When We Were Young
44 The Game - Addie's Manor III
Notas iniciais

THE GAME
ADDIE’S MANOR
1974
NEW YEAR’S EVE
—Ok, crianças. Vocês estão prestes a entrar no jogo de verdade, agora. – riu Dido, brincando com a garrafa – E eu falo sério. Deixe-me contar uma história pra vocês. – ela parou olhando para Zamora com divertimento – Foi nessa brincadeira que nossa Evie deixou de ser uma princesinha e passou a ser Rainha. – ela parou e os Sonserina bateram palmas. Olhei para James, que piscou pra mim, maroto – A regra principal é que... não há regras. E se você se recusar a cumprir um desafio... está liberado até o Crucio.
—Eu realmente gostaria que vocês não fossem covardes. O Ministro está aqui essa noite. – Riu Nathan – E eu preferiria não ter que torturar nenhum de vocês.
—Por que eu acho que esse jogo era o favorito da Bella? – perguntou Sirius e os mais velhos fizeram careta.
—Meu irmão me contou algumas lendas sobre esse jogo. – disse Rabastan – Ele perdeu a virgindade nele. Com uma tal de... eu não me lembro o nome... – disse ele antes de dar um gole em sua garrafa de cerveja.
—Então como funciona? – perguntou Remus, receoso, de mãos dadas com Francesca.
—Eu vou começar. – disse Zamora pegando a garrafa de Dido – Afinal, eu sou a vadia mais gostosa dessa roda. – riu ela e eu torci o nariz – Não se preocupe, Addie. Você é a segunda melhor. – riu ela piscando para mim e Dido olhou zangada pra ela – Muito bem. Eu vou girar essa garrafa e... pra quem ela apontar... – ela olhou marota para todos nós – a pessoa vai pegar a garrafa e girar de novo, escolhendo mais um jogador... e então eu irei escolher o que essas duas pessoas farão. – ela respirou parecendo contente consigo mesma – Então, depois, a pessoa que foi escolhida por último irá girar a garrafa, escolhendo outra pessoa e o indivíduo que foi escolhido primeiro irá escolher o desafio... e assim vai. Vinganças são completamente permitidas. Não há limites. A única coisa proibida é matarmos uns aos outros. – riu ela parecendo animada – E então. Alguém aí pensa em amarelar?
—Eu não posso jogar algo assim. Meu pai me mata. – resmungou Emily.
—E eu pensando que a Grifinória era a casa da Coragem. – riu Rabastan com desdém. Emily corou e mostrou o dedo médio para ele.
—Eu juro que se me chamar de covarde eu vou arrancar esses pentelhos ridículos do seu queixo e vou socá-los todos no seu...
—Emily! – riu James – Pentelhos. – riu ele de novo e Rabastan corou de leve – Realmente... mas eu acho que meu saco tem mais cabelos do que o queixo dele.
—Eu duvido. – resmungou Rabastan, corando violentamente.
—Ok, crianças. Mais alguém além da Srta. Valentine vai querer desistir? – perguntou Zamora com um sorriso doce e venenoso.
—Emily não vai desistir. – riu Frank e Emily o olhou constrangida – Desde que concordem com a regra de que... o que acontece aqui, fica aqui. Vamos fazer um juramento de segredo. – disse ele – E eu aviso que se alguém fizer algo que suje a honra dela, vai se ver comigo.
—E comigo. – disse Remus, muito calmo.
—Com todos nós. – riu Sirius parecendo animado, olhando para Soto.
—Então. Estão todos de acordo? – perguntou Zamora – Ok, perdedores. Coloquem a mão no centro e vamos jurar. – foi uma confusão todo mundo se espremer e juntas as mãos no centro – O que rolar aqui, ficará aqui. Nada de usarmos o que viermos a fazer aqui para nos constranger com nossos parentes. Só poderemos usar isso em Hogwarts, mas só com quem participou. Não vamos contar sobre hoje para ninguém que não estiver nessa roda. Pais, mães, namorados, namoradas, primas, primos, amigas, amigos, maridos, esposas, etc. de acordo?
—De acordo. – responderam todos. Zamora olhou para Adam, que brandiu a varinha. Uma linha dourada saiu da mão dele e atou nossas mãos, desaparecendo em seguida.
—É hora de passa vergonha. – riu Nathan – Adoro isso. Gire, Evie. – riu ele piscando para Zamora, que revirou os olhos.
—Ok. – ela girou a garrafa, que apontou para Emmeline. Olhei para minha amiga, que suspirou.
—ESPEREM! – gritou uma voz. Todos piscaram e se viraram. Severus e Jacques vinham apressados e Emmeline se levantou.
—Jacques?!
—Eu te amo, Emmeline. – disse ele, enquanto Severus se sentava ao lado de Lily – E eu não vou passar o ano novo longe de você.
Emmeline sorriu e correu para beijá-lo. Revirei os olhos sabendo que aquilo poderia levar algum tempo.
—Vaca Vance, Burke. Sentem-se. – ralhou Zamora de maneira autoritária – Se vocês me fazerem perder tempo... vocês não querem isso, querem? – perguntou ela. Jack negou veemente com a cabeça e Emmeline também – Ótimo. Sentem-se. Burke. Nós vamos jogar Suicídio Social. Você está dentro.
—Eu nunca jogo esses... – começou ele.
—Eu disse que você está dentro. – repetiu Zamora e Jacques se sentou ao lado de Severus – Jurem que não vão espalhar o que vamos fazer aqui. – exigiu Zamora. Ela repetiu o juramento e Severus e Jacques o fizeram, engolindo em seco. Aquela vadia era mesmo poderosa. Notei que Francesca a olhava sonhadoramente, assim como Dido, já que ambas desejavam a coroa que pertencia à garota – Ótimo, Vance. Gire a garrafa e torça para que eu fique feliz.
Emmeline engoliu em seco e girou a garrafa. Parou em Adam. Tentei não olhar para Emmeline. Seria demonstrar fraqueza. Eu simplesmente não poderia demonstrar fraqueza.
—E então, Evie. O que eu e Emms vamos fazer? – perguntou Adam. Zamora respirou fundo, avaliando os dois.
—Vance tem uma bunda linda. – riu Zamora.
—Gorda, você quer dizer. – resmungou Marlene.
—Piranha, eu pedi sua opinião? – perguntou Zamora e Marlene engoliu em seco – Foi o que eu pensei. Feche a boca, estou sentindo seu cheiro de alho daqui. – ela nem olhou para Marlene para dizer isso e eu notei que Emmeline fazia força para não sorrir – Vance, eu quero que você dance na frente de Adam, de maneira sensual, esfregando essa sua bunda abençoada nele durante trinta segundos. E Adam, se você não estiver duro quando ela terminar eu vou achar que você é super gay.
—Acredite, Evie... eu não sou gay. – riu Adam ficando de pé, enquanto Rabastan e Theo riam da cara de Jacques.
—Jack, querido... você conhece as regras. – murmurou Emmeline parecendo sem jeito.
—Dança, mas pensa em mim, baby. – resmungou Jack, fazendo careta e os amigos dele riram e caçoaram mais.
Emmeline fez como Zamora mandou. Eu notei que Adam respirou fundo, parecendo se esforçar muito para não agarrar Emmeline.
—Você é boa nisso, Vance. – riu ele enquanto Emmeline rebolava esfregando a bunda nos quadris dele. Quando ela terminou, Adam estava completamente duro e era muito fácil de ver isso – Então... agora sou eu quem giro a garrafa e Emmeline decide o desafio, certo? – perguntou ele.
—Não faz como se nunca tivesse jogado isso, Adam. – riu Evie com um sorrisinho maroto para ele. Os dois se olharam de um jeito muito cúmplice e riram um para o outro. Eu nunca tinha visto Zamora parecendo tão descontraída e era meio estranho. Adam girou a garrafa e apontou para Nathan – E então, Emmeline. O que Nathan e Adam devem fazer?
Emmeline soltou um suspiro e sorriu.
—Eu digo que Nathan deve tirar a roupa do Adam como se estivesse desejando fodê-lo durante toda a noite. E o Adam vai ter que ficar de só de cuecas por três desafios.
—Boa, garota. – riu Soto e o namorado dela a olhou confuso – Foi um bom desafio para uma iniciante, amor. – riu ela e o namorado sonso deu de ombros.
Nathan se levantou e ficou ao lado de Adam, com um olhar meio constrangido.
—Não se faz de tímido, primo. Eu sei que você adorou a prenda. – riu Jason fazendo Adam e Nathan rirem.
—Quem resiste ao Adam, não é mesmo? – perguntou Nathan rodeando Adam, como se fosse um leão rodeando uma presa. Ele abraçou Adam por trás e o cheirou no cangote. Adam encolheu, constrangido e Nathan alisou a barriga dele, levantando a camisa do traje de maneira sensual e lenta.
—Best day of my life... just here. – riu Dido. Eu apenas concordei com ela achando aquilo sensual. Notei que os garotos desviavam o olhar, mas as garotas olhavam hipnotizadas enquanto Nathan alisava a barriga de Adam. Mas eu notei que Sirius olhava para a cena com leve interesse, ou como se não estivesse ligando para a cena, assim como Remus, que parecia simplesmente envergonhado. Ele tirou primeiro o blazer de Adam, depois foi desabotoar os botões da camisa, com o rosto tão próximo de Adam que eu achei por um momento que eles iriam começar a se agarrar. Assim que Adam ficou sem camisa, Nathan o alisou no peito, nas costelas, barriga, até o cinto.
—Cara... eu estou me sentindo muito molestado. – disse Adam parecendo sem jeito.
—Shut up, bitch. I know you liked. – riu Nathan, arrancando gargalhadas de todo mundo. Ele tirou o cinto de Adam e rodeou meu sonho de consumo com um olhar faminto, para dar umas cintadas na bunda dele. Adam deu um pulinho e todo mundo riu de novo – Agora, o momento que todos desejam saber. Cueca ou samba canção, Adam?
—Eu não estou usando nada. – riu Adam e eu tive alguma esperança daquilo ser verdade. Olhei com um sorrisinho para Emmeline, que olhava para os dois completamente boquiaberta. Nathan desabotoou a calça de Adam e espiou. Adam balançou as sobrancelhas para cima e para baixo, com um sorrisinho e Nathan deu a volta para ficar por trás dele – Ah, cara... você está gostando disso mais do que deveria.
—E você também. – riu Nathan baixando as calças de Adam. Ele ainda estava duro e eu me perguntei se era por Nathan ou por Emmeline... ou pelos dois. Adam saiu dos sapatos e das calças, ficando só de cuecas e Nathan fez uma mesura agradecendo às palmas que recebia da rodinha inteira – Ok, obrigado, obrigado. Me entreguem essa garrafa. Minha vez! – riu ele.
Adam se sentou levemente constrangido ao lado de Zamora que lhe lançou um sorrisinho travesso. Ele riu, revirando os olhos e olhou Jason girar a garrafa, elegendo um novo jogador. Rabastan.
—Ai, cacete... – resmungou ele parecendo receoso.
—Muito bem. O que meu jovem pupilo deve fazer... deixe-me ver... – ele coçou o queixo – Ele vai deixar o Nathan tirar essa barba dele com um feitiço malvado, porque, francamente, Rabastan... essa porra está ridícula. – todo mundo caiu na gargalhada, menos Rabastan, que corou violentamente.
Nathan sacou a varinha e apontou para o queixo de Rabastan, que engoliu em seco, fez careta e fechou os olhos. Nathan brandiu a varinha e Rabastan gritou quando a “barba” dele foi arrancada de uma vez, deixando gotículas de sangue em seu queixo.
—Filho da puta. – rosnou Rabastan colocando a mão no queixo liso.
—Pronto. Tá com um rostinho de bebê de novo. – riu Nathan – Gira esta merda. E saiba... eu sou malvado.
Rabastan praguejou e girou a garrafa. Quando ela apontou para Jacques, os dois se olharam horrorizados.
—Eu provavelmente vou me arrepender de falar isso... mas esse provavelmente é o dia mais feliz da minha vida. – debochou Sirius.
Rabastan e Jacques olharam um para o outro, engolindo em seco.
—Muito bem. Deixe-me ver... eu quero... um beijo de língua. – riu Nathan – Começando básico. Depois do beijo de língua, eu quero que apertem a bundinha um do outro. Eu sei que você vai ficar meio decepcionado, já que está namorando a Vance ali... mas conforme-se. Depois disso vocês vão olhar nos olhos um do outro para falar: eu quero chupar seu pau como se fosse meu doce favorito. E então o outro vai dizer: E eu quero que você soque tão forte no meu rabo, que seu pau vai coçar o meu estômago. E então mais um beijinho de língua. O primeiro beijo com trinta segundos, o segundo só vinte. Podem começar.
—Cruciatus dói muito? – perguntou Rabastan – Eu acho que eu aguento isso. – disse ele.
—Oh, Rabs... mas é tão sexy ver dois garotos bonitos se beijando. – disse fazendo beicinho. Emmeline sorriu e se levantou para falar alguma coisa no ouvido de Jacques. Olhei imediatamente para Remus, que olhou boquiaberto para ela.
—Eu topo. – disse Jacques, com as orelhas vermelhas. Rabastan olhou para ele como se estivesse que fazer a pior escolha de sua vida.
—Ai, que droga... – resmungou ele olhando para todos ali – Se eu me recusar, eu sou azarado por tudo mundo?
—Sim. – respondeu Adam.
—Eu só me fodo. – resmungou Rabastan olhando de soslaio para os Marotos – Ok, ok. Eu preciso voltar vivo pra casa. – resmungou ele e eu notei que Sirius e James pareceram levemente desapontados.
Jacques e Rabastan se olharam desgostosos e se aproximaram.
—Quem vai falar o que? – perguntou Jacques.
—Sei lá. – resmungou ele.
Os dois engoliram em seco enquanto eu os olhava completamente excitada com a visão. James me puxou a orelha e eu dei um sorrisinho.
—O que foi, Jay?
—Está gostando demais dessas coisas ai. – ralhou ele – Pode parar.
—Boa sorte com isso. – retruquei olhando para Rabastan, que tinha começado a beijar Jacques, num beijo de língua cheio de espasmos de nojo. Todo mundo caiu na gargalhada e eu me lembrei de quando Remus teve que beijar Sirius em uma das nossas brincadeiras. Depois de trinta segundos Rabastan se afastou e resmungou sem humor.
—Eu quero chupar o seu pau... como... como se fosse meu doce favorito? – disse ele um pouco inseguro do próprio texto. Jacques corou violentamente e Rabastan fez o mesmo.
—E eu... hum... quero que você... hum... – ele respirou fundo e Sirius caiu na gargalhada junto de James – Eu quero que você soque com muita força no meu rabo... e... – ele escondeu o rosto com uma das mãos – que vai parecer que você coçou o meu estômago com o seu pau.
—Você não olhou nos olhos dele, Burke. Tem que ter romantismo ai. – ralhou Nathan, fazendo Sirius se jogar no chão, gargalhando histericamente ao lado de Peter. Jacques respirou fundo e olhou nos olhos de Rabastan.
—Ok. – ele suspirou – Rabastan. E eu quero que você soque tão forte no meu rabo, que seu pau vai coçar o meu estômago. – repetiu ele.
—Oh, eu vou me mijar. Eu vou me mijar! – disse James parecendo sem ar de tanto rir, enquanto Rabastan e Jacques voltavam a se beijar.
E quando os vinte segundos terminaram, Rabastan, sem aviso nenhum, simplesmente socou Jacques no estômago.
—Eu precisava fazer isso, cara. Desculpe. – ralhou Rabastan indo se sentar, enquanto Jacques ficava sem ar, caindo de joelhos.
—Eu teria feito o mesmo. – riu Theo socando o punho de Rabastan.
—Eu também. Sabe como é, não é, Jacques? – perguntou Frank. Jacques concordou com um aceno de cabeça e pegou a garrafa.
—Seu babaca. – resmungou ele.
—Não odeie o jogador, Jack. Odeie o jogo. – riu Nathan.
Jacques respirou fundo e girou a garrafa, que apontou para Dido.
—E então, Rabastan? – perguntou ela.
—Vai ali no cantinho, fica de joelhos e bate uma punheta pro Jacques por pelo menos dois minutos. – respondeu Rabastan. Jacques corou e o olhou horrorizado, assim como Emmeline.
—Tá louco, é? – perguntou Emmeline.
—Ué, você pode esfregar o rabo no Adam, mas o Jacques não pode receber uma punhetinha inocente? – perguntou Rabastan – Não odeie o jogador, odeie o jogo. – piscou Rabastan para Emmeline – Mas não se preocupe, Vance. Ele com certeza vai pensar em você durante o ato.
Os alunos da Sonserina (menos Jacques) caíram na gargalhada. Dido se levantou e puxou Jacques pela mão. Escutei ele ameaçar Rabastan de morte, mas o garoto não pareceu se importar.
—Eu pensei que fosse amigo dele! – ralhou Emily.
—Nossa. Eu sou mesmo um cretino. – riu Rabastan com pouco caso – Eu fiz uma gostosa bater uma punheta pra ele. Como eu sou um péssimo amigo. Principalmente levando em conta que ele e a namorada estão meio brigados e ele realmente precisa... hum... de uma mãozinha pra relaxar. – riu Rabastan movendo a mão, imitando o gesto de uma punheta, fazendo todo mundo da Sonserina e Marlene rirem.
—Você é ótimo, Lestrange. – riu Marlene e Rabastan piscou pra ela.
—Você não faz ideia, McKinnon. – piscou ele para ela enquanto Jacques encostava Dido na parede, do outro lado da sala, para receber sua punheta.
—Puta que pariu, que mão gelada. – ralhou ele e Dido deu uma risadinha.
—Ops. – riu ela.
Dido abaixou as calças de Jacques e eu pude ver parte de sua bunda, mas James me fez virar o rosto para o outro lado.
—A única bunda que você pode admirar é a minha, Black. – ralhou ele.
—Mas você tem a bundinha pequena, Jay. – resmunguei e ele corou de leve.
—Potter é todo pequeno. – brincou Rabastan levantando a mão, aproximando o polegar do indicador.
—Foi o que eu ouvi por aí, também. – concordou Severus.
—Meu pau é grande o suficiente para que eu use ele como minha vassoura. – riu James.
—Por isso nunca comeu a Addie? – perguntou Theo – Sabe, se o pau é tão grande, você não tem sangue o suficiente para bombear e ficar duro.
—Cara... não fale do que não sabe. – disse James lançando uma piscadela para ele. Sirius o fuzilou com os olhos e James fingiu que não viu.
Depois de um tempo Jacques voltou de pau duro, parecendo desconfortável. Dido se sentou ao lado de Zamora e pegou a garrafa. Ela a girou e a garrafa apontou para mim. Olhei para Jacques que sorriu sem jeito.
—O que nós devemos fazer, Jacques? – perguntou Dido. Jacques soltou um suspiro e depois olhou para Rabastan.
—Eu quero que vocês duas lambam o Rabs. Do umbigo até o queixo de bebê dele. – riu Jacques – E eu quero ver suas línguas se tocando no processo.
—Adam, você não deveria estar vestido? – perguntou Jason olhando para Adam, que estava sentado de maneira esparramada. Ele deu de ombros.
—Eu posso esperar. – Adam deu um sorrisinho e olhou para Jacques – Burke. Dez galeões se me colocar no lugar do Rabastan.
—Vinte galeões para você não fazer isso. – ralhou Rabastan.
—Eu cubro. Quarenta galeões. – disse Adam.
—Eu vou deixar o Rabastan, afinal ele merece isso depois do que a gente passou. – resmungou Jacques.
—E não é que eles se amam mesmo? – perguntou Nathan fazendo todo mundo rir.
Rabastan tirou a camisa e o blazer, nos olhando com expectativa.
—Quando quiserem, queridas. – riu ele.
—Gente... Lestrange está gostosinho. – riu Zamora e Rabastan corou com o comentário. E eu não gostei nada disso.
Eu e Dido nos posicionamos uma de cada lado de Rabastan, que já estava ficando duro com a expectativa.
—Lestrange. Não se acostuma, ouviu? – ralhou James.
—Eu sinto te desapontar. – riu Rabastan.
—Prontas, garotas? – perguntou Jacques – Três, dois, um!
Eu e Dido lambemos a barriga de Rabastan, com nossas línguas se tocando pelo caminho. Vi a pele dele se arrepiar inteira. Dido passeou a língua ao redor dos mamilos dele e ele estremeceu inteiro. A imitei só para fazer com que ele tremesse de novo e então nós duas subimos nossas línguas pelo pomo de adão dele, até tocarmos gentilmente em seus lábios.
Quando me afastei, notei que ele estava de olhos fechados, com um sorriso bobo no rosto.
—Minha vez de girar a garrafa? – perguntei.
—Isso mesmo. – riu Dido. Obedeci e vi a garrafa parar apontada para Frank, que ficou em pé com um sorriso.
—Chanel, Chanel. – riu ele se aproximando de mim – Nº 4 pronto para servir.
—Hum, não dessa vez. – riu Dido – Black, eu quero que você chupe o dedão do pé do Frank.
Eu olhei enojada para Frank, que corou com violência.
—Isso soou menos divertido do que eu imaginei... – murmurou Frank.
—Pra você, querido. Ver Black de joelhos para lamber seu pé e chupar seu dedão vai ser ótimo. – riu Dido. Bufei zangada, mas não fiz drama. Virei-me decidida para Frank, que suspirou e tirou o sapato.
—Manda ver, Chanel. – riu Frank.
Frank tinha chulé, eu logo notei. Os mais velhos da Sonserina, com exceção de Adam, ficaram rindo. Francesca riu da minha cara também e eu fiquei muito tentada a estapear cada um deles.
Quando eu terminei de lamber os pés de Frank, ele pegou a garrafa e a girou. Ela parou apontada para Régulus. Meu priminho me olhou constrangido e eu sorri.
—Ok. Eu quero um strip tease de vocês dois. – respondi com um sorrisinho indo até uma vitrola e colocando Satisfaction do Stones – Dancem, vadias. E fiquem só de cuecas por pelo menos cinco prendas.
—Oh, Addie... eu realmente não sei fazer isso. – lamentou meu priminho, enquanto Sirius caía na gargalhada.
—Só mexer os quadris e tirar a roupa. – riu Frank dançando de maneira insinuante, movendo os quadris e tirando o uniforme. Graças ao treino com as líderes de torcida, onde ele precisava nos jogar para cima e nos segurar no alto por muito tempo, Frank tinha conseguido um corpinho bem bonito.
Régulus, no entanto, além de ser introvertido, era mais novo e duro. Então foi meio vergonhoso quando ele começou a tentar imitar Frank, que tinha um gingado bem sensual.
Notei que Alice estava corada, olhando para ele e Lily sorria mordendo o lábio, gostando dos movimentos de dança de Frank.
—A hey, hey, hey, that's what I say… — cantarolaram Sirius e James.
—Já sabemos o que Frank pode fazer se ele não conseguir boas notas na escola. – riu Dorcas, fazendo Emily cair na gargalhada.
—Você pagaria para me ver dançar, baby? – perguntou Frank, já só de cuecas, andando em direção a Dorcas.
—Eu com certeza iria. Pagaria toda a sua faculdade. – riu Lily. Olhei sem entender, mas Mary e Emmeline caíram na gargalhada, assim como Adam e eu imaginei que era alguma referência trouxa.
—O que é uma faculdade? – perguntou James.
—Meu único arrependimento por ter me tornado bruxa. – respondeu Lily brindando com o ar enquanto matava seu copo de ponche.
—Sei como é, Evans... sei como é. – riu Adam ainda só de cuecas – Gire essa garrafa, Régulus.
Régulus, ainda muito tímido com sua cueca dos Tornados, girou a garrafa e ela parou apontada para Mary.
—Gire de novo! – exigiu Peter.
—Oh... sou eu quem escolhe a prenda? – perguntou Frank – Ei, Pettigrew, você se lembra quando ficou tirando sarro de mim porque eu entrei para as líderes de torcida? Ou quando eu era um completo retardado obcecado pela Alice e ela não me dava bola? Ou quando, na primeira aula de voo, eu machuquei o saco com a minha vassoura? – riu Frank. Peter olhou com suplício para Frank – Essa é a hora da vingança cármica, que favorece os justos e oprimidos. Porque eu desafio você, Régulus Black – e ele apontou para Régulus com muita energia –, a ter sete minutos no paraíso com Mary, fazendo tudo o que ela te deixar fazer e vocês estarão proibidos, pelas Leis do Universo, de contar o que aprontarem naquele armário para alguém que não seja eu... ou a Chanel, líder-suprema e futura rainha de Hogwarts. Sim, eu falo da Addie, porque vocês duas são ridículas perto de Satã-Adhara e seu gato infernal chamado Lúcifer. Lidem com isso. Emily bate na minha mão. – riu Frank colocando a palma para o ar. Emily se levantou e acertou um tapa na mão dele enquanto Francesca e Dido o olhavam com olhares fulminantes – Sim, eu disse. Damn, I'm awesome.
Frank se sentou ao lado de Lílian e sorriu travesso para ela, parecendo extremamente satisfeito consigo mesmo.
Régulus olhou para Mary e ofereceu a mão para ela. Mary aceitou e os dois entraram no armário. Sete longos minutos de espera até que Mary saísse descabelada, com o vestido amarrotado, enquanto Régulus parecia voar de leveza, para seu lugar. Theo olhou diretamente para a cueca dele e como o garoto estava parecendo muito feliz e não estava de pau duro, todos concluímos que Régulus, no mínimo, tinha tido um orgasmo.
—Mandou bem, recruta. – riu Theo – Gira essa merda, Crazy Eyes.
Mary pegou a garrafa, evitando de olhar para Peter. A garrafa girou, girou e girou, apontando para Lily.
—Beijo lésbico! Eu estou escutando um beijo lésbico vindo? – perguntou Sirius com um sorriso canalha.
—Não, mano. Eu não vou sacanear a Mary. – disse Régulus e Sirius revirou os olhos.
—Frouxo.
—Mary. Eu te desafio a... hum... a dar um tapa na bunda de Evans. – riu Régulus e todo mundo caiu na gargalhada – Evans deve se deitar de bunda pra cima, no seu colo e falar: eu sou uma garota má. E então você dá uns tapas bem fortes nela.
—Eu retiro o que eu disse. Muito bem, Régulus. – riu Sirius erguendo os polegares.
Lily sorriu e foi até Mary, engatinhando de maneira sensual.
—Me castigue, Mary... – murmurou ela de maneira provocante, olhando para Mary com luxúria – Por que eu sou uma garotinha muito, muito, muito má.
—Ok. Eu tive uma ereção. Ok. – disse James – Estou levemente surpreso. Eu não imaginei que teria uma ereção com isso. – riu James olhando para as próprias calças – Addie, eu quero que você seja uma garota má depois, preu te castigar um pouquinho.
—Ou então eu castigo você. – revidei piscando pra ele. James sorriu e concordou.
—Ok, ok... eu gosto da ideia também... ouch! – gritou James e os óculos dele voaram para longe quando ele recebeu um tapão de Sirius, na nuca – Ei, cara. O que é isso?!
—Estou castigando você, seu menino mau. – ralhou Sirius e todo mundo caiu na gargalhada.
Lily se deitou no colo de Mary e esta levantou o vestido dela, mostrando a calcinha preta de rendinha.
—Me castigue, Maryyyyy... – pediu Lily de maneira gemida e eu vi Severus colocar uma almofada no próprio colo.
—Ok, já sabemos de mais alguém com emprego garantido caso não vá bem nas provas. – riu Sirius.
—Cale a boca, Black. Não fale assim de Lily. – ralhou Severus, indignado.
—Relaxa, Sev. É só brincadeira. – disse sorrindo para ele. Severus soltou um muxoxo.
Mary bateu a primeira vez, e Lily soltou com um gritinho. A bunda dela ficou vermelha. Lily se ajoelhou depois de apanhar mais algumas vezes de Mary.
—Hoje à noite eu terei o banho mais longo da minha vida. – murmurou Theo e Rabastan deu uma risadinha – Gire a garrafa, Evans.
Lily obedeceu e a garrafa apontou para Greengrass, que tinha passado a brincadeira inteira calada. Mary soltou um suspiro.
—Eu quero ver Lily dar um tapa na cara dela.
—Uooou! – riu Rabastan – Eu realmente não esperava por essa.
—Mary. – Adhara chamou calmamente. Mary virou seus olhos para ela. – Não seja tão agressiva para que não sejam agressivos com você.
—Isso é verdade, Crazy Eyes. – Dido falou.
—Nós podemos ser sonserinas, mas ainda cuidamos uma das outras quando necessário. – Evie falou sem prestar muita atenção.
—Mas isso é por ela ter feito minha amiguinha brigar com o namorado dela. Bate nela, Lily! – disse Mary, zangada de uma maneira completamente fofa.
E Lily deu um puta tapa na cara de Greengrass, que em seguida foi girar a garrafa. Ela apontou para a Francesca, que olhou desafiadoramente para a ruiva.
—Hum... eu quero que vocês... troquem de vestido. Aqui. Agora. Com todo mundo olhando. – disse ela.
—Evans sabe brincar. Evans sabe brincar! – disse James cutucando Sirius repetidamente.
—Eu estou em choque. Completamente em choque. – murmurou Sirius franzindo a testa.
—Oras. Nós não estamos na escola. Estamos numa festa para nos divertir. – riu Evans colocando as mãos nos quadris – É essa a ideia, não é? Se divertir com a desgraça alheia.
—Eu não sei você, mas eu não passei nenhuma desgraça. – riu Nathan.
—Bem... você meio que molestou o Adam. – riu Jason, timidamente.
—Aquele deus grego? Ah, para. – riu Nathan fazendo Adam corar – Foi só uma prévia de hoje à noite, meu gato. – riu ele piscando para Adam.
—Você sabe que ninguém aqui te conhece direito e eles não sabem se você está brincando ou não... né? – riu Jacques.
Nathan deu uma risadinha enquanto Kat e Francesca tiravam o vestido.
—Querido, se eu fosse gay, você poderia ficar tranquilo que não seria o meu tipo. – riu ele – O Adam totalmente seria. – Nathan piscou para Adam e eu dei risadinhas – Mas não. Eu gosto é de mulher mesmo. Ouviu, Evie. Você está no topo da minha lista. – ele piscou para ela e Zamora riu com desdém.
—Que pena, porque você nem na minha lista está. – debochou ela.
—Veremos até o final da noite. – ele piscou para ela novamente, estalando a língua. Zamora revirou os olhos enquanto os outros garotos assoviavam para Francesca e Kat.
—Pronto. Espero que tenham apreciado o espetáculo. – riu Greengrass.
—Nhe... já vi melhores. – debochou Rabastan e Emily engasgou com uma risadinha. Rabastan piscou para ela e Theo o socou no braço.
—Fica esperto que vacilão morre cedo, seu cretino. – ralhou ele.
—Ai, cara. Relaxa. Valentine é a última garota da face da terra que eu traçaria. – riu Rabastan. Emily o olhou furiosa e eu olhei para Rabastan com alguma irritação.
—E posso saber o por que?
—Oras, ela é a garota dos sonhos do meu melhor amigo. Eu não sou fura olho. – riu Rabastan bebendo mais um gole de sua cerveja – Ao contrário do Potter que te pegou enquanto o Lupin estava completamente apaixonado por você.
Eu corei de leve e olhei para Remus, que estava ainda mais corado.
—Não diga besteira, Lestrange. Remus não gosta da Addie desse jeito! Né, Remus? – ralhou James.
—Não! Claro que não. De onde ele tira essas coisas? — perguntou Remus meio sem jeito.
—Hum-hum. – tossiu Francesca, para em seguida girar a garrafa, que apontou para Remus – Oh, Remusinho. Nossa vez de brincar. – riu ela. Remus corou absurdamente e concordou.
—Te desafio a perder a vez. – riu Kat e todo mundo gargalhou, enquanto Francesca fazia careta.
Remus pegou a garrafa e a girou. Rabastan.
—Ah, não! Essa merda só cai em mim com homem?! – ralhou ele indignado.
—Acredite, eu preferiria não cair com você... – ele soltou um suspiro – Não me sacaneie, Fran.
—Claro que não. – riu Francesca – Mas eu quero que a gente vá ali pro cantinho, preu ver vocês dois e descobrir quem tem a melhor ferramenta.
Todo mundo começou a rir e Remus a olhou horrorizado.
—Eu só me lasco nessa porra de jogo. – resmungou Rabastan corando muito. Os três foram para um cantinho e depois de alguns minutos os dois voltaram muito constrangidos – Minha vez de girar essa merda. Que eu caia com uma garota... – resmungou ele. Rabastan pegou a garrafa e ela apontou para Alice – O que vai ser, Lupin?
—Hum... – Remus coçou o queixo e suspirou – Eu não sei...
—Deixa eu escolher! Deixa! – pediu James – Essa garrafa ainda não apontou pra mim!
—Nem pra mim. Que absurdo. – resmungou Sirius.
—Eu não sei... – Remus suspirou – Acho que um beijo de língua é ok, né?
—Fraco. – riu Theo – A graça do jogo é ser escroto, Lupin.
—Ok... um beijo de língua seguido de... hum... vocês devem entrar ali no armário e trocar as roupas de baixo. – sugeriu Remus.
—Eu te odeio. – resmungou Rabastan para Theo, que gargalhava.
—Lestrange vai usar uma calcinha?! – perguntou Sirius – Essa é a melhor brincadeira do mundo!
Rabastan soltou um muxoxo e puxou Alice de uma vez para um beijo. Ela piscou algumas vezes, surpresa e se entregou ao beijo, soltando suspiros. Olhei de soslaio para Frank e notei que apesar dele sorrir, ele não estava olhando para os dois. Depois de um tempo Rabastan puxou Alice para o armário e outros minutos depois eles voltaram. Alice morrendo de rir e Rabastan parecendo terrivelmente desconfortável.
—Como vocês usam isso? – perguntou ele fazendo careta e todo mundo caiu na gargalhada.
Alice girou a garrafa e ela apontou para Sirius.
—O que devo fazer com o Sirius, Lestrange? – perguntou Alice.
—Chute as bolas dele. Com força. – resmungou Lestrange. Sirius fez uma careta e ficou de pé, abrindo as pernas e fechando os olhos.
—Vai ter volta, Lestrange. – rosnou ele.
—Cara, eu beijei um cara, eu fui barbeado, eu tive que mostrar o pau e acabei vendo o do Lupin, e agora eu estou usando uma calcinha. Vá se foder. – resmungou Rabastan arrancando gargalhadas de todo mundo.
Alice chutou Sirius nas bolas e nós tivemos que esperar uns três minutos para continuar a brincadeira. Sirius girou a garrafa e ela apontou para Lehanna.
—Sete minutos no paraíso. – riu Alice – Compense o Black pelo chute, prima. – riu ela.
—Preciso que peça especificamente, prima... eu tenho um namorado, sabe? – perguntou Soto como se importasse com a opinião de Stefan Clark (o namorado dela).
—Ok. Pague um guloso pra ele.
—Ah, fala sério, Alice. – ralhou Clark e Sirius sorriu se divertindo. Vi que Marlene bufou e Emmeline se ficou incomodada, conseguiu esconder perfeitamente.
—Um boquete e... – ela andou até a prima e sussurrou alguma coisa no ouvido dela.
—Ok. – riu Soto e Remus respirou fundo tentando não rir. Ah, eu teria uma conversinha com ele depois.
Sirius e Soto saíram em direção ao armário que Mary e Régulus tinha ido.
—Eu quero ter sete minutos no paraíso com você, baby. – James falou para mim. Eu sorri e lhe dei um beijo estalado na boca.
—Sem beijos. – Zamora falou. James se virou para ela com um biquinho. – Nesse jogo não tem namoradas ou namorados. – ela riu. James resmungou e tirou os braços da minha cintura.
—Jesus, Maria, José. – Sirius gritou de dentro do armário. Todos rimos, e eu me perguntei o que Lehanna poderia estar fazendo com Sirius. Depois de sete minutos os dois saíram de lá. Sirius estava extremamente vermelho e ofegante.
—Você está bem, Sirius? – James perguntou. Sirius abriu e fechou a boca várias vezes.
—Deixa pra lá. – ele murmurou. Lehanna riu. – Gira a garrafa.
Soto girou a garrafa e caiu em Dorcas. Ela corou e segurou a mão de Lily nervosa.
—Então, Six? – Leh perguntou.
—Eu quero ver vocês duas se beijando com as mãos nos peitos uma da outra. – ele falou. Os meninos riram animados. E eu fiz um careta ao olhar Meadowes. – Tem que furar 30 segundos.
Soto engatinhou até Dorcas que começava a suar frio. Ela pegou as mãos de Meadowes e colocou sobre os próprios peitos, então colocou as mãos no peito de Meadowes e se curvou para beija — lá. Dorcas estava vermelha mais retribuiu o beijo de Soto, apertando os peitos dela. Quando acabaram Soto se separou rindo, e piscou para Dorcas antes de voltar para o próprio lugar.
Dorcas ainda vermelha girou a garrafa que caiu em Emily.
—Eu quero que vocês façam uma dança sensual. – Soto riu. Emily riu corada e ela e Dorcas levantaram para começar a dançar.
Emmeline me olhou, apontou para Dorcas e depois fingiu que iria vomitar, eu gargalhei.
Emily dançava bem, mas Dorcas aprecia que estava tendo um ataque ou coisa assim.
—Finalmente. – riu Emmeline quando acabou.
Theo olhava Emily encantado e Rabastan riu dele.
—Emily, gira a garrafa. – mandei. Emily girou a garrafa que caiu em Remus.
Eu ri entusiasmada, assim como os meus amigos. Sirius empurrou o ombro de Remus que estava muito corado, e Francesca cruzou os braços irritada.
—Eu quero que você de um beijo em Remus. – Dorcas falou para Emily. – Mas um beijo muito bom... tipo aquele beijo que você da em alguém quando sente muito falta dela.
Emily corou.
—Tipo beijo de cinema? – Mary perguntou.
—Não sei... acho que sim. – Dorcas deu de ombros.
Emily tinha um sorrisinho no rosto e se levantou para andar até Remus. Os dois ficaram na frente um do outro de pé.
—Francesca e Theo não aprecem nada felizes. – James sussurrou no meu ouvido. Eu ri e olhei os dois que estavam com a cara fechada.
Emily suspirou e se atirou nos braços de Remus o beijando com fúria.
—Nossaaaaaaa! – gargalhou Nathan.
Remus agarrou a cintura dela, beijando — a com mais fúria ainda. Até que aos poucos eles foram se acalmando e começaram a dar beijinhos românticos e lentos.
—Acho que já chega! – Francesca ralhou. Remus desgrudou de Emily na hora, os dois com a boca vermelha.
Remus voltou a se sentar ao lado de Francesca. Ela segurou a mão dele com força, com um olhar irritado. Remus girou a garrafa que caiu no Jason. Os dois olharam Emily esperando.
—Remus eu quero que você depile o peito do Jason. – ela riu. E olhou Jason. – Você tem pelo no peito, certo? – ele assentiu.
—Mas como? – Remus perguntou.
—Eu te ensino o feitiço que eu usei no Rabastan. – sorriu Nathan.
—Não! – gritou Jason. Emmeline se curvou sobre Emily e falou algo no ouvido dela. Emily assentiu e se levantou e sussurrou algo no ouvido de Adam. Ele pegou a varinha fez um feitiço de convocação.
—O que é isso?
—É cera. – riu Emmeline. Ela deu o pote para Remus, a espátula e vários papeis de um tecido diferente.
Jason tirou as vestes e Remus com a espátula jogou a cera nos pelos do peito de Jason. Depois colocou o papel por cima e passou a mão.
—Desculpe. – Remus murmurou, antes de puxar a papel com tudo. Jason gritou de dor e todos gargalhamos.
—Quem merecia isso era o Cook. – Rabs resmungou, coçando o queixo.
—Eu acho que você fica bem mais bonitinho assim, Rabs. – falo. Rabastan olha para mim e sorri.
—Você acha?
—Aham. – sorri. James me olhou enciumado.
Jason girou a garrafa que caiu em Theo.
—Ugh, primeira vez e eu caio com macho. – ele resmunga. – O que vai ser Lupin?
—Ahn... Eu quero que vocês dois se vistam de noivas com papel higiênico. – falou Remus.
—O que? – perguntou Theo. – Só isso?
—E um vai ajudar o outro, vocês são duas noivas lésbicas e Addie vai ser o Juiz que vai casar vocês dois. – finalizou Remus.
Theo fechou a cara, e Rabastan gargalhou.
—Isso vai ser hilário. Boa, Remus. – riu Sirius.
Eu chamei Cricket, que pegou os papéis higiênicos e Jason e Theo se vestiram, fazendo uma saia, um corpete, e até véu. Os dois pararam na minha frente, e eu comecei a recitar um discurso que vi em um filme. Theo parecia que iria morrer de braços dados com Jason. Já Jason estava vermelho, com muita vergonha. Finalizei o discurso e os declarei mulher e mulher.
—Oh Merlin! – Nathan fingiu que chorava emocionado. – Nunca pensei que veria esse momento tão lindo. Primo estou tão feliz por você. – ele se jogou em Adam. – Me abane, não estou bem.
Todo mundo riu. Zamora riu baixinho e Nathan se virou para ela, erguendo as sobrancelhas. Jason começou a tirar o papel higiênico.
—Ei. Eu disse que podia tirar? – Remus riu.
Theo bufou irritado e girou a garrafa ansioso e caiu em Katherine. Ela corou e olhou para Jason.
—Um beijo de língua ta bom. – ele deu de ombros. Nathan o vaiou, até que Adam o socasse no peito.
—Hum, Rabastan, tudo bem, né? – Theo perguntou incerto. Rabastan deu de ombros.
—Você acha que eu ligo? – riu ele. Katherine corou mais uma vez e olhou para baixo chateada.
—Okay. – Theo se levantou e andou até Katherine.
—Eu nunca pensei que iria beijar um cara vestido de noiva. – riu Katherine timidamente. Theo riu também e sem mais delongas a puxou pela cintura para dar o beijo. Katherine suspirou e o beijo de volta, agarrando seu véu.
—Lestrange é um babaca. – James sussurrou no meu ouvido. – Greengrass ta de quatro por ele e ele a trata como merda. E o pior ela vai ser obrigada a casar com ele.
Virei-me para James, curiosa.
—O que está tentando me dizer?
—Eu to tentando te dizer que o Lestrange é o maior babaca. Ele não merece nem sua amizade. Ele é tipo o Ranhoso.
—Eu gosto do Sev.
—Você é louca. – James ralhou. –Eles são maus. E não é aqueles “maus” que intimidam os alunos e roubam o dinheiro deles. Eles são maus do tipo de querer matar alguém por causa do sangue.
—Eu não quero falar sobre isso. –resmunguei e cruzei meus braços.
—Uma hora vamos ter que falar, Addie. A guerra está chegando e eles vão estar contra nós. – ele falou olhando os sonserinos. – Todos eles.
—O que vocês tanto resmungam? – Sirius grilou.
Bufei irritada para James.
—Nada. Absolutamente nada. – murmurei brava, mas mesmo assim James entrelaçou nossos dedos e me deu um olhar carinhoso.
—Nada de mais. – ele respondeu para Sirius.
Kat e Theo ainda se beijavam e pareciam alheios a todo mundo.
—Eles vão começar a fazer sexo aqui? – Nathan perguntou. – Porque eu não me importo nem um pouquinho.
—Kat. Kat! – Leh chamou. Kat se afastou de Theo, com a boca vermelha. Ela olhou Theo e sorriu. Ele voltou para o lugar com um sorriso safado no rosto.
Kat pegou a garrafa e girou. A garrafa parou apontada para Emmeline.
—Isso vai ser bom. – riu Theo olhando para Rabastan.
—Theo. – chamou Jacques e Theo o encarou – Eu gostaria que você se lembrasse que só o Rabastan e o Severus ganham de mim nos duelos... e que eu durmo no mesmo quarto que você e tenho um vasto conhecimento sobre objetos amaldiçoados e mortais... assim... só pra você saber...
—Não que ele esteja te ameaçando. – riu Frank.
—Eeeeeu? – perguntou Jacques, com um sorrisinho – Imagina. Eu não faço isso.
—Eu sei que a Addie já tá indo pela segunda vez e até agora nem eu e nem o Rabicho entramos no jogo. – resmungou James.
—Eu ficaria grato, no seu lugar. – resmungou Rabastan coçando o queixo novamente, com um olhar amuado.
—Ok, calem a boca. – resmungou Theo olhando emburrado para Jacques, que o olhava de maneira ferina – Eu quero que a Kat e a Emmeline... hum... lutem uma contra a outra por dois minutos, sem varinhas.
—Eu não sei lutar que nem um bárbaro! – ralhou Kat, enquanto Emmeline retirava os brincos com um sorriso divertido no rosto.
—É... mas... – Theo pensou um pouco – Ok, vocês não vão brigar. Vão ficar dois minutos tentando fazer cócegas na outra, enquanto um dos caras mais velho sujam vocês com gelatina de morango.
—Selo Sirius Black de aprovação. – riu Sirius levantando os polegares.
—Ninguém liga, Black. – resmungou Severus e os Sonserinos deram risadinhas enquanto Sirius mandava Severus para puta que o pariu.
Foi uma prenda engraçada, com Nathan falando que queria ver as duas se mijando de tanto rir. Emmeline era muito mais forte que Kat, que logo ficou apenas no chão, tentando se defender. Quando o tempo acabou, as duas pareciam exaustas e estavam imundas. Zamora limpou as duas e as deixou arrumadas de novo.
—Ok, gire, Emmeline. – riu Sirius. Emmeline pegou a garrafa e a girou. Senti um calafrio ao ver a ponta da garrafa apontada pra mim. Olhamos para Greengrass, que olhou zangada para Rabastan. Engoli em seco novamente e olhei para Rabastan, que olhou para a noiva de maneira ameaçadora. Eles não falaram nada, mas a ameaça estava ali. Me senti um pouco segura por isso, apesar de o comentário de James ainda estar me incomodando.
—Eu quero que... que Black raspe a lateral da cabeça da Vance. Que vai ter que deixar o cabelo crescer sem magia. – disse Kat. Emmeline a olhou horrorizada e eu escutei Dorcas e Marlene abafarem risadinhas.
—Ah... vingança é um prato que se come frio. – comentou Dido com um sorrisinho, provavelmente se referindo a quando Emily fez o cabelo dela cair.
—Não faz isso, Kat. – pediu Jacques.
—Eu já fiz. Divirtam-se. – sibilou ela se sentando no próprio lugar.
Olhei para Emmeline, preocupada, mas ela sorriu.
—Eu vou ficar linda assim mesmo. – disse ela, mas notei insegurança em sua voz.
Chamei Cricket e pedi uma tesoura e uma gilete. Emmeline ficou de joelhos, de nariz em pé e um olhar determinado, então eu cortei os cabelos da lateral da cabeça dela. Depois peguei a gilete e raspei. As garotas mais velhas da Sonserina, juntamente com Marlene e Dorcas, ficaram rindo de maneira cruel, mas Emmeline manteve a pose de quem não se importava. Tinha ficado um penteado estranho e era muito bizarro ver toda aquela parte do crânio dela.
Peguei a garrafa, ainda escutando as risadas das pessoas. Jacques foi até Emmeline e a beijou na bochecha.
—Continua linda, Emms... ficou muito sexy. – disse ele.
—Eu sei, amor. – riu Emmeline.
—Ficou mesmo. Tá parecendo uma daquelas motoqueiras fodonas, das gangues barra pesadas. – concordou Sirius parecendo muito sincero e eu notei que Marlene não gostou nada daquilo. Dei de ombros e girei a garrafa, que acabou apontada para James.
—UHUL! ME DEI BEM! – gritou ele. Dei uma risadinha e Emmeline sorriu também, enquanto Cricket terminava de limpar os cachos dela que jaziam no chão – O que eu e o amor da minha vida teremos que fazer? – perguntou James.
—Sete minutos no paraíso. E alguém tem que fazer um feitiço abafador. – disse Emmeline, apontando para o armário. — O jogo continua... – explicou Emmeline – Mas sem eles.
—E quem vai girar a garrafa? – perguntou Zamora.
—James vai escolher a pessoa da prenda, que é quem vai girar a garrafa, e a pessoa que vai decidir o desafio. – disse Emmeline.
Sorri para James, escutando Sirius bufar na minha orelha.
—Ok. Eu quero que... Peter escolha o desafio... – James segurou minha mão, já me puxando para o armário – E o primeiro a pagar a prenda vai ser o Ranhoso.
Vi Peter dar um sorriso divertido e Severus fazer careta.
—Até mais, Addie. – riu Emmeline piscando pra mim.
ஐ
—Gire, Ranhoso. – riu Rabicho se sentindo o rei da brincadeira. Ranhoso soltou um muxoxo, olhando com ódio para o armário onde James e Addie tinham entrado. A garrafa girou e acabou apontada para Marlene – Ok, ok... o que eu devo pedir para a Lene fazer... – murmurou Peter coçando o nariz.
—Podia começar com um banho nesse cabelo seboso. – debochou Sirius e Rabicho bateu palmas.
—É isso! A Marlene vai lavar o cabelo do Ranhoso! – disse Rabicho, animado.
—Só isso? – perguntou Emmeline.
—Sim... vai lavar o cabelo dele... na privada. – riu Rabicho e toda a Grifinória caiu na gargalhada.
—James vai odiar perder isso. – riu Sirius, mas Jacques deu dois tapinhas no ombro dele.
—Eu realmente duvido muito. – riu ele apontando para o armário, fazendo o sorriso de Sirius morrer.
Depois do momento extremamente hilário, estavam voltando para a sala, quando o Sr. Black apareceu.
—Onde vocês se meteram?! – perguntou ele franzindo a testa. Mary e Emmeline voltaram para o banheiro, para se esconder e Sirius se preparou para dizer que Addie estava com as duas, caso o pai dela notasse a ausência da filha – Seus pais estão todos preocupados.
—Estávamos dando uma volta, Sr. Black. – riu Zamora abraçando o braço de Póllux, que corou de leve – Mas já estamos voltando para o salão.
—Ótimo. Não quero vocês aprontando por ai. Principalmente você, Sirius. Sua mãe está me importunando por motivos imbecis que eu não quero entrar no mérito agora. Então vão todos pro Salão. – disse ele.
—Ok. – disse Remus de uma vez.
—Vamos pro salão! – gritou Frank, querendo que o Sr. Black não notasse a ausência de Addie e James, em específico.
Sabe-se lá o que eles estariam fazendo naquele armário...
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