When We Were Young

53 The Truth Always Comes Out


Notas iniciais
Gente! Para tudo!!! Notícias de última hora! Amad@s do meu coração... hoje é aniversário da linda da Aurora!!! =D Então vocês estão tod@s intimados a desejar um feliz aniversário pra ela, porque ela merece!! Lembro da Aurora comentando nas minhas fics antigas, em Encantamento de Eros (quando eu escrevi o nome errado, com H). Sempre achei essa menina super fofa, e agora a considero minha amiga do ♥ Aurora! Espero que você saiba que eu tenho muito carinho por você e que estou muito orgulhosa do quanto você cresceu como escritora desde que a gente se conheceu. E por todas as fofocas que a gente teve durante todos esses meses... (OMG, acho que a gente já se conhece há quase um ano!!), eu sei que você crescceu muito como pessoa também. Espero que esse dia especial seja inesquecível (de uma maneira boa, tá? kkkk) e que esse ano e os próximos sejam cheios de vitórias e sucessos pra você! Milhões de beijos! Sim, faço textão aqui mesmo!! Feliz aniversário, sua linda! ~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Agora vamos ao capítulo Gente... altos bafões aqui! Preparem a pipoca saushasuhasu

THE TRUTH ALWAYS COMES OUT

HOGWARTS

1975

4°YEAR

Evie gargalhou, e comeu um pedaço da maçã extremamente vermelha em suas mãos.

—Eles realmente terminaram? – ela perguntou curiosa.

Estava rolando um boato de que Adhara e James terminaram. Hogwarts pirou. Teorias malucos rondavam a escola, todo mundo querendo saber a verdade.

—Todo mundo ta falando que sim, mas ninguém realmente os viu depois da festa. – Leh respondeu. Ela tinha ido colher informações, mas não tinha achado nada útil.

Eles viram surpresos Adhara entrar com Emmeline e Mary no Salão Principal e se sentarem ao lado dos amigos. Mas Potter e Black não estavam lá.

—Eu acho que terminaram. – Theo falou, cutucando Rabastan, que olhou Adhara por um momento. – Ou eles estão transando muito no dormitório deles. – ele riu.

Rabastan fez uma careta.

—O que você acha, Adam? – Dido perguntou, chamando a atenção do garoto que olhava para a mesa da Grifinória atentamente. – Afinal, todo mundo viu você levando ela para o dormitório. – ela riu maldosamente. – Tão falando que você quem os separou.

—Vá cuidar da sua vida, Dido. – Adam respondeu, com um sorriso no rosto. Dido não gostava dele e ele sabia disso.

—Não seja grosso, Adam. – riu Nathan. – Admita que você fodeu ela até o cérebro derreter e Potter pegou vocês no ato.

Adam revirou os olhos, e se recusou a responder tal absurdo. Nathan riu, acotovelando Jason.

—Ah não! – Leh resmungou. – A Black ta indo embora. – ela apontou. – Eu queria ver tanto ao vivo se eles terminaram ou não.

Todos olharam Adhara se levantar, e falar algo para os amigos. Ela não estava com a melhor das cara.

—Bem, olhem só quem está entrando. – riu Kat.

James Potter e Sirius Black passavam pelas portas do Salão Principal, juntos, os dois com o rosto sério, sem os sorrisos marotos e sacanas de sempre.

Adhara começou a andar na direção deles, já que ela iria sair do Salão Principal. E eles andavam na direção dela, para sentarem com os amigos. As amigas, já se levantavam para ir atrás dela.

Eles se aproximaram mais ainda, e parecia que toda Hogwarts os encarava, para saber a verdade.

—Hora da verdade. – riu Theo animado.

Todos prenderam a respiração.

Sirius e James abriram caminho e Addie passou por eles. Ela não correu para os braços do namorado como sempre fazia, e James não a chamou de “baby” e a beijou. Eles nem olharam um para o outro.

Sirius revirou os olhos, mas também não falou com Addie.

—Puta que pariu. – riu Leh.

Os cabelos de Adhara ficaram vermelhos, e James ficou com a expressão irritada.

Ela passou por Dorcas que segurava o prato de comida, sobre um livro, provavelmente iria comer em outro lugar. Brava, Adhara bateu com força em seu livro, virando toda comida em sua roupa, Dorcas gritou e Adhara rosnou para ela. O cabelo vermelho berrante.

—Se move! – ela gritou. Assustada Dorcas saiu correndo para o outro lado, e Adhara continuou andando para fora do Salão Principal os cabelos vermelhos, o nariz empinado, a bitch face no rosto.

Emmeline e Mary passaram correndo, seguindo a amiga.

James antes de sentar olhou para trás, mas Sirius o empurrou pelo ombro, não o deixando seguir a ex-namorada. Os dois se sentaram com os amigos.

E o Salão Principal todo começou a fofocar.

—Eu sabia. – riu Theo.

—Não foi um término amigável. – Severus reparou, com um sorriso maldoso no rosto. – Tenta descobrir o que aconteceu com a Vance, Jacques.

—Não sei se Emms, vai querer me falar isso. – Jacques murmurou, mas ele também estava muito curioso.

—Rabastan já vai atrás da Black? – Theo perguntou rindo.

Rabastan suspirou, mas se negou a ir atrás de Addie. Ele ia esquecê-la e ponto final.

—Não. – ele disse, começando a comer.

Evie olhou Adam de lado, e ele a olhou de volta. Ela podia ver que ele estava um pouco feliz com esse término. E isso a matou de ódio. Adam piscou para ela, mas não se levantou, assim como Rabastan.

Evie sorriu.

Andei em passos duros para fora do Salão Principal. Eu estava brava. Muito brava. E o pior era que eu estava brava comigo mesma.

James tinha total razão em não olhar na minha cara. Eu tinha terminado com ele por ciúme, e por estar chapada. E também por culpa de ter beijado Emmeline.

Mas, droga, eu estava confusa.

E Sirius não estava ajudando em nada, não deixando James falar comigo, ficando em volta dele o tempo todo e me lançando olhares irritados.

E Emmeline, eu nem suportava olhar na cara dela. Tinha passado todo o final de semana no dormitório, brigando com ela, com Mary tentando nos fazer parar, mas eu estava com raiva. Ela tinha sido uma total vaca. Não é só porque ela trai que eu vou fazer isso também. E ela ainda me deu aquela droga, que me fez alucinar com unicórnios.

—Addie. – escutei a voz de Mary, e diminui o passo, mas Emmeline me chamou em seguida, e eu desejei não ter parado de andar. – Você está bem?

Mary sabia só que eu e Emmeline tínhamos ficado chapadas e que por ciúmes eu tinha terminado com James. Eu preferi não contar sobre eu e Emmeline.

—Eu mereço. – murmurei para ela. E não olhei para Emmeline.

—Addie... – Emms tentou segurar minha mão, mas eu desviei.

—Cai fora, Emmeline. – rosnei. E ela deu passo para trás magoada.

Voltei a andar. Eu até sentia um pouco de remorso por falar com Emmeline assim, mas porra... Eu. Não. Traio.

Tinha se passado uma semana. Estávamos no começo de maio e eu estava morrendo de saudades de Jay. Uma vez ele me olhou, mas foi por tão pouco tempo que eu achei que ele apenas devia estar olhando ao redor.

Eu andava com Emmeline apesar de estar brigada com ela. Mary percebeu a tensão em nós e tentava de tudo para que conversássemos. Emmeline tentava, mas eu nunca respondia.

Sirius tinha voltado a falar comigo, mas como ele passava a maior parte do tempo com James, não nos falamos muito essa semana. Dimitre, que andava colado em Sirius, também não tinha falado direito comigo, assim como Peter que era o maior fã de James.

Remus era como sempre o que falava comigo o tempo todo. Ele queria que eu me sentisse bem e não ficava fazendo perguntas.

Mas eu sentia tanta falta de James. Eu pensava nele o tempo todo e ele me evitava a todo custo. O que me fazia descontar mais em Emmeline.

—Vai ficar tudo bem, sabe? – Remus me falou. Estávamos na biblioteca estudando, sorri para ele. – É só vocês conversarem e voltarem.

Suspirei, e coloquei minha cabeça em seu ombro. Ele pegou o livro de poções e voltamos a estudar. Escutei risadas, e Sirius e Dimitre se sentaram a nossa frente. Dimy sorriu para mim e Sirius me olhou de lado.

O chutei na canela, e ele riu. Suspirei aliviada.

Os dois começaram a estudar e depois Peter e Mary se juntaram a nós. Começamos a estudar todos juntos, trocando anotações, com Sirius nos interrompendo porque não queria estudar e Peter dormindo.

—Epa, minha hora. – Sirius sorriu sacana. Revirei os olhos.

—Fala pra Emmeline que eu mandei ela ir a merda. – murmurei. Sirius riu achando que eu estava brincando e saiu em direção ao vestiário do campo de quadribol para ir foder Emmeline como sempre fazia quinta feira no vestiário do campo de quadribol.

Mary me olhou de lado, e fez um bico emburrada.

Mais uma semana e agora James me encarava de vez em quando. Mas Remus planejou uma intervenção. Ele botou James contra a parede e o mandou conversar comigo, o que James aceitou, e agora iríamos conversar antes do jantar.

Eu estava nervosa. Era agora ou nunca. Eu e James iríamos voltar ou iríamos terminar de vez. Eu me encostei na parede, e coloquei minhas mãos sobre a barriga, sentindo ela embrulhar.

—Olá, Adhara. – me virei para Connor Falahee. Ele sorriu para mim charmoso.

—Oi, Connor. – respondi. Ele apoiou uma mão na parede ao lado da minha cabeça, e sorriu mais charmoso ainda. Olhei seus olhos castanhos, e o achei muito bonito. Mas eu não ligava a mínima para ele agora.

—Se as coisas não derem certo com o Potter me procure. – ele murmurou, olhando meus lábios. – Eu totalmente estou disponível para amassos.

—Obrigada, mas não estou interessada no momento. – falei arrogante. Ele sorriu, e assentiu.

—Bem, quem sabe outro dia. – ele se afastou. – Até mais, Adhara. – ele se afastou, entrando no Salão Principal, e eu olhei a bunda lindinha dele.

Assim que ele entrou James saiu. Me desencostei da parede. James caminhou até minha frente. Mordi meu lábio e sorri para ele. Ele sorriu de volta.

—Oi.

—Oi. – respondi, olhei em seus olhos. – Eu senti sua falta.

—Eu também. – ele suspirou. – Vamos conversar?

Assenti.

—Eu... – começamos ao mesmo tempo. Rimos juntos.

—Eu gosto de você, Addie. – James falou. – Mas você terminou comigo.

—Eu sei. Eu sei. – murmurei. – Eu estava chapada e com ciúmes da Evans.

—Da Evans?

—É claro! Você fica falando dela o tempo inteiro. Que ela ta bonita, que ela é legal. E eu fiquei com ciúmes, ta legal?

James sorriu, e segurou minha mão.

—Que nem eu tenho ciúmes do Lestrange?

—Exatamente.

Suspirei nervosa. Olhando para a parede. James tocou meu rosto, e me fez olhá-lo. Ele me beijou e soltou um suspiro apaixonado. O beijei de volta o puxando para perto. Querendo beijá-lo até morrer. Ele agarrou minha cintura, e minhas mãos voaram para o seu cabelo, o puxando. James me beijava cheio de saudades. Nos separamos lentamente, e sorrimos felizes um para o outro. O puxei para um abraço, e ele enfiou o rosto nos meus cabelos, me cheirando.

— Droga, eu senti sua falta. – ele riu. Mas parou e ficou meio sério. – Eu tenho que te contar uma coisa. – ele murmurou. O olhei curiosa. – Eu meio que... dei uns amassos na Shafiq.

Ofeguei surpresa e James me olhou temeroso.

—Eu...

—Eu estava bravo. Você tinha me deixado!

—Tudo bem, James. Eu entendo. – murmurei. Ele me olhou todo nervoso. – Eu meio que... dei uns amassos no Rabastan. – menti. James fechou a cara, mas suspirou.

—Acho que vou ter que aceitar...

—Mas acho melhor terminamos. – o cortei. James piscou surpreso.

—Mas eu achei...

—Eu sei, mas talvez seja melhor nós vermos outras pessoas, sabe? – murmurei, me segurando para não começar a chorar. – Temos só 14 anos, afinal.

—Addie... – James sussurrou tristemente. Eu o abracei com força e depois me soltei lentamente dele. James me olhava de coração partido.

—Eu não era inteira com você. – murmurei. – Eu pensava em Rabastan e em Adam. E você em Lily Evans. Nós não éramos inteiros. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro. Eu não... Eu não te amo tanto mais. – menti novamente. James abaixou os olhos, ergui seu rosto. – Mas eu te amo como amigo. E amizade é pra sempre. Meu amor por você vai ser para sempre, James Potter. – sorri. Ele sorriu, e nos abraçamos novamente.

Deixei uma lágrima cair. James se afastou de mim e sorriu uma últimas vez, antes de voltar para o Salão Principal.

O amor é quando começamos por nos enganar a nós próprios e acabamos por enganar a outra pessoa. Oscar Wilde disse. Eu li essa frase quando tinha oito anos e não tinha entendido. Mas agora eu entendia completamente e, droga doida

Connor saiu do Salão Principal, com alguns amigos, eu o chamei e ele me olhou curioso, os amigos foram embora e eu sorri para ele.

—Eu acho que mudei de ideia. – sorri maliciosa, mas por dentro estava morrendo. Ele sorriu e me puxou pela cintura para um beijo completamente lascivo.

Jacques Burke andava pelo corredor, junto de Severus.

—Você não fala mais comigo direito. – resmungou Jacques – Só fica com a cabeça enfiada no cu do Mulciber... você, Rabastan, Amico e Theo se tornaram um idiota.

—Fala isso só porque está namorando uma menina da Grifinória. – ralhou Severus – Você quem não anda mais com a gente, isso sim.

—Eu não vou me envolver nessa causa, nem vou entrar pro fã clube do Lorde das Trevas. – disse firmemente.

—O idiota é você, então. Ele é o maior bruxo que já existiu, desde Merlin. – retrucou Severus.

—Dumbledore é o melhor bruxo que já existiu, desde Merlin. – discordou Jacques – Por mais velho, excêntrico e sem amor pelas boas e velhas tradições que ele seja. – adicionou ele – Escute, Severus. Você ainda vai se ferrar e pagar por tudo o que vocês estão plantando. Quem planta violência, só colhe mais violência.

—Oh, pare com esse papinho tosco. – resmungou Severus – Venha com a gente nas férias, para conhecê-lo. Rabastan disse que o irmão dele vai apresentar a gente pro Lorde das Trevas! – disse animado e Jacques negou.

—Eu sou um Burke e não me envolvo com essas coisas. – explicou dando de ombros – É mau pros negócios.

—Claro que não. Quando o Lorde das Trevas for absoluto, ele recompensará aqueles que...

—Você não entendeu... eu não posso me envolver em... – começou Jacques, mas eles viram Valentine, Longbottom e Meadowes vindo pelo corredor. Achou melhor calar a boca para não correr o risco deles escutarem alguma coisa do que estavam falando. O trio provavelmente só iria passar reto por eles. Mas não foi o que aconteceu.

—Ei, Jacques. Posso falar com você em particular um minuto? – perguntou Frank. Jacques piscou, confuso, imaginando que Longbottom só queria comprar alguma coisa, mas estranhando, pois ele nunca comprara nada. As amigas dele pareciam preocupadas, até mesmo com um pouco de medo. Frank o segurou pelo braço e se afastou um pouco. Severus ficou sem jeito perto das meninas, que simplesmente o ignoraram – Jacques. Você é o cara mais legal da Sonserina e eu quero que saiba que eu te considero meu amigo. – disse o rapaz e Jacques sorriu lisonjeado.

—Você é um cara legal, Frank. – disse sinceramente – Eu também te considero meu amigo... apesar de não falar isso em voz alta... não de onde eu venho... – murmurou ele apontando para o broche da Sonserina que tinha no peito.

—Pois é... – Frank respirou fundo – Eu estava conversando com as meninas... por favor, não comente com ninguém sobre o que eu vou te contar, tá bom? – perguntou ele parecendo preocupado – Mas... mas na próxima quinta feira, mate sua aula de Aritmancia e vá até... o até o vestiário do campo de quadribol, ok? – perguntou ele, nervoso – Mas não deixe ninguém te ver indo pra lá. – adicionou ele de maneira misteriosa.

—Por que eu deveria fazer isso? – perguntou franzindo a testa – Eu não estou entendendo...

—Eu não posso falar mais do que isso... eu já estou traindo muita gente só falando com você... mas... – ele suspirou – Só faz isso, ok? Não deixe pra depois.

—Quinta feira é amanhã... – murmurou Jacques.

—Eu sei. – disse Frank, sombrio, lhe dando tapinhas nas costas – Boa sorte.

Jacques viu Frank se virar e voltar pra junto das meninas. Severus voltou, curioso.

—Eu posso... você não pode contar o que foi isso, pode?

Na verdade, podia, já que Frank não tinha feito negócios com ele. Mas no lugar de contar para Sev, apenas negou com a cabeça.

—Sabe como é, né? – disse com um sorriso fraco.

Passou o resto da tarde pensando naquilo. Durante o jantar, na mesa da Sonserina (ele e Emmeline já não faziam as refeições juntos), ficou olhando para Frank , sem conseguir entender o que estava acontecendo.

Depois do jantar, foi se encontrar com Emmeline. Se esconderam numa sala qualquer e começaram a dar uns amassos, como costumavam fazer. Desde que tinham voltado, Emmeline concordara em fazer sexo tradicional com ele (normalmente, quando transavam, era só anal), o que ele aceitou de bom grado.

—Ei, Emms... como está a Addie? – perguntou depois do sexo. Emmeline desenhava com giz no quadro enquanto ele recolocava a gravata do uniforme – Com esse rolo todo com o Potter...

—Ela brigou comigo. Na verdade eu nem sei onde ela está agora, Mary me disse que Sirius foi atrás dela. – respondeu Emmeline – Quase não conversamos... mas ela está tentando lidar com tudo isso. – notou que a voz dela estava muito triste. Se levantou e a abraçou por trás.

—Por que ela brigou com você? – perguntou ele. Emmeline suspirou e resmungou.

—Foi culpa minha. – disse ela – Eu dei LSD pra ela...

—O que é isso? – perguntou Jacques e Emmeline se virou para olhá-lo.

—Uma droga trouxa, que causa alucinações... e eu... hum... comecei a achar que ela era você, sabe? – perguntou Emmeline sem encará-lo – E eu comecei a dar uns beijos nela... – Jacques sentiu um solavanco no estômago – Ai ela surtou e terminou com o James e não fala mais comigo. – resmungou Emmeline fazendo bico.

—Emmeline... por que não me contou isso antes? Você me traiu de novo?! – perguntou indignado. Ela o olhou com um sorrisinho.

—Não é traição quando o encanamento é o mesmo.

—O que? – perguntou sem entender o que ela quis dizer com isso.

—Não é traição se eu beijo outra garota... sem falar que eu estava chapada e alucinando. Eu achei que ela era você. – disse Emmeline, despreocupada, dando de ombros. Jacques piscou, sentindo-se um idiota na frente dela. A namorada o olhou como se não estivesse entendo sua irritação – O que foi?

—Algumas vezes eu entendo o motivo de Mckinnon te chamar de Vaca Vance. – resmungou – Você beijou sua amiga, fez ela terminar com o namorado e não me contou isso, não me pediu desculpas, e aposto que não se desculpou com a Addie também. – Jacques bufou e Emmeline o olhou feio – Algumas vezes acho que só o sexo funciona com a gente, Emmeline.

—E algumas vezes você é um idiota. – rosnou ela.

—Bem, pelo menos eu sou só algumas vezes. Você parece ser idiota a maior parte do tempo. Boa noite, Emmeline. Nesse momento eu não to afim de olhar na sua cara.

Se virou para sair e escutou a voz da namorada.

—Ótimo. Vá lá se esfregar com Shafiq, a sua noiva. – rosnou ela.

—Me pergunto se essa imagem que tem de mim é tão torta quanto a sua própria. – riu com desdém, a olhando magoado – Eu amo você, Emmeline, e eu não preciso de mais ninguém além de você. Eu nunca sequer cogitei beijar outra pessoa desde que a gente começou a namorar. – adicionou se virando para ela – Pena que o mesmo nunca aconteceu com você.

—É claro que já aconteceu! – rebateu ela – Viu? É por isso que eu não quis te contar sobre Addie! – ralhou ela – Você, desde que eu confessei sobre Sirius, está todo grosso comigo.

—Oh! Por que será? – perguntou Jacques – Talvez por todos fazerem piadinhas sobre mim, me chamando de corno? De idiota, de sonso? Além, é claro, me chamarem de traidor de sangue. Eu sempre me esforcei por você, Emmeline. Mas eu nunca pareço estar fazendo o certo, ou o suficiente. Boa noite. – adicionou voltando para o Salão Comunal e o magoou que a namorada não o seguisse para que não fossem dormir magoados um com o outro. As coisas não eram assim... não mesmo... mas desde o natal, parece que estamos indo ladeira a baixo.

Sirius entrou na Casa da Árvore, e guardou o mapa nas vestes. Ele olhou a prima deitada no sofá vermelho com uma garrafa de hidromel na mão e bombons na barriga. Também tinha vários papéis de bombom no chão, o que indicava que Adhara já tinha comido muito. Ele viu ela levar a garrafa até a boca, beber e voltar a encarar o teto.

Ele andou e se sentou na poltrona que ficava do lado do sofá. Addie o olhou por um segundo e voltou a encarar o teto. Sirius pegou um bombom da barriga dela, e comeu.

—Onde você estava?

—No dormitório da Lufa-Lufa... fodendo com o Connor Falahee, porque eu sou uma total vadia. – ela respondeu.

—Então... – ele murmurou. – James me contou, que vocês terminaram de vez.

—Namorar é uma droga. – a loira murmurou para ele. Sirius concordou, se lembrando de como suas bolas doeram depois da joelhada de Cindy.

—Tá na fossa? – ele perguntou, jogando os pés sobre a mesa de centro e pegou um baseado. Ele ascendeu, olhando sua prima de lado.

Adhara suspirou irritada, e Sirius viu seus cabelos ficarem vermelhos. Ele pegou uma revista pornográfica, de debaixo da almofada do sofá, e começou a folhear.

—Sim, eu estou no fossa. – ela respondeu se sentando. Addie bebeu mais um longe generoso do hidromel, e estendeu o braço para Sirius. – Me passa isso ai, droga.

Sirius passou o baseado para ela e Addie tragou brava.

—Como está se sentindo? – ele perguntou, abrindo a revista para ver um pôster grande de uma mulher em cima de uma moto com as pernas abertas.

Addie suspirou, tragando mais. Ela deitou a cabeça no encosto do sofá, e juntou as pernas ao peito. Addie sabia exatamente como se sentia.

Ela sentia essa estranha dor em seu peito. E uma sensação de vazio nele. Como se seu coração tivesse sido arrancado por um trasgo e depois pisoteado por uma manada de gigantes, o qual o único prazer era reduzir seu coração em pó. Addie sabia o que era essa sensação. O coração dela estava partido. E ela não podia acreditar.

Ninguém deveria quebrar o coração dela. Ela que deveria quebrar o coração dos outros. Já tinha sido assim com Rabastan, porque não com James também? Mas ele quebrou seu coração. Ele tinha transado com Dido Shafiq e quebrado seu coração em caquinhos. E droga, isso doía muito.

—Estou bem. – ela murmurou com um sorriso. Sirius assentiu, pegando o baseado de volta.

—Okay, se não quiser falar a verdade tudo bem. – ele falou. Addie bufou. Sirius a conhecia tão bem.

—Ta. – ela revirou os olhos, bebendo mais um gole do hidromel. – Eu... – ela mordeu os lábios olhando para o teto. Ela tentou segurar as lágrimas, mas ela vieram mesmo assim. Sirius deixou a revista de lado e a olhou com atenção. – Eu acho que você não contava que no final James quebraria meu coração também, não é?

Ela começou a chorar de verdade, e com raiva bebeu um gole grande de hidromel, quase engasgando. Sirius a olhou, e suspirou. Ele se levantou e se sentou ao lado dela. Addie começou a chorar em seu peito, bebendo mais hidromel.

—Quer ficar muito bêbada e chapada? – ele perguntou.

—Que dia é hoje? – ela perguntou, o que já indicava que Addie estava muito bêbada, pois ela tinha memória fotografia, então já tinha decorado o calendário.

—Quarta — feira, mas amanhã temos os dois primeiros horários vagos.

—Okay, então eu posso ficar bêbada. – ela disse, bebendo mais do hidromel, como se ela já não estivesse bêbada. Sirius pegou a garrafa da mão dela para beber, e Addie pegou baseado da sua boca. – Sirius?

—Que?

—Você vai catar os meus caquinhos? – ela perguntou, o olhando com um biquinho, a cabeça deitada em seu peito.

—Cada um deles.

Acordei com a cabeça estourando. Olhei em volta, apertando meus olhos. Eu estava espremida no sofá da Casa da Árvore, abraçada a Sirius. Suspirei, e voltei a deitar a minha cabeça no peito de Sirius. Senti um incomodo entre me corpo e o de Sirius, e vi uma garrafa de hidromel cheia, que tínhamos pego, mas já estávamos muito bêbado para que pudéssemos beber. A abri e bebi um gole grande, querendo voltar a ficar bêbada.

Sirius acordou, e se sentou. Ele se espreguiçou e bocejou, olhando ao redor confuso. Ele me olhou e olhou a garrafa.

—Acho que perdemos quase todas as aulas. – ele comentou. Dei de ombros, bebendo hidromel. – Quer virar alcoólatra por causa de um término de namoro? – revirei os olhos para Sirius. – Você é melhor que isso, Addie.

—Eu sei. – bufei, mas continuei bebendo. – Mas já perdemos quase todas as aulas então, tanto faz.

Sirius olhou o relógio na parede, e sorriu animado. Ele me deu um beijo na bochecha, e bebeu um gole do hidromel.

—Ta na minha hora. – ele sorriu. – Vou tomar um banho, antes de ir pro vestiário. E tem aula de poções agora, vamos?

Revirei os olhos, e me deitei novamente no sofá. Odiando Emmeline.

—Não to afim. – murmurei. — Espero que enquanto você trepam, ela quebre a perna. – menti, pois eu nunca desejaria nada de mal para Emmeline de verdade. Sirius, riu e foi para porta.

—Você está bem, né? – ele perguntou parado no batente da porta.

—Eu to ótima, primo. – sorri, e bebi outro gole do hidromel. Sirius assentiu e saiu da Casa da Árvore me deixando sozinha.

Jacques teve uma noite agitada, com sonhos confusos, entre os roncos de Theo e Amico. No dia seguinte, no café da manhã, ficou de papo com Severus, e não foi falar com Emmeline antes da aula. De tarde quando chegou à hora da aula de poções, viu Emmeline e Black conversando. Escutou Theo dar uma risadinha e Rabastan revirou os olhos. Severus o olhou com censura por ele se submeter a aquilo, Amico deu de ombros, cansado de avisar que ele estava sendo feito de idiota.

Jacques, então, bufou e olhou para o lado. Cindy Gray. Sorriu divertido e andou até ela. Colocou a mão na parede, ao lado da cabeça dela. Mirtha e Diana piscaram, surpresas, assim como Kat.

—Oi, Cindy. Você está bonita hoje. – disse sorrindo charmosamente. Seus amigos o olharam chocados, mas ele os ignorou – Na verdade, você está bonita sempre... mas hoje se superou. Fez algo no cabelo?

—Na verdade, sim. Eu mudei o corte da minha franja.

—Ficou muito bonito. Realçou o formato do seu rosto. – disse sorrindo para ela e logo sentiu alguém empurrar suas costelas.

—QUAL O SEU PROBLEMA!? – perguntou Emmeline o olhando furiosa. Todos ficaram em silêncio, observando a cena.

—O que foi? Só você pode? – devolveu acidamente e ela corou – Eu estava apenas conversando, igual você e Black. – Emmeline corou novamente e o puxou pelo braço, para longe de Cindy.

—Você nunca falou com Cindy. – retrucou ela – Sirius sempre foi meu amigo. É completamente diferente.

—Eu e Cindy sempre fomos amigos. – mentiu. Ele nunca falara direito com a menina. Ele era mais amigo da Aleto, mas Aleto não era tão bonita a ponto de Emmeline se sentir ameaçada – Eu apenas não fico esfregando isso na cara dos outros. Ou melhor, na sua cara.

—Oh, me poupe da sua infantilidade. – rosnou Emmeline saindo de perto e ele sorriu colocando as mãos nos bolsos.

—Minha infantilidade? Essa é boa. – riu ele falando mais alto do que precisava – Talvez meu pai tenha razão em mais coisas do que eu tinha imaginado. – adicionou e Emmeline parou de andar. Sabia que poucas coisas que falasse iriam magoá-la mais do que aquilo. A olhou com leve desprezo, sabendo que seu namoro terminaria há qualquer momento. Ela o olhou em choque e Black veio rosnando em sua direção.

—O que foi que você disse, Burke? – perguntou ele e Jacques sorriu.

—Desculpe-me se estou bravo por minha namorada ter me traído com a namorada do seu melhor amigo. – disse acidamente e Sirius Black ficou sem palavras – Oh... parece que você não sabia, não é? – riu com desdém – Pois é... se seu amigo ficou um caco esse tempo todo, a culpa é dela. – disse apontando para Emmeline com o queixo.

—Bem que dizem que sangues ruins estragam tudo o que tocam. – disse Theo. Rabastan e Amico sorriram. Jacques andou até junto dos amigos e escutou Potter perguntar um “isso é verdade?” para Mary. Não se importou. Estava zangado naquele momento, irritado pela noite mal dormida e por seu relacionamento.

A aula não rendeu o tanto que costumava render, nem mesmo com a ajuda de Aleto. Não foi se agarrar com Emmeline na ida para a próxima aula, nem depois do almoço. Mas quando chegou o horário de Aritmancia, se despediu de Diana e Severus falando que os encontraria depois. Precisava tirar algo a limpo e ele já tinha ideia do que era. Era apenas a cereja do bolo. A confirmação de todas as suas suspeitas. Por isso estava zangado. Por isso não dormira. Ele sabia bem o que encontraria naquele vestiário, sabia que aquilo iria ferir seu coração mais do que qualquer coisa. Pegou a varinha repetindo pra si mesmo que aquilo era necessário. Era como estourar um furúnculo. Precisava espremer e aguentar a dor, até tirar todo o pus e sentir o alívio.

Jacques começou a andar pelo corredores nervoso, ele virou um corredor e viu Adhara Black sentada no chão, encostada na parede. A mão sobre a barriga.

—Addie. – ele chamou. Ela virou seu olhar para ele com uma careta. – Está bem?

Emmeline tinha fodido com Addie. Fez ela terminar o namoro e ficar sozinha. Emmeline fodia com tudo.

—Estou bêbada. – a loira riu. Jacques riu também. –Aliás, eu perdi muita coisa na aula de poções?

—Bem... – Jacques riu tristemente. – Teve algumas coisas.

—Ótimo. – ela bufou. – Remus vai me encher o saco, por ter matado todas as aulas hoje. E onde você está indo?

—Para o campo de quadribol, mais precisamente o vestiário. – ele murmurou. Adhara se levantou, com os olhos arregalados.

—Quem te contou?

O coração de Jacques parou, e ele fechou os olhos dolorosamente.

—É verdade? – ele perguntou. Addie suspirou.

—Vai ser uma fofoca e tanto. – ela sussurrou, olhando o chão bobamente. – Emmeline Vance trai Jacques Burke toda quinta nos vestiários do campo de quadribol.

Era isso que Jacques precisava ouvir. Ele saiu correndo, escutando Adhara gritar seu nome.

Quando chegou no campo de quadribol, viu algumas alunas da Grifinória se alongando para treinar. Andou até o vestiário, sentindo os olhares em sua nuca. Não sabia o que seria capaz de fazer se visse Emmeline beijando Black. Jurou a si mesmo que não bateria nela. Já vira o pai batendo na mãe, para discipliná-la, e ele jurou que jamais faria o mesmo com mulher alguma. Por mais que Emmeline merecesse sentir dor por tudo o que fizera para ele.

Abriu a porta do vestiário da maneira mais silenciosa que conseguiu. Foi quando escutou um gemido. Engoliu em seco, sentindo o coração apertar. Sempre chamava as pessoas de idiotas, mas ele era Rei dos Idiotas. Escutou a voz rouca de Sirius Black falar o nome de Emmeline e aquilo fez seus olhos encherem-se de água. Por um momento se lembrou das coisas boas de seu namoro. Dos sorrisos doces, dos afagos, das risadas e de todo o carinho. Por um momento quis sair dali e fingir que nunca ouvira nada daquilo, mas devia aquela verdade a si mesmo.

Entrou no vestiário apertando os lábios de desgosto e tristeza. Levantou os olhos e viu Sirius Black sentado num banco com Emmeline cavalgando em seu colo. O rapaz a beijava nos seios e ela sorria em completo êxtase. Jacques segurou sua varinha, a apertando com força. Quis xingá-los, azará-los, machucá-los. Engoliu em seco e suspirou.

—Qual é a desculpa da vez, Emmeline? – perguntou com a voz engasgada e Emmeline olhou em pânico para trás. Ela se levantou em um salto e tanto ela quanto Sirius coraram, tentando voltar para dentro das roupas – Pelo que eu entendi o encanamento não é o mesmo dessa vez... – adicionou sentindo uma lágrima quente escorrer por sua bochecha.

—Ahn... Jacques... – ela olhou para Sirius, que desviou o olhar, mas então se virou para ele – Eu estava furiosa, ok? Pelo modo como...

—Me poupe, Emmeline. – disse Jacques sorrindo, furioso. Mais furioso consigo mesmo do que com os dois – Só me poupe. Não perca seu tempo ou o meu tentando justificar isso... só não olhe mais na minha cara, nem fale comigo. Nunca mais. – disse sem encará-la – Eu... eu odeio você, ouviu? – perguntou a olhando – Eu te dei tantas chances pra simplesmente a gente terminar... se você não gostava de mim, não voltasse comigo. Voltou comigo por pena? Sério? – perguntou magoado – Faz o que quiser. Vira o reservatório de porra dele, se quiser. Eu não ligo. Eu não dou a mínima. – Ele se virou e saiu do vestiário sentindo o rosto molhado pelas duas lágrimas que desceram de seus olhos. Mordeu o dedo da mão, tentando não gritar e sentiu Emmeline puxar seu ombro.

—Jack... espera...

Se virou de uma vez e a empurrou com toda a força a jogando no chão.

—Não toque em mim, Vaca Vance. – rosnou furioso – Eu sou capaz de te matar se você fizer isso... e francamente, você não vale nem a dor de cabeça que eu teria por fazer isso. Você não vale a pena que eu suje minhas mãos tocando você de novo. Você é um lixo! – rosnou – E eu fui um completo imbecil, um idiota, de ter amado você um dia. Eu espero que você morra. Eu espero que toda a sua família morra. Eu quero que os comensais venham e matem você, sua mãe, seus avós e até o seu pai, pra quem você não dá a mínima! Eu espero que não sobre nada no mundo que faça alguma menção de você, porque você não merece nem que as pessoas saibam o seu nome. Você é baixa, você é suja e você é o motivo pelo qual eu nunca mais vou tocar em alguém que não tenha sangue puro de novo. Você me sujou, foi o que você fez. Eu espero que sofra tanto quanto você me fez sofrer, Emmeline! Você ouviu?! Você ouviu?! – perguntou furioso. Ela o olhava em choque, boquiaberta. Black não tivera coragem de deixar o vestiário – Você me fodeu, Emmeline! Realmente me enganou, todo esse tempo! – gritou furioso a olhando desiludido. Muitas pessoas olhavam, mas ninguém se moveu um dedo. Só podia pensar que todos sabiam e que no mínimo Emmeline merecia algum tipo de castigo – Eu realmente pensei que o que você me disse no natal não voltaria a me atormentar!

—Jack...

—CALE A BOCA! – gritou sentindo vontade de chutá-la – Eu fui um idiota quando a gente namorou pela primeira vez, eu sei disso. E eu pedi desculpas e eu mudei! Eu mudei por você, Emmeline! – rosnou segurando a varinha, que soltava faíscas.

—Calma, Jacques... – chorou Emmeline.

—Céus... – pressionou a testa, sentindo a cabeça doer. Parecia que iria explodir, assim como seu coração. Ela se levantou e tentou segurar suas mãos, mas a empurrou de novo – NÃO TOQUE EM MIM! O que você está fazendo? – perguntou furioso – Eu disse pra nunca mais me tocar! Você acha que eu sou uma piada? Que eu só estou brincando? É isso!?

—Não! – chorou Emmeline, parecendo desesperada.

—Você ama aquele imbecil, não ama? – perguntou furioso.

—Não, Jack! Eu amo você. Eu não amo o...

—CALE A BOCA, SUA VACA MENTIROSA! – gritou furioso. Jacques se deixou cair de joelhos no chão, parando de lutar contra o choro. Céus, ele tinha sido tão estúpido. Todos tinham dito para ele. Todos tinham avisado, mas ele não lhes dera ouvidos – Emmeline... por que, Emmeline? – perguntou angustiado e ela se ajoelhou ao seu lado, parecendo uma pilha de nervos – Por que você não me ama? – perguntou a olhando magoado – Você me acha feio? Eu não faço direito o que você gosta? É isso?

—Não é isso... – chorou ela.

—MENTIRA! Se não é, por que você me traiu?! Por que você mentiu pra mim e me fez de otário todo esse tempo?!

—Jack... – murmurou ela tentando segurar sua mão e ele a empurrou de novo.

—Tira a mão de mim! Não me toque! – rosnou furioso – Eu odeio você! Eu te odeio! – gritou se levantando, com o rosto contorcido de desgosto – Eu juro pelo nome da minha família! Que inferno! – disse desolado, tentando sair dali, sentindo os olhares de todo mundo – Que inferno, por que raios eu amo você? Você não merece isso! Não merece! Como você pode fazer isso comigo?! – gritou se virando para ela. Emmeline ainda estava de joelhos no chão.

—Me desculpa...

—COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COMIGO?! – ele engoliu em seco.

—Me perdoa, Jacques.

—Eu deveria ter percebido. Quando você começou a ficar estranha... eu sou tão idiota! – rosnou pra ela – Vai pro inferno, Emmeline. Transe com ele até ele te arrumar uma barriga e te deixar sozinha, porque ele presta tanto quanto você... – ele sorriu magoado e infeliz – Olha só, parece que no fim, vocês dois se merecem. – disse.

—Me perdoa, Jacques... – disse ela uma última vez.

—Não. – rosnou ele – Eu NUNCA vou perdoar você. Vai a merda, sua vadia dos infernos e nunca mais fale comigo. – ele se virou e todos lançaram olhares chocados para ele. Os alunos da Grifinória, todos, olhavam em choque – Saiam da minha frente. – rosnou e eles abriram caminho. Marchou para o salão comunal da Sonserina, sem ter a menor condição de ir pra aula. Rabastan estava lá e o olhou confuso – Se um dia eu me apaixonar de novo, me mate. – rosnou se jogando na cama – Eu estou oficialmente solteiro e preciso esquecer a minha ex.

Rabastan suspirou e se jogou em sua cama, deitando ao seu lado.

—Eu realmente sinto muito, Jacques...

—Vocês tinham razão. Eu peguei ela no flagra. – disse completamente infeliz. Rabastan suspirou e olhou para o teto, com um sorrisinho. – Não era amor. Era só uma perfeita ilusão.

—Bem... Cindy Gray ficou ainda mais bonita depois que cortou o cabelo... – disse ele e Jacques o olhou curioso – Como foi que você disse? Realçou o formato do rosto dela?

—Eu não acho que o seu método funcione. E eu não quero usar uma garota desse jeito. – murmurou infeliz – Eu me odeio.

Rabastan se sentou e suspirou.

—Eu não vou dizer que vai passar, cara... realmente não vou. – disse ele dando de ombros – Mas a dor vai diminuindo aos poucos. Talvez um dia realmente passe... quando passar, eu te aviso. Assim você pode ter esperanças.

Jacques concordou com um aceno de cabeça.

—Vamos jurar nunca mais nos apaixonar por alguém da Grifinória. Nunca mais vamos sequer beijar alguém da Grifinória. Não deveríamos nem mesmo falar com eles. – rosnou Jacques.

—Sim. Nenhum de nós. Nunca mais iremos nos apaixonar pelas Grifinórias. – riu Rabastan.

Notas finais
Será que vai ser assim mesmo? HSuahsuahsau Poor Jacques. Então... o que acharam? Gostaram? Acham que a Emmeline mereceu? Ficaram tristes pelo fim de Jaddie? É isso! Vamos pra prévia!! "-Ei, Vance. Emmeline ignorou, mas as risadinhas a irritaram, e ela se virou brava. Kat Greengrass sorriu venenosa para ela. —O que você quer? – Emmeline perguntou, a olhando irritada. Katherine sorriu maldosa, e andou até Emmeline, rebolando. —Só queria saber se você sabe quem contou pro Jacques do seu... affair com o Black? – ela indagou. Emmeline a olhou confusa. – Posso ver que não. – ela riu. – Quer saber?" Vixi! Olha o cheiro de treta! "-Eu nunca vou ser maduro. – resmungou Sirius colocando as mãos nos bolsos – Talvez seja um defeito de nascença. —Não há cura pra “ser um cuzão”. – proferiu Peter vindo abraçar Mary – Eu acho que você deveria deixar o Jacques te azarar na próxima vez que brigarmos com o pessoal da Sonserina. Agora que ele e Emmeline não estão mais juntos, ele provavelmente vai voltar a andar com o Lestrange." Só essas duas mesmo! Não se esqueçam de desejar feliz aniversário pra linda da Aurora