Notas iniciais
TEVE SEIS COMENTÁRIOSSSSSS!!!!!!!!! Muito obrigada as seis maravilhosas que comentário, cada vez que chegava uma notificação e sorria de alegria.Sério ehuehuehueh Então quero agradecer novamente, as seis maravilhosas pessoas que comentaram.MUITO OBRIGADA. Mas se esse capítulo tiver pelo menos 5 ou até 4 comentários o próximo já sai :) Estamos com mais de 130 comentários, e espero chegar rapidinho nos 200 E quero saber onde estão as recomendações que eu e Vênus tanto queremos heimmmmmm ehuehueehheuheuh. Enjoy :)

BOGGART

HOGWARTS

1974

3th YEAR

—O que você colocou na terceira questão? A dos Kappas? – Remus me perguntou. — Acha que acertou?

—Respondi corretamente. – falei convencida – Coloquei a defesa contra eles e o que eles comem geralmente.

—Podemos no defender jogando um penino e eles se alimentam geralmente de sangue de seres humanos. – Remus diz sorrindo também um pouco convencido.

—Ah não! Eu errei! Coloquei cenoura! – Emmeline diz irritada – Sabia que tinha errado... Fui tentar colocar do James, mas o idiota ficou todo curvado – ela resmunga e James se vira para ela rindo travesso.

—É porque eu estava colando a questão do Remus sobre lobisomens. – ele fala e todos nós rimos, principalmente eu e os meninos, que riamos cúmplices.

—Foi fácil. – eu digo enlaçando meu braço com o de Remus – Quando se tem uma boa memória fotográfica. – Remus ri comigo.

—To dizendo... – Emmeline fala maliciosa.

—O que é agora Emmeline? – pergunto fingindo irritação.

—Tem hora que acho que você tá dando em cima do Jay, mas ai do nada parece que está dando em cima do Remus. – ela diz fazendo James sorrir e Remus corar.

—Parece até o Sirius – Peter diz rindo – Ou ele ta dando em cima da Marlene, ou da Emmeline ou de qualquer garota que não seja a Addie.

—É claro. Vou dar em cima da minha prima? – Sirius estremece.

—Mas bom... parando para pensar. – Mary diz meio incerta – Vocês vão ter que se casar... – eu e Sirius procurávamos não tocar nesse assunto, tipo nunca, mas ele estava sempre ali para jogar na nossa cara que temos nossos destinos traçados.

—Nós não vamos nos casar. – Sirius diz parecendo confiante, mas até ele sabia que o único jeito de não acabarmos casados era com uma desistência oficial, mas isso significava ser deserdado da família. Tradições idiotas da “Muy Nobre e Antiga Família Black”.

—Mas a família de vocês... – Emmeline também diz parando para pensar – Eu não quero ter que ser madrinha do casamento de vocês. – ela diz fazendo um muxoxo.

—Parem, ok? – James diz irritado – Sirius e Addie não vão se casar! Não vão!

—Mas elas tem razão, se não nos casarmos podemos ser expulsos da família para sempre e também perder a honra e ... – começo a falar sem parar e Sirius se coloca a minha frente me segurando pelos ombros.

—Addie, relaxa – ele diz olhando nos meus olhos – Não é só porque você me beijou que vamos nos casar. – ele debocha e eu dou uma risada batendo em seu ombro. Todos riem conosco.

—Ainda não acredito que você beijou Sirius para acobertar ele e Emmeline. – Peter ri.

Eu dou um meio sorriso e Sirius passa o braço pelo meu ombro.

—O que eu não faço pela família. – digo brincando.

—Foi hilário. – Remus ri baixinho.

—Ai, agora é teste de feitiços – Emmeline diz nervosa.

—Quais são mesmo os feitiços de água? – Mary pergunta.

—Que nós aprendemos tem o Aquamenti e Aqua Eructo. – eu respondo – Mas o Aqua Eructo é de DCAT porque é de defesa – falo e ela assente — Não estou preocupada com nenhum teste, talvez o de Adivinhação – Remus concorda.

—Fala sério é só mentir – James diz.

—O de Runas eu tenho certeza que vou bem, é minha matéria preferida. – falo ajeitando minha bolsa no ombro.

—To preocupada com DCAT, vamos ter que enfrentar um bicho papão! – Mary fala nervosa.

—Mas o feitiço é tão fácil – Remus responde.

—Sim, mas eu não sei qual é o meu bicho papão, pensei em um monte de coisas! – ela resmunga preocupada.

—Acho que o meu é ver alguém que eu amo morto, eu acho, ou talvez eu sozinho para sempre – James diz pensativo. – E o de vocês?

—Acho que é minha mãe morrer – Emmeline fala assustada.

—Ratos, muitos ratos mortos – Peter diz e James bate no ombro dele rindo.

—Não faço ideia – Mary murmura.

—Acho que... A Lua Cheia – Remus diz baixinho.

—A Lua Cheia? Porque diabos você teria medo da Lua Cheia? – Emmeline pergunta e vejo meu primo me soltar para passar o braço pelo ombro de Remus.

—Uma coisa ruim aconteceu com Aluado na Lua Cheia – James diz – Mas agora nós vamos ajudar ele. – James deu um soquinho no ombro de Remus, que lhe deu um sorriso um pouco triste.

—Eu não tenho medo de nada! Vai ser moleza – Sirius diz se achando.

—Merda! Eu to ferrado! – Sirius fala com as mãos no cabelo – Não faço ideia de qual é o meu maior medo! Não sei! Não sei!

—Achei que ia ser moleza. – eu debocho, mas também estava nervosa.

—Muito bem! – o professor entra na sala – Façam uma fila por favor. – ele pede e nós fazemos uma um pouco desorganizada e barulhenta demais. Já que fazíamos DCAT com a Sonserina, todos ficávamos implicando com a outra casa e vice-versa – Certo, esse vai ser um dos testes práticos, foi difícil achar esse bicho papão. – o professor ri – Depois de terminarem esse teste do bicho papão, vamos lá para fora terminar os testes práticos e amanhã serão os testes escrito – ele da outra risadinha. – Varinhas às mãos! E a primeira é Adhara Black – eu tinha acabado em primeiro lugar com Sirius logo atrás de mim – Vamos Adhara, vou abrir a baú. Pronta?

Eu respiro fundo e seguro minha varinha com firmeza.

—Pronta – murmuro e ele abre o baú, todos prendem a respiração e eu estremeço ao ver uma pessoa saindo do baú, ele estava todo de preto e usava uma máscara que eu tinha certeza que já tinha visto em algum lugar. Quando ele ficou em pé em frente ao baú percebi que ele era muito parecido com... Eu fechei os olhos, querendo que ele voltasse par ao baú, mas quando abri ele estava apenas há alguns passos de mim. Aquilo foi tirando sua mascara e o rosto de Rabastan se revelou. A sala toda soltou uma exclamação, mas logo depois ficou quieta, o bicho papão em forma de Rabastan se aproximou mais.

—Se junte a nós, Addie. – ele diz, seus olhos escuros e cheio de ódio – Se junte a Voldemort! Você é como nós, vai me dizer que nunca chamou algum nascido trouxa de sangue ruim por vontade própria... não lembra da própria infância? – um soluço escapa da minha boca e eu nem tinha percebido que as lágrimas rolavam pelo meu rosto.

—Não – eu murmuro e ele se aproxima mais quase me tocando.

—JUNTE-SE A NÓS! JUNTE SE A NÓS! – e depois um coro se juntou a ele, e eu distingui a voz de Bella, Tia Walburga, dos meus pais e de todos os outros da família.

Mas minha varinha caiu quando o bicho papão Rabastan, virou Sirius, também encapuzado e com a máscara na mão.

—Nós somos isso! É o que sempre fomos! Comensais da Morte – ele sibila.

Sinto o verdadeiro Sirius me empurrando e se colocando a minha frente com a varinha em riste, o bicho papão se transforma na Tia Walburga e ela grita para Sirius

—Peste! Você não é meu filho! Nunca foi! Suma! Vá embora e não volte! Você não pertence a essa família. – então apareceu um Sirius todo engomadinho, dizendo que ele era um verdadeiro Black, depois voltou novamente para Tia Walburga gritando.

—Riddikulus – ele diz e as roupas de Tia Walburga viram um biquíni rosa choque, todos começam a rir, mas tudo para mim parecia abafado. Eu me viro passando por Sirius que me olhava preocupado. Empurrando meus amigos e qualquer um que estivesse na minha frente, me dirijo para a saída, sentindo o coração bater tão forte em meu peito, que doía. Escuto Rabastan me chamando e tentando segurar minha mão, mas isso só me deixa mais aterrorizada e eu corro para fora da sala.

Continuei correndo até bater de frente com alguém e gritar de horror, mas parei ao perceber que não era o Rabastan encapuzado e sim Adam. Eu o abracei e ele me abraçou de volta.

—Ei, o que aconteceu, Addie? – ele pergunta, mas eu não respondo. Apenas continuo soluçando. Ele então me pega no colo, passando um braço pela minha cintura e outro pelas minhas pernas, para me carregar para um lugar onde nunca tinha ido antes. Notei logo que era a cozinha, pois o cheiro de comida era delicioso e vários elfos nos olhavam com muita curiosidade, todos com aventais e alguns com colheres, facas e cebolas.

—Aqui é a cozinha? – pergunto engasgada.

—Sim, a cozinha de Hogwarts – ele responde, então um elfo pareceu quicando.

—Floyde, senhor, ao seu dispor – o elfo se curva.

—Poderia trazer um chocolate quente? – Adam diz em forma de pergunta, me olhando.

—To de dieta. – eu digo fungando – Mas posso fazer um exceção. – ele assente e o elfo sai quicando para fazer o chocolate quente.

Adam tinha me colocado em cima de uma mesa e eu apoiava meus pés no banco enquanto ele ficava em pé do meu lado.

—Quer me contar o que aconteceu agora? – ele pede acariciando meu rosto com o polegar.

—É besteira. – murmuro.

—Desculpe, mas tenho que dizer que você fica linda chorando. – eu dou uma risadinha – Seus olhos ficam brilhando por causa das lágrimas e seu nariz está vermelhinho.

Eu sorrio para ele.

—Bobo. – digo rindo, sem encará-lo.

—Então, o que aconteceu? – ele pergunta mais uma vez.

—Teste de DCAT – ele arqueia a sobrancelha.

—Foi muito mal?

—Não... e sim... – dou uma risada – Bicho papão – ele assente.

—Quando tive que enfrentar o meu quase mijei nas calças – nós rimos.

—Não quer saber o que é? – pergunto, mas ele nega.

—É, meio pessoal, eu acho – ele então sorri quando o elfo se aproxima.

—Obrigada, Floyde – o elfo pula no lugar.

—Obrigado eu, senhorita, Floyde fica feliz em ajudá-la – ele entrega a Adam e sai quicando de felicidade.

—Toma. – eu pego a caneca e bebo devagar.

—Foi horrível, e todo mundo me viu chorar. – lágrimas voltam ao meu rosto, mas Adam limpa antes de caírem – Todos vão me achar uma fraca, Sirius teve que entrar na minha frente e... Como vou olhar para todo mundo?

—Que se danem eles. – ele da de ombros.

—Que se danem eles? – eu dou uma risada secando minhas lágrimas.

—É, isso mesmo, não importa o que pensam de você, mas sim o que você pensa de si mesma.

—Obrigada, Adam – eu o abraço e ele passa os braços pela minha cintura. Ele me puxa contra si e continuamos abraçados. Quando me solta um pouco e olha para meu rosto, ele sorri mais uma vez.

—Eu seria muito canalha por querer te beijar agora?

—Acho que sim, contando com o fato de que estou mentalmente fragilizada – ele ri – Mas quem disse que me importo? – ele se aproximou e eu encarei seu olhos. Adam acariciou meu rosto novamente e passou o polegar sobre meu lábio inferior. Ele colou sua testa na minha e ficou me encarando, mas por algum motivo apenas ficamos compartilhando nossas respirações, sem tocar nossos lábios um no outro. – Podemos ficar aqui, tipo o resto do dia?

—E seus testes? E os meus? – ele pergunta, mas não parecia se importa com isso.

—Podemos passar na enfermaria, falando que passamos mal.

—É claro. – ele se senta ao meu lado na mesa – Divide comigo esse chocolate quente que pelo o que eu senti, ta muito bom.

—Ok. Eu não quero engordar sozinha mesmo. – respondi, sorrindo.

—Entregue – Adam diz parado ao lado do quadro da Mulher Gorda.

—Obrigada, por tudo. – ele dá de ombros – Boa ideia, de pedir peixe estragado para os elfos para vomitarmos na enfermaria. – rimos e ele se aproxima para me beijar, mas eu coloco a língua para fora.

—Tem certeza? Nossas bocas não tão com gosto nada bom – ele ri e me beija delicadamente nos lábios.

—Até mais, Addie. – ele me diz e sai andando em direção às masmorras.

—Até mais. – digo baixinho, mas ele escuta e se vira sorrindo e dando um tchau com a mão.

Olho o papel que a enfermeira nos deu, para entregarmos aos professores e fazermos os testes que perdemos.

Digo a senha para Mulher Gorda, e entro para o Salão Comunal. Algumas pessoas estavam ali, incluindo Lily, Marlene e Dorcas, as três se aproximam de mim com Lily na frente.

—Você está bem? – ela pergunta parecendo preocupada.

—Depois que você saiu o professor mandou todo mundo ficar na sala e foi te procurar, mas não te achou. Ele informou a Professora Minerva e cancelou os testes por hoje, na verdade os testes do resto do dia para os grifinórios do terceiro ano foram remarcados e Minerva pediu para procurarmos você pelo castelo e se não achássemos deveríamos informá-la que ela mesma iria procurar. – Dorcas diz tudo num fôlego só.

—Ela, junto de alguns monitores do sétimo ano, estão te procurando – Marlene fala – Sirius tá doido, ninguém nem os sonserinos, riu de você depois que saiu. Aquele que você tinha um rolo, Rabastan, também ficou muito preocupado.

—Eu... ah... passei o dia com um amigo. – elas assentem e mesmo com os olhos cheios de curiosidades não perguntam com quem.

—Acho que devia ir atrás do seu primo – Lily diz com ternura – Nós procuramos Minerva. – elas saem do Salão Comunal.

Subo para o dormitório masculino torcendo para que Emmeline e Mary não estivessem lá. Apesar de saber que o resto dos meninos estão lá, bato na porta devagar e escuto uma conversa abafada até a porta se abrir e Sirius aparecer.

—Addie. – ele diz então me puxa e passa os braços protetoralmente sobre mim, me abraçando com força. Abracei sua cintura e sinto ele fechar a porta – Onde você ficou o dia inteiro?

—Com uma amigo... Na cozinha — os meninos me olham.

—Cozinha? – pergunta Peter.

—Sim, achei a cozinha para nosso mapa. – eu digo sorrindo – Posso mostrar onde é...

—Nem vem querer distrair a gente! – James briga. – Você ta mal.

—Não to mal.

—Você tá mal – Sirius concorda.

—Não to mal!

—Você tá mal – Peter repete.

—Não to não, mas que droga – Remus então se aproxima de mim e coloca a mão no meu ombro.

—Você tá mal – desisto e dou de ombro emburrada. Olho Frank perto da cama dele e ele então se senta.

—Vou dar privacidade pra vocês – ele diz e fecha a cortina, logo depois coloca a cabeça pra fora – Vou colocar um feitiço.

— Eu não entendi seu medo. – James sussurra. – Nenhum de nós entendeu.

—Eu acho que... acho que meu medo é que as pessoas que eu gosto se tornem maus e que... e que eu não seja aquilo que eu penso que sou.

—O que o bicho papão disse... – Remus me olha.

—Eu não era muito legal, eu acho.

—Você tratava os trouxas mal? – Sirius pergunta – E nascidos trouxas?

—Não conheci nascidos trouxas antes de vim para Hogwarts, mas os trouxas, eu... – Sirius me olha desapontado – Não era assim também, nunca fui como a nossa família, só as vezes eu sentia nojo por eles nãos serem como eu... não ter magia.

— Nojo, Addie?Nojo? – Sirius parecia horrorizado e desapontado.

—Eu um pouco metida e talvez fúltil e também não gostava dos trouxas, mas eu juro pra você Sirius que não importa o quanto eu achava que trouxas eram nojentos, eu nunca me tornaria uma Comensal da Morte. Desculpe – as lágrimas voltam para meus olhos. – Desculpe.

—Está tudo bem, Addie – Remus sorri – O que importa é que você mudou, não é?

—É claro – digo – Hoje eu só perdi o controle, mas não vai acontecer mais, não sou fraca.

—Não achamos você fraca, Addie – Peter fala.

—Às vezes você parece a mais durona de nós, Tetas – James diz e me abraça apertado – Tão boa de apertar! Ai, ai!

—Eu amo você, Jay – ele sorri radiante – Você é um grande amigo – o sorriso dele morre e Sirius começa a gargalhar.

—Vem prima. – ele diz ainda rindo – Eu vou cuidar de você. – Depois de eu escovar os dentes com o dedo, me deito na cama dele e coloco a camisa dele por debaixo das cobertas, uma hora a coberta caiu um pouco mostrando meu seio esquerdo desnudo, mas somente James viu. Ele ficou me olhando com o olhar faminto e eu lhe dei um sorriso malicioso, quando Sirius, Remus e Peter não estavam olhando eu deixei a coberta cair até minha cintura, deixando meus seios expostos e coloquei a camisa de Sirius sobre o olhar atento de James, depois me enrolei nas cobertas e vi James parecendo aperta algo por debaixo das cobertas dele, Sirius deita comigo e me abraça carinhoso.

—Desse jeito, vocês até estão parecendo fofos. – James debocha da sua cama – Quero dormir com alguém também! – ele se joga na cama de Aluado, que agora revisava as matérias.

—Não, James. – Aluado resmunga, mas James se enfiava nas cobertas dele, percebi que era para perder a excitação – Pelo menos me ajude a revisar.

—Frank. – Peter abre a cortina e encontra o menino lendo ali dentro, Frank sorri e olha para nós.

—Senhorita, Black – Professora Minerva entra afobada no dormitório – Você está bem? – ela se aproxima da cama e atrás dela, vinha Lily, Marlene, Dorcas, Mary e Emms.

—Addie! – Emmeline me abraça e logo depois Mary.

—Mas, senhorita Black, devia ter ido diretamente até mim, não se enfiado no dormitório masculino! Saia agora da cama de seu primo, temos que conversar.

Suspiro cansada então faço uma cara triste e forço lágrimas em meus olhos.

—Mas eu só queria ficar com alguém da minha família e... – eu finjo um soluço – Sirius estava me confortando e eu estou tão triste. – Sirius me abraça.

—Coitadinha. – ele murmura.

—Eu entendo, mas não é adequado.

—Por favor. – eu choro mais e escondo o rosto nas mãos.

—Coitada. – escuto a voz da Lily e Sirius da uma risadinha no meu cabelo, todos estavam acreditando.

—Professora, eu dou minha palavra que vamos direto dormir, Sirius e Addie vão ficar junto, mas... – começa Remus.

—Não! Nem pensar – corta a professora, veemente.

Eu me levanto e a Professora cora ao ver que eu vestia só a blusa do meu primo.

—Deixe eu me despedir dos meninos. – digo manhosa, abraço Sirius, depois Peter e Frank, quando abraço Remus ele me olha curioso sabendo que eu tramava algo. James sorri quando é a vez dele e eu o abraço apertando meus seios em seu peito, ele então coloca algo dentro da minha camisa passando a mão sobre meu quadril e o lado da minha calcinha.

—Estou tão triste... – Emmeline e Mary se aproximam de mim enlaçando o braço com os meus e nós seguimos para o dormitório, com Minerva e o resto da meninas.

Professora no colocou na cama e disse que amanhã conversava comigo, quando Marlene Lily e Dorcas dormiram, me despedi de Emms e Mary prometendo que falava com elas amanhã e sai do dormitório jogando a capa de invisibilidade que James colocou dentro da minha blusa.

Subo de volta para o dormitório e os meninos me esperavam lá.

—Finalmente! – riu meu primo enquanto eu me deitava com ele. Jogo a capa para James, que a pega no ar – Estávamos contando para o Frank que atrapalhamos o amasso da Alice dele.

—Foi hilário. – eu digo para ele, mas ele estava um pouco emburrado.

—Ela disse que eu era bonitinho. – ele resmunga.

—Você é bonitinho Frank, mas pra saber se ela gosta de você, poderia ficar com outra menina – ele arqueia a sobrancelha. – Fazer ciúme.

—Que menina iria querer sair comigo? – ele perguntou.

Olhei para ele e dei o meu maior sorriso malicioso.

Era o último passeio para Hogsmeade do ano e praticamente todo mundo que podia ir para o vilarejo tinha escapado do castelo.

—Não acredito que o Frank ta saindo com a Meadowes! – Peter da uma gargalhada – Eles tão se pegando fala sério. – Frank beijava Dorcas com os olhos abertos esperando ver quando Alice iria passar.

—Pelo menos ele pega alguém, né, Peter? – James debocha, fazendo Sirius gargalhar. Vejo Peter corar violentamente e não consigo deixar de rir.

—Calem a boca. – Remus diz em defesa de Peter – Tão falando os pegadores de Hogwarts. Sirius não é só porque você pegou a Emmeline e a Marlene que você pega geral, o mesmo para você James, quantas você já beijou? Duas? Uma?

Eu e Peter gargalhamos da cara de irritado dos dois.

—Ele está certo. – eu digo sorrindo – Até eu peguei mais que você James! – digo com provocação. James arqueia a sobrancelha, me olhando emburrado.

—Eu já fiquei com a Amelia Bones umas cinco vezes. – James resmunga – É como seu eu tivesse ficado com cinco garotas.

—Cala a boca. – eu digo rindo – Você teve que parar de ficar com ela depois que o Edgar Bones ameaçou fazer o time todo da Lufa-Lufa bater em você.

—O Bones é um merdinha que não me enfrentaria. Por isso chamou o time todo dele. – James rebate – E como assim pegou mais?

Dou um sorriso malicioso e me aproximo dele.

—Rabastan – sussurro e Sirius faz um barulho de nojo com a boca – Remus – dou um sorrisinho olhando meu amigo que ficou corado – Sirius, mais ou menos... – os meninos riem – Adam... – eles param de rir.

—Você ficou com o Cook? – James me olhava irritado e eu fiquei feliz em de ver o ciúme cintilando em seus olhos.

—A gente deu uns beijos. – agora eu podia escutar Sirius bufando, mas eu me concentrava apenas em James – Ele me levou pro dormitório dele. – a minha voz saia em uma mistura de maliciosa e maldosa.

—E depois? – James tinha cruzado os braços.

—Ele me deitou na cama dele e bem... – James arregalou os olhos, mas foi Sirius que agarrou meu braço e em virou pra ele.

—Ele te comeu? – Sirius estava tão irritado quanto James – Addie, ele te comeu? – ele pergunta mais uma vez.

—Six, posso saber por que ta agarrando minha melhor amiga desse jeito? – a voz de Emmeline me chamou a atenção e eu me virei pra ela que usava um vestido preto apertado demais.

—Addie, perdeu a virgindade. – Peter dispara.

—Não perdeu, não. – Emmeline diz rindo. Ela se aproxima de Sirius, o puxando pela mão – Qual é, Six, se Addie perdesse a virgindade, ela te contaria, vocês são melhores amigos também. – ela diz – Né, Addie?

—Eu só estava brincando. – ele e James respiram aliviados – Mas isso não quer dizer que ele não me levou pra dormitório dele e a gente deu uns amassos. – eles já iam abrir a boca pra falar, mas Mary chegou gritando.

—Se acalma borboletinha. – Emms diz pra ela, enquanto ainda estava de mãos dadas com Sirius.

—EU NÃO ACREDITO!VADIAS! – no seguinte Mary falou palavrões que eu nem imaginava que ela sabia.

—Posso saber por que eu sou uma vadia dessa vez, amor? – Emmeline pergunta calmamente pra Mary.

—Eu tive que saber por Bethany Toots que vocês duas tem um caso! PELO AMOR DE DEUS! BETHANY TOOTS! – ela berra, girando os olhos violentamente.

—Merlin, como eu odeio aquela garota. – murmuro, me lembrando da feliz e sorridente lufana Bethany Toots, Emms olha pra mim em concordância.

—Não mudem de assunto! – Mary parecia realmente irritada – Eu tenho que descobrir pela vaca burra da Bethany Toots que minhas duas melhores amigas tem um caso lésbico! E nem me chamaram pra fazer um ménage.

—Borboletinha, se eu e Addie tivéssemos um caso, com certeza chamaríamos você pra um menage.

—Verdade? – Mary duvida com um biquinho muito fofo.

—É claro, você também seria a primeira, a saber. – passo um braço pelo ombro dela.

—Pera aí, eu ouvi esse boato que vocês tinham um caso. – Diz James sorrindo sonhadoramente. – Mas eu fiquei tipo: Até parece!Depois tipo: Isso seria tão foda! E depois: Eu preciso tomar um banho! – James diz nos fazendo rir.

—To com frio. – Emms diz se abraçando.

—Quem mandou vim com esse vestidinho curto e apertado? – digo.

—Diz a garota que está com uma blusinha que deixa a barriga de fora e tão apertada que as tetas tão saindo pra fora! – ela diz com um sorriso debochado no rosto.

—Eu não preciso de uma blusa pra deixar eles assim querida, são naturais – balanço meus peitos e Emms dá uma gargalhada.

—Por favor, faça isso de novo e por mais tempo? – James pede recebendo um tapa na nuca, de Sirius.

—Vem aqui, Emms — ele puxa Emmeline passando a jaqueta dele pelos ombros dela e depois coloca o braço em volta dela.

—Olhem! É a Alice. – todos olhamos Alice, que estava agora indo na direção em que Frank e Dorcas estavam.

—Aquela é a esquisita da Meadowes? – Emmeline pergunta chocada. A boca de Dorcas não desgrudava da de Frank que agora estava realmente aproveitando o beijo.

—É sim. É pra fazer ciúme na Alice. – Peter diz.

—Quem é a Alice? – Mary pergunta, mas mandamos ela ficar quieta, quando Alice bate de frente com Frank e Dorcas.

—Frank! – escutamos o grito dela. Ele se separa de Dorcas e começa a discutir com Alice.

—O que eles tão falando? – estávamos meio escondidos nas árvores e um pouco longes deles.

—Alice disse que ele não podia ficar com outras garotas, sendo que eles estavam tendo um lance, mas o Frank disse que sabe que ela ficou com alguém. – Remus diz e Emmeline e Mary se viram surpresas para ele.

—Coitada da Meadowes. – ouvimos a voz de James e nos viramos novamente para o barranco. Onde estava tendo um tipo de DR antes, agora estava Frank e Alice se amassando e Dorcas em pânico olhando os dois.

—Alguém devia tirar ela de lá. – eu digo, a garota estava chorando e então Marlene aprece pisando duro, com a Lily logo atrás.

—É a Marlene. – Sirius diz sorrindo – Cara olha aquelas coxas. – ele diz.

—Sirius! – Emmeline soca o braço dele que da uma risada.

Lily levanta Dorcas do banco e a abraça de lado, enquanto Marlene separa Frank e Alice, primeiro ela da um tapa no rosto de Frank e depois no de Alice. O estalo foi alto e imediatamente depois a pele dos dois ficou vermelha.

—Ela bateu neles! Puta que pariu! – James sussurra entusiasmado no meu ouvido.

—Você sua vadiazinha, seu eu ver você de novo vou desfigurar esse seu rosto e você seu puto, traidor, nojento. Eu vou esquartejar você e jogar sua cabeça da Torre de Astronomia, se você ousar falar com a MINHA Dorquinhas de novo! – ela empurra os dois então puxa Lily e Dorcas, saindo de lá.

Frank então se vira para onde ele sabia que estávamos e grita bem alto.

—VOCÊS ME DISSERAM QUE ELA SABIA DO PLANO! – ele começa a vir em nossa direção e corremos dele.

—Vem, Addie – James me puxa pela mão, o grupo todo se separava em par ou trio e corríamos a todo vapor. – Aqui! – James em empurra para um vão entre duas lojas e ri ofegante.

Tínhamos dito a Dorcas que Frank queria muito ter um encontro com ela e imediatamente a idiota ficou caidinha por ele.

—Isso foi tão hilário! – digo sorrindo, colocando o cabelo atrás da orelha.

—Viu a cara dele? – nós rimos novamente. – Enfim estamos sós. – ele diz. – Finalmente.

—Já ficamos sozinhos várias vezes. – eu digo me encostando na parede.

—Mentira. Você ta sempre com Emmeline, ou Mary, ou as duas – ele diz fazendo um biquinho. – Nem sobra tempo pra mim... – ele me abraça, nos fazendo ficar muito próximos.

—Que fofinho. – digo fazendo uma voz de criança, ele ri e eu passo os braços pelo seu pescoço.

—Sabe de uma coisa? – ele me empurra contra a parede, pressionando nossos corpos. – Emmeline tinha razão. Seus peitos estão enormes nessa blusa. Toda vez que olho quero enfiar minha cara neles.

Dou uma risada.

—E você é tão romântico. – digo acariciando seu rosto.

Ele beija minha bochecha e depois o canto da minha boca.

—Por você Addie, eu sou qualquer coisa.

Sorrio completamente preparada para ser beijada. Vejo que James fechou os olhos, com aquele sorriso convencido dele. Me inclino completamente ansiosa pelo beijo dele, quando o sinto se afastar de mim.

—Nada disso, Potter. – ralhou uma voz feminina.

—Meu santo Merlin. Quando não é o primo, é a prima! – resmungou James com Narcisa o puxando pela orelha – Me solta, sua...

—Sua o que? Esqueceu que eu sou monitora é? – perguntou ela. James revira os olhos.

—Perdão, majestade. Poderia soltar minha orelha agora? – perguntou James, zangado. Dou uma risadinha e olho para Narcisa, que pisca marota pra mim.

—Como eu sou muito legal, eu não vou descontar pontos da Grifinória. Mas eu vou querer ter uma palavrinha ou outra com você, Addie. – disse ela parecendo um tanto séria – Só eu e você. – adicionou ela olhando com algum desdém para James.

Vi o olhar questionador de James, mas apenas dei de ombros. Ele revirou os olhos novamente, emburrado, e então saiu chutando o cascalho. Narcisa o observou se afastar e soltou um suspiro. Depois começamos a caminhar em silêncio.

—O que houve, Ciça? Você parece nervosa. – murmurei notando que ela sempre olhava por cima do ombro, como se temesse que alguém fosse nos encontrar.

—Pois é... – resmungou ela – Eu queria que Sirius estivesse aqui também. Mas não sei onde aquela peste se meteu. – resmungou ela. Era o último dia antes das férias de verão e estávamos aproveitando o dia em Hogsmeade. Narcisa ficava torcendo as mãos e parecia muito nervosa – Não pode contar pra ninguém, ok? Se alguém sonhar com o que estamos indo fazer... – resmungou ela olhando ao redor novamente – Coloco nossa reputação em risco... mas ela insistiu e eu sei que você vai querer...

—Do que você está falando? – pergunto assustada. Narcisa colocando a reputação em risco? Arriscando que cancelem seu noivado tão sonhado?

—Você vai ver. Você vai ver... – resmungou ela. Nos dirigimos até uns bares menos movimentados, na periferia de Hogsmeade. Entramos em um restaurante chamado “Pomo de Ouro”. Na mais bem intencionadas das descrições, ele era uma espelunca. Caindo aos pedaços, com anões vestidos com uniformes das seleções de quadribol, andando entre as mesas vazias, sonhando com clientes.

Apenas uma mesa estava com gente. Uma mulher esbelta, com cabelos longos, castanhos escuros e olhos azuis, que ninava um bebezinho de colo. Ao lado dela, um homem bonitão, de barba violeta e cabelos da mesma cor, com um sorriso bobo no rosto.

Olhei para aqueles dois (ou três...) e não aguentei segurar o grito de alegria. Corri até eles e olhei para Andrômeda com o coração na mão. Ela me olhou e me deu o mais terno dos sorrisos. Quis chorar de saudades por um momento, mas a voz de Sirius me fez pular de susto.

—Andy? – perguntou ele surgindo do nada, logo atrás de Narcisa. James olhava com um sorriso no rosto para Tonks. Apenas a cabeça dele estava visível, graças a sua capa de invisibilidade – É você mesmo? – perguntou Sirius.

—Então a peste apareceu. – riu Narcisa cruzando os braços e indo até a irmã. Ela olhou para o bebezinho no colo de Andrômeda e deu um sorrisinho – Não é que seu bebezinho é lindinho? – perguntou a loira – Acho que parece comigo.

—Ela torce o nariz igual a você. – riu Andrômeda ficando de pé e abraçando Narcisa – Que saudades, Ciça.

—Eu sei. Não sei como está sobrevivendo sem mim. – riu Narcisa a abraçando de volta – Infelizmente sabe que não poderei ficar te vendo, ou vendo o seu embrulhinho. – riu Narcisa, mas notei um pouco de tristeza em seu sorriso – Lúcio não iria...

—Eu entendo. – cortou Andy a abraçando novamente – Eu entendo. Estou tão grata que tenha vindo.

—É claro que eu vim. – murmurou Narcisa. As duas irmãs se afastaram e fungaram de maneira idêntica.

Sirius estava estático, ao meu lado, olhando boquiaberto para Andy. A nossa amada prima sorriu para nós e se aproximou trazendo o pequeno bebezinho com ela. Logo notei que o bebê tinha cabelos azul turquesa e isso me arrancou um sorriso.

—Metamorfomago! – disse sorrindo para ela.

—Metamorfomaga. – corrigiu Andrômeda – É uma menina. Nymphadora Black Tonks.

Narcisa deu um sorrisinho.

—Titia sabe que se atreveu a passar seu sobrenome?

—Ela que coma as minhas botas. – resmungou Andrômeda arrancando sorrisos de mim e de Sirius. Olho para a pequena bebezinha e sou um sorriso. Era ela linda. Ela tinha segurado o dedo indicador de Sirius e o olhava com curiosidade.

—Caralho, Andy. Que saudades! – murmurou Sirius.

—Eles não nos deixaram ir para o seu casamento! – lamentei cheirando o cabelinho colorido de minha priminha.

—Eu imaginei. – riu Andrômeda – Mas eu consegui falar com Narcisa e ela concordou em vir aqui hoje e trazer vocês.

—Ela não me procurou. Eu vim sozinho. – resmungou Sirius.

—Eu estava mais disposta a procurar pela Addie, é verdade. – Riu Narcisa olhando para Tonks com desdém. Ele a olhava do mesmo jeito.

—Pois podia ter procurado o Sirius por mais tempo, não é, Addie? – perguntou James do meu lado, com aquele enorme sorriso dele.

—E por que? Eu posso saber? – perguntou Sirius de cara fechada.

—Porque seu amigo está louco para tirar proveito da nossa inocente priminha. – respondeu Narcisa com um sorrisinho cruel, muito parecido com o de Bellatrix.

—Inocente? – perguntou Andrômeda, antes que eu pudesse me defender – A última vez que estive num jantar com a Addie ela estava prometendo que deixaria Rabastan tirar as calcinhas dela. – Tonks estava bebendo um pouco de cerveja amanteigada e a cuspiu em cima de um anão com a camisa da Austrália.

—O QUE? – perguntou ele, gargalhando. James olhou para mim completamente chocado e Sirius não sabia se sorria ou se ficava zangado.

—E depois ela ainda foi dormir com o Sirius. Inocente não é bem a palavra que eu usaria para descrever nossa pequena Adhara. – riu Andrômeda com um sorriso divertido – Cuidado ou vai acabar que nem eu. Uma mãe prematura.

—Uma linda mãe prematura. – riu Tonks piscando para ela. Andrômeda sorriu para ele e os dois trocaram um olhar muito carinhoso.

Nunca invejei tanto alguém na minha vida quanto Andrômeda, naquele momento. Ela era a primeira Black a casar por amor em gerações... Eu não sonhava com o dia do meu casamento – talvez porque Sirius era o meu noivo... – mas eu realmente queria alguém que me olhasse daquele jeito, um dia.

Passamos a tarde com os Tonks. Por mais que Narcisa fizesse questão de não segurar Nymphadora e de se sentar o mais longe possível de Ted, certamente foi um dia muito divertido.

No final da tarde nos despedimos deles e Andrômeda chorava de soluçar. Narcisa queria não chorar, pois borraria sua maquiagem. Ela ficava secando as lágrimas com um lencinho, mas isso não evitou que seu nariz empinado ficasse vermelho.

Eu tive minha cota de lágrimas, admito. Sirius apenas ficou terrivelmente triste. James parecia um tanto deslocado, mas respeitou o momento, guardando piadinhas e brincadeiras para depois.

Voltamos os quatro para Hogwarts. Meu rosto estava um tanto vermelho e inchado, provavelmente mais do que o de Narcisa.

—Você não sentiu inveja de Andrômeda? – perguntei para minha prima. Ela me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

—Inveja? De que? De perder a juventude, cair em desgraça, perder completamente o prestígio, sujar o nome da nossa maravilhosa família, das estrias, de viver na pobreza com aquele nascido trouxa? – perguntou ela parecendo levemente irritada – As consequências que ela está arcando não me dão inveja alguma!

—Nem mesmo o olhar de Tonks? Lúcio já te olhou daquele jeito? – perguntei. Narcisa se interrompeu por um momento, olhando para o horizonte. James e Sirius a olharam com curiosidade.

—Não importa. Um dia ele vai olhar. – respondeu ela parecendo muito confiante.

—Eu queria que alguém me olhasse assim. – murmurei me abraçando.

—Assim como? – perguntou James com curiosidade. Sirius o socou no braço e James o olhou com uma careta questionadora.

—Completamente... entregue... carinhoso... apaixonado...

—Eu te olho assim, Addie! – disse James com um biquinho e Sirius o socou no braço de novo.

—Até parece. – respondi revirando os olhos.

—Rabastan te olhava assim. – disse Narcisa.

—Não mesmo. – retrucou Sirius.

—Você é só um garotinho cabeça oca, Sirius. – resmungou Narcisa revirando os olhos – Você não entende das...

—Lestrange foi apaixonado pela Addie, muito apaixonado. Mas ele não amou a Addie. – retrucou Sirius. O olhei com curiosidade – Existe uma diferença bem grande entre amor e paixão. O que o Tonks sente pela Andy é puro amor, e se você não consegue notar a diferença, bem... isso é realmente muito triste. – disse Sirius calmamente, jogando os cabelos para trás – Rabastan nunca amou a Addie, ou ele teria tentado aceitar os amigos dela, teria tentado ver o mundo pelo ponto de vista dela e teria deixado de ser tão babaca. Como a Andy fez em relação ao Tonks e vice e versa. Tonks se ofereceu para vir enfrentar os pais dela, para pedi-la em casamento. Tonks deixou de ser um garanhão, para se tornar o melhor aluno do ano, apenas para ter melhores chances de conseguir um bom emprego. Ele até desistiu do quadribol para se dedicar mais aos estudos e ele era o melhor jogador da Lufa-Lufa, de longe. – adicionou Sirius como se estivesse falando amenidades e não algo tão profundo e intenso – E Andy deixou gerações e gerações de preconceitos, infundados, por ele. Deu as costas para as tradições da família e tudo o mais. Os dois mudaram um pelo outro. Ambos abriram mão de coisas um pelo outro, antes mesmo da Nymphadora... Isso é amor. O que Rabastan sentiu pela Addie não chegou perto disso, assim como o que Lúcio sente por você, ou você por ele. – Sirius parou de andar e olhou para Narcisa – Você não passa de um objeto de luxo para Lúcio Malfoy e ele não passa de um degrau no seu desejo treinado de conseguir status e conforto. Vocês se merecem no fim das contas... pode até ser que um dia cheguem a se amar.

—Você não sabe do que está... – começou Narcisa, completamente vermelha.

—Lúcio amava a Moira Prewett. – disse James com as mãos nos bolsos – Disse que casava com ela, mesmo que tivesse que criar um bastardo daquele Arthur Weasley. – James olhou para Narcisa – Você já amou alguém de verdade, Narcisa? Tipo como eu amo a Addie? – adicionou ele me olhando com um sorrisinho safado. Sorri de volta para ele e Sirius o olhou zangado.

—Escute aqui, James. Para com isso! Você não ama a minha prima. Você só quer enfiar a cara nos peitos grandes dela!

—E uma coisa impede a outra? – perguntou James com o mesmo sorrisinho safado.

—Calem a boca, vocês dois! – ralhou Narcisa – E o que você, Sirius Black, sabe sobre amor, heim? – perguntou ela – Você não passa de um pentelho, sem educação, narcisista, mimado e rebelde sem causa!

—Como é? – perguntou Sirius zangado.

—Sabe que ela meio que tem razão nisso? – eu disse rindo – Você é tudo isso e muito mais.

—Quem é você pra falar isso de mim? – perguntou Sirius, zangado – Você é uma versão feminina minha!

—Desculpe, como é que é? – perguntei franzindo a testa, indignada – Eu não faço as coisas terríveis que você faz com Emmeline e Marlene com ninguém!

—É mesmo? Tem certeza? – perguntou Sirius se aproximando com os olhos estreitos.

—Eu tenho absoluta certeza!

—Você ficou com o Cook no mesmo dia em que ficou com o Lestrange!

—Quem te disse isso? – perguntei zangada – Emmeline?

—Régulus. – respondeu Sirius.

—Régulus? – perguntei chocada.

—Eu escutei aquele idiota comentando com o Ranhoso que você tinha beijado o Cook e logo depois o Rabastan. E você foi pro dormitório dos dois! – adicionou meu querido priminho. James me olhou completamente chocado – E eu não esqueci de quando você ficou se esfregando com a Ciça naquele natal na casa dos Lestrange.

James pareceu ainda mais chocado.

—Eu PRECISO participar dos seus natais. Como eu perdi isso? – perguntou James cruzando os braços.

—Cale a boca, James! – resmunguei.

—E o que rolou entre mim e Addie não teve nada de demais. – adicionou Narcisa – Eu só queria provar um ponto.

—Que ponto? Que vocês são fúteis pra caralho? – perguntou Sirius.

—Que ela sente mais tesão em mim do que em você, seu imbecil. – respondeu Narcisa – No lugar de ficar se esfregando com qualquer uma que se ofereça, você deveria tentar se arrumar com a sua noiva.

—EU NÃO VOU ME CASAR COM A ADHARA! – gritou Sirius – EU NÃO VOU CASAR COM NINGUÉM! EU NÃO VOU TER FILHOS E NO QUE DEPENDER DE MIM, EU VOU SER O ÚLTIMO BLACK DA FACE DA TERRA!

—Pare com isso, Sirius! – ralhou Narcisa – Você é um dos varões da nossa família. É o varão mais velho e...

—Não dou a mínima! Não ligo! Não mesmo! – resmungou Sirius – E vamos embora. Não vou perder tempo com essa conversa.

—Ótimo! – rosnou Narcisa.

—É. Ótimo. – adicionei um tanto nervosa.

—Hum... Sirius... – murmurou James.

—O que foi?

—O tempo de recuperação pós-Lestrange já terminou? – perguntou James com o sorriso irritantemente grande dele.

—Pra você não. Quantas vezes vou ter que falar que minha prima é território proibido? – perguntou Sirius. James olhou para mim e piscou.

—Eu gosto do que é proibido.

Estávamos no gramado, próximas ao lago, aproveitando o dia de sol. Era o último dia na escola e voltaríamos no dia seguinte para casa.

—Eu vou ser uma cheerleader – digo a Emmeline e Mary.

Lembro de Narcisa usando o uniforme das cheerleader e torcendo pela Sonserina, fazendo várias acrobacias misturadas com passos de balé.

—Mas você não disse que vai tentar entrar pro time de quadribol como batedora? – dou de ombros, olhando minha unha que tinha quebrado, fazendo ela crescer.

—E não posso ser as duas coisas ao mesmo tempo? – as duas me olhando céticas.

—Acho que não. – riu Mary.

—Eu já pensei em tudo. Vou fazer o teste para batedora junto de Sirius, nós dois vamos passar e virar titulares. Abriu sete vagas para ser cheerleader, nós três vamos entrar. Eu vou virar capitã e você Emmeline Co-capitã, porque, Mary, você sabe como fica nervosa sobre pressão. Eu vou conversar com o capitão do time de quadribol, para ver o melhor dia de ensaiar, e nos jogos eu faço a primeira apresentação e vocês continuam torcendo enquanto eu jogo. Claro, todas as coreografias criadas por mim. Melhor, nós três. – elas me encaram com um sorriso no rosto.

—E como você vai virar capitã se tem menina com dezesseis anos na equipe? – Emmeline pergunta.

—Oras, não vai ser culpa minha que a Professora McGonagall vai encontrar objetos suspeitos nos quartos das outras cheerleaders e me ver como a melhor opção como capitã.

Elas gargalharam alto.

—É por isso que você é nossa líder. Addie você é brilhante – Mary diz um sorriso sonhador no rosto.

—Andar todo aquele tempo com os Sonserina serviu de alguma coisa, não é? – riu Emmeline com um sorrisinho cheio de troça.

—Sendo cheerleaders e “capitãs” vamos ser as garotas mais populares da Grifinória. – Emmeline também tinha um ar sonhador.

— Cheerleaders? – Sirius diz se sentando ao meu lado, os meninos vieram e logo se ajeitaram em volta de nós – Vão ser cheerleaders?

—Isso mesmo, baby. – Emmeline se levanta, fazendo o movimento das cheerleaders da Grifinória com os braços – Grifinória vamos lá, fazer a Emmeline ser popular. – ela ergue a perna alto e depois grita de animação. Ela então sorri maliciosa e senta no colo de Sirius. – Eu cheerleader e você do time. – ela diz dando um selinho nos lábios dele, ele bota as mãos na cintura dela sorrindo.

—Você vai ficar muito gostosa naquele uniforme. – ele então a puxa pra baixo dele, fazendo Emmeline solta um gritinho e risadinha enquanto se beijam deitados na grama.

—Fala sério, quem vai ficar gostosa é a Addie – James passa os braços pela minha cintura – Eu vou ser capitão do time da Grifinória um dia e você a capitã das cheerleaders. O casal perfeito.

—Vai ser cheerleader, Addie? – meu corpo esquenta só de ouvir a voz dele.

Meu Merlin, eu tenho que parar com isso.

—A capitã – me viro sorrindo para Adam, que se aproximava com aquele lindo sorriso dele.

—Potter tem razão, vai ficar muito linda no uniforme das cheerleaders, mas eu quero é te ver em um vestido de festa bem apertado. – ele diz, me olhando cheio de segundas intenções. Dou um sorriso malicioso, me levantando – Mal posso esperar pelo casamento da Ciça.

—E se não for apertado? Meus pais vão estar lá.

—Queria convidá-la como minha acompanhante – ele diz segurando a ponta dos meus dedos.

Sinto Sirius passando o braço pelo meu ombro e me puxando pra longe.

—Ela já tem um acompanhante — ele diz. Tia Walburga já tinha deixado claro que eu e Sirius éramos acompanhantes.

—Eu sei – Adam não perde a pose.

—Sai daqui, Cook – James reclama – Volta pro seu ninho de cobras.

—James – Remus pragueja – Ele é amigo da Addie, sabe que ela fica irritada quando fala assim. – sorrio carinhosa para Remus. Ele era sempre tão fofo. – E além disso, ele é um cara legal.

—Um cara muito bonito. – Emmeline diz, com um sorriso sapeca.

—Muito bonito mesmo. – Mary ajuda, entrelaçando o braço no de Emmeline. Adam sorri, jogando o cabelo pra trás, e pega o baseado que estava atrás da sua orelha.

Ele ascende, e da um trago fundo. Escuto as risadinhas de Mary e Emmeline e James e Sirius praguejando.

—Vem aqui. – Adam me puxou pela cintura e assoprou a fumaça na minha boca.

—Agora já chega, seu babaca. – James empurra Adam no peito e depois ergue as mangas da blusa – Dando em cima da minha garota na minha frente. Vou te quebrar inteiro – James fecha os punhos.

—Ta namorando o Potter agora, Addie? – Adam pergunta com as duas sobrancelhas arqueadas. James agora com os punhos fechados ficava socando o ar e falando que iria acabar com Adam.

—Na verdade não – me viro para James e acaricio seus cabelos – Se aquiete, meu amor. – sorrio pra Adam. E meu Merlin, porque ele tem que ser tão gato? – Até mais, Adam.

—Até mais, Addie. – ele sorri e me entrega seu baseado, depois sai assoviando.

—Vou quebrar a cara dele. – James resmunga se jogando no chão simplesmente emburrado. Troco um olhar divertido com Emms e Mary e todos nós voltamos a nos sentar.

—Eu realmente achei que você ia socar ele. Você ficou tão vermelho quando ele puxou a Addie. – Peter comenta, roubando o baseado da minha mão, para dar um trago.

—Eu também. – Remus diz baixinho, agora tragando o baseado.

—Foi hilário. – Sirius diz rindo – James erguendo as mangas da blusa pra mostras seus bracinhos magricelas.

—Ora, cale a boca Sirius. – James grunhi – Bracinhos magricelas são os seus só se for. Eu me exercito.

—É , você parece mais forte mesmo – digo apertando o braço dele – Quadribol, faz bem para as pessoas. – ele me olha encantado e eu dou um beijinho no seu nariz – Ano que vem quero você bem musculoso, ok? – ele assente várias vezes seguidas.

—Po-por que? – ele toma fôlego, olhando meu decote.

—Ué, não foi você que disse? Você o capitão do time de quadribol e eu a capitã das cheerleaders. O casal perfeito. – respondo com um sorrisinho, ignorando meu primo revirar os olhos.

—Vamos nos ver nessas férias, né? – Mary perguntou enquanto andávamos até o trem.

—É claro – Emms responde – Podemos ir ao cinema. Dormir uma na casa da outra.

—Na minha é impossível – resmungo, olhando as duas. – Se meus pais soubessem que vocês têm um dos pais trouxa. Ou pior, se minha tia soubesse.

—Pode ser na minha casa, papai vai adorar – Mary diz sorrindo animada – Eu nunca tive amiguinhas assim. Ele vai gostar muito.

—Nós somos a melhores amigas que você poderia ter Mary – Emmeline diz empinando o nariz.

—Eu sei – Mary admitiu – Se não fossem vocês, quem iria me proteger?

—Você é tão fofa – Emmeline berra, fazendo nós duas tamparmos os ouvidos. Ela abraça Mary pulando no lugar. Toda serelepe.

Puxo as duas pelo braço, procurando os meninos. Eles provavelmente estavam na cabine que sempre ficávamos.Ao chegar lá, já podia escutar os gritos e gargalhadas que me fizeram sorrir.Abro a cabine e entro em sentando ao lado de Remus.Emms e Mary se sentam do outro lado com Sirius e Peter.

—Vou sentir falta de vocês, garotos – Emmeline diz, olhando maliciosa para Sirius. Ele sorri cafajeste e coloca a mão sobre a cocha dela, acariciando com os dedos.

—Emms, querida. – eu chamo – Dá pra você ser menos atirada? – pergunto sorrindo.

—Addie, querida – ela repete zombeteira – Da pra colocar uma blusa decente?Seus peitos balançando estão em distraindo. – dou risada e Mary olha para nós pensativa.

—Petelzinho, você se importa que eu não tenha peitão e bundão? – todos gargalhamos com a pergunta de Mary. Peter fica todo desconcertado e o olhar dele vaga dos meus peitos para a cocha de Emmeline.

—Não... Eu não. – ele diz baixinho.

—Addie, disse pra mim que eles vão crescer – ela diz olhando os próprios peitos – Mas eu já virei mocinha. Não entendo.

—Isso não tem nada a ver, Mary — discordo – Eu nunca menstruei.

—O que?Você nunca menstruou? – Emmeline pergunta confusa — Por isso nunca vi você reclamando de cólica.

— Que esquisito – sussurrou Mary. – Você é toda evoluída.

—Isso é mal?Eu nunca ter...? – os meninos olhavam pra gente entre confusão, nojo e diversão.

—Não sei, mas dizem que se demorar muito quer dizer que pode ter algum problema- alertou Emms.

—Ai meu Merlin! O que eu faço? – olho para Sirius desesperada.

—Talvez tenha alguma poção, Addie – Remus me tranqüiliza sorrindo carinhoso – É diferente para cada mulher, certo?Algumas vem mais cedo e outras mais tarde.

—Ta – respiro fundo .

—Vai ficar tudo bem – ele sorri novamente.

Notas finais
Gostaram?E o bicho-papão da Addie?heuheuhehe E GENTEEEEEE, QUERO MAIS PESSOAS PARA O PROJETO "VOCÊ COM A ADDIE" O projeto é sobre você aparecer na fic, sim com a Addie, Emms e o resto do pessoal, quem estiver interessado, fale nos comentários que eu explico melhor.E meninas que já mandaram as coisas podem me mandar uma MP?Falando novamente, pra ser mais fácil para mim e Vênus? Espero que tenham gostado do capítulo bitchessss e alguém ai ta interessada em uma fic original?Se sim, falem nos comentários também ehueheuh Esse final foi só uma introdução pra algo que vai acontecer ehuehuehueh O que acharam da Ciça?E o Rabs amou ou não a Addie? Esse negócio das cheerleaders é algo que eu pensei, e conversei com a Vênus e uma das nossas leitoras e elas gostaram.Eu espero que vocês gostem também e não achem tipo chato ou coisa assim. Gente o quarto está chegando e esse vai ser o ano gente.Vai ser o ano em que eles se tornam os MAROTOOOOS heuhuehueh Quais são as apostas de você para fic?Quem fica com quem?O que acontece?Alguém tem ideia? BYEEEEEEEE BITCHES HEUHEUHUEH