When We Were Young
54 Best Friends Forever
Notas iniciais

BEST FRIENDS FOREVER
HOGWARTS
1975
4°YEAR
—Você é um babaca, Sirius Black. – gritei, o empurrando contra os armários. – Você deixou ela sozinha? Vocês fizeram a merda juntos, e você não teve coragem para sair do vestiário? – berrei alto.
James nos olhos e fez uma careta.
—Eu fiquei em choque! Eu não achei que ele iria realmente um dia nos pegar no flagra! – Sirius se defendeu. Comecei a estapeá-lo, ele tentava se defender, mas eu estava muito raivosa.
—Bem... então agora pelo menos fique do lado dela. Deixe Marlene de lado por um tempo. – mandei, depois de o deixar com os braços vermelhos. Sirius soltou um muxoxo e assentiu.
—Estão chamando ela de piranha. – Steven falou. Samuel assentiu.
—Alguns falam que Jacques mereceu por ser um idiota, e que ele foi ridículo gritando com ela desse jeito, mas também... muita gente ta falando que ela é uma vaca completa. – Samuel contou.
—Emmeline é uma vaca completa. – murmurei irritada. – Mas isso não quer dizer que alguém pode falar isso.
—Mas vocês não estão se falando. – Ambrose falou. Thomas nos observava no canto do vestiário. – Então ninguém está com medo que você intervenha por ela.
Bufei, e evitei olhar James.
—Então... – James parou ao meu lado, guardando sua roupa no armário. – Você está dando uns malhos no Connor da Lufa-Lufa?
Não olhei para ele, mas como James continuou esperando, assenti com a cabeça, ele soltou um muxoxo e saiu de perto de mim. Thomas perguntou se estávamos prontos, e fomos todos para o treino. Teríamos um jogo sábado, então esse era o último treino, já que hoje era sexta.
Vi na arquibancada Peter, Remus e Dimitre. Eles gritaram quando nos viram. Mary sempre vinha nos meus treinos, até Emmeline. Isso significava que Emmeline continuava trancada no banheiro do dormitório, e Mary estava lá tentando falar com ela. Frank e Emily chegaram e se sentaram com os meninos. Desde ontem, depois do barraca do Jacques e da Emmeline, Frank me olhava quase culpado, não falava comigo direito e ficava se esquivando.
—É o seguinte. – Thomas falou a nossa frente. A vassoura embaixo do braço. – Antes de treinarmos algumas táticas pro jogo de amanhã, vamos fazer algo diferente.
—O que? – James perguntou. Thomas pegou quatro bastões e deu para Ambrose, Steven, Samuel e James, depois pegou um para ele mesmo. – Pra eu preciso disso?
Thomas pegou o bastão de Sirius, mas não o meu.
—Sirius tem que treinar mais para se esquivar melhor. – ele falou, com um sorrisinho. – Todos vamos ter bastões, e eu vou soltar dois balaços. O trabalho de vocês é tacar em Sirius, e ele desviar.
Abri a boca em choque, e Sirius suspirou, olhando temeroso a caixa que estava os balaços.
—Mas... – James olhou confuso para Thomas.
—É isso que vamos fazer. – Thomas decretou. – Vamos!
Subimos nas nossas vassouras, e passamos exata meia hora, atrás de Sirius, que levou mais balaços no corpo, do que eu já tinha levado, em todos os jogos que já joguei.
Thomas jogou um balaço, e como Sirius se desviava de um balaço bobo que eu joguei o balaço de Thomas o acertou em cheio nas costas.
Escutei nossos amigos gritando, e James me olhou com uma careta, finalmente entendendo o porque estávamos fazendo aquilo.
Quando acabou ele estava todo moído. Ele se jogou no chão do campo, cheio de hematomas. Thomas pousou ao lado dele.
—Isso foi pela minha irmã, babaca. – ele falou, olhando Sirius irritado. – E por Jacques Burke!
Steven riu, e Ambrose fez uma careta risonha. Samuel olhou Sirius com dó, mas tinha um sorrisinho.
—Já acabou, certo? – perguntei. – Ele já teve o que mereceu.
—Sim. – Thomas falou. Então ele sorriu gentilmente para Sirius. – Vamos pupilo, vamos treinar. – ele ergueu a mão. Sirius aceitou, e ele o puxou para cima.
Treinamos para o jogo. E eu estava confiante de que iríamos ganhar. Esse ano a taça era da Grifinória, eu tinha certeza. Eu só esperava que a Taça das Líderes de Torcida fosse também. Meu treino ia começar, então fui pro vestiário, onde minhas Chanels, já estavam se trocando, todas me cumprimentaram e mais uma vez Frank me olhou culpado.
Coloquei minha roupa de treino. E eu e minhas Chanels fomos para fora. Vi Mary e Emmeline lá paradas.
—Addie, posso ir embora? – Emmeline me perguntou. Ela estava acabada. O cabelo estava horrível, estava com enormes olheiras e olhos vermelhos. – Por favor?
—Nós temos treino. Vá se trocar. – mandei. Emmeline suspirou, e foi com Mary para o vestiário. – Ei! Escutem! – as Chanels ficaram a minha volta. – Se eu ouvir alguma de vocês falando o que quer que seja sobre Emmeline, Jacques ou Sirius é uma passagem direta para fora da equipe. Entenderam?
—Sim, Chanel. – todas falaram juntas.
Quando Emmeline e Mary voltaram, dançamos a dança padrão das lideres de torcida, depois as mandei fazer alguns exercícios.
Emmeline se sentou no chão, não fazendo os exercícios, pois geralmente eu não a mandava fazer, só as outras Chanels.
—Pula e faz abdominal. – mandei. Ela me olhou surpresa. – Pula! Abdominal! Vamos! – Ela se levantou e pulou, então se agachou e fez uma abdominal. Depois novamente. Cruzei meus braços, em frente a ela, e percebi todas as Chanels nos encarando enquanto faziam polichinelos. – Mais rápido! Rápido!
Emmeline começou a fazer mais rápido, ofegando. Mas eu continuei mesmo assim e ela também. Pulando e depois fazendo uma abdominal.
—Addie... – ela começou.
—Eu mandei parar? Vamos! 1, 2, 3, vai! 1, 2, 3, vai! – gritei, ela recomeçou cansada. Até que uma hora se jogou no chão. O rosto vermelho, suor escorrendo pelo corpo, uma careta no rosto.
—Addie, eu não aguento mais. – ela murmurou extremamente cansada. Quantas vezes ela tinha feito aquilo?
Olhei para o lado, e a equipe nos olhava, a maioria com dó de Emmeline. Mary tinha um biquinho triste no rosto e Frank uma careta estranha.
—Sai da minha frente. – murmurei para Emmeline. Ela chorosa, se levantou e foi para o vestiário.
—Addie... – Mary me chamou. – Isso foi... – ela suspirou. – Você foi má.
—Eu sei. – suspirei. Estalei os dedos, e todas se ajeitaram. Comecei o treino de verdade, para competição. O treino foi ótimo. Sem erros. Quando as liberei para irem pro vestiário, interceptei Marlene. – Deixei Sirius para Emmeline, por um tempo. – mandei. Ela cruzou os braços. – Eu deixo você ser a segunda no topo da pirâmide.
Marlene suspirou e assentiu. Frank parou ao meu lado. Ele me olhava preocupado.
—Addie, eu tenho que te confessar uma coisa! – ele me disse, agarrando minhas mãos. – Você parou quando eu pedi para parar de encher a Emily! E agora eu faço isso com a sua melhor amiga! Eu tenho que te confessar não aguento mais seus olhares acusadores.
—Que olhares? Do que ta falando, Frank? – eu ri. Ele suspirou, e soltou um muxoxo.
—Fui eu que falei pra Jacques. – ele murmurou. – Eu... eu o mandei ir para o vestiário. Eu o fiz ir... mas... mas é que Emmeline estava sendo muito cruel... o Burke gostava de verdade dela... eu teria feito o mesmo sem pensar duas vezes se fosse o contrário... – murmurou ele com um olhar triste – Eu simplesmente não suporto esse tipo de injustiça... você entende, não entende? Você não é do tipo que trai, também.
Suspirei, e mordi meu lábio. Frank tinha direcionado Jacques para o vestiário, mas eu que tinha confirmado para ele.
—Está tudo bem. – respondi. – Não vou contar pra Emmeline ou o Sirius, okay?
Ele assentiu, e me beijou na bochecha.
Suspirei pesadamente. Eu era uma péssima amiga.
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—É minha culpa, não é? – perguntei. – Eu sou uma péssima amiga! Fiz minha melhor amiga ser humilhada na frente de todo mundo. E agora estou virando alcoólatra.
Bebi mais da cerveja amanteiga. Ela tinha o teor de álcool baixo, mas essa tinha mais. Eu tinha encomendado com Jacques.
Remus me olhou atentamente, e bebeu sua garrafa de cerveja amanteiga. Fiz um biquinho para ele.
—Não é culpa sua. Emmeline trouxe isso para ela mesma. – ele me falou. James entrou na Casa da Árvore e sorriu para nós. Apesar de estarmos meio afastados, estávamos bem. Ele se jogou na poltrona, ao lado do sofá que eu estava com Remus e eu suspirei me lembrando de que sempre que ele sentava lá, eu pulava para seu colo. James pareceu se lembrar também, pois me olhou tristemente.
—Então, Emmeline é mesmo uma piranha? – ele perguntou, pegando uma garrafa de cerveja amanteiga para ele.
—Não. – murmurei.
—É. Ela só traiu o namorado com você e com o Sirius. Fez você alucinar, me trair e terminar comigo. – James bufou – Esse é o perfeito significado para o termo piranha.
—Ela não é uma piranha. – briguei.
Remus olhou de James para mim e de mim para James.
—Ela é sim. – James retrucou.
—James, deixe Emmeline fora disso. – pedi.
—Eu não posso. – ele murmurou. – Eu meio que a odeio agora.
—Então não odeie. Estávamos chapadas e Emmeline... Ela fica dizendo que não é traição quando o encanamento é o mesmo. E eu não entendo.
—Ela está dizendo que já que vocês duas são garotas não é traição. – Remus me falou.
—É isso? – perguntei surpresa. – Por isso ela não se sente culpada. – murmurei para mim mesma. – Mas traição é traição, né? Não importa o encanamento.
—Concordo. – Remus sorriu. James me olhava emburrado.
—Jay. – falei. – Esquece o que aconteceu.
—Você esqueceu? – Remus se intrometeu. – Porque vocês ainda não estão se falando.
Cruzei os braços emburrada.
—Vamos para o almoço. – bufei.
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—Ei, Vance.
Emmeline ignorou, mas as risadinhas a irritaram, e ela se virou brava. Kat Greengrass sorriu venenosa para ela.
—O que você quer? – Emmeline perguntou, a olhando irritada.
Katherine sorriu maldosa, e andou até Emmeline, rebolando.
—Só queria saber se você sabe quem contou pro Jacques do seu... affair com o Black? – ela indagou. Emmeline a olhou confusa. – Posso ver que não. – ela riu. – Quer saber?
—Quem foi? – Emmeline perguntou direta, ela cruzou os braços.
—Theo me contou que ouviu Jacques contando para Severus que sua melhor amiga que falou para ele. – Katherine riu venenosa.
—Addie?
—Exatamente. – riu Kat. Ela deu um beijo na bochecha de Emmeline. – Até mais, amor.
E então saiu em direção ao Salão Principal rindo maldosa.
Emmeline suspirou e colocou a mão sobre a barriga. Uma sensação horrível a rondava. Ela se sentia traída, mais que isso enganada. Adhara era sua melhor amiga para sempre, e ela contou para Jacques um de seus segredos mais obscuros? E ela não tinha traído apenas Emmeline, tinha traído Sirius também. O primo dela. Foi uma alta traição. Tanto quanto a que ela mesma tinha feito com Jacques. Addie a dedurara. A delatara e a fizera ser humilhada na frente de um monte de gente
Ela sentiu lágrimas virem aos seus olhos e sua visão embaçou. Adhara havia a enganado esse tempo todo? Dizendo que a amava e que eram melhores amigas? Ela só era amiga de Emmeline por não ter opção?
A metade de um amigo é a metade de um traidor. Aquela frase era verdadeira? A amizade de Addie era uma mentira? Ela contaria mais segredos seus?
Emmeline não sabia o que sentir, enquanto andava em passos duros para o Salão Principal. Ela só queria muito socar alguém. Socar Addie. Socar Jacques. Socar Sirius. Ela viu Kat a olhando quando entrou no Salão Principal, e cochichar algo com as amigas. Jacques estava lá, com Aleto, fazendo carinho em sua mão. Emmeline suspirou e viu Addie de costas para ela andando até onde os amigos estavam. Ela sentiu a raiva da traição borbulhando em sua barriga, e entendeu porque Jacques estourou daquele jeito. A raiva da traição era horrível. Ela saía pela sua garganta querendo gritar e sobre seus músculos querendo bater em algo.
Emmeline gritou de raiva, não se aguentando e começou a correr. Adhara se virou no momento que Emmeline se jogou em cima dela. As duas caíram duras no chão. Adhara gritou, e Emmeline puxou seu cabelo.
—Piranha!
—Sua vaca! – Adhara gritou, Emmeline sentiu o tapa doloroso em seu rosto e gritou de ódio. Começou a puxar os cabelos de Addie, a sentindo a arranhar. As duas gritando e soltando sons guturais. – Emmeline!
—Adharaaa. – elas começaram a rolar pelo chão. Se arranhado e puxando o cabelo uma da outra.
—Emmelineeee.
—Não! – ela escutou a voz de Frank. – Deixem elas!
Provavelmente algum dos meninos tinha vindo tentar separá-las. Emmeline sentiu um chute de Addie na barriga, e caiu para trás. Mary gritou e começou a chorar. Mas nenhuma das duas parou. Addie gritou, desviando dos chutes de Emmeline e subiu em cima da barriga dela. Emmeline viu o punho de Addie e gritou.
—Eu não quero brigar! – ela gritou. Addie parou com o punho no ar ofegando. – Eu não quero mais brigar com você, Addie.
Addie abaixou a mão, e Emmeline pode ver que os meninos estavam em volta delas. Peter abraçando uma chorosa Mary. E o resto de Hogwarts os olhando. Ela viu que até Jacques as olhava, apesar de aparentar cruel divertimento.
Addie saiu de cima dela, e se deitou no chão ao lado dela.
—Desculpe. – ela sussurrou.
Elas escutaram passos apressados e a Professora McGonagall apareceu. Ela as olhou chocada.
—O que é isso?
—Nós caímos. – Addie murmurou com um sorriso.
—Estão sangrando!
Emmeline colocou a mão na bochecha, onde Addie tinha aberto um corte com o tapada, e viu os braços de Addie todo arranhado.
—Foi uma queda feia. – Addie acrescentou.
A Professora suspirou.
—Na minha sala. Depois de passarem na enfermaria! – declarou, e se virou saindo.
Addie soltou um muxoxo e se levantou. Ela ergueu a mão para Emmeline, que aceitou com um sorriso. Ela a puxou para cima e as duas se abraçaram. Mary apareceu se enfiando no meio delas e o trio de meninas riram e se abraçaram.
—O show acabou. – escutaram Sirius gritar. As pessoas pararam de encarar e se viraram começando a fofocar sobre a briga. Os meninos se sentaram.
—Podemos conversar? – Emmeline perguntou. Addie assentiu.
—Eu achei que a Black ia acabar com a vadia da Vance. – escutaram Theo Nott rir. Quando rolaram pelo chão acabaram indo para perto da mesa da Sonserina.
—Desculpe não ter protegido você, nesses últimos dias. – Addie sussurrou para Emmeline, então se virou marchando até Theo e o agarrando pela gola da camisa. – Chama ela assim mais uma vez e eu arranco seus dentes com um soco, babaca. – ela berrou e o soltou deixando cair de volta para o banco.
Emmeline sorriu feliz. Addie andou até ela e pegou na sua mão e na de Mary e saíram de mãos dadas do Salão Principal deixando para trás todos os olhares chocados.
—Somos melhores amigas de novo, certo? – perguntou Mary. Emmeline concordou e Addie também.
—Como nós juramos. Amigas antes dos garotos. – concordou Addie, mas o trio se interrompeu quando Mary estacou – O que foi?
—Eu acho maravilhoso que a gente volte ao normal, mas... – Mary suspirou e olhou para as duas amigas – Eu realmente acho que vocês devem desculpas uma para a outra, principalmente Emmeline.
Emmeline suspirou e se virou para Addie.
—Eu concordo. Me perdoa, Addie. Eu fui uma idiota.
—Tudo bem, eu peço desculpas também. – disse Addie segurando as duas mãos de Emmeline – Mas eu acho que existem mais pessoas que precisam ouvir isso de você.
—Se você acha que eu vou falar com o Jacques... – começou Emmeline torcendo o nariz.
—Eu acho que você deveria. Mas eu estava me referindo ao Jay. – cortou Addie e Emmeline corou furiosamente.
—Oh... bem... ok... acho... acho que devo desculpas a ele também.
—Own, Emmeline está crescendo! – riu Mary as abraçando e Emmeline a olhou chocada.
—Mary... você foi irônica?! Você é capaz disso?! – perguntou ela e Addie gargalhou.
—Acho que estou passando muito tempo com vocês, amiguinhas. São más influências para mim.
—Fala sério. Somos as melhores influências do mundo. – riu Addie.
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—Cheguei, Vadias! – disse abrindo a porta. Emmeline e Mary logo atrás de mim. James estava deitado no sofá, Sirius parecia estar cochilando na poltrona. Remus fazia alguma tarefa, sentado no chão e Peter estava copiando a tarefa dele – Adivinha quem quase foi expulsa da liderança das Líderes de Torcida e do time de quadribol?
—Diz que foi a Elvie. – riu James.
—Desde quando chama a Zamora pelo primeiro nome? – perguntei fechando a cara e James deu de ombros.
—Eu gosto porque me lembra Evil... cabe bastante bem nela. Evil Zamora. – riu James dando de ombros – Como vocês estão? – perguntou ele.
—Estamos bem. – respondi olhando para Emmeline, que se adiantou e foi até James.
—Jay... eu... eu gostaria de dizer que eu sinto muito... por tudo... eu... eu não queria ter causado toda essa confusão. – disse Emmeline olhando constrangida para o chão, enquanto cruzava os braços. James piscou surpreso e suspirou. Todos olhamos para ele.
—Bem... Eu posso entender o motivo de você ter beijado a Addie... digo... vamos combinar, né? – ele riu sem jeito – Eu te desculpo, Emmeline... mas... mas eu vou precisar de um tempo para engolir tudo isso. E falando em desculpas... – ele pegou uma almofada e jogou em Sirius, que acordou num pulo – Alguém mais precisa se desculpar aqui. – ele olhou para Sirius, que olhou ao redor confuso e piscou ao ver Emmeline. Os dois se olharam intensamente por alguns segundos e James sorriu – Eu poderia dizer que vocês mereciam uns minutos sozinhos, mas eu não acho que Sirius merece um sexo reconciliatório depois do que ele fez...
—Eu não me sujeitaria a isso. – sibilou Emmeline olhando magoada para Sirius – Eu sinceramente cansei de garotos. – ela se virou para mim e disse muito séria – Acho que vou começar a rondar os caras mais velhos, quem sabe eles tenham mais maturidade...
—Me perdoe, Emmeline. – disse Sirius ficando de pé e se aproximando. Emmeline o olhou com mágoa e meu primo suspirou – Eu sei que... que no mínimo eu deveria ter ficado lá ao seu lado... – ele suspirou – Você quer que eu humilhe o Burke publicamente pelo que ele fez?
—Eu acho que já humilharam o Jack o suficiente. – ralhei para os dois – Vocês, no mínimo, deveriam tentar ser mais maduros daqui pra frente.
—Eu nunca vou ser maduro. – resmungou Sirius colocando as mãos nos bolsos – Talvez seja um defeito de nascença.
—Não há cura pra “ser um cuzão”. – proferiu Peter vindo abraçar Mary – Eu acho que você deveria deixar o Jacques te azarar na próxima vez que brigarmos com o pessoal da Sonserina. Agora que ele e Emmeline não estão mais juntos, ele provavelmente vai voltar a andar com o Lestrange.
—Ótimo. Mais um pro time das Trevas. Parabéns, Almofadinhas e Vaca Vance. – bradou James com um sorriso cruel. Sirius suspirou constrangido e Emmeline olhou zangada para James.
—Me chamou de quê? Cabeçudo, quatro olhos?
—De Vaaaaaca Vaaaance! – respondi e Emmeline me olhou horrorizada. Antes que ela me alcançasse, corri de seu alcance e começamos a correr ao redor do sofá, rindo uns dos outros.
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