When We Were Young

101 The Report Of Emily Valentine


Notas iniciais
HELLO CHANELSSSS ♥ MUITO OBRIGADA pelos comentários, amei todos e logo vou terminar de respondê-los. Chanels, eu sinto muito com a demorinha para postar os capítulo, mas o Enem está chegando, tenho vários outros vestibulares que vou fazer a prova, to mutchooo estressada com esse fim de ano já kjghjkhkjdfhgjk medo de não passar em nenhuma faculdade, anyway me desculpem pela demora, okay? O final polêmico do capítulo passado deixou todo mundo #chocado, mas nesse capítulo não teremos os resultados daquela carta e sim um relatório sobre a triste vida de Emily Valentine após a morte de seus pais. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

THE REPORT OF EMILY VALENTINE

EMILY’S HOUSE

1976

CHRISTMAS

Emily se perguntava. As pessoas se lembravam do primeiro dia de suas vidas? Aquela primeira lembrança que alguém tem da própria vida? Ela se lembrava da dela... começou no verão de 1975, num enterro. Ela já tinha quase dezesseis anos. Mas foi o primeiro dia da sua vida. Antes disso ela tinha sido outra pessoa. Uma garota comportada, quieta, tradicional. Uma boa moça de família. Sempre nos vestidos mais comportados, sempre com os melhores modos, sempre com um olhar triste e perdido. Uma vida triste e miserável.

Ela tinha seus amigos. Frank e Dorcas. As melhores pessoas de sua vida. Seus dois melhores amigos do mundo. Cresceram juntos, desde bebezinhos, já que suas famílias eram muito amigas. Seu primeiro beijo havia sido com Frank, mas porque perderam uma aposta com Dorcas. E foi super esquisito e até assustador, levando em conta que suas famílias tinham planos para se casarem. E quando foi para Beauxbatons se afastou um pouco deles, então foi para Hogwarts, e lá fez mais amigos. Adhara era a primeira que ela realmente se lembrava, ela havia sido sua amiga, mesmo daquele jeito mandão e o olhar de superioridade, e ela havia lhe introduzido a Remus, o seu segundo amigo de Hogwarts. E aos poucos ela foi entrando para o grupo, com altos e baixos, mas foi aceita no final.

Mas mesmo quando ela estava com seus amigos, ela não podia ser plenamente ela mesma. Ela tinha uma imagem a manter. De comportada, boa moça, quieta, obediente. Frank costumava brincar, falando que até sua risada era contida. Tudo nela era contido. E mesmo em Hogwarts ela não podia ser muito diferente dessa pessoa que ela precisava ser, pois no dia em que ela foi, seu pai ficou sabendo e me mandou um berrador. Os outros garotos do seu ano recebiam berradores. Sirius Black recebia pelo menos um por semana. Mas era sempre por ter feito algo insano, como explodir uma privada com um aluno da Sonserina usando. Ela recebeu um berrador por ter ido escondida a uma festa com seus amigos. Adhara e Emmeline haviam a convencido a ir, e ela acabou concordando e todos foram nessa festa. Foi vergonhoso, e ela ficou triste por semanas. Então sempre se comportou. Ela nunca contou para o garoto que ela gostava, que ela gostava dele. Ela nunca levou uma detenção. Ela nunca brigou com alguém. Apenas uma vez, quando chamou Lily Evans de sangue-ruim e Adhara a enfrentou. E depois, não teve detenção. Certinha.

Emily era metamorfomaga. Seu pai achava um absurdo que ela fosse, pois o pai dele também era e ele passou tanto tempo brincando com o dom que seu pai não se lembra mais do rosto original dele. Seu pai costumava se sentir constrangido pelo meu avô. Dizia que ele atrapalhava a carreira política dele por ser tão vadio e desleixado consigo mesmo. E como seu avô desapareceu numa viagem para a Albânia, quando ela tinha uns quatro anos, seu pai nunca fez as pazes com ele e culpou o dom de metamorfagia por isso. Então ele odiava quando ela me descontrolava e mudava a cor dos meus cabelos, ou dos olhos. Ele a obrigou a controlar seu dom à perfeição, mas nunca a deixou usá-lo. Ela cresceu e mesmo agora com 15 anos, ninguém sabia sobre o dom dela. Apenas duas pessoas sabiam Remus Lupin e Adhara Black.

Ah, Remus Lupin. Todo mundo sabia o quanto ela foi apaixonada por ele. Ela era apaixonada nele desde que se conheceram. Ele era tão gentil, meigo, doce e inteligente, com suas histórias fascinantes sobre as guerras trouxas e seu sorriso meigo. Ela suspirava só de vê-lo passar, mas ela era tímida e ele cinco vezes pior nessa questão. Ela não podia contar para os pais. Ele era um mestiço e não tinha dinheiro para dar por ai. Seu pai jamais aceitaria, por mais que hipocritamente defendesse o fim da causa puro-sangue, se colocando como inimigo declarado de Você-Sabe-Quem.

Então, tinha Adhara Black. Tirando Dorcas, ela foi a sua primeira amiga em Hogwarts. Haviam se conhecido em um Baile de Debutante idiota, e depois ela a convidou para sua festa. Emily a achou um máximo. Ela e sua amiga Emmeline a arrumaram e se divertiram a festa inteira. Ela deu o seu segundo beijo naquela festa, e se divertiu de verdade, como não fazia desde que fora para Beauxbatons. E depois Adhara a convidou para uma festa do pijama, e ela se sentiu tão incluída e bem. E elas foram muito boas amigas até um mês depois do Natal do quarto ano, onde tiveram uma briga gigantesca por causa de seu preconceito encubado. Foi horrível, mas as duas eram orgulhosas demais para irem falar uma com a outra, naquele tempo onde Adhara as vezes a enchia o saco, ela nunca chegou a odiá-la, nunca mesmo. Admirava a força que ela tinha para defender o que achava certo, só que ainda a achava uma vaca.

E depois tinha Dorcas, tinha Frank, seus melhores amigos, tinha Remus que continuou falando com ela, mesmo que ela houvesse brigado com a melhor amiga dele e também tinha Sirius. Emily gostava de Sirius. Ele era tudo o que ela queria ser. Corajoso o suficiente para não abaixar a cabeça para as regras que a família dele desejava que ele seguisse. Ela admirava Sirius Black, desde sua camisa do Rolling Stone, até o piercing no septo, que ele arranjou no quinto ano depois do Natal. Ela não se derretia com os sorrisos e olhares dele, como a maioria das garotas. Era só Sirius sorrir, que elas faziam o que ele quisesse. Mas ele também nunca tinha tentado nada com ela. Ela não era interessante o suficiente pra ele. Ela era tudo o que ele mais desprezava. A conformação com aquele mundo podre no qual tinham nascido. Ele nunca tinha lhe tratado mal, mas ele nunca pareceu ter interesse algum nela também. James Potter agia do mesmo modo. Na verdade ele tinha até alguma preguiça de Emily, porque ela nunca ria muito das piadas dele. Ele brincava falando que ela era irmã da Dama Cinzenta. E ela não o censurava por falar isso. Peter não olhava pra ela, pois era tímido demais e tinha vergonha, ou qualquer coisa assim. Emily achava que seu sobrenome o intimidava. E para eles, ela era apenas a garota que tinha uma queda por Remus, não Valentine, só a garota com a queda bizarra pelo amigo deles.

Ser uma Valentine costumava significar alguma coisa. Era um grande sobrenome. Seis gerações de pureza. Sua mãe era uma Rosier e os dois tinham cargos altíssimos no Ministério. Seu pai era um homem muito poderoso e influente. Ele e Bartô Crouch eram super amigos e seu pai era ainda mais poderoso que ele. Era um nome forte para se tornar Ministro da Magia.

Mas o mundo dá voltas. E o nome Valentine caiu.

Quando Emily voltou de Hogwarts para o Natal mais uma vez a realidade de sua mais nova vida a acertou em cheio. Ela estava com fome, mas não tinha comida. E ela não tinha dinheiro pra comprar. E suas roupas estavam muito justas, assim como o uniforme, que já estava começando a remendar. Então ela foi para o quarto da sua mãe, procurar pelas joias dela. Foi quando notou que a grande maioria tinha sido remexida e levada embora, provavelmente quando o Ministério veio na sua casa para ver se seus pais “guardavam coisas perigosas”. As coisas mais caras dos seus pais tinham sido roubadas. Respirou fundo, sem saber o que fazer e sem querer recorrer aos Longbottom ou aos Meadowes. Então foi para o quarto do seu irmão e tentou vender todos os móveis dele para o Sr. Burke, na Travessa do Tranco. Mas ele não quis comprar e a mandou pra outro lugar. Conseguiu um preço abusivamente pequeno para as suas coisas, mas era o que ela podia fazer no momento. Vendeu as roupas do seu irmão, algumas das suas e as da sua mãe também. Assim conseguiu comprar novos uniformes e tinta. Comprou comida também, o máximo que conseguiu e guardou um pouco do dinheiro que havia sobrado. Não era muito, mas também não era nada. Emily havia tido que se despedir do seu trabalho no bar, e sabia que seria difícil alguém a contratar apenas pelo Recesso de Natal, mas mesmo assim ela saiu a procura e graças a uma moça que tinha tido um bebê conseguiu uma vaga em um emprego trouxa, como garçonete em uma lanchonete. Ela ganhava ridiculamente pouco, mas ela tinha desconto pra comer lá e era fácil conseguir uns lanches de graça. Mas apenas isso não era o suficiente para se manter e ela não queria sair vendendo mais coisas. Só que o Ministério “fez outra investigação” no nome do seu pai e “descobriu mais podres dele”. Isso aconteceu porque estavam trabalhando para mostrar que seu pai nunca tinha sido corrupto, e para transformá-lo em algum tipo de mártir. Mas para enterrar de vez o nome dele, os que apoiavam Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado inventaram mais mentiras contra seu pai e como ela era herdeira dele, eles queriam mais indenizações. Ela logo notou que eles não parariam até tirarem o último galeão que ela tinha. Ela precisou vender as estantes, o barzinho, as cadeiras, a mesa, os sofás, as camas que ela não usava, os armários, tudo que ainda não havia vendido no verão passado. Chorando, ela vendeu o que tinha sobrado das joias de sua mãe.

Naquela noite fria de inverno, Emily e Lepo, seu elfo e último bem de valor, ficaram sentados no chão, olhando a lareira arder com uns pedaços de madeira que ela tinha encontrado andando na rua.

—Nós vamos sobreviver, Lepo... eu sei que sim. – murmurou Emily.

—Eu sei, senhorita. – disse ele olhando as chamas. – Lepo consegue viver com as baratas. Esses meses Lepo pegou um gato. Lepo o cozinhou muito bem.

Emily suspirou meio chorosa e olhou seu pequeno e subnutrido elfo e soltou um muxoxo.

—Vou mandar comida pra você. Lá de Hogwarts, Lepo. – ela murmurou. Ele a olhou com os olhos chocados, esbugalhados. – Eu prometo.

—Minha senhorita. Lepo não precisa. Lepo se vira com os insetos…

—Não. Você não vai passar fome... eu fui idiota e esqueci que você depende de mim... eu... eu esqueci de você. Você é o que sobrou da minha família, Lepo. Eu vou cuidar de…

Mas ela não consegui terminar de falar, porque ele começou a corar escandalosamente, emocionado, a chamando de um monte de nomes maravilhosos. Parecia que ela era a heroína do mundo. Acabou abraçando Lepo, querendo que ele parasse de a elogiar por fazer o mínimo, mas isso o emocionou ainda mais. Mas ela o deixei chorar o tanto que ele quis. E ele quis muito, porque só parou de chorar quando caiu no sono, em seu colo. Emily nunca nem tinha conversado com ele, sem que fosse pra dar uma ordem. Ela soltou um suspiro, se perguntando o que eu faria da sua vida.

Ela ficou com fome mais uma vez e vendeu mais uma boa parte da mobília, os livros mais caros que tinha por lá, por serem os mais complexos. E seus ingredientes para poções eram ainda mais caros do que os dos anos anteriores.

Suas roupas estavam começando a ficar um pouco mais apertadas. Seu corpo se desenvolveu bastante desde aquele período e ela já tinha a muito deixado de ser uma vassoura ambulante. Continuou com seu bico na lanchonete e arrumou outro emprego noturno, num estabelecimento nada correto. Ela dançava no pole dance, mas ninguém podia a tocar e ela não precisava tirar a roupa. E vez ou outra alguém a dava uma boa gorjeta. Com isso consegui comprar tudo o que eu precisava e juntar um dinheiro bom, para guardar em um cofre. Tudo isso em um dia. Vendeu todos os tapetes, todas as poltronas, as cortinas, vendeu uns quadros antigos no porão. Deixou apenas o seu quarto mobiliado e apenas o necessário. Lepo ficava choramingando pela morte dos seus pais e do quanto que ela estava sendo corajosa por conseguir se sustentar e “sustentar” a casa. Ela precisava de excelentes N.I.E.M.s para arrumar um bom emprego, ou não sobrariam móveis pra vender. Era para ser um Recesso de Natal, uma pequenas férias, mas Emily não podia parar. Em apenas um dia ela fez aquilo tudo e se sentiu acabada, mas teria que continuar.

Emily lembrava como se sentiu logo depois de se ver sem dinheiro algum, após a morte dos pais. Não estava com medo de morrer, ou de sobreviver. Ela sentiu raiva. Raiva da sua família. Raiva do seu pai. Porque ele a forçara a vida inteira a ser algo que ela não queria. Porque ele forçou toda a família numa guerra que sua mãe não queria. E agora eles estavam todos mortos e ela estava sozinha. E de que adiantou ser aquela garota comportada? De que adiantou fingir que ela não era metamorfomaga? De que adiantou não curtir a vida? De que adiantou a fazer de muda? Tudo por conta de uma carreira política que tinha sido completamente destruída e manchada em uma semana. De que valeu todo aquele esforço?

De absolutamente nada.

Emily queria voltar para Hogwarts, tinha se passado apenas um dia de Recesso, mas ela já não aguentava mais. Hogwarts era a sua casa, não aquele lugar triste e vazio, que estava sempre nos seus pesadelos. Todas as noites ela parecia encontrar a sua família morta naquela casa. Mas ela não deixaria que aquilo lhe quebrasse. Eu continuaria fingindo que nada daquilo a abateu. Ela fingiria e sobreviveria. Eu se recusaria a falar a respeito de tudo aquilo. Ela seria forte, corajosa, mas não seria idiota. Ela não iria me meter em lado algum. Ela ficaria neutra, por mais que ela desprezasse o Lorde das Trevas. A verdade era que ela até gostava um pouco da causa puro sangue, simpatiza um pouco. Ela não gostava da violência e da guerra. Mas ela cresceu “sabendo” que pureza de sangue era algo a ser prestigiado. Foi o que haviam lhe ensinado. E com esse pensamento de não se deixar ser fraca e ficar neutra que ela se lembrava de voltar para Hogwarts depois da morte de seus pais. Além disso, havia cansado de sua aparência também. Ela precisava mudar. Ela não queria ser aquela garotinha muda, comportada, obediente, apática e frígida. Ela queria ser mais parecida com Adhara Black, mas sem aquele desejo incessante de querer dominar a escola. Queria ser parecida com Emmeline Vance, mas sem ser uma vaca que traia o namorado. Queria ser como Evie Zamora, mas sem ser uma vadia sem coração. Então, ela mudou. E amou isso.

Todos a olhavam. Todos comentavam. Algumas pessoas perguntavam como ela estava, mas ela respondia com um dar de ombros e dizia que estava bem. Algumas pessoas falaram que ela enlouqueceu e Emily não as desmentiu. Mas a verdade era que ela estava me sentindo em paz consigo mesma. O terror só vinha a noite, com os pesadelos. Todos os dias era assim, pesadelos. Depois Emily achou que isso deveria ser regra de quem sofria traumas, já que Adhara também teve pesadelos depois que a família morreu. Emily passou a tomar poções pra dormir sem sonhar, por mais que fosse perigoso tomar praticamente todos os dias. Essas poções prejudicam o descanso e podem matar se usadas o tempo inteiro. Então várias vezes ela foi dormir no sofá do salão comunal. Várias vezes ela saiu do salão para dormir na Ala Hospitalar, inventando que estava com cólicas, se sentindo mal.

Mas enquanto o sol brilhava, ela se sentia muito segura de si mesma. Bem. Tanto que voltou de um Natal decidida a pedir Remus em namoro. Ela queria fazer como via Emmeline fazer. Como ela seduzia os garotos com aquele olhar e sorriso maroto que ela tinha. Como ela os manipulava. Emmeline sempre foi assim, mas Emily sabia que Adhara havia a ajudado nas técnicas de manipulação. Diziam que ninguém sabia manipular como um Black.

E ela lembrava do assobio que recebeu de Rabastan Lestrange. Emily se lembrava que o beijou pela primeira vez na festa de aniversário de Remus. Ela e Remus ainda não namoravam e ela estava irritada. Ela não contou a ninguém. Não contou nem pra Frank e nem pra Dorcas. Não é que ela não tivesse coragem. Ela só quis guardar aquele momento de loucura pra si. Eles achariam que ela estava ficando louca. Os dois tinham aquela ambição de se tornarem aurores e os Lestrange eram uma família que apoiava o Lorde das Trevas. Então ela achou melhor guardar o segredo pra si. Não queria ser julgada por ninguém. Depois daquele dia, Rabastan sempre a cumprimentava quando a via. Não com segundas intenções, ou de maneira íntima. Ele só murmurava seu sobrenome e passava reto. Tinha sido uma mudança do modo “não te vi e não vou te ver” que ele fazia antes. Mas quando se cruzavam o caminho um do outro sozinhos, ele a olhava de verdade e a lançava uns assovios atrevidos, que ela não gostava muito. Até que um dia ela o mandou ir para aquele lugar e ele parou de assoviar.

Mas eles só realmente começaram a se falar no sexto ano. Frank estava muito ocupado com Alice e as onze matérias que ele estava fazendo. Dorcas estava meio afastada andando esquisita. Os três podiam ficar juntos nas vezes que eles treinavam com o resto do grupo na Floresta Proibida, onde Emily só assistia. Ela tentou ficar quando ainda namorava Remus, mas só durou duas semanas. Ela era terrível duelando e não tinha como competir com os Marotos, que pareciam ter nascido pra duelar. Então ela parou de levar a sério, apesar de não ter oficialmente saído. Afinal, ela só conseguiu vencer de Peter e nem foram tantas vezes. E depois, que ela e Rmeus terminaram ela só preferia sair de fininho e não se misturar com os lunáticos que queriam se preparar para a guerra. Algumas vezes ela não sabia se ela iria se meter naquilo. Seus pais tinham sido assassinados por isso, assim como seu irmão.

Para não pensar nisso Emily andava pelo Castelo. Ela gostava mais de sair para o quarto andar, para ficar olhando pela janela, desenhando as paisagens. Só que Rabastan acabou pegando o costume de a seguir. Normalmente ficavam conversando numa boa, sobre um monte de coisas. Outras vezes, quando não tinham muito assunto, acabávamos se agarrando às escondidas pelos corredores. Ela não queria que seus amigos soubessem e nem ele queria que os amigos dele soubessem. Era algo só deles. Rabastan fazia com que ela se esquecesse de qualquer coisa que estivesse a afligindo. E as vezes as mãos dele ficavam mais urgentes por ela, os centímetros entre eles iam diminuindo e parecia que a qualquer momento virariam uma só pessoa. Ela não deixava que ele chegasse longe demais. E as noites que vinham depois de uma sessão de amassos com Rabastan pareciam mais quentes e úmidas... principalmente na região a cima das suas coxas.

E com o passar do tempo ela foi considerando Rabastan um verdadeiro amigo. Acho que ele a considerava da mesma maneira. Tinham tópicos que simplesmente não conversavam a respeito, como a guerra, por exemplo. Mas no geral conversavam sobre várias coisas e sempre tinham muitos assuntos. Não era apenas beijos e agarração. Na verdade, eles não se pegavam muito, foram apenas umas três vezes, ela achava. Pareciam várias pelo tempo que demoravam, mas não foram tantas. Então, ele a desafiou a ver se Remus ainda tinha sentimentos por ela e ele não tinha. Quando Emily viu tinha perdido a sua virgindade. E tinha sido tão bom.

Rabastan a fazia se sentir tão bem.

—Você é da família, Emily. Não pense o contrário. – disse Jalander Meadowes, a mãe da Dorcas, após a chamá-la para passar a ceia de Natal com eles e Emily negar dizendo que não queria incomodar. Emily se sentiu tão aliviada que não sabia o que dizer, apenas sorriu, sorriu bastante.

Dorcas sorriu para ela feliz. Logo se viram jogadas na cama de Dorcas, que Emily já estava muito familiarizada, já havia passado tantas noites de festa do pijama com Dorcas ali. As duas se olharam, então deram uma risadinha. Dorcas olhou embaixo da cama e pegou uma caixa. Se endireitou e abriu a caixa em seu colo, as duas olharam o conteúdo com sorrisos nostálgicos. A caixa estava cheia de embalagens de feijõezinhos de todos os sabores. Algumas embalagens já estavam vazias, mas tinha outras ainda com todo o conteúdo. Era algo que elas amavam fazer quando eram pequenas, apenas se sentavam lá e escolhiam o feijãozinho uma da outra e passavam a tarde rindo uma da careta da outra.

Emily pegou um branco e Dorcas um vermelho. Elas entregaram uma na mão da outra e logo enfiaram na boca. Dorcas foi a primeira a fazer uma careta, colocando a língua para fora.

—Pimenta! — ela disse, agitando a língua. Emily gargalhou e fez uma careta de nojo ao perceber que o seu era de sabão. Mas as duas tinham a regra de comer todo o feijãozinho, então foi isso que fizeram. — Você está bem?

—Claro. — sorriu Emily. — Eu tive um dia cansativo ontem… mas hoje estou bem. E você?

—É, super. — riu Dorcas fracamente. — Eu acho que gosto de uma pessoa.

—Sério? Quem?

—Não importa. — riu Dorcas. — A gente conversou algumas vezes e é uma pessoa… muito legal? Sabe? O tipo de pessoa que em só uma conversa você já percebe que é super legal… mas, não vai dar certo.

—Porque não? — falou Emily. — Você é incrível…

—É complicado. — murmurou Dorcas. — Como você e Remus… vocês se gostavam, mas demorou tanto para acontecer e depois não deu certo. É complicado, não é?

—É… acho que sim.

—Amor é complicado. — falou Dorcas. — É o que minha mãe diz. É o que Frank disse também, depois que eu perguntei para ele porque Sirius não podia amar só Emmeline, ou só Marlene, ou só Dimitre, ele também disse que é porque Sirius é uma vagabunda.

Emily gargalhou. Ela sempre achou Frank o melhor. Dorcas também gargalhou, mas Emily olhou o horário no pequeno relógio em cima da cabeceira de Dorcas. Ela precisava ir.

—Dorquinhas, eu tenho que ir. — ela murmurou. Dorcas fez um biquinho. — Eu tenho um turno na lanchonete agora.

—Tudo bem, mas eu e meus pais vamos para esse Baile no Ministério hoje a noite, você quer ir? Posso te arrumar um vestido e uma máscara. — sorriu Dorcas. Emily olhou a amiga. Ela ia muito nesses Bailes antigamente, achava uma chatice, pois só servia para seu pai a exibir para os outros. — Quer?

—Ahn… acho melhor não. — negou Emily. — O sobrenome Valentine não é mais tão chamativo por lá. Tchau, Dorcas. — ela beijou a amiga na bochecha e saiu do quarto dela. Emily conhecia muito bem a casa de Dorcas, então se despediu dos pais dela na cozinha e foi em direção a lareira. No momento seguinte estava em sua casa.

Emily suspirou olhando sua casa vazia e Lepo apareceu tropeçando em seus pés para sorri para a dona. Ele começou a contar com havia conseguido capturar um esquilo em um bosque perto. E Emily o parabenizou, mas isso a fez ficar triste. Ela foi para o quarto e se trocou colocando seu uniforme de garçonete. Ele era amarelo mostarda e tinha um avental branco que ficava na parte da saia rodada. Prendeu os cabelos em uma trança de lado e se observou no espelho. Nele tinha uma marca de batom dos lábios dela, de Dorcas e de Frank e suas inicias ao lado da sua marca de beijo. Ela sorriu, tocando o espelho com as pontas do dedo. Ela simplesmente não podia se livrar daquela peça, mesmo que estivesse passando fome. Ela não venderia.

Emily escutou batidas na porta de entrada da sua casa. Ela achou extremamente estranho, mas talvez fosse Frank. Em caso, ela pegou sua varinha e desceu as escadas. Ela achou que também poderia ser algum funcionário do Ministério, para talvez pegar dessa vez a casa dela, mas quando Emily abriu a porta ela não poderia estar mais que errada.

—Rabastan!

O garoto deu um sorriso para ela. Um sorriso muito charmoso. Ela sempre achou Rabastan um garoto bonito, apesar de achá-lo um completo babaca. Sim. Ele era um babaca as vezes, mas sim muito, muito, charmoso mesmo. Afinal, ele havia tirado sua virgindade.

—Eu estava por aí, pensei em passar para dar um “oi”. — ele falou, sorrindo. — Oi.

—Oi. — murmurou Emily em resposta, depois de um tempo sem falar nada. Ela deu um sorriso também e percebeu Rabastan passar o olhar sobre o uniforme dela. — Como sabia onde eu morava?

—Eu tenho meus meios. — Rabastan deu de ombros, com um olhar convencido.

—E o que você está fazendo aqui? — indagou Emily, se apoiando na porta. — Procurando por um fácil sexo casual? Porque não vai acontecer.

—Claro que não. — falou Rabastan, colocando a mão sobre o peito, fingido falsa mágoa. — Eu quero sair com você.

—Sair? Como… como um encontro? — ela indagou.

—Bem, pode ser por desse jeito, mas também poderia ser só uma saída de amigos, talvez. — ele deu de ombros. Emily segurou um sorriso.

—Eu tenho trabalhar. — ela murmurou.

—É por isso que está usando… isso? — ele perguntou, olhando o uniforme dela, com uma cara engraçada.

—É meu uniforme.

—Achei que era uma fantasia. — ele comentou. Emily riu. — Então, você prefere trabalhar ou sair comigo? Não deve ser muito difícil escolher.

Emily o olhou pensando sobre o assunto. Rabastan continuava lhe dando aquele sorriso charmoso, a tentando. E ele parecia tão convidativo, que ela ficou em uma tremenda dúvida, uma parte dela se peguntava se ela deveria ou não matar o dia de trabalho e sair com ele. Mas também tinha a outra parte, a razão, em que falava para ela que ela não podia faltar ao trabalho e perder aquele emprego e ficar sem dinheiro nenhum. Mas ela era uma adolescente e o cara que lhe tirou a virgindade estava a chamando para sair e parecia muito feliz com isso.

—Está bem. — ela murmurou, cruzando os braços. — Mas eu vou querer o maior milkshake que você arranjar para mim. — ela falou saindo de casa e fechando a porta com a varinha. — Podemos ir?

—Claro. — falou Rabastan, indo atrás dela, observando o balançar de sua saia amarelo mostarda. — Só preciso saber o que é um milkshake.

—Isso é a coisa mais estranha que eu já vi. — falou Rabastan, encarando o milkshake. Emily riu e também encarou o milkshake. Eles haviam achado uma sorveteria com um milkshake de 30 centímetros, se você conseguisse beber tudo em dois minutos ganharia quantos sorvetes quisesse até o Ano Novo. E ela tinha pegado um e Rabastan outro. Eles eram rosas e no topo era cheio de chantily e com uma cereja bem em cima. Tinha um canudo vermelho e grosso e Emily pegou o dela. — Nós vamos realmente fazer isso?

—Claro que vamos. — falou Emily. — Você não é um grifinório, mas também não é um total covarde, é? — ela perguntou, o olhando em desafio.

—Vamos fazer isso! — ele falou.

No momento seguinte os dois se curvaram, colocaram seus lábios cada um em seu canudo e começaram a sugar o conteúdo do copo, aquela mistura de sorvete de morango, leite gelado, um pouco de baunilha e chantily. Emily riu, vendo a concentração de Rabastan. Ele estava na frente, mas Emily sabia que em poucos segundos o cérebro dele congelaria e ele não conseguiria beber. Por isso ela parou de beber um pouco, para dar uma pausa e Rabastan riu, achando que ela havia desistido. Mas ela só observou e logo depois Rabastan tirou a boca do canudo, com a língua para fora e os olhos arregalados. Emily gargalhou e voltou a beber seu milkshake, ainda faltava um minuto.

—Que porra é essa?! — falou Rabastan, sentindo seu cérebro congelar. — Parece que eu estou morrendo. — ele ficou paralisado e deu dois minutos, sem nenhum dois conseguir terminar o milkshake. Mas eles não ligaram, rindo muito um do outro.

—A gente é uma droga nisso. — comentou Emily, rindo baixinho. Rabastan tinha a boca suja de milkshake, e ela ergueu a mão, passando o polegar pelo lábio dele devagar. — Vamos ter que pagar. — ela disse. Rabastan tirou do bolso alguns galeões e Emily o encarou, com a sobrancelha arqueada. Ele a olhou confuso, por ela não ter pego os galeões. — Você sabe que esse é um lugar trouxa, não é? — ela perguntou. Rabastan olhou confuso para os lados, agora entendia porque não via nada voando por ai. Ele fez uma careta e Emily gargalhou. — Olha, eu também não tenho dinheiro, então… vamos ter que fugir.

—Fugir?

—Deixa comigo. — falou Emily, passando os dedos no chantily e depois no canto da própria boca. — Quando eles virem me ajudar, você foge. Eu estarei bem atrás de você.

Antes que Rabastan dissesse alguma coisa, Emily havia se jogado com tudo no chão e começado a se tremer inteira, como se estivesse tendo algum tipo de ataque. Rabastan estava em choque, quando viu os trouxas correram aos berros até Emily, para ajudá-la. Então, mesmo que estivesse muito confuso, ele se levantou discretamente, com o coração batendo rápido e saiu correndo para fora da loja. Correndo pela calçada, olhando para trás, para ver se Emily vinha atrás dele. Emily ainda deitada e se debatendo no chão, parou do nada e sorriu para os trouxas.

—Obrigada pelo milkshake. — ela riu e piscou. Ela se levantou e saiu correndo, depressa. O vendedor gritou com ela, mas ela continuou correndo, saindo da sorveteria. Ela riu, vendo Rabastan correndo na frente dela e acelerou para alcançá-lo. Ela nunca havia feito uma coisa dessas, seu coração estava acelerado e ela se sentia viva e bem, como ela nunca se sentia nas férias e recesso, mas dessa vez ela estava mais do que bem. Quando conseguiu alcançar Rabastan, ele também tinha um sorriso no rosto. Parecia feliz, assim como ela.

Emily sentiu ele segurar na sua mão, enquanto corriam e ela deixou. Os dois correram mais um pouco, até que ela puxou pele para uma viela entre uma loja e outra. O puxou para dentro e andaram mais um pouquinho, até saírem da vista das pessoas que andavam pela calçada. Os dois ofegantes, se encararam com sorrisos cansados.

—Você já fez isso antes? — perguntou Rabastan.

—Não, porque?

—Você parecia saber… — ela o interrompeu, quando ficou na ponta dos pés e colou suas testas minimamente. Ela colocou as mãos em seu pescoço e ele as dele em sua cintura. Ficaram se encarando, ofegantes, compartilhando a mesma respiração, se encarando. Antes que algo acontecesse Emily se separou com um sorriso.

—Obrigada por não te agido como um total idiota por saber que era um lugar trouxa, como você é a maior parte do tempo. — ela murmurou. Rabastan riu, a apertando na cintura. Ele a puxou para mais perto.

—Vou parar de agir como um total idiota, então. — ele disse. — O que quer fazer agora? — ele perguntou.

Emily olhou ao redor, analítica. Achou algo interessante e deu um sorrisinho, catando a mão de Rabastan e o puxando para fora daquela viela. Ele se deixou levar, gostando do sorrisinho que ela tinha no rosto. Mas quando estavam já na outra calçada um cara correndo bateu com tudo em Emily. Ela quase caiu no chão e olhou o cara que parecia já estar na meia-idade e era com certeza um mendigo, por quão sujo e fedido ele estava. Ele havia caído no chão com o trombo.

—Desculpe. — ela murmurou, com Rabastan a segurando no cotovelo. — Você está bem?

—Eu não posso correr para sempre. — disse o homem. Ele tirou algo de seu casaco velho. Era um saquinho plástico com um pó branco dentro. — Aqui, aproveitem. — ele disse, dando na mão de Rabastan, que estava com uma careta. — Vocês formam um casal adorável. — ele comentou inquieto. — Emancipação dos laços do solo não significa liberdade da árvore. — ele disse. Policiais trouxas apareceram correndo, empurrando o homem contra o chão.

Emily começou a andar para longe, com Rabastan a seguindo rapidamente.

—Trouxas são tão estranhos. — ele disse. Emily riu e pegou o saquinho dele. Ela não fazia ideia do que era. Rabastan analisou também. — Parece pó de fada.

—Ele é trouxa.

—Vamos usar? — indagou Rabastan. Emily o olhou, pensando e esse sentiu tentada, mas negou.

—Talvez mais tarde. — ela disse. — Que tal acharmos umas fantasias de verdade? — ela indagou, balançando a sua saia e apontando com a sobrancelha para a loja que haviam parado em frente. Os dois entraram na esquisita loja de fantasias. Ela estava vazia, somente com fantasias esquisitas para todos os lados e uma música clássica tocando de fundo. Rabastan não gostou do lugar, mas Emily olhava tudo achando engraçado, então ele achou melhor não dizer nada. Entraram mais a fundo e saíram em uma salinha com um manequim de criança vestindo uma roupa de bailarina com cabeça de fantasia de rato. — Artístico. — comentou Emily.

—Esquisito. — replicou Rabastan.

—Não se preocupem, ela não morde. — ele escutaram uma voz. Os dois se viraram para o que parecia ser o dono da loja. Ele era ruivo e magricelo, esquelético, tinha os olhos esbugalhados e uma pinta cabeluda no queixo. — Meu nome é Manny. Posso ajudá-los?

—Só estamos dando uma olhada. — murmurou Emily, encarando o manequim.

—Dando uma olhada na sua ratazana. — disse Rabastan, com a testa franzida.

—Ela é um camundongo – falou Manny. — Eu mesmo fiz os bigodes… eu tenho algo muito bom para o senhor, meu jovem. — ele disse para Rabastan, depois olhou Emily. — E para a moça… — ele tirou algo de um cabide atrás deles. Era um vestido feio. — Que tal? — ele deu para ela. Emily achou engraçado, então pegou e foi para o provador.

Many tocou as costas de Rabastan e o conduziu de volta para a frente da loja e mostrou para ele um terno. Rabastan achou horrível.

—Eu deveria ficar com ela. — ele falou, se referindo a Emily.

—Só de uma olhada. — falou Many, entregando o terno para Rabastan, que bufou, mas pegou e começou a dar uma olhada. Ele estava entediado, mas mesmo assim não notou quando o homem sumiu de vista. Ele só notou quando olhou para os lados e viu que estava sozinho. Em seguida, Rabastan ouviu gritos e saiu correndo para a parte de trás da loja. Emily saia do provador vermelha e ele viu atrás dela o Many com o rosto sangrando, e meio tonto no chão.

—O que aconteceu?

—O pervertido veio me espiar. Ele tentou me tocar. — falou Emily. — Eu joguei uma cadeira nele!

—Uma cadeira?

—Eu entrei em pânico! Onde que você estava? — ela indagou, batendo no peito dele. Ele responderia, mas Many se levantava, parecendo pronto para atacar, então Rabastan empurrou Emily para trás, catou um bastão de alguma fantasia de herói e bateu com tudo no rosto do Many, que caiu para trás, desmaiado. Eles ficaram encarando o cara caído no chão por um tempo, até que Rabastan segurou a mão dela e sem olhar para o cara, a puxou para frente da loja. — Nós vamos o deixar ali sangrando…

—É, claro. Ele é um pervertido, ele é um trouxa. — falou Rabastan, dando de ombros. Emily franziu a testa e olhou para trás, mas Rabastan segurou o rosto dela. — Ele não merece ajuda. — ele falou e passou seus lábios no dela, muito de leve. — Vamos roubar umas fantasias?

—Eu sou uma galinha. — falou Emily. — Eu sou a porra de uma galinha. — ela repetiu. — Você escolheu uma fantasia de galinha pra mim.

—Você escolheu uma de coelho pra mim. — se defendeu Rabastan, mas ele ria. Os dois se entreolharam. Emily vestia uma fantasia amarela de galinha que era bem grande e Rabastan uma de coelho branco, com barriga rosa. — Nós estamos ridículos.

—Sim. — concordou Emily, ela se sentou no balanço do parquinho que fugiram. Não tinha crianças por lá, por causa do inverno e a neve que cobria a grama. Rabastan se sentou no balançou ao lado dela e deu um pouco de impulso agitando as pernas no ar. — Mas eu me sinto muito bem vestida de galinha agora.

—Eu também. — sorriu Rabastan. — Eu gosto de você, Valentine. — comentou ele, como se não quer nada. Emily segurou um sorris e olhou para os pés que balançavam no ar. — Você e o Black… estão tendo alguma coisa?

—Sirius? — gargalhou Emily. — Ta brincando, né? Ele da em cima de mim… — ela comentou. Rabastan não gostou disso, mas falou nada. — Mas só de brincadeira, ele namora a Marlene.

—Não é como se ele fosse casar com ela. — murmurou Rabastan. Emily o olhou com a testa franzida.

—Como sabe disso? Eu sei que Sirius se casar não é algo muito possível, mas como tem tanta certeza? — dessa vez Rabastan que franziu a testa para Emily a olhando confuso.

—Deixa pra lá. — ele disse. — Quer ser meu par no Baile do Ministério? — indagou Rabastan, parecendo um pouco zangado. — Por favor? É de máscara, então ninguém vai te reconhecer…

—Claro. Vai ser divertido. — ela respondeu.

—Só pra constar... eu não estou te pedindo em namoro, ouviu? – perguntou ele. Emily riu e apertou as bochechas dele.

—Eu vou usar vermelho, está bem? — ela disse.

—Não. Use prata. – respondeu ele. Emily franziu a testa sem entender o motivo. – Só use um maldito vestido prateado. – resmungou ele corando de leve e se balançando.

—Eu já tinha sido chamada para ir, pela Dorcas… eu já encomendei um vestido vermelho, porque estava pensando em ir. – era mentira. Ela não tinha encomendado. Ela ia usar um vestido de sua mãe, que cabia nela. Ela não tinha dinheiro pra comprar um vestido. Rabastan soltou um muxoxo e parou de se balançar. Ele se levantou e puxou ela para se levantar também. Depois ele apertou seus seios, sua cintura e sua bunda.

—Eu te arranjo um vestido. – riu ele piscando pra ela, como se realmente tivesse acabado de tirar as medidas dela.

—Seu palhaço! – ralhou Emily, mas no final sorriu para ele.

—Vem, vou te levar para casa. — ele disse, a estendendo a mão. Emily aceitou e começaram a andar juntos.

—Você me fez perde um dia de trabalho para tomar milkshake e roubar fantasias. — comentou Emily. — Que boa influência, hã?

E quando anoiteceu Emily recebeu um pacote que foi colocado em frente a porta de sua casa, ele continha um lindo vestido que parecia ser feito de prata líquida. Ele era maravilhoso e mais bonito do que qualquer vestido que Emily já tivesse usado. Primeiro porque ele não era antiquado ou tradicional. Ele era tomara que caia e no estilho sereia, extremamente justo, se soltando na altura das coxas, parecendo prata líquida, ou mercúrio. Era simplesmente lindo. Emily se sentiu linda quando o colocou. Jundo do vestido vinha uma máscara igualmente prata, rica em detalhes. Ela a colocou e quando se olhou no espelho sorri. Realmente não dava para reconhecê-la exceto por uma coisa.

Emily viu seus cabelos coloridos e os únicos assim em Hogwarts, então os mudou para um azul bebê bem clarinho, em algumas luzes poderia parecer até mesmo acinzentado. Ela o prendeu em uma trança frouxa de lado. Sorriu satisfeita e saiu de casa e com a varinha chamou um Nôitibus Andante. Ela havia dito para Rabastan que iria com Dorcas, mas ela não queria que a amiga soubesse que ela estava indo, então foi de Nôitibus e tomou cuidado para não amassar o vestido.

E quando finalmente chegou ao Ministério ela viu Rabastan a esperando na escada do saguão principal. Ela percebeu que era ele, pois ele tinha acabado de tirar a máscara. Ela andou até ele, que piscou surpreso e sorriu largamente ao ver que era ela, por causa do vestido. Emily sorriu ao vê-lo também, em um bonito traje a rigor negro com um dragão prateado nas costas. Os cabelos dele estavam penteados formalmente para trás, mas formavam umas ondas harmoniosas apesar disso. Ele estava tão bonito e colocou sua máscara preta e simples.

Emily suspirou e ele a ofereceu o braço. Parecia como uma história romântica trouxa. Tudo parecia passar lentamente e ela só conseguia olhar os olhos prateados dele, ou o sorriso radiante que ele tinha no rosto.

Os dois foram adentrando o Baile, que estava cheia de famílias puro-sangue e uma banda tocando música calma. Emily viu Frank, Alice e Dorcas com suas famílias, sentados juntos e ao lado deles estava James com seus pais e Marlene, eles não notaram que era ela e Emily sorriu continuando a acompanhar Rabastan.

—Eu quero dançar com você. — falou Rabastan. Ela sorriu e assentiu.

E os dois dançaram as valsas, como se fossem um casal apaixonado. Ele não tirava os olhos dela e nem parava de sorrir um segundo, com a mão apoiada em sua cintura e a outra segurando sua mão delicadamente. Emily tinha uma mão em seu ombro forte e a outra a segurando a mão dele delicada, mas firmemente. Os dois se olhavam, girando pela grande sala, juntos dos outros casais que dançavam ao som da música lenta. Valsaram tão conectados, tão juntos, que Emily sentia seu rosto levemente vermelho, só pela mão de Rabastan em sua cintura. Só pelo olhar intenso dele e prateado dele.

Ele a achou linda o olhando com seus olhos verdes, seus cabelos azul claro e o corpo naquele vestido. Ela estava tão linda que ele não podia acreditar. Emily soltou a mão de Rabastan e tocou no rosto dele. Emily queria o beijar, o dia inteiro estava naquela tentação de o beijar, mas não o fez nenhuma vez e quando finalmente iria beijá-lo a música lenta mudou para uma agitada.

Rabastan quis a puxar para fora da pista de dança, mas ela o segurou.

—Vamos dançar. — ela pediu.

—Eu não sei dançar isso. – resmungou ele, com um sorrisinho.

—É só deixar seu corpo se mover de acordo com o ritmo. – ela respondeu, dançando na frente dele. Ele sorriu meio sem jeito, mas acabou dançando com ela. — Rebola essa bunda, Lestrange.

Sirius apertou o seu traje no corpo, com seu tio barrigudo andando ao seu lado. Tio Alphard riu e falou algo para ele, que ele fingiu rir, mas na verdade não havia nem escutado. Seu tio precisava passar para pegar algo em seu escritório e perguntou se Sirius não queria ir junto, já que Sirius podia ficar no baile enquanto ele ia até seu escritório. Sirius falou que sim. Ele havia ido apenas para espairecer um pouco a cabeça, não aguentava mais tudo que estava acontecendo na sua casa, por causa daquela maldita carta. Ele sentia que ia vomitar a qualquer momento.

Seu tio o deixou na entrada do baile e foi a caminho de sue escritório. Sirius suspirou e entrou. Já começou a procurar algo para beber e pegou a taça de uísque de fogo de um elfo de passava com uma bandeja na mão. Ele bebeu metade da taça em um gole. Olhou ao redor, reconhecendo muitas das famílias de Hogwarts. Ele viu Cindy Gray em um vestido bonito e ela o olhou de volta. Ela não sorriu, mas também não o olhava com raiva, depois de alguns segundos ela desviou o olhar e Sirius bebeu mais um gole de sua taça.

—SIRIUS! — ele escutou o berro familiar e deu um sorriso pequeno, se virando para a voz. James vinha correndo até ele, amassando seu traje e com sua máscara no pescoço. Sirius sentiu James o abraçar e o abraçou de volta, se separaram e James sorriu. — Não sabia que ia vir, te mandei uma carta, mas você não respondeu.

—Eu estou andando meio ocupado. — Sirius se desculpou. — Sabe como é lá em casa…

—É, eu sei. — sorriu James. — Sua namorada está aqui. — comentou James. — Ainda bem que chegou, porque isso aqui está tão chato que eu estava considerando uns amassos com Marlene. — ele brincou. Sirius riu e terminou sua taça.

—Me leve para minha dama. — ele pediu. James saiu andando com Sirius ao seu lado, para onde na pista estava Marlene, Dorcas, Alice e Frank dançando.

—Sirius! — Marlene deu um sorriso feliz e correu abraçando o namorado e o dando um beijo na boca. — Não está respondendo minhas cartas.

—Desculpe, baby. Sabe como são as coisas na minha casa. — ele falou. Marlene fez um biquinho, mas assentiu.

—Ta bonito, engomadinho. — riu Alice, brincando. Sirius sorriu, mas imediatamente se lembrou de como Elladora o chamava assim. Ele pensou em como os dois estariam se ela estivesse viva, talvez agora nem ao mesmo estivessem se falando, ou talvez estariam juntos. Ele nunca saberia.

—Você também, Joan Jett. — falou Sirius. Alice riu. Ele tinha o costume de a chamá-la assim, desde que ela cortou o cabelo curtinho e ficou parecida com a cantora. -Cadê o Peter? — perguntou Sirius.

—Parece que a bisavó dele morreu ou algo do tipo. — respondeu James. — Ele me disse que ela deixou um dinheiro pra ele, mas ele nem conhecia ela… deve tá comendo um monte de comida no enterro.

—Está tudo bem na sua casa? — perguntou Marlene. — Digo, está pior que o de sempre?

—Deve estar. — comentou James. — Já que ele e Addie não estão nos respondendo… aliás cadê ela?

—Está tudo bem. — mentiu Sirius. — E Addie… nossa família não pode vir, meus pais foram viajar e nós ficamos com nosso tio. — ele mentiu novamente. — Eu vou pegar outra bebida. — ele disse, se afastando antes que alguém o interrompesse.

Sirius bufou, irritado com a situação e continuou andando. Ele achou um elfo com uma bandeja, e pegou a bebida, ao mesmo tempo que uma mão delicada, com as unhas sem pintar, mas bonitas pegava outra taça. Ele olhou para o casal a frente dele. Era Rabastan Lestrange, Sirius notou e uma menina que ele não conhecia. Ela tinha cabelos azuis e parecia ser muito bonita. Mas então Sirius olhou dentro dos olhos dela e sorriu de lado.

—Perdeu algo em minha acompanhante, Black? — indagou Rabastan. Ele lhe deu um sorriso maldoso. — Você não deveria estar em casa cuidando… daquele grande evento? — ele perguntou. Sirius o olhou irritado, por um momento, mas logo sorriu.

—E você, não deveria estar atrás de uma noiva que seus pais lhe indicaram e não atrás de uma com sobrenome de traidora de sangue? — perguntou Sirius. — Você pode arrumar melhor, Emily. — ele disse, piscando. — Quando precisar estarei aqui. — ele falou, saindo de perto.

Sirius sorriu, bebendo o resto de seu uísque. Mexer com algum sonserino sempre o deixava de bom humor.

Ver Sirius Black dando em cima de Emily fazia Rabastan querer vomitar de raiva. Ele franziu a testa quando percebeu que o fez ficar com mais raiva do que quando descobriu sobre Kat e Theo. Ele havia ficado irado pelo ato, por terem traído ele, mas não porque era Kat, mas com Emily ele sentia isso, raiva de alguém dando em cima de Emily.

Ele segurou a mão dela e entrelaçou seus dedos, enquanto Emily achava graça de Sirius Black. Ele a puxou entre as pessoas e passou por seus pais que o olharam curiosos, mas Rabastan continuou andando até que estava correndo com Emily, que ria, apesar de confusa. Quando pararam estava no nível 8 no Ministério da Magia, tinha alguns bruxos passando por lá, alguns saindo do trabalho, outros indo para o baile. Os dois andaram até o meio do corredor do Átrio. Lá no meio tinha uma grande fonte com estátuas. As grandes estátuas de ouro estavam localizados no meio da piscina, e o mais alto de todos eles era um bruxo com uma varinha apontando diretamente para o ar. Em torno desta estátua estavam estátuas de uma bruxa, um centauro, um duende, e um elfo doméstico. Jatos de água vinham dos confins das duas varinhas, das flechas dos centauros, da ponta do chapéu do duende, e de cada um dos ouvidos do elfo doméstico.

Eles pararam em frente a fonte, de mãos dadas e com a outra mão Rabastan pegou um galeão do bolso e jogou na fonte.

—Você sabe o que a fonte significa? — ele indagou. Emily negou, e pegou o galeão que ele havia tirado do bolso e lhe estendido. — A bruxa e o bruxo são os dois pontos principais da fonte, com os outros, seres inferiores olhando para cima em admiração e adoração. – contou Rabastan, vendo Emily jogar o galeão na fonte. — Representa a harmonia no mundo bruxo.

—Bem, é meio irrealista, não é? — perguntou Emily, o olhando. — Elfos domésticos não tem nenhuma outra alegria na vida a não ser estar no serviço de bruxos, mas os Centauros e Duendes se consideram superiores aos bruxos e bruxas e não seres inferiores.

—Mas é uma fonte bem bonita. — Rabastan falou.

—Mas é uma fonte bem bonita. — concordou Emily, com um sorriso.

Rabastan suspirou. Ele soltou a mão de Emily e bagunçou os cabelos.

—A última vez que eu fiz isso não saiu muito bem. — ele murmurou para ela. — Emily… não sei porque as pessoas complicam tanto isso, com declarações profundas e…. Porque amar pode ser complicado, mas o amor não é. Pode ser tão difícil amar aquela pessoa, pode te matar, mas o amor que você sente por ela não. Ele é simples e claro. Então, para que complicar as coisas se elas já são complicadas, não é? — ele indagou. Emily tinha os olhos verdes pousados nele, que voltou a segurar a mão dela. — Eu sou um sonserino e você uma grifinória, não há harmonia entre nós. — ele comentou, olhando a fonte de lado. — Mas podemos tentar. Conseguimos até agora.

—Você… você está perguntando se…

—Você quer ser a minha garota, Emily Valentine? — ele perguntou, ficando um pouco vermelho. Emily olhou a fonte e depois voltou a olhar para ele. O sorriso estava em seus olhos.

E ele finalmente a beijou.

Notas finais
JÁ NAMORANDO? JÁ! PORQUE É ASSIM MESMO, RABASTAN SE APEGA FÁCIL MINHA GENTE! KFDJGHKJDFHGKJDG ADORO #NOVOCASAL #CASAL20 #RABASTANDESENCALHOU Vamos para as prévias pra deixar vocês ansiosassss: 1º: "-Adhara e Sirius vocês foram feitos um para o outro. " 2º:- O que você quer que eu diga? Eu sei que vamos nos casar! Eu sei!" 3º: "-Sirius Black, já chega! - gritou tia Walburga, parecendo se descontrolar. - JÁ CHEGA!" 4º: "-SAI DAQUI! SAI DAQUI! - eu gritei, desesperada, chorando alto." 5º: "Bellatrix tinha um sorriso no rosto." 6º: "INFERNOOOO!" 7º: "- Essa casa será minha. E eu não quero você aqui. - eu disse, com a voz repleta de desprezo. " 8º: "Eu vou fazer isso. Eu e Sirius iremos nos casar. " 9º: "-Aquilo que fazemos pelas pessoas que amamos." 10º: "-Eu não sei ser um marido." ACABOU FKGHDKFJGHKJDFHKJ CASAMENTO NO PRÓXIMO CAPÍTULO SERÁ? DFKJGHDFJKGHDKFJGHKJDFGHKDJFHGKJDFHG TO LOUCA PRA POSTAR! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! xoxo ~Aurora