When We Were Young
29 The Revenge Of Chanel
Notas iniciais

THE REVENGE OF CHANEL
HOGWARTS
1974
4°YEAR
—Odeio isso. – reclamo, limpando o suor na minha testa.
Nossa detenção era de um dia só na semana, mas era de pegar todos os diabretes que acharmos escondidos, dentro e fora de Hogwarts. Já tínhamos terminado dentro e agora estávamos nos terrenos de Hogwarts.
—Tem um pouco de terra na sua testa, Addie. – Remus diz me olhando com um sorriso gentil. Tentei limpar, mas percebi que apenas consegui me sujar mais. Ele se aproxima e segura meu queixo devagar, limpando minha testa. Ele, Peter e James, não estavam de detenção, mas ficaram o tempo todo com a gente, nos apoiando.
—Obrigada, Remus. – digo, voltando para a caminhada.
—Eu to cansada. – resmunga Emms batendo o pé no chão. – Só quero ir deitar depois de um bom banho.
—Vamos dar uma olhada na orla da Floresta Proibida e depois vamos dar como terminado. – Sirius diz e concordamos indo atrás dele.
—Eles são divertidinhos né? Os diabretes. – comenta Mary agarrando um pelo pezinhos.
—Deixa um solto e vê o estrago que ele pode fazer. – diz Sirius.
Ficamos mais um tempo procurando os diabretes, depois levamos os que pegamos para o Filch, que não ficou muito feliz com isso.
ஐ
—1, 2, 3 e vai. – grito, as três Brianas’s jogaram Mary, que era magrinha, para o alto e minha borboletinha faz uma acrobacia. – Não está bom o suficiente. Mais uma vez. 1, 2 , 3, vai!
Elas jogam de novo e Mary faz acrobacia perfeitamente.
—Perfeito, borboletinha. – digo. Ela sorri, tomando um gole de água. – N°5! – grito. Marlene me olha esperando. – Quero fazer o billywig, onde está Chanel N°4? – todas olhamos procurando por Frank.
—Ta no vestiário ainda. – diz Chanel N°8.
—Façam a dança padrão com a pirueta da Mary no final, enquanto procuro o N°4. – disse autoritariamente. As meninas assentem começando a dançar. Ai, ai. Adoro minha vida.
Ando até o vestiário, procurando Frank. Vejo sua cabeça atrás de um dos armários. Mas o mais curioso eram os sons estranhos que vinham dali.
—Vadia! – chamo. – Temos treino esqueceu? Não ache que vou te dar mole só por que eu gosto de você, heim? – ele se virou surpreso e vi Aryana Grant se levantando e limpando a boca enquanto Frank levantava a calça de líder de torcida dele. – Opa... Desculpe interromper. – digo, com um sorriso malicioso no rosto. Aryana, deu uma risada sem graça e Frank uma careta sem jeito. – Frank, precisamos de você para o billywig. Vocês têm cinco minutos. – Frank sorri para mim.
—Pode deixar capitã. – respondeu ele – Mas da próxima vez, bata antes de entrar no vestiário, ok?
—E perder os melhores momentos da vida? – pergunto antes de me virar e sair. Mas antes de chegar na porta escutei risadinhas e o som dos beijos dos dois. Bom pra ele. Aryana era super legal e Alice estava ainda de rolo com o babaca do Mulciber. Frank merecia ser feliz com uma garota a altura e eu julgava Aryana boa o suficiente para minha vadia favorita.
Volto para minha vadias chanels. Elas ainda estavam dançando, como eu imaginei que estariam.
—Cinco minutos de descanso. N°4 já está vindo.
Olho a equipe de quadribol chegando com Thomas na frente e me aproximo deles.
—Gray. Só vou fazer a manobra billywig, com elas e depois deixar elas ensaiando mais um pouco. Não vai demorar muito.
—Tudo bem, Addie. Eu e os meninos adoramos ver você e as garotas ensaiando. – Ambrose Perks a única outra garota da equipe revirou os olhos, enciumada. Todo mundo sabia que apesar dela ser bem confiante tinha um tombo pelo Thomas. Mas eu não a culpava. Ele era um gatinho.
—Addie. Trouxe seu bastão. – James diz sorrindo pra mim.
—Obrigada, Jay. Você quer me ver do topo da pirâmide? – ele assente. — Chanels. Vamos fazer a pirâmide de cinco níveis. Eu no topo. – todas se aproximaram, começando a fazer a pirâmide. E eu fui subindo em cada uma até estar no topo com Mary e Emmeline logo abaixo de mim.
—Isso aí, Addie! – Jay grita lá de baixo. Desmontamos a pirâmide e vejo Frank vindo correndo até nós, dando tchau para Aryana que andava toda vermelha para fora do campo de quadribol.
—Eu sou demais, não é? – pego meus pompons vermelhos e dourados agitando-os na frente de Jay.
—Você é incrível. – ele abraça minha cintura beijando meu pescoço.
—Parem de graça. – resmunga Sirius, em puxando para perto dele.
—Vamos lá garotas. – grita Frank. Pegando Marlene no colo a fazendo rir. – Vamos fazer a manobra. Ao seu comando Addie.
—Onde você estava, Frank? – perguntou Emily, que assim como Dorcas, sempre vinha pra assistir aos treinos.
—Estava... hum... eu... bem... – e pela primeira vez eu vi aquele garoto sempre piadista sem graça.
—Nem precisa responder. – riu Emily e Frank sorriu sem jeito – Boa, Frank!
—Eu vou querer saber detalhes depois! – garantiu Dorcas.
—Vocês sabem que eu não faço isso. Eu sou um cavalheiro. – disse ele cruzando os braços – Não sou que nem o Sirius que sai se gabando por apertar os... urgh! – resmungou Frank ao levar um tapão na nuca do meu primo.
—Código dos manos. A gente não entrega os manos pras minas. – ralhou ele. Frank riu sem jeito novamente.
—Vocês vão ficar ai o dia todo? Temos uma manobra pra praticar! – ralhei achando graça e Frank veio ajudar.
Além do Frank tinha mais quatro chanels para segurar e levantar Marlene.
—Essa manobra é perigosa. Mas Marlene disse que faria para poder ser a Chanel N°5. – digo aos meninos.
—Qual é essa de Chanel, Addie?
Olho Steven um dos artilheiros, junto de Gray e Ambrose.
—Chanel é um perfume trouxa super chique. Eu sou a Chanel N°1 obviamente. – adiciono risonha e James murmura um “é claro” – E os outros são meus minions. – aponto. – Emms é a N°2 e Mary a N°3. Elas não são minions. E o Frank também não, ele é a minha vadia. Eles são Chanel porque assim não preciso lembrar o nome de ninguém.
—Isso é uma ótima ideia. – Sirius fala, com um sorriso maroto no rosto. Me virei de volta para as meninas.
—Vamos! 1, 2, 3 e... – eles jogam Marlene que faz o movimento sem acidentes, mas não saiu perfeitamente, ela não girou o suficiente. – Mais uma vez!
—Nossa! Pareceu a hélice de um helicóptero. – comentou Samuel.
—Um o que? – perguntei olhando pra ele.
—Helicóptero. É um negócio trouxa. Que voa. – ele responde. Samuel era mestiço. Sua mãe era brasileira pelo o que ele contou. – Ele tem essa hélice que fica em cima e ela roda, que nem ela ta fazendo. – e ele aponta Marlene.
—Ah. Acho que entendi. – digo. – O nome dessa manobra é Billywig, por causa de um inseto que as asas saem do alto da cabeça e girando assim... N° 13. Cuidado! – grito quando ela se desconcentra de Marlene, vejo a mesma quase caindo no chão sendo amparada por Frank e as outras. – Você perdeu a cabeça? – grito com ela.
—Desculpa, eu estava com fome e minha barriga roncou. – ela diz, corada.
—Cala boca e corra em volta desse campo até a sua fome acabar. Vai! – ela faz um biquinho e começou a correr. – Você tá bem, N°5? – Marlene assentiu, olhando zangada para a N° 13. – Quero que façam mais uma vez a dança padrão e depois estão dispensadas.
As meninas fazem o eu mandei e eu vou para o vestiário do time de quadribol me trocar para treinar. Quando volto os meninos já estão se preparando para subir na vassoura. Pego a minha e voo para perto de Sirius.
—Eu, Ambrose e Steven vamos jogar cada um por si tentando marcar ponto do Samuel. James enquanto isso eu vou soltar o pomo. E vou soltar também as balaços. – Gray nos diz. Estávamos em um círculo e Ambrose segurava a goles embaixo do braço.
—Jay e Ambrose são meus. – falo para Sirius.
—Então eu fico com Steven e Thomas. – ele responde – E acho melhor você ficar com o Samuel também se ele continuar te secando desse jeito.
Samuel corou com violência.
—O que? Eu? Não! – riu ele sem jeito e eu revirei os olhos.
—Pode olhar a vontade que não arranca pedaço, querido. – digo me afastando, mas ainda escutei James falar.
—Acaba com ele, Almofadinhas.
Thomas soltou as bolas e começamos a jogar. Sirius joga um dos balaços em Ambrose e eu voo rápido a defendendo e jogando o balaço em Sirius. Enquanto Sirius se distrai com um dos balaços arrebato o outro em Thomas fazendo a goles cair para Ambrose.
James desvia de um balaço de Sirius e Ambrose quase faz ponto. Continuamos jogando até Thomas nos dispensar. Minhas Chanels, já tinha ido embora há um bom tempo, mas vi a N°13 correndo em volta do campo parecendo miseravelmente infeliz.
—Addie! Eu posso parar? – ela grita para mim.
—Ainda ta pensando em comida?
—Tô! – ela choraminga.
Reviro os olhos descendo da vassoura.
—Então corra até a fome passar. – ela assente e volta a correr toda suada.
Os meninos riem.
—Tadinha, Addie. – fala Steven que balançava o cabelo molhado de suor em Ambrose que só faltava socar ele.
—Ela podia ter feito, N°5 fraturar o braço, isso seria péssimo. – resmungo.
—Addie. – a voz me faz gelar e eu me viro para Adam, que chegava descontraído.
—O que você quer Cook? Addie, não quer falar com você. – James ficou na minha frente cruzando os braços.
—Você responde por ela agora? – Adam rebate. James ia retrucar mas eu levanto a mão o fazendo se calar.
—Pode deixar comigo, Jay. – apertei sua mão o olhando com um sorriso.
—É, James, o Adam é de boa. – Thomas diz, indo apertar a mão do Adam. – E aí, Adam?
—E aí, cara? Pronto pra ser derrotado no próximo jogo?
—Vá sonhando. – Ambrose diz – Não com os nossos batedores neutralizando você. Nunca tentaria derrubar um rostinho fofo que nem a Addie, que eu sei. – Adiciona ela puxando Thomas para irem pro vestiário.
James e Sirius relutantes vão atrás dos outros, me deixando sozinha, no campo que começava a escurecer.
—O que você quer? – pergunto cruzando os braços, deixando o meu bastão largado no gramado.
—Adorei a apresentação, Addie. – ele diz sorrindo. – Tenho que admitir que fiquei com inveja do seu primo. – Desvio o olhar, mas ele levanta meu queixo. – Posso saber por que minha Grifinória favorita está me ignorando?
Olho Adam, cogitando simplesmente esquecer e abraçar ele, mas então a imagem dele e Zamora se beijando veem à minha mente e eu empurro seu peito.
—O que diabos você estava fazendo com a Zamora? – ele morde o lábio.
—Estava me divertindo. – Adam responde. Suspiro zangada e ele se aproxima novamente. – Eu não gosto dela, Addie. Só estava passando o tempo, que nem você faz com o Potter.
—É completamente diferente! James, não é o seu arqui-inimigo, Adam! – brigo batendo em seu peito.
Ele arqueou as sobrancelhas, parecendo achar graça.
—Arqui inimigo? Realmente ele não é. Eu não tenho inimigos. Mas eu não sabia que você e Zamora eram arqui-inimigas. Ela até ajudou você com a sua festa!
—Ela só queria me sacanear. – discordo. Adam olhou pra mim e sorriu.
—Não precisa ficar preocupada, Addie. – ele sorriu, segurando minha mão contra seu peito. – Se te incomoda tanto eu não vou mais me envolver com ela, Afinal... Zamora não é minha garota. Você é minha garota.
Solto minha mão irritada.
—Eu não sou sua garota. – a cada palavra eu me aproxima e ele dava um passo para trás. – Eu não sou a garota de ninguém. Eu não tenho dono. Então vá para o inferno, Adam. – ele desvia o olhar e eu em viro para ir embora.
—Eu posso pelo menos te dar seu presente de aniversario? – ele pergunta, me fazendo parar. – Por favor, Addie. – ele pede. De braços cruzados eu vou até ele que tinha uma caixinha preta com a cobra da Sonserina em veludo em cima. – Quer que eu abra? – assinto, e ele abre a caixinha, lá tinha uma pulseira prateada brilhante que aprecia ter sido bem cara.
—Isso é uma...
—Sim. Uma guitarra. Na verdade a minha guitarra da sorte. – olho o pingente de guitarra achando fofo.
—Espera. Isso aqui é uma coroa? – olho o outro pingente com os olhos brilhando.
—Você é a única rainha para mim, Addie. – meu coração começa a bater rápido e eu estico meu braço para ele colocar a pulseira.
—Obrigada. – digo mexendo nos pingentes. – Eu amei.
—Quando você estiver pronta para me perdoar, eu vou estar te esperando. – ele beija minha bochecha depois me da a caixinha. – Parabéns, Addie. – ele diz antes de ir embora. O olhei se afastar, mas ele se virou pra mim – E eu não vou mais ficar com a Zamora!
—É bom mesmo ou nunca mais beijo você! – respondi. Ele sorriu pra mim e colocou as mãos no peito.
—Você me mataria de tristeza se fizesse isso. – riu ele antes de se virar e sair, me deixando sozinha.
—Afe, Adam... como ficar com raiva de você? – perguntei olhando a pulseira que ele tinha me dado.
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Eu e James estávamos nos beijando às escondidas nas escadas, mas nos afastamos assim que escutamos meu primo perguntar por ele. James estava para se afastar, quando eu o puxei para o dormitório feminino.
—Sirius... – começou ele, afobado.
—Seu rosto está sujo de batom! – murmuro limpando meu rosto. James estava tentando se limpar quando eu escutei uma risadinha. Me virei e vi Emily, que terminava de se calçar.
—Alguém está encrencado. – riu ela se aproximando de nós.
—Não conte pro Sirius! – sussurramos desesperados, quando a porta se abriu. Sirius nos olhou e viu o rosto sujo de James. Por sorte Emily usava o mesmo batom que eu e abraçou o braço de James.
—Vamos, Jay? – perguntou ela. James riu sem jeito e saiu com ela e Sirius olhou para aquilo em choque.
—Pontas e Valentine? – perguntou ele.
—A vida é cheia de surpresas, não é?
—Mas... mas e Aluado? – perguntou Sirius. Oh, merda.
—Remus nunca assume ela. Eles ainda estão se beijando?
—Acho que a única vez que o Aluado beijou ela foi na sua festa. Ele é muito lerdo. – resmungou Sirius – Vamos?
—Uhum. – respondo inocentemente.
Descemos as escadas e fomos tomar café da manhã. Emily e Frank riam de alguma piada interna e Dorcas escutava interessada, com Marlene parecendo entediada por estar meio deslocada entre o trio “amigos desde bebezinhos”. Mas Lily tentava falar com ela e a cada dia que passava eu via Marlene e Lily ficarem mais amigas.
Soltei um suspiro, passando geleia numa torradinha, quando escutei o som das asas. O correio estava chegando. Fiquei observando, esperando minha edição do Semanário das Bruxas com as últimas dicas de moda. Minha coruja logo chegou com a revista e um exemplar do Profeta Diário.
Dei um biscoito para minha coruja e deixei o jornal de lado para olhar a revista, mas Remus pegou o jornal para dar uma olhada.
—O que é isso ai? – perguntou Frank para Emily. Todos olhamos e vimos que ela tinha recebido uma caixinha de veludo negra, do tipo que costumava ter joias dentro, com um bilhete.
—“Para Emily Valentine. Do seu admirador secreto”? – leu ela corando absurdos. Notei que ela parecia tensa, de olhos fechados, como se não estivesse bem.
—Ei. O que foi? – perguntou Emmeline.
—Não é nada. – riu Emily, respirando fundo, meio sem jeito, olhando para a caixa.
—Então abre. Vamos ver. – riu Emmeline.
Jacques chegou bem na hora e beijou Emmeline na têmpora.
—Oi, Emms. – riu ele.
—Oi, amor. – respondeu ela o puxando pela gravata para beijá-lo mais intensamente.
Emily abriu a caixa e eu estiquei o pescoço pra ver, morrendo de curiosidade. Era um lindo colar dourado, cheio de esmeraldas.
—Quem te mandou isso? – perguntou Frank.
—O admirador é secreto, não escutou? – perguntou Marlene com um sorrisinho – Mas é uma joia linda.
—Põe pra gente ver como fica! – digo sorrindo.
—Já tá mandando presentinhos, Pontas? – brincou Sirius.
—Não fui eu! – riu James, que se esticava curioso, do outro lado da mesa. Remus franziu a testa ao escutar aquilo.
—Por que Pontas daria um... – começou ele, mas todo mundo se calou quando Emily soltou um gemido sofrido.
Olhamos pra ela, assustados. Ela tinha colocado o colar e agora parecia muito pálida. Ela colocou as mãos no próprio pescoço e começamos a ver as veias dela, por debaixo da pele clara, ficando escuras. Ela arfou, como se estivesse sem ar e caiu da cadeira. Frank pulou ao lado dela, assustado.
—Emily! EMILY! – gritou ele. Todo mundo parecia em choque, olhando sem entender. Frank estava para tentar tirar o colar dela, quando Jacques o empurrou e tirou a varinha.
—Não toque! Está amaldiçoado! – disse ele se ajoelhando ao lado dela para murmurar um monte de feitiços, apontando a varinha para o colar.
Remus pulou a mesa e se ajoelhou ao lado dela, assustado. Frank parecia prestes a chorar. Dorcas e Marlene estavam abraçadas e os professores vinham correndo, para ver o que tinha acontecido.
—Merda! Faz alguma coisa, Burke! – ralhou Sirius.
—Estou tentando! – rosnou ele ainda murmurando contra feitiços. Emily arfou de novo, recobrando um pouco da cor.
—Frank... – murmurou ela olhando para ele.
—Tô aqui! Tô aqui! – murmurou ele segurando a mão dela.
—Estou com medo... – chorou ela antes de gritar.
—Fica calma, Mily! – digo assustada, me abraçando a James, que olhava assustado para ela.
—O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, BURKE?! – gritou Sirius.
—ESTOU TENTANDO AJUDAR! CALA A BOCA, BLACK! – gritou Jacques voltando a murmurar os contra feitiços. Ela foi recuperando a cor mais e mais e finalmente o diretor chegou.
—Deixe-me ver, Sr. Burke. – disse ele muito sério, apontando a varinha para Emily. A maldição começou a retroceder mais e mais e o colar desgrudou da pele dela, deixando uma ferida onde tinha tocado. Dumbledore fez o colar flutuar e se levantou olhando muito sério para a professora McGonagall – Minerva, leve a Srta. Valentine para a Ala Hospitalar. Horácio, venha comigo. – ele então olhou para o Jacques – Sr. Burke. Você acabou de salvar a vida da Srta. Valentine. Você conteve a maldição muito bem. Já lidou com esse tipo de coisa antes?
Jacques encolheu sem jeito e todos nós olhamos pra ele.
—Na... na loja do meu pai. – murmurou ele.
Dumbledore soltou um suspiro e concordou com um aceno de cabeça.
—Cinquenta pontos para a Sonserina. – murmurou ele. Dumbledore olhou para a caixa e soltou um suspiro – Acho que foi um aviso para Richard. Minerva, envie uma coruja para ele, pedindo para que ele compareça à escola o quanto antes.
—Sim, Dumbledore.
ஐ
Frank estava de mãos dadas com Emily, que seguia desmaiada na Ala Hospitalar. Emmeline beijava Jacques na porta, falando o quanto ele era talentoso. Estávamos todos tão assustados com o que tinha acontecido que Sirius não parecia nem incomodado. Ele apenas olhava para Emily, assombrado.
—Quem deve ter feito isso? – perguntei de braços cruzados, olhando para ela.
Remus soltou um suspiro e a acariciou nos cabelos.
—Eu não faço ideia. Só espero que não tenha sido um aluno.
—Só pode ter sido Ranhoso. É o tipo de coisa que ele faz. – Rosnou James.
—Não seja idiota. Porque Sev faria algo contra ela? – perguntei franzindo a testa.
—Por que ele é um babaca? – perguntou James. Ele e Sirius trocaram um olhar e eu tive certeza de que eles iriam tirar aquela história a limpo.
Frank soltou um soluço e beijou a mão de Emily.
—Eu mato o desgraçado que tiver feito isso. – rosnou ele se levantando. Sirius e James trocaram outro olhar e Frank foi até onde estava Jacques. Emmeline olhou para Frank, que levantou Burke pelo colarinho – QUEM FEZ ISSO?!
—Está louco? Eu não sei quem foi! – respondeu Jacques.
—Solta ele, Frank.
—Não! Ele sabe quem foi. Responde! – rosnou Frank.
—Eu não sei. – insistiu Jacques – Como eu poderia saber?
—Porque é a nojenta da sua família que vende essas merdas. – rosnou Frank – Vocês, com essa ideologia estúpida de vocês, machucam as pessoas inocentes para atingir as pessoas decentes que querem um mundo melhor! É isso ali que a sua causa faz! O que a Emily já fez pra qualquer um de vocês! – perguntou Frank com as bochechas e o nariz vermelho.
—Eu não tive nada a ver com isso! – disse Jacques – Eu salvei a vida dela. Não escutou Dumbledore?
—Muito conveniente que você estivesse ali e soubesse o contra feitiço, não acha? – perguntou Sirius.
—Parem com isso! – disse de uma vez, me aproximando de Frank e tocando o braço dele – Solta, Frank. Você está nervoso. – murmurei gentilmente.
Frank bufou e soltou Jacques, recuando alguns passos e escorregando pela parede até o chão, escondendo o rosto com as mãos. Emmeline foi até o namorado e o olhou nos olhos.
—Você é inocente, não é? Você não teve nada a ver com isso, teve? – perguntou ela.
—Não, Emms. Eu juro. – respondeu ele. Emmeline sorriu e colocou a mão no rosto dele.
—Eu acredito em você. – disse ela olhando nos olhos dele. Depois olhou pra nós – Eu acredito nele. Ele não teve envolvimento nisso.
—Deve ter sido como Dumbledore disse. – falei olhando para Sirius, que mirava Jacques com desconfiança – Deve ter sido alguém de fora da escola, querendo atingir o pai dela.
—Isso mesmo. O pai dela é um grande defensor dos trouxas na Corte dos Bruxos. – murmurou Remus ainda afagando Emily nos cabelos – Um dos nomes mais fortes para Ministro da Magia.
Ficamos em silêncio alguns segundos, todos sentindo algo estranho na barriga.
—Hogwarts... alguém se machucou aqui em Hogwarts... – murmurou Lily se abraçando. Estávamos todos ali. Todos os alunos do quarto ano, mesmo Marlene que não gostava de Emily – Eu sempre achei Hogwarts tão... invulnerável... tão segura... intocável...
—É verdade. – murmurei – Dá até pra esquecer que estamos em guerra.
—Eu realmente espero que a amiga de vocês fique bem. – murmurou Jacques, abraçando Emmeline – Mas eu garanto que eu não sei de nada sobre aquele colar. Eu saberia se tivesse sido um aluno. Garanto que não foi.
—Como você pode garantir uma coisa dessas? – perguntou James arqueando as sobrancelhas.
—Porque eu sou o único que poderia ter trazido isso pra dentro da escola. – disse Jacques – E eu não trouxe. Não estou vendendo nenhum item amaldiçoado na escola. – ele olhou para Frank, que ainda olhava preocupado para Emily, sentado infeliz e encolhido contra a parede – Eu posso ser um Burke, mas eu não quero guerra aqui dentro... não depois que... – ele soltou um suspiro e olhou para Emmeline – Não depois que eu conheci você.
—Não me faça vomitar. – resmungou Sirius. Emmeline sorriu encantada e beijou Jacques nos lábios.
—Você me faz querer vomitar arco-íris, Jack... eu te adoro. – murmurou ela o abraçando apertado. Mas Jacques soltou um suspiro um pouco triste.
—É... eu sei.
Ele queria que ela o amasse também. Tenho certeza... mas ela só o adorava e ele provavelmente ficou triste por isso.
ஐ
Rabastan Lestrange, Theodore Nott, Aminco Carrow e Severus Snape estavam conversando aos cochichos num corredor, mas ao escutarem os passos, ficaram atentos.
—Os Marotos. – disse Severus sacando a varinha. – E o retardado do Longbottom – Não estavam errados. Os cinco se aproximavam e estavam furiosos.
—Qual de vocês fez aquilo, heim? – perguntou James, enfurecido. Pedro parecia mais assustado do que zangado. Sirius estava quase feliz por poder duelar contra Snape. Remus e Frank pareciam mais sombrios do que qualquer coisa. Os Sonserinos não responderam, todos sacando as varinhas – EU PERGUNTEI QUAL DAS COBRAS NOJENTAS...
— Pinchsever! – rosnou Snape, atacando. James se defendeu com um feitiço escudo e contra atacou.
—Impedimenta!
E logo começaram a troca de azarações. Cinco contra quatro no início, mas Rabastan logo acertou um feitiço em Pettigrew, o desacordando. James duelava contra Rabastan. Sirius contra Snape. Remus contra Aminco e Frank contra Theo.
—QUAL DE VOCÊS VAI ME DIZER QUEM FEZ AQUILO COM A EMILY?! – gritou Frank que parecia possuído no momento. Ele acertou uma azaração tão poderosa em Theo que ele se desequilibrou e caiu no chão – LEVANTA E LUTA!
—Eu não sei! Eu não sei quem fez aquilo! – respondeu Theo, assustado com a fúria do garoto – Eu não machucaria a sua amiga.
—Ele não está mentindo. – riu Rabastan, que tinha um corte na bochecha, feito por James, que tinha um furúnculo muito feio no nariz – Ele está louco pra dar uns beijinhos nela.
—Mas não mesmo! – rosnou Remus desarmando Aminco, que levantou as mãos em rendição.
—Não me machuque! – pediu ele, assustado.
Severus e Sirius estavam tão concentrados duelando um com o outro que nem prestavam mais atenção nos companheiros. Rabastan estava parado, em posição de duelo, encarando James, que fazia o mesmo. Ambos com um olhar furioso um pro outro. Mas Frank não estava interessado em perder tempo com os motivos pessoais de Rabastan e James, que não se davam principalmente por conta de Addie. Ele queria saber quem tinha enviado aquele colar.
Por isso ele pegou Theodore e colocou a varinha no pescoço dele.
—Eu quero um nome.
—Eu não sei! Eu não sei! – murmurou o garoto, assustado.
—Então me diga quem sabe! – rosnou furioso.
—Talvez Avery! Talvez Mulciber. Por favor, eu estou desarmado.
—Calma, Frank. – murmurou Remus. Frank respirou fundo e soltou Theodore, que caiu no chão de novo.
—E você, Lestrange? Seu irmão é um comensal de morte. – rosnou James. Frank apontou a varinha para Rabastan também, que o olhou preocupado de rabo de olho. Remus também apontou a varinha para ele e o sonserino sentiu uma gota de suor descer por sua testa – Não negue. Eu sei que é.
—Eu não sei sobre o colar. – respondeu ele – Nem quem o mandou. E não acho que tenha sido meu irmão. Ele não faria algo assim.
—Por que? Porque ele é bonzinho? – perguntou James com desdém – Ele é um homem honrado que não gosta de machucar criancinhas? Não me faça rir. Eu lembro muito bem quando ele invadiu a minha casa no penúltimo verão.
—Ele matou alguém? – perguntou Rabastan.
—Não. Mas só porque meus pais chegaram. – respondeu James.
—Meu irmão não é um assassino. Não ainda. – respondeu Rabastan – Mas se ele quisesse matar sua amiga, ela estaria morta. Simples assim. – Frank rosnou e a varinha dele soltou faíscas – Existem colares amaldiçoados que matam na hora. Eles não queriam que ela morresse. Até onde eu sei a amiga de vocês é puro sangue, não é, Theo?
—Sim. Os Valentine são puros.
—Viu? – riu Rabastan para disfarçar o medo e o nervosismo. Poderia ser um excelente duelista, mas não conseguiria sair daquela se os três o atacassem. – A ideia era passar um recado, Potter. Será que não captou?
—Que tipo de recado é esse? – perguntou Remus.
—Que quem ficar defendendo escória como você, Lupin, seu mestiço, vai acabar perdendo o que tem de mais importante. Richard Valentine tem que aprender a controlar a língua.
—O mesmo vale pra você, babaca! – rosnou James.
Estava tão fulo que nem se importou por estarem em maior número. Azarou Rabastan, assim como Remus e Frank. O Lestrange desabou no chão depois de voar uns dois metros.
—Rabs! – gritou Theo.
Foi quando escutaram Sirius gritar lá atrás. Quando se viraram, viram o amigo girando de cabeça pra baixo muito rápido, enquanto Severus morria de rir. James sorriu para Remus, que riu de volta. Até Frank deu uma risadinha e eles apontaram a varinha.
Foram os cem pontos a menos para a Grifinória que mais valeram a pena até ali.
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