When We Were Young
14 Done
Notas iniciais
DONE
HOGWARTS
1974
3th YEAR
—Me diz que você não está encarando Rabastan Lestrange – me assustei com a voz estridente de James ao meu lado.
—Claro que não. – menti, desviando o olhar da mesa da Sonserina. James juntou as sobrancelhas e me fez um biquinho irritado.
—Para de encher o saco dela, Jay! – disse Emmeline, enquanto tirava da mão de Peter uma varinha de alcaçuz o deixando emburrado.
—Aconteceu alguma coisa com vocês na festa? – quis saber James. Ele parecia querer mesmo a resposta. Não respondi e revirei os olhos. – Aconteceu, né? Eu sabia que não devia ter te deixado ir. – ele acusou irritado.
—Não aconteceu nada! E você não manda em mim... – resmunguei para ele e mirei meu olhos novamente em Rabastan, que estava rindo com um braço em volta de Diana Rosier. Bufei, voltando a desviar o olhar.
—Você está com ciúme da Diana Rosier? – indagou Sirius, olhando para a garota loira ao lado de Rabastan assim como James.
—Não! E só... eu sinto falta do Rabs. — eu disse, honestamente. Os dois pareceram algo entre irritados e chocados.
—Fala sério! – James bufou e jogou os ombros pra frente e abaixou àacabeça fingindo descontentamento – Você devia ter ciúmes de mim, Addie. Eu vou ser seu futuro namorado!
—Cala a boca, Potter! Você e minha prima nunca vai acontecer. Vê se esquece isso! – Sirius disse em um tom mandão e jogou um pão na cara dele nos fazendo rir.
—Padfoot! – resmungou James e recebeu outro pão na cara por causa disso. – Quem é melhor para namorar a Addie do que eu? Seu melhor amigo? – ele perguntou como se fosse óbvio.
—Remus? – indagou Mary, fazendo meu melhor amigo ao meu lado corar. — Ele é tão gentil e fofo... e foi o primeiro beijo da Addie. — ela suspirou, achando romântico. Eu dei uma risadinha e sorri para o rosto corado de Remus.
—É talvez, mas Remy é mais o tipo... sei lá... da Evans. – disse Emmeline, não prestando muita atenção brincando com o colar que ela ganhara de Jacques.
—Eu não tenho um tipo. – disse Remus.
—Todo mundo tem um tipo, queridinho. – rebateu Emmeline. – Tipo a Addie, o tipo dela é caras maus... como Rabastan Lestrange ou Adam Cook. – ela disse, provocativa. — Sonserinos!
—Cala a boca, Emmeline. — eu ri.
—Mas você não tem um tipo só. – ela riu maliciosa. Arqueei a sobrancelha em desafio. – Seu tipo também é os "melhores amigos do seu primo".
—O que você quer dizer com isso? – perguntei debochada, ela riu alto e olhou sugestivamente para Remus e James que prestavam atenção no que ela dizia.
—Eu quero dizer que você gosta do proibido e por isso gosta de sonserinos... como Lestrange e Cook. – ela disse travessa. – E o que é mais proibido do que um dos melhores amigos do seu primo? — ela indagou. — Afinal, ele está sempre resmungando quando James da em cima de você. — disse, piscando para James. — Imagina só, se pegando escondido em armário enquanto eu e Mary distraímos o Sirius... – ela riu comendo uma uva sensualmente. – Mas uma coisa que eu ainda não sei é se você tem uma atração pelo James ou pelo Remus. – ela sorriu até um pouco maldosa. — Isso é algo que descobriremos com o tempo, não é? — ela deu um último sorriso e se levantou caminhando para a porta do Salão Principal.
Revirei os olhos.E Sirius estava emburrado agora, me lançando um olhar atravessado. James tinha um sorrisinho no rosto e Remus o rosto ainda corado. E Peter aproveitou que Emmeline não estava perto e pegou a varinha de alcaçuz de volta.
—E se eu tiver uma atração pelo Peter? — gritei para ela, que riu já um pouco longe de nós. — Pode acontecer, sabia? – gritei novamente e me levantei para ir atrás dela . Mary veio saltitando logo atrás de mim resmungando que o Peter era dela.
Emmeline gargalhava quando finalmente a alcancei. Ela piscou para mim travessa e eu notei o quanto ela era bonita, assim como o meu primo falava que ela era. Emmeline tinha um leve e bonito rebolado enquanto andava, e isso chamava bastante atenção, mas afinal Emmeline adorava atenção.
—Você é tão idiota, Emme. – murmurei divertida. Ela riu para mim.
—Sou mesmo. Sabe o que mais eu sou? – ela perguntou totalmente maliciosa se encostando na parede ao lado da Sala de Feitiços. – Uma grande chupadora de paus! – ela brincou. Eu ri, assim como Mary que ficou de frente para eu e Emmeline, parecendo chocada.
—Você não chupou o pau de Jacques Burke! – ela disse, arregalando os olhos. – Como foi? Como é um pênis? — ela sussurrou a última parte, olhando para os lados. — Você se engasgou? Ele terminou na sua boca? – indagou, com uma caretinha de nojo. Emmeline pareceu achar graça.
—Eu achei interessante... pênis não são muito bonitos na verdade, mas ver um me deixa toda acesa. – ela contou, mordendo o lábio inferior.– Não engasguei, mas é um pouco mais difícil do que Narcissa aparentou ser e sim eu deixei ele terminar na minha boca. – ela disse.
—Como achou o gosto? -indaguei. — Eu não deixei Rabastan terminar na minha boca. – eu disse sorrindo tão maliciosa quanto ela, imaginando Emmeline de joelhos pagando um boquete para Jacques.
—Achei um pouco salgado. – ela pensou um pouco e deu de ombros. – Ele disse que eu fui muito bem. – disse e riu. – Porque não deixou ele terminar na sua boca? Você não contou muito sobre como foi chupar Rabastan Lestrange.
—Cala boca. – eu ri. Percebi Mary ficando na ponta dos pés e mirando algo atrás de mim e Emmeline. – Ninguém pode saber disso. – falei e Mary franziu a testa. – Ouviu? Principalmente Sirius. – continuei. Agora Mary – Ele não pode nem imaginar que eu paguei boquete pro Rabs.
—Você pagou boquete pro Lestrange?
Fechei os olhos com força e me virei para ver os meninos parados bem atrás da gente. Fiz a minha maior cara de quem não ligava, enquanto minhas amigas pareciam chocadas ao meu lado. Meu primo parecia muito irritado, de braços cruzados e James com a boca aberta em choque.
—Não é da sua conta, Sirius. — eu disse, cruzando os braços como ele.
—Nunca mais vou tentar te beijar depois de você ter colocado a boca lá, Addie. – disse James, com uma cara de nojo, a mão sobre a barriga como se fosse vomitar. Revirei os olhos para ele.
—Addie... – murmurou Peter e balançou a cabeça em desapontamento.
—É só brincadeira. — disse Emmeline, sorrindo inocentemente e jogando o cabelo para trás para distrair os garotos. – Addie está só sendo sarcástica, meninos, era só brincadeira. – ela disse, fazendo a cara mais deslavada do mundo, totalmente cínica.
—É verdade, meninos. – disse Mary, seu olhos girando.
Os meninos nos olharam em dúvida, mas acabaram aceitando a nosso desculpa esfarrapada. Emmeline começou a flerta com Sirius para o distrair mais. Remus parou ao meu lado, e me deu um olhar de quem sabia todos os meus segredos. Eu sorri e o empurrei no ombro com o meu ombro.
—Cala boca, Remy. — ri. Ele riu de volta.
—Essa foi a pior desculpa que eu já ouvi na minha vida.
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Subi com Emmeline e Mary as escadas para o dormitório masculino, depois de um dia cansativo de aula. Quando entramos no quarto dos meninos, eles já estavam lá e se divertiam lendo uma revista. Ri quando vi que era uma revista trouxa de mulher pelada.
Remus como era lobisomem notou nossa presença imediatamente e me olhou chocado.
—Até você, Remy? – eu disse, assustando o resto dos meninos.
—Eu... Eles disseram... Eu nunca... – Remus murmurou, parecendo com muita vergonha, seu rosto estava totalmente avermelhado e até aprecia quente. Eu ri me joguei na cama de Sirius tirando os sapatos e me enrolando em suas coberta manhosamente.
—Addie... meu Merlin... — murmurou James, me olhando sonhador. — Eu estou pirando porque estou vendo a sua calcinha. – disse James, fazendo meus cabelos mudarem de cor. Eles ficaram totalmente rosas e eu dei uma risada para disfarçar a minha vergonha. Arrumei a minha saia levantada. – Você tem uma bund...
—Pelas barbas de Merlin, James. — brigou Sirius, dando um tapa na nuca de James. — Pare de falar do corpo da minha prima. – pediu zangado. Ele se jogou ao meu lado na cama.
—Ei, Addie! Deita comigo na minha cama! — pediu James, ignorando o que Sirius havia acabado de dizer.
—Acho que vou ficar com Sirius mesmo, Jay. — sorri.
—Vamos dormir aqui, meninas? — indagou Emmeline, já se jogando na cama de Remus.
—Sim! Posso dormir com você, Petelzinho? – indagou Mary animada. Ela se ajoelhou na cama dele, sorrindo que nem louca. Ele parecia em uma mistura de chocado, assustado e também animado.
—Pode! Pode sim. – ele respondeu, olhando James de lado que ergueu os polegares para ele.
—Só se os dois couberem na mesma cama. – escutei Sirius debochar e chutei-o, não ligando para o olhar irritado.
Fui para o banheiro colocar uma blusa de Sirius para usar de pijama, Emmeline e Mary me imitaram e nós aproveitamos para escovar os dentes. Fui direto para cama de Sirius, que estava apenas de cueca, jogado no meio da cama, o empurrei até que tivesse espaço suficiente para mim. Emmeline se deitou com Remus que estava muito envergonhado por dividir a cama com ela. E Mary e Peter estavam cochichando algo na cama dele e riam de vez enquanto.
—Emmeline. – escutei a voz de James, vindo da cama dele. – Vem pra cá, vamos nos lembrar da nossa época de amassos. — brincou.
—Vai sonhando, James, eu vou é ficar aqui com o Remusinho lindinho. – ela respondeu.
—Vai dormir, Jay! — mandei, fechando um pouco das cortinas da cama de Sirius. Todos pareceram fazer o mesmo do que eu e logo o quarto estava totalmente silencioso. — Sirius. – chamei em sussurro. Senti os olhos dele em mim e o mirei e mesmo escuro consegui enxergá-lo.
—Que foi, Addie?
—Porque você não gosta que eu fique com outros meninos? – indaguei. Ele me olhou com a testa franzida e com o polegar fiquei massageando sua testa até ele parar de franzir.
—Eu... eu não sei. Você é prima! Você é a única pessoa da família que eu gosto, Addie. — ele disse, sincero. — Eu não suportaria ficar lá sem você. – murmurou. Sorri e o beijei na bochecha. Voltei a deitar a cabeça em seu travesseiro.
—Eu te adoro primo.
—Eu te adoro também, Addie.
Eu cai no sono rapidamente, mas no meio da noite escutei sussurros que me acordaram aos poucos. Abri meus olhos calmamente e vi Emmeline em cima de Sirius. Eles se beijavam, com as mãos dele em cima da bunda dela. A blusa dela estava levantada até a cintura e eles se beijavam e sussurravam coisas um pro outro. Fechei meus olhos e lutei para não mudar a cor do cabelo de vergonha. Eu não podia acreditar que eles estavam fazendo aquilo bem ali, comigo do lado, mas afinal era Sirius e Emmeline, não sei porque eu ao menos estava surpresa. Escutei um gemido e involuntariamente meu corpo esquentou, só não por Sirius ou Emmeline, mas pela situação. Abri novamente meus olhos e percebi que a bunda de Emmeline estava vermelha onde Sirius tinha acabado de apertar com força. Ele agora tinha as mãos nos peitos dela, ela beijava seu pescoço, mordendo levemente as vezes. Ela rebolava em seu colo, mas então ela olhou para mim e percebeu que eu estava acordada.
Emmeline não pulou e gritou como eu esperava, apenas sorriu e lambeu o pescoço de Sirius até sua orelha, então colocou um dedo sobre o lábio como se pedisse segredo.
Eu sorri e fechei os olhos, fingindo não escutar os gemidos dela.
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Acordei com as pernas de Sirius em cima das minhas e meus pés para fora do cobertor. Estava com as unhas pintadas de preto e virei um pouco meus dedos do pé, rindo das carinhas que Mary desenhou. Me sentei e me espreguicei agora olhando as unhas da minha mão. Cutuquei as costelas de Sirius que acordou resmungando para mim.
Remus já estava em pé ao lado da cama dele, terminando de ajeitar suas vestes. Ele sorriu para mim e eu sorri de volta, com os cabelos bagunçados sobre meus olhos.
—Alguém apaga o Sol, pelo amor de Merlin! – James bocejou se espreguiçando todo, o que foi bem engraçado ver seu corpo magrelo se esticar.
—Acho que isso não vai ser possível, James. — disse Remus. Eu ri e me levantei da cama, me espreguiçando mais uma vez. Vi Mary e Peter dormindo coladinhos, cada um com um coberto, mas muito perto um do outro. Emmeline estava esparramada na cama de Remus como se fosse dela, ela acordou e me deu um sorriso feliz.
—Precisamos voltar, Emme. — eu disse, puxando o pé dela. — Vai acordar Mary, eu preciso ir no banheiro. — mandei. Me virei para ir ao banheiro e tomei um susto ao ver um garoto saindo de lá. Ele me era familiar, mas eu simplesmente não conseguia lembrar o nome dele. — Por Merlin, quem é você? — indaguei, vendo o garoto parar em frente ao uma quinta cama. Ele me olhou de lado surpreso. Seus cabelos era pretos e um pouco encaracolados, era bonito e não parecia ser magrelo que nem James ou Remus.
—Esse é o Frank Longbottom. – Remus me contou. – Ele dividi o quarto com a gente.
—Desde quando? – perguntei, confusa. Frank ainda me olhava de lado, arrumando a sua cama, parecendo ainda estar surpreso.
—Desde o primeiro ano. – respondeu Remus, como se fosse óbvio. Franzi a testa, mas sorri para Franl.
—Oh... eu sou Addie. – falei e estiquei a minha mão para ele.
—Frank. – ele respondeu, apertando minha mão. Notei que seus olhos pousaram momentaneamente em minhas cochas desnudas. – Eu sei quem é você.... você nunca foi muito discreta e... bem, estamos na mesma classe desde o primeiro ano.
—Oh, é... – continuei sorrindo. – Mas, você é bem discreto – falei. Escutei James rindo e ele parou ao meu lado com a cara travessa.
—Frank prefere a amizade dos corvinos. – ele contou, maroto. – Ou de uma certa corvina. – brincou. Frank corou fortemente e deu um sorrisinho de lado.
—Quem é? Talvez eu conheça. – disse Emmeline, ainda deitada na cama de Remus.
—Alice Soto. – respondeu Sirius em um tom maroto como o de James. Ele tinha um sorriso no rosto. – Ele 'ta caidinho por ela.
—Sério? – eu ri. — Parece que teremos que fazer algo sobre isso, Frank Longbottom. — falei em um tom cúmplice como se o já conhecesse há muito tempo. — Não é, Emme?
—Definitivamente, Addie.
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—Ele não está ficando com Marlene? – indagou Remus, chocado. Seu rosto contraído em frustração. — Ele não pode fazer isso com ela.
—Ele acha que pode. — eu disse.
Nós dois estávamos atrás de uma estátua grande do Godric Grifinória e por isso Sirius e Emmeline que estavam se agarrando no mesmo corredor não conseguiam ver nós dois. Eles se amassavam furiosamente naquele corredor vazio, como se alguém não fosse passar ali a qualquer momento.
—Isso é... indecente. — murmurou Remus, com o rosto corado. Eu ri e mordi a varinha de alcaçuz que Remus me passou. Nós dois vimos a mão do meu primo entrar nas sais de Emmeline e a apertar na bunda.
—Pensei que ela fosse namoradinha do Burke. — eu e Remus nos assustamos ao escutar aquela voz. Me virei lentamente para a voz que havia acabado de falar ao pé do meu ouvido.
Adam Cook sorriu pra mim do mesmo jeito que sorriu quando nos beijamos em seu quarto. Meu coração começou a bater forte e me lembrei mais uma vez da noite em que ele me deixou caidinha por ele.
—Talvez ela seja. – murmurei e dei de ombros fingindo indiferença. Ele riu e mordeu o lábio inferior de um jeito tão sexy que devia ser ilegal fazer aquilo em público.
—Addie? – disse Remus. O olhei surpresa, tinha me esquecido dele parado ao meu lado.
—Hum... Remus, esse é o Adam Cook. – apresentei. Remus já sabia quem Adam era, afinal eu já falara muito sobre como ele era bonitinho para Remus. Olhei Remus e ele me olhou de volta de lado.
—Prazer em conhecê-lo. – disse Remus, estendendo a mão. — Eu sou Remus Lupin. — falou. Adam apertou a mão dele de volta.
—Prazer, Remus Lupin. – ele falou. — Estou interrompendo algo? — ele indagou. — Vocês dois estavam pretendendo fazer o mesmo que aqueles ali? — apontou para meu primo e Emmeline.
—Talvez. — respondi, rapidamente da forma mais convincente que consegui. Remus corou quando escutou aquilo, mas eu era simplesmente tão persuasiva que sabia que Adam havia acreditado. Ele deu outro sorriso, mas não consegui descobrir se ele estava com ciúmes ou não.
—Então, vou deixá-los a sós. — ele se curvou e me beijo no canto dos lábios. — Até mais, Addie. — murmurou e me encarou nos olhos uma última vez antes de sair andando pra longe daquele jeito confiante dele. Adam passou por Sirius e Emmeline nem ligando para eles que pararam de se beijar momentaneamente.
—Sobre o que foi isso? — disse Remus. Sorri maliciosa para ele.
—Isso sou eu fazendo Adam Cook ficar caidinho por mim.
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—O que eu andei fazendo o ano inteiro? Parece que eu não aprendi coisa alguma! – resmungou Emmeline, exasperada. Estávamos em mais uma aula de Adivinhação, tentando ver qualquer coisa pela bola de cristal.
—Sinto que simplesmente não tenho o dom... mas pela névoa da minha bola de cristal, eu acho que vai chover nos próximos dias. – resmunguei sem animação. – Isso é perda de tempo.
—Eu estou vendo aqui, Macdonald. – disse Trelawney na outra mesa. Mary parecia entediada.
—Deixa eu adivinhar... eu vou morrer. – resmungou Mary, sem se abalar – Isso já perdeu a graça, Sybill. – ela girou os olhos olhando para a própria bola de cristal. – Eu estou vendo aqui que você vai passar dificuldades, porque é uma péssima bruxa, vai ter problemas com bebida e morar de favor o resto da vida. Minha morte ao menos vai ser indolor. – sibilou Mary.
—Que história é essa de morte? – perguntou Remus, se aproximando de mim, olhando para Mary.
—Trelawney sempre fica falando que a Mary vai morrer. Acho que nossa borboletinha ficou de saco cheio. – riu Emmeline.
—Quem não ficaria? Remus, você viu alguma coisa? – perguntei para o garoto. Ele deu de ombros.
—Que James vai ter dificuldade pra pegar o pomo por conta da neblina. – brincou Remus, com um sorriso – Acho que essa matéria tinha que ser riscada do currículo... apenas quem nasce com o dom realmente deveria estudar adivinhação... não é algo que se aprende.
—Oh. Tirou as palavras da minha boca. – resmungou Emmeline pegando o caderno e colocando na mochila.
—Ei! O que está fazendo? – perguntei chocada.
—Desistindo dessa matéria idiota. – resmungou ela – Eu nunca vou ser boa nisso e não vou desperdiçar meu tempo em que eu poderia estar praticando feitiços ou DCAT com isso. Você-sabe-quem está ficando mais forte, sabem? Eu preciso treinar para me defender e defender aquilo que eu acho certo. – ela pegou a bola de cristal e a jogou para mim. A peguei chocada, quase a deixando cair, para se espatifar no chão – Chega dessa perda de tempo! – ela sorriu e saiu rebolando.
Olhei chocada para Remus, que parecia ainda mais em choque.
—Senhoria Vance! Pra onde está indo? – perguntou a professora.
—Estou indo aproveitar meu novo horário livre. – respondeu Emmeline sem se virar, levantando as duas mãos e mostrando os dedos médios. James e Sirius gritaram de euforia, sendo imitados por alguns alunos.
Olhei para Mary risonha que riu de volta dando de ombros, voltando a olhar para a bola de cristal.
—Ela vai ter a maior detenção. — disse Remus, mas também tinha um sorrisinho no rosto.
—Estou vendo aqui que... Que Addie vai arrumar um namorado no próximo ano. — disse Mary. James ficou interessado e sorriu.
—Sou eu? – perguntou James, rindo pra ela, se aproximando. Mary girou os olhos, com um sorrisinho.
—Quem sabe?
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A medida que a temperatura esquentava com o final da primavera e a chegada do verão, os alunos ficavam cada vez menos tempo dentro do castelo. Eu estava mais interessada em estudar para as provas finais do que ficar fazendo bagunça por ai, mas meu primo e James não estavam preocupados com as notas. Remus parecia preocupado com os estudos, então eu passava mais tempo com ele. Eu gostava de notar que ele me observava quando achava que eu estava lendo algum livro e como corava quando eu o olhava de volta.
Emmeline e Jacques estavam em crise, com ela querendo que ele terminasse com ela. Mas nunca dava certo.
—É um pesadelo. Eu discordo de tudo o que ele acha certo, mas no lugar de brigar comigo, ele me compra um presente mais caro e a gente acaba dando uns amassos. – resmungou Emmeline guardando mais um colar que tinha ganhado dele numa caixa. Acho que ela pretendia devolver tudo pra ele quando terminassem.
—Por que você não termina com ele? – perguntou Mary.
—Não é assim tão simples. – resmungou Emmeline. – Ele está apaixonado por mim! Eu quero que ele não se magoe.
—Então deveria abrir o jogo, Emme. – falei franzindo a testa.
—E falar o que? Que eu não gosto dele? – perguntou Emmeline com um muxoxo – Que na verdade eu gosto do idiota, egocêntrico, mulherengo e cafajeste do seu primo? E que na verdade eu só estou com ele pra fazer o Sirius sentir ciúmes? Ah, sim... parece uma boa. – resmungou ela soltando um outro muxoxo.
—Ou você pode falar que não gosta dele desse jeito. – sugeri.
Emmeline piscou e deu um sorriso.
—Ah! Brilhante, Addie! Brilhante! Simplesmente brilhante! – riu ela, eufórica.
—Ah... quando você fica animada assim, normalmente é porque não vai fazer o que eu sugeri pra você fazer. – resmunguei, mas Emmeline já tinha se levantado e saído, rebolando loucamente.
No dia seguinte, eu estava conversando com os meninos e Mary, na mesa da Grifinória, quando Emmeline apareceu e me deu um longo beijo na bochecha, me apertando contra ela.
—Ah, Addie. Como você está? – perguntou ela cheirando meu cangote. Olhei para Emmeline, estranhando o comportamento dela.
—Estou bem. Pode me soltar agora. – murmurei.
—Ou não. Ou você pode ficar mais um tempo assim. – disse James, com aquele sorriso safado dele.
—Na verdade... – Emme sussurrou no meu ouvido – Eu quero falar em particular com você, Addie.
—Hum... está bem... – falei, achando engraçado o jeito que ela estava falando comigo.
Emmeline me puxou e eu reparei que Jaques estava nos olhando da Mesa da Sonserina, parecendo simplesmente pasmo.
Segui Emmeline até um armário de vassouras e ela me puxou pra dentro dele depressa.
—Ok! O que raios está acontecendo? – perguntei.
—Eu disse pro Jaques que eu não gosto dele do jeito que deveria... porque eu gosto de você... Na verdade que eu sou apaixonada por você, e eu não queria mais enganar ele, já que ele é um carinha legal.
—Por Morgana, Emmeline! Todo mundo vai pensar que a gente está tendo um caso! Você sabe que nada nessa escola é segredo! – ralhei. Emmeline deu um sorrisinho.
—Eu pedi pra ele não contar pra ninguém... mas de qualquer maneira. – ela jogou a franja para trás – Falem mal, mas falem de mim, não é mesmo?
Trocamos um sorriso divertido e eu cruzei os braços.
—Você é maluca, Emmeline. – ri– Mas tudo bem... só espero que Cook não fique ouvindo esses rumores por ai...
—Tá mesmo caidinha pelo Cook, heim? – perguntou Emmeline.
—Ele é lindo, mas disse que sou novinha demais pra ele. – eu soltei um muxoxo, com um revirar de olhos. – Mas ele vai ver só... daqui um tempo ele vai ficar louco da vida atrás de mim...
—E você vai bancar a difícil? – perguntou Emmeline. – Ou não vai nem dar chance pra ele?
—Eu vou bancar a difícil e depois vou dar um trato daqueles nele, isso sim. – falei rindo e Emmeline caiu na risada. Ela então me olhou com um sorriso gentil.
—Como está seu coração em relação ao Lestrange? – perguntou ela.
Soltei um suspiro, me lembrando dos beijos de Rabastan.
—Estou tentado não me incomodar sempre que vejo ele com aquela Diana Rosier... mas não é fácil...
—Ele está sendo babaca. Saindo com ela só pra te fazer ciúmes.
—Você está fazendo a mesma coisa com Sirius. – apontei arqueando a sobrancelha.
—É completamente diferente. – defendeu-se Emmeline, olhando as unhas.
—E por que mesmo?
—Porque seu primo merece cada pisadinha que eu der nele. Você não merece que Lestrange faça isso.
—Não acho que ele esteja querendo me deixar com ciúmes. – falei me abraçando.
—E o que é, então?
—Acho que ele está tentando me esquecer... – respondi para depois suspirar. – Foi ele quem disse com todas as letras que era melhor a gente não ficar mais. Foi ele quem se afastou... esse nosso rolo só iria nos magoar... Ele não quer voltar comigo... porque gosta muito de mim.
Ficamos num silêncio constrangido com o rumo da conversa, mas Emmeline logo disse.
—Pobre Rabastan... – murmurou ela. – Deve ser difícil estar na posição dele... e os natais de vocês devem ser bem chatos daqui pra frente, não? Vocês sempre se encontram nos recessos, não é?
Concordei com um aceno de cabeça.
—E então... quanto tempo temos que ficar aqui até parecer que estamos tendo um caso?
—Me diga você. – riu Emms – Tem salvia, aí? – perguntou ela, colocando a língua pra fora com um sorriso maroto.
—Com quem acha que está falando? — eu ri. — Sempre.
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Estávamos nas arquibancadas, vendo James treinar. Estava um calor dos infernos e a final Grifinória e Corvinal seria no dia seguinte. Ganharíamos a Taça das Casas se James pegasse o pomo. Se perdêssemos, a Taça seria da Sonserina, que só tinha perdido um jogo para nós.
Remus e eu estávamos revendo todos os feitiços que tínhamos aprendido naquele ano. Mary estava cochilando em baixo do guarda sol. Sirius e Peter gritavam de euforia por James e Emmeline estava praticando o feitiço para lidar com bichos papões.
—Não consigo fazer esse feitiço sem estar ouvindo música. – resmungou Emmeline.
—Música? – perguntou Remus. Emmeline se deitou na arquibancada.
—É. Sou uma bruxa melhor quando escuto música. – contou ela – Me ajuda a me concentrar...
—É uma boa tática, mas não pode fazer as provas ouvindo música. – disse Remus.
—Sim... acho que não... mas garanto que me concentraria mais se as duas líderes de torcida ali parassem de gritar sempre que James dá uma pirueta no ar. – resmungou Emmeline – Fala sério. É só um monte de gente correndo e arremessando bolas de um lado para o outro...
—Não acredito que disse uma coisa dessas! – falei horrorizada – Quadribol é o melhor esporte do mundo!
—Fala isso porque nunca viu os esportes trouxas. – riu ela – Futebol, vôlei, tênis... ah... sem falar no boxe. Adoro boxe. – disse Emmeline se sentando novamente – Eu, meus avós e minha mãe sempre acompanhamos o boxe nas férias... é meu esporte favorito.
—O que raios é boxe? – perguntei curiosa.
—É uma luta. – explicou Emmeline – Onde duas pessoas se enfrentam com socos. É sangrento e incrível... parece que dançam no ringue... um segundo de desconcentração e bum... fim de jogo... – riu Emmeline – É completamente trouxa, mas pra mim é simplesmente mágico.
—Duas pessoas se batendo? Isso não parece nada mágico. É só colocar Sirius e Rabastan, ou James e Severus juntos, sem varinhas, num quarto trancado por tempo suficiente.
Demos algumas risadinhas e Emmeline voltou a praticar o feitiço.
—Um dia te levo pra ver uma luta. Você vai engolir suas palavras. – riu Emmeline.
Minutos depois James pousou perto de nós. Olhei para ele, contagiada pela alegria de Sirius e Peter. James gargalhava com o pomo na mão. Ele estava bastante suado, seus cabelos espetados pingando suor. Ele tirou o óculos, o entregando para Sirius, e em seguida tirou a blusa do uniforme.
—Ah... que calor. – disse James passando a mão nos cabelos. Olhei para ele, achando bonito o formato de sua barriga. James era bem magro, mas mesmo assim, era bem atraente. Senti-me calorenta olhando o corpo suado dele e ouvindo sua gargalhada. As provocações de Emmeline me ocorrendo mais uma vez, falando que eu gostava do proibido – Alguém tem água ai? – perguntou ele.
—Eu tenho. – riu Sirius pegando a varinha e apontando para ele. James o olhou perdendo o sorriso e estava para gritar um “NÃO” quando Sirius falou – Aguamenti!
Um jato de água saiu da varinha de Sirius e acertou James, no rosto, ele subiu na vassoura para escapar do jato e Sirius olhou para mim e Emmeline.
—Sirius Black! Não ouse! – rosnou Emmeline. Mas logo eu e Emmeline estávamos encharcadas até a alma. Corríamos de Sirius, que gargalhava correndo atrás de nós, jogando mais água em nós.
—Sirius! Eu juro que te mato! – gritei zangada, mas Sirius apenas riu de nós.
—Quer carona? – perguntou James estendendo a mão pra mim. O segurei com força e subi na vassoura dele para escapar de Sirius. James gargalhou e eu o abracei por trás, encostando meus seios propositalmente nas costas dele.
—Sua traíra! – gritou Emmeline, enquanto Sirius a molhava mais.
—Ei, Sirius! Te vejo na torre de Astronomia. – gritou James com um sorriso.
—Por que lá? – perguntou Sirius, da arquibancada.
—Porque é o lugar mais distante daqui, que eu posso ir de vassoura. Vai me dar alguns minutos pra me aproveitar da Addie. – riu James.
—JAMES POTTER! – gritou meu primo – VOLTE JÁ AQUI!
Mas James apenas gargalhou. Voamos em direção ao castelo, com o time de quadribol nos chamando de malucos. Abracei James com mais força, me perguntando o que ele iria fazer.
De fato, ele pousou na Torre de Astronomia. Descemos da vassoura e eu fiquei olhando pra ele, sem saber como reagir.
—Padfoot, vai ter um chilique. – riu James – Aquele idiota. Me molhou todo. – resmungou ele, ainda rindo. Ele me olhou com os olhos estreitos, sem conseguir me enxergar direito, já que ainda estava sem os óculos.
—Nem me fale.
—Sua blusa ficou transparente. Tá bem sexy. – riu James me empurrando contra a parede.
—Você não vai fazer isso. – eu disse com um sorriso, arqueando a sobrancelha.
—Não vou, é? – perguntou James, sorrindo maroto pra mim – Por que não faria? Estamos completamente sozinhos aqui.
—Pense de novo, Potter.
Eu e James piscamos surpresos e nos viramos. Severus, Rabastan, Regulus, Barty Jr. e Amycus estavam lá. Rabastan me olhou e desviou o olhar. Severus quem tinha falado.
—Eu... eu já vou. – murmurou Rabastan pegando a mochila. Eles aparentemente estavam jogando alguma coisa de tabuleiro e dados. Rabastan não me olhou e estava para sair. Me desvencilhei de James, me sentindo envergonhada, apesar de não ter feito nada errado.
—Rabs... espera... não aconteceu nada. – falei, indo até ele. Rabastan se virou, sorrindo tristemente.
—Está tudo bem, Adhara. Você não me deve nada. – murmurou ele – Mas... mas eu prefiro não ficar para o duelo que com certeza vai acontecer.
—Não vai haver duelo algum. Eu e James estamos indo, não é mesmo, James? – perguntei me virando para ele. James olhava feio para Rabastan. No momento em que ele iria dizer alguma coisa, Sirius apareceu voando pela janela, com Remus na garupa parecendo que ia vomitar.
—James Potter! Tire suas mãos imundas da minha... – ele pousou e olhou para a turma da Sonserina.
—Black! Lupin... – rosnou Severus.
—Snivellus. – rosnou meu primo.
—Dá o fora daqui, Sirius. Nós estamos ocupados! – resmungou Regulus.
—Eu não estou a fim de sair daqui. – retrucou Sirius.
—Vamos embora. – pedi para eles.
—Eu estou indo. Falou gente. – murmurou Rabastan.
Mas Severus puxou a varinha, assim como os outros sonserinos, James, Remus e Sirius.
—Volte aqui, Rabastan. Vamos acabar com eles. Estamos em maior quantidade. – riu Severus.
—Seu covarde. – rosnou James. Olhei em pânico para Rabastan, mas ele deu de ombros e saiu da torre. Respirei fundo e saquei minha varinha a apontando para Severus.
—Eu não quero duelar, mas se for o jeito, é o que vai acontecer. – eu falei, provocante.
—O que houve, Addie? – perguntou Amycus, me olhando feio – Só porque Rabastan não está mais tirando as suas calcinhas, agora você não fica mais do nosso lado? – perguntou ele com um sorriso maldoso. No segundo seguinte ele largava a varinha, com o rosto cheio de furúnculos, pois James o acertou em cheio.
—Não ouse falar isso da Addie! – ralhou ele.
E depois disso os feitiços começaram a voar por todos os lados. Sirius duelava com Regulus, Eu com Barty Jr., James com Severus e Remus com um Amycus já machucado.
Eu não queria realmente duelar, e aparentemente nem Barty... Mas Sirius e James, com seus respectivos atacantes pareciam simplesmente furiosos. Iríamos levar a melhor, mas escutamos a porta abrir. Os feitiços pararam de acontecer, com exceção de James e Severus, que não se intimidaram com a presença de uma furiosa Minerva McGonagall.
—PAREM JÁ COM ISSO! – gritou ela.
Todos nós baixamos nossas respectivas varinhas.
—Eles começaram! – disse Sirius.
—Não importa quem começou! Detenção pra todo mundo! – ralhou ela – E vou tirar trinta pontos de cada um por essa palhaçada!
—Trinta pontos cada um? – perguntou James – A senhora quer que a Grifinória termine com pontuação negativa nesse ano? – perguntou ele, indignado. Olhei para James desejando que ele fosse mudo, pois a cara que a professora fez não foi nada animadora.
—Não teste a minha paciência, Potter!
ஐ
—Eu estava reparando... – murmurou Remus, sem humor – Vocês já notaram que sempre que levamos uma detenção... a culpa é do James e do Sirius?
—Eu reparo nisso desde o nosso primeiro ano. – resmunguei limpando um troféu qualquer. Sirius deu de ombros, limpando o chão com um esfregão.
Mas James bufou. Ele estava de péssimo humor.
—O que está rolando entre você e Rabastan? – perguntou ele, também limpando o elmo de uma armadura na sala de troféus.
—Nada. – respondi zangada. – Somos apenas amigos!
—Então por que ficou toda preocupada dele pensar que estávamos nos beijando? – perguntou James indignado.
—Vocês estavam se beijando? – perguntou Remus, arregalando os olhos..
—Não! — respondi.
—Poderíamos estar! – riu James.
—James. Posso falar muito sério com você um momento. – pediu Sirius polidamente.
—Sou todo ouvidos. – disse James.
—Só eu e você. Conversa de homem pra homem. – disse Sirius.
—Huuum... homem pra homem... – falei rindo – Vai levar bronca, Jay.
—Se o motivo for você, vale a pena. – riu James piscando pra mim. Apenas revirei os olhos, mas acabei rindo no fim.
James e Sirius se afastam para conversar e eu fiquei com Remus. O garoto olhou na direção dos dois, escutando o papo, sem falar nada.
—Consegue ouvir? Você tem, tipo, super sentidos por ser... bem... você sabe, não é?. – sussurrei, curiosa.
Remus consentiu em silêncio, prestando atenção.
—Em resumo, seu primo está sendo muito maduro. – murmurou Remus – Ele disse que você está fragilizada por causa da sua relação com Rabastan e que James dá em cima até da própria sombra, se ela vacilar... – Remus franziu a testa, ainda ouvindo os dois conversarem – E... ele pediu para que ele pare de ficar dando em cima de você, porque você ainda não superou essa coisa toda com Rabastan e não está com cabeça pra lidar com James sendo tão insistente. E Sirius disse que você é território proibido, de qualquer maneira.
—Sou? – perguntei, franzindo a testa.
—Bem... sim. – Remus deu de ombros – Código dos manos, ele disse.
—É por isso que você nunca deu em cima de mim? – perguntei fazendo biquinho. Remus corou completamente e depois sorriu.
—Existem muitos motivos para eu não dar em cima de você, Addie... mas duvido que você concordaria com qualquer um deles.
—Como assim? – perguntei, curiosa.
Mas Sirius e James voltaram, parecendo um tanto emburrados e acabamos mudando de assunto.
O monitor chefe da Grifinória apareceu e disse que estávamos liberados. Dando graças, saímos de lá, conversando calmamente.
—Como foi que o Peterescapou dessa detenção? – perguntou James.
—O Petelzinho estava indo se encontrar com Crazy Eyes Não quis vir comigo. – resmungou Sirius – Ele é um grande bun...
Mas James parou de uma vez e nos puxou para trás de uma armadura.
—Shh! – pediu ele olhando para frente.
—O que foi? – sussurrou Sirius.
—Olhe ali! É a Alice do Frank! – disse James baixinho.
Olhei para a menina e vi que ela é uma garota de rosto redondo, com os cabelos castanhos e curtos, meio gorduchinha. Lembrava vagamente de já tê-la visto em algum lugar. Mas o que me deixou boquiaberta foi o fato dela estar se pegando com Mulciber que estava no mesmo ano de Adam, no quinto enquanto nós estávamos no terceiro.
De todos os amigos de Rabastan, Mulciber era o que eu mais detestava. Ele era o mais preconceituoso, o mais agressivo e ele falava publicamente que quando terminasse a escola, ele iria lutar ao lado daquele Voldemort. Ele parecia tão lunático quanto Bellatrix e até mesmo atacava alunos nascidos trouxas.
—Eu não acredito nisso... que nojo. – resmunguei botando a língua pra fora. Os três marotos sorriem pra mim, felizes por eu ter dito aquilo. — Frank é melhor que ele.
—Frank vai ficar triste quando souber disso... – murmurou Remus.
—Ou muito feliz quando a gente acabar com ele. – riu Sirius pegando a varinha. Todos nós concordamos, o imitando. Remus parecia um pouco incerto, mas acabou fazendo o mesmo.
Sim, nós azaramos Mulciber. Sim, Alice levou um susto e saiu correndo... E sim, o professor Slug nos pegou no flagra e levamos outra detenção...
Que droga de vida.
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