When We Were Young
139 When We Were Young
Notas iniciais
WHEN WE WERE YOUNG
SOMEWHERE IN LONDON
1978
7th YEAR
7:00 pm
—Então, vocês estão me dizendo que se vocês morrerem eu não vou poder ficar com o bebê? — indagou James, pela milésima vez. Seu terno dos Beatles ainda sujo de bolo.
—James… — começou Remus, em um tom paternal, enquanto Adhara ria sentada em seu colo no vestido rosa de madrinha.
—Mas, então quem é que vai ficar com o bebê? — perguntou ele, indignado. O resto da gangue também dava risada vendo James, todos sentados em volta de um fogo dentro de um pote que Lily havia feito na sala da casa vazia de Adhara.
—Bem… — murmurou Adhara mirando seu amigo. — Na verdade, você vai acabar ficando com o bebê. — ela acabou falando.
—SÉRIO? — sorriu James, mas então ele franziu a testa.- Porque você faria isso? — ele indagou desconfiado.
—Porque Lily vai ficar com o bebê e consequentemente você vai ficar também. — a loira deu de ombros. Lily sorriu para amiga e dessa vez foi Emmeline que ficou indignada.
—O que? — ela berrou, já que achava que o bebê iria para ela. — E eu?
—Dói, não é? — disse James a ela que assentiu cruzando os braços.
—E eu? — disse Sirius também, fumando um cigarro com Emmeline deitada com as costas em seu peito. — Honestamente, isso é ridículo.
—Sim, é ridículo. — concordou Lily. — Remus e Addie não vão morrer.
—Você está dizendo isso porque você é a primeira na fila para ficar com o bebê. — disse Dimitre e Emmeline concordou revirando os olhos.
—Aparentemente eu estarei longe na lista de quem tem para morrer para eu ficar com o bebê, então nem vou brigar. — disse Frank, fazendo um bico debochado, seus braços cruzados sobre o peito.
—Você e Alice estariam bem atrás de Lily e James. — falou Adhara. Remus a olhou esquisito e Emmeline e Sirius mais chocados do que antes. Frank deu um pulo e fez uma dança com James, enquanto Lily e Alice os assistiam com sorrisos.
—O que? — berrou Sirius para Adhara.
—Você já pensou em tudo? — Remus a perguntou, ignorando Emmeline irritada. — Sobre quem vai ficar com o bebê se nós dois morremos?
—Claro. — disse Adhara, com o braço em volta do pescoço do namorado. — E se você não estivesse tão preocupado sobre quando o bebê chegar também estaria pensando nisso.
—Porque? — bufou Emmeline voltando a atenção para ela. — Porque eles? — ela olhou nervosa para Alice e Frank. — Argh, se você não estivesse grávida eu te daria um tapa, Adhara. — ela disse, cruzando os braços, fazendo a amiga rir.
—Pense assim. — disse a loira, olhando Peter de lado quando ele foi oferecer um baseado para ela que se encolheu percebendo o que fez voltando a se arrastar para longe dela e Remus que estavam perto da janela aberta. — Se eu e Remus hipoteticamente morremos depois do bebê nascer, seria bom deixar ele com… sabe pais. — disse. — Lily e James talvez se casem um dia e eles definitivamente vão ser aquelas famílias que comem café da manhã juntos e não brigam no meio. E Alice e Frank já estão até casados, é a mesma coisa.
—Isso é porque eu não tenho um namorado? — disse Emmeline, falsamente chorosa.
—Então, eu me caso com Emmeline e nós criamos o seu bebê gordo. — disse Sirius tragando o cigarro, ele passou para Emmeline que concordou.
—Você nem gosta de crianças. — disse Adhara a Sirius que revirou os olhos.
—O que isso tem a ver? — ele bufou. — Mas se vocês morrerem, James e Lily e Alice e Frank também, então eu fico com o bebê? — ele perguntou. Todos olharam Adhara e Remus esperando e ela demorou de propósito o que fez Sirius bufar irritado. — Merlin! O que é? Eu sou incompetente? — ele perguntou, olhando para os amigos por respostas. — Porque eu aparentemente sobrevivi a sei lá o que matou vocês seis. — ele disse apontando para eles com o cigarro.
—Certo. — suspirou Adhara. — Se eu morrer e Remus morrer também e então Lily, James, Frank e Alice morrerem também, você e Emmeline podem se casar e criar o bebê juntos. — afirmou. Sirius e Emmeline sorriram satisfeitos, mas Remus não.
—Aham, criado no meio de baseados, cigarros e fodas na pia da cozinha. — debochou Remus. Emmeline pegou o cigarro de Sirius e tacou em Remus que desviou com a cabeça. — Além de Dimitre passando lá para fazer uma visitinha. — disse. Adhara gargalhou como os outros. — Porque não podemos deixar o bebê com meu pai? Ou seus avós? — ele indagou, mirando Sirius e Emmeline de lado. — Antes de termos que dar para eles.
—Porque eu quero que o bebê tenha uma figura paterna e materna. — falou Adhara, dando de ombros. — O bebê e Teddy vão precisar disso.
—Sim! Dois a menos, agora faltam cinco para eu ter o meu time de quadribol. — disse James para Lily.
—James! — ela ralhou o dando um tapinha no ombro.
—O que, Lily? Nós somos os primeiros na fila. — ele resmungou, acariciando o local machucado.
—Para entrar na fila tem que ter um namorado? — indagou Emily, bebendo um gole enorme de hidromel. — Bebê sortudo, só vai conhecer a maneira tia Emily. — ela disse para a barriga de Adhara.
—E eu entro na fila com Michelle? — indagou Dorcas curiosa.
—Quero Dorcas e Michelle na frente de Emmeline e Sirius. — disse Remus, não ligando para os dois que jogaram cigarros apagados nele ao mesmo tempo.
—E eu? — disse Marlene, juntando a sobrancelhas. — E Dimitre?
—Você acabou de terminar um namoro com um Comensal da Morte em potencial. — disse Remus. — E Dimitre está fazendo sexo casual com Sirius, enquanto fica preocupado se o irmão dele engravidou novamente a namorada. — falou fazendo o amigo ofegar. — Vocês estão até atrás de Sirius e Emmeline ou da maneira tia Emily.
—Argh! — ela ofegou assim como Dimitre com a mão sobre o peito. — Isso dói, Remus.
—É tão injusto Sirius estar na minha frente. — disse Dimitre.
—Mas… espere… — disse James apontando para Adhara e Remus. — Se Lily morrer… eu não fico com o bebê?
—Não. — responderam.
James engasgou com o ofego que deu.
—Deixa eu ver se eu entendi. — disse James. — Meus dois amigos morreram e o bebê vai para minha casa… — ele apontou novamente para o casal. — … e então minha namorada morre também. — falou. — Daí o bebê a única coisa boa em minha vida… é tirada de mim?
—E eu? — berrou Sirius. — Eu posso te fazer feliz!
—Isso soou levemente sexual. — comentou Dimitre.
Adhara revirou os olhos com um sorriso no rosto que era compartilhado pelos demais ali.
—Quer saber de algo, Remus? — disse James. — Se eu morrer você não vai poder ficar Sirius… eu vou dar ele para Peter. — falou, muito sério.
—O que?
—Você me ouviu. — James deu de ombros. — Sem Sirius pra você.
—Merlin! — disse Remus. — Certo, certo, se Lily morrer, você pode ficar com o bebê. — falou. James sorriu completamente satisfeito e passou um braço pelo ombro de Lily que riu e o beijou na bochecha. — Agora eu posso ficar com Sirius se você morrer?
—Está bem. — prometeu James. — Mas você deveria saber que ele come cinco vezes ao dia e as vezes enfia moedas no nariz.
Peter que havia ficado quieto esse tempo inteiro enrolando um baseado, ergueu os olhos e franziu a testa.
—Quem tem que morrer para que eu fique com o bebê?
ஐ
7:10 pm
—Merlin! Dorcas… se lembra quando você criou aquele boato sobre Emmeline no quinto ano? — indagou Emily, gargalhando abraçada com sua garrafa.
—O que? Que boato? — perguntou Emmeline. Dorcas deu um sorrisinho amarelo e Frank engasgou rindo.
—Não foi nada demais… — disse Dorcas. Marlene e Lily tinham a testa franzida, pois não sabiam dessa história. -… eu só disse que foi que você tinha partes femininas e masculinas reprodutivas.
—O QUE? — berrou Emmeline ao escutar as risadas.
—Isso mesmo! — riu Emily, apontando para o meio das pernas de Emmeline. — Ela disse que sua mãe tirou cara ou coroa e decidiu te criar como uma garota, mas que você ainda tinha… um pênis!
—Você que começou esse boato? — Peter indagou chocado.
—Você sabia? — berrou Emmeline.
—Todo mundo sabia, Emme. — disse Lily.
—Uns sonserinos até disseram que me pagavam se eu conseguisse tirar uma foto. — contou Dimitre.
—Você é a líder de torcida hermafrodita da Grifinória? — perguntou Michelle de olhos arregalados. Emmeline bufou mais uma vez ficando cada vez mais chocada com essa história toda que ela não fazia ideia. — Eu totalmente achava que era Frank.
—Ei!
Emmeline ignorou Frank e virou a cara para Adhara que deu de ombros sorrindo para a amiga.
—Eu estava com Adam, não ligava para fofocas. — ela riu. — Não ouvi esse boato. — prometeu.
—Nem eu, pelas barbas de Merlin! — disse James, de boca aberta. — E esse é um boato dos grandes.
—É porque eu também disse que se alguém comentasse isso com Emmeline… ela poderia mostrar o pênis dela e te atacar… — murmurou Dorcas. Emmeline ofegou.
—Uma mente brilhante, Dorcas Meadowes, uma mentre brilhante. — disse Alice com Frank rindo no colo dela.
—Tudo está fazendo sentido agora! — disse Sirius risonho. — É por isso que Amycus Carrow veio me perguntar sobre seu bagulho. — ele disse. — Eu achei que você estava vendendo drogas!
—Isso é porque Freddie geralmente ficava na região dos peitos! E porque as líderes de torcida ficavam me encarando no vestiário. — percebeu Emmeline. — Peter! Se você sabia porque não me contou? Nós fizemos sexo, Peter!
—Remus também sabia! — ele acusou. Emmeline virou seu olhar raivoso para Remus que tentou se esconder atrás dos cabelos loiros de Adhara.
—Remus!
—Achei que talvez poderia ser verdade e… fiquei com medo que chorasse e quisesse me mostrar. — ele confessou.
Emmeline cruzou os braços e reparou no olhar de Michelle para o meio de suas pernas parecendo tentar ver por baixo do vestido.
—Michelle, pare de encarar! Não tem nada aqui, não é verdade!
—Acho que vou precisar de provas. — ela disse.
—Isso é ridículo. — disse Emmeline, apoiando as costas no peito de Sirius.
—Desculpe, Emme, mas você era meio que uma vaca comigo naquela época. — disse Dorcas com um sorriso gentil. Emmeline soltou um muxoxo e deu de ombros.
—E isso te fez ficar ainda mais popular. — disse Lily. — Todas queriam ser como você. Eu vi uma lufana que estava colocando balas da Dedos de Mel dentro da saia para parecer que tinha volume!
—Oh, que gentil. — sorriu Emmeline.
—Sabe o que isso me lembra, James? — disse Dimitre. — Daquele boato que você criou sobre Remus…
—Shhhh. — engasgou James desesperado.
—Eu não sei nada sobre isso. — disse Remus arqueando a sobrancelha. — Se importa de compartilhar, James?
—Esse é o boato sobre Madame Pince? Que Remus se amassou com ela no quinto ano? — indagou Lily para o namorado. James sorriu de lado. — Oh, James!
—Como ficou sabendo disso? — berrou Remus tão corado que nem tinha aquela cara de doente de normalmente de tanta cor que foi para seu rosto.
—É verdade? — indagou Dimitre caindo na gargalhada.
—Você me traiu com uma bibliotecária? — perguntou Emily e depois riu.
—Eu… eu não… — Remus suspirou. Adhara em seu colo parecia tão chocada quanto o resto. — Não.
—É verdade sim, foi antes de você começar a namorar Emily e eu a vi te agarrando antes da partida de quadribol atrás da seção de animais fantásticos. — acusou James. — E eu me lembro porque foi a única partida que eu me atrasei na vida.
—Você se amassou com uma bibliotecária de quarenta anos quando você tinha quinze anos? — quis saber Frank.
—Ela não parecia ter mais de quarenta anos. — se defendeu Remus.
—Oh, desculpe, ela parecia ter quinze anos?
—Eu achei que era só um boato… — murmurou Lily. — Como isso aconteceu, Remus?
—Ela te ofereceu o desconto de idosos no Três Vassouras? — debochou Adhara, com os braços em volta do pescoço dele. Remus a olhou feio quando seus amigos começaram a rir.
—Ela tinha acabado de terminar com um namorado e estava chorando e quando eu a vi me agarrou! — disse Remus de olhos arregalados.
—Eu acredito nisso. — disse Sirius acenando com a cabeça. — Nessa época Remus estava com as bolas murchas de tanto chorar porque Addie estava com Adam.
—Mas… mas… porque você fez isso comigo, James?
—Você não estava… no mapa, sabe? As pessoas não estavam falando de você nos corredores e eu queria que todos nós fossemos populares juntos. — disse James. — Então, eu pedi Sirius para espalhar esse boato.
—E claro, eu espalhei. — sorriu Sirius. — Convenhamos, Remus, todo mundo ficou falando sobre você. — ele disse. — Você ficou conhecido.
—Como um amante de idosas! — berrou Remus.
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7:30 pm
James ficou assistindo sua namorada dirigir o carro de Remus com a janela aberta e o vento batendo no rosto. Já era de noite e teriam que voltar para Hogwarts em uma hora. O Baile Farewell estava acontecendo naquele momento e provavelmente alguém já havia procurado por eles, mas nenhum deles ligou. Aquele havia sido um dos melhores dias das vidas deles, um dia final cheio de alegria antes de terem que enfrentar a guerra.
Ele sentiu a mão de Lily sair do volante e pegar a sua mão para fazer um carinho delicado. Decidiram sair um pouco da casa depois que Alice e Frank entraram no quarto antigo de Adhara juntos e Dimitre, Sirius e Emmeline ficaram fora de vista. Haviam deixado Peter dormindo no chão da sala com o resto dos amigos de companhia.
Lily estacionou no parque abandonado que ficava perto da casa de Adhara. Ele dava vista para boa parte da cidade e James se sentiu como se estivesse de volta no dia em que ele e Lily passaram um dia inteiro juntos quando ainda não namoravam. Ele saiu do carro indo para frente dele e Lily parou ao seu lado.
—Você se lembra… — começaram ao mesmo tempo. Os dois riram e Lily se sentou no capô do carro puxando James para ficar entre suas pernas.
—Foi um dos melhores dias da minha vida, Lily. — ele contou.
Ela o beijou nos lábios de leve e foi o puxando para cima dela a fazendo ficar totalmente deitada no capô do carro com James por cima dela, mas com os pés ainda no chão.
Os dedos de James tocaram a pele pálida de Lily na cintura por dentro do vestido que ela usava. Era um vestido rosa claro que deixava um decote bonito em seu busto, o que deixava James muito feliz por poder ver claramente as sardas que Lily tinha ali. A língua dele continuou encontrando a dela e seus lábios não deixavam um do outro quando as mãos de Lily foram para o primeiro botão da camisa de James. Ela desabotoo devagar e os beijos dele foram para o pescoço dela, a deixando fazer o trabalho.
James escorregou a camisa pelo seus braços e deixou cair no chão sem se importar se sujaria de terra. Lily sorriu para ele ainda deitada, os cabelos ruivos espalhados pelo capô, a pele dela parecia iluminar com a luz da lua batendo nela. Ela se sentou e tirou as alças do vestido devagar demais para o gosto de James, ele não podia esperar para vê-la. O vestido se embolou na cintura dela mostrando a falta de sutiã. Suspirou. Os mamilos rosados de Lily eram tão lindos que James achava que ia ter um ataque do coração se não os tocasse naquele momento. Eles tinha algumas sardas que viam. Eles pareciam ainda mais perfeitos quando ele tocou cada um com uma mão, apreciando a macies da pele da namorada. A beijou novamente passando o braço pela cintura dela e apoiando seu peito contra os seios dela. Ela desafivelou o cinto dele, sentindo arrepios pelos beijos que ele dava em seu ombro e pescoço.
As calças dele caíram no chão e os dois se afastaram novamente, para olhar um para o outro. Lily nunca havia ficado assim na frente de um namorado, nunca havia se entregado como estava se entregando agora e quando James olhou novamente para os seios redondos e com sardas dela, ela não sentiu vergonha nenhuma. Pareceu algo tão natural e tão delicado. Lily voltou a se deitar no capô do carro mirando o céu, enquanto escutava ele tirar a cueca dele e sair de dentro das calças. Ela se lembrou de quado ele disse que compraria uma estrela para ela e sorriu ao sentir o toque quente dele voltar a sua pele. Seu corpo se arrepiou e a quentura no meio de suas pernas aumentou quando ele puxou o vestido tirando do corpo dela a deixando apenas com uma calcinha branca. Ela sentiu a brisa de verão batendo em seu corpo fazendo seus mamilos ficarem ainda mais duros e se arrepiou mais uma vez quando lembrou que tinha uma estrada vazia atrás deles, as casas ficavam só do outro lado do penhasco em que estavam como uma bonita miragem.
A língua de James circulou o mamilo endurecido e o chupou com cuidado. Ele queria ser delicado, mostrar que não tinha pressa e que poderia fazer ela sentir todo o prazer todo mundo. Abaixou os beijos pela barriga, suas duas mãos indo para os seios dela quando ficou com a cabeça entre as pernas dela. A beijou contra a calcinha molhada e escutou um gemido doce e melodioso. Tirou uma mão de um dos seios para colocar a calcinha para o lado e tocou com sua língua o clitóris que ficou a mostra.
—James… — ela sussurrou, rebolando vagarosamente contra a boca dele. — … eu quero que você faça amor comigo. — disse. James sentiu seu pênis endurecido estremecer e voltou a ficar em pé. Sua namorada sorriu deitada no capô do carro e ele se ajeitou entre as pernas dela. Seu pau tão perto da intimidade molhada dela que ele pensou que gozaria assim que entrasse. Ele colocou a calcinha dela para o lado para admirar melhor.
Segurou as cochas dela e foi entrando devagar, deslizando gostosamente pelo canal apertado. Ele foi gemendo enquanto entrava, tentando ir o mais devagar possível para amenizar qualquer doer que ela estivesse tendo por ser a primeira vez dela. Seu dedão pressionou contra o clitóris e isso a fez gemer e rebolar de um jeito que fez o pau dele entrar até o final nela. Os dois ofegaram. Lily segurou a nuca de James com sua mão e o puxou até que estivessem colados. Ele começou a se mexer dentro dela, seus olhos mirados um no outro. Não tinham sorrisos, apenas os olhos fixos e as bocas entreabertas que soltavam pequenos suspiros e gemidos um pelo outro. Suas respirações se misturaram e os olhos acabaram fechando mesmo com a vontade que tinha de olhar um para o outro. As pernas dela entrelaçaram na cintura dele, mas sem mudar o ritmo lento e gostoso que James fazia.
Quando seus lábios se tocaram novamente e suas respirações ficaram ofegantes, os dois chegaram juntos ao limite. Os corpos apertados um contra o outro, trêmulos e cansados. James se deitou ao lado dela, só agora notando que o capô do carro estava um pouco gelado. Se levantou e puxou Lily para seu colo, a colocou no banco do carona e voltou para pegar suas roupas e depois entrar no lado do motorista. Assim que se sentou Lily foi direto para seu colo, jogando as pernas para um lado só. Ela o beijou no queixo.
—Um dia James… — disse Lily com a mão no peito dele, gostando do calor que vinha da pele dele. — … depois da guerra, mesmo que no momento tudo possa dar errado… um dia vamos recordar desse exato momento e vamos perceber que somos tão felizes quanto agora. — ela falou. Algo dela estava com uma vontade de chorar, talvez por medo do que viria a seguir em sua vida, mas também pelo fato de que James estava ali na sua frente e ele não iria a lugar nenhum.
Ela sabia que era uma promessa que nenhum dos dois tinha controle sobre para poder cumprir. Eles não sabiam quando a guerra acabaria ou se venceriam. Eles não tinha certeza de nada além do amor que sentiu um pelo outro naquele momento e depois de tudo eles viveriam por momentos como o que estavam tendo.
E foi um dos melhores momentos da vida deles.
O sorriso de James se alargou quando ficou com o rosto frente a frente ao dele. A beijou com carinho.
—Você tem os olhos mais lindos que eu já vi na minha vida, Lily Evans. — ele disse. — Você quer casar comigo? — murmurou contra os lábios dela. Ela sorriu para ele.
—Sim. — ela murmurou de volta. — Eu quero me casar com você, James.
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8:40 pm
Emmeline sorriu e deu um beijo nos lábios de Sirius que em seguida se virou e recebeu um beijo de Dimitre. Ele estava no meio dos dois, deitado em um cobertor no chão da van. Sirius aceitou o cigarro que Emmeline acendeu e tragou profundamente, não ligando de que as janelas da van estavam fechadas. Os três riram por algum tempo pelo que havia acabado de acontecer.
—Minha dama. — Sirius disse a Emmeline a puxando para um beijo mais profundo. — Minha outra dama. — ele disse a Dimitre que revirou os olhos rindo.
—Acho que eu tenho um encontro. — contou Emmeline, mirando o teto da van. Dimitre e Sirius viraram o rosto para ela, vendo como ela estava apenas com uma calcinha de renda vermelha e seus peitos medianos a vista. — Depois do verão… com uma garota.
—Não sabia que você gostava de garotas. — comentou Dimitre, se sentando e encostando as costas nuas na parede da van. Ele colocou sua cueca de volta e pegou o cigarro de Sirius.
—Nem eu. — ela disse. — Mas agora eu tenho um encontro e talvez… vá ser algo que vai mudar minha vida. — ela falou, com um sorriso, deitando a cabeça no peito de Sirius.
—Meu irmão está saindo de casa. — contou Dimitre. — Acho um apartamento para ele e Leh.
—Acha que eles são para sempre? — indagou Sirius, os pés de Dimitre estavam perto dele que pegou e começou a fazer uma massagem. Dimitre sorriu observando Sirius e como seu cabelo preto estava caindo sobre seus olhos cinzas.
—Eu não sei de nenhuma coisa que é para sempre. — murmurou Dimitre. Sirius e Emmeline trocaram um olhar e um deles estava para responder quando a porta da frente da van se abriu e então fechou com um baque surdo quando Marlene se sentou no banco do motorista. Ela tinha uma garrafa de hidromel na mão e entornou um gole grande.
—Marlene? — chamou Emmeline, se sentando e cobrindo os peitos com a mão. Marlene olhou para trás surpresa e então suspirou.
—Foi mal. — ela disse. — Achei que não tinha ninguém aqui. — falou. — Posso ir embora…
—Não precisa. — cortou Emmeline. Ela colocou o paletó dos Beatles que Sirius tinha usado no casamento e foi se sentar no banco carona. — Isso é sobre Regulus? — ela perguntou e indicou com a cabeça a garrafa de hidromel. Marlene suspirou e passou para Emmeline que bebeu.
—É tão ridículo. — disse Marlene. — Eu não vou ter a chance de ser feliz? — ela quis saber, olhando para o céu. — Porque eu sinto como se isso nunca mais fosse acontecer e…
—Pense assim. — disse Emmeline, pegando na mão da loira. — Você tem 18 anos, Marlene. — sorriu. — Tem tanto mais o que viver na vida.
Marlene sorriu e terminou de entrelaçar os seus dedos com os de Emmeline. Botou a cabeça no ombro da amiga e jogou a garrafa metade cheia pela janela a deixando cair na grama. As duas se lembraram naquele momento dos anos em que passaram se odiando por uma mera besteira quando podiam ter sido tão boas amigas como agora. Mas sabiam que não valia a pena pensar no que poderia ter sido e sim só pensar no que será.
Sirius já estava sentado e um pouco vestido, quando olhava as duas garotas no banco da frente. Sua mente passando por tudo que sabia delas, pelo fez com elas e o que fizeram juntos. Ele tinha seus arrependimentos, apesar de no final dizer que não se arrependia de nada, porque com tudo que ele já fez ele aprendeu. O sorriso de Emmeline quando ela o olhava e o os olhos acastanhados de Marlene. Nunca esqueceria. Seus olhos migraram para os de Dimitre que estava sentado a sua frente. Não pode não sorrir. Dimitre havia chego em sua vida tão de repente e tão devagar. Se lembrava que não conseguia entender a vontade que sentia de querer beijar ele, ele era um garoto como ele e tinham 15 anos. Pensava que se fosse gay saberia antes, mas quando beijou Dimtire pela primeira vez pareceu tão certo e soube que não importava se Dimitre era um garoto ou não, que na vida isso era o que mesmo importava.
Ele suspirou e engatinhou até Dimitre até sentar em seu colo. O beijou, colocando o quadril de Dimitre entre suas cochas. As mãos dele foram para o cabelo loiro e o beijo se aprofundou gostosamente. A língua de Dimitre foi contra a de Sirius preguiçosamente, como se tivesse toda calma do mundo.
—Sirius. — sussurrou Dimitre, segurando o rosto dele com as duas mãos. Ele beijou Sirius mais uma vez.
—Eu sei o que vai fazer. — disse Sirius. — Está tudo bem… de terminar comigo. — falou. Dimitre sorriu de lado e o beijou pela terceira vez.
—Acho que somos ótimos juntos, mas eu também quero ser ótimo sozinho. — falou Dimitre. — Talvez um dia estaremos prontos um para o outro ou você estará pronto para ela. — ele disse, mirando Emmeline rapidamente. — E está tudo bem também, porque somos jovens ainda e podemos fazer o que quiser e amar a quem quiser.
—Se… se nós somos pra ser... acontecerá, certo? — falou Sirius, pela primeira vez incerto do que falava. Dimitre sorriu.
—Sim. — falou. — Se nós fomos pra ser… acontecerá.
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09:00 pm
—Dimitre terminou comigo. — contou Sirius, ele estava com os botões de sua camisa aberto e seu paletó estava com Emmeline que estava no momento sentada no colo de Peter. Ele estava sentado no meio do banco de trás. James passou um braço pelo ombro de Sirius enquanto sua namorada estava sentada em seu colo. Ela mirou Sirius surpresa com a revelação já que Dimitre não comentou nada com ela sobre querer terminar as coisas com Sirius.
—Meu assento parece um pouco molhado. — comentou James, com uma careta levantando um pouco a bunda do assento.
—O meu também. — disse Sirius fazendo a mesma careta.
Remus franziu a testa e olhou para trás rapidamente enquanto dirigia. Ele havia visto Peter indo para o seu carro enquanto estava na feira perto da casa da casamenteira.
—Peter… você fez xixi no meu carro novo? — ele indagou. Adhara riu e se virou para trás no banco carona para ver a cara de Peter. Emmeline no colo dele tentou se levantar com uma cara de nojo.
—Peter!
—Não é realmente novo. — disse Peter um pouco distraído.
—Peter. — disse Remus suspirando. Emmeline continuava com a cara de nojo esperando a resposta de Peter. — Você fez xixi no meu carro? — repetiu.
—Não. — disse Peter, então ele sorriu e olhou para Sirius e James orgulhoso de si mesmo. — Mas, eu trouxe uma gatinha para cá. — contou.
—Você transou com uma garota no meu carro? — indagou Remus indignado.
—Não, não é tão grande. — murmurou Peter dando de ombros. — Mas eu dedei bastante ela e ela bateu uma pra mim algumas vezes.
—O que? — berrou Sirius tentando a todo custo ir para o colo de Lily para sair daquele banco sujo.
—Me tirem daqui! — disse Lily e agarrou a gola da blusa de James com força.
—Você gozou no carro inteiro? — indagou Adhara, gargalhando vendo seus amigos do banco de trás se desesperarem pra sair dali.
—Não, só aqui atrás. — ele disse, fazendo os outros voltarem a gritar.
Remus acabou buzinando para a van a sua frente que era dirigida por Michelle e estacionando no acostamento. Seus amigos saíram do carro imediatamente aos berros se jogando no asfalto como se estivessem morrendo. Ele saiu do carro batendo a porta com força e cruzando os braços para Peter que havia desgraçado seu sagrado carro.
—Limpe, Peter! — ele mandou.
—Mas é o seu carro!
—Limpe a porra do meu carro, Peter, antes que eu te transforme em um tronquilho. — ameaçou, mas Peter que cruzou os braços indignado.
—Wormy, limpe o carro! — berrou James jogado no asfalto
—Porque eu?
—Limpe a porra do carro!
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—Pettigrew! — chamou Amycus Carrow do outro lado do Salão Principal junto de seus amigos. Peter que estava já com seus trajes esperando seus amigos chegarem para o Baile que tinha acabado de começar, ele olhou para Marlene que estava ao seu lado, mas quando notou ela já estava longe evitando olhar Regulus Black ao lado de Carrow. Peter soltou um muxoxo e foi até o lado do sonserino. — Como vão as coisas com a Mirtha? — ele indagou.
—Não muito bem, Amycus. — respondeu Peter nervoso. — Não levo muito jeito com…
—Com nada. — completou Severus Snape. Peter o mirou de lado e pensou em dizer alguma coisa como sabia que James e Sirius fariam, mas não conseguiu. Nas mãos de Severus tinha um bilhete que era para Lily, confessando seu amor por ela, se desculpando e pedindo perdão, mas ele nunca o teria coragem de entregar. Terminado Hogwarts sem nunca mais trocar uma palavra com a garota que amava.
—Exatamente. — suspirou Peter. — Sou meio que um perdedor. — brincou apesar do que seus amigos haviam dito algumas horas antes.
—Porque você quer. — disse Rabastan Lestrange, sem muito interesse. — Andando com aqueles grifinórios sangue-sujos.
—São meus amigos! — corou Peter. Alecto Carrow riu e passou um braço pelo ombro de Peter que notou o olhar que os outros meninos deram para ela e sorriram também, menos Regulus Black e Theo Nott que não pareciam estar presentes na conversar.
—Você prefere ter amigos ou poder? — indagou a loira e Peter ficou assustado com o olhar que ela tinha.
—Ahn… não sei.
—É só ficar por perto, Peter. — ela disse maliciosamente. — Nós sabemos exatamente quem pode te mostrar todo poder do mundo e então você nunca mais vai querer ouvir de seus amiguinhos sangue-sujos novamente.
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—As vezes não sei se é o bebê se mexendo ou apenas minha barriga. — Adhara murmurou para Remus. Estavam deitados em sua cama de costas, ela tinha ido tomar um banho para descer para o baile, mas acabou ficando com preguiça e apenas de calcinha e blusa na cama que ela havia aumentado para que ficasse grande para sua barriga, mas mesmo assim ainda ficava colada mostrando um pedaço da barriga grávida entre a calcinha e o final da blusa. A blusa estava levantada até onde seus seios começavam mostrando toda a barriga de cinco meses.
Remus traçou com seus dedos a barriga da namorada a fazendo sorrir. Ele já estava trocado com vestes que Sirius o deu quando fugiu do Largo Grimmauld. Seus rostos estavam próximo ele ficou de lado para dar um beijo no pescoço da loira ainda a acariciando na barriga com delicadeza e um olhar carinhoso e cheio de amor.
—Você precisa ir falar com Madame Pomfrey. — ele a disse. Adhara suspirou e fez um biquinho virando o rosto para olhá-lo melhor. Ele a olhava seriamente, mas tinha um sorriso gentil nos lábios. — Precisa ver se está tudo bem. — falou. Ela sabia que ele estava certo que ela precisava checar se o bebê estava saudável, precisava tomar algumas poções também. Suspirou novamente também acariciando suas barriga como Remus. — Amanhã de manhã, certo? Eles não fazer nada com você porque já se formou…
—Não podemos passar no Mungus amanhã de vez…
—Addie… — ele murmurou. Ela soltou um muxoxo e assentiu. Ele estava preocupado demais e ela faria o que pudesse para que aquela preocupação que ele tinha passasse porque não era a mesma preocupação que James teria se um dia engravidasse Lily ou Frank engravidasse Alice. — Precisamos ir para o baile…
—Só mais cinco minutinhos só nós dois, por favor. — ela disse o dando um beijo calmo nos lábios. — Você acha que é menino ou menina? — ela quis saber.
—Não sei. — ele respondeu pousando a palma de sua mão na barriga espalhando um calor gostoso nela. — Eu…
Um grito de dor abafado veio de algum lugar no dormitório. Adhara e Remus se sentaram imediatamente estáticos por um segundo. Havia sido um grito curto, mas doloroso e então veio um grito mais longo e com mais dor ainda. Adhara se levantou depressa com Remus a seguindo, passou um olhar rápido pelo dormitório, vendo a cama de suas amigas se levantando e vendo qual era a que faltava. Ficou extremamente preocupada e confusa com o que poderia ter acontecido. Lily já estava em pé em frente a sua cama já de vestido trocado para descer par ao baile e encontrar James, Emmeline estava em frente ao malão dela com uma toalha enrolada no corpo e o resto das meninas não estava lá, mas ela pode ver o vestido pronto para ser colocado em cima de uma das camas. Correu para a porta do banheiro e bateu com força escutando um choro sofrido e angustiado vindo do outro lado.
—Emily! — gritou, socando a porta. — Emily! — ela não a respondeu, não parecia que ela viria abrir a porta.
—Emily, abre a porta. — gritou Remus correndo para o seu lado. Sabia que eles haviam se afastado desde o término deles no quinto ano, mas ela também sabia que nunca deixaram de se preocupar um com o outro. — Sou eu!
—Minha varinha, Remus, minha varinha! — pediu, se virando para Remus que catou a varinha em cima do malão e a passou depressa e então correndo para pegar a dele no meio dos cobertores. — Alohomora. — sussurrou apontando para a maçaneta. Abriu a porta com tudo quando o viu o clique não sabendo o que esperar quando visse Emily.
Escutou o ofego assutado de Lily quando finalmente viram Emily. Lily colocou a mão sobre a boca e Remus ao lado dela parecia confuso e assutado, pois Emily sentada no meio do chão do banheiro chorando e uma poça de sangue no chão que parecia escorrer do meio das pernas abertas dela parecia ter acabado de sofrer um aborto. Adhara tocou sua barriga quando entendeu o que era aquilo, o que aquilo significava. Podia ouvir Remus falando com o Emmeline para que ela não tivesse que ver aquilo, para que ela não fosse até o banheiro. E Lily deu alguns passos para trás esbarrando em Emmeline que perguntava para Remus insistindo em saber o que aconteceu e saiu correndo para chamar a Professora McGonagall.
Era assustador a forma como Emily chorava, o sangue em suas pernas, o sangue no chão. Parecia a cena de um crime terrível e Adhara não sabia o que fazer. Era uma situação que não tinha uma reação normal. Não sabia como resolver aquilo para que Emily parasse de chorar. Para que tudo ficasse bem.
—Eu não sabia… eu não sabia. — soluçou Emily com as mãos na barriga. Ela encarou Adhara chorando como ela nunca havia visto ela chorar antes. — Eu juro! Eu juro! Eu juro! — repetiu. A loira entrou no banheiro rapidamente e foi até a amiga. Emily gritou novamente, mas a dor parecia que vinha do coração dela. Se ajoelhou ao seu lado, escutando ela gritar e socar o chão com raiva. Não sabia o que falar. O que se falava em uma situação dessas? Não poderia dizer que tudo ficaria bem naquele momento, não podia pedir para que ela se acalmasse. Emily parecia tão apavorada vendo o sangue escorria pelas suas pernas, os seus olhos estavam vermelhos do choro e um pouco desfocados como se não pudessem acreditar no que estava acontecendo.
—Acredito em você. — Adhara conseguiu sussurrar abraçando ela pelos ombros o rosto da amiga contra seu peito. — Acredito em você, Emms.
Não demorou muito para Professora McGonagall chegar. Remus saiu antes que ela chegasse correndo de volta para o Salão Principal arrastando Emmeline junto quando ela colocou o vestido, a impedindo de fazer mais qualquer pergunta. McGonagall parecia realmente chocada mais que todas as meninas no dormitório. Provável que ela nunca havia visto aquilo nos anos em que ela lecionou. Levar Emily para a Ala Hospitalar foi difícil. Ela não largava a Black ao mesmo tempo em que gritava e chorava completamente desesperada. Mas assim que ela se acalmou, McGonagall a levou, antes mandando todos os que estavam pelos dormitórios e que tinham ido para o Salão Comunal por causa dos gritos de volta para o Salão Principal McGonagall pediu para que Adhara e Lily fossem também para o Salão Principal ou se quisessem ficar no dormitório depois do que viram, mas Adhara depois de falar para Lily ir para o Salão Principal não se aguentou e foi junto colocando qualquer coisa para cobrir suas pernas.
Emily parecia frágil deitada na cama na Ala Hospitalar. Ela não queria dormir ou comer, nem ao menos queria falar. Apenas ficava deitada coberta da cabeça aos pés olhando para o nada sem expressão nenhuma parecia vazia por dentro. Madame Pomfrey confirmou que ela havia tido um aborto espontâneo e que ela devia estar grávida de apenas um mês por isso tanto sangue nada de bebê. Adhara ficou surpresa pelo fato de ela estar grávida, ela não havia a contado nada sobre ter transado com alguém. E imaginou que a razão disso era por quem era o cara com quem ela havia transado.
Adhara estava sentada em uma cadeira ao lado de sua cama segurando sua mão, apesar dela não segurar a sua de volta, mas decidiu que não soltaria como Remus não soltou a sua mão quando seus pais morreram.
—Emily. — chamou. Ela não a olhou. — Você… você vai contar a ele? — perguntou. Ela não a respondeu e continuou não a olhando. — É Rabastan? — tentou novamente. Só queria que ela falasse alguma coisa mesmo que fosse para gritar com ela. — Emily, por favor, fale comigo. — pediu. Estava preocupada porque o jeito que ela estava a lembrava exatamente o jeito em que ficou após a morte dos seus pais. Olhar Emily naquela maca era como olhar a si mesma.
—Ela disse… — ela riu sem humor. — … que eu tenho um útero hostil. — disse. Adhara mirou Madame Pomfrey de soslaio que conversava com Professora McGonagall e Diretor Dumbledore. — E foi por isso que eu perdi… e que se um dia eu tentar ter algum bebê pode acontecer novamente. — disse. Emily finalmente a olhou e soltou a sua mão. Ela tocou a barriga de Adhara com a ponta dos seus dedos. — O que você faria se perdesse seu bebê agora, Adhara? — ela perguntou.
Os olhos da loira se encheram de lágrimas.
—Emily…
—Você quereria conversar, não é? Sobre ex-namorados ou qualquer outra merda? — ela disse. Adhara sabia que ela estava sentindo muita dor dentro de si naquele momento. — Bem, eu também não quereria isso… me deixe sozinha.
—Eu vou voltar amanhã. — prometeu depois de suspirar. Madame Pomfrey não a deixaria passar a noite e Emily não me olhava mais. Se curvou e catou o queixo dela com a mão para a fazer ela olhá-la. — Vou cuidar de você, Emily. — disse. A beijou na testa e se levantou. Quando ia passar por Madame Pomfrey ela a segurou com delicadeza pelo. McGonagall e Dumbledore a olhavam também.
—Srta. Black. — disse Madame Pomfrey. — Você gostaria de… nos contar sobre isso? — ela indicou com a cabeça a barriga avantajada da grifinória. Adhara fechou os olhos com força. Havia esquecido de trocar de roupa.
—Merda.
ஐ
Aquele era pra ser um dia de glória. Todo o gramado verde de Hogwarts estava repleto de alunos celebrando o fim das aulas. Rabastan sempre sonhara com aquele dia. O dia de sua formatura. Quando seria considerado um adulto, já com oferta de emprego, com seus familiares ao seu redor, olhando-o com profundo orgulho.
De certa maneira, era isso o que acontecia. Sabia que seu pai estava gabando-se para alguns amigos e puxa sacos sobre a excelente carta de recomendação que o Professor Slughorn havia feito para o filho caçula. Os irmãos de sua mãe vieram com os filhos e filhas para um jantar de celebração quando Rabastan chegasse em casa. E sabia que seu irmão se esforçaria para ir vê-lo mesmo estando se escondendo após tantas acusações de ser um Comensal da Morte.
Rabastan passeou os olhos pelo gramado. Luzes bonitas e brilhantes iluminavam a noite de maneira elegante. Alguns vestidos pareciam brilhar e cintilar por conta dessas luzes e dava um efeito bonito e ligeiramente hipnotizante. Passeou os olhos mais uma vez, mirando Jacques que era abraçado pela namorada e parecia muito satisfeito consigo mesmo. Mais a frente, Theo e Kat estavam de mãos dadas, sorridentes, trocando olhares apaixonados. Aquilo lhe revirou o estômago e seus olhos seguiram cortando o gramado.
Mais distante, estavam os Carrow, junto de Severus que mirava Evans abraçada a Potter. Diana Rosier conversava com Cindy Gray que dava as mãos para Amos Diggory e as duas começaram a rir quando Mirtha Flint chegou e soltou uma piadinha. Rabastan sentiu mais um tapinha nas suas costas quando um sextanista da Sonserian o cumprimentou, mas seus olhos correram para onde os grifinórios se reuniam.
Emmeline Vance estava conversando com Lupin e o beliscava no braço como se quisesse que ele falasse alguma coisa. Pettigrew, Potter, Black e Lupin que pareceu fugir de Vance estavam gargalhando e fazendo festa pousando para uma fato que McKinnon tirava todos meio que abraçados e rindo. Adhara estava falando sabe-se lá o que com Evans que tentava responder algo que Meadowes estava a falando com uma cara de preocupação. Ela deveria estar ali... a pessoa que seus olhos realmente procuravam.
Mas ela não estava.
Sua prima comentou que ele estava bonito e começou a contar sobre Regulus Black e Marlene McKinnon haviam terminado e que ela ainda não acreditava que ele havia terminado com ela por uma McKinnon.
“Você tem vergonha de mim?”
Respirou fundo se lembrando de quando Emily lhe perguntou aquilo. Ficou mirando o Longbotton e a Meadowes começarem a conversar com suas respectivas namoradas se perguntando onde ela estaria. Ela não estava ali. E era o dia da formatura. Por que ela não estava ali?
Frank Longbotton o encarou. Mas o olhar dele era pesado e cheio de censura. Não durou muito, porque Frank achava que tinha coisas melhores para mirar além de Rabastan Lestrange. Mas Dorcas mirou Rabastan e notou o quanto ele parecia abatido. Nunca mais vira um sorriso completo nele ou em Emily, desde o término dos dois. Rabastan parecia até ter emagrecido, enquanto Emily parecia simplesmente desinteressada com a vida.
Rabastan encarou Meadowes de volta, com aquela pergunta em seu olhar. Onde ela está?
A menina suspirou e levantou a cabeça, vindo até ele, mesmo que a divisão entre as casas fosse mais do que evidente. A guerra estava enfiando as garras de maneira profunda em toda Grã-Bretanha, mas Hogwarts ainda era um lugar onde todos aqueles jovens poderiam se dar ao luxo de esquecer disso. Não havia guerra ali. Não sob o nariz quebrado e curvo de Albus Dumbledore.
Quando Dorcas passou pelos Carrow, Amycus deu uma cotovelada na irmã gêmea, que o olhou feio. Jacques desviou o olhar e Theo deu uma risadinha desdenhosa. Mas Rabastan ficou em silêncio, a observando se aproximar. Ela parou a sua frente, quase uma cabeça e meia mais baixa que ele. Os dois se encararam, Rabastan morrendo de preocupação. Sabia que ela não foi vista o dia inteiro, mas foi a mesma coisa para todos os amigos dela, mas então ouvira de Jacques de que alguém a viu na Ala Hospitalar. Boatos de que tinha sofrido um atentado, como outrora, anos atrás. Ouvira até que ela tinha fugido com um trouxa para a América, o que não fazia o menor sentido. Só podia sonhar que Dorcas Meadowes tivesse a resposta que tanto ansiava.
—Ei, Rabastan. Parabéns pela graduação. Ouvi que recebeu uma excelente recomendação do professor Slughorn. – disse ela com tranquilidade, como se não houvesse nada de errado em estar ali. Rabastan pensou que poderia sorrir. Fingir que aquilo ali não tinha nada de incomum, mas não conseguiu sequer começar um sorriso falso. Ela suspirou e o olhou nos olhos – Não sei se você sabe, mas o grifo continua ferido. Ele não deve aparecer aqui. – disse ela e Rabastan piscou, surpreso.
—Grifo? Que Grifo? — perguntou a prima de Rabastan.
—Rumores de que Dumbledore contratou uma apresentação de Grifos, mas um dos Grifos se feriu. — ela deu de ombros. — Não sei como se feriu… só que eu ainda não desisti de você, Rabs... Não se deixe levar pelas trevas.
Ela o soltou, fez um aceno aos seus amigos que estavam olhando e então se virou para deixá-los pra trás.
Ela estava ferida? Emily estava ferida? Seria algo emocional? Um coração partido? Ou seria algo mais físico?
Os minutos se passaram, enfadonhos, mergulhados em conversas vazias. Só queria sair dali. Precisava urgentemente sair dali. Sentia que estava sufocando. Todos aqueles alunos comemorando o final do ano, naquele momento de celebração o fazia pensar que não haveria ninguém por ela. A mãe dela não viria afagá-la nos cabelos na estação de King Cross feliz que a filha havia se formado. O pai dela não comentaria pomposo sobre o excelente desempenho dela em feitiços. O irmão dela não ficaria fazendo piadinhas sobre algum suposto namorado dela ou a olhando com admiração. Não viria ninguém.
E ela estava sozinha, pois todas as amigas dela estavam ali. Ela estava sozinha e ferida.
A cada segundo, sair dali lhe parecia mais e mais urgente.
—Effy, vou dar uma volta com o Jacques. – disse com o coração acelerado para sua prima.
—Certo. Mas não desapareça por muito tempo. – ela pediu. — Se eu ficar sozinha vou acabar indo atrás de Regulus…
Andou até Jacques e o amigo sorriu, sem reparar no quanto se sentia angustiado.
—Jacques. Vamos dar uma volta? – pediu e Jacques deu de ombros.
—Claro. Eu já volto, amor. – disse Jacques para a namorada que o deu um beijo e foi achar as amigas Castelo a dentro. Rabastan foi andando até o castelo e escutou o colega suspirar – Posso saber do que se trata? – perguntou Jacques e Rabastan o olhou angustiado.
—O que sabe sobre Emily? Por que ela não está aqui?
Jacques desviou o olhar.
—Por que quer saber? Não estão terminados? – indagou ele. – E o que te faz achar que eu sei de alguma coisa?
—Sua namorada é da Grifinória. – respondeu Rabastan.
—Seu antigo rolo também. – disse Jacques apontando para trás do ombro e Rabastan voltou a olhar para onde estavam os grifinórios. Addie estava de mãos dadas com Lupin, mas ela o olhava com atenção. Por algum motivo, o olhar dela pareceu deixar tudo mais urgente.
—Mas ela não vai querer falar comigo agora. – disse apressando o passo em direção ao castelo – Eu vou ver como a Emily está.
—Desencana, Rabastan. – ralhou Jacques. Rabastan baixou o olhar – Vocês terminaram e até onde eu sei ela te acha um idiota.
—Você fala com ela? – perguntou Rabastan. Surpreso e Jacques deu de ombros.
—Minha namorada é da Grifinória e minha relação com os colegas dela, em sua maioria, é bem ok.
—Então o que aconteceu? Por que ela sumiu?
Jacques suspirou, como se não quisesse responder.
—Tati disse que ela está com o coração partido e que ficou tão triste e deprimida que afetou o corpo dela. Ninguém quis falar a respeito direito. Nem mesmo entre as antigas líderes de torcida. – explicou ele e Rabastan se viu quase a correr. – E que algo aconteceu hoje a noite e alguns grifinórios estão comentando sobre porque ouviram… gritos. — ele murmurou. — Rabastan. Já vim até aqui. Eu não quero ir até a Ala Hospitalar. – resmungou Jacques – Te espero aqui pra te acobertar e é só isso que eu posso fazer.
—Ok. – murmurou mirando o corredor que precisaria percorrer.
—Mas eu realmente acho que você deveria desistir disso tudo.
—Por que? – quis saber zangado.
—Porque você vai acabar ou preso ou morto. – respondeu Jacques e Rabastan o olhou confuso.
—Emily vai me matar ou me mandar pra cadeia? – perguntou com um sorriso desdenhoso.
—Não, mas essa sua tatuagem e o que ela representa vão. – retrucou ele e Rabastan engoliu em seco – Não é tarde demais. Não ainda. Não seja um idiota, Rabastan.
—Pra você é fácil falar, senhor Neutralidade. – resmungou e Jacques deu de ombros.
—O funeral é todo seu. – murmurou Jacques dando de ombros e se escorando na parede.
Rabastan bufou e foi a passos pesados até a Ala Hospitalar. A porta estava apenas entreaberta. Lembrou de ter feito Emily chorar, em pleno natal e sentiu vontade de correr de volta para os pais. Se lembrou dela falar que o odiava, logo depois de terem transado pela última vez. Quando ela descobrira sobre ele ser um comensal. Engoliu em seco colocando a mão sobre a madeira, se perguntando se teria coragem o suficiente dessa vez. Porque no natal, não tivera. Ficou em casa e quando resolveu ir atrás dela, seu pai o proibiu e ele se viu forçado a obedecer. Jurou a si mesmo que nunca mais sorriria para ele de novo. O odiava completamente. Todas aquelas palmadinhas e elogios que tinha escutado aquela noite, para ele, nada significaram.
Só queria terminar aquilo e ir embora da casa dele, para nunca mais voltar.
Eu nunca disse a ela... que eu amava.
Levantou os olhos se perguntando o que diria quando a visse. Se perguntou se ao menos conseguiria entrar naquela maldita sala. Respirou fundo e fechou os olhos, juntando qualquer pingo de coragem que conseguisse encontrar dentro de si. E depois de muito respirar fundo, abriu a porta.
Emily estava lá. Não parecia realmente ferida. Não em algum lugar visível, pelo menos. Ela estava sentada na janela, ao invés de estar acamada. Ela desenhava em seu caderno, parecendo miseravelmente infeliz. Seus cabelos estavam num loiro opaco e sem vida, como palha, caindo soltos e sem penteados sob seus ombros. Os olhos verdes estavam enfeitados com grandes olheiras arroxeadas. Ela não usava pulseiras, colares ou presilhas. Parecia mais nua do que ele jamais havia visto. E aqueles cabelos... Aqueles cabelos pareciam denunciar o quão miserável ela se sentia. Quase podia se lembrar da menina que ela costumava ser antes de Rodolfo matar a família dela.
—Emms... – murmurou e Emily parou de desenhar. Ela levantou o olhar para ele e ele notou que ela parecia ligeiramente mais velha, como se parte de sua juventude lhe tivesse sido roubada. E, por mais que não conseguisse entender o motivo, sentia-se ligeiramente culpado. Algo no olhar dela dizia que algo realmente ruim tinha acontecido – Emms, o que acon…
—Vá embora, Lestrange. – mandou ela friamente. Rabastan a encarou e avançou um passo na direção dela. – Vá embora. Eu não quero ver você. Eu não quero ver ninguém. – ela mirou a janela, sem absolutamente nenhum humor. – Você deveria estar lá fora, com seus amigos, recebendo todas as honras que você merece. Eu não preciso, não quero e não mereço você aqui, me assombrando como um fantasma.
Rabastan engoliu em seco. Não havia raiva na voz dela. Havia desprezo. E desprezo ainda era pior do que a raiva. Mas ele deu mais um passo na direção dela. Não poderia ir embora. Não ainda.
—Emily. O que aconteceu com você? – perguntou ele e ela sorriu um sorriso triste e sarcástico. Não sabia se a preferia assim ou melancólica. E teve certeza que, fosse o que fosse que ela respondesse, ele não gostaria.
—Minha família está morta. O cara que eu gostava faz parte do grupo que os matou. O que mais você precisa saber?
Rabastan deu outro passo na direção dela, mas Emily não reagiu. Mesmo depois de terminados, sempre havia uma tensão sexual entre eles. Mas, naquele momento, ela era como uma pedra de gelo. E aquilo era simplesmente assustador.
—Emily. Eu não sei o que aconteceu... Alguém tentou te machucar? Foi alguém da Sonserina? O que fizeram com você? Quem te machucou?
—Você. Você me machucou. – respondeu ela, com simplicidade.
Em momento algum pensou em contar a verdade pra ele. Não queria contar a verdade para ninguém, pra ser honesta... Se pudesse não ter gritado nessa noite, no banheiro do dormitório, era o que mais gostaria. Mas Remus sabia, assim como Lily e Adhara. As outras meninas apenas desconfiavam ou imaginavam. Sabia que muitos fofocavam sobre o que teria acontecido, mas não tinha ficado sabendo se alguém teria acertado o motivo.
E Addie tinha perguntado se ela pretendia contar para Rabastan.
A resposta era não.
—Eu nem falei com você nas últimas semanas. Você disse que me odiava. – defendeu-se. Emily apenas seguiu olhando para a janela – Me conte o que houve!
—Me conte quem matou minha família. – devolveu ela o encarando com alguma fúria. Ela pulou para o chão e se aproximou, ficando a poucos passos de distância. Poderia puxá-la para si se quisesse – Me conte seu segredo e eu conto o meu.
—Não sei quem matou sua família. – mentiu deslavadamente. Tinha ensaiado isso no espelho, pois mentir para ela era absolutamente difícil – Eu sou novo no círculo. Emily. Como eu poderia saber?
Ela sorriu com desdém e ele teve certeza de que ela não acreditara.
—Olha a que ponto chegamos. Começamos a mentir um para o outro. E pensar que você já foi meu confidente. – ela engoliu em seco – O que você quer de mim, Rabastan?
Respirou fundo.
—Você é sangue puro. Não importa o que meus pais pensem. – Murmurou – Vamos esquecer o que aconteceu e ficar juntos.
—Você é um comensal de morte.
—É. Mas que se dane. – se aproximou mais um passo e a segurou pelos ombros. – Podemos fazer isso dar certo, Emms. Narcissa e Lucius fizeram e ela não gosta da Causa, ou do Lorde das Trevas. Eu tive boas notas. Certamente tive bons N.I.E.M.s. Eu posso conseguir um bom emprego. Você já tem a casa dos seus pais. Podemos... Podemos construir um futuro juntos. Você não precisa se unir a nós... Só precisa... Só precisa... – engoliu em seco mirando os olhos verdes e inexpressivos dela – Só precisa dizer que aceita.
—Aceita o que? Voltar pra você? – perguntou ela, com desgosto.
—Sim. Ter um futuro comigo. Só nosso. – Disse com um sorriso cheio de esperanças – Pense nisso, Emms. Pense em como seria bom. Eu poderia... poderia te dar uma família. – ela esbugalhou os olhos. – Poderíamos... Construir uma família pra nós. Sem meu pai pra querer ditar as regras, ou minha mãe para criticar. Apenas eu e você. E alguns filhos, depois da guerra. Eu poderia te dar muito conforto. Eu tenho certeza que consigo um bom emprego. – disse de uma vez. Emily desviou o olhar, parecendo ainda mais infeliz – Case comigo, depois da escola.
Emily recuou um passo o olhando com os olhos cheios de água.
—Nunca seremos apenas eu e você. Você nunca seria meu, Rabastan. Você é dele. Daquele-Que-Não-Pode-Ser-Nomeado. Ele tem as pessoas. E pra ele, não são pessoas, são objetos. São degraus, que ele pisa e usa para subir e alcançar mais glória. E você é cego demais pra ver. Cego demais pra notar. – disse ela magoada. Ela sabia, antes do natal, que Rabastan iria propor aquilo. Que ele queria se casar. Encontrara o anel de noivado nas coisas dele. Sabia o que significara. Mas não tinha imaginado que ele tinha esperanças de que ela o aceitaria com ele tendo se tornado algo tão odioso e desprezível.
—Emily. – Rabastan suspirou. Por que ela precisava ser tão cabeça dura? – Deixe isso de lado. Você não vai precisar lutar.
—Mas você vai! – rosnou ela – Como acha que eu poderia dormir ao seu lado, toda noite? Como acha que eu poderia te dar uma família... Se toda a noite você vai sair pra caçar os meus amigos?! Em que mundo você vive pra achar que isso daria certo? – perguntou ela. – Você é tão idiota, Rabastan! – rosnou ela, já aos prantos. – Eu não consigo entender como eu pude gostar tanto de você um dia!
Rabastan mirou os próprios sapatos e suspirou.
—Narcissa…
—EU NÃO SOU NARCISSA! – gritou Emily. – Eu não sou como ela. Assim como Addie não foi. Você não entende?! – Perguntou ela e Rabastan desviou o olhar – Quantas mais pessoas que você se importa você ainda vai precisar perder pra ele, pra entender que não vale a pena?
—Emily... Por favor. Tente entender…
—Eu não quero entender! – retrucou ela o olhando com profunda mágoa. – E sabe o porquê?
—Não! Não sei. – rosnou. – Estamos em guerra! Não é como se você fosse querer lutar! Custa querer me apoiar no meu sonho? Custa você fazer isso por mim? Custa deixar seu maldito orgulho de lado e aceitar que somos... Que somos... Que deveríamos ser... – ele engasgou, corando. Era muito ruim em falar sobre sentimentos. Emily ficou esperando que ele concluísse, mas ele não sabia como fazer. – Deveríamos estar juntos. Por que você não deixa esses problemas para trás? Você sempre soube, lá no fundo... – ele levantou a manga e mostrou a Marca. – Você sempre soube que esse era o meu futuro. Que era isso o que eu queria. E eu sei que você estava disposta a aceitar isso, por mais que te desagradasse... Eu poderia até, sei lá... Tentar não matar seus amigos. Eu correria esse risco por você. Nós dois poderíamos fazer isso dar certo. Se você se desse ao trabalho de tentar. – Emily o olhou com os olhos tristes e magoados – Então me explique. O que houve? O que aconteceu? Por que você não quer tentar, quando é mais do que claro que nós dois queremos... queremos isso!
Respirou fundo, sentindo um nó na garganta, mirando os olhos tristes e cor de esmeralda dela. Emily lambeu os lábios e se abraçou, como se estivesse se sentindo ameaçada. Ela desviou o olhar e respirou fundo, olhando para toda a Ala Hospitalar. E só então, depois de evitá-lo com o olhar, ela repousou aquelas duas esmeraldas que ela tinha no rosto sobre ele.
—Acontece, Rabastan... Que eu tinha expectativas... – disse ela com mágoa no olhar, com a voz trêmula de quem tenta conter o choro e falar ao mesmo tempo. – Eu acreditava que não havia lugar mais seguro do que os seus braços. Mataram meus pais e meu irmãozinho. Na minha casa. Eu não conseguia dormir. Eu não conseguia comer. Eu sentia muito medo, todo o tempo. Mas então você entrou na minha vida. E eu acreditei que você poderia me proteger. Que você estaria sempre ali pra mim. Mas no primeiro teste. No primeiro maldito teste, você foi covarde. – engoliu em seco, lembrando-se do feriado de Natal, sentindo-se completamente infeliz – Você me abandonou, numa casa vazia. No maldito natal. Na maldita casa onde eu encontrei os restos mortais da minha família. – Rabastan mirou o teto, querendo chorar, mas se proibindo de fazer isso. Não se humilharia dessa forma. Estava mais do que claro que Emily não voltaria pra ele. Que aquela era uma página virada em sua vida. A tinha perdido, simples assim – Agora, por favor... Seja humano e me deixe em paz. Eu não quero falar com você nunca mais.
—Emily, por favor... – começou tentando abraçá-la, mas ela não permitiu. Ela o empurrou e recuou um passo, o olhando com o rosto vermelho, com lágrimas já descendo por suas bochechas.
—Eu não quero ver você, nunca mais. Porque eu estava tentando manter tudo sob controle... Eu estava tentando sobreviver. Mas você terminou de quebrar todo e qualquer pedaço de mim mesma.
—Não! Eu... Emily, eu...
—Então, vá viver a sua vida, a sua Causa. Vá viver a vida que seus pais, ou seu irmão, ou Você-Sabe-Quem querem pra você. Faça isso e me esqueça. Porque pra mim, você está morto. – e não haviam palavras para mensurar a dor que sentiu ali. – E espero que entenda, que eu também já estou. Meu corpo ainda funciona, mas não sobrou alma em mim. Eu não passo de um espelho quebrado e inútil e parte disso é culpa sua e dos seus amigos. Então vá embora e não me assombre mais. Eu não preciso disso.
Ela então lhe deu as costas e cruzou os braços.
Rabastan sabia que não havia o que ser feito. Sabia que aquilo era um adeus. Se aproximou um passo e segurou uma mecha de cabelos dela, para beijá-los.
—Adeus, senhorita Valentine. Desculpe por toda a dor que causei. Nunca foi minha intenção. – murmurou. A afagou nos ombros, mas ela não se mexeu. Queria dizer que a amava. Algo dentro de si dizia que aquela poderia ser a última chance de dizer aquilo. Mas outra parte de si dizia que seria em vão. E não queria desperdiçar palavras tão fortes – Espero que um dia você seja feliz. Mesmo que não seja ao meu lado. Porque... porque eu quero... eu quero que você seja feliz. – disse com um terrível nó na garganta. Emily soluçou, chorando de costas. Mas ela não se virou para olhá-lo. Ele se virou para sair quando ouviu a voz dela novamente.
—Você, Rabastan, foi o primeiro a partir meu coração. — ela disse sem olhá-lo. — Pelo resto da minha vida, você sempre será aquele que mais me machucou. — disse.- Não se esqueça disso.
Rabastan engoliu em seco e a mirou uma última vez, mas não perdeu mais tempo. Era claro que ela não o queria ali. Se despediu em silêncio e disse mentalmente o que queria ter dito antes. Eu te amo, Emily…
Então se virou e saiu, para dar de cara com Adhara Black. E ela parecia quase tão triste quanto ele.
—Eu sabia que você quebraria o coração dela desdo o começo. — ela disse. Rabastan abriu a boca para responder, mas então notou algo que não havia notado no Jardim da noite escura. A barriga avantada de Adhara Black um pouco apertada no vestido de cetim cor-de-rosa. A mão dela pousou em cima quando notou o olhar dele. -Sim… é exatamente o que está pensando. — ela murmurou com a sombra de um sorriso no rosto. Ela havia tomado uma bronca grande de McGonagall e Madame Pomfrey por não ter informado a escola para poder cuidar dela ou fazer qualquer coisa realmente, mas já não tinha o que elas pudessem fazer já que era seu último dia em Hogwarts além de checar para ver se seu bebê estava bem. — Eu fiz Jacques ir embora. — ela contou, mas ele não pensava no amigo.
—Se… se você soubesse de como estaríamos nesse exato momento… teria feito algo diferente quando tínhamos treze anos? — ele murmurou de olhos baixos ainda sentindo aquela vontade de chorar que sentiu quando estava dentro da Ala Hospitalar.
—Talvez… só talvez… — ela disse mordendo a parte de dentro da bochecha como se quisesse comer suas palavras antes que elas saíssem. — … eu deveria… eu poderia… ter tentando mais te fazer ver o que eu via. — suspirou. — E talvez nada disso estaria acontecendo, você ainda seria você e eu não ficaria triste de olhar em seus olhos. — soltou. Foi como um baque em seu peito.
—Você fala como se eu precisasse ser salvo. — sussurrou.
—E não precisa? — ela indagou. — Rabastan. — disse. — Rabs… isso é realmente o que você quer? Ainda dá tempo de voltar atrás.
—Eu não quero! — ele falou pausadamente aproximando o rosto do dela sentindo raiva borbulhar em seu estômago. — O que está acontecendo agora é exatamente o que eu quero. — mentiu descaradamente. — E você vai desejar que aos treze anos tivesse escolhido ficar comigo e ao meu lado! E talvez… — ele abriu os braços mostrando ao redor. — … nada disso estaria acontecendo. — debochou dizendo as mesmas palavras que ela disse anteriormente.
Adhara fechou a cara.
—Vá se foder, Rabastan. — ela disse.
Os dois ficaram se encarando em silêncio. Os dois revivendo as memórias que passaram juntos e que ninguém sabia além deles. As memórias em que realmente entendiam um ao outro, como gostavam um do outro. Só que Adhara não conseguiu olhar dentro dos olhos do sonserino e enxergá-lo lá dentro. Olhos mortos, sem nenhuma luz dando sinal de vida.
—Até mais, Addie. — ele acabou dizendo. Seus ombros caíram um pouco meio que desistindo daquela discussão ou de tudo que estava acontecendo naquele momento. Ele a beijou na bochecha e ela não o impediu. — Eu sei que vamos nos ver novamente.
Adhara o deixou caminhar pelo corredor parecendo totalmente sem rumo.
—Rabastan! — gritou. Rabastan se virou minimamente. — Se você a ama…. Se é amor… Emily… ela precisa...
—Ela me odeia. — disse baixo, mas como havia apenas os dois naquele corredor Adhara conseguiu escutar. — Não é amor se a pessoa não te ama de volta, não é? — ele disse e voltou a se virar.
—Você deveria lutar por ela! — berrou o assistindo ir embora sem olhar para trás. — E voltar atrás antes que seja tarde demais!
Quando Rabastan virou o corredor com suas mãos no bolso da veste cara Adhara sentiu como se aquela fosse a última vez que via Rabastan sem uma varinha apontada entre eles.
—O que aconteceu?
Adhara se virou para Theo Nott que chegava perto com as mãos no bolso. Seus olhos pareciam cansados e sem brilho, como se algo estivesse sugando sua alma aos poucos.
—Rabastan decidiu o lado dele. — Adhara deu de ombros. — E nem Emily consegue mudar isso. — ela contou. Theo ficou quieto parado ao seu lado. Ele simplesmente parecia não estar presente, como se sua mente estivesse em um lugar completamente diferente. — Kat…. Consegue mudar você? — ela ousou perguntar. Isso chamou a atenção de Theo e Adhara pode jurar ver um brilho em seus olhos por apenas um segundo, mas foi o suficiente para que ela ficasse atenta a ele.
—Kat. — ele sorriu ao dizer o nome dela. — Nós vamos nos casar. — ele murmurou olhando para sua mão onde tinha um anel de noivado. — E… eu só sei que ela é mais importante de que qualquer guerra ou qualquer lado… que eu sempre vou fazer o que for melhor para ela. — disse. Adhara entendeu aquilo, algo estalou em sua cabeça quando ela olhou novamente nos olhos de Theo Nott. Ela entendia suas palavras, ela entendia o que ele estava dizendo. Depois de tantos anos a única coisa que importava para ele era Katherine Greengrass e não mais uma causa estúpida e que se a favor de Dumbledore no futuro fosse trazer a segurança de sua noiva ele o faria.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Adhara tocou na mão de Theo Nott e a colocou em sua barriga. Ela sorriu e o mirou atentamente.
—Eu espero te ver novamente, Theo.
ஐ
Estavam reunidos na Casa na Árvore. O lugar seguro deles por todos esses anos. O lugar onde sempre podiam ser a si mesmos sem medos, sem preocupações. Um lugar para se lembrar.
Adhara sentiu o carinho gostoso da mão de Emmeline em sua barriga, era calmo e delicado. Ela sorriu e sentiu os olhos azuis de sua melhor amiga em si. Ela sempre se lembraria de Emmeline por aquela menina de onze anos que parecia que faria qualquer coisa por você mesmo te conhecendo há algumas semanas. Alguém que estaria sempre as suas costas para te proteger e Adhara gostava de pensar que Emmeline se sentia o mesmo por ela como a mesma já a confidenciara várias vezes. Ela beijou a bochecha de Emmeline e encostou sua cabeça no ombro dela.
Escutou uma risada baixinha e mirou James e Lily encostados na porta fechada, lado a lado com seus ombros encostando e sussurrando um no ouvido do outro. Apesar de seu passado com James sempre o via como um irmão, alguém que te enche o saco, mas que tá lá do seu lado sorrindo o tempo todo. Nunca encontrou alguém que sorrisse mais que James e o modo como ele sorria para Lily agora era com o maior de seus sorrisos. Lily o beijou na bochecha e riu quando ele não se aguentou e a encheu de beijos. Lily que sempre fora tão certinha, mas que quebrava as regras pelas razões certas ou pelas mais bobas como um casamento escondido. Ela te daria os melhores conselhos porque sempre te falaria o que precisava ouvir e não o que queria ouvir. E agora eles iriam se casar. Adhara estava tão feliz por eles.
Dorcas e se jogou no colo de Lily e James rindo com sua varinha na boca. Dorcas que era tão tímida que mal falava, que tinha medo de tudo e de todos agora era uma das pessoas mais corajosas que Adhara conhecia e ela se arrependia de a ter tratado mal um dia. Ela seria feroz na guerra e Adhara só esperava coisas boas vindo dela. Dorcas gritou o nome de Dimitre que correu e se jogou em Dorcas fazendo Lily e James gritarem. Dimitre chegou de fininho e se infiltrou no grupo dele melhor que ninguém, apesar de ter sido inesperado conquistou a confiança de todos tanto que era o mais próximo deles em todas as ocasiões, sabia que podia confiar nele e que ele estaria lá por todos os seus amigos até em uma guerra que não era dele já que ele podia fugir para Rússia quando bem entendesse.
Alice e Frank estavam no sofá ao lado dela e Alice cutucou Emmeline para passar a mão na barriga de Adhara também. Ela sorria e conversava com Frank sobre o dia em que eles teriam o seu próprio bebê e cada vez mais Adhara se sentia em casa. Ela não conseguia parar de sorrir assistindo seus amigos. Frank que sempre fora seu confidente, alguém para conversar e rir nos corredores e o qual ela dera a chance de ser tornar um auror melhor ainda o dando sua vaga para América e Alice que nem sempre estava lá, mas que agora todos fugiriam de onde quer que estivessem para ajudá-la.
Escutou a risada inesquecível de seu primo, uma das pessoas mais marcantes de toda sua vida. Alguém o qual Adhara amava com todo o coração. Ele tinha a cabeça no colo de Marlene que ria bebendo hidromel e fazendo carinho em seus cabelos. Ela primeiro observou Marlene que um dia foi uma garota que parecia superficial e que só queria saber de namorados, mas que agora era alguém que queria batalhar e que não deixava garotos como Regulus Black entrarem em sua frente, alguém com quem Adhara sempre teve uma amizade superficial até que um dia isso mudou. Marlene despejou bebida na boca de Sirius e Adhara voltou a observar seu primo. Ele ao mesmo tempo que parecia aquele mesmo garoto de 11 anos que conhecera na plataforma também parecia algum completamente diferente, maduro, que sabia que a vida era mais do que cigarros e bebidas e que garota ia sair no dia seguinte, ele se importava com seus amigos e por incrível que apreça era uma das pessoas mais leais que Adhara conhecia.
Ela sorriu vendo Sirius jogar um cigarro em um Peter distraído. Até o dia de hoje toda vez que Adhara o olhava ela pensava em Mary. E Peter sempre esteve lá, em todos os momentos, ele estava lá, parecia frágil, mas ela sempre soube que ele era muito mais do que pensavam.
—Espero que Emily melhore logo. — comentou Peter, pegando o hidromel de Sirius. — Ela sempre é divertida quanto está bêbada. — ele falou. Adhara e Lily se entreolharam, apenas elas, Dorcas, Emmeline e Remus sabiam o que havia de fato acontecido, os outros achavam que Emily estava apenas passando mal.
—Ela vai ficar. — disse Dorcas.
—Temos que ir para o baile. — disse Marlene, se levantando. Seus amigos começaram a levantar e sair até que só sobrasse Adhara e os Marotos.
Ela virou seu rosto para Remus sentado na poltrona. Ele sorriu e ela se levantou em seu vestido bonito e foi para seu colo.
—Eu te amo, Remus Lupin. — ela disse, pensando em todos os momentos em que Remus ficou ao seu lado, nos seus melhores e piores momentos e ele fez tudo isso porque a amava e agora Adhara só queria amá-lo na mesma intensidade que ele a amou por todos esses anos, porque Remus Lupin era com quem ela queria passar o resto da sua vida junto.
—Você sabe que eu aprendi depois de todos esses anos? — ele murmurou não só para ela, mas Sirius, James e Peter que se sentavam aos pés deles. — Que nós precisamos nos deixar ser amado. — ele falou. — Vocês todos me ensinaram isso.
Os meninos sorriram e Adhara sorriu mais ainda abraçando Remus e sentindo sua respiração quente sua orelha. Ela o amava tanto que seu coração doía de pensar muito nisso.
—Sabe, quando ficarmos muitos velhos… — comentou Adhara. — … isso é tudo que vamos nos lembrar. — ela disse. — Nós sempre vamos nos lembrar de… quando nós éramos jovens.
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