When We Were Young
40 The Exorcist
Notas iniciais
THE EXORCIST
ADDIE’S HOUSE
1974
CHRISTMAS
—É MANHÃ DE NATAL! – Teddy gritou me acordando assustada.
—Teddy. – briguei. Ele riu alto pulando na cama e depois se jogando em cima de mim. Resmunguei e o olhei irritada. O joelho dele tinha acertado minha virilha – Isso dói, Teddy.
Ele me olha confuso e depois triste.
—Ta braba comigo? – ele pergunta com um biquinho.
O abraço com força e ele começa a rir, quando assopro sua barriga.
—Claro que não. – falo. Faço cosquinhas em sua barria e distribuo beijos no sue rosto. Vamos descer para abrir os presentes. – digo. Pulamos da cama de pijamas e meia e corremos para a sala.
Mamãe e Papai já estavam lá sentados no sofá. Vovó estava ao lado da janela fumando e vovô comia biscoito de chocolate.
—Bom dia. – digo, sorrindo. Teddy corre até os presentes ao pé da árvore rindo feliz.
—Bom dia, minha filha. – meu pai se levanta. Ele beija minha testa.
—Teddy cuidado para não abrir o presente dos outros. – mamãe fala. E Teddy solta um muxoxo, abrindo os presentes devagar.
Vou até a pilha de presentes e pego o primeiro que continha o meu nome. Era uma caixinha pequenininha. Peguei o bilhete e vi que era do vovô. Sorri para ele, que me mandou uma piscadela de volta. Abri a caixinha e encontrei um pequeno pingente da Torre Eiffel. Olhei atrás do bilhete.
“Para minha francesinha favorita. Je t'aime, ma petite-fille”
—Je t'aime, grand-père. – digo para ele. Ele me sorri carinhoso e eu coloco o pingente na pulseira que Adam tinha me dado.
Voltei ao olhar os presentes e vi que Teddy já tinha aberto a maioria dos presentes. Peguei um embrulho rosa que era dos meus pais. Era um pequeno pingente de prata para a minha pulseira. Feliz, encaixei o pingente na mina pulseira, gostando da coleção que eu faria.
Fui pegar outros presentes. Peter me deu um brinco de pingente vermelho e um sapo de chocolate. Jacques me mandou um par de salto alto caríssimos. Remus tinha me mandado apenas um pacote cheio de bombons de morango caseiros, mas na sua carta ele dizia que depois me daria o presente de verdade. Mary me mandou uma carta falando o quanto me amava e uma camiseta que tinha escrito nela “I love Crazy Eyes”. Frank me deu também uma camiseta e percebi que ele e Mary tinham combinado. A camiseta que Frank me deu estava escrito “Eu tenho a melhor vadia”. Emily me mandou um vestido rosa como o que ela sempre usava perto dos pais, mas escondido entre as saias tinha um baseado que na carta ela diz que pegou do Frank. Ri e escondi o baseado no bolso do moletom. Rabastan me mandou lindas argolas de ouro branco, que eu simplesmente amei. E Emmeline me enviou uma lingerie vermelha.
—Emmeline te mandou uma lingerie de presente? – minha mãe perguntou sentada ao meu lado.
—Sim. – ri. – Ah. O presente do Sirius. – peguei o embrulho preto. Sirius me mandou um anel prateado, mas com um diamante preto em cima, e dentro do diamante como uma projeção estava o símbolo dos Black. – Isso é...?
—O anel que os Black tradicionalmente dão as suas noivas. – papai me diz. Ele meio que sorri para o anel.
—Seu pai me deu um igual, quando foi me apresentar para os pais dele. – mamãe fala. – Walburga deve ter obrigado Sirius a mandar.
Suspiro e coloco o anel.
—É bonito pelo menos. – resmungo, voltando a procurar presentes. – O presente do Jay! – falo feliz. Abro o embrulho cor de vermelho e encontro um lindo frasco rosa de perfume. Espirro um pouco no meu pulso e sinto o doce cheiro de morango. – Ownnn. O Jay me ama tanto. – falo bobamente.
Meus avôs riem juntos dos meus pais.
—Adi. Olha o que eu ganhei. – Teddy me chama, ele vinha com uma pequena blusa da Grifinória.
—Quem te deu? – pergunto.
—Foi o seu namorado. – mamãe diz depois ler o bilhete.
—O Jay é um fofo , não é? – falo. Eu pego a carta que tinha vindo junto com o perfume e pego todos os meus presentes. Subo as escadas e jogo os presentes na minha cama. Abrindo a carta me deito no meu tapete felpudo.
“Baby
Você gostou do presente? Eu espero que sim. Eu comprei o frasco e minha mãe me ajudou a fazer o perfume. Eu fiz com muito carinho, então se não gostou do cheiro, finja que sim para eu não ficar magoado.
Sim, eu sei o que é um cinema. Remus me falou uma vez. E sim, quero ir ao cinema com você. Já estou pensando em nós dois sozinhos naquela sala escura, você cheirando maravilhosamente bem e sendo linda como sempre. Ai ai.
Podemos ir amanhã? Às 15 horas?
Feliz Natal de novo!
Love always, James."
Dou um sorrisinho, pegando minha máquina de escrever, para responder o Jay. Escrevo o quanto amei o presente e marco o horário em que ele teria que ir para cá via Flu.
Magenta estava empoleirada na minha janela.
— O que está fazendo na janela? – pergunto. Vendo o vento frio bater em suas penas. – Está frio. – digo, acariciando sua cabeça. Ela pia alto gostando. – Você pode fazer uma entrega para mim? – pergunto. Ela bate as asas confirmando e eu prendo a carta na sua patinha. – Quando voltar vai ter comida, heim. – ela pia e da uma bicadinha no meu dedo. Depois voa para longe.
—Addie! – tomo um susto me virando. Adam estava na janela da casa dele, me olhando com um sorriso.
—Você me assustou. – ri, me debruçando na janela. Ignorando o vento gelado que bateu no meu rosto e me arrepiou inteira.
—Feliz Natal. – ele sorri.
—Feliz Natal. Você gostou do meu presente? – pergunto.
—Eu amei. – ele responde. Eu tinha lhe dado um LP dos Beatles. Em uma edição limitada, que era muito difícil de achar. – Obrigado.
Dei de ombros, sorrindo.
—De nada. Gostou da foto? – perguntei. Eu tinha colocado a foto que tínhamos tirado ontem, juntos do presente.
—Já coloquei na parede. – ele responde. — Vem pra cá. Eu quero te dar o seu presente. – olho para dentro do meu quarto e mordo o lábio.
—É Natal. Meus pais não vão me deixar sair agora. – resmungo já escutando minha mãe gritar o meu nome.
—Pule a janela. – Adam fala simplesmente. Mordo o lábio novamente e olha para baixo, Afinal eu estava no segundo andar. Passo as pernas pela janela e com cuidado me iro, jogando o corpo para frente e agarrando minha mão na janela. Encaixo meu pé nos quadradinhos da parede. E vou me soltando até pular na neve.
—Merda. – falo, quando meus pés afundam na neve.
—Que tal arrastar essa bundinha aqui pra cima agora? – escuto Adam falar. Olho para cima. Ele estava debruçado na janela, com um maroto e os lábios contraídos em um sorriso. – Vai conseguir?
—Eu sou a líder das lideres de torcida. Eu consigo. – digo, com um sorriso convencido no rosto. Morrendo de frio nos pés, começo a escalar a parede da casa do Adam. Concentrei-me em colocar os pés nos lugares certos e na força que fazia para subir.
Uma mão apareceu e eu olhei para cima vendo que eu já estava perto da janela. Peguei a mão de Adam e ele em puxou. Agarrei seus ombros enquanto ele segurava minha cintura, passando minhas pernas para dentro da janela.
Abracei-me procurando calor, e pisei no carpete querendo esquentar meus dedos, que estavam completamente congelados. Adam fechou a janela, e veio até mim. Suspirei quando ele juntou minhas mãos na sua e levou até a boca soprando ar quente nelas.
Ele sorriu para mim e esquentou mais uma vez minhas mãos.
—Você vai fazer isso com os meus pés também? – pergunto. Ele ri, desviando o olhar.
—Só se você quiser.
Dou risada e me jogo na sua cama, enfiando meus pés na sua coberta, para esquentar meus dedinhos gelados.
—Cadê o meu presente? – pergunto animada.
—Escuta isso. – ele me diz, em vez de me responder. Ele vai até o toca-discos e coloca uma música. – Já ouviu?
Nego. Adorando a música. Adam tinha tão bom gosto.
—Qual o nome?
—Everybody Wants To Rule the World.
—É muito boa.
Adam concorda me puxando pela mão. Ele começa a me girar pelo quarto. Seguro sua mão e dou um giro, enquanto ele me segura. Adam até que era um bom dançarino.
Dançamos a até o final da música, e quando Adam colocou novamente. Eu já cantava a música inteira.
—Nothing ever lasts forever. Everybody Wants To Rule the World. – canto, e cima da cama bagunçada de Adam. Ele estava no meio do quarto com os braços abertos cantando junto comigo. — There's a room where the light won't find you. Holding hands while the walls come tumbling down . When they do I'll be right behind you.
Adam me pega no colo, me fazendo dar um gritinho
— Everybody Wants To Rule the World. – ele canta, caímos os dois na cama, lado a lado. Olho para o teto sorrindo, me sentindo leve e feliz. – Eu gosto disso. – Adam diz
—Disso o que?
—Disso. – ele aponta para o nada. – Desse momento. Disso que tivemos agora.
—Todos os momentos comigo, são assim. – brinco. Mas ele continua me olhando sonhador.
—Eu gosto de quando eu estou com você e eu coloco uma música. Você a sente. Você sente o que sinto.
Fico sem palavras e me sento abraçando meus joelhos.
—Ah... Eu só... Eu gosto desses momentos também. – confesso, apoiando meu rosto nos joelhos e lhe dando um sorrisinho.
—Eu vou te dar seu presente agora. Sei que está se segurando para não procurar. – ele ri.
—Bobo. – resmungo, mesmo que seja completamente verdade.
Adam pega uma caixa grande no seu armário e coloca em cima da cama. Desfaço o laço e abro a tampa da caixa. Olho chocada o conteúdo da caixa. Adam me olhava cheio de expectativa. Pego o violão de dentro da caixa, maravilhada com a beleza do violão.
Era um violão branco normal, mas ao meu ver era o violão mais lindo do mundo.
—Você gostou?
—Eu... Eu amei, Adam. – respondo com um sorriso bobo no rosto. Aprecio a minha mais nova aquisição. – Eu não sei tocar.
—Eu te ensino. – ele diz. Pulo em seus braços o abraçando. Adam em abraçou de volta, a fundando o rosto nos meus cabelos. – Você tem cheiro de morango. – ele fala impressionado. Jogo os cabelos para trás rindo.
—Você...
—Adhara! Volte já aqui pra dentro. – meu pai grita.
—Merda. — digo procurando onde me esconder. Adam ri.
—Eu já vi você! – eu e Adam olhamos para janela, e meu pai nos observa de minha janela. Teddy logo apareceu rindo, aquele pestinha tinha me delatado. – Eu não sei como você saiu de casa, e não quero saber. Só faça novamente e entre em casa.
—Tabom. – suspiro.
—Você tem cinco minutos. – ele aponta. Então sai da janela levando Teddy com ele.
—A gente se fala depois. – digo a Adam. E pegando meu violão.
—Yeah. – vou até a janela. E passo minhas pernas por ela. Adam beija meu rosto. – Cuidado.
—Por favor... – riu, pulando pela janela.
ஐ
Passei um batom meio vinho que combinava com o cachecol em meu pescoço. Estalei os lábios e sorri para o espelho me olhando pela última vez. Eu usava uma saia branca com renda, uma meia calça preta (que tinha um feitiço aquecedor). Uma blusa preta e uma jaqueta. E um suéter de lã preto.
Olhei meu gato que estava preguiçosamente deitado na minha cama.
—Eu to bonita? – pergunto. Ele mia alto como se estivesse concordando. E fazendo Magenta que estava em sua gaiola piar para ele com um olhar frio.
—Você está linda. – minha mãe diz entrando no quarto. Ela pega o perfume que Jay tinha me dado e espirra no meu pescoço.
—Obrigada. – respondo. Fazendo uma pose para o espelho.
—Seu pai está pirando porque Adam te deu um violão.
Sorrio de lado. Olho o violão encostado na minha cama.
—Papai está com ciúmes porque não vai ser ele que vai me ensinar a tocar. – falo. Minha mãe.
A companhia toca duas vezes e eu me viro animada.
—Jay chegou. – me arrumo pela última vez. E escondo minha varinha na bota que eu usava, apenas por precaução. Faço um carinho em Magenta. E o meu gato pula da cama me seguindo escada abaixo.
Jay estava sala, ao lado do meu pai.
—Addie! – ele sorri encantado a me ver. – Você está linda!
—Oi Jay. – ri.
Meu avô cerra os olhos para James e aponta para ele.
—Você parece um garoto safado.
Jay me olha assustado, mas eu apenas chego perto dele, ajeitando sua blusa.
—Não liga Jay. Vovô acha todo garoto safado. – eu o acalmo.
—Mas todos são. – vovô diz.
—Sim. Eu sei. – brinco. – Vovô esse é Jay, meu namorado. Jay esse é meu avô.
James se apruma todo e aperta a mão do meu avô.
—Prazer em conhecê-lo.
—Oh. O namorado chegou. – vovó entra na sala, com um cigarro nos dedos. – Prazer sou Lynn Bernauer.
—Bernauer? – Jay perguntou impressionado.
—Sim. Somos parentes de Agnes Bernauer. – meu avô responde.
Agnes Bernauer era uma bruxa que tinha sido queimada na fogueira pelos trouxas em 1410. Agnes era filha de um curandeiro pobre, mas sangue-puro na Alemanha. A mãe tinha morrido de Horklump (apesar de os trouxas terem dito que era câncer). Ela teve um relacionamento amoroso e secreto com Albert III, Duque de Baviera, filho do Rei Ernest de Baviera. Ela casou-se com Albert secretamente, e ele negou-se a abandoná-la para casar-se com a princesa Ana de Brunswick. Mesmo sofrendo ameaças do pai reconheceu publicamente Agnes como sua esposa. Em 1435 o rei Ernest mandou prendê-la acusando-a de bruxaria e feitiçaria (o que afinal era verdade). E ela foi jogada no Rio Danúbio e morreu afogada.
O irmão mais velho de Agnes deu continuidade à linhagem da família, ficando rico quando Rei Ernest consumido pelo remoço lhe deu um milhão de euros.
—Uau. – Jay murmura.E depois sorri para mim. – Tudo em você é incrível. – ele sussurra no meu ouvido.
—Oh!Está vendo isso minha filha?! – vovô aponta para nós. – Já estão de sussurros e abraçinhos. Isso vai acabarem sexo.
—Pai! – minha mãe briga, enquanto minha avó gargalhava. – Denny. Leve os dois, antes que meus pais os deem camisinhas.
Meu gato começa a miar e eu me baixo fazendo um carinho em suas orelhas.
—Que legal, você tem um gatinho. — ele se abaixa para fazer carinho no meu ato, mas o gato sibila para ele e mostra seus dentinhos.
Eu ri e puxei James pela mão. Me despedi dos meus avós.Eu e Jay entramos de mãos dadas no banco traseiro de carro, e meu pai sentou no motorista.
—Alguma música de preferência dos pombinhos? – papai pergunta, nos olhando do retrovisor.
—Beatles. – digo. – Ahn... Devil in Her Heart.
Meu pai coloca a música e eu olho para Jay, passando minhas pernas juntas pelo seu colo, descansando os pés no banco.
—Addie! – Jay sussurra assustado. – Seu pai.
—Ele não liga Jay. – murmuro, passando meus lábios no seu queixo. – Me beija?Heim?
—Addie... – os olhos deles se escurecem. – Como eu...posso negar? – ele respira fundo.
Dou um sorriso vencedor. Nos beijamos de um jeito descontrolado, mas logo nos acalmamos, afinal meu pai estava ali. James me beija com carinho e sorri em meio ao beijo.
—Você está tão cheirosa. – ele diz, passando o nariz no meu pescoço, depois beijando de um modo contido.
Dou uma risadinha beijando sua boca com desejo. James me coloca uma das mãos na minha coxa.
—Parece que estão se divertindo ai atrás. – meu pai fala. Paro de beijar Jay e olho meu pai.
—Sim, estamos. –ri. – Já chegamos?
—Sim. – meu pai estaciona o carro, em frente ao Cinema Odeon.
—Obrigada pela carona, pai. – digo saindo do carro com Jay.
—Bom filme. – ele diz e sai com o carro.
James sorri animado. E me puxa pela mão para dentro do cinema. Ele começa a me contar sobre seu natal, enquanto andávamos de mãos dadas. Ele me contou que ganhou uma vassoura nova dos pais. E que tinha amado o meu presente (uma blusa oficial das Vepas de Wimbourne autografada por todos os integrantes do time). E que eu era definitivamente a melhor namorada do mundo.
Caminhamos até a fila, onde compraríamos os ingressos. Iríamos assistir O Exorcista. O filme tinha estreado ano passado, mas estavam fazendo uma reprise de um ano de filme. Aparentemente o filme ficou muito famoso.
— Sobre o que é o filme? – Jay pergunta. Ele aparentava estar nervoso. Eu entendia afinal esse era o nosso segundo encontro apenas.
— Não faço idéia. Mas pelo nome parece ser interessante. – digo. – Acho que é de terror.
James da um sorriso maroto.
—Se ficar com medo, pode se aconchegar em mim, que eu te protejo, viu? – ele me fala. Reviro os olhos, com um sorrisinho. Chegou a nossa vez da fila e eu e James pegamos o dinheiro trouxa.
—Duas para o Exorcista, por favor. – peço ao cara cheio de espinha da bilheteria.
—Vocês têm dezesseis? – ele nos olhou desconfiado.
—Sim. É claro. – digo, piscando. – Eu e meu primo fizemos esse ano. – dou um sorriso charmoso, e enrolando a ponta do meu cabelo com o dedo.
O caro sorri para mim. E lambe os lábios tentando ser sexy.
—Okay. Duas para o Exorcista. – ele repete, pegando o meu dinheiro e de o dinheiro de um Jay muito emburrado. Pego os dois ingressos. – Bom filme, gata.
Dou um sorriso frio, e ele perde um pouco da pose. Viro-me e pego Jay pela mão.
— Vamos, amor. – dou lhe um selinho. Olho para o cara, que nos dava um olhar chocado. – Obrigada.
Saímos da bilheteria rindo, e Jay me para no meio do meio do caminho, para me beijar.
—Não de em cima de outro na cara na minha frente. – ele pede. – Mesmo se for para nos livras de algo.
—Jay... – ri. – Vamos pegar pipoca.
Nós dois ficamos na fila da pipoca dando beijinhos, enquanto aguardávamos. Compramos um saco de pipoca grande e duas latas de coca-cola. E Jay comprou um Tootie Roll. Fomos para a entrada da Sala. E estava tudo indo bem. Iríamos entrar no cinema, ver o filme, dar unas malhos pronto. Mas isso não é possível quando se existe Sirius Black.
—Addie!James! Mas que surpresar nos encontrarmos todos aqui. – estaquei no lugar e me virei devagar.
Sirius me olhava com um sorriso no rosto. Os abraços abertos, como se esperasse um abraço. E todos os nossos amigos, atrás dele. Até a Alice do Frank estava ali.
—James. – chamei incrédula. Ele me olhou culpado, e encolheu os ombros. – James. – chamei de novo quando Sirius chegou entrando no meio de nós dois , passando os braços pelos nossos ombros.
—Desculpe Addie... – Jay murmura com os olhos baixos.
—O que você fez?
—Oh, Addie. Vai dizer que não está feliz em ver sua pessoa favorita no mundo? Eu! – Sirius ri. – Que filme vocês vão ver?
—Nenhum.
—O Exorcista.
Eu e James dizemos ao mesmo tempo. O olho irritada.
—Ótimo. Remus vai comprar nossos ingressos. – Sirius pede. Remus me olha com vergonha e me lança um olhar de desculpas, antes de pegar o dinheiro com todo mundo e ir para bilheteria.
—Addie... – Emmeline, Mary e Emily se aproximam de mim. Mas eu ergo minha mão e as olho com o olhar mais frio que eu poderia fazer. As três dão um passo para trás, assustadas. – Desculpe.
Sirius ri alto, pegando um pouco de pipoca de James que segurava o saco. Pego a mão de Sirius jogando a pipoca no chão.
—Como?Como você conseguiu fazer isso?
Sirius sorriu maroto.
—Peter comentou que vocês iriam ao cinema. – Sirius diz. James olha irritado para Peter. – E eu pensei porque não levar todo mundo para ir junto? Então eu mandei uma carta pro Remus. Pro Frank. – ele aponta. Frank sorri para mim, ao lado de Emily. – Ele trouxe Emily clandestinamente, é claro. Mandei uma carta para Emms... – Sirius sorriu.
O olhei confusa.
Emms?
Eles não se falavam há semanas. Ou melhor, eles não se pegavam há semanas. Mas Emmeline sorriu para ele encantada. Ergui a sobrancelhas e olhei Mary. Ela deu de ombros.
—Ah. Olha o Remus. – Sirius aponta. Remus voltava com os ingressos para o filme.
—Quase não consegui comprar. A classificação desse filme é de 16 anos. – Remus comenta, distribuindo os ingressos. – Vamos comprar pipoca?
—Claro. Addie e James, vocês ficam na fila de entrada para nós? – Sirius sorriu, mais uma vez. E eu só senti vontade de tirar aquele sorriso da cara dele a tapa.
Todos saíram em direção a fila da pipoca, mas eu agarrei o braço de Emmeline a fazendo ficar.
—Ai, amiga. Desculpa ter estrago seu encontro, mas o Six, disse que todos os meninos iam vir, então e eu Mary viemos para você não ficar sozinha, sabe?
—Tanto faz. – reviro os olhos. – O Six? – pergunto. Emmeline cora, desviando o olhar.
—Eu posso explicar. – ela murmura. James ri.
— Quero só ver. – ele diz. Emmeline solta um muxoxo e pega de dentro da bolsa uma carta. Pego a carta rapidamente e começo a ler.
“Minha Emms.
Em primeiro lugar, desculpas, mil desculpas!
Eu sei que errei e que a situação desagradável e desconfortável que enfrento (ou enfrentamos...) foi provocada por mim mesmo.
Por isso é que começo com um pedido de desculpas que vai se repetir, com certeza, quando nos encontrarmos pessoalmente outra vez. Hoje vamos todos para o cinema, encontrar James e Addie. Venha por favor. Não sabe o quanto quero te ver.
Assim, admitindo e assumindo o erro, tenho esperança de que você vai reconsiderar.
Tenho a profunda esperança de que você não vai ficar insensível a este meu pedido de reconciliação, pois que você é muito importante para mim e sei que posso ser muito importante para você.
Mais uma vez apelo para o seu perdão e imploro por um, dois, milhões de beijos seus!
Com amor, Sirius.”
Olho Emmeline e amasso a carta. Ela ofega e pega da minha mão desamassando com um biquinho.
—'Cê ta brincando né? – falo. Enquanto James ri.
—Sirius é um galanteador, não?
—Sim ele é. – Emmeline concorda. – Ele foi fofo, pedindo desculpas.
—Depois nós vamos ter uma conversar séria. – digo a ela, quando vejo os outros voltando.
—Então... Quem está pronto para dar uns malhos no escurinho? – Frank ri.
ஐ
ODEON CINEMA
O filme com certeza não era o que esperávamos. Era sobre uma menina demoníaca. E ela falava com uma voz horrível e tinham poderes muito loucos.
Frank estava sentado na ponta, com Alice lado dele, jogando pipocas em sua boca. Emily estava ao lado de Alice, de braços cruzados, tentando evitar olhar Remus, que estava sentando ao meu lado, se espremendo para ficar perto de mim e não incomodar Emily. James do meu outro lado, fazia caras e bocas, vendo o filme. Sirius do lado dele, roubava a nossa pipoca de vez em quando, mas tinha total atenção voltada para Emmeline ao lado dele. Ela parecia estar com medo e isso fazia Sirius chegar mais perto dele, então eu realmente não sabia se ela estava com medo ou se estava fingindo para Sirius. Mary que estava ao lado de Emmeline, revirava os olhos a cada risinho do casal, e tentava segurar a mão de Peter casualmente. O que foi sem sucesso, já que Peter parecia se esforçar para não encostar-se a Mary.
Emmeline gritou de susto, como muitos no cinema, quando a menina ataca o psiquiatra. Vejo Sirius passando o braço sobre ela e Emmeline se aconchegando nele.
—Ela pode ser mais idiota? – pergunto para James, sussurrando em seu ouvido. – É o Sirius!Ela sabe como ele é!
—Algumas pessoas aceitam o amor que acham que merecem. – James me responde.
Pisco surpresa. E penso sobre o assunto. Então Emmeline achava que aquilo que o Sirius sentia por ela, era o que ela merecia?
James me da um beijinho no pescoço, me cheirando. Sorrio para o meu namorado e lhe dou um beijo estalado na boca.
—Então, o que vão fazer com ela? – escuto Emliy, perguntar a Remus. Ele pisca surpreso por ela estar falando come ele.
—Bem... eu acho que vão tentar tirar o demônio de dentro dela.
—Como?
—Eu não sei. – Remus diz. – Mas vai ser muito interessante quando acontecer.
—Vai se assustador. – Emily fala já um pouco assustada. Ela assim como os outros soltam um grito assustado, quando a garota começa a sacudir a cama e a fazer barulhos estranhos.
Faço uma careta escutando a menina gritar com aquela voz.
—Como você não está assustada? – James me pergunta impressionado. Ele já tinha dado gritinhos umas dez vezes, enquanto eu continuei quieta.
—É uma garota, fazendo as coisas se mexerem e gritando com uma voz estranha. – dou de ombros.
—Aposto que até o final do filme, você vai se assustar. Pelo menos uma vez. – ele diz. Jogo os cabelos para o lado, e olho concentrada para a tela.
—Vamos ver. – aposto. James sorri me abraçando com um braço. O filme continuou com mais sustos. Até que um dos médicos diz que deveriam exorcizar a garota.
Fiz mais uma careta, olhando a menina descer a escada de um jeito claramente não convencional.
—Ai, credo. – Emmeline fechou os olhos. Sirius riu, a puxando mais para perto e lhe dando um beijinho no pescoço.
O filme continua. E eu pisco em horror quando a garota faz xixi na frente de todos e se masturba com um crucifixo.
Quase pulo para trás quando ela começa a vomitar nos padres. Faço uma careta de nojo, enquanto via o vomito verde saindo pela garganta dela.
—Sua mãe chupa pinto no inferno.— a garota diz, com aquela voz de demônio. Os padres começam a fazer o tal exorcismo.
—Ai meu Merlin!Ai meu Merlin!Ai meu Merlin! — Emily guinchou, escondendo o rosto no ombro de Remus. Ele sorriu surpreso, e colocou a mão sobre o ombro de Emily.
Frank e Alice estavam se beijando, então nem ligaram para a cena. Mary estava triste olhando Peter com os olhinhos brilhando. E Sirius e Emmeline estavam novamente dando risadinhas irritantes.
Bufo, bebendo um gole da minha coca-cola e depois a colocando de volta no local certo no braço da cadeira de Remus, já que James tinha levantado a minha para podermos ficar agarradinhos
—Eu estou entedia. – digo a James, ele desvia o olhar da tela.
—Mas o filme é tão legal.
—Eu sei, mas é que eu queria que isso fosse um encontro só nosso. Sirius arruinou tudo. – falo manhosa. James me da um olhar malicioso.
—Quer dar uns malhos?
—Yep. – respondo feliz.
Beijei James, cheia de desejo. Ele devolveu o entusiasmo, enfiando a língua na minha boca, para me beijar com mais fúria. James apertou minha anca com força, e eu quase soltei gemidinho, quando ele começou a dar mordidinhas no meu pescoço. Senti a língua dele passar pela minha pele, lentamente. Suspirei alto e voltamos a nos beijar. Mordisquei seu lábio inferior, e dei um sorrisinho quando James gemeu bem baixinho.
— Eu estou ficando com as calças apertadas. – James sussurra no meu ouvido, e aproveita para morder o lóbulo da minha orelha. Afastei, mais o meu cachecol, dando total acesso para James, se divertir com o meu pescoço. Ele subiu a mão da minha anca até um pouco abaixo do meu seio. Agarrei os seus cabelos, expondo o pescoço dele para eu me divertir agora. Marquei James com um chupão. Eu adorava marcá-lo. Ele soltou um suspiro feliz e colocou a mão sobre a minha coxa.
—Eu estou seriamente considerando subir no seu colo agora mesmo. – murmurei ofegante. – Então... Acho que devíamos parar. — James gemeu, e me soltou aos poucos.
—Eu concordo. – Sirius diz. Eu e James nos soltamos completamente e vimos que todos os nossos amigos nos olhavam risonhos. Menos Sirius, é claro. Ele estava com a cara completamente emburrada. E Emms estava acariciando seus cabelos.
—Vocês estavam quase se comendo. – riu Frank.
Afundei-me na cadeira e ri. James riu também segurando minha mão. Respirei fundo, tentando me acalmar, mas minha calcinha estava completamente molhada.
—James. – chamei. – Vamos ao banheiro. – mandei. Ele piscou confuso e eu levantei da cadeira puxando ele. Dei meu saco de pipoca para Remus.
—O que?Addie! – Sirius chama, mas eu continuei passando pelas pessoas para eu e James sairmos da Sala do Cinema.
—O que vamos fazer? – James pergunta. Olho ao redor e o local estava praticamente vazio já que a maioria dos filmes estavam em sessão.
—Vamos ali. – o puxo depressa e entramos ligeiros no banheiro masculino. James ofega surpreso, e eu apenas o empurro para dentro do boxe de deficiente. Tranquei a porta e me virei para James.
O puxei pela camisa e devorei seus lábios, manchados de batom. James riu e me empurrou contra a parede, me segurei na barra que os deficiente usavam, e me impulsionei para cima. James agarrou minha bunda me sustentando e eu pude sentir a usa excitação contra a minha meia calça.
—Jay. – chamei manhosa. –O que acha sobre a idéia de colocar os dedos na minha calcinha no banheiro de deficientes?
—Eu acho que é uma ótima idéia.
ஐ
REMUS'S HOUSE
Remus recebeu aquela coruja estranha e suspirou. Pegou o envelope, curioso, e o abriu. Reconheceu a letra bem desenhada de Emily e sentiu uma vertigem na barriga.
—Tem como você me encontrar no Beco Diagonal nesse fim de semana? Por favor? – leu ele. Sentiu o coração acelerar e o rosto queimar – Paaaai!
ஐ
DIAGON ALLEY
Estava na sorveteria onde ela tinha marcado com ele. As pessoas passavam apressadas pelas lojas e Remus se perguntava se ela demoraria muito ainda. Esperou uns cinco minutos até que a visse se aproximar. O vestido de boneca, os cabelos dourados presos em trancinhas, num penteado bem tradicional. Emily o olhou e sorriu, vindo se sentar ao seu lado.
—Desculpe a demora. – murmurou ela – E desculpe pelos seguranças. – adicionou ela fazendo careta.
—Que seguranças? – perguntou Remus.
—Eles estão disfarçados... nem eu sei onde eles estão. – resmungou Emily soltando um muxoxo – É que mamãe não me deixou sair sem os seguranças. – explicou ela – Por conta de tudo o que vem acontecendo, sabe?
—Entendi. Sem problemas. – murmurou sem jeito – Escute, Emily... eu te devo desculpas.
—É... eu sei. – resmungou ela e Remus corou – Me explica o que raios aconteceu, Remus! Você estava me dando todas as dicas que gostava de mim, a gente se beijou! E então, do nada, você estava com aquela ridícula. – bufou Emily. Remus corou de leve coçando a cabeça.
—Eu sinto muito... mas... mas é complicado.
—Você pretende me explicar? – perguntou ela – Eu não acredito que você seja como o Sirius, como o Frank insiste em dizer. – resmungou Emily.
Remus suspirou e a olhou sem saber o que dizer.
—Então... Francesca ela... ela sabe como ser persuasiva, sabe? – perguntou ele.
—Não sei. – respondeu Emily – Persuasiva como? – ela corou de leve – Tipo... sexualmente? Isso foi porque eu fiquei zangada quando... quando você fez aquilo no aniversário do Sirius?
—Não! Não! Não teve nada a ver com aquilo! – murmurou Remus – É mais que... Ela... ela meio que... que descobriu um segredo meu e... e ameaçou contar pra todo mundo se eu não namorasse com ela! – explicou Remus. Emily o olhou em choque.
—Com o que? Com que ela te ameaçou? – perguntou a garota adquirindo o famoso olhar de grifo. Remus engoliu em seco, sem saber o que falar.
—Eu... eu não posso dizer. É muito constrangedor. – resmungou baixando o olhar.
—Remus... – sussurrou Emily segurando sua mão – Eu sou sua amiga. – murmurou ela – Por favor, me conte.
—Mas... mas é complicado.
—Remus! Por favor! – pediu ela.
—Não posso, Emily.
Emily soltou um suspiro e entrelaçou os dedos com os dele.
—Se eu te contar um segredo meu, você me conta? Eu quero te ajudar! – disse ela. Remus estava para falar que não era simples assim, quando Emily soltou um muxoxo – Eu sou metamorfomaga.
—O que?! – perguntou chocado e ela mudou os cabelos para rosa choque. – Addie, é você? Você está me zoando? – ralhou puxando a mão.
—Não sou a Addie. Sou a Emily, mas eu sou metamorfomaga também... mas é segredo. – A olhou sem acreditar – Eu falo sério, Remus. – resmungou ela – Você apertou meus seios quando ficamos presos naquele armário logo depois de eu perguntar se você era gay! – ralhou ela e ele corou envergonhado.
—Por que é segredo?
—Porque eu tenho vergonha. – murmurou ela voltando os cabelos para o normal – Meu pai diz que se eu ficar mudando, posso esquecer de quem eu sou. Então não tenho muito controle pra mudar, apenas pra não mudar. – murmurou ela – Sou o contrário da Addie, se for parar pra pensar. Ela consegue virar quem quiser, mas é só ela perder a cabeça ou sentir algo intenso que a aparência muda.
—Nossa... Emily. Eu não fazia ideia... mas... mas eu não acho que seu pai esteja certo.
—Não importa. Ele me proibiu de usar esse poder, então eu não uso. É um segredo. – murmurou ela – Eu tinha muita vergonha de ser metamorfomaga, mas eu acabei superando isso vendo a Addie... mas... mas eu simplesmente não posso usar. Se alguém comenta com o meu pai que eu sou, ele me tira da escola e eu vou passar a estudar em casa. – Emily soltou um suspiro – Nem Frank sabe desse segredo.
—E você contou pra mim? Por que? – perguntou Remus, surpreso.
—Porque... porque eu queria que confiasse em mim como eu confio em você, mesmo você me dando motivos pra não confiar. – respondeu ela. Remus corou ao ouvir aquilo e a olhou, surpreso – Me conte, Remus... o que ela está usando para te chantagear?
Respirou fundo.
ஐ
A PLACE IN THE FUTURE
—VOCÊ DISSE O QUE?! – gritou Sirius. James rolava no chão de tanto rir e Peter estava engasgando com o salgadinho que estava comendo – EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ DISSE ISSO! – ralhou Sirius.
—Eu entrei em pânico. Eu precisava inventar uma desculpa! – murmurou Remus, completamente vermelho.
—Mas não precisava meter meu nome disso, inferno! – rosnou Sirius – Emily acha que eu sou gay! Ela acha que eu... SIRIUS BLACK... o garoto mais disputado daquela escola... sou GAY E ESTAVA TE BEIJANDO?!
—Eu falei que você só queria experimentar e eu concordei por ser muito mente aberta! – murmurou Remus, muito vermelho. James ainda ria quase sem ar e Peter finalmente se desengasgou para voltar a rir.
—Ai... Aluado. Você é o máximo. – riu James.
—E qual é o segredo da Valentine? – perguntou Peter.
—Eu não posso falar. É muito pessoal. – resmungou Remus – Para de rir, James! Eu entrei em pânico e disse a primeira coisa que me ocorreu.
—Que foi eu e você num amasso num corredor, sendo flagrados pela Francesca! – ralhou Sirius – Eu vou te bater TANTO Lupin! É bom que esse boato não chegue nos ouvidos dos outros!
—Ela vai guardar segredo. – resmungou Remus – E eu preciso confessar uma coisa pra vocês... – resmungou Remus.
—O que? Você andou beijando outro de nós em seus ataques de pânico? – perguntou James, rindo muito.
—Francesca sabe que eu sou um lobisomem. – resmungou Remus e a graça do momento, até a raiva de Sirius, cessou. Todos olharam preocupados para Remus – Ela descobriu e me ameaçou. Disse que se eu não a obedecesse e não a namorasse, ela iria espalhar pra todo mundo. – explicou ele.
—Mas que filha da... – começou Sirius, mas Remus o cortou.
—Eu pensei em fazer alguma coisa, mas a verdade é que... tava meio cômodo pra mim, né? – riu ele sem jeito – Ela é muito bonita, mais velha e eu... bem... acabei me deixando levar... mas... – ele suspirou – Eu acabei magoando a Emily e eu não quero isso. Ela é muito legal.
—Bem... você quer fazer alguma coisa a respeito disso? – perguntou James com um sorrisinho.
—Bem... eu acho melhor... não sei...
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