When We Were Young

13 Roller Coaster


Notas iniciais
OOOOOOOOOOI, gente! Tia Vênus aqui! =D Saudades, amores ^~ Vim postar mais um capítulo pra vocês! E geeeeente... ele tá quente. =P Em primeiro lugar, quero agradecer por todas vocês, suas divas maravilhosas, que estão sempre comentando. Eu e a Aurora ficamos muito felizes com seus comentários!! E queria agradecer em especial à Pandora, que nos fez uma linda recomendação! Muito obrigada! Nós amamos de coração ♥ Bem... é isso! Beijossss ENJOY ♥

ROLLER COASTER

HOGWARTS

1974

3th YEAR

Levantei o olhar para mirar Emmeline. Ela acabara de entrar no Salão Comunal e parecia um pouco nervosa.

—Que cara é essa? – perguntei.

—Eu estava com o Jacques. – disse Emmeline se sentando ao meu lado – Eu não sei o que fazer...

—Por que? – perguntei franzindo a testa. Nós tínhamos declarado trégua novamente e fingíamos que nunca tinha rolado aquela confusão, apesar de Sirius estar saindo com Marlene e Emmeline com Jacques.

—Ele me deu outro presente. – disse Emmeline, baixinho, como se não quisesse que os meninos, que estavam no outro sofá, escutassem – Olha isso...

Ela abriu uma caixa de veludo onde tinha um lindo colar prateado com safiras belíssimas. Tomei a caixa da mão dela e me levantei, admirando.

—Por Merlin, Emmeline! O que você fez com ele? – perguntei tirando o colar da caixa, o exibindo.

—Me devolve! – disse ela, parecendo em pânico, pegando o colar e a caixa da minha mão – E eu não fiz nada! Nada! – disse ela sem jeito – Eu não sei o porquê dele estar me dando todas essas coisas! Você viu a gargantilha que ele me deu semana passada? – perguntou ela parecendo preocupada.

—Céus, Emmeline! Por que está com medo? – disse Lily espiando por cima do ombro da garota. Emmeline quase jogou o colar pro alto, no susto – Finalmente está saindo com alguém que realmente gosta de você...

—Sim... em galeões. – cortou Marlene, olhando feio pra nós – Sabe o que acho de mulheres tem recebem valor em galeões?

—Marlene, não começa. – pediu Lily.

—Só está com inveja porque o máximo que Sirius vai te dar um dia é uma DST. – brinquei, fazendo-a corar.

—Eu e Sirius não estamos... – balbuciou ela super vermelha. – E como pode falar uma coisa dessas do seu primo?

—É, Addie. Que feio. – zombou James, de joelhos no sofá, me olhando com um sorriso. Sirius olhava com desdém para Emmeline, que parecia completamente constrangida. Mary, que estivera concentrada fazendo a própria tarefa, se levantou e foi olhar o colar também.

—Minha nossa. É lindo, Emmeline. Ele te pediu em namoro? – perguntou ela girando os olhos, mirando o colar.

—Não. Mas ele é romântico demais. Eu não gosto dele desse jeito... e se ele me pedir em namoro? – perguntou Emmeline parecendo apreensiva – Eu não vou poder negar... não depois desse tanto de coisa que ele me deu. Isso parece ser tão caro... – lamentou ela.

—Bem... – sorri colocando as mãos na cintura – Rabastan nunca me deu nada porque nós nunca tivemos intenção de namorar. Mas é normal um garoto de uma família puro sangue, rica, dar presentes caros para uma pretendente... são tradições bruxas. – falei e olhei maldosamente para Marlene – Marlene por exemplo já deve ter recebido toneladas de presentes, não é, Lene? – perguntei com um sorriso malvado.

—Isso não é da sua conta. – retrucou ela e fiquei satisfeita ao ver o rosto corado de Sirius a me fuzilar com os olhos.

—Bem... Você escolheu o Black menos tradicional de todos. – Riu Mary – Pode tentar Regulus, numa próxima vez.

—Ah, sim. Ele certamente iria te dar muitos presentes. – concordei, mas Emmeline estalou os dedos.

—Meninas. Eu sei que vocês estão loucas para mostrar pra Marlene que Sirius não gosta realmente dela... – disse Emmeline apreensiva. – Mas podemos nos concentrar em como eu farei para não partir o coração do Jacques em pedacinhos?

—Escuta aqui, Vance... – começou Marlene se levantando, furiosa.

—Eu não tenho tempo pra perder com você. Estou preocupada com coisas importantes, como não magoar alguém que não merece. Você pode ir pra perto do Sirius e me deixar em paz? – perguntou Emmeline, zangada. Ela jogou os cabelos para trás e então saiu correndo escada à cima.

Eu, Lily e Mary trocamos um olhar chocado. Depois olhamos para Sirius, que parecia mais chocado ainda. Até Marlene parecia ter perdido a capacidade de falar.

Eu e Mary subimos os degraus, correndo e entramos super preocupadas no dormitório. Mas Emmeline simplesmente cantarolava, olhando-se no espelho, admirando como o colar de Burke ficava bonito no pescoço dela.

—Você mandou Marlene ir cuidar do Sirius? – perguntei chocada.

—Sim. Aposto que ele vai me dar valor agora. – riu ela se virando pra nós com um sorrisinho – Um valor que eu gosto. – ela acrescentou, brincando com o colar.

—Emmeline, sua vadia! – ralhei sorrindo e eu e Mary corremos para abraçá-la, achando graça.

No dia seguinte, Sirius puxou Emmeline para conversar, mas ela “não podia falar com ele pois precisava conversar com o Jacques”. Estava tomando café da manhã quando Sirius se sentou ao meu lado.

—Ela está apaixonada por aquele idiota? – perguntou Sirius.

—Eu não sei. Acho que ela está confusa. – menti – Ela nunca teve um cara que ligasse assim pra ela. Digo... ela gosta de você. – falei segurando a mão do meu primo – Mas vamos combinar que você não presta, não é, Sirius? E o Jacques... – eu suspirei e olhei para a mesa da Sonserina, onde Emmeline estava sentada, de mãos dadas com ele – Bem... ele é um fofo. É questão de tempo até ela notar que...

—Que ele só quer transar com ela! – disse Sirius um pouco alterado.

—Quão diferente de você? – perguntei arqueando as sobrancelhas – Mas pelo menos ele se dedica mais a ela. – disse dando de ombros.

—Então... então você acha que eu tenho que dar presentes pra Emmeline? – perguntou ele franzindo a testa.

—Não. Eu acho que você tem que largar de ser um cachorro. – ralhei fechando a cara – E escolher de uma vez Marlene ou Emmeline. Pare de brincar com elas antes que não possa mais escolher e acabe ficando com a sobra.

Me levantei e o beijei na bochecha. Estava para ir para a mesa da Sonserina cumprimentar Rabastan e dar uma olhadinha no Adam Cook, quando senti James segurar minha mão.

—Ei, Addie...

—O que? – perguntei sorrindo.

—Acho melhor parar de ficar brincando comigo e Rabastan. Me escolha antes que não possa mais escolher e acabe ficando com a sobra.

—Do que está falando, Jay? – perguntei, ainda sorrindo.

—Eu tento me fazer de difícil. Mas aí ela me chama de “Jay” e eu me derreto! – riu James me puxando, para que eu me sentasse no colo dele. – Então... o que acha de...

—JAMES POTTER! – gritou uma voz histérica. E não era Sirius – Largue a senhorita Black agora mesmo! O que pensa que está fazendo, heim? – ralhou a professora McGonagall. Me levantei num salto, dando um sorriso ingênuo. – Cinco pontos a menos para Grifinória por causa dessa falta de compostura.

—Isso mesmo, professora! – disse Sirius sorrindo – Compostura, Jay!

—Vai comer grama, Sirius. – ralhou James. Estava para me afastar quando escutei James falar – Ei, Evans... meu colo está livre agora... quer se sentar aqui?

—JAMES POTTER! – ralhou a professora Minerva outra vez. – Ao menos se dê ao trabalho de esperar eu me afastar!

—Ok. Então se apresse, porque eu quero tentar com Meadowes. Vai que cola?

E então ele levou uma detenção.

Fevereiro e Março foram passaram muito rápido. Sirius continuava se roendo de ciúmes, e Emmeline estava namorando Jacques Burke.

—Ele é um fofo. – disse ela olhando para os pés, onde os sapatos que ele tinha lhe comprado estavam – E é tão bonitinho. – riu ela.

—Cuidado para não magoá-lo. – murmurei. Eu a olhei pensando em Rabastan. Estava morrendo de saudades dos amassos dele, mas eu sabia que ele estava começando a gostar de verdade de mim e portanto decidira não mais ficar com ele – Ele parece muito legal.

—Ele é. Mas eu não gosto dele. Não tanto assim, pelo menos...

—Explique-se. – disse Mary, deitada de bruços na cama.

—Bem... – Emmeline se ajoelhou na cama. – Ele quer que eu seja sempre bonita e caladinha. Sempre concorde com tudo o que ele quer e nunca discorde dele. Em troca ele me dá presentes e a gente dá uns amassos legais.

—Basicamente como Lucius trata Narcissa... mas ela gosta. – eu falei, dando de ombros – E até quando vai aceitar isso?

—Não sei... estou pensando em começar em discutir com ele... pra ele ver que eu não sou o cordeirinho que ele acha que eu sou. – Emmeline ficou de pé na cama e colocou as mãos nos quadris – Eu sou uma leoa, afinal. Aqui é Grifinória! – riu ela se jogando sentada no colchão – Mas vou sentir falta dos amassos. Ele beija bem...

—Ele te deu muitos presentes... – diz Mary olhando para Emmeline – Você deveria fazer algo legal por ele, antes de... brigar com ele.

—Ah. Eu tenho planos pra Jacques Burke. E ele vai adorar. Tenho certeza que sim. – riu ela.

—E o que seriam esses planos agradabilíssimos? – perguntei me sentando.

—Vou fazer o que Narcissa nos ensinou na festa do pijama. – riu Emmeline esfregando a língua no canino, com um sorrisinho – Eu quero aprender a fazer direitinho antes de fazer em quem eu realmente pretendo fazer.

—Emmeline! – disse sorrindo – Ok. Faz isso e depois me conta como foi. – adicionei.

—Pode deixar. – disse ela retirando os lindos sapatos que tinha ganhado – Oh... eu nunca fui tão mimada na minha vida... pena que ele é tão machista... eu poderia me acostumar com isso... esse luxo.

—Você não é superficial assim, Emme! – disse Mary.

—Eu sei que não... Mas eu posso fingir ser por mais tempo. Afinal... é uma relação de troca, sacam? – perguntou ela dando de ombros.

A porta se abriu de repente e Marlene entrou com Lily e Dorcas. Emmeline nem se deu ao trabalho de olhar para qualquer uma delas. Achei até bom, porque Marlene estava com uma enorme marca no pescoço, por cortesia do meu primo.

—Addie. – disse Lily. Me virei para ela, com curiosidade – É sua prima Narcissa. Ela quer falar com você. Está lá no buraco do retrato.

—Oh! Ok! – respondo pulando para o chão. Eu estava apenas de camisola, mas desci assim mesmo.

Quando passei pelos meninos, James assoviou fazendo graça e Sirius me olhou indignado.

—O que raios está fazendo vestida assim? – perguntou ele.

—Narcissa me chamou. E minha camisola não é indecente!

—Mas é curta! – ralhou Sirius.

—Me poupe. – resmunguei, revirando os olhos.

Saio pelo buraco e vi Narcissa, com Eloá e Lyssandra. As olhei com curiosidade e Narcissa sorri para mim, assim como Lyssandra.

—Addie. Tudo bom? – perguntou ela.

—Sim.

—Você vai voltar pra casa nesse recesso de páscoa? – indagou ela.

—Não. Por que? – quis saber, curiosa.

—Bem... vamos ter Sonserina e Corvinal, logo antes do recesso. E por isso vamos fazer uma festa. O que acha de aparecer? – perguntou ela. – Suas amigas podem vir. Elas são legais.

—Hum... – sorri achando a ideia divertida. Poderia falar com Cook de novo, se tivesse sorte. – Por que não?

—Certo. É daqui duas semanas. Não se esquece! – pediu Lyssandra. Ela continuou sorrindo para mim daquele jeito que me lembrava o sorriso que me deu nas estufas. Eu sorri de volta para ela.

—Claro que não. – respondi. Voltei pelo buraco do retrato e dei de cara com Sirius, Petere James – O que vocês...

—Você vai passar a frequentar o Salão Comunal deles? – perguntou James, horrorizado.

—Addie! Eles vão fazer você experimentar o Chapéu Seletor de novo! – disse Sirius, alarmado. – Vai que você não tem tanta sorte da próxima vez e vira oficialmente um deles?

—Não vai, Addie... e não leva a Mary pra lá! – pediu Peter. Todos olhamos para ele, com curiosidade – Os Sonserina são uns marmanjões ricos e sarados. Eu não tenho chance contra nenhum deles.

—Desde quando Ranhoso foi pra Lufa-Lufa? – perguntou James, sorrindo – Ele não é rico e muito menos sarado! – adicionou ele.

—Mas ele tem um nariz grande. Precisamos admitir isso. – disse Sirius com um sorriso zombeteiro.

—'Ta... talvez eu tenha chance contra um deles. – disse Peterfranzindo a testa – Mas não leve a Mary, ok?

—E nem Emmeline. – disse Sirius.

—E por que não? – perguntei arqueando as sobrancelhas.

—Porque ela já passa tempo demais naquele lugar! – ralhou meu primo.

—Ela nunca foi no Salão Comunal da Sonserina! – eu disse cruzando os braços.

—Mas fica se beijando com aquele mauricinho ridículo. – ralhou Sirius. Eu o olhei de cima a baixo.

—Tá julgando quem, Padfoot? – devolvi com um sorrisinho.

—Está bem, Addie. Você quer ouvir? Eu falo. Eu estou com ciúmes. Agora você pode falar que só você foi convidada pra essa merda de festa? – rosnou Sirius.

Eu sorri satisfeita e apertei as bochechas dele.

—É claro. Tudo por meu priminho favorito. – falei fazendo biquinho, arrancando risadinhas de James e Peter.

—Ei! Nós somos primos! – disse James – Em algum grau, provavelmente! Como assim eu NÃO sou o seu favorito? – ele olhou para Sirius, ofendido – Eu sou o favorito de todo mundo!

—Cala boca, Jay.

Eu realmente não deveria ter vindo sozinha praquela festa. Narcissa estava de papo com Eloá e um menino do ano dela e eu não sabia como me livrar de Rabastan. Na verdade, ele não estava dando em cima de mim, mas ele sempre me lançava olhares. Eu sabia que ele estava pensando que eu tinha vindo por causa dele. Nunca acreditaria que eu tinha vindo por Narcissa, ainda mais com ela tão entretida na conversa com Eloá e aquele menino.

Lyssandra estava conversando com Avery e ele dava em cima dela, mas ela só sorria e não o deixava chegar muito perto. Talvez quando ele finalmente desistisse, eu poderia ir conversar com ela. Perto deles estava Rabastan de papo com uma garota do ano nosso ano, Mirtha Flint. Ela conversava com ele num flerte óbvio e eu me perguntei se eles iriam acabar se beijando. Quis não sentir um ciuminho, mas foi involuntário. Bufei zangada, ignorando mais um olhar discreto de Rabastan e estava pensando em ir embora, quando senti uma mão grande na minha cintura.

—O que está fazendo aqui, boneca?

Me virei e dei de cara com os olhos castanhos de Adam. Ele sorria para mim e tinha duas garrafas de Mel de Salamandra. Não consegui não sorrir com o sorriso dele e me senti verdadeiramente quente quando ele me ofereceu uma das garrafas.

—Narcissa me chamou, mas meio que se esqueceu de mim. – respondi provando a bebida que ele me ofereceu. Era muito gostosa, mais forte que vodka congelada.

—Esquecer você? Impossível. – riu ele piscando para mim e dando um gole na bebida.

—Até parece. Nunca mais falou comigo. Você esqueceu de mim, Cook. – disse fazendo biquinho. Ele me olhou achando graça e eu ri zombeteira.

—Eu nunca esqueci, Addie. Só não tive como me aproximar de você. Potter e seu primo criaram tentáculos ao seu redor, sabe? – ele parou e riu – Se lembra da música? Tá escuro, eu sei! Pomos voando, gostei! Adhara, eu quero é só... Te abraçar...— cantarolou ele – Potter gosta mesmo de te abraçar. É o tempo todo.

—Fazer o que? Ele diz que eu sou boa de apertar.

Adam riu com malícia e colocou a mão na minha cintura. Depois me empurrou lentamente até a parede. Ele riu e pressionou os quadris contra os meus e disse daquele jeito torto e travesso.

—Realmente... – riu ele – É excelente de apertar. Dá até pra entender o Potter. E o Rabastan, que até hoje não desencanou de você...

—Sr. Cook. Está achando que pode sair me empurrando assim contra a parede, é? – perguntei marota, sem afastá-lo.

—Acho que poderia abrir uma exceção, Srta. Black, afinal essa festa é pra mim, já que nocauteei o apanhador da Corvinal antes que pudesse impedir que o nosso apanhador pegasse o pomo. – disse ele sorrindo travesso.

—Eu poderia pensar a respeito.

Ele riu pra mim e deu mais um gole na própria bebida. Então se afastou.

—Achou mesmo que eu me esqueci de você? Tenho pensado muito em você, Addie.

—Mesmo? Quase não falou comigo aquele dia. – eu disse dobrando a perna e bebendo também – Estava muito ocupado sendo popular, com seu violão.

—Eu faço muito isso. Me ocupar sendo incrível... – ele riu e se aproximou novamente, colocando uma mão, na parede, do meu lado, ficando de frente para mim – Mas não achou mesmo que eu não reparei em você naquele dia? – perguntou ele. – Que não te achei muito linda naquele vestido preto, justinho. Que ficou super a vontade, pulando na cama, cantando as minhas músicas. Acha que eu não reparei que ficou me olhando e nem que ficou cheia de charme com a Cissy? – precisei me controlar para não corar com aquela última – Foi bem sexy, diga-se de passagem. Fiquei louco de vontade de ir lá me juntar a vocês... e acredite... – ele se aproximou e falou num sussurro no meu ouvido, com uma voz rouca e sensual, que me esquentou ainda mais – Não foi por Narcisa... eu quase peguei você... – ele colocou a mão livre na minha cintura – e te levei para o armário do Rabastan... – a voz dele era tão sensual... o jeito que ele falava, sussurrado no meu ouvido era mais ainda. Me deixava tonta só de ouvir. Ele era muito mais alto e forte que Rabastan, pois era mais velho... não consegui deixar de pensar que era mais experiente também... – pra fazer mil coisinhas interessantes com você. – concluiu ele.

Senti o nariz dele tocar minha orelha e pescoço. Ele desenhou uma linha até meus lábios com o nariz e os tocou de leve, de maneira provocante. Depois foi para a outra orelha, me fazendo quase morrer de expectativa.

—Quis me levar para um armário aquele dia? – falei arfando, louca de desejo.

—Quis. – sussurrou ele no meu ouvido. Então ele riu divertido, se aproximando mais um pouquinho – Mas acho que seu primo daria um chilique, não é?

—Sirius não está aqui agora. – sussurrei querendo ser sensual como ele era. Adam olhou travesso pra mim – Me leva pra um armário aqui.

Ele sorriu, parecendo satisfeito e concordou. Olhou por cima do ombro e segurou minha mão. Depois me guiou para as escadas, onde descemos alguns degraus. Ao contrário da Torre da Grifinória, os dormitórios da Sonserina ficavam mais embaixo que o salão comunal, e as janelas davam para o fundo do lago.

Mas ver uma sereia era a menor das minhas intenções. Adam me levou para seu quarto. Seu dormitório. Senti meu coração acelerar, sem saber o que seria de mim. Eu estava louca para dar uns amassos loucos nele. Beijar um garoto mais velho e mais experiente. Alguém diferente. Alguém além de Rabastan.

Adam se sentou em uma cama e me olhou com expectativa.

—E então?

—Eu quem pergunto. – respondi.

—Você parece assustada, Adhara Black. – riu ele. – Fica tranquila. Só vou morder se me pedir com jeitinho. – ele piscou e sorriu novamente, para depois dar mais um gole em sua bebida, sem parar de me olhar.

—Nunca estou assustada, Cook. – retruquei indo me sentar ao lado dele. Peguei a minha garrafa e a bebi de uma vez. O calor da bebida deixou meus cabelos alaranjados. Adam sorriu, parecendo achar legal e eu coloquei a garrafa no chão. Quando me aprumei, Adam colocou a mão no meu rosto e se aproximou sorrindo. Fechei os olhos esperando o beijo, mas não veio.

O olhei novamente e vi que ele ainda me olhava, travesso.

—Você é tão lindinha... – riu ele – E está caidinha por mim.

—Não ficaria se achando no seu lugar, Cook. Eu posso mudar de ideia e ir embora. – eu disse sorrindo com malícia. Mas a última coisa que eu queria era sair dali.

—Cuidado, ou eu posso acreditar, Black. – riu ele – Vem cá. – chamou ele me fazendo deitar. Fui me arrastando de costas até o travesseiro dele. Adam tirou o casaco e a camiseta e então sorriu pra mim. Corri os olhos pelo corpo dele e senti o rosto queimar. Ele era muito mais forte do que Rabastan. Rabastan era bem forte se comparado com os garotos da nossa idade, mas Adam era simplesmente... gostoso. Ele se deitou ao meu lado e me beijou.

Não era como Rabastan, que me beijava sempre louco de desejo.

Nem como Remus, que parecia não saber o que estava fazendo.

Ele me beijou de um jeito carinhoso. Intenso. Gostoso. Ele colocou a mão na minha cintura e me acariciou ali gentilmente. Depois passou a descer a mão, para minha coxa, mas eu estava inebriada, completamente inebriada, apenas com o beijo dele. Ele me beijava de um jeito tão diferente e delicioso. Ele me mordiscava de vez em quando, sempre se concentrando na minha boca. Normalmente acharia chato, mas ele fazia aquilo simplesmente bem e eu seria capaz de ficar daquele jeito por horas, horas e horas.

Ficamos naquele beijo comportado por muito tempo. Mas mesmo que fosse comportado, muito mais comportado do que com Rabastan, aquilo me esquentou. Esquentou tanto, que quando ele finalmente desceu os lábios para meu pescoço, eu não aguentei e gemi. Um gemido tão cheio de alívio que Rabastan só arrancava de mim ao me masturbar.

Como podia ser tão diferente? Fiquei desejando que ele pegasse fogo, como eu estava pegando. Queria que ele pedisse para tirar minha blusa. Para que ele tentasse ultrapassar meus limites. Mas logo ele subiu novamente para meus lábios, me matando de desejo. Estava com tanto tesão que doía.

Mas mesmo assim não foi ruim. O beijo dele era algo maravilhoso. Simplesmente maravilhoso. Ele se levantou um pouco, mordendo meu lábio e então me olhando inteira.

—Cacete. – murmurou ele – Você é tão linda. – riu ele. Ele colocou a mão na minha barriga e eu estremeci, com expectativa. Ele subiu a mão, brincando com meus botões. Achei que ele tentaria abrir minha blusa, mas ele desceu novamente a mão, me fazendo estremecer de novo. Ele passeou o dedo indicador no meu umbigo e eu gemi baixinho de novo – Você está bem acesa, não é? – perguntou ele rindo.

—Você não? – perguntei.

—Ah... estou... – riu ele mordiscando o próprio lábio – Você parece uma caixa de presente, presa com uma fita bonita... um presente de natal... – ele desceu a mão, colocando os dedos entre minhas coxas. Eu ia ficar maluca. Eu ia fazer alguma loucura se ele não voltasse a me beijar e me aliviasse. – E eu estou louco para puxar a fita... – senti o dedo dele tocar minha calcinha e eu gemi de novo, desesperada pelo toque dele. Mas então ele só se deitou ao meu lado – Mas ainda não é véspera de natal e eu não posso... entende? – murmurou ele parecendo lamentar aquilo. – Não quero apressar as coisas com você, Addie. Você é muito novinha.

—O que? – perguntei respirando apressadamente.

—Eu queria continuar com isso. – disse ele apontando para a própria calça. Podia ver o desejo dele, tão intenso quanto o meu – Mas isso não seria justo com você... Eu não posso pedir que me dê o que eu quero. Você é muito nova.

—Eu não sou. — bufei.

—Ainda está no seu terceiro ano. — ele murmurou. — Desculpe...

—Por que me trouxe aqui, então? – perguntei corando. Meus cabelos ficaram cor de rosa e meu rosto queimou.

—Achei que aguentava, mas... – ele suspirou – Você é linda demais. Não vou aguentar ficar só nos beijos com você e não me sinto confortável em tentar algo a mais. Eu fui um idiota, eu sei... estou tentando arrumar isso.

—Pois está tentando errado. – eu disse ficando de pé – Francamente... – saí marchando até a porta.

—Addie.

—O que foi, Cook? – perguntei, nervosa.

—Você beija maravilhosamente bem. Melhor do que qualquer garota do quinto ano.

—Foda-se. – resmunguei, saindo, para subir as escadas. Estava furiosa e morrendo de tesão. Minha calcinha estava ensopada e eu estava tão acesa que estava doendo. Voltei a cor dos meus cabelos para o loiro e bufei, furiosa, com o ego muito ferido.

Voltei para o salão comunal e vi Rabastan dançando com Mirtha Flint. Eles estavam quase se beijando. Mas eu não estava pensando direito. Tudo o que eu queria era me aliviar daquela tensão. Marchei até ele e o cutuquei. Ele se virou e sorriu para mim.

—Oi, Addie. – riu ele. O puxei pela gravata e o beijei.

Primeiro ele ficou em choque, pois não esperava por aquilo. Nem parei para pensar no quanto estava sendo egoísta. Escutei Flint me chamar de vaca e senti Rabastan me puxar para junto dele, com força. Ele me beijou daquele jeito dele, todo louco de desejo. Amei aquilo, pois era o que meu ego precisava.

Ele segurou minha mão e, ignorando os “vivas” que os alunos davam, me levou até uma parede e ficamos nos beijando mais um tempo.

—Rabs. – sussurrei no ouvido dele.

—Sim? – perguntou ele me dando beijinhos no ombro.

—Vamos pra algum lugar? — perguntei, acariciando a nuca dele. — Só nós dois?

—Quer ir pra minha cama?

—Pode ser. – respondi.

Rabastan me olhou surpreso e tentou segurar o sorriso, sem sucesso. Alguns sonserinos aplaudiram quando passamos novamente pelo buraco que dava nos dormitórios e eu torci para não topar com Adam. Mas, felizmente o caminho estava completamente livre.

Assim que chegamos no dormitório, Rabastan fechou a porta com força e me agarrou por trás.

—Céus. Estou tão desesperado por você, Adhara. Olha isso. – disse ele puxando minha bunda para os quadris dele. Ele estava muito excitado. As mãos dele passearam pela minha barriga e alcançaram meus seios, com facilidade. Ele os apertou de maneira dolorosa, porém, gostosa e ficou me beijando com volúpia no pescoço.

—Rabs. — sussurrei. — Estou completamente... — não falei mais nada, apenas peguei a mão dele e coloquei entre minhas pernas, dei um gemidinho quando ele tocou minha calcinha.

—Vamos pra cama. – pediu ele. Me virei para beijá-lo e fomos grudados um no outro, com ele me guiando para a cama certa. Caí sentada no colchão macio e Rabastan tirou a blusa. Lembrei de Cook na mesma hora e desejei que fosse ele ali, mas me repreendi por isso. Cook não iria me dar o que eu queria. Rabastan sim.

—Vem, Rabs. – pedi.

Ele se jogou em cima de mim, e tirou a varinha do bolso. Com um aceno, ele fechou as cortinas. Depois ele lançou um feitiço para que ninguém nos escutasse. Então largou a varinha e voltou a me beijar, me apertando e me explorando com as mãos. Soltando suspiros e gemidos, como se fosse tudo novidade. Como se ele já não tivesse decorado cada detalhe do meu corpo. Ele provavelmente sabia mais sobre minhas pintas do que eu mesma, mas ele me beijava como se nunca tivesse feito isso antes e estivesse completamente extasiado por estar fazendo aquilo.

—Você é maravilhosa, Addie. – murmurou ele massageando meus seios – Eu te quero toda pra mim... fico puto quando vejo alguém dando em cima de você... – ele me beijou no pescoço, lutando para desabotoar minha camisa – Eu sei que não deveria. Eu sei que não tenho esse direito. – ele ficou de joelhos em cima de mim e tirou minha blusa – Mas você me deixa louco.

—Já tentou ficar com outras garotas? – perguntei começando a me sentir mal.

—Sim. Eu fico com outras garotas... mas acho que estou deslumbrado. – riu ele com malícia. Ele colocou a mão na minha calcinha e a tirou. Respirei fundo – Eu era um garoto antes de me envolver com você. Um moleque. Mas você acordou o homem dentro de mim, Addie. – ele se curvou e me beijou na barriga de um jeito delicioso.

—Oh... Rabs... – murmurei gostando. Ele mordeu a barra da minha saia e subiu até meus lábios, me tocando lá embaixo com os dedos.

—Você tá tão molhadinha, Addie... – sussurrou ele – Quero te beijar inteira. – Ele me beijou nos lábios, no pescoço, nos seios... se demorou um pouco ali, brincando com meus mamilos, me deixando ainda mais acesa. Ele sabia como me agradar, era verdade... mas a curiosidade para saber como seria com Adam ainda estava ali, me desconcentrando. – Quero te provar inteira, Addie... – sussurrou ele me beijando outra vez na barriga. Então ele desceu mais um pouco me beijando nas coxas. Ele me mordeu de leve ali e eu soltei um gemido baixinho. Uma curiosidade sem limites me tomou. Eu queria que ele me beijasse ali.

—Rabs... estou pegando fogo...

—Eu vou te apagar, Addie. – prometeu ele, antes de me tocar com a língua. Gemi baixinho arqueando as costas. Era a melhor sensação que ele já tinha me proporcionado. Apertei a cabeça dele com as coxas e puxei meus cabelos, perdida em prazer.

—Oh... Rabastan... Isso... assim... – gemi. Ele passou por um ponto mais sensível e meu corpo todo teve um espasmo – Volta! Volta lá... oh... assim... – a língua dele me explorava um tanto perdida, como se ele estivesse procurando a coisa certa para fazer, mas ainda assim era simplesmente delicioso. Gemi, com meu corpo se movendo, com espasmos. Era tão gostoso que fazia com que eu me perdesse em mim mesma. Os dedos dele não me proporcionavam aquilo. Era um prazer diferente. Eu gostava de me sentir preenchida pelos dedos dele, mas a língua me causava uma sensação diferente. Diferente e única. – Meu Merlin, Rabastan. Não pare. Por favor... – ele riu entre minhas pernas e o calor foi se intensificando. Algo novo. Inédito. E muito intenso. Fechei os olhos, alucinada e puxei os cabelos dele com força – Rabastan... Oh, meu Rabastan... – e aquela sensação foi crescendo e se espalhando por mim. Algo forte e intenso. Algo maravilhoso. Eu seria capaz de aceitar namorar com ele se ele pedisse. Gemi completamente aliviada. Um sorriso contentíssimo brotou no meu rosto. Arfei, sem ar, ainda sentindo o corpo responder a aquilo.

Então isso era um orgasmo.

Respirei fundo, sem ar, com aquele sorriso satisfeito no rosto. Minhas pernas ficaram moles e senti Rabastan subir por mim, me beijando na barriga, nos seios e por fim no ombro. Me virei para ele, sorridente e satisfeita. Enrosquei minhas pernas com as dele e suspirei.

—Você gozou. – disse ele satisfeito, acariciando minhas costas.

—Foi tão gostoso, Rabastan... foi a melhor coisa... ah... – não sabia nem como falar, naquele momento. Ele sorriu e me beijou na testa, com um cheiro cítrico em seu rosto.

—Foi bom te ouvir gemer meu nome daquele jeito. Você gostou disso, né? – perguntou ele se deitando e abrindo as calças – Te ouvir fazendo aqueles barulhos, me deixa louco. E eles realmente mudam de cor, igual aos seus cabelos, sabia? – perguntou ele com um sorriso maroto.

—Eles?

—Os cabelos, lá embaixo.

—Você ainda estava se perguntando isso?

—Sempre. – riu Rabastan. Ele tirou a calça e eu vi que ele estava muito duro. Ele mesmo se massageou um pouco, mas eu não permiti que ele continuasse

—Já te pagaram um? – perguntei ficando de joelhos ao lado dele. Rabastan me olhou sonhadoramente e concordou.

—É ótimo... quente, úmido...

—Então eu vou fazer melhor. Pra compensar.

—Vai fazer um boquete melhor ou melhor que um boquete? – perguntou ele sorrindo.

—Um boquete melhor.

—E como pode ter tanta certeza de que vai ser melhor? – perguntou ele colocando as mãos atrás da cabeça.

—Porque eu sou boa em tudo o que eu faço? – perguntei marota, tirando-o de dentro da cueca. Rabastan sorriu maroto.

—Não posso argumentar contra isso... – ele fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, esperando.

Me curvei e o beijei na barriga, gostando de como ele se arrepiava com o meu toque. Fui descendo os beijos pelo ventre dele e ele soltou um gemido cheio de expectativa. Então fiz como Narcissa tinha nos ensinado a fazer. O beijei na cabeça, com algo parecido com ternura. Me concentrei naquela parte em específico, enquanto segurava Rabastan com as duas mãos.

Ele gemeu, novamente e soltou um “aaaah” baixinho. Lambi-o da base até a cabeça e ele se arrepiou inteiro de novo. O gosto era muito estranho, mas fiz como Narcissa disse. Fingi que não era nada de diferente. Fui beijando Rabastan com mais desejo e ele logo segurou minha cabeça, guiando um ritmo de vai e vem.

—Isso... isso, Addie...

Levantei a cabeça e voltei a masturbá-lo. Ele ainda sorria, extasiado e abriu os olhos para me olhar.

—Não goza na minha boca. Ok? – perguntei.

—Claro... – disse ele com a voz tremida. Ele gemeu de novo e tirou um lenço de debaixo do travesseiro – Eu... oh... eu te aviso. – Voltei a colocá-lo na boca, gostando de ver o quanto aquilo o agradava. Rabastan gemeu baixinho mais uma vez e novamente segurou minha cabeça, para ditar o ritmo. Apenas me concentrei em não mordê-lo e de passear minha língua por todo ele – Adhara... oh... Adhara... isso... assim... assim... chupa, vai... – pediu ele.

Fiz como ele pediu e ele gemeu mais alto. Então, depois de um tempo, ele empurrou minha cabeça gentilmente. Do jeito que ele tremia, notei que estava a ponto de gozar. Ele tinha os olhos fechados, enquanto eu o masturbava. Ele fazia caras de prazer, até respirar muito fundo e gozar na minha mão e em sua barriga. Ele nos limpou com cuidado e colocou a cueca de volta e se deitou e me chamou com a mão. Coloquei meu sutiã e deitei no peito dele.

—Hoje... hoje foi intenso... – murmurou ele.

—Foi. – disse concordando. Notei que tinha um pelo solitário no peito dele e me perguntei se ele iria se tornar muito peludo.

—Adhara... – murmurou ele.

—Shhh...

Eu tinha medo do que ele iria falar. Senti os dedos dele me acariciarem na cabeça.

—Eu... eu preciso falar... – murmurou ele.

—Não. Vamos deixar assim. Por favor. – pedi. Eu tinha um pressentimento ruim. Tinha sido tudo tão bom. Tão gostoso... por que ele queria estragar tudo?

—Você não aprova o Lorde das Trevas, não é?

Pisquei, surpresa. Não era aquilo que eu imaginava que ele falaria. Olhei Rabastan, franzindo a testa.

—Não. — murmurei. — Ele odeia meus amigos só pelo o que eles são...

—E eu imagino que não vai mudar de ideia...

—De jeito nenhum. – adicionei. Nós nunca falávamos sobre aquilo. Era um tópico proibido. Sabíamos que tínhamos convicções fortes e diferentes demais.

—Eu entendo. – suspirou ele, parecendo triste. Ele me puxou mais para si e eu temi o que aconteceria em seguida – Eu... eu...

—Não. Não fale.

—Eu estou apaixonado por você.

—Porra, Rabastan. – murmurei me apoiando no cotovelo, para olhá-lo. Ele riu sem alegria.

—Eu sou um maldito egoísta... eu sou um babaca... e eu sou covarde.

—O que?

—E eu não quero me machucar mais do que provavelmente eu já vou...

E então eu o olhei no fundo dos olhos. Tínhamos aquela sinergia, de saber o que o outro estava pensando, apenas de nos olharmos. E eu sabia o que ele iria fazer.

—Rabs... — suspirei e deitei minha cabeça no seu travesseiro, mas ainda olhando o rosto dele.

—Eu... eu não acho que devemos nos encontrar de novo... a gente já tinha terminado essa nossa loucura... hoje foi uma recaída... e uma despedida... – ele respirou fundo olhando pro teto – Porque eu sei que você não sente o mesmo que eu... e mesmo que sentisse... – ele passou uma mão pelo rosto, secando o suor – Isso seria terrivelmente complicado.

—Rabastan... eu... eu sinto muito.

—Não sinta... – ele murmurou. – Você sempre vai ter um lugar especial pra mim... na Sala das Bolhas. – murmurou ele.

—Do que está falando? – perguntei.

Ele me puxou e me beijou na testa.

—Acho melhor... você ir... – disse ele com a voz engasgada – Antes que eu fale mais idiotices... vai me achar um idiota.

—Nunca te achei tão pouco idiota, Rabastan. – disse.

Ele sorriu e se sentou. Depois nos vestimos em silêncio. Eu estava para sair da cama dele, quando ele me puxou e me beijou. A boca dele estava com um gosto esquisito, mas a minha provavelmente também estava. Ele me abraçou com força e então entrelaçou os dedos nos meus.

Me levantei e fomos juntos para o salão comunal. Adam Cook me olhou com curiosidade, mas eu apenas abracei o braço de Rabastan. Os amigos dele começaram a cantar músicas insinuando romances, mas nós não falamos nada.

Saímos do salão comunal e ele foi andando comigo até o salão da Grifinória. Ficamos em silêncio durante todo o caminho. Quando finalmente chegamos, ele beijou minha mão e depois me beijou de um jeito completamente gentil e carinhoso. O puxei contra mim, querendo mais dele, mas logo ele se afastou.

Ele soltou um suspiro com um olhar cheio de dor.

—Eu queria que as circunstâncias fossem outras... – murmurou ele – Mas eu e você somos iguais, Addie... nós somos soldados... soldados fieis... – ele suspirou – Pena que escolhemos lados opostos.

—Você quer se tornar um deles? Sabe o que eles fazem? – perguntei, chocada.

—Sim. Eu sei. Mas eu acho que os fins justificam os meios... – ele olhou para a própria mão e tirou um anel – Tome... fique com isso... – murmurou ele – Eu sei que é besteira. Mas queria que aceitasse... – murmurou ele – Afinal... – ele deu um sorriso triste – Vai ser uma lembrança dos meus dedos ágeis...

Sorri com malícia, arqueando uma sobrancelha ao máximo. Então aceitei o anel e tirei meu sutiã, sem retirar a blusa. Rabastan me olhou chocado e eu entreguei o sutiã pra ele.

—Uma lembrança dos meus peitões... – disse rindo. Rabastan riu achando graça e guardou a peça no bolso.

—Eu gostei. — ele riu mais um pouco. — Até mais, Addie... se cuida.

—Você também.

Ele se virou e saiu, voltando para as masmorras. Eu nunca amei Rabastan. Nem nunca me apaixonei por ele de verdade por ele. Mas certamente sentiria falta dele e culpei Lorde Voldemort por ele ter saído da minha vida.

Cruzei os braços, para que não notassem que eu estava sem o sutiã e voltei para dentro do salão comunal. Emmeline e Mary estavam lá, assim como Sirius, Remus, James e Peter.

—Voltou do covil? – perguntou Sirius. James se levantou e veio me abraçar.

—Não! – eu disse com firmeza – Não me abrace.

—Por que, não? – perguntou ele parecendo magoado.

—Porque perdi uma aposta e o sutiã, lá na festa. – menti.

James olhou faminto para mim. Emmeline caiu na gargalhada, junto com Mary. Peterficou espiando e Remus corou com violência. Sirius ficou rindo também.

—E quem ficou com seu sutiã? – perguntou ele.

—Rabastan. – respondi. – E com licença, que eu vou ir pro meu quarto sentir vergonha de mim mesma.

Estava subindo os degraus, quando Emmeline e Mary me alcançaram.

—Você sabe que não acreditamos nisso, não é? – perguntou Emmeline – O que aconteceu lá, no ninho das serpentes?

—Eu e Rabastan rompemos de vez. – respondi.

—E por que?

—Porque ele estava apaixonado por mim e porque você tinha razão... – eu parei na frente da porta, com Emmeline me encarando confusa – Ele é como o irmão dele... e provavelmente um dia a gente vai estar lutando um contra o outro...

Então entrei no dormitório e fechei a porta.

Aquele dia tinha sido uma montanha russa trouxa.

Notas finais
Rabastan e Addie romperam pra sempre????????? D= Será? Será? SERÁ? Façam suas apostas hehehehe O que acharam do Adam? Gente... que lindo esse Adam... Pena que tá com receio de perder a cabeça com a Addie. Eu amo esse capítulo. Espero que vocês tenham gostado também! Beijos, lindas! Esperamos vocês nos comentários, ok?? =D