When We Were Young
43 The Ball – Addie's Manor II
Notas iniciais

THE BALL
ADDIE’S MANOR
1974
NEW YEAR’S EVE
—Você é gostosa, Zamora. – falei, com um sorrisinho maroto nos lábios. Ela ergueu os olhos para mim e parou de passar a poção hidratante na pele.
—Obrigada, Addie. – ela disse. – Pode me chamar de Evie.
Sorri, e ela sorriu de volta.
—Vocês estão olhando como se fossem se pegar, agora mesmo, no chão desse banheiro magnífico. – Leh falou. Ela abriu a torneira da pia que saia água quente.
—Ei, Zamora. – Emmeline chamou, de dentro da banheira, que ela dividia com Mary. – Só eu posso pegar a Addie.
Todas rimos e eu mandei um beijinho para Emmeline.
Olhei-me no espelho checando minha maquiagem, com Leh ao meu lado passando batom. Estávamos na minha suíte, todas juntas fazendo a maquiagem e se aprontando.
—Adhara. – Francesca me chamou. – Posso usar o seu um desses seus cremes? – ela perguntou e apontou para os vários cremes para pele que eu tinha coloca em cima da pia.
—Claro. – suspirei. – Eu indico o azul. Ele é importado da Turquia e além de hidratar a pele deixa um cheirinho muito bom, que fica na sua pele, até você tomar banho de novo.
—Obrigada. – ela falou e pegou o creme.
—Meu vestido é rosa na saia e o corpete cheio de enfeites prateados. – contei. – Eu devo usar o salto alto prateado, o branco ou o preto? – perguntei. E peguei os três pares de salto para mostrar as meninas.
—Prateado. – Emily respondeu prontamente. O resto das meninas concordam.
—Ta pronta para por o vestido? – perguntei. Ela sentiu, piscando os olhos para eu olhar sua maquiagem.
—Eu tive que tomar banho com a Soto e acredite se quiser Katherine me ajudou com a maquiagem. – Emily riu.
—Vamos colocar os vestidos juntas. – convidei e ergui minha mão. Emily segurou minha mão e saímos do banheiro para o meu quarto. Meu vestido estava em cima da cama e Cricket o ajeitava com feitiços para que ficasse sem nenhum amassado. Emily foi pegar o próprio vestido no malão. Tirei o roupão e Emily também. – Não vou usar sutiã. – falei para Emily. – O corpete do vestido sustenta meus seios.
Tirei meu sutiã e peguei meu vestido da cama. Emily e Cricket me ajudaram a colocar.
—Você está linda, Addie. – Emily sorriu.
—Sim, está. Minha Senhora está linda. Muito linda. – falou Cricket.
Sorri para as duas, e fui até minha penteadeira. Coloquei o colar de coração prateado que Jay tinha me dado e a pulseira de pingentes que Adam me deu. Coloquei o anel dos Black e um simples brinco.
—Milly, vamos te vestir. – ri. Emily estava sentada na minha cama. Cricket sentada no chão ao seu lado me olhou admirada.
Emily se levantou e eu a ajudei a colocar o vestido. Depois coloquei alguns acessórios para complementar o seu vestido.
—Como estou?
—Muito bonita, senhora. – Cricket disse. Emily sorriu e me olhou em expectativa.
Emily usava um vestido cor salmão bem claro, quase atingindo um rosa bebê. O vestido era franzino e cobria seus pés, mas os braços estavam de fora e tinham um pequeno decote, quase invisível, com alças finas. Era um vestido drapeado em cima da cintura e em uma linha reta até o final. Tinha um tipo de laço preto na cintura dela, dando a uma silhueta bonita.
—Uau. – ri. – Está linda, Emily. Não acredito que seu pai não te obrigou a usar um vestido bufante e feio.
Ela riu também.
—Frank o convenceu. Ele disse que achou que eu fiquei muito bonita nele e que meu pai estaria cometendo um grande erro se não me deixasse usar. Então, como meu pai quer me casar com o Frank... ele disse sim. – ela sorriu bobamente, se olhando no espelho.
—Bem, você está linda.
—Está mesmo, Valentine. – riu Leh passando completamente pelada. Dido vinha bem atrás dela e riu concordando.
Sentei-me em frente a minha penteadeira e me olhei no espelho. Soltei meu coque e meu cabelo caiu as minhas costas. Com minha metamorfagia o deixei meio enrolado nas pontas e Cricket com alguns feitiços ela puxou a parte da frente e prendeu com uma presilha. Depois Emily se sentou e apenas penteou os cabelos, os deixando normais. Eu ri e fiz uma trança de lado nela.
—Não tenha medo de ser o que você é, Milly. – falei no ouvido dela, ela olhou para mim do espelho e sorriu. – Faça coisas que você goste. – a beijei na bochecha.
Coloquei meu lindo salto prateado e finalmente me avaliei no espelho.
Meu vestido tinha a saia era rosa e levemente rodada e com brilho sobre ela, batia um palmo à cima do meu joelho. Exatamente da minha cintura para cima começava vários enfeites prateados e cobriam todo o busto, fazendo o corpete ser aperto e me dando um lindo decote, as alças eram finas o que destacava ainda mais meu decote.
Sorri satisfeita e coloquei as mãos na minha cintura perfeitamente torneada.
—Nossa, Addie. – Emmeline falou. – Você está linda.
—Eu sei.
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—Meu Merlin, você é tão perfeita! – James falou, ele colocou as mãos na minha cintura e me puxou para perto. –Você está maravilhosa.
—Obrigada, Jay. – o beijei na bochecha. James insatisfeito me deu um longo beijo na boca.
Meu pai passou por nós e abriu as portas da nossa mansão. Os convidados começaram a entrar aos montes, todos paravam para me cumprimentar, afinal eu era filha dos anfitriões. Todas as famílias importantes estavam entrando pela porta, mas não pude deixar de reparar o quanto de mestiços meus pais também convidaram. Parecia que todo mundo de Hogwarts estava lá e do Ministério também.
Tia Walburga passou pela porta e eu senti o braço de James caindo da minha cintura e Sirius se postando ao meu lado. Ela sorriu a me ver e meu deu um beijo na bochecha e um abraço apertado. Tio Orion, beijou as costas da minha mão e me deu um sorriso. Vi tia Druella e tio Cygnus chegando logo atrás junto de tio Alphard.
—Tão linda, minha pequena Addie. – tia Walburga riu. Ela pegou deu um beijo em Sirius e o fez segurar minha mão. – Oh! O anel. Olhe só, Orion. – ela mostrou minha mão e Sirius me olhou surpreso por eu estar usando o anel.
—Esplêndido. – tio Orion sorriu. – Está muito bonita, minha sobrinha.
Tio Cygnus me cumprimentou também e logo levou tia Druella para o Salão Principal, os olhei curiosa.
—Druella está com Varíola de Dragão. Estágio II. Ainda não contagioso. – tio Alphard me contou antes de me dar um abraço. – Senti sua falta, menininha. Sem você lá, Sirius não larga do meu pé. – ele falou. Eu ri, e Sirius soltou um muxoxo.
—E ela está... morrendo? Tia Druella?
— Está tomando as poções e fazendo o tratamento. – tio Orion disse. – Mas Varíola de Dragão não tem cura, afinal.
—Porque não me contou, Sirius? – perguntei. Ele deu de ombros.
—Não achei que fosse importante. – o olhei levemente irritada.
—É a minha família, Sirius. Vou ir ver tia Druella. – resmunguei soltando a mão dele.
—Sirius acompanhe sua noiva. – escutei Tia Walburga falando.
Sirius logo estava novamente ao meu lado resmungando. Fomos até a mesa que tia Druella estava e eu me curvei para abraçá-la.
—Espero que fique bem, tia. – falei sincera. Ela sorriu para mim e eu pude perceber uma mancha verde saindo pela manga do seu vestido. Varíola de Dragão deixava marcas.
—Eu também, minha querida. – ela falou.
—Addie! – disse uma voz empolgada atrás de mim. Virei-me antes de ser sufocada pelos braços de Narcisa. – Eu senti tanta a sua falta. – ela me deu dois beijos na bochecha.
Lucio atrás dela, beijou as costas da minha mão.
—Narcisa, não parava de falar sobre esse baile e o quanto ela estava ansiosa para te ver. – ele me contou.
Sorri animada para Ciça. Ela pegou minha mão surpresa.
—É o anel de noivado dos Black’s. – ela disse. – Você e Sirius realmente vão se casar!
—Não vamos não. – discordou Sirius, de braços cruzados.
—Sirius é claro que vai. – tio Cygnus falou. – Já está praticamente confirmado.
—Não se eu fugir antes. – Sirius disse e Narcisa deu um tapa em sua testa.
—Que absurdo! O varão principal da família falando isso. – ela resmungou. – Mas agora, Addie... – Narcisa sorriu. – Quero saber tudo que aconteceu com você. Tudo.
Passei todo o começo do baile, sentada à mesa de Lucio e Narcisa conversando com ela sobre tudo que me acontecera desde a última vez que nos falamos. Lyssandra Yaxley se sentou a mesa e sorriu para mim maliciosa, olhei surpresa que ela estava noiva de um americano muito bonito. Eloá Bustrolde chegou logo depois, com sua barriga de grávida estourando no vestido, ela tinha se casado depois logo depois de Hogwarts, como Narcisa.
—Você está namorando o Potter? – Ciça perguntou surpresa.
—Sim, ele é um fofo. – eu ri, mas parei ao sentir ao pé de Lyssandra acariciando minhas pernas. As pontas do meu cabelo mudaram de cor. – Ahn... eu vou indo, Ciça. Falo com você mais tarde. – dei um beijo em sua bochecha.
Sai apressada e Rabastan apareceu sorrindo para mim. Ele me olhou impressionado e beijou a minha bochecha, com a mão sobre minha cintura.
—Está muito bonita, Addie.
—Obrigada, querido. – sorri. Ele sorriu de volta e soltou um suspiro. – Você também está um gato. – falei. Rabastan riu.
—Sabe quem está aqui? Sua prima Andrômeda.
—Andrômeda está aqui? – perguntei feliz.
Ergui o pescoço e vi Andrômeda sentada em uma mesa, com Ted Tonks, a pequena Ninfadora e Arthur e Molly Weasley, que seguravam seus dois filhos ruivinhos. E também Gideon e Fabian Prewett. Ela acenou para mim contente.
—Quer dançar? – Rabastan perguntou. Eu iria aceitar, afinal era só uma dança, mas James chegou passando o braço protetoramente pela minha cintura.
—Não, Lestrange. Ela vai dançar comigo. – James falou possessivo.
Revirei os olhos, com um sorriso.
—Eu guardo uma dança para você, Rabs. – falei e me deixei ser guiada para a pista por James.
Estava tocando uma música lenta e não tinha quase ninguém na pista. Ainda era o começo do baile, então todos estavam sentados batendo papo, com os garçons os servindo. James colocou as mãos na minha cintura e eu lacei seu pescoço com os braços. Começamos a nos movimentar lentamente.
—Eu te amo, Addie. – James sussurrou. Sorri e dei um beijo em sua bochecha. Ficamos dançando por um tempo. Apreciando o momento que estava tendo. Estávamos completamente alheios aos outros, apenas dançando calmamente, sentindo um ao outro. Quando cansei um pouco, beijei James na bochecha novamente.
—Eu vou ir falar, com a Andrômeda. Já te vejo.
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—James. Eu realmente preciso falar com você. – disse Sirius, cruzando os braços. Os quatro Marotos estavam do lado de fora do jardim, conversando amenidades. Os Sonserinos estavam perto da fonte, então preferiram ficar próximos da porta.
—Diga, Almofadinhas. – riu James olhando para o amigo.
—Nós só temos quinze anos! – disse Sirius.
—Eu fico feliz que sabe contar, Sirius. – riu Remus construindo uma barricada de neve que eles utilizariam para brincar de guerra de bolas de neve.
—Eu falo sério. E se quer saber eu e Addie temos quinze anos, vocês ainda tem quatorze. – apontou Sirius. James soltou um muxoxo. – E eu e Addie somos primos. Eu sei que você e Addie estão tendo uns amassos mais desavergonhados...
—Desavergonhados. – riram Remus e Peter ao mesmo tempo.
—Mas eu não aceito isso! – disse Sirius – Ela é minha prima e você precisa respeitar a infância dela.
—Como você respeita a infância de Emmeline e Marlene... bem... ultimamente não a da Emmeline... mas ainda assim... – riu James.
—Nenhum de vocês é parente delas. É bem diferente, Pontas, e você sabe.
—Sirius... – resmungou James.
—Eu falo sério, Pontas. Eu me sinto muito grilado com isso. Addie é quase como minha irmã. Você já pisou na bola comigo namorando com ela.
—Por quê? – perguntou James, amuado e cruzando os braços – Qual o problema? Nós dois somos melhores amigos. Os melhores amigos do mundo...
—James, pensei que eu fosse seu melhor amigo. – lamentou Peter.
—Cala a boca, Rabicho. – resmungou Sirius – Eu falo sério, Pontas. Você vacilou comigo, porque você e Addie são idiotas. Todos nós somos idiotas. Até o Aluado é idiota. – ralhou ele apontando para Remus, que piscou franzindo a testa.
—Sirius Black me chamou de idiota? – perguntou ele para Peter, que deu de ombros.
—Nós só temos quinze anos. Estamos na idade mais idiota e egoísta de nossas vidas, que provavelmente vai se arrastar até os nossos vinte e poucos anos. Se quisesse namorar Addie, tinha que esperar até lá, porque vocês dois seriam maduros o suficiente para isso. Mas agora... agora vocês são dois moleques querendo brincar de ser adultos, sem terem maturidade para isso, mas se achando no direito de cobrar isso um do outro. Eu enrolo Marlene e Emmeline sim. Mas eu nunca firmei compromisso com nenhuma delas, porque eu não estou pronto para deixar de ser um jovem adolescente e idiota.
—Algumas vezes eu fico impressionado com o Sirius. – murmurou Remus.
—Eu acho que ele tá falando um monte de batatisse. – resmungou Peter.
—Escute, Pontas. Não vá tirar algo da minha prima, que você não será capaz de devolver.
—Do que está falando? – perguntou James.
—Da inocência dela. – respondeu Sirius. Todos ficaram em silêncio por alguns segundos, mas então Remus, Peter e James começaram a abafar risadinhas, que se transformaram em gargalhadas.
—Inocência? Addie inocente? – perguntou Peter – Isso sua prima não é. Nunca foi. – riu ele e Sirius soltou um muxoxo.
—Se você transar com a Addie, vai ser um escândalo na nossa família, James. – resmungou Sirius.
—E desde quando você se importa com isso? – perguntou James.
—Quando é relacionado a mim? Nunca. – concordou Sirius – Mas a Addie não é como eu. Ela me perguntou se tinham queimado o rosto dela do tapete, como tinham feito com Andrômeda. Algumas coisas são importantes pra ela, apesar dela não se dar conta... e se você fazer esse escândalo pra ela... cara... ela vai ficar mal.
—James! – todos se viraram e viram Addie se aproximar – Jay, o que vocês estão fazendo? – perguntou ela.
—Vamos fazer uma guerra de bolas de neve. Quer entrar? – perguntou James a puxando pela cintura. Sirius soltou um muxoxo, revirando os olhos.
—Não, gente. Vovó está aí. Você precisa se comportar. – riu ela – Ou minha avó vai voltar com aquele papo de que Rabastan é um melhor namorado.
James fez beicinho, completamente enciumado.
—Eu sou um namorado muito melhor que aquele mané. – ralhou ele. Addie sorriu e concordou.
—Eu sei disso, amor. Mas você precisa demonstrar. – Addie olhou para Remus, que desviou o olhar, ainda constrangido com toda a situação.
—Falou com Andrômeda?
—Falei sim. Ninfadora é uma fofa. – Addie riu.
—Andy ta aqui? – Sirius perguntou feliz.
— Sim , está. – Addie respondeu. Ela se virou para James. — Vamos. Vamos lá pra dentro. Eu quero te mostrar minha coleção de fitas.
O casal se afastou dos amigos e James sorriu para a namorada.
—Você tem uma coleção de fitas? – perguntou quando ficaram longe o suficiente dos colegas.
—Não. – riu Addie.
Entrelaçaram as mãos e entraram no salão principal da mansão. James olhou para Emmeline e Jacques, que estavam sentados um do lado do outro, ainda parecendo emburrados. Depois olhou para Mary e Régulus, que conversavam num cantinho mais afastado possível da mãe do garoto. Frank e Lily dançavam coladinhos e Alice olhava furiosa para a ruiva. Soto, ao lado da prima, ria com óbvia crueldade, enquanto o namorado dela enchia a cara.
Marlene e Dorcas dançavam de maneira fofa, como duas amigas. Severus e Rabastan conversavam mais afastados e Emily estava ao lado dos pais e o Nott. E James notou que a menina parecia muito ausente daquela conversa, como se nem mesmo estivesse ali. E James percebeu que parecia um baile do Ministéio de tanta família puro-sangue que tinha lá.
—Quer dançar? – perguntou James.
—Não. Vamos ali em Emmeline um segundo. – disse Addie. James deu de ombros e a seguiu. Logo chegaram onde Emmeline e Jacques estavam, mas antes que Addie pudesse falar alguma coisa, Sirius chegou e segurou a mão de Emmeline.
—Ei, Emms. Quer dançar? – perguntou ele.
Jacques se levantou, parecendo zangado.
—Muito obrigado por se oferecer, Black. Mas não... – rosnou ele, mas Emmeline se levantou.
—Sim, claro, Six. – disse ela. Sirius sorriu vitorioso e Jacques a acompanhou com o olhar, completamente insultado.
—Emmeline, volte já aqui! – rosnou ele. James assoviou, pois nunca tinha visto Jacques Burke perder a calma. Ele já tinha ficado zangado e sem paciência, mas sempre soube se manter no controle. Só que agora ele parecia prestes a sacar a varinha e machucar alguém. E esse alguém provavelmente seria Sirius, por isso James colocou a mão no bolso da calça, onde sua varinha estava. Emmeline se virou parecendo zangada também – Volte aqui agora mesmo! – rosnou Jacques.
—Quem você pensa que é pra falar comigo nesse tom? – perguntou Emmeline soltando a mão de Sirius, que deu um sorrisinho satisfeito.
—Gente, não briguem... – pediu Addie, olhando analiticamente de um para o outro, mas Jacques pareceu não ouvir.
—Quem eu acho que eu sou? Eu acho que eu sou a droga do seu namorado. – rosnou ele.
—Meu namorado, não o meu dono, para querer me dar ordens. Esqueceu o motivo de você e eu não termos dado certo na primeira vez que a gente namorou?
—Sim. Eu me lembro bem, Emmeline. – riu Jacques com um sorriso furioso – Era porque você tava louca pra se esfregar nele. – disse o rapaz e Emmeline pareceu ficar ainda mais furiosa.
—Como é que é?! – perguntou ela – Escute aqui, Jacques Burke...
—Cale essa sua boca! – rosnou Jacques no lugar disso – E escute você. – disse ele parecendo simplesmente furioso e para a surpresa de todo mundo, Emmeline fechou a boca, parecendo assustada – Quer dançar com ele? Ótimo. Quer ser amiga dele de novo? Ótimo. Quer ficar emburrada porque uma garota chapada me beijou contra a minha vontade? Ótimo. Faz o que você quiser. Eu estou de saco cheio. Saco cheio escutou? Eu mereço mais do que ser o seu cachorrinho. Eu sou um maldito Burke. Se você prefere trocar sorrisos com esse cara que não te considera mais do que uma reles foda, o problema é seu. – Jacques engoliu em seco e por um momento James achou que ele iria chorar – Ele nunca vai te respeitar como eu te respeito. Ele nunca vai gostar de você como eu gosto. Mas se é isso o que você quer o problema é seu. Eu não vou correr atrás de você. Faz o que você quiser. – Jacques olhou para James, que piscou surpreso – Eu sempre digo para Rabastan parar de correr atrás da Addie, em respeito ao namoro de vocês. Mesmo Rabastan sendo meu amigo e mesmo eu sabendo que ele gosta pra valer dela... mas você só pensa em encobrir seu amigo. Você é um merda. – rosnou Jacques.
—Eu não tenho nada a ver com isso, cara. – riu James achando-o meio ridículo.
—Não mesmo? – perguntou Jacques – Se não ficou claro, Emmeline, eu estou terminando com você. Faz o que você quiser da sua vida. – resmungou Jacques logo antes de olhar para Addie – Desculpe, Addie... – e então ele se virou, para se afastar.
—Jack. Onde você vai? – perguntou Addie, parecendo chocada.
—Eu vou pra casa. – resmungou ele, sem parar de andar.
—Que mané. – riu Sirius. Mas Emmeline soltou um suspiro.
—Vá atrás dele, Emmeline! Qual é o seu problema? – perguntou Addie.
—Ele terminou comigo! – disse ela escandalizada.
—Eu teria terminado com você também. Agora vai! – ralhou Addie.
—Emms... deixa esse baba... – começou Sirius, mas Addie perdeu a paciência.
—SIRIUS BLACK! – rosnou ela – Tire as mãos de cima de Emmeline e vai se esfregar em qualquer outra pessoa dessa festa! – disse ela, furiosa. Sirius encolheu e soltou Emmeline, quando Satã-Adhara pareceu ressurgir entre eles. Emmeline correu atrás de Burke e Addie se virou para encarar James – Se você ajudar esse idiota a sacanear o Jack, eu juro que vou...
Mas roubou um beijo dela. Addie o socou de leve, mas logo o abraçou.
—Eu já disse que você fica linda quando está zangada? – perguntou James.
—Vocês são dois babacas. – resmungou Sirius – Eu vou lá paquerar a Marlene. – adicionou ele ao receber um olhar fuzilador de Addie – Nos encontramos aqui antes da meia noite, ouviram? – perguntou ele se afastando.
—Quer me mostrar os outros cômodos da casa, baby? – perguntou James fazendo Addie sorrir.
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James me colocou em cima do sofá e eu sorri entre os lábios dele. Estávamos na sala de leitura, completamente sozinhos e no escuro. James me beijou fogoso no pescoço e eu girei para me sentar em cima dos quadris dele.
—Adoro quando faz isso... – murmurou ele me alisando nas coxas – Você está linda... você é linda. Toda linda. – riu ele. Sorri gostando do elogio e rebolei no colo dele. James tremeu de leve, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás – Isso, baby... isso...
—Você me ama, Jay? – perguntei num sussurro. Ele concordou com um aceno de cabeça e se sentou, comigo em seu colo – Muito?
—Demais. – riu ele me beijando no pescoço e descendo as mãos para o meu vestido. Senti as mãos dele apertarem meus seios com vigor e eu sorri no ouvido dele – Rebola, baby. – pediu James. Obedeci, gostando do contato. Podia senti-lo completamente duro embaixo de mim. Sorri o beijando na orelha, esfregando-me nele daquela maneira excitante – Qual a chance de sermos flagrados aqui? – perguntou ele com um sorriso nervoso.
—Quase nulas. – respondi – Por que, Jay? – perguntei baixando as alças do meu vestido. James me olhou com puro tesão e desejo.
—Porque eu quero fazer uma coisa com você. – sussurrou ele.
—O que? – perguntei curiosa. James sorriu um sorriso safado e voltou a me deitar no sofá. O olhei curiosa e ele me beijou no corpete do vestido enquanto subia minha saia. Perguntei-me se ele estava planejando me chupar, quando escutamos a maçaneta da porta girar.
Mais por reflexo do que por qualquer outra coisa, eu e James simplesmente pulamos para trás do sofá, completamente envergonhados, querendo nos esconder. James tirou a capa de invisibilidade do bolso das vestes e nos escondeu no exato momento que escutamos risadinhas e a voz de minha prima Narcisa.
—Lucius... você é louco. É a casa dos meus tios!
Olhei mortificada para James, que escondia a boca com as mãos, tentando não rir.
—Não é culpa minha se você está toda gostosa aqui na casa dos seus tios. – riu Lúcio. Tirei meus sapatos e junto com James, me estiquei para espiar. Lucius estava abraçando Narcisa por trás, enquanto a beijava no pescoço e a apalpava nos seios.
—Lucius! E se alguém entrar? – perguntou Narcisa quando Lúcio a colocou contra a mesa. Engoli em seco pelo modo desejoso que Lucius a beijava.
—Oh, Narcisa, você se preocupa demais. – riu Lucius sacando a varinha e apontando para a porta, que brilhou imediatamente. Eu e James estávamos presos ali! O olhei completamente constrangida e ele parecia ainda estar se segurando muito para não rir – Pronto. Ninguém vai nos incomodar. – riu o marido da minha prima. Oh, céus... eu estava prestes a testemunhar uma foda deles...
—Lucius... – murmurou Ciça, mas Lucius simplesmente abriu o vestido dela de uma vez, com um aceno de varinha. Tampei os olhos de James imediatamente, para que ele não visse os seios pequenos e delicados de Narcisa, que mesmo no escuro pareciam muito bonitos. Lucius brandiu a varinha ao mesmo tempo em que virava Narcisa para ele. As luzes do aposento se acenderam e eu dei graças pela maravilhosa capa de James. Lucius olhou Narcisa de cima a baixo, com um sorriso satisfeito.
—Você é maravilhosa, Narcisa. – sussurrou Lucius.
Engoli em seco vendo Lucius a beijar nos seios, com muito desejo, enquanto a sentava na mesa. Ele se colocou entre as pernas dela e colocou os dedos entre as duas coxas alvas de minha priminha. Vi Narcisa fechar os olhos, perdida em prazer e Lucius se deitou sobre ela, mas logo ele se levantou para tirar a calcinha dela. Acabei destampando os olhos de James, que me abraçou engolindo em seco. Ficamos olhando, em choque, hipnotizados, enquanto Lucius mergulhava o rosto entre as coxas de minha prima. James já não parecia mais achar nada engraçado. Na verdade, ele estava suando e mordendo o próprio lábio. Olhei para a calça dele e notei o volume que ali se formava e dei um sorrisinho, tendo uma ideia. Abri a calça de James, que me olhou assustado, mas eu apenas coloquei o dedo nos meus lábios, pedindo silêncio. Ele negou com a cabeça, desesperado, mas eu me curvei e coloquei o membro dele na minha boca. James soltou um gemidinho, mas por sorte Narcisa gemeu também e o casal mais velho não nos ouviu.
Eu podia escutar minha prima gemer e repetir o nome de Lucius várias e várias vezes. James mordia os próprios lábios, tentando não gemer, enquanto tremia involuntariamente. Mas logo Lucius parou de beijar Narcisa e quis mais ação. Ele a colocou sentada novamente e abaixou as próprias calças. Eu tinha interrompido o boquete e James quem tampou minha visão para que eu não visse o equipamento do Malfoy.
Escutei Narcisa gemer de uma maneira manhosa e sensual e Lucius sorrir excitado para ela. Eu e James engolimos em seco, observando a cena. Comecei a me sentir mais e mais calourenta. Puxei James para trás do sofá novamente e o deitei no chão. Ele engoliu em seco e tirou os óculos. Escutamos Malfoy e Narcisa gemerem de novo e, no lugar de ficarmos desconfortáveis, aquilo nos deixou simplesmente excitados. James engoliu em seco, me olhando e segurou minha mão, a guiando para o membro dele, me olhando de maneira suplicante. O beijei nos lábios, enquanto o masturbava e James me beijou completamente sedento de mim.
Narcisa gemeu mais uma vez, falando coisas que não conseguíamos entender. James me deitou de costas, ao seu lado e levantou meu vestido. Depois ele tirou minha calcinha e eu senti o membro dele muito próximo da minha... entrada da frente. James gemeu baixinho no meu ouvido e moveu os quadris, se masturbando nas minhas coxas, enquanto procurava meu clitóris com os dedos. Precisei morder meu dedo para não gemer. Era muito excitante, muito errado e muito gostoso.
Senti James morder meu ombro e apertar a minha coxa com força.
—Addie, me chupa, por favor... – implorou ele, muito baixinho. Concordei e me virei, para ficar de quatro na frente dele, com a capa deixando de nos esconder totalmente. Mas estávamos protegidos pelo sofá de qualquer jeito. Lambi James antes de colocá-lo na boca e poucos segundos depois ele explodiu, chegando ao clímax. James tremeu inteiro tentando não fazer barulho. Escondi-nos novamente com a capa e nós dois nos encaramos com sorrisinhos – Louca.
—Louco. – sussurrei. Ficamos rindo e nos beijando, até que Lucius e Narcisa terminassem de transar. Demorou bastante e eu fiquei relativamente surpresa com a resistência do Malfoy praquele tipo de coisa. Narcisa, inclusive, terminou antes dele, pelos gemidos.
E quando Lucius terminou, gemendo baixinho e roucamente, escutei minha prima falar.
—Eu te amo, Lucius. – murmurou ela – Eu te amo muito...
Olhei para James, que moveu os lábios, olhando para mim, falando que me amava.
—Eu sei. – riu Lucius e eu achei aquilo muito cruel da parte dele. James revirou os olhos, se deitando de cabeça para cima e eu o fiz olhar para mim.
—Eu te amo, Jay. – sussurrei só pra ele. James sorriu parecendo imensamente feliz e suspirou, me olhando apaixonadamente. Sorrimos um para o outro e voltamos a nos beijar, enquanto Lucius e Narcisa se arrumavam para voltar para o baile...
Mas por mim, eu não sairia dali tão cedo...
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Jacques estava para entrar na lareira quando Emmeline o puxou pela manga da camisa.
—Pare. Só pare. – pediu ela o olhando nos olhos – Nós precisamos conversar.
—Não tenho mais nada pra conversar com você! – rosnou ele se virando para a lareira, mas ela o puxou de novo.
—Então só me escute. E se quiser terminar comigo, termine. Mas me escute primeiro. – insistiu. Jacques respirou fundo e cruzou os braços.
—Me dê um bom motivo, Emmeline.
—Eu te amo, Jacques. – respondeu ela sentindo um aperto no peito – Eu te amo e se a gente vai terminar, eu quero que ao menos você saiba a verdade.
—Que verdade? – perguntou ele, franzindo a testa.
—Eu traí você. – respondeu ela parecendo quase em pânico. Jacques piscou, horrorizado e bufou furioso, socando a parede. Ele estava para se virar e sair, quando ela continuou – E você terminou comigo. No dia em que enviaram o colar amaldiçoado para Emily. Lembra? E então você me falou todas aquelas coisas e eu caí na real. Eu vi que você era o cara certo pra mim, ok? – perguntou ela engolindo em seco e Jacques piscou levemente surpreso. Emmeline estava segurando o choro? – Acha que eu não sei que Sirius não presta? Que ele nunca vai querer algo sério comigo? Eu não sou idiota. Eu sei muito bem quem é Sirius Black e o que ele é capaz de fazer. Então, sim. Eu te traí com ele e não foi só uma vez. Mas você sabia. Você sabia que eu só estava com você pra fazer ciúmes nele. – Emmeline engoliu em seco e Jacques desviou o olhar sentindo-se completamente magoado – Mas... lembra que você falou que se apaixonou por mim quando eu terminei com você, daquela primeira vez que a gente namorou? Pois é. Eu me apaixonei por você no dia em que você salvou a Emily. Eu vi o quanto você é impressionante... e então você me deu aquele banho de realidade, Jacques e eu me toquei que... que Sirius Black não é nada perto de você.
—Então por que...?
—Eu vou explicar, ok? – cortou Emmeline se abraçando – Depois daquele dia em que eu te pedi em namoro... eu nunca mais te traí... mas eu meio que deixei de ser amiga do Sirius, porque eu não me sentia... segura... de que seria capaz de conviver com ele sem cair em tentação. Céus, Jacques. Eu fui tanto tempo apaixonada por ele... – ela soltou um suspiro – Então eu meio que deixei de ser amiga do Sirius, deixei de dar bola para ele. Era sempre um toco atrás do outro... o que na real foi muito bom pro meu ego. – ela deu uma risadinha – Mas então chegou o seu aniversário, Jacques... e eu disse que eu te amava. E eu não menti. Eu te amo... amo tanto que finalmente me senti segura para me reaproximar do Sirius. Porque eu não quero Black. Eu não quero voltar para aquele modo de vida deprimente onde ele só me enrolava e eu me achava superior porque ele enrolava Marlene também. Eu quero isso que a gente tem, porque eu sei que Sirius nunca me daria isso e...
—E se ele desse, Emmeline? – perguntou Jacques recuando um passo – Você me jogaria fora que nem um sapato velho?
—Não. Eu não quero Sirius. Você foi o primeiro e único garoto que me fez sentir segura sabe? Eu não sentia ciúmes de você pelo simples motivo de que eu confio em você. E eu sempre entendi que você confiava em mim também, pois nunca me proibiu de falar com Sirius. Nós sempre fomos honestos um com o outro e...
—Nem sempre, não é mesmo? – perguntou ele cruzando os braços.
—Desde que eu comecei a namorar você por realmente gostar de você, sim, nós fomos honestos um com o outro. – murmurou Emmeline – Jacques, eu te amo. Eu passei um papelão com a Greengrass porque ela te beijou. Depois eu fiquei desesperada e magoada, porque você paria satisfeito e contente por eu estar me sentindo péssima! Você ficou se gabando pra mim, na minha frente, na frente dos meus amigos, que outra garota te beijou. Sabe quanto isso doeu? – ele desviou o olhar, chateado – Eu aceitei dançar com Sirius, porque eu gosto dele, mas eu amo você. E no momento eu estou furiosa com você. Porque no lugar de tentar resolver o problema, você simplesmente terminou comigo, de novo! E dessa vez na frente do Sirius, na frente da Addie e na frente do James. Sabe quem é o único que sai ganhando com isso? – perguntou ela o olhando com atenção.
—Black. Porque ele se vê livre para entrar nas suas saias.
—Isso mesmo.
—Ele está? – perguntou Jacques descruzando os braços. Emmeline negou com o rosto – E se eu for embora pela lareira. Se eu falar que quero dar um tempo, pra pensar. Pra reorganizar as ideias e ver se eu ainda amo você depois de você me falar que me traiu? Com o cara com quem você aceitou dançar, na minha frente, diga-se de passagem. Com o cara com quem eu SEMPRE fui cismado... O que acontece, Emmeline? Você vai se entregar pra ele? – perguntou Jacques a olhando magoado. Emmeline engoliu em seco.
—Não, Jack. Eu não vou. – disse ela determinada.
Jacques suspirou e se aproximou a segurando no queixo. Os dois se entreolharam e ele a beijou muito carinhosamente. Ela o beijou de volta, o abraçando, mas quando estava para empurrá-lo contra parede, ele a afastou.
—Então, prova, Emmeline. Eu estou indo embora. – murmurou Jacques a segurando nos braços, a olhando nos olhos – Eu vou pra casa. Se você não tiver caído na conversinha mole do Black a gente...
—Jacques, lute por mim. – pediu Emmeline magoada – Como eu lutei por você com a Greengrass... – adicionou ela com um sorrisinho e Jacques não aguentou não sorrir.
—Quer que eu dê um soco na cara do Black?
—Não. Quero que fique aqui. Comigo... – murmurou ela. Jacques soltou um suspiro e negou com o rosto.
—Não dá, Emmeline. – explicou ele – Eu amo você e por isso eu vou arriscar e te dar esse tempo pra pensar e descobrir de quem você gosta de verdade.
—É de você!
—Então do que você tem medo? – perguntou ele.
—Não é medo. – murmurou ela – Eu só não queria passar o recesso longe de você... e seus pais viajaram, não é... você vai passar o ano novo em casa... sozinho?
Ele deu de ombros.
—Não seria a primeira vez. – disse ele – Se cuida, Emmeline. A gente se vê no Expresso Hogwarts.
Emmeline tentou segurar a mão dele, numa tentativa boba de fazê-lo ficar. Mas ele simplesmente foi embora a deixando sozinha. Se sentou numa cadeira, sentindo raiva de si mesma.
—Eu não vou cair na tentação com Sirius Black! Eu não vou! – disse decidida, completamente determinada – Eu vou ser a garota que o Jacques quer que eu seja... porque ela é melhor do que a garota que eu costumava ser...
ஐ
Emily estava observando Remus e Francesca dançarem. Soltou um suspiro ao ver Remus beijar Francesca apaixonadamente e se perguntou se ele não a estava fazendo de idiota.
—Somos patéticos. – resmungou alguém ao seu lado. Se virou e viu Rabastan – Ambos aqui, suspirando feito dois idiotas por pessoas que não nos querem. – deu de ombros, sem querer fazer o esforço de falar com ele. Ela achava Rabastan Lestrange um completo babaca – Por que não dá uma chance pro Theo? Ele está completamente obcecado com você. Está irritante.
—Por que não dá uma chance pra Kat? – perguntou com desdém.
—Porque ela é ainda mais irritante. – respondeu ele – Tão irritante que eu seria capaz de beijar você só pra implicar com ela.
—Nos seus sonhos, Lestrange. – resmungou sem dar bola, ainda vendo Remus e Francesca se beijarem.
—Ok, pegue o Theo. Qual o problema com ele? Ele é talentoso, inteligente... não é feio, as garotas dizem que ele é bonito.
—Eu não vou ter essa conversa com você.
—E por que não? – perguntou ele com um sorrisinho.
—Porque você é o melhor amigo dele. Vai correr pra contar pra ele.
—Sim, eu vou. E quem sabe assim eu termino com a irritante mania dele suspirar por você. – Rabastan sorriu coçando sua barba ridícula – Eu tenho uma ideia. Você fica com o Theo. Se gostar, você me ajuda a reconquistar Addie. Se não gostar... eu faço Lupin e a Corvina terminarem. O que me diz?
—Como? – perguntou Emily. Rabastan deu um sorriso cruel.
—Temos um acordo? – perguntou ele lhe estendendo a mão. Emily revirou os olhos.
—Eu NUNCA mais vou me envolver com um Sonserino. Pode mandar seu amigo ir a merda, porque ele NUNCA vai conseguir nada comigo. – resmungou se virando e se afastando do Lestrange, que riu com desdém, revirando os olhos.
—Sério, Theo, o que você viu nessa guria. – riu Rabastan bebendo de seu vinho.
O Sonserino andou até o amigo, que o esperava com expectativa.
—E então? O que ela disse? – perguntou Theo.
—Pra você desistir. Ela meio que te despreza. – riu Rabastan. Theo soltou um muxoxo.
—Ah, cara! – resmungou Theo zangando-se – Eu não acredito nisso. Ela ao menos te explicou o motivo?
—Não. Disse que não ia me contar porque eu viria correndo falar pra você.
—E qual o problema? – perguntou Theo.
—Talvez Jacques tenha razão. Talvez ela pense igual o pai dela. E por isso ela não gosta da gente. – sugeriu Rabastan dando de ombros.
—Cara, que saco... – resmungou Theo.
—Merda. – resmungou Rabastan.
—O que?
—Kat... dá um sumiço nessa chata por mim! – disse Rabastan se esgueirando pelo corredor.
Katherine viu que Rabastan estava fugindo e bufou tentando ir atrás dele, mas Theo se colocou no caminho.
—Olá.
—Sai da frente, Nott! – rosnou ela
—Por que? – perguntou ele.
—Porque eu quero falar com Rabastan. – resmungou ela cruzando os braços.
—Escute, Kat. Nós temos muito em comum. – riu ele. Ela o olhou com preguiça – Eu falo sério. Nós somos ambos diretório puro sangue, ambos com irmãos e irmãs mais velhos, ambos inteligentes, ambos bonitos e com corpos fantásticos... – Nott a olhou da cabeça aos pés e sorriu quando ela corou – Você não anda recebendo muito elogios, anda?
—Oh, me poupe, Nott. – resmungou ela, mas ainda estava corada.
—Eu acabei de levar um toco e você acabou de levar outro. Rabastan acabou de sair, você viu... ele meio que tá fugindo de você. – riu Theo e Kat bufou, ofendida – Eu digo o que vamos fazer. – disse ele – Nós vamos para aquela pista de dança. Nós vamos beber, dançar e conversar e nos divertir. Porque infelizmente eu e você estamos com azar no amor. Mas quem sabe como o “jogo” pode ser pra nós dois? – ele sorriu e piscou para ela. Kat suspirou olhando para Nott, dos pés à cabeça. Ele era charmoso, bonito e bom de papo. Sem falar que Diana e Cindy tinham falado que ele beijava bem.
—Ok, Nott. Vamos dançar.
—A noite toda, baby. – riu ele passando o braço ao redor de seus ombros.
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