When We Were Young
123 Mystery Of Love
Notas iniciais

MYSTERY OF LOVE
HOGWARTS EXPRESS
1977
7th YEAR
—Você não apoia o Lorde das Trevas? — indagou. Emily olhou como o namorado parecia bastante desapontado sobre esse fato. Ela suspirou tristemente e negou com a cabeça, ele então pareceu triste. — Como não?
—Não vamos falar sobre isso, Rabastan. — ela disse. Ele aceitou e a puxou para um beijo, naquele cubículo apertado que era o banheiro masculino do Expresso de Hogwarts. Rabastan logo se lembrou de um dos motivos que ele e Adhara nunca deram certo, a diferença de crenças deles, mas logo apagou isso da sua mente, apertando os peitos da namorada por cima da roupa com vigor.
Rabastan odiava os amigos de Emily, pelo menos a maioria deles. Eram um bando de babacas grifinórios que logo morreriam na guerra. Mas por mais que não queira admitir passara uma semana com eles e não fora tão ruim. Ele conversou com Longbottom e Lupin, e também com as amigas de Adhara, menos Lily e eles realmente não eram tão idiotas, é claro que nunca se daria bem com Potter ou Black, os achava os maiores idiotas do mundo. E o que ele percebeu nesse tempo era que todos pareciam tão a favor e Dumbledore, ele achou que viu indícios de algo em Pettigrew, só que todos eram completamente contra o Lorde das Trevas. Isso o assustou, porque ao ver Emily ao lado deles por tanto tempo notou que ela parecia como eles.
—O que está pensando? — indagou Emily. Rabastan a mirou com os olhos e sorriu. Ele se lembrava de como nem ligava para Emily, de como ela era apagada e agora a achava simplesmente a namorada mais linda que ele poderia ter. — Se disser que está pensando em Você-Sabe…
—Estou pensando em você. — ele disse. Emily sorriu.
—Bem melhor.
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HOGWARTS
—Pare de me olhar desse jeito, droga. — ralhou Emmeline, baixinho.
—Eu estou olhando para as crianças, Emmeline. — respondeu Sirius, com um sorriso sacana, olhando a seleção de casas dos primeiranistas.
—Babaca. — ela resmungou.
—Eu até ficaria ofendido, mas… eu sei. — ele deu de ombros. Emmeline se virou para ele com um olhar matador que não tirou o sorriso de Sirius.
—Nós nunca vamos fazer sexo novamente.
—Se você diz.
—Argh, o que eu vi em você?
—Minha babaquisse combina com a sua. — respondeu Sirius. Emmeline riu, assim como Sirius.
—Podem parar de flertar? Vão me fazer vomitar. — escutaram James dizer. Emmeline olhou para ele e riu. — Eu estarei morto até o final dessa noite. — ele disse dramaticamente. — Vocês não entendem isso? Esse vai ser o último jantar da minha vida.
—O que você acha que vai acontecer com você? — indagou Emmeline, curiosa.
—Eu não sei.
—Acho que polícia pode ter dado uma multa gigantesca para os pais de James. -Remus disse. — Ele pode ser acusado de pertubação da ordem pública, contribuir na delinquência de menores de idade e de incitar uma revolta.
—Eu vou ser preso? — berrou James, Remus olhou para os lados e botou a mão na boca dele.
—Não faça uma cena. — ele ralhou.
—Vai ficar tudo bem. — falou Adhara, sorrindo para James. Ele suspirou aliviado, mas encostou a cabeça na mesa, ela começou a passar as mãos pelo cabelo arrepiado dele. — Parece que essa noite você, pelo menos, estará livre de seus deveres como Monitor-Chefe.
—Argh, isso é uma total vergonha. — falou Sirius, revirando os olhos. — Você está acabando com nossa reputação, Prongs!
—Isso é a pior parte. — falou James, ele olhou Lily observando a seleção dos alunos, sentada um pouco longe deles. — É quando eu tenho um tempo sozinho com Lily, rondas juntos, corredores longos…
—Isso deveria ser romântico? — indagou Sirius, debochado.
—Deixe o homem sonhar, Sirius. — pediu Adhara, ainda acariciando os cabelos de James.
—Mas, prima, é para isso que eu estou aqui, para destruir os sonhos de todos os meus amigos. — respondeu Sirius, bastante debochado. — Ou só fazer eles passarem tanta vergonha que vão preferir nunca terem nascido, apesar de o James ser bem melhor nisso do que eu…mas, Remus, você pode por favor parar de encarar minha prima como se ela fosse a última mulher do mundo? — ele pediu.
James levantou a cabeça da mesa rindo baixinho, com Peter. Emmeline revirou os olhos para Sirius, mas tinha também um sorriso divertido no rosto. Remus parecia que fritaria Sirius somente com o olhar e Adhara tinha um sorrisinho estampado na cara.
—Eu não estava a encarando. — disse Remus, sem gaguejar, piscar ou até mesmo corar
—Acho que deveríamos conversar, não é, Remus? — ela perguntou, com a voz em um tom amável. Remus corou dessa vez e abriu a boca sem responder. — Depois do jantar? Você sabe onde.
—Sim, claro. — ele murmurou para ela. James e Peter se entreolharam e começaram a fazer sons de beijos estalados.
—Eu também quero conversar com você, Sirius. — disse Emmeline, todos olharam ela surpresos, mas ela não ostentava um sorriso safado e nem um olhar travesso, parecia até mesmo muito séria.
—Conversar?
—Sim, conversar.
—Isso é entediante.
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—Vocês não deveriam se guardar para o casamento? — perguntou Amycus, só por perguntar, pois não parecia realmente interessado.
—Sim. — respondeu Jacques. — Ou pelo menos fingir que ainda não está fodendo sua noiva. — comentou ele, olhando para Theo.
—O que eu posso fazer? Todo mundo já sabe que Kat não é pura. — ele disse, dando de ombros. — Mas Emily…
—Ela é segura de si mesma o suficiente para não deixar que tradições idiotas controlem o comportamento dela. E eu sou muito grato por isso. — respondeu Rabastan. — Não fique com invejinha só porque pelo que me contaram faz bastante tempo desde a última vez que Kat abriu as pernas pra você. — ele debochou. Theo bufou e revirou os olhos, mas matinha um sorriso no rosto. Algo havia feito Rabastan começar a perdoá-lo, ele não tinha certeza, mas imaginava que tinha a ver com Emily.
—Kat está tentando ser uma tradicional puro-sangue. — comentou Theo, se jogando em sua cama. — Tivemos um jantar nesse verão, na minha casa. — ele disse, parecendo cansado sobre o assunto. — Minha mãe… não gosta muito da Kat, acha ela meio vagabunda, porque ela se deitou para mim enquanto estava com outro…
—Sua mãe está certa. — falou Rabastan, checando a hora, com um sorriso no rosto.
—Ela está vindo para cá? — indagou Jacques, trocando de roupa.
—Sim. — respondeu Rabastan. — Quando vai chamar Tati para vir para cá? — ele perguntou. Amycus e Theo olharam Jacques curioso, mas o amigo só manteve um sorriso divertido no rosto.
—Eu não vou. — ele disse. — Nós vamos esperar.
—Então, você vai ficar na punheta o ano todo? — riu Amycus.
—Cala boca, gêmeo incestuoso. — rebateu Jacques, provocador. Theo e Rabastan gargalharam extremamente alto. Amycus bufou, se levantando como se fosse bater em Jacques.
—Eu já disse! Dessa vez não era eu. — disse indo pra cima de Jacques.
—Sev, Amycus quer me bater, dê uma detenção para ele. — riu Jacques para Severus que acabava entrar no dormitório, após levar as novas crianças da sonserina para o Salão Comunal.
—Eu não ligo. — respondeu Severus, tirando sua capa. — Valentine está na porta do Salão Comunal, Rabastan.
—Porque não a deixou entrar? — indagou Rabastan.
—Porque eu não sou obrigado a nada. — respondeu Severus, enquanto Amycus havia empurrado Jacques no chão e os dois estavam tendo uma briguinha patética. — Se for trazer ela pra cá, saiba que serão duas semanas de detenção, para os dois.
—Vai valer a pena. — respondeu Rabastan, saindo do dormitório. Ele andou pelo corredor frio direto para o Salão Comunal, não havia muita gente ali, foi para a porta e saiu.
Emily estava encostada na parede do corredor. Rabastan observou a namorada, ela era tão linda que ele não podia imaginar a sorte que tinha em tê-la. Ela usava o uniforme escolar, mas a saia dois palmos acima do joelho, como ele sabia que Adhara havia a ensinado. Sua namorada deu um sorriso feliz e ao mesmo tempo safado, assim que o viu. As mãos dela foram para as coxas e ela tocou a bainha da saia e levantou um pouquinho, mostrando mais suas coxas. Ele andou até ela, já metendo sua mão na coxa dela, mas ela deixou a saia cair novamente e riu, o empurrando devagar pelo peito. A mão dela foi para o rosto dele e Rabastan deu uma mordidinha provocativa em um de seus dedos.
—Eu tenho algo para te mostrar. — ela falou, quando a mão dele foi para sua cintura.
—Vamos para o meu quarto. — ele disse. Rabastan tirou a capa da Sonserina e jogou por cima da namorada. Ele disse a senha e os dois entraram no Salão Comunal. Emily meio escondida nos braços de Rabastan e passaram sem que ninguém desse muito atenção. Os dois foram cheios de risadinha até o dormitório mais longe, que era do sétimo ano. Emily abriu a porta como se o próprio quarto fosse dela. A cama de Snape estava com as cortinas fechadas, a de Amycus estava vazia, mas ele não estava no quarto, então provavelmente estava no banheiro, Theo estava deitado em sua cama conversando com Jacques que estava arrumando seu uniforme para as aulas no dia seguinte.
—Olá. — disse Emily. Theo deu uma olhada para ela, mas nem prestou muita atenção e Jacques sorriu.
—Olá, Emily. Ressaca? — ele indagou.
—Não, eu na verdade fui uma das únicas não tão chapadas. — ela respondeu.
—Aquela festa foi irada. — disse Rabastan para a namorada. — Todo mundo transou sabia? Até aquele estranho da Corvinal.
—Qual? — indagou Theo.
—O que tem uma marca na cara que parece uma bunda. — respondeu Rabastan. — Cavalheiros, ótima conversa, mas agora eu e minha dama temos assuntos melhores a tratar. — ele disse, puxando Emily para sua cama. Ela foi risonha e Rabastan fechou as cortinas com a varinha. Ele olhou a namorada por inteiro, como fazia a todo momento.
Rabastan Lestrange estava completamente fisgado por Emily Valentine. Ela o olhava travessa enquanto tirava a roupa, ela o mandou fechar os olhos e assim o fez, esperou pacientemente escutando o farfalhar das roupas, até que ela o mandou abrir os olhos. Emily havia feito uma nova tatuagem, uma tatuagem de serpente.
—Céus... você é tão sexy… – ele murmurou, se deitando na cama enquanto ela exibia a tatuagem enorme, que vinha do calcanhar, se enroscava no quadril, passava pelas costelas e terminava nas costas. – Ficou foda demais. – ele garantiu e ela riu satisfeita.
—Quer que eu faça uma pra você? – perguntou ela se sentando nos quadris do namorado.
—O que você tatuaria? – ele quis saber, sorridente.
—O meu nome, pra todo mundo saber que você é meu. – ela brincou, o beijando pelo peito.
—Só se tatuar o meu nome na sua bunda. – ele retrucou, descendo as mãos para a bunda da loira, a apalpando com vontade. — Para ser oficialmente minha e você finalmente liberar a portinha dos fundos. – ele disse, safado.
Emily riu travessa.
—Continue sonhando, Rabs.
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—O quão ferrado você está?
James se virou para a doce voz que o chamou e rapidamente abriu um sorriso. Lily estava no final do corredor, o olhando curiosa. Ele botou as mãos nos bolsos e caminhou até onde ela estava, parada ao lado de uma janela.
—Bem, meus pais tiveram que pagar uma multa de 75 mil libras para a polícia trouxa, isso em galeões…
—Eu sei. — ela disse, meio risonha. — Você sabia que isso ia acontecer, não é?
—A festa só saiu um pouquinho de controle… — ele disse, vendo a ruiva gargalhar. — … meus pais disseram que eu vou ficar sem mesada pro resto da minha vida, que eu não vou poder ir para Hogsmeade por, pelo menos, três meses, que eu nunca vou dar uma festa novamente… e de algum jeito, eles conseguiram fazer Dumbledore me deixar de detenção. — ele falou, desacreditado. Lily riu novamente, adorando a história. — Só uma semana, mas se eu for pego fazer algo “indevido” e ficar de detenção, meus pais vão me expulsar de casa e mudar o nome de Sirius e Adhara para Potter e fingir que eu nunca existi.
—Merlin. — gargalhou Lily.
—Só que isso foi só uma brincadeira… eu acho. — ele disse, sorrindo.
—Você mereceu.
—Eu sei. — ele respondeu. — Sirius entrou no escritório do Dumbledore. — ele contou. — Chegou gritando que ele era o culpado de tudo, que ele havia me obrigado a fazer a festa toda e me obrigado a se divertir e ficar chapado também. — ele disse, enquanto Lily ria, aquela era provavelmente uma das primeiras vezes que ela ria com ele, de verdade. — Ele disse para os meus pais que pagava a multa, não importasse o preço.
—Eu não entendo o Sirius na maioria das vezes, mas ele é um bom amigo.
—O melhor. — respondeu James.
—Onde ele está?
—Casa da Árvore com Emmeline. — disse James.
—Acha que eles vão voltar?
—Acho que eles nunca estiveram realmente juntos. — ele falou. — Eles sempre estavam com alguém… Eu amo Sirius, entendo ele, mas isso que ele faz não é legal. — disse. Lily escondeu o sorriso que queria dar. – Estava fazendo rondas?
—Sim. Ainda vou terminar.– ela respondeu. — Na verdade, deveríamos ter feito juntos.
—Desculpe, próxima vez, não vou faltar. — ele prometeu. James se apoiou na parede enfrente a ela. – Mas agora Dumbledore me mandou direto pra cama
—Nosso último ano. — murmurou Lily, olhando pela janela. — Isso te assusta?
—Não. — respondeu. — Te assusta?
—Não. — ela respondeu também. Os dois sabiam o que vinha após o término do sétimo ano. Vida real. Eles teriam que enfrentar tudo que não enfrentaram todos esses anos, pois estavam protegidos por Hogwarts.
—Eu não estou assustado por mim. — disse James. Lily o olhou curiosa. — Eu fico assustado quando… eu penso em você.
—Porque?
—Porque você corre perigo só por ser você, Lily. — ele disse, dando um passo a frente. A ruiva não se mexeu, nem piscou quando sentiu a mão de James em seu rosto. — Até amanhã. — ele falou apenas e a deu um beijo leve na testa.
Lily suspirou pesadamente, o vendo sumir ao virar o corredor e resolveu voltar a fazer a sua ronda. Ela não conseguia não pensar em como estava ansiosa pelas rondas com James.
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—Foi mal demorar, tive que ir em um lugar antes. — ele disse assim que entrou, se jogou na poltrona e rapidamente tirou um cigarro do bolso.
—Sem problemas, acabei de chegar aqui. — ela respondeu, o vendo acender o cigarro.
Sirius e Emmeline se encararam pelo que pareceu horas, mas fora apenas segundos longos e silenciosos.
—Não te chamei aqui para fazer sexo. — ela disse, não aceitando o cigarro que ele ofereceu.
—Eu notei. — ele respondeu, tragando o cigarro, a fumaça saiu pelos seus lábios fazendo um véu branco entre ele e Emmeline.
—Eu… — ela suspirou, passando a mão pelos cabelos. — Nós machucamos pessoas quando estamos juntos, Sirius. Porque você não consegue ser só meu e eu não consigo não ser sua. — ela falou. Sirius assoprou a fumaça outra vez, mas completamente atento ao que Emmeline lhe dizia. — Aquela vez em que eu lhe disse que “não”, você se lembra?
—Sim.
—Era pra ser real, era para ser para sempre. — falou, apertando as mãos uma na outra. — E então, minha mãe morreu, eu me reencontrei com o babaca do meu pai, ganhei uma meia-irmã. — disse. — Minha melhor amiga se perdeu em si própria, me isolou da vida dela e eu me senti sozinha, eu precisava de alguém.
—Emme…
—Eu precisava de você. — ela continuou, sem dar atenção para a interrupção dele. — Você estava lá, sempre esteve lá, mas não importa o quão sozinha e deprimida eu estava, o que fizemos foi tão errado, Sirius, tão errado. — falou, fechando os olhos. — O pior é que não foi a primeira vez.
—Emmeline.
—Me escuta. — ela disse, dura. Emmeline se levantou do sofá e foi até a poltrona se sentando naquele colo tão familiar, segurou o rosto dele com uma das mãos e a outra apoiou em seu peito. — Eu não quero machucar mais as pessoas desse jeito. E eu não quero me machucar mais, está bem? — falou, aproximando o rosto do dele, ela suspirou sentindo a respiração dele em seu rosto. — Tudo seria tão mais fácil se você me amasse…
—Mas…
—Eu sei, eu sei. — ela falou. — Você me ama, porém não consegue suportar isso e pela primeira vez está tudo bem. — disse, sorrindo. — Eu não vou esperar você estar pronto, eu vou me apaixonar pelas pessoas, vou viver por eu mesma, só que eu amo você, entende isso? Eu te amo há muitos anos, Sirius Black. — falou, beijando lentamente os lábios dele. — Mas eu não quero mais. — os dois se beijaram lentamente.
Sirius apenas aceitou todas as palavras de Emmeline, algo dentro dele só queria berrar e beijá-la para sempre e outra parte queria sair dali o mais rápido possível, por medo de algo que ele não fazia ideia do que era. Sentiu a língua de Emmeline tocar a sua, se conheciam tão bem, era uma sensação tão boa.
—Vamos quebrar os corações de outras pessoas agora, hã? Não mais um do outro. — ele disse a ela, quando ela se levantou de seu colo.
—Oh, Sirius. — ela riu. — Eu nunca quebrei o seu coração.
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—Achei que quereria se encontrar na Casa na Árvore. — ele comentou, sentado na cama. Adhara na porta tirou toda a capa de James e deixou cair no chão.
—Eu gosto daqui. — ela disse. — Me lembra você... — contou. — ... e não o quanto você sente dor aqui, mas outras coisas... — disse, caminhando para dentro do quarto, ela foi para perto da janela rachada e cheia de poeira.
—Adhara. — ele chamou. A loira se virou para ele, com seus olhos azuis escurecidos e que pareciam ver sua alma. Ela sempre teve o olhar assim, um olhar meio superior, como se soubesse tudo de todos, como se estivesse por cima o tempo inteiro. Ele notou ela o chamar com os olhos e então se levantou, foi até a sua amada e parou em sua frente. Adhara tocou seus dedos com os dela, delicadamente e aproximou seu rosto, ela beijou cada uma de suas pálpebras, ele ficou de olhos fechados e mesmo sem ver ele sabia que ela também estava assim.
—Tudo que conseguimos ver sem nossos olhos, Remus. — ela murmurou, a respiração dela batendo contra a dele. — Existem muitas coisas. — disse. — Consigo ver a primeira vez que me beijou, a primeira vez que me tocou. — ela contou e com isso lhe deu um beijo tão devagar nos lábios que Remus quase gemeu e o toque que ela mantinha em suas mãos foi para dentro de sua blusa, a mão delicada percorreu as cicatrizes que eram um pouco salientes nas costas. — Você disse que precisa saber o que somos um para o outro. — ela falou, com a mão livre o tocando no rosto, ela fez um carinho bem leve em sua bochecha e Remus abriu os olhos, ela também já havia aberto os olhos e ele notou um tom meio violeta no olhar dela. Ele se lembrava muito bem de como quando tinha 13 anos, e James vivia flertando com Adhara, mas ela estava com Rabastan e o beijo que ela e Remus dera já havia sido esquecido. Quando ele a tocava os olhos dela se tornavam violeta muito forte e com o passar dos segundos ia ficar menos evidente e que isso também acontecia com James e Rabastan, mas as cores eram diferentes, só que mesmo assim Remus não conseguia não se achar especial por isso, ela mudava apenas com um toque dele e isso parou depois de um tempo, assim como com os outros e ele via os olhos dela se tornarem amarronzados quando Adam a tocava, um marrom igual ao dos olhos do próprio Adam e sentia muita falta dela mudar com o seu toque. E agora vendo os olhos dela se tornando violeta e vagarosamente ir mudando para outra cor, ele ficou observando e os olhos dela se tornaram âmbar e parecia que ele estava olhando os próprios olhos no espelho. — Eu realmente preciso dizer o que somos um para o outro? — a pergunta dela foi solta no ar.
Remus não disse nada o beijo de tirar o fôlego que ele a deu foi o suficiente para Adhara sorriu e jogar seus braços em volta do pescoço dele. Os dois se beijaram com todo a amor que podiam dar. Os beijos eram delicados, transmitiam todas as juras de amor que já disseram um para o outro. Para Adhara o beijo de Remus era como nenhum outro, não tinha comparação. Era tão doce e suave, mas podia mudar e ser tão ardente que apenas o beijo a esquentava inteira. E aquele beijo significava algo muito maior, aquela era a decisão. Eles estavam juntos. Remus não pode deixar de pensar que não tinha mais 14 anos e se não desse certo, talvez não seria como ela foi com James, mas essa ideia veio tão rápido quanto foi embora.
Ele se deixou levar para a cama e caiu nela. Não acreditava que podia chamar aquela linda garota de namorada. Ela tirava desabotoava o uniforme da escola demoradamente. Adhara terminou de desabotoar e mostrou o sutiã cor-de-rosa, as mãos de Remus foram para os seios dela, apertaram por cima do sutiã com desejo. Ela amava está por cima e amava estar por cima de Remus, ela podia sentir o pênis dele duro embaixo dela, gostava de rebolar em cima e o provocar. Era uma sensação maravilhosa ver os olhos dele parecerem ficar em um tom mais forte e um ruído gutural sair de sua garganta, parecia que Remus mudava, parecia que toda a timidez que ele sempre tinha sumia naquele momento. Ela ainda se lembrava muito bem das obscenidades que ele falava para ela todas as vezes em que transaram em Marrocos. A deixava tão excitada.
E aquela selvageria pareceu possuir ele. As mãos forte de Remus seguraram os quadris de Adhara que rebolava para provocá-lo e a jogou na cama, ficando por cima tão rápido quanto tirou o sutiã dela. Adhara gemeu sentindo a língua quente dele lamber um de seus mamilos, ele chupou com força, parecia que estava dando um chupão, estava simplesmente em uma linha perfeita entre o prazer e aquela dor, que virara prazerosa. As mãos ainda estavam nos quadris dela, apertavam tão forte que ficaria uma marca ali, e Adhara adorou isso. O seu corpo parecia estar todo em chamas, e parecia que vinha tudo dos toques de Remus. A mão dele foi para o meio das pernas dela, onde estava muito quente.
—Você está tão molhada. — ele disse, a tocando. Adhara gemeu e o viu levar os dedos a boca para chupar. — Eu quero tanto te foder. — ele disse. Ela queria mais que tudo ele dentro dela, o empurrou pelo peito e subiu com tudo em seu colo, desafivelou o cinto dele e o puxou para fora das calças, ela o masturbou por um tempo, mas estava tão apressada que logo estava descendo bem lentamente nele. Sua calcinha empurrada para o lado e sua saia toda amassada. Jogou os cabelos para o lado e se curvou para beijá-lo.
—Remus!
—Mal posso esperar para ouvir você gozar para mim, Adhara. — sussurrou com a voz rouca. — Eu te amo muito...
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—Uau, isso que é foder bem. — disse Emmeline. Eu me virei para minha amiga com o maior sorriso no rosto. — Addie… uau. — ela repetiu. Eu ri e me olhei no espelho, eu tinha chupões no peito e marcas vermelhas pelo meu quadril. — Achei que Remus era do tipo de sexo carinhoso.
—Ele é, mas ele também… — suspirei, me abanando de brincadeira. Emmeline gargalhou e eu terminei de colocar meu pijama, que era só uma blusa velha de Sirius. Me olhei no espelho e notei que minha bunda também estava vermelha. Remus me marcou por inteira e eu retribui tudo, minhas unhas estavam por toda as costas dele. Notei que no dormitório, Emily não estava, isso significava que ela havia ido dormir com Rabastan, a cama de Dorcas estava fechada e se mexia vagarosamente, Michelle deveria estar lá. A de Lily estava aberta, mas ela já dormia com um livro aberto sobre a barriga e Marlene estava escrevendo uma carta, parecendo muito entretida. — O que conversou com meu primo? — perguntei, a olhei pelo reflexo do espelho e a vi enfiar a cara no travesseiro. Ela soltou um barulho de frustração.
—É muito difícil. — ela disse, tirando a cara do travesseiro. — Eu… o amo, sempre amei.
—Eu sei disso. — respondi, me virando para ela.
—Mas eu não quero machucar mais ninguém, Addie. — ela me disse, parecendo completamente segura do que falava, ela olhou de canto para Marlene, vendo a cicatriz que ela tinha que ficava mais no coro cabelo, mas uma fina parte de mostrava ao lado da testa. — E eu não quero mais ter meu coração quebrado.
—Isso é bom. — respondi, me sentando ao lado dela. Emmeline deitou o rosto em minhas coxas. — Vocês dois são um pouco tóxicos. — comentei, acariciando os cabelos dela.
—As vezes eu penso que você é a uma das únicas pessoas que Sirius realmente se importa no mundo. — ela me disse. — Sirius é o tipo de pessoa que pularia na frente de uma maldição por amigo, não acha? Ele morreria por você, Addie, por James… — ela suspirou. — Vocês dois são a prioridade dele, eu sei disso. Mas você acha que ele faria isso por mim? — ela indagou, mas não esperou resposta. — Ele te conta porque faz essas coisas? Porque ele não consegue ficar com alguém? Bem, não importa. — ela falou. Não ousei interromper o seu monólogo. — Agora eu quero saber como é ser amada de volta. — ela disse. Ficamos quietas por um tempo e enquanto isso Marlene enviava a carta em uma coruja pela janela. — Algum admirador, Marlene?
Marlene nos olhou e deu um sorrisinho. Eu realmente achei que elas nunca iriam se falar novamente, mas Marlene parecia querer simplesmente passar uma borracha em cima de Sirius.
—Você sabe. — ela disse com uma voz meio alegre. — Amor é um mistério, nunca sabemos onde vamos encontrar, não é? — ela falou. Eu e Emmeline nos entreolhamos risonhas. — Tipo o de Addie estava ao lado dela esse tempo todo e meu… está esperando para ser descoberto. — ela disse.
—Abençoado seja o mistério do amor. — eu falei, sorrindo pelo sorriso que Marlene tinha.
Eu me deitei na cama e Emmeline deitou a cabeça ao meu lado, ela segurou minha mão e entrelaçou. Olhei dentro dos olhos de Emmeline. Ela era tão familiar, me matava quando eu lembrava de como a afastei nos últimos meses, como eu a deixei de lado e sem querer acabei a fazendo se sentir completamente sozinha. Eu estava passando por um momento difícil e me esqueci das pessoas ao meu redor, que elas também poderiam estar se sentindo mal e Emmeline com certeza foi uma dela. Eu toquei o rosto da minha melhor amiga e a beijei na testa. Eu a amava demais. Nós completávamos uma a outra, como Sirius e James se completavam, as vezes conseguíamos ser tão parecidas que assustava. Mas o que mais me assustava no momento era o fato de que Remus era o amor da minha vida, porque quando eu estava com ele é como se Adam fosse uma pessoa que eu amei profundamente, mas não um namorado, eu me sentia culpada só por pensar isso e pensava que eu estava exagerando que talvez depois de algumas semanas isso tudo que eu sentia iria se apagar como uma vela, mas se passou três meses, nos quais quase não se vimos e eu pensei nele todos os dias.
—O que está pensando? — ela me perguntou.
—No que você está pensando? — rebati.
—Mary. — ela murmurou. — As vezes eu não me lembro tão bem dela. — comentou, fechando os olhos para os meus carinhos em seu rosto. — Me lembro de como ela era engraçada, sempre feliz… que não importasse o que acontece ou o que você fizesse ela sempre seria sua amiga. — disse. Meu coração doeu e sei que o de Emmeline também. — O que está pensando? — ela repetiu.
—Remus. — respondi sincera.
—Você… — ela parecia que queria falar, mas ficou quieta, desviando o olhar.
—… esqueci o Adam? — completei para ela. Emmeline assentiu. — Nunca vou esquecê-lo, ele foi um dos amores da minha vida. — eu disse. — Mas eu não acho que estaríamos juntos se eles estivesse vivo. — contei. Meu coração doeu novamente, me matava admitir aquilo que eu vinha pensando a bastante tempo.
—Sério?
—Eu e Remus… eu sinto como se fosse algo que estava para acontecer desde o princípio. — eu disse a ela. — Como se fossemos destinados um para o outro.
—Sempre pensei que você tivesse apenas uma queda por ele. — ela comentou. — Afinal, você que beijou ele quando tínhamos 11 anos. — ela disse. Eu sorri me lembrando do meu primeiro beijo.
—Eu não queria…
—O que?
—Eu tinha uma fantasia de namorado e Remus não se encaixava nela. — falei, deitando de barriga para cima. — Quando eu tinha 11 anos ele seria rico, sangue puro, como Rabastan. — eu disse. A olhei de canto de olho e ela tinha um sorrisinho. — E então mudou e eu queria caras que jogavam quadribol como eu, que me fizessem rir e que fossem tecnicamente proibidos… como James. — falei. Sirius sempre proibiu James para mim, era como se os nossos amassos escondidos fossem perigosos e proibidos. — E mudou novamente e eu queria caras que andavam com um cigarro atrás da orelha e jaquetas de couro, que tivessem um jeito sexy, perigoso…
—… como Adam. — ela completou para mim. Assenti e a olhei.
—E Remus não é nada disso. — falei. — Nunca foi. Remus é quieto e gentil. — sorri. — Ele não tem tatuagens, ele tem cicatrizes… ele não é igual a eu. — eu falei. Porque Rabastan e eu tínhamos muitos pontos em comum, menos a crença. Eu e James já éramos melhores amigos, pregávamos peças, jogávamos quadribol. E Adam e eu éramos exatamente como meus pais. — Droga, ele não é nada igual a eu, sabe? Eu preferiria passar um tempo zoando pelo castelo e ele na biblioteca, eu zoava as pessoas e ele as consolava…
—Você o ama? — ela me indagou. — Você o ama de verdade?
—Sim.
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