When We Were Young
41 Stand by me
Notas iniciais

When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
So darling, darling, stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me
ADDIE’S HOUSE
1974
CHRISTIMAS
“Addie, meu amor.
Você não vai acreditar! Vern Tessio morreu!
Você não o conhece, mas ele é um garoto aqui da minha vizinhança. E você deve estar pensando o que você tem a ver com isso, mas não importa. Apenas esteja na minha casa amanhã de manhã. É importante.
Amo-te, vadia.
Emms.”
—Por quê? Pai? – Adhara perguntava irritada. Ela olhava para o pai com um olhar de pura irritação. Ela se sentia ultrajada. Achava um completo absurdo ser proibida por seu pai de ir para a casa da sua melhor amiga. – Eu quero ir.
—Eu já disse que não, Adhara. – o pai lançou para a filha um olhar determinado. A garota apenas bufou e revirou os olhos.
—Por quê? – ela perguntou mais uma vez. Os braços cruzados contra o peito, a boca em uma fina linha. O pequeno Teddy, esbugalhou os olhos percebendo que a irmã estava mesmo muito irritada.
—Porque prometemos a Henry e Willow que iríamos a casa deles com seus avôs para almoçar. – o pai respondeu calmamente, bebendo seu chá. O olhar da filha era penetrante e desconfortável, mas Denny sabia que não podia ceder.
—Eu já vejo Henry e Willow todo dia! – ela reclamou. A mãe da garota que observava tudo se sentou ao lado do marido, pegando o chá dele para beber, enquanto dava uma risadinha escondida.
—Não! Adhara, você não vai sair! – ele disse decidido, dessa vez botando um ponto final. Ele lançou a filha um olhar tão irritado quanto o dela. – E pare de me fazer essa cara. – ele ergue o dedo.
—Você está arruinando a minha vida! – ela diz. A avó que fumava perto a janela, como sempre, riu alto.
—Pare de ser tão melodramática. – Denny retrucou. Adhara já ia reclamar novamente, quando o pai ergue um dedo. – É não e ponto final.
Os cabelos de Adhara ficam completamente vermelhos, assim como suas bochechas que estavam coradas de raiva. Ela solta um gritinho de frustração e seu pequeno irmão pulou no colo do avô.
—Isso não é justo!
A mãe começa a tossir tentando disfarça a risada.
—Não seja tão mimada. – o pai diz. A garota o ignora, subindo as escadas, com os cabelos mudando de vermelho para laranja berrante. – Não bata a porta! – ele grita, mas Adhara já tinha batido a porta, fazendo um estrondo.
Ela se jogou na cama, e enfiou o rosto contra o travesseiro, gritando furiosa. O pequeno gatinho branco, que observava a birra da garota, subiu para a cama para se enroscar na dona.
—Acredita que ele não me deixou ir? – murmurou contrariada para o gato, acariciando suas orelhas branquinhas. O gatinho a olhou de volta como se a entendesse completamente. Adhara se perguntava se ele não era na realidade um amasso. Só assim para ser tão esperto. – Eu tenho que encontrar uma maneira de ir.
—Addie! Addie! – ela se levantou da cama, escutando aquela voz que dominou seus sonhos por tanto tempo... Até, claro, arrumar um namorado. Depois disso, seus sonhos molhados eram quase sempre com James. Adhara olhou pela janela, e sorriu para o garoto do lado de fora.
Adam sorria para ela, daquele jeitão todo dele.
—Oi. – ele diz com um sorriso nos lábios.
—Oi.
—Tudo bem?
—Tirando o fato de que agora o meu pai acha que eu sou algum tipo de prisioneira... É, está tudo bem. – resmungou se apoiando na janela, soltando um muxoxo.
Adam riu, enquanto Adhara lhe olhava fazendo um biquinho que o garoto achou especialmente fofo.
—Adivinha só. Minha avó me deu uma kombi. – ele diz feliz.
—Uma kombi? E você sabe dirigir?
—É claro. Depois eu preciso te mostrar.
Adhara deu um sorriso maroto. Adam a olhou desconfiado, olhando aquele sorriso no rosto da garota e já imaginando a cabeça dela cheia de caraminholas.
—Ai, Adam... – suspirou ela.
—O que está pensando?
—Você salvou a minha vida!
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Adhara pulou da janela com a mochila batendo em sua bunda, sempre que precisava fazer um movimento, mais difícil. Ela se sentia como um ninja, enquanto corria até a frente da casa de Adam. O garoto a esperava sentado no degrau da varanda, com as chaves na mão. Eles entraram na kombi azul bebê assim que ela se aproximou.
Adhara sorria animada, o coração batendo rápido no peito. Ela tinha bolado um plano de fuga. Tinha fingido estar brava com os pais — afinal estava mesmo –, mandou uma carta para Mary e Emmeline e mandou que Adam fosse seu motorista e a levasse até Emmeline. Então quando disse que iria dormir, a avó deu cobertura. Arrumou a mochila, tirou os pijamas e colocou uma roupa boa para fuga. Uma calça preta, o inseparável tênis branco, uma blusa preta colada de manga longa, e um suéter de botão também preto. Pintou o rosto e as mãos de preto com a tinta que usava para desenhar no corpo das lideres de torcida. Depois colocou o seu gato dentro do closet e deixou um bilhete para os pais dizendo que tinha fugido daquela casa opressora, mas que era temporário.
Agora sentada ao lado de Adam, os dois riram.
—Você está peculiarmente linda. – Adam diz, olhando o rosto e as mãos pintadas de preto da garota. Adhara deu um sorrisinho – Mas você não podia simplesmente ter mudado de cor com seu poder de metamorfomaga?
—Você é um garoto espertinho, heim? – disse sorrindo – Quer parar de estragar meus esquemas?
—Desculpe. Foi só uma curiosidade mesmo. – riu ele.
—Hora? – perguntou, pegando seu caderninho rosa bebê de capa dura. Era um tipo de diário que Adhara usava para anotar tudo, desde coisas banais até anotações de matérias, ou de coreografias. E também coisas pessoais, obviamente.
—22:30. – ele responde.
—Ótimo. Estamos em tempo. – diz anotando no diário. – Vamos até a Mary. – disse decidida e animada. Adam assente seguindo viagem e Adhara observou que ele até dirigia bem.
Adam colocou uma música para tocar, parecendo muito curioso com tudo aquilo.
—Então qual a razão dessa fuga?
—Emmeline disse que era importante... E eu tenho que admitir... Eu só quero irritar meu pai.
Adam riu, achando graça da rebeldia dela. A garota tirou seus tênis e Adam se surpreendeu por os pés dela não estarem pintados de preto também. Ela pegou de sua mochila um esmalte preto e começou a pintar a unha.
—Mas não conte para o seu pai que fui eu te ajudei. Ele me ama demais. – ele diz tentando parar de olhar a garota para prestar atenção na estrada. Addie riu alto concordando.
A viagem até a casa de Mary não foi longa. Adhara fez Adam jogar um feitiço secante nas suas unhas dos pés e calçou o tênis, pronta para correr.
Correu até a casa de Mary, contornou a frente, pulou a cerca que dava para o quintal dos fundos. Olhou para o balanço de brinquedo de Mary e depois para a janela dela. Adhara se posicionou e começou a escalar a parede de fora, até a janela com cortina de ursinhos de Mary. Deu dois soquinhos na janela e logo Mary abriu com um sorriso brilhante no rosto. Pulou para dentro do quarto e Mary a sufocou em um abraço apertado.
—Oi, amiguinha!
—Oi, borboletinha. Ta pronta?
—É claro. – Mary pega a mochila. Era uma mochila roxa, com asas de borboleta. Bem infantil, mas perfeito para Mary. – Você está engraçada. – Mary riu, olhando o rosto de Addie.
Adhara já ia andando para a janela, quando Mary abriu a porta do quarto.
—Vem. – Mary chamou. A olhou confusa e levemente irritada, afinal tinham que se esconder do pai da garota, e sair pela porta da frente não era uma opção muito boa. Mas assim que desceram as escadas, Addie viu o pai de Mary sentado no sofá vendo televisão.
—Estou indo, pai. – Mary diz.
—Oh, Addie. – o pai de Mary se levanta. – Entrou pela janela? Eu estava te esperando para abrir a porta. – ele ri as acompanhando até a porta. – Legal... o seu... hum... novo estilo de maquiagem. – ele diz com um sorriso no rosto, mas sua testa estava franzida em confusão.
—Obrigada. – Addie respondeu dando de ombros. Mary se despede do pai, e as duas entraram na kombi de Adam. Ele as olhou confuso, quando engatou a marcha e deu partida no carro. – Seu pai não liga de você estar saindo de casa às onze horas da noite? – perguntou chocada.
—Ele confia em mim. E talvez eu possa ter dito, que seu pai que estava dirigindo e não o Adam. – Mary disse fingindo inocência. As garotas riem juntas. – Uau, Adam, essa é sua guitarra?
Mary estava na parte de trás da kombi. Inocentemente fuçando em tudo.
—Sim.
—É muito legal. – ela falou. – Addie, me disse que você deu um violão para ela. Depois você vai dar uma guitarra e a transformar em uma rockeira que nem você?
—Acho que você descobriu meus planos, Mary. – Adam riu. Addie o olhou de lado e deu um sorrisinho.
Addie pegou de sua mochila um pequeno pote e um lenço, com o qual começou a remover a tinta preta da pele.
—Vamos para Emmeline agora, Adam. – ela disse. Adam assentiu, acelerando o carro.
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EMMELINE’S BACK GARDEN
—Nós vamos procurar defunto!
Adhara, Mary e Adam olharam para Emmeline em choque. A garota os olhava completamente animada.
Adhara abriu a boca, mas não conseguiu falar nada, então olhou para Mary que estava com a boca escancarada e Adam, que olhava Emmeline completamente confuso.
— O que? – a garota finalmente conseguiu dizer.
—Tipo, ele não morreu ainda, bem ele está desaparecido. – Emmeline disse, franzindo a testa como se estivesse pensando se ele morreu ou não.
—Quem? – Mary perguntou.
—Vern Tessio! – Emmeline falou exasperada. Ela olhou as amigas. – Vern Tessio sumiu há três dias. Ele foi catar amoras e nunca mais voltou.
—E você quer achar ele? – Adhara perguntou chocada. – Eu vou ficar de castigo pelo resto da minha vida por isso?
—Eu estava na casa de um cara.
—Que cara?
—Aquele cara. — Emmeline diz arregalando os olhos. Adhara e Mary entenderam na hora. Aquele cara era o cara que Emmeline perdeu a virgindade.
—O que você estava fazendo na casa daquele cara? – Mary perguntou confusa. Adhara olhou para Emmeline e riu.
—Eu estava... bem, eu estava... Isso não é importante! – respondeu Emmeline, encolhendo os ombros. – O importante é que quando eu fui ao banheiro uns amigos dele chegaram. E sabe o que eles disseram? Que viram o corpo de Vern Tessio.
—Então ele morreu mesmo?
—Sim. E sabe o que mais? Eles não podem contar para policia porque eles roubaram um carro quando encontraram o Vern. Então se acharmos o corpo, nós vamos irar tipo celebridades ou coisa assim. Talvez aparecer no jornal ou TV. – Emmeline falou sonhadoramente.
Adam riu, encostando-se ao banco.
— O quão longe é? – questionou Adhara.
— Bem... Longe. – respondeu Emmeline dando de ombros. – A gente tem que pegar os trilhos. É na estrada Back Harlow a estrada termina perto do Rio Royal que é pertinho dos trilhos.
—E ele foi daqui até esse lugar andando? – perguntou Adam curioso.
—Ele deve ter pegado os trilhos e quando escureceu um trem deve ter vindo e... SMACK! – Emmeline gritou batendo a mão uma na outra.
—E nós vamos fazer isso? – examinou Mary. – Addie? Nós vamos?
—Addie?
Mary e Emmeline olharam a amiga. E Adhara cruzou os braços pensando sobre o assunto. Adhara sabia que estava ferrada de qualquer jeito, o pai provavelmente lhe daria o maior castigo da vida inteira por ter fugido. E, além disso, ela era uma Grifinória, não podia ter medo de ver um corpo morto. Ela não tinha medo de nada.
—Okay. – ela finalmente disse. Emmeline gritou animada.
—Só precisamos comprar algumas coisas, esperar os meninos e pronto. – disse a garota. Addie e Mary a olharam confusas.
—Comprar?
—É, quando você em mandou uma carta falando que viria pra cá eu te mandei uma de volta pedindo dinheiro. Eu disse que te pagaria depois.
—Eu não recebi a carta. – Adhara respondeu. Então uma coruja pousa mo retrovisor da kombi.
—Ahn... – Emmeline pegou a carta da coruja e entregou para Addie. – Acho que Apolo, entregou primeiro a carta que eu mandei para os meninos.
Addie suspirou e jogou a carta na mochila. Ela olhou para as amigas pensativas e depois para Adam que batucava os dedos no volante ao som da música que tocava no rádio baixinho. Addie então olhou pela janela pensando sobre o que fazer.
—Adam você tem algum dinheiro? — a loira perguntou.
— Droga. Foi mal, Addie, eu deixei minha carteira em casa.
—Emmeline tem alguma loja aqui por perto?
— Sim, Addie. Mas porque?
Adhara olhou decidida para as amigas.
– Nós vamos roubar uma loja.
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ADAM'S KOMBI
A lista de Adhara:
quantos sticks De carne Seca puder Pegar.
Skin79 (é para Depilar as pernas, Só que não Precisa De barbeador)
5 latas De Mountain dew
desodorante
gloss Labial ( para O frio)
kit de Primeiros Socorros
Lenços de papel
um Cobertor
um Skippy (Para addie)
sanduíches
barrinhas de cereais
Adam leu a lista, após Addie arrancar a folha do diário.
—Legal como você usa as maiúsculas.
—É. Sou uma grande adepta do uso aleatório de maiúsculas. As regras de letra maiúsculas são muito injustas com as palavras que ficam no meio. – a loira respondeu com um sorriso. – Então você fica aqui com o carro ligado e eu e as meninas vamos à loja. Certo?
—Sim, capitã. – Adam riu.
Addie o beijou na bochecha e pulou para fora do carro com as amigas logo atrás. As três deram os braços e seguiram caminho até a loja. Addie viu a calçada com neve e empurrou a neve para o lado com os pés, para que quando elas saíssem correndo da loja nenhuma tropeçasse. A loja era parcialmente grande e como estava no meio da madrugada estava vazia, a não ser pelo cara no caixa que via sem pudor nenhum uma revista de mulher pelada enquanto mascava um chiclete.
As garotas se separam cada uma indo para uma parte da loja.
Mary pegou sua mochila de borboleta e amassou dentro dela um coberto para viagem cor de rosa, depois ela pegou os lenços de papel com as mãos tremendo. Mary se sentia estranhamente bem. É claro ela estava apavorada de medo de que fosse ser pega, mas o perigo lhe deixa estranhamente bem.
Addie tinha ficado responsável pela comida. Ela foi pegando as coisas e jogando discretamente na mochila que tinha um feitiço indetectável de extensão. Ela riu quando pegou um grande pote de Skippy (pasta de amendoim), ignorando completamente a sua dieta. Adhara se sentia com medo, mas também se sentia viva, o perigo de ser pega a deixava viva. E, por Morgana, como Adhara adorava o perigo.
Emmeline estava pegando os cosméticos. Ela jogou um desodorante rollon com cheiro de morango na mochila de guerra da sua mãe. Emmeline sempre fora uma criança rebelde. Quando era pequena roubou uma joia cara da velha que era amiga da sua avó. E ela não se arrependeu nem um pouquinho, mesmo quando depois a mãe descobriu e a fez pedir desculpas. Emmeline simplesmente não ligava. E ela tinha fogo nos olhos quando viu que o gloss labial ficava em uma prateleira em cima do caixa.
—Eu preciso de gloss. – Emmeline grilou. Elas estavam no fundo da loja, atrás de varias fileiras de prateleiras, já tinham pegado tudo, mas assim que passassem pela porta, o alarme iria disparar e elas teriam que sair correndo. – Estamos no inverno! Minha boca fica rachada, minha boca não pode ficar rachada. Eu tenho um namorado para beijar na boca, sabiam?!
Addie revirou os olhos, mas a amiga a olhou com um olhar pidão e um biquinho nos lábios. A loira bufou e deu de ombros.
—Ta bom, já que nós já vamos lá mesmo, porque não tentamos descolar uns cigarros? – Addie perguntou. Emmeline sorriu.
—Eu tenho dois. – Emmeline disse, tirando da bolsa dois cigarros. – Sabe o que mais eu tenho aqui? – ela tirou da bolsa uma pistola. – Então, Addie. Você quer ser o Lone Ranger ou o Cisco Kid?
Adhara riu, mesmo não fazendo ideia do que Emmeline estava falando. Mary olhou as meninas temerosa, mas nenhuma das duas pareceu notar. Emmeline esticou a pistola para Addie, que a pegou na mão.
Addie riu, e segurou a pistola com as duas mãos e apontou.
—Eu já vi na TV, nos filmes. – a garota falou. – Tipo um Avada Kedrava se for no lugar certo. Tem as balas?
—Sim.
—Onde arrumou isso, Emms? – Mary perguntou com medo de tocar na pistola.
—Era da minha mãe. Tava no quarto dela, meus avós não entram lá a décadas então nem vão notar que sumiu. É calibre 45. Legal, né?
—Aham. – disse Addie. Ela entregou a pistola para Emmeline. – Agora guarda isso ai, que temos um brilho labial e cigarros para roubar.
Emmeline assentiu, guardando a pistola na mochila. Ela olhou o cara do caixa por cima das prateleiras, ele ainda estava muito concentrado em sua revista.
—O pior é que ele deve ser tipo uns trinta ou mais e ainda é um gato. – Emmeline mordeu o lábio.
—Que nojo, Emms. – Mary disse. – Ele tem idade para ser seu pai.
Emmeline apenas riu e deu de ombros.
—Deve ser um problema patológico. Já que o pai dela a abandou e tudo mais. – Addie disse para Mary que assentiu, enquanto Emmeline continuava a olhar o cara do caixa com um olhar travesso.
—Vamos lá.
Emmeline andou decidida até o cara do caixa.
—Vai pra porta. – Addie mandou e Mary assentiu indo para perto da saída.
Addie seguiu Emmeline que estava encostada no bancada do caixa olhando travessa para ele.
—Ah! Essa aqui é a Marnie. – Emmeline riu, apontando para Adhara.
—Oi, Marnie. – o cara riu. – Sou Oliver. Sua amiga Marlene estava me falando de você agora.
Adhara olhou para Emmeline que riu.
—Olá, Oliver. – falou Adhara. Ela sorriu para o cara. Oliver era sim bonitinho para a idade que ele aparentava ter. Ele tinha cabelos castanhos e uma barba mal feita no rosto. Sobrancelhas grossas e um sorriso bonito. Tirando é claro o fato de que era bem corpulento.
Emmeline gostava de caras corpulentos.
—E aquela é a Dorcas? – Oliver apontou para Mary que estava na porta olhando para o lado de fora.
—Sim. Ela é tímida. – riu Adhara. – Então... Ollie. Posso te chamar de Ollie, certo?
—É claro, princesa. – ele respondeu.
Internamente Adhara vomitou.
Que pedófilo! Ela pensou.
—Eu e Marlene olhamos para você e bem, estávamos pensando se você não descolaria uns cigarros para nós? Você parece um cara legal. – Adhara disse. – Por favor? – ela pediu manhosamente.
—E um brilho labial. – Emmeline acrescentou.
Oliver riu. Ele pegou um maço de cigarros e depois um brilho labial da prateleira.
—Vem aqui. – ele puxou Emmeline pelo braço, depois abriu o brilho labial e passou em seus lábios.
Adhara olho de canto para Mary que pelo que ela podia ver estava tremendo. Mas Emmeline apenas riu e fez um biquinho.
—Ficou bom?
—Perfeito. – Oliver colocou o brilho labial na sacola junto com os cigarros. – Fica 5,99 libras. – Emmeline já erguia o braço para pegar a sacola – Mas... o que eu vou ganhar em troca?
Adhara ficou tensa por um momento.
—O que você quer?
—Queria ver se você tem uma boquinha de algodão como parece ter.
Emmeline sorriu maliciosamente. Mas então seu rosto se fechou em uma carranca e ela tirou a pistola da mochila.
—UOU! Que isso, gata?
—Não em chama de gata! – Emmeline rugiu. Ela apontou a arma para ele, que ficou de pé. – Fica paradinho, ou eu atiro nas suas bolas! – Emmeline pegou a sacola e jogou para Mary que pegou desajeitada. – Abra caixa registradora. – ela mandou. Oliver obedeceu.
Adhara olhou sua melhor amiga completamente impressionada. Emmeline lhe passou a pistola e se debruçou no caixa para pegar as notas de dinheiro que tinha lá.
—Seu pedófilo. – Addie finalmente falou. – Nós temos 15 anos! E você sei lá uns 40?
—Talvez isso fique de recado para ele. Não mecha com adolescente, seu velho! – Emmeline disse. – Droga! – ela apontou para cima e Addie viu uma câmera de segurança acima do caixa.
Addie então apontou com a pistola e atirou. Mary deu um grito e se abraçou.
—Você atirou na porra da câmera de segurança? – Emmeline a questionou.
—Estava filmando a gente, caralho!
Emmeline riu.
—Ollie, você pode, por favor, nos dar a fita da câmera de segurança? – ela perguntou.
Oliver assentiu se movendo e pegando a fita. Emmeline pegou enquanto Addie ainda apontava a pistola para Oliver.
—Acho que vou ficar com isso também. – Emmeline disse e pegou a revista pornográfica. – Vamos!
Mary saiu correndo e Addie e Emmeline foram logo atrás correndo como se suas vidas dependessem disso. E na verdade dependiam, imagina se fossem pegas por assalto a mão armada? Adhara não podia nem pensar no castigo em que ficaria.
Mas mesmo assim Emmeline e Adhara riam enquanto corriam de mãos dadas. Entraram na kombi dando um susto em Adam.
—Isso é uma arma? – ele perguntou de olhos arregalados.
—Dirige! Vai! Vai! – Adhara gritou rindo alto.
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ADAM'S KOMBI
— Hora?
—Vai dar quatro da manhã. – respondeu Adam. Addie assentiu anotando. -Não acredito que vocês assaltaram a loja. – ele riu.
—Emmeline apontou a arma para as bolas do cara. – riu Addie.
—Eu acho que me mijei toda. – disse Mary, fazendo todos rirem.
—Addie atirou na câmera de segurança. E acertou!
—Serio? – perguntou Adam impressionada.
—Eu entrei em pânico por um momento. – resmungou a loira. Ela pegou a fita de segurança da mão de Emmeline. – Queima isso pra gente, Adam?
Ele assentiu, desacelerando o ritmo da kombi e tirou a varinha do bolso. Ele jogou a fita pela janela, depois apontou com a varinha.
—Bombarda! – a fita explodiu no meio da rua.
—Obrigada.
Adam chegou à esquina da casa da Emmeline e estacionou.
— E agora?
—A gente podia dormir aqui. – Emmeline sugeriu. – Nesse horário o meu avô acorda para tomar chá, não é bom a gente entrar na minha casa.
—Você se importa Adam?
—Não. Vamos dormir. – ele sorriu. – Hoje vocês vão ter um longo dia.
Mary e Emmeline se aconchegaram no cobertor e Addie e Adam deitaram os bancos para se aconchegarem melhor.
—Obrigada, Adam. Você é... muito legal.
—Você também, Addie.
—Eu sei. – ela riu e fechou os olhos para dormir. Adam sorriu e observou a garota por alguns minutos, antes de pegar no sono, pensando em Adhara Black.
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EMMELINE’S BACK GARDEN
James riu, enquanto fumava um baseado de salvia. Ele deu as cartas e olhou a situação.
—Eles estão namorando ou coisa assim? – James perguntou o lado. Sirius e Remus também olharam para o lado.
Frank estava em um amasso furioso com Alice Soto.
Os dois estavam meio deitados no gramado em frente à casa de Emmeline se beijando furiosamente.
—Não tenho ideia. Frank é uma vadia. – Sirius resmungou. Ele tragou seu baseado e verificou suas cartas. – Como você sabe que um francês passou pelo seu quintal?
—Ei, eu sou meio francês, ta legal? – James respondeu.
—Suas latas de lixo estão vazias e sua cadela ta grávida. – riu Sirius. Remus riu junto, aceitando o baseado que Sirius lhe oferecia.
—Eu não acabei de dizer que sou francês? – disse James.
— Eu bato. – Sirius disse confiante. Ele deu dois soquinhos no chão.
—Droga. – resmungou James. O baseado pendendo na boca.
—Vinte e nove. – disse Sirius colocando as cartas no gramado.
—Vinte e três. – James falou, colocando as cartas ao lado da de Sirius.
—Vão se danar. – riu Remus jogando as cartas dele no gramado. Sirius e James gargalharam e Sirius pegou o baseado de volta de Remus, que deitava no gramado para ler uma revista.
—Jogar as cartas, Pontas. – pediu Sirius.
James deu as cartas, e os dois observaram o jogo.
Eles tinham chegado há cerca de meia hora a casa de Emmeline. Eram dez horas da manhã quando tinham batido na porta de Emmeline e o avô surdo dela tinha atendido e gritado que Emmeline acordou cedo para ir caminhar. Então os meninos e Alice sem ter o que fazer se alojaram no gramado da frente de Emmeline e ficaram a esperando.
— Eu bato. – falou James.
—Seu babaca quatro-olhos. – Sirius proferiu.
—Esse babaca tem um milhão de olhos. – expressou James.
Sirius e Remus se olharam e começaram a rir. James bufou, ajeitando o óculos no nariz.
—Eu tenho trinta, e você? – ele perguntou.
—Dezesseis. – riu Sirius jogando as cartas no chão.
—Pode rir Almofadinhas. Mas agora você só tem a sua vassoura pra apostar.
Os garotos ouviram um barulho.
—O que é isso? – Alice perguntou e se apoiou nos cotovelos. Frank desgrudou a boca do sue pescoço.
Os garotos nem prestaram atenção. Era o barulho que Peter fazia quando ficava muito tempo correndo. Parecia uma baleia morrendo.
—Peter. – resmungaram todos juntos.
Peter apareceu completamente vermelho e se jogou no gramado ao lado de Remus.
—Meus... pais... me... deixaram... três quarteirões... atrás. – ele disse entre lufadas de ar. – Eles... foram embora... antes que eu ... pudesse avisar.
—Oi, Pete. – sorriu Alice. Peter corou ao olhá-la e olhou aos amigos confuso, que deram de ombros. Antes que ele pudesse responder, Frank voltou a enfiar a língua na goela dela.
—Eu tenho que contar uma coisa para vocês. – pronunciou Peter. – Vocês não vão acreditar. – Peter respirou fundo. – Só me deixem pegar um ar. Vir correndo daquela casa verde estranha até aqui não foi uma boa ideia.
Os três garotos se entreolharam.
—Fui correndo para casa. — começou James, os outros dois garotos riram e começaram a acompanhar a musica. - Só pra dizer que sinto muito. — eles cantaram.
—Ta bom. Eu não preciso contar nada pra vocês. –Peter declarou. Os garotos pararam rindo. – Posso? Okay! Vocês não vão acreditar eu...
—Fui correndo para casa. – eles voltaram a cantar e Peter cruzou os braços.
—Vão se ferrar.
Os garotos riram mais uma vez.
—Foi mal, Pete. O que foi? – Remus perguntou gentilmente.
—Bem... eu mandei uma carta para Mary, pedindo desculpas. Tirei de um poema, que nem você me falou que fez com a Emmeline, Sirius. – expôs Peter. E Sirius piscou para ele. – E adivinhe só. Ela me disse que se eu não for um babaca com ela de novo, ela vai me deixar tocar no peito esquerdo dela. Por debaixo da blusa! – tagarelou Peter. – E se eu tiver sorte vou poder tocar no direito também!
—Muito bem, Rabicho. – Sirius socou o ombro de Peter, que sorria muito animado.
—Parabéns, meu caro. – James disse. – Mas sinto em lhe informar, os melhores peitos de Hogwarts, são todinhos meus.
Peter riu. E Remus balançou a cabeça com um sorriso.
—Cala boca, idiota. – proferiu Sirius rispidamente.
—Como sempre um doce de pessoa, primo. – riu Addie.
Os garotos se levantaram. E Frank e Alice pararam de se agarrar.
—Meu amor! – James empurrou Sirius e agarrou Addie pela cintura e lhe deu um beijo estalado.
—Oi, Jay. – ela riu. Adhara beijou seu namorado na boca outra vez.
—Addie. – Adam a chamou. Ele lhe entregou sua mochila e depois a beijou na bochecha. – Quando voltar da sua pequena aventura, em mande uma carta, que eu venho te buscar. Agora eu tenho que ir e arrumar milhões de jeitos diferente de evitar o seu pai. – ele sorriu. Olhou os garotos que o olhavam atento. – Cavaleiros.
Addie assistiu Adam, entrar na kombi e partir em de volta para casa.
Emmeline deu um beijo estalado na bochecha de Sirius.
—Então, quem quer ir atrás de um defunto?
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TRACKS
—Pra que precisamos de um revólver? – perguntou Peter.
—Dormir na floresta a noite é perigoso. Pode ter um urso ou coisa assim. – Sirius respondeu.
Eles entraram finalmente nos trilhos do trem. Alice agora ao lado de Mary. E Frank ao lado de Addie, como sempre seu fiel escudeiro.
—Eu trouxe um pente. – mostrou Peter. Ele ergueu o pente para que todos pudessem ver enquanto andavam.
—Porque precisa de um pente? – Sirius perguntou.
—Se vamos aparecer na TV, temos que aparecer bonitos, não é?
—Bem pensado, Peter. – disse Remus.
James riu e Sirius revirou os olhos. James então socou o ar na frente de Peter, que se esquivou surpreso.
—Duas por ter vacilado. – deu dois socos no ombro de Peter. O que Peter nunca admitiria na vida, era que aqueles dois por te vacilado, doíam muito.
—Será que é muito longe? – James perguntou.
—Bem, deve ser uns 30 ou 50 quilômetros. – Emmeline estimou. Peter resmungou alto.
—Vamos logo, Peter. – James chamou.
—Mas é longe! – Peter resmungou novamente.
—Sua mãe teve algum filho que sobreviveu? – James perguntou parando de andar.
Na frente Sirius riu, enquanto passava o braço pelo ombro de Emmeline.
—Como assim? – Peter perguntou confuso. James revirou os olhos, andando mais depressa para passar o braço pelo ombro de Addie.
—Vamos, Peter. – Mary o chamou, erguendo a mão. Peter sorriu, entrelaçando os dedos no dela.
—Não é mais, Petelzinho? – ele questionou.
Mary corou.
—Até eu ver se você merece perdão, é só Peter.
O grupo começou a andar pelo trilho calmamente. Frank e Alice iam mais atrás, pois sempre paravam para dar beijinhos. Mary e Peter andavam de mãos dadas, enquanto ele a ouvia falar sobre o Natal dela. James andava com o braço em torno da namorada, enquanto comia um stick de carne que a loira tinha roubado. Addie segurava a mão de Remus. Ela dizia que era porque gostava, mas Remus sabia que ela não queria que ele se sentisse excluído pelos casais. Na frente andava Sirius e Emmeline, meio abraçados enquanto a menina contava para ele sobre como tinha apontado a arma para as bolas do cara.
—Eu to com sede. – Frank disse. – Chanel?
Todos pararam enquanto Addie pegava da bolsa as latas de refrigerante. Ela entregou para Frank e quando ele abriu a lata explodiu.
—Ah! – ele gritou, com a cara toda molhada de refrigerante.
—Todas as latinhas estão assim?
—Droga! – Addie disse. Ela se sentou no chão e todos se sentaram em volta dela. Addie abriu a mochila e pegou todas as outras latinhas. – Sim, todas estão assim. – ela comunicou, quando abriu mais uma latinha.
—A gente não tem o que beber! Só temos o cantil do Remus. – James expôs. Ele apontou para Remus que mostrou o cantil que ele trazia.
—Me da isso!Me da! – Frank se jogou e pegou o cantil para dar um grande gole. – Beijar dá sede.
Alice riu e lhe deu um beijo na bochecha.
Adhara olhou para o seu Chanel N°4 com os olhos semicerrados. Frank deu de ombro e deu a mão para Alice.
—Que merda. Porque nenhum de vocês trouxe algo? – Emmeline perguntou. – Nós vamos morrer de sede!
—Porque você não trouxe algo? – James rebateu.
—Eu roubei uma loja! – Emmeline gritou alto.
—Emmeline! Não precisa espalhar por ai. – brigou Adhara. – Vamos todos procurar na mochila para ver quanto dinheiro nós temos.
Todos começaram a fuçar na mochila a procura de moedas ou qualquer coisa.
—Eu tenho duas libras. – Remus falou, então ergueu a mão para que os outros desse para ele contar. – Uma libra do James. 50 centavos da Emmeline. Duas libras da Addie. Uma libra da Mary. Três libras do Frank e da Alice. Humm... um saco cheio de galeões do Sirius?
Todos olharam o garoto que deu de ombros. Ele pegou o saco de volta e abriu jogando tudo no meio da roda.
—Eu tenho algumas moedas trouxas aqui, de quando fui na casa da Addie. Eu guardei. – ele disse. Sirius achou no meio dos galeões algumas moedas de libra e deu para Remus.
—Uau cinco libras do Sirius. E você Peter?
Peter corado deu as suas moedas para Remus.
—10 centavos, Peter? – ele perguntou.
—Eu gastei o meu dinheiro trouxa em uma loja hoje de manhã.
— 14, 60 euros é bom. Da pra comprar até mais. – Remus falou.
—O Quidacioluo’s fica no fim da rua, que passa por um ferro velho. – Emmeline falou. – Da pra comprar bebida lá.
—O trem ta vindo. – Alice avisou. O grupo se levantou saindo dos trilhos. Mas o gaorto de cabelos espetados continuou lá.
—Addie.
—Que foi, amor?
—Vamos desviar?
Addie olhou para o trem e depois para o namorado.
—Do trem? – ela perguntou. James assentiu sorrindo. Eles estavam no meio dos trilhos e o trem ao longe vinha soltando fumaça. – É perigoso.
—Por isso vamos desviar. – James apontou. Addie riu e lhe deu um beijinho. James a virou de costas para ele e a abraçou pela cintura, os dois olhando firmemente para o trem.
—HEY! – Sirius gritou para eles. – O que tão fazendo?
—Nós vamos desviar. – riu Addie.
— O que?
—Desviar! – gritou Addie para ele, rindo alto.
— Vocês dois estão querendo se matar? – Sirius gritou, olhando preocupado para o trem.
—Relaxa, Six. Os garotos do meu bairro fazem esse tipo de coisa o tempo inteiro. – Emmeline avisou.
Sirius ficou quieto, mas mesmo assim apreensivo, olhando com preocupação para o trem que vinha na direção da prima e do melhor amigo. Emmeline riu, quando James beijou Addie no pescoço.
—Sirius o trem ta muito perto! – Remus comunicou, olhando mais ainda preocupado para trem.
—Saiam daí! – Sirius gritou, mas o casal não lhe deu ouvido, dando risadinhas e beijinhos. – Addie! – ele gritou de novo. Quando Sirius não aguentou mais ele jogou sua mochila no chão e simplesmente correu e pulou sobre os amigos. Eles caíram do outro lado dos trilhos e o trem passou em alta velocidade.
—Que porra Sirius! – James reclamou se sentando. – Doeu!
—Seus babacas cheios de merda na cabeça! – Sirius grilou, batendo na testa dos dois.
Addie resmungou e se sentou também. Ela riu e deu um beijo na bochecha de Sirius.
—Desculpa. Eu esqueci que eu sou a cabeça do relacionamento e que não posso deixar o Jay fazer essas besteiras. – ela riu.
ஐ
JUNK YARD
Eles olharam pelas grades do ferro velho. Remus engoliu em seco quando leu a grande placa escrito “NÃO ULTRAPASSE”.
—Ei, Rabicho. Parece que sua mãe tem saído para dirigir. – riu James, olhando os carros do carro velho.
—Tão engraçado, Pontas, que eu até esqueci de rir. – retrucou Peter. Sirius riu.
Eles perceberam que teriam que pular a grade. Sirius e James foram primeiro e depois Frank, levantou a Addie, como fazia nas apresentações das Chanels. A garota caiu no colo do seu primo e do namorado com maestria. Frank ajudou Peter, que não conseguia escalar sozinho, enquanto Emmeline, Mary e Alice escalavam a grade para pular.
—Sabe? O dono do ferro velho, Milo Pressman, que colocou essas placas. – Emmeline comentou, quando todos estavam do outro lado. – E o cachorro dele. Chopper, o mais temido e o menos visto cachorro da vizinhança. Segundo a lenda, Milo o havia treinado não só para atacar, mas para atacar partes específicas da anatomia humana. – riu Emmeline. – Então qualquer garoto que pular a cerca do ferro velho ilegalmente, vai ouvir: “Chopper morde no saco”.
Os garotos olharam todos assustados para Emmeline e Peter cruzou as pernas olhando para os lados.
—Mas relaxem, Milo e Chopper não estão aqui agora não é? – ela disse, com um sorriso travesso.
James riu, e empurrou Peter correndo na frente. Peter logo o seguiu correndo atrás.
—James é louco. – Remus comentou. Addie e Sirius olharam para frente onde James gritava e ria com Peter.
—Sim. Aposto que ele não vai chegar aos 20 anos. – riu Sirius.
—Lembra aquela vez no 2° ano quando você o salvou na árvore? — Addie perguntou.
Sirius assentiu se lembrando.
—Sabe, às vezes eu sonho com isso. – Sirius falou baixinho. Remus o olhou prestando atenção. – Só que no sonho eu sempre o deixo cair, fico com alguns fios de cabelo na mão e ele cai. É estranho.
—Sim, é estranho. – Remus concordou, começando a andar no meio de Sirius e Addie.
—Mas você não errou. – Addie disse. – Sirius Black nunca erra, não é? – ela riu.
Sirius olhou para a prima risinho.
—Nem quando as mulheres deixam a tampa do vaso abaixada. – Sirius proferiu. Remus e Addie gargalharam. – Ei, vamos apostar uma corrida? – ele perguntou aos amigos.
—Sei não. – Remus disse. Ele olhou os amigos que já estavam todos lá na frente.
—Vamos. Só até ali. – Sirius apontou.
—Não sei... – Remus disse de novo. – Já! – ele saiu correndo e Addie foi logo atrás.
—Seus trapaceiros! – gritou Sirius e correu. – Parece que Lupin e Black fêmea vão ganhar. – Sirius gritou atrás deles. – Oh! Mas o que é isso? Black macho está surgindo e eles está ultrapassando Lupin!
Addie gargalhou e correu mais rápido que conseguia. Ela sorriu quando chegou em primeiro com Sirius logo atrás dela e Remus atrás de Sirius.
—E a Black fêmea ganhou! – riu ela. Sirius riu também passando os braços pelos ombros de Addie e Remus, e caminhando até os amigos.
Depois de encherem o cantil de Remus com água fresca na bomba que tinha no ferro velho, eles se sentaram encostados na sombra de um caminho cheio de entulhos.
Peter colocou uma lata que tinha achado no entulho e agora jogavam pedrinhas na lata, para ver se acertavam dentro.
Emmeline se aconchegou nos braços de Sirius e lhe deu um beijo na bochecha. Addie olhou para aquilo e revirou os olhos, fazendo uma careta para Mary.
—Addie, me dá um cigarro. – Emmeline pediu. Addie pegou mochila e tirou o maço de cigarros. Ela abriu e jogou um para Emmeline e pegou um para ela. Addie apanhou seu isqueiro e acendeu o cigarro que pendia na sua boca. – Acende para mim, amor. – Emmeline disse, e se debruçou. Addie ergueu o braço e ascendeu o cigarro de Emmeline.
—Me da um. – Sirius pediu. Addie ascendeu outro cigarro e passou para Sirius.
—Isqueiro legal, Addie. – Mary falou. O isqueiro era rosa claro e tinha uma coroa dourada nele.
—Minha avó fez para mim. – Addie respondeu, ascendendo e apagando o isqueiro.
Ela tragou fortemente o cigarro e passou para James. Addie se encostou no meio dele, e James acariciava sua cintura.
—Alguém aqui ta assistindo The Mickey Mouse Club? – Peter perguntou. – EU tenho assistido na casa da minha prima.
—Sim. – todos concordaram.
—Não. – Sirius disse. Todos riram, e Emmeline deu outro beijinho no rosto de Sirius.
— Acho que os seios da Annette estão crescendo. – falou James.
—Acha mesmo? – Remus perguntou.
—Sim. Ele tem razão. – Frank concordou. – Tenho notado que os lados do A e do E estão começando a virar. – revelou Frank, demonstrando peitos com as mãos. Eles riram.
—Os peitos da Annette são ótimos. – James riu. Addie o olhou de lado e ele a beijou na bochecha. – Mas os seus são melhores, baby. Você sabe disso.
—Está sendo um momento legal. – comunicou Peter. – Estou me divertindo.
—Essa aventura está muito legal. – riu Mary. – Né, amiguinhas?
—Sim. – Addie e Emmeline disseram.
Todos entendiam o que Peter queria dizer. Peter não queria só passar dos limites do ferro velho, mentir para os pais e caminhar pelos trilhos até Harlow. Ele queria fazer essas coisas, mas era muito mais que isso e todos sabiam disso. Tudo estava lá e ao redor deles. Sabiam exatamente quem eram e para onde exatamente iriam. Era fantástico.
—Que horas são, Remus? – Alice perguntou. Remus sorria para ela gentilmente e olhou sue relógio de pulso.
—13h15, Alice.
—É melhor irmos comprar as bebidas, o ferro velho abre às 15h. E o Chopper vai estar aqui. – riu Emmeline. Peter engoliu em seco. – Vai lá , Peter.
—Eu? Porque eu?
—Porque eu não quero ir, oras. – Emmeline apontou. – E nem o Six, né? – ela olhou para Sirius sorrindo. Ele assentiu.
—Quem vai ir?
—Vamos tirar na sorte. – James falou. Todos se ajeitaram e Remus deu uma moeda para cada. – Joga ou morre.
Jogaram as moedas para cima e a deixaram cair nos braços. Esticaram as mãos para ver quem tinha tirado uma diferente.
—Tudo coroa!É um sinal! – grilou Peter.
—Cala boca, Peter. Vamos de novo.
Eles jogaram de novo e esticaram os braços.
—Parece que sou eu e você Remus. – Addie sorriu se levantando. – A gente já volta.
Addie e Remus saíram do ferro velho pela frente. Addie ofereceu seu cigarro para Remus, que deu um trago antes da garota jogar no chão e pisar.
—Então você fugiu de casa? – o garoto perguntou. A loira riu, e entrelaçou seu braço no dele.
—Fugi. Eu vou ficar de castigo pelo resto da minha vida. – ela riu.
Remus olhou para ela divertido, enquanto andavam na casa em direção a lojinha. Addie olhou para ele de volta e empurrou seu ombro de brincadeira.
—Não acredito que roubaram uma loja. Você é louca, Adhara.
—Foi bem emocionante. – ela contou. – Não fala pra ninguém, mas eu tava cagada de medo. – ela confidenciou. Remus sorriu, se sentindo feliz que ela confiava nele para segredos.
Chegaram à loja e Remus foi pegar as bebidas. Pegou alguns refrigerantes e duas garrafas de água.
—Ei. – Addie chamou. – Vai pegar um saco de marshmallows e eu vou tentar pegar algumas cervejas.
—Addie, não! – Remus falou arregalando os olhos. Addie, apenas riu e empurrou-o.
O garoto foi até o caixa e pegou o saco de marshmallows que Addie tinham pedido.
—Mais alguma coisa? – a mulher do caixa perguntou.
—Chicletes. – ele pediu. Assim que a mulher contou quanto dava, Remus deu o dinheiro e saiu apressado da loja, quase esquecendo o troco. Addie esperava encostada do lado da porta, com duas garrafas de cerveja na mão.
—O resto ta na mochila. – ela esticou a garrafa para Remus, ele riu aceitando e os dois começaram a andar de volta.
—Você gosta de cerveja? – Remus perguntou.
—Eu prefiro um vinho, na verdade. – Addie respondeu. – Vamos tomar vinho lá na França. Na minha mansão tem um vinhedo.
—Sério? – Remus perguntou impressionado. Addie assentiu e ele deu outro gole na sua cerveja.
Quando chegaram ao ferro velho, perceberam que seus amigos não estavam mais encostados na sombra do caminhão.
—Ali. – Addie apontou, para a grade por onde entraram. Os amigos estavam ali pulando a grade de volta. – Porque eles não esperaram?
—EI! GAROTOS! – Addie e Remus se viraram e viram um homem vindo na direção deles. Os dois começaram a correr desesperados. – Eu vou mandar meu cachorro atacar vocês!
—Corram! Corram! – seus amigos gritavam do outro lado da grade.
—Chopper morda-os! – o home gritou. Mas tudo que Remus escutava era: “Chopper morde nas bolas”.
Addie e Remus se jogaram na grade escalando e depois se jogaram do outro lado.
—Porra! – Addie gritou, quando caiu no chão ao lado de Remus.
—Espera. Esse é o Chopper? – eles olharam para grade e viram um cachorro bonitinho do outro lado.
Os amigos começaram a rir alto, e o cachorro latia para eles. Nada ameaçador.
—Acho que essa é uma lição para nós. Sobre a diferença entre mito e realidade – Alice riu.
—Morde minha bunda, Chopper. – riu Emmeline virando de lado, o cachorro mordeu a blusa dela ente a grade e ela riu puxando de volta.
—Não provoquem meu cachorro. Ouviram? — homem chegou bravo. – Vou dar uma surra em vocês por provocarem meu cachorro.
—Quero ver você pular a cerca e me pegar, seu balofo! – Emmeline proferiu, rindo para o cara.
—Cala boca, filha de vadia.
Emmeline parou de rir na hora e olhou para o cara chocada.
—Do que você chamou? – perguntou.
—Eu sei quem você é. É filha daquela vadia.
—O que?
—Aquela vadia que saia por ai dando para todos, antes de ficar com câncer.
—Minha mãe não é uma vadia. Ela era do exército.
Addie olhou para melhor amiga preocupada.
—Ela ta morrendo, não é? – o cara riu. – É por isso que você é assim, tendo uma vadia como mãe.
—Chama minha mãe de vadia, mais uma vez e eu te mato! – Emmeline sibilou. Mary olhou para Addie preocupada. E o cara riu mais uma vez.
—Filha de vadia! – ele riu.
Emmeline gritou e se jogou na grade tentando subir. Sirius agarrou a cintura dela, enquanto Emmeline gritava.
—Eu vou te matar! Eu vou te matar!
—Vem! Vem! – o cara gritou. Sirius agarrou Emmeline, a abraçando com força. – Ei, a deixe ela lutar suas próprias brigas.
—Claro, você só é 200 kilos a mais que ela, seu gordo! – gritou James para ele.
—Eu ligaria para sua casa para contar sobre isso. – o cara riu para Emmeline. – Mas tendo dois avós quase mortos e uma mãe morrendo...
—Seu filho da puta! – Emmeline gritou, tentando se soltar. – Eu te mato! Eu te mato!
Mesmo depois de terem se afastado do ferro velho e já estarem de volta nos trilhos, Sirius continuava segurando Emmeline em um abraço apertado.
Emmeline chorava com as mãos no rosto.
—Nós mostramos para ele. – Peter falou. Ele olhou para Mary que sorriu o incentivando. – Ele achou que éramos um bando de cagões.
—Ele ofendeu minha mãe. – Emmeline chorou. Ela tirou as mãos do rosto e olhou para Addie. – Ele ofendeu minha mãe. – ela repetiu.
—Por que se importa com o que aquele gordo de merda fala sobre sua mãe? – Addie perguntou. Ela parou de andar e olhou para a amiga.
—Sua mãe arrasou como um soldado, não é? – Mary ajudou.
—É, esquece. – Emmeline murmurou e voltou a andar. Sirius tirou o braço em torno dela e começou a andar ao seu lado.
—Você acha que aquele babaca foi do exército? – Alice falou, com um sorriso no rosto.
—Esquece. – Emmeline murmurou de novo.
—Ele não sabe nada sobre sua mãe. Ele é só um merda.
—Ele não pode mudar o que existe entre você e sua mãe. – Sirius começou.
—Esqueçam, ta legal? Esqueçam! – gritou Emmeline chorando. Ela começou a andar na frente e todos a seguiram.
—Você não vai falar com ela? – James perguntou a Addie. Ela assentiu.
—Espere ela terminar.
—Terminar o que?
—De sentir. – Addie declarou. James a olhou confuso, mas Emmeline parou de andar novamente e se virou para os amigos.
— Desculpe se estou estragando o momento para todo mundo. – ela murmurou baixinho. Addie sorriu para James e andou até Emmeline a abraçando de lado.
—Na verdade... Não sei se tem como ser um bom momento. – contou Remus.
—O que? Está dizendo que quer voltar? – questionou James.
—Não... Mas ver um menino morto não devia ser uma festa.
—É! – Frank concordou. – E se ele estiver todo cortado e cheio de sangue, e coisas assim?
—Talvez eu tenha pesadelos. – comunicou Peter. Mary sorriu para ele, e segurou sua mão.
—Vamos logo. – Sirius disse. Eles recomeçaram a andar.
—Mas e se as tripas e os olhos dele estiverem saltados para fora? – Peter recomeçou.
—Cala boca, Rabicho! – Sirius e James falaram ao mesmo tempo. Peter encolheu os ombros.
—Desculpe. Eu não consigo evitar!
A caminha recomeçou e Addie parou ao lado de Remus. Ela sorriu para ele e Remus sorriu de volta.
Addie olhou para o céu e suspirou. Eram 14h45, mas parecia bem mais tarde, estava muito frio e muita coisa já tinha acontecido. Addie sabia que teriam que apressar o passo, para poderem cobrir bastante chão antes de escurecer.
Remus pegou seu rádio da mochila e ligou, para animar os amigos.
—Voltamos com Bob Comier. De tudo que já se ouviu é o melhor vinil.São as Chordettes, com Lollipop.
Peter e James estavam na frente e começaram a cantar a música.
—Lollipop. Lollipop. Oh lolli lolli lolli. Lollipop – cantaram os dois. Os ombros colados e dando passinhos em ziguezague. — Lollipop. Lollipop. Oh lolli lolli lolli. Lollipop. – eles colocaram um dedo na boca e fez um “plop”. – Purumpupum.
Os dois continuaram cantando a música na frente dos outros e Alice e Frank se juntaram a eles.
—Eu peguei umas cervejas. – Addie contou para Sirius. Ela andava no meio de Sirius e Remus. – Pra o jantar.
— Perfeito. – riu Sirius. – Remus, você está bem? Desde que falou sobre o menino morto, ‘cê ta estranho. – reparou Sirius. Addie concordou e olhou Remus.
—Vocês acham que eu sou estranho?
—Definitivamente. – Addie disse.
—Com certeza. – falou Sirius.
— Não. – Remus suspirou. – É sério. Eu sou estranho?
—Sim, mas e daí? – Sirius respondeu.
—Todo mundo é estranho. – Addie falou. Remus a olhou timidamente.
—Você é estranha? – ele perguntou.
—Eu definitivamente sou estranha. – sorriu Addie. Remus riu baixinho.
—Eu estava pensando. – Remus suspirou novamente. – Ano que vem já é os N.O.M's e...Eu acho que não vou tentar ser auror, que nem vocês. – confessou Remus.
Addie e Sirius o olharam surpresos.
—O que? Nem pense nisso, Lupin! – Sirius brigou. – É, eu, você, Addie, James e Peter. Juntos! Juntos, okay?
—Mas...
—Remus, você é o mais inteligente de nós. Sempre foi. – Addie disse. – Você vai conseguir.
—Não eu não vou.
—Claro que vai. Você é um Maroto, oras. – Sirius afirmou.
—Mas eu sou o único Maroto lobisomem. – Remus resmungou. Sirius e Adhara se entreolharam.
— Você vai tentar. Você me ouviu? – Adhara bateu no peito dele. – Nós estamos aqui por você.
—É, cara. – Sirius sorriu. – Assim que voltarmos para Hogwarts, nós vamos começar as fases para virar animagos.
Remus riu bobamente, agradecido por ter amigos de verdade.
A música foi acabando e uma outra começou.
—Acha que o Super Mouse poderia vencer o Super- Homem? – Peter perguntou a James.
—Ficou doido?
—Por que não? Eu o vi carregando cinco elefantes em uma mão. – Peter acrescentou.
—Rabicho, você não sabe de nada. O Super Mouse é um desenho e o Super- Homem é um cara de verdade. Um desenho não venceria um cara de verdade. – explicou James.
—É, talvez você tenha razão. – ele disse depois de pensar. – Mas seria uma boa briga.
James revirou os olhos e se virou para ver os amigos.
—Vamos, pessoal. – Peter gritou para os amigos que estavam mais para trás.
—É. – James concordou. – Quando chegarmos lá o garoto nem vai estar mais morto.
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—Que merda. O que vamos fazer? – Frank perguntou. – Alguém sabe quando o próximo trem passa?
—Nós podemos dar a volta. – Emmeline respondeu. Eles olharam para a grande ponte que passava por cima do rio e levava para o outro lado. – Devem ser tipo uns oito quilômetros.
—O que? Vai demorar muito, pela ponte a gente chega em menos de dez minutos. – disse James.
—Mas se vier um trem, não teremos para onde correr. – Remus apontou.
— Claro que tem. É só pular. – James riu.
—São tipo uns 30 metros, James. – Alice falou olhando para o rio. – E está congelado.
—Vocês podem voltar se quiserem, mas eu vou pela ponte. – James deu de ombros. – E quando vocês estiverem chegando com seus traseiros suados, eu vou estar esperando do outro lado. Relaxando.
—Vai usar a mão direita ou esquerda para isso? – Sirius perguntou. Os amigos riram.
—Eu vou usar sua prima, que tal? – James respondeu. Os amigos gargalharam e Addie lhe deu um soquinho no ombro.
—Vamos logo. – Sirius resmungou indo na frente.
— O que está fazendo, Remus? – Addie perguntou quando o amigo ficou para trás. Ele se agachou e tocou no trilho.
—Só checando.
Os dois começaram a andar para acompanhar o ritmo dos amigos, mas foram empacados por Peter que andavam engatinhando pela ponte.
Addie olhou a bunda de Peter e riu. Remus atrás dela segurava delicadamente sua cintura. Peter parou abruptamente.
—O que foi? – Addie perguntou parando de andar.
—Eu perdi meu pente. – ele resmungou.
—Esquece isso, Pete. – a loira respondeu. Peter assentiu voltando a engatinhar. Addie voltou a andar, mas parou ao não sentir a mão de Remus em sua cintura. – Checando de novo? – ela perguntou, ao ver o garoto agachado com a mão no trilho.
Remus a olhou estranhamente e se levantou e olhou para trás. Addie seguiu seu olhar e olhou com horror para a fumaça preta que saia das árvores.
Addie se virou e gritou:
—TREM!
Os amigos olharam para trás. Todos ficaram em choque por um momento até começaram a correr desesperados.
—Peter, levanta! – Remus gritou, e Addie começou a puxar Peter pela camisa.
Peter se levantou, mas logo caiu novamente e se agarrou aos trilhos.
—Levanta, Peter! – Addie gritou e o puxou.
— Nós vamos cair, Addie. Eu não consigo.
—Nós vamos morrer! – Remus berrou ao olhar para trás.
Peter se levantou e começou a gritar em quanto corria.
Sirius que tinham chegado ao outro lado olhou para prima com horror.
—Minha namorada! – James gritou, agarrando a blusa de Sirius.
Mary começou a chorar e se agarrou em Emmeline, que estava gritando para que corressem mais rápido.
—Frank, eles vão morrer! – Alice grilou. Frank assentiu, olhando com medo.
—Corram!– Sirius gritou. – Corram!
—CORRAAAAAAAAAAAM! – James gritou se descabelando.
Addie ouviu o grito de James e começou a empurrar Peter.
—Mais rápido, Peter! – ela gritou. Remus atrás dela estava tagarelando sobre como ia doer quando o trem os atingisse.
—Eu não consigo, Addie. – Peter respondeu ofegante.
Estavam quase chegando. Remus olhou para trás e viu o trem próximo a ele. Então em uma chance de se salvar e salvar os amigos, ele os empurrou e se jogou para o lado. Addie gritou, quando caíram no chão cheio de neve fofa. Ela olhou para cima e viu o céu azul.
—Nós estamos vivos? – ela perguntou se sentando. Peter estava jogado ao lado dela em posição fetal e Remus do outro lado, olhando para cima com os olhos arregalados. – Remmy? – ela tocou no rosto dele.
Remus se sentou ainda em choque e depois riu bobamente.
—Eu acho que to morto. – os dois ouviram Peter murmurar.
O trem terminou de passar e os seus amigos apareceram.
—Bem... Agora nós sabemos quando o próximo trem passa. – Frank riu.
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—Foi o melhor desvio de trem. – riu James. Ele passou o braço pelo ombro da namorada. – Você foi tão corajosa, Addie. – ele a beijou na bochecha. – Peter, você estava cagado de medo.
—Parecia o Ranhoso, quando ele foge do banho. – riu Sirius.
—Eu não estava com tanto medo assim.
—Rabicho. – eles riram.
—É sério.
—Então você não vai se importar se checarmos se não cagou na calça? – Addie perguntou. Ela se encostou ao peito de James, os joelhos dobrados contra os seios.
—Vai se ferrar, Addie. – Peter riu.
Tinha escurecido. Eles saíram dos trilhos e entraram na floresta, estavam em volta da fogueira feita por Remus, que tinha sido extremamente difícil de ser feita, com tanta neve pelos lados, mas como no momento não estava nevando tinham conseguido.
—Frank, é melhor você virar o seu marshmallow. – Alice avisou. Ela viu que o garoto ficara por muito tempo com o marshmallow virado para o mesmo lado.
—É, assim que eu gosto, Alice. – ele respondeu. Seu marshmallow logo em seguida caiu no chão.
Os amigos riram e até Alice escondeu o rosto com a mão e riu.
—Não tem graça. O que eu vou comer?
—Por que não cozinha seu pinto? – perguntou James.
—Seria pouco demais. – riu Sirius.
—Addie, me de algo para comer. – Frank pediu. Addie pegou sua mochila e tirou de la um sanduíche de peito de peru.
—Alguém mais quer sanduíche?
—Eu. – Peter pediu. Addie jogou para ele o último sanduíche. – Obrigado.
Addie comeu seu marshmallow e bebeu um gole da cerveja que dividia com James. Ela abriu a mochila novamente e pegou seu pote de manteiga de amendoim. Enfiou o dedo, pegou um pouco e comeu. Ela jogou um cigarro para cada um.
—Para, Six. – Emmeline riu. Sirius estava a abraçando e dava beijinho em seu pescoço. – Eu não posso. – ela resmungou, enquanto ele lhe dava beijinho pelo pescoço e subia para o queixo.
—Estou com saudades de vocês, Emms. – ele falou. Colocou as mãos na anca dela e deu uma apertadinha. – Não sabe o quanto eu sinto falta dessa sua bundinha.
Emmeline riu, mas virou o rosto quando ele tentou beijá-la na boca.
—Ela é tão idiota. – Addie contou a James. – É minha melhor amiga, mas é uma idiota.
James riu.
—Quer dar uns malhos? – ele perguntou.
Addie olhou e viu que Frank e Alice estavam deitados se beijando e Peter e Mary estavam de mãos dadas muito próximos.
—Não dá. – respondeu finalmente.
—Por quê?
—Eu não vou deixar o Remusinho de vela. – Addie deu de ombros. James soltou um muxoxo.
—Ei, Aluado. – James chamou. – Vê se tem algo no radio.
Remus assentiu e pegou o radio procurando uma estação. Come Softly To Me do The Fleetwoods começou a soar pelo rádio.
Os amigos começaram a conversar noite afora. Aquele tipo de conversa que só era importante quando não estavam falando sobre garotas ou garotos.
—O Mickey é um rato. O Donald é um pato. O Pluto é um cachorro. E o Pateta? – Remus perguntou. Ele tragou seu cigarro confuso.
—O Pateta é um cachorro. Ele definitivamente é um cachorro– disse James.
—Ele não pode ser um cachorro. Ele usa um chapéu e dirige. – Addie contrariou também confusa.
—É estranho. O que diabos é o Pateta?
Todos riram. Remus notou que nenhum deles mencionava Vern Tessio, mas mesmo assim todos estavam pensando nele.
Abriram seus sacos de dormir e se deitaram. Addie se aconchegou em James, que tinha resolvido ficar no mesmo saco de dormir que ela.
—Agora quer dar uns malhos? – James perguntou. Addie o olhou pensando sobre o assunto.
—Cadê o Remus? – ela perguntou. James soltou um muxoxo e ergueu o pescoço.
—Parece que Emmeline colocou Remus no meio dela e de Sirius. – riu James.
Addie riu também e deu um longo beijo na boca do namorado. James passou os braços pela sua cintura, colando seus corpos. Adhara ofegou em sua boca e ele desceu a mão de sua cintura para sua bunda. Ela já se sentia quente, quando os beijos de James desceram para o seu pescoço. Ela sentiu um arrepio em sua coluna quando ele chupou sua pele.
James se curvou sobre Adhara e começou a abrir seu suéter. Ela enfiou suas mãos dentro da blusa do garoto e arranhou suas costas. James suspirou e terminou de abrir o suéter e abaixou a blusa de Addie, expondo seu sutiã cor de rosa. Ele beijou o vale entre seus seios e colocou uma mão em cada seio. James apertou com força, e a loira deu um gemidinho.
James ergueu o pescoço para ver se algum dos amigos tinha acordado. Addie o puxou pelo pescoço e lhe deu um beijo cheio de suspiros. James subiu para cima dela e ela abriu as pernas para encaixá-lo melhor. James abaixou o sutiã de Addie e expôs seus mamilos cor de rosa. Ele sorriu ao ver os mamilos durinhos.
—Já estão durinhos. – ele falou. Addie riu.
—Ta frio pra caralho, James. – Addie riu. – Estão assim faz tempo. – ela contou.
—Ei. Não estraga minha vibe. Prefiro achar que esta assim só por causa de mim. – ele disse. E se baixou e sugou uns dos seus mamilos. Addie gemeu baixinho e acariciou a nuca de James. Ela agora começava a abrir seu cinto quando um uivo ecoou pela floresta.
—Puta merda. – eles escutaram a voz de Sirius. Addie puxou o sutiã e a blusa e James afivelou seu cinto. – Que merda foi essa?
—Um lobo? – perguntou Alice.
—Oh my God! – disse James, ainda no meio das pernas de Addie. – É o Vern! O fantasma dele está andando na floresta.
Peter solto um muxoxo.
—Eu prometo não ver mais revista de mulher pelada. Eu prometo não falar mais palavrão. Eu prometo comer todas as verduras. – Peter começou a dizer como se estivesse rezando.
Addie riu baixinho, quando James saiu do saco de dormir e foi atrás de Peter e o cutucou no ombro.
Peter deu um grito assustado.
—Duas por ter vacilado. – James riu e deu dois socos no ombro de Peter.
Os uivos continuaram e logo todas estavam de pé. Emmeline tinha a pistola na mão e segurava apontando para o meio da floresta.
—O que será que é? – Frank perguntou.
—Um coité, provavelmente. – Remus respondeu.
—Pra mim parece um grito de uma mulher. – resmungou Peter assustado. Mary o abraçou.
—Não são coites. É o fantasma de Vern. – James riu na orelha de Peter.
—Não diga isso! – Peter guinchou. Os uivos ficaram mais intensos.
—Talvez devêssemos fazer guarda. – Emmeline sugeriu com a arma apontada para frente e um olhar decidido.
—Você é tão sexy. – Sirius disse se pudor nenhum.
Addie revirou os olhos e Emmeline riu.
—Eu sei, amor. – ela piscou para ele.
—É uma boa idéia, fazer guarda. – Remus falou.
—Eu fico com o primeiro turno. – James disse e esticou a mão para Emmeline. Antes de Emmeline dar para James, Addie pegou a arma na mão.
—Isso é muito perigoso, Jay. Toma muito cuidado. – ela disse, então colocou na mão dele. – Vê se não atira na própria bunda.
James a beijou na bochecha e foi até uma árvore grande e se encostou a ela. Todos voltaram a se deitar.
—Sirius. – Addie chamou. – Dorme comigo?
Sirius suspirou olhando para Emmeline, mas deitou no saco de dormir com a Addie. A loira o olhou firmemente e segurou seu rosto.
—Que foi, Addie?Ta querendo dar uns malhos é isso?
—Cala boca, imbecil. – ela respondeu. Sirius fez um biquinho. – Eu to vendo o que você ta fazendo com a Emmeline, cretino.
—Não to fazendo nada.
—Ta sim. Seduzindo ela!
—Addie. – Sirius suspirou. – Eu não vou fazer anda que Emmeline não queria. Então se ela quiser dar uns malhos e chifrar o idiota do Burke eu vou adorar.
—Cretino. – Addie murmurou. Ela se deitou no peito dele e Sirius a abraçou carinhosamente.
ஐ
23H PM
— 23h. Cabo James Potter de vigia. Nenhum sinal do inimigo, o forte está seguro. – James começou a sussurrara. A arma na mão.
—Cala a boca, James. – Sirius reclamou alto.
James suspirou abaixando a arma, mas não aguentou por muito tempo.
—TUTUTUTU! – ele começou a imitar o barulho da cavalaria.
—Pontas! – gritou Remus.
—Para com isso, doido. – Emmeline reclamou também.
James suspirou novamente e ficou quieto.
Por um segundo.
—Os soldados descansam tranquilamente, sabendo que o soldado James Potter os protegia do mal da floresta.
—JAMES!
ஐ
02H AM.
Peter escutou um barulho e se virou com a arma. Escutou outro barulho e se virou para o outro lado.
Ele olhou Mary dormindo tranquilamente perto de James, já que Sirius estava com Addie. Ele tinha que proteger sua borboletinha.
Outro barulho e Peter se virou assustado. Ele começou a dar a volta na árvore e escutou um pio de coruja.
—Peter, se você vai se cagar de medo a cada dois segundos, passe o turno para outra pessoa. – ele escutou a voz de Emmeline.
—Eu estou bem. Estou protegendo minha borboletinha.
Emmeline riu e o olhou.
—Sim, você está... – Peter escutou outro barulho e se virou assustado. – Pelas barbas de Merlin!
ஐ
04H AM.
Sirius estava sentado, encostado a árvore, a pistola em sua mão. Ele pegou uma pedrinha e jogou ela em Peter, que acordou assustado.
—Sirius, o que foi isso?! O fantasma passou por aqui?
—Não, Rabicho. – Sirius respondeu, quando Peter voltou a dormir ele deu uma risadinha.
Sirius se levantou e foi até a fogueira aquecer um pouco as mãos. Olhou de lado Remus, que estava se mexendo. Ele soltou um resmungo e Sirius o olhou atentamente. Nem dois segundos depois Remus acordou assustado.
—Tudo bem? – Sirius perguntou.
—Eu tive... um pesadelo. – Remus respondeu.
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—To.
—Ótimo. Volte a dormir. – sugeriu Sirius. Ele se levantou e voltou a sentar encostado na árvore. Remus o seguiu e se sentou ao seu lado.
—Na verdade... Eu não estou bem. – Remus admitiu.
—O que aconteceu?
—Minha mãe... minha mãe está com câncer. – Remus contou. Ele respirou fundo. – É uma doença trouxa. Ela é trouxa.
—Eu sinto muito, Aluado. – Sirius colocou a mão no ombro de Remus.
—Ela vai morrer. – Remus soluçou.
Sirius olhou o amigo sem saber o que fazer, então ao abraçou o mais forte que pode. Mesmo que Remus tentasse se soltar chorando, Sirius o apertou no abraço.
—Você não precisa sofrer sozinho. – Sirius disse. Remus o olhou com os olhos banhados de lágrimas.
—Eu acho que sou o tipo de pessoa que sofre... calado. – Remus confidenciou.
—Tipo a Addie. – Sirius falou. Os dois olharam Addie, que estava dormindo com a cabeça de James sobre seus peitos.
—É?
—Sim. Mas você sofre calado porque acha que ninguém liga ou porque não quer incomodar ninguém. – Sirius falou. – Addie... Ela acha que tem que ser forte. O tempo inteiro.
—Ela é forte. – riu Remus. – Ela é durona. – ele fungou. Sirius concordou.
— Eu queria fugir.
—Fugir?
—Sim. Com a Addie. – Sirius revelou. – Para um lugar onde ninguém conheça a gente. Onde não fossemos Black. Onde fossemos só Sirius e Addie e pudéssemos só... Viver.
ஐ
—Nós vamos ter que cortar caminho. – Emmeline falou. – Os trilhos saem muito do nosso caminho, se cortarmos caminho, vamos chegar lá em uma hora.
—Mas é uma floresta. – Peter falou.
—Estamos vendo que é uma floresta, Peter. Muito obrigada. – resmungou Sirius.
—É uma floresta estranha. – Remus comentou. – Não tem neve.
Emmeline riu.
—Quando trouxas vem aqui eles só vêem o rio. É tipo com Hogwarts, eles vão chegando mais perto e por algum motivo voltam.
—Mas porque não neva nela? – Peter perguntou.
—Porque é mágica, Peter. – explicou Addie. – Vamos lá.
Eles saíram dos trilhos e entraram na floresta para cortar o caminho. Addie logo notou que a floresta estava quente, então arriscou e tirou o suéter. Quantos mais adentravam mais ficava quente, e Addie agradeceu já que os seus dedos pareciam que iriam cair de frio.
Alice e Frank andavam de mãos dadas e Addie viu que Frank parecia bem feliz.
—Como vão as coisas com a Putesca? – Sirius perguntou. Remus o olhou irritado.
—Está tudo ótimo. Na verdade, eu devo estar ficando com um grave caso de bolas azuis. – Remus contou. Sirius gargalhou.
—Ela é santa?
—Não. O pior que não! – Remus disse. – Ela pega no meu... Ela pega nele o tempo todo.
—Então qual é o problema? – Sirius questionou. – Ela é uma gata.
—O problema é que eu sou uma pessoa que sem culpa, Sirius. E sempre que a Fran, tira minhas calças eu só penso no quanto Sirius eu to sendo com a Emily.
—O quanto Sirius?
—É. O quanto cretino eu to sendo. – resmungou Remus. Sirius riu. – E ela tem peitos tão bonitos, Sirius. Eu adoro peitos. – suspirou Remus.
Sirius gargalhou novamente.
—O que você tanto ri, Sirius? – Addie se virou. Ela andava ao lado de James, mas parou e foi até o primo.
—Remus estava me contando o quanto ele adora peitos.
Addie piscou surpresa e riu.
—Ah é?
Remus corou completamente envergonhado.
—Eu só... – Remus solto um muxoxo. – Eles são tão bonitos. São cor de ameixa e...
—Ele ta falando dos peitos da Francesca?
—Sim. – respondeu Sirius, se perguntando se quando Francesca e Remus terminassem o amigo iria ficar chateado se ele tentasse investir nela.
—Ora, Remus. Se for para pensar nos peitos de alguém pense nos meus. – Addie proferiu. Remus corou mais ainda se possível, e Sirius riu.
James olhou para trás e cruzou os braços.
—Sirius e Remus estão conversando muito , não acha? – James perguntou a Peter. O garoto se virou e olhou confuso para James.
—Não acho não. Por você acha?
—Eu os vi de noite. Conversando. – James resmungou.
—Está com ciúmes? – riu Peter. James deu de ombros. Peter socou o ar na frente dele e James se esquivou. – HÁ! Duas por ter vacilado!
James socou o ombro de Peter duas vezes e o garoto parou de rir.
—O que... Mas você que vacilou.
—Eu sei.- riu James. – Duas por ter vacilado.
Eles andaram mais um pouco e pararam em um pequeno lago que tinha no meio da floresta.
—Isso é um lago? – perguntou Frank.
—Parece um pântano.
—Como vamos atravessar?
— Vamos te usar como bote. – debochou Sirius. James riu e Remus olhou para os dois com reprovação.
—Muito engraçado. – disse Peter.
Emmeline quebrou um galho fino da árvore e tocou o lago com ele.
—Não é fundo. Vamos continuar.
Eles começaram a entrar no lago, mas ele ficou fundo e acabaram todos caindo.
—Ai meu Deus, Addie! – gritou Sirius começando a se sacudir. – Ela não sabe nadar!Addie!
—Calma, idiota. – disse Addie, jogando o cabelo molhado para trás. – Ainda da pé.
—Você tem certeza? – James perguntou a olhando extremamente preocupado.
—Sim. – ela resmungou.
—Eu disse que deveríamos ter ficado nos trilhos. – apontou Peter. James se virou para ele irritado.
—É impressão minha ou você é o maior covarde do mundo? – ele perguntou.
—Isso é divertido para você? – Peter questionou, apontando para água.
—Não! Mas isso é... – ele pegou cabeça de Peter e afundou. Depois vez de novo rindo alto.
—Aja como sua idade, James. – disse Remus.
—Essa é a minha idade! Estou no auge da juventude e só se é jovem uma vez. – riu James gesticulando.
—É, mas você idiota pelo resto da sua vida. – Sirius sorriu.
—Uouuuuuuuuuu. – riu Peter.
—Você ta morto, Black. – James se jogou em Sirius.
Sirius, James, Peter e Frank começaram uma guerra aquática. O último tendo ido para separar os outros.
—Um bando de retardados. – riu Alice, ao lado de Addie. As meninas junto de Remus, continuaram a atravessar, deixando os meninos para trás.
—Ei, Lupin! — gritou Sirius rindo. – Onde pensa que está indo?
—Ah não. – resmungou Remus. As meninas riram e logo os meninos chegaram em uma avalanche se amontoando em Remus.
Eles riram, e Remus resmungou tentando se soltar.
—Ei, Peter. – Mary chamou. — Tem uma coisa no seu pescoço. – ela apontou.
—O que? – Peter perguntou.
—É verdade tem uma coisa no seu pescoço. – falou Alice.
—Isso é... UMA SANGUESSUGA! – gritou Remus. Todos se levantaram desesperados e foram para a margem do pequeno lago.
—Meu Deus! – Addie gritou vendo que tinha sanguessugas em todos.
—Tirem as roupas rápido! – Emmeline berrou.
Começaram a tirar as roupas com pressa. Addie olhou com horror a sanguessuga em seu peito e tirou ela.
Tinham sanguessugas no corpo inteiro.
Mary ajudou Emmeline tirando das costas delas enquanto Emmeline fazia o mesmo com Addie. Alice gritava, enquanto Frank tirava as sanguessugas dela. Sirius confuso batia nas sanguessugas a tirando do peito e barriga, e Remus o ajudou tirando das suas costas.
—Me ajuda, Peter! – berrou James. Peter bateu nas sanguessugas em suas costas e virou para que James tirasse da dele.
— Acabou? – Mary perguntou ofegante. Estavam todos apenas com as roupas de baixo, cheio de marcas vermelhas na pele.
—Ta todo mundo bem?
—Ta tudo ótimo. – riu James, olhando a namorada com a cabeça pendida.
— James!– Addie brigou, mas em seu rosto tinha um sorrisinho.
—Ai! – Emmeline gritou. – Addie! Acho que tem uma na minha bunda. – Emmeline se virou e Addie olhou a sanguessuga em sua nádega direita. – Tira.
—Eu tiro! – Sirius se voluntariou. Ele rapidamente passou a mão na bunda de Emmeline e tirou a sanguessuga.
—Abusado. – riu Emmeline.
Remus envergonhado de suas cicatrizes, já começava a se vestir, mas então parou abruptamente.
—Remus, você está bem? – Frank perguntou quando viu o olhar de pânico do amigo.
—Merda!Merda!Merda! – Remus repetiu, fazendo todos prestarem atenção nele. Ele puxou a cueca e olhou para dentro. Remus engoliu em seco.
—Puta merda. – Sirius murmurou entendendo. Todos ofegaram surpresos.
Remus colocou a mão da cueca e tirou de lá uma sanguessuga. Sua mão tremia e sangue escorria dela. Ele deixou a sanguessuga cair no chão e respirou fundo.
—Remmy? – Addie chamou cautelosa. Remus ofegou e olhou para ela, antes de cair no chão desmaiado.
—Remus!Remus!
Eles se alojaram em volta de Remus.
—Meu Deus!
—Talvez ele tenha morrido. – Peter falou, enquanto Addie cutucava Remus no ombro.
—Ele está vivo. Ele está respirando, idiota. – falou James.
—Ele só desmaiou. – Addie falou, se sentando sobre os calcanhares e colocando a cabeça de Remus em sua cocha.
—Nossa. Eu acho que nunca tinha visto alguém desmaiar antes. – comentou Peter.
—Talvez ele tenha cometido um grande erro e olhado para sua cara. – falou James.
—Cala boca, James. – disse Sirius, cutucando Remus.
Remus os olhou confuso. Sirius o ajudou a levantar e começaram a se vestir.
Remus se sentou encostado em uma árvore, enquanto os outros terminavam de se arrumar.
—Remmy. – ele olhou Addie, que se sentou ao seu lado. – Está doendo?
—Não. – ele sussurrou.
—Ainda ta sangrando?
—Acho que não.
—Me deixa ver. – ela pediu. Remus corou.
—Addie!
—Sério, me deixa ver. – ela repetiu, puxando o cinto dele.
—Não! – Remus empurrou a mão dela.
—Remus Lupin eu vou ver o seu pinto e eu vou ver agora! – ela brigou.
Ela usou seu corpo como barreira e abriu o cinto dele. Remus a olhava nervoso e Addie abaixou sua cueca.
—Não está sangrando mais. – ela avisou. Addie corou um pouco quando olhou o membro de Remus. – Está... Está tudo bem.
Remus concordou subindo a cueca.
—Talvez devêssemos voltar. – Frank comentou. Eles olharam Addie falando com um Remus em choque.
—O que? Claro que não. – James falou. – Ta virando covarde também, é?
—James, tinha uma sanguessuga nas bolas dele. Ele desmaiou. – Frank falou.
—Acho que Frank tem razão, talvez devêssemos voltar. – Peter disse.
—Que surpresa!O rei dos covardes quer voltar. – riu James.
—Pare de me chamar assim! – brigou Peter.
—O que? Covarde!
—Não me chame assim!
—Covardeeeeee!
—Seu louco quatro-olhos! – gritou Peter ele se jogou em cima de James que caiu no chão rindo. – Duas por ter vacilado! Duas por ter vacilado! – gritou Peter, socando os ombros de James.
—Ei. O que estão fazendo? – Addie tinha voltado com Remus junto dela. – Peter, sai de cima do meu namorado agora!
Peter saiu de cima de James e Addie puxou James pra cima.
—Vamos? – Remus perguntou.
Eles seguiram caminho.
Enquanto saiam da floresta e caiam de volta nos trilhos, Addie pensava sobre Vern Tessio.
Ela sabia que quando o encontrassem, ele não estaria doente, ele não estaria dormindo. Ele estaria morto.
Adhara tinha um pensamento muito estranho sobre morte. Ela adquirira esse pensamento, quando a guerra começou. Para ela lembrar-se que vai morrer é a melhor maneira para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. Não há razão para temer tanto.
Quando Emmeline disse que tinham chego à estrada Back Harlow, eles se separaram para procurar o corpo. Alice o achou alguns minutos depois. Eles desceram até onde Vern estava.
O garoto estava coberto por alguns galhos, que Sirius tirou. Ele tinha sangue seco pelo rosto, uma de suas pernas quebradas e a outra em cima de um galho, seus sapatos tinham sidos arrancados pelo trem e estavam em algum lugar na árvore alta. Ele tinha mais sangue seco nas roupas. E seus olhos e boca estavam meio abertos.
—Vamos achar uns galhos. Para fazer uma maca. – Alice sugeriu.
Remus respirou fundo e se sentou em um trnco grande.
—Porque isso tinha que acontecer? – ele sussurrou.
—Qual o problema com, Remus? – James perguntou.
—Vão procurar os galhos. Eu falo com ele. – Sirius disse.
James emburrou com ciúmes e puxou Addie com ele.
Sirius se sentou ao lado de Remus no tronco.
—Porque isso tinha que acontecer, Sirius? – Remus perguntou desolado. – Porque ela tinha que ter câncer?
—Eu não sei, Aluado.
—Deveria ter sido eu.
—Não diga isso.
—Deveria. Eu sou um lobisomem. Um maldito lobisomem, Sirius. – Remus fungou.
—Não importa.
—Todo mundo odeia lobisomens. Lobisomens não são bons.
—Não diga isso. – repetiu Sirius. – Você é bom, Remus. Entre eu, você, Addie e Peter. Você é o que mais tem de bom.
Remus começou a chorar. Sirius passou o braço pelo ombro de Remus e o deixou chorar em seu ombro.
—Você será um grande auror um dia, Remmy.
— Que porra é essa? Emmeline?! – eles escutaram uma voz. Os amigos se agruparam com Emmeline na frente.
—Eyeball? – ela perguntou surpresa.
—O que ta fazendo aqui garota? – Eyeball desceu para onde eles estavam, e mais uma gangue de garotos desceu atrás dele. – Ah. Você ouviu por trás da porta, não é?
—Eu... Eu... – Emmeline corou.
—Oi, Marlene. – riu uma voz. Emmeline olhou com horror Ollie aparecer.
—O que? Essa é a Emmeline. – riu um cara. – A garotinha do Eyeball.
—Bem, quando ela roubou a loja que eu trabalho ontem , ela era Marlene.
—O que está fazendo aqui, Eyeball?
Eyeball riu. Ele tinha o cabelo meio comprido e olhos pretos. E uma tatuagem no pescoço que parecia descer para sua coluna.
—Procurando o garoto morto. E parece que você encontrou.
—Vocês não vão levar ele. — Sirius passou na frente de Emmeline, se colocando protetoramente na frente dela. – E você para de olhar ela desse jeito, babaca. – Sirius falou, olhando Oliver.
Emmeline entrelaçou seus dedos no de Sirius.
—É o seu namorado Marlene?
—Não te interessa. – Sirius rosnou. Oliver ia pra cima dele, mas Eyeball os segurou.
James automaticamente foi para o lado de Sirius.
—Vocês não vão levar ele.
—Olha. Vocês tem duas opções... – Oliver disse. – Vocês saem por bem e nós ficamos com o cadáver. Ou ficam e nós espancamos vocês e ficamos com o cadáver.
—Além disso, eu e Billy encontramos primeiro. – um garoto loiro disse, no meio da gangue.
—É Emmeline nos contou como acharam: “Oh Billy, queria que nunca tivéssemos roubado aquele carro”. “Oh Billy, acho que acabei de borrar as minhas calças”. – debochou James. O garoto quase foi para cima dele.
—É a última chance de vocês. – Oliver disse tirando uma faquinha do bolso.
Eyeball olhou Emmeline implorando para ela sair dali.Mas Sirius se colocou mais na frente dela.
—Porque você não vai para casa e fode sua mãe mais? – ele disse.
Oliver foi para cima de Sirius com a faca, mas se assustou ao som de um tiro.
Addie apareceu no meio dos amigos, com a pistola de Emmeline apontada para cima. Ela apontou para Oliver, que deu passos para trás.
—Dorcas...
—Meu nome é Adhara, seu imbecil.
Oliver travou o maxilar.
—Adhara. O que esta fazendo loirinha?
—Eu vou atirar nas suas bolas, babaca. – ela disse.
—Me de a arma. – Oliver ergue a mão. – Anda. Agora.
—Chupa meu pau, seu babaca de merda.
Oliver de um passo para trás e fez um sinal, eles e o resto dos garotos saíram. Eyeball ficou e andou até Emmeline cauteloso.
—Depois a gente se fala, okay? – ele disse segurando o queixo dela.
Eyeball saiu cuidadosamente sobre o olhar atento de Adhara.
—Chupa meu pau? – Sirius perguntou para Addie rindo. — Quem disse que você tem um Adhara?
—O maior da região. — ela riu. James a abraçou e lhe lascou um beijo na bochecha.
—Essa é a minha Addie.
ஐ
Eles andaram a noite inteira e chegaram à vizinhança de Emmeline, um pouco depois das sete da manhã. Addie riu quando viu os pais dela e dos amigos no gramado de Emmeline, conversando com seus avós. Ela acenou para o pai, que começou a gritar e gesticular. E Adhara sabia que tudo ia ficar bem.
A vida pode ser uma comédia, uma aventura ou uma história de superação, sucesso e amor. Mas pode ser também um drama, uma trajédia ou a monotonia da não-mudança.
Porque todos nós temos tudo isso em nossas vidas. O que muda é como editamos, em quais experiências mantemos o foco e sobre o que falamos. Fale do drama, e sua vida será um drama.
Fale da aventura e a mesma vida será deliciosa.
So darling, darling
Stand by me, oh, stand by me
Oh stand, stand by me
Stand by me
Whenever you're in trouble, won't you stand by me
Oh stand by me
Oh won't you stand now?
Stand by me
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