When We Were Young

93 Time Has Come Today


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, CHANELS ♥ Como estão todos? Bem? Espero que sim fkjghfkjdghjkh As coisas estão meio tristes em WWWY, não é? Mas talvez elas vão melhorar, não nesse capítulo, mas quem sabe no próximo fkjghkdfjfgh Muita gente ficou triste e chocada, acho que não teve ninguém que não ficou chocada fdkjghdfkjghkjdf Todos achavam que Addie e Adam era end game, iam ficar juntos forever, mas é a vida né, fazer o que jkfghkjdfh Esse capítulo ta saindo agora porque vocês me presentearam com 20 COMENTÁRIOS! MUITO OBRIGADA, CHANELS! AMEI! Então, aproveitem esse capítulo, amo vocêssss ♥ CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

TIME HAS COME TODAY

ST. MUNGUS

1976

SUMMER

—Addie! Addie! Vamos lá! — Sirius bateu na porta pela quinta vez. Eles não ouviram respostas.

—Ela passou a noite inteira lá. — Peter murmurou. — Não deveríamos fazer algo?

—Sim. — Remus concordou.

—Definitivamente. — James disse, de braços cruzados.

—Agora mesmo. — Sirius falou, sério. Os quatro olharam para Emmeline, que franziu a testa. Ela cruzou os braços para eles, e arqueou a sobrancelha.

—Porque estão todos olhando para mim? – ela perguntou.

—Bem, isso é território familiar para você.- James falou e deu de ombros.

—Não há nada de familiar nisso. Nada. — Emmeline disse, ficando vermelha. Ela cruzou os braços, e encarou os meninos com olhos analíticos.– Adam morreu. O homem que ela ama morreu. Os pais dela morreram, as pessoas que eram o porto seguro dela. A irmã não-nascida dela morreu, ela nem a viu de verdade. Eles todos morreram. Não há nada de familiar nisso.

—Sim, mas tipo você é meio que toda mal resolvida e escura por dentro, por causa das coisas... — James falou, franzindo a testa.

—Escura e mal resolvida?

—É...Os avós no asilo. O pai que fugiu. A mãe com câncer, que morreu. A meia-irmã. — James explicou. — Mary…

—E a coisa de ser vagabunda… — Peter sussurrou, olhando para o lado. Emeline bufou e cruzou os braços.

—A questão Emmeline é que você já ficou escura e mal-resolvida por dentro… — Remus falou, colocando a mão no ombro dela. Emmeline o olhou nos olhos, e ele sorriu.– E agora Addie está assim…

—Então, de repente eu virei a presidente das Pessoas com Vidas de Merda?

—Sério, precisamos fazer algo! — Sirius os interrompeu, irritado.

—Alguém tem que entrar lá. — James disse, dando de ombros. Todos olharam para ele. – Ah, não!

Rabastan entrou no quarto com receio, engolindo em seco. Ela estava deitada na cama, toda encolhida no cobertor. Ela olhava fixamente para a parede, séria, mas quando ele entrou ela desviou o olhar minimamente. Se ela estava surpresa não aparentou. Rabastan sorriu, e se aproximou devagar.

—Demorou para vir. — Addie murmurou, voltando a mirar a parede fixamente. Rabastan se sentou na beirada da cama dela, e olhou para a parede também, sem saber o que falar.

—Desculpe. — ele disse, finalmente. — Eu admito… eu fiquei com medo.

—Do que?

—De ter ver… tão… — ele suspirou, não conseguindo se explicar. — Eu sinto muito sobre tudo. Adam, seus pais…

—Está tudo bem. — ela disse, mas ela não sorria. Fazia duas semanas que Adam havia morrido. A recuperação de Addia ia extremamente bem, assim como a de Teddy. Mesmo que no momento que ela perdeu Adam, ela se sentia como se fosse morrer, ela não desistiu. Ela não desistiria. — Foram os comensais, Rabastan.

—Addie…

—Eles mataram minha mãe, meu pai, minha irmã, meu noivo. — ela disse, sentindo os olhos começarem a arder. — Ele até mesmo mataram a minha elfo. — ela falou, encarando a parede com raiva. — Eles destruíram minha casa. Ele destruíram tudo que eu amo.

—Eu…

—E enquanto você estiver decidido de que vai ser juntar a eles… que vai ser um Comensal da Morte, eu não te quero perto de mim. — ela falou decidida, sem nem piscar ou gaguejar. Rabastan a olhou chocado, e tentou falar algo. — Eu não quero que você olhe para mim. Não quero que fale comigo. Não quero que respire perto de mim.

Rabastan não conseguia emitir nenhum som. Ele estava abalado demais para formular uma frase. E Adhara nem o olhava, apenas continuava encarando a parede como se tivesse um ódio enorme dela.

—Addie, eu não…

—Eu te amo, Rabastan, de verdade...– Addie garantiu, segurando a mão dele. Ela apertou com carinho. — Mas eu quero que você saia daqui agora!

E ele saiu.

James fora o escolhido pelo grupo para tentar falar com Addie. Demorou um tempo para ele conseguir, mas ele entrou. Ele abriu a porta do banheiro e viu a amiga deitada lá, com o mesmo vestido preto apertado que passou a noite inteira. Com os cabelos soltos pelo chão, e a maquiagem bonita toda borrada, fazendo linhas pretas saindo pelos seus olhos. Ela tinha o rosto colado no chão e não chorava mais, mas parecia simplesmente desolada, acabada.

Ele suspirou, e se deitou ao lado dela. Colocando o próprio rosto contra o chão, e ficando cara a cara com ela. James encarou Adhara, e colocou a mão colada no chão também, como a dela, e aproximou colocando o dedo mendinho sobre o dela.

—Ei, Addie…

—O quê?

—Talvez devesse… trocar de roupa. — ele murmurou, confuso com o que dizer. — Vestir algo mais confortável.

—Pare.

—Addie.

—Pare! Eu estou falando sério, pare. — ela disse com a voz dura, sem encará-lo. — Pare de falar. — ela mandou. — Não há nada sobre o que falar, entendeu? Nada a discutir.

—Eu sinto tanto. — ele sussurrou, bem baixinho, a acariciando com o dedinho. Adhara pareceu suspirar, e acariciou o dedinho dele de volta.

—É… eu também. — ela disse de volta. — Eu sinto muito.

—Rabastan Lestrange visitou Addie, sabia? Há alguns dias. — James indagou a Sirius, que balançou a cabeça negativamente.– Ela o chutou para fora. — ele riu. — Você tinha que ter visto a cara dele… — ele murmurou. Sirius o olhou minimamente. Os dois estavam sentados em frente a porta do quarto de Addie, os ombros colados. E só James falando. — Burke também veio com o Snape, e a Zamora. O time de quadribol também… todas as Chanels… muita gente visitou ela, enquanto você estava na sua casa. — ele contou. Sirius não disse nada.– E ela recebeu tantas cartas, doces, e ursinhos de pelúcia de um monte de gente em Hogwarts… até professores mandaram… a Minerva e a Marrythought vieram visitá-la… Mas… ela só fingia, sabe? — ele disse. — Ela fingia que estava bem, e foi tão convincente, só que todas as noites ela chora até dormir. Remus me contou. Ele tem dormido todos os dias aqui, mas a lua cheia começa hoje, então… acho que você vai dormir com ela, né? Emmeline nunca aguenta e chora com ela, só atrapalha, mas ela está tentando. — ele disse, e ele olhou Emmeline comendo um lanche em uma cadeira com Freya do seu lado. — Frank vem aqui com Emily e Marlene e os três dançam as coreografias das Chanels para a Addie, e Alice fica agitando pompons, ela ri para eles, mas quando eles saem é como se ela não ligasse… Dorcas vem aqui toda esquisita e só fica parada ao lado da Addie, e isso é muito estranho, mas a Addie parece gosta muito. O pai da Mary veio ver ela, sabia? Addie chorou muito. Nunca a vi chorar tanto quanto ultimamente, mas bem tanta gente que ela ama morreu… — ele falou, cruzando os braços. — Já te falei que Dimitre está preso na Rússia? Ele só vai conseguir vir um pouco antes do enterro… ainda vai demorar um pouco. Falando nisso… é esquisito, né? Eles terem que meio que congelar os corpos para que Addie e Teddy possam ir nos enterros… vai ser tão triste… ah eu te contei…

—James! — Sirius o interrompeu. — Pare de falar! Só pare de falar! – ele pediu. Siriusa sabia que quando algo muito ruim acontecia James não era do tipo que começava a chorar, não mesmo, ele falava. Ele falava sem parar e tinha reações inadequadas, como quando o Tio Sam dele morreu, e ele riu nervoso, mas riu muito, até chorar de tanto rir. Ou quando quebrou acidentalmente o braço de Peter no segundo ano, ele começou a falar sem parar, tanto que foi parar da enfermaria desmaiado.

—Nossa, grosso. — James bufou, cruzando os braços. — Eu só queria te deixar a par do que andou acontecendo…

—Eu sei. — Sirius suspirou, massageando a testa. — Aconteceu uma coisa. Uma coisa muito ruim. — ele murmurou, nervoso. James o olhou confuso, e se aproximou do rosto de Sirius.

—O que aconteceu, Sirius?

—Essa coisa que você está fazendo, Addie… não é saudável. — Peter disse balançando a cabeça, deitado de barriga para cima, no banheiro ao lado de Addie. Ele fez um barulhinho com a boca, e batucou os dedos na barriga.– Precisa tirar esse vestido.

—Me conte sobre…aquela coisa...

—Sobre aquele negócio da minha avó? — ele indagou, pois falavam sobre isso antes. Adhara assentiu minimamente. — Eu nem sei o nome, mas bem fizemos quando a minha avó morreu.

—Como funciona?

—As pessoas trazem comida, a família vem. Supostamente ajuda com o luto. — ele contou. — Homenageia os mortos.

—Parece legal.

—Aham. — ele falou, sem parecer realmente achar legal.– Tem um monte de regras. Sete dias sem sapatos de couro. Nada de trabalho. Nada de sexo. Não sentar em nada mais alto que um metro e meio. Não se depilar. Não…

Ele parou de falar subitamente.

—O que? — Addie perguntou. Peter virou a cabeça para ela, e deu um sorrisinho.

—Não vestir roupas limpas. — ele disse. — Addie… — ele sussurrou. — Isso não precisa ser o que fizemos com a minha avó…

—Eu fico pensando… — Addie murmurou. — Depois que ele for enterrado. Depois que todos eles forem enterrados… eu nunca mais os verei novamente. Como você se sentiu quando se tocou que nunca mais iria ver a Mary?

Peter viu uma lágrima escorrer pelo olho de Addie, e passar pelo nariz dela, caindo no chão. Ele sentiu as próprias lágrimas descerem pelo rosto.

—Foi doloroso demais para descrever.

—Vocês não podem levar os meus netos! Não podem! — a avó de Addie gritou enfurecida para Walburga e Orion Black.

—Eu vim aqui visitar os meus queridos sobrinhos e avisá-la que entramos com uma ação no Ministério para termos a guarda deles, não viemos aqui para ouvir um show… de gente como você. — Walburga disse, olhando com nojo. Orion ao lado dela sorriu com descaso.

Régulus estava atrás dele, mas Sirius estava na frente, ao lado dos avós de Adhara, com a postura reta e irritada.

—Addie e Teddy não pertencem a vocês. — ele disse, irritado.– Vocês podem me manter preso naquela casa, mas eles não!

—Isso mesmo, sua velha decrepita. — a avó riu. — Eu e Jack… — ela se referiu ao marido ao lado dela. — Nós vamos lutar! Nunca vamos deixar vocês tomarem nossos netos! — ela rugiu, como um urso.– Vocês são as pessoas mais horríveis, mesquinhas, nojentas que eu já conheci, e não vou deixar vocês poluírem a cabeça dos meus netos com suas ideias idiotas e preconceito ridículo!

—Eles são a nossa família. — Jack disse, tomando a mão da esposa. — Eles são nossos agora.

—Você não vai prender meus primos naquela casa. Não vai, mamãe. — Sirius murmurou. Walburga antes olhava para o casal de velhos a frente dela, como se não fossem nada mais que uma mosca, irritada com a audácia deles. Ela se virou para o filho.

—Está decidido. — Walburga disse, encarando o filho com desgosto. – Adhara e Edward serão nossos antes do verão acabar.

—Eu não sei o que dizer a você. — Emmeline murmurou. Deitada ao lado de Addie, encolhida como ela, no chão frio do banheiro. Elas ficaram quietas pelo que pareceu longos minutos, mas Emmeline sabia que tinha passado apenas alguns segundos e que ela estava apenas nervosa e ansiosa por ver a sua melhor amiga daquele jeito. — Quando eu perdi minha mãe… — Emmeline começou. -… foi como se meu coração… — ela disse, colocando a mão sobre o peito, e apertando a blusa -…. tivesse sido arrancado, esmagado, destroçado… nada doeu tanto quanto aquilo. Nada mesmo. E eu achei que nunca passaria, que eu iria me sentir daquele jeito para sempre… e eu estava certa… a dor nunca passará, porque os anos podem passar, mas os mortos não vão voltar, e eu nunca a terei de volta… só que diminui… e você consegue viver com ela, consegue sobreviver… — ela falou. — E isso é graças a pessoas como você, Addie. Você me deu a força para querer continuar. Você e todas aquelas pessoas do outro lado da porta… – Emmeline ficou quieta novamente aos poucos. Addie continuou quieta. — É a bicicleta.

—O que?

—A bicicleta, Addie! Começa como se um caminhão tivesse te atropelado, mas com o tempo o caminhão vai virar um carro, e depois uma moto, e depois algo menor ainda, porque a dor não vai passar, mas vai diminuir. Vai virar uma bicicleta que vai te atropelar e de deixar alguns arranhões, mas você estará preparado para a bicicleta – Emmeline falou, repetindo o que Addie havia tido no enterro da mãe dela. — É tudo sobre a bicicleta… É a bicicleta.

—É, a bicicleta… — Addie murmurou. — Mas, entre o caminhão e a bicicleta, e… como se sentiu? Quando você foi atingida, mas… ainda não parecia realidade... Você se sentiu como…

—Como o que?

—Como se estivesse em câmera lenta?

—Foi como se eu tivesse piscado e ela desaparecido. – Emmeline tentou explicar.

—Eu me sinto como se estivesse em câmera lenta agora. — Addie contou, olhando nos olhos de Emmeline. — Como se estivesse me movendo em câmera lenta e tudo ao meu redor está correndo tão depressa e só quero voltar… a quando as coisas estavam normais. Quando eu não era a pobre Addie, deitada no chão em seu vestido bonito com sua família morta. — ela murmurou. — Mas é o que eu sou. Por isso eu não posso… eu estou presa. Eu estou presa, Emmeline.

—Isso é tão horrível. — Lily comentou. Ela estava na cafeteria do Mungus, com as amigas em volta. Somente as meninas. — Isso aconteceu com ela e … ela nem é nascida trouxa… se isso aconteceu com ela, imagem só o que pode acontecer com gente como eu? Nascidas trouxas.

—Pode acontecer com qualquer uma de nós. — Dorcas falou, comendo um pouco de pudim de chocolate. Marlene concordou.

—Como você se sentira se sua família morresse e logo depois Sirius? — Emily perguntou a Marlene. Ela mordeu o lábio e deu de ombros.

—Eu sinceramente não sei. — ela disse. — É tão horrível, até de pensar… eu não faço ideia de como ela está aguentando…

—Addie é forte. — Emmeline murmurou, ela estava de pernas cruzadas na cadeira, e tinha a cabeça apoiada no ombro de Lily.

—Ela sempre foi. — Alice disse. — Eu queria poder… confortá-la, sabe? Fazer alguma coisa. Qualquer coisa. — ela contou. — Mas toda vez que eu entro no quarto dela eu me sinto uma estranha. Eu fico… sufocada.

—O importante é que Addie tem a nós. — Lily disse. — Todas nós. E os meninos. E os avós dela… todos nós precisamos apoiar ela, então, Alice, não tenha medo. Não tenha medo.

Remus era a penúltima opção, então mandariam Sirius como artilharia pesada se não funcionasse. Ele entrou no banheiro devagar, como se temesse fazer qualquer movimento brusco. Diferente de todos, Remus não se deitou a frente dela, e sim atrás. Ele se deitou, e passou um braço pela cintura dela, a abraçando protetoralmente. E recebeu resposta quando sentiu, ela entrelaçar os seus dedos. Então, gentilmente ele acariciou a mão dela com o dedão.

—É tanta pressão. — Remus murmurou. — Eu sei que é. Todo mundo fica ao seu redor, esperando que você faça algo, ou diga algo, ou tenha um surto e grite e chore mais…

—E eu aceitaria. — Addie sussurrou, o rosto contra o chão gelado. — Eu aceitaria ter que fazer tudo isso… se isso ajudasse todo mundo a se sentir melhor, mais confortável. — ela disse, e lágrimas escorreram pelo rosto dela lentamente, mas ainda assim como se estivessem em uma corrida para ver qual pingava no chão primeiro. — Mas eu não… Eu não sei como fazer isso. Eu não sei como ser essa pessoa… Eu não sei quem é essa pessoa. — ela disse, apertando a mão dele, contra o peito dela. — Como isso aconteceu? Como viemos parar aqui? — ela indagou. — Porque eu estou sozinha? Onde estão meus pais? Onde está Adam?

—Você não está sozinha, Addie. — Remus garantiu, e piscou, sentindo uma lágrima escorrer. – Não está.

O enterro seria em alguns minutos. Todos estavam lá fora, e os caixões já haviam sido levados para o último adeus antes de serem enterrados. Mas Addie ainda estava dentro da pequena casa do cemitério. Sentada ou ficou o tempo inteiro, enquanto pessoas viam dizer seus pêsames pela perda dela.

Ela estava pensando sobre o que leu uma vez e como sempre guardou na memória.

Os estágios do luto.

Começava com a negação. Porque a perda é tão absurda que não conseguimos imaginar que seja verdade. Ficamos com raiva de todo mundo. Raiva de quem está vivo. Raiva de nós mesmos. Então, tentamos negociar, nós imploramos, pedimos, oferecemos tudo que temos. Oferecemos até nossas almas em troca de mais um dia, e quando a negociação falha e a raiva está muito grande para suportar, caímos em depressão. A depressão, nós ficamos desesperado. Até que finalmente somos forçados a admitir que fizemos tudo que poderíamos fazer. E nós nos rendemos, entregamos os pontos e passamos para a aceitação. A aceitação era simples, era quando você já tava tão esgotada, tão acabada, e tão cheia de tudo, que simplesmente aceitava.

Mas Adhara parecia estar presa na depressão.

Ela não contou a ninguém como realmente se sentia. Ela não contou a ninguém, que acordava pensando em quando o dia acabaria, ou que as vezes acordava desejando estar morta, que desejava estar no lugar da mãe para salvar sua irmãzinha, que deseja não ter chamado Adam para ir com eles. Ela desejava tantas coisas, todos os dias. Ela desejava com tanta força, mesmo sabendo que de jeito nenhum aquilo aconteceria, que de jeito nenhum as coisas voltariam ao normal, que de jeito nenhum aqueles que ela amava voltariam a vida.

Todos estavam tão solidários, tão perto, tão tudo. Perguntando como ela estava, perguntando se precisava de ajuda para se levantar, para abrir uma garrafa de água, para pentear os cabelos. Ela ficava cheia.

Mas então tinha ele. E ele entrou na pequena casa do cemitério, e parou ao lado dela, os dois olhando para fora e vendo um bonito jardim. Ele sempre parecia saber o que fazer o dizer. Parecia que ele era seu bote salva-vidas se ela tivesse sido jogada no mar. Parecia que ele e apenas ele conseguia a ajudar.

Remus segurou a mão de Addie, e entrelaçou seus dedos.

—São as flores do nome da sua irmã, não é? — ele indagou, vendo as flores do jardim.

—Irônico, né? E triste, tragicamente triste. — ela comentou, sem emoção na voz.

—Estão todos esperando por você. — ele contou. — Você tem que vir agora.

—Eu sei.

—Você tem que engolir o que está sentindo agora, Addie. Não por mim, ou por você… você tem que fazer isso por Teddy, porque ele está muito acabado para uma criança de quatro anos, ele está vendo os pais mortos, isso não deveria acontecer com criança nenhuma. — Remus disse. — Então, você precisa vir agora.

Como em um choque, Addie se virou, andando lentamente para o cemitério. Ela tinha tido alta, a não menos que um dia atrás. Estavam já no final de Agosto, e ela passará as férias inteiras em recuperação, enquanto os corpos dos seus pais e namorado, eram mantidos congelados para que ela pudesse comparecer no enterro. O Sr. Cook pareceu não se importar, foi como se isso tivesse dado mais tempo para ele, para dirigir que tinha acabado de ter o filho de volta e depois arrancado dele novamente. E para avó de Adam… ela estava no hospital internada, teve um derrame quase morreu, ela pediu para que fizessem o enterro sem ela, porque não suportaria ver o neto daquele jeito.

Então, o enterro estava acontecendo. Adhara viu muita gente em frente aos três caixões. E viu lá dentro, Adam e em seguida seus pais. Ela parou em frente, e segurou a mão de Teddy. Tiveram discursos. Henry e Willow. Jack e Lynn. Sirius e Emmeline para os pais de Addie. E o Sr. Cook, Nathan e Jason, Evie, e a banda para Adam. Todos cheios de emoção, todos com o coração quebrado. E era a vez dela.

Addie foi para trás dos caixões, e olhou os corpos.

—Eu não tenho palavras para descrever sobre como eu tive os melhores pais do mundo. — ela começou, já chorando silenciosamente. Ela viu a pequena multidão a sua frente. Rabastan estava lá, com os amigos, e o time de quadribol da Sonserina. As Chanels todas, sem falta, estavam lá. O time de quadribol da Grifinória. Seus amigos. Os amigos de Adam. Adhara viu Dimitre que tinha chego atrasado, e estava ofegante ao lado de Frank e Alice. – Eles eram tão incríveis. Eles eram tão bons para mim. Eles eram… — falar no passado, a fazia querer chorar, mas era a realidade. — Tudo. Mas eles foram embora, e eu quero… eu quero que eles saibam que eu não vou desistir. Eu vou lutar cada segundo da minha vida, eu realmente vou tentar. Porque eles me criaram como alguém corajoso, alguém forte que enfrenta seus medos. — ela falou, sentindo a garganta doer com o choro entalado. — Eu amava meus pais. Eu amava minha irmã mesmo sem nunca tê-la visto. E eles sempre estarão no meu coração, lá dentro aquecidos e lembrados todos os dias, mesmo que isso doa. Eu vou me lembrar deles. — ela falou. Addie foi até o caixão do pai e o beijou no rosto, quando ela colocou a mão no peito dele, ela sentiu o cachimbo no bolso do traje. Ela então foi para o da mãe, e fez o mesmo, mas tomou um susto ao ver uma flor em cima da barriga dela. Era a flor do nome da sua irmã.

Daisy. Ela olhou para Remus, que deu um sorrisinho.

Adhara tomou um grande folego e olhou fixamente de volta para os pais, pois seria a última vez que veria seus pais de verdade. Os homens que trabalhavam no cemitério, começaram a descer os caixões de seus pais simultaneamente. Ela segurou o soluço, e eles começaram a jogar a terra por cima do caixão, apenas quando terminaram, ela andou trêmula até o último caixão. Adhara observou Adam deitado tão pacificamente no caixão, e o acariciou no rosto.

—Adam… era pra ser o cara com quem eu ficaria para sempre. — Adhara começou, não parando de olhar o corpo. — Ele era pra ser… o cara com quem eu casaria. Os pais dos meus filhos. — ela disse. — O cara com que eu passaria o resto da minha vida, até sermos dois velhinhos, sentados na varanda de casa, escutando nossos netos rindo em volta de nós. — ela falou, e parou para respirar, para que não começasse a chorar. — Algumas coisas só… não eram para ser. Nem tudo na vida vai acontecer do jeito que queríamos. Nem tudo na vida vai ser bom, algumas coisas vão acontecer e vão te destruir e te massacrar, provando que a vida é o oceano e a gente apenas um peixinho pequeninho habitando nele. — ela falou. — E tudo que precisamos para sobreviver nesse oceano que é a vida, é amor. E Adam me deu esse amor. Ele me trouxe para superfície e me amou. E eu amei ele de volta do melhor jeito que eu podia, e eu vou continuar fazendo isso porque eu nunca vou deixar de amá-lo. — ela proferiu. Addie se curvou e ficou próxima a boca de Adam, enquanto isso erguia a manga do traje dele, revelando a tatuagem de Dahlia que ele havia feito.– Eu te amo tanto, Adam. — ela disse, e viu as lágrimas caírem no rosto dele. Ela deu um beijo em seus lábios frios e olhou por uma última vez a tatuagem.– Tanto.

Quando finalmente abaixaram o caixão dele, e Addie o viu pela última vez, ela caiu no chão, e ela ficou lá, com Remus sentada ao lado dela, até que a maioria das pessoas fossem embora, então ela foi até a lápide recém-colocada, que tinha o nome de Adam e se ajoelhou em frente a ela.

Seus amigos continuavam lá, todos eles atrás dela, esperando que ela fizesse alguma coisa. E ela fez. Addie soltou um soluço angustiado e tudo que segurou durante o enterro saiu de uma vez. Ela chorou alto, e forte, tão forte que ela acabava indo para frente e para trás, soluçando e chorando. E gritando de dor.

Ela leu o nome dele, e tocou na lápide.

—Volte, por favor, volte! — ela implorou. — Não me deixe, Adam! – ela olhou para a lápides dos pais, que era em conjunto. — Por favor... não me deixem! Não me deixem! Não me deixem!

—Pelo meu poder como Ministro da Magia, eu declaro Adhara Polaris Dahlia Black e Edward Pollux Black sobre a guarda oficial de Walburga e Orion Black! — o Ministrou sentenciou.

Adhara sentava ao lado do seu irmão, olhou seus avós sem saber o que fazer. Eles tinham perdido. Estranhamente ela esperava isso. Os Black tinham influência no Ministério, e ainda sendo amigos dos Malfoy, tinha 10 vezes mais. Eles ganharam jogando sujo.

Ela se sentiu mais confusa, quando seus tios a puxaram e não deixaram se despedir de seus avós ou Henry. Walburga pegou na mão de Teddy, Orion agarrou a de Addie, todos andando para fora do tribunal e com Sirius e Régulus atrás. Sirius chocado demais para emitir qualquer som. Ele queria abraçar Addie.

Adhara tinha o olhar fixo na frente, enquanto passavam pelo Ministério em direção as lareiras. Ela queria Remus, queria que ele dissesse que não ficaria por muito tempo com seus tios, que seus avós dariam um jeito. Que ela não ficaria presa naquele inferno de casa, mas era lua cheia e Remus não estava por perto.

Quando saíram da lareira para dentro da casa, Adhara não podia acredita. Era tudo irreal demais. Ela estava de volta a aquela casa. Estava presa lá mais uma vez. E ela não podia fazer nada sobre isso. E o pior ela estava em uma casa onde os assassinos dos seus pais estavam.

Bellatrix sorriu para ela, sentada em um sofá, tomando uma taça de hidromel calmamente. E ela olhou para ela, quase com alegria.

—Priminha! — ela riu, se levantando. — Como senti sua falta… — ela abraçaria Addie, mas a reação dela foi dar um tapa preciso no rosto de Bellatrix. O estalo soou pela sala, e ela não se arrependeu. — Ora…

Adhara sentiu raiva como nunca antes, ao ver Bellatrix a olhar irritada, como se não merecesse o tapa que tinha levado. Como se não tivesse feito nada de errado. Como se ela não tivesse acabado com a vida de pessoas inocentes. Como se não importasse, como se as vidas que ela tirou não importasse. E a raiva veio, e Adhara agarrou os cabelos de Bellatrix, antes que ela tocasse na varinha, e a jogou com tudo contra a quina de uma mesinha que tinha um vaso com flores. O vaso caiu no chão se quebrando e Bellatrix bateu a cara e caiu no chão gritando.

Adhara iria para cima de Bellatrix, mas Walburga tocou-a no ombro com sua mão fria, a puxando para trás, com uma força desconhecida. Adhara ofegante, foi para trás, e Bellatrix se levantou fazendo um urro.

—Bella! — Orion esbravejou e segurou a mão dela no ar. — Não levante a mão para Adhara, essa é a casa dela. Você é só uma visitante aqui, e acho que está na hora de ir para casa.

—O que… tio? – ela indagou confusa, a testa sangrava e o olhou claramente ficaria roxo.

—Agora. — ele disse, duramente.

Bellatrix bufou, ela estava simplesmente irada demais, foi para a lareira, olhou Adhara como se pudesse a matar ali mesmo, e na verdade podia, mas logo em seguida foi consumida pelas chamas verdes. Adhara olhou para o tio e tia, e puxou seu irmãozinho para que ele ficasse atrás dela, ele estava assustado e confuso, e a apertava com medo.

—Essa não é a minha casa. — ela disse, como se tivesse algo engasgado na garganta.

—Logo vai ser. — riu Walburga, e pegou a mão de Sirius, o levando para o lado de Addie. — Quando se casar com o varão da família você será a senhora da Casa Black. — Walbugar disse sorridente. — O que acha do casamento ser no Natal?

Remus soltou Addie, lentamente, e ela respirou fundo, apoiando a mão no chão. Remus se levantou e deu um passo para trás a observando. Addie fez peso na mão, e ergueu as costas, ele sabia que era queria fazer aquilo sozinha, então apenas a deixo. Depois ela, ficou de joelhos, ofegando um pouco, e ergueu a mão segurando na bancada da pia, e fez força, se puxando para cima, e ficando de pé devagar, até estar ereta, e mirando Remus. Os dois se encararam.

—Eu estou pronta. — ela disse. Remus sorriu, e foi até ela, ele tocou na perna dela e segurou a barra do vestido justo, ele puxou para cima, e Addie ergueu os braços para que ele tirasse o vestido dela. Ele retirou e em seguida sobrou suavemente e colocou em cima da bancada da pia. Olhou Addie novamente, e ergueu a mão para ela. Ele a levou em direção a banheira, e a ajudou a entrar e se sentar confortavelmente. Remus passou a mão pelo cabelo dela, e ela o olhou.

Addie sorriu para Remus, e sorriu de verdade. Ela sabia.

Era tempo de se levantar.

Era tempo de enfrentar.

Era tempo de tentar.

Notas finais
Acho que notaram, mas o capítulo passava entre o presente, o que estava acontecendo, e o passado que foi logo depois que o Adam morreu. E ADHARA E TEDDY DE VOLTA A CASA DOS HORRORES! SERÁ QUE ELA E SIRIUS VÃO CASAR? JFKGHKJFDGHJKD O que acharam de Addie e Rabs? Bellatrix não teve nem de perto o que merece, mas pelo menos já foi alguma coisa. E agora já foi última vez que Adhara viu Adam, ou seus pais... foi triste. Mas agora... PRÉVIASSSSSSSSSSSSSSSS: 1º: "-Em uma escala de 1 até 10 quanto está sua dor hoje? " 2º: "-Como eu sei seu nome? - ela riu. - Eu sei muitas coisas sobre você. —Como… —Adam me contou tudo sobre você. " 3º: "- Eu fui embora… e ele morreu. " 4º: "-Eu quero. - falei. Sirius parou de falar, e me olhou chocado. - Uma festa… para melhorar os ânimos. Ótima ideia. - eu menti. " 5º: "-Como você está se sentindo, Addie? - Amico indagou. - Agora que é uma garota sangue-puro de verdade novamente? Feliz?" 6º: "-Vou passar o resto da minha vida me sentindo miserável, mas sim. Eu estou feliz para caralho! " 7º: " - O que está fazendo? Me solta! Me solta... —Ei. - ele falou irritado. - Você vai gostar." 8º: " - Eu ainda te odeio, não me importa que agora você está toda fodida da cabeça. " 9º: "-Nossas dores combinam." ACABOU AS PRÉVIASSSSSSSSSSSSSSSS. Olha só as coisas tão melhorando, vai ter uma festa no próximo capítulo kfjghdfkjghg será que vai ser boa? CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! xoxo ~Aurora