumar, olhando interessado uma revista pornográfica e Peter se juntou a ele. Voltei a dar uns amassos em Jay, entre tragadas no baseado.

—Addie. – Remus chamou. Desgrudei minha boca da de James, o deixando continuar a dar beijos molhados no meu pescoço.

—Sim, amor?

—Porque... O que aconteceu entre você e a Emily? – ele questionou. James parou de me beijar e me olhou interessado, assim como Sirius e Peter.

Suspirei, brincando com a minha pulseira.

—Ela foi uma vaca. – murmurei. Remus me olhou tristemente. – E eu não quero nenhum de vocês falando com ela. Ela merece uma lição. – mandei, os olhando decidida.

James deu de ombros, não ligando muito, assim como Sirius e Peter. Mas Remus me olhou mais triste ainda.

—Addie...

—Remus, confie em mim. – pedi, descendo do colo de James, para ir até Remus. –Emily não é exatamente quem pensamos que ela seja. Confie em mim. – pedi novamente. Remus soltou um muxoxo.

—E qual seria a diferença? – Sirius perguntou, olhando com nojo para uma página da revista que estava meio grudenta. – Vocês não se falam direito há meses!

—Eu sei, mas... estávamos voltando a ser amigos. – ele respondeu.

—Remus, acredite. – falei. – Você não vai querer falar com ela. Especialmente você.

—A obra de arte, a Monalisa dos mapas! – James falou abrindo os braços. – Meus caros, eu lhes apresento: O MAPA DO MAROTO! – ele berrou.

Batemos palmas, contemplando aquela beleza de Merlin.

—Nosso bebê. – murmurei, o tocando de leve.

—Deveríamos testá-lo. – disse Sirius. Concordamos com um aceno de cabeça e James jogou a capa em cima da cabeça de Sirius.

—Eu e o Almofadinhas vamos dar uma volta e ver se está funcionando perfeitamente.

—Meu amor, eu estava envolvida na criação dele. É claro que está funcionando perfeitamente. – disse convencida e os meninos deram risadinhas – Bem. Se divirtam alegremente com isso. Eu tenho que ir treinar as minhas Chanels. Vou ter que fazer umas cinco manobras mortais se eu quiser desbancar a cobrinhas da Zamora.

—Satã Adhara irá atacar novamente. – brincou Sirius e eu teria dado um tapa na nuca dele, mas ele já estava invisível. Deixei o dormitório masculino e logo estava indo para o campo com as minhas Chanels. Emmeline estava super animada com a possibilidade de ganhar da Sonserina. Marlene andava como se fosse a nossa heroína, já que ela faria duas manobras arriscadas, uma delas o “helicóptero”, como Samuel chamava.

Assim que chegamos no campo, as meninas da Sonserina terminavam de se alongar. Os alunos da Sonserina observavam, entre eles Mulciber, Severus, Rabastan, Theo, Amico e Avery. Olhei com censura para eles, mas os garotos simplesmente me ignoraram.

—Addie. Já estamos saindo, ok? – perguntou Zamora, parecendo muito satisfeita – Tivemos um treino puxado, então eu estou fazendo um alongamento mais comprido. – Zamora suspirou – Não quero forçar demais as minhas meninas.

—Claro. – respondi irritada por ela estar usando meu tempo de treino, mas fingi que não estava – Suas frágeis meninas parecem mesmo precisar de mais alongamento. Elas parecem que estão com pouca flexibilidade. – sugeri e Zamora me olhou feio, afinal, ela sabia que era verdade.

Poucos minutos depois as Sonserinas saíram do campo, assim como os garotos, que estiveram assistindo o treino. Comecei o alongamento, depois uma pequena corrida para aquecer. Então começamos a treinar nossa coreografia. O último jogo seria Sonserina e Lufa-Lufa e então teria a última apresentação das líderes, para entregar a Taça de Quadribol e a Taça das Torcidas, que era a Taça de Bronze. A Taça de ouro era a da disputa das Casas, a de prata a de quadribol e a de bronze a das torcidas.
E eu queria conquistar todas as três. Precisávamos que a Lufa-Lufa ganhasse da Sonserina, ou as serpentes conquistariam a Taça de Quadribol. A Taça das Casas estava entre Corvinal e Grifinória, já que a Sonserina estava em último, graças aos muitos pontos que os alunos dos últimos anos vinham perdendo, em brigas. Mas é verdade que, desde que Zamora havia convocado as líderes, a Sonserina estava mais comportada.

Treinamos por mais de uma hora e o sol já estava se pondo. Todas estávamos suadas e eu botei minhas chanels para alongarem também. Depois saímos para o vestiário, para tomar banho.

—Você está sério hoje, Frank. – disse Emmeline abraçando o braço dele. Frank deu de ombros e se livrou do abraço de Emmeline, a olhando feio e se afastando, enquanto retirava a camisa, antes mesmo de chegar no vestiário. Emmeline me olhou alerta e eu me perguntei se ele já estava sabendo sobre minha queda de braço com Emily. Mesmo sendo amigo dela, ele precisava entender que ela estava sendo tóxica e que precisava de uma correção – O que você acha que aconteceu?

—Cedo ou tarde vamos saber.

Entramos no vestiário, as meninas numa animação sem igual, empolgadas com nossas chances de ganhar a competição. Mirei Frank, que estava calado, no último chuveiro, parecendo muito concentrado. Ele terminou o banho rápido e saiu do vestiário mais rápido ainda. Uma das Briannas se virou, escondendo o busto nu dele, mas o rapaz nem reparou nela.

Me arrumei rapidamente e voltei para o dormitório masculino. Os meninos estavam lá, fazendo farra.

—O mapa está funcionando? – perguntei como quem não quer nada.

—Claro. Somos gênios. – riu James, pulando até mim.

—Eu posso dar uma olhada? – perguntei. James me abraçou e me entregou. Falei a senha num sussurro e meio que ignorei os beijinhos que James me dava no pescoço. Procurei o nome de Frank e vi que ele estava no corujal. Depois procurei o nome de Emily e Dorcas. Dorcas estava com Marlene, ainda no campo de quadribol. Emily estava no corredor, prestes a cruzar com o grupinho da Sonserina. Mulciber, Aminco e Avery. Meu instinto protetor bateu mais forte e eu apontei para o mapa.

—Vixi. Será que vão mexer com ela? – perguntou James.

—Quem? – perguntou Remus.

—Valentine. – riu James. Sirius, Remus e Peter vieram de uma vez e nós olhamos apreensivos os pontinhos deles pararem e então Emily seguir os três – Hum... será que estão obrigando ela a ir para algum lugar? – perguntou James.

—Vamos ir atrás dela! – disse Remus, parecendo preocupado.

Sirius e Peter me olharam, curiosos, já que eu tinha decidido que todos daríamos um gelo em Emily. Suspirei e fui caminhando decidida para fora do dormitório. Sirius e James trocaram um sorriso divertido e empolgado, imaginando que arrumaríamos confusão e que duelaríamos com os alunos mais velhos da Sonserina.

Fiquei olhando o mapa, me perguntando o que estaria acontecendo e logo notei que o grupinho cruzou com Rabastan e Theodore. Eles ficaram juntos um tempo e logo Emily andava com Theo e Rabastan, já que o outro grupo foi embora. Notei que James bufou de leve, mas o ignorei e quando chegamos no corredor, guardei o mapa.

Rabastan parecia levemente entediado e Theo estava acariciando os dedos de Emily, tentando flertar com ela, apesar da garota não parecer muito animada com aquilo. Quando Rabastan me viu, desviou o olhar para a janela, fingindo ver algo muito interessante lá fora. James passou o braço pelos meus ombros e eu notei que Sirius pegou a varinha, pronto para uma encrenca. Mas eu sabia que Rabastan jamais compraria briga, não em uma desvantagem tão grande. Ele não era idiota.

—O que vocês vieram fazer aqui? – riu Theo e Emily me olhou com algum desdém. Imaginei que ela usaria Theo como escudo, ou qualquer coisa assim, ficando manhosa para ganhar proteção dele, mas ela pareceu ainda mais apressada para ir embora.

—Eu já vou. – disse ela para Theo, que lhe deu um sorriso charmoso. – Obrigada... Por se livrar daqueles babacas.

—Sem problemas, boneca. Mas não precisa ir embora. – riu Theo a puxando pela cintura e eu senti mais do que vi Remus avançar um passo, completamente enciumado – O que vocês querem, heim?

Remus ia falar alguma coisa, tenho certeza disso, mas eu o cortei.

—Só estávamos de passagem. Vamos, meninos. – disse estalando os dedos. Sirius revirou os olhos, pois odiava que eu fizesse isso com ele, mas os outros não ligaram. Peter parecia nervoso, olhando de Rabastan para Theo, preocupadamente. James olhava para Rabastan, querendo briga. Remus ainda olhava preocupado para Emily, que tinha se desvencilhando de Nott.

—Eu realmente tenho que ir. – disse ela – Mas, obrigada.

—Disponha, boneca. – riu ele piscando pra ela – Sempre que precisar, é só chamar. – adicionou ele. Emily olhou para Remus, parecendo ligeiramente magoada, mas então encarou Nott.

—Eu posso cogitar a ideia... quem sabe? Eu sou solteira, afinal de contas. – adicionou ela. Revirei os olhos ao ver Remus baixar o olhar, constrangido – Sem falar que eu imagino que teríamos vários interesses em comum.

—Por exemplo? – a desafiei a falar. Emily me olhou parecendo zangada e eu entendi o motivo de acharem que ela parecia um grifo. Eu já tinha visto um grifo. Minha avó materna tinha dois. E Emily tinha o mesmo olhar furioso e cortante deles.

—Huuum... você viu a tensão, Rabastan? – riu Theo.

—Não há tensão alguma. Quem sou eu pra desafiar a rainha suprema, não é mesmo? – riu Emily com sarcasmo – Se me dá licença, Theo, eu preciso estudar.

—Quer que eu faça alguma escolta? – perguntou ele.

—Não. – respondeu Emily – Eu já tenho toda a ajuda que eu preciso. – riu ela com um sorrisinho cruel e eu senti um calafrio ao me lembrar de Frank. Emily passou pelo corredor em que nós estávamos. Imaginei que ela bateria o ombro no meu, mas ela não se atreveu. Eu estava para continuar meu caminho, como se não tivesse ido parar ali por nada menos que o acaso, mas Rabastan nos encarou e sorriu cruelmente também.

—Sabe, Pettigrew... eu dei uma dica para o Régulus e vou dar pra você também. – riu ele e Theo cruzou os braços – Não se apegue a quem pode te fazer sofrer.

—Do que está falando? – perguntou Remus. Rabastan revirou os olhos.

—Estou falando que Pettigrew deveria ficar mais esperto. – riu ele.

—Mulciber não esqueceu que teve muitos problemas por conta de Crazy Eyes. – riu Theo.

—Se eu fosse amiga dela... – e ele me olhou no fundo dos olhos. O sorriso era cruel, mas seus olhos exprimiam preocupação e eu tive absoluta certeza de que ninguém mais além de mim notaria aquilo – Eu ficaria de olho nela.

Concordei com um aceno de cabeça e continuei meu caminho, sentindo que tudo aquilo parecia estar agourento demais...

Emmeline empurrou Emily, que acabou tropeçando nos próprios pés. Eu e minhas Chanels rimos um pouco, apesar de eu não ter gostado muito. Emmeline estava furiosa com Emily, pois jurava que ela estava espalhando um boato de que ela e Sirius estavam dando uns amassos. Sirius parecia estar gostando da ideia, porque Jacques estava realmente zangado, mas Emmeline estava furiosa.

—Isso que dá contar mentiras. – riu Emmeline – Encurta as pernas e fazem você tropeçar o tempo todo.

Emily se levantou, recusando a ajuda de Dorcas e olhou Emmeline com desdém.

—Se eu fosse você me preocuparia mais com as suas notas do que com sua reputação, Vance. Nas suas notas você ainda pode dar um jeito. – devolveu Dorcas, dando os braços para Emily, que não ousou levantar o olhar. Piscamos surpresas e nos entreolhamos. Marlene caiu na gargalhada e antes que uma de nós pudéssemos rebater, a professora Minerva apareceu e abriu a porta. Emmeline olhou furiosa para Dorcas, que entrou de braços dados com Emily.

—Meadowes está toda saidinha. O que será que aconteceu? – perguntou Mary.

—Acionamos o modo maternal dela. Ela acha que pariu Valentine. – debochou Emmeline e nós três nos sentamos em nossos lugares. James, Sirius e Peter se sentaram atrás de nós. Dorcas e Emily ficaram em uma mesa, Lily, Dimitri e Marlene em outra e Remus não estava, pois era lua cheia.

—Muito bem, alunos. Hoje nós vamos estudar a difícil arte da transmutação de peso. – começou a professora nos olhando severamente. Ela começou a desenhar uma tabela complicada no quadro, envolvendo cálculos de massa, quando a porta se abriu e Frank apareceu, muito vermelho e ofegante – Fico feliz que tenha tido algum tempo para se unir a nós, Sr. Longbottom. – ralhou a professora.

—Desculpe, professora. – resmungou Frank, indo se sentar ao lado de Emily e Dorcas.

O observei curiosa e escutei Sirius falar que ele deveria estar se pegando com alguém. Frank mostrou um envelope para Dorcas, que sorriu animada. Emily pegou o envelope e o abriu, curiosa. A observei ler uma carta e parecer completamente em choque. Frank a abraçou de leve e logo os três voltaram a prestar atenção na aula.

Claro que achei aquilo estranho e suspeito, mas nada disse.

No final da aula, apenas eu, Frank, Sirius e James tínhamos tido um desempenho realmente bom no feitiço e eu fiquei contente por isso, apesar de ter tido alguma pena de Emmeline e Mary, que pareciam estar completamente perdidas. Prometi a mim mesma que passaria a noite em claro com elas até que as duas estivessem fazendo aquele feitiço tão bem quanto eu.

Estávamos indo para a próxima aula que era Runas e os meninos resolveram me acompanhar, quando Frank segurou meu ombro.

—Sim, Nº 4? – perguntei casualmente. Frank não sorriu pra mim.

—Se fosse qualquer outra pessoa, meu assunto seria aqui, mas por respeito e admiração por você, eu vou te chamar num canto pra conversar. – disse ele. Olhei para Emily, que desviou o olhar. Mas Dorcas me encarou com censura e alguma raiva.

—Sobre? – perguntei docemente.

—Você sabe muito bem. – respondeu ele – Quer o show aqui ou prefere no particular? – perguntou Frank fechando a cara.

—Ei, cara. Olha só como você fala com a minha... – começou James, mas Frank levantou a mão pedindo silêncio.

—Não se mete, Potter. Ou vai feder pra você. – As alunas da Corvinal que faziam aula com a gente se entreolharam, surpresas.

—Você prefere aqui ou em outro lugar, Frank? – perguntei severamente – Porque, sinceramente, eu não tenho receio de nada que você vier falar.

Frank soltou um suspiro e olhou para Dorcas, que pareceu encorajá-lo com um aceno de cabeça. Emily, no entanto, apenas negou com a cabeça, como se quisesse que ele parasse com aquilo. Frank soltou um suspiro e acenou com a cabeça, querendo que eu o seguisse.

Emmeline e Mary vieram logo atrás, mas eu acenei para elas, dizendo que elas deveriam ficar.

Segui Frank até uma sala vazia e ele me olhou parecendo irritado.

—Então? – perguntei cruzando os braços.

—Dorcas me contou sobre o que aconteceu entre Lily e Emily. – disse Frank – Eu falei com Emily e dei uma bronca nela.

—Ótimo. – disse dando de ombros.

—Mas eu quero deixar algo claro, Adhara. – rosnou Frank e eu pisquei pelo tom dele – Se você ousar machucar minhas amigas de novo, eu não dou a mínima pros seus cachorros de guarda... eu vou acabar com a sua raça.

Olhei chocada para ele durante alguns segundos. Mas então eu simplesmente não resisti. Eu tentei não sorrir, mas o sorriso se formou e eu não consegui evitar. Meu corpo inteiro teve um espasmo e eu acabei rindo daquela ameaça de Frank, pois ele era a última pessoa na face da terra que eu imaginaria me ameaçando... bem... talvez Mary também não...

—Está falando sério, Nº 4? – perguntei com divertimento. Ele não mudou de expressão.

—Ah, sim. Eu estou falando muito sério. E se eu fosse você, eu não me subestimaria. – adicionou ele.

—Oh, Nº 4... essa é boa. O que raios você poderia fazer? – perguntei com desdém.

Frank me olhou e soltou um suspiro. Depois ele apontou para o uniforme de líder de torcida.

—Se você não parar de implicar com a Emily e com a Dorcas. Se não tirar a proibição do time e dos outros alunos de falarem com elas e se você não controlar Emmeline... eu vou sair da equipe. E boa sorte pra conseguir alguém pra me substituir nas suas manobras. – disse ele.

Ficamos nos encarando por um tempo. Ele estava sério e parecia determinado. Mas eu estava extremamente magoada com aquilo. Nunca imaginei que Frank me enfrentaria assim, ainda mais para defender uma garota tonta como Dorcas e Emily, que havia feito e dito coisas horríveis, não só pra Lily, mas pra mim também.

Mas eu não deixei a mágoa transparecer. Eu mantive minha bitch face e fiquei encarando Frank intensamente. Dei alguns passos na direção dele e o afaguei na bochecha, para em seguida dar um sorrisinho cínico e gentil.

—Sabe, Frank... eu realmente gosto muito de você... mas se você ousar me ameaçar de novo... – e então eu fiquei muito séria – eu acabo com você.

—Eu não posso prometer nada. – disse ele – Eu nunca vou ficar quieto ao ver meu amigos sendo... sendo feitos de idiotas. Assim como eu jamais ficaria quieto se visse alguém machucando meus amigos. Você melhor do que ninguém deve entender. – Frank se afastou de mim e suspirou – E se acha que eu estou blefando, pague pra ver. Eu já falei com meus pais e com os pais da Dorcas e os da Emily. Nós mudamos de colégio sem problemas. Beauxbatons é logo ali e não tem mais Greengrass pra encher o saco. Mas eu não vou fazer parte do seu time se você continuar com isso.

—Você quem sabe, Frank. Mas eu lhe devolvo as suas palavras. Não pague pra ver o que eu vou fazer se você vier me enfrentar de novo. E só pra constar, por esse desacato, você fará o dobro de exercícios no próximo treino.

—Vamos ver se não será o último. – sibilou ele, me dando as costas e saindo da sala.

O segui e fechei a porta, sentindo que eu estava por um triz.

Odiava brigar com meus amigos e eu não queria me tornar uma megera... mas eu faria sempre o que eu achava certo. Soltei um suspiro, sentindo vontade de chorar, mas não o fiz. Respirei fundo, joguei os cabelos para trás e me armei com minha bitch face.

Não, eu não ia chorar.

Eu sou Adhara Black.

E eu sou a garota mais foda dessa escola. Seja o que for que jogarem em mim, eu aguento e iria revidar duas vezes mais forte.

Eu estava sentada no confortável sofá na Casa da Árvore. Arranhei o veludo vermelho do sofá e suspirei.

Frank tinha me magoado. Como ele podia ficar do lado de Emily, depois do que ela falou? Ela foi uma vaca e ele sabe disso. E me culpa se eu quero punir ela?

Suspirei mais uma vez, e olhei a foto polaroid que eu tinha colocado em uma das folhas do meu diário. Era uma foto do grupo todo. Eu, os meninos, Emms, Mary, Frank e Emmeline e Dimitre também, já que ele agora era nosso amigo, principalmente de Sirius, já que eles não se desgrudavam causando ataques de ciúmes em Jay.

Estávamos todos rindo na foto, eu estava no mais para o meio entre Emmeline e Sirius. Meu primo me abraçava e ria, e James do lado dele, agarrava Remus, que tinha os braços sobre os ombros de Peter, e Peter os braços sobre o ombro de Dimitre. Já do lado de Emmeline, Mary do lado dela a abraçava com um sorriso fofo, Emily e Frank faziam uma posição engraçada e estávamos todos felizes. Peguei minha pena rosa e já iria riscar a cara dela quando Sirius entrou na Casa da Árvore.

Ele sorriu para mim.

—Hey. – ele falou.

—Hey. – murmurei. Ele se sentou ao meu lado e eu não em preocupei em esconder meu diário. – Como me achou aqui? – perguntei. – Eu disse para James que eu ia pro dormitótio.

Sirius sacudiu o mapa e eu sorri. Ele guardou o mapa de volta nas veste e olhou a foto no meu diário.

—O que aconteceu? – ele perguntou. Respirei fundo, controlando novamente aquela vontade estúpida de chorar.

—Nada. – resmunguei. – Eu só estou aprimorando algumas sequências para praticarmos os treinos. – menti, abrindo em outra pagina, onde estava algumas anotações dos meus treinos.

—Abre na próxima página. – Sirius pediu. Olhei e vi que a fita rosa que era grudada no diário, que eu usava como marca página. Ela estava marcada na próximo página. Encarei Sirius, levemente irritada, sobre o quanto ele me conhecia e abri na próxima página.

Sirius começou a ler, minhas declarações onde eu falava o que tinha acontecido com Frank e meus sentimentos sobre. Passei minha unha pintada de vermelho sobre a última frase que eu tinha escrito. “Frank me magoou.”

Esperei Sirius falar alguma coisa, mas ele apenas passou o braço pelo meu ombro e me fez me aconchegar em seu peito. Finalmente deixei algumas poucas lágrimas caírem.

—Não é culpa minha, Sirius. – murmurei. – Eu juro. Emily foi uma vaca.

—Eu acredito em você. – ele sussurrou, mas eu não me dei por convencida e contei tudo para ele. Sirius ouviu pacientemente, diferente de James, que se eu contasse para ele, ele iria me interromper a cada frase. – Emily foi uma babaca. – ele me falou. – Não acredito que ela é preconceituosa.

—Eu sei. – choraminguei. – E Frank me ameaça como se fosse culpa minha? Aquele babaca idiota!

Sirius riu, e eu levantei o olhar para ver ele.

—E o que você quer fazer com eles?

—Eu quero queimá-los. – respondi séria.

Eu e Sirius nos entreolhamos, antes de começarmos a gargalhar.

Notas finais
Pra quem tá: wtf, a Emily falando uma merda dessas? Em Legado Lestrange, o Lupin conta dessa briga pro Rasalas. No capítulo 21... tá lá... ahsuahsua xD (Eu e a Aurora não deixamos pontas soltas! xD) Pois bem... quando e como será que essas duas vão fazer as pazes? ^^ Ai, Frank... eu não sei de que lado ficar u.u Mentira, eu sei... mas eu não vou falar ahsuahsaushu xD Ok, sem inspiração pra comentar muito. Vamos para aprévia! "-Vai sim. Você tem é que no final já pular em cima dele e levar ele a loucura com essa bundinha. – Dimitre riu e deu um tapinha na bunda de Lily. Olhei aquilo surpresa novamente, e Lily apenas continuou rindo com Dimitre – Tenho que ir. – ele falou, se levantando da cama. – Vou sair com a Marlene. —O que? – perguntei e arregalei meus olhos. Emmeline gargalhou e Lily deu uma risadinha. —Algum problema? —Marlene é uma das garotas do Sirius. – murmurei. Emmeline gargalhava com a mão na barriga. —Sirius tem namorada. – Dimitre falou confuso." E mais uma, bem curtinha "-RABICHO FEZ O QUE?! – Gritou Emmeline chutando a porta." ahsuashaus Beijos! Até os 15 comentários ^~ Comentem, criem contas fakes e comentem de novo. Recomendem. SURTEM! É isso, amores. Titia ama vocês ^~