When We Were Young
85 Low
Notas iniciais
LOW
HOGWARTS
1976
5th YEAR
—Você acha que a banda pode ir para outro lugar algum dia? Fora da Grã-Bretanha, talvez? — indaguei curiosa. Adam me olhou estranho e deu de ombros, escrevendo uma nota em uma partitura. Ele voltou a dedilhar o violão a procura de uma melodia.
—Não sei. — ele murmurou. — Onde?
—Sei lá. — resmunguei. — América, talvez.
—Não consigo imaginar. Aqui é o lugar da banda. — ele me disse. Continuei o encarando, bebendo nervosa um grande gole de cerveja amanteiga.
—Preciso te contar uma coisa. — murmurei, olhando ao redor de Hogsmeade. Nós estávamos em cima de um muro, e fomos para lá, apenas para comprar uns chocolates e passar o tempo.
—Eu preciso ouvir o que tem para me contar. — Adam respondeu, me olhando daquele jeito perfeito dele, e ainda dedilhando o violão. Abri e fechei a boca algumas vezes, o encarando de volta, totalmente nervosa, se eu devia ou não contar. Ele merecia saber, nós estávamos fazendo planos, e eu poderia totalmente arruinar eles.
Eu e Adam queríamos um futuro juntos. Queríamos passar o resto das nossas vidas juntos, e ser felizes, mesmo com essa guerra, que Adam enfrentaria, apenas por mim, porque ele sabia que eu nunca abandonaria meus amigos. Ele me amava e eu estava escondendo coisas dele. Mas mesmo assim, dei um sorrisinho.
—Eu vou comprar um monte de chocolates. — murmurei, e lhe dei um selinho demorado. Pulei do muro, e ele riu.
—Devagar, sua perdulária. — ele gritou, enquanto eu me afastava, sorrindo para ele, mas quando virei de costas, minha cara se fechou e eu mordi meu lábio nervosa.
ஐ
—Eu estou morrendo por dentro. — contei para Dorcas. Ela me olhou esquisito. Dorcas era a única, além de mim, que estava no dormitório. Emmeline estava com Freddie, Emily com Remus, Lily fazendo rondas e Marlene devia estar conversando com James, que incrivelmente pareceram virar amigos muito bons do nada. Bufei nervosa. — Eu quero contar tanto para ele, que eu estou me sentindo sufocada. Entende? Quando você quer gritar algo tão alto, mas você não pode…
—Entendo. — ela murmurou, sentando em sua cama. A olhei da minha cama e suspirei. — Você deveria tentar conversar com ele. Adam sempre pareceu ser bem maduro, não é? Diferente dos seus outros namorados, como James e Lestrange.
—Sim, mas… nós fizemos planos. — murmurei, tristemente. — Ele quer casar comigo, morar comigo. Ter uma vida comigo.
—E você quer ter uma vida com ele? – ela me perguntou. Fiz um biquinho e assenti.
—É, claro. É uma das coisas que eu mais quero. – falei, me deitando na cama e olhando para o teto. — Vida é tão difícil.
—Se não fosse, não seria tão legal. — ela disse. Eu ri, e sorri para Dorcas. Ela sorriu de volta para mim, era a primeira vez que isso acontecia. — Conte para ele.
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—Adam. — chamei, mordendo meu lábio. Ele me olhou de lado, escrevendo algo em uma partitura. Ele tinha me tido que estava fazendo uma música nova, e que iria cantá-la para mim, assim que estivesse pronta. — Adam, olha pra mim. — pedi. Ele franziu a testa, e largou as coisas em cima, da mesa da biblioteca. Ele estava fazendo companhia para mim e Remus, que me olhou entendendo e saiu para procurar algum livro. — Eu tenho que te contar uma coisa. — falei, eu dei um sorriso nervoso. — Eu me candidatei a Academia Rise.
—O que?
—É uma ótima Academia para Aurores Júnior… — eu comecei. — Eu…
—Eu conheço essa Academia. — ele murmurou, franzindo a testa.
—Foi meio de repente.
—Não fica na América? — ele indagou. Assenti, olhando para baixo. – Porque não me contou?
—Eu tentei, mas achei que devia esperar até acontecer. — eu disse. — Na verdade, eu ainda nem recebi resposta se passei pelo processo de inscrição, e…
—E porque está me contando agora?
—Porque eu deveria ser honesta com você o tempo inteiro. — murmurei. — A Professora Marrythought veio me dizer que minha inscrição já está com os chefes de lá… eu tenho boas chances.
—Academia Rise. — ele murmurou. — Uau, isso é demais.
—Mas já estou feliz por ter sido escolhida para mandar a inscrição, pouca gente consegue. — falei, e dei uma risadinha. — Uma das vantagens de ser da família Black. — eu disse. — Vou competir com um bando de americanos sabichões.
Adam sorriu também, eu não conseguia decifrar o que ele estava sentindo, se aquele sorriso era feliz de verdade, ou se ele estava apenas mascarando o que sentia, mas ele disse:
—Os americanos sabichões que se cuidem.
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—Ele levou numa boa? — Sirius me perguntou. Assenti, deitada no chão da Casa na Árvore, com minhas mãos em minha barriga. Ele se deitou de barriga para cima ao meu lado, com um cigarro entre os dedos. — Isso é estranho.
—Eu sei. — eu quase gritei. — Eu não consigo entender o que ele está sentindo. — murmurei, perdida. — Ele sabe o que a Academia significa, ele sabe como que é. Ele sabe.
—Talvez ele seja realmente muito maduro, e quer que você faça o que te faz feliz. — Sirius murmurou, também perdido.
—Ele quer o meu bem, mas ninguém consegue ser tão altruísta. — eu falei, catando o cigarro dele. — Ele também pensa nele, e quando ele pensar, vai perceber que eu estou deixando ele na mão, e destruindo nossos planos. — murmurei, soprando a fumaça.
—Você não está destruindo os planos de vocês. Só adiando… digo, vocês combinaram de ficar essas férias juntos, mas vão ter o resto da vida, e quando você sair de Hogwarts…
—Ele pode não estar mais esperando. — falei. Sirius ficou calado
—Digo, se vocês se amam, talvez só talvez, devessem terminar.
—Cadê a lógica? — indaguei, tragando muito forte o cigarro.
—Terminar agora, e quando você terminar Hogwarts, e o curso na Academia, se encontrarem novamente… — Sirius sugeriu, mas eu fechei os olhos, querendo chorar. — Ei, calma. — ele murmurou, me abraçando, ele deitou a cabeça no meu peito, e eu acariciei seus cabelos, tristemente. — No final, tudo sempre fica bem. Vai ficar tudo bem.
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Eu me encostei ao lado da porta do vestiário masculino da Sonserina. Tinha acabado de ver o treino de Adam, e agora esperava ele, lendo um livro de Trato das Criaturas Mágicas, eu estava meio confusa, porque quando eu chegara para ver seu treino, Adam me agradeceu por ter conseguido vir.
Tomei um susto quando Rabastan passou sem camisa, e meu deu um beijo no rosto, ri beliscando a costela dele, e ele entrou para o vestiário. Theo passou também mal me olhando, e depois o resto do time. Adam apareceu, sem camisa, descendo de sua vassoura, mas foi interceptado por algumas garotas do quarto ano da Sonserina, que pediram para ele dar um autógrafo, dizendo que ele era o melhor capitão que a Sonserina já teve. Bufei irritada, vendo ele autografar o peito de uma das meninas, que tinha uma tatuagem da Sonserina ali, e quando elas viram meu olhar saíram correndo.
Adam veio até mim, e eu lhe dei um sorriso, fechando o livro.
—Se você está tão entediada que está lendo, talvez devesse ter ficado no castelo. — ele disse, colocando a vassoura no chão, e tirando os protetores de batedor.
—Só estou tentando estudar para os NOMs. — falei. — E pensando em qual tatuagem vou fazer no meu peito esquerdo. — debochei. Adam não disse nada e Rabastan apareceu como uma prancheta e deu para Adam. — O que é isso?
—Nossos dias de treino. Estamos treinando em dobro para bater na bunda de vocês. — Rabastan disse, sorrindo maroto. Olhei a prancheta.
—Mas, você tem treino de noite, bem no dia, da festa… naquele lugar especial, com meus amigos. — murmurei. — Eu estou combinando você desde fevereiro.
—Foi mal. — Adam murmurou.
—Tudo bem, só queria que tivesse me contado. — eu disse.
—Como você me contou sobre a Academia? — ele indagou. Rabastan olhou nós dois, e foi se afastando devagar. Abaixei os olhos. — Só pra você saber, quem decidiu esses dias foi o Slughorn. — ele me disse. — Eu não sabia.
—É por isso que disse que está feliz que eu tenha conseguido vir? É por isso que está tão irritado comigo?
—Porque que eu estaria irritado pelo fato de você estar indo para um lugar do outro lado do oceano? — ele indagou, fingindo estar confuso.
—Eu não estou indo. — retruquei, ficando nervosa. — É só uma inscrição, Adam.
—Que você nem me contou sobre. — ele rebateu, mais nervoso ainda. — E isso não é sobre a Academia, isso é sobre você, desistindo dos nossos planos. Você é uma mentirosa, Adhara. — Adam me falou. O olhei chocada, e abri a boca nervosa.
—Espera. — acabei, elevando a voz. — Vá a merda, Adam. — eu falei, apontei para o meu peito. — Eu não desisti de nada.
—Eu sou louco ou você disse que via uma vida comigo? Que casaria comigo? Que seria perfeito nós dois morarmos juntos? Hã? Sabe? Tanto faz. — ele disse, tirando a camisa, e a jogando no chão.
—O que? Você pode seguir o seu sonho, saindo por ai e fazendo turnês, mas eu não posso seguir os meus, sem sua permissão? — indaguei, irritada demais, assim como Adam.
—Você mentiu para mim! Nós tínhamos planos! — ele acabou, quase gritando.
—Mesmo se eu for para a Academia, nós vamos dar um jeito, como iriamos antes. — murmurei.
—Adhara, você sabe alguma coisa sobre relacionamento a distância? — ele me perguntou. — É besteira. É como namorar um fantasma! — ele gritou. — Você é tão inocente, sabe merda nenhuma sobre o mundo.
—Não acredito que disse isso para mim. — falei, ficando mais triste do que nervosa, mas Adam continuou me olhando daquele jeito que nunca tinha feito, completamente irritado e desapontado.
—Precisa que eu escreva? — ele falou, grosso.
—Adam, o time quer discutir táticas para o jogo. — Rabastan murmurou, colocando a cabeça para fora do vestiário. Ele olhou nós dois, e eu sabia que o time todo tinha percebido que brigávamos. — Foi mal, mas…
Adam assentiu, parecendo ir para o vestiário.
—Não, você não pode sair assim. — eu berrei, segurando o braço dele. Adam se virou para mim.
—Porque você não me contou? — Adam berrou.
—Porque eu estou morrendo de medo de perder você. — berrei de volta, segurando minhas lágrimas. Adam suspirou, pegando sua vassoura no chão, e o resto das suas coisas.
—Você faz seu lance e eu faço o meu. — ele me disse, voltando a se virar, mas quando ele chegou na porta eu berrei:
—Só não esquece que é você que saiu andando. — berrei, ele se virou minimamente.
—É? Tanto faz.
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—Nós podemos, por favor, ir beber na Casa na Árvore? — Addie pediu.
—É quarta-feira. — Remus murmurou. Addie bufou nervosa.
—Está bem, eu vou sozinha, então…
—Eu topo. — James disse. Siruis, Dimitre e Peter concordaram também e Remus ficou indignado. — Você também, Lupin.
—Addie, teve sua primeira briga com o Adam “Perfeito” Cook. — Emmeline riu. — Vamos dar apoio para ela, que é bebendo hidromel na Casa na Árvore. — ela disse. Emily assentiu risonha.
Eles arrastaram Remus, e foram todos para a Casa na Árvore, mas dessa vez apenas os Marotos e Emmeline, Emily e Dimitre.
Addie correu para pegar o hidromel, completamente irritada, ela sentia vontade de chorar, mas não queria, então ficava perto dos amigos, porque sabia que perto deles ela não iria se deixar chorar. Então, começou a beber seu hidromel, sem dividir e os outros se sentaram em um círculo, compartilhando as outras garrafas do estoque, entre eles. Addie se sentou no meio de Sirius e Remus, e começou a beber com eles.
—Então, ele descobriu… e te deu um fora? — Peter indagou.
—Adam te deu um fora? — James berrou.
—Nós só tivemos uma briga… e ele saiu andando! Ele saiu andando, porra! — Addie murmurou indignada. Ela olhou para baixo, tristemente. — Ele disse umas coisa... foi baixo. Ele saiu andando… o que isso significa?
—Hidromel? — Peter sugeriu. Addie riu, e brindou com eles.
—E você vai conversar com ele? — Dimitrei indagou.
—Eu não quero falar sobre isso, tá bem? — Addie pediu. — Vamos esquecer, e beber. Só vamos beber. – ela murmurou. Os amigos ficaram quieto, até James chamar a atenção.
—Vamos jogar verdade ou desafio. — James pediu, catando uma garrafa. Ele girou a garrafa, antes que alguém pudesse negar. A garrafa caiu em Emmeline
—Verdade.
—Você está apaixonada pelo irmão da Francesca? — James indagou, curioso. Todos olharam curiosos para Emmeline.
—Um pouco. — ela suspirou, parecendo apaixonadinha. — Ele é… eu gosto dele. – ela deu uma risadinha e girou a garrafa que caiu em Sirius. — Verdade ou Desafio?
—Com quem você está falando? — Sirius indagou, com um sorriso convencido.
—Eu te desafio a beijar… Addie. — Emmeline riu.
Sirius sorriu safado, e olhou Addie, que deu uma risadinha, apesar de não estar no clima para brincadeiras.
—Prepare-se, procriadora heterossexual. — ele disse. Ele foi para perto dela, a abraçando pelas pernas e Addie riu.
—Ei, Emily. — James chamou. — Remus me contou que você decidiu ser revertedora de feitiços, boa sorte. — ele sorriu.
—Obrigada, James…
—Vocês estão prestes a perder uma ação quente entre primos. — Sirius chamou a atenção. Ele agarrou o rosto de Addie, e os dois se beijaram, movimentando a cabeça para parecer um amasso quente. Todos gritaram e riram alto, e eles se separaram. Sirius girou a garrafa que caiu em Remus.
Sirius sorriu maroto.
—Desafio. — Remus murmurou. Sirius batucou os dedos uns nos outros
—Eu te desafio a beijar a garota bonita mais desta sala na boca. — Sirius riu. — E note que eu falei “garota” e não “pessoa”, porque sejamos honestos porque eu daria uma lavada em todas vocês, vadias. — ele falou para as meninas.
Emmeline lhe deu um peteleco rindo, eles gargalharam, zoando Sirius, que fazia uma cara de convencido e balançava os cachos de seu cabelo na cara dos outros.
Remus suspirou, enquanto todos ainda riam. Ele se sentia confuso, um pouco pelo baseado de mais cedo, mas não apenas por isso. Ele fechou os olhos pensando e Addie se virou para ele para o olhar, pois o achou muito quieto. Ela sorriu e Remus a olhou e se debruçou dando-a um selinho. Todos pararam de rir, e James ofegou colocando as mãos no rosto, chocado. Addie se afastou rapidamente surpresa demais, e olhou para Emily, que encarava ela de volta.
—Oh, agora fudeu. — Sirius murmurou, com um sorriso nervoso no rosto.
Remus percebeu o que fez e olhou a namorada, completamente corado.
—Emily...- ele murmurou. Emily abriu a boca e apenas se levantou. – Eu sinto muito...- mas ela saiu da Casa na Árvore as pressas. Addie se levantou também para ir atrás de Emily. — Addie, me desculpe. — ele pediu, quando ela estava na porta.
—O que diabos tem de errado com você? — ela indagou, e se virou para ir atrás de Emily.
Emmeline se levantou, suspirando com uma cara irritada. Remus corou, sobre o olhar eletrizante dela.
—E dizem que Sirius é o babaca. — ela murmurou, e saiu atrás das amigas.
Os meninos ficaram em silêncio. Peter olhando todos, mordiscando um chocolate, Dimitre chocado demais para expressar alguma coisa, James com a boca aberta em um “O” e Sirius tentando segurar a risada. Remus olhou os amigos, sem saber o que falar.
—Uau. — James sussurrou.
—Como que eu estraguei isso? — Remus murmurou.
Sirius prendeu em sua garganta uma piada sobre bolos, e olhou em solidariedade para o amigo, assim como o resto dos meninos.
—Vá atrás dela. — Dimitre sugeriu. Sem precisar falar mais nada, Remus se levantou e saiu correndo desesperado, atrás de Emily, que provavelmente nunca mais quereria olhar na cara dele.
—Isso foi muito louco. — James riu. Sirius gargalhou, bebendo um gole de hidromel.
—Ele estragou tudo de vez. — Sirius concordou.
—Ele vai ficar péssimo. — Dimitre disse, repreendendo com o olhar os outros dois.
—Até a Addie ficou brava com ele. — Peter murmurou. — Addie nunca ficou brava com Remus.
—Remus nunca tinha beijado ela na frente da namorada, que no caso é amiga dela. — James falou. — Tem uma primeira vez para tudo. — ele disse, e jogou a garrafa vazia no chão. – Vamos atrás deles? – ele indagou. Sirius concordou.
—Claro, não quero perder esse babado.
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Remus correu e achou-as consolando Emily no final do corredor do espelho, Addie tentava falar com ela, mas Emily parecia brava. Emmeline as cutucou, quando o viu e Emily não se virou, cruzando os braços e olhando para parede.
Addie o olhou e Remus viu em seus olhos uma confusão, ela parecia estar tão confusa quanto ele. Remus andou até as três, e Emmeline fez um escudo na frente das duas, mas era Remus e Emmeline bobeou assim que olhou os olhos gentis e âmbar.
—Emmeline… — ele murmurou. Ela suspirou e saiu da frente, ele então olhou para Addie, que não lhe dirigiu a palavra, apenas passou por ele, e abraçou o braço de Emmeline e as duas saíram em direção ao espelho, de onde os meninos saiam curiosos. Elas agarraram eles, os levando contra a vontade para dentro do espelho. — Emily. – ele chamou.
Ela se virou e deu um tapa forte na cara de Remus. Ele nem conseguiu piscar, apenas sentiu sua face ficar quente rapidamente. Emily o olhou com lágrimas nos olhos, e Remus abaixou a cabeça envergonhado.
—Eu sempre soube. Eu sempre percebi. — ela disse. — O jeito que você olha para ela… não é um carinho de irmão… você gosta dela… você nem ao menos nega.
—Emms… — ele murmurou.
—Porque você disse sim? Porque você me fez passar por isso se esse tempo todo você sempre esteve apaixonado por outra pessoa? — ela quase berrou, batendo no peito dele.
—Eu não estou apaixonado…
—Você realmente consegue dizer isso? — Emily indagou, nervosa. — Consegue me dizer com todas as palavras que você não tem sentimentos por ela?
Remus não disse nada.
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—Eu e Emily terminamos. Ela terminou comigo. — Remus disse aos amigos. — Ela me deu um tapa também.
—Uh, da pra ver. — Sirius falou com uma careta, com a mão no queixo de Remus, para ver melhor a face dele. — Ela tem uma mão forte.
—Mais forte foi quando ela disse que eu sou um babaca insensível. — Remus suspirou. — Talvez eu mereça ficar sozinho… tudo que Emily fez foi ficar do meu lado…
—Assim como Addie. — James disse. — Você gosta dela? Quando eu estava com ela… você gostava dela?
—Só você não notava. — Sirius riu para James. — Mas eu quero ouvir a confirmação de Remus.
—Algumas coisas não precisam de confirmação. — Dimitre defendeu Remus. — Ele acabou de perder uma namorada super–maneira, vamos dar um tempo para ele. — ele disse. Remus sorriu para ele. — Ai depois pedimos a confirmação. — Dimitre riu maroto.
—Como assim você beijou Addie na boca, na frente de Emily e depois ela te deu um tapa na cara e chutou a sua bunda? — Frank berrou, ao abrir a porta em um chute. — E como eu perdi isso?
—Foi chocante. — Peter garantiu e os outros concordaram
—Você é um idiota. Um total idiota. — Frank falou para Remus. — Eu sempre disse para ela… Remus é bolo demais para você, mas ela me escutou? Claro que não.
—Eu já estou me sentindo mal o suficiente, não precisa me dar uma bronca também por…
—Gostar da Addie? Isso sempre esteve na cara. — Frank deu de ombros. — Aliás, você conversou com ela?
—Não acho que Addie queira conversar comigo.
—Você deveria, antes dela fazer as pazes com Adam e eles se casarem e ficarem juntos para sempre. — Sirius sugeriu a Remus. — E ai você vai ser infeliz pelo resto da vida.
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—Remus Lupin e Emily Valentine terminaram. — Leh contou a fofoca, animada.– Vai dar o bote, Theo? – ela perguntou maliciosa, mas Theo a olhou apenas de lado.
—Não, to bem. — ele murmurou, sem interesse algum. Kat deu um sorriso, e o escondeu comendo um pedaço de abóbora.
—Como eles terminaram? – ela perguntou.
—Ninguém sabe, mas eles não estão se falando e Adhara não está falando com ele também. — Leh disse. — Então, Lupin deve ter feito alguma merda. O que você sabe disso, Adam? O que sua namorada te contou?
—Adam e Adhara brigaram. — Evie riu. Adam revirou os olhos, comendo sua comida.
—Brigaram?
—Do tipo de não estarem se falando. — Rabastan falou também. — Ele saiu andando.
—Você tem que repetir isso toda hora? — Adam indagou. — Nós brigamos, e? O que todos vocês têm a ver com isso? – ele disse, enfurecido. — Vão cuidar das próprias vidas e parem de ficar falando sobre relacionamentos alheios que não tem absolutamente nada a ver com vocês! — ele disse raivoso, e saiu do Salão Principal sem terminar de comer.
—O menino tá exaltado. — Nathan brincou, achando graça de Adam. Evie riu, e os dois se encararam por um momento.
—Adam está péssimo. — Jason murmurou. — Addie é importante demais para ele, e agora a relação deles está em risco.
—Ela mentiu para ele, não é?
—Mas foi ele que saiu andando. — Jason replicou, e Nathan rebateria, mas Leh chamou a atenção deles novamente.
—Vai ter mais uma fofoca na escola. — ela disse. — Eu vou terminar com meu namorado. — ela murmurou.
—Você o que? — berrou Dido. Todos chocados demais, olhando para Leh, que sorria angelicalmente.
—Eu acho que estou finalmente sentindo aquilo.
—Aquilo o que?
—Aquilo que dizem que sonserinos não sentem. — ela falou. — Amor. — ela suspirou apaixonada.
Kat e Theo se entreolharam, com Rabastan sentado no meio deles, sem reparar em nada. Aleto olhou para Jacques, que estava ao lado da namorada e suspirou infeliz. Nathan e Evie se olharam de novo, mas ela percebeu o que fazia e torceu o nariz, parando de o olhar.
Leh se despediu deles, e foi até outra ponta da Mesa da Sonserina. Ela se sentou a frente do namorado. E sorriu.
—Oi, amor. – Stefan disse para ela.
—Eu tenho algo para te contar. — ela disse. — Eu te trai. Eu te trai mais vezes que posso contar. Eu te trai com seu melhor amigo. — ela apontou o menino sentado ao lado dele. — Como seus colegas de dormitório, na verdade devo ter transado com todos os caras gatos da Sonserina e também da Corvinal, mas isso não importa… eu quero terminar.
—Você me traiu? — o namorado indagou confuso.
Leh percebeu que seu olhar passou de confuso para furioso em poucos segundos, ele se virou para o amigo que estava chocado demais para sequer se defender. Ele começou a fazer barulhos estranho e olhar Leh com tanta raiva que ela tocou em sua varinha preocupada, mas isso não o intimidou, que agora parecia um bicho cheio de raiva, rosnando para ela, mostrando o quanto estava zangado, com suas mãos fechadas em punho.
—O que você…? — ela ira perguntar, mas gritou ao ele virar um soco em sua boca.
Todos ao redor berraram, enquanto Leh caia no chão, com a boca sangrando, pelo lábio cortado e inchado, e ele parecia que ia fazer novamente, quando se postou de pé com o punho levantado. Leh se levantou, pronta para rebater, com a mão na boca. Ela o empurrou no peito, e arranhou seu pescoço com força, mas berrou ao ele agarrar seu cabelo, a chamando de piranha.
Uma comoção começou, as pessoas começaram a berrar, e muita gente se aproximava para interromper e ela viu Sirius Black, andando até eles, assim como Evie que vinha com seus amigos, mas seu ex-namorado caiu no chão com um feitiço que bateu nele. Ela se virou, e Yuri Petrovich andou até ela, colocando uma mão em seu rosto, para ver seu machucado, a perguntando se estava bem.
Leh sorriu, mesmo que sua boca estivesse doendo e sangrando, enquanto Yuri falava com ela, mas ela não o escutava, ainda mais com todo o barulho que o Salão Principal estava fazendo, ela olhou o brasão da camisa dele.
Porque sonserinos sempre se apaixonam por grifinórios?
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Theo riu, beijando o pescoço de Kat, que o puxou para cima dela, também rindo. Ela puxou a camisa de Theo para fora do corpo dele, e passou suas mãos pelos seus braços fortes. Kat mordeu um lábio, o achando muito bonito, em cima dela, parecendo brilhar, e o puxou para um beijo lento, e delicioso.
Eles antes eram muito delicados um com o outro, como se eles mesmo pudessem se quebrar, agora aquela delicadeza ainda estava ali, mas dava espaço para paixão ardente em seus peitos.
—Eu te amo, Theo. — ela sussurrou no ouvido dele, e depois o mordiscou na orelha.
Theo tocou-a na cintura, amando o modo como ela o olhava, completamente entregue para ele. Apaixonada demais. Theo tirou a blusa de torcida de Kat, e a beijou na barriga e subiu para o vale entre seus seios, dando beijinhos calmos ali. Enquanto a beijava nos seios, Kat desafivelou seu cinto, e puxou suas calças para baixo. Theo gemeu aliviado, quando ela o puxou para fora da cueca, e o massageou gostosamente. Ele a apertou na bunda, por debaixo da saia.
Sem retirar a saia dela, Theo a agarrou pela cintura, e a virou a deixando de quatro. Kat o olhou quase de forma angelical, e Theo sentiu suas bolas doerem por isso. Ele ergueu a saia para mostras a bunda de Kat, e puxou para o lado a calcinha cor de rosa bebê, colocando seu pênis na entrada e enfiando devagar.
Kat deu um gemido alto, e Theo suspirou, agarrando a bunda dela, e começando a remeter. Os dois gemera, e Kat rebolou para Theo, que lhe deu um tapinha gostoso na bunda.
Estavam aproveitando. Prestando atenção nas reações que causavam um no outro. Prestando atenção em seus gemidos aliviados, chamando o nome um do outro, como se fosse a primeira vez. Estavam alheios demais a tudo, até mesmo a porta do dormitório que se abriu.
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Rabastan entrou no Salão Comunal, querendo apenas tomar um banho quente, e ir para cama, tirar um cochilo. Talvez dar uns beijos em Kat antes, para aliviar um pouco. Ele mirou Amico, Aleto e Mirtha que estavam em um sofá, as duas últimas estudando, enquanto Amico olhava para o teto entediado, mas seus olhos se arregalaram ao ver Rabastan.
—Rabastan. — ele berrou.
—Estou feliz em te ver também, Amico. — Rabastan riu, indo até os três.
—Você deveria estar em sua aula de Aritmancia. — Amico falou, confuso.
—É, resolvi matar. Os treinos de quadribol tão acabando comigo. — Rabastan murmurou, mexendo o braço desconfortável. — Vou pedir para Kat me fazer uma massagem.
—Se quiser eu posso fazer, Rabs. — Mirtha sorriu e piscou para ele.
—Muito obrigado, Mirtha, mas eu vou passar. — Rabastan disse. Amico continuava, o olhando estranho. — Que foi, cara?
—Você deveria estar na aula Aritmancia. — Amico murmurou. Aleto e Mirtha o encararam, confusas, assim como Rabastan.
—Certo. — Rabastan riu, não entendendo. — Eu vou pro dormitório.
—Você não vai querer entrar lá. — Amico disse.
—Porque?
—Kat não tem treino de líder de torcida agora. — Amico disse apenas.
Rabastan franziu a testa, e foi para o dormitório, antes de descer as escadas, viu Amico falando algo para Aleto e ela abrindo a boca chocada. Rabastan, finalmente desceu as escadas, com a cabeça confusa, sem entender o que Amico estava querendo dizer e porque ele não iria querer entrar no dormitório.
Assim que chegou na porta, abriu, e já viu uma movimentação na cama de Theo. Ela mexia para frente e para trás, ele já tinha visto aquela movimentação muitas vezes, quando Theo ou Amico traziam uma garota para traçar no dormitório. Mas o comentário sobre Kat, fez Rabastan ir até a cama, e espiar.
Rabastan ficou petrificado. Ele não sentiu nada, apenas abriu mais a cortina. Os dois suados na cama, perceberam.
Kat deu um berro, empurrando Theo e tentando se cobrir com o lençol, enquanto Theo, mirou Rabastan. Os dois se encararam. Theo perturbado demais para falar algo, e Rabastan meio atordoado.
—Rabastan. — Kat chorou, na cama. Ele virou seus olhos para ela, e não disse nada. — Por favor. — ela tentou tocar o braço dele, mas Rabastan deu um passo para trás e virou suas costas. Ele saiu andando do dormitório. Kat berrou seu nome.
Mas Rabastan nem ao menos olhou para trás
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Remus entrou na Casa na Árvore, virei meu olhar para ele, com um cigarro entre os dedos. No toca-discos tovaca My Girl, baixinho, apenas para eu relaxar um pouco. Eu e Remus nos entreolhamos, mas eu desviei o olhar, porque não queria ver seus olhos doces e gentis. Mas Remus, com as mão juntas no corpo, começou a andar até mim, dançando pra frente, mexendo o corpo lentamente, tentei não rir, mas logo eu sorria bobamente.
Remus começou a dançar para os lados, e parou a minha frente. Ele me estendeu a mão, e nem consegui pensar direito, antes de aceitar, e ele me puxar para cima. Joguei o cigarro no chão, e pisei. Olhei Remus, e ele enlaçou minha cintura devagar, coloquei uma mão em seu ombro, com a mão livre demos as mãos, e começamos a dançar pela Casa na Árvore.
Gargalhei, quando Remus me girou, e eu dei duas voltas, depois ele me abraçou novamente, e nos encaramos, o fiz girar também, e rimos juntos, para depois eu deitar minha cabeça em seu ombro, e dançarmos mais lentamente, apenas curtindo a música, e sentindo. Remus suspirou no meu cabelo e apoiou o queixo no todo da minha cabeça.
—Eu sinto muito. — ele murmurou.
—Você é tão idiota. — eu murmurei de volta. Ele me abraçou mais um pouco.
—Você realmente é muito bonita. — ele disse. Eu dei uma risada, e a abafei em seu ombro. — Mas, você é minha melhor amiga. É isso que você é e o céu é escuro e brilhante são as estrelas que reluzem, e você reluz para mim, Addie. Você é minha melhor amiga e é minha estrela, eu não suportaria que me deixasse. — ele falou. Senti o impacto das suas palavras, e uma lágrima escorreu pela minha bochecha, e molhou a capa de Remus.
—E você é minha lua, Aluado. — brinquei. Ele riu, e nos abraçamos de verdade. Uma coruja entrou pela porta aberta da Casa na Árvore. — Como ela conseguiu entrar?
—Corujas fazem de tudo pra entregar a carta aos seus rementes. — Remus riu. A coruja deixou a carta cair na minha mão, e saiu voando, agora para fora de nossas vistas.
Olhei completamente chocada, de quem a carta vinha, meu coração pareceu ir para minha boca, e eu conseguia o ouvir, zunindo na minha orelha. Remus olhou também, e me encarou tão chocado quanto eu encarava a carta. A carta vinha da Academia Rise.
Abri a carta lentamente, e Remus me olhou ansioso. Comecei a ler o que dizia, não me aguentando ficar parada, andando de um lado para o outro, enquanto Remus me esperava. Terminei de ler a carta, e a deixei cair no chão.
Remus me mirava, paciente, com olhos gentis. Suspirei alto, olhando diretamente em seus olhos âmbar.
—Eu passei. — murmurei. — Eu passei pela inscrição.
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