When We Were Young

42 Aspirant - Addie's Manor I


Notas iniciais
HI EVERYONE ♥ Não teve 15 comentários, teve 8 mas eu quis postar mesmo assim, por causa das lindas 8 chanels que comentaram e disseram o quanto gostaram do capítulo. Por causa de vocês meninas eu estou postando esse capítulo. Muito obrigada pelo apoio de todas vocês. Hello! Hello! Hello! Pra começar , eu to muito triste que só teve 8 COMENTÁRIOS :((((( Mas muitooo obrigada as lindas Chanels que comentaram: — Soto ♥ — Giu ♥ — Setembro ♥ — Luiza Avelino ♥ — Valarie Lockwood ♥ — Anne Hunt ♥ — Wolfie ♥ — Pandora ♥ Eu pisei na bola com vocês, com a demorar para postar mais você lindas, comentaram mesmo assim e me deram esse lindos oito comentários. Muito obrigada mesmo ♥ A fanfic tem atualmente: 643 comentários; 151 acompanhamentos; 38 favoritos; 13 recomendações e 18.701 visualizações. Eu fico tão feliz em imaginar 151 pessoinhas espalhadas pela Brasil, lendo algo que eu escrevi é muito,muito bom. 643 comentários isso é tipo incrível, sério muitoooo obrigada. Então, mostrem que estão gostando da fic, amores. Eu amo saber o que estão achando. CRONOGRAMA: Com 15 COMENTÁRIOS o próximo capítulo sai domingo (17/07) , ou mais cedo, depende de vocês. Eu não vou dar as outras opções porque tudo que eu peço é 15 comentários, Chanels. Espero que gostem da segunda parte da Mansão da Addie. Enjoy ♥

ASPIRANT

ADDIE’S MANOR

1974

NEW YEAR'S EVE

—Sério, Jacques, se você soltar mais um suspiro infeliz desses, eu juro que vou te azarar! – rosnou Severus. Jacques revirou os olhos.

—Eu tenho uma namorada pra sentir saudades, sabe? Afinal, eu sou o único de nós que tem uma namorada. – provocou Jacques.

Rabastan soltou um muxoxo, tragando seu cigarro de palha. Theo fumava um pouco de salvia, Severus fumava um cigarro normal, só Jacques que não. Ele não era de fumar muito, só quando estava com Vaca Vance, que era uma fumante compulsiva.

—Você é um cretino. – resmungou Theo – Vive com os Grifinórios... deveria fazer o meu filme lá. – adicionou ele – Com a Valentine.

—Desencana da garota, Theo. – riu Rabastan – Ela não quer nada com você.

—Black não quer nada com você também, mas você não perde as esperanças, perde? – devolveu Theo com alguma mágoa e Severus deu uma risadinha desdenhosa.

—Huumm... essa doeu, Rabastan. Quer uma loção pra queimadura? – perguntou Jacques.

—Eu quero que vá a merda. – resmungou Rabastan.

Estava fazendo um dia muito frio, afinal, era véspera de ano novo. A neve caía ao redor deles, mas a Mansão dos Black tinha uma fonte de água quente em forma de lobo no jardim. Estavam ao redor da fonte, pois era mais aconchegante. Addie ainda não tinha chegado, pois estava de castigo por ter fugido, ou qualquer coisa assim. Os únicos que já estavam lá eram os avós dela (dois birutas), Cook e uns amigos dele, a Sra. Black, com o pequeno Teddy , sua família, os Greengrass e os Nott, que só ficariam para um chá da tarde e voltariam apenas para o baile de Ano- Novo.

Por conta disso preferiram ficar do lado de fora, fumando e falando besteira.

—Eu nunca imaginaria que os Black eram tão ricos. – murmurou Theo se abraçando para se esquentar.

—Isso faz você pensar no quanto os Malfoy são ricos. – murmurou Jacques, franzindo a testa e se abaixando para pegar um pouco de neve e fazer uma bola – Digo, Todas as garotas morriam de inveja da Narcisa e ela ficou super contente por estar noiva de um cara tão rico... – Jacques foi juntando neve e moldando, fazendo uma bola e Rabastan notou que ele iria fazer um boneco de neve – Digo... se ele era “muito rico” para os padrões da Narcisa... imagina o dinheiro que ele deve ter.

—Oras. Você não se lembra da casa dele? – perguntou Rabastan dando de ombros – Parecia mais um hotel do que uma Mansão. – explicou tragando seu cigarro.

—Quem se importa com o Malfoy? – resmungou Theo – Eu quero saber das coisas importantes – Severus tinha se abaixado para ajudar Jacques com o boneco de neve, já que o cigarro do garoto já tinha acabado – Todos nós estamos apaixonados por garotas da Grifinória. Já notaram isso? – perguntou ele.

—Só o Aminco que não. – concordou Jacques.

—Eu não gosto de ninguém da Grifinória! – ralhou Severus, com as orelhas vermelhas.

—Sev, ninguém aqui é cego. É mais do que óbvio que você está apaixonadíssimo pela Evans. – riu Jacques e Rabastan e Theo riram com algum cruel descaso – Não te julgo. Evans é bem legal e bem bonita, na real. – disse Jacques e Rabastan o olhou incrédulo – Mesmo sendo uma sangue ruim...

Sev olhou constrangido para o boneco de neve e Rabastan revirou os olhos.

—Sangues ruins bonitos como ela só servem para serem pisados, como Mulciber fez com McDonald. – sibilou Theo – Foi muito bem feito. Pena que Dumbledore criou caso. Não sei nem como gente daquela laia frequenta a nossa escola.

—McDonald é legal. – disse Rabastan coçando o cavanhaque que começava a crescer e ele estava querendo exibir (apesar de seus colegas estarem tirando sarro por não ser muito cheio como o de Rodolfo, mas levemente ralo e ruivo) – Ela é mestiça. Evans é o lixo do lixo.

—Mas McDonald foi criada por um trouxa. Não é como o Sev. – explicou Theo.

—A mãe do Sev é muito foda, não sei como ela foi inventar de se casar com um trouxa idiota. Seu pai é um babaca. – ralhou Jacques.

—Eu sei. – resmungou Sev, fechando a cara – Algumas vezes eu quero matar aquele desgraçado. – rosnou ele.

—Mate. – riu Theo e Rabastan concordou.

—É por isso que não gosto desse herói de vocês. Ele é violento demais e faz todos os seguidores dele serem também. – ralhou Jacques fazendo outra bola de neve, um pouco maior que a primeira, para colocar no boneco – Eu gosto do ideal dele, mas não dos métodos.

—É guerra, Jacques. Acorda. – ralhou Theo – Não se faz um omelete sem...

—Sem quebrar alguns ovos, sei. – resmungou Jacques – Sua amada Valentine é um dos ovos? – perguntou ele e Rabastan deu um sorrisinho para o amigo.

—O pai dela é um idiota. Eu já escutei ela reclamar do pai pro Longbottom. – defendeu-se Theo – Ela provavelmente não aprova as atitudes daquele retardado.

—Você ficaria surpreso. – discordou Theo.

—Ok. Jacques. E Addie... ela... ela fala de mim? – perguntou Rabastan, levemente constrangido.

—Algumas vezes. – disse Jacques – Emmeline me disse que um tempo atrás Black estava se sentindo insatisfeita com Potter porque ele era... em resumo... um lerdo. – Rabastan deu um sorriso vitorioso – Mas aparentemente isso acabou e eu acho que ela está realmente contente com o namorado dela. Desencana, Rabastan. Por que não dá atenção pra Diana? Ela é super legal e gosta bastante de você... ou a Blackwood.

—Oh, a Blackwood é uma gostosa. Eu adoro prestar atenção nela nos treinos das animadores de torcida. – riu Theo.

—Ela é meio gorda... – disse Sev e Theo acertou um tapa na nuca dele.

—Ela não é gorda. Ela é uma delícia. Eu adoraria me divertir com aqueles melões e aquela bundona dela... ela é uma gostosa... – Theo deu um sorriso cafajeste e Rabastan se pegou se lembrando dos seios de Adhara Black... céus, nunca esqueceria os seios de Adhara Black – Mas eu prefiro meu pequeno grifo furioso.

—Céus. Não sei o motivo dessa sua fixação pela bonequinha de porcelana. – resmungou Severus e Jacques deu um sorriso colocando a segunda bola de neve em cima da primeira. Theo se abaixou e começou a fazer dois bolinhos também – Ela não é muito bonita, nem muito inteligente, nem muito nada. Ela só é boa em feitiços e tem amigos melhores que ela.

—Ela é tipo o Pettigrew do grupo das meninas, junto com Meadowes. – riu Rabastan fazendo Severus concordar enquanto dava uma risadinha desdenhosa.

—Ela é bem sem graça mesmo. – riu Jacques – Tipo... quem olharia uma segunda vez pra Valentine quando se tem Black, Emmeline, Evans e McKinnon pra olhar... até McDonald chama mais atenção. McDonald tem os olhos mais maneiros da escola.

—Se por “maneiros” você quer dizer esquisitos... – riu Severus.

—Não vamos ter essa conversa de novo, vamos? – perguntou Jacques com um sorrisinho – Ela gira os olhos de um jeito super louco.

—Esquisito. – concordou Theo colocando os bolinhos de neve no boneco, o transformando numa boneca peituda – Perfeito. – riu ele fazendo o grupinho rir.

—Mas McDonald é bem divertida, sabe? – perguntou Rabastan – E ela dança bem. Lembra dela na sua festa, Jacques?

—Cara... minha memória é bem seletiva praquela festa. Eu fiquei muito bêbado e Mary McDonald não é uma das coisas que eu me lembro. – riu ele.

—Jacques perdeu a virgindade no aniversário dele. – riu Severus e Jacques corou absolutamente, olhando horrorizado para o melhor amigo.

—SEV!

—Ah, qualé. Estamos entre amigos. – riu Severus.

—Mas era um segredo! – ralhou Jacques.

—Como foi? – perguntou Theo – E só pra constar, meu grifo furioso também dança maravilhosamente bem, ou se esqueceu do aniversário da Black, que por sinal, foi o melhor aniversário de todos. – riu ele.

Rabastan soltou um suspiro, dando de ombros.

—Vamos, Jacques. Conta pra gente! – disse Rabastan, curioso, afinal, por mais que já tivesse ido bem longe com Addie, jamais tinha transado com ninguém. Nem ele e nem Theo e muito menos Severus.

—Ah, cara... foi simplesmente... foda. – riu Jacques, corando de leve – Tipo... a gente começou dando uns malhos e tudo foi acontecendo naturalmente.

—Ela te chupou? – perguntou Theo – Vance tem cara que chupa uns paus. – riu ele.

—Isso não é da sua conta. – ralhou Jacques, mas pelo sorrisinho que Severus deu, Rabastan teve certeza de que Theo tinha razão.

—Que vergonha. Jacques já está transando e eu e você continuamos aqui na punheta. – riu Theo – Se brincar o Sev nem na punheta fica.

—Hunf... o tanto que ele demora no banheiro... – riu Jacques – A mão dele deveria ser mais cabeluda que o queixo do Rabastan.

Theo e Jacques caíram na gargalhada enquanto Rabastan e Severus coravam absurdos.

—Pelo menos eu tenho barba. – resmungou torcendo o nariz.

—Eu tenho barba, mas faço todos os dias. Você tem uns pentelhinhos ai no queixo e só. – riu Jacques e Rabastan afundou a cara dele entre os peitos gelados do boneco de neve.

Theo caiu na gargalhada e Severus, como um bom melhor amigo, se jogou no chão para gargalhar. Jacques saiu de dentro do boneco destruído e rosnou zangado, mas Rabastan o provocou com as mãos, como se o convidasse para brigar.

—Olha ali! A madame finalmente deu as caras. – riu Theo.

Jacques já tinha pulado em cima de Rabastan e os dois estavam rolando na neve, numa lutinha sem magia um tanto ridícula. Mas assim que Theo falou aquilo, ambos se levantaram, tentando se aprumar. Rabastan por conta de Adhara e Jacques porque ele sabia que Emmeline viria com ela.

Addie, como sempre, vinha como se fosse a imperatriz do mundo. Nariz empinado, passos firmes e uma arrogância sem limites. Vance parecia que estava aprontando uma pegadinha daquelas, por conta do sorrisinho que tinha no rosto, andando ao lado da amiga, com seus olhares se cruzando. Do outro lado de Addie estava Crazy Eyes, que parecia um poço de inocência.

Normalmente achava aquilo idiota. Ingenuidade e inocência em alguém que não fosse uma criança era simplesmente idiota... mas Crazy Eyes era como se fosse uma alma pura e diferente de todos ali. Ele não diria aquilo em voz alta, mas nunca perdoaria Mulciber por ter feito aquele ataque a ela.

Mas seu sorriso não foi para Crazy Eyes. Claro que não. Seu sorriso sempre seria dela. De Addie.

Suas mãos estavam suando frio.

Seu coração estava acelerado.

Sua barriga estava cheia de borboletas.

Um calafrio lhe subia a espinha.

Era ela. A garota de seus sonhos. Ele sabia. Ele sentia. Sua verdadeira e única razão para desprezar Greengrass e saber que teria um casamento de merda. Obviamente teria um casamento de merda. Não poderia abandonar o compromisso, mas simplesmente não seria capaz de amar Kat, não enquanto Adhara Black existisse no mundo ou em suas memórias.

Engoliu em seco enquanto as garotas se aproximavam. Vance correu para os braços de Jacques e os dois caíram no chão, na neve, num beijo frenético. Theo revirou os olhos, pois não gostava muito de Addie. Ele não gostara do modo como ela falara com ele no aniversário de Jacques. Mas Rabastan pensava que ele tinha merecido a bronca. Como um homem de honra, Theo deveria conhecer e obedecer os limites das damas e Emily Valentine, apesar de não ligar muito pra ela, certamente era uma dama.

Mary acenou para Rabastan, enquanto Addie cumprimentava Severus (apenas para provocá-lo, ou ao menos esperava que fosse esse o motivo para não ser o primeiro que ela cumprimentava)

—Oi, Rabs. – riu Mary o abraçando. Abraçou a Borboletinha a tirando do chão e arrancando umas risadinhas dela.

—Mary McDonald! Você está absolutamente adorável. – disse a colocando no chão e fazendo uma mesura, como sempre tinha feito. Mary riu dele. Era algo que sempre faziam. Antigamente era pra agradar Addie, mas agora ele gostava de fingir que Mary era uma princesa, que merecesse um cumprimento formal daqueles.

—Você também, sir Rabastan. – riu Mary fazendo uma mesura medieval também e os dois riram um pro outro. Passou o braço ao redor da pequena e esperou que Addie terminasse de cumprimentar Severus. Enquanto isso, Jacques e Emmeline continuavam o aparente ritual pré coito deles, porque eles não pareciam nem um pouco inclinados a interromper o amasso – Sua barba está muito bonita, Rabastan. – disse Mary e ele a olhou com um sorriso orgulhoso.

—Muito obrigado. Você está toda bonita. – disse piscando para ela. Mary sorriu e escondeu o rosto com as mãos levemente constrangida e Rabastan riu achando graça.

—Rabastan. Pare de paquerar a minha borboletinha! – ralhou Addie colocando as mãos nos quadris, o olhando com divertimento. Sorriu para ela, soltando Crazy Eyes e avançando um passo.

—Tudo bem. Eu queria paquerar você. – disse a olhando nos olhos, mas Addie riu e o olhou como se achasse que estivesse brincando.

—Você não muda. Já estão ai há muito tempo? – perguntou ela ficando nas pontas dos pés para lhe dar dois beijinhos comportados nas bochechas.

—Já e sua avó é adorável. Ela disse que eu deveria ser seu namorado, porque a família dela era muito melhor que a família da minha noiva. – riu Rabastan. Theo apoiou o braço em seu ombro e deu uma risadinha.

—Foi engraçado porque os Greengrass estavam lá escutando, sabe? – riu Theo.

—Kat ficou com a cara no chão. – concordou Severus – Alguma chance desses dois saírem daí tão cedo? – perguntou ele apontando para Jacques e Emmeline com o polegar, por cima do ombro.

—Eu não contaria muito com isso. – riu Addie. Ela olhou para o lado e viu que o Sr. Black a esperava. – Vamos entrar? – perguntou ela. Addie se virou e saiu puxando Mary com ela. Olhou para Theo que riu com graça.

—Rabastan e Adhara estão a se beijar... – cantarolou ele, baixinho. Rabastan mordeu o lábio e concordou com um aceno de cabeça – Beija ela na virada do ano. Dizem que dá sorte. – riu ele.

—Eu vou tentar beijar. – garantiu, observando Adhara se afastar – Ah, como vou... e Potter pode ir a merda durante esse tempo.

—Deixe Potter comigo. – riu Sev – Eu vou garantir que esse ano seja o pior da vida dele... porque ele não vai dar um beijo que seja na Addie, na virada. – prometeu Severus – Afinal, tem armários pra caramba na Mansão, não tem? – perguntou ele.

—Não deve ser difícil achar um bem longe da festa. – concordou Theo – Pode contar comigo, Sev.

—Agora vamos, antes que Jacques e Vance comecem a foder dentro da fonte. – riu Rabastan olhando para o amigo, que ainda estava completamente envolvido no amasso com a namorada.

—Ok, quando você disse que tinha uma mansão, eu achei que você estava exagerando... mas você realmente tem uma mansão! – riu Emmeline.

—Querida, eu nunca exagero. – respondi sorrindo – Ok, vamos todas para o meu quarto e... Emily! – disse sorrindo. Emily chegava, como sempre, vestida naqueles vestidos formais, mas agora ela não parecia uma boneca. O vestido era um pouco mais adulto. Não tinham babadinhos e ela não usava fitas nos cabelos, mas o vestido tinha gola alta e mangas compridas. Quase não dava pra ver pele nela.

—Oi, meninas! – riu ela se aproximando. Notei os pais dela conversando com os pais de Frank, que já estava de papo com James e os outros garotos – Acabei de chegar.

—Na verdade, nós também. – disse sorrindo – Que bonito o seu vestido. Roxo cai bem em você.

—Oh, eu odiei. – resmungou ela falando baixinho.

—Mas o espartilho é bem bonito. Deixa seus peitos bem evidentes. – riu Emmeline.

—Mas machuca. Eu sinto que não consigo respirar. Podemos ir pro seu quarto pra vocês me despirem? – perguntou parecendo mesmo um tanto pálida.

—Se precisar de ajuda com isso, Valentine... – riu Nott, que vinha logo atrás de nós, ao lado de Rabastan. Rabastan revirou os olhos, assim como Severus e Jacques – Eu adoraria te tirar desse vestido.

—Nott, vai procurar sarna pra se coçar. – resmunguei pegando a mão de Emily.

—Qualé, Black. – riu Theo – Eu gosto pra valer da sua amiga.

—Você é um babaca. Rabastan, controle o seu amigo. – ralhei.

—Ou você pode deixar ele com a Emily enquanto nós batemos um papinho, só nós dois. – sugeriu Rabastan com um sorrisinho canalha.

—Que tal... não. – resmunguei – Eu estou namorando.

—Seu namorado é um idiota. – resmungou Severus.

—Ele não é um idiota. Vocês são uns idiotas! Vamos, vadias. – resmunguei. Fomos até o meu quarto e Emily se sentou na cama.

—Por favor... eu não consigo respirar. Alguém tira essa merda de mim! – pediu ela, aflita. Mary puxou os cordões do vestido dela e Emily puxou o ar parecendo quase assustada – Céus. Eu achei que iria desmaiar. Meu pai quer me matar, só pode! – resmungou ela.

—Vamos arrumar algo pra ela vestir. – riu Emmeline.

—Não posso. – resmungou ela – Meu pai está aí.

—Mas não está aqui dentro. E se ele reclamar, eu digo que fui eu quem mandei você trocar de roupa! – disse com autoridade. Em meia hora estávamos todas com roupas confortáveis, afinal a Mansão era aquecida com magia.

Saímos do quarto para ir até a sala, quando Mary disse.

—Eu estava lendo uma das minhas revistas trouxas... – murmurou ela – Tinha uma reportagem que eu achei super interessante.

—Qual? – perguntou Emmeline.

—Tipo. Num relacionamento, existem duas alcunhas, para cada um dos envolvidos. O aspirante e o resignado. – explicou ela.

—E o que raios seria isso? – perguntou Emily.

—Assim. Duas pessoas do mesmo nível nunca ficam juntas, sabem? – perguntou Mary. Nós já estávamos na sala onde os garotos conversavam. O grupinho da Grifinória de um lado e o da Sonserina do outro – Sempre há uma pessoa que concorda em ficar com alguém menos... hum...

—Um alfa e um beta? – perguntou Emily e nós a olhamos – É. Tipo. Um que comanda e outro que aceita. – explicou ela dando de ombros.

—Mais ou menos. Digamos que é sempre um que é mais desejado e outro que aceita um menos desejado. Sabem? – riu Mary – Um que aspira a chegar ao nível alto do parceiro e outro que se resigna a ficar com alguém menos...

—Isso é horrível! – eu disse franzindo a testa – Mas eu totalmente sou a resignada. – adicionei dando um sorrisinho.

—Eu seria a aspirante. – resmungou Emily – Queria tanto que o Remus me desse uma chance... mas ele está com a puta francesa. – resmungou ela.

—Se joga no Nott, querida. Faz ciúmes nele. – riu Emmeline – E eu sou resignada também. Sirius que o diga.

—Você é uma vaca, isso sim, Vaca Vance. – respondi com um sorrisinho.

—Eu achava que seria uma aspirante... – murmurou Mary – Mas sabe o que? – ela olhou para Régulus, que estava sentado ao lado de Rabastan. Bebendo chocolate quente – Eu acho que eu dou a resignada... e se o Petelzinho pisar na bola comigo, ele vai perder. – disse ela. Sorri para minha borboletinha e concordei.

—Ei, loosers! – gritei. Os dois grupos riram – Venham pra cá. Não quero vocês separados de mim! Todo mundo unido! – resmunguei.

James veio primeiro, me puxando pela cintura, para me beijar. Vi Greengrass entrelaçar os dedos com Rabastan, que soltou um muxoxo e se sentou no sofá, apenas para se afastar dela. Remus olhou para Emily, meramente constrangido e ela sorriu gentilmente para ele, mas Theo notou e não pareceu gostar nadinha.

—Ei, Mary. Você está muito bonita. – disse Régulus. Mary corou com o elogio e Peter fechou a cara.

—Ela é bonita. Sempre foi! – resmungou Peter e Mary corou mais ainda.

—Sim, e tem os olhos mais maneiros da escola. – riu Jacques abraçando os ombros de Emmeline – Não é, meu amor?

—Isso mesmo. – riu Emmeline.

—Ei, Jacques. Você já acampou? – perguntou Sirius e Emmeline corou de leve – Nós acampamos uns dias atrás, foi ótimo. – Jacques olhou para Emmeline e sorriu.

—Eu não sabia que gostava desse tipo de coisa! – disse ele. Emmeline o olhou curiosa e Jacques passou a mão pelos cabelos negros – Eu sempre quis fazer esse tipo de coisa... mas não só por acampar. Queria fazer um safári, ver animais exóticos em seus habitates naturais. Essas coisas.

—Você não tem cara de alguém que curte o meio ambiente... você tem cara de quem fica trancado em casa. – riu Frank.

—Você ficaria surpreso. – riu Severus – Jacques vem de uma longa linhagem de caçadores de relíquias.

—Pfff. – debochou Sirius.

—Parece incrível, Jack. – eu disse apesar disso.

Régulus se aproximou de Mary, um tanto sem jeito.

—Ei... – ele olhou para ela e sussurrou alguma coisa no ouvido dela. Mary sorriu e concordou com um aceno de cabeça.

—Ei, ei, ei! Que é isso?! – ralhou Peter.

—Isso sou eu conversando com Crazy Eyes. – riu Régulus – Algum problema com isso, bolo fofo?

—Eu não deixava, Rabicho. – riu James.

—Eu tenho todos os problemas com isso! Quem você acha que é pra... – começou Peter, mas Régulus sorriu do exato jeitinho que Sirius sorria e o cortou.

—Eu sou um Black. Você é o que mesmo? – perguntou ele com desdém, fazendo Peter murchar – Foi o que eu pensei.

—Gente, Mary tinha razão. Ela é mesmo uma resignada. – riu Emmeline.

—Uma o que? – perguntou Rabastan.

Expliquei rapidamente o que era e todo mundo deu uma risadinha.

—É claro que ela seria, ela é minha amiga. Todas minhas amigas são resignadas, afinal, somos as melhores das melhores. – disse convencida.

—Falou tudo, Chanel. – riu Frank – Só pra constar, eu sou uma “amiga”. – adicionou ele – Eu saí do vergonhoso mundo do desprezo para o delicioso mundo do “como eu nunca te notei antes?” – riu ele.

—Isso não te faz um resignado, amor. – riu Emmeline – Andar com a gente faz.

—Super apoio. – concordei dando um tapa na mão de Emmeline.

—Então... eu sou um aspirante? – perguntou Jack e Emmeline piscou surpresa.

—Não, amor. Claro que não. Nós somos uma exceção à regra. – riu Emmeline e Jack a olhou desconfiado – Nós dois somos o máximo. – adicionou ela.

—Os dois são aspirantes isso sim. – debochou Nott – É você querendo ela e ela querendo o Black.

Sirius deu um sorrisinho, assim como James, mas Jack e Emmeline olharam feio para o amigo.

—Não. Nada a ver. Eu só tenho olhos para o meu Jacques. Eu te amo, Jack, você sabe. – riu Emmeline e Sirius fingiu vomitar.

—Então... então você não acha que eu sou o aspirante? – perguntou Jack.

—Claro que não. A lógica não funciona assim pra gente. É o que nos faz tão incríveis, amor.

—Ok, mas... por exemplo... se alguém apontar uma varinha pra você e ameaçar te azarar, a menos que você diga quem de nós é o aspirante...

—Bom... – Emmeline mordeu a unha do polegar, cogitando de contaria ou não pra ele – Diria que nenhum... isso é o bom de nós dois, como eu disse antes.

—Hum... – Jacques pareceu pensativo e James abriu a boca para falar alguma coisa, mas o Sonserino o cortou – Bem, vamos dizer que alguém está ameaçando ME azarar... e azarar nossos futuros filhos, gatos ou macacos... – Emmeline o olhou com um sorrisinho – Depende de quem vai ganhar aquela aposta que a gente fez há alguns meses... mas de qualquer maneira... quem você diria que é o resignado?

—Ninguém, meu amor. Ninguém é o aspirante e ninguém é o resignado.

—Hum... – Jacques cruzou os braços, pensativos e Frank estalou os dedos, como se quisesse falar algo, mas Jacques o cortou também – E se... – E essa conversa se seguiu por algum tempo, com Jacques fazendo mais e mais hipóteses e Emmeline insistindo que não teria um aspirante e um resignado... até que... – Ok, nossos dois filhos, oito netos e onze bisnetos estão numa casa que está queimando com fogo maldito e apenas Mary está lá, para tentar apagar o fogo e não está dando conta. E eles vão morrer queimados e os que sobreviverem, se sobreviverem, serão torturados até a insanidade pelos comensais de morte e seus corpos serão profanados de maneira ofensiva e humilhante. E a única maneira de salvar tudo seria que me respondesse esta pergunta: você é a aspirante ou a resignada?

Jacques respirou fundo, tomando o ar e todos olhamos para Emmeline, que parecia pensativa e levemente cansada.

—E a Mary tentou de tudo? – perguntou ela.

—De tudo! Ela tentou de tudo! – respondeu Jacques, levemente afobado, enquanto Sirius e James tentavam abafar as risadinhas – Você tem que se decidir já!

Emmeline fez uma careta, pensando a respeito, ponderando sobre. Todos olhavam com expectativa para ela. Ela soltou um suspiro e deu de ombros.

—Bem... eu acho que... se eu tiver mesmo que dizer isso... meio que obrigada a escolher... eu diria que... talvez... eu seja a resignada. – respondeu ela e Jacques se afastou um passo, a olhando boquiaberto e magoado.

—Como você pode dizer isso?! – perguntou ele parecendo profundamente chateado.

—Ela acha que eu sou o aspirante! – disse Jacques amuado, de braços cruzados, enquanto eles fumavam do lado de fora – Ela não sente ciúmes de mim! Nem um pouquinho! Ela deveria sentir ciúmes de mim!

—Claro que não. Essa é a dinâmica da relação de vocês dois. – riu Severus tragando seu cigarro parecendo muito apressado para terminar. Ele não queria que Evan o visse fumando, o que Rabastan achava meio tosco.

—O que isso quer dizer? – perguntou Jacques. Rabastan revirou os olhos tragando seu cigarro também, enquanto Theo fazia algumas barras no galho de uma árvore ali perto.

—É o seguinte, meu amigo. – riu Régulus, que não fumava, mas preferia ficar com eles do que com o irmão – Toda boa relação tem um aspirante e um resignado.

—Como Addie explicou antes. – disse Rabastan, com um sorrisinho – Claro, uma pessoa que aspira a estar com outra que esteja acima de seu nível e a outra que se resigna a estar com alguém abaixo do seu. Matemática simples.

—Merlin! Vocês também acham que eu sou o aspirante! – disse Jacques, horrorizado.

—Claro que sim. É por isso que Emmeline não tem ciúmes de você. – concordou Severus – O resignado nunca sente ciúmes e você se rói por conta do Black. Você tem medo de perder a Vance...

—Mas ela está confortável com a relação de vocês. – riu Régulus – Afinal, quem é que iria ter coragem de comprar briga com Addie e as amigas dela só por sua causa?

—Isso mesmo. A resignada, isso é, Vance, é o melhor que pode acontecer com o aspirante Burke. – riu Rabastan e Jacques olhou indignado para todos eles.

—Primeiro, vocês são todos uns idiotas! – resmungou – E segundo, ok, eu tenho sorte de estar com a Emms, mas Emmeline tem a mesma sorte de ficar comigo! – Disse ele apontando para si mesmo com o polegar – Nenhum de nós dois é o aspirante, ok?

—Cara, você é um aspirante tão óbvio que dá até preguiça. – resmungou Theo, descendo do galho da árvore.

—Chega! Eu devo demonstrar que não sou um aspirante! – disse Jacques parecendo decidido – Eu devo causar ciúmes nela!

—Isso é fácil, siga meu plano. Primeiro, transe com alguém que não seja ela... tipo a McKinnon. – disse Rabastan – Vance vai se roer de raiva. Segundo, eu transo com ela primeiro. – riu Rabastan, mais pela zoeira do que por qualquer outro motivo – Terceiro, fazemos o segundo passo antes do primeiro. Eu acho que vou começar a investir no segundo passo já que Addie está tão interessada em não me dar bola...

—Ok. Eu posso falar uma coisa? – perguntou Severus – Tem uma guria do terceiro ano que é completamente...

—Não dá pra ser mais nova. Emmeline não se sentiria ameaçada por alguém mais nova! – resmungou Jacques.

—Mas eu acho que ela seria perfeita pra você... – murmurou Severus – Ela já está caidinha, diga-se de passagem.

—Você deveria tentar pegar a Soto. – riu Theo – Ela ficaria com você assim que o retardado do namorado dela fosse dormir.

—Eu não vou trair a Emms. Eu só quero deixá-la com ciúmes, ok? – ralhou Jacques.

—Cara, isso importa tanto assim? – perguntou Severus – O importante não é o fato de que você gosta dela e vocês estão juntos? Ela soltou um “eu te amo” pra você na frente de todo mundo.

—Você não entende, Sev... você nunca teve uma namorada. – resmungou Jacques – Eu preciso deixar Emmeline com ciúmes. É tipo... a coisa mais importante que eu vou fazer nesse feriado!

—Ok, mas com quem? – perguntou Rabastan.

Estávamos todas conversando, enquanto pintávamos as unhas, quando Jacques entrou na sala com uma cara de profunda derrota. Ele parecia simplesmente vencido. Emmeline olhou para ele, curiosa e todas fizemos o mesmo.

—Ei, querido, o que houve? – perguntou ela. Jacques soltou um suspiro e se jogou no sofá, completamente abalado.

—Querido? – perguntou ele parecendo completamente zangado consigo mesmo – Eu não mereço que você me chame assim! – lamentou ele e todas nós o olhamos confusas, principalmente Emmeline.

—O que? – perguntou ela se sentando ao lado dele.

—Greengrass me beijou. – murmurou ele, parecendo lamentar profundamente e Emily abriu a boca, em choque. Jacques olhou desesperado para Emmeline – Ela me beijou! – repetiu ele – Outro dia ela estava vindo com uns papos pra mim, eu pensei que ela só queria saber de alguma coisa sobre o Rabastan, mas... mas sei lá... hoje ela não resistiu ao meu charme. Disse que eu sou um amorzinho... e então ela simplesmente veio... – ele engoliu em seco e segurou as duas mãos de Emmeline, parecendo sentir muito por tudo aquilo, apesar que só Emily parecia ter acreditado naquela ceninha – Mas você deve saber que eu a detive imediatamente! – disse ele olhando nos olhos de Emmeline – E que você é única pra mim, meu amor.

Emmeline soltou um suspiro e sorriu parecendo achar graça.

—Oh, meu amor... eu já sei o porquê de você me falar isso... – murmurou ela.

—Sabe?

—Sim. É aquele lance de resignado e aspirante de novo, não é? – perguntou ela carinhosamente.

—Não, não é! – insistiu ele, mas eu não acreditei muito...

—Você só quer me deixar com ciúmes. Por isso inventou esta história com a Greengrass. – riu Emmeline.

—Eu não inventei! – resmungou ele – Isso aconteceu! – adicionou ele parecendo se zangar de leve – Aquela mulher me deu um beijo de língua! A língua dela estava na minha boca! – adicionou ele apontando para a própria boca aberta.

—Imagino... – riu Emmeline sem parecer acreditar nem por um segundo naquilo.

—E era grossa e áspera como uma estrela do mar! – insistiu Jacques assim mesmo, arrancando risadas de Emily.

—Oh... ok. – riu Emmeline achando graça – Eu estou com tantos ciúmes! – Todas começamos a rir e Jacques fechou a cara – Eu vou procurá-la e dar um soco no nariz dela! É isso que você quer ouvir? Vamos, meu amor... – riu ela puxando ele pela mão – Vamos dar uns malhos, vamos.

—Aconteceu! – resmungou ele se levantando para segui-la – Eu falo sério, Emmeline!

—Ok... – riu Lily com um sorrisinho, enquanto pintava as unhas de Mary – Alguém acreditou nisso por um segundo que fosse?

—Não. – respondi dando de ombros.

—Eu não duvido. Greengrass é uma nojenta sem escrúpulos.

—E ela simplesmente resolveu beijar o Burke agora? Logo depois do nosso papo sobre resignado e aspirante? – perguntei com desdém.

—Sei lá. Talvez ela quisesse provocar vocês, principalmente Emmeline... ao mesmo tempo que provocava Rabastan. – sugeriu Emily.

—Mily. – murmurou Mary – Por que você não fica com o Nott? Ele é tão bonitinho.

Emily corou absurdamente e riu sem jeito.

—Ah... eu não sou tímida pra conversar com as pessoas ou para puxar assunto... mas sou muito tímida para o quesito “amassos”... e ele não é. – explicou Emily – Eu queria ter algo com alguém que fosse menos afoito, sabe? – perguntou ela. Mary concordou com um aceno de cabeça – O que Régulus falou pra você mais cedo?

—Ele perguntou se eu tinha feito as pazes com o Petelzinho. – respondeu Mary – Régulus é tão bonzinho.

—Ele é o oposto do Sirius. – concordei – Você deveria dar mais uns amassos nele antes de voltar a dar chance pro Rabicho.

Mary concordou com um sorrisinho.

—Meninas. O que vocês acham dos meninos que vieram para o ano novo? – perguntou Lílian. Todas olhamos para ela – Vocês sabem se o Frank está namorando a Alice?

—Não. – respondi – Eles só estão ficando. Frank não está pronto para um relacionamento sério com ela depois de passar três anos sendo desprezado.

—E ele fez bem. – riu Emily – Alice é muito legal e tudo o mais, mas se o Frank namorar com ela eles nunca mais terminam e o Frank precisa curtir a vida dele, assim como a Alice. Só estamos no quarto ano, sabem?

—Bem... eu queria curtir o momento com o Frank, nesse recesso. Ele é tão legal. – riu Lily e eu sorri animada – Acham que eu tenho chance?

—É claro que tem, meu bem. Eu vou fazer acontecer. – respondi animada.

Emmeline voltou risonha, como se tivesse escutado a melhor das piadas.

—Ai, gente... o Jacques é um fofo. – riu ela – Querendo me deixar com ciúmes. Como se Greengrass fosse se atrever a dar um beijo nele, né?

—Cuidado com Greengrass... ela é uma vaca. – riu Emily – Mas Lily... você estava falando sobre os garotos. Dos que vieram para o ano novo... quem vocês acham mais bonito?

—O Six, claro. – riu Emmeline, mas então ela se sentou ao meu lado fazendo careta – Empatada com o meu Jacques. – riu ela meio sem jeito.

—Eu acho o Adam. – respondi – James em segundo...

—Potter é bonitinho... mas eu acho que o Sirius é mais bonito. Mas os dois são idiotas. – riu Lily – Cook é muito gatinho também... mas o mais lindo de todos, na minha opinião é o Jacques.

—Eu gosto do Rabastan. – disse Emily – Digo... de bonito. Eu não gosto dele, ele é um babaca metido. Ele é metido que nem o Sirius, mas malvado como a Greengrass... – Emily deu um sorrisinho desdenhoso – Eles se merecem, afinal.

—Rabastan é mesmo bonito... mas o mais lindo é o Petelzinho. – riu Mary e todas caímos na risada.

—Você realmente acha o Pettigrew bonito? – perguntou Lily.

—Sim. – respondeu Mary – Mas eu estou achando o Régulus cada dia mais bonito também. – adicionou ela nos roubando risadinhas.

Já era quase hora do jantar. Era dia 30 de Dezembro e eu fiquei sabendo que Narcisa viria no dia seguinte. Fiquei super contente com a notícia, afinal tinha séculos que eu não a via.

Estávamos todos na sala, em grupinhos separados. Eu estava com Emmeline, Jacques e Mary, é claro, quando Severus apareceu muito emburrado, trazendo Greengrass pelo cotovelo. Ela estava muito corada.

—Conte agora mesmo e peça desculpas! – ralhou ele. Emmeline piscou confusa e Greengrass revirou os olhos.

—Isso é mesmo necessário? – perguntou ela.

—Sim. Isso é. – resmungou Severus – Diga.

Greengrass soltou um muxoxo e olhou para Emmeline.

—Olha, Vance, eu não sei se Jacques te contou, mas eu fumei um pouco de salvia com os meninos da Sonserina e fiquei um pouco fora de controle... – resmungou Greengrass. Olhamos para Jacques, surpresas, entendendo que ele não tinha inventado aquilo. Jacques estava mais vermelho do que nunca. Engasguei uma risadinha e olhei para Emmeline, que meneava a cabeça de forma afirmativa, com um sorriso divertido, enquanto tirava o casaco – Eu acabei tentando beijar o Jacques. Foi tão de surpresa que ele demorou pra reagir. – ela soltou um suspiro, se abraçando – Eu estou muito mal por isso e sinto muito – adicionou ela, mas não parecia ser verdade.

Emmeline concordou entregando o casaco para Mary, ainda sorrindo, como se estivesse achando graça.

Jacques a olhou constrangido e deu de ombros.

—Bem... aconteceu. Eu disse que tinha acontecido. – murmurou ele. Emmeline tirou o cachecol cor de rosa e o entregou para mim, ainda sorrindo, divertida – O que vamos fazer? Você não está com raiva de mim, está? Porque realmente aconteceu, eu não estava inventando. – adicionou ele agora parecendo até um pouco convencido – Uma infelicidade, mas sim... aconteceu. Como eu disse que tinha acontecido e você não acreditou. – disse ele para Emmeline, que concordou tirando os brincos, ainda com um sorriso no rosto.

—Eu me sinto muito mal e me odiaria se o que eu fiz machucou você, Jacques, ou afetou sua relação com Vance. Por favor, me desculpe. – murmurou Greengrass enquanto Emmeline entregava os brincos para Jacques, que só entendeu o que iria acontecer quando já era tarde demais.

Emmeline fechou o punho e acertou um cruzado tão forte em Greengrass que ela caiu no chão. Todos olhamos boquiabertos e o sorriso de Emmeline morreu, se transformando numa careta de ódio profundo.

—VOCÊ BEIJOU O MEU NAMORADO?! SOMENTE EU POSSO BEIJAR O FUTURO PAI DOS MEUS FILHOS, SUA PIRANHA! – rosnou Emmeline e Jacques até sorriu encantado com o ataque de ciúmes dela. Greengrass ainda estava tonta, quando Emmeline se jogou com o cotovelo em cima da barriga dela.

—BRIGA DE GAROTAS! – gritou James se aproximando. Emmeline montou em cima de Greengrass e bateu nela com mais vontade do que ela costumava bater em Marlene... ou talvez fosse porque Katherine não conseguisse se defender ou contra atacar, ao contrário de Marlene que brigava muito bem – QUEBRA ELA, EMMELINE!

—Ok, não era isso que eu tinha em mente. – riu Severus – Eu só queria que ela se desculpasse...

—Isso é que dá mexer com o namorado da minha namorada. – riu Jacques – Emmeline, você fica linda com ciúmes.

—EU VOU TE MATAR, GREENGRASS. – rosnou Emmeline.

—O que raios aconteceu aqui? – perguntou Sirius enquanto Rabastan e Theo tentavam tirar Emmeline de cima de Katherine.

—Emmeline está com ciúmes porque Kat tentou me beijar. – riu Jacques, orgulhoso de si mesmo.

—Ah, sim. Sei como é. Sempre rolava isso entre ela e Marlene por minha causa. – devolveu Sirius e Jacques perdeu o sorriso.

—Sua missão de vida é cortar o meu... – começou Jacques, mas Emmeline o empurrou – O que foi?

—Escuta aqui! Nunca mais deixe outra sirigaita se meter entre nós, ok?! – perguntou Emmeline e Jacques piscou em choque.

—Eu não quis que isso acontecesse. Ela só veio. – resmungou ele, como se estivesse levando uma bronca. Realmente parecia uma bronca e eu estava para tomar partido dele quando Emmeline soluçou.

—Eu passei a vida sendo passada pra trás por ele. – disse ela apontando pra Sirius – E eu achei que você nunca ia fazer com que eu me sentisse insegura de novo! Eu não acredito que você permitiu que isso acontecesse só pra me fazer ciúmes depois de tudo o que Black e McKinnon me fizeram passar, só para amaciar o seu ego!

—Não... Emms... eu não deixei isso acontecer de propósito. – murmurou Jacques completamente sem graça.

—Seu egoísta. – choramingou Emmeline – Parabéns, espero que esteja satisfeito! Eu não sentia ciúmes de você porque sempre tive absoluta certeza de que você nunca iria me trair. Mas já vi que não é bem assim, não é? Eu entendia o seu ciúmes. Eu tinha toda uma reputação... mas... mas... – Emmeline respirou fundo – Eu estou sem fome, Addie... desculpe pelo descontrole, mas eu vou pro quarto.

—Emms... não é nada disso... – murmurou Jacques, mas Emmeline simplesmente se virou e foi andando para o quarto. Jacques suspirou e soltou um muxoxo.

—Mas eu não quis que ela me beijasse. Ela só me beijou, eu empurrei a Kat e fui correndo me desculpar e me retratar com Emmeline e eu não toquei mais no assunto! Por que raios ela está querendo colocar a culpa disso em mim?! – perguntou ele sem parecer muito contente.

—Garotas são complicadas, cara. – riu Theo. Jacques soltou um muxoxo e me olhou.

—Eu vou atrás dela? Ou é melhor não?

Sirius negou com a cabeça, num pedido para que eu dissesse que não.

Eu deveria mandar Jacques lá... mas Sirius parecia muito desesperado.

—Hum... melhor dar um tempo pra ela.

—Ok. – resmungou ele.

—Vem, Jack. Vamos pra lá. – murmurou Severus passando o braço ao redor do ombro dele.

—Onde foi que eu errei, cara? – perguntou Jacques, parecendo agoniado.

—Que coisa, não? – perguntou Rabastan.

—Pois é. – resmungou Mary – Pobre Emmeline.

Emmeline não jantou mesmo. Jacques e ela não se falaram o resto da noite. Mesmo quando Emmeline desceu para ficar comigo. Sirius tinha tentado falar com ela, mas ela se recusou a abrir a porta pra ele.

—Eu estou tão zangada. – rosnou ela.

—Ela está bem chateada. – murmurei pra James enquanto fugíamos para longe de todo mundo, para ficarmos só nós dois.

—Bem... você sabe se o Burke armou tudo aquilo?

—Severus contou para Lily, que me contou, que ele queria fazer Emmeline sentir ciúmes, mas que não sabia como. Então eles foram fumar salvia e aquilo aconteceu. Jacques não imaginou que aquilo iria acontecer. – dei de ombros – Sempre achei que Greengrass gostasse de Rabastan.

—Nha... ela não gosta. Ela quer. Basicamente como... eu preciso te contar uma coisa! – disse James estalando os dedos, se lembrando de algo. O olhei curiosa.

—NO MEU QUARTO, AGORA! – gritei para as minhas Chanels – Você também, N°4.

—Eita. Eu tô no meio. O negócio é sério. – riu ele piscando para Lily, que piscou de volta.

—Você pode vir, Lily. Vamos. – disse determinada.

—Ei! Nós não podemos ir? – perguntou Sirius franzindo a testa.

—Não. – rosnei.

—O que você aprontou, James? – perguntou Rabicho e James deu uma risadinha constrangida.

—Eu posso ter feito alguma besteira.

Remus e Sirius o olharam curiosos, mas eu não esperei. Marlene e Dorcas, que tinham chegado há poucos minutos, acabaram vindo, junto com Lily, Emmeline, Mary, Emily e Frank. Entramos no meu quarto e eu fechei a porta com força.

—A Francesca está ameaçando o Remus! – rosnei enfurecida.

—Como assim? – perguntou Frank.

—Ela está ameaçando o Remus para que ele namore com ela.

—James te contou isso? – perguntou Emily, surpresa.

—Sim... pera, você sabia? – perguntei semicerrando os olhos.

—Sim, Remus me contou antes do natal. – disse Emily – É um absurdo... mas ele te contou o porquê?

Ele tinha me contado o motivo verdadeiro e o falso.

—Claro. – respondi – Mas não podemos espalhar, apenas dar um jeito naquela cretina. – rosnei.

—O que vamos fazer? – perguntou Dorcas – Afogá-la na sua fonte? – perguntou ela com naturalidade e todos a olhamos um tanto assombrados – O que? É do Remusinho que estamos falando!

—Podemos fazer uma lápide pra ele ao lado do da Greengrass... – sibilou Emmeline.

—O que raios aconteceu que você e Burke não estão caindo de amores? – perguntou Marlene.

—Não é da sua conta, McKinnon. – resmungou Emmeline.

Marlene deu um sorrisinho maldoso.

— Está chateada, Vaca Vance?

— Eu já dei uma surra na Greengrass hoje, quer levar uma também? – Emmeline sibilou.

—Como se você conseguisse dar uma surra em mim, sua vaca. – rebateu Marlene.

Suspirei entediada.

—Hum... E o que vamos fazer quanto a Putacesca? – Emily perguntou, e olhou receosa Emmeline e Marlene que se fitavam com um olhar fulminante.

—Vamos ter que esperar até o baile, para chutar a bunda dela. – resmunguei. Alguém bateu na porta. – Pode entrar.

Remus colocou a cabeça para dentro do quarto constrangido.

—Ahn, Addie. – ele falou. – Eu sei que você me disse que ela só podia vir para o baile, e não antes, mas... Ela descobriu e Francesca é muito persuasiva.

Dei um sorriso maroto e olhei minhas Chanels, todas sorriam travessas.

—Isso é ótimo, Remy.

Remus me olhou completamente confuso.

—E, Frank, Alice chegou também. – ele disse.

Frank suspirou e olhou Lily. Eu tinha tido uma conversa com ele, sobre Lily.

—Bem, eu falo com ela depois da briga.

—Que briga? – Remus perguntou.

—James me contou, Remus. – revelei. Remus arregalou os olhos.

—Ele contou?

—Sim. E eu estou indo agora mesmo dar um belo chute na bunda daquela vaca.

—Não! Você não entende...

—Sim, eu entendo. – o corto. Remus vai dando passos para trás e sai correndo. Me viro para minhas Chanels. – Eu cuido dela.

Saímos todas do meu quarto e encontramos todos na Sala Principal da Mansão.

Alice estava lá sentada no sofá ao lado de sua prima, olhando ansiosa para a escada a procura de Frank.

Francesca estava de costas para escadas, um malão ao seus pé, e ela acariciava os cabelos de Remus. Remus gesticulava freneticamente na frente de Francesca. O rosto completamente vermelho, os olhos arregalados.

—Ela vai te dar uma surra! Ela vai te dar uma surra! – ele falou com as mãos no cabelo.

Assim que terminamos de descer as escadas, Remus parou de falar. Antes que Francesca se virasse eu já tinha puxado seu cabelo. Olhei o grande tufo de cabelo que ficou na minha mão. Ergui o braço e Emmeline tirou o tufo para mim e limpou minha mão.

Francesca me olhou chocada e irritada, a mão na cabeça, onde eu tinha arrancado o tufo. Apesar dela ser alguns centímetros mais alta que eu, cruzei meus braços sobre o peito e empinei meu nariz.

—Quem você pensa que é, porra? – sibilei. Ela deu um passo para trás e eu sorri internamente, pensando o quanto minha Bitch Face estava ótima.

Ela abriu a boca para falar, mas foi interrompida por Adam:

—Addie. Hey, Addie. – ele me chamou.

Perdi minha pose e sorri para ele, esquecendo daquela piranha por um momento. Escutei Remus suspirar aliviado e puxar Francesca para longe. James logo veio para meu lado, como sempre fazia, quando Adam vinha falar comigo.

—Hey, Adam. – respondi. Ele sorriu e puxou dois garotos.

—Esses são Jason e Nathan Travers. – ele apresentou. Olhei os dois. Ambos eram bonitinhos. O Jason tinha cabelos castanhos com um corte de cabelo, que tinha um tipo de franjinha. Sobrancelhas claras e os olhos num azul elétrico brilhante. O olhar era tímido e o modo como ele se mexia mostrava que ele era um pouco inseguro. O Nathan era magro e alto, tinha cabelos encaracolados, grossas sobrancelhas e um sorriso divertido e maldoso no rosto. Ele me lembrou James, pelo jeito, mas algo me dizia que ele era mil vezes pior que o meu Jay.

—Jason estudou lá em Hogwarts. E Nathan saiu de Durmstrang e vai entrar depois do recesso.

—Vocês são do Diretório Puro-Sangue. – observou Rabastan, que estava lá com Adam desde sempre, junto com os outros alunos da Sonserina.

—A única vantagem disso, meu caro, é que as madames ficam atrás de mim pela minha beleza e estado financeiro. – riu Nathan.

—Você não é rico. – Jason falou e Adam sorriu.

—São irmãos? – perguntei.

—Primos. – Nathan respondeu. – Nem parece. Porque olhe para mim: Maravilhoso. – ele riu. – E olhe para ele: Nem tanto.

O pessoal riu e Adam passou um braço pelo ombro de Nathan.

—Cala boca. – ele murmurou com um sorriso no rosto.

Twat. – ele riu para Adam.

— Você parece engraçado. – falei. Ele me olhou de cima a baixo.

—E você me parece gostosa. – ele rebateu. Não aguentei e gargalhei, enquanto James me puxava para atrás dele.

—Você é completamente inadequado. – Jason murmurou. E Adam concordou com os braços cruzados.

—Vai cheirar umas calcinhas. – retrucou Nathan. Adam não aguentou e riu empurrando Nathan para longe de mim.

—Não gostei deles. – James me falou.

—Você não gosta de ninguém que me acha gostosa. – falei com um sorriso no rosto.

—Eles só querem tirar suas calcinhas, Addie. – James arregalou os olhos. Gargalhei e dei vários beijinhos em seu rosto.

—Eu gostei dele. – Sirius falou se jogando no sofá, que estavam Mary e Régulus.

—Um cretino reconhece outro. – Frank falou. Gargalhamos e Sirius mostrou o dedo do meio para Frank.

—Sirius, cuidado com meu gatinho. – apontei. Sirius olhou o gato e colocá-lo de lado. O gato sibilou e arranhou sua mão no processo e meu primo rosnou indignado.

—Porra. – Sirius agitou a mão derrubando meu gato no chão.

—Cuidado, Sirius! – grilei. Meu gato veio até mim e eu o peguei no colo para acariciá-lo atrás de suas orelhas, fazendo-o ronronar – Ele é só um gatinho lindinho.

—Ele é o diabo, isso sim. – resmungou Sirius. Mary, sentada ao lado dele, analisou sua mão e depois lambeu o machucado. – Mary, o que você ta fazendo?

—Estou te curando. – ela riu e lambeu seu machucado novamente.

Acariciei mais os pelos do meu gatinho.

—Esse é um bom nome. – murmurei. – Lúcifer!

James riu, tentando me abraçar, mas Lúcifer miou e tentou arranhá-lo.

—Satã-Adhara tem um Lúcifer. – riu Frank.

—Você está muito engraçadinho, N°4! – proferi. – Você não tem alguém para conversar? – perguntei, com um sorriso. Meus olhos passaram por todos na sala até cair na Alice.

—Ah, sim. Alice. – ele chamou. Ela se levantou com um sorriso feliz, e Lily olhou para baixo.

Eles saíram da sala. Fui me sentar entre Sirius e Mary, e ele passou um braço pelo meu ombro.

—Se vocês não fossem Sirius e Addie eu totalmente acharia que vocês são namorados. – Mary me falou, chegando sutilmente perto de Régulus.

Lembrei-me do dia em que eu e Sirius nos masturbamos na mesma cama e por isso fiz de tudo para não encará-lo.

—Nós somos providos de grande beleza. – Sirius riu. – É normal que pense assim. Aliás, todos os Black são providos de muita beleza, certo, Mary? – Sirius arqueou a sobrancelha e Mary corou olhando Reg.

—Sirius! – Peter grilou aborrecido.

—O que? Ele é o meu irmão. – Sirius resmungou de volta.

Olhei de lado e vi que Reg tinha um imenso sorriso no rosto.

Meu pai apareceu descendo as grande escadas de mármore em direção a porta.

—Vamos receber mais alguém, pai? – perguntei curiosa. Ele riu para mim, mas não me respondeu.

Meu pai abriu a porta e se agachou pegando balde de vinho de um elfo.

—Fizemos vinho o dia todo, meu senhor. – o elfo disse e eu sorri reconhecendo aquela vozinha. – Geléia, Sorvete e Lennon estão vindo, meu senhor.

—Você tem elfos chamados Geléia e Sorvete? – Theo me perguntou. Rabastan ao lado dele riu.

—Eu tinha cinco anos e quis botar os nomes dos elfos com os nomes das minhas comidas preferida da época. – ri.

A elfa na porta entrou na mansão, com seus grandes olhos esbugalhados, reconhecendo minha voz. Ela tropeçou até mim e se jogou aos meus pés.

—Senhora Adhara! Senhora Adhara! Madame! – ela falava freneticamente, beijando meus sapatos. – A senhora voltou! Cricket sentiu tanta saudade!

—Pode parar, Cricket. – eu ri, a puxando pelos bracinhos para ela se levantar. – Eu também senti sua falta.

—Esse elfo cuidava de você, Addie? – James me perguntou.

—É elfa, Jay. O nome dela é Cricket. E sim ela é minha elfa.

—Só da madame Adhara. Só dela! Isso mesmo! Cricket é só da madame Adhara. – ela falou sorrindo, seus braçinhos tremiam e eu sabia que ela queria me abraçar, mas não faria sem o meu consentimento.

Me ajoelhei no chão e a abracei. Cricket começou a chorar, passando a mão no meu cabelo. Imaginei que Rabastan e Theo deveriam estar horrorizados com aquela cena. Abraçar um elfo doméstico não era muito diferente que abraçar um mendigo imundo na rua para eles.

—Pare de chorar, Cricket. – eu ri sem ligar para a opinião alheia. Mary se ajoelhou ao meu lado, com um sorriso gentil no rosto.

—Olá, Cricket. Eu sou uma das melhores amigas, da sua senhora. – ela falou e ergueu a mão para cumprimentar Cricket. – Prazer em conhecê-la.

Theo riu debochado e Rabastan deu uma cotovelada nele.

—A amiga da senhora, é tão gentil. – Cricket riu. – Ela é boa amiga? – perguntou desconfiada.

Marry assentiu.

—Bem, é melhor ser mesmo. Ninguém pode ser mau com a senhora Adhara. Ninguém!

Frank olhou Alice e sorriu como Sirius sorria para as meninas. Alice se esticou para lhe dar um beijo, mas Frank segurou sua cintura.

—Lice. – ele suspirou e fez um carinho no seu rosto. – Você é linda. E beija super bem, sabe?

—Porque você parece que está terminando comigo? – ela questionou.

—É, porque estou, baby. – ele disse. Alice arregalou os olhos.

—Mas... mas eu achei...

—Eu sei. Eu sei. – ele segurou a mão dela. – Eu gosto de você, Alice. Bastante. E eu fiquei três anos que nem cachorrinho atrás de você. E não é só porque você se tocou que eu sou muito melhor que o Mulciber que eu vou ficar com você. Temos que curtir, saca? – ela o olhou revoltada.

—Então todo esse tempo... era só você querendo me dar o troco?

—Não. Era eu querendo te mostrar que você pode conseguir algo muito melhor que Mulciber. – Frank soltou um suspiro – Eu te adoro, Alice. Talvez até te ame um dia... mas acho que precisamos amadurecer um pouco, antes de namorarmos pra valer. Porque eu acho que vai ser pra valer com a gente. Por isso acho melhor esperarmos um pouco.

—Acho que sim. – ela murmurou tristemente. – Mas eu quero namorar você.

Frank tentou não corar, mas pelo sorriso de Alice ele não teve sucesso.

—Vamos curtir. Hoje, eu vou ficar com Lily Evans. – Frank falou abruptamente. O sorriso de Alice morreu. – Ela ta afim de mim e quer dar uns beijos. E você... sei lá, beija o Nott, ou um dos amigos do Adam, já que gosta de Sonserinos.

—Você é um idiota... mas ok, como quiser. – Alice soltou um muxoxo. – Mas quando pararmos de curtir, vamos tentar de verdade né?

Frank sorriu e assentiu.

—Então... quer dar uns malhos de despedida?

Alice sorriu, antes de pular no colo de Frank.

—Esse é o corredor dos quartos. – digo. – Aquele é o meu quarto. – aponto para a porta branca, que tinha uma placinha com o meu nome em dourado. – Eu, Emmeline, Mary e Emily, vamos dormir lá. – falo.

Cricket passa por mim abrindo a porta do meu quarto e ajeitando os lençóis.

—Aqui é o primeiro quarto de hóspedes. – aponto, para outra porta. – Vai dormir Lily, Marlene, Alice e... Dorcas. – murmuro. – E também, Evie, Dido, Lehanna, Kat e Francesca. Tem três camas de casal, gigantes.

—Obrigada, Addie. – Evie sorri. A olho tentando entender se era um sorriso verdadeiro, mas aquela garota me era uma incógnita.

—Continuando. Aqui é o segundo quarto de hóspedes. – aponto para a porta em frente ao meu quarto. – Nele vão ficar Jay, Sirius, Remy, Peter e Frank. Tem duas camas de casal. – digo. – E o terceiro quarto de hospedes. Adam, Jason, Nathan, Rabs, Jack, Theo e Sev, vão ficar nele. Não iria correr o risco e colocar os garotos da Grifinória com os da Sonserina. – ri.

—Rabastan, provavelmente estrangularia Potter, enquanto ele dorme. – Theo falou. Rabastan riu.

Empurrei cada um para seu quarto e entrei no meu com as meninas atrás de mim.

—Vamos dormi peladas. – riu Emmeline. Eu gargalhei e Emily a olhou chocada.

—Você é meio louca, Emms. – ela disse.

Eu ri. Tirei a roupa e o sutiã e coloquei o moletom das Vespas do Jay. As meninas também colocaram seus pijamas.

—Amiga, acho que você realmente deveria considerar dormir pelada mesmo. – Mary riu para Emily. Ela estava vestindo uma camisola grande e de manga comprida e gola alta.

Fui ao meu closet e peguei uma camisola. Joguei para Emily que me olhou agradecida.

—Agora vamos conversar sobre garotos. – pediu Mary. Rimos e Mary se jogou na cama, subimos juntos com ela nos embrenhando nas cobertas. Lúcifer pulou em seguida se deitando na minha barriga. – Eu quero muito dar uns beijos no Reg. Ele é tão bonitinho. – ela suspirou. – Mas e se o Petelzinho ficar muito chateado?

—Fala que queria curtir um pouco. – murmuro, acariciando as orelhinhas do Lúcifer.

—Eu quero beijar o Remus. – Emily arregalou os olhos. – Eu só quero enfiar a minha língua na garganta dele. Merlin, eu quero muito enfiar a língua na garganta dele.

Eu ri e Emily me olhou quase triste.

—O Jacques é um idiota. – Emmeline murmurou. Ela saiu da cama e foi até o malão. Pegou dois baseados e um isqueiro. – Um... idiota, bem idiota.

—Emmeline. Eu te amo, você sabe. Mas eu já defini minha opinião sobre isso... Eu não do à mínima. – resmunguei para ela.

Emily e Mary gargalharam e Emms me olhou magoada.

—Estou com a Addie. – Emily falou, e Emms jogou um travesseiro na cara dela – Jacques é o único Sonserino que presta, além do Cook. E você está balançando pelo Sirius. É óbvio que você gosta do Jacques. Aquele cruzado que você deu na vaca da Greengrass deveria receber um prêmio.

—Amor. – puxei Emmeline para se deitar ao meu lado. Mary ascendia o baseado. – Você sabe o que é certo. Não tem mais discussão. – beijei a testa dela. Mary me passou um baseado, e ofereceu o outro para Emily depois de tragar.

—Não, obrigada. – Emily respondeu.

—Emily. – Emmeline debochou. – Pelas cuecas de Merlin. Até o Remus fuma.

Emily corou e deu de ombros.

—Eu não quero. – ela falou constrangida.

—Você é basicamente uma fumante passiva, sabia disso? – Emmeline falou. Belisquei a coxa dela. Emmeline soltou um muxoxo, pegando o baseado da minha boca.

—Emily, está tudo bem. Fume só quando tiver vontade. – falei. Emily sorriu agradecida. – Parece que agora é minha vez, certo? Bem, eu quero muito...

—Eu não gosto de pessoas em geral. Eu gosto de rock’n’roll, sexo e hambúrguer, nessa ordem. – Sirius falou pensativo.

James riu, soltando a fumaça do baseado pelo nariz.

—Eu gosto de Addie, peitos da Addie e cheiro da Addie, nessa ordem. – ele riu.

Sirius revirou os olhos e deu um tapa da testa de James.

—Francesca falou que me ama e eu falei para ela que amo bolo. – Remus falou, tragando do baseado. Ele fez uma cara de sofrido. – O que tem de errado comigo?

—Você certamente tem problemas mentais. – riu Sirius – Biscoitos são completamente superiores a bolo.

—Vocês sabem por que os adultos querem matar o rock’n’roll? – Frank perguntou, mexendo a cabeça varias vezes – É porque eles sabem que isso deixa a gente excitado.

Sirius o olhou chocado e concordou como se Frank tivesse dito a verdade absoluta do mundo.

Remus olhou para os amigos. Todos completamente chapados, o quarto com a fumaça dos baseados pairando no ar.

—Sirius, quero te falar uma coisa. – James riu. – Você vai ter um grande futuro como puta, meu caro.

—Eu não sou vou ser sua puta, Potter. – Sirius retrucou.

—Você vai acabar parando em um pornô. – James apontou. – Aliás, onde está aquela revista que as meninas roubaram da loja e nós roubamos delas? Vamos dar uma olhada.

Os meninos se agruparam em volta de James e abriram a revista.

—Olha só, são tão grandes quanto os da Addie. – Remus apontou para os peitos de uma mulher na revista.

—Não! – gritou Sirius completamente louco. Ele pegou a revista e começou a rasgar tudo.

—Meu Merlin! – James gritou com as mãos no rosto, olhando horrorizado a revista ser destroçada. Frank arregalou os olhos, e colocou a mão sobre o peito com pesar.

—Nós podemos, por favor, falar sobre o quanto excitado e bravo eu to agora? – Peter perguntou.

—Você não tem má sorte. A razão para que coisas ruins acontecem com você é porque você é um otário. – riu Nathan, tragando o cigarro com um sorriso no rosto.

Jason revirou os olhos.

—Você é tão idiota. – Adam falou.

Rabastan riu do outro lado do quarto.

—Venham para cara, jovens homens. – Nathan chamou os braços erguidos. Os meninos mais novos foram e se ajeitaram ao lado dos mais velhos. – Por que você estão vestidos como retardados?

Jacques corou olhando as roupas e Theo cruzou os braços irritado.

—Isso são pijamas, problemático. Pijamas bruxos.

—Bem, na minha experiência, não tem nenhum problema que não pode ser resolvido ficando muito, muito, muito bêbado. – Nathan respondeu.

—Desde quando nossos pijamas são um problema? – perguntou Rabastan – Meus problemas estão resumidos em um quatro olhos idiota que está se esfregando na minha garota.

Os meninos gargalharam e Nathan abriu uma garrafa bebendo.

—Passa aqui. – Theo pediu, pegando a garrafa – Rabastan precisa beber muito pra ver se essa bad passa.

—Cala a boca. Eu pelo menos já tive toda uma história com a Addie. E você com a Valentine? – perguntou Rabastan se sentando e pegando a garrafa com violência – Você só meteu o dedo nela e deixou a guria assustada. Ela agora nem olha na sua cara.

—Vai se foder.

—Acreditem. Namorar não é um mar de rosas. – resmungou Jacques – As vezes, namorar é querer estrangular seu parceiro, mas só não fazer isso porque sabe que iria acabar direto em Azkaban.

—Um brinde a isso. – riu Nathan pegando outra garrafa e bebendo um bom gole – Então a Evie, é qual? – Nathan perguntou.

—A morena de cabelo preto e grande. – Jason respondeu, pegando a garrafa, para dar apenas um golinho bobo.

—Gostosa. Muito! – Nathan falou, socando o ombro de Adam. – Posso comer ela?

—Se ela quiser. – riu Adam, dando de ombros. Ele só tinha olhos para Adhara Black... e ela não estava na sua no momento.

Olhei Emmeline agarrada em mim sonolenta. Bocejei e me virei de costas. Emmeline se remexeu de leve e quase caiu da cama. Me sentei e pulei para fora da cama. Mary e Emily dormiam uma de frente para outra, bem próximas.

Fui para o banheiro e escovei os dentes, passei um gloss labial de morango e sai do quarto em direção ao dos meninos. James, Sirius e Remus dormiam em uma cama, com Sirius no meio jogando os pés em cima de Remus. Peter e Frank dormiam na outra cama.

Subi na cama e rastejei até subir no colo de James. Ele soltou um resmungo, e eu lhe dei beijinhos no rosto. James acordou confuso e riu em seguida.

—Bom dia. – digo feliz. Ele sorri e me puxa para um abraço.

—Bom dia. – ele murmura, beijando meu pescoço.

—Bom dia. – escuto Remus dizer e dou risada.

—Bom dia, Remy.

—Sirius. Sirius. Tira suas pernas de cima de mim. – Remus resmungou tentando levantar.

Sirius soltou um muxoxo abrindo os olhos. Ele me viu abraçada a James e me puxou para ele, quando Remus saiu da cama. Eu ri, e Sirius me abraçou, colocando o rosto no meu pescoço para dormir de novo.

James me olhou com um biquinho e começou a se aproximar.

—Nem pense nisso, Potter. – Sirius murmurou contra meu pescoço.

James riu maroto e deu uma buzinada no meu peito. Sirius se jogou em cima dele e os dois caíram no chão, com James gargalhando.

Ri e pulei para fora da cama. Sai do quarto deles e entrei nos dos meninos da Sonserina.

—Está na hora de acordar, amores. – ri. Rabastan acordou na hora e me olhou com um sorriso.

—Bom dia, Addie. – ele sorriu carinhoso. O mandei um beijinho. E fui para o quarto das meninas.

Lily estava acordada já de roupa trocada. Ela sorriu para mim.

Marlene apareceu do banheiro, de calcinha e sutiã.

—Ahhhhh, Lily. Eu não sei se eu uso sutiã ou não no baile. E minha maquiagem... eu não faço ideia do que fazer. Oh Merlin! – ela disse dramaticamente e Lily riu.

Dido, que estava acordada na cama, com Evie, Leh e Kat, observava Marlene com uma atenção contida. Quando ela viu meu olhar, corou e saiu da cama para ir ao banheiro.

— Eu sempre esqueço de tomar Chá de Lua. Sempre. – a avó da Addie riu. – Por isso começamos a usar camisinha. Muito melhor.

Os adolescentes se entreolharam se divertindo e Addie parecia que iria morrer. Eles estavam no almoço. E a avó de Addie começou a dar dicas para os adolescentes em geral.

—Uma ótima dica, Sra... – Rabastan falou.

—Bernauer. – a avó de Addie sorriu. Todos exclamaram na mesa.

—Você é parente dos Bernauer? – Evie perguntou chocada. Addie sorriu orgulhosa e assentiu.

—Eu nunca entendi porque minha filha deixou o marido dela colocar dois nomes de estrelas nela e não um sobrenome importante. – o avô dela murmurou. – Polaris? Polaris Dahlia? Os Blacks são loucos.

—A Dália Vermelha é linda. E Polaris e Adhara são lindas estrelas. – disse minha mãe, calmamente.

—Mas Adhara Bernauer Black ficaria muito melhor. – vovô rebateu.

—Ou Adhara Polaris Bernauer Black. – falei. – Eu gosto de Polaris.

—Pulari! – Teddy gritou entrando aos tropeços na cozinha. Ele se jogou no meu colo e eu abracei o meu bebê. – Adam! Adam! Nois pude blinca depos?

—Claro que sim, cara.

Adam se levantou e pegou Teddy do meu colo, depois voltou a se sentar na cadeira. Evie ao lado dele sorriu para o meu irmãozinho e cutucou a barriga dele.

—Oi. Meu nome é Evie. – ela sorriu.

—Oi, Evi. Eu sou Teddy. – Teddy sorriu. Evie o pegou no colo e Frank tirou a faca da minha mão, a qual eu nem percebi que eu tinha fincado na mesa para girá-la.

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—Que tal deixarmos para matar Zamora, quando sua família não estiver na mesa, Addie, meu amor?

Marlene fez um biquinho para o espelho depois de passar seu gloss labial. Desceu as grandes escadas e encontrou Sirius rindo em um sofá com os Marotos, por sorte Adhara não estava lá, o que fez Marlene sorri mais.

—Six. – Marlene chamou de forma manhosa. – Podemos conversar? – perguntou. Sirius sorriu canalha e assentiu.

—Com licença, meus caros. — Sirius riu e passou um braço pelo ombro de Marlene. Ele saíram em direção ao uma das várias salas que tinha na mansão. – Aonde vamos?

—Eu achei uma sala com uma grande janela, que da pra ver toda a neve, muito bonita. – Marlene falou e Sirius soltou um muxoxo. – E também um grande e lindo sofá vermelho. – ela riu. Sirius sorriu animado e abraçou Marlene por trás.

—Isso sim é interessante.

Ela o puxou para a sala e se sentou no grande sofá de frente para janela.

—Vem, Six. — Sirius deitou em cima dela, beijando a com fúria. Marlene gemeu levemente e puxou o cabelo de Sirius o fazendo olhá-la. – Mas, Six, você não tem uma namorada? – ela perguntou fazendo uma cara inocente.

Sirius sorriu maroto, e abriu as pernas de Marlene, a puxando. Marlene riu deitada no sofá e Sirius abriu sua calça, retirou e logo depois tirou a calcinha azul da garota.

Marlene estava completamente vermelha e ofegante. Sirius acariciou as coxas de Marlene e tocou lentamente suas dobras molhadas, apenas um dedo se esgueirando pelo espaço molhado.

—Isso é importante, boneca? – ele perguntou. Marlene gemeu e agarrou a almofada atrás dela.

—S-sim. – ela falou respirando fundo.

—Oh. – Sirius riu. – Ela não vai vir para o baile, está México, sabia? – ele proferiu um dedo entrando lentamente nela.

—É? – ela arfou.

—Aham. Bem legal, né? – Sirius falou. Marlene gemeu outra vez quando ele enfiou dois dedos de uma vez.

—Six... Ah! – ela gemeu, enquanto Sirius entrava e saia com seu dedo.

—Ainda quer conversar sobre minha namorada, Lene? – ele perguntou, a menina apenas gemeu agarrando a blusa dele e o puxando para um beijo faminto.

Sirius a beijou de volta, enquanto ainda a bombeava com os dedos.

—Me chupa, Six. – Marlene pediu manhosa. Sirius sorriu e tirou os dedos de dentro dela. Ele colocou os dedos perto do rosto de Marlene que sorriu safada e sugou os dedos. Sirius estremeceu e subiu a blusa de Marlene a beijando na barriga. Ele a lambeu nas costelas e envolta do umbigo, para então descer para intimidade completamente molhada.

—O que você quer que eu chupe, Lene? – ele perguntou baforando na intimidade dela.

Marlene deu um gemido sofrido e suspirou.

—Chupa minha boceta, Six. Por favor? – ela pediu, o olhando como se fosse uma menina inocente. Sirius rosnou olhando a rosada intimidade de Marlene que pingava de excitação.

—Lene, você me deixa louco. – Sirius disse. Marlene riu, mas parou quando Sirius a lambeu no clitóris. As pernas dela tremeram e ela apertou as coxas na cabeça de Sirius.

Marlene deu um gritinho quando Sirius encurralou seu clitóris e chupou fortemente. Tão forte que Marlene quase gozou.

—Merlin! Meu Merlin! — ela arfou. Tinha sido uma onda gigante de prazer. – Isso é muito bom. – ela murmurou, enquanto ele dava lambidinhas nela – O meu Merlin...

—No momento eu atendo como Sirius Black. E eu fiquei empolgado. – falou, abrindo a vagina dela com os dedos.

—Você realmente deveria ficar empolgado, mais vezes. – ela gemeu. Sirius riu a lambendo lentamente. Ergueu uma mão para dentro da blusa dela, dentro do sutiã. Beliscou o mamilo e Marlene deu um pulinho.

Ele voltou a lambê-la no clitóris e apertou seu seio com vigor.

—Vou te fazer gozar, boneca. Ta pronta? – Sirius perguntou, Marlene riu animada.

—To tão pronta!

Sirius voltou a encurralar o clitóris e a massagear no seio freneticamente. Marlene gemeu alto e Sirius usou a outra mão para enfiar dois dedos nela. Ele colocou clitóris nos lábios e sugou. Marlene gritou e Sirius se lambuzou ao gozo dela sair aos montes. Ele tentou lamber tudo, mas teve certeza que caiu no sofá também.

—Nossa! – Marlene suspirou. Ela deu um último e longo gemido e caiu no sofá. – Nossa, Sirius. – ela riu. Sirius subiu beijinhos pela barriga dela e deu beijo em sua boca. Sugou sua língua e Marlene deu um gemidinho. – Foi ótimo, Six. Ótimo. Perfeito.

Sirius sorriu convencido e desafivelou o cinto, para aliviar a pressão na calça. Marlene sentou em seu colo, ainda sem calçinha e beijou seu pescoço. Sirius colocou a mão na cabeça dela e a guiou para baixo. Marlene se ajoelhou no chão e terminou de abrir a calça dele, puxando sua cueca para baixo. O pênis de Sirius saltou e bateu levemente em sua bochecha.

Os dois riram e Marlene lambeu o pênis de Sirius do saco até a cabeça. Sirius arfou e ela chupou sua cabeça. Começou a engoli-lo até onde conseguia e com o rosto vermelho riu se afastando. Sirius segurou a nuca de Marlene, puxando-a de volta para seu membro. Ela o chupou repetidas vezes e o apertou no saco de leve.

—Isso, Lene...

Marlene desceu as lambidas e sugou uma de suas bolas. Sirius gemeu alto e Marlene sugou a outra bola. Voltou a chupá-lo de cima a baixo e olhou para Sirius. Ele sorriu para ela e Marlene fez pressão na cabeça de seu pênis. Sirius se sentia extremamente quente e bem. Ele tinha feito Marlene ter um dos melhores orgasmos sua vida e estava sendo muito bem chupado no momento.

—Lene, eu vou gozar. – Sirius gemeu.

Sirius realmente achou que iria morrer naquele momento.

Notas finais
E aí? Gostaram? Teve treta, gente chapada, personagens novos. Começou com o lindjo do Rabs. Super apaixonadinho pela Addie. Addastan ♥ E a amizade dele com a Mary? Amo muito. Resignada e Aspirante? Também acham que o Jacques é o aspirante? Ele e a Emms parecem que estão em crise. Kat levando uma surra? O que acharam de Nathan e Jason? E da Cricket? E o Frank terminando com a Alice para dar uns bejinhos na Lily? HUEHEUHEUH PRÉVIA DO PRÓXIMO CAPÍTULO: Primeira prévia: "Tia Walburga passou pela porta e eu senti o braço de James caindo da minha cintura e Sirius se postando ao meu lado. Ela sorriu a me ver e meu deu um beijo na bochecha e um abraço apertado. Tio Orion, beijou as costas da minha mão e me deu um sorriso. Vi tia Druella e tio Cygnus chegando logo atrás junto de tio Alphard. —Tão linda, minha pequena Addie. – tia Walburga riu. Ela pegou deu um beijo em Sirius e o fez segurar minha mão. – Oh! O anel. Olhe só, Orion. – ela mostrou minha mão e Sirius me olhou surpreso por eu estar usando o anel. —Esplêndido. – tio Orion sorriu. – Está muito bonita, minha sobrinha." Segunda prévia: "-Nós só temos quinze anos. Estamos na idade mais idiota e egoísta de nossas vidas, que provavelmente vai se arrastar até os nossos vinte e poucos anos. Se quisesse namorar Addie, tinha que esperar até lá, porque vocês dois seriam maduros o suficiente para isso. Mas agora... agora vocês são dois moleques querendo brincar de ser adultos, sem terem maturidade para isso, mas se achando no direito de cobrar isso um do outro. Eu enrolo Marlene e Emmeline sim. Mas eu nunca firmei compromisso com nenhuma delas, porque eu não estou pronto para deixar de ser um jovem adolescente e idiota. —Algumas vezes eu fico impressionado com o Sirius. – murmurou Remus. —Eu acho que ele tá falando um monte de batatisse. – resmungou Peter. —Escute, Pontas. Não vá tirar algo da minha prima, que você não será capaz de devolver." Terceira prévia: "-Emmeline, volte já aqui! – rosnou ele. James assoviou, pois nunca tinha visto Jacques Burke perder a calma. Ele já tinha ficado zangado e sem paciência, mas sempre soube se manter no controle. Só que agora ele parecia prestes a sacar a varinha e machucar alguém. E esse alguém provavelmente seria Sirius, por isso James colocou a mão no bolso da calça, onde sua varinha estava. Emmeline se virou parecendo zangada também – Volte aqui agora mesmo! – rosnou Jacques. —Quem você pensa que é pra falar comigo nesse tom? – perguntou Emmeline soltando a mão de Sirius, que deu um sorrisinho satisfeito. —Gente, não briguem... – pediu Addie, olhando analiticamente de um para o outro, mas Jacques pareceu não ouvir. —Quem eu acho que eu sou? Eu acho que eu sou a droga do seu namorado. – rosnou ele." Quarta prévia: "-Oh, Narcisa, você se preocupa demais. – riu Lucius sacando a varinha e apontando para a porta, que brilhou imediatamente. Eu e James estávamos presos ali! O olhei completamente constrangida e ele parecia ainda estar se segurando muito para não rir – Pronto. Ninguém vai nos incomodar. – riu o marido da minha prima. Oh, céus... eu estava prestes a testemunhar uma foda deles... —Lucius... – murmurou Ciça, mas Lucius simplesmente abriu o vestido dela de uma vez, com um aceno de varinha. Tampei os olhos de James imediatamente, para que ele não visse os seios pequenos e delicados de Narcisa, que mesmo no escuro pareciam muito bonitos. " Quinta prévia: "-Eu te amo, Jacques. – respondeu ela sentindo um aperto no peito – Eu te amo e se a gente vai terminar, eu quero que ao menos você saiba a verdade. —Que verdade? – perguntou ele, franzindo a testa. —Eu traí você. " EU DEI CINCO!CINCOOOOOOOO! CINCO PRÉVIAS! MEREÇO OU NÃO MEREÇO 15 COMENTÁRIOS? ME FALEEEM TUDO QUE ACHARAM!!! CRONOGRAMA: Com 15 COMENTÁRIOS o próximo capítulo sai domingo (17/07) , ou mais cedo, depende de vocês. xoxo ~Aurora