When We Were Young
138 This Reminds Me Of
Notas iniciais

THIS REMINDS ME OF
SOMEWHERE IN LONDON
1978
7th YEAR
4:30 pm
—Dorcas, você consegue ler a porra de um mapa? — indagou Emily, dentro da van. Ela tentou arrancar da mão da amiga o mapa que ela tentava ler.
—Eu estou tentando! — bufou Dorcas, se esquivando, enquanto Lily dirigia a van com Frank e Alice no carona. Dorcas e Emily com as cabeças entre os bancos da frente, Michelle estava no meio da van com um baseado entre os dedos.
—Para onde eu vou? — quis saber Lily, tendo um pouco de dificuldade para dirigir a van, já que só estava acostumada em dirigir apenas o carro da sua mãe. Elas começaram a escutar buzinas atrás da van.
—Sirius está apertando a buzina. — contou Dimitre, olhando pela janela de trás junto de Emmeline que estava em outra janela mostrando o sutiã para o carro de trás. Ele riu vendo Sirius que estava no meio do banco de trás do carro de Remus apertando a buzina com tudo com os outros tentando fazer ele parar. — Acho que ele quer que vamos logo. — ele disse. — Ou quer que Emmeline mostre o resto das tetas.
—Vira a direita! A direita, Lily! — berrou Marlene, quando foi para o lado de Dorcas tentar ver o mapa que a mãe dela havia ao feito. Lily virou a direita com tudo, fazendo todos na van caírem para o lado, as buzinas no carro de trás pararam também indicando que a mesma coisa havia acontecido com eles.
—Marlene! — gritou Dorcas, caída no chão da van, sua namorada rindo ainda sentada.
—Eu sei ler mapas! — disse Marlene, caída sobre a amiga. Dimitre no final da van gargalhava alto com Emily e Emmeline tentando se levantar na frente dele.
—Que porra está acontecendo lá dentro? — indagou James com Sirius meio no colo dele depois que eles viraram com tudo à direita atrás da van. Peter gargalhou segurando sua garrafa de hidromel ainda tão alterado quanto antes. — Será que Lily está bem? — ele disse, ligeiramente preocupado.
—Que tal se preocupar com a grávida que foi quase atirada pela janela? — bufou Adhara. Ela se virou para o namorado. — Remus, que porra foi essa? — ela disse, fazendo Peter gargalhar novamente.
—Eles viraram com tudo! — se defendeu Remus. Ele a olhou preocupado. — Você está bem?
—Sim. — sorriu Adhara, pondo a mão em sua barriga. — Só senti como se estivesse voando e meu bebê ia sair pela minha boca.
—Isso seria incrível! — disse Peter apontando o dedo para ela. — E extremamente nojento.
—Vocês acham que eu deveria pedir a Lily em casamento também? — escutaram James falar, enquanto continuavam seguindo a van pelo atalho. Sirius soltou um barulho engasgado e ultrajado pela boca. Peter arregalou os olhos e colocou a mão sobre a boca como se fosse vomitar.
—James, vocês estão namorando não faz nem quatro meses. — disse Adhara, virando o rosto para trás e revirando os olhos quando Peter a ofereceu hidromel.
—E? — bufou James. Ele cruzou os braços para olhar indignado de Sirius. — Remus te deixou prenha com menos de um ano de namoro! — ele acusou. Adhara ofegou e pousou a mão no peito.
—Completamente diferente! — ela disse, mirou seu namorado que estava concentrado em dirigir. — Remus! Diz para ele que é completamente diferente!
—Ela está certa, James. — ele disse. — Nós vamos ter um bebê, não se casar.
—Uau, ter um bebê aos dezoito anos realmente isso é normal. — resmungou James, olhando pela janela irritado.
—Você não está reconhecendo o tanto de meninas adolescentes que estão ficando grávidas nos dias de hoje, James. — disse Peter, em um tom sério. — Os números estão crescendo.
—Se você casar com Lily, nós vamos nos separar. — disse Sirius, seriamente. James o olhou chocado e tentou falar algo, mas Sirius o interrompeu. — Você me ouviu!
—James. — suspirou Remus. — O que estamos tentando dizer é que para provar seu amor por Lily você não precisa se casar com ela, está bem? Quando chegar a hora certa você vai saber. — prometeu. James soltou um muxoxo, mas se deu por vencido e ficou quieto.
—Remus, eu quero fazer xixi. — disse Sirius prolongando “i”, mas no momento seguinte Remus freou com tudo quando a van parou de repente.
—Lily, Lily! — escutaram os gritos de Alice, mas foi tarde demais quando Lily tentou passar pelo canto de uma cerca que tinha uma placa para não ultrapassar aquele atalho.
—Eu consigo passar! Eu consigo passar! — eles acabaram encalhando e batendo em uma árvore fazendo todos caírem de novo.
—O que aconteceu? — escutaram o grito de James que veio correndo para o lado da van, todos foram saindo com calma.
—Eu não sou especialista em dirigir uma van! — se defendeu Lily, enquanto descia com Frank reclamando atrás dela.
—Merlin! — berrou Adhara indo para a van e vendo a fumaça que saia do capô. — Acho que ela está morta. — disse preocupada.
—Como vamos chegar na casamenteira? — indagou Alice preocupada. — Ela tinha que morar em um lugar trouxa? — bufou.
—Não é completamente trouxa, é misturado. — murmurou Dorcas. — Acho que vamos ter que ir a pé. — ele disse baixinho mirando o resto do caminho e só vendo árvores.
—Eu não acho que eu consigo andar. — disse Peter com uma cara enjoada. Ele colocou as mãos no joelho se curvando como se fosse vomitar.
—Quando você ficou gordo de novo? — indagou Sirius, olhando o amigo de lado. P
—Pelas barbas de Merlin! O que vamos fazer? — berrou Frank para os ventos.
—Nós vamos dar um jeito, Frankie. — prometeu Emily, o abraçando pelo braço.
—Um carro! — apontou Dimitre para a estrada de terra ao lado que também era um atalho.
—Um trouxa! — berrou Peter, que foi calado por Remus rapidamente. O carro parou a frente deles quando todos começaram a abanar os braços.
—Olá. — disse a mulher no carona com um homem ao seu lado. Os dois sorriam para eles.
—Olá. — disse Alice. — Nós temos que nos casar em uma hora em Chepstow. — falou com um sorriso. — Tem como nos dar uma carona?
—Claro, minha querida. — sorriu mais e abriu a porta de trás para Alice e Frank. — E quando chegarmos lá posso pedir para um mecânico vir aqui arrumar sua van.
—Obrigada, isso seria ótimo.
—E os outros? — indagou Frank para Alice quando ela começou a entrar no carro pequeno.
—Nós estaremos lá. — jurou Emmeline.
—Todos nós. — sorriu Michelle.
Remus foi até o homem que dirigia pedir instruções de como chegarem a pé até onde a casamenteira morava. Adhara deu um soquinho vidro do carro para chamar atenção e sorriu o melhor que pode para o casal dentro.
—Tudo ficará bem. — ela disse. Eles observaram o carro ir embora com seus amigos dentro.
—Talvez eles sejam selvagens pós-apocalípticos que vão comê-los vivos, fazer calças da peles de Alice e Frank e ferramentas dos ossos deles e todas essas merdas. — falou Peter, entornando o resto do hidromel com uma cara muito séria. Miraram Peter de lado, enquanto ele pegava mais hidromel de dentro da van.
—Bem, sempre disseram que não se deve conversar com estranhos. — disse Sirius deu de ombros.
—Calem a boca. — disse Emily, revirando os olhos e recebendo um aperto de Sirius que a abraçou pelo ombro.
—O que vamos fazer? — indagou Dimitre, com a testa franzida. — Dá pra usarmos o carro de Remus, mas vai demorar muito darmos a volta com o carro...
—Nós podemos levitar a van para sair do caminho para passar o carro. — sugeriu Michelle.
—Dá pra levitar algo tão pesado? — quis saber Emmeline.
—Podemos encolher.
—Nós estamos em uma área trouxa. — disse Lily, olhando preocupada para os lados já que qualquer hora um trouxa podia aparecer pelo atalho.
—Se você não tivesse batido a van nós…
—Não foi culpa minha! — bufou Lily, com James passando um braço protetor sobre ela e olhando feio para Marlene que mostrou a língua de volta.
—Lily, minha flor…
—Oh, por favor, não me diga que vai pedir ela em casamento agora. — disse Peter. James o olhou chocado assim como Lily. Sirius sem conseguir se segurar começou a gargalhar se apoiando em Emily e Dimitre que parecia não saber se ria ou se abria a boca em choque.
—Você vai pedir a mão da Lily? — indagou Dorcas, com as mãos no rosto.
—Você está roubando o dia de Alice e Frank! — berrou Marlene apontando para os dois e depois colocando as mãos na cintura. — Você não pode roubar o dia dos outros assim, James.
—Não! Eu não vou… eu não estou roubando a porra do dia de ninguém. — gaguejou James, um pouco sem saber o que falar ou como sair daquela situação. Seu rosto estava vermelho, mas não dava para saber se era de vergonha ou raiva, provavelmente uma mistura dos dois. Adhara ria também com a mão sobre a barriga a vontade de fazer xixi crescendo a medida que seu bebê parecia pressionar sua barriga quando ela ria.
—Relaxa, James. — riu Emmeline, abanando com a mão. — Ninguém está dizendo que você quer voltar a atenção pra você já que todo mundo só sabe falar da gravidez de Addie e o casamento de Alice e Frank. — debochou e depois piscou para ele.
—Nós não tempo para isso. — bufou Remus, vendo que James havia ficado ainda mais vermelho. Adhara apertou o braço dele e murmurou que iria atrás da van fazer xixi não conseguindo se aguentar mais. — James, vamos…
—Vai ser muito idiota da sua parte roubar o dia deles e...
—Não! Quer saber, vocês podem ir pelo caminho de vocês que eu encontro vocês lá, está bem? — ele disse irritado, mostrando que não havia gostado da brincadeira dos amigos. Passou a mão pelos seus cabelos os bagunçando ainda mais e saiu andando, deixando Lily para trás que parecia ainda confusa com o que haviam dito.
—James! — ela berrou, mas parecia não saber como se mexer. Não era como se fosse algo que inesperado de James. Lily sempre soube que ele gostava de apressar as coisas, porque ele simplesmente não aguentava esperar por nada, mas, mesmo assim, ela não sabia como tirar as pernas do lugar para ir atrás do namorado.
—Vou atrás dele. — disse Sirius, correndo atrás de James antes que Remus o impedisse. — Peter, segure o bibliotecário. — ele berrou e Peter se jogou bêbado em cima de Remus que bufou frustrado mais uma vez quando Sirius escapou de suas mãos.
—Nós nem saímos do lugar e já perdemos dois! — ele disse, vendo os amigos ficarem cada vez mais distantes.
—O que aconteceu? — escutaram Adhara perguntar quando ela saiu de trás da van.
—Sirius e James caíram fora. — contou Dimitre.
—Eu saio por um minuto… e olha o que acontece. — disse Adhara, abrindo os braços. — Argh… Remus, acho que tenho que fazer xixi novamente. — ela murmurou.
—Não acredito que perdemos James e Sirius. — disse Emily, risonha. Ela havia pego a garrafa de hidromel que Peter derrubou no chão quando se atirou em Remus para dar tempo de Sirius correr dele. Ela deu um gole ainda rindo.
—Se não fosse por Marlene estar agindo como uma babaca porque terminou com o namorado… — comentou Dorcas de braços cruzados.
—Eu agindo como uma babaca? — ofegou Marlene apontando para seu próprio peito.
—Sim! — bufou Dorcas. Ela prendeu seus cabelos em um rabo de cavalo, encarando a amiga com olhos semicerrados. -Sei terminar com namorados é…
—Porque você teve muitas namoradas para saber qual é o sentimento, não é? — debochou Marlene. — Talvez saiba de tanto teve que correr atrás de Michelle para conseguir arranjar uma namorada…
Dimitre ofegou e arregalou os olhos junto de Emily que fez uma careta engraçada para briga bebendo mais do hidromel. Michelle revirou os olhos e se encostou contra o capô da van para esperar a briga acabar.
—Meninas… — suspirou Remus que levou um tapa na mão por Dimitre que prestava atenção na briga.
—E se você soubesse como ler a porra de um mapa nada disso estaria acontecendo, Dorcas. — lembrou Marlene.
—Merlin! Acho que estou fazendo xixi na calcinha! — berrou Adhara correndo para trás da van aos tropeços. Remus foi atrás dela preocupado e Peter caiu no chão rindo.
—Que merda. — ralhou Emmeline, dando a mão para Peter conseguir se levantar. — Vocês duas podem parar se bicar como duas gralhas velas? — ela disse a Marlene e Dorcas que tinham os braços cruzados. — E você… — ela catou a garrafa de hidromel de Emily. -… fala muita merda quando bebe, então vamos deixar isso para depois, certo? Quando não temos um casamento para ir. — falou. — E Peter junte sua merda e levanta da porra do chão. — ela brigou ainda tentando o levantar do chão.
Remus e Adhara apareceram novamente. Ele com o rosto avermelhado e ela com uma careta de desgosto no rosto e a mão sobre a barriga avantajada.
—Nós realmente precisamos ir. — disse Michelle.
—Ela está certa. — concordou Dorcas dando a mão para sua namorada quando ela parou ao seu lado.
—Vamos logo antes que eu faça xixi de novo. — ralhou Adhara começando a andar pelo caminho a frente deles que não era o mesmo que James e Sirius haviam saído trombando já que eles foram pela floresta ao lado deles.
Dimitre passou o braço pelo ombro de Marlene que tinha a cara emburrada e os braços ainda cruzados observando Dorcas andar a sua frente de mãos dadas com Michelle. Atrás deles vinham Emily e Peter gargalhando e andando aos tropeços de braços dados e Emmeline os empurrando para que fossem logo e parassem de enrolar. E Lily caminhando devagar atrás de todos quieta. Ela havia prendido seus cabelos ruivos em um rabo de cavalo como ela sempre fazia quando queria pensar direito.
Estavam andando havia alguns minutos pelo atalho pelo qual passariam com a van se ela não tivesse quebrado, mas quando o caminho teve duas direções diferentes uma larga e mais iluminada à direita e outra bem estreita e escura por causa das árvores à esquerda Remus parou olhando para os lados e cheirou o ar.
—Estamos perdidos. — ele anunciou trazendo grunhidos dos seus amigos atrás de si. — Que grande amigos somos. — ele bufou. — Alice e Frank não podem se casar sem ninguém com eles. — bufou novamente. — Merda, está tudo arruinado.
—Remus… toda essa negatividade é muito deprimente. — disse Peter se escorando em Emily que concordou com ele.
—Remus, porque você está deprimido? Você está tendo um bebê! — ela riu. — O que não é ótimo sobre estar tendo um bebê?
—O medo, a insegurança, a respondibilidade. — listou Remus abrindo os braços para os dois. Adhara ao lado dele cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha. — Mas é claro, eu estou muito feliz sobre estar tendo um bebê.
—James quer me pedir em casamento? — foram interrompidos pela pergunta de Lily que finalmente abriu a boca. Antes que qualquer um respondesse ela já falou novamente. — Estou preocupada com ele e Sirius! — ela agarrou o braço de Dimitre. — Não deveríamos ter deixado eles irem… eu não deveria ter deixado James ir. — ela suspirou pegando na mão de Marlene também. — Algo ruim pode acontecer e eu não vou poder impedir.
—Se alguém pode impedir é você, Lily Evans. — disse Dimitre com muita certeza. — Vá antes que se arrepende. — ele falou e Lily sorriu e saiu correndo para dentro da floresta.
—Não! Não! O que tem de errado com todos vocês? — berrou Remus desesperado. — O casamento vai ser arruinado! — ele disse de forma dramática. Adhara observou a amiga ir embora com as mãos na cintura, ela também achava que deveriam permanecer todos juntos, mas ela estava com vontade de fazer xixi demais para impedir alguém de sair correndo.
—Acho que deveríamos nos separar. — murmurou Dorcas e apontou para os dois caminhos. A testa franzida tentando pensar no melhor plano para que pudessem chegar ao casamento.
—Não. Não. Não. — repetiu Remus, balançando a cabeça, já frustrado que ninguém estava o escutando.
—Não é uma boa ideia. — concordou Adhara.
—Isso é como as pessoas morrem nos filmes.
—Assim vamos ter mais chances de ter pelo menos alguém no casamento. — teimou Dorcas. Remus bufou de frustração. — Eu e Michelle vamos por esse lado, quem quiser vir que venha. — ela apontou para o caminho mais largo e saiu andando com a namorada.
—Dimitre, não ouse se mover! — berrou Adhara quando viu o namorado quase desfalecer quando Dimitre ameaçou se mover.
—Merda, Dorcas! — Marlene foi atrás da amiga com uma feição preocupada das outras duas estarem indo sozinhas.
—Peter, pegue ela! — berrou Emmeline. O amigo se jogou com tudo, mas não foi rápido o suficiente para pegar Marlene e caiu de cara no chão.
—Bem… isso não está indo ótimo? — indagou Emily risonha e ajudou Peter que se levantou do chão e passou um braço pelo ombro de Emmeline que revirou os olhos.
—Desencosta de mim, sauna humana. — ela mandou.
—Mas Peter precisa de um abraço.
—Nós só precisamos pensar e nos acalmar. — disse Remus cuidadosamente. — Temos muitos de nós espalhados por… — Remus olhou ao redor. — … eu não tenho ideia de onde estamos! Merlin, nós vamos morrer aqui.
—Remus, só se lembre fique calmo. — disse Adhara, tocando no ombro do namorado. Peter também apoiou a mão no ombro de Remus com um sorriso.
—É, se ficarmos perdidos só temos que abraçar uma árvore!
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5:30 p.m
—Que porra você ‘ta fazendo, Padfoot? — indagou James irritado ao ver o amigo abraçado a uma árvore larga. O amigo estava assim fazia pelo menos dez minutos em que James passou andando de um lado para o outro e as vezes em volta da árvore.
—Eu ouvi que se você está perdido tem que abraçar uma árvore! — berrou Sirius pelo ombro tentando ver seu amigo. — E nós estamos perdidos, Prongs! — disse como se fosse uma grande novidade.
—Não, nós não estamos perdidos! — berrou James de volta, irritado, mas quando olhou ao redor notou que realmente não tinha ideia de onde ele estava e pra onde deveria ir e que tinha passado os últimos dez minutos andando de um lado para o outro pensando sobre Lily. — Merda… eu estou arruinando o dia de Frank e Alice. — ele disse para si mesmo. — Nós estamos perdidos. Eu estou perdido!
—Quer saber? Isso é sua culpa! Você resolveu se transformar em cachorro e assustar aquelas garotas que poderiam nos ajudar! — bufou James. Eles tinha visto duas garotas ao longe e James tentou chamá-las, mas antes disso Sirius se transformou em cachorro e perseguiu elas. — E eu estou perdido. — murmurou.
—Eu estava tentando ajudar!
—Eu estou perdido!
—James… — chamou Sirius ainda abraçado a árvore sem ainda conseguir ver James direito.
—Não, Sirius. — bufou James de braços cruzados e de costas para o amigo. — Você não entende? Eu estou perdido porque eu não estou com Lily. — ele disse. — Eu fiz um idiota de eu mesmo e agora estou sem a Lily e …. perdido.
—Não é como se tivessem terminado…
—Basicamente Peter pediu a mão de Lily para mim e então eu só sai andando… eu a pedi em casamento e fui embora antes que ela dissesse qualquer coisa! — falou James descontrolado. Seus cabelos pareciam um ninho de rato e ele realmente parecia louco enquanto falava. — Tudo está arruinado, Sirius! Eu queria pedir a mão de Lily de um jeito que mostrasse o quanto eu a amo.
—James…
—Porque ela é a pessoa com a qual eu quero passar o resto da minha vida. — disse James. — E como ela vai saber disso se eu não posso falar para ela? Se eu sou covarde demais para ter ficado lá e a dito o quanto a amo? — bufou James, escutando passos pela grama. Sirius provavelmente tinha parado de abraçar a árvore. — Ela deve me odiar!
—O que você diria a ela se ela estivesse aqui agora? — escutou Sirius perguntar. James continuou de costas para o amigo e suspirou,
—Eu diria que olhar para ela e vê-la sorrir ilumina o meu dia inteiro. — falou James. — Que quando ela entrou em minha vida tudo fez mais sentindo porque ela completou toda parte de mim que faltava um pedaço, porque está com ela me faz ser uma pessoa melhor em todos os sentidos. — James sentiu seu coração se apertar. — Quando estou sem ela é como se eu não conseguisse esperar… tudo que eu quero é ficar com ela para sempre… ou pelo tempo em que ela acha que eu mereço.
—Oh, James – escutou. Ele se virou surpreso ao escutar a voz de Lily logo atrás dele. Sirius ainda estava abraçado a árvore e sorria cúmplice. James sorriu de volta. Os passos que havia escutado eram de Lily e não Sirius. — Você me admira muito. — ela murmurou.
—Você merece. — ele falou. Quando sentiu a mão dela tocar seu rosto também sentiu gotas de água caírem em sua pele em uma chuva calma.
—Você acha que eu tenho tudo decido na minha vida? — ela riu bobamente. — Tinha partes dentro de mim que eu não entendia… tinha partes dos outros que eu não entendia ou compreendia e você, James, me completou também. — ela passou os braços pelo pescoço dele. — E acredite em mim, você vai saber a hora certa de quando me pedir em casamento… porque vai ser quando eu dizer com todas as palavras que eu quero me casar com você. — murmurou e o beijou. James sorriu em meio ao beijo sem se segurar e beijo de volta sua amada.
—Não acredito que estão se beijando na chuva. — reclamou Sirius, abraçado a árvore. — Isso é tão clichê.
—Pare de abraçar a árvore, Sirius! — berrou James se desgrudando de Lily que riu e puxou o namorado até Sirius e os dois abraçaram a árvore também, deixando Sirius no meio, acolhido entre eles como provavelmente seria quando se casassem também.
—Talvez alguém nos encontre assim.
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5:40 p.m
—Está chovendo, o casamento está arruinado e estamos perdido! — bufou Remus, tirando seu paletó para colocar sobre Adhara que se encolhia encostada no namorado enquanto continuavam andando em frente tentando achar a vila em que a casamenteira morava. A chuva era fraca, mas vinha um vento frio com ela que estava fazendo todos ficarem arrepiados. — Nós ainda estamos em uma área trouxa? — ele indagou olhando para os lados. Queria usar magia para se protegerem da chuva, mas tinha medo de algum trouxa aparecer lá do nado e todos entrarem em pânico e acabar que o Ministério teria que apagar a memória do trouxa e descobriria que ele fugiram de Hogwarts.
—Certeza que você não tem um baseado, Emmeline?
—Pela milésima vez, Peter! — berrou Emmeline andando abraçada a Dimitre. — Eu não tenho a porra de um baseado. — ela bufou e continuou andando.
—Emme! Emme! Emme! — continuou Peter com Emily vindo atrás dele risonha. — Você checou de novo?
—Eu não tenho um baseado, Peter! — ela berrou novamente se soltando de Dimitre e se virando para ver Peter. — ela bufou e se virou agarrando o braço de Dimitre com força que resmungou. Atrás deles Peter deu um berro. — Oh, não desconte o seu vício em mim, ouviu? — ela disse sem olhar para trás, mas Peter continuou gritando.
—Pelas barbas de Merlin! — Dimitre gritou se cansando dos resmungos de Peter. — Eu devo ter uma metade de baseado aqui serve? — ele indagou se virando para Peter que estava a alguns metros deles com a perna presa e sangrando. — Merda!
—Era só isso que me faltava. — disse Remus quando se virou para trás com Adhara. Todos correram até Peter que fazia o maior escândalo da vida dele
—Vão sem mim! — disse Peter dramaticamente. — É isso que eu mereço! Vou morrer aqui e apodrecer.
—É só uma armadilha para coelhos, Wormy. — disse Remus levantando a calça do amigo para ver melhor. Peter berrou novamente de dor agarrando a mão de Emily que bebia ao seu lado.
—Só vão, se salvem e me deixem para os ursos. — ele disse.
—Onde você acha que estamos, Peter? — indagou Adhara em pé porque a barriga estava muito grande para se sentar no chão com facilidade.
—Me deixem para as porras dos esquilos, então! — berrou Peter. Remus o ignorou e consegui tirar a armadilha de coelho do tornozelo dele. Emmeline ao seu lado tirou o sapato de Peter e depois sua meia e rapidamente com a varinha fez a meia se enrolar pelo tornozelo de Peter.
—Merlin! Quando foi a última vez que você trocou as suas meias, Peter? — quis saber Dimitre com a mão sobre o nariz.
—Não são as meias… isso é só o cheiro de um perdedor. — resmungou Peter.
—Você não é um perdedor. — disse Adhara.
—Você é um pouquinho idiota, mas quando a idiotice vai embora, aparece um bom homem ai dentro. — disse Emily tocando no coração de Peter.
—E todos somos assim. — disse Remus, com um sorriso gentil. — Quem não é um idiota no nosso grupo de amigos, Peter, sinceramente? — ele brincou. Peter riu olhando seus amigos.
—Acho Frank é o menos idiota. — disse Peter. Remus estendeu a mão para ela o convidando a se levantar.
—Então não vamos deixar o menos idiota ter o casamento arruinado, certo?
Foi quando escutaram berros vindo de uma parte mais dentro da floresta. Eles se entreolharam se perguntando se deviam escolher entre seguir os gritos ou ficar onde estavam e esperarem que não fossem morrer.
É claro que seguiram os gritos.
—Minha garrafa, quero minha garrafa! — Pete tentou pegar a garrafa de hidromel esquecida no chão, mas foi puxado por Emily e Emmeline.
Foram adentrando a floresta procurando a fonte daquele barulho até acharem James, Lily e Sirius abraçados a uma árvore larga gritando como se estivessem sendo atacados.
—Temos esperança! — berrou Remus correndo e se jogando nos amigos. — Só temos que encontrar Dorcas e Marlene antes que elas se matem e conseguiremos ir ao casamento!
—James e Sirius vocês não vão acreditar! — disse Peter mancando até os três amigos abraçados. — Eu literalmente quase acabei de morrer.
—Isso passou longe de acontecer, Peter. — cortou Adhara e indo até Lily pegando na mão da amiga.
—Estamos juntos agora! Ninguém se separa mais! — disse Remus encarando todos seriamente enquanto Peter contava sua história dramática de como havia quase ficado para virar comida de urso.
—Meus caros amigos. — disse James a todos reunidos em um círculo. — Para o casamento!
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6:00 p.m
—Eles são nossos amigos. — disse Alice de braços dados com Frank. — Eles vão conseguir chegar aqui. — garantiu. Frank suspirou preocupado e mirou a casa da casamenteira atrás deles. Ela tinha um quintal dos fundos que era um lindo gramado verde com um arco enorme de flores onde ela oficializava os casamentos trouxas e bruxos.
—Tomara. — ele murmurou.
—Bem, está na hora, meus queridos. — a casamenteira saiu da casa dela sorrindo. — Tem que ser agora. — ela disse. — Logo depois eu tenho um casamento trouxa pra fazer. — ela falou.
—Mas…
—Vocês tem duas testemunhas? — ela indagou. Frank e Alice se entreolharam preocupados.
—Isso é realmente necessário? — Frank sorriu amarelo.
—FRANK! ALICE! — escutaram gritos femininos vindo de longe e viram do final do morro que dava para a casa da casamenteira estava Michelle, Dorcas e Marlene correndo de mãos dadas, encharcadas com os vestidos sujos de terra.
—Nossas testemunhas! — sorriu Frank animado. Quando Dorcas chegou perto ela pulou em Frank animada. — Você conseguiram! — ele continuou sorrindo.
—Cadê os outros? — Alice indagou abraçando Michelle.
—Todo mundo se separou. — contou Dorcas.
—Vocês não tem ideias pelo que passamos. — disse Michelle arregalando os olhos. — Fomos perseguidas por um urso!
—Não tem ursos nessa parte do país, Michelle. — disse Alice indo abraçar Marlene.
—Bem, parecia com um! — disse Marlene e deu de ombros. — Então, vamos fazer isso? — ela sorriu.
—Mas e minhas outras damas de honra? — indagou Alice.
—Michelle?
—Eu faço as honras.
Foram para o quintal dos fundos que tinha algumas cadeiras em posições para formar um corredor e a casamenteira já estava embaixo do arco. Primeiro foi Frank com Dorcas atrás dele até que parassem junto da casamenteira. Alice estava para entrar, sorrindo em seu vestido de noiva quando escutaram um grito
—ESPERA!
De repente pelas portas dos fundos da casa da casamenteira saiu todos os seus amigos, encharcados, sujos de terras e gritando como se não vissem a luz do dia há anos. Peter se jogou no chão, berrando algo sobre ursos e esquilos, Sirius abraçou uma árvore que estava perto, James tinha Lily em seu colo e Adhara corri para atrás da árvore para fazer xixi.Foi uma bagunça até todos estarem sentados em seus lugares e as damas de honra em posição. Remus tinha ido se desculpar a casamenteira pela bagunça, mas ele parecia não conseguir formular palavras nenhuma, enquanto Emily gargalhava bagunçando o cabelo de Frank e Emmeline e Marlene jogavam champanhe em Dimitre. Pareciam todos loucos. Mas quando Alice viu todos os seus amigos sorrindo para ela e esperando ela entrar ela sabia que tudo daria certo.
Era hora de se casar.
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Remus pegou Adhara no colo quando todos começaram a correr morro a baixo gargalhando e jogando pétalas de rosas para o alto. Eles estavam indo para um pequeno festival local que a casamenteira indicou para ser a festa de casamento.
—Garotas! — chamou Alice. As meninas se reuniram em um círculo se abraçando. — Obrigada pelo melhor dia da minha vida. — sorriu Alice. Elas sorriram de volta. — Que nossa amizade seja eterna. — ela disse.
—E vai ser. — sorriu Lily. — Vamos nos manter unidas em todos os momentos.
—Só posso contar com vocês, meninas. — disse Emily, abraçada a Emmeline. — E Lily… desculpa por aquele incidente no quarto ano. — ela disse depois de suspirar. Lily deu um grande sorriso.
—Que incidente? — ela brincou.
—Eu estou tão feliz! — gargalhou Marlene abraçada a Adhara, ela a beijou na bochecha. — Nenhum homem me fez tão feliz quanto a amizade de vocês. — ela disse.
—Definitivamente. — brincou Dorcas, fazendo todas rirem alto.
—Vamos continuar a fazer essa a melhor noite das nossas vidas, sim?
Elas se distraíram quando a primeira coisa que Peter fez foi pegar um grande pedaço de bolo e jogar na cara de Sirius. Todos gargalharam e começaram uma guerra de bolo que parecia sem fim, como se aquele momento estivesse congelado para sempre no tempo e aquele momento de felicidade fosse durar para sempre mesmo que fosse em suas memórias duraria. Porque aquele específico momento todos estavam felizes, ninguém pensava na guerra ou seus problemas em casa ou dos problemas que viriam, aquele momento se congelou como algo único em que cada um deles sentia o coração quente de felicidade e sentiam aquele calor espalhar por todo seu corpo porque era assim que felicidade era. Ela irradiava melhor que qualquer sentimento poderia.
Adhara se virou para Remus e o deu um beijo, limpando o rosto dele de chocolate. Ela olhou para seus amigos e sorriu. Pegou uma garrafa de champanhe aberta e ergueu no ar.
—Aos recém-casados! — ela berrou e seus amigos gritaram de votla. — A FELICIDADE!
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