When We Were Young

102 The Beginning Of Life


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOO CHANELS! Teve só onze comentários, mas cá estou eu, não é mesmo? Mas vamos lá Chanels, QUINZE COMENTÁRIOS para o próximo capítulo, hã? Capítulo passado tivemos o namoro real oficial de RABASTAN E EMILYYYY! Agora eu senhoras e senhores eu lhes apresento o CASAMENTO DO SÉCULO! DFKJGHDKFJGH CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

THE BEGINNING OF LIFE

BLACK’S HOUSE

1976

CHRISTMAS

—Adhara e Sirius vocês foram feitos um para o outro. — riu tia Walburga. Eu cruzei meu olhar com Sirius, do outro lado da mesa, e para não ter que responder, dei uma garfada no bolo e experimentei. — Almas gêmeas. – ela disse. Sirius revirou os olhos cansado demais, mas depois os pousou em mim, enquanto eu metia garfadas de bolo na minha boca, para me manter ocupada. — Desde que eram bem criancinhas…

—Eu e Addie nem nos conhecíamos quando éramos menor. — disse Sirius, depois de bufar. — Para de inventar histórias, mamãezinha. — ele debochou. Tia Walburga lhe lançou um olhar irritado, e puxou a varinha, e acenou. Voando do andar de cima, apareceu um álbum de fotografia que foi em direção a minha tia. Ela deu um sorriso convencido, e folheou um pouco, até achar o que queria, e depois passou para Sirius. — O que…?

—Você e Adhara se conheceram quando eram pequenos. — ela disse. Com a boca cheia de bolo, me curvei para ver a foto que se mexia. Era eu bem pequena talvez uns sete anos, e na fotografia eu e um garotinho de cabelos pretos, que era Sirius, nos beijávamos, um selinho inocente, e depois eu ria e empurrava a cara deLE na grama. – Se gostaram logo de cara. — ela falou, com um sorriso.

Eu não me lembrava disso e pela cara de Sirius, ele também não. Eu olhei a fotografia novamente, e vi como eu sorria feliz, sem saber o futuro que eu teria. Eu gostei daquela foto, e ela realmente me fez sorrir por dentro. Eu peguei a foto para mim, e segurei contra meu peito. Tia Walburga pareceu gostar, e deu um sorriso gigantesco. Sirius deu um sorriso também para mim, do outro lado da mesa.

—Já está tudo decidido? – tio Orion perguntou, entrando. Eu deixei a foto cair no meu colo, e voltei a dar garfadas repetidas no bolo, e em seguida enfiar tudo na minha boca.

—Sim, tudo já está decidido, só falta o vestido e o bolo… Adhara! Você comeu todas as amostras. — tia Walburga disse, surpresa. Eu olhei para baixo, e percebi que tinha comido todos os pedaços de bolo de sabores diferentes que tia Walburga havia me dado para provar. Eu estava com a boca cheia. — Ainda bem que é metemorfamaga, uma noiva não pode engordar antes do casamento… qual bolo você gostou mais?

—Morango… — consegui dizer, sem cuspir todo o bolo. Ela sorriu satisfeita e assentiu.

—Bem, então agora só falta o vestido. — ela disse animada. — Eu vou avisar sobre a escolha do bolo, e depois nós duas iremos para a casa de Narcisa, escolher o seu vestido. — ela me falou. — Tem um mais lindo que o outro. Você vai amar!

Tia Walburga sorriu novamente, e saiu. Tio Orion foi atrás dela, deixando eu e Sirius sozinhos. Eu cuspi todo o bolo em minha boca no prato, e passei as costas da minha mão pelos meus lábios, para limpar. Senti os pedaços que eu tinha engolido revirarem na minha barriga, e fiz uma careta, me recostando na cadeira e suspirando. Monstro apareceu limpando a mesa rapidamente, e depois saindo resmungado sobre o casamento, e que agora meu primo tomaria jeito.

Sirius estava me observando atentamente do outro lado da mesa. Em três dias iríamos nos casar. Nos tornaríamos marido e esposa, para sempre. Teríamos que cumprir nossas obrigações, como ter filhos, ser um casal como Narcisa e Lúcio. Viver miseravelmente para o resto das nossas vidas. Sirius parecia estar pensando o mesmo que eu, quando eu o mirei nos olhos. Ele tinha um pouco de olheiras embaixo dos olhos, e parecia cansado. Eu apostava que eu estava do mesmo jeito, ainda pior.

Eu desviei o olhar dele, e vi um quadro da família na parede. Estava tia Walburga e tio Orion atrás com rostos arrogantes, e nariz empinado, junto deles estava meus pais do lado direito, tio Cygnus e tia Druella, e tio Alphard do lado esquerdo, todos com os mesmos rostos, só meus pais que tinha um sorrisinho e um olhar mais suave, e tia Alphard que estava sério, mas não como se achasse superior aos outros, e na frente do tio Cygnus e tia Druella estava Bellatrix, Andrômeda e Narcisa, foi depois que Bella casou e saiu de Hogwarts. Olhei o rosto de Andrômeda um sorriso cansado e sem dentes, acho que ela já estava grávida na época, e Bellatrix já estava começando louca, pelo olhar sádico que tinha no rosto e Narcisa tinha o nariz empinado e a cara de esnobe de sempre. Em frente a tia Walburga e tio Orion que estavam Régulos ao lado de Narcisa e Sirius do lado dele, com a mão de seu pai em seu ombro. Os dois muito parecidos, com seus cabelos preto meio ondulados, e olhar misterioso, e cara de deboche. E então, em frente aos meus pais e ao lado de Sirius, estava eu. Eu tinha um sorrisinho no rosto, e um olhar arrogante. Usava um vestidinho rosa bem claro, com mangas até acima do meu cotovelo. Eu devia ter doze ou treze anos, assim como Sirius. Olhei minhas primas, e meus primos, todos estávamos novos demais, mais inocentes. Bellatrix ainda não tinha enlouquecido completamente. Andrômeda ainda era parte da família. Narcisa ainda não havia virado o elfo doméstico de Lúcio. Sirius ainda não fodia com a cabeça dos outros. Régulos ainda era completamente ingênuo. E eu ainda era feliz.

Mirei os meus pais. Naquela época eles ainda tinham que esconder o seu verdadeiro eu. Ainda fingiam ser como tia Walburga e tio Orion. Quando olhei a mão de meu pai sobre meu ombo, um afago lento, eu senti a saudade doer no meu peito. Desviei o olhar para baixo. Enquanto isso uma coruja entrou pela janela, e deixou cair um jornal em cima da mesa, e bateu as asas fazendo os flocos de neve caírem sobre a nossa mesa, e depois levantou voou novamente e foi para longe.

Como Sirius continuava me encarando, e estávamos em um silêncio desconfortável, eu catei o jornal e abri. Era o Profeta Diário, e tinha a manchete “ASSISTENTE DO MINISTRO DA MAGIA É ENCONTRADO MORTO EM SUA CASA”. Eu li um pouco, e dizia que o assistente, o braço direito do Ministro havia sido encontrado morto em sua própria casa, assim como toda a sua família. O corpo tinha sinais claros de tortura pesada, e sua cabeça havia sido decapitada. O resto da família tinha alguns sinais de tortura, e outros apenas mortos. E claro, o símbolo de Você-Sabe-Quem estava pairando acima da casa.

—Nós vamos nos casar. — eu escutei a voz de Sirius. Levantei o rosto da matéria que eu lia e o mirei. Parecia que ele estava tomando coragem para falar alguma coisa, pois ele ofegava minimamente.

—Eu sei.

—Nós vamos nos casar. — ele repetiu.

—Eu sei. — eu repeti também.

—Como você pode não está pirando e … comendo bolo? — ele indagou, parecendo irritado.

—Eu só…

—Tem uma obrigação. Eu sei. — ele me interrompeu. — Mas nós vamos nos casar, Addie.

—Eu sei. — eu falei pela terceira vez. — O que você quer que eu diga? Eu sei que vamos nos casar! Eu sei! — eu acabei gritando, desesperada. Sirius ficou quieto, e balançou a cabeça. — Eu não posso te obrigar a fazer isso, Sirius. — eu disse, suspirando. — Você sabe que se quiser pode… — não consegui terminar. — Nós vamos nos sentir amargurados para sempre. Eu entendo se você não quiser continuar com isso.

—Eu não vou te deixar sozinha. — ele falou, irritado. — Eu já te disse.

Se Sirius não se casasse comigo, eu não sei o que poderia acontecer. Muito provavelmente eu casaria com outra pessoa, talvez um velho nojento, ou talvez algum Rosier. E seria pior do que casar com Sirius. E se eu me negasse, nunca mais veria Teddy novamente. Meu irmãozinho seria mandado para algum internato do outro lado do mundo, e esqueceria de mim para sempre.

—Eu queria não precisar fazer isso. — eu falei para ele. — Mas eu não posso. — eu senti que choraria, mas continuei olhando meu primo. — Obrigada. — eu murmurei. Sirius deu um sorriso triste. — Por fazer isso por mim.

—É o que as pessoas fazem por aquelas que elas amam.

Eu acariciei os pelos brancos do meu gato, calmamente. Aparentemente, ele havia fugido quando os comensais invadiram minha casa, e apareceu na Casa dos Black quando eu ainda estava na escola. Tia Walburga iria o dar para Monstro comer, mas Teddy a disse que era o gatinho pertencia a mim, então ela cuidou dele. Eu fiquei muito surpresa por vê-lo ali. Eu nem havia se lembrado dele. No começo eu não gostei muito de vê-lo, ele me lembrava a minha família, principalmente meus avós, há quais eu não tinha notícias fazia tempo. Meus tios deram um jeito, deles serem proibidos de entrar em contato comigo e Teddy. Então, eu simplesmente não queria ele por perto, mas o maldito gato me seguia para todo lugar desde que eu voltei para o Recesso de Natal. Enquanto ainda acariciava os pelos dele, olhei meu anel de noivado. Infelizmente era o de Sirius e não o de Adam, guardado dentro da carta que a Sra.Cook havia me dado nas férias. Suspirei, e fechei meus olhos com força, querendo que quando eu abrisse-os novamente, o anel tivesse mudado. Mas não aconteceu.

—Addie. — eu escutei a voz do meu irmãozinho. Me virei para porta, e meu irmãozinho entrou. Ele tinha uma cara de quem acabou de acordar. Eu sorri para ele, esquecendo tudo. E ele sorriu de volta. Logo nós dois estávamos deitados. Eu abraçava ele, com carinho, e Teddy aceitava meu afago. Hoje era aniversário de Teddy. Ele estava fazendo cinco anos, e havia crescido tanto. Quando nos encontramos novamente, ele chorou de saudades de mim, eu acabei chorando também, depois que percebi o quanto ele se sentia sozinho naquela casa, com só o Monstro para brincar, e Sirius que o diga, Monstro não era a melhor companhia para brincadeiras.

—Parabéns, Teddy. — eu murmurei, o beijando na cabeça. — Está virando um homenzinho. — eu disse.

—Papai dizia isso. — ele me falou. Pisquei surpresa. — Ele também me fazia panquecas com chocolate. Eu sinto falta dele, e da mamãe também.

—Eu sei. — eu disse. — Que tal ver o seu presente? — indaguei. Eu o deixei na cama, sorrindo animado, e fui até meu malão. Catei o presente, bem embrulhado dele, e voltei para cama, para entregá-lo.

—Um espelho? — ele indagou confuso, depois de rasgar o embrulho todo. Eu sorri. James havia me dado uma parte de seu espelho que combinava com a parte que ele e Sirius usavam para se falarem que detenções diferentes, e nas férias. Era uma parte quebrada, então com cuidado e um bando de feitiços eu o modelei, e coloquei uma borda muito bonita e um cabinho para segurar.

—Não é qualquer espelho. — eu disse. — Chame o Sirius. — mandei. Ele me olhou confuso, mas começou a gritar o nome do meu primo para o espelho, rindo de como sua cara ficava engraçada, mas, de repente, Sirius apareceu com um sorriso do quarto dele, no espelho. Teddy deu um berro animado, e Sirius riu para ele, eu ri também, amando o sorriso infantil no rostinho do meu irmão. Passei a mão por seus cabelos aloirados, apesar de ser quase impossível eu e Teddy havíamos nascido loiros. Afinal os Black todos tinham cabelos escuros, apenas eu, Teddy e Narcisa tínhamos cabelos claros, mas era natural de um Black nascer com cabelo escuro. E minha mãe tinha cabelos loiros, mas apenas por causa da minha avó, mas o cabelo dela escureceu com o tempo. Então, a probabilidade de eu e Teddy nascermos loiros em meio a tanto cabelos escuros, era quase mínima. Mas aconteceu.

—Gostou, pingo de gente? — indagou Sirius. Ele chamava Teddy assim as vezes, porque ele era muito pequeno.

—Sim. — riu Teddy. — Obrigado, Addie. — ele disse, infantilmente. Senti seus bracinhos pelo meu pescoço, e o abracei de volta, cheirando sua pele de criança.

—Assim você vai poder falar comigo e com Sirius quando você quiser. — eu disse com um sorriso. Surpresa eu senti braços em volta de mim, e vi Sirius sentado ao nosso lado no meio da cama, com o espelho na mão, abraçando eu e meu irmão. Nós três nos abraçamos com força. Nos confortando.

—Eu sinto falta de vocês dois. — disse Teddy, com o rostinho deitado em meu peito. — Todos os dias. — ele disse. Sirius o deu um beijo na testa, e eu senti meu coração apertar.

—Eu te amo mais que tudo, Teddy. — eu falei para ele. — E tudo ainda é pouco.

—Vamos, vamos. — riu tia Walburga. Eu me levantei do sofá com um suspiro, e soltei a mão de Teddy, que me apertava com força. Estávamos indo para a casa de Narcisa, para provar os meus vestidos de noiva.– Teddy esses dias estaremos ocupados aqui, mas já mandei Monstro fazer um bolinho para você e chamei alguns amigos, e depois vamos comemorar seu aniversário propriamente em um jantar, certo?– ela falou. Teddy assentiu, e deu um sorrisinho para mim, gostando que o aniversário dele não passaria batido. Eu dei um sorrisinho de volta.

—Aniversários são uma droga nessa casa. — comentou Sirius, deitado em outro sofá, parecendo muito entediado. — É só um jantar ridículo, uma desculpa para ficar exibindo a decoração cara e o precioso varão da família. — ele disse, revirando os olhos.– Até para o inútil do Régulus, era uma desculpa para verem como Walburga e Orion Black fizeram dois sensacionais meninos e herdeiros Black. Uma besteira.

—Cale a boca, Sirius. — mandou tia Walburga, aparentando estar irritada. – Peste.

—O que você comprou de aniversário para ele? — continuou Sirius, sem ligar para a ordem da mãe. – Um curso de etiqueta? Como dançar propriamente, como falar propriamente? Como se vestir propriamente? Escrever cursivamente, desenhar? — ele indagou, se sentando no sofá. Eu e Teddy ficamos quietos, apenas observando, e eu vi Régulos aparecendo na porta, levemente curioso com a briga dessa vez. — Ou um bom traje a rigor para ele usar nos entediantes bailes que vocês vão o obrigar a ir? Ele é a porra de uma criança de cinco anos! Ele quer bonecos, ele quer uma vassoura, ele quer brincar e não ficar aqui trancafiado enquanto vocês fazem lavagem cerebral nele e o obrigam a brincar com um elfo de trezentos anos!

—Sirius Black, já chega! — gritou tia Walburga, parecendo se descontrolar. — JÁ CHEGA! — ela berrou novamente. — Você deveria ser agradecido por tudo isso! Por ter nascido nessa família, está me ouvindo?

Sirius pareceu não ligar, se levantando do sofá, e passando por minha tia, como se ela não fosse nada. Ele andou até a mesa e catou a garrafa de uísque de fogo, colocando na taça que antes seu pai bebia. Ele deu um gole se virando para minha tia com a cara mais debochada do mundo. Régulus entrou na sala, parando ao lado da mãe.

—Oh, o filho preferido está aqui. — riu Sirius. — O que? Vai estragar mais a minha vida? — indagou Sirius, exagerando. — Quem vai matar dessa vez? Addie? Minha irmã de verdade? Porque você é nada para mim.

—Sirius! — falei, tentando o parar.

Sirius estava furioso. Ele estava o dia inteiro mal-humorado e nervoso. Toda vez que ele via seus pais, parecia que espumaria de raiva. Ele estava sendo obrigado a se casar. Se Sirius não conseguia nem namorar alguém sem pirar, imagina então casar. E saber que eu fazia parte disso me deixava mais ainda acabada. Sirius só estava fazendo isso por mim e por Teddy, para que ficássemos juntos. Ele estava irritado demais, eu sabia que não era comigo e sim com seus pais, mas naquele momento, com Sirius bebendo um gole de uísque de fogo, e olhar para sua mãe, eu sabia que ele gritaria com quem aparecesse na frente.

—O que, Addie? — ele gritou para mim. — Eu sou seu futuro marido, você tem que me respeitar! — ele disse, debochado. — Não é, mamãe? É assim que maridos sangue puros devem tratar suas esposas, certo? Como cadelas.

—Você está passando dos limites, seu imprestável! — disse tia Walburga. Sirius riu para ela.

—E?

—E eu sou a sua mãe! Você deve me respeitar, inferno! — ela gritou com ele. Tia Walburga andou até Sirius e bateu na taça com a sua mão. A taça voou longe e o uísque derramou pelo chão. Ela catou o rosto de Sirius o apertando. Ele agora estava bem mais alto do que ela, mas mesmo assim tia Walburga parecia muito intimidadora, com seu olhar louco e os cabelos perfeitamente penteados.

—Grande coisa. — disse Sirius, mais que debochado. — Eu sou seu filho, mas você nunca me tratou como um. – ele deu de ombros. — Estamos quites, não é? Heim, mamãe?

No momento seguinte tia Walburga tinha a varinha na cara de Sirius, apontando bem para a testa dele. Sirius perdeu o sorriso debochado na cara, e Teddy catou minha mão de volta. Régulos se mexeu desconfortável, e olhou para mim. Monstro entrou para limpar o chão, olhando tia Walburga, com os olhos grandes brilhando, ele parecia feliz, vendo a varinha apontada bem para o rosto de Sirius, e começou a resmungar bem baixinho que Sirius tinha que tomar jeito.

—Você e Adhara vão se casar. — disse minha tia. — E você estará no altar esperando ela. Quieto e sorrindo, fingindo que está feliz. — falou tia Walburga. Ela suspirou e abaixou a varinha, ela se virou para ir para a lareira, mas Sirius não ia ficar quieto.

—Como você fez a sua vida inteira? — ele perguntou, ele riu sem humor. — Sabe de uma coisa? Eu te odeio! — quando eu vi tia Walburga já tinha virado um tapa pesado no rosto de Sirius. Teddy chorou assustado, e Régulus andou até a mãe a segurando pelos ombros com cuidado. Sirius não parecia chocado, apenas ergueu o rosto para minha tia, o cabelo caindo sobre a bochecha cortada pelas anéis de tia Walburga. Ela estava parada, parecendo um pouco em choque, quando Sirius a olhou.– Feliz agora?

—Tia Walburga. — eu me intrometi, antes que acontecesse algo pior. – Vamos ir experimentar os vestidos, por favor? – pedi. Tia Walburga sorriu para mim, completamente diferente mulher que gritava enlouquecida e batia no filho a segundos atrás e assentiu. Ela foi para a lareira e usou o Pó de Flu para desaparecer. Eu suspirei aliviada, e beijei a testa de Teddy, e o empurrei de leve para Régulus, que segurou o ombro dele. Eu mirei Sirius, e sua bochecha sangrava e ao lado estava ficando roxo, eu parei a sua frente com o rosto triste, ele também parecia estar triste. Eu o abracei, e enfiei o meu rosto em seu pescoço, sentindo o seu cheiro. — Nós vamos ficar bem.

—Eu amei esse! — riu tia Walburga, completamente animada.

Eu soltei um muxoxo, arrumando o vestido para que ficasse mais confortável. Mirei meu vestido de noiva no espelho gigante. Ele era longo, cobria meus braços e minhas pernas, e deixava apenas um pequeno decote. Ele tinha a calda muito longa mesmo e depois dos meus joelhos era cheio de babados que desciam pela calda. Ele apertava muito a minha cintura, tanto que eu me sentia ofegante, e não conseguia respirar corretamente. No corpete tinha enfeites brancos e prateados. As mangas longas eram meio bufantes, mas não tanto quanto os ombros que eram até para cima de tão bufante. Eu usava sandálias baixas, muito desconfortáveis. E me olhando no espelho eu simplesmente odiei aquele vestido. Mas eu não fiquei triste, quando eu realmente olhei o vestido inteiro, eu tive um pensamento correndo pela minha cabeça, que aquele era o vestido mais horroroso que eu já havia usado, e que nem mesmo um trasgo montanhês gostaria daquele vestido. Isso me fez sorrir, porque eu me senti como aquela Addie que eu era antes, mas logo passou, quando eu vi tia Walburga atrás de mim.

—O que achou? — indagou Lisian Malfoy. A sogra de Narcisa, e antiga Senhora da Mansão dos Malfoys.

—É horrível, sinceramente. — disse Narcisa para mim. Bellatrix sentada no sofá, bastante entediada, brincava com sua horrível varinha.

—Ela está certa. Esse troço é hediondo.

—Eu concordo. — murmurei, olhando para baixo. Ver, ouvir, sentir Bellatrix perto de mim, fazia a raiva subir para minha cabeça, só que eu não fiz anda.

Com a ajuda de tia Walburga, eu retirei aquele vestido. Ela me passou o próximo que eu vesti, e no mesmo instante olhei tia Walburga para ver se ela estava brincando. Bellatrix gargalhou no sofá, e Narcisa soltou um muxoxo altíssimo. Lisian me olhou com um sorrisinho e negou com a cabeça. O vestido tinha os ombros mais bufantes que eu já havia visto, mil vezes maior que o do outro vestido. A cintura era tão fina, que dessa vez eu nem ao menos respirava, tive que afinar minha cintura com metamorfagia para que eu respirasse um pouco. Esse não tinha calda, o resto era reto, mas tinha um véu maior que qualquer calda de vestido. Era horrível, medonho.

Eu mesma tirei aquele vestido, ficando irritada. Ele era até amarelado. Realmente muito feio. Tirei aquilo, e quando fiquei presa na parte da cintura, eu peguei a minha varinha, e antes que tia Walburga fizesse qualquer coisa eu havia jogado um feitiço que rasgou o pano do vestido, e caiu do meu corpo. Eu sai do vestido e o chutei para longe. Irritada, cruzei meus braços em minha barriga, e fiquei em frente ao espelho de lingerie, esperando. Narcisa me passou outro vestido, e eu coloquei sozinha o vestido, me arrumei e virei novamente para o espelho. Pisquei um pouco surpresa.

—Por Morgana! — riu Narcisa, encantada. Ela apareceu ao meu lado, ela tinha uma belíssima tiara e a colorou em minha cabeça. Era uma tiara prateada, com prata de verdade, enfeites pequenos e diamantes. Ela ajeitou meu vestido. — Oh, Addie. Está lindo!

Eu também achava isso, me olhando no espelho. O vestido era naquele estilo com vários babados na saia, mas eles faziam um contraste muito bonito e não eram exagerados, não tinha uma cauda enorme, e ia até o chão cobrindo meus pés, as pontas eram para foras em ondas. O corpete era acima do meu quadril, cheio de enfeites bonitos, e as alças eram em meus ombros, fazendo um leve decote. E como Narcisa havia prendido meu cabelo, eu via bastante o colar em meu pescoço. Era o colar que James havia me dado quando me pediu em namoro. Um coração prateado, mas junto dele havia também o anel que Rabastan me deu quando terminamos, e recém-colocado, depois de cair da caixa de coisas do Adam estava a paleta dele, que eu havia lhe dado de Natal. Eu os toquei com cuidado, e senti minha clavícula, muito amostra por conta da minha magreza. Eu estava linda, iria ser um casamento lindo. Só que antes eu esperava que estivesse feliz nesse dia.

—É esse, Addie? — indagou Lisian, com um sorriso. — É uma peça magnífica.

—Você está maravilhosa. — disse minha tia. — Não é, Bella?

—É, está parecendo uma Black de verdade. — riu Bellatrix.

—É por isso que seus cabelos estão pretos, Addie? — indagou minha tia, tocando uma mecha do meu cabelo. — Para parecer mais uma Black? Querida, não há necessidade disso.

Meus cabelos estavam escuros por causa da minha tristeza excessiva que eu vinha tendo ultimamente, mas eu apenas sorri para minha tia.

—Eu gosto assim.

—Bem, se você gosta tudo bem. — disse ela. — Mas você ficaria tão mais bonita loira. — ela falou.

—Eu vou querer esse vestido. — eu disse, para mudarmos de assunto.

—Oh, ótimo. — riu tia Walburga. Narcisa bateu palmas animadas, e se virou com a sogra para alguns papéis, provavelmente coisas sobre o casamento.

—Ah, finalmente. — falou Bellatrix, se levantando. — Eu preciso de uma taça de uísque de fogo.

—Oh, me espere, querida. — riu minha tia. — Eu quero comemorar. Está valendo a pena perder aquele Baile no Ministério...

As duas saíram, e eu continuei no mesmo lugar, me mirando no espelho. A porta se abriu novamente, mas eu não olhei.

—Rodolfo! — falou Narcisa. Eu congelei no lugar, mas não me virei. — Addie, não está linda?

—Exultante. — ele falou.

—Vou chamar Lúcio para ver o vestido também. — ela riu, saindo da sala. Lisian pareceu ficar, mas eu não sabia se realmente continuava na sala espaçosa. Ouvi passos e Rodolfo estava atrás de mim, eu o olhei através do espelho.

—Muito bonita, Addie. — ele me disse.

—Obrigada. — consegui murmurar. Eu não queria demonstrar o medo que eu tinha dele desde o ataque a Hogsmeade, então eu ergui minha cabeça, fingindo não me afetar. Mas quase falhei quando senti suavemente a sua mão em minha cintura. Eu vi o sorriso sádico em seu rosto, tão parecido com o de Bellatrix que assustava de verdade. Senti sua respiração na minha orelha, e seu corpo estava muito perto do meu. — Rodolfo… — murmurei. Ele apertou a minha cintura, e eu fechei meus olhos com medo.

—Eu tenho um presente de casamento para você. — ele me falou. — Acho que vai gostar.

—Rodolfo! — eu escutei a voz de Lisian. — Um passo para longe da noiva, por favor. — ela falou, com a voz dura.

Roldolfo deu um passo para trás e se virou para Lisian com um sorriso charmoso, diferente do que ele me dava antes. Ele tirou do paletó um embrulho de papel marrom, fechado por um laço vermelho sangue. Me estendeu. Eu peguei o embrulho e ele sorriu para mim e depois para Lisian.

—Só dando um presente para a noiva. — ele disse. Rodolfo saiu e eu e Lisian nos encaramos, suspirei.

Mirei o embrulho mal feito, e senti. Não consegui descobrir o que era, então eu abri. Desfiz o laço e o deixei cair no chão, depois comecei a abrir o embrulho com cuidado. Quando eu abri totalmente e olhei o que tinha lá dentro, meu coração começou a bater tão rápido que eu achei que desmaiaria de verdade. O embrulho caiu da minha mão, e o conteúdo dentro rolou para fora. As duas grandes orelhas de elfo, as quais eu reconheci imediatamente. Afinal, eu havia passado a infância com a minha elfa Cricket. Ela cuidou de mim, junto dos meus pais. E agora, eu mirava as orelhas dela cortadas com sangue seco no chão. Comecei a ofegar, e senti as lágrimas começarem a escorrer rapidamente pelo meu rosto. Não consegui me controlar. Coloquei minhas mãos na barriga, curvada, sentindo como se fosse vomitar. Solucei alto e Lisian correu até mim, tentando falar comigo. Ela pareceu gritar alguma coisa, e de repente vi mais pés entrarem na sala. Minha tia havia voltado, assim como minhas primas e agora Lúcio estava entre elas. Eu levantei meu rosto e vi Bellatrix perto da porta com um sorriso maldoso no rosto. Eu gritei de ódio, e catei a primeira coisa que vi pela frente. Era um vaso com flores bonitas, e eu joguei com tudo em Bellatrix que se protegeu com um feitiço em uma tirada rápida de varinha, fazendo o vaso bater contra a parede e quebrar.

—SAI DAQUI! SAI DAQUI! — eu gritei, desesperada, chorando alto. Narcisa tentou me acalmar, mas não funcionou nem um pouquinho. — SAI DAQUI, SUA MALDITA VACA! — eu berrei. Bellatrix tinha um sorriso no rosto, quando a pedidos de Narcisa, Lúcio empurrou Bellatrix para fora do quarto e fechou a porta na sua cara. Eu continuei ofegando pesadamente, e puxei aquela tiara estúpida do meu cabelo, o bagunçando inteiro. Minha tia agarrou meus ombros, tentando falar comigo e gritou com Lisian. — Tira esse vestido de mim! TIRA, PORRA! AGORA!– eu pedi aos gritos, tentando arrancar o vestido a força.

—Adhara! O que está acontecendo? — gritou minha tia, tentando me acalmar. Mas eu só sabia em querer tirar aquele vestido de mim.

—Está tudo errado. Está tudo errado. — eu chorei, repetidamente.

—Adhara… é o vestido? Podemos escolher outro… é a decoração…? — indagou minha tia. Eu neguei chorando, desesperada.

—Tira o vestido, tia! — gritou Narcisa. — Lúcio, sai daqui, por favor! — ela pediu, me ajudando a tirar o vestido. Lúcio saiu do quarto, apressado. Lisian se intrometeu e com um feitiço fez o vestido sair de mim. Eu ofeguei, mais aliviada.

—O que… o que é isso? — gritou Lisian, olhando para o chão, após pisar em uma das orelhas de Cricket.

—Lúcio. — chamou Narcisa, jogando um robe em mim, olhando assustada para as orelhas de elfo.

—Está tudo errado. — continuei sussurrando. Com o robe sobre mim, e Narcisa me abraçando. — Está tudo tão errado.

Faltava agora apenas um dia para o meu casamento. Eu iria me casar amanhã. Meu vestido de noiva estava muito bem guardado na Mansão Malfoy, assim como a minha tiara. Apenas esperando por mim. Narcisa estava adorando cuidar do meu casamento, ajudar na decoração, lista de convidados, tudo. Ela e tia Walburga ficavam conversando a risadas animadas o tempo inteiro. Elas estavam decidindo se meu penteado seria preso ou solto na mesa de jantar.

Eu mexia na minha comida no prato sem comer. Era pernil, e parecia gostoso. Sirius devorava seu prato, mas eu apenas cortei o pernil de Teddy para que ele comesse melhor. Olhei Sirius devorar o prato, ele tinha estado um pouco afastado de mim, mas só por uma madruga, pois no dia em que eu fui experimentar os meus vestidos de noiva, havia tido o Baile do Ministério e Sirius fora lá com tio Alphard, parecia que ele havia encontrado James lá e nosso amigo perguntou porque eu e meu primo não estávamos respondendo suas cartas. Sirius se sentiu mal em mentir para James e acho que sem querer jogou a culpa disso em mim e se afastou. Mas nós nunca ficávamos bravos um com outro por muito tempo, não mais.

Suspirei e olhei pela mesa. Régulus não parecia muito feliz comendo seu pernil com sua namorada ao lado, por alguma razão Sirius odiava Effy Lestrange, mesmo que ele já tenha ficado com ela uma vez. E ela sorria para Régulus maliciosamente. Ela tinha os olhos parecido com os de Rabastan e Rodolfo. Mirei meu olhar em Rabastan ao lado do irmão, comendo o pernil calmamente, ele encontrou meu olhar e deu um sorrisinho sem graça.

—Quem será o seu padrinho, Sirius? — indagou Rodolfo. Sirius o olhar de lado sem interesse.

—Acho que o Régulus. — ele deu de ombros.

—E eu vou ser a madrinha de Addie. — riu Narcisa, me olhando como carinho. — E Teddy vai entrar com as alianças. — ela disse, olhando meu irmão. — Treinamos bastantes esse mês, não é Teddy?

—Sim, Ciça. — ele sorriu.

—Addie. — Bellatrix me chamou. Ela tinha um sorriso no rosto. — Está bem agora? Ou vai jogar um vaso em mim novamente? — ela indagou.

—Você jogou um vaso na Bella? — indagou tio Alphard do outro lado da mesa.

—Você jogou um vaso na Bella? — repetiu Sirius, rindo alto. Ele não sabia que a causa do acidente dos meus pais era Bellatrix, eu não contei isso para ninguém. — Eu queria ter visto isso. — ele gargalhou. Minha tia o olhou irritada.

—Adhara teve um pequeno ataque de nervos. — falou minha tia. — Comum para qualquer noiva. — ela falou.

—Comum para qualquer noiva que está sendo obrigada a casar. — retrucou Sirius.

—Não vamos começar essa conversa, Sirius. — disse minha tia, com um olhar duro para meu primo. — Adhara, ainda dá tempo de você me dar a sua lista de convidados… seus amigos. — falou tia Walburga. Eu e Sirius trocamos um olhar. A pedido meu, nós não contamos nada para nossos amigos. Absolutamente nada. Eles não sabiam que iríamos nos casar. Não faziam a miníma ideia.

—Não é necessário, tia. — eu consegui dizer.– Ahn… meus amigos já vão. — eu falei, forçando um sorriso. — Rabastan. — eu disse. Ele me olhou confuso, por eu não ter chamado nenhum dos meus amigos, mas olhou para minha tia com um sorriso. — Theo Nott, Katherine Greengrass...

—Vocês chamaram aquela menina? — falou o pai de Rabastan. — Uma vagabunda, isso o que ela é.

—Está no Diretório, ainda tem o respeito. — falou tio Orion, simplesmente.

—Mais alguém, querida? — indagou minha tia.

—Os irmãos Carrow, Jacques Burke… Dido Shafiq, Mirtha Flint, todos meus amigos e todos vão. — eu falei. — Está ótimo, tia.

—Se você diz. — ela sorriu.

Eu sorri também. Muitos dos sangues puro de Hogwarts iriam para o casamento. Tia Walburga não perderia a chance de que todas as famílias sangue puro da Grã-Bretanha vissem o quanto eramos importantes, e o quanto tínhamos dinheiro. E por isso eu sabia que muitos sonserinos estariam lá. E nenhum dos meus amigos. Doía em mim não contar para eles. Não contar para Emmeline ou Remus. Eles mereciam saber, depois de me ajudarem tanto, mas eu não queria que eles fossem intoxicados pelos Black, ou que tentassem nos impedir. Eu precisava fazer isso pelo meu irmão. Eu precisava cuidar dele agora, protegê-lo como eu não pude proteger Daisy.

—Orion. — falou o pai de Rabastan, que tinha o mesmo nome do filho mais velho, Rodolfo. — Eu falei com o meu irmão e ele está muito entusiasmado com a sua proposta.

—Que proposta? — indagou Rabastan. — Se me permite perguntar, meu pai.

—Orion que casar a sua prima com o mais novo da família Black. — disse Rodolfo para seu filho.

—Terá que ter uma conversa comigo antes, é claro. — riu Rodolfo, o filho, para Régulus. Ele estava corado e deu um sorrisinho, enquanto Effy sorria grandemente.

—Com certeza o papai aceitará, Rod. — ela disse para o primo mais velho. — Eu ficaria muito feliz.

—Seria esplêndido mais uma união entre os Black e os Lestrange. — riu tia Walburga. — Se tivéssemos mais uma garota para Rabastan.

—Oh, eu adoraria isso, Walburga. — riu Edasich, a mãe de Rabastan. — Queremos arrumar uma nova noiva para ele, mas Rabastan simplesmente está em negação.

—Não pretendo me casar tão cedo, mãe. — disse Rabastan. — Rodolfo pode cuidar da linhagem, não preciso me casar agora. — ele falou, dando de ombros.

—Mas bem, quando você quiser, eu e seu pai já estamos pensando em alguns nomes, talvez uma Rosier, tem uma de sua idade na família. — ela falou.

—É, eu sei. — disse Rabastan. A mãe dele provavelmente falava sobre Diana Rosier.

—Ou uma Flint.

—Oh, eu pensava em uma Flint para Sirius, antigamente. — falou tia Walburga.

—Não. — Rabastan e Sirius falaram ao mesmo tempo. Todos os olharam surpresos, e Régulus riu.

—A Flint tem furúnculos. — ele explicou. A mesa riu, e começou a falar mal da família Flint inteira. Eu fiquei entediada, e continuei empurrando com o garfo meu pernil, o espetando, sem levar nenhum pedaço até a boca.

—Você deveria comer, menina. — ouvi a voz de Abraxas Malfoy rouca. Eu sabia que ele estava doente. Muito doente. Ele tinha o mal de Horklump. Uma doença horrível e pior, sem cura alguma. Entre os sintomas tinha imunidade baixa, fraqueza excessiva, dificuldade extrema de respirar. Cabelos brancos, os quais Abraxas já tinha, e vomitar sangue quando tinha crise de tosses. Eu não sabia o quão avançada estava a doença dele, mas ele parecia ruim. — Você vai casar, mas não precisa morrer de fome por isso.

—Estou sem apetite. — eu respondi.

—Da pra notar. — disse Lúcio, me olhando. Provavelmente reparando na minha perda de peso.

—Adhara, coma sua comida. — meu tio mandou.

Olhei tio Orion e ele parecia sério, então, eu finalmente levei uma garfada até minha boca, mastigando sem vontade. Tio Orion sorriu satisfeito. Engoli o pernil, querendo o vomitar. Quando eu já tinha engolido uma quantidade aceitável de pernil, eu pediria para me retirar da mesa junto do meu irmão, mas minha tia chamou a atenção e Monstro apareceu segurando um bolo branco. Ele levitou o bolo até a frente de Teddy que sorriu animado.

—Feliz Aniversário, Teddy. — falou minha tia.

—Assopre as velinhas. — pediu Ciça. — E faça um pedido. — ela falou. Teddy me olhou e depois assoprou as velinhas.

—Já está virando um homem, Teddy. — falou meu tio Orion. — Eu e sua tia já estamos procurando uma pretendente para você. — ele falou. — Rodolfo, você poderia dar um jeito nisso com Bella, e ter uma menininha.

—Eu vou pensar nisso. — riu Rodolfo.

—Ele é só uma criança, tio. — eu falei, segurando a mão do meu irmão por debaixo da mesa. Eu nunca poderia permitir que meu irmão se casasse com a filha de Rodolfo e Bellatrix. — Não está um pouco cedo?

—Bella e Rodolfo estavam prometidos um para o outro desde os cinco anos. — falou Rodolfo, o pai. — Nunca é cedo.

Eu ignorei aquilo, e sorri para meu irmão, que observava a conversa confuso, eu passei meu dedo na cobertura branca do bolo e depois passei no nariz de Teddy que sorriu. A mesa voltou a conversas paralelas.

—Fez um bom pedido? — indaguei.

—Sim. — ele sorriu. — Eu pedi para mamãe e papai voltarem. — ele falou. A mesa toda se tomou em um silêncio esquisito.

—Teddy… eu te disse… mamãe e papai… — comecei.

—Eles morreram. — Bellatrix interrompeu, com um sorriso maldoso. — Estão a sete palmos embaixo da terra. Eles nunca vão voltar, não se iluda com isso. Eles vão virar pó, ossos em um saco. Eles nunca vão voltar, Teddy.

Meu irmão a olhou desolado. Seu lábio inferior tremeu e seus olhos encheram de lágrimas. Ele tentou não chorar, mas logo as lágrimas escorriam pelo seu rosto, e ele saiu desajeitado da cadeira, e correu para fora da Sala de Jantar, chorando. Eu me levantei.

—Bella, ele é só uma criança! — ralhou Narcisa.

—Ele precisa entender. — disse Bellatrix, dando de ombros. — Mortos não voltam.

Quando eu vi, eu já tinha batido minhas mãos com tudo na mesa.

—VÁ EMBORA! — eu berrei. Bellatrix me olhou surpresa e riu, bebendo de sua taça. Ela não se moveu. — Amanhã, eu vou me tornar a Senhora dessa casa, Bellatrix. — eu falei. — Essa casa será minha. E eu não quero você aqui. — eu disse, com a voz repleta de desprezo. — SAI. DA. MINHA. CASA. AGORA! — eu berrei, e me curvei, dando um tapa na taça dela. Exatamente como tia Walburga havia feito com Sirius. Bellatrix deu um berro e se levantou, fazendo a cadeira cair para trás. Ela tinha tanto ódio nos olhos como eu provavelmente também tinha.

—Quem você…

—Bella, saia desta casa. — a voz do meu tio Orion veio calmamente. Bellatrix o olhou chocada. — Você ouviu? Saia, por favor.

—O que? Pai! — ela berrou, olhando tio Cygnus. Ele havia ficado quieto a noite inteira, apenas comendo e bebendo muita uísque de fogo. Ele estava bêbado e riu para a filha.

—O que, Bella? — ele riu. — Não pode se desrespeitar os donos da casa em sua própria casa. Vai, some daqui. — ele disse, se levantando e cambaleando para cozinha. — Eu preciso de mais uísque. MONSTRO!

—Velho imprestável! — disse Bellatrix que estava chocada. E nós duas trocamos um olhar cheio de ódio. Mas era ódio puro mesmo. Para mim, Bellatrix podia morrer queimada no inferno que eu não daria a miníma. Eu a odiava com todas as minhas forças. Ela levantou a varinha para mim, e instantaneamente eu levantei a minha para ela. Nós duas continuamos a trocar aquele olhar de ódio, e eu quis, eu quis muito lançar uma maldição dela. E ela também queria, eu quase podia ver o raio verde parecendo despontar da varinha dela, querendo me atingir com toda a força. Estávamos apenas esperando o movimento uma da outra, o mais discreto dos movimentos, para provavelmente nos matarmos naquele momento. E quando vi a varinha de Bellatrix se mexer eu fui mais rápida e lancei um feitiço que ela conseguiu desviar com destreza. Era o feitiço de Snape, Sectumsempra. Ela conseguiu o desviar e lançar para o outro lado, mas um “fiapo” a atingiu no braço e abriu um corte muito sangrento ali.

—Chega! — disse tio Orion. Mas Bellatrix estava furiosa, a varinha dela voltou a se erguer, apontando direto para meu peito.

—Vá embora, Bella. — disse Sirius, se levantando e parando na frente dela, a varinha dela tocando o meio de seu peito.– Agora. — ele estava bastante sério, apesar de eu sentir um tom de deboche em sua voz.

Bellatrix riu debochada, ela deu de ombros, e se virou saindo. Rodolfo terminou sua taça, e bagunçou os cabelos de Rabastan, antes de se levantar e seguir a esposa. Antes de entrar na lareira, um elfo apareceu. Ela o elfo que tia Walburga havia contratado para ajudar com Teddy, porque Monstro já cuidava do resto da casa e Teddy morria de medo dele. Ela gritou uma maldição e o elfo caiu duro e morto no chão. Narcisa gritou assustada e Lúcio a confortou. Tio Orion revirou os olhos entediado e Bella e Rodolfo finalmente foram embora. Ele fez um sinal e resmungou algo sobre colocar mais uma cabeça de elfo na parede, e Monstro apareceu recolhendo o corpo.

—Bem, poderia ter sido mais educadamente, mas bom trabalho, Adhara. — riu minha tia. — Quando a dona da casa não quer alguém ela tira e Sirius, meu filho, muito bem, o marido sempre apoia a sua mulher.

—Eles vão formar um ótimo casal. — riu Lisian. — Sirius e Adhara! — ela brindou.

—Sirius e Adhara! — brindaram todos.

Eu e Sirius nos encaramos. Sempre seríamos Sirius e Adhara.

—Bellatrix é só uma… nojenta. — eu disse. Eu queria realmente xingá-la, mas Teddy era só uma criança. — Mamãe e papai são estrelas, lembra?

—Lembro. — ele chorou, deitado em meu colo.

—Eles estão cuidando da gente. — eu falei para ele, o acariciando. — Sempre.

Teddy chorou até finalmente cair no sono. Eu o peguei no colo com cuidado, e o deitei corretamente na cama, depois o cobri e lhe dei um beijo na testa. Ele parecia tão sereno dormindo. Talvez ele soubesse que eu cuidaria sempre dele.

—Hey. — escutei uma voz. Me virei e vi Régulus na porta do quarto de Teddy. Ele sorriu para mim, com as mãos no bolso. Eu sorri minimamente de volta. — Posso entrar?

—Claro. — eu disse.

Régulus entrou no quarto, e se sentou ao meu lado na cama de Teddy. Ele olhou o meu irmãozinho, e depois voltou seu olhar para mim. Desde que ele e Sirius brigaram de verdade, ele andava daquele jeito, meio triste. Eu sempre achei que Régulus gostava muito de Sirius, e que meu primo apenas não conseguia ver isso, mas eu estava enganada, Régulus amava Sirius. Sempre amou.

—Sinto muito que você e Sirius vão ter que fazer isso. — ele me falou.

—Eu também. — respondi, com um suspiro.

—Eu lembro uma vez. — ele começou. — Logo depois que Teddy nasceu. Sirius ficava irritado que você só dava atenção para Teddy, então ele ficava atrás de mim, ou eu atrás dele, não sei, mas nós dois ficávamos andando juntos pela casa… eu estava com saudades dele, afinal eu ainda não estava em Hogwarts, e eu queria brincar. — ele disse. — Eu pedi para brincarmos de desafios, então Sirius me desafiou a pegar na estante mais alta do armário da cozinha um pote de biscoitos, eu aceitei. Fomos para cozinha e eu comecei a escalar as estantes para pegar, mas mamãe entrou na cozinha e eu caí lá de cima e Sirius… ele tentou me catar, sabe? Eu só lembro que eu cai em cima dele como tudo, e nós dois estávamos no chão e mamãe gritava muito com nós dois, mas Sirius… — Régulus suspirou. — … ele se virou para a mamãe e disse que a culpa era toda dele, que ele havia me obrigado a fazer aquilo. Ele ficou com toda a culpa. Por mim. — ele me contou. — Além de um pulso torcido ele ficou de castigo e com a bunda doendo do tapa da mamãe e ele fez isso por mim. — parecia que Régulus choraria. — Eu perguntei porque ele fez isso e ele disse… é isso que irmãos fazem, não é?

Eu sorri.

—Sirius é assim. — eu disse.

—Sirius é o tipo de pessoa… ele não precisa dizer que gosta de você, que se importa com você. — falou Régulus, ele soltou algumas lágrimas. — É só você reparar nas coisas que ele faz por você e lá está a sua grande prova de amor. Eu não recebo isso mais, Addie. Eu estraguei tudo com Sirius. — ele disse. — Mas você… ele vai se casar por você, não com você.

—Rég…

—Se vocês quiserem fugir eu ajudo vocês, está bem? — ele me interrompeu. Régulus se levantou e caminhou até a porta. — Eu só queria que você soubesse que eu… eu me importo.

Eu não conseguia dormir. No outro dia seria o dia de meu casamento e eu simplesmente não conseguia pregar os olhos. Depois de ficar se revirando na cama até a metade da madrugada eu decidi me levantar. Toquei os pés no chão gelado e sai da cama. Peguei um robe quente e o coloquei, depois sai do quarto silenciosamente e desceu as escadas. Reparou na cabeça de elfo recém-colocada junto com os outros. Eu queria beber água, mas antes entrei em uma sala. Eu observei a Tapeçaria dos Black. Vi os rostos dos meus pais queimados em cima de seus nomes, mas vi também uma coisa que não tinha reparado antes que era um galho saindo dos meus pais, eu tocou e reparei que era o galho que crescia para Daisy, e dois galhos crescidos estavam eu e Teddy. Vi meu rosto e o toquei, notei que um galho saia de mim, ofeguei surpresa, outro galho saia de Sirius e eles estavam quase se tocando. A confirmação do nosso casamento. Ainda não tinha caído minha ficha que eu realmente casaria com Sirius. Eu não sabia como me sentir, apenas sentia vontade de chorar ao lembrar disso. Eu não queria casar com Sirius. Eu não podia casar com Sirius.

—O que está fazendo acordada? — escutei a voz de meu primo. Sirius entrou na sala e parou ao meu lado. Nós dois observando a tapeçaria.

—Não consigo dormir e você?

—Eu estou fazendo a minha moto voar. — comentou Sirius. — Acho que consegui ou quase. — ele disse. Adhara sorriu, continuando a mirar o galho que tinha entre ela e Sirius. –Eu reparei nisso hoje também. – disse Sirius.– É uma droga, não é?

—Nos casarmos?

—Sim. — ele suspirou. — Eu achei que nunca casaria.

—Eu sempre achei que me casaria com… o amor da minha vida. — eu falei, com uma sombra de sorriso no rosto. — Acho que nem tudo da certo na vida, né? — eu o olhei. Ele negou.

—Acho que não.

—Eu… — eu ofeguei rapidamente e o que eu vinha segurando aquela dia estourou. Minhas lágrimas começaram a descer e eu apertei Sirius em um abraço. Ele me abraçou de volta com carinho. — Eu sinto como… como se…

—Eu sei. Eu sei. — ele falou, me abraçando apertado.

—Eu sinto tanto. — eu pedi, chorando em seu peito. — Eu sinto tanto por fazer isso com você.

Emily ajeitou o uniforme ridículo e olhou seus colegas de trabalho. Era um vestidinho branco com detalhes pretos, como os botões e o avental. As mulheres usavam vestidos e os homens calça. Ela iria ser garçonete em algum casamento, notou que era um casamento muito chique quando viu a enorme Mansão. Ficou realmente impressionada era uma Mansão extremamente gigante. Era maravilhosa e enquanto entrava pelos fundos notou que até a parte que seria para elfos e empregados eram extremamente bonita.

Emily viu sua colega de trabalho Mischa, era uma mulher que tinha perdido o emprego no Ministério e arrumado esse trabalho, ela pagava boquetes para o chefe delas para ganhar mais gorjeta. E nesse momento o chefe de Emily puxava Mischa para um dos banheiros que permitiram para os funcionários.

—Muito bem. — escutaram uma voz. Emily viu uma mulher loira e muito bonita entrar no local. – Onde está o chefe?

—Ahn, pode falar comigo, senhora. — disse Emily dando um passo a frente. — Nosso Chefe foi buscar mais algumas coisas e já estará de volta.

—Hum, está bem. — murmurou a mulher. — Meu nome é Narcisa Malfoy. — ela contou. Um coro de surpresa se fez pelos funcionários. E Narcisa sorriu, adorando isso. — E você é?

—Emily. — disse Emily. Ela não quis falar seu sobrenome. E ela sabia que aquela era a prima de Adhara e Sirius, então achou que os amigos poderiam estar ali.

—Okay, Emily, esse casamento é extremamente importante. — falou Narcisa. — Logo depois da cerimônia os convidados irão para as mesas e vocês começam a servir o champanhe, mas primeiro para os recém-casados, certo? E depois da dança dos recém-casados, você irão servir a Ceia de Natal. E não sei como combinaram com seu chefe em qual de vocês vai poder dar uma saída para alguma ceia de Natal...

—Poderia nos dizer quem vai ser casar, Sra. Malfoy? — indagou um funcionário. — Mais alguém da família Malfoy?

—Oh, não. — ela sorriu, gostando da oportunidade de exibir os noivos. — É um casamento Black. O varão da nossa família vai ser casar. — ela riu. Emily franziu a testa, o varão da família Black era Sirius. — O casamento é entre minha querida prima Adhara e meu primo Sirius. Os mais novos Senhores da Casa Black.

Emily não pode acreditar.

Esperou Narcisa Malfoy das mais algumas ordens, então passou para o chefe quando ele saiu do banheiro puxando as calças, e quando já viu, estava andando pelos corredores da Mansão, procurando uma saída para os grandes Jardins onde seira a cerimonia e depois o baile de casamento. Ela se viu trombando em alguns elfos entusiasmados. E alguns funcionários. Emily conseguiu sair nos Jardins, já tinha alguns convidados, mas este pareciam ser as famílias sangue puro que eram próximas dos Black e Malfoys, tanto que ela viu Rabastan em um canto com Jacques Burke, Dido Shafiq Theo Nott, Katherine Greengrass e os Carrow. Ela correu até lá sem opção.

—Valentine! — riu Amico. — O que tá fazendo aqui? Está gostosa nesse uniforme.

—Cala a boca. — ela disse. — Que porra é essa? Sirius e Addie vão se casar?

—Você não sabia disso? – indagou Jacques, confuso.

—Eles não contaram para nenhum amigo. — falou Rabastan, olhando Emily profundamente. — Adhara não quer nenhum de vocês aqui. — ele falou.

Emily piscou confusa. Sirius e Adhara iriam se casar agora. E eles nem haviam falado nada.

—Porque eles estão fazendo isso? — ela indagou, muito confusa.

—Eu não sei. — Rabastan deu de ombros. — Eu não tive muito tempo para falar com Addie. É inapropriado eu chamar a noiva de um… colega para uma conversa privada. — ele murmurou. Os amigos dele riram com o “colega”. — Eu só sei que Adhara e Bellatrix estão em pé de guerra. — contou.

—Bellatrix? — indagou Emily. Rabastan desviou o olhar.

—A mulher do irmão do Rabastan. — explicou Jacques. — Parece que Addie jogou um vaso nela, e uma maldição e a expulsou também…

—Ela estava muito irritada. — murmurou Rabastan.

—Mas o que você está fazendo aqui, Valentine? — indagou Katherine. — Com essas roupas.

—Eu estou trabalhando. — disse Emily, cruzando os braços. — Algum problema?

—Não. — riu Kat, debochada. — Problema nenhum, na verdade, é bom que você reconheça o seu lugar de origem… na escória.

—Cala a sua boca, Katherine. — falou Rabastan. Katherine piscou irritada e olhou para Theo querendo que ele a defendesse, mas Theo não disse nada, ele procurava ao máximo não brigar com Rabastan. Emily deu um sorrisinho para Rabastan. — Você quer que eu te leve até Addie?

—Sim. — respondeu Emily. Os dois começaram a andar de volta para a Mansão.

—Mande lembranças para a noiva. — gargalhou Aleto, balançando o vestido longo.

Emily bufou, e estava andando irritada, mas quando entraram na Mansão, riu surpresa, com Rabastan a empurrando contra a parede para lhe roubar um beijo. Ela o abraçou pelo pescoço, e começaram a se atracar ali.

—Senti sua falta. — ele murmurou, a beijando no pescoço.

—Rabs… — ela riu, e segurou o rosto dele. — Addie, certo? Me leve até ela.

Rabastan soltou um muxoxo, mas ele sabia que isso era muito importante, então ele começou a andar ao lado de Emily pelos corredores. Ele não era o maior expert da Mansão Malfoy, mas como já esteve lá em muitos jantares, e muitas vezes quando era bem pequeno seguia seu irmão por lá quando ele ia brincar com Lúcio, então a guiou, tentando imaginar em qual quarto poderia estar Adhara. Quando viraram um corredor, se esconderam depressa ao ver Walburga Black saindo de lá com Lisian Malfoy. Elas passaram por eles escondidos e viraram outro corredor. Suspiraram aliviados, e Emily olhou Rabastan, presa entre uma estátua de um cavaleiro e sua espada. Ele sorriu também, e a puxou para passar por debaixo da espada, saíram do esconderijo improvisado. Correram rapidamente para o quarto em que as duas mulheres haviam saído e bateram na porta. A porta se abriu e viram Adhara com um robe. Ela piscou confusa.

—Sua vaca estúpida. — ralhou Emily, entrando no quarto. Rabastan entrou atrás dela e fechou a porta.

—Addie, quem é? — indagou Narcisa saindo de dentro do grande closet. — Rabastan? Isso é tão inapropriado! E…. ahn… a criadagem? — ela indagou olhando Emily.

—Ciça, um minuto, por favor. — pediu Adhara, se abraçando. Narcisa torceu o nariz, mas saiu do quarto. — Emms…

—Que porra é essa? — indagou Emily. Ela olhou o vestido pendurado no espelho. — Você e Sirius vão se casar e você nem se importa em mandar uma carta avisando? Que porra, Addie.

—Eu sei. — bufou Adhara. — Mas…

—E Remus? Você não pensou em contar para ele?

—Remus? — indagou Adhara confusa. Emily bufou chocada.

—Você nem nota! — ela disse. — Merlin! Você vai se casar.

—Eu sei disso. — murmurou Adhara. Ela olhou Rabastan, que estava de guarda na porta, fingindo não prestar atenção na discussão. — Eu contei a alguém… contei para o idiota do Rabastan.

—Idiota? — perguntou Rabastan, indignado. — E você não me contou, meu pai me contou. — ele disse. Adhara bufou e Emily deu um berro.

—Addie… nós poderíamos ter te ajudado… — murmurou Emily, pegando nas mãos de Adhara.

—Agora é tarde demais. — falou Adhara, simplesmente.

—Addie…

—Eu preciso fazer isso, Emms. — ela falou. — Não tem jeito. Eu preciso fazer isso. Eu vou fazer isso. Eu e Sirius iremos nos casar. Não há o que fazer…

—O que é isso? — Walburga Black gritou, entrando no quarto com Narcisa e Lisian atrás dela. — Oh, Rabastan, se eu contar isso para seu pai!

—Desculpe, Sra. Black. — murmurou Rabastan, puxando Emily pelo cotovelo. — Já estou indo.

—Quem é essa menina? — ela indagou, apontando para Emily. Ela torceu o nariz vendo os cabelos coloridos de Emily presos em um coque.

—É a criadagem. — falou Narcisa.

—Ela só veio ver se eu precisava de alguma coisa. — falou Adhara. — Está tudo bem tia, vamos colocar o meu vestido?

Walburga sorriu e assentiu. Ela fez um sinal com a mão para que Rabastan saísse de lá e ele precisou puxar Emily para fora do quarto. Emily e Adhara trocaram um olhar logo antes da porta se fechar e eles ficarem no corredor. Rabastan olhou Emily, vendo que ela estava parecendo confusa e muito irritada. Ela estava com o rosto vermelho e olhou Rabastan. Ela bateu no peito dele e ele piscou confuso. Ela bateu uma terceira vez e ele segurou seus braços, mas Emily começou a bater em seu peito e o empurrar, o que o fez gargalhar, só que ela estava irritada e apertou seu nariz.

—Porque não me contou sobre isso?

—Para. — riu Rabastan, a segurando. Eles se miraram. — Você… você está precisando de dinheiro? Eu posso te dar…

—Eu posso cuidar de mim mesma, Rabastan. — ela falou, se soltando.

—Eu sei, mas…

—Mas agora eu tenho que dar um jeito nessa bagunça que Adhara e Sirius fizeram, está bem? Onde está Sirius?

Sirius sentiu que seu coração sairia pela sua bunda. Ele catou a sua garrafa de uísque de fogo e bebeu um grande gole, se mirando no espelho. Ele usava os melhores trajes a rigor que já havia visto. Eram simplesmente muito chiques. Ele se sentia bastante enjoado. Ele foi até a janela e observou o Jardim. Já tinha muitos convidados por lá. Ele reparou no grupo das cobras em um canto afastado fumando um baseado. Ele bufou. Ele queria James, Remus e Peter ali com ele. Ele precisava de seus amigos agora.

—Nervoso? — ele ouviu uma voz. Sirius se virou para a porta e seu pai usando um traje a rigor também muito chique entrou no quarto. Ele fechou a porta e depois andou até o filho. Sirius observou seu pai pegar em seu braço e arrumar suas abotoaduras. — Então?

—Um pouco. — murmurou Sirius.

—Quando eu casei com a sua mãe eu também não estava tão feliz. — contou seu pai. — Eu sabia desde criancinha que estava prometido a minha prima. Sua mãe. — ele disse. Sirius piscou surpreso. Seu pai estava lhe contando uma história, conversando com ele. — Eu não gostava muito dela, quando viramos adolescentes e o pai de Adhara conseguiu fazer a sua mãe ir para Hogwarts, eu não queria saber dela. Eu cumpriria minhas obrigações, mas até chegar lá… eu me divertiria. Eu não estava apaixonado por sua mãe. Não cheguei a ser um mulherengo, mas fiquei com algumas mulheres e quando fiz 17 anos, lá estava sua mãe, linda, casta… me esperando. E eu me arrependi de não ter esperado por ela também.

—Mas você não a amava. — murmurou Sirius. Orion o olhou longamente.

—Você sabe o que aconteceu com seu avô, Sirius? — ele indagou. — O pai de sua mãe?

—Ele morreu antes de eu nascer. — Sirius deu de ombros.

—Exatamente. — falou Orion. — Seu avô ele batia em sua mãe e seus tios. Era extremamente violento. O pai de Adhara defendia seus irmãos, quase morreu por isso, para proteger sua mãe. E então, ele foi viver a vida dele, abandonou a noiva dele, sua tia Druella e foi para a América. Seu tio Cygnus assumiu a responsabilidade do irmão e marcou o casamento com Druella e sua mãe tinha casamento marcado comigo. O pai de Adhara não tinha com o que se preocupar, não acha? Seu avô estava velho. — disse Orion.

Sirius franziu a testa. Ele não sabia de nada disso.

—E…

—Me deixe terminar, Sirius. — seu pai falou. — Mas seu avô não estava tão velho assim. Alguns dias depois de eu casar com sua mãe, ele foi nos fazer uma visita. Ele tentou estuprá-la. — contou. Sirius arregalou os olhos. — Eu cheguei antes. Eu não deixei. — ele disse, terminando de arrumar as botoaduras do filho. — Eu o matei, Sirius. O matei por sua mãe.

Sirius estava bastante surpreso. Ele não fazia ideia sobre essa história. Seu pai não era a pessoa mais comunicativa do mundo, na verdade, Sirius sabia que ele estava bravo e irritado só pelo olhar que ele lhe dava. Ou quando ele estava feliz, ele percebi pelo olhar do pai, mas nunca por palavras. Seu pai era incógnita para ele, para seu irmão, para todos, ele achava que até para sua mãe era assim. Seu pai ajeitou o seu traje a rigor, olhando o filho por inteiro.

—Aquilo que fazemos pelas pessoas que amamos. — sussurrou Sirius. Seu pai lhe deu um sorrisinho, bem mínimo, mas Sirius notou. Ele assentiu.

—Eu me preocupo com a sua mãe. — falou Orion. Ele tocou no ombro de Sirius. — E Régulus e você, Sirius. Você tem conhecimento disso, certo? Vocês são o que eu tenho que cuidar e pensar todos os dias.

Sirius assentiu. Ele se possível estava ainda mais surpreso agora. Seu pai estava praticamente lhe dizendo que o amava. Do jeito dele, mas ainda sim dizendo que o amava. Ele não disse para seu pai que o amava de volta, apenas ficou o olhar e olhando, até que seu pai lhe deu um aperto no ombro, quase carinhoso e lhe desejou boa sorte. Sirius ficou olhando a porta pela qual seu pai saíra por bastante tempo. Até que ele se virou nervoso e procurou por um baseado nas roupas com que tinha vindo para a Mansão. Achou um em seu bolso e tirou de lá. Acendeu depressa e tragou fortemente. Sentiu seus pulmões se encherem e depois soltou.

—Seu traje vai ficar com o cheiro, Sirius! — a voz de sua mãe brigou. Ela entrou no quarto e tirou o baseado de sua mãe, o apagando em seguida. — Pelo amor de Merlin! — ela brigou, agitando a mão no ar para que a fumaça se dissipasse. Sirius observou o vestido bonito dela, e seu penteado bem arrumado. Sua mãe estava muito bonita. Ela o olhou e deu um sorriso ajeitando a gola de sua camisa. — Eu iria ficar apenas com Adhara, mas… eu não me aguentei. Queria te ver antes de se tornar um homem de verdade.

Sirius viu orgulho nos olhos de sua mãe. O mesmo que ele tinha visto nos olhos de seu pai alguns minutos antes. Apesar de todo o sentimento desesperador que ele tinha dentro de si, ele se sentiu como se finalmente tivesse feito alguma coisa certa. Como se finalmente estivesse sendo o filho que deveria ter sido desde que nasceu. Sua mãe tinha um sorriso no rosto, sorriso que ela não dava para Sirius a muito tempo. Tanto tempo que Sirius se lembrava vagamente desse sorriso. Era o sorriso que ela lhe dera uma noite antes de ir para Hogwarts, quando ela estava orgulhosa do menino dela que estava crescendo. Sirius se lembrava desse dia muito bem. Teve um jantar com os Lestrange e os Malfoy e sua mãe adorou exibi-lo e Siruis gostou disso, mostrando para todos a sua varinha, falando que iria ser um bruxo tão bom quanto Merlin. Correndo atrás de suas primas para saber sobre Hogwarts e ficar a noite inteira conversando com Régulus, os dois imaginando como seria Hogwarts. Antes de ir dormir, ou fingir que iria dormir e depois fugir para o quarto do irmão, sua mãe entrou. Ela se sentou em sua cama e olhou longamente. Ela disse o quanto estava feliz por vê-lo finalmente se tornando um bruxo e deu aquele exato sorriso. Sirius amou aquele sorriso.

—Addie está bem? — ele perguntou apenas.

—Claro. Claro. Apenas se arrumando. — ela disse. Ela continuou o mirando. — Está parecendo tanto com seu pai. Está lindo. — Walburga falou para o filho. — Certo, bem a próxima que vez que formos nos ver será quando eu entrar no altar com você. Vai tudo ser sair bem. — ela disse, com aquele sorriso. Walburga beijou a bochecha de seu filho com carinho e se virou para sair.

—Eu não te odeio. — disse Sirius, quando ela estava na porta. — Eu sei que parece que eu odeio, eu sei o que eu disse... mas eu… eu fingo. Eu não te odeio.

Walburga sorriu.

—Que porra é essa, Sirius Black? — Emily entrou no quarto berrando. Sirius estava em pé ao lado de uma janela grande e se virou surpreso para a menina no quarto. Rabastan Lestrange estava atrás dela e fechou a porta. — Que porra! — ela berrou e bateu no peito dele.

—O que está fazendo aqui? — indagou Sirius, surpreso.

—Trabalhando. — bufou Emily. — Era o que eu deveria estar fazendo, na verdade. — ela disse. Ela suspirou se acalmando. — Eu falei com Addie e ela fica dizendo “Eu preciso que fazer isso” pro caralho com isso! O que vocês dois estão fazendo? O que estão pensando? Vocês não podem se casar. — falou Emily. — Vocês são… como eu e Frank!

—Eu sei, está bem? — bufou Sirius. Ele cruzou os braços. — Olha, todo mundo tem obrigações. Addie tem uma e eu também. Precisamos fazer isso.

—Porque? — ela perguntou, exasperada. Rabastan dessa vez não fingiu não prestar atenção na discussão.

—Porque Addie é a minha maldita barra de chocolate. — berrou Sirius. Rabastan atrás fez uma cara de confuso. — Eu tenho que cuidar dela. Ela é… ela é meu chocolate. É que nem eu disse uma vez… pense em uma barra de chocolate. Os meus pais são a embalagem do chocolate, eu preciso tirar eles do caminho para chegar no chocolate, eu… preciso me livrar deles. E Addie é a barra em si. Ela é o meu chocolate. Assim como o Teddy, os Marotos… James, Remus, Peter, todos eles. E também tem os farelos do chocolate, que as vezes estão lá e as vezes não… eles são Régulus… Narcisa… Andrômeda. — ele falou, tentando se explicar. — E pra eu chegar ao chocolate, eu preciso tirar a embalagem, mas para conseguir fazer isso e ter o chocolate para mim, eu preciso fazer isso. — ele disse, abrindo os braços. Ele se apontou para Emily. — Eu não posso deixar o chocolate com a embalagem, entende?

Emily ficou quieta, enquanto Rabastan continuava entendendo nada lá atrás. Ela suspirou novamente e olhou para Rabastan, fazendo um movimento de cabeça. Rabastan bufou, mas saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. Ela se virou novamente para Sirius e andou até ele, ao lado da janela. Ela segurou a mão dele e ele apertou.

—Vai ficar tudo bem.

—Eu não sei ser um marido. — falou Sirius, de olhos fechados. Ainda segurando a mãe de Emily, ele apoiou o rosto contra a parede, começando a se sentir desesperado. — Eu não consigo lidar com isso, Emily. E se eu estragar tudo?

Minha maquiagem estava feita. Meu cabelo estava pronto. Eu estava perfeita e completamente pronta para pôr o meu vestido. Tinha chegado a hora. Narcisa pulava animada atrás de mim, enquanto tia Walburga me ajudava a pôr o vestido. Me ajeitei e me mirei no espelho. Pronta para casar.

—Uma das noivas mais bonitas que eu já vi. — falou minha tia. — Não concorda, Narcisa?

—É claro, tia. — falou a minha prima, com um sorriso sincero. — Está tão linda, Addie. Está feliz? — ela indagou.

—Tão feliz que eu poderia chorar. — eu falei, repetindo minhas palavras de alguns anos atrás, que especificavam os meus sentimentos naquele momento. Elas sorriram para mim, não entendo a mensagem da minha frase. Eu sorri de volta. — Eu poderia ficar um momento sozinha? Eu quero… quero sentir a minha mãe. — eu murmurei. Elas saíram do quarto, no momento seguinte eu pus a mão na barriga e comecei a chorar desesperadamente.

Era isso. Eu me casaria em alguns minutos. Eu senti o desespero tomar conta de meu corpo a medida que me mirava vestida de noiva na frente do espelho. Eu soltei um soluço dolorido, querendo rasgar aquele vestido de mim e tirar aquele penteado perfeitamente arrumado, querendo jogar aquela estúpida tiara para longe. Eu chorei e chamei pelos nomes dos meus pais, como se eles pudessem vir me ajudar naquele momento e me tirar dali. Me proteger. Eu chorei alto e quando ouvi passos pelo corredor, corri para dentro do banheiro. Tranquei a porta e me vi jogada no chão. Exatamente na mesma posição que eu fiquei depois que soube da morte de Adam. Eu sentia quase o mesmo desespero daquela noite. Eu me deixei chorar daquele jeito desesperador por muito tempo. Era como se só agora eu tivesse sacado que eu me casaria. E eu comecei a sentir raiva. Porque aquilo tinha que acontecer comigo? Eu tinha feito algo tão horrível assim? Para merecer aquilo? Aqueles anos em que eu esnobava Dorcas e outras meninas, ou quando eu enfiei a cara de Emily na privada e quando eu beijei Rabastan por achar que ele estava debochando de mim com Greengrass e os fiz quase terminarem. Isso fazia eu merecer tudo o que estava acontecendo? Talvez fosse isso. Eu perder minha família, ser obrigada a casar com meu primo, talvez tudo isso estivesse acontecendo porque eu era uma pessoa horrível e merecia isso. Esse pensamento só me fez chorar ainda mais com meu rosto contra o chão frio do banheiro.

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Eu lembro que eu olhava meus amigos e ficava com medo por eles. Ficava com medo por Remus que era mestiço e lobisomem. Eu ficava com medo por Emmeline que era mestiça, assim como Mary. Ou por James e Frank que tinham pais que apoiavam Dumbledore. E Emily e Peter. Eu ficava com medo por todos. Mas quando eu olhava para Sirius eu não sentia esse medo. Eu sentia que apesar de tudo e eu Sirius estávamos protegidos contra essa guerra e teríamos que ajudar nossos amigos. Então, eu e meus pais fugimos, viramos quase traidores, meus pais foram queimados da árvore e eu e Teddy ficamos lá no meio disso, meu casamento com Sirius salvava a mim e a minha família de possíveis ataques de comensais. Esse casamento me salvava e eu não ligava porque sabia que meus pais não deixariam ele acontecer. Mas meus pais não estavam mais aqui e eu não sentia mais esse casamento como uma salvação. Ele estava acontecendo e eu não poderia me sentir pior.

Escutei batidas na porta. E em seguida a voz melodiosa de Narcisa, me chamando. Bellatrix também apareceu só que ela gritava meu nome apressada, imaginei que tia Walburga não tinha vindo porque estava lá embaixo já com Sirius.

—Adhara, ande! Você vai se casar agora. — ela gritou para mim. — Está na hora.

Eu me levantei. Mas quando me olhei no espelho, a maquiagem toda borra, as lágrimas secas e o olhar determinado. Eu sabia.

Eu não podia me casar.

Todos os convidados haviam chego. Estavam organizados em cadeiras separadas por um grande e grosso corredor que era caminho para a noiva ir para o altar. Que estava lindo e enfeitado e com o Mestre de Cerimônia. A decoração era com branco e preto que era a cor da Família Black. E uma fina camada de neve cobria o chão combinando a decoração, assim como os pequeninos flocos de neve que caiam nos ombros dos convidados. Amico olhou para os lados e tirou de dentro do traje uma garrafinha com hidromel, ele deu um grande gole e passou para a irmã que bebeu, olhando para Dido e Jacques de mãos dadas querendo os matar. Entediado, Theo catou a garrafa para dar um gole também, mas sem que Katherine visse. Rabastan apareceu se sentando ao lado deles, e olhou para trás onde os pais estavam sentados com os Malfoys. Seu irmão estava ali, sentado ao lado de Lúcio e o olhou e piscou. Ele sorriu e voltou a olhar para frente.

—E aí? Valentine os convenceu a não se casarem? — perguntou Amico, curioso.

—Não. — falou Rabastan. — Eles ficaram dizendo que era a obrigação deles, que precisavam fazer, que eram chocolate… só sei que quando saímos do quarto que o Black tá, a Narcisa, prima de Addie, apareceu. Ela chamou a Emi...Valentine, disse que Addie não parava de chamá-la.

—Isso vai ser interessante. — riu Amico, ficando animado. Ele catou a garrafa de volta e bebeu, para depois esconder de volta no traje.

—Está tudo tão lindo. — falou Katherine, olhando a decoração do casamento sonhadora. — Seria uma pena se eles estragassem isso… Amor, quando formos nos casarmos será assim, certo?

—O que você quiser, Kat. — respondeu Theo. Ela riu e o beijou nos lábios.

—Quando nos casarmos eu vou querer algo mais discreto… não tudo isso. — comentou Dido. Jacques a olhou e assentiu.

—O noivo vai entrar. — eles escutaram falar.

—O Black deve estar um gato. — comentou Aleto. — Ele sempre foi.

—Ele é um idiota. — falou Jacques.

—Mas muito gato. — respondeu Aleto, com um sorriso malicioso. Jacques bufou e se viraram.

Sirius espiou pela porta querendo fugir dali. Mas sua mãe tocou seu ombro. Ela estava dando aquele sorriso. Escutou uma música começar baixinho e sua mãe lhe deu o braço. Sirius quis fugir mais uma vez e as portar se abriram. Todos olharam para ele e sua mãe o forçou a começar a andar. Ele não sorria, não conseguia, ele olhou para os convidados querendo fugir dali pela terceira vez. Não acreditava que estava acontecendo. Não acreditava que realmente iria se casar ali e agora. O corredor parecia ser o maior que Sirius já andara na vida. Seu olhou passou pelo grupinho das trevas, alguns sorriam maldosos para ele e ele mirou o olhar para frente. No altar estava o seu irmão, o olhando. Quando se viu, sua mãe o beijava na bochecha e ia para um lugar na frente e ele estava postado no altar, seu irmão perto dele. Ele começou a ofegar baixinho, querendo encontrar um rosto amigo no meio daquelas pessoas e sentiu uma mão em seu ombro.

—Você vai conseguir. — murmurou Régulus. Sirius o olhou desesperado. — Você consegue, Sirius. — ele disse.

A porta se abriu e todos acharam que era a noiva, mas Teddy apareceu. Fofo, com um pequeno traje a rigor e uma almofadinha branca na mão com algo em cima. Ele começou a andar até Sirius.

—Oh, Teddy, está adiantado. — riu Walburga, apesar de estar irritada que não tinha sido perfeito. Os convidados todos riram, achando Teddy um fofo, mas quando Teddy parou na frente do altar, Sirius viu que não tinha alianças em cima da almofada como deveria e sim chaves. Sirius reconheceu aquelas chaves e as pegou olhando para o priminho chocado. — Vamos, Teddy, vamos voltar. — chamou Walburga.

Sirius ficou olhando as chaves. O que aquilo significava? Porque Teddy tinha as chaves de sua moto e porque ele tinha trazido para ele? Sirius mirou o olhar no seu pequeno primo, que tentava falar para sua tia que ele não podia ir com ela que a moça tinha mandado ele fazer isso.

—É amiga da Addie. — falou Teddy. Sirius procurou Emily com o olhar e sua mãe decidiu pegar Teddy no colo para o levar para dentro, mas antes que ela fizesse isso escutaram algumas exclamações surpresas e vindo pelo Jardim estava Emily, correndo trazendo sua moto a empurrando com toda a força que tinha.

—Falei que ia ser interessante. — gargalhou Amico. — O que a Valentine está fazendo?

—O que é aquilo? — riu Theo. Rabastan estava catatônico olhando a namorada carregando aquele negócio trouxa. Os convidados todos estavam comentando e sussurrando sobre aquilo.

Sirius viu chocado Emily correr com sua moto e parar em frente ao altar. Ela o olhou ofegante e tentou falar alguma coisa. Walburga já estava vermelha e catou Emily pelo braço com força.

—O que é isso, menina? — ela perguntou. — Tire isso daqui! Você está despedida!

—Não tem problema. — riu Emily. — Não vai ter casamento mesmo!

Eles escutaram berros extremamente altos vindos de dentro da Mansão. Todos viraram seus olhares mais uma vez. Os gritos se aproximara e as grandes portas se abriram pela terceira vez, mas a noiva não vinha calmamente ao som da música e ao lado de seu tio Orion. Ela vinha correndo.

Adhara saiu correndo de dentro da Mansão descabelada, segurando a saia do seu vestido de noiva, parecendo desesperada, mas ela tinha um sorriso no rosto e segurava sua varinha fortemente em uma mão. Sirius estava atônito, paralisado demais. Bellatrix vinha correndo atrás de Adhara gritando e praguejando. Ela jogou um feitiço a qual Adhara se abaixou. Os convidados gritaram assustados e muitos começaram a se dissipar e a correr. Amico gargalhou ficando no lugar tomando um gole de hidromel com todo o grupinho das trevas. Quando Adhara passou por eles correndo ela se virou minimamente e tacou um feitiço em Bellatrix que se se defendeu, mas caiu para trás e trombou em Narcisa que vinha atrás delas chorando com o casamento arruinado. Quando estava quase perto do altar Adhara ainda correndo catou seu irmão nos braços que estava parado ao lado de sua tia. Ela olhou a tia enquanto corria e Emily gritou com Sirius, que se viu pulando em cima de sua moto. Com seu irmão nos braços ela também pulou na moto, atrás de Sirius, Teddy entre eles. Emily se jogou em cima de Walburga para a atrapalhar a chegar ao casal de primos e Walburga caiu para trás, o que fez o grupinho das trevas rir. Sirius deu partida na moto, exasperado.

—NEM PENSEM NISSO! ADHARA BLACK! – berrou Walburga se levantando. Mas Sirius pisou fundo no acelerador e quando viram a moto corria pelo gramado e em seguida levantou voou. Sirius gritou animado, afinal ainda não havia testado se funcionava.

—EU VOU MATAR VOCÊS! EU VOU MATAR VOCÊS! INFERNOOOO!– eles escutaram a voz estridente de Bellatrix. Adhara olhou para baixo e viu Emily correndo pelo gramado para ir embora, pulando uma moita e no altar Régulus paralisado, sua tia e Bellatrix gritando com eles, tio Alphard gargalhava e brindava com um bêbado tio Cygnus, o grupinho das trevas rindo, os Lestrange e Malfoys tentando acalmar os convidados. Sirius também olhou para baixo e viu seu pai perto da porta, ele olhava para cima, só que ele não fazia escândalo, ele não esboçava nenhuma emoção como sempre. Sirius queria decifrar o que eles estava sentindo, mas já estava muito longe para olhar nos olhos do pai.

Eles haviam fugido. Haviam fugido da Família Black.

Notas finais
HAHAHHA E NÃO ACONTECEU! ELES FUGIRAMMMMMMM! LIVRE ESTÃO, LIVRES ESTÃO, OS BLACK LIVRE ESTÃO!!! FKDJGHKJDFGHJKDFHG O QUE ACHARAM? MECONTEM TUDOOOOOOOOOOOOO! PRÉVIAS: 1º: "Ele tinha se arrependido?" 2º: "-VOCÊS DOIS ESTÃO MORTOS PARA ESSA FAMÍLIA!" 3º: "- EU ESTOU LIVRE!" 4º: "-O que você sabe sobre cuidar de uma criança? —O que você sabe?" 5º: "-Agora vocês podem virar meus irmãos de verdade." 6º: "-A quanto tempo eles estão assim? - indagou Emmeline, os observando. —Algumas horas. - contou James. - Eu tentei falar com eles, mas… eles entraram nesse transe esquisito… " 7º: "-Foda-se, eu sou sua mãe agora." 8º: "-Regulus." Fiquei com preguiça de manejar umas prévias mais maneiras, sorryyyyyy! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! xoxo ~Aurora