When We Were Young
5 The Worst Wedding EVER |
Notas iniciais

THE WORST WEDDING EVER |
LESTRANGE'S HOUSE
1972
SUMMER
Bellatrix Black era um pesadelo. Tinha cara de maluca, falava como maluca, agia como maluca... De longe, era o parente que eu menos gostava... Talvez só tia Walburga poderia competir com ela em quesito “odioso”.
Mas havia uma diferença. Tudo de terrível que tia Walburga fazia era em “prol da família”. Bellatrix era simplesmente cruel. Parecia ter gosto por isso. Mas vou admitir que quando entrei no quarto dela e a vi pronta para casar, ela me arrancou um suspiro.
Que nojo de mim.
Ela parecia completamente satisfeita e algo nela me lembrou Narcisa. Talvez foi por saber que estava absolutamente bonita. Seus cabelos estavam num penteado elegante, o vestido acentuava suas curvas – ela era bem magra, na verdade, mas o vestido ajustado magicamente favorecia todas suas qualidades – a maquiagem parecia esconder a loucura de seu rosto e o fato dela estar feliz por uma coisa relativamente alegre – como um casamento – fazia com que ela não parecesse realmente cruel.
—Perfeito! – disse tia Druella arrumando a barra do vestido prateado e elegante de Bellatrix. Parecia que ela usava prata líquida. Era realmente muito bonito, principalmente porque combinava com seus olhos cinzentos – Rodolfo vai ficar encantado. Encantado. Nunca vai existir uma noiva tão bonita!
Vi que Andy apontou o dedo para língua, ficando vesga e Narcisa murmurou um “espere só quando EU me casar...”.
Tia Walburga estava terminando de enfeitar os cabelos cacheados de Bellatrix com correntes de ouro branco e parecia completamente satisfeita. Todo mundo sabia que Bellatrix era sua sobrinha favorita e elas eram realmente bem parecidas...
—Nessas horas que eu queria ter tido uma menina. – suspirou tia Walburga.
Andromeda revirou os olhos e sorriu travessa para mim.
—Acho que vou sufocar com a magnificência da Bella. Eu vou sair e dar uma volta, está bem? – perguntou ela. Mas ninguém pareceu dar muita atenção, com exceção de Bellatrix que a olhou feio pelo reflexo do espelho.
—Eu só vim falar que o Sr. Lestrange está ficando impaciente. – murmurei querendo sair com Andromeda. – Já tem mais de uma hora que você deveria ter saído, Bellatrix.
—Rodolphus vai esperar pacientemente até que eu esteja pronta. – disse Bellatrix sorrindo para seu reflexo, com um sorriso malicioso.
—Isso mesmo. – concordou tia Druella.
Andy riu novamente e saiu. Fui logo atrás dela. O casamento seria na casa dos Lestrange. Eles moravam numa enorme casa, em Wiltshire então era perto da Mansão dos Malfoy também. Muito antiga e nobre, servia como residência da família Lestrange há doze gerações, como o Sr. Lestrange gostou de exibir, antes de perder o humor com o enorme atraso de Bellatrix.
—Graças que ela vai se casar. – murmurou Andy parando em frente a um enorme espelho para dar uma arrumada nos cabelos – Bellatrix sempre se achou a rainha da casa. Agora vamos ter um pouco de paz, Narcissa e eu.
—Narcissa é um saco também. – resmunguei imitando Andromeda e arrumando meus cabelos no mesmo espelho que ela.
—Mas é mais fácil de aturar. É só ignorar e fingir-se de muda quando “Lucinho” vem visitar. – riu Andy. Ela então se virou para mim e disse – Você acha mesmo que vai se casar com o Sirius?
—Não. – respondi prontamente, me virando para ela.
—Por que não? Vocês se dão tão bem. – riu ela.
—Você e aquele Tonks também. Mas não quer dizer que vão se casar, não é?
—Tonks? – riu Andy, mas reparei que os olhos dela ficaram um tanto evasivos – Ele é legal, mas...
—Nascido trouxa, eu sei.
—Eu ia dizer que era um espírito livre. – riu Andy ainda sem conseguir fixar o olhar em nada por muito tempo – Ele não é do tipo que casa, eu acho...
—Por que não?
—Ah... quando crescer vai entender. – falou Andy – Vamos procurar o Sirius. Ele pediu pra gente não deixar ele sozinho por muito tempo.
—Eu sei. – concordei sorrindo – Ele está com o humor daquele jeito por Bellatrix não ter deixado ele convidar o James.
—Esse James... é o Potter, não é? – perguntou Andy.
—Sim. Ele é meu amigo também. – respondo dando de ombros.
—Ele é muito bagunceiro. Lucius está sempre tendo que dar detenções para ele.
—Porque Lucius é mais chato que a Narcisa.
Andromeda deu uma risadinha tossida, como se tivesse tentado não rir, mas não tivesse conseguido.
—Bem... Isso é verdade. – riu ela.
Saímos para o jardim da casa, onde uma grande tenda tinha sido montada. Sirius estava sentado com cara de sono, sozinho, em uma mesa. Eu e Andromeda fomos até ele e Andy bagunçou seus cabelos antes de puxar uma cadeira para se sentar.
—Olá, priminho. – riu ela. Sirius levantou a cabeça e sorriu.
—Bellatrix vai ficar furiosa quando ver que você está muito mais bonita que ela. – disse ele. Andromeda o apertou na bochecha e riu gentilmente.
—Você nem viu como a Bella está. Como sabe que eu estou mais bonita?
—Um testrálio nunca vai ser mais bonito que unicórnio, não importa o quanto a gente enfeite ele. – disse Sirius.
Revirei os olhos e Andromeda apertou a bochecha dele.
—Esse meu priminho... tão galante. Vai ser um destruidor de corações quando crescer. – falou Andromeda com uma vozinha infantil. Ri de Sirius e ele fez bico virando a cara, por Andrmeda tê-lo tratado que nem criança – Vamos fazer um jogo, já que somos as três pessoas mais legais dessa festa? – perguntou ela.
Eu e Sirius a olhamos com curiosidade.
—Jogo? Que jogo? – perguntou Sirius sorrindo. Eu a olhei com expectativa também. Já estava cansada de esperar que Bellatrix resolvesse aparecer e casar.
—Um de nós aponta para um desses parentes que não conhecemos e os outros dois criam uma história para ele. A pessoa que apontou elege a melhor história.
—Isso parece ser chato. – resmunguei apoiado o queixo nas mãos.
—É mesmo. – concordou Sirius.
—Ah, vamos. – pediu Andromeda olhando ao redor. Então ela riu e apontou para Rabastan – Aposto que aquele ali adestrou Snape para farejar comida para ele em Hogwarts. Só assim para ele ser amigo daquele morcego, narigudo e esquisito.
Sirius disparou a gargalhar e eu não aguentei e ri um pouco também. Andromeda riu orgulhosa de si mesma e apontou para uma senhora que tinha cara de poucos amigos e andava curvada.
—Aposto que aquela ali está roubando comida e escondendo no vestido. Está andando curvada para que a comida não caia. – tentou Sirius. Eu olhei para ela e dei uma risadinha.
—Pois eu acho que ela anda curvada para olhar melhor a bunda de todo mundo.
—Oh! Eu devia ter pensado isso! – riu Sirius e nós três rimos um pouco. Ficamos uns cinco minutos naquilo, até que eu apontei para um homem alto e bonitão, que conversava com outros dois homens, de maneira absorta.
—Hum... Aquele ali... – começou Andrômeda – Aquele ali podia ser meu namorado. Que homem lindo.
Eu e Sirius reviramos os olhos.
—Ele tem uma expressão estranha. – murmurei – Ele parece cruel.
—Ele pode ser cruel. Quem não gosta de um bad boy? – riu Andy sonhadoramente. Mas em seguida, Rodolphus e Lucius apareceram e apertaram a mão dele, com entusiasmo. Rodolphus olhava o homem como se ele fosse alguma celebridade. Olhei de soslaio para Sirius que deu de ombros – Ah... que péssima companhia... acho que mudei de ideia. – resmungei Andy.
—Quem é ele? Vocês conhecem? – perguntou Sirius. Eu e Andy demos de ombros.
Pouco depois, tia Walburga apareceu e mandou todos se prepararem pois a noiva estava para chegar. Meus pais vieram e me chamaram para que eu fosse com eles, para o lugar reservado aos parentes. Orion veio buscar Sirius e Andromeda foi para junto de Narcissa, que olhava para o cara bonitão com o nariz torcido.
—Com ciúmes do amigo do seu namorado? – perguntou Andromeda em tom de deboche. Eu e Sirius nos viramos para prestar atenção.
—Você está tão por fora. – devolveu Narcisa – Aposto que nem sabe quem é ele.
—Oh! Me atualize das fofocas, querida irmã. – riu Andromeda. Narcissa sorriu animada e baixou o tom de voz. Eu e Sirius aproximamos mais a cabeça, da maneira mais discreta que conseguimos, tentando escutar – Lúcio só fala dele. É um defensor da causa puro-sangue. – explicou Narcissa. Ela o olhou de maneira reprovadora. O bonitão estava indo para dentro, com Rodolphus, por algum motivo – Ele apoia essa guerra que está começando. Mas eu acho que ele é meio doido e radical.
—Mais que a sua irmã? – perguntei.
Narcissa me olhou com desgosto e empurrou minha cabeça com dois dedos.
—Cuida da sua vida, garota. Estou falando com a minha irmã.
—Está tudo bem, Cissy. Relaxa. – riu Andy piscando para mim.
Depois de Sirius, ela era minha prima favorita.
Escutamos os adultos pedirem silêncio e então os pares começaram a vir. Os pais do noivo vieram primeiro, olhando para todos como se fossem os donos do mundo. Depois veio tia Druella e atrás dela as damas de honra amigas de Bellatrix. Depois Roldophus com o homem bonitão.
—Ele é o padrinho do Rodolphus? Jurei que ia ser o babaca do Rabastan... – murmurou Sirius.
—Não... Rabastan está ali, olha, do lado do seu irmão. – murmurei apontando para o outro lado do tapete. Sirius olhou e viu que Rabastan e Regulus estavam conversando animadamente, olhando o homem bonitão com o mesmo olhar de Rodolphus e Lucius.
Por último, quando a música começou a tocar, Bellatrix veio com tio Cygnus. Ela estava parecendo uma rainha, de tão nariz empinado que estava. Algumas pessoas suspiraram quando ela passou, por ela estar realmente muito bonita. Rodolphus olhava para ela como se nunca a tivesse visto antes, mas com um sorriso animado no rosto.
Mas Bella olhava mais para o bonitão do que para o futuro marido.
—Se casar é como comprar uma vassoura nova. – riu Sirius no meu ouvido – Ela nunca vai estar mais bonita e excitante do que nesse momento.
—Que horror. – murmurei rindo e tia Walburga nos olhou feio.
Quando tio Cygnus a entregou para Rodolphus, os noivos se viraram para o padrinho com os olhares cheios de excitação. O bonitão beijou a mão de Bellatrix e apertou a mão de Rodolphus. O Sr. Lestrange fez cara feia, assim como os pais de Bellatrix, mas ninguém fez nada a respeito.
O casamento aconteceu de maneira tediosa. Eu estava contando os minutos para sair dali. Quando finalmente acabou e fomos liberados para a festa, Sirius segurou minha mão e me puxou. O olhei sem entender e ele levou o dedo aos lábios pedindo silêncio.
Só então notei que ele me levava de volta para casa, onde Bella e o marido iam, seguindo o bonitão. Lucius ia com eles também, assim como alguns dos colegas de Bellatrix, da escola.
Eles foram até a Sala de Jantar e eu e Sirius nos escondemos no corredor, para escutar.
—Vejo, meus amigos, que nosso grupo cresce cada dia mais... – murmurou o cara bonitão. – Você está realmente muito bonita, Bellatrix. Você é um homem de sorte, Rodolphus. – o grupinho tinha fechado um círculo ao redor do homem que falava – Hoje é um dia de comemoração. Duas casas puras e nobres se uniram, garantindo que a pureza de sangue dure uma geração a mais. Fiquei sabendo que conseguiu um bom emprego no ministério Rodolfo.
—Sim. – concordou Rodolphus, que estava de mãos dadas com Bellatrix, como se ela fosse fugir a qualquer momento – Foi fácil pra mim.
—Sim. Precisamos de pessoas de confiança em cargos importantes. Antes de começarmos a agir de verdade, precisamos dominar o Ministério. Assim evitaremos batalhas, guerras e desperdício de derramamento de sangue mágico.
—Mas eu estou pronta para lutar, meu Lorde! – disse Bellatrix com entusiasmo. Eu e Sirius trocamos um olhar confuso e voltamos a olhar a cena.
—Eu sei que está, minha querida Bella. Mas por enquanto é tempo de se fortalecer. Antes que Rodolphuscomece a trabalhar, quero que vocês viajem para Moscou. Refinem suas habilidades. Eu sei que haverão aqueles que vão se opor a nós, mesmo se dominarmos o Ministério. Eu vou precisar de guerreiros. – ele olhou para Rodolphus– E eu sei que vocês dois serão dois excelentes. Não é mesmo?
—É claro, mestre. – respondeu Rodolphus, prontamente.
—E você, Lucius. – disse o homem bonito, que a cada momento que passava parecia mais lunático do que bonitão. Ele era pálido demais e seus olhos tinham um brilho avermelhado assustador – Quero que comece a procurar futuros aliados para nossa causa. Sei que continuará com o bom trabalho.
—É claro, meu mestre. – disse Lucius se empertigando todo.
—Sua noiva nos apoia, é claro.
Lucius não se alterou.
—Ela é esperta e vai me seguir, como uma boa esposa deve fazer. – respondeu ele tranquilamente – Ela sabe da nobreza da nossa causa e é defensora nata dos nossos ideais de pureza.
—Como todos os Black. – adicionou Bellatrix.
—Ótimo. – riu o homem. Encolhi um pouco no lugar, não gostando nem um pouco daquela conversa – Escutem, meus amigos. Se preparem. Muito em breve, vamos salvar o mundo dessa escória que suja nossa sociedade mágica. Vamos continuar com a doutrina do maior dos fundadores, Salazar Slytherin. – ele foi caminhando até um jarro muito feio, que estava em cima de uma mesinha – E aqueles que ousarem se colocar no nosso caminho... – ele tocou o jarro com o dedo, e o enfeite caiu no chão, se espatifando completamente – terá esse mesmo destino.
—Que maluco. – resmungou Sirius. Concordei com ele e senti alguma coisa gelada tocar meu tornozelo. Olhei para baixo e vi uma cobra.
Gritei de desespero, pulando em cima de Sirius e o grupinho de esquisitos se virou para nós. Acabamos caindo no chão, um em cima do outro.
—TIRA ISSO DE PERTO DE MIM! – gritei em pânico. Sirius me puxou, também olhando com asco para a cobra, que silvava para nós. Nos afastamos, nos arrastando no chão. Sirius pegou um jarro e jogou na cobra, mas errou. – MATA, MATA!
—PARA DE GRITAR!
—O que está acontecendo aqui? – perguntou uma voz fria. Olhamos para frente e vimos o homem. Concluí que ele de fato não era nada bonitão. Era assustador e intimidador. Ele olhou para a cobra e silvou de um jeito estranho. O bicho foi deslizando, subindo sobre ele e ele riu de maneira quase amável para ela (o que não deixava de ser assustador, de qualquer maneira) – Quem são vocês, crianças? O que estavam fazendo?
—Pensando pra qual lugar você vai primeiro, esquisitão. O Mungus ou Azkaban. – respondeu Sirius se levantando e me puxando para começarmos a correr.
Estava com o coração a mil. Sirius encontrou um armário qualquer, me empurrou de qualquer jeito e entrou em seguida fechando a porta. Ficamos muito quietos, lá dentro, escutando os passos daquelas pessoas, que provavelmente nos procuravam.
—O que foi isso que a gente escutou? – perguntei espremida com ele.
—Loucura. Foi isso que a gente escutou. – respondeu ele – Vamos sair daqui. Seu joelho está apertando meu saco.
—Ai, que nojo! – resmungo e a porta do armário se abre de uma vez. Olhamos assustados e vimos Bellatrix nos olhar com os olhos faiscantes.
—Vocês estão mortos. Sabiam disso? – perguntou ela parecendo furiosa.
—Ah, prima. Só estávamos dando uns beijinhos! – respondi de uma vez. Sirius me olhou como se eu tivesse dito algo nojento e tive certeza de que Bellatrix não acreditou.
—Ótimo. Não quero atrapalhar os dois pombinhos. – riu ela.
Então ela fechou a porta e nos trancou lá pelo resto da festa.
KING'S CROSS
1972
2th YEAR
Mais uma vez estávamos na estação King’s Cross. O trem vermelho apitava chamando os alunos. Meus pais me ajudavam com o malão, apressados, pois estávamos bem atrasados. Quase não tivemos tempo para nos despedir. Os abracei apertado, beijei a cabeça do meu irmãozinho e corri para dentro do trem.
Sirius nem me esperou e foi procurar seus colegas. Mas eu não o segui. Ainda estava um pouco zangada com ele pelo que tinha acontecido no casamento de Bellatrix. Ele tinha dito que só tínhamos sido encontrados porque eu tinha falado. Mas eu sabia que se ele tivesse disfarçado melhor, Bellatrix não teria nos prendido lá.
Procurei Emmeline pelas cabines e a encontrei quase na metade do trem. Ela e Mary estavam conversando animadas e quando me viram, gritaram de alegria.
—Minha amiguinha! Que saudades! – gritou Mary pulando em cima de mim.
—Sim! Quanto tempo!- respondi a abraçando de volta. Mas logo a soltei para abraçar Emmeline.
—Você não sabe o que eu acabei de ver. – disse Emmeline me abraçando. Mal tínhamos nos encontrado e ela já tinha uma fofoca pra mim.
—O que?
—Sua prima, a Andromeda. – riu ela.
—O que tem a Andy? – perguntei confusa.
—Ah, mas uma coisa dessas eu tenho que mostrar e não falar. Vem cá. – riu ela me puxando – Mary, cuida da cabine pra gente!
—Tá, mas vão logo que eu quero ir dar um cheiro no meu Petelzinho! – riu ela sonhadoramente.
Segui Emmeline até a última cabine e então entramos no vagão bagageiro. Emme me pediu silêncio com uma mímica e eu me lembrei vividamente do casamento de Bellatrix. Comecei a escutar uns barulhos esquisitos e algo que definitivamente era um gemido.
Emmeline olhou para mim, com um sorriso enorme no rosto. A olhei boquiaberta, sem saber o que pensar daquilo. Fomos andando nas pontas dos pés e então vimos Andrômeda em um amasso violento com ninguém menos que Ted Tonks.
Ele havia pintado os cabelos de colorido que as vezes parecia mais amarelo e outras vezes rosas, devia ter um feitiço ali. E ele empurrava Andromeda contra a parede, a apertando nas coxas. Fiquei tão constrangida vendo aquilo que meus cabelos mudaram para rosa e Emmeline apontou para mim, contendo uma risada.
Apontei para a saída, ela concordou e demos o fora dali.
—Que fogo, hein? – perguntou ela enquanto voltávamos para a nossa cabine. Eu ainda estava constrangida, mas voltei meus cabelos para o tom original.
—Minha nossa. E ela disse que não tinha nada com o Tonks, aquela mentirosa!
—Aposto que ficou com vergonha. – riu Emme se abanando – Afinal ele é nascido trouxa, ela é uma Black... vocês tem toda aquela frescura, não é?
—“Vocês” é muita gente, está bem? – ralhei sorrindo – Eu não vejo problema nenhum em ter alguma coisa com um mestiço ou um nascido trouxa e...
Mas parei de falar quando senti dedos em minhas costelas.
—Addie! – era James Potter a me fazer cócegas.
—James! Para com isso! – disse rindo tentando me desvencilhar dele.
—Ah. Mas se você sente cosquinhas, agora é que eu não paro mesmo. – riu ele. Fiquei rindo tentando segurar as mãos dele, mas ele era mais forte e irritantemente insistente.
—Para já com isso, seu idiota! – disse morrendo de rir. Emmeline apenas ria de mim.
—James. Deixe a Addie em paz. – murmurou outra voz. James por fim me soltou, eu já tinha até lágrimas nos olhos de tanto rir. Me virei e vi Remus, que sorria amavelmente. Eu dei o maior sorriso para Remus, muito feliz em ver ele. No verão ele parecia que havia crescido mais um pouco e continuava sendo o mais alto dos meninos e ainda bem magricelo. – Oi, Addie. Você está bonita.
—Oi, Remus! – disse olhando feio para James, para em seguida abraçar Remus. O cheiro de chocolate dele estava tão bom quanto antes. – Cadê o Sirius? Ele não está com vocês?
—Ele está falando com a Marlene. – respondeu James revirando os olhos. Emmeline fez uma careta de choque e então segurou o meu braço.
—Vamos ficar todos na nossa cabine. Menos Marlene. Ou o cheiro de podre não vai deixar ninguém respirar. – disse ela – Mary está guardando a cabine pra gente.
James riu da brincadeira.
—Claro. Nunca ousaria separar o Peter da admiradora nada secreta dele.
—Onde está o Peter, falando nisso? – perguntei.
—Foi tentar conseguir alguns doces com a vendedora. – respondeu Remus – Não tem jeito, esse Peter. O estômago dele parece não ter fundo.
—Vão indo. Eu vou buscar o Peter e salvar o Sirius da Marlene. – riu James piscando para Emmeline, que sorriu para ele – Eu encontro vocês na cabine.
Concordamos e fomos indo para nos encontrar com Mary. Quando chegamos, ela estava olhando a janela e cantarolando uma musiquinha sem sentido.
—Olá! – riu ela pulando em Remus – Remusinho, lindinho! – brincou ela, fazendo-o corar.
—O-oi... – murmurou ele sem jeito.
Nos sentamos e logo James chegou com Sirius e Peter.Peter sentou o mais longe possível de Mary, mas ela se levantou para sentar ao lado dele. Sirius se sentou ao lado de Emms e ficou trocando sorrisos com ela. James se sentou entre mim e Remus e me lançou um enorme sorriso.
Por que raios ele ria tanto pra mim?
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