When We Were Young

116 Sweet Emotion


Notas iniciais
HELLOOOOOOO CHANELS! Postei novamente no prazo de uma semanaaaaaa. E quero agradecer a todos os comentários. Obrigada a: — Leah — Ana — Vênus ( #sdds) — rosa — Ayla — Setembro — Miss D — Giovanna OBRIGADA, LINDAS. Agora vamos conversar um pouquinho. Eu comecei a ficar inconstante com as postagens da fanfic, de tipo demorar mais de um mês para postar mesmo tendo capítulos prontinhos. Por isso os comentários decaíram, então eu vou voltar com o cronograma de postagem, pois eu sempre tenho os capítulos prontos. E relaxem meninas que sempre comentam, não vou pedir quantidades absurdas de cometários, nem nada disso jkghkjdfghkdhfg CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 24/05. Com 10 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 21/05. Com 15 COMENTÁRIOS sai dia 19/05. Tudo depende de vocês, como eu sou boazinha se sair 13 comentários posto dia 19 ou sair 9 comentários posto dia 21. Não sei como vai ser a resposta de vocês ao cronograma, mas obrigada a todas que tiverem um tempinho para deixar um comentário na fanfic. AGORA VAMOS A ESSE CAPÍTULO BABADOOOO! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥

SWEET EMOTION

HOGWARTS

1977

6th YEAR

—Ele...? Você tem certeza? — indagou Adhara.

Lehanna Soto assentiu com um sorriso.

—Completamente. Eu vi com meus próprios olhos. — ela garantiu. — Remus Lupin beijando Michelle Diggory na seção vazia da biblioteca.

Adhara suspirou chateada e Leh tocou o ombro dela, dando um sorrisinho. A grifinória sorriu de volta e lhe entregou alguns galeões que tirou do bolso da capa.

—Obrigada.

—De nada. — riu Leh. — É ótimo ser paga para espionar os outros.

—Você não está o espionando. — teimou Adhara, olhando para os lados.

—Claro, eu só estou o seguindo e te contando tudo que ele faz. — ela disse, debochada.

—Cala a boca, vadia. — disse Adhara. Leh gargalhou.

—Ah, e nenhum movimento suspeito de Ixia Shanzar. – ela prometeu. –Sempre que precisar sabe onde me encontrar. — ela piscou, virando-se para ir embora, mas parando com a mão na barriga.

—Tudo bem? — Adhara indagou atrás dele. Leh se endireitou.

—Sim, só ando meio enjoada esses dias. — ela comentou.

—Anda tendo muito sexo com Yuri Petrovich, então? — riu Adhara.

—Sabe que sim.

Adhara observou Soto ir embora rebolando e suspirou odiando as novas informações que obtivera. Ela arrumou a mochila nas costas, andando pelos corredores cheios em direção a aula de Runas Antigas. Ela amava essa aula, ainda mais depois que começou a tomar suas poções, mas imaginava que nem runas poderiam a salvar do mau humor que havia possuído. Ela odiava Remus Lupin. E com ele a havia feito se sentir amada novamente e feliz e então acabado com seus sentimentos. Ela viu Emmeline aparecendo no corredor e correndo até ela a agarrando pelos ombros. Ela tinha os cabelos pretos bagunçados e a respiração ofegante.

—Ele é como o tiranossauro da sensualidade. Ele podia me tratar com dinossauros tratavam suas presas e me comer inteirinha! — ela disse. Adhara já a olhou entendendo que ela falava do seu primo. — Mas eu me sinto tão culpada, argh, a vida não é justa.

—Eu sei, Emme. — riu Adhara. — Não sei como eu simplesmente não quis casar com esse tiranossauro do sexo que é Sirius Black.

—É porque você prefere…

—Eu vou fazer sexo com Rabastan e Emily. — soltou. Emmeline arregalou os olhos, surpresa com a confissão da amiga.

—Tem certeza? — ela indagou, olhando para os lados, pois muitas pessoas estavam passando.

—Definitivamente

—Bem, se você tem tanta certeza, Addie. — ela deu de ombros, mas segurou as mãos da amiga. — Mas você quer mesmo ter sua primeira vez depois de… Adam com Rabastan?

—Não poderia ter alguém melhor. — mentiu.

Logo se afastou de Emmeline, dizendo que precisava ir para a aula de Runas, mas eu foi para um corredor vazio e se sentou no chão. Tirou um pedaço de pergaminho da mochila e rasgou, escreveu para Emily que topava a proposta dela, dobrou o pergaminho em um aviãozinho de papel e o encantou para que voasse até Emily. Observou o aviãozinho voar para longe e suspirou encostando a cabeça na parede, pensando em Remus Lupin e como queria o odiar de verdade. Sentiu lágrimas escorrerem pelo seu rosto, se sentindo confusa sobre seus sentimentos. Ela pegou a poção em sua mochila, já havia tomado a dose do dia no café da manhã, mas abriu e tomou mais gole, ela queria se sentir mais ótima, mais feliz.

Não queria pensar sobre Remus Lupin.

Ele não confiava nela.

—Você tem certeza de que quer fazer isso? – perguntou Emmeline, a olhando nos olhos.

—Não é uma boa ideia, Addie. Não é. Não é! – murmurou Lily olhando de relance para a taverna em que Emily tinha reservado um quarto para nossa pequena festinha. — Talvez você não esteja pronta para isso.

—É só a Emily e Rabastan, eu consigo lidar com isso. E não contem pra ninguém, ouviram? – disse Adhara, desviando o olhar. – Ninguém pode finar sabendo. Nem James e nem Sirius.

—E o Remus? – perguntou Emmeline arqueando a sobrancelha.

—Nem ele. – falou jogando o cabelo pra trás, tentando não se lembrar que ele provavelmente notaria, de qualquer maneira. – Eu vou indo. – adicionou finalmente, olhando para as duas. – Me acobertem, está bem?

—Claro. – disseram as duas.

—Mas eles vão notar sua ausência. – murmurou Lily.

—E Remus vai ligar os pontos... – concordou Emmeline.

Apenas deu de ombros. Adhara não queria pensar em Remus Lupin. Não depois de tudo. Não deixaria de fazer o que eu queria por conta dele. Então cobriu a cabeça com o capuz e foi para a taverna. Um homem de um olho só estava limpando o balcão, com um pano. A taverna estava relativamente vazia, apesar de ouvir rangidos aqui e ali, vindo das paredes e teto. Vez ou outra até ouvia um gemido ou outro. Todos estavam aproveitando aquele passei para Hogsmeade, aparentemente.

—Boa tarde. – disse calmamente, tirando um galeão do bolso e jogando no balcão – O quarto 102 foi reservado para mim, pelo senhor Lestrange. – falou.

O homem do balcão nem a olhou. Apenas pegou o galeão, o mordeu e então a deu a chave, grande e pesada, feita de metal. A pegou e colocou no bolso. Subiu as escadas escondendo o rosto, pois não queria ser vista ou reconhecida. Não seria inocente a ponto de acreditar que seria a única aluna de Hogwarts ali.

No primeiro andar, o primeiro quarto, depois das escadas. Lá estava o quarto 102. Abri a porta, usando a chave e se deparou num quarto relativamente pequeno, com uma cama redonda bastante grande, um pequeno sofá e uma mesa redonda com duas cadeiras. Tinha ainda uma porta que dava para um banheiro.

A cama estava cheia de pétalas de rosas e uma garrafa de vinho, do mesmo tipo que tinha no armário de tio Órion. Despiu sua capa e a colocou no pequeno sofá, sentindo-se um tanto ansiosa pelo que viria. Lembrou-se por um momento da última vez que ela e Rabastan tinham ficado juntos, no dormitório da Sonserina. Como ele estaria. Ele tinha se tornado um rapaz bem bonito, apesar de estar sendo um verdadeiro babaca na maior parte do tempo. Apoiando a causa do Lorde das Trevas, insultando nascidos trouxas e tudo o mais. Mas não era surpresa alguma aquilo. Ele nunca prometera ser outra coisa. E provavelmente, um dia, estariam lutando em lados opostos.

Rabastan abriu os olhos e se escondeu embaixo do travesseiro. Estava morrendo de preguiça de se levantar, mas afinal era seu aniversário e tinha prometido que iria com Emily, para onde quer que ela quisesse.

E ela queria Hogsmeade.

Se sentou na cama dando um longo bocejo, mas não se demorou ali. Foi para o banheiro tomar banho e se arrumar. Uma barba irregular crescia em seu queixo e ele a tirou imediatamente. Emily gostava quando ficava com o rosto liso e ele não encrencava com isso. Encarou seu próprio reflexo no espelho e penteou os cabelos castanho avermelhados. Depois voltou para o dormitório, para se vestir. Snape estava acordado e se preparava para ir se arrumar. Ele parecia antipático, como sempre, desde que brigara com Evans pela última vez no ano passado.

Melhor para ele, ter se afastado daquela mulher, sangue ruim.

Amico estava ferrado no sono. Podia ouvi-lo roncar de dentro das cortinas. Theo estava sentado, coçando os olhos, lutando contra o sono e Jacques estava fazendo suas abdominais matinais.

—Não... te... vi... se... exercitar... hoje... Rabastan... – disse ele entre uma abdominal e outra. — Aliás, parabéns, cara.

—Eu estou bem por hoje e obrigado. – respondeu Rabastan levantando a camisa e exibindo o abdômen definido.

—A genética é injusta. – murmurou Severus com desânimo.

—Eu faço exercícios, Sev. A única coisa que você faz é levantamento de garfo. – riu Rabastan, fazendo o colega corar – Eu tenho que ir. Tenho que levar a Emily para Hogsmeade.

—Vai... na... fé... – disse Jacques, ainda nos exercícios. Theo revirou os olhos, e foi para o banheiro.

Rabastan se perfumou um pouco e então seguiu para o Salão Principal. Emily o esperava lá, parecendo simplesmente empolgada. Imaginava que se ela ficasse mais excitada, sairia voando por ai.

A beijou na testa, e ganhou outro beijo nos lábios.

—Vamos? Eu tenho uma surpresa pra você! – disse ela, na ponta dos pés.

—O que? – perguntou Rabastan.

—Se eu contar, estrago a surpresa! Mas vamos. Vamos tomar café.

—Calma, maluquinha. – riu ele – Você precisa aceitar isso primeiro. – disse estendendo uma caixa pra ela. Pequena, que cabia na palma da mão.

—Oh! O que é?

—Abre, oras. – riu ele. Ela o fez e sorriu animada ao ver o belo par de brincos em ouro branco, cravejado de esmeraldas.

—Rabastan é o seu aniversário. – disse ela.

—Mas esmeraldas combinam com seus olhos. – disse sorrindo. — Não podia deixar de comprar.

—Está bem… é maravilhoso, Rabastan. Obrigada. — ela disse, com um sorriso e o beijou na bochecha.

Saíram do Salão Comunal e foram tomar café da manhã. Depois seguiram para Hogsmeade. Ficou perguntando o que seria a tal surpresa, mas ela não quis responder. Acabou se dando por vencido. Foram em algumas lojas, compraram alguns doces e petiscos. Depois beberam uma cerveja amanteigada. Quando já estava perto da hora do almoço, ela disse que estava na hora de pegarem a tal surpresa.

Seguiram até uma taverna nada convencional – que parecia muito suspeita, na verdade. Quando entraram, entendeu que Emily tinha reservado um quarto em seu nome. Seu corpo todo tremeu de excitação. Ficou duro só com a expectativa. Quando subiram as escadas, já foi a beijando no pescoço, passando as mãos pelas costelas dela, desejando o busto maravilhoso da namorada. Quando ela finalmente abriu a porta, a empurrou para dentro e a fez se virar, para beijá-la.

—A porta. Tranque a porta... – pediu ela, mas ele estava muito ocupado desabotoando as calças. – Rabastan! – riu ela quando ele a pegou pelas pernas e a jogou na cama. Baixou as calças e a roupa debaixo ao mesmo tempo que botava a calcinha dela de lado. Estava para entrar, quando uma voz fez com que cada pedacinho de sua pele se arrepiasse.

—Que bundinha linda que você tem, Rabs.

Rabastan congelou, sem conseguir se mover. Piscou, se perguntando se tinha sido impressão sua, mas o olhar risonho de sua namorada dizia o contrário. Virou apenas o rosto para trás e viu Adhara Black, apenas de saia, meia três quartos e sutiã, trancando a porta do quarto.

—Ad... Adhara? – perguntou ele sem se convencer de que ela estava lá. Estaria sonhando?

—Feliz aniversário, Rabs. – riu sua namorada, se sentando na cama.

Sentiu seu queixo cair em choque. Olhou para Emily, sem acreditar. Depois olhou para Addie e a devorou com os olhos. Céus. Como ela estava gostosa.

—Emms me convidou para passar um tempo com vocês... – disse Adhara, vindo em sua direção, com uma caminhada felina. Oh... sua cabeça iria ter um treco – Espero que não se importe... – disse ela de maneira quase doce, enquanto desabotoava sua camisa.

—Não... não me importo... – murmurou se perguntando se aquilo REALMENTE estava acontecendo. Não poderia ser assim tão sortudo... se virou para Emily – Você não se importa?

Ela sorriu travessa.

—Não. – disse tirando os sapatos. – Eu e Adhara somos muito amigas.

Adhara terminou de desabotoar sua camisa, enquanto Emily o ajudava a tirar as calças.

—Espera! — falou Rabastan. As duas o olharam um pouco impaciente e Rabastan estava morrendo por dentro por interrompê-las. — Addie…

—Eu estou bem. Emily está bem. — cortou Adhara. — Nós estamos todos bem.

—Então... – murmurou sentindo-se tão excitado que achou que poderia simplesmente explodir – Eu... eu preciso saber as regras disso... – disse com euforia – Eu posso tocar? Vocês vão se beijar? O que eu posso fazer?

—A principal regra, Rabs... – sussurrou Adhara em seu ouvido. Ela o empurrou e ele caiu sentado na cama. Depois ela puxou Emily e se colocou a desabotoar a camisa dela – Não pode ficar parado, sem fazer nada. Todo mundo tem que brincar. Ninguém pode se sentir excluído.

Rabastan simplesmente concordou, boquiaberto, e então colocou as mãos nas bundas das garotas. Uma em cada uma. As duas riram e então ele viu Emily tirar a blusa e beijar Adhara nos lábios.

Ele respirou fundo, ao ver aquela cena. Já tinha imaginado aquilo antes, é claro. Que homem não imagina essas coisas? Mas ver ao vivo era outro nível. Apertou a bunda das duas e viu Adhara desabotoar o sutiã de Emily.

Adhara passeou os dedos pelos seios da colorida, enquanto a beijava de um jeito extremamente sensual, cheio de sorrisos safados. Olhava nos olhos de Emily, como se fossem muito cúmplices e já tivessem feito aquilo várias vezes antes.

Então foi a vez de Emily passear as mãos pelo corpo escultural de Adhara, para procurar o fecho do sutiã. Mas ela não teve a mesma facilidade da loira para abri-lo. Rabastan se levantou num pulo e desabotoou a peça de roupa, passeando o nariz pelo pescoço da loira, sentindo um perfume extremamente nostálgico. Lembrava-se perfeitamente bem da primeira vez que beijara Adhara, em sua cama, durante as férias antes do terceiro... e agora, mais uma vez, estava prestes a…

Céus... a que? O que Emily permitiria que ele fizesse?

Respirou fundo, deslizando o sutiã de Adhara para baixo, tocando a pele macia dela. Olhou nos olhos de Emily, que sorria marota para ele. Precisava dar atenção para ela primeiro. Ela era sua namorada, afinal. Por mais que estivesse num tesão louco por Adhara já que não a tocava a tanto tempo, precisava dar preferência a Emily. E queria dar preferência a sua bela namorada. Mas as duas pareciam não estar preocupadas assim com ele. Emily deitou Adhara na cama e então ficou por cima dela, para beijá-la. Rabastan sorriu, imensamente excitado com a visão. Sua namorada, de quatro, em cima de Adhara, a beijando sensualmente.

—Eu nunca fiz isso com uma garota. – sussurrou Emily.

—Eu já. – Adhara riu marota. – É bom.

—Eu sou tão sortudo... – sussurrou inaudivelmente. Sua namorada empinou a bunda para ele e as duas o olharam.

—Vai ficar só olhando, Rabs? – perguntou Emily.

—Não vai vir brincar com a gente?

Ele sorriu. Se ajoelhou na cama, logo atrás da namorada, que voltara a beijar Adhara, só que agora nos seios. Se guiou para dentro dela e escutou Emily gemer baixinho. Adhara fechou os olhos, gostando dos beijos e mordidinhas em seus seios e Rabastan ficou maravilhado, assistindo aquilo, enquanto entrava e saía por trás de Emily.

— Emily... masturba a Addie.. – pediu ele – E Addie, faz o mesmo com ela.

As duas deram risadinhas e começaram a se tocar. Era excitante demais. Nunca tinha ficado tão excitado. Os gemidos, os toques, a visão. Foi metendo com mais força, amando os sons, os gemidos. E o modo como Adhara o olhava nos olhos. Estava louco de desejo de fodê-la. Matar aquela vontade que sentia há séculos.

Lembrou-se daquela vez, no Salão Comunal, quando disse que estava se apaixonando por ela e que por isso era melhor que se afastassem. Mas agora não tinha sentimentos confusos para atrapalhar. Era só diversão. E o sorriso e olhar safado que Adhara lhe lançava... sentia vontade de empurrar Emily para o lado e começar a traçar aquela deliciosa Black. Mas Emily era tão gostosa que esse pensamento passou rapidamente. E teriam tempo para aquilo. Certamente teriam.

Logo Emily deixou de beijar Adhara e se colocou apenas a gemer, estimulada demais. Ela nunca tinha gozado naquela posição, mas conhecia os gemidos que ela dava logo antes de chegar ao ápice. Sabia que em breve ela gozaria. Ele também estava no limite e assim que Emily soltou um gemido maior, ele jogou a cabeça para trás, gozando dentro dela. Ainda ficou naquele movimento por um tempo, segundos, perdido em prazer, mas então se deitou ao lado das duas.

Emily rolou para o lado, deixando-o no meio. Ele a beijou com urgência, mas logo sentiu uma mão puxá-lo. Era Adhara. Ela o beijou também, por um tempo. Sentiu as mãos das duas passearem por seu corpo e logo pode sentir aqueles dedos finos tocando-o em seu membro, novamente ereto. Agora beijava Emily novamente, mas Adhara quem o masturbava. Depois, quando virou o rosto para beijar a loira, sentiu a mão da namorada a lhe tocar daquela maneira deliciosa.

—E então, Emily... – murmurou Adhara tirando a saia e ficando apenas com as meias – Posso me divertir também, com o Rabastan?

—Ele mereceu. – concordou Emily.

Adhara deu uma risadinha e passou o joelho por cima dele. Ela se sentou em seus quadris, o olhando nos olhos, com aquele sorriso safado e sexy. Adhara sempre soubera como ser sexy... desde os treze anos... agora que era uma deliciosa garota de dezesseis... aqueles seios enormes, redondos, empinados e firmes. A cintura fina, o quadril arredondado... e aquele sorriso.

Lembrou-se do boquete que ela lhe fizera uma vez. Ninguém nunca o chupara tão bem quanto ela, só Emily.

Sentiu a garota encaixar-se nele e os dois deram um gemidinho, quando ele ficou completamente dentro dela. Adhara moveu os quadris e ele achou que ficaria completamente louco. Emily sentou-se em cima de seu peito e ele teve uma linda visão de sua bunda. As duas voltaram a se beijar, acariciando os seios uma da outra, com Adhara um tanto distraída, já que estava rebolando em cima dele. Podia escutá-la gemer e aquilo só o deixava ainda mais enlouquecido.

—Céus, Adhara Black... você geme tão gostoso... não é, Emily?

—Sim. É gostoso de ouvir. – riu Emily enquanto ele apertava suas coxas, desesperado para tocar em qualquer uma das duas – Você tem um corpo tão perfeito, Adhara…

—Você... oh... – ela sorriu de olhos fechados – Também...Emms, sempre te falei isso.

Rabastan sorriu, achando tudo aquilo maravilhoso. O movimento dos quadris de Adhara eram alucinantes. E a voz dela, os gemidos... era delicioso de se ouvir.

—Rabs... – chamou Emily.

—O que, meu amor? – perguntou quase sem fôlego, com a cavalgada de Adhara.

—Me chupa? – pediu ela ficando de joelhos em cima de sua cabeça.

—Com... ah... prazer... – respondeu agarrando as coxas dela e a provando. Aquele gosto doce era excelente. Adorava fazer oral nela tanto quanto receber. A lambeu no clitóris, mas não se concentrou apenas ali. A beijou na virilha, nos grandes lábios, a sugou de leve no clitóris, como sabia que ela gostava. Mas estava certamente difícil de se concentrar no que fazia, pois os movimentos de Adhara o deixavam um tanto perdido. Acabou mordendo a namorada na coxa, de levinho, mas depois acabou jogando a cabeça para trás, sentindo orgasmo chegar, quando a loira começou a se mover com mais pressa e com gemidos mais altos.

Explodiu dentro dela e sentiu a loira apertá-lo de leve, graças ao orgasmo. Ficou deitado, respirando fundo, tentando recuperar o fôlego, mas as garotas estavam com tudo. Adhara mal saiu de cima dele e já estava num amasso furioso com Emily.

Abraçou a namorada por trás, a beijando no ombro, descendo seus dedos para masturbá-la. Adhara ficou acariciando os seios dela, enquanto as duas trocavam um beijo cheio de suspiros e risadinhas.

—Espere. Espere, Addie... – murmurou Emily segurando a mão do namorado – Precisamos... precisamos lembrar que o presente é pro Rabastan.

—Eu aposto que ele está gostando de te ver assim. – riu Adhara.

—Isso mesmo. – concordou ele tentando voltar a masturbá-la.

—Não! – ela se sentou na cama – Eu quero só te agradar, Rabs. – sorriu ela ficando de quatro em cima dele. Ela o beijou nos lábios, no pescoço, no peito, na barriga, no umbigo e então o beijou na cabeça do pênis. Rabastan deu um sorriso cheio de satisfação e segurou a namorada pelos cabelos, mas ela se virou para a Adhara – Quer provar?

Adhara mordiscou o lábio inferior de um jeito muito sexy, o olhando com desejo. Aquilo o deixou ainda mais excitado. As duas se beijaram um pouco e então começaram a lambê-lo ao mesmo tempo. Seu corpo todo se arrepiou. A cena já era espetacular, mas as sensações... as duas línguas passeando por seu pênis, vez ou outra, se encontrando. E os sorrisos delas, cheios de travessuras, os olhares safados, as unhas a lhe arranharem a coxa. Uma hora era Adhara quem o lambia, chupava e masturbava, enquanto Emily o beijava nos lábios, mas então as duas invertiam e ele beijava Adhara enquanto Emily o masturbava e chupava.

Não aguentava mais aquilo. Precisava meter em uma das duas. Se ajoelhou e puxou Adhara pelos quadris, deixando-a de quatro. Adhara olhou para trás, para ele, e sorriu de maneira safada e travessa. Rabastan lhe deu um tapa na bunda e a puxou pelos cabelos. Depois olhou a namorada.

—Vem cá. – pediu. Emily engatinhou até ele e ficou a beijá-lo. Sentiu a mão da namorada em sua bunda. Ela o empurrou com força e ele caiu sentado. Ela subiu em seu colo e começou a rebolar. Ela estava tão molhada que foi ridiculamente fácil penetrá-la.

Adhara abraçou Emily por trás, a apertando nos seios e a beijando no pescoço e ombros, enquanto Rabastan guiava os movimentos de Emily com as mãos em sua bunda.

Ficaram um tempo naquilo, até que Adhara empurrou Emily, gentilmente, para se sentar em cima dele. As duas trocaram então de posição e Rabastan não conseguiu deixar de se sentir satisfeitíssimo consigo mesmo.

—Você está super gostoso, Rabs. – riu Adhara fazendo movimentos circulares em seu colo.

—Você está gostosa pra caralho também... – murmurou ele, rindo – Mas Emily também é, não acha? – disse olhando para a namorada, que beijava Adhara nos ombros, enquanto brincava com seus deliciosos seios.

—Emily é uma delícia, com certeza. Sempre foi. – riu Adhara saindo de cima dele e deitando Emily na cama – E beija maravilhosamente bem. – riu ela logo antes de voltar a beijar Emily. Mas Rabastan não aguentou ver aquela bunda empinada para cima, sem fazer nada.

Ficou de joelhos atrás de Adhara e começou a transar com ela assim. Ficaram naquele amasso furioso, trocando as posições. Estava tudo divertindo, os três se competindo, sem que houvesse desentendimentos.

E quando por fim se cansaram, se deitaram na cama, com sorrisinhos. Rabastan no meio, com as duas garotas a lhe abraçarem. Melhor aniversário da minha vida! Céus. Sempre sonhara em transar com Adhara Black. E foi tão delicioso como sempre sonhou que seria.

O cansaço o pegou de jeito e acabou caindo no sono. Acordou quando sentiu Adhara se levantar. Olhou para ela e ela entrou não banheiro, sem notar que ele havia acordado.

Rabastan olhou para Emily. Ela parecia dormir profundamente. Se levantou devagar, sem querer acordá-la, e rumou para o banheiro onde Adhara estava. Ele notou que ela estava sentada dentro da banheira, ainda nua, a cabeça encostada nos joelhos, sendo impossível ver o seu rosto.

—Addie. — ele chamou, temendo erguer o rosto dela e ver lágrimas. Aquilo o quebraria o faria se sentir um monstro, por se deixar fazer aquilo.

—Desculpe. — ele escutou ela dizer. Adhara levantou o rosto e Rabastan não deixou de soltar um suspiro aliviado. — Eu só queria ficar um pouco sozinha, me senti meio culpada por estar ali.. deitada com vocês.

—Não precisa. — disse Rabastan, se sentando no chão frio ao lado da banheira. Ele estava pelado como Adhara, mas não se incomodou. — Emily que organizou isso…

—Não é por causa disso. — murmurou Adhara, erguendo a mão para o cabelo de Rabastan. Ela passou dedo entre as madeixas arruivadas dele. — Nós fazemos coisas estúpidas quando estamos com raiva. — ela disse.

—Se arrepende? — ele perguntou.

—Sim. — ela respondeu, sinceramente. Por algum motivo Rabastan não conseguiu sentir raiva disso. — Mas não temos como voltar atrás. O mundo só vai para frente, não para atrás.

—Isso é um saco. Se tudo fosse do jeito que queríamos, seria bom, né? — ele suspirou, aproveitando os carinhos dela em seu cabelo, mas que pararam de repente.

—Nós não podemos amar alguém de volta a vida, Rabs. — ela disse. Rabastan franziu a testa. — Mesmo que nós realmente queiramos isso.

—Eu ainda não entendi o motivo de você não querer ir pra Hogsmeade. – disse James. Remus seguia de cabeça baixa, sentindo-se apreensivo.

Ela não fez isso. Não fez. Não fez. Repetiu pra si mesmo pela enésima vez.

Olhou para a entrada do Salão Principal, por onde os recém chegados de Hogsmeade entravam, a tempo de ver Rabastan e Emily entrarem. Cerrou o punho com força, enciumado. Os cabelos de Rabastan estavam suspeitamente bagunçados, assim como os de Emily. Os dois pareciam simplesmente muito felizes naquele momento.

Remus queria acreditar que Adhara não foi pra cama com eles. Mesmo que ele tenha a deixado. Mesmo que ela estivesse chateada, mesmo que ele tenha exagerado... ela não faria aquilo. Não faria.

Um grupo de alunos da Corvinal entrou fazendo barulho, jogando uma goles entre eles. Sempre que alguém deixava a bola cair, os outros faziam algazarra.

—Você já tinha feito todas as tarefas. – concordou Peter, ainda no assunto que Remus queria que acabasse.

—Como sabe, Rabicho? – perguntou Sirius, com a mão entrelaçada com a de Marlene.

—Porque eu roubei os cadernos dele pra copiar as respostas. E eu conferi todos os cadernos. Ele coloca data em tudo. – explicou Peter.

—Você deixou de ir por conta da Addie? – perguntou James – Lilyme contou que vocês ainda não tão se falando.

—Humm... – riu Sirius com deboche. – Agora você e a Evans tem conversas é? Todo cheio de intimidade com a Ruivona…

—Cala a boca, Almofadinhas. – ralhou James levemente corado. – Ela… ela me da varinhas de alcaçuz. — ele sorriu.

—E em seu mundo isso significa que ela te ama, certo? — debochou Sirius.

Um outro grupo de Lufanos atravessou a porta, com as cabeças unidas, rindo de se acabar. Remus com a pior das caras.

—O que raios aconteceu entre você e a Tetas? – perguntou Peter jogando as mãos pra cima.

—Nada. – respondeu Remus. Foi quando Emmeline, Adhara e Lily entraram. As três conversavam sobre qualquer coisa. Sua barriga se contorceu de nervosismo e ele se perguntou se queria mesmo saber a verdade. Não estava pronto pra verdade. E se ela tivesse feito? Com que direito ficaria zangado? Adhara não lhe devia coisa alguma. Fechou os olhos e deitou a cabeça nos braços, sobre a mesa, ansioso. Queria que ela fosse direto para o dormitório. Que não viesse para o jantar... mas sabia que isso era muito improvável. Ou talvez não. Ela sabia que ele ficaria sabendo. Talvez não viesse justamente para que ele não soubesse... mas se ela faltasse o jantar, não seria assumir que teria feito aquilo de qualquer maneira?

Não sabia o que pensar. O que fazer. Se sentia traído antes mesmo de saber a verdade e se sentia um idiota por ser sentido traído, porque aquilo era ilógico. Ela não lhe devia nada. Só eram amigos... apenas amigos... e olhe lá, pois estavam brigados. Nunca tinha brigado com ela e a ideia de não poder se sentar ao seu lado e ver seu doce sorriso era simplesmente horrível.

Por um momento se arrependeu terrivelmente de ter se declarado. De ter ido com ela para a Casa na Árvore. Deveria simplesmente tê-la beijado no sofá do salão comunal e tentado ter algo com ela. Como uma pessoa normal provavelmente teria feito. Deveria ter tido coragem e postura há séculos... deveria ter feito milhões de coisas, menos o que acabou fazendo.

—Oi, Remus.

Eu sou um terrível idiota.

Levantou a cabeça e viu Michelle olhá-lo. Ela lhe deu um beijo na bochecha e se sentou ao seu lado. Depois lhe estendeu uma caixa de bombons.

—Oi, Chelle... – murmurou sem jeito.

—Eu pedi pra Kim comprar pra você, já que eu não fui pra Hogsmeade, queria te recompensar por ter me deixado comer seus chocolates. – disse ela gentilmente. Remus tentou sorrir, mas estava nervoso demais com a aproximação de Adhara, Lily e Emmeline.

—Obrigado, Chelle. Você é muito gentil. – murmurou. Dorcas ao lado de Marlene encarava os dois completamente irritada e ele desviou o olhar dela, sentindo-se culpado.

Adhara se sentou com Emmeline, do lado de Peter, enquanto Lily se sentou entre ele e James.

—Olá, Remus. – cumprimentou Lily. Ele a olhou.

—Olá. Como foi em Hogsmeade?

—Foi ótimo! – riu ela – Não vimos você lá.

—Ele não foi. – respondeu Marlene com um sorrisinho. Remus a olhou com algo parecido com pânico – Ele ficou o dia todo com a Chelle, não é, Michelle? – perguntou a loira, falsamente doce. Remus sentiu Chelle encostar o ombro dela no dele, risonha.

—Só estudamos na biblioteca. — falou a garota. — Se preparando para os NIEMs ano que vem.

—Você e a Michelle? – perguntou Emmeline, arqueando as sobrancelhas – Eu não acredito! Achei que… — ela olhou para Dorcas que não a olhou de volta.

—Ah, então foi por isso que você não veio com a gente! – riu James – Tá quase perdoado. Pra ser efetivamente desculpado, terá que passar por um interrogatório, certo, Almofadinhas?

—Isso mesmo, Pontas, nunca acredite nessa história de “só estudando”— riu Sirius. – Eu realmente gosto de “estudar” com Marlene. — ele disse. Marlene riu o beijando. E então ele olhou diretamente para Remus – Seu cachorrão. E eu achando que você tava sofrendo por conta da Addie.

Remus piscou e olhou de soslaio para Adhara. Ela parecia chocada.

Quem sou eu pra julgá-la? Eu beijei Michelle pensou, frustrado, sentindo o cheiro de perfume caro de Rabastan Lestrange se desprender de Adhara Black.

—NÓS VAMOS FUGIR DE HOGWARTS E PASSAR O DIA NO VILAREJO DO REMUS! — berrou James no Salão Comunal. Sirius o puxou com tudo para o sofá.

—Não espalhe, idiota. — ele disse, enquanto James sorria.

—Eu só estou muito feliz porque Lily está indo. – ele falou, praticamente quicando no lugar, enquanto Lily soltava um muito audível muxoxo.

—Como você conseguiu esse feito? — indagou Peter, curioso.

—Foi Dimitre, na verdade. — falou James.

—Eu disse para ela que se ela não fosse que transaria com Sirius no minuto que ela desse as costas. — contou Dimitre, fazendo os outros rirem. Marlene no colo de Sirius semicerrou os olhos.

—Você não faria isso. — ela disse.

—Vai saber. — ele deu de ombros. — Nunca sabemos quando estamos sendo traídos, não é mesmo? — ele riu. Emmeline e Sirius se entreolharam, não o suficiente para que Marlene notasse, mas o suficiente para que Lily os olhasse estranho.

—Então, tem passeio para Hogsmeade que vai fazer nossas vidas muito mais fáceis. — falou James. — Nos encontramos atrás do Três Vassoura de manhã e partimos. Sirius convenceu Madame Rosmerta a nos deixar usar a lareira dela.

—Como você fez isso, amor? — riu Marlene. Sirius sorriu para ela convencido.

—Eu só implorei com o meu melhor sorriso… de joelhos. — ele contou. James e Peter deram risadinhas marotas. Remus e Dimitre reviraram os olhos, mas nenhuma outra pessoa pareceu notar.

—Mas o que tem para fazer no vilarejo de Remus? — indagou Emmeline, curiosa.

—Tem um lago, uma casa todinhas para nós e bebidas. — falou James, com um sorriso. — Os pais de Remus foram viajar.

—Meu pai quis levar minha mãe para visitar minha avó. — murmurou Remus.

—E como está sua mãe, Remy? — indagou Emily, tocando o braço dele. Remus a olhou, ele sentia um pouco de raiva dela, por ter feito aquela estúpida proposta para Adhara, mas sorriu agradecido.

—Ela está como sempre, Emms. — ele respondeu.

—Eu convidei Michelle Diggory e o namorado dela. — contou Marlene. Dorcas e Remus a olharam chocados.

—Porque você fez isso? — indagou Dorcas.

—Porque eu senti vontade, eu tinha convidado só ela, mas ela pediu para levar o namorado. Não tem problema, né Remus? — indagou Marlene. — Você não parece ser o tipo de cara que fode com a namorada dos outros desse jeito.

—Não… sem problemas. — sussurrou Remus, ficando corado e tentando não trocar um olhar com Sirius. – Eu e ela… só estudamos.

—Argh, essa viagem vai ser simplesmente ótima. — bufou Dorcas.

—Não fique assim, Dory. Talvez Emmeline ceda aos encantos da boceta e fique com você. — brincou Marlene, mas por trás tinha um pouquinho de deboche na voz. Dorcas apenas revirou os olhos, enquanto Emmeline dava uma risadinha e piscava para ela.

—Isso vai ser ótimo. — sorriu James. — Nós temos que aproveitar bastante antes das férias chegarem, porque Frank não vai estar aqui…

Os meninos o olharam sacudindo a cabeça em negação e James parou de falar aos poucos com um sorriso sem graça.

—O que isso significa? — perguntou Alice confusa, se virando para Frank.

—Eu vou para a Academia Rise em um curso intensivo. — ele contou. — Addie me deu a vaga dela.

—O que? E quando pretendia me contar?

—Quando eu estivesse indo embora, eu acho…

—Frank! Achei que estivéssemos nos resolvendo. — falou Alice, chorosa. Sirius deu um tapa no ombro de James que tinha agora um sorrisinho culpado nos lábios.

—Não estamos, você não consegue entender isso? — falou Frank, exasperado. — Droga, eu sou divertido e legal, mas eu me sinto o tempo todo triste desde que você me traiu! — ele apontou. — Alice, eu olho para você e quero te beijar e te amar, porque eu te amo, eu te amo de verdade! — ele falou, suspirando. — Mas então eu lembro que você transou com Sirius pelas minhas costas, que você mentiu para mim e escondeu isso de mim. Se você ao menos tivesse sido honesta…

—Então, o que vamos fazer? — ela perguntou, olhando para baixo. Todos fingiam fazer alguma coisa, apesar de estarem todos olhando discretos para a briga do casal.

—Quando eu for para a Academia vamos dar um tempo. — ele disse. Alice não aguentou começando a chorar. Ela não era de chorar, os únicos motivos pelos quais chorava era Frank e guerra. — Se quando eu voltar os seus sentimentos e os meus ainda serem os mesmos… nós ficamos juntos.

—E se não…

—Terminamos. — ele disse simplesmente.

—Isso é tão triste.

Eles escutaram James sussurrar e logo em seguida recebeu um tapa de Sirius, Remus e Dimitre em seu braço.

—O que é triste? — perguntou Adhara, jogando a mochila no chão e se sentando ao lado de Emily, as duas trocaram um sorrisinho maroto.

—Nada. — respondeu Alice, ela deu um sorriso e segurou a mão de Frank. — Obrigada por dar essa oportunidade para Frank, ele vai ser uma grande auror.

—Oh, de nada. — murmurou Adhara, dando um sorrisinho.

—Addie, adivinha, nós vamos fugir de Hogwarts amanhã e passar o dia no vilarejo de Remus. — falou Emmeline, animada. — Vai ter a casa dele lá, o quarto dele. Muito tempo para conversar e… outras coisas também.

—Ótimo. — soltou Adhara, com um sorriso seco no rosto. Ela cruzou os braços. — Porque Remus sempre muito o que falar. Ele sabe simplesmente de tudo, não é?

—Ahn, mas eu estava certo, não estava? — falou Remus, se endireitando no sofá.

—Você não está certo sobre nada. — murmurou Adhara, o lançando um olhar que fez seus ombros murcharem.

—Oi.

—Oi.

—O que está fazendo aqui? — indagou. Michelle Diggory cruzou os braços e deu de ombros.

—Não mandaram a gente esperar atrás do Três Vassoura? — ela perguntou. — Darwin está comprando uma cerveja amanteigada para mim…

—Não. O que você está fazendo aqui?— repetiu Dorcas. Michelle suspirou. — Como pode beijar Remus?

—Olha… eu não sou como você, está bem? — ela disse, exasperada. — Não tenho certeza, preciso… ter certeza.

—Então, você gosta da garotos também. — Dorcas deu de ombros. — Grande coisa.

—Talvez eu só goste de garotos… e você. — murmurou Michelle.

—Eu quero contar as pessoas.

—Que você é gay? Contar para todo mundo, além dos seus amigos?

—Não… eu quero contar ao mundo inteiro sobre nós.

—Dorcas…– Michelle suspirou, sentindo-se desconfortável. — Não tem...”nós”. Sinto muito.

O vilarejo de Remus, era como qualquer outro vilarejo europeu. As casas eram todas coladinhas e de pedra, muito antigas. Tinha mato para todos os lados, jardins e um morro que subia mais casas coladas, todas com a aparência igual. A casa de Remus era simples, assim como o vilarejo e as pessoas que moravam lá, assim como Remus.

A casa tinha um porão, uma sala combinada com a sala de jantar, uma cozinha pequena, apenas um banheiro e dois quartos. Era diferente do que Adhara estava acostumada, primeiro ela morara em uma Mansão e depois na Casa dos Black que era praticamente uma Mansão também e mesmo quando se mudara para um bairro trouxa a casa dela era grande.

A vida de Remus era tão diferente da dela, com ou sem a licantropia no meio. Adhara sentada na poltrona levou a garrafa de cerveja até sua boca, bebendo uma grande quantidade. Fugir de Hogwarts tinha sido incrivelmente fácil, quando chegaram ao Três Vassourar e ela viu o olhar da Madame Rosmerta para Sirius, ela sabia que favor o Sirius havia feito para convencê-la a deixá-los usar a lareira.

Ela olhou seus amigos, sentados no meio da sala e alguns espalhados pela cozinha. Darwin Segel namorado de Michelle Diggory estava beijando a namorada sentado no sofá. Ele era um cara aparentemente simpático.

Sua atenção desviou para James que gargalhou, brincando de tacar uma nuque na mesa e fazer cair no copo cheio de cerveja. Quem conseguisse acertar escolhia alguém para beber um copo inteiro de hidromel.

—Eu sinto falta do meu saco de batata. — comentou James, jogando o nuque na mesa e acertando o copo. Ele riu. — Aluado, beba. — ele mandou. Remus bebeu um copo inteiro de hidromel com uma careta.

—Se eu fosse parar em uma ilha da fantasia… minha fantasia seria não ser um anão. — falou Sirius, gargalhando com um baseado pendendo na boca. — Tenho razão? — ele perguntou, jogando o nuque e acertando o corpo. — Uni, duni, tê, Lupin!

Remus bebeu mais um copo que Emmeline enchia cada vez que alguém perdia.

—Sabe, Sirius, antes eu pensava que você era o babaca do grupo, mas percebi que… eu sou tanto quanto você! — ele gargalhou. Botou a língua para fora e tacou com toda força o nuque na mesinha, mas errou o copo. — Droga!

—Amigos. — falou Peter. Por alguma razão, após invadir o quarto dos pais de Remus e ser expulso, ele usava brincos de pressão da mãe de Remus, grandes e verdes. — Preciso ser honesto. Nunca atirei moedas antes, devo ser péssimo. — ele deu de ombros e tacou o nuque, acertou a mesa e pulou para o copo. — Oh, que dia feliz! Remus!

Emmeline riu enchendo o copo e entregando para Remus.

—Cara, este é o pior jogo do mundo. — se queixou James. — Estou morrendo de sede. — ele jogou o nuque e acertou. — Droga! Remus, beba!

—Digo… — Sirius riu. — Eu viveria em uma Ilha da Fantasia eu não quereria ser um anão. É tão óbvio. – ele falou. Jogou o nuque e sorriu quando acertou o copo. Ele olhou para os amigos pensando. — Hummmm… Remus! — ele apontou.

Remus bebeu.

—Alguém mais está meio tonto? — perguntou Remus, bobamente, pegando o nuque e tancando. — Cara, que saco!

—Se eu acertar eu prometo não escolher você, Aluado. — garantiu Peter. Ele deu um beijinho no nuque e em seguida tacou acertando. — Eu escolho você, Aluado. — ele riu. — É divertido mentir.

—Eu estou muito bêbado para viver. — murmurou Remus, se levantando e andando meio cambaleando

—Precisa de ajuda, Aluado? — James perguntou, enquanto tentava acertar um nuque na boca de Peter com Sirius segurando-o para que ficasse parado.

—Não.. eu estou bem. — respondeu Remus, passando na frente de Adhara, os dois trocaram um olhar que fez Remus ficar tonto e bater de frente com Frank que o segurou antes que ele caísse. – Frank, está tudo bem! Não estou tão bêbado… — falou, se endireitando. Mas no momento seguinte ele caiu novamente quando tentou dar outro passo. — … eu só não consigo andar ou enxergar, mas cara… essa ideia de vir para cá… INCRÍVEL! — ele riu, enquanto Frank ainda o segurava risonho. — Merda.

—O que?

—Eu preciso vomitar.

Foi uma corrida rápida até o banheiro. Frank ficou encostado na porta, enquanto Remus vomitava no vaso. Ele fez uma careta imensa, mas ficou lá como um bom amigo faria, dando suporte emocional para Remus.

—Remus, quando é que você comeu macarrão? – ele indagou curioso.

—Não importa! — berrou Remus, se sentando ao lado do vaso, com uma cara de acabado. — Ela estava certa… nada importa.

—Ela quem?

—Addie! — ele falou. — Eu a amo. Eu amo ela para caralho. – ele disse. — E Frank… você sabe como é se sentir assim? Amar tanto alguém que faria qualquer coisa por essas pessoas? Aposto que sabe, mas você sabe o que é ter essa pessoa… e então perdê-la… assim… — ele estalou os dedos, parecendo confuso consigo mesmo. Frank franziu a testa. – Tão estúpido. Tão idiota.

—Acho que vou te fazer algo para comer. – disse Frank.

—Isso seria bom, mas… eu vou para o lago. — disse Remus se levantando. Frank o viu enfiar água da torneira da boca, enfiando um monte de pasta de dente. — Olha, você quer dar esse tempo com a Alice nas férias, só que enquanto ela está porque você não aproveita? Hã? A ame.

Frank assentiu, apesar de confuso e Remus caiu para trás se encostando na parede e escorregando até cair no chão. Ele soltou um muxoxo. A porta se abriu batendo no ombro de Remus e os dois viram Michelle com a pior das caras.

—Desculpe, não sabia que estava ocupado. — ela disse, com a mão sobre a boca. — Eu acho que vou vomitar.

—Fique a vontade. — disse Frank, apontando para o vaso. Michelle se jogou de joelhos, se arrastando até o vaso e vomitando, com a cabeça quase toda dentro dele. Quando ela parou de vomitar soltou um gemido alto, que acordou Remus que tinha acabado adormecendo e Frank se perguntava o que ele estava fazendo ali ainda. — Estão bem? — perguntou.

—Eu não sei o que estou fazendo aqui. — disse Michelle, abraçada ao vaso. — Sério, eu realmente não sei. Eu só queria me afastar dela… mas tudo que eu faço é ficar ao redor dela o tempo inteiro… eu tentei não gostar dela, eu juro…

—Acredito em você. — disse Frank, querendo voltar para a festinha.

—Mas é muito difícil fingir ser hétero quando, na verdade, você gosta de vaginas! — ela disse, arregalando os olhos. Ela suspirou. — Acho que deveriam ir embora, eu não vou sair daqui tão cedo. — ela disse e em seguida vomitou.

Frank com uma careta foi até Remus, o levantando. Remus saiu meio cambaleando do banheiro e se separou de Frank, passou pela sala onde seus amigos estavam e saiu porta afora. Frank tentou o chamar, mas só recebeu um grito de que ele iria para o lago de volta.

—Onde ele está indo? — perguntou Adhara a Frank. Ela tinha bebido bastante também.

—Para o lago. — disse Frank, dançando ao som de Bombastic, seus quadris simplesmente não conseguiam ficar parados. — Remus sabe das coisas. — ele disse. — Eu a amo. Devemos amar aqueles que amamos, tem sentindo?

—Acho que sim. – respondeu Adhara, dançando com ele. — É, você está certo. — ela disse, balançando a cabela. — Não importa se ele é um idiota… me da isso aqui! — ela falou para Emily que passava com um copo de hidromel. Ela bebeu tudo. — Certo. Preciso beijá-lo hoje, Chanel Nº4.

—Quem? — ele perguntou, enquanto Emily o abraçava por trás e rebolava com ele.

—Eu precisoooo beijar ele. Preciso dizer a ele. — ela disse, batendo no peito de Frank. — Ele precisa saber!

—Do que está falando? Acho que a bebida deu mal jeito com sua poção… você está fodida… — ele disse. Adhara negou com a cabeça, colocando a mão na cara de Frank.

—Eu estou bem! Eu preciso beijá-lo e preciso dizer a ele. — ela disse e se virou. — Remus! Remus! Remussss!

—Porque sempre que você fica chapado você acha que é a Lula Gigante? — perguntou Adhara, correndo até a beirada do lago. Remus estava a alguns metros dela nadando que nem louco.

—O que? — ele perguntou. Adhara não disse nada, olhando o Sol quente, mas não por muito tempo. Observou Remus ir para a parte mais rasa do lago, ficando com água até um pouco abaixo de seus joelhos. Ele a olhava completamente molhado, com o cabelo precisando de um corte caído sobre seus olhos. – O que você quer, Adhara? Esfregar na minha cara o quão boa foi sua transa com Rabastan Lestrange?

—Você beijou Michelle. — murmurou Adhara, cruzando os braços desconfortável.

—Eu beijei alguém e você fodeu alguém. — apontou Remus. Adhara fechou a cara. – Mas estamos quites, então? — ele deu de ombros.

—Olha, vamos conversar uma hora em que nós dois não estamos monumentalmente chapados. – ela bufou, desistindo momentaneamente.

—Qual vai ser a diferença? Nunca vamos funcionar…

—Você não consegue notar o quão estúpida é essa briga? — o cortou Adhara. Remus abriu a boca querendo falar algo, mas suspirou e chutou a água. – O quão estúpido é isso tudo? Sério, Remus, qual o seu problema? — ela berrou. — Você me ti… você fodeu tudo por um achismo! Isso é tão estúpido...

—Eu sei! Eu estou bêbado pra caralho, mas mesmo assim eu sei o quanto eu estou sendo o cara mais estúpido do mundo inteiro! Que eu sou completamente e totalmente estúpido. Remus John Lupin o cara mais estúpido que existe na Grã-Bretanha e provavelmente no mundo TODO! – ele disse exasperado, gesticulando muito com as mãos apontando para todos os lados. Adhara notou os olhos vermelhos dele. Remus apontou para o próprio peito. — Só que eu simplesmente não consigo tirar isso da minha cabeça, Addie. Não consigo, está bem? Eu tentei...

—Deveria tentar mais! Você só não consegue confiar em mim…

—Não é essa a questão. — disse Remus, abrindo os braços. — Eu nunca vou ser aquilo que você… que você quer.

Você não sabe o que eu quero.

Dorcas observou Lily sentada em frente a James na mesa de jantar. Tinha várias varinhas de alcaçuz na mesa e uma Emily deitada de costas com varinhas de alcaçuz enfiadas no sutiã e os dois conversavam com sorrisos. Dorcas deu uma risadinha e dormindo em uma cadeira ao lado de James estava Peter dormindo com a cara em cima da mesa, como ele sempre fazia após ficar bêbado.

Ela se levantou do último degrau da escada e escutou gemidos altos vindo do andar de cima. Imaginou ser Marlene e Sirius transando. Na cozinha estavam Frank e Alice dando beijos e fazendo sopa, mesmo que eles estivessem praticamente no verão. Ela não fazia ideia de onde Remus e Adhara estavam e Dimitre estava no sofá dormindo com Emmeline deitada em seu peito fumando um cigarro. E na poltrona também dormindo estava Darwin Segel, ela não o olhou por muito tempo.

Dorcas saiu da casa de Remus e caminhou para fora. Estava escurecendo e logo eles teriam que voltar para Hogwarts, ela caminhou e se sentou no pequeno muro que tinha em volta da casa de Remus, ao lado do portãozinho de entrada. Michelle estava ali e Dorcas a olhou, vendo as pernas da lufana se agitarem no ar. Apertou a jaqueta contra si, mesmo que não estivesse frio e suspirou. Sentiu ela deitar a cabeça em seu ombro e tocar sua mão, a acariciando.

As duas não falaram nada, não achavam que precisavam, enquanto Michelle erguia seu rosto do ombro de Dorcas, elas se olharam em silêncio, escutando apenas os passarinhos cantando, o som do rio e de suas respirações. Dorcas queria se afastar, queria fazer Michelle sofrer por ficar a afastando, mas ela não conseguia, ela não era assim. Por isso fechou os olhos quando a viu fechar os dela e foi aproximando seus lábios do dela.

Estavam prestes a se tocar, prestes a dar um beijo tão sedento.

—Que porra é essa? — escutaram um grito e no momento seguinte Dorcas sentiu seu cabelo sendo agarrado e puxado com tudo para trás. Ela caiu do pequeno muro, a cara batendo com tudo em um canteiro de flores que tinha pedras em volta que a machucaram. Ela ficou tonta no chão, apenas escutando os gritos. — Você está de sacanagem comigo? — berrou Darwin Segel. – De todas as pessoas na terra. Nem tente se explicar! Mantenha sua boca calada, ouviu? Cala a boca. — ele gritava. — OLHE PARA MIM! NÃO PARA ELA! Como ousa fazer isso...

Dorcas deu um berro se levantando com todas as forças. Ela socou a cabeça de Darwin vendo que Michelle chorava assustada. Ela começou a socar a cara dele sem parar, jogando para fora a dor que estava sentindo em seu rosto machucado. Ela escutou gritos que não eram de Michelle, mas os braços que a puxaram para cima era os mesmo que ela queria tanto estar abraçada. As duas se olharam mais uma vez.

Dorcas sangrava e Michelle chorava. Elas se beijaram.

Os lábios de Dorcas também estavam machucados, mas ela simplesmente não conseguia para de beijar aqueles doces lábios molhados. A dor passava despercebida ao pensar no quanto estava feliz beijando aquela garota.

Elas se separaram e Dorcas sorriu.

Dorcas a amava. Ela não queria nunca viver ser aquela idiota que já tinha a magoado tanto. Ela mudou tudo na vida dela.

Ela não estava sozinha.

Pois todos estavam no mesmo jogo, só que em níveis diferentes. Lidavam com o mesmo inferno.

Mas demônios diferentes.

—Não acredito que botamos ele para fora desse jeito!– gargalhou James, abraçando Peter pelo pescoço, enquanto Frank limpava as mãos, após Lily dar uma arrumada na cara de Darwin, Frank o pegou pelo colarinho e o jogou com tudo para fora da casa de Remus, mandando ele dar um jeito para voltar Hogwarts.

—Ninguém toca na Dory. — disse Frank, a beijando na bochecha. Ela sorriu, abraçada a Michelle. — Então, eu e Alice fizemos sopa, vamos todo mundo comer e dar no pé daqui. — ele falou. A porta da casa de Remus se abriu com tudo e ele e Adhara apareceram molhados da cabeça aos pés.

—O que aconteceu com vocês? — riu Lily.

—Eu tentei afogar Remus no lago. — contou Adhara, indo se sentar na poltrona. Os pés junto ao peito, o queixo apoiado no joelho.

—Ela realmente tentou. — concordou Remus. Adhara o olhou parecendo simplesmente irritada, mas muito chateada. Ela suspirou e se levantou rapidamente. Saiu novamente pela porta que acabará de entrar, batendo com tudo ao fechar.

Remus fechou os olhos com força e massageou sua têmpora.

—Bolo? — escutou James perguntar e assentiu com uma cara de sofrido.

—Muito. — ele disse, suspirando. – Vamos embora?

—Só vamos comer sopa antes. — disse Alice, servindo todos. — Aqui, Remus. — ela lhe deu um prato fundo com sopa.

—Lene, acorda. — chamou Lily, sacudindo a amiga deitada no sofá de leve. Marlene acordou aos poucos, assim que ela escutou gritos ela desceu correndo e depois de resolverem todo o problema com Darwin Segel ela acabou pegando no sono no sofá. — Quer sopa?

—Claro. — ela bocejou. — Só me deixe ir ao banheiro, sim?

Marlene se levantou se espreguiçando e viu o olhar de Peter na sua bunda quando fez isso. Ela revirou os olhos e ajeitou a blusa que havia colocado as pressas. Olhou ao redor vendo a maioria de seus amigos ali comendo sopa. Dorcas trocou um olhar com ela, estava toda sorridente, mesmo com o rosto ainda meio machucado. Marlene não conseguiu não sorrir de volta, ela amava a melhor amiga. Quando terminou de dar uma olhada pela sala o coração dela se apertou.

—Onde está Sirius? — ela perguntou. A maioria deu de ombros, mas um pouco antes de dar de ombros ela viu James trocar um olhar com Peter e depois dar uma risadinha, bem disfarçada, mas ela notou.

Achou que berraria de ódio.

Aquela sensação de que algo ruim está prestes a acontecer… Mas muito perto mesmo. Era assim que Marlene se sentia. Naquele momento o coração dela começou a bater mais rápido e a cabeça explodir em pensamentos.

As únicas pessoas que não estavam na sala eram Adhara, Sirius e… Emmeline. Ela quis chorar ao ver pela janela que Adhara estava do lado de fora da casa, fumando um cigarro em cima do muro. Não podia acreditar. Queria que fosse mentira, desejava que fosse, só que bem no fundo era como se soubesse.

Os olhares, os sorrisos, os toques que davam. Ela sabia.

—Eu vi isso. — ela disse, sentindo algo descontrolado dentro dela. Peter derrubou sua sopa no carpete, o que fez Remus brigar com ele, mas Marlene não estava a fim de escutar um monólogo de Remus sobre como Peter era desastrado. — Eu vi.

—Lene… — Dorcas a olhou. — O que foi?

—Eu estou sentindo…

—Sentindo o que? — indagou Emily.

—Uma sensação...– ela disse, respirando alto. — Porque Sirius e Emmeline não estão aqui? Onde eles estão enquanto eu dormia?

—Eles devem estar conversando em algum canto. — Emily deu de ombros. Lily franziu a testa e olhou ao redor, estava tão relaxada que nem havia notado.

—Você não acha que… não. — Lily disse, arregalando os olhos, entendo completamente o que a amiga queria dizer antes que tivesse que dizer. — Mas Emmeline não gosta mais dele. – ela falou. — Potter!

—O que? O que eu fiz? Eu não sei de nada. — ele disse, com as mãos para cima o rosto ficando vermelho e não pela sopa quente. Lily o lançou um olhar acusatório e James encolheu os ombros.

—Da onde você tirou isso, Marlene? — perguntou Peter, casualmente, querendo se intrometer antes que Lily tirasse alguma pista do amigo. James até o olhou assustado. — Só porque os dois não estão aqui não quer dizer que estão te traindo, tenha um pouco mais de confiança em si mesma. — ele disse, meio debochado. Ela bufou e olhou Remus, que desviou o olhar para sua sopa, isso só a deixou mais desconfiada ainda.

—Sabe não sei se fico preocupada ou impressionada com essa lealdade de vocês. — comentou Emily, risonha, mas parou quando Marlene a olhou mortalmente.

—Dimitre. — ela disse, respirando fundo. — Sinceramente, você acha que eu deveria ir checar o andar de cima para ver se eles estão apenas conversando? Ou só comer a minha sopa?

Todos ficaram quietos, escutando Dimitre tomar sua sopa fazendo barulho ao sugar a sopa da colher e depois suspirar. Ele olhou Marlene parecendo com pena.

—Eu checaria, Lene. — falou honestamente. Marlene soltou um urro de ódio e subiu correndo as escadas.

—Dimitre, droga! — ela escutou James dizer e em seguida Lily gritar com ele.

Só que nada disso importava. Marlene parou em frente ao quarto de Remus e chutou a porta com tudo. Emmeline estava sentada na cama com os braços para trás apoiados na cama e Sirius estava sentado ao lado dela, meio curvado sobre ela, com a mão no rosto dela, pareciam prestes a se beijar. Não era nem pela posição ou pelos sorrisos cheios de flertes e os olhos do seu namorado na boca de Emmeline. Era o fato de suas bocas estarem a apenas meio centímetro uma da outra tão perto de se beijarem, tão perto de a traírem bem em frente aos seus olhos.

Antes mesmo que os dois a olhassem na frente da porta, Emmeline se afastou, enquanto Sirius continuou na mesma posição. Como se não estivesse fazendo nada demais. Ele se arrumou, mais como se estivesse se espreguiçando. Não sorriu, apenas a olhou.

—Lene. — disse Sirius casualmente. — E aí?

—O que está fazendo? – indagou. — Que porra você está fazendo, Sirius Black?

—Estava batendo um papo com Emmeline. — ele respondeu dissimuladamente. — Quer se juntar a nós?

Ela deu um passo para dentro do quarto dando seu melhor sorriso, o que fez Sirius sorrir de volta. Só que Marlene não era estúpida. Ela não era estúpida.

—Emmeline. — ela disse. — Se eu não tivesse entrado aqui, você estaria agora fodendo meu namorado? – ela falou docemente. Sirius mirou Emmeline, ele não disse nada, mas o olhar que trocaram parecia ser cheio de significados.

—Eu… — Emmeline sentiu lágrimas vindo aos seus olhos. — Ahn...

Marlene continuou com seu sorriso doce e calmo. As lágrimas de Emmeline, o gaguejo, foi sua resposta final. Ela quis chorar, quis berrar. Queria fazer qualquer coisa que a fizesse parar de se sentir estúpida.

—Eu disse para você, Sirius. — ela continuou calma, mesmo que por dentro estivesse gritando tão alto. — Eu te disse o que faria se você me traísse.– ela falou.

—Marlene! — Sirius se levantou assim com Emmeline. Ele estava calmo e deu mais um passo a frente.– Olha… é complicado… — ele dizia.

—Com certeza é.

O primeiro soco que ela deu fora em Emmeline, um certeiro bem no seu nariz, o que a fez gritar e cair no chão. Então, o segundo ela mirou na boca de Sirius, o pegando de surpresa, já que ele achou que ela continuaria indo para cima de Emmeline. Sirius deu alguns passos para trás com a boca sangrando, a tempo de Marlene tirar a varinha do bolso e apontar diretamente para seu peito.

—QUEM VOCÊ ACHA QUE É? — ela berrou perdendo qualquer traço da garota doce de segundos atrás. — Diffindo! — ela lançou o feitiço que fez um corte grande no ombro de Sirius.

—LENE!

—NÃO ME CHAMA ASSIM, SEU BASTARDO! — ela berrou. — AHHHHHH! COMO PODE FAZER ISSO COMIGO? COMO PODE? — ela berrava descontrolada, feitiços saindo de sua varinha atingindo alguns pontos do quarto. Ela queria não ficar descontrolada, queria fingir que não dava a miníma, fingir que era muito madura, mas simplesmente não conseguia. Sentia-se tão estúpida, usada, com raiva. Com certezas, sentia-se mais estúpida do que tudo. Sempre soube como aquele bastardo era. Sempre soube. E como pode ser tão cega?

O jeito que as vezes ele dava escapada, ficava desconfiada, mas sempre James ou Peter também não estavam por perto, como se estivessem junto de Sirius, só que na verdade estavam o acobertando. O jeito que os dois se olhavam, não como se quisessem transar naquele lugar mesmo, era um olhar diferente. De carinho. Como se não importasse com quem estivessem de um jeito de outro, certo ou errado, acabariam juntos. Os pequenos toques, pequenos sorrisos, quase como amigos.

Quase.

Emmeline estava encolhida ao lado da cama, sentada no chão, as pernas de lado.O nariz sangrando, as lágrimas escorrendo pelos rosto, masas não eram de dor.

—Vamos conversar, Marlene…

—Sério? Você acha que eu sou o que? Tão estúpida assim? — ela disse, começando a sentir as lágrimas escorrem, perdendo o resto de controle.

—Não.

—Não? Então, você simplesmente me odeia para fazer algo assim comigo. — ela supôs.

—Não! Nunca te odiaria…

—Então, o que é? O que eu fiz pra você… para merecer isso? — ela abriu os braços. — Sua vagabunda quebrada e insegura! — ela berrou para Sirius.

—O que? Marle...

—Diffindo! — ela berrou, apontando para o meio das pernas de Sirius. Ele soltou o grito mais dolorido que Marlene já havia escutado, caindo no chão com as mãos no meio da perna. Ela quase se arrependeu, quase ficou com dó dele, mas não realmente ficou. Marlene começou a andar para trás, escutando Sirius berrar o nome de James, de um jeito bastante cômico, só que aparentemente com dor. Emmeline a olhou sem se mover, apenas lá parada, aceitando. Marlene deu as costas, trombando os amigos na escada, mas não escutando nenhum deles. Correu até a lareira de Remus e pegou o pó de flu, jogando no chão da lareira para ir embora.

Ela não aceitava aquilo.

Marlene Mckinnon simplesmente não era uma vagabunda quebrada e insegura.

—Marlene não é psicopata, James. — repetiu Sirius pela vigésima vez.

—Ela azarou o seu pinto! — disse James, apontando com as duas mãos para o meio das pernas de Sirius. — Ela destruiu o nosso dormitório!

—Foi assustador. — concordou Peter.

—Você tinha que ter visto…

— Pelas ceroulas sujas de Merlin! — berrou James, com as duas mãos no rosto, chocado. Peter ao seu lado tinha a boca aberta em um perfeito “o”. Remus achava que vomitaria.

—O que? — berrou Marlene do meio do quarto. Ela segurava na mão o bastão de Sirius do quadribol. — Me toquem e eu mato vocês! — ela disse e com tudo bateu com tudo o bastão na mesinha de cabeceira de Sirius.

Marlene tinha destruído o dormitório dos meninos. As cortinas estavam todas rasgadas, os colchões jogados pelo quarto, assim com as roupas dos meninos que estava espalhadas e também rasgadas, algumas até mesmo queimadas. Seus malões estavam destruídos, suas corujas piavam na gaiola assutadas. O quarto estava uma bagunça como nunca antes e a garota loira no meio do quarto estava descontrolada batendo em tudo que via pela frente com o bastão.

Os meninos estavam entulhados na porta assustados demais, assim como ficaram quando viram Sirius gritando no meio do quarto de Remus, sangrando no carpete. E Emmeline chorando em um canto.

—Ela vai nos matar. — disse Peter. — Remus faça algo!

—Porque eu? — indagou o garoto. — James, você é o líder, não é? Faça algo.

—Fugimos nos 3! — sugeriu James, vendo Marlene destruiu a coleção de figurinhas de Sapo de Chocolate de Peter.

—Certo.

—Não! Esses são meus chocolates! Ela está destruindo meus chocolates…

—3! Corra, Remus, corra!”

—… foi um dos momentos mais assustadores de toda a minha existência.– prometeu Peter.

—Quase não saímos vivos. — exagerou James.

—Meus chocolates não saíram vivos.

—Ela não é psicopata… ela só está triste. — murmurou Sirius. — Eu quebrei o coração dela.

—Bem, não se faça de surpreso. — respondeu James e Remus assentiu concordando.

Sirius suspirou.

—Eu sabia que uma hora ela ia pegar a gente, só tentava não pensar muito nisso. — comentou. James assentiu, mordendo a parte interna da bochecha, batucando os dedos na perna.

—Você.. não se arrepende ou coisa assim? — ele perguntou. — Ela parecia muito triste quando saiu do quarto. — ele disse. Sirius ficou quieto, olhando para o rosto de James.

—Sim. — ele disse. — Eu não me arrependo até… eu ver o rosto deles chorando, sabe? Quando Emmeline chorou por causa de Dimitre, quando Dimitre chorou por causa de Emmeline… quando Marlene chorou… porque até eles chorarem e ver o que eu fiz com eles não parece real. — falou. — Me arrependo quando vejo as lágrimas deles.

—Porque você faz, então? — indagou James. Peter olhou curioso para Sirius.

—Nem eu entendo porque eu faço isso.

Adhara estava cansada de escutar o choro de ódio de Marlene no dormitório. Ela chorava a noite inteira e Adhara não entedia como Lily e Dorcas estavam aguentando todo aquele choro cansativo. Ela se levantou da cama, olhando as três meninas deitadas juntas na cama de Marlene e revirou os olhos. Marlene sabia muito bem o traste que Sirius era, sempre soube. Se envolveu com ele porque quis.

Resolveu descer para o almoçar. Seu primo ainda estava na enfermaria, mas foi direto para o Salão Principal.

Ela estava se sentindo estranha, talvez porque era Domingo e acabou que todos acordaram tarde e não desceram para o café da manhã, isso significava que ela não havia tomado sua poção ainda. Ela estava sentindo uma pressão familiar no peito, mas resolveu ignorar. Se sentou a mesa e viu na mesa da Sonserina, Rabastan rindo com os amigos, ele a olhou e piscou. Ela deu um sorrisinho tirando o frasquinho da sua poção da bolsa.

Observou o frasquinho e cheirou, então despejou ele inteiro no copo de uma menina quando ela não estava olhando e pegou a jarra de água enchendo o frasquinho outra vez. Ela notou que Rabastan agora a encarava com a testa franzida e ficou o mirando de volta, mesmo quando Dimitre se sentou a sua frente e perguntou sobre a poção. Ela sorria quando despejou a água do frasquinho no seu suco de abóbora e deu um gole.

Ela não se sentiu ótima.

Notas finais
TEVE O MENAGEEEEEEEEEEEEEEEEE! QUE CAPÍTULO CHEIO DE TIRO! MENAGE E MARLENE FINALMENTE ACABOU DE VEZ COM SIRIUS! E PUTA QUE PARIU ESSE FINAL! Chanels, esse menage ta pra acontecer desde o princípio jkdfhkdjhfkjdh quem escreveu foi a Vênus a MUITO tempo atrás e antes era a Kat no menage porque a Emily ainda não estava na fanfic kfjghkfjdgjg Acabou de vez, prometo a vocês. Marlene e Sirius acabou! Uma a menos kfjghkfjdhgkj PRÉVIAAAAAAAS: 1º: "- Já tomou sua poção? - perguntou. —Sim." 2º: "– Sempre estou pensando sobre Mary." 3º: "-É uma sapatão também? Que nem ela? —E se eu for? - berrou Adhara." 4º: "-Vou ia se casar com Adam… —Como eu posso ter certeza?" 5º: "- Mas e se eu não estivesse realmente apaixonada por ele? E se ele não fosse… o amor da minha vida?" 6º: "- O que acontece se ela não tomar a poção?" 7º: "Espero te ver logo. Adam." AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. O QUE SIGNIFICA ESSA PRÉVIA FINAL? JKHKJDFHGKJFDHJKGH CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 24/05. Com 10 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 21/05. Com 15 COMENTÁRIOS sai dia 19/05. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora