Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOO CHANELS! É AURORA NOVAMENTE! Desculpe a demora, mas esse final de ano ta assim mesmo, só que nunca irei esquecer vocês sz então aqui estou após uma noite mutcho foda em que eu vi o Mc Lan pra postar um capítulo para vocêssss Todo mundo amou o capítulo passado e conseguimos 14 comentáriossss, isso me deixou muito feliz, obrigada sz Addie e Sirius agora não são mais Blacks? É isso mesmo??? Vamos ver como vai ser a partir de agora E escutem isso na parte que Addie e Sirius cantam: https://www.youtube.com/watch?v=r-Z03buXcrA essa é exatamente a parte. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

BLUE MOON

IN THE SKY

1976

CHRISTMAS

Nós não falávamos nada. Nem mesmo Teddy, que estava quietinho entre eu e Sirius, apenas me abraçando, enquanto eu com cuidado, abraçava Sirius. O céu escuro era iluminado por estrelas e o vento frio da noite batia em nós. Voamos perto das nuvens e Sirius parecia estar nos levando para algum lugar, pois logo ele virou o volante e começou a descer. Teddy espiou curioso e paramos em frente a Casa dos Black. Olhei Sirius confusa e nós descemos da moto.

Ele tinha se arrependido?

—Temos que pegar nossas coisas antes que eles voltem. — ele me disse. Eu entendi e assenti, com Teddy no meu colo tremendo. Eu tremia também e um ar gelado saia de minha boca. Sirius retirou o paletó grande de seu traje a rigor e colocou sobre Teddy. Eu o ajudei a vestir e depois ele voltou a se aconchegar em mim.

Entramos no Largo Grimmauld Nº12 e estava tudo em um silêncio esquisito. Subimos as escadas depressa, afinal não podíamos demorar. Paramos primeiro no quarto de Sirius e eu fiquei parada com Teddy em meu colo, enquanto via meu primo correr pelo quarto e jogar coisas dentro de seu malão. Eram roupas, mas nenhum de bruxo, eram pergaminhos e fotos, ele pegava tudo que via pela frente e amassava dentro do malão. Ele jogou um feitiço Indetectável de Extensão e isso fez as coisas afundarem para dentro do malão e abrir muito mais espaço para outras coisas principalmente sua jaqueta de coro que ele guardou com cuidado. Ele saiu do quarto, passando por mim calado e eu o segui, ele estava no quarto de Teddy e jogou as roupas e brinquedos dele dentro do próprio malão. Pegou a vassoura que eu havia dado para Teddy a alguns anos atrás e guardou. Então, foi para o meu quarto, me vi sentada em minha cama, olhando o teto cheio de estrelas, enquanto Sirius cuidava de tudo, pegando as minhas coisas. Eu continuei quieta, enquanto Sirius murmurava alguma coisa para si mesmo, ele jogou um feitiço nos nossos malões e eles couberam em seus bolsos.

Sirius me olhou e se sentou ao meu lado. Ele suspirou com os cotovelos apoiado nas pernas e as mãos na cabeça. Eu virei meu olhar para ele e suspirei igualmente.

—Vai ficar tudo bem, tio Sirius. — murmurou Teddy. Sirius ergueu o rosto para ele e sorriu grandemente.

—Eu sei. — ele disse e se levantou. — Vamos. — chamou. Me levantei com Teddy e dei uma última olhada ao redor, vi uma marca na parede de quando eu e Sirius estávamos escondidos treinando feitiços quando tínhamos 12 anos. Sirius reparou também. — Eu sei… parece até que estamos deixando… nossa casa. — ele disse. — Mesmo que nunca tenhamos nos sentindo assim aqui. — ele falou. — Vamos embora, Addie.

—Para onde va…

—SIRIUS BLACK! — escutamos o berro dos andares de baixo. — EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AQUI, DESGRAÇA! EU VI AQUELA COISA HORRENDA NA FRENTE DE CASA, SUA PESTE! EU VOU EXPLODIR AQUILO!

Nos olhamos assustados, e Sirius correu para fora do quarto, eu ia o seguir, mas ele voltou em seguida com vários lençóis amarrados uns nos outros, formando uma corda. Ele foi até a janela e jogou para fora, prendendo a outra parte no pé da minha cama.

—Temos…

—VOCÊS DOIS ESTÃO MORTOS PARA ESSA FAMÍLIA! — tia Walburga gritou lá debaixo. Escutamos um feitiço e Teddy fechou os olhos assustado e me abraçou com força. — VOCÊS NÃO SÃO NADA!

—Mamãe… — escutamos a voz de Régulus.

—CALA A BOCA, SEU IDIOTA! — ela berrou. — ORIOOOOON! PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ FALANDO NADA? — ela berrava descontrolada. Eu dei Teddy para Sirius e comecei a escalar para fora do quarto. — COMO ELE PODE FAZER ISSO COMIGO? SIRIUS BLACK! — foi a última coisa que escutei, pois em seguida, eu corria pela calçada com Sirius e Teddy e voltamos para a moto. Sirius ligou o motor e deu partida, em seguida fazendo a moto voar.

O Largo Grimmauld ficou para trás, assim como os berros descontrolados de tia Walburga. Eu ofeguei e abracei Teddy e Sirius que estava tenso, mas tinha um sorriso no rosto.

—Para onde vamos, Sirius?

Sirius segurou minha mão e entrelaçamos nossos dedos. Quando percebemos estávamos gargalhando alto demais e rindo para o nada. Teddy começou a rir, pois estávamos rindo, mas continuou brincando com a neve. Estávamos em cima do telhado da minha casa. A minha casa de verdade, a que eu havia deixado a um tempo atrás. A moto estava estacionada em cima do telhado também, só que mais acima e eu e Sirius nos deitamos no telhado, olhando a nossa constelação.

—Agora somos livres, Addie. — ele me disse. — Como deveríamos ser. — ele murmurou e apontou para a estrela de Sirius, brilhando no céu e depois para a estrela Adhara. Ele riu bobamente e se levantou, abrindo os braços e sentindo o vento bater em seu rosto. – EU ESTOU LIVRE! — ele berrou e gargalhou depois. Eu ri também, ainda sentada. — Sabe o que isso significa, Addie? — ele me perguntou. — Sem mais obrigações, sem mais deveres sangue puro. Sem mais essa besteira toda! Vamos poder fazer o que quisermos, sem regras. — ele sorriu feliz. — Você vai poder casar com o cara que você realmente ama. — ele me disse. — E eu vou poder…

—… continuar vagabundeando por ai. — completei. Sirius gargalhou e assentiu. O observei, ele continuou a falar em tudo que poderia fazer agora, e realmente ele parecia muito feliz e aliviado, não estava como eu, preocupado.

—Adhara e Sirius. — ele disse. — Contra o mundo. — ele riu, e abraçou meu ombro.

—E Teddy. — meu irmãozinho falou.

—E Teddy. — concordou Sirius.

—Acha que eles nos queimaram da tapeçaria? — perguntei. Sirius parou de rir e me olhou.

—Se ainda não fizeram, eles vão. — ele me respondeu. Suspirei, e voltei a olhar para frente. — Ei, ei, não vai ficar chateada por isso, não é?

—Claro que não. — eu sorri. — É só uma sensação… estranha.

—Uma sensação boa, isso sim. — ele falou. — As coisas vão voltar ao normal. — ele disse.

—Você quer dizer, eu vou voltar ao normal, certo? — perguntei. Ele ficou quieto, mas assentiu. — Tomara que sim. — murmurei, me abraçando. Aquele vestido de noiva até esquentava minhas pernas, mas meus braços ainda estavam descobertos e gelados. Sirius me abraçou, e me aconchegou em seu peito.

—Eu sei que você vai ficar bem. — ele disse, confiante. — Eu vou me certificar disso. — falou. — Remus, também…

—Sinto falta dele. — falei, senti Teddy começar a subir no meu colo, cansado de brincar com a neve, e ele se deitou no meu colo e de Sirius.

—Aposto que sim. — disse Sirius.

—O que você quer dizer com isso? – perguntei curiosa.

—Nada. — ele deu de ombros. — Só que você e Remus estavam andando por ai como se fossem o mais novo casal da escola…

—Eu e Remus somo amigos, simples assim. — eu bufei.

—Tem certeza que ele sabe disso? — ele me perguntou. Franzi a testa. — É tão óbvio, Addie… como você não pode ver?

—Do que você…

—Eu sabia que tinha visto alguma coisa! — nos viramos para um grito que vinha da rua. Era Henry de pijamas, sorrindo. Eu sorri e logo estávamos lá embaixo com ele. Eu e Teddy abraçamos Henry com força. — Eu sentia falta de vocês, carinhas. — ele riu feliz, nos separamos e ele abraçou Sirius, que o abraçou de volta, um pouco envergonhado. Eu contei para ele o que aconteceu para que parássemos ali.– Vamos, entrem, entrem. — ele pediu, nos direcionando a sua casa. — Willow! Eu disse que tinha visto algo! Achei uma noiva e um noivo fugitivos!

Willow apareceu de pijamas e com um bebêzinho no colo, muito fofo. Ela sorriu, e veio nos abraçar. Fiquei olhando o bebê, Daisy teria o tamanho dela se tivesse nascido, Henry notou, pois colocou a mão em meu ombro e me beijou no topo da cabeça com cuidado.

—O nome dele é George Denny Geddes. — Henry disse, ele sorriu tristemente. — Eu sei que seu pai diferente da sua mãe gostava do nome trouxa mais que o bruxo. — ele falou.

—Minha mãe gostava de Minerva? — perguntei, com um sorrisinho.

—Sim, muito mais do que de Kat. — ele respondeu.

—Quer o pegar, Addie? — Willow perguntou, indicando seu filho. Abri a boca para responder, mas a fechei e neguei com a cabeça.

—Vocês sabem onde meus avós estão? — perguntei.

—Estão na França. — respondeu Henry. — Como você nasceu lá, estão apelando para o Ministério da França pela sua guarda e de Teddy. Você pode ficar aqui, até ter que voltar para Hogwarts.

—Eu não posso. — respondi, segurando o pulso de Sirius. — Eu não posso por vocês dois em risco. — falei. — Eles podem vir atrás de nós e… vocês não tem como se defender e ainda… tem o bebê. Obrigada, Henry, mas eu não posso aceitar.

—Mas… — Henry franziu a testa. — Addie, não posso te deixar ir, eu tenho que cuidar de você…

—Você precisa ficar seguro, pelo seu bebê. — o interrompi. Peguei Teddy no colo. — Vamos, Sirius.

—Addie… — Henry tentou. Eu o abracei, cheia de saudades.

—Eu te mando uma carta. — falei, já saindo da casa de Henry. Sirius estava atrás de mim e a porta se fechou atrás dele. Eu senti que ia chorar e por isso coloquei Teddy no chão e me agachei com as mãos na cabeça.

—Ei. — Sirius me puxou para cima. — Vai ficar tudo bem, temos que achar um lugar para passar a noite…

—Espera. — pedi, eu peguei meu malão do bolso de Sirius e o transformei de volta. Ele ficou grande e eu abri, pegando de lá minha mochila, depois o fiz ficar pequeno novamente e guardei no bolso de Sirius. Abri a minha mochila e tirei de lá um chaveiro com várias chaves. O guiei até a casa da avó de Adam, e peguei a chave embaixo do tapete, então abri a garagem e sorri vendo a van. — Coloca a moto na van e fica de olho em Teddy, eu já volto.

Dei a chave para ele e fui para a frente da minha casa, pisei no tapete de entrada e encarei a porta familiar. Suspirei e entrei.

—Eu ‘to com fome. — Teddy murmurou no colo de Sirius. Eu estava dirigindo a van de Adam e Sirius estava sentado no carona junto de Teddy. Eu também estava com fome, assim como Sirius, e estava suja e usando aquele vestido de noiva estúpido. Olhei meu irmãozinho, que tinha a cara tristonha. E suspirei, virando a esquina e dirigindo em outra direção.

—Você realmente precisava desse tapete roxo? — Sirius perguntou, olhando para trás, onde enrolado tinha o meu tapete roxo e felpudo que havia sobrevivido.

—Sim. — falei. — É o meu lugar feliz, eu preciso dele.

Sirius assentiu, voltando a olhar para frente. Estacionei em frente a lanchonete da avó de Adam e desci da van, Sirius me seguiu com Teddy e no chaveiro que tinha a chave da van de Adam, também continha a chave da lanchonete, eu a abri e nós três entramos.

—Eu vou te fazer algo para comer, Teddy. — falei, fechando a porta. Sirius e Teddy se sentaram na mesa perto da janela e eu fui para a cozinha da lanchonete, peguei as coisas e fiz a comida, escutando Sirius e Teddy brincarem de pega pega entre as mesas. Fritei, coloquei nos pratos, enchi os copos e voltei para a parte da frente. Coloquei tudo na mesa e nos sentamos lá. – Batata fritas e milkshake, não tem nada melhor. — comentei. Teddy riu e encheu a boca de batata frita, eu e Sirius o imitamos e em pouco tempo tínhamos devorado tudo. Estávamos morrendo de fome. Sirius arrotou, após terminar seu milkshake e Teddy de tão cheio que ficou estava dormindo no banco com a cabeça no colo de Sirius.

—Melhor Ceia de Natal que já tive. — ele murmurou, concordei fazendo um brinde com ele, com uma batata frita.

—Eu vou ter que cuidar de Teddy, não é? — perguntei, depois de olhar meu irmão. — Ser… uma mãe para ele?

—Seus avós…

—Eles são nossos avós. — falei. — Eles já tiveram seus filhos para cuidar… eles vão me ajudar enquanto eu estiver em Hogwarts Sirius, mas… depois eu vou tomar essa respondibilidade. Eu vou cuidar do meu irmão.

—Eu vou ajudar. — disse Sirius.

—O que você sabe sobre cuidar de uma criança?

—O que você sabe? — ele rebateu. Dei de ombros e Sirius roubou meu milkshake. — Eles são nojentinhos e pegajosos, mas também são divertidos, nós vamos conseguir cuidar dele. — ele disse.

—Eu espero que sim. — falei. — Eu tenho a herança dos meus pais e dos meus avós… seria mais difícil se nós não tivéssemos dinheiro nenhum.

—Nós? — ele indagou. Eu sorri discretamente.

—Nós. — repeti. — Tudo que é meu é seu também, Sirius. — falei.

—Que bom que nós continuamos ricos. — ele disse. Eu ri, e assenti. — O que você fez na sua casa? Só foi buscar o tapete roxo felpudo?

—Eu queria olhar. — falei, pegando meu milshake de volta. — Só olhar. — murmurei. — Eu achei que estaria tudo destruído, mas acho que meus avós consertaram… isso foi bom, não acho que eu ficaria bem se estivesse tudo acabado… minhas coisas estão lá, meus álbuns de música, algumas fotos, minha máquina de escrever… eu olhei pela janela… para o quarto de Adam e pela primeira vez ele não estava lá… — falei, segurando minhas lágrimas. Olhei para cima, tentando não as deixar escorrer. — Então, eu me deitei no meu tapete e me lembrei de como eu gostava de ficar lá deitada. Eu me senti em casa. — derrubei algumas lágrimas.

—Eu me sinto em casa quando estou com você. — murmurou Sirius. — Com James, Remus ou Peter… vocês são a minha casa. — ele me contou. Ficamos quietos por alguns segundos.

—Quer passar a noite aqui?

—Tenho um lugar melhor em mente.

Começou a chover assim que estacionamos a van e descemos. Eu suspirei, mas Sirius catou minha mão e caminhamos juntos até a frente da grande casa. Teddy acordara por causa da chuva, mas continuou no meu colo, com a cabeça deitada em mim. Ficamos encarando a porta, sem fazer nada, apenas olhando tomando coragem para fazer aquilo. Era madrugada e agora já era dia 25 de Dezembro e em algumas horas seria Manhã de Natal. Eu não sabia do que tinha medo. Tudo estava confuso em minha mente, meus sentimentos pareciam travados e que a qualquer hora eles pudessem explodir. Talvez porque quando eu e Sirius batêssemos na porta e ela se abrisse, tornaria tudo real. Nós dois havíamos fugido. Nós dois não eramos mais Black.

Sirius bateu à porta depois de tomar um fôlego. Esperamos alguns segundos e eu bati novamente, apressada, sentindo a chuva bater em meus braços. Ele me repreendeu com o olhar, mas eu bufei e bati novamente. Afinal, era de madrugada, todos deveriam estar dormindo, mas escutamos passos.

—Quem está ai? — foi a voz de Fleamont Potter perguntou.

—Sirius e Adhara Black. — respondeu Sirius.

—E Teddy Black. — acrescentei.

—Oh! Abre a porta, Fleamont. — falou Euphemia.

—Temos que saber se são eles mesmo…

—É, claro que são… está bem… se identifiquem, por favor. — pediu Euphemia.

—Eu namorei seu filho. — falei. — Você descobriu sobre a gente quando entrou no quarto quando… estávamos em um momento bem intimo…

A porta se abriu e Euphemia de pijamas sorriu para mim, mas seu sorriso morreu ao me ver. Fleamont também nos olhou com a testa franzida. Os dois tinham a cara amassada e olhos cansados de quem acabou de acordar. Teddy espirrou e eu e Sirius sorrimos fraco, tremendo de frio.

—Podemos passar a noite aqui? — perguntou Sirius.

—É, claro! — ela falou, nos puxando para dentro e fechando a porta. Entramos na casa de James molhando todo o chão. — Merlin! O que aconteceu… vocês… venham, venham, vou fazer chocolate quente para vocês.

Fomos para a cozinha e ela rapidamente correu para fazer a bebida para nós. Fleamont se sentou na cadeira a nossa frente e ficou nos olhando. Eu imaginei que eu e Sirius estivéssemos com as piores das aparências pelo olhar que ele nos dava. O vestido de noiva sujo, o cabelo bagunçado, a maquiagem borrada. As vestes de Sirius e Teddy sujas e amassadas, os rostos cansados.

—Eu soube sobre o casamento, mas como James não disse nada, eu… — ele suspirou. — Vocês estão bem?

—Eles vão ficar. — falou Euphemia, colocando uma xícara na minha frente e de Sirius. Ela nos beijou na bochecha e pegou Teddy do meu colo, que já dormia novamente. — Eu vou trocar esse aqui, o colocar para dormir e vou chamar James, está bem?

Ela nos deixou sozinha com seu marido e eu me senti estranha sem Teddy ao meu lado. Mas não ficamos assim por muito tempo, pois escutamos passos apressados e se atropelando nos passos, James desceu as escadas correndo, apenas de cuecas. Antes que eu visse, ele e Sirius estavam se abraçando. Era um abraço apertado e sincero, como eu nunca tinha visto eles darem antes. Quando se separaram James tocou o rosto de Sirius e beijou sua testa, eu fiquei observando aquilo e então James me olhou e me puxou, me fazendo levantar, ele me abraçou e eu sorri tristemente e abracei James de volta, eu senti o carinho por entre seus braços. E logo Sirius estava no nosso abraço e pelos sons de passo o pai de James havia voltado para a cama. Eu, James e Sirius continuamos abraçados.

James sorriu para nós.

—Agora vocês podem virar meus irmãos de verdade.

James espiou a janela e suspirou aliviado. Correu para abrir a porta e seus amigos entraram todos falando ao mesmo tempo, fazendo um alvoroço dentro da casa de James, que pulava no lugar, olhando a todos ansioso, ainda em seus pijamas. Era cinco horas da manhã e ele tinha tomado muito café.

—Eu não acredito. — disse Marlene, chocada.

—Porque você não me contou? — indagou Emmeline para Emily, irritada.

—Eu descobri ontem! — ela respondeu, na defensiva.

—Então, me contasse ontem!

—Eu sabia que Addie não responder minhas cartas era algo estranho! — falou Frank.

—Isso é uma loucura, eles iriam se casar! — murmurou Alice.

—Eles iriam se casar e nem contariam pra gente. — acrescentou Peter.

—Porque eles não nos contaram? — perguntou Dimitre, confuso.

—Porque Lily está aqui? — perguntou Peter. — Não é como se ela gostasse de Sirius…

—Eu me preocupo com Addie. — falou Lily.

—Ata. E a Dorcas também? – debochou Peter.

—O que importa é que nós estamos todos aqui. — disse Dorcas. — Não importa os motivos.

—James, cadê eles? — Remus finalmente se pronunciou, encarando o amigo.

—Estão…

—Estão chorando? — perguntou Emmeline.

—Não.

—Estão encarando fixamente o nada sem falar em um silêncio assustador? — perguntou Frank.

—Não. Eles estão cantando.

Todos se entreolharam e em seguida corriam atrás de James, o empurrando. Ele os levou para a parte de trás da casa, onde ficava a grande piscina, todos ansiosos e curiosos para ver como os primos Black estavam, e também muito preocupados e chocados com a situação. E quando James abriu a porta e eles passaram, lá estavam eles. Sirius estava sentado na beirada da piscina, ainda com seu traje a rigor, até mesmo os sapatos. As pernas para dentro da piscina e em seu colo havia um violão, que perceberam que era o de Adam, ele dedilhava o violão errando algumas notas, mas pegando o jeito. Ele murmurava alguma coisa, olhando para o violão concentrado e Adhara estava na piscina, ela estava boiando no meio da piscina gelada, com seu vestido de noiva flutuando, os saltos ainda nos pés, os cabelos em um loiro escuro e os olhos azuis brilhando ao encarar o céu escuro. Ela estava muito diferente da Adhara que viram pela última vez.

Blue moon. — cantou Sirius baixinho, tocando o violão com cuidado. — You saw me standing alone. — ele continuou, aumentando a voz. — Without a dream in my heart. Without a love of my own.

—Sirius. — chamou James e depois se virou para os amigos, quando não recebeu resposta. — Viu eles… estão assim.

—Começa no Ré. — disse Adhara, olhando para o nada. — E depois vai para Mi menor e então Sol e depois Lá, e então recomeça novamente. — ela falou. Sirius pareceu seguir as ordens dela, tocando o violão melhor que da outra vez. — Essa foi uma das primeiras músicas que Adam me ensinou… Blue moon … You saw me standing alone…

—A quanto tempo eles estão assim? — indagou Emmeline, os observando.

—Algumas horas. — contou James. — Eu tentei falar com eles, mas… eles entraram nesse transe esquisito…

—Addie. — chamou Remus, se aproximando da beirada da piscina, ela não o olhou, mas ele sabia que ela escutava. — Você e Sirius estão no lugar escuro agora?

—Sim. — ela respondeu, ainda boiando.

—Vão ficar assim por muito tempo?

—Vai levar um tempo. — ela murmurou, enquanto Sirius voltava a cantar.

—O que vamos fazer? — perguntou Emily.

—Nada. — disse Remus, voltando para a casa, com os outros o seguindo confuso. — Só esperar.

Eu e Sirius demos as mãos e nos entreolhamos, andando pelo gramado do quintal de James e indo em direção a casa barulhenta. Já tinha amanhecido e eu sentia meus dedos enrugados e o corpo muito cansado. Tudo que eu queria agora era tirar aquele vestido e deitar em uma cama quente e confortável, e ficar ali até o outro dia. Por isso abri a porta dos fundos da casa de James e vi meus amigos ali, todos sentados e falando ao mesmo tempo, como sempre, enquanto a mãe de James servia café da manhã para todo mundo. Quando entramos, eles se viraram para nós dois, esperando algum movimento, então Sirius entrou e pegou uma torrada da mão de Peter e deu uma mordida grande e depois devolveu para o amigo.

—Desculpe molhar sua casa, Sra. Potter. — eu falei, com um sorrisinho, sentindo frio.

—Sem problemas, Addie. — disse Euphemia, também com um sorriso. Ela pegou a varinha e secou o chão da casa e depois me secou e secou Sirius.– Ahn… você quer ajuda para retirar esse vestido?

—Por favor. — eu pedi. Euphemia tocou as minhas costas, para que fossemos para outra sala. — Meninas… vocês não vão vir? – perguntei, ao ver que elas continuaram no mesmo lugar.

As meninas se levantaram e correram atrás de nós duas, deixando os meninos para trás. Emmeline andou mais depressa e parou ao meu lado, tomando a minha mão com a dela, com carinho.

Euphemia e as meninas me ajudaram a tirar aquele vestido, que já estava pegajoso e eu respirei simplesmente tão aliviada quando tirei que dei uma gargalhada alta depois e olhei as minhas amigas com um sorriso no rosto. Elas riram também e me ajudaram a jogar o vestido no chão.

—Está bem, Addie?

—Eu ia me casar. — eu disse, bobamente. — E Emily perdeu o emprego pra me ajudar. — ri. Emily gargalhou e assentiu.

—Valeu a pena. — ela disse.

—Eu realmente achei que iria me casar. — murmurei para elas. Eu coloquei a mão sobre a minha barriga fria, sentindo o meu estômago revirar. Euphemia foi pegar uma toalha para eu poder tomar banho. — Por um momento, sabe? Eu estava enlouquecendo, mas… eu iria me casar com Sirius. E então, eu só… eu só não pude fazer isso. — eu disse e virou-me para ir para o banheiro, onde entrei no chuveiro, depois de retirar a lingerie. As minhas amigas ficaram no quarto, mas como a porta estava aberta, continuaram conversando comigo. — Tem sentido?

—Algumas coisas não precisam ter sentido.

Eu estava usando a blusa da banda do Adam, que ainda tinha seu cheiro e uma calça de moletom de James que eu tive que apertar na cintura. Fomos para a sala, mas eu notei que Sirius não estava lá, assim como o resto dos Marotos, sobrando apenas Frank e Dimitre, comendo torradas e tomando suco de abóbora, com o pai de James que lia o Profeta Diário, ele me olhou e riu apontando para a manchete que era sobre a minha fuga e de Sirius do nosso casamento.

—Eles foram tirar o Sirius daquele traje… — falou Frank, com a boca cheia. — Uma coisa de Marotos sei lá.

—Não fomos convidados. — disse Dimitre, com um sorrisinho, enquanto Frank fingia que iria chorar.

Eu ri, e passei pelas meninas, voltando a subir as escadas, só que dessa vez para o quarto de James. Eu escutei um barulho vindo lá de dentro, abri a porta com cuidado e fechei atrás de mim. Os meninos estavam na cama de James. Sirius estava sentado no meio, apenas de cueca e sério. Remus e Peter estavam quietos, apenas com James falando alguma besteira, para passar o tempo.

—Foda-se, eu sou sua mãe agora. — falou James, decidido. Sirius o olhou de lado e deu um sorriso.

—Você é um garoto de 16 anos, Pontas. — falou Sirius.

—Não importa! — berrou James, se levantando e ficando em pé na cama. — Eu sou sua mãe agora e eu digo que a hora de dormir é NUNCA!

—Legal. — riu Sirius. — E quem é o pai? Addie?

—Não. — falou James. — Addie é a minha nora. — ele brincou. Nós gargalhamos e eu fui para a cama, me sentando só lado de Peter.

—Eu sou o pai. — disse Remus, com um sorriso. — E eu digo que a hora de dormir é 20:30 p.m. — ele riu.

Nós gargalhamos alto novamente, e eu encostei minha cabeça no ombro de Peter, que sorriu para mim e apoiou sua cabeça na minha. Aos poucos as risadas acabaram e ficamos em um silêncio esquisito. Eu sabia que agora eu iria ter os meus avós, e tinha Henry e Willow também, mas Sirius, ele perdeu tudo quando decidiu fugir. Os pais, os tios, o irmão. Agora eu e Teddy éramos a única família que ele tinha e também tinha Andrômeda, mas Sirius agora não tinha mais nenhuma figura materna ou paterna em sua vida, se antes ele já não tinha direito, agora tinha nada. Então, isso deveria estar sendo muito mais difícil para Sirius do que para mim. Nós havíamos se libertado, mas ainda era a nossa família que a gente deixou para trás. Era Narcisa. Era Régulus. Era tio Alphard, era todos eles, que apesar de tudo, eles eram a nossa família. E agora não tínhamos nenhuma.

Sirius estava quieto e então ele fez um barulho, os meninos olharam para ele, mas eu não precisei. Eu sabia. Sirius chorava silenciosamente, e não era um choro sofrido e com soluços, e sim um choro calmo, com as lágrimas apenas escorrendo de seus olhos azuis e abertos. Descendo pelas maças de seu rosto e pingando em silêncio em suas pernas. Mesmo que não era um choro sofrido e cheio de dor, eu podia ver que sim era algum tipo de sofrimento que ele estava sentindo. Algo quieto e confuso dentro de si, que o fazia soltar aquelas lágrimas na frente dos amigos. Eles estavam quietos, nunca tinham visto Sirius chorar daquele jeito, tão puro. Eu sabia que ele chorara no meu acidente, mas os meninos estavam o olhando como se realmente aquela fosse a primeira vez que Sirius fazia isso na frente deles.

James foi o primeiro a fazer alguma coisa. Ele tocou o ombro de Sirius e depois passou o braço sobre ele e o puxou para um abraço. Sirius colocou a cabeça no peito de James ainda chorando.

—Está tudo bem. — disse Sirius, abafado. — Está… está…

—Eu sei. — disse James. — É como eu disse, você é meu irmão, agora mais que nunca. — ele falou. — Você sempre será meu irmão, Almofadinhas.

—De todos nós. — falou Remus, se aproximando dos dois e abraçando Sirius também. Logo eu e Peter estávamos cada um de um lado, também junto deles.

—Prometem? — pediu Sirius.

—É, claro. — Peter sorriu. — Juramos solenemente.

—Feliz Natal, meus queridos órfãos natalinos. — cantou James. Ele correu para abrir seus presentes em abaixo da árvore, e como era a casa dele e todos tinham perdidos suas manhãs de Natal em casa para ir até lá, apenas se alojaram em volta de James, e ele adorou a atenção. — Oh, obrigado Peter, eu estava precisando de um desses. — ele disse, ao kit para limpar vassouras que Peter havia lhe presenteado. — Se preparem vou abrir o segundo presente. — disse James. Todos bufaram e jogaram almofadas nele, gargalhando.

—Sirius, podemos conversar? — Marlene perguntou, chegando perto de Sirius. Ele a olhou e terminou seu gole de gemada. Ele se levantou do sofá, e os dois foram para fora da casa, deixando para trás os amigos se divertindo. Marlene parou a frente de Sirius e cruzou os braços. — Então, você iria se casar e nem contar?

—Lene…

—Eu sou tão descartável pra você assim? — perguntou Marlene, ela parecia mais irritada do que brava. — Sério, Sirius, qual é a sua…. — antes que ela terminasse de falar, ele havia agarrado o rosto dela e a beijado. Ela suspirou na boca dele e o beijou de volta, agarrando o corpo dele e o puxando para perto de si. — Eu te odeio. — ela ofegou, quando se separaram.

—Eu sei. — ele disse. — Sinto muito, por não ser… como eu deveria ser.

—Você não me contou, Sirius. — disse Marlene. — Eu sou sua namorada… e você não me contou que estava sendo obrigado a casar com sua prima. Porque? Porque não me contou?

—Addie não queria…

—Mas eu sou a sua namorada. — cortou Marlene. — Você… você vê um futuro comigo? – perguntou e Sirius ficou sem saber o que responder.

Sirius a beijou novamente, para se abster de responder. Ele a beijou faminto para que ela se perdesse da pergunta, não sabia se estava funcionando, mas Marlene o beijou de volta. Ele sorriu achando que havia dado certo, só que ela mordeu seu lábio o parando.

—Lene…

—Eu não sou uma garotinha idiota, Sirius Black. — ela disse. — Você está comigo ou não?

—...sim.

NEW YEAR'S EVE

—O Ano Novo é daqui a duas horas, acha mesmo que algum lugar estará aberto? — perguntei a Sirius. Ele deu de ombros, com um cigarro na boca. — Sirius…

—Você quer fazer isso, não é? — ele perguntou. — Então, vamos logo, Addie.

Nós andamos pela Londres trouxa. Muitos lugares estava vazios, mas vários pubs tinham gente comemorando o Ano Novo que se aproximava. Sirius catou minha mão, enquanto com a outra tinha o cigarro agora entre os dedos. Nós passamos por alguns trouxas e finalmente achamos um local. A placa neon brilhava intensamente, chamando atenção e era tudo que nós queríamos. Eu e Sirius nos olhamos e ele tragou profundamente o cigarro, antes de jogar ele na calçada, e ele logo se apagou na neve.

—Vamos. — falei e fui andar, mas Sirius puxou a minha mão de volta.

—Vamos fazer uma aposta. — ele disse, com um sorriso. — Quem chegar por último vai ter que fazer uma com o nome do outro. — ele falou.

—Isso não é coisa de criança? — perguntei. — Não temos mais 12 anos. — eu disse. Ele deu de ombros e eu ri e comecei a correr. Sirius correu atrás de mim depressa e nós dois atravessamos a rua correndo para ir até o local. Gritei, quando vi Sirius passando na minha frente e quase chegamos empatados, mas Sirius pulou na frente, ganhando. — Idiota. — eu ri.

Sirius passou na minha frente e foi até o balcão que tinha um cara gordo e todo tatuado atrás lendo uma revista sobre animais em seu habitat natural. Meu primo deu um tapinha na pequena sineta em frente ao cara e deu um sorriso par ao cara que parou de ver a revista e olhou para ele.

—Queremos fazer tatuagens. — ele disse e já pegou a carteira e tirou sua identidade falsa. — Elvendork Kelly, prazer em conhecê-lo. — ele disse, colocando a identidade no balcão. Eu fui até ele e peguei a minha também.

—Stacey Pinto. — eu disse, colocando a que Adam havia feito para mim na mesa.

—Sr. Kelly, Sra. Pinto, sou Sarah. – disse o tatuador, com deboche.

—Seu nome é Sarah? — perguntou meu primo, com vontade de rir. Eu acotovelei ele. — É um nome bonito, elegante.

—Que tatuagens querem fazer? – Sarah perguntou.

Eu fui primeiro e tirei as cartas do meu bolso. Mostrei para ele o que era, e como queria que fosse. Sirius se sentou ao meu lado e eu sorri pare ele. Dei meu braço par ao tatuador e ele molhou a agulha na tinta. Suspirei e ele começou a desenhar. Era no pulso e as três tatuagens eram pequenas. Não foi dolorido, mas também não foi confortável. Eu fiquei olhando para Sirius, pois eu só queria ver as tatuagens quando elas estivessem prontas, mas meu primo olhava Sarah fazendo a tatuagem e tinha um sorriso no rosto. Em uma parte foi um pouco mais doído e apertei de leve a mão de Sirius, que me olhou e pegou a minha mão dando um beijo nela. Quando terminou eu olhei meu braço e dei um sorriso triste.

Embaixo do nome Mary, a qual eu já havia tatuado a um ano atrás, estava o nome da minha mãe, o nome do meu pai e o nome de Daisy. O nome da minha mãe estava Minerva, com a caligrafia dela, assim como Daisy, e o nome do meu pai que eu optei por colocar Denny, estava com a caligrafia dele. Meu pai odiava o nome dele, Pollux, porque era o mesmo nome que de seu pai, e ele odiava seu pai, sabia que ele se arrependia até o dia que morreu de ter deixado tia Walburga o influenciar e colocar o nome de Teddy igual ao dele. E abaixo de Daisy, estava o nome dele. Adam. A caligrafia dele, parecendo que ele que escreveu no meu braço. Eu queria tocar, mas achei melhor não e apenas chorei muito baixinho, observando as tatuagens.

Sarah me olhou e depois olhou Sirius. Ele então ergueu a manga da blusa mostrando seu braço todo tatuado. Ele apontou para um pequeno nome entre um dragão chinês e um carro antigo. Estava o nome Nicole.

—Era minha irmã. Ela morreu a alguns anos atrás. — ele contou.

—Sinto muito. — eu disse.

—Sinto muito por você também, Sra. Pinto. — ele disse. Eu dei uma risadinha e ele riu também. — Agora o que mais?

Olhei Sirius que ria também.

—Eu quero fazer mais um nome. — eu disse. Sirius então escreveu o nome dele em um papel e deu para Sarah. Eu escolhi o local e ele começou a tatuar. O local tinha mais osso que carne, então eu mantive uma careta de dor, até ele terminar a tatuagem. Olhei meu dedo do meio, ele estava no lado, e se eu juntasse meus dedos nem dava para ver a tatuagem, mas lá estava, o nome Sirius gravado no meu dedo do meio. Eu mostrei meu dedo do meio para Sirius, em um gesto obsceno. — Agora eu tenho mais estilo quando eu for mandar alguém a merda.

Sirius gargalhou e me beijou na bochecha.

—É o nome da estrela mais brilhante. — falou Sirius. Afinal, Sarah não podia saber nossos nomes verdadeiros. — A estrela mais foda. — ele disse. Eu ri, e nós dois nos entreolhamos.

—São namorados? — Sarah indagou.

—Noivos. — eu respondi, mas depois eu ri. – Ahn, agora eu quero que você desenhe um microfone bem aqui… — abaixei um pouco minha calça, mostrando um pedaço do meu quadril. — Um microfone pequeno. — falei. Ele assentiu, e eu tive que tirar a calça. Ele começou a fazer a tatuagem e eu me recostei na cadeira e Sirius já entediado, começou a andar pelo estúdio, vendo fotos de pessoas que Sarah tatuou.

—Você tatuou o Ringo Starr? — indagou Sirius, surpreso. Sarah o olhou minimamente, mas logo voltou a minha tatuagem, que tinha muitos detalhes.

—Pois, é. — ele disse. — Um dia o cara apareceu aqui…

—Irado. — falou Sirius, impressionado.

Sarah terminou minha tatuagem depois de um tempo e eu fui me olhar no espelho. Gostei do resultado e me virei para Sirius, que tinha câmera polaroid de Sarah na mão. Eu mostrei a língua e ele tirou a foto.

—Tem mais tatuagem que eu quero fazer. — eu falei, voltando a me sentar.

—Vai sair caro, todas essas tatuagens. — Sarah disse.

—Dinheiro não é problema. — comentou Sirius. Eu sorri e mostrei minha perna. Sarah voltou a se sentar. Ele fez uma Torre Eifeel pequena e detalhada no meu tornozelo e depois no meu ombro desenhou uma runa que significava proteção. Eu tive que desenhar para ele saber fazer. E então no meu outro ombro tinha uma barra de chocolate pequena, uma parte na embalagem e a outra parte para fora com uma mordida nela. Sirius me perguntou o porque da tatuagem e eu só respondi um nome.

Remus.

Depois para finalizar eu tatuei uma frase em cima de uma cicatriz na coxa. “I'll love you even more after death.” Era uma frase do poema que Adam havia escrito para mim no meu aniversário. Eu finalmente sai da cadeira e fui me olhar no espelho, enquanto Sirius animado, pulava para a cadeira no meu lugar. Eu me sentei no lugar que Sirius estava, com um plástico cobrindo minhas tatuagens, mas eu tiraria logo, passaria uma poção cicatrizadora.

A primeira tatuagem que Sirius fez e demorou um tempo fio a Runa do Simbolo Amalgama da Alquimia, bem no meio do peito dele. Ele derrubou algumas lágrimas e eu fiquei ao seu lado observando como a Runa ficava bonita. Embaixo, pela linha de seu umbigo, ele fez mais três runas. A da espada de Odin, a de proteção de ponta cabeça e o símbolo Sal Ammoniac. Meio sobre seu coração, ele fez a Runa da Necessidade. Ele terminou com as Runas e foi se olhar no espelho, vendo agora seu peito todo tatuado. Eu sorri e apoiei minha mão no meu queixo, e meu cotovelo no joelho. Sarah também virou-se para olhar Sirius, que fazia pose na frente ao grande espelho.

—Está sexy. — eu disse. — Não, é? — indaguei Sarah. O homem me olhou e concordou.

—Mais? — perguntou Sarah. Sirius assentiu, correndo de volta para o lugar. Ele olhou para mim com um sorriso.

—Eu não vou fazer uma tatuagem com seu nome, mas… — ele riu e falou algo no ouvido de Sarah.

Sirius me impediu de ver, enquanto uma tatuagem era feita em seu ante braço. Percebi que era colorida e fiquei tentando espiar. Quando finalmente terminou, eu já tinha comido um lanche que Sarah me deu e já estava com fome de novo. Meu primo olhou sua tatuagem e me mostrou. O olhei chocada.

—Isso é uma vagina dentro de um morango? — indaguei. Olhei o morango bem feito. Ele era um morango cortado ao meio, e dentro tinha uma pequena vagina. — Impressionante, mas como isso tem a ver comigo?

—Eu só conheço você que cheira a morangos. — disse Sirius.

—E eu tenho uma vagina. — falei. Ele assentiu, orgulhoso de si mesmo. Eu gargalhei alto. — Eu amei. Vai fazer mais?

Sirius fez mais uma tatuagem, que era uma frase de uma das músicas dos Beatles. “Take these broken wings and learn to fly”. E pra finalizar, ele ficou de costas e fez na linha de sua espinha as fazes da lua. Enquanto, ele terminava a tatuagem, eu vesti minhas calças e andei pelo estúdio. Percebi que já era cinco horas da manhã.

—Feliz Ano–Novo. — eu falei. Os dois me olharam.

—Feliz Ano-Novo. — disseram.

—Sirius e Adhara chapados e tatuados. — falou meu primo, tragando o baseado e prendendo a fumaça. Eu gargalhei e peguei o baseado dele, tragando também. Eu deixei o baseado na minha boca e balancei no balanço. Meus cabelos voaram e eu ri, com o baseado preso entre os dentes.

—Eu e Adam nos beijamos aqui. — eu murmurei, o rosto contra a corrente do balanço. Estávamos no parque do garoto morto, perto da minha casa e de Adam, que ele tinha me levado ali várias vezes. Nós decidimos ir para lá na moto de Sirius e sentar nos balanços e ficar vendo a cidade pelo grande penhasco. — Digo… a primeira vez foi na festa da Sonserina, mas o primeiro beijo… de verdade, sabe? Aquele beijo. Ele foi aqui. — eu sorri tristemente, me sentindo muito leve. — Você já deu um beijo que… que… eu não sei explicar. — ri bobamente.

—Todos os beijos são bons. — comentou Sirius.

—Mas sempre tem aqueles beijos, com aquelas pessoas e são… tão bons. — eu disse. — Eu não dou um beijo assim… a bastante tempo. — murmurei. — Todos os beijos são bons, mas… eu tive 5 vezes esse beijo.

Sirius me olhou curioso e eu sorri para, tragando o baseado e lhe passando. Ele fumou, e voltou a olhar o sol nascer. Eu voltei a olhar também, ainda com o rosto apoiado contra a corrente fria.

—Me conta. — ele pediu.

—A 1º vez foi… Remus. — eu ri baixinho. Sirius me olhou parecendo surpreso. — Foi o meu primeiro beijo, e o dele também, tinha muita língua e dentes batendo. Tudo desajeitado, mas… me fez sentir algo. — sorri para meu primo. — A 2º vez foi meu beijo de despedida com Rabastan… a última vez que nos beijamos… A 3º vez foi o meu primeiro beijo com James… na barraca que ele tem na casa dele. Ele queria tanto me beijar… e foi incrível. — eu contei. — A 4º vez foi bem aqui… com Adam. Nosso primeiro beijo de verdade… e a 5º… — eu deixei algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. — … eu poderia dizer que foi quando Adam me pediu em casamento, mas… foi quando ele acordou do coma e eu estava tão feliz. Ele havia acordado… tudo ficaria bem. E eu lhe dei um beijo, foi um beijo tão simples, um encostar de lábios, mas eu senti tanta coisa com aquele beijo… — murmurei, sentindo meu coração apertar no meu peito. — Eu tive aquele beijo 5 vezes na minha vida… agora eu sinto como se nunca mais fosse ter um novamente.

Sirius não disse nada. Eu só vi a mão dele se erguendo com o baseado para me entregar. Eu peguei e traguei, deixando a fumaça sair lentamente pelos meus lábios, enquanto eu chorava em silêncio. Eu vi a perna de Sirius balançar repetidamente, parecendo que ele estava ansioso com algo.

—Eu… eu gosto de Marlene. — falou Sirius, parecendo soltar ar. — Eu gosto de Emmeline e eu gosto de Dimitre. — ele disse. — Eu já tive aquele beijo com todos eles. Mas só com eles… mais ninguém. Talvez seja por isso que eu não consiga me livrar deles. — meu primo me disse. — Porque eles são as únicas pessoas que quando me beijam… quando me tocam… me fazem eu me sentir menos… sozinho. — ele falou. Eu franzi a testa. E Sirius me olhou, parecendo querer explicar. — O que eu quero dizer é que James… ele tinha você, ele tinha o quadribol, Peter tinha Mary, e comida, Remus tinha a licantropia, e os seus estudos… E você tinha Rabastan, James, Adam… as líderes de torcida, a sua família pra cuidar… todos vocês tinham algo acontecendo, algo para cuidar, algo para se importar… e eu? Eu tinha nada. Eu não me importava o suficiente com quadribol, meus estudos, ou com pessoas em geral, ou minha própria família… eu me importava com vocês e só isso. Mas vocês já tinha suas próprias coisas para se importar.

—Sirius…

—Então, quando eu ficava com Emmeline e ela também tinha a família meio acabada, eu me sentia tão bem. E quando eu ficava muito tempo com ela, eu voltava a me sentir sozinho, então tinha Marlene e seu jeito simples, e Dimitre… ele é um cara e… Meu ponto é que com eles por um tempo, eu tinha algo para me importar. Acho que é isso o que eu quero dizer. — ele falou. Eu fiquei quieta por um tempo. Sirius tinha todos esses sentimentos dentro de si, mas nem ele sabia explicar o que eles significavam. Ele não conseguia entender a si mesmo, e talvez por isso ele era assim.

—Tudo bem. — consegui dizer. Ficamos quietos. — Bem, quer fazer algo? — perguntei. Ele me olhou curioso e eu levantei, joguei o toco do baseado no chão e fui até a beirada do penhasco. Eu olhei para baixo, vendo as casas e as pedras grande e um vento bateu em mim e eu podia me ver caindo dali. Caindo até o meu corpo bater naquelas pedras duras e pontudas. Tomei um susto quando senti a mão de Sirius no meu braço e percebi que eu realmente estava quase caindo de lá. Eu estava muito na beirada. Eu me virei para o meu primo que me olhava assustado. — Grite. — eu pedi. — O mais alto que conseguir. — falei, me virando novamente. Eu tomei folego e gritei extremamente alto. Berrei como havia berrado quando Mary morreu, logo escutei Sirius berrar também e depois com nossas gargantas doendo, estávamos deitados na grama rindo alto.

Sirius e Adhara chapados e tatuados.

HOGWARTS EXPRESS

—Eu te amo tanto. Você sabe disso, certo? — eu disse, ajoelhada no chão, com as mãos no rosto do meu irmãozinho, que tinha o rostinho triste me olhando, mas ele assentiu. — Vovô e vovó estão enrolados na França, mas eles vão voltar essa semana mesmo, até lá você vai ficar com os pais de James. Você gosta deles, né? — perguntei. Ele assentiu novamente. — Eles vão cuidar muito bem de você… e sempre que estiver com saudades de mim é só usar o espelho que eu te dei.

—Não quero que vá. — ele murmurou. Eu abracei meu irmão com força. Eu também não queria deixá-lo sozinho, mas sabia que ele estaria em boas mãos.

—Eu também não quero ir, mas eu preciso. — eu disse. — Nós vamos ficar bem agora, Teddy. — falei. Eu beijei sua bochecha. — Eu te amo. – eu falei. Ele sorriu.

—Eu também te amo. — ele falou.

Sirius se abaixou também para beijar o topo da cabeça de Teddy e nós dois abraçamos os pais de James, que estava atrás de nós impaciente, mas dando “oi” para algumas pessoas. Ele estava louco para entrar no Expresso e quando vi estava a alguns metros de nós, conversando com nossos amigos. Eu me virei, enquanto Teddy dizia algo no ouvido de Sirius e então os vi, enquanto eu procurava James e os outros que pareciam que tinham sumido. Tia Walburga como sempre impecável ao lado de seu marido. Meu tio tinha o rosto franzido em uma cara extremamente séria. Se alguém em dissesse que ele nunca havia sorrido na vida dele, eu totalmente acreditaria. E meu primo, Régulus, andava ao lado deles, o rosto também sério, a cabeça erguida. Eles nem olharam para nós, enquanto andavam até os Lestrange que estavam perto de nós.

Sirius pareceu perceber e agarrou minha mão. Teddy foi para atrás das saias da mãe de James e eu lhe dei um último sorriso, antes de começar a andar com Sirius. Quando vi que Sirius estava andando todo cheio de marra, eu tentei ao máximo assumir o jeito que eu andava antigamente. Toda cheia de eu mesma, o nariz empinado. Meus cabelos estavam loiros escuros o que já ajudava muito e meus olhos em um azul bem escuro, mas sim azul. E isso pareceu atrair os olhares dos alunos de Hogwarts. Eu prendi a respiração quando eu e Sirius juntos passamos andando ao lado de meus tios e Régulus que andavam na outra direção. Nós não os olhamos e eles não nos olharam. Quando já estávamos a alguns passos de distância e em direção aos nossos amigos, Sirius parou.

Eu olhei Sirius confusa, mas ele parecia risonho e se virou para os pais. Eu me virei também, mas estava meio escondida pelo corpo de Sirius.

—Regulus. — ele chamou, alto o suficiente para que o irmão a alguns metros de distância escutasse. Meu primo se virou, e meus tios também, mas para repreender Régulus. Sirius tirou algo do bolso. Era o anel de noivado que ele havia me dado. O anel dos Black. Régulus daria um diferente para noiva dele, um pouco menor. Só os varões da família davam aquele anel para as noivas. Ele era de tio Orion antes de ser de Sirius. Eu observei Sirius jogar o anel no ar e Régulus apanhar confuso. — Parabéns, por ser o mais novo varão da família Black.

Então, Sirius gargalhou, e me puxou para sairmos, deixando para trás nossos tios e Regulus catatônicos.

Notas finais
ELES ESTÃO LIVRESSSSS? Gente essa parte da tatuagem foi difícil demais, fui pesquisar sobre as tatuagens do Sirius, algumas eu criei, mas as de runas são as originais do personagem, não consegui achar o significado de todas, foi super difícil. Espero que tenham gostadooooooo PRÉVIAS: 1º: "Mas eu sabia que ele estava mentindo." 2º: "- BEBA, SEU FILHO DA PUTA!" 3º: "-Sabia que dizem que um orgasmo é a mesma coisa que espirrar oito vezes seguidas? " 4º: "- EU VOU COZINHAR A SUAS BOLAS! " 5º: "-Eles realmente são os piores gêmeos do mundo!" 6º: "- Você não entende? Nada vai voltar a ser como antes, você fodeu tudo!" 7º: "-PORQUE EU NÃO QUERO BEIJAR GAROTOS…" VAI TER FESTA NO PRÓXIMO CAPÍTULOOOOO. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E SE LEMBREM NOIS É PIKA E O RESTO? O RESTO É BURACOOOO! xoxo ~Aurora