When We Were Young

130 Pretend We're Dead


Notas iniciais
HELLOOOOOOO, CHANNELSSSSS ♥ Muito obrigada por todos os seus comentários lindos! FINALMENTE Jily saiu, né minha gente? Demorou horrores, mas saiu. E agora vai ser só amor esses dois até né... o não tão querido Lorde Voldemort. Mas, enfim, esse capítulo de hoje está babadoooooo espero que gostem. CRONOGRAMAAAAAAA: Próximo capítulo 03/10 com 10 COMENTÁRIOS e dia 05/10 com 5 COMENTÁRIOS. ENJOY ♥

PRETEND WE’RE DEAD

HOGWARTS

1978

7th YEAR

—Ela é tão adorável e tão compreensiva. — murmurou James com um sorriso bobo no rosto, os pés gelados atrelando com os de Sirius. — Eu quero beijar aqueles lábios de cereja de novo… — disse, sonhadoramente, puxando a coberta de Sirius para cobrir mais ele. — Eu quero fazer isso propriamente…

—Sai da minha cama, Prongs. — resmungou Sirius, a cabeça deitada no travesseiro que James tinha o cotovelo apoiado.

—Eu preciso ir em um encontro com ela novamente, um que acabe propriamente… — disse James, ainda sonhadoramente. Ele olhou para baixo e mirou o rosto machucado de seu melhor amigo. Sirius tinha o supercílio cortado e um olho roxo. Seu queixo também tinha um roxo que só ficava em um lado do rosto. — Vai me explicar o porque estava socando a cara de Regulus ou eu preciso usar nossa telepatia?

Sirius soltou um baralho parecido com uma risada e os dois escutaram gemidos vindos da cama de Remus.

—Parece que alguém teve um encontro que acabou bem. — murmurou Sirius. James riu e pegou o travesseiro da sua cama para jogar na cortina fechada da cama de Remus. — Regulus… está com a Marlene.

—O que? Marlene? — James praticamente berrou, estupefato com isso. Sirius assentiu.

—Ele é pior babaca que eu e ela não vê isso. — bufou Sirius, se sentando na cama. Pegou a varinha e fez um cigarro voar até sua mão. — Ele apoia Você-Sabe-Quem e Marlene quer ser uma auror, isso é fodido, os dois vão… sair magoados. — ele disse, acendendo o cigarro com a varinha.

—É tão fofo quando você tem sentimentos. — debochou James, pois sabia que era assim que fazia Sirius se sentir melhor. O amigo deu sua risada meio canina e empurrou o ombro de James.

—Você acha que vai namorar Lily Evans? — indagou Sirius. James notou que ele não a chamou de Ruivona como fazia na maioria das vezes.

—Eu quero. — respondeu James, aceitando dar um trago no cigarro de Sirius. Os dois se deitaram com a cabeça no mesmo travesseiro, olhando o teto da cama de Sirius. — Realmente gosto dela e acho que ela gosta de mim também. — disse. Sirius sabia que o amigo estava sorrindo mesmo sem olhar o rosto dele.

—Não mude. — soltou Sirius. Ele não queria ter falado aquilo e apertou seus olhos com força.

—Nunca. — respondeu James.

Sirius queria dizer algo em resposta, mas não disse. Deixou o amigo cair no sono e apoiar a cabeça em seu ombro e não falou nada.

Não falou que James já havia mudado.

Rabastan observou Emily Valentine de longe, sentado na Mesa da Sonserina. Amycus e Theo discutindo por alguma besteira de Quadribol. Alecto sendo passiva agressiva com Tati, namorada de Jacques, mas a grifinória rebatia na mesma moeda e Jacques ficava no meio tentando apartar a briga. Severus estava lendo um livro, comendo seu jantar, mas na verdade ele observava Lily Evans discretamente, ainda mais que agora Potter estava sentado ao lado dela e segurando a mão dela. Kat estava no meio de Diana, Cindy e Mirtha rindo com elas sobre alguma coisa boba e quando Diana sorriu para Rabastan, ele não conseguiu sorrir de volta. Quando voltou para Hogwarts do recesso, Emily não foi falar com ele e nem ele com ela. Observou-a. Mais uma vez ela usava o penteado estilizado, com mais cores do que nunca. Não conversaram. Rabastan sentia uma falta absurda dela. Principalmente a noite. Não era apenas do sexo – apesar dele certamente sentir muita falta do sexo. Ele sentia falta do corpo quente dela durante a noite. De esperar a noite em que ela escaparia para o seu dormitório e dormiram abraçados.

Haviam se passado dois meses em que não trocaram nenhuma palavra. Era o começo de março e já não aguentava mais de saudades dela. Já não aguentava mais fingir que ela não significava mais coisa alguma pra ele.

Mas estava com medo de falar com ela.

A razão desse medo era a lembrança do que estava marcado para acontecer no recesso de páscoa. Quase podia sentir queimar em seu braço. Ele mirou rapidamente Regulus e depois Theo e Amycus que logo teriam também.

Era de noite e Rabastan viu Diana bebendo um frasquinho azul escuro. Ficou curioso, se aproximou e quando ela o notou, corou violentamente e quase engasgou.

—O que está olhando, Rabastan? — ela perguntou, disfarçando. Arrumando a blusa de botões como se quisesse chamar a atenção para lá.

—O que é isso ai? — perguntou curioso. Diana corou de novo.

—É chá de lua, oras. — ela disse, desviando o olhar dele.

—Pensei que chá de lua fosse mais claro…

—Não. Chá de lua é azul escuro. — resmungou ela.

—Azul claro é o que? — perguntou se lembrando dos frascos que tinha visto na casa de Emily.

—Eu sei lá. Pode ser várias coisas! — resmungou a garota. — Porque não pergunta pro Severus. Ele que é viciado em poções. — ela disse. Rabastan assentiu, desviando o olhar. Diana encarou isso de outra forma. — Eu não sou uma vagabunda.

—Ok.

—Eu não deveria ter feito isso antes do casamento, mas, Rabastan, eu não estou prometida a ninguém!

—Ok. — ele repetiu, enquanto ela fazia uma cara séria.

—E eu gosto e não é como se eu fizesse com um monte de garotos. — ela falou. — Eu sou uma mulher solteira e independente, ouviu? Então, é bom você falar para o babaca do Theo parar de me chamar de vagabunda e a mesma coisa para o idiota do Amycus.

—Ok. — ele disse pela terceira vez. Diana sorriu satisfeita e se levantou, saindo rebolando.

Rabastan ficou mais alguns minutos sentado no sofá e então saiu correndo para o dormitório onde Severus estava lá em seu usual estado de silêncio absoluto. Ele berrou a pergunta e Severus o olhou devagar, provavelmente irritado pela gritaria. Mas pensou durante uns segundos.

—Bem... só assim, pela cor é meio difícil de dizer. Mas, dependendo do cheiro e do brilho podemos diferenciar poções de sono sem sonhos, ou gole da paz, testes de gravidez, poções essenciais… — falou Severus.

—O que? — berrou Rabastan se sobressaltando. Severus lhe deu outro olhar atravessado, se perguntando internamente porque Rabastan estava fazendo aquele escarcéu todo.

—Poção essencial. É uma poção extremamente complexa que…

—Você disse teste de gravidez?

—É. — murmurou Severus. Mas então ele o olhou parecendo chocado. — Onde você viu essa poção, Rabastan?

—Pelas cuecas de Merlin. — disse Theo, colocando a cabeça para fora das cortinas. — Você engravidou Valentine?

—Acho que não. Ela não me falou nada! — falou Rabastan, sem saber o que fazer.

—Mas vocês não estão mais conversando, estão? — perguntou Theo. — E ela estava mesmo engordando. Crouch tava dizendo que os peitinhos dela estavam maiores. Eu nunca tinha reparado, mas Regulus disse que Crouch acha isso de toda garota porque falou a mesma coisa da Adhara. — ele disse. — Oh Merlin, se você engravidou a Valentine...

—Pare com isso! — disse Rabastan com certo pânico. — Emily não está grávida!

—Valetine está grávida? — berrou Amycus, saindo do banheiro. Ele gargalhou. — Eu vou contar para todo mundo.

—Merda! Amycus se isso sair daqui eu juro que lanço uma maldição da morte em você enquanto dorme! — berrou Rabastan. Severus cansou da gritaria e se escondeu em sua cama. Theo riu, enquanto Amycus gargalhava. — Agora vamos deixar isso para lá.

Mas ele não conseguiu deixar para lá. Rolou na cama a noite inteira e no dia seguinte foi falar com ela.

Emily estava rindo com os Marotos. Rabastan os desprezava, alguns menos que outros é claro, mas mesmo assim. Potter e Evans estavam dançando um com o outro, os boatos pelos corredores era que eles estavam prestes a virar um casal de verdade, mas Rabastan não podia ligar menos. Enquanto os dois dançavam, Emily e Sirius cantavam animados, o Black com um cigarro dos dedos. Lupin estava sentado encostado em uma árvore, com Meadowes deitada com a cabeça em seu colo, Lupin observava Adhara dançar na frente dele com os olhos brilhando. Pettigrew estava tocando gaita e batia o pés para dar ritmo e McKinnon dançava com Longbottom de maneira mais ordenada que Evans e Potter. Vance estava sentada no colo de Dimitre, os dois dividindo um baseado. E Alice Soto chegava com vários Sapos de Chocolate nos braços.

Mas quando Rabastan finalmente foi para perto deles, todos ficaram quietos e em silêncio, o fitando alguns com desprezo, outros curiosos. Potter assumiu uma pose de peito estufado, parecendo pronto para um duelo. Black começou a estalar os dedos, como se estivesse pronto para dar um soco, ele havia se metido em duas brigas nas últimas semanas, tinha detenção até os dentes. E Pettigrew e Longbottom começaram a comer os sapos de chocolate o olhando como se estivesse prontos para observar um ótimo duelo.

—Valentine. Preciso falar com você. — ele disse para Emily. Vance e Adhara estavam cada uma de um lado de sua ex-namorada. Tentou não lembrar do sexo que teve com Adhara e Emily, mas não conseguiu.

—Sobre? — perguntou ela o olhando com as sobrancelhas arqueadas. Como se fossem estranhos um para o outro. Rabastan decidiu ser direto.

—Você está grávida?

—Não. — respondeu ela, sem nem piscar. Rabastan suspirou aliviado.

—Mas esteve?

—Não. — respondeu ela novamente.

—Ótimo. — ele disse. Ela sorriu friamente.

—Ótimo.

Eles se olharam por mais um instante.

Rabastan suspirou e foi embora dali e logo a algazarra de antes voltou. Assim como à vontade de beijá-la. Céus... ele sentia tanta a falta dela. Foi para o dormitório, tentar tirar um cochilo, mas assim como antes não conseguiu dormir. Ficou virando na cama, de um lado para o outro, sem que o sono viesse.

Só conseguia pensar nela.

—Emily não está grávida. Vamos celebrar! — debochou Sirius, com um tom de brincadeira. Eu gargalhei e aceitei o baseado que ele me entregava. James também riu, se jogando no sofá para polir a sua vassoura.– Pelas cuecas sujas de Merlin, Moony, pare de estudar para a droga do NIEMs. É tudo que faz agora. — brigou Sirius. Meu namorado não fez nenhum movimento que demonstrava que ele pararia de estudar.

—Me dá esse baseado. — mandou Emily, arrancando o que Sirius tinha em mãos. — Rabastan Lestrange é um saco! — ela disse, tragando o baseado. Ela não fumava, então tossiu e desistiu dando de volta para Sirius.

Parei de tragar o baseado quando senti meu estômago revirar. Fiz uma careta pondo a mão sobre a barriga e resolvi passar o baseado para Peter. Estávamos em um horário livre antes da última aula do dia que era Feitiços, não era boa ideia fumar um antes de ter uma aula, mas já estávamos acostumados com isso, depois de anos abusando do uso de Salvia.

Acariciei a nuca de Remus e o dei um beijinho atrás da orelha, assim como nos NOMs ele estava estressado e se esforçando ao máximo para que tivesse notas extremamente boas. E eu tentava não deixá-lo surtar como da última vez que ele matou um bolo de aniversário e que rasgou seus livros.

—Ficar grávida é uma droga. — disse Emmeline, com as pernas jogadas no colo de Emily. — Não fique.

—E o que você sabe sobre ficar grávida? — indagou Emily, franzindo a testa.

Remus finalmente parou de olhar para o livro de Transfiguração que lia e me mirou, a testa franzida como a de Emily. Ele em seguida mirou James que havia acabado de trocar um olhar com Sirius, que era encarado por Emmeline, então ele me olhou de volta juntando as peças em sua mente, afinal ele havia visto Emmeline fazendo as poções para descobrir quem era o pai, só não sabia disso ainda. Ele arregalou os olhos, bastante surpreso pelo que acabara de notar e eu só lhe dei um sorrisinho de lado, como se respondesse que ele estava muito certo.

—Só o que me contaram. — murmurou Emmeline, fazendo descaso. — Seu peito dói, você sente vontade de vomitar toda manhã, esse tipo de coisas. — ela disse e deu de ombros.

—Você e Sirius, estão bem? — indagou Emily, com uma voz lenta de quem o baseado já havia atingido, só por aquela primeira tragada. Olhei curiosa Emmeline, afinal já havia passado um mês da descoberta de Emmeline e Peter, dois meses desde que Emmeline abortou. — Sobre você e Peter? — ela perguntou como se os outros dois não estivessem ali também.

—Eu estou já esquecendo que um dia vi os peitos de Emmeline. — falou Peter, sem passar o baseado para ninguém a algum um tempo. — Ou a bunda dela.

—Sim, Peter. — disse Emmeline, ríspida.

—Ou o sinal fofo que ela tem na… fui longe demais, não fui? — ele parou de falar, vendo os olhares de Emmeline e Sirius. E James rindo no sofá.

—Sim. — respondeu Sirius, ríspido.

—Mas, bem, eu e Sirius estamos ótimos, somo amigos, assim como eu e Peter. — falou Emmeline para Emily.

—Só para dizer todo mundo já viu a bunda de Emmeline e aquele sinal fofo…

—Obrigada, James. — interrompeu Emmeline.

—É só… é um rito de passagem para ser nosso amigo tem que ter visto a bunda de Emmeline. — completou James. – E aquele sinal fofo…

—Cala a boca, James!

—Olá, Madame Pomfrey. — sorri gentilmente. Ela sorriu para mim terminando de atender um primeiranista que tinha a cabeça igual à de uma abóbora.

—Olá, querida. — ela disse. — Posso ajudá-la em alguma coisa?

—Bem, eu estou na verdade um pouco estressada pelo NIEMs, mais por causa do meu namorado, sabe? Estou estressada por ele, acho. — murmurei para ela. — Venho me sentindo enjoada todo dia a algumas semanas. Poderia me dar alguma poção?

—Oh, claro. Sei como os NIEMs são estressantes. — ela disse. — Teve dores de barriga, como diarreia?

—Não.

—Teve algum contato com criaturas que posso ter picado você de alguma forma?

—Também não.

—Febre?

—Não.

—Cólicas?

—Um pouco, no começo.

Ela me lançou um olhar esquisito e colocou o cortinado que tampava o aluno primeiranista. Eu me sentei em uma maca vazia, esperando que ela me falasse alguma coisa.

—Minha querida… sua menstruação está atrasada?

Fiquei petrificada. Meus dedos apertaram o lençol com força. Eu não expressei surpresa, nem nada, mantive meu rosto neutro a aquela pergunta, mas a minha cabeça estava trabalhando a mil por segundo, pensando em tudo que havia acontecido nos últimos meses, nas últimas semanas. Sempre preferi usar camisinha, depois de James que eu comecei com isso. Não havia uma vez que eu e Adam não usávamos. Chá de Lua me deixava enjoada e tinha um gosto que eu não gostava. E a mesma coisa foi com Remus, ele não se importava de usar camisinha por mim. Então me lembrei. Na madrugada do dia 25 de Dezembro quando estávamos apaixonados demais um pelo outro, concentrados demais um no outro para sequer se lembrar da camisinha. Como depois nenhum de minhas amigas tinha Chá de Lua e quando arranjei um James acabou bebendo em meu lugar e depois ainda simplesmente me esqueci de pegar outro frasco com Alice e acabou que nunca tomei aquele Chá de Lua depois daquela vez no Natal. E nós dois continuamos a fazer amor um com outro, dessa vez usando camisinha, como se aquela outra vez não tivesse existido.

Coloquei a mão em minha barriga, sentindo aquele familiar enjoo dentro de mim. O pânico bateu. E se tivesse um bebê dentro de mim? Agora mesmo, enquanto ela conversava com Madame Pomfrey. Tentei não entrar mais em pânico do que eu já estava. Isso arruinaria tudo.

—Sim. — finalmente respondi. Ela não falou nada por alguns segundos e puxou a varinha, fazendo um frasco voar até sua mão.

—Pode fazer o teste aqui, mas se quiser pode fazer em seu dormitório e vir me contar depois. – disse, me observando cuidadosamente.

Assenti e segurei o frasco em minhas mãos suadas. Agradeci desajeitadamente e pulei para fora da maca. Praticamente corri para fora da Ala Hospitalar. Querendo mais que tudo vomitar, subi as escadas até o sétimo andar, querendo só deitar na minha cama e esquecer o que havia acontecido e o que poderia vir a acontecer. Subi tão depressa que fiquei ofegante antes de chegar até o Salão Comunal, não sabia se era porque eu estava em pânico ou se era porque eu fiquei cansada. Minha mente estava com um turbilhão de pensamentos, me fazendo pirar. Se eu estivesse grávida isso significava que eu vinha jogando quadribol com balaços voando em minha direção o tempo inteiro, que eu vinha bebendo e fumando com ele não minha barriga. Esse pensamento me deu ânsia e eu senti minha garganta queimar ao vomitar na parede perto da entrada do Salão Comunal. Escutei os quadros reclamarem e apoiei minha mão na parede. Puxei minha varinha do tênis e limpei a parede antes que qualquer pessoa visse. Murmurei a senha para a Mulher Gorda e entrei no Salão Comuna, a gangue estava no seu lugar usual em volta da lareira.

—Ei, Addie, onde estava?

Tomei um susto com Remus a minha frente e escondi o frasco nas minhas costas e dei o meu melhor sorriso para meu namorado.

—Preciso ir… conversar com Emmeline. — murmurei, dando um passo para trás, então só me virando e correndo até Emmeline que estava sentada com as pernas no colo de Dimitre, a puxei com tudo e a fiz correr comigo até o dormitório.

—O que aconteceu? — ela riu e eu tranquei a porta. Mostrei para ela o frasco com uma coloração que ela acontecia muito bem. — Addie!

—Não vou fazer. — eu disse, joguei o frasco na minha cama e cruzei os braços. — Não estou grávida.

—Porque tem o frasco então? — ela me perguntou cuidadosamente. Odiava quando faziam isso comigo, tomavam cuidado com as palavras que iriam me dizer.

—É besteira. — murmurei em resposta, com a varinha fiz o frasco voar para debaixo do travesseiro. — Só não queria que Remus me visse com isso e pirasse.

—Você sabe que pode me contar tudo. — disse Emmeline, me abraçando por trás. Ela apoiou seu queixo em meu ombro. — Qualquer porra que acontecer contigo.

—Eu sei. – murmurei. — Eu só não estou grávida, Emmeline!

—Eu acho que eu devia arrumar um relacionamento. — murmurou Peter, fumando o baseado.

—Você não acha que está batendo uma demais? — indagou Sirius, o mirando de lado.

—Definitivamente. — disse Peter. — Merda, tem uma professora vindo. — ele engasgou com o baseado e o escondeu atrás das costas, o Mapa do Maroto em seguida. Sirius fez o mesmo com o seu baseado e eu revirei os olhos junto de Remus.

A Professora Vector passou a nossa frente com suas vestes vinhos e seu chapéu pontudo. Ela sorriu para nós e todos sorrimos de volta acenando, como se não estivéssemos quebrando um monte de regras de Hogwarts naquele momento. Ela virou o corredor nos deixando sozinhos.

—Meus caras! — escutamos a voz de James e ele virou o mesmo corredor de qual Professora Vector tinha vindo.

—Falando em bater uma… Professora Vector é gostosa! — murmurou Peter, voltando a tragar o baseado. Aquele cheio em volta de nós estava me fazendo querer vomitar. — Deveria ser ilegal ela ensinar Artimancia… se eu ao menos estudasse essa matéria.

—Você ficaria duro todas as aulas. — disse James, aceitando o baseado de Peter. — Seria hilário.

—Isso é besteira. — disse Remus, passando um braço pelo meu ombro, encostado na parede. — Só está dizendo isso porque ela é a única professora que tem menos do 30 anos. — ele disse.

—Mas é tão gostosa! — repetiu Peter, não dando atenção a Remus.

—Não, ela não é. — continuou Remus. Eu dei risada o observando. — Digo… ela é normal, mas…

—Ela definitivamente sabe como manejar uma varinha. — disse Sirius, concordando com Peter.

Remus revirou os olhos desistindo e eu dei risada novamente e o puxei para um beijo. Ele sorriu e me beijou de volta, nós dois alheios a qualquer discussão entre os outros meninos. Quando Remus parou de me beijar e me mirou no olhos eu quis contar para ele sobre o que eu estava pensando, eu quis muito contar para ele sobre o frasco de poção embaixo do meu travesseiro, mas ao olhar fundo naqueles lindos olhos âmbar, não consegui. Eu sabia muito bem como Remus se sentia sobre filhos, ele nunca queria os ter. Pela mesma razão pela qual não queria uma namorada que não soubesse sobre sua licantropia, achava injusto com ela, só que ao mesmo tempo ele não queria contar a ninguém, pois achava que ninguém nunca o aceitaria e por isso achava que nunca teria namorada, filhos ou uma família. Nós namorávamos agora e tudo estava diferente de três anos atrás, mas nunca havíamos conversado sobre ter uma família como eu conversava com James ou Adam. Ele era um lobisomem e não tinham casos conhecidos de lobisomens que se reproduziram, ninguém sabia se eles nasciam com licantropia não e se tivesse algum filho de lobisomem andando por ai ninguém sabia.

—Você está cheirando tão bem, Addie. — ele me disse, o rosto na curva do meu pescoço.

—Você já disse isso. — sorri.

—Remus, se lembra quando me desafiou a pular das arquibancadas do campo de Quadribol? — indagou Sirius. Meu namoro se virou para ele e semicerrou os olhos.

—Eu não te desafiei. — disse Remus. — Eu disse “Sirius, não pule das arquibancadas” e você me disse “Moony, não me fale o que fazer” e então você pulou das arquibancadas. — ele falou.

—Não me lembro desse jeito. — disse Sirius.

—Acho que eu vou organizar uma festa na minha casa, na Páscoa. — contou James, chamando a atenção para ele.

—Eu conheço você a sete anos e eu nunca vi você organizar uma festa. — eu disse para ele. James me olhou chocado e abriu a boca para reclamar.

—E todas as festas na minha casa?

—Remus organizou todas. — respondi, rindo da cara dele.

—Mentira! — ele quase berrou. — A última festa eu que organizei.

—Não, foi o Remus também. — disse Sirius, tragando do baseado. James o olhou traído.

—Sob a minha supervisão! — ele respondeu. — E foi uma festa incrível.

—Eu dedei uma gatinha. — disse Peter. James sorriu para ele e arqueou as sobrancelhas para Remus.

—Viu? E eu também organizei o acampamento na Páscoa passada. — disse James.

—E só teve brigas. — eu disse.

—E foi uma merda. — falou Remus. — Todo mundo tava estranho depois da pílula…

—E minha ex-namorada levou uma pedrada na cabeça.

—Eu dedei uma gatinha. — disse Peter, brincando com a fumaça do baseado.

—Besteira! — berrou Sirius, se virando para ele. — Emmeline e você só aconteceu nas férias. — ele disse. — Eu dedei uma gatinha aquela dia.

—Quando que você não está dedando uma garota? — disse Remus. Eu ri e mirei meu primo.

—Quando ele está chupando um cara.

—Ela está de sacanagem? Ela está de sacanagem?— murmurou Sirius. Ele parecia realmente irritado o que me fez revirar os olhos. Desgrudei minha boca da de Remus, ainda sentada em seu colo na poltrona na Casa na Árvore.

—O que acontecendo agora na cabecinha de Sirius Black? — indaguei, acariciando os cabelos da nunca de Remus. O cabelo dele já estava um pouco grande novamente, mas eu gostava daquele jeito.

—Marlene e Regulus estão namorando! — ele nos disse. Até Remus pareceu muito surpreso. — Isso não vai acabar bem. — ele bufou, catando seu maço de cigarro. Eu não sabia como ele arrumava tantos maços, mas fumar realmente havia se tornado um hábito indispensável para ele. Observei o rosto dele e há muito tempo ele havia tirado o piercing do nariz. Seus cabelos pretos e levemente enrolados já chegavam no ombro e como sempre que não estávamos em dia de aula, ele andava com sua jaqueta de couro que o fazia parecer mais um cara que estava em uma banda.

—Ela parece feliz. — eu disse. Marlene estava sempre muito alegre no dormitório e nas aulas, até estudando ela parecia alegre.

Sirius bufou e deu de ombros. Ele quebrou um de seus cigarros com os dedos e jogou no chão. James chegou em pouco tempo, todo arrumado, provavelmente estava por causa do encontro que teve com Lily mais cedo, só que assim que ele olhou meu primo já estava sentado ao lado dele o fazendo rir. Eu não sabia o que se passava em sua mente naquele momento, me doía notar que eu já não sabia tudo que acontecia com ele ou tudo que se passava em sua mente. Era tudo culpa minha, mas era bom olhar e ver que James estava lá por ele, mesmo que sempre estivesse falando sobre Lily Evans.

Mirei Remus. Eu sabia tudo que se passava na mente dele e ele na minha. Sempre fomos muito unidos, mas não tanto quanto depois do meu acidente. Ele me ajudou a enfrentar tudo e a todos e ele me ajudou a sair daquela Torre naquele dia. Sabia que ele faria tudo por mim, sabia que eu era a única pessoa que podia destruir ele e também o trazer a maior felicidade. Sabia disso só pelo olhar que ele me dava.

—Você tem andando estranha, Addie. — ele me murmurou, tentando fazer com que Sirius e James não nos escutassem. — Eu posso notar. — ele disse. Apenas sorri e me curvei para lhe beijar nos lábios.

—Eu estou bem. — menti, tentando soar o mais verdadeira possível. — Estou feliz, Remus… nada pode estragar isso agora. — falei, com um sorriso. Remus não acreditou, mas não fez mais perguntas.

—Então, Pads… — murmurou James. — Eu meio que vou pedir a Lily em namoro… depois do próximo jogo de quadribol, quando a Grifinória ganhar.– disse. Nos viramos chocados, assim como Sirius. James deu um sorriso amarelo, porém por trás podíamos ver seu sorriso completamente orgulhoso. Ele parecia que poderia começar a quicar de felicidade. — Padfoot?

—Isso é… ótimo, Prongs. — disse meu primo. James sorriu e disse que ia ver onde Lily estava para a trazer para cá. Ficamos em silêncio até ele sair da Casa na Árvore. – É isso, eu tenho que fazer algo! Aquela Ruivona roubou nosso amigo, eu tenho que libertá-lo. — disse Sirius, ameaçando se levantar, mas eu joguei uma almofada nele.

—Ela não sequestrou ele. — eu ri, mas Sirius levantou mesmo assim. Escorreguei para o assento da poltrona quando Remus se levantou para impedir Sirius de sair da Casa na Árvore.

—Ele virou estúpido!

—Ele só está apaixonado. Você tem que aceitar.. — disse Remus, puxando Sirius que parecia uma criança se esperneando. — É amor

—Não diga essa palavra horrorosa! — berrou Sirius. — Eu a odeio! Prongs, já tem eu como a pessoa de lindo cabelo na vida dele, ele não precisa dela.

—Padfoot! Pads! — Remus gargalhou, passando o braço pelo peito de Sirius para o segurar no lugar.

—Quando eles estiverem namorando... — disse Sirius, ele bufou e se jogou no sofá. — Nós oficialmente teremos uma Yoko Ono no grupo.

—Nós não somos os Beatles. — disse Remus. Era provavelmente a milionésima vez que ele dizia isso.

—Não podemos ser os Beatles, onde eu encaixaria? — indaguei, me levantando para Remus voltar a sentar na poltrona e escorreguei de volta para seu colo.

—Nós não somos os Beatles.

—Ele está todo John Lennon! — continuou Sirius, sem prestar a miníma atenção em Remus. — Daqui a pouco vai sair dos Marotos… ele nem anda sendo um maroto de verdade! Eu… eu …. vou ir jogar bombas de bosta nos sonserinos. — ele disse, se levantando. Ele catou do malão em frente ao sofá o estoque de bombas de bosta e saiu andando para fora da Casa na Árvore.

—Nós deveríamos impedir ele? — indaguei.

—Nós conseguiríamos?

Meu coração parecia que ia sair pela minha bunda. Era isso que eu sentia. A sensação era horrível e desesperadora. Eu só queria sair dali e ir transar com meu namorado até meu cérebro derreter. Mas foi transar com meu namorado que me trouxe ali para começo de conversa.

Eu estava sentada dentro da banheira vazia. Minhas pernas contra meu peito, usando nada além de um suéter de Remus e uma calcinha pequena. Mirei Emmeline sentada também dentro da banheira a minha frente, ela estava só de sutiã e calcinha, pois ia tomar um banho quando eu entrei correndo no banheiro. E em cima da pia, que agora nós duas encarávamos estava o frasco de cor azulada clara, não conseguíamos parar de olhar aquilo, como se estivesse gritando para nós que não podia ser ignorado.

—Não posso fazer isso. — falei. Emmeline mordeu o lábio inferior, parecia que queria dizer algo, mas não disse. — Foi uma vez só, porra. Eu não posso ter engravidado em uma vez só que…

Emmeline pegou sua varinha no chão e sussurrou um feitiço. O frasco flutuou para a mão dela e ela me encarou dentro dos olhos. Me passou o frasco e eu quis vomitar.

—Você tem que fazer, Addie. — ela me disse. — E você tem que lidar com isso.

Bufei, mas abri a tampinha do frasco. Eu podia fazer xixi ou cuspir dentro do frasco para que ele conseguisse saber se eu estava grávida ou não. Cuspi no frasco e fechei novamente o frasco e sacudi. Agora em menos de um minuto iria me dar o resultado. Antes que eu olhasse o resultado, não consegui me segurar e vomitei do lado de fora da banheira todo o meu jantar. O frasco caiu aos meus pés e eu continuei com a cabeça para fora vomitando mais um pouco. Escutei Emmeline pegando o frasco, mas eu não ousei olhar.

Ela não fez nenhum barulho depois disso e isso me fez serrar os olhos com força. Isso já me dava o resultado, o silêncio de Emmeline. Abri os olhos novamente e virei minha cabeça vagarosamente, meu cabelo caindo pelo meu olho mudando de cor violentamente, meu coração batendo forte em meu peito, muito mais do antes. Meus olhos alcançaram o frasco em sua mão que agora tinha uma coloração arroxada.

—Eu estou tão fodida.

Notas finais
AI MEU MERLIN! ADHARA ESTÁ GRAVIDISSIMAAAAAAAAA! O QUE VAI ACONTECER AGORA? Falta só 7 capítulos para WWWY acabar e isso acontece... comentem o que acham que vai aconteceeeeeer. PRÉVIASSSSSS: 1º: "-Porra, porra, porra." 2º: "-Quero que me leve para onde você foi quando precisou." 3º: "- Conte a Remus. Por favor?" 4º: " - Não gosto da cara dela, não gosto dos pentelhos ruivos dela e definitivamente não gosto dela com o meu melhor amigo." 5º: "- Desde que os seus pais morreram… quanto tempo você realmente passou com Teddy?" 6º: "-Porque diabos você estava conversando com Adhara Black de novo?" 7º: " - E eu não suportaria o fato de que matei meu próprio filho." 8º: "Era melhor falar ou morrer?" 9º: "-Eu estou grávida." 10º: "-Deu negativo." E O BABADO DA GRAVIDEZ CONTINUAAAAAAAAA! O QUE ACHARAM DISSO TUDO? CRONOGRAMAAAAAAA: Próximo capítulo 03/10 com 10 COMENTÁRIOS e dia 06/10 com 5 COMENTÁRIOS. xoxo ~Aurora