When We Were Young

26 The She-Devil


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO IT'S ME!!!!!!!! AURORA BITCHESSSSSSS :P Como é que vocês estão nesse começo de ano?Eu to um porre já, não aguento mais escola, mas hoje foi muito daora porque minha amiga tretou com outra e teve treta com a professora.QUEM MAIS AGORA TRETA?EU A.D.O.R.O HUEHUEHUEHUHE Quero agradecer que no capítulo passado e o anterior desse tiverem DOZE comentários, e como o prometido aqui está o capítulo!!!!!!! O próximo capítulo sai dia 02/03 ( quarta-feira que vem) com DEZ COMENTÁRIOS!!!Então não deixem deixar um recadinho para mim e a Vênus, ok guys? ENJOY AMORE ^-^

THE SHE-DEVIL

HOGWARTS

1974

4°YEAR

Eu, James e Sirius estávamos saindo do treino de quadribol, falando sobre a injusta detenção que o professor Slughorn tinha passado na gente só por termos colado a gata do Filch no teto. Foi quando eu vi Zamora se aproximar com as amigas dela. Soto, Shafiq e agora Greengrass.

Fiquei tensa, levemente preocupada e James e Sirius notaram. Nós três ficamos tensos e quando Zamora chegou até nós, ela me olhou com um sorrisinho.

—Fiquei sabendo que seu aniversário está chegando, Black. – disse ela.

—Que amor da sua parte notar isso, Zamora. – brincou Sirius. O aniversário dele era um mês depois do meu, e ele provavelmente sabia que ela estava falando do meu aniversário, mas Sirius simplesmente não quis perder a piada.

No entanto, Zamora nem olhou pra ele. Fingiu que ele nunca nem tinha dito alguma coisa.

—Eu acho que uma garota popular como você não deve se contentar com uma festinha no Salão Comunal da Grifinória. Então eu já falei com o Slughorn e ele já liberou o uso do Salão Principal. Aqui está. É só entregar para a professora McGonagall. – riu ela me entregando um envelope. A olhei um tanto confusa e James tirou o papel da minha mão.

—Ela tá falando a verdade. – disse ele lendo. Sirius lia por cima do ombro dele, por ser o mais alto de nós – O Slughorn deu autorização pra festa ser no Salão Principal e todos os alunos de todos os anos vão poder aparecer, desde que sejam convidados.

—Isso é, vai ser aberto pra todo mundo. – disse Sirius.

Engoli em seco sabendo muito bem o que aquilo significava. Olhei para Zamora e tive absoluta certeza de que ela estaria na minha festa.

—É uma armadilha. – disse Frank cruzando os braços. Ele estava passando mais tempo comigo, agora que era da minha equipe de líderes de torcida. Eu estava com minhas vadias de time, conversando a respeito do envelope de Zamora.

—Completamente uma armadilha, Addie. – concordou Tati – Você não pode estar pensando em ir, certo?

—Zamora nunca iria fazer uma gentileza dessas sem ter algo perverso por trás. – disse Mikayla parecendo também preocupada.

Olhei para o envelope mais uma vez.

—Se eu me recusar a ir, todos vão saber que eu fugi dela. – resmunguei zangada – Não acredito que estou entre a espada e o desfiladeiro. Que vaca filha da puta.

—Não temos nem como imaginar o que ela vai fazer. – continuou Frank – Engole o orgulho, Addie. Não se jogue na boca do lobo.

—Ou então tenha um bom plano e um bom time reserva. Foi o que você me disse. – murmurou Emily. Todos olharam para ela, que só estava ali a convite de Frank, e porque eu gostava dela também.

—O que quer dizer? – perguntou Emmeline – Quer que a gente se arrisque?

—Bem. Seu namorado é da Sonserina. – disse Emily pra Emms – E você tem um primo lá também, além do Rabastan, do Severus... – ela se voltou para mim – talvez eles saibam o que ela está tramando...

—Nenhuma daquelas cobrinhas iria abrir o bico. – resmungou Marlene – Até eu acho que é uma boa você não fazer essa festa no Salão Principal.

—Eu não sei... não custa nada tentar investigar. – murmurou Emily dando de ombros.

—Quem te chamou aqui, Valentine? Até onde eu sei, você não é do time! – resmungou Mellaria.

—Eu chamei, algum problema? – perguntou Frank.

—Gente. Vamos focar no problema! – ralhou Mary – Eu acho que Emily tem razão. Podemos ao menos tentar descobrir alguma coisa.

—Mas temos tão pouco tempo. – murmurou a Brianna número três.

—Quem disse que a vida é fácil. – digo de uma vez – Meu aniversário é depois de amanhã. Vocês precisam descobrir alguma coisa. Qualquer coisa! – expliquei.

As pessoas falavam apenas sobre isso, em todos os lugares. Era como um lembrete constante de que eu estava presa na teia de aranha, apesar de não fazer ideia de onde ela viria me devorar. Algumas pessoas me olhavam com inveja, achando que eu era amiga da Zamora e que ela só queria me ajudar.

Quem era mais esperto me olhava com preocupação ou com pena.

Como eu ODEIO os olhares de pena. Sério. O próximo que me olhar como se eu fosse um hipogrifo prestes a perder a cabeça pro machado do carrasco vai perder os olhos.

Céus. E o modo como Zamora me olhava com aquele sorrisinho cínico... me fazia ter vontade de vomitar...

Eu, Mary e Emmeline saímos da aula de poções, olhando esperançosas para as aulas mais velhas da Grifinória, mas elas apenas negaram com a cabeça, cabisbaixas. Emmeline me prometeu voltar com informações, já que ela iria passar um tempo com o Jacques. Lily prometeu falar com Severus, Sirius com Reg.

Eu fui atrás de Adam, afinal ele era só um ano mais novo que Zamora.

—Eu não estou sabendo de nenhum plano, na verdade. – murmurou Adam coçando o queixo. – As pessoas acham que a Elvie é um monstro, mas a verdade é que ela é só uma garota como qualquer outra. Não é muito diferente de você, na verdade. Tem atitude, é bonita e todo mundo quer ser amigo.

—Óbvio. Quem quer ser inimiga dela? Ela é uma escrota. – resmunguei ligeiramente enciumada. Adam deu um sorrisinho pra mim e apertou minha bochecha.

—Falam a mesma coisa de você, sabe? Vocês têm basicamente a mesma reputação. Só que a Elvie é mais velha e já ostenta esse status de Queen Bitch há mais tempo. Fica tranquila, Addie. – riu Adam piscando pra mim – Eu nunca deixaria a Zamora machucar você, ok?

Por um momento quis chutar a canela dele. Inútil. Era tudo inútil!

—Lestrange! – gritou uma garota. Rabastan e Theo estavam indo para a aula de Feitiços, mas pararam para se virar. Era uma garota magra, com os cabelos loiros, lisos, caindo comprido por suas costas e uma franja de lado. Os olhos dela eram verdes e brilhantes, mas Rabastan jurava nunca tê-la visto antes na vida. E junto dela vinha o retardado do Longbottom. – Eu preciso falar com você.

Rabastan franziu a testa, olhando para Theo, que revirou o rosto com um sorrisinho.

—Você sempre chama a atenção das garotas. – riu ele.

—Quem é ela? – perguntou Rabastan num sussurro.

—Eu sei lá. – riu Theo – Deve ser a nova namorada do Longbottom.

—Nop. Ela não é minha namorada. – resmungou Longbottom cruzando os braços.

Rabastan deu de ombros e encarou a garota, que o empurrou contra a parede e o segurou pela gola da camisa. Ficou tão em choque, que nem reagiu. Theo sacou a varinha, mas recebeu um olhar tão zangado da garota, que simplesmente ficou parado. Sem falar que Longbottom duelava muito bem.

—Escuta aqui, sua cobrinha perversa. Se eu descobrir que a amiga nojenta da sua namorada está tramando algo contra a Addie, no dia do aniversário dela... – ela o puxou de leve pela gravata e seus narizes até se tocaram – Eu acabo com a sua raça, ouviu?

—O que? – perguntou confuso. Mas a garota o empurrou de novo e o soltou.

—Você está sabendo de algum esquema da Zamora, heim? – perguntou a garota. Rabastan olhou para Theo, que respirou fundo e se aproximou.

—Escuta aqui, garota... – começou ele, mas a garota colocou o dedo rente ao rosto dele, com o mesmo olhar zangado.

—Cale essa sua boca, que a conversa não chegou no canil, cãozinho do Lestrange. Fica quietinho ai e deixa mamãe e papai conversarem, ouviu? – perguntou a guria. Theo apenas acenou afirmativamente com a cabeça e ela se voltou a mirar Rabastan, que não sabia se ficava puto ou se ria – E então. O que é que você sabe?

—Eu não to sabendo de esquema nenhum. – respondeu sinceramente – Eu sou amigo da Addie. Se eu soubesse de alguma coisa, com certeza falaria com ela. – adicionou ele. A garota apertou os olhos, o olhando desconfiada. Rabastan engoliu em seco. Parecia que estava de frente para um grifo enfurecido.

—É bom mesmo. – sibilou ela colocando o dedo em seu queixo e o pressionando de leve. Então ela se afastou, fingiu que iria socar Theo (que deu uns dois passos para trás no susto) e saiu rebolando.

Longbottom deu uma risadinha e saiu andando de um jeito esquisito, de costas, sem tirar os pés do chão direito, mostrando os dedos médios.

—Grifinória, vadias. – riu ele, antes de se virar e correr para alcançar a garota zangada.

—Quem raios é aquela garota? – perguntou Theo, completamente chocado.

—Não faço a menor ideia. – respondeu Rabastan dando de ombros – Deve ser só mais uma maluca da Grifinória. Aquela casa é um ninho de loucos.

Os dois se viraram e foram andando para a sala de Feitiços.

—Mas ela até que era bonitinha. – riu Theo. Rabastan sorriu e revirou os olhos.

—Você acharia o Salgueiro Lutador bonitinha se ele usasse saia, Theo. Seu gosto é muito suspeito, ok?

—Amor, amor... só um minuto... – pediu Emmeline. Jacques a olhou completamente afoito. Emmeline baixou a blusa, voltando a esconder os seios e respirou fundo, completamente descabelada. Estavam super apertados naquele armário de vassouras. Jacques Burke nunca tinha beijado uma garota num armário de vassouras e ele tinha descoberto que era tão interessante quanto uma sala vazia, um banheiro vazio ou a Torre de Astronomia.

—O que houve? Te machuquei? – perguntou ele. Emmeline sorriu e negou com a cabeça.

—Eu só lembrei que eu queria te perguntar uma coisa.

—Hum. – murmurou ele respirando ofegante, louco para voltar para o amasso.

—Você sabe se Zamora está planejando alguma coisa pra Addie? – perguntou Emmeline. Jacques franziu a testa.

—Dido me falou que ela está querendo preparar a sucessora dela. E aparentemente Adhara Black é uma candidata forte, afinal ela é super popular, todo mundo respeita ela... então ela está trabalhando para que a reputação da sua amiga fique ainda melhor.

—Desde quando você conversa com Dido Shafiq, heim? – perguntou Emmeline arqueando as sobrancelhas. Jacques soltou um sorriso extremamente contente, por imaginar que a namorada estava enciumada.

—Oras, meu amor. Eu vendo algumas coisas pra ela. Eu converso com praticamente todo mundo por conta da loja da minha família. – explicou ele – Mas confesso que Dido tem conversado mais comigo, comprado mais coisas também. – ele sorriu arqueando as sobrancelhas – E ela me acha bonitinho.

Emmeline franziu a testa sem gostar nada daquilo.

—Pois saiba que ela é perigosa e que você não deve cair no charme dela, ouviu?

—Claro, meu amor. Eu sou todo seu. – riu Jacques a beijando na testa. Emmeline estremeceu se lembrando dos últimos beijos escondidos com Sirius ao escutar aquilo – Eu jamais trairia você, Emmeline. Eu já falei que te amo.

Sorri, Emmeline. Sorri. Não quebre o coraçãozinho inocente de Jacques Burke e prometa a si mesma que não vai se deixar levar pelo charme de Sirius Black.

Meu aniversário seria no dia seguinte, não teria mais como adiar aquilo. Ninguém descobrira nada de útil. E aquela mentirinha que ela tinha feito Shafiq falar para Burke simplesmente não me convenceu.

Mas lá estava eu entregando o envelope para a professora McGonagall. Depois eu estava dando os convites para meu time de líderes de torcida distribuírem pela escola e por último lá estava eu entregando o convite de Adam pessoalmente, por mais que eu ainda estivesse zangada por ele não ter se mostrado mais eficaz que as outras pessoas.

Eu iria caminhar direto para a armadilha, mas sabia que poderia contar com meus amigos, pro caso de Zamora aprontasse pra cima de mim... o que eu tinha absoluta certeza de que iria acontecer...

E com o passar do dia eu ia ficando mais e mais nervosa, pensando em milhões de planinhos maquiavélicos que Zamora poderia ter armado pra mim.

E quando o dia da festa finalmente chegou, eu não conseguia nem mesmo me achar super gostosa na frente do espelho.

—Relaxa, Black. É sua festa de aniversário e não seu casamento. – debochou Marlene.

—Isso mesmo, Addie. Você precisa relaxar. A gente vai cuidar da retaguarda. – riu Emily terminando de colocar uma gravata borboleta, que pertencia a Frank. Ela estava vestida de coelhinha... ou ao menos era pra ser...

Um colante prateado, cheio de plumas brancas, com uma calcinha/shortinho preto. Uma bota branca de cano longo e uma meia arrastão preta. De coelha ela só tinha as orelhas. O cabelo preso em Maria Chiquinha e uma máscara preta no roto, escondendo parte de cima do rosto.

—Agora desçam, eu tenho que colocar minha fantasia. E chamem o Sirius e o Jay. – peço. Marlene e Emily descem e logo depois Mary e Emms saem do banheiro me dando um beijo e saindo também.

Pego minha fantasia e coloco lentamente. Suspirei e me olhei no espelho. Eu estava linda e sabia disso, mas meu estômago ainda estava embrulhado. Fui para o banheiro e tranquei a porta. Ajoelhei-me em frente ao vazo e forcei o vômito, até sair tudo que tinha na minha barriga. Eu estava apavorada com a ideia de ser humilhada em público por Zamora. Na frente dos meus amigos... na frente de todos...

Eu sou uma Grifinória. Eu vou lidar com isso!

Levantei-me, me sentindo um pouco melhor, e tirei o cabelo do rosto. Escovei os dentes depressa e passei o batom vermelho forte.

—Você vai conseguir Addie. Elas não vão arruinar sua noite. Você vai descer lá e você vai conseguir. – digo a mim mesma, me olhando no espelho. Pego os chifrinhos e os coloco, depois verifico se o rabo e não está pra dentro da saia.

Quando saio do banheiro Sirius e James já estão lá fuçando nas minhas coisas.

— O que é isso, Addie? Você vai usar colei... Puta merda. – James me olha catatônico. A boca escancarada e os olhos arregalados.

Sirius percebeu o olhar de James e me olhou sem entender o motivo da reação de James. Quando ele botou os olhos sobre mim ficou um tanto desconcertado por um momento, mas logo deu uma risadinha típica dele, desviando o olhar.

—Eu to bonita? – perguntei docemente. Jay assente várias vezes.

Sento-me na cama colocando meu salto vermelho e me olho no espelho mais uma vez. Estava com uma blusa vermelha justa de borracha, com decote avantajado e mostrando o piercing, e uma mini saia de borracha vermelha brilhante. Para completar a fantasia um rabo fino com ponta triangular e uma tiara com dois chifrinhos vermelhos. Uma diabinha.

—Você tá maravilhosa, Addie.

Não escondo o sorriso radiante em meu rosto. Jay conseguia me fazer sorrir tão fácil. Olho Sirius com expectativa.

—Você tá gata. – disse ele dando de ombros. Sorri e dei um longo beijo na bochecha dele. – Feliz Aniversário, Addie. – ele me abraçou com carinho, muito apertado. Me senti mais confortável e segura sabendo que meu primo estaria ali, de olho em qualquer coisa que as garotas poderiam estar aprontando.

—Você já me deu parabéns, lembra? Quando vocês invadiram o dormitório a meia-noite.

—Eu vou te dar seu presente na festa. – Jay comenta enquanto eu pegava as fantasias deles.

Eu tinha dito a eles, que eu cuidaria da fantasia deles, pois iria combinar com a minha.

—Obrigada, amor. – sorri. Entreguei a fantasias dos dois, que a analisaram um tanto sem jeito. Mas eu apenas sorri.

—É só isso? – Sirius ergue a tanga.

—Vistam, logo. – digo autoritariamente. Eles continuam parados me olhando. – Que foi? Tão com vergonha de se trocar na minha frente? Eu já vi um pinto.

—Addie! – brigou Sirius. Me virei rindo.

—Pronto? – perguntei depois de uns poucos minutos.

—Pera, eu to arrumando pra cueca não aparecer. – resmunga Jay. Me virei e acabei vendo ele puxando a tanga para baixo. Me aproximei e toquei na tanga dele, para ajudar a ajeitar, ele, surpreso, parou de se mexer instantaneamente. Arrumei a tanga, para que a cueca dele não aparecer e com um feitiço aumentei um pouco o comprimento. Depois ajeitei as asas em suas costas e coloquei a auréola flutuante sobre sua cabeça. – Eu estou legal? – ele perguntou baixinho, ergo os olhos e vejo o quanto estávamos próximos.

—Está maravilhoso.

—Hum-hum. – Sirius deu uma tossida. Olhamos para ele que estava de braços cruzados nos olhando com reprovação. Vou até ele para arrumá-lo também.

—Agora só um pouquinho de brilho. – pego a paleta de maquiagem e passo meu dedo pela sombra branca brilhosa.

—O que? Addie, não.

Passo nos cantos dos olhos de Sirius e Jay, dando um ar angelical. Me afasto e os olhos de corpo todo. Estavam lindos. Os meus anjinhos.

—Agora falta só uma coisa. – peguei as coleiras e sorri travessa para eles.

—Você só pode estar me zoando. – resmungou Sirius

—Não acredito que to usando coleira. – Sirius reclamou, enquanto puxo ele e James pelas escadas.

—Na verdade é sexy. – Jay diz baixinho. – Tipo, a Addie me puxando ass... Eu vou calar a boca.

Dou uma risadinha imaginando o olhar fulminante que Sirius deve ter mandando para James.

Caminhamos pelos corredores desertos até a porta do Salão Principal.

Duas garotinhas me olharam e boca aberta. Eram provavelmente do primeiro ano e as duas eram morenas.

—Você ta tão linda.

—Muito, muito, muito linda!

Sorri para elas.

—Obrigada. – elas respiraram fundo e ergueram duas embalagens de presente iguais.

—Queríamos te dizer parabéns e que achamos você bonita.

—Super bonita. – a outra concordou.

Peguei um dos presentes e abri.Era um colar, com uma pedra amarela clara, praticamente dourada, mas também dependendo da luz ficava marrom-avermelhado.

—É um colar. De libra.Você nasceu em outubro então é libriana. – a que eu tinha pego o presente disse. – Essa é a pedra do seu signo. Citrino.É uma pedra da sorte.

—Eu adorei. – digo sinceramente guardando o colar de volta na embalagem.

Abro o próximo e vejo um par de brincos vermelhos.

—Eram da minha avó. Eu peguei depois que ela morreu e achei tão bonito. – olho a outra garotinha que me olhava com expectativa.

—Porque você não fica com ele? – me curvo.

—Mas é um presente. – ela diz enquanto eu coloco os brincos nela.

—Eu tenho certeza que você pode me arranjar algo tão bom quanto esses brincos, mas acho que esses aqui deveriam ficar com você. – ela sorri animada e olha a amiga. – Qual o nome de vocês?

—Karen.

—Suzanne.

—Que nomes adoráveis. – pego meu batom vermelho e passo em Karen que tinha uma das mãos no brinco em sua orelha. – Agora sim.

—Eu posso passar também, Addie? Eu posso? – Suzanne pula no lugar, passo nela e as duas sorriem animadas.

—Eu nunca mais vou lavar a boca! – grita Karen ela me abraça e logo depois Suzanne.

—Feliz Aniversário,Addie! – elas dizem antes de saírem saltitando.

—Estamos prontos? – pergunto. Seguro a corrente que ligava a coleira dos dois. Eu era a diabinha que tinha sequestrado dois anjos maravilhosos, eles me olhavam com sorrisinhos. – O que foi? Eu tenho fãs. Eu fiz uma pergunta, escravos.

—Quer parar de chamar a gente assim? – reclama Sirius.

—Eu meio que tô gostando. – comenta James.

Olho os dois.

—Está na hora. Bitch Face!

Sirius faz a cara de caça dele, e James coloca um sorriso meio torto no rosto.

Empino meu nariz. E empurro as portas do Salão Principal. Entro com todos os olhares em cima de mim. As pessoas abriram espaço para eu passar. Puxo as correntes dos meus escravos, andando como uma modelo na passarela. Me sentindo simplesmente a garota mais gostosa do mundo. Me sentindo como uma perfeita Queen Bitch.

Percebo o olhar desdenhoso de Zamora em mim e lhe assopro um beijo. Ela da um sorrisinho perigoso e manda um de volta. Tento não deixar aquilo me afetar e olho para frente novamente enquanto andava sentindo meu cabelo balançar contra vento.

Paro em frente a uma cadeira que parecia um trono (Mikayla transfigurou pra mim). Sorrio me sentando nela e os aplausos começaram. Pessoas gritavam “Parabéns, Addie”, “Gostosa” ou “Linda”.

Meus escravos param cada um de um lado do meu trono.

—Gostou do trono, vossa majestade? – sorri para Emmeline, vendo as pessoas voltarem a se misturar e dançar.

—Está maravilhoso. – respondo e ela me entrega uma taça com ponche.

— Addie eu sabia que sua fantasia ia ser legal, mas isso é demais! – ela ri, apontando Sirius e Jay. – Eu quero dois escravos anjos também.

— Todo mundo quer, amor. Situação?

—Todos os ponches batizados. A fumaça que está soltando é salvia. Todos trouxeram presentes e colocaram sobre a mesa aqui atrás. – Mellaria me conta.

—Algum movimento suspeito? – pergunto bebendo um gole do meu ponche.

—Estamos de olho nelas, mas até agora nada. – Disse Mikayla.

—Certo. Agora em deixem ver as fantasias de vocês, vadias.

As Brianna’s foram cada uma de uma Briana diferente. Mikayla foi de uma deusa grega chamada Afrodite. Tatiane, de sereia, mas aquelas parecidas com as dos trouxas. Mais das minhas vadias mostraram suas fantasias se exibindo, enquanto eu as elogiava.

Frank parou na minha frente mascando um chiclete, usando algo que me era extremamente familiar.

Ai, meu deus. – digo sorrindo.

—Olá, vadia. – ele responde com uma excelente imitação da minha voz. Frank estava fantasiado de mim.

—Você ta maravilhosa. – Digo. Frank deu uma risadinha.

—Oi, Jaaaaaay. – diz Frank piscando para James, que ficou todo encabulado, por Frank o estar chamando do jeito que eu falava. Todo mundo começou rir de James e Frank, que estava brincando com uma mecha de cabelo loiro, que provavelmente era uma peruca.

—Meu Merlin... eu vou me mijar. – riu Emmeline escondendo a boca com as mãos, gargalhando sem parar.

—Frank. Você é gay? – perguntou Peter franzindo a testa. Frank colocou as mãos na cintura, basicamente do jeito que eu fazia, e olhou para Peter.

—Não, por que?

—Você está de saia! Com peitos! – disse Peter.

—E daí? É só uma brincadeira.

—Você está nas líderes de torcida! – riu Peter, como se aquele fosse motivo suficiente para que Frank fosse gay.

—E daí? – perguntou Frank – E se eu fosse gay? Qual seria o problema? – perguntou ele.

—Eu nunca mais vou trocar de roupa na sua frente. – resmungou Peter.

—Você não faz meu tipo, amor. – riu Frank voltando a me imitar – Agora, o Jaaaaaay...

—Merlin! Para com isso! – ralhou James vermelho, enquanto todo mundo caía na gargalhada.

—Deixa eu te explicar uma coisa, Pettigrew. Eu sou seguro o suficiente da minha masculinidade a ponto de fazer coisas femininas. Eu prefiro torcer e fazer farra a jogar quadribol e eu estou vestido de Addie porque ela é uma pessoa legal e que eu admiro. E é só pela brincadeira. Ou você acha que o Sirius e o Jaaaaay...

—Eu juro que vou te azarar! – resmungou James enquanto todo mundo caía na gargalhada.

—São dois anjinhos? Ou então que a Emily... – ele parou de falar e abriu a boca em espanto – Aquela é a minha Emily? – perguntou ele.

—AHÁ! – gritou Emmeline. – Sua Emily?

—Minha irmãzinha, inocente, Emily! – insistiu Frank apontando para Emily, que estava dançando com um copo de ponche na mão, parecendo muito distante dali – Dançando que nem uma vadia. Que orgulho. Ela está andando tempo demais com a Emmeline.

—O que? – perguntou Emmeline indignada.

—O que foi? Foi um elogio. Já viu como a Dorcas dança? – riu Frank dançando mais ou menos como Emily tinha dançado na minha festa nas férias. Todo mundo começou a rir. De fato Emily estava dançando bem melhor, depois das nossas noites de música no dormitório.

—Addie. Olha a minha fantasia! Como eu estou? – perguntou Mary dando uma voltinha.

–Awn, Mary, você veio de borboletinha. – digo meiguinha pra ela.

—Eu não...é uma fada. – ela sussurra, meio sem jeito.

—É uma borboleta. – contradiz Peter. – Uma linda borboleta. – Mary cora forte e sorri para ele.

—Parabéns, Addie. – diz uma voz grave. Me virei e vi Jacques chegando com um sorriso no rosto. Ele estava vestido de lutador de boxe e olhou com expectativa para Emmeline, que abriu um enorme sorriso.

—MEU MERLIN! VOCÊ ESTÁ PERFEITO! – gritou ela, eufórica, pulando nos braços dele.

—Sério? Eu achei meio expositivo demais... – murmurou ele corando de leve, afinal ele estava com uma bermuda, botas e só, com as luvas de boxe amarradas uma na outra, penduradas no ombro – Mas que bom que gostou... você fala direto sobre esse boxe...

—Amor, ficou perfeito. – riu Emmeline passeando o dedo pela barriga tanquinho dele. Sirius fechou a cara cruzando os braços – E agora que você está com esse corpinho delícia... eu tenho que me exibir com você. Vamos lá. – riu Emmeline.

—Acho que uma das minhas supervisoras está fora do alcance de serviço. – resmunguei vendo Emmeline se afastar para a pista de dança com Jacques, que estava olhando muito atentamente para o rabinho de gato dela.

Eu já comentei que Emmeline e Marlene vieram com a mesma fantasia? Não? Pois é. E elas estavam furiosas com isso. Hilário.

—Ele está ridículo com aquela bermuda ridícula. Mostrando aquelas canelas finas. E ridículas. – resmungou Sirius.

—Amor, você tá de tanguinha. Do que está falando? – perguntou Frank, sorrindo.

—Mas eu sou MUITO mais lindo que ele. Então tudo bem. Eu podia estar pelado que eu continuaria maravilhoso. – disse Sirius com muita confiança na voz.

—Adoro essa atitude. – escutei uma voz atrás do meu trono. Virei o rosto, um tanto tensa ao notar Leh Soto saía detrás do meu trono, com aquele sorriso malvado dela – Sabe, meu namorado está capotado no dormitório, dormindo um sono pesado, já que eu, sem querer, deixei cair poção do sono no suco dele hoje à noite... então... quer dançar, Sirius? – perguntou ela sorrindo maliciosamente.

Soto estava vestida de egípcia, com os braços desnudos, exibindo as tatuagens dela. Um triângulo com um círculo e um traço dentro no antebraço, “Dream out loud” no outro antebraço. Do busto dela dava pra ver algumas andorinhas, mas pouca coisa, pois a fantasia escondia o resto. A maquiagem dos olhos dela estava maravilhosa, combinando perfeitamente com os cabelos escuros e a pele relativamente morena. Quis odiar o fato de que a fantasia coube perfeitamente nela, mesmo com as tatuagens (que eram lindas, por mais que eu nunca fosse admitir isso).

—Não, ele... – comecei, mas Sirius sorriu, animado.

—Claro, Leh! – cortou ele tirando a coleira do pescoço e indo pra junto dela. Eu estava para gritar com ele, quando Dido Shafiq apareceu do outro lado. Ela estava fantasiada de princesa da Arábia, ou qualquer coisa assim. A fantasia dela tinha cor de ouro, uma calça folgada de um tecido fino, o top que era menor que a maioria dos meus sutiãs, o cabelo comprido caindo sobre seus ombros, enfeitado com joias. Ela estava linda também... por que elas precisavam ser tão bonitas?

—Oras, não seja ciumenta, Addie. – riu ela. Me virei pra ela, pois a achava ainda pior que Soto. Soto não era capacho da Zamora, apenas andava com elas pela popularidade e status que isso dava. Mas Dido era completamente devotada à Zamora e provavelmente seria a cascavel que iria substituí-la quando ela se formasse – Leh sempre achou seu primo bonitinho. – ela andou ao redor de James o olhando com um sorriso safado no rosto. James, no entanto, devolveu com um olhar de pouco caso – E quando a gente vê algo tão gracinha assim, a gente acaba querendo dar uma mordidinha... – murmurou ela se aproximando demais de James.

Mas ele sorriu pra ela, de maneira travessa e a afastou.

—Pena que essa gracinha aqui é demais pra sua vassourinha. – riu James – Por que não tenta uma gracinha da sua casa?

—Porque nenhum deles é tão bonitinho quanto você? – perguntou ela com um sorriso cheio de segundas intenções.

—Que pena. Essa gracinha aqui já tem dono. – riu James apontando para a coleira – Então procura outra sarna, Shafiq.

Achei que ela fosse ficar furiosa, mas ela apenas sorriu, quase achando graça.

—Relaxa, Potter. A noite é uma criança. – riu ela piscando pra ele, antes de sair.

James revirou os olhos e me olhou.

—Ficou achando que eu cairia no charme dela? – perguntou ele.

—Nunca duvidei de você, Jaaaaay. – respondeu Frank abraçando o braço dele.

—Frank. – murmurou James, letalmente. Todos olhamos nos perguntando se ele iria perder a paciência – Você tem trinta minutos e nenhum segundo a menos pra me soltar!

E então ele riu apertando os seios falsos de Frank, fazendo todo mundo cair na gargalhada.

Remus estava de detetive. Algo trouxa, com um chapéu estranho, uma lupa e um cachimbo. Rabastan tinha vindo de príncipe encantado e estava simplesmente adorável. Katherine Greengrass não saía de perto dele. Então aproveitei para ser Queen Bitch, me arriscando sozinha pela primeira vez.

—Rabs! – digo me aproximando e o abraçando no braço. Eu já tinha bebido um pouquinho, mas não estava realmente bêbada. – Olá, Theo. Vocês estão umas gracinhas!

Katherine tinha vindo de princesa. Theo estava de jogador de quadribol, com vassoura e tudo.

—Beleza de festa, Black. – disse Theo me estendendo o polegar.

—Que bom que estão gostando. – digo ainda abraçando o braço de Rabastan, que estava ostentando elegância, entrando no próprio personagem.

—Ah, sim. Está ótimo, querida. – riu Katherine abraçando o outro braço de Rabastan – Nós estamos nos divertindo muito.

—Definitivamente. – concordou Theo – Quem é aquela sua amiga de coelha, heim? – perguntou ele.

—Quem? A Emily? – perguntei me virando para ver Emily dançando em cima de uma mesa, junto com Emmeline, de maneira extremamente sensual. Jacques Burke olhava completamente esbabacado pras duas – É... a coelha é a Emily. A gata é a Emmeline.

—Não dá pra confundir a bunda da Vance. – riu Rabastan para Theo, que deu um sorriso canalha (não vou mentir, Rabastan sorriu do mesmo jeito).

—Eu gostaria de dar uns tratos na coelhinha. – riu Theo – Ela quem brigou com a gente aquele dia, tenho certeza.

—Fala sério. – riu Rabastan revirando os olhos – Você nem viu a coelha de perto. E ela está de máscara.

—Mas eu prestei atenção nos olhos dela. – riu Theo – Ela me olhou furiosamente com eles. Não dá pra esquecer. Parecia que tinha um grifo bufando pra mim.

—Do que vocês estão falando? – perguntei confusa.

—Sua amiga nos ameaçou. – riu Rabastan – Falou que se a gente não contasse o que Zamora tinha planejado fazer pra sacanear... ela disse que ia nos matar? Foi isso? – perguntou ele com bastante pouco caso.

—Se eu der um chicote pra ela, ela pode me castigar o tanto que quiser.

—Fala sério, Theo! – ralhou Rabastan – Você nem sabe quem ela é. Nem se é bem nascida. Vai que é uma sangue-ruim.

—RABASTAN! – ralhei zangada. Ele me olhou aborrecido.

—O que foi? O nome sangue ruim é ofensivo demais pra você? – perguntou Katherine com desdém – Eu acho que ela é a Valentine, sim. – adicionou ela estreitando os olhos para tentar reconhecer Emily – Ela é sangue puro, mas é uma completa demente. Lá em Beauxbatons...

—Não ouse abrir a boca pra inventar mentiras sobre a Emily! – rosnei zangada.

Katherine arqueou as sobrancelhas.

—E o que você sabe sobre ela, antes dela vir pra cá? Eu estudo com Valentine desde o primeiro ano. Todo mundo sabia que ela não era mais virgem.

Rabastan e Theo olharam para ela com interesse.

—Sério? – perguntou Theo Nott.

—Claro que não! – respondi.

—É verdade. Ela gostava de um garoto mais velho. Marcus Artois. Ele era bem bonitinho, até. Mas não prestava. Ela até trazia ele pro nosso dormitório vez ou outra. Ninguém conseguia dormir por conta dos gemidos...

—Cale essa boca! – rosnei – Emily não fez isso, e mesmo que tivesse, não é um direito seu sair falando isso por ai.

—Eu falo o que eu quiser. – ela olhou para Theo, que parecia menos interessado agora – Se quiser brincar com ela, vai em frente. Ela é fácil. Mas eu vou pensar que achou seu pau no lixo. Ela é tão terrível quanto um sangue-ruim.

—Pare de falar essas coisas horríveis e saia da minha festa agora mesmo. – rosnei perdendo a cabeça – Eu não sei nem como teve a cara de pau de aparecer sem ter sido convidada.

—Eu vou onde eu quiser, quando eu quiser e como eu quiser, Black.

Eu estava para dar um belo de um soco nela, e Rabastan percebeu, pois segurou meu braço e Katherine fez uma careta, dando um passo para trás, foi quando Zamora apareceu e a segurou pelo ombro.

—Kat. Não está implicando com a aniversariante, está? – perguntou ela. Zamora não estava fantasiada, ou ao menos não parecia algo que eu poderia reconhecer. Ela estava com um vestido extremamente curto, vermelho sangue e tomara que caia. A coxa dela tinha um laço vermelho, com um coração de rubi – Por que não pega seu namorado, o amigo dele e vão curtir a festa em outro lugar.

Kat, Rabastan e Theo concordaram com um aceno de cabeça, dando meia volta e se afastando. Olhei para Zamora, encorajada pelo álcool, querendo muito estrangulá-la ou qualquer coisa assim.

—Não precisava e nem queria a sua ajuda. Eu posso lidar muito bem com Greengrass. – rosnei zangada.

—Tenho certeza que sim, querida. – riu ela – Que graça de festa. Espero que esteja se divertindo tanto quanto minhas amigas. – riu ela.

Olhei para Greengrass, que estava falando com Rabastan, o levando para um canto mais afastado. Olhei para Sirius, que estava flertando copiosamente com Leh Soto. Mas depois senti meu estômago dar uma cambalhota. Precisei respirar fundo para não deixar a decepção transbordar pra fora de mim.

Porque James e Dido estavam num amasso furioso perto da mesa do ponche.

—Eles fazem um casal tão fofo, não é? – perguntou Zamora, cruzando os braços. Engoli em seco, furiosa e me virei para ela – Mas deixa eu ir. Meu par está me esperando. Divirta-se na sua festa, Addie, meu bem.

Zamora saiu rebolando e eu a fui seguindo com um olhar cheio de fúria. Mas algo ainda mais gelado que a terrível decepção com James escorreu pela minha espinha. Adam estava fantasiado de vampiro. Quando Zamora o cutucou e deu um beijo nele, ele a abraçou pela cintura e a beijou de volta.

Me virei de uma vez, querendo voltar para meu quarto. Sirius, James, Rabastan e Adam. Ela tinha tirado os quatro de perto de mim. Ver Jacques babando por Emmeline me deixou nauseada. Eu só queria sair e não ver ninguém feliz perto de mim.

Fugi das pessoas que dançavam sobre as luzes bruxuleantes produzidas pelos orbes que flutuavam sobre nossas cabeças. Deixei o salão comunal, ignorei Tatiane, que estava zangada ao lado de uma amiga num corredor qualquer. Fugi do barulho, da música, das risadas. Quando finalmente encontrei o espelho mágico, o atravessei e corri até a Casa da Árvore. Bati a porta com força e gritei de raiva.

Chutei o sofá, furiosa e me xinguei ao sentir meus dedos doerem por isso. Me sentei no chão, completamente puta da vida, decidida a ignorar todos aqueles traidores pelo resto da vida, quando alguém entrou.

Remus vinha assoviando uma música qualquer, empurrando uma mesa com uma vitrola em cima. Foi quando ele me viu e franziu a testa.

—Addie? O que você está fazendo aqui? – perguntou ele.

—Fugindo da minha festa de aniversário. – respondi, furiosa.

—Por que? – perguntou Remus levando a vitrola para um canto, para depois se sentar ao meu lado.

—Porque Zamora conseguiu. Ela venceu. Eu oficialmente a declaro a rainha dessa merda de escola e eu nunca mais...

—Opa, opa, opa. Quem é você e o que fez com a Addie? – perguntou Remus me olhando com um olhar gentil – Me explique a situação e eu te ajudo no que eu puder.

Respirei fundo.

Deixe um lagrima cai que logo Remus tratou de limpar.Fiz um biquinho.

—O que foi, Addie?

—Sirius está se agarrando com Soto, James com Shafiq, Rabastan com Katherine e Zamora com o Adam. Peter e Mary estão sendo felizes, assim como Emily, Frank, Emmeline, Burke... todos estão se divertindo. Menos eu, que estou me sentindo abandonada e traída. – eu olhei para Remus, completamente insultada e triste.– Até James! James! Estava se agarrando com aquela imbecil da...

—Calma. – pediu Remus.

—Zamora botou as mãozinhas em todos os garotos extremamente populares que eram meus amigos.

—Bem... não em todos. – disse Remus.

Olhei para ele e sorri.

—É... nem todos.

—O Frank é bem boa pinta e ele é completamente...

—Eu estava me referindo a você, seu bestão. – ri olhando para Remus. Ele piscou e me encarou.

—Eu?

—Isso mesmo. Eu só preciso tirar essa sua roupa...

—O-o que? – perguntou ele corando muito.

—... e colocar algo mais sensual.

—Addie. Eu não posso. As pessoas vão ver minhas cicatrizes.

—Ok, você não precisa ficar pelado, Remus! – digo com um sorriso

Voltamos para a festa depois de passar rapidinho no nosso Salão Comunal. Eu tinha penteado os cabelos de Remus para trás, botado um lindo traje a rigor nele, com uma capa. E o toque final, a meia máscara. Ele estava um lindo e charmoso Fantasma da Ópera.

—Você está perfeito, Remy. – digo abraçada com ele.

—Você acha? – perguntou ele. Estávamos descendo as escadas de mãos dadas, quando Frank e Mary apareceram.

—Descobrimos uma coisa. – disse Frank, que estava com a peruca descabelada e os peitos tortos – Shafiq colocou poção do amor na bebida do James. – explicou ele – Já o levamos para a Ala Hospitalar, mas a festa acabou pra ele.

—Deixamos o Peter e a Mikayla lá pra cuidar dele. – concordou Mary – E mandamos um esquadrão pra azarar a Dido também.

—Não. – murmurei – Se fizermos isso vai parecer que me afetou.

—Mas te afetou. Você saiu correndo como se tivesse um lobisomem ensandecido atrás de você. – disse Frank. Senti Remus tremer de leve ao meu lado, mas fingi que não tinha notado, para a segurança dele.

—Mas eu já voltei e vou curtir a festa sem que aquela piranha venha me atingir de novo. É o meu aniversário e eu não vou ligar pra ela, não vou olhar pra ela. Amanhã eu me entendo com o Sirius e... e com os outros também.

—Tá falando do Cook, não é? – perguntou Frank fazendo uma careta.

—Nunca imaginei isso da parte dele... – murmurou Mary, me olhando tristemente.

—Foda-se. Foda-se Adam Cook. – rosnei – Vamos, Remy.

—Ok. Ok. – murmurou Remus respirando fundo. Descemos as escadas de novo e voltamos para a festa. Emily logo apareceu com um sorriso zangado, com ponche nas duas mãos. Ela me deu um e deu outro pra Remus – Emily... oi! – murmurou ele.

—Agora não. – sibilou ela – Fique com Addie agora mesmo. Eu escutei Zamora perguntar pra Dido quem era você e ela parecia zangada por Addie estar com alguém tão bonitinho. – Emily arrumou a gravata de Remus – Então, dance, abrace a Addie e pareça estar muito feliz com isso. Porque se eu ver o sorrisinho nojento daquelas quatro amanhã eu vou vomitar.

—Emily... – comecei, mas ela me cortou.

—Quando eu coloquei o chapéu seletor, ele falou que eu me daria bem na Sonserina. Mas eu não iria suportar viver na mesma casa que a Greengrass... eu já a aguentei tempo demais. Então o chapéu me colocou na Grifinória. – Emily olhou para Rabastan e Kat, que conversavam num canto mais afastado – Eu vou mostrar o quão excelente víbora eu posso ser. – ela bufou e olhou para Remus – Agora! – disse ela cutucando o peito dele, para depois sair.

—Ela é assustadora quando ela está zangada. – murmurou Remus.

—Ela é ótima... mas então... – olhei pra ele com um sorrisinho – Amassos?

—Agora? – perguntou ele nervoso – Não que eu não queira. Você tá linda. Eu adoro você, mas... sei lá... não parece muito romântico...

—Cala a boca e me agarra, Remus. – disse o puxando pela gravata.

Começamos a dançar, nos abraçando. Estávamos muito próximos e nossos respirações se misturavam. Olhei nos olhos de Remus, com seus braços, abraçando minha cintura e nossas testas coladas. Eu sorri para ele e ele sorriu de volta, fomos aproximando nossos rostos, mas quando íamos tocar os lábios um no outro eu vi Evie e Dido me olhando com desdém, então eu ri e fiz a cara mais debochada que consegui e voltei a dançar com Remus.

Finalmente acabei esquecendo o que tinha me deixado tão zangada. Eu e Remus ficamos a dançar ao som dos Stones. Frank se arrumou de novo e veio dançar perto da gente, assim como Emmeline com o namorado, Mary, Peter, Lily (que veio de bruxa... meio tosco, mas fazer o que?), as meninas do time e até Marlene e Dorcas.

Um tempo depois escutamos um barulho de algo caindo e um grito. Nos viramos e vimos Katherine Greengrass ensopada com alguma coisa. Tinha caído uma bacia na cabeça dela e logo ela começou a inchar. Era uma poção de fazer inchar e ela estava parecendo um baiacu. Rabastan ao lado dela, que por pouco não foi atingido, estava em choque tentando se esquivar dos braços gordos dela.

Caímos na gargalhada e então eu vi Sirius e Emily no andar de cima, com sorrisos satisfeitos. Ok. Sirius estava quase perdoado.

Minutos depois os dois apareceram com sorrisos satisfeitíssimos.

—Genial. – riu Mary para os dois.

—Você não viu o que a Emily fez com o cabelo da Dido. Ela vai ficar furiosa amanhã de manhã. – riu Sirius batendo na palma da mão da Emily – E eu preciso falar com você depois.

—Sobre a sua traição? – perguntei cruzando os braços.

—Não. Sobre a traição da Soto. Foi ela quem me contou que tinha poção do amor na bebida do James e que tinha sido por isso que ele estava se agarrando com a Dido. – explicou Sirius. O olhei espantada – Soto é bem parecida com a gente, sabe?

—Como? Escrota? – perguntou Jacques.

—Não. Odeia a família, que fica querendo que ela seja perfeita que nem os outros parentes, leia-se Alice. – riu Sirius – A Soto é massa, de verdade.

Notei que Emmeline torceu o nariz ao escutar aquilo. E Marlene também.

Mas eu não liguei, apenas abracei meu primo e voltei a curtir a festa.

—ME PERDOA, ADDIE! EU FUI ABUSADO! ENVENENADO! VIOLENTADO! – lamentou James na mesa do café da manhã.

—Relaxa, Jay. O Sirius e me explicou tudo. – respondi apertando a bochecha dele.

—Jura que não tá chateada comigo? – perguntou ele do meu lado, me abraçando.

—Juro sim. Eu adoro você, Jay. – respondi o abraçando de volta.

—Eu vou deixar dessa vez, mas só porque o James vai surtar quando souber que o Aluado e você... – começou Sirius.

—BLACK!

Eu e James nos soltamos e olhamos para o lado. Era Dido quem vinha, furiosa. Eu, a princípio, tentei não rir. Mas eu não dei conta e caí na gargalhada. Quem estava do meu lado riu também.

Porque Dido estava careca.

Bem não exatamente careca, ela ainda tinha cabelo mas a parte de cima estava completamente lisa.

—Que maravilhoso seu penteado, amiga. – riu Emmeline.

—Sim. Tá parecendo até... o meu joelho. – riu Sirius – Não... acho que meu joelho ainda é um pouco mais bonito.

—Eu já coloquei um monte de poções pra fazer o cabelo crescer! O que foi que você fez, heim? – perguntou ela.

—Eeeeeeeu? – perguntei com um sorriso cruel – Amiga. Eu estava na minha festa. Eu não faço ideia de como isso aconteceu.

—Você viu quem fez isso ai? – perguntou Emily, praticamente chorando de tanto rir.

—Não. Mas quando eu descobrir, eu vou MATAR! – gritou ela.

—Ei, Shafiq. Você sabia que tem uma pinta? Bem aqui, olha! – disse Jacques Burke cutucando a careca dela. Ela tentou agarrá-lo, mas ele pulou para longe dela, morrendo de rir e se sentou ao lado de Emmeline – Se precisar de um pouco de poção para o sol, eu posso te fazer um bom desconto. Não queremos que essa careca fique descascando, não é?

Gente... eu amo o Jacques.

Dido gritou de ódio, dando meia volta. Um aluno do terceiro ano riu dela e ela pegou um pedaço de bolo e jogou na cara dele. Em retaliação, todo o terceiro ano começou a jogar coisas nela, gritando: acerta a careca!

Tava tudo muito engraçado, até que a professora McGonagall chegou.

—Senhorita Corecha. – disse ela. Tati, que estava com um enorme pedaço de torta na mão, prestes a arremessar contra Dido, estacou no mesmo lugar – Seu pompom está no chão. Vão pisar nele se você não cuidar e ele amassado perde um pouco do brilho. – disse ela, voltando a andar.

—Oh, desculpe, professora. – riu Tati acertando a cara de Dido para depois pegar o pompom.

—O que aconteceu com a Minie? – perguntou James, chocado.

—Ela está furiosa com a Shafiq. – riu Mary, girando os olhos.

—Slug falou que ninguém poderia provar que foi ela quem envenenou o James, então não poderiam descontar pontos da Sonserina. – disse Frank – Então a Minie disse que ela não descontaria um ponto que fosse da Grifinória, por uma eventual retaliação, a menos que pudessem provar que tenha sido alguém da Grifinória...

—Eu amo a Minie. – riu James morrendo de rir, observando Dido se afastar, completamente suja de torta – E o que você tava falando do Aluado, Almofadinhas.

Sirius sorriu maldosamente e Remus se escondeu atrás de um livro, mas dava pra ver a testa corada dele.

—Bem, ele e Addie ficaram dançando MUITO próximos, acho que ele beijou a Addie ontem. – respondeu Sirius. James abriu a boca, em choque. Depois ele me olhou, como se esperasse que eu desmentisse.

—O que? Não foi um beijo de verdade, só ficamos meio agarrados. – expliquei, morrendo de rir de James – Foi só pra deixar a Zamora zangada.

—Addie! Você me traiu! – murmurou James, fazendo drama.

—James... ontem, quando separamos você da Dido, você estava com o rosto afundado nos seios dela. – riu Frank. Olhei horrorizada para James, que encolheu de leve.

—O que? Eu gosto de peitos... – explicou-se ele – E eu não estava são. Eu tinha sido drogado. Então eu meio que fui forçado a enfiar a cara nos lindos peitinhos rosados dela, ok?

—Aureola rosa? – perguntou Sirius.

—Rosinha, cara. – riu James.

—Nice! – riu Sirius.

—GENTE! – ralhou Frank. Mas então ele riu – Rosinha, rosinha?

—Cala a boca, Frank! – ralhou Emily jogando uma maçã na cabeça dele.

—AHÁ! Ciúmes, Emily? – perguntou Emmeline. Emily olhou para ela como se ela tivesse sugerido que ela gostaria de beijar o professor Flitwick.

—Do Frank? Claro que não. Mas eu não quero ficar escutando sobre os seios adoravelmente redondos, macios e rosados da Dido. James passou um tempão falando isso enquanto a gente tentava arrastar ele pra Ala Hospitalar. – resmungou ela.

—Ok. Podemos parar de falar sobre isso? – perguntei – Por que ainda estamos falando sobre isso?

—Isso mesmo. Você ainda precisa me explicar sobre esse negócio com o Remus! – disse James fechando a cara. Pisquei algumas vezes e me virei pra Emily.

—Quanto tempo ele ficou falando sobre os peitos dela? – perguntei.

—O tempo todo. – respondeu Emily – E depois ainda falou que ela queria levantar a tanguinha dele e que ele queria muito que...

—OK! OK! – gritou James, vermelho – Eu não quero mais saber sobre Addie e o Aluado, ok? – perguntou ele. Mas então ele olhou para Remus e sorriu um sorriso diabólico. Remus até botou o livro na mesa.

—Pontas. O que você vai falar, Pontas? – perguntou Remus.

—Addie, você sabia que eu tenho um espelho... – começou James, mas Remus subiu na mesa e pulou sobre James, o jogando no chão. Depois ele pegou Pontas, o colocou ombro e saiu com ele.

—Vocês sabiam que Remus era forte assim? – perguntou Mary.

—Gente. O que houve? – perguntou Burke – O que deu no Lupin?

Todos nós olhamos para Sirius, que estava morrendo de rir. Mas então ele deu de ombros.

—Não posso dedar. Palavra de maroto. – ele piscou pra mim, se levantou, puxando Pedro pela camisa e os dois foram atrás de James e Remus.

Notas finais
GOSTARAM???????????????????????????????????? Coitada da Addie gente jheuheuheuehuhe pegaram todos os boys magias dela heuheuheueh ADAM O QUE VOCÊ TA FAZENDO COM A ZAMORA, HEIM QUERIDO?PREVEJO LEITORAS BRAVAS COM VOCÊ! Jay recusando a Dido super fofoooo. Ele e Six os melhores anjos escravos EVERRRR! E quem gostou da Addie de diabinha? Mary de borboletinha ownnnnnnnnnnnnnnnnnnnn GUYS!GUYS! QUEM QUER UM GRUPO DA FIC NO FACEBOOK?PRA TIPO QUANDO A GENTE POSTAR CAPÍTULO AVISA -LÁ, FAZER BRINCADEIRAS, POSTAR BÔNUS!Lá vocês podem fazer perguntas para mim e a Vênus se tiver dez de vocês querendo entrar vamos, criar, apesar de não ser muita gente, espero que com o tempo vá aumentando ehuehuhe BYE BITCHESSSSSSSSSSSSSSSSSSSS! LOVE U GUYS!