When We Were Young

136 Spirits In The Night


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO ♥ ♥ GENTE, GENTE, OBRIGADAAAAAAA PELOS COMENTÁRIOS, FORAM LINDOS! O motivo desse atraso foi que eu me atrasei na escrita dos capítulos, eu to meio preguiçosa e fazendo compras de Natal e me preparando pra viagem que vou fazer esse final de semana, por isso ainda não escrevi, mas já to escrevendo de novo, só QUE vou ter que pedir pra vocês me darem um prazo de duas semanas ai, certo? O próximo sai dentro de duas semanas, pode ser antes ou pode ser assim que der duas semanas. E NOTÍCIA BOA! Esse iria ser o penúltimo capítulo, mas acabou que tive que repetir e a fanfic terá mais TRÊS capítulos ainda! ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ E esse capítulo não tem banner :( esqueci de pedir, mas logo atualizarei graças a Soto ♥ ♥ CRONOGRAMAAAAAAA: PRAZO DE DUAS SEMANAS! SAI ATÉ DIA 24/12 ( eta Natal hahahah) COM OITO COMENTÁRIOS! Agora fiquem com o capítulo! ENJOY ♥

SPIRITS IN THE NIGHT

HOGWARTS

1978

7th YEAR

07:00 am

Era engraçado como tantas coisas podiam acontecer em um pouco período de tempo. Coisas grandiosas ou coisas simples e pequenas. Parecia que aquelas últimas semanas em Hogwarts passaram voando em uma vassoura mais rápida da que a que James tinha. Parecia que todos aqueles anos em Hogwarts passaram em câmera lenta e agora no final tudo havia acontecido de uma vez.

Como uma grande bola de neve que estava se acumulando lentamente e de repente rolou montanha abaixo sem avisar ninguém antes.

A primeira coisa que bateu em Adhara Black e que a fez ver que seu tempo naquele castelo estava acabando foi os NIEMs. Eles chegaram junto de Junho e ela realmente achou que se eu não tivesse aquela ótima memória de sempre, onde conseguia memorizar páginas inteiras dos livros não conseguiria ir bem nas provas com facilidade. Afinal, ela tinha passado muito tempo preocupada com um bebê crescendo em sua barriga e todas as sessões de estudo na biblioteca com Remus teriam sido em vão se não por sua memória.

E isso foi a segunda coisa que a atingiu com força naquele último mês. Ela estava tão preocupada sobre ter ou não o bebê, contar ou não contar a Remus, o que fazer e não fazer que acabou não fazendo nada. Não havia ido a nenhuma curandeira ver como estava o bebê. E mentiu para McGonagall quando ficou fora do último jogo que a Grifinória teve e que ficaria fora do próximo também que seria a final clássica contra a Sonserina.

E então, a terceira coisa que não chegou tão de surpresa, mas com força foi o fato de que Alice e Frank iriam se casar.

Nesse exato dia.

—Todo mundo entendeu o plano? — indagou James, quando se reuniram as sete da manhã na Casa na Árvore. Estavam em volta do malão que ficava sempre no centro do quarto. Em menos de meia hora tinham um último teste do NIEMs para fazer e depois amanhã seria o último que estariam em Hogwarts.

Adhara estava sentada no colo de Remus no chão, encostados na porta.

O plano era o que fariam naquele dia inteiro. Quem havia feito o plano foi James para Alice e Frank para que todos soubessem o que tinham que fazer.

—Não acredito que estamos fazendo isso. — disse Lily. — Tem como eles nos expulsarem agora? — ela indagou preocupada.

—Lily, não se preocupe. — disse Frank. — Confie em James e confie no plano. — ele falou.

—Certo… o plano. — murmurou Peter, ele franziu a testa. — Nós vamos nos encontrar depois no almoço, certo?

—Peter! — bufaram pela sala.

—Nós já te dissemos que não tem pausa para o almoço! — disse Alice, com a mão na testa. Peter a olhou chocada e ultrajado.

—E quando eu vou comer? — ele quis saber.

—Estou confusa agora. — disse Michelle para eles. — Não vai ter almoço, então?

—Nós vamos nos encontrar depois do almoço. — disse Peter, teimosamente.

—Merlin!

—Quando vamos nos encontrar? — indagou Dorcas para esclarecer.

—Depois do teste. — disse Dimitre.

—O que? Não. — disse Emmeline frustrada. — Não foi isso que James disse.

—E quando vai ser, então?

—Antes do almoço. — respondeu Lily.

—O que? — berrou Peter. — Porque, então, não podemos nos encontrar depois da droga do almoço?

—Porque vai ser depois do teste. — disse Michelle, confusa como todos.

—Não! — disse James. — Não foi nada disso que eu disse.

—Por Merlin, porque não podemos acertar isso? — disse Alice.

—Quem aqui realmente entendeu o plano? — indagou James, olhando para todos. Alice e Frank levantaram as mãos e depois Remus e Adhara que naquele momento mal prestavam atenção lendo um livro juntos levantaram a mão, assim como Lily e Marlene. — Certo, prestem atenção. — ele pediu. — As sete e meia temos nosso último teste que acaba as nove e meia e depois ficamos livre até meia hora antes do almoço que vai ser quando nos encontraremos na frente do Salão Principal. — falou. — O que vocês vão fazer durante esse tempo não importa o que importa é que ninguém se atrase. — mandou. Todos concordaram com a cabeça e Peter resmungou irritado. James continuou a passar o plano e todas as suas etapas, sendo bem claro sobre quando se encontrariam e quando que poderiam comer, o que não deixou Peter satisfeito. — É isso. — disse James, gesticulando com as mãos. — Simples. — falou. — Agora… alguém tem alguma dúvida? — perguntou.

Sirius que estava sentado na poltrona lendo o Semanário das Bruxas ergueu os olhos da revista, um cigarro apagado pendendo na boca.

—Dúvida sobre o que? — ele disse. — Eu não estava ouvindo.

—O que? — berrou Frank. James ergueu as mãos acima da cabeça e disse que iria se retirar do local, Lily segurou ele no lugar tentando não rir.

—Sirius! — bufou Marlene.

Adhara estava gargalhando no colo de Remus que também ria da cara de Sirius. Emily bebia um pouco de cerveja amanteiga risonha, mesmo que fosse sete horas da manhã. Peter ainda estava resmungando pelo almoço. Michelle e Dorcas miravam Sirius chocadas, Dimitre ao lado delas não parecia surpreso havia notado que Sirius havia ficado quieto por tempo demais, assim como Emmeline que revirara os olhos.

—O que? — perguntou Sirius inocentemente. Alice o olhou como se fosse matá-lo. — Era importante?

—Sirius, você tá de sacanagem?

08:30 am

Lily sorriu completamente satisfeita ao sair do Salão Principal onde havia acabado de fazer seu último NIEMs. Ela tinha certeza de que tinha ido muito bem no teste prático e no de escrita. Conseguiria se candidatar a aprendiz de curandeira facilmente. Ela amava estudar, mas se sentiu aliviada daquele ser o seu último teste, ainda mais com tudo que aconteceria naquele dia.

Sentiu braços rodearem sua cintura e se possível sorriu mais ainda do que antes. Se virou para ver o rosto também sorridente de seu namorado. Ela o beijou calmamente, enquanto outros alunos que também havia terminado o teste passavam por eles. James a beijou de volta com carinho. Lily estava tão feliz naquele momento, queria que ele congelasse para sempre, pois sabia o que viria depois que Hogwarts acabasse, sabia do medo e da luta que teria que enfrentar, mas, mesmo assim, mesmo desejando que não acontecesse, ela estava pronta para isso. Desde seu primeiro ano em Hogwarts vinha convivendo com o preconceito de sangue-puros e por isso se preparou e agora estava pronta para enfrentá-los. Seria uma batalha difícil, só que ela sabia que tudo seria mais fácil com seus amigos ao seu lado.

Com James ao seu lado.

—Eu sei que você foi bem. — ele disse. Não precisava perguntar. Lily deu uma risadinha e o beliscou na bochecha de leve. Por eles passou Adhara usando a capa do uniforme fechada e Remus segurando a mão dela ao lado dela. — Um dia quem sabe somos nós que vamos ter um bebê… Sra. Potter. — falou. Lily riu e o puxou para encostar em uma parede. Alguém havia enfeitiçado uma capa do uniforme que estava agora voando por ai tentando agasalhar as pessoas e prendendo elas. A capa agarrou Dimitre que caiu no chão com Sirius e Emmeline gargalhando da cara dele tentando ajudar.

—Esse verão minha irmã marcou um jantar para eu conhecer Vernon. — contou Lily. — Nossa mãe insistiu e… eu queria que você fosse comigo.

—Claro que vou, Lily. — ele disse e a beijou na bochecha. — Mas só se você for minha companhia para o baile hoje a noite…

—Nem precisa pedir… — riu Lily, ela viu Marlene passando por ela com uma cara preocupada. — Lene! Lene, está tudo bem? — ela indagou em voz alta. Marlene se virou para ela desviando de Dimitre e Sirius enrolados na capa enfeitiçada.

—Sim. — ela disse, mas seu rosto não demonstrava isso. — Está tudo bem. — falou, já se virando novamente.

Marlene se sentia um pouco sufocada enquanto andava pelos corredores. Não olhando ninguém nos olhos, sentindo o coração acelerar a cada passo que dava para o lugar onde queria ir. Cada passo a mais era uma explosão de angústia que crescia pela sua garganta.

Quando Marlene namorava Sirius achou que o amava, não sabia ao certo se estava apaixonada, que era daquele jeito que estar apaixonada era. Ela descobriu que não era, porque Sirius nunca a fez se sentir como ela estava se sentindo agora, o medo em seu peito pelo que veria a perder e o que antes sentira quando começou a conversar com Regulus. Seus joelhos tremiam perto dele, seu coração amolecia, se sentia boba e anestesiada perto. Foram tantas conversas escondidas em tão pouco tempo e todo o resto foi em mais pouco tempo ainda. Ela continuava se perguntando como fazia com Sirius, será que estava realmente tão apaixonada por Regulus Black? Tem um prazo para se apaixonar? Alguém podia se apaixonar verdadeiramente e completamente em apenas alguns meses? Sentia como se doesse quando não estava com ele, pensava nele a cada minuto porque o amava, porque o queria perto dela para sempre. Mas como saber se era apenas uma paixão?

Sempre que Regulus chegava perto aquelas perguntas e dúvidas sumiam da mente de Marlene. Tudo ficava nublado, sua mente um branco. Só pensava em como gostava daquele garoto. Que não importava que eram jovens ainda, porque jovens também podia se apaixonar. Ela olhava Alice e Frank e sentia que eles era para sempre, Adhara e Remus ou Lily e James a passavam a mesma sensação e eles tinha apenas dezoito anos.

Só que agora nada disso importava mais porque mesmo como todo o amor que Marlene tinha eles não ficariam juntos para sempre.

—Marley. — escutou a voz de Regulus Black que estava encostado perto de uma das janelas sem vidro do Corujal. Podia se ver o Lago Negro de onde ele estava. Marlene sorriu. Só ele a chamava daquele jeito e apenas quando estavam sozinhos, como se ele não quisesse que ninguém roubasse o apelido. Ela andou até ele e parou em sua frente ainda sorrindo. Regulus passou a mão no rosto dela com carinho. — Vou sentir sua falta. — ele disse. — Hogwarts vai ser um saco sem você aqui, mas sempre podemos mandar cartas. — falou. O sorriso de Marlene morreu aos poucos, ela fechou os olhos sentindo dor no coração quando ele a beijou no canto.

—Regulus… — ela disse em um sussurro. — Você vê alguma chance no futuro ou agora mesmo… de que você não vá apoiar Você-Sabe-Quem? — perguntou. A mão de Regulus saiu de seu rosto e ele franziu a testa.

—Achei que não falávamos sobre isso… — ele murmurou, mas então pareceu entender e arregalou um pouco olhos. — … você… Marlene…

—Porque eu nunca vou apoiar Você-Sabe-Quem.

—Mas…

—Se eu não fosse sangue-puro você estaria namorando comigo? — ela perguntou direta. Regulus ficou quieto sem saber o que responder.

—Você não entende… — ele disse, um pouco desesperado. Marlene sentiu lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

Seu coração pareceu parar. Naquele segundo enquanto suas lágrimas escorriam de seu rosto e caíam no chão lentamente ela sabia com toda certeza de que amava Regulus Black imensamente. Porque a dor gigantesca que ela sentiu se abrindo como uma cratera em seu peito nunca poderia ser causada por alguém que ela não amasse. A dor que já tinha escutado suas amigas falarem sobre, quando Alice chorou em seu colo depois que Frank descobriu sobre ela e Sirius, o choro dela era dolorido e triste porque ela sentia que perderia Frank para sempre e isso seria a pior coisa do mundo porque Frank era a alma gêmea dela.

Marlene não sabia se almas gêmeas realmente existiam ou se as pessoas podiam se apaixonar e desapaixonar milhões de vezes na vida. Só que olhando os olhos acinzentados de Regulus ela sentia que estava olhando sua alma gêmea e que a estava perdendo.

E isso só piorou tudo.

—Eles mataram a minha mãe. — ela falou, simplesmente. — E outras centenas de pessoas, Regulus.

—Eu sei, mas…

—Se um dia você ver que tudo isso. — ela apontou ao redor dela. — Toda essa guerra e matança é… horrível, eu irei te ajudar. — prometeu. — Irei te aceitar e te ajudar. — falou e antes que ele falasse algo continuou. — Mas não para sempre. — disse. — Se lembre que… não esperarei para sempre porque nada dura para sempre.

—Marlene, por favor… — ele implorou tentando segurar as mãos dela. Marlene se afastou por um segundo, mas voltou a se aproximar e juntou seus lábios no de Regulus, quando se separaram Marlene continuava chorando e Regulus ainda parecia desesperado.

—Eu estou terminando com você. — ela falou. — Porque nunca vai ter um mundo onde eu ficaria com alguém que deseja a morte de outras pessoas só pelo que elas são.

Regulus finalmente sentia poucas lágrimas escorrendo em seu rosto enquanto deixava Marlene se afastar dele devagar escorrendo pela palma de suas mãos. Ele nunca nem teve a chance de dizê-la que a amava, de o quanto gostava dela, que nada que ele sentiu na vida se comparava ao que ele sentiu nos dias em que estava com ela. E agora talvez nunca mais teria a chance porque a Marca Negra já estava marcada em sua pele como uma marca de nascença que sempre esteve lá, porque ele já havia feito sua escolha e agora não sabia se podia mudar de ideia.

Os passos dela se afastando foram o pior som que Regulus já havia escutado, o silêncio ao mesmo tempo em que escutava os passos cada vez mais longe o choro baixo cada vez mais fraco. O que sentiu foi a mesma coisa que sentiu quando escutou Sirius rindo no céu em cima de sua moto enquanto voava para longe da família. E ele deixou Marlene ir embora e se afastar assim como fez com o irmão que nem irmão era mais.

Regulus Black ficou sozinho no Corujal como sentiu que ficaria o resto da sua vida.

09:30 am

—Marlene, você está bem? — Dorcas indagou enquanto passava no corredor com Michelle ao seu lado.

Marlene passou elas e abriu o melhor sorriso abrindo os braços.

—Não podia estar melhor. — falou e deu de ombros. — Afinal, tem um casamento hoje. — ela berrou. Dorcas olhou para só lados notando como algumas pessoas olharam Marlene esquisito que já havia ido embora.

—O que aconteceu com ela? — indagou Michelle. Dorcas tinha uma boa ideia do que havia acontecido, mas preferiu não comentar, apenas dando de ombros. — Bem, eu tenho uma surpresa para você. — disse Michelle com um sorriso, ela pegou a mão da namorada e começou a correr com ela. As duas riram virando alguns corredores até chegarem na frente do espelho no quarto andar. Atravessaram e ficaram no corredor que dava para a Casa na Árvore.

A primeira coisa que Michelle fez foi beijar Dorcas. Sempre tinha vergonha de tocá-la em público mesmo que fosse um simples toque de mãos. Todos sempre comentavam e falavam coisas maldosas para ela nos corredores. Era assustador, mas valia a pena quando Dorcas sorria para ela da Mesa da Grifinória. E sempre tinha suas amigas da Corvinal para defendê-la.

—Me trouxe aqui para dar uns malhos? — riu Dorcas a puxando pela cintura, admirando tom oliva da pele de Michelle..

—Você quer morar comigo? — perguntou Michelle subitamente. Dorcas a mirou chocada.

—O que? — riu fracamente.

—Eu achei esse lugar. — murmurou Michelle. — É um apartamento pequeno na Londres trouxa e o quarto é misturado com a sala e cozinha é pequena, mas não importa porque eu vou dividir com você. — ela disse, dando de ombros. — E tem uma banheira.

—Uma banheira, hã? — sorriu Dorcas, pensando no que já haviam passado juntas. A demora que foi para que ficassem juntas por causa do medo de Michelle quando ela sentiu algo que nunca havia sentido nada. Dorcas se lembrava que ela tinha medo de contar para os outros, suas amigas ou seus pais, mas que nunca teve medo de contar para Michelle, como nunca desistiu de beijá-la e ficar com ela mesmo com o medo que sentia. Ela enfrentou seus medos e continuava os enfrentando quando escutava um comentário maldoso pelos corredores. Era difícil e isso a fazia entender melhor ainda como Lily e nascidos-trouxas se sentiam em tempos como esse por causa do preconceito de alguns.

—E a janela da cozinha dá para a janela do banheiro de um cara que adora aparecer pelado. — contou.

—Um cara pelado? — brincou Dorcas. — Como eu posso dizer não a isso? — falou puxando a namorada para um beijo. — As coisas vão ser difíceis, Chelle. — sussurrou Dorcas. — Você vai ficar ao me lado?

—Só se você ficar ao meu. — disse. Se beijaram com carinho, abraçando uma a outra.

—Não parem por minha causa. — ouviram a voz de Emmeline vindo do corredor. Ela aparentemente estava na Casa na Árvore, enquanto o casal estava no corredor. Ela andou sorrindo até elas e quando passou na frente delas mandou um beijinho já voltando a andar. Pulou para fora do espelho e tomou um susto ao ver Freya sentada encostada na parede do outro lado do corredor, ela ergueu os olhos para Emmeline confusa. — O que está fazendo aqui? — perguntou a mais velha. Ninguém ia naquela parte do quarto andar por causa do Barão Sangrento. Emmeline estava até surpresa que antes ninguém nunca havia pego nenhum deles se esgueirando para a Casa na Árvore.

—Você estava dentro do espelho? — indagou Freya de volta e depois riu. — Passagem secreta?

—Não conte a ninguém. — disse Emmeline indo se sentar ao lado dela no chão. — Pode ser o seu legado agora que eu meus amigos vamos nos formar. — ela falou. — Porque não está com suas amigas? Não vai passar um tempo com elas antes de termos que ir embora?

—Não acho que tenho amigas de verdade, Emmeline. — murmurou Freya. Ela deu de ombros. — Não importa muito. — falou. — Eu fico bem sozinha e elas estão sempre saindo pelos corredores e...

—Você só não encontrou o seu destino ainda. — falou Emmeline, gentilmente. — Use o próximo ano para fazer algumas memórias. — disse. — Começando pela viagem em família que nosso estúpido pai quer fazer. — brincou. Freya a mirou surpresa e abriu um sorriso.

—É a primeira vez que você o chama assim. — ela disse. Emmeline deu de ombros como Freya havia feito e sorriu como a irmã, notando as pequenas semelhanças que tinham.

—Eu não estive perto de você por muito tempo e não estarei agora que sairei de Hogwarts, mas… você pode me mandar cartas sempre que quiser. — disse Emmeline. — … porque nós somos irmãs.

—Como você e Adhara? — sussurrou Freya.

—Exatamente. — falou Emmeline, passando um braço pelo ombro da irmã com carinho. — Desculpe por ter agido como uma babaca com você. — disse. — Não foi justo.

—Está tudo bem…

—Eu sei, mas nunca deixe ninguém tratar você assim. — falou Emmeline para sua irmã. — Não deixe ninguém te rebaixar, Freya. — murmurou. — Agora, porque não vá fazer algumas memórias? — ela disse, apertando o ombro dela. Freya assentiu sorrindo sem mostrar os dentes. Ela abraçou Emmeline com força.

—Te vejo depois. — disse.

—Te vejo depois, irmã.

Emmeline continuou sentada vendo sua irmã sair andando pelo corredor parecendo feliz e determinada. Suspirou colocando a cabeça nos joelhos para depois erguer o olhar e mirar o espelho que mostrava o reflexo dela. Se lembrou de todas as memórias que havia feito atrás daquele espelho, se lembrou de Mary e de como ela havia ido embora a tanto tempo, ela não pode experienciar nem metade das coisas que Emmeline havia experimentado com Adhara e os outros. Ainda sentia uma imensa falta dela, mas agora Mary parecia mais uma lembrança de algo bom, uma lembrança um pouco distante que havia dias que ela não se lembrava da melhor amiga perdida.

—Ouvi você e sua irmã. — ela se distraiu de seus pensamentos e mirou a garota que vinha andando no corredor. — Não sabia que tinha sentimentos, Emmeline.

—Bem, eu escondo eles na minha vagina. — brincou. Marzia Perllman sorriu e parou em frente a Emmeline.

—Sabe, você não é discreta quando encara. — disse Marzia, indo se sentar ao lado de Emmeline. — E seus amigos também não são muito discretos. — ela adicionou. Emmeline arregalou um pouco os olhos e riu.

—O que eles fizeram?

—Eu os encontrei no corredor depois do horário de recolher há alguns dias atrás e Sirius Black me disse que você é a melhor amiga dele e que o trabalho dele é proteger você de pessoas como ele, então… ele me disse para não quebrar seu coração. — contou Marzia. Emmeline corou profundamente e voltou a esconder o rosto nos joelhos que estavam junto ao peito. — E James Potter concordou com ele e disse que sua bunda era algo que eu não podia desperdiça a chance de ver porque você é gostosa lá e no seu coração também, segundo ele. — continuou. Emmeline riu baixinho. — E Remus Lupin se desculpou pelos dois, mas disse que eu teria sorte de ficar como uma garota como você.

—Eles realmente disseram tudo isso? — murmurou Emmeline, virando o rosto e encostando a bochecha em um dos joelhos para mirar a lufana ao lado dela.

—Sim. — ela afirmou. — E Peter Pettigrew me disse que lésbicas são demais, mas que estamos pegando todas as meninas gostosas que restam para nós. — disse, as duas gargalharam.

—Eles estão brincando com você. — falou Emmeline. — Nós só…. Nos beijamos, não significou nada. — disse. Marzia a encarou com aqueles grandes olhos esverdeados e deu de ombros.

—Talvez só não significou nada naquele momento. — disse Marzia. Emmeline ficou a olhando tentando entender o que aquela garota era pelo brilho de seus olhos.

—Não sei se realmente gosto de garotas ou só de contato com pessoas quando me sinto sozinha. — disse Emmeline.

—Tudo bem. — respondeu a garota. — Você descobrirá. — disse e sorriu de lado. — Foi bem nos NIEMs?

—Pronta para mandar minha carta de aplicação para aprendiz de curandeira no Mungus. — disse Emmeline, orgulhosa de si mesma.

—Eu também. — disse Marzia. Emmeline ficou um pouco surpresa que a lufana queria ser curandeira assim como ela.

—Acho que vamos nos ver muito mais, não é? — disse Emmeline. Marzia sorriu de lado mais uma vez e se aproximou dela a dando um beijo nos lábios.

—Acho que sim.

11:20 am

Adhara estava na ponte de madeira que começava no pátio da Torre do Relógio. Ela estava no meio da ponte encostada na beirada olhando a paisagem. Uma mão estava sobre sua barriga escondida pela capa do uniforme. Ela sentiu a brisa de verão batendo em seu rosto e sorriu. Seria difícil dizer adeus a tudo que era Hogwarts, sua casa, sua proteção. Hogwarts ficava ao seu lado quando ninguém ficava, porque ela era uma casa para todos aqueles que a amavam. E Adhara amava Hogwarts, todas as lembranças que tinha lá eram as mais felizes de sua vida, foi sua casa quando seus pais morreram, foi sua casa quando saiu do Largo Grimmauld.

Se sentia bem ali e agora teria que dizer adeus.

Nas últimas semanas antes de Junho chegar e ela entrar no seu sexto mês de gravidez estava tudo bem. Todos seus amigos sabiam e principalmente Remus sabia agora também, ela sabia que tinha alguns rumores sobre sua gravidez nos corredores, alguma corvina disse que via a barriga dela quando Adhara estava no banheiro. Mas ninguém realmente sabia se ela estava de fato grávida ou não. Alguns professores ficaram a encarando na aula e ela achava que talvez conseguisse sair de Hogwarts sem ninguém descobrir, afinal agora faltava apenas dois dias. Só que ela não ligava mesmo se todos acabassem descobrindo, Adhara e Remus finalmente voltaram a ser o que eram, ela não precisava mentir mais para ele e ele havia a perdoado até mesmo por ter contado a Theo Nott antes de contar a ele.

E seus amigos também estavam bem. Sirius e Lily estavam levando bastante a sério o pedido de James e foi comum vê-los pelas últimas semanas conversando sozinhos nos corredores, rindo um da piada do outro. James não poderia estar mais feliz. Dimitre e Sirius não estavam namorando, mas Sirius havia voltado aquele estado em que ele não pegava mais ninguém além do Dimitre. Emmeline era constantemente vista por nós encarando a lufana monitora e Emily era vista encarando Rabastan Lestrange como sempre. Michelle havia sido encurralada em um corredor por sonserinos que começaram a chamar de sapatão, mas Dorcas chegou antes e azarou todos, ela levou a maior detenção, só que ela e Michelle ficaram ainda mais fortes juntas. Alice e Frank iriam se casar em algumas horas. E Peter havia voltado a trocar uns beijos com Mirtha Flint e aparentemente ela não havia esquecido o nome dele de novo. Marlene passava algum tempo sentando com Regulus na Mesa da Sonserina, e nem parecia que estava pensando em terminar com ele, pois ela parecia simplesmente feliz.

Tudo estava bem.

Até tudo começar a dar errado. Sirius e Lily voltarem a brigar. Dimitre e Sirius terminarem, Emmeline ter seu coração quebrado mais uma vez, assim como Emily, Michelle e Dorcas terminarem porque Michelle não aguenta a pressão, o casamento de Alice der errado e o pai dela a levá-la para longe, Peter começar a namorar Flint e se afastar de nós e Marlene terminar com Regulus por ele querer ser um Comensal da Morte.

Adhara fechou os olhos com força querendo afastar esses pensamentos da sua mente. Nem tudo dava errado na vida.

—Te achei. — disse Sirius parando ao lado de Adhara. Ele encostou os braços na madeira. — Você está triste? — ele perguntou.

—Vai ser difícil dizer adeus a tudo isso. — ela disse, abrindo os olhos e se virando para o olhar.

—Eu sei. — disse Sirius. — Mas alguém me disse uma vez que nem toda mudança é algo ruim. — ele falou, mirando a barriga de sua prima.

—Você… você acha que meus pais ficariam decepcionados comigo? — ela perguntou, a mão ainda sobre a barriga.

—Não. — ele disse com toda a certeza. Adhara sorriu de leve. — Eles nunca ficariam decepcionados com você, Addie.

—Sinto falta deles. — disse Adhara. Ela ficou de frente para Sirius que fez o mesmo. Ela o amava tanto, desde o primeiro dia em Hogwarts, não o conhecia e o achava irritante, mas ela sentia algo tão bom vindo dele. Ele a fez se sentir em casa quando estava chateada por estar em Hogwarts, quando ainda não queria que Hogwarts fosse seu novo lar. E durante todos aqueles anos ele a escutou e a protegeu e confidenciou a ela seus segredos. Sabia que Sirius seria uma das pessoas que nunca a deixariam, uma das pessoas que morreriam por ela, porque todos tinha prioridades, ela sabia disso, e sabia que a prioridade de Sirius eram seus amigos, porque eles eram sua família.

Ela sorriu. Sirius era a família dela, ele se casaria com ela mesmo que isso fosse o fazer miserável, ele se transformaria em animago para fazer a dor de um amigo ser mais suportável e mesmo com todos os seus defeitos, ele era uma das pessoas mais boas que ela conhecia.

Abraçou Sirius, enterrando o rosto em seu peito e ele a abraçou de volta.

—Eu vou sentir falta de Hogwarts, esse castelo é a minha casa. — disse Sirius, com a bochecha contra o topo da cabeça dela. — Mas… minha casa também é onde quer que você esteja. — ele disse. — Ou James e… — ele murmurou. — Eu te amo, Addie.

—Eu te amo também, Sirius. — ela disse, erguendo o rosto para o dele. Os dois sorriram e ela deu um selinho nos lábios de Sirius com carinho. -Sirius?

—Sim?

—Acho que estamos atrasados para o plano.

11:30 am

—Merlin! — ofegou Frank, passando a mão pelo cabelo agoniado. — Cadê todo mundo? Estão todos atrasados. — ele disse, já com roupas trouxas para poder andar despercebido pelas ruas. Alice na frente dele também de roupas trouxas sorriu de leve e ficou na ponta dos pés para dar um beijo calmo na boca do namorado. Ela acariciou o rosto dele com as duas mãos. — Alice…

—Shh. — ela sussurrou. — Olhe para mim. — ele fez o que lhe foi pedido. — Nós vamos nos casar hoje, Frank. — ela disse. Ele sorriu para ela sentindo seu corpo relaxar e o coração acalmar. — E vai ficar tudo bem.

—Cheguei! Cheguei…. Cadê todo mundo?

Frank e Alice se separaram para ver Emmeline chegando correndo pelo corredor, ela pulou um primeiranista que amarrava seus cardaços e parou na frente do casal.

—Onde você estava? — perguntou Frank voltando ao modo estressado. — Oh, nem precisa responder eu consegui ver esse chupão do outro lado do corredor. — ele acusou. Emmeline sorriu corada e mordeu a unha.

—Pelo menos viu alguém? — indagou Alice, tentando não rir quando seu namorado começou a literalmente bater a cabeça na parede assustando terceiranistas que iam para o Salão Principal.

—Não. — respondeu Emmeline. — Achei que todo mundo estaria aqui.

—James não acredito que fez a gente se atrasar para um plano que você que criou. — escutaram a voz raivosa de Lily Evans virar o corredor com seu namorado vindo atrás dela.

—Não fique brava comigo! — ele pediu, fazendo um biquinho. Eles chegaram até os amigos.

—O que aconteceu? — riu Emmeline. — James estava te distraindo com a língua? — perguntou.

—Não. — disse Lily. — Eu o encontrei azarando Snape no corredor. — ela contou o olhando irritada.

—Já disse que não foi culpa minha, Lily. — ele resmungou.

—E isso é importante? — berrou Frank. — Cadê os outros? — ele ofegou. — Pelas barbas de Merlin, eu estou infartando! — disse, se encostando na parede e caindo par ao chão dramaticamente. Alice e Emmeline olharam para ele de lado e voltaram a prestar atenção em Lily e James.

—Snape me achou no corredor quando eu estava indo encontrar você e… ele fez comentários maldosos, está bem? Sobre você… — murmurou James. — Fiquei irritado.

Lily suspirou nervosa. Nas últimas semanas James tinha feito muitas pegadinhas junto de Sirius, conseguiram um total de sete detenções em um mês e nenhuma delas havia sido com Snape porque Lily havia pedido a ele que ele não fizesse isso, então quando o encontrou no corredor azarando Snape, ficou irritada e chateada.

—Jura?

—Eu nunca mentiria para você. — disse James. — Juro solenemente.

—Está bem. — Lily sorriu de lado e o deu um beijo na bochecha. Ela franziu a testa quando olhou ao redor. — Cadê todo mundo?

—Aqui! — gritou Dorcas vindo de mãos dadas com Michelle, as duas sorrindo felizes. Dimitre apareceu atrás delas com o braço em volta de Marlene que tinha os olhos inchados e a maquiagem borrada.

Frank suspirou aliviado do chão que ainda estava deitado e Alice o puxou para cima com um sorriso, porque vindo do outro lado do corredor estava Emily, Adhara e Sirius. Todos se encontraram em frente ao Salão Principal.

—Merlin, o que aconteceu com você? — indagou Sirius ao ver a cara de Marlene.

—Eu terminei com seu irmão. — ela disse, dando de ombros. — Agora podemos ir?

—Ahn, certo. — disse Dorcas preocupada.

—Antes de sairmos precisamos checar para ver se está tudo nos conformes. — disse James tomando a liderança.

—Alianças? — disse Emily.

—Você é o meu padrinho, Emily, você que tem que saber. — disse Frank. Emily franziu a testa mas quando enfiou a mão dentro da bolsa sorriu.

—Alianças aqui. — ela anunciou.

—Vestidos? — disse Marlene.

—Nós vamos passar na minha casa para roubar o vestido de casamento da minha mãe. — disse Alice.

—E depois vamos passar na minha antiga casa que ainda tem dentro do closet vestidos antigos meus. — disse Adhara.

—E a casamenteira? — indagou Alice.

—Então, sobre isso… — disse Dorcas, atraindo grunhidos dos amigos. — Eu não sei aparatar para onde ela mora, minha mãe me deu um mapa…

—Dorcas, tá de sacanagem? — bufou Frank.

—Minha mãe não queria nem me dar o endereço dela, está bem? — rebateu Dorcas. — Ela achou que eu estava planejando fugir com Michelle e me casar, o que aliás não é tão incorreto. — disse. Os amigos arregalaram os olhos surpresos.

—O que?

—Todo mundo se casando e a grávida ainda não?

—Mais um casamento?

—Muito engraçado, Sirius.

—Eu e Michelle vamos morar juntas. — contou Dorcas. — E lutar juntas também.

Emily e Marlene abraçaram Dorcas com força.

—Certo. — sorriu Alice. — Todos prontos?

01:00 pm

Adhara e Remus estavam nos bancos da frente do carro dele, enquanto Alice tinha aparatado e estava arrombando a sua casa para roubar o vestido de casamento da sua mãe junto das meninas e os meninos estavam com a gente no vilarejo de Remus para pegar os trajes de casamento que Remus disse que seu pai tinha em casa, desde que ninguém teve tempo de comprar por causa dos NIEMs. Remus havia ficado com a namorada dentro do carro da mãe e a van de Adhara estava estacionada mais um pouco a frente, haviam decido ir em dois carros desde que descobriram que Adam colocou um feitiço anti-magia na van para que ela não pudesse ser modificada ou aumentada, provavelmente precaução, porque seus amigos trouxas conviviam muito nela. E como era verão não queriam ir apertados dentro da van. Eles haviam pego a van de Adam que ficava estacionada na garagem da casa vazia de Adhara. Antes entraram na casa que não tinha muitos móveis, apenas uma poltrona cheia de poeira em um canto e nos quartos camas sem colchão, mas dentro do closet de Adhara estava algumas roupas antigas, contando os vestidos que as meninas pegaram para o casamento.

—Acha que um dia vamos nos casar também? — perguntou Adhara virando o rosto para Remus. Ela usava um óculos de sol redondo com uma jardineira jeans de short curto.

—Não vejo isso não acontecendo. — ele respondeu observando a namorada. Ele olhou primeiro para a barriga avantajada dela que agora sem uma capa por cima estava totalmente notável. Ergueu os olhos para o rosto dela e sorriu ao ver o cabelo dela ficar alaranjado com o sol batendo em seu rosto sorridente, ela enrolou o dedo em uma mecha do cabelo e ele viu as unhas grandes pintadas de amarelo.

Remus viu na janela de seu quarto Sirius erguendo a camisa e passando os mamilos na janela com James atrás dele fingindo que estava dando tapas na bunda do amigo. Adhara e Remus riram e ele se aproximou devagar.

—Você está tão apaixonado por mim, Remus Lupin. — ela murmurou. Remus sorriu e a beijou no pescoço. Ela gemeu de leve, sentindo arrepios pelo seu corpo. Desde que se resolveram, voltamos a ser íntimos um com o outro, mas ela sempre podia perceber o receio de Remus toda vez que ele a tocava, parecia estar com medo de a machucar ou machucar o bebê. Adhara o abracou pelo pescoço e o beijou com carinho indo sentar no seu colo entre ele e o volante. Remus se ajeitou o melhor que pode para que não ficasse muito pressionado na barriga dela no espaço pequeno entre o volante e ele. A beijou na boca e ela amassou sua boca contra a dele, sua língua foi contra a dele e as mãos para seu peito foi arranhando por cima da blusa até chegar no cinto da calça dele que ela segurou enquanto se roçava contra o volume no meio das pernas de Remus.

—Addie. — ele gemeu, segurando o rosto dela com as suas mãos. Adhara sorriu para ele e ele sorriu de volta. Ela se apressou em passar os braços pela alça da jardineira em seus ombros. Ela usava por baixo uma regata branca que ela abaixou também embolando em sua cintura. Seus peitos inchados pela gravidez pularam para fora pela falta de sutiã. Se afastou um pouco e ficou vendo Remus terminar desabotoar sua própria blusa. Nem deu tempo dele passar a blusa pelos braços, porque ela agarrou seu pescoço e o puxou de volta para mais um beijo, a mão que não estava em seu pescoço desceu pelo seu corpo e o apertou com vontade no meio das pernas. Remus gemeu contra sua boca.

—Me toca. — pediu Adhara. A língua de Remus traçou um caminho do seu pescoço até o vale entre seus seios. Ela estava tão excitada que doía, rebolava contra o pau do namorado querendo minhas contato. Quando a boca de Remus chupou seu mamilo inchado inteiro, achou que morreria de prazer. Seu corpo inteiro tremia, sensível em todas as partes. Sua boca foi para o outro mamilo e suas mãos brincaram com os seios os apertando de forma gostosa e com força como ele sabia que a fazia dar os gemidos mais altos. Ele beliscou o mamilo em que não tinha boca e ela jogou a cabeça para trás gemendo, sue corpo indo junto e sem querendo apertando a buzina, mas isso não interrompeu. — Oh, Remus! Remus! — gemeu manhosamente, abraçando seu pescoço e o empurrando mais contra seus seios. — Remus… Remus… eu vou… — não se aguentou e sentiu o orgasmo consumindo seu corpo.

—Você... — murmurou Remus surpreso, tirando o rosto dos peitos da namorada. Ele sorriu para ela surpreso por ela ter tido um orgasmo, a vendo respirar ofegantemente pela intensidade do orgasmo. — E nem eu te toquei…

—Estou sensível… — ela suspirou, ainda ofegando. — … por causa da gravidez. — disse puxando a regata para cima e passando o braço pelas alças. Podia ver claramente o grande volume na calça do seu namorado. — Quer que eu te chupe? — ofereceu, dando um sorriso safado. Ele gostou da ideia e já começou a desafivelar o cinto.

—Um pinto de lobisomem! — escutaram o grito de Sirius. — Essa eu quero ver. — ele disse, se apoiando na janela do carona. James e Peter vinham atrás dele e riram também parando cada um do lado dele, Peter carregava uma caixa de papelão que ele botou em cima do capô do carro. Remus voltou a arrumar o cinto nem tendo conseguido tirar seu pau para fora e Adhara saiu do colo do namorado e se sentou no banco do carona.

—Parece que alguém estava se divertindo. — disse James.

—Uau, olha sua barriga, Addie. — disse Peter, quando se sentou em cima do capô e viu a barriga dela pelo vidro do carro. — Eu nunca tinha te visto gorda.

Ela revirou os olhos com um sorriso e não puxou a jardineira para cima. Abriu a porta do carro que Sirius estava encostado antes e puxou a regata para cima deixando sua barriga toda a mostra. Cruzou as pernas, vendo os três meninos a sua frente.

—Cheguem mais perto. — convidou. Sirius, James e Peter se ajoelharam a sua frente, os três encarando a barriga de seis meses. Remus apoiou o queixo no ombro de Adhara também observando a barriga.

—Pelas barbas de Merlin. — sussurrou Peter quando a barriga começou a se mexer. Adhara olhou encantada e Sirius tocou delicadamente em cima.

—Ele está com soluço. — murmurou Remus. Seu rosto estava ao lado do dela e ela sentiu a respiração dele em sua bochecha. — O bebê tem soluços. — disse olhando nos olhos dela pelo óculos de sol.

—Será que não vai parar? — indagou James, ainda olhando o ponto da barriga que se mexia pelo soluço do bebê. Adhara acariciou sua barriga.

—Tente prender a respiração. — ela disse para o bebê. Os meninos ficaram a olhando e olhando a barriga. — Assim. — prendeu a respiração por poucos segundos e soltou A barriga parou de palpitar naquele lugar específico. Sorriu feliz e acariciou minha barriga mais um pouco. — Isso mesmo, Daisy. — sussurrou.

Ela sabia que os meninos haviam escutado, assim como Remus, mas nenhum deles disse nada.

James ergueu a cabeça para a amiga e sorriu.

—Se vocês morrerem, eu posso ficar com o bebê?

2:00 pm

—Eu aceito. — disse Alice, chorosa. — Eu aceito! — berrou com uma garrafa de hidromel na mão. — O que acharam? — ela indagou se virando para as amigas.

—Prefiro a versão em que você diz com um sotaque escocês. — disse Michelle. Dorcas concordou com ela, as duas dividindo um baseado.

—Vocês deveriam estar ficando chapadas antes do casamento? — indagou Lily, franzindo a testa e não aceitando quando Michelle ofereceu para ela.

—O casamento ainda vai demorar, Lily. — disse Marlene, abanando a mão e pegando o baseado para dar uma tragada forte. — É a despedida de solteira dela! — ela disse apontando para Alice, entusiasmada demais. Lily continuou com a testa franzida, ainda mais que aquele não era um dia feliz para Marlene.

Estavam na casa vazia de Adhara com alguns pacotes de Sapo de Chocolate e Hidromel para fazer uma pequena despedida de solteira para Alice. Não tiveram tempo para uma com os NIEMs, então no plano que James fez ele calculou um tempo depois de pegarem os trajes e o bolo que roubaram da vizinha de Remus, para darem uma despedida de solteiro para os noivos. Tinha até feito Lily fazer algumas poções revigorantes para melhorem depois de ficarem bêbados.

—Onde está Addie e Emmeline? — berrou Alice, usando um véu branco. — Eu quero minha grávida aqui!

Adhara e Emmeline no andar de cima escutaram a amiga e riram. O quarto de Adhara o qual já haviam passado tanto tempo parecia outro lugar completamente diferente. Já não era aconchegante ou talvez uma boa lembrança, só que ao mesmo tempo parecia certo estarem ali, mesmo sem a Mary, mesmo sem o Adam, mesmo sem os pais de Adhara.

Não se olhavam. As duas sentadas olhando pela janela que dava para janela do antigo quarto de Adam. Emmeline mirou a melhor amiga que não tirou os olhos do quarto do Adam que ainda tinha os posters nas paredes, algumas roupas dentro do guarda-roupa, a cama arrumada como se a avó dele estivesse o esperando voltar de um show que demorou muito. Emmeline sentiu Adhara tocar seus dedos e então segurar sua mão, virando para olhar para ela.

—Você acha que ele me perdoaria? — indagou Adhara, não em um tom preocupado, embora parecesse realmente querer uma resposta.

—Pelo o que? — murmurou Emmeline, apesar de já ter uma ideia. — Por Remus?

—Por… — ela suspirou e soltou a mão da amiga. — … eu fico pensando em quando eu perceberia que… eu não estava completa com ele. — contou. — Eu simplesmente casaria com ele? E Remus talvez não casasse com ninguém ou talvez casasse e… quando nós estivéssemos no meio dos nossos quarenta anos notaria o grande erro nós cometemos? — ela indagou mais para si mesma que para Emmeline. — Porque Remus me vendo casar com Adam teria me dito alguma coisa? E seria justo com Adam o prender desse jeito e…

—Nada disso aconteceu, Addie. — cortou Emmeline, voltando a pegar a mão da amiga. — Não sei o que aconteceria. — falou honestamente. — Mas realmente importa? O que importa não é o que está acontecendo agora? — indagou, pousando sua mão livre na barriga avantajada da amiga. Adhara sorriu botando a mão por cima da amiga. — Mas se melhora de alguma forma… tenho certeza que Adam te perdoaria.

Adhara sorriu para amiga e se abraçaram chorosas. Emmeline tinha o rosto enterrado no pescoço da amiga e foi sua vez de suspirar.

—Acha que Mary me perdoaria por ter trepado com o Petelzinho? — indagou. As duas riram se lembrando de como Mary era perto de Peter.

—Claro que sim. — disse Adhara, segurando o rosto da amiga. — Onde quer que ela esteja agora, Emme, ela te perdoaria… porque era assim que Mary era. — falou. — A melhor entre nós.

4:00 pm

Frank piscou confuso ao ver o céu quando acordou. Ele começou a se lembrar de como sua namorada e as meninas ficaram na casa de Adhara e eles saíram com a van para a despedida de solteiro dele. Isso foi há cinco horas e agora ele se encontrava no teto da van, com as pernas e braços amarrados e somente de cueca. Ele olhou para os lados tentando sair dali, mas estava muito preso.

—JAMES! — berrou. — SIRIUS! ME TIREM DAQUI, PORRA! EU TENHO QUE ME CASAR!

James que dormia deitado no peito de Sirius acordou em um pulo, vendo Remus dormindo no banco da frente com Dimitre no carona e Peter na forma de rato em um canto da van. Entre Sirius e James tinha uma boneca inflável com o nome da Alice escrito na testa. Ele cutucou Sirius na barriga para que o amigo acordasse, ele tinha a mãe dentro da calcinha da boneca inflável.

—O-o que? — indagou Sirius, acordando confuso. Ele se sentou coçando os olhos. — O que aconteceu?

—Acho que temos que tirar Frank do teto. — respondeu James, sentindo seu cabelo grudento de algo que ele não sabia e não queria saber o que era.

—Frank está no teto? — indagou Sirius ainda confuso, ele olhou para cima. A resposta foi mais um grito de Frank que se esperneava no teto da van. — Oh… James… Frank está no teto. — ele disse. James assentiu de olhos arregalados. — Remus! Frank está no teto! — ele berrou. Remus que se espreguiçava no banco da frente olhou para trás e revirou os olhos.

—Sério, Sirius? Eu nem notei. — ele debochou, mas então olhou para o relógio em seu pulso e bufou. — Merda! Nós temos que ir. — ele ligou o carro acordando Dimitre e Peter que se transformou de volta. — Temos que encontrar as meninas! Deveríamos chegar até a casamenteira em uma hora. — ele disse desesperado engatando a marcha e pisando com força no acelerador. James e Sirius que não estavam preparados caíram para trás e Frank preso no teto começou a gritar.

—Frank está na porra do teto? — indagou Dimitre, botando a cabeça para fora da janela. — Quem colocou ele lá? — riu. — Aguenta ai, Frankie! — ele berrou para o amigo que gritava.

—Acho que vou vomitar. — disse Peter que no momento seguinte vomitou em si mesmo.

—Como vocês conseguem chegar a esse ponto em uma tarde? — indagou Remus, ainda dirigindo preocupado. — Não era nem uma festa, era só nós.

Sirius suspirou e colocou a boneca inflável no colo de James.

—Remus, acho que já está na hora de você parar de nos sobrestimar.

4:25 pm

Remus estacionou em frente a casa de Adhara depressa, ele pode ver a avó de Adam chegando com compras no braço e ela acenou para ele que acenou de volta, até ela notar Frank no teto e arregalar os olhos.

—Está tudo sobre controle, senhora. — disse Dimitre, se aproximando de Remus que tinha o rosto vermelho.

—Eu vou tirar Frank do teto. — disse Remus, virando para trás. — Se arrumem. — mandou e abriu a porta da van. Ele puxou sua varinha e olhou para os lados antes de tirar Frank dali de cima que vomitou na calçada assim que pisou no chão.

—Foi irado. — ele disse, ao erguer os olhos para Remus. A porta corrente da van abriu e James pulou para fora com um terno dos Beatles.

—Remus, que porra é essa? — ele riu. — Eu achei que seu pai tinha trajes propriamente bruxos. — disse.

—Ele estava em uma banda de tributo aos Beatles depois que conheceu minha mãe. — disse Remus, coçando a nuca e sorrindo torto para Frank que deu de ombros e entrou na van para se vestir.

Logo estavam todos eles encostados do lado de fora da van, usando o terno igual aos dos Beatles, esperando pelas meninas que ainda estavam dentro da casa. Frank estava um pouco nervoso e não conseguia ficar muito tempo parado.

—Calma, Frank. — disse James, botando a mão no ombro do amigo.

—Como ele vai ficar calmo? — disse Sirius. — Ele está indo pro abate. — falou. Remus o mirou chocado e Dimitre engasgou em uma risada.

—Sirius! — ralhou James. Frank ao lado dele tinha olhos arregalados mirando o Black que tinha um sorrisinho no rosto. Peter ao lado deles estava sentado no chão com uma cara de enjoado.

—Você não pode dizer isso para alguém que vai se casar. — disse Remus. Sirius continuou rindo e deu de ombros.

—O que eu disse demais? — ele disse. — Não é, Frank? Frank?

—Pelas barbas de Merlin. — sussurrou Frank. Os meninos se viraram assim como ele e vira saindo da casa primeiro Alice em um vestido de noiva que escondida seus pés. Era um pano leve branco, apertado na cintura, ele tinha um decote, mas com renda por cima. Seu cabelo curto no queixo e uma tiara de flores pequena em sua cabeça, a maquiagem leve e natural e um grande sorriso no rosto ao ver Frank esperando por ela. Alice andou até Frank e ele achou que choraria quando a olhou nos olhos. Os dedos de Alice que tinham uma luva branca de pano tocou no cabelo de Frank, ela segurou a ponta do queixo dele e o deu um beijo calmo nos lábios. — Você está linda, Alice. — ele murmurou, sem nem prestar atenção ao seu redor.

As meninas vieram atrás dela todas de vestidos longos leves e de alça fina, caminhando até a van.

Adhara parou em frente a Remus que sorriu e a beijou nos lábios. James parecia encantado com Lily a abraçando e beijando pelo rosto, enquanto ela ria. Sirius tinha um braço em volta de Emmeline e outro de Dimitre.

—Está na hora, Frankie. — disse Emily, ao lado do melhor amigo. — Pronto? — indagou. Frank sorriu e continuou olhando sua noiva.

—Vamos se casar? — murmurou.

—Sim.

PARA SER CONTINUADO...

Notas finais
E esse clima de despedida, hein? VAI TER MAIS DESSA JORNADA DO CASAMENTO! Massssssss o próximo capítulo vai ser um cheio de nostalgia, por isso o "para ser continuado..." o próximo vai ser flashbacks deles nos outros anos! E não tem ele escrito ainda... então vou colar três prévias dos próximo capítulos. PRÉVIAS, NÃO TÃO PRÓXIMAS ASSIM ( leiam ^^): 1º: "- Acho que ela está morta." 2º: "-Você me traiu com uma bibliotecária?" 3º: "-Você, foi o primeiro a partir meu coração. - disse. - Pelo resto da minha vida, você sempre será aquele que mais me machucou." Acabouuuuuuuuuuuuuuuu. CRONOGRAMAAAAAAA: PRAZO DE DUAS SEMANAS! SAI ATÉ DIA 24/12 COM OITO COMENTÁRIOS! xoxo ~Aurora