When We Were Young

27 I Kissed A Girl


Notas iniciais
YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!! Tia Venus aqui! Giu! Muitíssimo obrigada pela recomendação!! GENTE! A FIC ESTÁ COM MARAVILINDAS 10 RECOMENDAÇÕES!!!! Vocês são fantásti@s! Sério! Eu e a Aurora estamos muito felizes!!! Obrigada de S2 Normalmente a gente só posta nas quartas, mas por conta da recomendação, vamos postar mais cedo na semana. O próximo sai na próxima quarta, se tivermos 10 comentários... Maaaaaaas...... se chegarmos nos 15, uma surpresa pode acontecer. (estamos discutindo isso ainda...) Mas vamos lá. Quero ver todo mundo comentando, porque esse capítulo é muito legal! (eu gosto muito) Altos beijos nele. (*0*) Mas antes de ir para o capítulo, eu queria fazer uma propaganda aqui (shuashaushau) Pra quem já leu Legado Lestrange, eu finalmente comecei a postar a continuação dela! Leiam e comentem, ok? O link da fic vai estar nas notas finais! Beijos da Tia^~ #PartiuLer

I KISSED A GIRL

HOGWARTS

1974

4thYEAR

Era véspera da véspera do dia das bruxas e eu tinha recebido uma carta de James para que fosse até o dormitório masculino, sozinha. Então, logo depois de almoçar, eu fui até lá esperando encontrar James para um encontro nada comportado. Assim que cheguei lá, notei que estava todo vazio, menos a cama de James, que estava com as cortinas fechadas. Me perguntei como encontraria meu querido apanhador e quando abri as cortinas, no lugar de encontrar James, encontrei um grande urso de pelúcia.

Grande mesmo.

Tipo, com mais de um metro de altura. Sorri achando fofo e subi na cama para abraçá-lo. Era tão fofinho, e ainda tinha o cheiro do perfume de James.

—Não tive como te entregar na festa. – escutei a voz do James. Ele saiu da capa de invisibilidade e foi para a cama comigo – Não ficou chateada comigo, não é? – perguntou ele – Por conta daquilo que aconteceu com a Dido?

—Na hora sim. Mas depois que descobri o que aconteceu... não foi culpa sua.

—Eu não quero beijar outra garota que não seja você, Addie... você é especial pra mim. – murmurou ele.

—Você é especial também, Jay. – murmurei soltando meu urso e abraçando James. Ele me abraçou de volta e nos olhamos. Estávamos para nos beijar quando a porta do dormitório se abriu de uma vez. James revirou os olhos e nós olhamos para a porta. Eram Sirius, Peter e Remus.

—Opa! PONTAS! – ralhou meu primo.

—Seu neurótico. Eu só estava entregando o presente dela. – resmungou James, me soltando – O urso gigante! – disse ele apontando pro urso. Sirius nos olkhou desconfiado e concordou.

—Ok, ok! – ralhou ele – Mas já deu. Pode soltar minha prima agora.

—Eu preciso dar um perdido nele. – sussurrou James me fazendo sorrir.

—É o que? – perguntou Sirius.

—Nada não. – riu James parecendo um garoto inocente. E todo mundo sabia que ele estava aprontando alguma quando fazia aquela cara de garoto inocente.

Eu mal posso esperar pra descobrir o que é...

Eu, Emmeline e Mary estávamos conversando animadamente sobre o guitarrista americano da banda Terror de Salém, que era sem dúvidas, um cara muito bonito e sexy. Emmeline sorria abanando o próprio rosto, falando devaneios pornográficos com ele, enquanto eu e Mary ríamos sem parar.

Mas o bom humor de Emmeline acabou quando ela viu meu primo sentado ao lado de Marlene, conversando de maneira bastante intensa há algumas cadeiras de distância. Revirei os olhos achando meu primo um tremendo galinha e me virei para Emmeline.

—Deixa o Sirius pra lá, Emmeline. Tem tanto garoto bonito nessa escola. Seu namorado, por exemplo. O Sirius é meu primo, eu gosto dele, mas ele é um idiota superficial.

—Eu gosto de idiotas superficiais. – riu Emmeline com divertimento – Principalmente os bonitinhos como o seu primo.

—Você não toma jeito. Me ajuda a te defender, amiga. – brinquei arrancando risadas das duas. Senti alguém se sentar ao meu lado e vi James.

—Olá, meninas. – riu ele.

—Oi. – respondemos juntas.

James se curvou para frente e baixou o tom de voz.

—Então. Eu consegui uma coisinha legal pra gente. – riu ele com um sorriso divertido – E eu gostaria de propor que a gente começasse a curtir o dia das Bruxas na nossa Casa na Árvore. O que acham?

—Mas o dia das Bruxas é só depois amanhã. – digo o olhando com diversão.

—Depois de meia noite já é amanhã... Ah, que seja. Eu só quero uma desculpa pra curtir... – respondeu James piscando para mim – E acho que seria legal a gente dar uma última ensaiada pro show de talentos. – ele me olhou fazendo biquinho – Mesmo que eu não esteja no seu grupo de apresentação...

—Own... – eu ri apertando a bochecha dele.

—Meu Petelzinho vai? – perguntou Mary com um sorriso divertido.

—É claro. E eu estava pensando na gente fazer algum jogo legal, hoje. – riu James.

—Tipo o da garrafa? – riu Emmeline – Ou algo como verdade ou desafio? Strip Snap Explosivo?

—Emmeline, sua linda. Temos que sair com você mais vezes. – riu James, com aquele sorriso divertido e enorme dele.

—Meu querido. Eu tenho as melhores ideias, sempre. Mas o que você tinha em mente?

—A brincadeira da garrafa mesmo.

—Eu sei lá... e se eu cair com o meu primo? – perguntei fazendo careta – Ou com o Petelzinho.

—Ai eu dou um chilique! – riu Mary de maneira descontraída.

—É, existe o risco. Mas pode ser melhor, tipo você ter que me beijar. – riu James colocando o cotovelo na mesa, para apoiar o queixo na mão.

Sorri para James, que me olhava com um sorrisinho divertido.Sabia que ele estava louco para me beijar novamente,

—Queridinho. Se eu quisesse te beijar, eu não precisaria usar uma garrafa como desculpa. – eu disse imitando a postura de James. Ele piscou e se afastou corando de leve. Provavelmente ele achou que eu ficaria constrangida, mas eu nunca coro. Ele tinha essas brincadeiras com as meninas. Apesar que depois do nosso beijo isso virou algo constante.

—Ui. Quer uma loção pra queimadura, James? Essa doeu em mim. – riu Emmeline. James me olhou com um ar desafiador.

—Você tem medo de brincar, é isso?

—Eu não tenho medo de coisa alguma! – ralhei.

—Então espero vocês na Casa da Árvore! – riu ele voltando a sua usual expressão loucamente sorridente.

Emmeline estava bem ansiosa para ir para a Casa da Árvore, mas antes quis ir para o Salão Comunal pra se arrumar. Eu e Mary acabamos indo com ela (como se tivéssemos opção...). Depois de quase uma hora, Emmeline achou que estávamos lindas o suficiente e então seguimos, nos esgueirando, até a Casa da Árvore. Estava morrendo de medo de sermos pegas, afinal já tinha passado da hora de se recolher e nós não tínhamos a capa de James.

Ficamos nos espreitando, desconfiando de cada barulhinho, morrendo de medo do Filch ou da gata nojenta dele. Emmeline estava numa ansiedade sem fim. Primeiro porque ela estava completamente louca pelo meu primo. Como Marlene não conhecia nosso esconderijo, ela sabia que era a oportunidade perfeita para seduzi-lo. E em segundo lugar, porque ela não sabia se traía ou não o Jacques.

—Eu vou ser a futura Sra. Black. Guardem minhas palavras. – riu Emmeline – Pobre Jacques... ele segue apaixonadíssimo por mim.

—Você não presta, Emmeline. – digo ralhando – Ele gosta tanto de você...

—É verdade. Ele passa o café todo suspirando, sorrindo só de te olhar.

—O Jacques é legal. Eu gosto dele. – suspirou Emmeline – Mas não adianta. Eu gosto mesmo é do Sirius. Queria não gostar. Seria tudo mais simples, mas fazer o que?

—Cada uma de nós vai ficar com um dos Marotos. Quem diria... Emmeline com Sirius... eu com o meu lindinho Petelzinho... – Mary soltou um suspiro e me olhou – E você, Addie? James ou Remus? Vai furar o olho da Emily?

—Olha as ideias de vocês.

—Remus. – disse Emmeline com segurança – Vocês combinam tanto. Os dois são super inteligentes e fofos. Esquece a Valentine e dá uns pegas GOSTOSOS no Remusinho.

—Mas James tem o entusiasmo dela para o Quadribol! – argumentou Mary.

—Ah, mas ela e Remus são loiros. Eles combinam.

—Isso não tem nada a ver! – riu Mary.

—Ok. Mas James é da Lily. – disse Emmeline.

Meu estômago revirou de leve ao ouvir aquilo.

—James só faz de pirraça. – murmuro – É só pra chamar a atenção. Ele me provoca tanto quanto.

—Não. É diferente. – disse Mary. Nós duas a olhamos com curiosidade – Ele fica chamando Lily pra sair, de brincadeira. Para deixá-la com vergonha. Mas com você ele provoca e te desafia. Eu acho que ele quer ficar com você, sim.

—Você acha? – perguntei sem evitar de sorrir.

—Oh, meu, DEUS. – riu Emmeline parecendo que tinha ganhado a loteria do Profeta Diário – Addie. Seus cabelos!

Respirei fundo fazendo-os abandonarem o tom rosa. Que droga. Eu nunca me descontrolava, mas James me tirava do sério. Não bastava ficar me lembrando do perfume dele toda vez que ele me abraçava de manhã, ou quando ele me beijava na bochecha eu tinha vontade de enfiar minha língua na boca dele... Será que era isso mesmo? Será que eu estava gostando do James?

—Não foi nada. – murmuro olhando sobre o ombro antes de entrar no espelho. Mas Emmeline e Mary ficaram cantarolando musiquinhas românticas atrás de mim – Será que vocês poderiam crescer? – resmungo, mas elas não pararam.

Fomos as últimas a chegar, obviamente. Os Marotos estavam distraídos numa guerra de almofadas e quando entramos, Sirius jogou uma almofada com muita força em Remus, que se abaixou a tempo. Vi que eu seria o alvo e pulei para o lado e Emmeline quem levou a almofadada no nariz.

—Ouch! – disse ela caindo no chão.

—AH! Me desculpa, Emms! – disse Sirius com os olhos esbugalhados. James e Pedro caíram na gargalhada e Remus parecia se sentir meio culpado por aquilo.

—Belos reflexos, Addie.

—Estou sempre te salvando dos balaços, Jay. Você sabe que meus reflexos são ótimos. – disse colocando as mãos nos quadris enquanto meu primo ajudava Emmeline a se levantar.

—Sou muito agradecido. Você merece até um beijo! – riu ele pulando o sofá e me abraçando para me beijar um monte de vezes na bochecha.

—James, seu maluco! Tá achando que é quem? Me solta! – ralhei, mas não consegui não sorrir e nem deixar de me sentir quente com o abraço dele. O perfume gostoso dele se enroscava em mim tanto quanto os braços dele.

—POTTER! LARGA A MINHA PRIMA! – gritou Sirius acertando uma almofadada em James. Mas como estávamos muito próximos, acabei sendo acertada também.

—Não dá pra soltar, Sirius. Acho que estou grudado nela. – disse James me apertando com força.

—Juro que vou acertar suas bolas, Potter! – ralhei, apesar de estar gostando.

—James. Solta ela. Ela não está gostando... – disse Remus franzindo a testa. James soltou um suspiro e me deu um último beijo, mas dessa vez no cangote, antes de me soltar. Senti meu corpo se arrepiar inteiro e meus olhos pousaram por breves segundos nos olhos de James. Ele sorriu para mim, daquele jeito todo dele e eu senti um frio e um calor repentino. Aquela sensação de ter saltado um degrau por acidente. Desviei o olhar do dele, com o coração acelerado e me concentrei para que meus cabelos permanecessem da mesma cor. Eles andavam bem descontrolados ultimamente.

—Ok, ok. – riu James voltando a saltar o sofá. – Você está linda, Addie. – ele disse.

—Obrigada. – ele sorriu olhando minhas coxas. Eu estava com um shorts da Emms de cintura alta, que tive que encolher um pouco por causa da bunda enorme dela e uma blusa de manga longa com os ombros caídos.

—O que disse que tinha pra gente, Jay? – perguntou Mary, que estava abraçada a Peter. Ele vez ou outra olhava para os seios dela e parecia cada vez menos incomodado com a mania dela de apertá-lo a todo o momento.

—Estou morreeeeendo de curiosidade. – riu Emmeline, que estava ao lado de Sirius, que a devorava com os olhos.

James sorriu e apareceu com uma garrafa de hidromel.

—Quem quer ficar louco? – perguntou ele.

—Eu, obvio. – Emms diz. Ela caminhou até James, pegou a garrafa, tirou a rolha com os dentes, a cuspiu no chão e então sorveu um belo gole, jogando a cabeça para trás, expondo seu pescoço fino e alvo. Olhei para Sirius e notei que ele parecia estar se contendo para não saltar em cima dela. Emmeline voltou à cabeça e entregou a garrafa para James. – Uma delícia. – riu ela.

—Podíamos colocar uma música, não acha? – perguntou Mary.

—Diz Stones. Diz Stones! – pediu Peter. Mary concordou sorrindo.

—Rolling Stones e hidromel. Parece que vai ser a melhor noite de todas. – riu James piscando pra mim. Sorri divertida para ele e fui até o som, ajeitar o vinil que Remus tinha conseguido para a Casa da Árvore. Quando eu estava arrumando a música, senti alguém me abraçar por trás. Reconheci o perfume de James mais uma vez e me senti calorenta novamente – Não me esqueci que depois vamos brincar do jogo da garrafa.

—Nem eu. – sussurrei, me arrepiando ao sentir o queixo dele apoiar no ombro.

—Eu estou doido pra brincar disso com você. – adicionou ele.

Me virei e encarei James nos olhos. Ele me abraçava ao redor da cintura e me olhava com intensidade.

—Está assim tão louco pra ganhar um mais beijo meu, Jay? – perguntei sorrindo para ele.

—Você não faz ideia... só quero uma desculpa pro ciumento do seu primo não ficar com raiva.

—Que gracinha... – sussurrei. James se aproximou ainda mais e alguém jogou uma almofada na cabeça dele. Nos viramos e vimos Sirius balançando a cabeça em negativa. James me soltou e bagunçou os cabelos, rindo com falso constrangimento. Arqueei umas das sobrancelhas, e sorri para ele.

Estava decidida a dar ao menos um beijo nele naquela noite.

Ficamos dançando, pulando e cantando, enquanto enchíamos a cara. Não daria pra ficar realmente muuuuuito bêbados, afinal só tínhamos uma garrafa e éramos sete pessoas. Mas certamente o álcool contribuiu para aumentar o nível das gargalhadas.

Depois de ouvirmos o vinil dos Stones inteiro e trocarmos por um do Ozzy, Sirius lembrou que tínhamos um jogo para fazer. Vi os olhos de James pousarem sobre os meus e eu pisquei para ele.

—Vou encantar a garrafa para que ela aponte sempre para o lado das meninas e depois para o nosso. Assim, não corremos o risco de beijo gay aqui. – Disse Sirius.

—Deixa que eu encanto, Sirius. – riu James. Ele piscou para Emmeline que deu uma risadinha.

—É Siiix... vem cá que eu quero te contar um segredo. – riu Emmeline. Sirius se virou para ela sorrindo e James sussurrou algum encantamento, bem baixinho. Remus estava ao lado dele e o olhou descrente. James sorriu e levou o indicador aos lábios.

E eu tive certeza de que ele estava trapaceando. Ele estava realmente querendo aquele beijo. Provavelmente tanto quanto eu. Sorri para ele e ele me devolveu o sorriso. Ficamos nos encarando com desejo, até que Pettigrew tossiu e voltamos a prestar atenção a nossa volta.

Peguei a garrafa, assim que Emmeline desgrudou a língua da orelha de Sirius, e a girei. Ficamos observando a garrafa girar, girar e girar, até parar e apontar para mim. Olhei novamente para James e ele pegou a garrafa, me olhando nos olhos. Ele a girou e ficamos todos a observando mover-se até parar apontando para James.

—Opa. Que surpresa. – riu ele.

—Por que eu acho que você sabia que seria sorteado? – perguntou Sirius franzindo a testa.

—Porque você é paranoico. – respondo engatinhando até James para roubar um beijo dele. Ele a princípio pareceu surpreso, mas logo me puxou pela cintura e me beijou de volta. Abri a boca e senti a língua dele tocar a minha. Brincamos um pouquinho com aquilo e ele me mordiscou de leve no lábio inferior. Sorri para ele gostando daquilo e ele fez o mesmo. O puxei pela nuca e ele me puxou com mais força.Senti novamente aquela sensação gostosa de quando beijava Jay.

—Er... o tempo acabou... – murmurou Remo.

James me segurou com força, mas eu virei o rosto e ele respirou forte contra minha bochecha.

—Eu sei que está adorando, James... mas regras são regras. – disse sorrindo. Ele suspirou e me lançou um sorrisinho torto antes de me soltar.

—Sim... regras são regras. – riu ele – Quer girar a garrafa, Emms? – perguntou ele.

—Com todo o pra... – começou Emmeline, mas ela foi cortada por uma voz vinda da entrada.

—O que raios é isso?

Nos viramos e vimos Lily.

—Evans... como... como...? – murmurou Emmeline.

—Eu segui vocês. – disse ela olhando ao redor, parecendo achar tudo incrível. Os garotos trocaram um olhar preocupado, temendo que ela nos denunciasse. Eu também tinha a mesma preocupação – Eu vi as meninas saírem do dormitório e resolvi ver o que iriam aprontar. Não queria que perdessem mais pontos para a Grifinória. – ralhou ela – Mas quando eu vi, vocês entraram num espelho... Achei que estava vendo coisas, mas em seguida o Filch apareceu e eu tive que fugir dele. Ele está na frente do Retrato da Mulher Gorda, de guarda. Eu não podia voltar pro Salão Comunal... Então resolvi voltar pra cá... Era mesmo uma passagem secreta!

—O que vamos fazer com ela? – perguntou Sirius – Eu voto em amarrarmos e jogarmos no lago.

—Sirius! – ralhou Remus – Sente aqui com a gente, Lily. Depois a gente dá um jeito no Filch.

Lily franziu a testa, mas em seguida deu de ombros.

—Pela boa música. – riu ela indo se sentar ao lado de Remus, que era o único dos Marotos de quem ela parecia gostar.

—Por favor, Lily. Não conte pra ninguém desse lugar. – pediu James se sentando de maneira esparramada – É nosso esconderijo.

—Não vou contar desde que me deixem vir aqui também. – disse ela sorrindo.

—A gente vem aqui pra aprontar. Você vai fazer o que aqui? – perguntei um pouco mais acidamente do que pretendia. Lily me olhou sem se abalar.

—Eu também posso quebrar algumas regras vez ou outra! – disse ela.

—Eu duvido. – provoquei.

—É mesmo? – perguntou ela. Então ela ficou de joelhos e girou a garrafa, que apontou para ela. Então ela olhou para os meninos. Lancei um olhar fulminante para James, que ficou rindo pra mim, mas não se moveu. Remus olhou para James e eu, que já sabíamos como funcionava o feitiço. Depois para Emms, que provavelmente também sabia, mas que queria beijar Sirius. Depois olhou para Pedro, que ainda ficava espiando o decote de Mary. Então ele soltou um suspiro, corando muito.

—Vamos ver... – disse ele antes de girar a garrafa, que obviamente apontou para ele. Sirius franziu a testa e me perguntei se ele já começava a desconfiar – Bem... vamos? – perguntou ele, completamente vermelho, para Lily, que estava tão vermelha quanto os cabelos.

—Sim! – disse ela com determinação, assim mesmo. James escondeu o sorriso com as mãos e eu também. Emmeline parecia que ia ter um troço. Remus se aproximou de Lily, que não recuou. Os dois se beijaram, parecendo muito sem jeito com aquilo e todo mundo começou a gargalhar, já que eu, James e Emmeline não conseguimos nos conter.

Segundos depois Sirius disse que o tempo tinha acabado e os dois se afastaram extremamente vermelhos.

—Acho que o Aluado vai apaixonar. – zombou Sirius – Encontrou alguém tão fissurado com regras quanto ele.Já esqueceu a Valentine, é?

Remus o olhou zangado e Emms pegou a garrafa olhando sedenta para Sirius. Ela girou a garrafa que apontou para ela.

—Por que não vai se foder, Sirius? – perguntou Remus sorrindo e pegando a garrafa. Emmeline olhou para ele chocada e eu e James ficamos tentando não cair na gargalhada.

—Ooooooh... ele ficou com raivinha. – zombou Sirius.

Remus então girou a garrafa e quando ela parou de girar, apontando para ele, ele mostrou o dedo médio para Sirius e beijou Emmeline. Emms a princípio ficou tensa, mas em seguida ela deu de ombros e passou os braços ao redor do pescoço do garoto. Eles se beijaram de maneira bem mais intensa que Lily e Remus e eu lancei um olhar travesso para James, que me olhou de volta do mesmo jeito.

—Já deu! Já deu! – ralhou Sirius, enciumado. Ele pegou a garrafa enquanto Remus e Emmeline voltavam satisfeitos para seus lugares. Depois a girou parecendo muito zangado e a garrafa apontou para ele quando parou de girar – Finalmente! – resmungou ele.

—Quem vai girar a garrafa? – perguntou Emmeline com um sorriso travesso. Lily deu de ombros e foi pegar a garrafa, quando Remus segurou a mão dela de uma vez. Ele era amigo dela e sabia o quanto ela desprezava meu primo. Mas ele fez o movimento numa pressa tão grande que acabou esbarrando ele mesmo na garrafa, que girou e apontou para ele.

Peter e James caíram na gargalhada, assim como eu. Ri tanto que minha barriga começou a doer. Sirius olhou desesperado para Remus, que parecia tão desconcertado quanto.

—Gira essa merda de novo! – rosnou Sirius – Você não tinha encantado a garrafa? – perguntou ele para James.

—Oooops. – riu James, de maneira divertida.

—Gira de novo! – exigiu Sirius.

—De jeito nenhum! – falou Mary – Regras são regras, Sirius. – riu ela com expectativa.

—Isso vai ser sexy. – concordou Emmeline – Vamos, Siiix... dá um beijão no Remus.

—Eu não! Tá louca? – resmungou ele.

—Covaaaaardeeeee. – zombei rindo dele. Sirius me olhou furioso e Remus escondia o rosto com as mãos.

—CALA A BOCA!

James e Peter se levantaram e começaram a correr ao redor de Sirius, imitando galinhas. Eu fiquei rindo de me acabar e Emmeline, Lílian e Mary ficaram batendo palmas, falando: Beija! Beija! Beija!

—Covaaaaaardeeeeee! – provoquei mais uma vez.

Sirius olhou para mim, furioso e Remus respirou fundo. Ele ia falar alguma coisa. Provavelmente que James tinha trapaceado, ou qualquer coisa assim, mas Sirius, que já estava puto da vida, o puxou de uma vez e lhe deu um beijo nos lábios. Remus o olhou completamente assustado. Os dois cerraram os olhos com força, cada vez mais corados.

—Se soltar antes da hora tem que ficar mais um tempo como punição. – riu Emmeline.

—Eu não estou vendo língua. Tinha que ter língua. – debochei. Os dois me olharam raivosos e eu me contentei em rir.

Quando o tempo acabou, Sirius empurrou Remus e se levantou passando as costas das mãos nos lábios.

—Eu não quero mais jogar esse jogo idiota! – resmungou ele.

E então ele deixou a Casa da Árvore, soltando fumaça pelas orelhas. Olhei para Remus, que estava ainda mais vermelho do que quando teve que beijar Lily.

—Só o Remus se deu bem hoje. – riu Emmeline, olhando o lugar por onde Sirius saiu – Eu vou procurar por ele.

Ela se levantou e saiu para procurar meu primo.

—Do que ela está falando, eu me dei super bem. – riu James tirando os óculos. Remus soltou um suspiro e olhou feio para James, que limpava os olhos, pois tinha rido tanto a ponto de lágrimas escorrerem por seu rosto.

—Isso tudo é culpa sua! – resmungou Remus – Que vergonha, eu... eu vou voltar pro dormitório e pensar umas trocentas vezes antes de participar de qualquer esquema seu.

James tentou ficar sério, mas ele não conseguiu e voltou a gargalhar, Remus se levantou, completamente puto e James tentou se controlar de novo.

—Desculpa, Aluado. Desculpa. – riu ele.

Remus bufou e saiu também. Lily olhou preocupada com ele e logo o seguiu, provavelmente para consolá-lo.

—Bem... hora de voltar pro dormitório. – murmuro sem jeito – Vamos Mary? Eitaaaa...

Ela e Peter estavam no maior amasso, sabe-se lá desde quando.

—Eu te deixo no dormitório. – riu James puxando a capa do bolso. Ele piscou para mim e eu andei até ele para abraçá-lo pela cintura. – Eu disse que ia ser a melhor noite de todas...

—Foi mesmo. – disse quando estávamos invisíveis antes de beijá-lo de novo.

A mesa do café da manhã estava num silêncio esquisito. Sirius se sentou ao lado de Remus, mas logo se deu conta disso e se levantou, para me fazer sentar entre eles. Bufei, porque isso me tirava do lado de James. Ele olhou indignado para meu primo, mas o tapado do Sirius nem notou.

Peter e Mary estavam agindo de maneira quase formal e todo mundo ficou olhando para eles sem entender coisa alguma. Lily estava sentada do outro lado de Remus e conversava tranquilamente com ele sobre a tarefa de feitiços.

Emmeline, que tinha perdido a hora, finalmente apareceu e sentou entre eu e Sirius. Então sorriu para ele, mordendo o lábio e ele piscou para ela, fazendo Marlene bufar, cheia de ciúmes.

—Bom dia, Six. – sussurrou ela no ouvido dele. Sirius moveu os ombros, arrepiado e sorriu pela primeira vez.

—Bom dia, Emms. – sussurrou ele de volta.

—Não quero ficar fazendo lummus entre vocês. – resmungou James, apesar de sorrir marotamente. Ele se levantou e se sentou entre eu e Rems e então escorregou a mão para minha coxa. Sorri gostando do toque e ele entrelaçou a mão com a minha por debaixo da mesa.

—Que isso, Jay. Emmeline tem namorado não, é? – questionou Marlene ácida.

—Cala boca, sua vaca. – Emms respondeu.

—A única vaca aqui é você! Vaca Vance! – rebateu Marlene.

Sorri bebendo meu suco com um canudinho, apreciando a briga.

—Me chama assim mais uma vez, sua piranha, e eu arrebento essa sua cara nojenta. – James ao meu lado assoviou animado, olhando de uma para a outra. Mas Sirius apenas encolheu na cadeira.

—Acha que eu tenho medo de você? – Marlene se levantou colocando as mãos da cintura. – Você só fala, Vance. Se não tivesse sua dona pra te ajudar, você seria uma vagaba gorda e medrosa.

Mary abriu a boca em choque. Todos olhávamos de Emmeline para Marlene. Emms parecia grunhir de raiva e Marlene tinha um sorrisinho presunçoso na cara.

—Oi, galera. O que tá acontecendo? – Emily chegou sorrindo com Frank a tira colo.

—Eu vou te arrebentar, Mckinnon. – Emmeline se levantou também, completamente irada e Frank deu de ombros se sentando.

—O de sempre. McKinnon versus Vance no café da manhã. – riu ele pegando a jarra de suco e se servindo.

—Estou quase me acostumando com isso. – riu Emily, que antigamente costumava ficar chocada. Agora ela simplesmente tomava café da manhã tomando cuidado para que nada voasse em sua cabeça.

—Sua puta! – gritou Marlene, ignorando que todos já estavam de saco cheio daquilo... bem... eu achava até divertido e James também adorava.

—Addie, você vai deixar isso acontecer? – Lily me pergunta chocada. Sorrio de lado.

—Brincos. – estendo a palma da mão e Emmeline me dá os brincos. Ela prendeu o cabelos em um rabo de cavalo, enquanto Marlene tirava as pulseiras, as jogando para Meadowes.

—Você tá morta, Mckinnon.

Emmeline puxa os cabelos de Marlene até ela cair do nosso lado da mesa. As duas caem no chão completamente loucas. Marlene grita quando Emmeline acerta um tapa tão forte na cara dela que sobressaiu os gritos das pessoas. Marlene, tentando se defender, acerta boca de Emms, que puxa o cabelo dela. As duas soltavam grunhidos e gemidos de dor.

—Minha nossa. Isso é tão sexy. – diz meu primo com um sorriso safado. Apenas o olho e dou de ombros.

—Emmeline! Emmeline! – Jacques chega correndo, passando pelas pessoas que tinham se aglomerado em volta das duas. Ele puxa Emmeline pela cintura a abraçando protetor, olhando irado para Marlene.

—Quando não é Adhara, é o namoradinho, Vance? Não consegue fazer nada sozinha? – Marlene debochou com a maçã do rosto completamente vermelha.

—Cala sua boca! CALA A SUA BOCA! – Emms grita, se esperneando.

—Acabou, Marlene. Se abrir a boca mais uma vez, no treino eu te faço dar voltas no campo de quadribol, até suas pernas caírem. – sibilo na frente dela. As pessoas cochichavam animadas. – Entendeu? – ela não respondeu, me encarando irritada. – Sua capitã perguntou se você entendeu, meu amor.

—Eu entendi. – ela sussurra e passa por Sirius batendo no ombro dele. Lily corre logo atrás dela preocupada, seguida por Meadowes.

Emmeline se virou para Jacques, furiosa, enquanto ele a olhava completamente preocupado.

—Porque você se meteu, Jacques? Heim? Por que? – gritou ela, com um filete de sangue escorrendo pelo lábio.

—Eu estava te protegendo. – ele se defende.

—Eu posso fazer as coisas sozinhas, tá bom?

—Eu sei disso, Emms. Mas eu não podia ver aquela garota sequer encostar em você. Eu amo você. – os sussurros de choque das pessoas ficaram mais altos. Emms abriu a boca em choque, e arregalou os olhos. Jacques sorriu um pouco constrangido, olhando pra ela, esperando que ela respondesse. Mas ela apenas ficou o encarando boquiaberta, enquanto todo mundo encarava – Mas me desculpe se eu te chateei, ok?

—Eu...Eu... – vi duas lágrimas rolando pelos olhos dela, antes que ela se virasse para sair correndo para fora do Salão Principal.

—Ela não gosta de você, Burke. – sussurrou Tati, que era como eu a chamava nos treinos – Ela até tenta gostar de você, mas... – eu a olhei zangada e ela se calou. Olhei mais uma vez para o Jacques, que parecia surpreendentemente calmo.

—Está tudo bem. – disse ele olhando pro chão, mas logo me encarou – Eu devo ir atrás dela agora, ou é melhor dar um tempo pra ela? – perguntou ele – Eu acho que não deveria ter dito aquilo com uma plateia tão grande... acho que me exaltei um pouco...

—Um pouco? – riu Sirius – Você fez o maior papel de idiota, isso sim.

Burke simplesmente suspirou e marchou parecendo um tanto mecânico para a mesa da Sonserina. E eu notei que Zamora e seu grupinho conversavam olhando para nós, com as cabeças juntas.

Mary me lançou um olhar preocupado e nós duas concordamos mentalmente em sair de lá para procurar por Emmeline, ignorando as pessoas que gritavam animadas e conversavam sobre a briga.

Encontramos Emms no dormitório, chorando sentada na cama dela, abraçando os joelhos. Me sentei na frente dela, e a puxei para um abraço. Ela se encostou em mim, chorando no meu pescoço.

—Como eu posso continuar com ele? Como, Addie? Ele me ama! Ele disse que me ama! E eu o trai com o Six. – ela chora mais.

—Vem aqui, Emms. – Mary murmurou, docemente. Ela tinha pego um paninho e molhado ele. Depois passou o paninho pelo canto da boca de Emms limpando o sangue. – Vai ficar tudo bem, Emms.

—Eu sou uma vagaba. – ela chora.

—Emms, você é maravilhosa, ok? – Ela me olha piscando, as lágrimas escorrendo pelo rosto.

—Eu sou? – ela se senta sobre os joelhos. Sorrio para ela. Eu amava tanto Emms. Ver ela assim era de partir o coração, apesar de ela estar bem fofa.

—Uma das pessoas mais maravilhosas do mundo inteiro.

—Do mundo inteirinho? – ela inclina a cabeça pro lado, Mary da uma risadinha.

—Do mundo inteirinho. – concordo. Emmeline sorri e me dá um selinho.

—Eu te amo, Addie. – ela me beija de novo e sorri entre as lágrimas. – Eu não sei o que faria sem vocês.

—Eu te amo também, Emms. – ela me abraça, e puxa Mary, a beijando várias vezes no rosto.

Deitamos na cama abraçadas com Emmeline no meio, olhando para o teto da cama, escutando as respirações umas das outras.

—Podemos ficar aqui mais um pouquinho? Antes de voltarmos para a vida real, onde eu tenho que falar com Jacques?

—Podemos ficar aqui o quanto quiser. – digo pra ela.

Depois que saímos do dormitório seguimos para a aula de transfiguração. Puxei Emmeline para ficarmos um pouco pra trás e ela me olhou curiosa. Ela estava olhando para os lados o tempo inteiro, tentando evitar Jacques.

—Quero que me faça dois favores.

—Só pedir, amor. – riu ela.

—O primeiro, isso fica só entre nós. Nem a Mary pode saber. – sussurrei. Emmeline me olhou de um jeitinho travesso.

—Vish. Já vi que o babado é bom.

—O segundo... – continuei sorrindo e concordando com a cabeça – Quero que distraia o Sirius a ponto dele não notar que eu sumi por alguns minutos.

—Fácil. – riu ela piscando pra mim.

—Conto com você.

Emmeline respirou fundo e ajeitou os cabelos. Então fez a cara de caça dela e foi atrás de Sirius.

—Siiiiiix... – chamou ela maliciosamente – Posso continuar aquela conversa que a gente teve ontem lá na Casa da Árvore?

Meu primo deu um sorriso cafajeste e concordou a puxando para um corredor. Emmeline era simples assim, uma hora estava chorando por Jacques e outra pegando o Sirius. Remus revirou os olhos e eu ri achando graça.

Mas no próximo corredor, eu segurei James, para que ele diminuísse o passo. Ele me olhou curioso e eu bati na testa.

—Droga! Emmeline está com meu caderno! Se ela for matar aula eu não vou conseguir pegar de volta. – menti deslavadamente.

—Eu te ajudo a achar aqueles dois. Eu conheço os lugares que o Sirius costuma se enfiar com as garotas.

—Obrigada, Jay. – eu disse com falsa inocência.

Mary me olhou sorrindo e eu tive certeza de que ela sabia que eu estava mentindo. O resto do grupo apenas deu de ombros e seguiu indo para a aula. Eu e James fomos andando pelo corredor e então ele me puxou para um grande armário de vassouras.

Ele fechou a porta e colocou as vassouras todas em um canto, para que pudéssemos ter mais espaço, mas elas acabaram caindo fazendo o maior barulho e nós dois começamos a rir. O puxei pela gravata, sorrindo e o olhando nos olhos.

—Está tendo segundas intenções comigo, Sr. Potter? – perguntei provocante.

—Segundas, terceiras e quartas. – respondeu ele antes de me beijar.

Ficamos num amasso gostoso durante um bom tempo. Apenas beijos comportados, no início, mas quando eu comecei a mordiscar James no pescoço, ele começou a me empurrar com os quadris. Gostei do contato e não me importei. Dobrei uma perna e ele a segurou para encaixar melhor os quadris em mim.

—Você tá tão gostosa nesse uniforme de líder de torcida, Addie. – ele geme, nos meus lábios. – Toda vez que eu te vejo, eu quero...

—Quer o que, Jay? – sussurro chupando o pescoço dele.

—Eu quero fazer mil loucuras com você. – ele se aperta contra mim e eu dou uma risadinha em meio a um gemido.

Ficamos naquilo por um tempinho até que eu lembrei que precisávamos ir para a aula.

—Sirius não pode saber. – murmurou James.

—Não. Ele iria encher o saco. – concordei.

James abriu a porta do armário e nós dois saímos, rindo muito um para o outro. Estava tão concentrada no lindo sorriso de James, que nem prestei atenção para ver se a barra estava limpa. Apenas o puxei pela gravata e o beijei de novo até perder o fôlego.

Depois tivemos que correr para a sala. Sirius e Emmeline já estavam lá e eu me fiz de zangada, marchando até ela.

—Onde se meteu? Esqueceu que está com meu caderno? – perguntei me sentando ao lado dela. James se sentou atrás de mim, com Sirius.

—Oh! Esqueci-me completamente. Sinto muito. – mentiu Emmeline, rindo para mim. Ela me entregou o caderno dela e eu peguei o meu para entregar para ela. – Só fique sabendo que eu vou querer saber tu-di-nho, ouviu? – sussurrou ela com um sorrisinho.

—Nunca me ocorreu não te contar. – garanti.

—Ótimo, porque eu tenho umas boas fofocas sobre eu e Sirius que eu não tive oportunidade de contar. Sobre o que estávamos fazendo na Casa da Árvore, quando você entrou chateada por causa do Rabastan.

—Oh... eu não sei se quero saber, ele é meu primo, sabe?

—Ah, mas eu preciso contar ou vou explodir. Hoje à noite no nosso dormitório.

—Ok. – respondo sorrindo.

Naquele dia, consegui me agarrar apenas mais uma vez com James, logo depois do almoço. Mas foi bem menos. Eu estava louca pra dar um amasso daqueles com ele, como os que eu tinha com Rabastan.

Mas concordamos que era melhor fazer segredo por conta do Sirius.

Quando a noite chegou e eu me recolhi para o dormitório, eu, Mary e Emms ficamos na cama dela. Fechamos as cortinas e ficamos aos sussurros. Emily estava dormindo toda fofa em uma camisola que me lembrava as que eu usava quando morava na Casa dos Black’s.

—Então. O que você fez com o meu priminho?

—Ele me chupou. – riu Emmeline balançando os seios, com um sorriso divertido – Sirius tem uma língua sapeca.

—Você é sapeca. – riu Mary – E você e James? – perguntou ela pra mim – E não tente disfarçar porque eu vi que estavam se comendo com os olhos ontem à noite. E hoje de manhã. E hoje na aula. E hoje o tempo inteiro. – Emmeline ri alto.

—Eu e James? E você e Peter? – disse mudando propositalmente de assunto, só para deixá-las mais curiosas.

—Minha nossa! O que houve entre você e Peter? – perguntou Emmeline, rindo.

-Eu deixei ele brincar com os meus meninos de novo. – riu Mary balançando os peitos. – Mas só um pouquinho. Quando ele se empolgou demais, eu resolvi que era hora de voltar e ele ficou um pouco zangado.

—Por isso estavam todos sérios hoje. – eu disse.

—Sim. Mas eu ainda pego ele de jeito. Vocês vão ver só. Mas...

—Mas, o que? – Emmeline pergunta curiosa.

—Sempre que eu beijo meu Petelzinho, eu sinto que estou fazendo algo muito errado.

—Você se sente errada perto dele?

—Não! Não dele, quando beijo ele eu sinto que estou beijando errado. Eu meio que não sei o que fazer. Eu nunca beijei ninguém além dele, sabe? – Mary cora. Emmeline sorri maliciosa e em olha.

—Quer que a gente te ensine a beijar, borboletinha?

—C-co-como? – ela pergunta.

Sento sobre meus calcanhares e coloco uma das mãos no rosto dela e a beijo lentamente.

—Isso foi bom. – digo. – Mas agora, mais língua. – ela concorda e nos beijamos mais uma vez. Me separo rindo. – Língua de mais, Mary.

—Desculpe. – ela murmura.

—Agora minha vez. – Emms puxa o rosto de Mary a beijando. – Wow! Agora está ótimo, Mary. – ela beija Mary mais uma vez. – Muito bom. – ela ri.

—Sério? Eu em sinto tão bem. Tipo, quente. – ela murmura se deitando na cama.

—Quer que a gente de um jeito nisso? – pergunto maliciosa. Ela assente repetidas vezes. Emmeline puxa o shortinhos de pijama dela pelas pernas, e eu tiro sua calcinha. – Você nunca teve um orgasmo, né amor? – ela assente.

—Nunca cheguei a fazer isso com ninguém. – ela estava muito corada. Separo as pernas delas lentamente e eu e Emmelien olhamos para a intimidade dela.

—É tão bonitinha, Mary. – Emms diz passando o dedo lentamente. Mary da um gemido alto, surpresa.

—Parece que temos uma barulhenta aqui, Emms. – brinco. Pego minha varinha e faço um feitiço silenciador.

Emms ri se baixando e lambendo Mary de cima a baixo. Mary ofega agarrando o travesseiro.

—Isso é bom, amor? – pergunto e ela assente depressa. Emmeline começa a lamber mais uma vez sorrindo para mim. Depois chupa o clitóris dela lentamente.

—Emms! – Mary grita, se contorcendo.

—Você gosta, né? – digo, e levo minha mão até lá embaixo enfiando lentamente nela. Mary começa a soltar gemidinhos e ofegos altos. Me abaixo junto com Emms e nós duas começamos a lamber Mary, cada vez mais rápido. Emms enfia a língua um pouco dentro dela e eu chupo seu clitóris.

—AI, MEU DEUS! – Mary grita se curvando. Emms chupa seu gozo e depois me beija. – O que foi isso? – Mary se abana, enquanto eu coloco a calcinha dela de volta. A minha estava encharcada e a de Emms provavelmente não estava muito diferente.

—Foi um orgasmo. O melhor que você vai ter na sua vida. – brinca Emms. Nos deitamos com Mary no meio ainda ofegante.

—Mas e você e James? – pergunta Mary depois de uns segundos de silêncio.

—A gente se agarrou ontem. Mas meus meninos não saíram pra brincar. – respondo rindo – Mas ele nem tentou também. Ele é tímido, quem diria.

—James Potter? Tímido? Meu mundo caiu. – riu Emmeline – Ele tem aquela pose toda e...?

—E não passa disso. – concordei rindo – Mas foi bom. Ele beija bem. Mas a gente combinou que ninguém pode saber. Principalmente o Sirius, ouviu? – perguntei para Emms.

—Qual o problema? – perguntou Mary, virando o rosto de lado, como se fosse uma pomba – Por que ele não pode saber?

—Porque ele vai ficar com ciúmes, e implicando comigo. Sabe como ele é criança. Ainda fica peidando pra me irritar quando estamos só nós dois e ainda acusa de ser eu! – resmungo arrancando risadas das duas.

—Céus. Sirius só sabe peidar? – riu Mary.

—Ele nunca fez isso perto de mim, então tudo bem. – riu Emms se virando de lado. – Gente... eu amo o Sirius... de verdade. Mas eu gosto tanto do Jacques. E ele me ama! O Sirius não em ama. – suspirou Emmeline segurando nossas mãos – Mas vocês duas são os amores da minha vida.

—Ooown... que meigo, Emms. – riu Mary.

—Você é uma linda. – respondo a beijando no rosto.

—Vamos jurar sermos amigas pra sempre e nunca vamos deixar nossos namoricos e pretendentes ficarem a cima de nossa amizade, ouviram? – perguntou ela nos olhando com seriedade.

—É claro. – respondo.

—Com certeza. – riu Mary.

O dia das bruxas chegou finalmente. Os alunos pareciam num entusiasmo tão absurdo que mesmo com o passeio para Hogsmeade o castelo seguia cheio. Pessoas ensaiavam por todos os lados, nos jardins, em salas vazias, nos dormitórios, Salões Comunais, corredores, masmorras... Todos só pensavam no show de talentos...

Bem... nem todos.

O pessoal da Sonserina não parecia assim tão empolgado com a ideia de apresentar qualquer coisa trouxa para seus pais. Escutei Rabastan resmungar dizendo que corria o risco de ser deserdado por fazer aquilo...

Eu, obviamente, estava completamente empolgada com a ideia.

—Ok, mais uma vez. Dessa vez vou tentar gemer mais alto. – digo. Emmeline e Mary vão para o sofá. E eu e Sirius para nossas posições. Estávamos ensaiando para nossa apresentação.

—Então a gente vai mesmo se beijar? – ele pergunta segurando minha cintura.

—É, totalmente. – olho para ele com a cabeça inclinada. – Mas não o tempo todo, beije meu pescoço também.

—E passe a mãos por todo o corpo dela. – adiciona Emms. – E vocês dois tem que parecer que estão gostando.

—Por favor, eu sou profissional. – Sirius abana a mão, num sinal que dizia “isso vai ser fácil”.

—Em suas posições. Já! – Mary coloca a música.

—Isso vai ser nojento. – murmuro antes de beijar Sirius.

—Você tá a maior gostosa! Eu te comeria agora, se tivesse um pinto. – disparou Emms. Soltei uma gargalhada apreciando meu reflexo no espelho.

—Eu tô mesmo, né? – sorrio convencida. Esta com um vestido preto colado até a cintura e rodado embaixo. Emms estava com um vestido vermelho super colado, que ela tinha comprado para seduzir Jacques para ele não ficar chateado por ela não dizer “eu te amo” pra ele também.

—E eu? Como eu to? – Mary aparece com um vestidinho rosa de alça.

—Fofa, como sempre, Mary. – diz Emmeline.

—Mas não sexy. – aponto. Mary faz um biquinho fofo.

—Acho que eu sou simplesmente não-sexy.

—Nada disso, borboletinha. – disse Emmeline de uma vez. Ela foi até o banheiro e voltou pedaços de papel higiênico. Depois andou até Mary colocando dentro do seu sutiã. Eu vou atrás dela e com um feitiço apertei o sutiã de Mary.

Ela gemeu surpresa.

—Ai, Addie.

—Desculpe, amor. – digo. Eu e Emms ficamos de frente para ela, apreciando nosso trabalho. – Dê uma olhada nos seus peitos. E você vai nos agradecer.

Ela anda até o espelho ansiosa.

—Pelas barbas de Merlin! – ela diz, apertando os peitos. – Eles estão grandes.

—Sim, está sua borboleta peituda. – ri Emms.

—Vocês estão tãobonitas! – olhamos para trás vendo Emily, com mais um de seus vestidinhos de boneca.

—Amiga, você tá horrível. Parece que têm, tipo, uns sete anos. – debocha Emms. Emily cruza os braços irritada, com cara de descontentamento.

—Eu sei. Mas meus pais estão vindo, e tenho que vestir isso. – ela bate o pé. – Que saco.

—Infelizmente não podemos ter tudo na vida, querida. – Emms responde. Pego o papel e ergo para Emily. – Mas podemos melhorá-la.

—Não. Se minha mãe me ver fazendo isso, vai achar que eu estou me tornando uma garota vulgar e eu volto pra Beauxbatons. Ela nunca quis me tirar de lá. – Emily deu de ombros – Vou fingir ser uma boneca sem alma mais um dia. Não tem problema.

—E o que você e Frank vão fazer na apresentação de vocês? – perguntou Mary.

Emily deu um sorrisinho.

—Vamos fazer um conto de fadas trouxa. – respondeu ela – Vai ser comédia. Esperem só até verem o Frank. Ele está completamente fora de controle.

—Addie! Aqui! – Jay ergueu a mão de uma das mesas. Ele e seus pais estavam lá sentados, juntos dos meus, do de Remus, de Peter e de Mary. Notei que os pais de Peter não pareciam muito contentes ao lado de John e isso me deixou um pouco zangada. John era ótimo!

Eu e as meninas caminhamos para lá. Os meninos estavam muito fofos com os trajes a rigor, principalmente meu Jay...

Abracei minha mãe e depois meu pai, os beijando na bochecha.

—Eu achei eles, enquanto eles te procuravam. – diz Jay sorrindo para mim.

—Obrigada, Jay. – pisquei.

—Adi. Adi. Adi! – Teddy balbuciou erguendo os braços para mim, animado por me ver.

—Oi, bebê. – beijei suas bochechas fofas.

—Parabéns por ser capitã das lideres de torcida, filha. – minha mãe parabeniza.

—Obrigada. Foi uma grande surpresa quando eu soube. – digo. Emms ri baixinho.

—Emmeline, seus avós não vão vir? – meu pai pergunta. Olho para ele irritada, que me olha se perguntando o que fez de errado.

—Eles... eles são trouxas. Não saberiam como vir. – ela murmura de cabeça baixa. James olhou para John, confuso, mas deu de ombros.

—Emmeline. – minha mãe aperta a mão dela sobre a mesa. – Poderia ter pedido para Addie nos enviar uma carta, daríamos um jeito de trazer eles conosco.

Emms sorri tristemente.

—Obrigada, Sra. Black.

—Me chame de Minerva, querida.

—Pelo amor de Merlin, não espalha seu nome por ai. Que vergonha você ter o nome da minha professora. – minha mãe revira os olhos para mim.

—Então me chame de Kat. É o meu nome trouxa. – ela diz. Assinto, achando Kat bem melhor que Minerva.

—Então em chamem de Denny.

—Que legal seus pais terem um nome trouxa, Addie. – Jay me diz. – Porque vocês não escolhem um também? – ele olha os pais com expectativa.

—James, acho não é bem assim. O Sr. e Sra. Black tem nomes trouxas, para não os reconhecerem lembra? A história que a Addie contou que eles bem... apagaram a memória dela. – Remus diz.

James concorda com a boca aberta.

—Vocês nunca apagaram minha memória, né? – Jay pergunta aos pais. A Sra. Potter riu, bagunçando os cabelos do filho.

—Onde tá o Sirius? – pergunto esticando meu pescoço para ver ele.

—Ali, olha. – Peter aponta. Vejo Sirius sentando com a pior carranca do mundo, de braços cruzados ao lado da Tia Walburga e do Reg. Rabastan estava lá também e pude perceber pelos cabelos e vestes finíssimas, que Narcisa veio também.

—Coitadinho. – Emms diz. Concordo com ela, coitado do Sirius por ter que aguentar aquela mulher, mas o prazer que nós iríamos sentir quando ela visse nossa apresentação, com certeza compensaria.

—O que vocês vão apresentar, meninas? – o Sr. Lupin pergunta. – Os meninos disseram que vão cantar uma música de uma banda trouxa.

—É segredo. – sorrio.

—Mas, nós vamos gostar?

—Ah, vocês vão ficar muitosurpresos.

Notas finais
Gente.... O_O Pobre Jacques u_u E ai? Gostaram do capítulo? Como vocês acham que vai ser a apresentação delas??? xP Façam suas apostas! Gente. Preciso que TODAS as que estão querendo fazer sua participação na fic me reenviem suas fichas, descrevendo fisicamente como vocês são (teve umas lindas que mandaram até a foto da personagem, amei) Você que já me mandou (lembrem-se, Tia Venus aqui o/) não precisa mandar de novo! Beijos E o link para Legado Lestrange II > https://fanfiction.com.br/historia/680576/Legado_Lestrange_II/ Beijos! Espero vocês nos comentários ^~