When We Were Young
125 Look What You Made Me Do
Notas iniciais

LOOK WHAT YOU MADE ME DO
HOGWARTS EXPRESS
1977
CHRISTMAS
Natal.
Rabastan estava extremamente ansioso para essa data. Tinha certeza que esse seria um Natal memorável em sua vida. Olhou a namorada com um sorriso, estava animado que ela havia aceitado passar a ceia em sua casa. Faria tudo dar certo, queria que sua família gostasse de Emily tanto quanto ele gostava.
Emily olhou o namorado e o beijou na bochecha. Estava ansiosa pela noite que teria e com medo também, não sabia exatamente o esperar. Tentou conversar com suas amigas, mas simplesmente não conseguiu falar com Adhara sobre isso, não queria trazer ela para o assunto de famílias puro-sangue e Emmeline estava andando distante, sem falar que pegou ela e Adhara brigando, pois Emmeline não queria ir para enfermaria, apesar de estar passando mal a algumas semanas. Então, conversou com Sirius, mais ou menos, na verdade, ele havia acabado de voltar de uma tarde com os lufanos drogados e estava bem chapado, mas poderia dizer que foi ua boa conversar. Ele apenas lhe disse que ou tudo iria dar muito certo ou muito errado.
Rabastan mirou a porta da cabine. Theo e Kat ainda não haviam chego no vagão, então ele aproveitou para poder conversar com a Emily sem plateia. Achou que era sensato explicar algumas coisas pra ela.
—Emms. — ele chamou. Emily o olhou. — Minha família é super tradicional... eles não podem saber que você tatuou as minhas costas…
Alguns dias antes do Natal, Emily conseguiu convencer Rabastan a fazer uma tatuagem. Uma serpente com feições draconianas. Completamente relacionada com o nome dele, que vinha de uma das estrelas da constelação de dragão. Ele havia amado e Emily havia amado que ele gostou tanto.
—Eles vão achar ruim as minhas tatuagens? – perguntou ela arqueando as sobrancelhas.
—Vão. Então... se possível... tenta vestir algo que... que esconda as tatuagens e... e seu cabelo… – ele pediu, tentando ser delicado, mas pela cara da namorada não estava dando tão certo.
—O que tem o meu cabelo? – perguntou ela. Rabastan abriu a boca e fechou sem responder imediatamente, olhando as madeixas coloridas de Emily.
—Bem... você... Emms. Você sabe que eu acho seu cabelo super foda. – ele disse. — Mas meus pais não vão gostar, então... tenta parecer mais tradicional e menos…
—Menos eu? – perguntou ela arqueando as sobrancelhas.
—Não... não é isso. Menos rebelde, entende? – ele tentou explicar.
Emily soltou um muxoxo de desagrado.
—Como quiser, Rabs.
—Não fique chateada. Eu gosto do seu estilo. É a garota mais estilosa da escola! – disse a abraçando e a beijando no pescoço. – Mas... minha família é... complicada, entende?
—Diretório Puro Sangue. – murmurou ela. – Não se preocupe, Rabs. Eu sei como agir em ocasiões formais. Eu não tinha mais ninguém para puxar me orelha, então acabei radicalizando. Mas eu não fui sempre assim, sabe?
—Sei! – ele respondeu. Mas a verdade é que Rabastan se lembrava muito pouco dela antes dela se radicalizar. Em suas memórias do quarto ano, antes dos pais de Emily morrerem, ele só se lembrava em como era apaixonado por Adhara Black. — Se for meu irmão quem vier me buscar, então a gente fica de boa. Te apresento para ele. Ele não vai chiar. Mas se forem meus pais…
—A gente finge que não está junto. Entendi. – murmurou ela olhando pela janela.
—Isso mesmo. – ele disse contente por ela ter aceitado numa boa.
—Rabs…
—O que?
—Você tem vergonha de mim? – ela indagou, ainda olhando pela janela.
—De jeito nenhum... só quero te proteger dos meus pais.– disse a beijando no ombro incomodado por ela não olhar para ele. — Eles são muito tradicionais. Só isso.
Emily deu de ombros e Rabastan achou melhor deixar por assim. Quando chegaram na plataforma, Rabastan achou mais afasto Rodolfo e Bellatrix, os dois com vestes pretas e com algumas feições modificadas. Rabastan sabia que era porque recentemente foram finalmente vistos como Comensais da Morte e o Ministério começou uma busca por eles. Ele sorriu animado, ainda não era público que seu irmão era um Comensal, de algum jeito não saiu no Profeta Diário, então entrelaçou os dedos com o de Emily e a puxou até lá para apresentá-la. Ela podia ser um pouco alternativa, mas ela era sangue puro e não se envolvia com sangues ruins, ela já havia lhe dito várias vezes que nunca gostou de Lily Evans, então o máximo que ela se relacionava eram mestiços e até gostava da causa puro sangue, muito mais dos que os pais, que eram completamente contra.
Rodolfo viu o irmão de longe e fechou a cara, olhando para Emily. Bellatrix torceu o nariz com desaprovação, mas Rabastan sabia que seria algo temporário. Emily respirou fundo olhando para os dois.
—Rodolfo! Como está? – indagou Rabastan, animado. — Essa é a Emily, minha namorada. Ela é sangue puro…
—Emily Valentine, não é? Rabastan fala muito de você.– disse Rodolfo secamente.
—Valentine? – perguntou Bellatrix sorrindo, provavelmente achando a situação hilária.
—Algum problema? – perguntou Emily.
—Você está namorando uma Valentine? – riu Bellatrix, sem responder Emily, apenas a analisando com os olhos. — O que acha disso, Rodolfo?
—Por enquanto nada. Mas chegarei em uma conclusão em breve. Meu irmão não é idiota e se ele escolheu namorar com ela, ele deve ter bons motivos. – disse Rodolfo olhando para a flor de narciso tatuada no ombro dela, depois para o cabelo colorido. — Mas espero que ela não vá assim para a casa dos nossos pais.
—Eu já expliquei pra ela. Não se preocupe. – disse para tranquilizá-lo. Rodolfo ainda olhava com desaprovação para ela, mas Rabastan estava confiante que aquilo mudaria.
—E Adhara? — indagou Bellatrix, olhando para todos que desciam do Expresso de Hogwarts.
—Ficou em Hogwarts. — respondeu Rabastan, franzindo a testa, vendo o sorriso que o irmão tinha no rosto.
—Que pena. Adoraria cumprimentá-la. — disse Rodolfo. Emily também franziu a testa, mas como Rabastan não comentou nada, ela resolveu também não falar.
Rabastan deu um doce beijo nos lábios de Emily para se despedir e disse que buscaria ela em casa e de lá iram para a casa dos pais dele. Ela concordou sem parecer muito empolgada. Quando Rabastan entrou na carruagem com Rodolfo e Bellatrix, seu irmão cruzou os braços e o encarou querendo explicações.
—O que raios tem na cabeça? Por que está namorando aquela cacatua?
—Eu sei que ela é um pouco alternativa, mas…
—Um pouco? – cortou ele— Um pouco alternativa? Você já olhou para ela? Ela não é o padrão da nossa família, irmãozinho! Só porque você é o caçula não quer dizer que não tenha responsabilidades!
—Ela é sangue puro. É o que importa, não é?
—A família dela apoiava Dumbledore! – riu Bellatrix que ainda estava achando graça por ter matado os sogros do cunhado dela.
—Mas ela acha que ele não passa de um velho caduco! – retrucou Rabastan. Ela já falara aquilo para ele mais de uma vez. – Sem falar que ela simpatiza com causa puro sangue. Ela não é como os pais dela. – soltou um suspiro. – Ela nem fala deles. Parece até que tem vergonha! – e naquele momento o rosto de Rabastan se contorceu num sorriso animado. Olhou para Rodolfo cheio de expectativa. – Ela é perfeita pra mim, Rodolfo. Eu sei que é!
Seu irmão e sua cunhada piscaram olhando em choque para ele.
—Está apaixonado por ela! – ralhou Bellatrix, parando de achar graça da situação.
—Estou! – respondeu sorrindo. Seu irmão o fitava preocupadamente. – Eu sei que ela não causa uma boa primeira impressão! Mas esperem pra ver! Esperem pra ver! Eu tenho certeza que vão gostar dela. O papai e a mamãe também! – ele respirou fundo e tirou uma caixa do bolso. – Eu vou pedi-la em casamento!
—Não acha que está se precipitando? – indagou Rodolfo.
—Não! Ela é perfeita para mim! Vocês vão ver! Todos vão gostar dela, eu tenho certeza! – ele disse, confiante.
Seu irmão trocou um olhar preocupado com a esposa e suspirou voltando a olhar Rabastan.
—Eu espero que sim, Rabastan... para o seu bem… – ele soltou outro suspiro e então sorriu. – Eu tenho boas notícias pra te dar.
—Quais?
—O Lorde quer te conhecer. Eu disse que você sempre sonhou em se tornar um comensal. Ele vai te conceder isso.
Rabastan sorriu grandemente, muito feliz. Era um sonho que tinha poder lutar para manter a pureza sempre. Lord Voldemort sempre foi o bruxo mais fantástico de quem ele já tinha ouvido falar. Seria capaz de arrancar a mão fora somente para poder fazer parte do grupo dele. Acompanhava a carreira dele desde os seus doze anos. Seu quarto era cheio de pedaços de jornais com qualquer coisa que falasse sobre ele. E finalmente poderia se considerar alguém do grupo dele. Aquilo era um sonho. Só podia ser... um dia ele poderia fazer parte do círculo íntimo dele, como seu irmão e Bella faziam. E quem sabe, ele convenceria Emily a estar lá.
Em sua casa, Rabastan ficou um pouco com os meus pais, mas passou a maior parte do seu dia no quarto, esperando escurecer para buscar Emily. Quando estava perto da hora da ceia, fui para a casa de Emily. Se lembra de quando foi lá pela primeira vez. A porta estava aberta e Emily gritou que já estava indo para ele do andar de cima. A casa era bem simples. Era um pouco grande, é verdade, mas parecia ter móveis de menos. Prestou atenção no chão e na parede e notou que a cor de certos lugares eram diferentes de outros. Só então se tocou que boa parte dos móveis deveria ter sido retirada por algum motivo qualquer. Logo imaginou que era pelo mesmo motivo que na primeira vez que foi lá, Emily estava indo trabalhar.
Caminhou pela sala, que não tinha um sofá sequer, e olhou para o monte de livros e tabelas de transfiguração ali. Se abaixei e notei que a maior parte dos livros eram sobre metamorfamagos. Ela tinha grifado uma parte em que dizia que metamorfagia era completamente controlável, que com o tempo a pessoa conseguiram ter total controle de seus poderes. Olhou para a parede e viu um monte de anotações sobre metamorfagia e algumas fotos ali também. Tinha apenas uma dos pais dela e o resto era de amigos. Uma estava Emily e Adhara, nas arquibancadas do campo de Quadribol.
—Não dê atenção... isso é bem antigo. – murmurou Emily. Rabastan olhou para trás e quase não a reconheceu.
Ela usava um vestido comprido, roxo, com uma fenda que mostrava justamente a perna tatuada. Não é que não tenha ficado bonito, mas ele estava preocupado com o que os seus pais pensariam de uma namorada cheia de tatuagens.
—Emms... você tá linda. – começou. Ela girou no lugar exibindo o vestido. Os cabelos dela estavam soltos e completamente loiros e isso causou uma diferença gritante. E mesmo o vestido tendo uma manga, era de renda e a flor de salvia no braço era muito visível. – Mas…
—O vestido era da minha mãe. – cortou ela. – Desculpe, Rabs... mas eu não vou esconder minhas tatuagens. Eu mudei os cabelos e estou usando essa coisa brega. É o máximo que dá pra fazer. Se seus pais ficarem incomodados comigo, eu vou embora… – ela cruzou os braços. – Ou talvez nem vá…
Rabastan respirou fundo, avaliando as opções, sem conseguir tirar os olhos da namorada.
—Ok... você está linda assim... Vai assim mesmo. – murmurou — Tá tão linda que eu quero… – se aproximou dela e a beijou desejoso. Ela riu nos seus lábios e quando ele a pegou no colo, ela o abraçou com as pernas. – Eu quero te provar agora.
Era extremamente diferente ver Emily daquele jeito, não conseguia entender como não prestava atenção nela antigamente. Ela era tão linda e mesmo se o cabelo diferente que o chamou a atenção o excitou do mesmo jeito. Quado viu estavam transando no chão cheio de papéis. E quando terminaram, ficou olhando os olhos verdes dela, feito bobo.
—Eu gosto demais de você, Rabs. – murmurou ela sorrindo.
—Eu também gosto demais de você… – murmurou.
Se levantaram e se aprumaram e e ele tirou um pedaço de papel que tinha ficado preso em sua calça.
—Posso usar o banheiro? – perguntou. Ela o falou como chegar lá e ele foi se aliviar. Mas no meio do processo, viu vários frascos azuis em cima da pia. Pegou um deles e o levou consigo, curioso. Quando chegou na sala, Emms estava terminando de retocar a maquiagem.
—O que é isso? – perguntou.
Ela olhou para ele e corou de leve. Veio caminhando até o namorado com um sorriso nervoso e pegou o frasco de volta.
—É chá de lua.– respondeu ela. — Não reconheceu?
Ele negou em silêncio.
—Não esqueça de tomar.– murmurou.
—De jeito nenhum. – riu ela voltando a guardar o frasco no banheiro.
Quando ela voltou, entrelaçou seus dedos nos dela.
—Vou logo avisar que meus pais não são muito sociáveis… – ele disse.
—Seus pais são dois monstrinhos. Você está tentando me intimidar?
“Não. Só quero te deixar preparada. – explicou. — Eles podem ser um pouco complicados. Mas você vai se dar bem com eles. Tenho certeza!
Ela o olhou um pouco apreensiva.
—Rabs... seus pais são Comensais de Morte? – perguntou temerosa.
—Não. Por que? – perguntou com um alarme apitando dentro de si.
Emily o olhou com um olhar firme.
—Eu odeio os Comensais de Morte.
—Por que? – perguntou sentindo um enorme peso no meu estômago.
—Porque eles mataram os meus pais. Mataram meu irmãozinho... e teriam me matado se eu estivesse aqui… – Emily soltou um longo suspiro triste. – Eu não quero me envolver de nenhuma maneira com comensais de morte, entendeu?
Rabastan sabia que deveria ter aberto o jogo. Deveria ter falado que em breve seria um comensal e que seus pais apoiavam a causa de Voldemort com fervor, que não era apenas seu irmão que apoiava isso. Mas no lugar disso ele apenas aparatou para casa, trazendo Emily consigo.
Assim que chegaram Rodolfo o olhou parecendo mais aliviado com a aparência de Emily. Mas seu pai não a tinha visto antes para comparar, então torceu o nariz para ela. Já a sua mãe parecia quase ofendida com a presença dela.
—Pai, Mãe... essa é Emily Valentine. Minha namorada, ela é puro sangue. – disse a apresentando a família. Rodolfo I Lestrange a olhou dos pés a cabeça.
—Olá. — disse ele, segurando a mão dela para cumprimentar. Rabastan quase suspirou aliviado, mas então seu pai disse: — Ela não é do diretório puro sangue.” falou como se isso fosse terrível.
—Não, mas venho de seis gerações de famílias puro sangue e minha mãe era uma Rosier, senhor Lestrange. Preciso mostrar os títulos? – perguntou ela sarcástica. – E tenho parentesco com os…
—Não está no diretório puro sangue. – cortou o pai de Rabastan. Emily o olhou com frieza. – Rabastan, meu filho, me digo o que viu dessa… dama que compensasse isso?
Rabastan havia murchado um pouco intimidado.
—Rabastan, tem uma Flint, uma Rosier e uma Gray com idades próximas a sua, Rabastan. Por que raios trouxe uma Valentine pra nossa casa? – perguntou sua mãe bruscamente. Seu pai a tocou na mão para que não fosse tão ríspida.
Rabastan abriu a boca, mas não conseguiu falar, olhou para seus sapatos sem responder, intimidado. Seu irmão o olhava com cara de ‘eu te avisei’ e Bellatrix parecia quase enojada com a situação.
—Rabastan me escolheu porque ele me ama. — respondeu Emily, quando viu que Rabastan não responderia. — Ele me viu de verdade e isso é muito mais do que ele poderia ver em qualquer outra. — Emily olhou seu suposto sogro como se o desafiasse. – E eu sou mais bonita também.
Rabastan olhou para seus pais e ele não pareceram se convencer com aquilo. Seu irmão quem tomou a frente.
—Não mais bonita que Adhara Black. — disse Rodolfo, com um sorriso provocativo. — Porque não trouxe Adhara, Rabastan? Me lembro que era apaixonado por ela e agora que ela não tem mais um compromisso com…
—Adhara não é mais uma Black. — cortou Bellatrix, um pouco entediada.
—Mas ainda é uma Bernauer. — falou o pai de Rabastan. — Descendente de uma das bruxas mais antigas da Alemanha. — ele disse. — Infinitivamente um partido melhor.
Rabastan olhou Emily. Ele sabia que a namorada não tinha ciúmes de Adhara, mas podia ver como as mãos dela estavam fechados em punho, com extrema raiva.
—A ceia fica pronta em dez minutos. Espero que ela ao menos saiba comer de forma civilizada. – rosnou a Sra. Lestrange, indo para a Sala de Jantar.
Emily respirou fundo pedindo paciência e Rabastan a levou para um sofá. Ficaram um tempo em silêncio até que ela desse uma risada sarcástica.
—Acho que causei uma boa impressão, não é?
—Desculpe... eu te avisei que…
—Quer que eu vá embora, Rabs?
Rabastan fechou os olhos e assentiu.
—Acho melhor… – murmurou.
Emily o olhou friamente e se levantou.
Adeus, então. A gente se vê na escola.
—Emms, espera. – pediu, se levantando. — Tente entender... é que…
—EU SOU SANGUE PURO! – gritou ela enfurecida. – E ELES ME TRATAM FEITO NADA? QUEM ELES ACHAM QUE SÃO?
—Emms... mas é que seu sobrenome não é importante e…
—Ótimo! – ela fechou os olhos e uma lágrima escorreu pelo rosto dela, mas ela logo a secou com as costas das mãos. – Ótimo!
—Emms... não chore, por favor... é só que...
—Eu não estou a altura do grande Rabastan, não é? – perguntou ela bagunçando os cabelos e rasgando a manga do vestido – Então, não traga mais tanto desgosto pro papai e pra mamãe. Não me traz mais aqui! Afinal. Temos a Flint, ou uma Rosier, já fodeu ela mesmo, não é? Ou quem sabe Adhara Black, espera Adhara Bernauer, nome importante, isso que é bom, certo?
—Emms…
—Faça melhor suas escolhas da próxima vez, seu babaca e…
—CALE A BOCA! – Rabastan berrou, perdendo a paciência. – EU TE AVISEI QUE ELES ERAM ASSIM! POR QUE NÃO ARRUMOU UM VESTIDO QUE ESCONDESSE SUAS TATUAGENS?
—AH! A CULPA É MINHA ENTÃO?
Não. A culpa era toda de Rabastan. Mas ele não ia dizer isso. Então apenas virou o rosto.
—Covarde. — escutou ela sussurra. Emily então se virou e saiu, indo embora
Rabastan se sentou no sofá, se sentindo muito triste e vazio. Com uma sensação de que deveria ter feito alguma coisa, mas não fez. Apoiou os cotovelos nos joelhos e colocou as mãos na cabeça, querendo vomitar.
Quando foi para a sala de jantar, seu pai parecia muito satisfeito, sua mãe ainda estava zangada e seu irmão levemente constrangido. Bellatrix o olhava como se ele fosse uma total decepção. Se sentindo ainda pior, sentou-se ao lado do seu irmão e jantou, como se Emily Valentine nunca tivesse entrado pela porta de sua casa.
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