When We Were Young
55 Little Butterfly
Notas iniciais

LITTLE BUTTERFLY
HOGWARTS
1975
4°YEAR
Mary riu de Adhara que fazia dentes de vampiro com as pontas da batata frita. Ela pegou a câmera dela e tirou uma foto de Addie. A foto saiu e ela riu da foto. Addie jogou uma batata nela e Mary gargalhou, tirando a batata presa no cabelo e a comendo em uma mordida só.
Elas estavam na cozinha só as duas. Emmeline estava vomitando no banheiro, depois de beber uma mistura esquisita de vitaminas e as mandou sair. Então vieram as duas para cozinha, e começaram a mandar nos elfos.
Addie comeu as batatas do dente, e sorriu para Mary. Mary sorriu também, e pegou a última batata no prato e mordeu até a metade e esticando o resto para Addie. A loira se curvou e mordeu a batata, comendo.
—Está melhor? – Mary perguntou. Addie assentiu, bebendo do suco de abóbora. Mary tinha sugerido irem para lá, porque sabia que comida acalmava a Addie, e ela sempre ficava super nervosa antes de um jogo.
—To. – Addie murmurou para ela. Ela suspirou. – Nós vamos ganhar. Tenho que permanecer confiante.
—Isso mesmo. – Mary riu animada. – Nós somos as Chanels, e vamos ganhar das ridículas da Sonserina. Estão todas dizendo que Elvie anda matando os próprios treinos. Ninguém sabe o que há com ela.
Addie sorriu e ergueu a mão, Mary bateu nela contente. Addie pegou a câmera de Mary e virou estrategicamente, e tirou uma foto das duas sorrindo. Ela pegou a foto que saiu da câmera.
As duas saíram de cima da mesa e agradeceram aos elfos antes de saírem da cozinha.
—Addie. – escutaram uma voz e se viraram. Connor vinha até elas com um sorrisinho. – Procurando por mim? – ele chegou ao lado delas e passou um braço sobre o ombro de Addie.
Mary riu travessa, olhando o novo affair da melhor amiga.
—Claro que não. – ela disse, olhando o menino com uma sobrancelha arqueada. – Eu tenho coisa melhor para fazer.
Ele não se abalou e sorriu malicioso, passando um braço pela cintura dela e a puxando para perto.
—Quer fazer essa coisa melhor no meu dormitório? – ele perguntou, se curvando para beijá-la no queixo. Addie deu uma risadinha e piscou para Mary antes de sair com o garoto para o Salão Comunal da Lufa-Lufa. Mary riu e saiu saltitando pelos corredores, subindo as escadas.
Ela virou um corredor e no mesmo instante James, Sirius, Remus passaram correndo desesperados, e logo depois Filch passou gritando atrás deles. Mary gargalhou, e os viu trombando em todo mundo para dar espaço. Ela virou para continuar andando e ouviu o grito de vitória de Filch e depois os meninos passando em fila na frente dela com Filch atrás.
Remus vermelho praguejando contra os dois que gargalhavam a sua frente, não ligando para detenção que pegariam. Remus sorriu para ela, e James piscou, Sirius lhe mandou um beijo e Mary sorriu para os três. Ela voltou a andar em direção a Torre da Grifinória, pois queria checar Emmeline, enquanto passava por um corredor vazio tomou um susto com Peter se materializando em sua frente. Ele riu para ela, guardando a capa de invisibilidade de James dentro na roupa.
—James, tem que parar de deixar a capa comigo. – ele murmurou risonho. Mary sorriu, e o abraçou pelo pescoço, para lhe dar um beijo fofo nos lábios.
—Oi, Petelzinho. – ela falou, e cheirou seu pescoço. Peter gostou, e a abraçou pela cintura, para lhe dar um beijo de verdade. – Você vai estar na arquibancada me vendo torcer?
—Claro que sim, e se eu não for Addie e James me matariam. – ele riu. Mary riu também, o mordendo na bochecha.
—Eu quero você lá gritando meu nome, quando eu fazer uma pirueta.
—Pode apostar que eu vou. – ele falou, a encostando na parede para a beijar. Mary o beijou de volta docemente, adorando os lábios macios de Peter, o querendo mordê-lo todo.
—Eu tenho que ir. – ela murmurou, se separando do namorado. – Eu preciso falar com a Emms. – Peter soltou um muxoxo, e Mary o beijou na bochecha, ela tentou ir embora, mas Peter segurou sua mão a puxando de volta e a beijando de verdade, depois sorriu, e se separou dela.
—Até daqui a pouco, borboletinha.
Mary sorriu encantada, e observou o namorado sair virando o corredor, na direção oposta a que ela ia, ela suspirou apaixonada e se virou. Viu Rabastan vindo com Jacques, ela o abraçou de surpresa e o beijou na bochecha.
—Mary. – riu Rabastan surpreso, mas ele olhou para os lados e a abraçou depois.
—Relaxa, eu já vi se tem alguém por perto. – ela falou e Rabastan corou.
—Eu... eu...
—Eu sei. Eu sou mestiça. E você é... amigo de Mulciber. – ela murmurou. Rabastan olhou para baixo, mas ela ergueu seu queixo, e sorriu docemente. – Não vire um estranho, Rabs.
—Não vou. – ele respondeu, sorrindo. Ela então sorriu para Jacques e o abraçou também, depois voltou a saltitar a caminho da Torre da Grifinória. Ela sorriu para todos no caminho, e finalmente falou sorridente a senha para a Mulher Gorda. Entrou e sorriu para Frank, que estava com Dorcas e Emily, e cerrou os olhos levemente para Emily, que corou. Então subiu as escadas do dormitório, e foi até o banheiro. Ela bateu na porta e Emmeline resmungou lá dentro, a mandando entrar. Mary entrou no banheiro e encontrou a amiga sentada ao lado do vaso.
—Melhor?
—Sim, agora to só vomitando de propósito pra continuar magra. – ela sorriu. Mary fez um biquinho e a olhou com reprovação, mas Emmeline sorriu marota, e se levantou indo para pia lavar a boca. – Onde ta a Addie?
—Se pegando com o lufano. – ela riu. Emmeline gargalhou, e elas saíram do banheiro para o dormitório, se deitaram na cama de Addie, onde geralmente as três ficavam para fazer fofocas.
—Sirius pediu desculpas. – Emmeline sorriu a Mary. – Ele pediu desculpas por não ter ido comigo falar com Jacques.
—Sirius é um babaca, Emms. – Mary murmurou, pegando na mão da amiga. – Eu amo ele, ele é meu amigo, mas... você merece mais.
—Eu sei, ta? – Emmeline sussurrou aborrecida. – Mas eu não gosto dele... eu amo ele. E ele é um babaca e eu amo ele.
Mary olhou a amiga com pena, e começou a fazer cafuné nela. Emmeline soltou um muxoxo e deitou com a cabeça no colo de Mary.
—Emms... eu acho que Sirius... Eu acho que ele não consegue estar com alguém. – ela falou. – Veja o que ele fez com Cindy. Quantos chifres ele botou nela? Ele só... não gosta de se sentir preso.
—Eu sei. Eu deveria seguir em frente, e encontrar um cara que gosta de mim de verdade e namorar ele e amar ele. – ela falou se levantando. – Adivinha só: Eu já fiz e olha no que deu. – Emmeline suspirou e voltou a se deitar olhando o teto. – Jacques me odeia, e... Isso dói, mas eu mereço, não é?
Mary não disse nada, fazendo traçinhas no cabelo de Emmeline. Ela então começou a ouvir enquanto Emmeline contava e contava, sobre e Sirius e sobre Jacques e Mary a deixou falar o quanto quisesse, como ela e Addie sempre faziam, quando Emmeline começava a discursar sobre Sirius Black. No final, Emmeline acabou cochilando e Mary saiu da cama. Estava para ir procurar por Peter, quando a porta abriu e Marlene entrou com Dorcas e Lily.
—Mas eu não gosto dela. – disse Marlene, firmemente – Ela me dá pena, essa é a verdade. Sempre comportadinha, sempre com medo de falar com os outros. Sempre querendo fugir daquele tesãosinho que é o Nott. – adicionou ela com um sorriso maroto.
—Ele é bonito, mas é malvado, não é? – perguntou Dorcas e Marlene deu de ombros.
—Theo é um idiota e Emily faz muito bem por ignorá-lo... ou pelo menos tentar, né? – perguntou Lily pulando na cama para escovar os cabelos compridos e ruivos.
—Eu não acredito que consegue defender aquela idiota. Ela te chamou de sangue ruim. – ralhou Marlene e Lily suspirou. Mary se sentou na própria cama, prestando atenção, enquanto dava uma ajeitada nos cachos volumosos que tinha.
—Eu sei, mas eu não tenho mágoas. – respondeu Lily. – Sabe... eu já odiei alguns puro sangues também, por muito menos. Ela está culpando os trouxas pelo perigo que a família dela está passando. Eu sei como é. Eu odeio aquele pessoal babaca da Sonserina pelo potencial perigo que eles representam para minha família. – Lily suspirou – Ela não disse aquilo por defender uma filosofia. Ela disse aquilo por medo e mágoa. Então eu não tenho ressentimentos...
—Você é tão boazinha, Lily. – suspirou Mary. Lily sorriu para ela e suspirou – Eu acho que Emily se arrependeu de ter dito aquilo, mesmo que nunca admita isso.
—Ela nunca gostou muito de mim, a Emily. – disse Lily dando de ombros.
—Emily é obrigada a seguir todas as regras, enquanto você é a senhorita perfeita por escolha própria. – riu Dorcas apertando as bochechas da amiga.
—Bem... é importante se dedicar, não é? – perguntou Lily dando de ombros – E eu não acho lindo quebrar as regras da escola apenas para aparecer. Pode me julgar. – adicionou ela respirando fundo – Mas eu diria que eu gostaria de quebrar algumas regras com o Gray... – murmurou ela e Marlene riu.
—Ele é mesmo um sonho. – riu ela.
—Por que não tenta algo com ele? – perguntou Mary – Sinceramente, eu acho que todas as garotas dessa escola deveriam destruir seus altares por Sirius Black...
—Eu super apoio a ideia. – riu Lily – Black é um imbecil. Ele e Potter. Mas Black é pior. Não sei como o fofo do Remus anda com eles. Nem você, Mary. Addie eu até entendo. – adicionou ela.
—Eu amo todos os meus amigos, mesmo eles tendo os piores defeitos. – disse Mary dando de ombros – Mas não gosto de vê-los sofrer. Por isso, Lene... dá um tempo com o Sirius. Não falo por conta da Emms... falo porque ele é meio tóxico mesmo. – suspirou ela e Marlene suspirou.
—Eu sei... mas... – ela suspirou – É como ser uma mariposa vendo uma linda chama... podemos até queimar as asas, mas acabamos nos jogando assim mesmo... em busca de luz.
—Um jeito fofo de falar que sabe estar sendo feito de trouxa. – ralhou Lily e Mary deu uma risadinha saindo do quarto, deixando que Lily e Dorcas tentassem convencer a amiga, pela milésima vez, de desistir de Sirius Black.
Mary desceu as escadas e viu Emily e Frank. Frank a estava ajudando com a tarefa de poções, pelo o que tinha visto. Mary sorriu para a menina, se perguntando se o que vira na mão dela viria mesmo a acontecer. Parecia que o destino queria unir água e óleo, ao seu ver. Suspirou e pulou no sofá ao lado dos dois e os abraçou com força.
Mary gostava de Emily, ela tinha se afastado da menina por causa da briga, mas falava com ela, principalmente quando Addie ou Emmeline não estava por perto.
—Ei! – riu Frank – Ok, vamos abraçar. MÊ DEEM AMOR! – disse ele se jogando em cima das duas, fazendo-as rir.
—Frank, seu gordo! Você está com o cotovelo na minha barriga. – ralhou Emily e Frank a beijou na bochecha antes de se levantar.
—Gordo não. Eu sou um poço de maliciosa gostosura, ouviu?! – perguntou Frank ficando de pé, arrancando gargalhadas das duas – Mary, alguém já falou que você tem a gargalhada mais doce da face da Terra?
—Não. – riu Mary sorrindo gentilmente.
—Bem, que eu seja o primeiro a falar, então. Você tem a risada mais doce da face da Terra.
—Mary é toda doce. – disse Emily apertando sua bochecha – Deve suar mel, essa menina. – adicionou a garota lhe lançando um sorriso gentil – Como está o namoro com Petelzinho?
—Perfeito. – riu Mary suspirando – E como anda sua vida amorosa? – perguntou curiosa – Me conta, vai?
—Por enquanto ela anda inexistente. – riu Emily dando de ombros – Mas sabe como é... antes só do que mal acompanhada. – adicionou ela se deitando no sofá. Mary concordou e notou que o caderno misterioso de Emily estava dando sopa perto da mochila dela.
—Ei... eu posso ver seu caderno? – perguntou Mary. Emily a olhou. Tinha a cabeça em seu colo e parecia cogitar a respeito.
—Mais fácil Dumbledore dar uma festa de aniversário para o Você-Sabe-Quem. – riu Frank – Ninguém jamais viu o conteúdo desse caderno misteri...
—Ok. – disse Emily e Frank a olhou completamente chocado.
—Mas... você nunca ME deixou ver seu caderno! E eu seu sua pessoa favorita no mundo inteiro! – disse Frank horrorizado, colocando uma mão no peito – Eu enfrentei minha Abelha Rainha por você! – adicionou ele se referindo à Addie. – E você não sabe como foi difícil... você não viu como ela me olhou! – ele falou e Emily se sentou.
—Então venha ver também, “Minha-Pessoa-Favorita-No-Mundo-Inteiro”! – riu Emily pegando o caderno e o entregando para Mary. Frank se sentou ao seu lado, deixando que a morena ficasse no meio – Mas não podem me julgar. Eu gosto de desenhar, ok?
—O que você andou desenhando? – perguntou Frank e Mary abriu o caderno. Havia vários desenhos de vários garotos da Sonserina. Avery, Mulciber, Jacques, Severus, Aminco. Até os novatos Jason e Nathan – Isso é um absurdo. Como você pode desenhar todos esses nojentos tão bem? Por que está desenhando eles?
Mary passou a página e viu um desenho de Rabastan. Havia vários ângulos dele.
—Gosto do formato do rosto dele. – disse Emily passando o dedo pelo desenhado maxilar de Rabastan – Essa forma aqui... e ele é bem bonito. Pena que é tão babaca. – suspirou ela – Não sei como Addie pode gostar dele um dia... – adicionou ela – E respondendo a sua pergunta, Frank... os Sonserinos são todos muito charmosos. Eles têm um jeitão bem típico.
—Sim, jeitão de idiota. Cadê o Nott? – perguntou Frank.
—Eu arranquei a página que tinha desenhado ele. – resmungou Emily e Mary sorriu.
—Rabastan é muito bonito e ele é mais legal do que tenta aparentar. – disse ela – Ele é muito... intenso.
—Intensamente idiota. Eu odeio esse moleque. – resmungou Frank – Concordo que Addie nunca deveria ter nem olhado para ele. Rabastan não merece nem o desprezo dela.
Emily concordou e Mary passou de página. Havia outro desenho de Rabastan. Notou que em todos ele estava muito sério.
—O sorriso dele é tão bonito, por que só desenhou ele sério? – perguntou Mary.
—Porque eu nunca vi o Lestrange sorrir sem ser por algo cruel. – respondeu ela dando de ombros – Fala sério... os únicos Sonserinos legais são Adam e Jacques... – ela suspirou e olhou para a Mary – Será que a Emmeline iria se importar se eu tentasse algo com o Jacques? O Adam eu sei que é território proibido.
—Você e Jacques? – perguntou Frank sorrindo – Isso seria o máximo! – adicionou ele. – Mas Emmeline provavelmente te mataria.
—Eu nunca imaginei que você gostasse dele. – riu Mary, mas concordando com Frank de que Emmeline daria um piti.
—Ele salvou minha vida. Não dá pra se esquecer disso. – riu Emily tocando o lugar onde ela se queimara com o colar. Havia apenas uma pequena marca no lugar, como se ela tivesse tomado sol usando um colar grande.
Mary se lembrou de quando Lily a salvara de Mulciber. Sua coxa ainda tinha a cicatriz e muito provavelmente jamais iria sair.
—É verdade. – Mary soltou um suspiro – Ei, Emily. Eu gosto muito de você, amiguinha. Eu sinto muito que você e Addie tenham se desentendido... mas você disse uma coisa muito feia.
Emily torceu o nariz, mas em seguida suspirou.
—Eu sinto muita falta da Addie. – disse ela – Mas acho que ela não quer minha companhia e eu respeito isso.
—Se você se desculpasse com a Lily...
—Eu não vou me desculpar com ela. – cortou Emily – Eu nunca gostei dela. Eu nunca gostei dos trouxas. Eles colocam minha família em...
—Os Comensais colocam sua família em risco. – cortou Mary – Comensais e outros bobos que acham os trouxas perigosos e inferiores. Gente como Lily não tem culpa de nada, amiguinha. – Mary suspirou e olhou para o desenho de Rabastan – Meu pai é um trouxa e ele é meu herói. – adicionou ela. Emily suspirou e deu de ombros.
—É uma opção minha não gostar deles. – resmungou ela.
—Assim como é uma opção da Addie fazer bullying com você por ser idiota. – ralhou Frank – Falar esse tipo de coisa te deixa tão desprezível quanto Rabastan.
—Oh, então talvez eu deva chamá-lo pra sair, no lugar de Jacques! – ralhou Emily se levantando e cruzando os braços. Ela se afastou e suspirou mais uma vez – Eu sei que não deveria ter dito aquilo. – disse ela sem olhar para eles – Mas não muda o fato que eu não gosto de trouxas e não quero ter nenhuma relação com eles. E eu não vou pedir desculpas por medo da Addie. Eu gosto da Addie. Eu a admiro. Muito. – Emily se virou para encará-los – Mas eu não vou fazer o que ela manda só porque ela se acha a rainha dessa escola.
—Ela É a rainha da escola. – riu Frank.
—Eu discordo. – riu Emily – Evie Zamora é a rainha da escola... e esse é um título ridículo. – adicionou ela pegando o caderno novamente.
—Não acho que deva virar suas costas para seus amigos por questão de orgulho. – disse Mary.
—Ela não fez o mesmo comigo? – perguntou Emily arqueando as sobrancelhas – A diferença entre Addie e eu é que eu nunca exigi que os outros agissem da maneira que eu quero. Eu xinguei Evans, Addie colocou a escola toda contra mim. E sinceramente, foda-se. – Emily suspirou – Greengrass fazia a mesma coisa em Beauxbatons... não é como se eu nunca tivesse lidado com isso antes.
Mary suspirou e ficou de pé, devolvendo o caderno.
— Não fale assim da Addie. — Mary fez um biquinho. — Você fez errado e sabe disso, mas ... bem... é uma escolha sua... mas eu acho que todos sempre deveriam colocar a amizade acima de tudo. Principalmente das diferenças. – disse calmamente – Eu vejo vocês no jogo, ok?
—Ok.
ஐ
—Você lê tanto, Remus. – Mary sorriu, Remus se virou para ela com um sorriso, sentado estudando em uma das mesas da biblioteca. – Está estudando?
—Sim, estou, afinal os teste estão chegando, e eu tenho que está preparado. – ele murmurou, encostando o livro na mesa.
—E me arrasta junto com ele. – Dimitre ao lado dele murmurou, com a cabeça deitada na mesa.
—Ei! Você que me falou pra te forçar a estudar. – Remus riu, ele puxou o livro debaixo da cabeça de Dimitre, onde o mesmo já babava. – Volte a ler!
Dimitre suspirou, com a cara amassada e voltou a ler. Mary se sentou ao lado deles.
—Achei que Addie estudasse com você. – ela falou com Remus.
—Ah, ela estava aqui, mas Connor veio atrás dela e bem... – Remus corou, Dimitre deu uma risadinha. Mary riu também.
—Eu vim buscar ela para o jogo, mas acho que ela vai sozinha. – Mary falou. – Vamos, então?
Dimitre deu um pulo guardando tudo e puxando Remus, que mesmo querendo ler mais um capítulo foi convencido pelos amigos. Mary abraçou o braço dos dois e juntos caminharam para o campo de quadribol para o jogo decisivo. Ela viu Addie ao longe, beijando Connor, e viu Remus olhando aquilo com a testa franzida.
—Às vezes eu acho que você gosta dela. – Mary murmurou. Dimitre riu maroto e Remus engasgou.
—O que...?
—Esquece, Remy... mas sabe... se você ama alguém, conte a ela. – ela o beijou na bochecha e depois beijou a bochecha de Dimitre e sussurrou no ouvido dele: — O mesmo para você.
Ela deixou os dois garotos para trás, e saltitou em direção as Chanels, que estava se maquiando e se alongando, ela viu o irmão mais velho de Dimitre beijando Mellaria Vayne na boca, e a desejando boa sorte e ao lado James conversando com Portia Ang, flertando com ela, mas a garota apesar de parecer retribuir olhava o tempo inteiro para Addie. Ela riu daquilo, e foi até ele e o puxou pelo cotovelo.
—Que foi, Mary? Quer um pedaçinho de mim também? – ele riu.
—Você não pode pegar as Chanels. – ela falou. – Isso é um direito só do Sirius.
James cruzou os braços e fez um bico.
—Ele não se importa de dividir!
—Addie se importa, e ela vai depenar você e a Chanel, que te pegar. – Mary falou. – Addie é muito possessiva.
—Eu sei, sinto falta disso. – James murmurou tristemente. Mary o abraçou, e ele a levantou no ar, os dois riram e se separaram.
—Siga em frente, Jay. – Mary falou gentilmente. – Ache seu amor verdadeiro. — ela bagunçou seu cabelo. – Pontas. – ela riu e saltitou em direção a Emmeline.
ஐ
E então elas terminaram a apresentação. Tinha sido perfeito. Frank respirava ofegante, com um enorme sorriso no rosto, enquanto Addie transfigurava as próprias roupas nas de quadribol, para jogar. As líderes se colocaram em posição e olharam para o lado da Sonserina. A final era Grifinória e Sonserina.
Mary procurou por “Evil” Zamora com os olhos, mas não a encontrou. Todos falavam que ela estava meio sumida, nem mesmo tinha ido assistir a final, tinha se apresentado e saído em seguida. Se a Grifinória perdesse, a Taça era da Sonserina. Na verdade, a Grifinória precisava vencer por uma diferença de pelo menos duzentos pontos para passar a Sonserina.
Mas pelo menos a Taça das Torcidas seria da Grifinória. Certamente. Na apresentação da Sonserina, Dido Shafiq tinha caído numa manobra, perdendo muitos pontos, enquanto todas as apresentações da Grifinória haviam sido perfeitas.
A partida estava acirrada no início, com os batedores da Sonserina conseguindo neutralizar Addie e Sirius. Adam focava em Sirius e Rabastan em Adhara. Mas Samuel era um bom goleiro e levou apenas um gol, enquanto a Grifinória já fizera quatro. Porém, Addie, com um golpe furioso, conseguiu derrubar Rabastan, enquanto ele se defendia de Sirius. Addie, além de ter bastante força, sabia se posicionar muito bem no campo.
Os artilheiros da Grifinória pareciam furiosos. Era um ataque atrás do outro. Quando a partida estava oitenta a dez, James viu o pomo. Todos gritaram de expectativa, mas não havia apanhador melhor que James naquela escola. O garoto pegou o pomo e o exibiu para todos, levando a Grifinória ao delírio. Peter gritava tanto, que ela podia escutá-lo de longe.
—É O MEU AMIGO! É O MEU AMIGO! JAMES É O MELHOR! – gritou ele e Sirius jogou um balaço nele.
—Menos, Rabicho. Tá envergonhando a gente. – ralhou ele enquanto seu Petelzinho segurava a barriga, choramingando de dor.
—SIRIUS! – ralhou Remus.
—O que? – perguntou Sirius.
Addie voou até a torcida e as Chanels a envolveram, vomitando elogios em cima delas. A Taça era da Grifinória. Assim como a Taça das líderes de Torcida. Estavam todos pulando, eufóricos. O grito de vitória da Grifinória enchia o ar. Os Lufanos comemoravam como se os títulos tivesse sido deles. Ninguém queria ver a Sonserina ganhar.
—Amiguinha! Você foi perfeita, como sempre. – disse Mary, feliz, abraçando Adhara. Addie sorriu e a abraçou de volta.
—Todas nós fomos! – devolveu ela.
Foram todos para o Salão Comunal da Grifinória, os alunos levando James nos braços, que ainda exibia o pomo recém capturado, como se fosse o salvador do mundo... bem... ele meio que era mesmo, no momento. Havia uma festa os esperando e a professora Minerva apareceu para parabenizar as equipes com visível orgulho. Ela até fingiu não ver Sirius colocar uma garrafa de vodka no suco de uva que tinham preparado para a festa pós jogo.
Mary sorriu ao ver Addie dançar Rolling Stones com Frank. Emmeline e Marlene elogiavam a performance uma da outra, como se nunca tivessem se odiado e Sirius parecia um tanto chocado com aquilo. Emily e Dorcas conversavam no fundo do Salão, aos segredos, rindo muito de qualquer coisa. Lily estava com Remus, dançando também. James ainda estava recontando como tinha pegado o pomo, como se ninguém tivesse visto, mas como tinha muita gente interessada em ouvir, ele seguiu se gabando. Thomas pegava Ambrose, Samuel fazia um jogo de bebidas com as Briannas. Tati estava conversando amigavelmente com Mikayla. Todos se divertiam.
—Você acredita nisso? – Sirius apareceu ao seu lado, olhando Marlene e Emmeline.
—Se não fosse por você elas seriam amigas. – Mary riu. Sirius bufou.
—Nada a ver. – ele discordou. – Eu sei que elas brigaram bem no começo do primeiro ano! Antes que eu entrasse em cena!
Mary riu se lembrando de como Emmeline jogara um pente no olho de Marlene no primeiro dia de aula.
—Mas agora ela se odeiam só por causa de você. – Mary falou. – Porque as duas amam você.
—Elas não me amam. – murmurou Sirius desconfortável. – Elas acham que me amam, mas um dia... elas vão encontrar... o amor verdadeiro delas.
—Como sabe que elas já não acharam e é você?
—Porque meu amor verdadeiro é a Addie. – ele contou. Mary piscou surpresa. – Eu... faria tudo pela Addie, entende? Eu amo ela mais do que meus pais ou meu irmão. Sem a Addie, as coisas parecem sem sentido.
—Mas é um amor fraternal? – Mary perguntou tentando entender o que Sirius dizia.
—É claro! Ela como se fosse minha alma gêmea, mas diferentes das outras almas gêmeas por ai... nós não sentimos atração. – Sirius riu, olhando a prima no meio da pista de dança. – É tipo... e não conte para o James, mas é como o meu amor por ele, e pelo resto dos Marotos. Eu amo eles, minha família não é nada comparada a eles.
—Eu espero que eu também esteja nesse grupo. – Mary murmurou tímida.
—É claro que está, borboletinha. – ele riu, e a abraçou pelo ombro, para depois lhe dar um beijo estalado na bochecha. – Até mais... nós deveríamos conversar mais, Mary.
—Definitivamente, Sirius.
Ele riu, e foi até Marlene e Emmeline as abraçando pela cintura. Emmeline riu e o beijou na bochecha, mas Addie a agarrou pelo braço e as duas foram para perto de Mary.
—Amoooores! – Addie abraçou as duas pela cintura. – Eu amo vocês!
As três se abraçaram, e riram.
—Eu também! Eu tenho cinco pessoas favoritas no mundo todo. – Emmeline murmurou, levemente bêbada. – Minha mãe, meus avós e vocês duas! Eu amo vocês duas demais, vocês... vocês seguram minhas rédeas. Amo vocês.
Mary riu, e Addie encheu Emmeline de beijos no rosto.
—Vocês duas são as melhores amiguinhas que eu poderia ter! Eu amo vocês duas, muito, muito, muito! – Mary murmurou. As três riram novamente e se abraçaram com força.
Emmeline e Addie voltaram para pista de dança, Addie pulou nas costas de Remus, e Emmeline se meteu no meio de Marlene e Sirius, dançando com os dois.
Sentiu Peter abraçá-la por trás, lhe beijando no pescoço. Ele lhe ofereceu um copo de “suco” e sorriu.
—Você estava ótima hoje, Borboletinha. – sussurrou ele em seu ouvido. Mary sentiu um frio lhe subir a espinha e o olhou com carinho.
—Obrigada... como está sua barriga? – perguntou ela. Peter sorriu como se não fosse nada.
—Aquilo? Nem doeu. – mentiu ele. Sabia que era mentira porque o escutara choramingar. Sorriu gentil para ele e bebeu o suco batizando de uma vez.
—Bem... já que não doeu, não vou cuidar de você, então... não precisa de mil beijinhos...
—Oh, doeu muito. Nunca senti tanta dor em toda a minha vida. – disse Peter e Mary sorriu divertida.
—Vamos pra sua cama então, preu cuidar de você, Petelzinho. – riu ela.
Os dois subiram para o dormitório e Peter quase não deu tempo de fechar as cortinas quando a jogou na cama. Os dois não eram de transar loucamente como Emmeline fazia com Sirius e Jacques, ou como Addie era com James ou Connor. Mary só tinha transado umas duas vezes. A primeira vez fora horrível. A segunda vez fora mais tranquila e fofa. Mas daquela vez parecia que seria ótima.
Peter a beijava com paixão, enquanto a apalpava com desejo, sussurrando elogios em seus ouvidos. Ele suspirou em seu pescoço quando os dois ficaram nus embaixo do cobertor. Sentiu as mãos trêmulas dele em seus delicados e pequenos seios e ele suspirou de novo ao tocá-los timidamente. Peter era muito tímido e a respeitava muito e ela o amava por isso. Ele sempre era tão paciente e gentil que a surpreendia. Ele sempre tentava agradá-la e fazê-la sorrir. Lembrava-se de como ele não gostava dela quando eram pequenos e sorriu por agora estar nos braços dele.
Ele a beijou por muito tempo. Tanto tempo que quando ele finalmente começou a deixar as coisas esquentarem, ela já estava sem paciência. O fez se virar, para sentar nos quadris dele. Peter sorriu sem jeito e ela rebolou ali, constrangida também. Mas com ele se sentia confortável. Com ele se sentia segura. Com ele se sentia super querida... quando se ajeitou apropriadamente, sentindo-se ser preenchida pelo namorado, escutou Peter falar.
—Mary... – ele suspirou e ela o olhou curiosa – Antes de começarmos isso... eu queria te dizer uma coisa.
—O que?
—Eu amo você, minha Borboletinha... – ele suspirou e se sentou, com ela ainda em seu colo – Minha família parece muito com a família de Sirius, sabe... eles são preconceituosos e não vão aprovar nosso namoro, mas... mas quero que você saiba que eu não ligo pro que eles dizem. Eu amo você... eu... eu quero casar com você um dia. – ele suspirou e Mary sorriu sentindo-se mais feliz do que nunca na sua vida – Eu queria muito conhecer seu pai nas férias... – adicionou Peter – E... – ele engoliu em seco – E quando eu preparar minha família, queria muito que fosse conhecê-los também. – ele suspirou – Porque eu quero casar com você assim que terminarmos a escola... eu vou arrumar um emprego, a gente aluga uma casa e...
—Shhh... – disse ela o beijando nos lábios. Peter a abraçou com carinho e os dois fizeram amor, lenta e carinhosamente. Peter disse tantas vezes que a amava que Mary quase chorou emocionada. Imaginou-se casada com ele, acordando todos os dias ao lado dele. Peter era tão perfeito, tão carinhoso, tão deliciosamente doce...
Quando terminaram, ficaram deitados juntinhos, soltando suspiros e trocando beijinhos.
—Ei... sabe o Mike Chang, da Corvinal? – perguntou Peter. Mary concordou com um aceno de cabeça. Mike Chang era um garoto meio convencido e admirador da Causa puro sangue, mas falava em bom tom que o Lorde das Trevas era um homem louco, que não representava a doutrina puro sangue – Eu peguei detenção com ele na última quinta. – riu Peter – E ele me disse uma coisa importante... na verdade, ele disse uma coisa para a outra monitora da Corvinal... e eu acabei escutando. É sobre uma coisa chamada “en”. – explicou ele e Mary o olhou curiosa.
—O que é isso?
—É uma magia mais conhecida no oriente asiático... pelo que eu entendi, pelo menos. – explicou ele – Vem do japonês e não do chinês... eu pesquisei depois...
—Você? – perguntou surpresa.
—Eu pedi ajuda pro Remus. – riu Peter e Mary o abraçou com força.
—Entendi... mas por que? O que significa.
—Significa uma espécie de ligação mágica entre duas pessoas, que dura pra sempre. – riu Peter e Mary o olhou curiosa – Algo relacionados com dedos em argila... quando o Aluado disse pareceu mais bonito... – ele fez uma careta – Mas de qualquer maneira... – ele deu outra risadinha – É uma ligação entre duas pessoas. Um sentimento muito forte que dura pra sempre. Quando essas pessoas estão juntas, sentem-se completas... inteiras. – ele suspirou – Eu só sou inteiro com você, Mary, então eu acho que temos um “en”... – ele a olhou apaixonadamente e a beijou na bochecha.
—Você é um fofo. – disse ela feliz e os dois suspiraram juntos. Ouviram a porta do dormitório abrir e ouviram passos apressados. Abriram as cortinas e os dois se esconderam direitinho debaixo das cobertas. James pulou em cima deles, parecendo chocado.
—Vocês não vão acreditar! – disse ele.
—Pontas... você sabe que eu estou pelado, não sabe? – perguntou Peter fechando a cara – Eu gosto de você, mas não abusa, cara!
—Mas eu preciso te contar. Olhe isso! – disse James entregando o papel que ele arrancara do quadro de recados.
—O que é isso? – perguntou Mary.
—A lista de indicados para rei e rainha do baile! – explicou James.
Peter leu e ficou boquiaberto.
—Tem seu nome aqui! – disse chocado e Mary pegou o papel.
—Zamora, Addie, Francesca e Jackie e Adam, você, Freddie e Connor. – Mary olhou para James surpresa – Você e Addie estão competindo com os alunos mais velhos, pelo título de mais populares da escola! – disse ela feliz.
—Bem... a escola toda só sabia falar de vocês, quando vocês terminaram. Não me surpreende. – riu Peter – Parabéns, Pontas.
—Eu sou mesmo incrível, não sou? – perguntou James se deitando entre eles, por cima do cobertor e Mary riu achando graça.
—James... eu juro que vou te encoxar pelado se você não sair daqui! – ralhou Peter.
James o olhou divertido e com falsa malícia.
—Ai, jura, seu delícia? – perguntou ele fazendo Peter corar e Mary sorrir.
—SAI DAQUI, JAMES! – gritou Peter, fazendo o amigo gargalhar.
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