When We Were Young
84 The Remus Lupin's Outbreak
Notas iniciais
THE REMUS LUPIN’S OUTBREAK
HOGWARTS
1976
5th YEAR
—Fizemos um bolo para você. — Lily cantarolou, carregando um bolo para mesa da Grifinória, na hora do jantar.– Alice que fez o recheio e Emily enfeitou.- ela riu.
—Gente, hora do bolo! — Frank gritou. Nos reunimos na mesa da Grifinória, enquanto James empurrava Remus para se sentar.
—Rápido. Eu realmente tenho que estudar. — Remus murmurou, se sentando em frente ao bolo branco e circular. Com uma letra bonita, escrito “Feliz Aniversário, Remus” em azul, e eu pedi para Emily desenhar uma lua pequena no bolo.
—Remus, não pode curtir só um minuto? É seu aniversário. — James resmungou. — Pegue mais leve.
—Lembra no primeiro aniversário de Remus, ele ficou surpreso que a gente tinha lembrado… — Peter começou.
—Sem tempo para histórias. Tenho que estudar para os NOMs. — Remus o interrompeu bruscamente.
—Okay. — Peter murmurou. — Vamos, gente. Parabéns para você…
—Parem. Parem. Você todos sabem porque estamos aqui. — Remus nos interrompeu de novo, e assoprou as velas.
—Faltou uma. -Frank comentou, apontando para a velhinha inocentemente.
—Eu sei! — berrou Remus, nervoso. — Eu sei que faltou uma, eu não sou um idiota! — ele disse pegando a vela e a apagando no bolo, Lily atrás dele deu um pulo e Dorcas se escondeu atrás dela. — Pronto! Feliz?
—Vocês está meio… — Sirius comentou, com Dimitre balançando a cabeça para que ele parasse de falar.
—Ignominioso? Recalcitrante? Truculento? — Remus indagou berrando.
—Eu ia dizer surtado. — Sirius murmurou, olhando Remus assustado.
—Remus, querido… — Emily começou.
—Eu realmente preciso me concentrar. — Remus berrou novamente. — Addie vai conseguir uma vaga em uma Academia de Aurores! Sirius e James são ricos e Peter é puro-sangue! Sabe quais são as chances de eu entrar para os Aurores? Estudando! E o que eu estou fazendo? – ele berrou, chamando mais atenção, ele enfiou a mão no bolo e nós todos ofegamos. — EU ESTOU COMENDO BOLO! — ele berrou descontrolado, enfiando bolo na boca, e depois enfiado a mão várias vezes no bolo, começamos a gritar e Remus gritou com a gente.– BOLO! BOLO! BOLOOOOO!
ஐ
—Então, Remus ficou meio fragilizado ontem, então sejamos todos sensíveis. — falei, olhando principalmente para Sirius.
—Acredite em mim, eu vou ser super legal com Remus. — Peter murmurou. — Se ele surtar, quem vai ser a primeira vítima? Hã? Sou eu que rouba os chocolates dele.
—Remus não vai surtar. — Emily falou, tentando acalmar as coisas.
—Eu viveria. Remus gosta de mim. — Dimitre disse, sorrindo convencido.
—Vou falar: não confio nele. — Sirius falou, Emily o bateu na cabeça.
—Só ajam normalmente. — ralhei. — Olha, Alice e Frank até estão comendo na mesa da Corvinal e Emmeline também. E Lily foi falar com o ex-namorado! E onde raios está Marlene e Dorcas?
—Ninguém quer aguentar a fúria de Remus. — James murmurou, olhando assutado para o prato. Ele tinha dito que ficou traumatizado com o surto de Remus.
—Vamos agir como sempre. — Emily pediu, e Remus entrou no Salão Principal andando até nós. — Olha ele! He-he. – ela riu nevosa, Remus se sentou ao lado dela, e Emily deu um pulo. — Opa meu mel. — ela riu nervosa mais uma vez. — Não faça movimentos tão bruscos.
—Eu só sentei. — Remus murmurou, confuso.
—Oi, garotão. — Peter sorriu, chamando a atenção de Remus. — Seu cabelo está parecendo supermacio, Remy. E esse suéter lindo, é novo? Amei! — ele disse. Remus assentiu, olhando Peter com a testa franzida.
—Addie, pode me passar a faca. — ele pediu.
—Não! — todos berraram ao mesmo tempo, segurando minha mão. Remus os olhou chocado e eu lhe passei a faca, para ele passar geleia na torrada, sobre o olhar atento de todos. James discretamente estava com a varinha em punho.
—Então… — Remus começou. — Sobre o surto…
—Que surto? — James riu nervoso.
—É, sobre o que está falando? — Dimitre murmurou, dando um sorriso forçado, enquanto todos faziam a mesma cara de desentendidos.
—Ele está falando sobre o surto que ele deu ontem, onde ele destruiu o bolo dele. — Sirius falou, bebendo um gole de suco de abóbora. — Ele sempre disse que ama bolo.
—Sirius. — Emily ralhou. — Cala a boca.
—Eu vou ver um professor. Já falei com o Diretor e ele disse que a Professora Minerva pode conversar comigo. E como vocês estarão no treino de quadribol e de líder de torcida eu posso muito bem ir sozinho. — Remus disse, passando a geleia na torrada, fazendo todo mundo dá um pulo para trás. Ele se levantou e beijou Emily que estava em choque na bochecha e saiu comendo, com um livro embaixo do braço.
—Ele é como um feitiço autolimpante. — Dimitre sussurrou.
ஐ
—Sr. Lupin, me conte porque está aqui. — Professora Minerva pediu. Remus se sentou na cadeira em frente a mesa dela.
—Eu tive um surto ontem, e tenho receio que aconteça de novo, mas no meio dos NOMs.
—E porque acha que teve um surto?
—Eu estou estressado. — Remus murmurou. — Eu sei que dos meus amigos, eu sou o menos provável a conseguir ser auror. — ele disse. — Acho que meu sistema límbico cerebral não está bom. Isso é algo, certo? Eu fiz uma pesquisa antes de vir pra cá.
—Você sabe que veio aqui para eu te ajudar e não para você se auto diagnosticar.
—Só quero agilizar. Eu estou muito ocupado. — Remus falou.
—Sr. Lupin, isso é um processo, leva tempo. — ela disse. Remus suspirou pesadamente, fazendo uma cara. — O que pensou?
—Nada.
—Não, me conte. — Professora Minerva pediu.
—Bem, que talvez você não dê conta. — Remus explicou. — Sem querer ofender, mas a senhora é um pouco… de idade, já tinha NOMs na sua época?
—Sim, Sr. Lupin, mas na verdade eu tinha outras preocupações, como… fazer os NOMs sendo mulher. — ela disse. Remus engoliu em seco.
—Desculpe.
—Podemos tentar uma coisa? — ela pediu, depois de suspirar. Remus assentiu. — Respire fundo. — ela disse. Remus o fez. — Agora, em que está pensando?
—Bom, eu acabei de lembrar que esqueci meu malão aberto antes de sair, e Peter sempre rouba meus chocolates, e que preciso comprar novas fichas de estudo, até segunda, e espero que tenham as azuis, são as melhores para estudar, talvez porque são mais fáceis de ler, ou talvez eu esteja tendo problemas de visão, eu devia marcar um medibruxo. E também, eu estava pensando se deveria arrumar algum estágio no Ministério esse verão, ou se eu deveria fazer trabalho voluntário, e afinal o que há com Dumbledore? Ele vai se candidatar para Ministro da Magia ou não? Digo, ele deve entender o que é se sentir sobrecarregado, mas também sentir que não fazemos o bastante, ao mesmo tempo.
—Uau. — Professora Minerva sussurrou, impressionada. Remus assentiu, cerrando os lábios. — Desde quando se sente sobrecarregado?
—Não sei. — Remur murmuro. — Antes do NOMs até, é que eu sinto que eu tenho que ser o responsável ou meus amigos vão acabar se matando, ou matando alguém.
—Então, você se sente responsável pelos seus amigos?
—Um pouco. — ele disse. — E minha mãe, o câncer não está indo embora, quimioterapia não está funcionando e minha ex-namorada foi explodida, e eu tenho uma nova namorada, e ficar com ela, me faz ficar menos estressado, mas quando não estamos rindo ou se beijando, eu só fico pensando que tenho que estudar para conseguir passar nos NOMs, ou minha vida acadêmica será arruinada…
—Você pensa muito rápido.
—Eu sei. Eu sinto que sou meio paranoico e eu tenho minha... doença. Mas isso é… ser quem eu sou.
—Como é isso? Ser quem você é?
—Bom no geral, mas as vezes é duro e cansativo. -Remus murmurou. — Acho que é essa a resposta: é duro ser eu. Meus amigos… eles não são assim... se fosse James e Sirius, eles iam encarar isso numa boa e Addie, ela ia ser tão forte…
—Me fale mais sobre seus amigos. Como eles são?
—Normais, digo na medida do possível, eu só… as vezes eles ficam falando: “Pare de estudar”, “Não surte”, “Faça algo divertido”.
—Seus amigos não sentem a mesma pressão que você?
—Não, eles nem ligam pra escola, eles vão bem, sem nem estudar. James e Sirius tem talento, e Addie também, ela tem até memória fotográfica… e Peter, acho que ele se sente como eu, rodeado dessas pessoas que nasceram sabendo fazer tudo.
—Então…
—Porque temos que falar sobre meus amigos? Eles não tem nada a ver com isso… eles não me entendem. Eles tentam, mas eu… sou paranoico demais.
—Como isso te faz se sentir?
—Não sei.
—Você é inteligente, Sr. Lupin. Faça um esforço. — ela pediu.
—Eu não sei! — ele disse, e depois de um tempo suspirou. — Eu me sinto meio sozinho.
ஐ
—Remus! Como foi? — Emily sorriu. Remus sorriu e a puxou para um beijo casto.
—Bem, vou vê-la novamente outro dia. — ele disse. Emily sorriu novamente, e lhe deu um último beijo, antes de ir para o dormitório tomar uma ducha. Remus arqueou a sobrancelha, vendo os Marotos se sentarem a sua volta, eles olhavam para Remus com cuidado. — Eu não vou surtar…
—Eu coloquei a capa de invisibilidade e vi sua sessão toda com a Minerva. — James contou depressa. Remus o olhou chocado. — Desculpe, mas… Remus eu não sabia que você se sentia assim, não sei como não tem um surto todos os dias.
Remus sorriu para os amigos, que o olhavam com atenção, até mesmo Sirius, que sempre parecia não estar interessado na vida dos outros.
—Podemos te ajudar, Remy. — Addie murmurou. — A partir de agora todos vamos ter sessões de estudos juntos, certo? E sempre que precisar… sempre que estiver se sentido surtado e atolado de coisas, pode falar, vamos te ajudar. Todos nós.
—Até o Sirius. — James disse.
—Porque até eu?
—Porque você não liga muito para os outros. — James falou. — Nunca está interessado.
—Porque vocês só falam sobre como o sexo com Adam é bom, ou como está fascinado pelos cabelos acajus de Lily Evans, ou sobre comida, ou sobre fichas de estudos. Me desculpem, por não está interessado. — Sirius falou, erguendo as mãos em rendição. — Mas eu vou ajudar o Remus, porque ele é o Aluado, e nós somos os Marotos, certo? Certo, Remus?
—Certo. — Remus sorriu feliz.
—Você não está sozinho, Aluado. — Addie sorriu para ele. — Você tem todos nós. — ela disse, mostrando os amigos, que sorriam para ele, como se ele fosse o bebê que eles acabaram de ter.
Remus sorriu achando que tinha os melhores amigos que ele poderia pedir.
ஐ
—Nós vamos te dar uma festa. — Emmeline sorriu animada, quando se sentou a frente de Remus, com Adhara e Emily ao seu lado. Ele estava na biblioteca estudando concentrado, até as meninas o interromperem. — Sem reclamações. — ela disse, quando Remus abriu a boca para falar. — Eu vou organizar tudo com Emily, já que Addie está com a cabeça no quadribol e nas líderes de torcida, e claro esconder do Adam que ela pode ir para América…
—Eu não estou escondendo. -Addie murmurou irritada. — Eu apenas estou esperando saber se passei pela inscrição ou não, afinal se eu não passar ele nunca precisará saber, ai… se eu passar eu conto.
—Honestidade em um relacionamento? Que tal isso? — Emily debochou, e Addie lhe deu um tapa na perna, enquanto Emily gargalhava.
—Agora, voltando ao assunto festa. — Emmeline sorriu animada. — Vai ser em uma sala vazia no sétimo andar, para poder ir gente de outras casas…
—Você quer dizer para Freddie ir. — Emily interrompeu. Emmeline deu uma risadinha marota.
—Adam vai cuidar da bebida para nós, e a música também. — Emmeline falou. — Nós vamos enfeitar a sala, e… te fazer um novo bolo.
—Que você não vai detonar. — Emily disse. Remus corou.
—Ah, hum, okay. — ele disse. — E quando vai ser a festa?
—Hoje a noite. – Emmelien respondeu. — Já estamos chamando todo mundo, e já contratamos terceiranistas para ficarem de guarda...
—Hoje a noite? Mas eu já tenho um plano de estudos para o dia inteiro… — Remus começou, todo ansioso, mexendo em suas anotações, mas parou ao ver o olhar raivoso das três garotas. — Quero dizer… hoje a noite seria ótimo. — ele murmurou. Elas sorriram felizes, e Addie e Emmeline, se levantaram e cada uma deu um beijo na bochecha da Remus, depois saíram de braços dados.
Emily sorriu para ele, e se levantou da cadeira, indo para o colo do namorado. Remus corou mais um pouco e Emily segurou seu queixo para lhe dar um selinho na boca. Ele amava quando Emily se sentava em seu colo, não sexualmente, mas apenas para lhe dar um selinho fofo e casto. Ele tocou na cintura dela, e lhe fez um carinho devagar ali, a beijou mais um pouco, os dois sorrindo entre os beijos.
—Eu gosto de você, mesmo você sendo todo surtado. — Emily murmurou no ouvido dele, carinhosa. Remus sorriu mais uma vez, e ela o beijou no pescoço.
—Eu tento não ser. — ele disse.
—Ah não. — Emily reclamou. — Você vai virar chato e entediante. — ela disse. — Eu quero um namorado que surta e detona bolos de aniversário. — ela riu. Remus gargalhou, e puxou para um beijo mais longo.
—Emms… — ele sorriu, iriam se beijar mais um pouco, mas a bibliotecária chegou reclamando que a biblioteca não era lugar para safadezas e coisas sujas como aquela, mas antes de sair de seu colo, Emily mordiscou sua orelha e disse:
—Feliz Aniversário, surtadinho.
ஐ
—FELIZ ANIVERSÁRIO, ALUADO! — James berrou. — UH! É ALUADO! UH! É ALUADO! — ele cantou berrando, se agitando e abrindo com os dentes uma garrafa de cerveja amanteiga, com bastante cerveja. — Parabéns, seu merdinha louco da cabeça!
—Obrigado, James. — Remus riu, enquanto James passava o braço pelo ombro dele.
Peter passou para Remus uma cerveja, os três indo para o local da festa, James já meio louco, por ter fumado um baseado, enquanto esperava Remus terminar seu dever de Aritmancia.
—Eu vou ver Bethany Toots na festa. — Peter suspirou nervoso. — Acho que vamos finalmente transar.
—Ela gosta de uns puxões de cabelo. — James disse.
—Não precisa ficar me lembrando que você e Sirius já treparam com ela, muito obrigado.
—Só estou tentando ajudar. — James riu.
—Eu espero fazer tudo direitinho. — Peter murmurou nervoso, sentindo o peso das camisinhas que Sirius havia lhe dado no bolso. Afinal, ele não queria pegar furúnculos.
—Só não pense em Mary. — James sugeriu. Remus e Peter o olharam desacreditado.
—Você é péssimo em dar conselhos. – Remus disse, olhando para Peter. — Só tente ser feliz, Peter. — ele sorriu. Peter sorriu de volta e assentiu.
—OLHA A FESTA! — James berrou, quando viraram o corredor e viram a entrada para sala. — VAMOS, MENINOS! — ele saiu correndo.
—Quando James virou tão escandaloso? — Remus indagou.
—Ele sempre foi. — Peter riu. Eles também entraram na sala, e viram James correr e se jogar de cavalinho em Sirius.
—FELIZ ANIVERSÁRIO! — seus amigos berraram. E Remus sorriu para eles, foi até a mesa com um bolo novo e todos o olharam cuidados. Ele assoprou todas as velhinhas, e Frank suspirou aliviado.
—Faça um desejo. — Addie sorriu.
Remus o fez. Ele pediu o que tanto queria, e se sentiu um pouco culpado depois disso, mas mesmo assim sorriu feliz para os amigos. Eles o abraçaram e Emily o deu um beijo na boca. Remus deixou sua garrafa de cerveja amanteiga na mesa e pegou uma de hidromel. Ele abriu e deu uma golada.
—Quem tá pronto? — ele indagou. Seus amigos gritaram e riram animados, todos pegando bebidas.
Lily no canto olhou aquilo nervosa. Dorcas ao lado dela, bebia um gole de cerveja amanteiga, dançando no lugar. Marlene chegou com uma garrafa de hidromel, dançando sensualmente na frente delas.
—Que cara é essa, Lily? — Marlene riu. — É uma festaaa! — ela cantarolou.
—Exatamente. — Lily bufou. — Eu sou monitora e estou… participando dessa festa completamente ilegal que poderia tirar meu broche de monitora…
—Ah, meu Lírio. — James sorriu, se encostando na parede ao lado dela. — Ninguém pega James Potter. Fique calma. — ele disse. Lily revirou os olhos para ele.
—Tanto faz, Potter.
—Quer uma bebida?
—Não.
—Quer dançar?
—Não.
—Então, o que você quer? É um fes…
—Quero que dê o fora da minha frente e vá encher o saco da Lula Gigante. — Lily o interrompeu, o empurrando pelo ombro e saindo de perto. Marlene riu, dançando.
—Eu danço com você, Jay. — Marlene falou, continuando a rebolar.
—Está tentando me seduzir, Mckinnon? — James indagou, sorrindo maroto. Marlene assentiu, mordendo o lábio. — Porque está funcionando.
Os dois foram dançar, e Dorcas franziu a testa, curiosa, querendo saber se eles se pegariam ou se era apenas uma brincadeira. Seus olhos correram pela festa que começava a encher e viu Dimitre e Sirius, dançando. Sirius bebia hidromel, com uma mão fingindo dar tapas na bunda de Dimitre, que rebolava na sua frente. Ao lado deles Addie dançava com algumas Chanels, e Emmeline estava encostada na parede flertando com Freddie Johannink que tinha acabado de chegar.
Ela viu Remus e Emily dando beijinho, enquanto dançavam, parecendo muito apaixonados. Dorcas viu Adam Cook entrando na festa, muito bonito, com Nathan e Jason Travers atrás dele. Nathan foi logo para mesa de bebidas, e Jason atrás de sua namorada, assim como Adam, que abraçou Addie por trás a beijando no pescoço. Dorcas sabia sobre a inscrição de Addie, na Academia Rise, e que ela estava escondendo isso de Adam. Desde que mostraram a Casa na Árvore para eles, Dorcas se sentia incluída em tudo, eles realmente estavam virando um grupo.
Ela continuou passando os olhos pela festa e arregalou os olhos, ao ver Peter beijando Bethany Toots na boca, os dois se amassando em um canto, parecendo que iriam fazer sexo ali mesmo.
Mais algumas pessoas entraram e ela percebeu os sonserinos começarem a entrar. Rabastan Lestrange entrou de mãos dadas com Kat Greengrass, com Theo Nott do outro lado dela. Ele nunca mais tinha tentando nada com Emily, o que a deixava imensamente feliz. Atrás deles, estavam Severus Snape, Amico Carrow e Jacques Burke de mãos dadas com o elfo número 1 de Evie Zamora, Dido. Dorcas não gostava dos sonserinos, para eles todos eram malvados e cruéis.
Dorcas tomou um susto, quando uma menina se encostou ao seu lado. Ela percebeu que era Michelle Diggory, da Trifeta do Bullying.
—Desculpe. — Michelle murmurou, pegando um baseado do bolso e o ascendendo com a varinha. — Meu namorado é um idiota total. Baseado?
—Não, obrigada. — Dorcas respondeu.
—Acredita que ele disse que eu sou um empecilho na vida dele? Quem diz isso pra namorada? — Michelle indagou. — Eu só sirvo como um reservatório de porra dele. Tem namorado?
—Não, não tenho. — Dorcas disse, achando bonito o modo como Michelle assoprava a fumaça do baseado para fora. — Meu nome é Dorcas.
—Michelle. — ela disse, e as duas apertaram as mãos. — Tu é gata, porque não tem namorado?
—Não me interesso muito pelos garotos da escola. — ela respondeu, nervosa.
—Prefere mais velhos? — Michelle riu. — São os melhores. — ela disse, sorrindo para Dorcas. — Mas devia achar pelo menos um peguete, como eu disse você é bonita. — ela disse, e assoprou a fumaça do baseado no rosto de Dorcas. — Até mais, Dorcas.
Ela saiu andando e Dorcas suspirou, olhando o gingado da menina, enquanto ela se afastava. Ela percebeu que Marlene que dançava com James, rebolando e ele com as mãos nas ancas dela, ela a olhava, e Dorcas corou saindo e se misturando nas pessoas.
Marlene não gostava muito quando ela encarava garotas.
ஐ
—Finalmente você se afastou da sua namorada, sanguessuga. — Diana Rosier falou, se aproximando de Rabastan. Ele sorriu, bebendo um gole de mel de salamandra. Diana também sorriu, o olhando de cima abaixo. — Sinto sua falta, Rabs. — ela murmurou manhosa.
Rabastan suspirou, vendo a blusa apertada que ela usava, dando destaque ao decote, e sentiu suas bolas doerem, ao se lembrar que não podia mais tocá-la. Mas Diana, se aproximou mais, e Rabastan olhou diretamente para o decote dela.
—Não sente minha falta, Rabs? — ela indagou.
—Sinto. — ele murmurou. — Mas eu tenho namorada…
—Você nem gosta dela. — Diana ralhou. — Eu… eu gosto de você e sinto falta dos nossos amassos… você até parecia que ia me pedir em namoro…
—E eu pensei nisso, mas eu tenho um dever, Diana. — Rabastan disse.
—Fica comigo. — Diana pediu. — E vamos ser felizes e vamos trepar bastante, e eu vou virar Diana Lestrange, bem melhor que Kat Lestrange, não é? — ela falou. Rabastan se assustou, percebendo que Diana estava apaixonada por ele. Parecia até mesmo o que Addie fez com ele. Ele era apaixonado e ela não, agora Diana era e Rabastan não.
—Não, Diana. — ele disse, segurando as mãos delas. — Foi mal, gata, mas vai ter que achar outro cara pra quebrar seu hímen.– ele falou, e saiu meio mal pelo jeito que falou, mas se sentindo estranhamente bem, por quebrar um coração pela primeira vez.
Diana o olhou chocada. E bebeu um copo inteiro de mel de salamandra e depois um inteiro de hidromel. Cindy havia lhe convencido a falar para Rabastan que o queria, e ele não deu a mínima para ela. Diana ficou irritada e continuo bebendo, procurando algumas das amigas, mas ao lado dela colocando bebida em um copo vermelho, estava Amico.
—Relaxa, o namoro de Rabastan e Kat, não vai durar muito. — Amico disse. — Confia em mim. Eu sei das coisas.
—Do que adianta? — Diana indagou. — Até parece que vou um dia beijar aquele idiota novamente, depois dele ter dito pra eu achar outro cara para quebrar o meu hímen. — ela revirou os olhos. — Eu posso arranjar um cara muito melhor que ele para quebrar o meu hímen. — ela disse, e soluçou. — Acho que estou meio bêbada. — ela riu, e pegou o copo de hidromel de Amico, bebendo tudo. — Amico… Agora eu meio que sou amiga da sua irmã… ela está andando com a gente desde que Jacques começou a namorar Dido.
—Sim, e?
—E que ela não ia ficar puta ou com ciúme se… a gente ficasse, não é? — Diana perguntou, o olhando com um sorrisinho safado. Amico sorriu, vendo onde ela queria ficar.
—Não, ela não ficaria. — ele disse, se aproximando dela. Diana colocou a mão em seu pescoço, e Amico a beijou. Os dois começaram a se agarrar fortemente.
—Talvez você pudesse quebrar o meu hímen.
ஐ
—Quem é aquela garota? — Dimitre gargalhou, vendo uma sonserina em cima de uma mesa, dançando loucamente, muito louca. Sirius se virou para ver e revirou os olhos.
—Effy Lestrange. — ele respondeu. — A namorado do meu irmão. — ele falou, apontou para Régulus que parecia muito chapado, olhando a garota em cima da mesa. — Ela vai fazer ele ter uma overdose. Ela é louca.
—Ela tá bem louca agora. — riu Dimitre, vendo a garota começar a tirar a roupa.
Rabastan apareceu gritando para ela sair de cima da mesa, e quando não funcionou, a catou e a jogou sobre o ombro, mas Effy estava tão chapada que vomitou nas costas dele. Todo mundo riu, e Régulus saiu correndo atrás dos dois. Effy parou de vomitar e gargalhou pegando um copo de um menino. Ela bebeu um gole e jogou o resto em Régulus, que chapado gritou e gargalhou.
—Eu odeio ela. — Sirius disse.
—Ciúmes?
—De quem? Régulus? Até aparece. — Sirius revirou os olhos. — Você viaja, Dimitre.
Sirius saiu para pegar mais bebida, e Dimitre riu sozinho, ele se assustou ao Addie passar na frente dele aos beijos com Adam, e os dois saírem da festa a risadinhas. Dimitre gostou da ideia, e correu atrás de Sirius. Pensando em mil coisinhas interessantes para fazer com ele fora da festa.
ஐ
—Nervoso para os NIEMs? — indaguei, deitada em cima de Adam, ele acariciou minhas costas e negou.
—Eu vou estudar, é claro, mas não vou arrumar um emprego bruxo. Vou ser músico. — ele sorriu. Eu sorri também. — E você vai ser a minha auror.
Meu coração se apertou, ao eu lembrar da minha inscrição e o jeito doce que Adam me olhava e sorria, apenas piorava tudo, e o que eu mais queria era contar para ele. Mas ele não precisa sofrer em antecipação. Então, o beijei, antes que ele falasse mais sobre eu virar uma auror, e ele me beijou de volta.
—Você vai virar famoso. — murmurei, contra os lábios dele. — E eu vou ficar presa mais dois anos aqui.
—Vai passar rápido, e mesmo assim esperarei por você. — ele disse.
—Se você já tiver saído da casa da sua avó, eu posso procurar um lugar, e a gente pode morar perto. — falei, pensando em quanto queria que esses planos se realizassem.
—Ou podemos economizar e morar juntos. — ele disse, simplesmente. O olhei chocada, e sorri feliz.
—Sério? — indaguei. Ele assentiu, me olhando de um jeito tão profundo que eu senti as pontas do meu cabelo, ficarem rosas. — Isso seria perfeito.
ஐ
Remus bebeu um pequeno gole de hidromel. Ele não queria ficar muito bêbado, como James estava, dançando com Marlene desde que a festa começou, ele queria ficar apenas alegre como Sirius e Dimitre estavam, antes de correrem para um armário de vassouras. Ele tinha visto Addie e Adam também saírem da festa, e Dorcas dançar com Lily no meio da pista.
A festa estava sendo um sucesso, e a maioria das pessoas já estavam meio alteradas, rindo, beijando e dançando pela festa toda.
Alice tinha ficado muito chapada, e desmaiou. Frank teve que a levar para o Salão Comunal, e Emily foi ajudar, então Remus estava sozinho, apenas observando a festa.
—Isso, Marlene! — James falou. — Rebola, gostosa. — ele berrou, enquanto Marlene rebolava na frente dele. James começou a rebolar também, jogando as mãos para o alto.
Remus riu, quando James caiu no chão bêbado, e acabou puxando Marlene junto, e os dois ficaram lá rindo. Peter passou com eles, segurando Bethany Toots pela mão, quando ele passou por Remus, sorriu ansioso.
—Oi. — Remus tomou susto, ao uma garota loira se encostar ao lado dele.
—Ah, oi, Freya. — ele sorriu gentil. — Como vai?
—Bem e você? Digo… eu vi aquela coisa com o bolo…
—Melhor. — Remus corou. Freya sorriu, e Remus observou como ela lembrava Emmeline. — E como vão as coisas com sua irmã?
—Péssimas, é claro. — riu Freya. — Mamãe e papai me mandam cartas o tempo inteiro perguntando se estamos nos aproximando, e depois de tanto negar, estou começando a mentir e dizer que nos aproximamos um pouco, mas desde que eu beijei Jacques…
—Você beijou o Burke?
—Sim. — Freya suspirou. – E desde então, Emmeline nem me ignora com um olhar irritado, eu simplesmente não existo.
—Posso falar com ela. — Remus disse. Freya sorriu agradecida.
—Você parece meio triste. — Freya murmurou. — Digo, é seu aniversário e você está em um canto sozinho.
—Meu pai me mandou uma carta, me dando parabéns, e… ele foi muito vago sobre minha mãe… ela está piorando.
—O que ela tem?
—Câncer. — Remus murmurou, tristemente.
—Minha avó teve câncer. — Freya disse.
—E ela sobreviveu?
—Não, mas foi porque ela era muito velhinha, tenho certeza que sua mãe vai conseguir passar por essa, Remus.
—Eu espero.
—Não seja pessimista. — Freya brigou gentilmente. — Pessimismo é o câncer da alma. Minha avó sempre dizia isso, quando minha mãe começava a chorar por causa do câncer dela.
—Eu não quero ser pessimista, mas já estava tão avançado e o tratamento não está funcionando. Só um milagre para ser possível… ela se recuperar.
—O milagre não prova o impossível; serve, apenas, como confirmação do que é possível. — Freya proferiu. Ela deu um beijo na bochecha de Remus. — Boa sorte e Feliz Aniversário. – Freya acenou para ele e saiu para perto de umas amigas.
Remus sorriu gostando dela, e sentiu braços rodearem sua cintura. Emily o beijou no pescoço, Remus devolveu o beijo.
—Alice, teve que ir para enfermaria, e professores podem vir para cá a qualquer momento. — ela contou. — Vamos para Casa na Árvore?
Remus concordou, mas antes de sair, Emily correu para pegar o bolo, e depois desceram as escadas até o quarto andar, cuidadosos e entraram dentro do espelho, para a Casa na Árvore. Tomaram um susto ao ver Adam deitado no sofá de cueca e Addie em cima dele apenas de calcinha.
—James, sabe que você anda trazendo Adam aqui? — Remus indagou, de olhos fechados. Addie gargalhou, colocando as roupas.
—Eu vou contar. — ela disse. — Pode abrir os olhos. — ela riu. Remus abriu os olhos, e viu o casal agora vestido, e já na porta. Adam sorriu maroto para os dois e Addie maliciosa. — Vamos deixar os pombinhos sozinhos.
Emily se sentou no sofá de pernas cruzadas e colocou o bolo em cima das coxas. Remus foi até o lado dela, e Emily passou o dedo por cima do bolo, e depois no nariz de Remus. Ela riu, e murmurou que iria enfeitá-lo e depois limpá-lo com a língua. Remus se sentiu esquentar, enquanto Emily passava bolo pelo seu rosto e depois no pescoço. Ela lambeu tudo com a ponta da língua, deixando um rastro quente na pele de Remus, que sentia um arrepio gostoso subir sua espinha.
—Você tem um gosto tão bom. — Emily riu, agora de joelhos no sofá. Ela tirou a blusa e passou bolo pela clavícula dela e pescoço. — Pode me ajudar a me limpar?
Remus corou, mas se curvou, lambendo o bolo de Emily, amando o gosto de chocolate na pele de Emily. Ela estava cheirando tão bem, que Remus fungou o pescoço dela depois de lamber o bolo. Emily gostou disso, e passou um pouco mais de bolo no pescoço de Remus, o lambeu e chupou, até ficar um chupão na pele dele.
Remus tomou coragem, e passou um pouco de bolo na parte do seio de Emily que o sutiã não escondia. Ela riu, gostando e Remus lambeu ali, mas sem puxar o sutiã para baixo.
Os dois decidiram comer o bolo entre beijos, e depois de barriga cheia Remus se deitou no sofá, e Emily se deitou no peito dele de sutiã e saia. Ela beijou o peito de Remus sobre a camisa, e ele a abraçou pela cintura.
—Eu estou muito feliz com você, Remus. — ela murmurou. — Estamos juntos a apenas…
—Dois meses e meio.
—Isso. — ela riu. — Mas demoramos tanto pra ficarmos juntos que até parece que é muito mais tempo. Acho isso é algo chamado felicidade. — Emily falou, com um sorriso bobo. — Você sente ela? — Emily indagou.
Remus olhou Emily erguer seus olhos verdes para ele, e ela sorriu parecendo estar muito feliz. Ele sentiu algo na boca do estômago, mas murmurou:
—Eu sinto.
Fale com o autor