When We Were Young
134 Keep Breathing
Notas iniciais

KEEP BREATHING
POTTER’S HOUSE
1978
7th YEAR
—YEAAAAAAAH! — berrou Emmeline levantando uma garrafa de hidromel na metade com seu braço. Ela dançava em cima do sofá e Sirius foi para cima do sofá pulando com ela. — Quem quer me ver beijando Sirius? — ela gritou. Os nossos amigos gritaram de volta alguns pela sala e outros pela cozinha. Emmeline gargalhou completamente bêbada e pulou em Sirius o beijando na boca, mas se afastando poucos segundos depois. Ela pulou para o chão e agarrou Dimitre que estava perto e beijou a boca dele com vontade. — O melhor beijo hétero da sua vida. — ela disse na cara dele.
Tentei me afastar da fumaça do cigarro de Sirius. Na sala era onde a maioria estava. Depois da minha pequena crise de choro no meio da noite e da conversa com minha avó eu dormi e passei o dia com Teddy, enquanto James e Sirius substituíam o hidromel do pai de James por chá. Assim que os pais de James foram par a cabana do avô dele e meus avós foram visitar a avó de Adam o que eu não consegui fazer naquele dia, o resto dos nossos amigos chegaram. Frank e Alice chegaram juntos reclamando do pai dela que continuava a desaprovar o relacionamento deles. Dorcas logo depois trazendo Michelle junto dela, os pais dela achavam que elas só eram muito boas amigas. Marlene chegou algum tempo depois trazendo mais garrafas de hidromel e gritando que desas vez não iria ter beijos héteros com Dimitre quando ficasse bêbada.
Remus estava perto da lareira, bebendo uma garrafa de cerveja amanteigada e conversando com Michelle, mas a cada segundo eu podia sentir os seus olhos em mim, me acusando, me questionando. Queria fugir daquilo e por isso fui para a cozinha. Meu irmão estava lá comendo um cereal, Frank e Alice contra o balcão se beijando e Lily ao lado do meu irmão sendo quem foi que colocou para ele. Assim que Lily me viu, ela expulsou Frank e Alice da cozinha que correram para as escadas.
—Como estão as coisas lá? — ela perguntou.
—Bem, seu namorado está disputando com Peter quem consegue beber uma garrafa de whisky de fogo primeiro sem vomitar. — contei. — E tenho quase certeza que até o final da noite Emmeline vai tentar beijar alguma de nós. — falei, querendo dizer nós meninas. — Ahn… deixa eu ver… Remus está me encarando como seu eu tivesse arrancado o rim dele fora, porque eu estava chorando e contei para ele que eu estou mentindo para ele. — eu disse e ela arregalou os olhos. — Isso porque eu contei para Teddy que estou grávida e ele abriu sua grande boca e contou para vovó. — eu disse, olhando pelo meu ombro para ter certeza que ninguém estava por perto.
—Achei que podia porque ela é a vovó. — ele disse, parando de comer o cereal. Franziu sua testa para mim e eu observei como seus cabelos estavam bagunçados, o que significava que Sirius havia passado por ali porque ele sempre fazia isso em Teddy quando o via. — Ela me disse que vai guardar segredo.
—Você não pode contar para Sirius. — falei depressa. — Não importa se ele é família, você não pode contar, ouviu? — mandei. Ele arregalou os olhos como Lily havia feito e sorriu amarelo. — Teddy! Você contou? Quando?
—Agora pouco. — ele murmurou. — Quando Lilybeans estava colocando cereal para mim. — disse.
—Eles está passando tempo demais com James e Sirius. — escutei Lily dizer, mas naquela hora minha cabeça estava estourando.
—Caral… droga. — falei rapidamente, antes que soltasse um palavrão na frente do meu irmão de seis anos, mesmo que Sirius fizesse isso o tempo todo.
—O que vai fazer agora? — Lily questionou.
—Eu vou ter que dar um jeito nisso. — eu disse, notando que meus cabelos estavam mudando de cor. — Vou fazer ele ficar muito bêbado… vou desafiar ele a beber uma garrafa inteira e ai ele vai esquecer tudo.
—E também entrar em coma alcoólico. — disse Lily, arqueando uma sobrancelha.
—É uma possibilidade. — dei de ombros. Catei duas das muitas garrafas de bebida no balcão da cozinha. Me virei para voltar ao centro da festa.
—Addie. — me chamou Lily. — Você tem que contar para Remus. — ela disse de forma delicada. — Não tem mais como adiar.
—Eu sei. — disse e me virei novamente indo para a sala. — EU DUVIDO QUE ALGUÉM CONSIGA BEBER ESSAS DUAS GARRAFAS SEM VOMITAR!
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As coisas aconteceram tudo muito rápido. Não era uma festa grande como as que aconteciam na Torre da Grifinória e sim uma pequena como as que fazíamos na Casa na Árvore, mas quando eu vi, Peter de alguma forma acabou no telhado pelado apagado depois de comer o resto do cereal de Teddy e de vez por leite no cereal ele colocou whisky de fogo. Acho que Sirius e sua moto voadora tinha alguma coisa a ver com o fato de Peter ter acabado lá. Meu primo estava flertando com Dimitre a festa inteira e Dimitre retribuía da mesma forma, apesar disso eu tinha visto Sirius beijando Emmeline, Emily, Dorcas, Frank, uma tentativa em Lily que quase o socou nas bolas, outra tentativa em James que só não beijou porque Lily o tirou de lá antes que acontecesse. E eu fiz certo de o manter por perto porque quando Remus veio falar comigo Sirius o beijou antes que pudesse falar qualquer coisa. E Dimitre a mesma coisa, ele realmente conseguiu beijar Lily e depois o vi beijando Alice e Frank ao mesmo tempo, e depois Emmeline e Michelle. Mas os dois não haviam sido vistos por mim ou ninguém se beijando naquela festa.
—MERLIN! — gargalhou Frank, vendo Michelle fazer sua namorada flutuar. As calcinhas de Alice aparecendo. Eu não estava conseguindo me divertir naquela festa, mas quando vi Marlene rolando metade da escada abaixo com Dorcas e as duas rindo depois me fez soltar uma risada. Pulei as duas e subi as escadas. Passei pelo banheiro do corredor e a porta estava aberta, pude ver Lily ao lado de James enquanto ele vomitava no vaso sanitário, botando suas tripas para fora.
Meu irmão já estava há muito tempo dormindo na cama dos pais de James. Remus havia o botado lá depois que ele pegou no sono vendo Peter comer cereal cheio de whisky de fogo. Fui até meu quarto e escutei algo vindo de lá de dentro, abri a porta que já estava entre aberta. Dimitre estava na minha cama de bruços, o rosto contra o meu travesseiro, apenas sua bunda levantada e atrás dele estava Sirius metendo nele com um cigarro na boca. Cruzei meus braços vendo Sirius colocar o cigarro na boca de Dimitre que gemia e enfiar com tudo nele.
—Esse é a porra do meu quarto, Sirius. — eu disse. Sirius finalmente me notou assim como Dimitre. Ele sorriu maroto e deu de ombros.
—Lily disse que se nós fodessemos no quarto em que ela está dormindo, ela ia nos transformar em abóboras mordentes. — ele me disse. Revirei os olhos. — Você não se importa, certo? Estamos meio que no meio de algo. — falou, voltando a arremeter em Dimitre que agora tinha os cotovelos apoiados na cama e tragava o cigarro.
—Boa noite. — eu disse, fechando a porta atrás de mim. Escutei os gemidos deles intensificarem e fui para o quarto ao lado. Estava tudo escuro no quarto, mas eu podia ver Remus perto da janela com a luz da lua batendo nele. Ele me olhou com a mesma cara que me olhou o dia inteiro.
—Olá, Addie. — ele murmurou. Entrei no quarto e fechei a porta, abafando o barulho da música, risadas e gemidos que vinham de fora. — Podemos conversar? — ele indagou. Suspirei e caminhei até ele, com medo dele me tocar e notar a minha barriga. Eu já sabia que ele havia notado o meu ganho de peso, apenas não disse nada, diferente de Peter, ele também não havia comentado sobre o fato de eu ter faltado em tantas luas cheias ou que eu não transava com ele há mais de um mês.
—Eu sei que estou estranha. — eu disse, antes que ele falasse mais alguma coisa. — Sei que…
—Você ainda o ama? — ele perguntou subitamente. Quando eu parei na sua frente eu podia notar que não havia raiva em sua expressão, apenas tristeza. Ele fechou os olhos com força e os abriu novamente.
—O que? — fiquei confusa.
—Adam. — ele disse. — Você estava usando a blusa dele e… você me disse que está mentindo para mim. — falou com esforço, parecia que ele queria chorar. — Você está mentindo para mim sobre seus sentimentos?
—Remus…
—Você ainda o ama? — ele indagou novamente. Eu catei suas mãos e apertei com carinho. Eu podia dizer que não sabia de onde aquilo tudo estava vindo, aquela insegurança em sua voz, aquele medo de me perder. Mas eu tinha dado motivo sem perceber. Quando eu fugia do seu toque morrendo de medo dele descobrir sobre a gravidez, quando eu não dormia mais com ele em seu dormitório, quando eu faltava nas luas cheias e dava uma desculpa atrás da outra. Ele não havia falado nada e isso me fez não notar o quanto eu podia estar o magoando.
—Não. — eu disse, de queixo erguido o encarando no fundo dos olhos. — Não desse jeito. — prometi. — Eu amo você, Remus.
—Eu… eu amo você também. — ele murmurou de volta, seus olhos âmbar me encarando de volta com a mesma honestidade. Eu toquei em seu peito e o empurrei até que caísse sentado na cama, ele se encostou na cabeceira da cama e eu subi em seu colo, minhas coxas apertando seu quadril. — Addie… porque você está mentindo para mim?
O beijei. Minha língua entrou em sua boca com cuidado, não depressa e com medo, mas sim segura como não tinha acontecido nos últimos tempos. Sua língua veio contra a minha e eu a chupei, sentindo suas mãos em minhas coxas me puxando para mais perto. Ele parecia estar cheio de vontade e fogo, apesar da sua língua estar delicada contra minha, suas mãos me apertaram forte o suficiente para deixar marcas. Essa parte do quarto estava completamente escuro, então não consegui ver seus olhos quando me afastei para buscar ar. Minha mão esquerda foi para o seu pescoço e minha boca também do outro lado, o beijei e chupei do jeito que eu sabia que ele gostava, suas mãos continuavam em minhas coxas e eu rebolei em seu colo, seu pau estava duro embaixo de mim e eu me movimentei contra ele. Remus gemeu baixinho e eu mordi seu pescoço.
Arfei quando ele me puxou tão forte contra seu pau duro que ele pressionou meu clitóris por cima da calcinha. Eu usava uma saia preta com uma blusa preta de manga curta que mostrava só uma fina linha de pele entre as duas. Quando suas mãos subiram pelo meu quadril eu as parei e segurei, me curvei e chupei seu lábio inferior, voltando suas mãos para minhas coxas e me endireitei para tirar minha blusa. Mesmo que não pudesse me ver, Remus arfou quando eu fiz isso. Sua boca foi direto para meus peitos e suas mãos voaram para minhas costas e abriram meu sutiã com destreza. Uma mão agarrou meio peito que não sabia em sua mão, apesar dos seus dedos finos e longos e sua boca foi para o meu mamilo. Gemi seu nome, agarrando os cabelos de sua nuca e rebolei nele.
—… quando você faz isso… — escutei ele ofegar. Sorri e rebolei mais para o fazer perder a cabeça.
—Eu te amo, Remus. — eu disse de forma manhosa. Ele agarrou minha bunda com as duas mãos e investiu em mim, mesmo que ainda estivéssemos com roupas. — Oh, isso. — gemi. Minhas mãos foram para a barra de sua blusa e eu puxei para cima. Remus me ajudou a tirar e voltamos a nos beijas e roçar um contra o outro. — Tire sua calça, agora! — pedi, enlouquecida. Remus pareceu sorrir, enquanto eu beijava seu queixo. Ele desafivelou sua cala e abriu o zíper, puxei sua calça pelas pernas e o deixei apenas de cueca. Aproveitei para tirar minha saia e calcinha de uma vez, apesar de sempre amar quando Remus a tirava para mim. Antes de eu voltar para seu colo, meu namoro tirou sua cueca e sentei em suas cochas. Ergui o quadril para encaixá-lo dentro de mim, mas Remus segurou meu quadril me parando.
—A camisinha. — ele sussurrou. Pisquei um pouco confusa e desci nele com tudo. — Porra, Addie! — ele gemeu alto. Ele estava ofegante e eu comecei a descer e subir. — Você odeia Chá de Lua.
—Não importa. — eu disse, agarrando seu rosto para beijá-lo até ficar sem ar. — Eu amo você.
—Eu amo você. — ele disse.
Nós dois escutamos o barulho da cama batendo contra a parede do lado contrário em que estávamos e os gemidos de Dimitre e Sirius ultrapassaram a parede. Remus riu e eu também, mas logo suspirei e continuei rebolando e subindo e descendo, beijando as mãos de Remus toda vez que ele tentava me abraçar contra ele.
Eu o amava tanto. E tinha tanto medo do que poderia acontecer quando eu lhe contasse a verdade. Isso poderia quebrar ele, poderia quebrar nós dois e o que nós éramos juntos, e isso era aterrorizante. Mas ao escutar gemer meu nome e dizer que me amava, me dava a esperança de que no final tudo ficaria bem. Porque eu o amava e ele me amava.
E se eu continuasse respirando… tudo ficaria bem.
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Euphemia e Fleamont Potter saíram de sua lareira e imediatamente notaram a bagunça que estava a casa deles. Sempre ficava assim quando James e Sirius ficavam mais de vinte e quatro horas sozinhos na casa, mas ao ver um quase pelado Frank Longbottom dormindo em usa poltrona na sala, uma Alice Soto deitada na mesa de centro deles de madeira abraçada a Marlene Mckinnon e um Peter Pettigrew deitado com a bunda pelada e pra cima no sofá de couro branco foi o que fez eles notarem.
—JAMEEEEEES! — berrou Euphemia jogando sua mala pequena no chão.
—Pelo menos parece que foi uma festa menor. — disse Fleamont, também colocando sua mala no chão. Ele mirou os adolescentes ainda apagados na sala e suspirou. — Alguém vomitou na nossa planta… — ele murmurou indo até a planta. — ...é, está morta. — ele disse tentando esconder o sorriso, afinal acha horrível aquela planta que sua esposa insistia em deixar na sala.
—O que? — ela engasgou. — Monty, eu vou matar o seu filho. — ela disse e subiu as escadas. — JAMES POTTER, ACORDE AGORA MESMO! — Fleamont escutou o grito da esposa e os adolescentes na sala finalmente começaram a acordar. — OH, SIRIUS, NEM TENTE PULAR PELA JANELA!
Fleamont tentou não rir ao ver o corpo de Sirius passar em frente a uma das janelas da sala e cair nos arbustos. Ele foi até lá passando pelos amigos de James que acordaram e quase pisou em uma garota que ele notou ser Michelle Diggory, afinal conhecia o pai dela. Ele abriu a janela e mirou Sirius se levantando.
—Bom dia, Sirius. — ele sorriu.
—Bom dia, pai. — Sirius sorriu de volta junto de terra e com folhas em seu cabelo. — Foi tudo culpa de James.
Após todos os adolescentes acordarem, mesmo com as piores caras de ressaca os pais de James os fizeram limpas a casa toda sem varinha, enquanto eles faziam o café da manhã para quando eles acabarem de limpar. Euphemia fez um café da manhã recheado quanto notou que não tinha nada quebrado na casa, apenas resto de comidas para alguns lados, coisas caídas para outros, um de seus vasos tinha algo gosmento e verde que ela não ousou perguntar o que era.
Quando eles se sentaram para comer Euphemia pode notar que alguns estavam piores do que outros. Seu filho, é claro, estava com a cara de quem vomitaria a qualquer momento, mas sua namorada ao lado sorria e acariciava seus cabelos sem sinais de ter passado a noite bebendo ilegalmente. Sirius também não parecia de ressaca, mas Euphemia sabia que ele sabia disfarçar muito bem, assim como Adhara que na verdade parecia não ter bebido nada. Remus ao seu lado tinha o rosto contraído em uma careta, assim como Peter que tinha um saco de plástico no colo em casa queira vomitar e não consiga correr ao banheiro a tempo. Dimitre dormia em cima do seus braços, apenas acordando para receber uma garfada de ovos mexidos na boca de Marlene que parecia melhor que a maioria. Podia se escutar o barulho de Frank vomitando no banheiro e sua namorada tentando não vomitar enquanto ficava na porta do banheiro para apoio moral. Dorcas também estava apagada ao lado de Michelle que olhava envergonha de ter acordado de peitos de fora na frente do pai de James. Emmeline e Emily uma ao lado da outra nem tocavam na comida.
—Bem… — Fleamont chamou a atenção, vendo Teddy chegar na mesa coçando os olhos e bocejando. Ele sentou no colo da irmã. — Aparentemente até Teddy participou do que aconteceu ontem. Alguém gostaria de começar a explicar o que aconteceu? James?
—Acho que se eu falar muito vou vomitar, pai. — ele murmurou.
—Pelo o que eu ouvi, enquanto arrumavam a casa, Emmeline foi levada para cama totalmente carregada por Sirius e James depois que ela deitou em uma poça do próprio vômito. — disse Euphemia parando ao lado de marido e cruzando os braços.
—Na verdade, Sra. Potter, era o vômito de Emily… — murmurou Emmeline. Emily a olhou chocada dela ter compartilhado essa informação. – ...eu só estava deitada nele.
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HOGWARTS
—Meu pai passou o resto do recesso me dizendo que eu tinha que pensar no futuro e planejar tudo, disse que está feliz que eu dei um tempo de namorados. — disse Marlene. Ela colocou comida em seu prato e nos mirou preocupada. Estávamos no jantar de volta em Hogwarts. — Ele não sabe sobre Reggie.
—Bem, se te faz se sentir melhor eu tenho certeza que Regulus não contou para tia Walburga e tio Orion também. — eu disse, mexendo em meu prato sem vontade de comer aquela comida. Já havia comido muitas vezes aquela comida, mas agora o cheiro parecia simplesmente horrível. Soltei o garfo em cima do prato e desci minha mão para debaixo da mesa, senti uma mão na minha e entrelacei meus dedos com os de Emmeline que sorriu para mim de lado quando eu a olhei.
—Não faz. — bufou Marlene. Sirius fingia não prestar atenção na nossa conversa ao lado de Emmeline. — Mas ele está certo, tenho que pensar no futuro… onde vocês se veem daqui cinco anos?
—Auror. — respondeu James, ao lado de Lily que estava ao lado de Marlene. — Ou um popstar.
—Coberto de correntes de ouro. — disse Peter.
—Em alguma livraria… ou biblioteca. — murmurou Remus. — Não… definitivamente livraria.
—Prisão. — respondeu Sirius.
—Vocês são idiotas. — disse Marlene, revirando os olhos. — James você nem ao menos canta, Peter não tem dinheiro para ter correntes de ouro e apesar de ser bastante apropriado Remus trabalhar em uma biblioteca…
—Livraria. — disse meu namorado. Eu ri, assim como o resto dos meninos.
—… ele tem ótimas notas e é um ótimo duelista também, como que não vai conseguir ser Auror? — disse Marlene. O sorriso de Remus brochou um pouco, assim como os dos meninos.
—Ele vai conseguir. — eu disse e o mirei. — Nós vamos.
—E onde você se vê daqui cinco anos, Addie? – Marlene me perguntou.
Senti a mão de Emmeline me apertando mais forte por debaixo da mesa. Eu não fazia ideia do que aconteceria mais, não sabia o quanto ter um bebê ia afetar os planos que eu tinha desde os quatorze anos. E naquele momento não fazia ideia do que falar, dizer o que eu sempre pensei era mentir para Remus e todos os meus amigos e mesmo assim eu não podia simplesmente contar a verdade para todo mundo na mesa de jantar.
Lily estava certa, eu não tinha mais tempo, eu não tinha mais como esconder, logo explodiria na minha cara. Antes eu pensava que o motivo pelo qual eu não havia contado a Remus era que então tudo se tornaria real e eu teria que tomar uma decisão, mas agora eu já havia tomado minha decisão e ainda não havia contado a ele porque estava com medo da decisão dele.
—Eu me vejo sendo uma Auror com promessa de se tornar a primeira mulher Chefe dos Aurores… — murmurei. — Provavelmente nós duas disputaríamos esse cargo com Alice, mas eu vou ganhar. — falei, o que fez todos rirem. — E vou ter meu apartamento com Teddy, porque seria perigoso demais morar na casa em que meus pais me deixaram. — continuei. — E até lá espero que já tenhamos derrotado Você-Sabe-Quem. — dei de ombros. — Algo assim.
—E então casar com Remus e ter filhos. — riu Marlene. Eu sorri também apesar de não sentir emoção nenhuma naquele momento.
—E então casar com Remus e ter filhos.
—E eu irei ser o tio mais legal de todos. — disse Sirius, erguendo seu suco de abóbora como se brindasse. Ele olhou diretamente em meus olhos e sorriu, um arrepio correu pela minha espinha. Sirius sabia. Ele não havia esquecido o que Teddy havia contado a ele.
—Você tem que amar mais meu filho de que qualquer outro, Sirius. — disse James, seriamente. — Meus lindos filhos ruivinhos. — ele falou e então beijou Lily na bochecha.
—Ei, Jamie. — um lufano disse quando passou ao lado da Mesa da Grifinória. — Bom recesso?
—Sim, Sid. Você?
—Foi ótimo, até mais. — o cara acenou para James e continuou andando para fora do Salão Principal.
—Quem é aquele? — indagou Sirius, franzindo a testa, achando engraçado.
—Só um amigo. — James deu de ombros.
—Você fez um novo amigo? — perguntou Peter tristemente.
—Oh, um amigo. — debochou Sirius com uma voz engraçada. — Desde quando você tem outros amigos? — questionou voltando a sua voz normal. — Oh, amigo.
—Ele é Monitor-Chefe da Lufa-Lufa. — James se defendeu. Remus ao meu lado tinha um sorriso no rosto. — É só um cara.
—Um cara. — debochou Sirius de novo.
—Oh, é só um cara. — Remus entregou na brincadeira. — É só isso.
—Oh, amigo. — disse Sirius novamente.
—Oh, novo amigo. — Peter disse também.
—Vocês são um saco. — disse James, escutando as risadas.
—Você me ama. — disse Sirius. — Ela não está te encarando de volta, Emmeline. — ele disse. Minha melhor amiga corou e parou de encarar a Monitora Chefe da Lufa -Lufa. — Você tem certeza que ela gosta de você? Porque se ela não gosta, isso tudo é um ponto moo.
—O que? — Emmeline o encarou. — Que porra é um ponto moo?
—Yeah. É como a opinião de uma vaca. — explicou meu primo. — Só não importa, é moo. — ele disse, gesticulando com a mão. Ficamos em silêncio absorvendo o que ele havia acabado de dizer.
—Eu tenho vivido com Sirius por muito tempo ou tudo isso fez sentido? — indagou James, arregalando os olhos.
—Eu não sei. — respondi. — É moo.
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—Acha que eu pareço grávida? — indaguei, preocupada. Me olhei no espelho do banheiro, de calcinha e sutiã e fiquei de lado para ver o tamanho da minha barriga.
—Bem, quando você faz assim… — murmurou Lily. Ela virou a cabeça para ver melhor minha barriga.
—Eu pareço gorda. — reclamei. Lily não disse nada e eu olhei para ela irritada o que fez ela gargalhar.
—Gorda? Você? Que isso. — ela abanou com a mão em uma voz brincalhona. Eu sorri também e coloquei a mão na minha barriga. — Já decidiu quando vai contar para Remus? — quis saber. Suspirei e neguei com a cabeça.
—No recesso… o bebê chutou pela primeira vez. — contei para ela. Seus olhos arregalaram e um sorriso feliz abriu em seu rosto. Ela veio até eu correndo e tocou minha barriga com delicadeza.
—Sério? — ela murmurou, parecendo muito encantada.
—Tem uma pessoa crescendo dentro de mim, Lily. — eu disse, fazendo um carinho na minha barriga. — Isso é tão assustador. — acabei dizendo.
—Talvez. — ela deu de ombros. — Mas também é meio que maravilhoso, não é?
—Sim. — sorri. — É meio que maravilhoso. – o sorri morreu em meu rosto e me virei para Lily. Cruzei meus braços embaixo dos meus seios inchados. — Estava tudo maravilhoso… e eu sabia que não ia durar porque em poucos meses sairemos de Hogwarts e tem uma guerra acontecendo, mas… estou com medo de tudo ficar horrível antes, sabe?
—Addie. — ela disse, tocando meu cotovelo. — Sei que está com medo, mas é o Remus. — ela arqueou as sobrancelhas. — Ele vai entender. — sorriu. – Vai ser um choque… mas porque ele não entenderia?
Tentei sorrir de volta. Remus não entenderia porque ele não era como os outros meninos, todo mês ele virava um lobisomem e se me visse em minha forma humana me mataria em um segundo. Ele não era ele naquele momento de Lua Cheia. Isso assustava Remus, ele morria de medo de um dia acabar matando alguém, algo dar errado e ele ficar solto em sua forma de lobisomem. E além disso tudo ele cresceu pensando que nunca teria amigos ou amor, que não merecia isso. Ele ainda não se achava merecedor e eu sabia disso.
E agora eu estava grávida e isso ia assustar Remus tanto quanto matar alguém na Lua Cheia. Pois ele poderia acabar matando o próprio filho ao passar licantropia para o bebê. Não havia nenhuma evidência de que isso poderia acontecer, mas como em nenhum lugar tinha ideia do que aconteceria. Se lobisomens tiveram filhos com humanos, não saíram por ai contando sobre a experiência.
—Você está certa. — murmurei. Ela me olhou estranho, então quis distraí-la para que não começasse a me questionar sobre coisas que eu não poderia respondê-la. — Como está o namoro com James? Maravilhoso? — perguntei. Lily deu um sorriso e seus olhos brilharam. Saímos do banheiro e eu me apressei em vestir uma blusa larga de Sirius para que ninguém visse minha barriga.
—Ele é tão atencioso, gentil… bonito. — ela disse e mordeu o lábio. Ri, me sentando na cama dela e ela veio junto. – É ótimo, realmente é. — contou. — Tirando que Sirius fica me olhando como se eu tivesse roubado o lugar dele. — disse. Gargalhei e sentir vontade de varinha de alcaçuz quando senti o cheio vindo da escada. Marlene entrou no dormitório com uma cara estranha e um pacote na mão. Peguei minha varinha depressa.
—Accio. — apontei diretamente para o pacote que veio voando para minha mão. Marlene não pareceu ligar e se jogou em sua cama. — O que aconteceu? — indaguei, me deliciando com o doce. Lily tentou pegar um pouco, mas eu bati em sua mão e a olhei de cara feia.
—Regulus está estranho. — contou Marlene se sentando direito.
—Regulus sempre foi meio estranho. — eu disse de boca cheia e dei de ombros. Marlene revirou os olhos e soltou um muxoxo.
—Foi diferente. — ela murmurou, mexendo com os dedos no lençol de sua cama. — Ele estava diferente. — disse. — Tive uma sensação ruim… algo aconteceu com ele.
Eu tinha uma ideia do que podia ter acontecido passando pela minha cabeça. A conversa que eu havia tido com Theo Nott quando ele me disse que Kat Greengrass não queria que ele se torna-se um Comensal da Morte e como ele havia se enrolado nas palavras ao tentar falar comigo, parecia que era algo que estava muito próximo de acontecer.
Me lembrei de quando estávamos indo para casa no recesso, todos eles juntos no vagão, a cortina fechada, conversando baixinho. E todos aqueles que estavam ali dentro daquele vagão era futuros Comensais da Morte em potencial. Tanto que Jacques Burke não estava lá, mesmo sendo amigo próximo daqueles dentro do vagão. Sem exceção, por todos esses anos em que eu namorei dois sonserinos, eu já havia os escutado falando sobre como seria maravilhoso entrar no círculo particular de Você-Sabe-Quem, de como eles queriam ganhar a marca que poucos ganhavam. E para alguns já tinha família dentro daquele círculo. Rabastan tinha Rodolphus e Regulus, meu primo, tinha Bellatrix, a mulher que matou meus pais e que era sangue do meu sangue. E Regulus, Rabastan e Theo… todos eles queriam ser igualzinhos a ela, igualzinhos a Rodolphus. Queriam se tornar monstros desalmados e nem pareciam notar.
—Você sabe que esse seu namoro com Regulus não vai durar, Marlene. — escutei Lily dizer. Comprimi minha boca surpresa, porque parecia até que havia sido eu quem falará aquilo e não Lily. Ela olhou Marlene com pesar que nos encarava com dor nos olhos, uma dor que parecia tão mais profundo perto da dor que eu vi em seus olhos quando ela e Sirius terminaram. A dor que ela sentiu por Sirius parecia tão boba perto da dor que eu via nos olhos dela naquele momento. — Eu sinto muito, sei que gosta dele como jamais gostou do Sirius ou qualquer outro garoto. — disse Lily. — E se ele fosse diferente, se ele pensasse como Sirius e Addie sobre Você-Sabe-Quem… mas ele não pensa assim. — ela disse e Marlene fechou os olhos tristemente, abraçando seus joelhos e apoiando o queixo no joelho. — Ele quer que Você-Sabe-Quem vença a guerra, ele quer se torna um dos seguidores dele, provavelmente. — murmurou. — E os seguidores dele mataram sua mãe.
Marlene abriu os olhos cheios de água e as lágrimas começaram a escorrer. Lily se levantou da cama e foi até a amiga para envolvê-la em um abraço apertado. Senti tanta dó dela naquele momento. Regulus gostava dela e ela gostava dele igualmente e mesmo gostando um do outro eles não poderiam ficar juntos, por causa da estúpida guerra. Parecia uma história de um livro triste de romance, quando o casal se ama demais, mas algo os impede de ficar junto e um deles acaba morrendo no final ou casando alguém que não ama. Quis chorar e eu não sabia se era porque meus hormônios estavam a flor da pele pela gravidez ou se isso era realmente só muito triste.
—Está dizendo que eu deveria terminar com ele? — sussurrou Marlene, quase saindo em suspiro.
—Lene…
—Nós estamos juntos há tão pouco tempo. — ela sussurrou novamente e dessa vez soltou um suspiro triste em meio as lágrimas. – Gosto tanto dele.
—Você vê alguma outra saída? — indagou Lily. — Você vê ele mudando de ideia?Você… acha que ele te namoraria se você não fosse sangue-puro? — murmurou Lily. Marlene a olhou nos olhos chorando e balançou a cabeça.
—Eu tenho que terminar com ele. – murmurou. — Antes que seja doloroso demais. — disse. Suspirei e fui até elas também. Abracei Marlene assim como Lily fazia.
—Já vai ser doloroso demais.
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—Olá, Emme.
Emmeline se virou e viu Jacques parado ao lado do quadro da Mulher Gorda que ela havia acabado de sair, ele tinha a mão nos bolsos e estavam sem a capa. Ele deu um sorriso gentil para ela e ela não conseguiu não sorrir de volta. Jacques sempre fora muito charmoso e naquele momento ela lembrou do namoro deles e como ela havia sido uma babaca.
—Olá, Jack. — ela respondeu. — Esperando a Tati? — indagou. Ele assentiu e ela ficou sem saber o que falar. Normalmente quando o encontrava sozinha sempre se sentia assim, como se a qualquer segundo fosse soltar mil pedidos de desculpas pelo que havia feito a ele. — Você está bem? Estressado com o NIEMs?
—Pirando, sabe, o normal. — ele brincou. Ela riu. — Você?
—Pirando também. — disse. — Até depois.
Emmeline acenou mais uma vez quando chegou perto das escadas e então desceu sem olhar para trás outra vez. Escutou risadas altas e descendo as escadas atrás dela estava Frank e Alice, quando a viram começaram a cochichar baixinho. Eles estavam assim há dias, já fazia quase uma semana desde que voltaram para Hogwarts e sempre que os via pelos cantos eram as risadas e cochichos.
—Tudo bem, Emmeline? — disse Alice, sorrindo. — Oh, ótimo. Te vejo depois. — falou depressa, agarrando o braço de Frank para correr.
—O que vocês estão tramando? — indagou Emmeline, cruzando os braços e mirando os dois que agora estavam no último degrau. Eles se entreolharam e subiram de volta para a encontrá-la na metade da escada.
—Certo. — disse Frank. — Mas só porque você sabe guardar segredos… sabe… com as traições e ficando com Peter escondido… sigo, você sabe guardar um segredo e…
—Acho que ela entendeu, Frank. — disse Alice, o cortando.
—Só me contem logo. — suspirou Emmeline, ficando um pouco entediada com a demora.
—Bem, meu pai está tentando me separar de Frank cada vez mais. — contou Alice. — Então, nós decidimos que…
—Nós vamos nos casar escondido antes do ano letivo terminar! — soltou Frank, abrindo as duas mãos e o sorriso tão aberto que devia estar doendo.
—O que? — Emmeline abriu a boca chocada e depois riu.
—Assim meu pai não vai poder tentar me prender em casa ou algo assim. — disse Alice e deu de ombros. — Vamos fugir no dia da formatura, nos casar e então voltar para nos formarmos. — contou. — Certo, não conte a ninguém. — sorriu. — Tchau, Emmeline.
Ela ficou parada no meio da escada ainda chocada com o que havia escutado, mas também muito maravilhada com o tamanho do amor de Alice e Frank e torceu para que um dia ela se sentisse por alguém como eles se sentiam um sobre o outro.
Estava com vontade de ir pegar algo nas cozinhas, então voltou a andar. Sabia que não era de conhecimento público o local das cozinhas, nem tantos sabiam e nem tantos sabiam como entrar, mas ser amiga dos Marotos tinha seus privilégios. A primeira vez que foi a cozinha quem a levou foi Sirius. Se beijaram em um armário de condimentos até alguns elfos os pegarem no flagra. Naquela época nada ainda havia acontecido, ninguém havia tido seu coração partido, ninguém havia morrido. Mary ainda não havia morrido. As vezes sentia tanta falta dela e as vezes simplesmente esquecia sobre ela. Já havia sido a tanto tempo e por muitas vezes Emmeline se esqueceu de como era quando Mary estava viva. Em como ela e Adhara eram juntas de Mary, sabia que quando estavam com Mary ficavam mais alegres, mais gentis, porque Mary era assim o tempo inteiro. Se se esforçasse conseguia se lembrar da voz dela, da risada, assim como fazia com a sua mãe.
Quando entrou na cozinha queria encontrar Mary ali sentada, comendo bolinhos de abóbora e rindo para ela, mas o que encontrou foi Marzia Perllman sentada em cima de uma mesa comendo uma maça enquanto lia alguns pergaminhos. Ela ergueu seus olhos esverdeados para Emmeline que sentiu os joelhos enfraquecerem quando se lembou daqueles mesmos olhos a olhando enquanto estavam no meio de suas pernas.
—Olá, Emmeline. — disse a lufana, um sorriso se abriu em seus lábios. – Teve um bom recesso? — indagou já voltando para seus pergaminhos.
Emmeline caminhou pra dentro da cozinha, ignorando os elfos que corriam as pernas dela. Notou que a lufana nem havia a encarando direito, o sorriso que ela lhe dera fora um mero sorriso educado. Franziu a testa, pois não estava acostumada com isso, nem com os garotos com quem ficava ou com qualquer pessoa no geral. Ela era bonita e pessoas gostavam de pessoas bonitas por mais fútil que isso fosse e na maioria das vezes ela conseguia se safar de tudo por ser bonita, ela e Adhara faziam isso desde que entenderam o que era flertar assistindo Marilyn Monroe na casa de Mary no terceiro ano. E sabia que Sirius fazia isso também. Então, não importa onde estivesse as pessoas lhe davam a atenção delas.
Mas Marzia não a olhou novamente nos olhou ou ligou para se Emmeline ia responder a pergunta dela ou não. Parecia estar muito concentrada em seu livro e sua maça.
—Foi ótimo. — acabou respondendo. — O seu? — perguntou. A menina resmungou alguma coisa. — Não sabia que você era uma ratinha de biblioteca. — disse. Marzia a encarou e terminou a sua maça dando uma última mordida. Emmeline tentou não encarar os lábios dela. — Não parece estar tão a fim de beijar sem perguntar antes agora.
—Na verdade, são as detenções que eu tenho que dar.– disse a lufana, pulando para fora da mesa, os pergaminhos enrolados embaixo de seu braço.– Eu tenho que ir. Tenho rondas, sabe? Responsabilidades. — disse, ficando frente a frente a ela, centímetros de distância. — Quando você tiver algumas, vai notar nem toda hora é hora para ficar sem fazendo nada, fumando um baseado. — ela deu um sorriso. — Aliás, está de detenção por matar aula atrás das arquibancadas de quadribol, Srta. Vance.
Ela saiu andando, deixando Emmeline e os elfos para trás. Emmeline sentiu uma mistura de sentimentos, primeiro não acreditando que de havia acabado de ser rejeitada e segundo tentando ignorar a quentura no meio das suas pernas quando a lufana ficou tão próxima a ela.
Piscou um pouco confusa e Marzia estava chegando na porta da cozinha. Cruzou os braços.
—O que você estava fazendo atrás das arquibancadas? — indagou Emmeline, erguendo uma sobrancelha.
Antes de sair, Marzia com a mão na maçaneta sorriu e olhou para trás e piscou para Emmeline.
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—E nos encontramos novamente. — disse ele. Revirei os olhos e cruzei os braços, arrumando minha bolsa em meu ombro. Havia acabado de sair da aula de Poções e ainda estava nas Masmorras.
—Theo. — eu disse, me virando para ele. Theo parecia diferente desde o recesso, eu podia vir olheiras roxas de quem não havia dormido a semana inteira embaixo de seus olhos. Ele não tinha mais um sorriso no rosto quando estava na Mesa da Sonserina com os amigos, apenas quando Kat Greengrass aparecia que eu o via sorrir novamente. Mas eu também havia notado que ele nunca olhava nos olhos dela por muito tempo. — Como foi o recesso? — indaguei, como se não quisesse nada.
—Ótimo. — ele disse e arqueou a sobrancelha para mim. — E o seu? Contou para seu namorado que está grávida ou ele ainda acha que estamos tendo um caso? — perguntou. Fingi não ficar irritada, mas olhei para os lados para ter certeza de que ninguém estava por perto. Observei Theo tirar um baseado do bolso da capa e levar para boca, ascendeu com a varinha.
—Você não tem História da Magia agora? — provoquei. Ele deu de ombros, parecendo realmente não ligar para isso ou para o fato de que um monitor sonserino poderia passar por lá a qualquer momento em uma de suas rondas. — Eu não contei para Remus. — disse. Ele me olhou com atenção, tragando o cigarro com força o queimando até a metade.
—Não deveria guardar segredos do seu namorado. — ele me disse. Dessa vez eu o mirei com atenção. Ele falou aquilo olhando para os pés e mais para dentro, para si mesmo, do que para mim. Franzi a testa, tentando não tirar conclusões precipitadas.
—Você está guardando algum segredo de Katherine? — indaguei. Ele não me olhou e não me respondeu. — Você está estranho, Theo Nott. — falei para ele o que o fez me olhar. — E eu sei que Regulus também está estranho com a namorada dele… — murmurei. Theo estreitou o olhar e jogou o baseado na metade no chão. Pisou nele com força para apagar a fumaça.
—Não estou estranho. — ele disse, pondo as mãos no bolso. — Como você poderia saber? — ele riu. — Não somos amigos.
—É… não somos amigos. — concordei. — Mas…
—Mas?
Eu ia falar. Ia perguntar para ele o que estava rondando minha mente. O fato de Kat parecer não querer que ele se tornasse um Comensal da Morte e como ele parecia tão nervoso com aquilo antes do recesso. A conversa esquisita dos sonserinos na cabine do trem. A mudança de comportamento e a fisicamente de Theo na última semana. O fato dele estar estranho, assim como Regulus. Porque se eles se tornassem Comensais naquele pequeno recesso teriam motivos para estarem nervosos e apreensivos, pois suas namoradas os odiariam se assim o fizessem. E como Rabastan, Amycus, Alecto, Severus e até o esquisto do Barty Crouch Jr. pareciam mais feliz do que nunca. Como não haviam mudado como os outros dois.
Porque não haviam nada com o que se preocupar.
—Theo…
—Srta. Black, Sr. Nott. — olhamos para Regulus que apareceu com seu broche de monitor na capa escura. — Vocês não tem uma aula agora? — indagou. Theo revirou os olhos e suspirou. Catou sua bolsa no chão e saiu andando sem olhar novamente para Regulus ou para mim. Também me arrumei para sair, mas quando passei pelo meu primo mais novo senti sua mão em meu cotovelo. — Adhara. — ele chamou.
—Sim… monitor Black? — debochei. Ele pareceu não ligar e tirou algo de sua bolsa, eram três livros de aparência antiga.
—Peguei só esses, se não mãe e pai suspeitariam no meu súbito interesse em lobisomens. — falou. Arregalei os olhos e peguei apressada os livros das mãos dele. Sorri para Regulus e o abracei esmagando os livros entre nós dois.
—Obrigada, de verdade. — falei em seu ouvido. Me lembrei de Marlene falando alguns dias atrás de que deveria terminar com Regulus e o apertei mais ainda. — Pode contar comigo quando precisar, Reg.
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Dimitre arfou. A cabeça deitada em um travesseiro que não era seu, o corpo deitado em uma cama que não era sua. Ele sentia faltar de ar de um jeito bom. Seu corpo estava todo quente, mais quente do que em um dia de verão. Fechou os olhos, sentindo aquele prazer percorrer pelo seu corpo que tremia levemente a cada vez que ele ia mais fundo.
—Não acredito que estamos fodendo de novo. — sussurrou Dimitre, ainda de olhos fechados. Ele mordeu os lábios para não gemer muito alto, porque eles estavam tão afobados alguns minutos atrás que quando tentaram lançar um feitiço para abafar o som a varinha caiu e rolou para debaixo da cama. E nenhum dos dois ligou.
—Sentiu minha falta?
Dimitre abriu os olhos e olhou para baixo, se apoiando em seus cotovelos. Ele mirou Sirius que agora tinha um sorriso no rosto, uma das mãos em volta do seu pau duro que poucos segundos atrás estava na boca dele. Ele sorriu também e gemeu longamente ao sentir e ver Sirius engolir seu pau profundamente. Pode sentir que ele relaxou a garganta e chupou seu pau inteiro.
Você sentiu falta de Emmeline? Dimitre não conseguiu se segurar de pensar aquilo. Ficou com medo de ter pensado em voz alta, mas Sirius agora chupou uma de suas bolas para dentro da boca o que fez Dimitre voltou a jogar a cabeça contra o travesseiro e gemer alto.
—Oh, Merlin. — escutaram a voz de James vindo de fora do cortinado em volta da cama. — Vocês estão trepando de novo? — ele bufou. — Vocês sempre esquecem de usar um feitiço para…
—É o Dimitre? — escutaram a voz agora de Lily. Dimitre e Sirius que haviam continua o que faziam sem ligar para James se entreolharam e se sentaram na cama depressa.
—Lily? — berrou Dimitre, abrindo a cortina da cama e se cobrindo com um lençol. — O que você está fazendo aqui? — ele indagou vendo a garota em pé ao lado de James que estava sentado na cama sem camisa.
—Rondas. — ela respondeu depressa. Dimitre sentiu Sirius encostar o queixo em seu ombro para também espiar o casal.
—No dormitório? — perguntou Sirius de forma debochada e provocativa. Lily corou fortemente e se afastou de James.
—Eu tenho que ir. — ela disse e beijou James na bochecha rapidamente antes de sair correndo do dormitório.
—Droga, Pads! — James jogou um travesseiro com tudo em Sirius que gargalhou. Dimitre assim como Sirius podiam ver que James havia algo bem desconfortável e duro entre as pernas. — Quer saber? Vou atrapalhar sua foda. — ele disse, tirando as calças. — Se eu ver você e Dimitre na mesma cama eu juro que pulo no meio!
—Seja meu convidado! — berrou Sirius para o melhor amigo que ia para o banheiro provavelmente tomar um banho gelado. Sirius já voltava a beijar o pescoço de Dimitre mesmo assim que voltou a se deitar, deixando Sirius subir em cima dele, mas os dois acabaram no chão.
—Droga. — bufou Sirius e viu na cama James com uma toalha em volta da cintura.
—Estou falando sério! — disse James, já se levantando.
Dimitre gargalhou se levantando também e indo por suas roupas, sentindo as bolas doerem. Sirius soltou um muxoxo e tentou puxar Dimitre para o chão onde ele ainda estava caído. Dessa vez não foram atrapalhados por James se jogando neles, mas sim por Adhara que apareceu na porta do dormitório.
—Oh… achei que Lily estava aqui. — ela murmurou.
—O que? Vocês iam fazer um sexo a três? — indagou Sirius.
—Claro que não. — respondeu Adhara. — Só depois que Lily não for mais virgem. — ela disse e já foi sair do dormitório.
—Addie. — chamou Sirius. — Sabe… Teddy me contou algo no recesso. — ele disse. Adhara congelou na porta e se virou para Sirius de braços cruzados.
—O que ele disse? — ela perguntou como se já não soubesse. Ficou vendo Sirius sussurrar algo no ouvido de Dimitre que saiu do dormitório passando por ela com um sorriso. Adhara o observou ir embora e fechou a porta atrás de si. — Olhas, Sirius…
—Você tem uma Daisy? — Sirius a interrompeu. Adhara ficou sem saber o que responder.
—Talvez. — murmurou Adhara. Então, suspirou descruzou os braços. — Sim, eu tenho.
—Você tem que contar para Remus.
—Eu sei disso. — bufou Adhara. — Vocês podem só parar de falar isso, por favor?
—Vocês? — Sirius indagou, arqueando as sobrancelhas. — Para quantas pessoas você contou antes de contar para Remus?
—Contar Remus o que?
Os primos se viraram para James que saia do banheiro de cabelos molhados, uma toalha nos ombros e uma cueca. Ele parecia curioso olhando os amigos.
—Adhara comeu toda reserva de chocolate dele. — disse Sirius. James gargalhou.
—Bem, ele sempre deixa ela se safar com isso. — ele disse, indo para seu malão. Sirius voltou a encarar Adhara quando James ficou distraído e ela voltou a cruzar os braços.
—Remus! — disse James animado. Sirius e Adhara se viraram para a porta. Remus estava encostado no batente da porta segurando o Mapa do Maroto na mão. — Adivinha o que Addie fez…
—Sei o que ela fez. — ele murmurou. — Eu estava na Casa na Árvore e vi algo muito engraçado no Mapa antes da aula de feitiços… você se importa em me contar o que estava fazendo com Theo Nott nas Masmorras, Addie?
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Era o começo de maio quando Rabastan Lestrange encontrou Emily Valentine em um corredor vazio no sexto andar. Ela estava sentada em uma janela desenhando em um caderno, olhando pela janela de vez em quando e depois voltando a desenhar.
Seus olhares se encontrara rapidamente e ela não desviou o olhar como fazia em todas as vezes em que ele ficava perdido olhando demais para ela. Ele olhou pelo ombro e então caminhou decidido até ela.
Emily nem ofegou quando ele segurou seu rosto com as duas mãos e a beijou selvagemente. Seu caderno e o lápis escorregaram para o chão quando ela ficou em pé respondendo ao beijo dele. Ela colocou as mãos no peito dele e tentou o empurrar para longe, não querendo dar chances para ele. Tentou afastá-lo, mas nem sabia se realmente estava se esforçando para fazer isso. O abraçou e o beijo de voltar ardentemente querendo passar tudo que sentiu nos meses em que ficaram separados.
Rabastan estava tão completamente e inteiramente desesperado por ela e podia sentir que ela estava sentindo a mesma coisa que ele. Não ligou para o caderno dela ou a bolsa que também estava jogada no chão, apenas a empurrou para uma sala vazia e continuou a se amassar com ela. A empurrando contra parede com uma perna no meio das dela. Ela ofegou baixinho e puxou o cabelo dele com força.
—Gosto tanto de você, Rabs… — murmurou. Os beijos dele voaram para seu pescoço. — … mas…
—Shhh. — ele sussurrou, voltando a beijá-la na boca. — Não vamos falar agora. — pediu. Ficaram se beijando contra a parede e passando a mão um no corpo do outro até que todos esses beijos não fosse mais suficiente. Ele agarrou a bunda dela com força com as duas mãos a apertando contra ele. Sentiu uma fricção gostosa contra seu pau dolorido ainda dentro das calças. Pegou em sua cintura e a colocou de costas para si, apoiada na parede. Levantou a saia dela e passou a mão mais uma vez pela bunda dela, antes de abaixar a calcinha dela até o meio das cochas. Via Emily suspirando baixinho o rosto e as mãos contra a parede gelada. Desafivelou o cinto depressa e puxou seu pau para fora da cueca. Sua calça caiu e parou em seus tornozelos e Rabastan nem terminou de se despir e enfiou nela com tudo.
—Rabastan. — ela gemeu alto. — Por Merlin… — ela arfou quando sentiu o braço dele a abraçar pela cintura e descer a mão para o meio de suas pernas. Massageou o clitóris inchado a escudando gemer a cada estímulo. — Me fode mais forte. — pediu.
Foi tão bom quanto Rabastan se lembrava. Os gemidos de Emily eram a coisa mais gostosa de se ouvir e a boceta dela era o melhor lugar em que Rabastan já esteve. Emily era tudo que ele queria naquele momento, era tudo que ele queria desde a fatídica noite de Natal em que terminaram.
—Você é tão gostosa, Emily. — ele disse, a boca encostada na base da orelha dela. Mordeu ali e sorriu. — A mais gostosa de todas. — falou, arremetendo com força. Indo mais rápido quando ela pedia, indo mais forte quando ela gritava. — Porra, porra. — ele sussurrou se enterrando nela e gozando o mais forte que gozou desde que se separaram. Escutou os gemidos altos dela e continuou a massagear seu clitóris até ela também gozar chamando pelo seu nome.
Ofegante e cansado Rabastan a puxou para se sentar no cão no colo dele. Ele usava a capa do uniforme, mas ela não. Ele abriu os botões da blusa dela, enquanto ela o beijava no pescoço e agarrou os peitos que ficaram cobertos pelo sutiã. Ele queria sentir mais uma vez aquele fogo que sentia com Emily, aquele fogo que havia acabado de sentir e que ele já queria novamente.
Ela o encarou nos olhos e o beijo delicadamente nos lábios.
—Gosto muito de você também, Emily. — ele disse. Logo se esquentaram novamente, após tantos beijos.
Rabastan terminou de tirar a blusa dela e beijou seus peitos com fome. Deixou ela tirar sua capa e depois a sua blusa se pensar em nada, esquecendo de tudo naquele momento. A deitou no chão, em cima da sua capa e ficou por cima dela. Se lembrou dos bons tempos, quando sentiu as pernas dela em volta da sua cintura e roçou seu pau na boceta dela. A beijou mais no pescoço e foi quando ela travou. Antes que ela falasse qualquer coisa ou se afastasse, Rabastan congelou também.
—Rabs… o que é isso, Rabastan? — ela perguntou se sentando e puxando sua calcinha de volta. Ele estava louco para continuar e gemeu de frustração quando ela fez isso.
—O que?
—Isso… isso é… — Emily ofegou e mirou seu ex-namorado horrorizada. Se lembrando exatamente o porque ele era seu ex-namorado. Se afastou se achando tão burra. — Não acredito...
Rabastan se guardou rapidamente e assim como ela mirou a Marca Negra marcada em seu antebraço. Ele não sabia o que dizer, enquanto via o rosto dela se contrai em uma raiva que ele nunca havia visto antes nela.
—Emms. — ele murmurou. — Se acalme.
—É isso que você fez no seu recesso de Pascoa, Rabastan? — ela indagou e ele não respondeu. — É isso que você e seu grupinho odioso fizeram?
—Emily...
—EU NÃO ACREDITO! — ela gritou, se levantando rapidamente. Vestiu suas roupas do melhor jeito que conseguiu, mas tremia de raiva a cada botão que fechava. Ele tentou tocá-la. Ela se afastou bruscamente. — COMO VOCÊ TEM CORAGEM?
Emily saiu da sala correndo, foi até suas coisas na janela e guardou tudo bagunçado, querendo ir embora o quanto antes, mas Rabastan a seguiu, vestindo a capa para esconder a Marca Negra.
—Emms! — ele gritou. — Espera! — pediu. Ela se virou para ele tentando controlar a sua metamorfagia de fazer seus cabelos ficarem vermelho fogo.
—NÃO FALE COMIGO! NUNCA MAIS FALE COMIGO! SEU CRETINO! — ela gritava com ele, nunca tendo gritado com alguém daquele jeito antes além dele. — ELES MATARAM A MINHA FAMÍLIA E VOCÊ É UM DELES! É UM DELES!
Rabastam a agarrou e colocou a mão sobre a boca dela devagar. Ele olhou preocupado para todos os lados.
—Não conte a ninguém! Por favor! — murmurou em pânico. — Meu irmão já tem o rosto dele estampado por todo o Ministério… eu não posso ter também. — disse. — Emily, por favor.
Emily o olhou parecendo magoada. Ela tirou a mão dele da boca dela.
—É com isso que você está preocupado? — perguntou ela. — Você sabe quem matou a minha família? Você sabe? — questionou. Rabastan se afastou dela sem conseguir encará-la. — Você sabe! — acusou ao ver o rosto dele. — Desde quando? — quis saber. — Me responde, Rabastan!
Mas o sonserino não conseguia nem ao menos olhar para ela, quanto mais falar qualquer coisa. Ela esperou alguns segundos e ele a escutou soltar um soluço dolorido. Seu coração se quebrou em milhões de pedaços naquele momento.
—Eu odeio você, Rabastan. — escutou ela falar, não gritando como das outras vezes, apenas duramente e de forma tão magoada que ele não sabia se conseguiria continuar a escutar. — Odeio tanto você.
E então ela saiu. Ele se encostou na parede, arrasado. Preferia que ela tivesse o acertado no saco com tudo. Preferia qualquer coisa a ouvir que ela o odiava, com tanta mágoa e raiva na voz. Mas mesmo assim ele não teve as bolas e a coragem de ir atrás dela, de conversar com ela, de pedir perdão.
Não teve coragem de contar a ela sobre os assassinos em sua família. Nunca entregaria seu irmão daquela forma, nunca poderia fazer isso mesmo se tivesse coragem para tal.
Ele sabia que depois daquilo ela não o aceitaria mais. Não como ele era agora. Não com ele sendo um comensal como os que mataram a família inteira dela. Ele havia sonhado há tanto tempo em de se tornar um comensal, um com a Marca Negra para exibir, um que era do círculo pessoa do Lorde assim como seu irmão era. Não podia desistir de tudo agora que havia conseguido o que queria, que havia merecido.
Ele não desistiria de tudo mesmo que fosse pela mulher que ele amasse.
A causa era maior do que ele. Suas crenças eram maior do que ele. Maior que sua felicidade naquele momento.
Mas quando voltava na sala para pegar o resto de suas roupas e viu que uma das pulseiras dela havia caído ali sabia que nunca superaria Emily Valentine.
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