Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY ^-^ Como vão Chanels?Tudo bem com vocês meus amores? Então capítulo passado uma noticia triste com um capítulo engraçado :( Só quero agradecer a Vênus por todo esse tempo que passamos juntas escrevendo wwwy. Muito obrigada Vênus, você me ajudou a crescer como autora e me ajudou com muitos conselhos também. Vou sentir sua falta. Te amo. Agora sem momento triste quero dedicar esse capítulo em especial para Tati ( Senhora Burke) e DESIIIIII amoreeee to dedicando o capítulo para você então quero comentário,ouviu moça? huehuehueheuheueh CRONOGRAMA DE POSTAGEM: SE tiver 15 COMENTÁRIOS sai quarta (25/05) e se tiver MENOS DE 15 COMENTÁRIOS sai sábado (27/05). Garotas eu amei muito todoooooos os comentários, sério mesmo, por isso estou postando um dia antes do previsto, porque eu amo vocês Chanels hueheuheueheuh ENJOY BITCHES!!!!!!!!!!!!!!!!!

JINGLE BELLS

HOGWARTS EXPRESS

1974

CHRISTMAS

-Minha barriga está doendo. – reclamei, apoiando minha testa no ombro de Sirius. Ele me olhou ligeiramente preocupado.

-Você ta reclamando de dor de barriga desde ontem de noite, Addie. – Peter aponta. – Era melhor você ter ido à enfermaria.

Já estávamos no Expresso que nos levaria pra casa para o recesso de Natal.

-Eu falei para ela ir. Mas ela é teimosa. – disse James, me puxando para seu colo, no outro banco. Aconcheguei-me nele.

-Oi. – Remus entrou na cabine, com uma marca de chupão no pescoço.

-Essa garota ta mastigando você. – riu Sirius. Remus corado se sentou ao lado de Sirius.

-Eu sei. – ele resmunga, esfregando o chupão.

-Vou ficar com ciúmes, Remmy. – digo sorrindo para ele.

-Eu que vou ficar com ciúmes de você Addie. – James, fala com um biquinho fofo que eu tive que beijar.

-Ahhhhh, que porra. – resmungo me dobrando. Sentido novamente aquela estranha dor na minha barriga. – Ta doendo muito.

-Ainda está com dor? – Remus me olha preocupado.

Assinto e resmungo novamente. Jay acaricia minhas costas delicadamente.

-É tão estranho, nem parece que é mesmo na barriga. Parece que é em outro lugar, mais embaixo.Nunca sentir dor de barriga assim. Ta diferente.

-Vai ver são gases. – fala Peter. – Eu fico com dor de barriga, ai eu solto um peido e fica tudo bem.

-Isso é um nojo. – falo rindo com os meninos. – Você e Mary conversaram Peter?

-Não. – ele emburra. – E nem quero conversar com ela.

-Ele está dando o tratamento de gelo. – Sirius me fala.

—O que é ridículo, porque garotas é quem dão o tratamento de gelo. – riu James.

-Você está quebrando o coração dela. – brigo e Remus concorda.

-Você sabe que Mary é loucamente apaixonada por você, Peter. – ele diz. Peter solta um muxoxo.

-Ela está brava comigo. E não é justo. Ela beijou outro cara, então eu beijei outra garota. Ela não pode ficar brava por isso. – ela fala e Sirius concorda com ele.

-E ela te chamou de idiota. – Sirius diz.

-E Peter a chamou de ridícula e de Crazy Eyes. – retruco. Peter encolhe os ombros, com vergonha e Sirius me da língua. Eu a seguro e puxo.

-Não me de a língua, Black. – digo, fazendo os meninos rirem.

-Sabe isso me lembrou uma coisa. – Peter fala. – Quando você e Sirius se beijaram. No Halloween. Eu fiquei chocado que vocês conseguissem se beijar.

Eu quase corei, me lembrando de eu e Sirius na cama dele. Sirius me olhou de um jeito e eu percebi que ele também lembrou.

-Fala sério, Rabicho. O palco tava longe, deve ter sido beijo técnico. – provoca James.

-Não foi. – replico. – Teve língua e tudo, né Sirius?

-Por favor, nós somos profissionais. – ele responde, abanando a mão.

-Eu aposto que era técnico. – James provoca novamente.

-Se você quiser eu mostro agora mesmo, que não era técnico. – falo, descendo do seu colo. Eu odiava ser desafiada. Porque eu simplesmente tinha que ganhar.

Remus e Peter gargalharam e gritaram e Sirius deu um sorrisinho provocativo para mim.

-Eu duvido. – ele diz convencido.

-Se eu beijar Sirius, não adianta grilar depois. – falo cruzando os braços.

-Não vou grilar, porque sei que você não vai fazer isso. – ele fala. O olho irritada, e mexo meus lábios.

-Oh! Ela está fazendo a Bitch Face. – Remus ri animado. – Ela está fazendo a Bitch Face, Potter.

-Espera. Se vamos fazer isso, o que vamos ganhar em troca? – Sirius pergunta.

James se vira para ele, ainda com aquele sorrisinho convencido.

-Qualquer coisa.

-Qualquer coisa? – Peter pergunta impressionado.

-Qualquer coisa. – James repete. – Mas o beijo terá que durar 2 minutos inteiros e tem que ter língua.

-Ta bom. – digo me virando para Sirius.

James ri alto.

-Você fala como se fosse fazer... – ele falava, mas eu já tinha puxado Sirius e agora nos beijávamos.

Remus e Peter gritaram extremamente alto, completamente animados. James parecia incapaz de produzir algum som. E ele ficou daquele jeito por dois minutos.

O beijo foi muito bom, afinal Sirius beijava bem, mas foi puramente para mostrar um ponto, então não me esquentou nem nada. Soltei Sirius quando Remus disse que o tempo tinha acabado e nós nos sentamos muito satisfeitos.

—Será que vocês não cansam de apostar contra mim? – provocou Sirius olhando divertido para James, que se levantou e me puxou para longe de Sirius.

—Eu te odeio, Sirius Black. – ralhou Jay, me abraçando enciumado, enquanto Remus e Peter davam risadinhas.

—Odeie a você mesmo. A culpa foi sua. – riu meu primo.

—Nunca desafie um Black. – concordei beijando James na bochecha, que fez biquinho, indignado.

—Como é bom receber vocês! – disse a mãe do James. Eu ainda estava com dor de barriga, então dei um sorriso muito breve. James tinha dito que era melhor os pais dele não saberem ainda no nosso namoro, ou então iriam ficar pegando no nosso pé, então estávamos fingindo que não estávamos juntos – Eu e o seu pai vamos ali comprar alguns lanchinhos gostosos pra vocês. Fiquem a vontade, eu fiz chocolate quente. Vocês podem ficar no escritório ouvindo música se quiserem... sintam-se em casa, ok? O Fleamont já colocou um feitiço aquecedor no quintal e na piscina. – perguntou ela apertando as bochechas de Remus – Oh, ele está tão lindinho.

—Tão lindinho! – repetiu Sirius com animação, apertando as bochechas de Peter e fazendo James rir.

—Não apronte nada exagerado, James. – disse meu sogrinho com um olhar severo para James, que apenas deu de ombros com o sorriso endiabrado dele no rosto.

—Papai. Eu nunca exagero.

—Sirius. Fique de olho nele.

—Pode deixar, Sr. Potter. – disse Sirius com seu sorriso endiabrado e o Sr. Potter adquiriu uma feição de preocupação.

Íamos passar o dia 23 na casa do James, depois eu voltaria pra minha casa e só então iríamos para a França, via chave de portal.

—Eu vou ao banheiro... – murmurei enfezada por conta da dor. James concordou e foi puxando Sirius, Remus e Peter para planejar o que faríamos naquele dia. Fui ao banheiro e tentei fazer o número dois, mas simplesmente não consegui. Soltando um muxoxo, me vesti e voltei para a sala, onde os meninos já bebiam o chocolate quente, principalmente Remus, que tinha um sorriso super feliz no rosto – Remus e o chocolate. Uma história de amor mais bonita que a Putacesca e o lobinho.

Remus corou quando eu o chamei de lobinho e me olhou constrangido.

—Não chame ela assim, Addie... por favor. – murmurou ele, encolhido debaixo de um cobertor, tomando o chocolate. Peter se sentou ao lado dele, assoprando sua caneca, com os olhinhos cheios de gula. Sirius estava olhando o horizonte, parecendo pensativo, enquanto segurava a própria caneca. Meu namorado me olhou de volta e piscou pra mim.

—Vamos namorar um pouquinho lá no sofá? – perguntou ele. Concordei e fomos de mãos dadas. James se sentou comigo e me olhou com aquele sorriso enorme dele – E então, gata... você vem sempre aqui?

—Só quando você vem. – respondi.

Eles já estavam se beijando há algum tempo, quando Sirius entrou na sala e jogou uma maçã na cabeça de James, apenas para implicar. O casal se separou e Sirius deu uma risadinha.

—Eeeeeh... namorando escondidinhos no sofá, né, seus malandrinhos. – debochou Sirius. Addie revirou os olhos e James corou de leve.

—Para de perturbar, Sirius. Credo. Vai ser empatador assim lá longe! – resmungou James.

—Qual o problema? Seu pai mandou eu ficar de olho em você. Só estou sendo obediente. – riu Sirius pegando outra maçã para dar outra mordida.

—É sério, Almofadinhas. Sai daqui! – resmungou James. Sirius deu outra risadinha e apontou para os próprios olhos e depois para o casal.

—Estou de olho em vocês, heim? – riu ele, indo lá pra fora novamente.

—Foi mal... meu primo é um idiota. – resmungou Addie, cruzando os braços. James deu de ombros.

—Eu sei. Ele não para de atrapalhar a gente. Ele sente algum tipo de prazer sádico nisso. – resmungou ele.

Os dois soltaram um suspiro e Addie se levantou.

—Eu vou no banheiro, rapidinho. – murmurou ela. James deu de ombros e concordou.

Ela se levantou e saiu. James suspirou e se sentou mais confortavelmente no sofá. Então, sem motivo, acabou olhando para onde Addie estivera sentada. Lá, no sofá, havia uma mancha vermelha. Franziu a testa se perguntando o que poderia ser. Será que Peter tinha deixado cair groselha ali?

Tocou a mancha com os dedos e então aproximou o rosto, tentando ver melhor e entender o que seria aquilo.

Ficou um bom tempo encarando aquela mancha, sem saber o que pensar, quando Addie apareceu parecendo sem jeito, completamente vermelha. Mas James ainda estava completamente curioso com o caso da mancha no sofá.

—Jay... eu... eu acho que vou embo...

—Acho que o Peter derrubou suco de groselha no sofá da minha mãe! – ralhou James – Tá manchado agora!

—James, eu... eu acho que eu tenho que ir pra casa. – disse Addie, parecendo nervosa e andando de costas para o namorado. Ela se encostou na parede e foi caminhando de lado, se afastando dele.

—Mas... mas você ia passar o dia aqui. – disse James se esquecendo da mancha – Vem pra cá. Vamos ficar namorando.

—Ok... mas... hum... – ela seguia andando de lado, com as costas na parede – Mas... vamos namorar aqui, ok?

—Ok. Eu gosto de namorar em pé. – riu James se levantando. Mas então ele olhou para a parede e viu um rastro horizontal e vermelho – Ah! Pra puta que pariu! O Peter sujou a parede de groselha também.

Addie corou ainda mais e Sirius voltou a entrar na sala, pelas costas dela.

—E então, pombinhos? James Potter, eu espero que suas mãos sujas estejam longe da... – e então Sirius olhou para a bunda de sua prima. Uma mancha vermelha estava na parte inferior da bunda dela e ele sabia exatamente o que era. Ele não era inocente como James Potter – PUTA QUE PARIU, ADDIE! VOCÊ TÁ TODA SUJA DE SANGUE!

James sentiu um frio lhe subir a espinha e olhou para a bunda da namorada. Ele viu a mancha de sangue, mas não fazia à menor ideia do que seria aquilo.

—MEU MERLIN, ADDIE! VOCÊ TÁ MORRENDO? DEVE TER SENTADO EM CIMA DE UM PREGO! A GENTE PRECISA IR PARA O MUNGUS! – gritou James, desesperado.

—Ah... – Addie estava em choque, morrendo de vergonha, e não sabia como reagir ao escândalo dos dois.

—NÃO, SEU IDIOTA! ELA FICOU MENSTRUADA! – ralhou Sirius. James pareceu ainda mais em pânico.

—Oh, meu Merlin... – murmurou ele, como se ela estivesse morrendo.

—O que eu faço?! – perguntou Addie, assustada.

—O que você faz? – perguntou Sirius, em pânico – Como assim o que você faz? Você é mulher, sempre passa por isso!

—Não! Eu nunca passei por isso! – retrucou Addie.

—Puta que pariu?! Você nunca ficou menstruada!? – perguntou Sirius.

—Não. Eu nunca fiquei. – sibilou ela.

—Sirius, faz alguma coisa, ela já perdeu muito sangue. Ela vai morrer! – disse James, desesperado, puxando os próprios cabelos.

Addie até tentou olhar a própria calça.

—Precisamos tampar esse buraco! – disse Sirius, desesperado – Onde sua mãe guarda os absorventes dela, Pontas?! – perguntou Sirius abrindo as gavetas do bar do pai de James, procurando por algo que pudesse ser útil. – Onde tem absorventes?

—Meu Merlin... isso não está acontecendo... – resmungou Addie, morrendo de vergonha.

—Puta que pariu! Você é muito mais magra que a mãe do James. Os absorventes dela não vão caber em você! – gritou Sirius correndo para a cozinha. James segurou a mão da namorada e a levou para lá também – O que a gente faz?! O que a gente faz? FAZ ALGUMA COISA, JAMES!

—Tá tudo bem. Eu vou pra casa! – disse Addie com os cabelos completamente vermelhos.

—Não! Não! Não! Você não pode ir pra casa nessas condições, sua boba! – disse James em pânico – RÁPIDO, SIRIUS!

—AQUI SÓ TEM SACOS DE PLÁSTICO, PORRA! VOCÊ QUER QUE EU FAÇA O QUE? – perguntou Sirius revistando todos os armários e gavetas. James voltou puxar os cabelos, completamente em pânico – TOMA, ADDIE, SEGURA ISSO AI! – gritou Sirius jogando uma bola feita de sacolas plásticas. Addie nem se deu ao trabalho de pegar.

Foi quando Remus entrou, passando uma toalha felpuda nos cabelos.

—Ei, o que houve? – perguntou ele.

—REMUS, AJUDA A GENTE, CARA! – gritou James, quase aos prantos. Sirius agora estava tirando as gavetas dos armários e as virando de uma vez, jogando tudo no chão.

—O que?

—AQUI! ACHEI DUAS COISAS QUE PODEM AJUDAR! ISSO! – e ele mostrou o tampão da pia – E ISSO! – a outra coisa era um pepino...

—Do que vocês estão falando, meu deus? – riu Remus. James estava em pânico, tentando emitir alguns sons, mas ele não estava tendo muito sucesso.

—A Addie menstruou, cara! – resmungou Sirius jogando o pepino em James e voltando a procurar por... sabe-se lá o que... – Pela primeira vez! Tá sujando tudo de sangue!

Remus fez uma careta enquanto James apontava freneticamente para a parede e o sofá da sala.

—Oh... que nojo... – resmungou Remus, que, apesar de nervoso, tentou ser racional.

—Que? — Addie perguntou.

Ele se virou para Addie, sem saber muito bem o que falar.

– Hum... digo... parabéns, Addie... você já é uma mocinha agora...

—Parabéns?! PARABÉNS?! – gritou James, recuperando a habilidade de falar – Ela está sangrando sem parar. Ela vai MORRER!

—Céus, minha barriga tá doendo muito. – resmungou Addie com a voz manhosa. Remus olhou dela para James, sem saber a quem acolher. Decidiu que James parecia mais em pânico.

—ELA ESTÁ TENDO CONTRAÇÕES?! MEU MERLIN! MEU MERLIN!

—Não! Ela está com cólicas, não está parindo um bebê! – ralhou Sirius – Você não está parindo um bebê, está, Addie? – perguntou o garoto, parecendo quase em pânico quanto James.

—É claro que não, seu idiota! – ralhou Addie.

—PRECISAMOS FAZER ALGUMA COISA! – gritou Sirius.

Então James saiu correndo, caindo no meio do caminho e engatinhando até a janela. Ele gritou com uma pessoa que estava passando na rua.

—EMERGÊNCIA! ME AJUDE! MINHA AMIGA ESTÁ SANGRANDO PELA VAGINA! – gritou ele da janela. Addie bateu na própria testa, Sirius começou a roer as unhas e Remus ficou olhando em choque para James, que tremia sem parar.

—James! James! Calma! Me escuta! – disse Remus puxando James pra fora da janela.

—EU TO FALANDO SÉRIO! POR QUE VOCÊ ESTÁ RINDO DE MIM?! – perguntou James pra pessoa do lado de fora.

—James, fica calmo. Addie está bem. Ela não vai morrer! – disse Remus, muito vermelho – É só que o revestimento dos órgãos internos da Addie estão... sendo postos para fora... – James o olhou ainda mais aflito, como se Remus tivesse dito algo terrível. O garoto colocou a mão no peito e pareceu até ficar sem ar.

—Oh... oh meu Merlin... – lamentou James colocando as duas mãos na boca, em completo pânico. – O que será de nós? O que nós vamos fazer?

—SÉRIO, JAMES! SUA MÃE NÃO MENSTRUA? ONDE ELA GUARDA OS MALDITOS ABSORVENTES?!

—Eu não acho que seja na cozinha, Sirius... – resmungou Remus, que logo voltou a olhar para James, porque ele estava constrangido demais para olhar para Addie. – James, fica calmo, ok?

—É, James. Eu não vou morrer! – ralhou Addie.

—Eu achei ervilhas congeladas e uma esponja! – disse Sirius levantando as duas coisas – Alguma dessas coisas ajuda?

Remus negou com a cabeça e voltou a olhar para James.

—Como isso foi acontecer? Como isso foi acontecer? – perguntou James, desesperado.

—Bem, James... se quiser manter o revestimento intacto, o homem precisa inserir um falo ereto na vagina dela. – disse Remus devagar.

—É mais uma daquelas conversas em que vocês tentam me ensinar essas coisas complexas das quais eu não entendo? – perguntou James.

—EU JÁ SEI! EU TENHO A SOLUÇÃO PERFEITA! – gritou Sirius, com euforia. Ele saiu correndo e voltou com um esfregão – Pronto. Isso aqui vai tampar tudinho!

—Oh, meu Merlin... – rosnou Addie, escondendo o rosto com as mãos – Tudo o que eu queria agora era morrer!

—Oi, gente. O que vocês estão fazendo... – disse Peter, entrando enrolado num cobertor cor de rosa. Então ele olhou para Addie e franziu a testa – Quem foi que jogou um tomate podre na calça dela?

—Não, seu idiota! Ela tá menstruada. Tá sujando tudo de sangue. – ralhou Sirius.

Peter fez uma careta e olhou Addie.

– Parabéns, Addie. Agora você já é uma mulher pronta para reproduzir.

—Ela não pode começar a reproduzir agora! – ralhou James.

—Ela não vai reproduzir agora. Vocês teriam que fazer sexo pra isso. – riu Peter – E é mais fácil a gente descobrir que o Sirius é uma garota do que você conseguir fazer sexo com alguém.

—Eu estou de saco cheio de todos vocês ficarem falando que eu não daria conta do recado.

—Cara, ela tá sangrando pela vagina. Você não quer começar a se reproduzir agora! – disse Remus.

—Vocês não podem tentar se reproduzir! – ralhou Sirius.

—Por que não?! – perguntou James – É só lavar, não é? Que para de sangrar?

—Eu não sei quando é que para de sangrar! Tem algum tipo de botão, que desliga?! – perguntou Sirius.

—Claro que não. Ela vai sangrar durante uns dias e então o sangramento para, que é quando a parede do útero... – começou Remus, mas Addie perdeu a paciência.

—CALEM A BOCA! – gritou ela, recebendo olhares dos quatro marotos – Escutem aqui. Eu sou só uma menina de quinze anos, que acabou de ficar menstruada... e já é um saco que tenha acontecido na frente de vocês idiotas.

—Caraca... – riu Sirius.

—Agora... com licença que eu... eu vou me esconder no banheiro até a mãe do Jay chegar... e quando eu sair de lá... nós nunca mais vamos falar sobre o que aconteceu aqui. Vocês me entenderam?!

—S-sim, Addie... – murmuraram os quatro.

—Ótimo... – resmungou ela indo para o banheiro.

Fiquei sentada no banheiro completamente envergonhada. Escutava de vez em quando os sussurros dos meninos atrás da porta. E demorou uma eternidade até que a mãe de James chegasse.

Ela bateu na porta e eu abri para que ela entrasse.

—Olá querida. – ela em diz carinhosa. Olho para ela com meus cabelos vermelhos e ela sorri.

—Oi. – digo.

—Okay... Querida você sabe o básico? De como funciona?

—Eu...sei. – respondo. – Sei que vêm alguns dias todo mês. E que da dor na barriga.

—Isso mesmo. É quando seu corpo está mais desenvolvido. – ela me diz, pegando uma tolha embaixo da pia. – Porque você não tira a roupa e toma um banho quentinho para se limpar?

Concordo e começo a tirar a roupa, corando ao ver minha calcinha e calça suja de sangue. A Sra. Potter pegou as minhas roupas e eu entrei no chuveiro.

—Eu vou lavar para você. E vou pegar uma roupa bem quente no seu malão.

Ela saiu e fechou a porta. Comecei a me lavar. Lavei minhas partes e fiz uma careta pro sangue, tentei deixar o mais limpo possível.

A Sra. Potter, voltou com uma muda de roupa e dois frascos.

—Aqui, Addie. – ela me mostrou. – São poções para cólica. Essa aqui é quando a cólica é mais fraca. – ela me mostrou o frasco rosa. – E essa aqui para quando está mais forte. – ela me mostrou o roxo. – Qual vai querer?

—O roxo. – digo. Ela assente e o coloca em cima da pia. – Obrigada.

—Não foi nada. — ela sorri. – Deve ter sido bem difícil ter a primeira menstruação com esses meninos junto.

Ri junto com ela, terminando de me lavar.

—James deve estar traumatizado. Ele achou que eu estava morrendo. – falo. A Sra. Potter gargalha.

—Fleamount deu uma poção para ele se acalmar. – ela me diz. – Já limpei o sofá e a parede. – corei muito forte, saindo do chuveiro. – E já arrumei a bagunça que Sirius fez para achar os meus absorventes na cozinha.

Dei uma risadinha, colocando minhas roupas.

—Aqui. – ela me entrega o absorvente. – Segura até menstruação de gigante. – ela ri. Coloco o absorvente como ela me explica e depois termino de colocar as minhas roupas. E bebo a poção do frasco roxo, é claro. Não aguentava mais as cólicas. – Pronta para sair? – segurei sua mão e saímos do banheiro. – Eu fiz aqueles bolinhos de morangos que você gosta.

Andamos até a sala, onde os meninos estavam todos sentados no sofá. Os quatro me olharam. Me sentei entre Sirius e James e a Sra. Potter me deu um bolinho.

—Quer algo para beber, Addie?

—Uma água, por favor. – digo, mexendo na minha calça de moletom.

Eu estava muito envergonhada para olhar para os meninos.

—Addie? – James me chamou. – Desculpe ter achado que você ia morrer. – ele tira meu cabelo molhado do rosto e ma da um beijo na bochecha.

—Você ficou bem assustado. – digo. Ele morde o lábio.

—Você estava sangrando. Como que eu ia saber que era normal? – ele se defende.

—Todo mundo sabe, Potter. – Sirius diz. Ele me faz olhá-lo. – Você não ta brava comigo, né? Eu tentei ajudar.

—Eu não estou brava com nenhum de vocês. – os quatro suspiram aliviados. – Mas, se eu ouvir qualquer um conversar sobre falos eretos na minha vagina, tomates podres, sacos plásticos ou sobre eu estar morrendo... eu acabo com vocês. Entenderam?

—Sim, Addie. – eles dizem em uníssono.

—Agora que tal vocês me darem um abraço? – digo. Eles riem e damos um abraço em grupo.

—Para de rir, mãe. Não foi engraçado. – brigo, mas minha mãe continua gargalhando no banco da frente. Eles tinham acabado de me buscar na casa do James no nosso próprio carro.

—Você menstruou na frente do seu namorado. SUJOU A CASA INTEIRA! – ela gargalha. Cruzo os braços emburrada.

—Kat. – meu pai briga.

—Seria trágico se não fosse tão cômico. – ela ri. — Vou fazer xixi na calça.

—Pai. – chamo. – Faz ela parar.

— Okay. Okay. – minha mãe para de rir aos poucos. Solto um muxoxo, enquanto ela me olha com um sorriso divertido no rosto. – Adivinha quem vem pro Natal? – ela me pergunta depois de um tempo.

—Quem?

—Vovó Susan e vovô Charles. – ela respondeu.

—Sério? – pergunto animada. Não os via fazia anos.

—Sim. Eles decidiram que era melhor parar com o tour de anos pela África e ver a filha deles. – ela fala.

Sorrio me lembrando dos meus avôs, que eu morria de saudades. Olhei para a cadeirinha de criança ao meu lado e em lembrei do meu irmão.

—Onde está o Teddy?

—Ele está brincando com o Adam. Chamamos ele e a avó para passar o Natal conosco também. E deixamos Teddy lá.

Sorrio animada, por ter Adam no Natal.

A viagem foi rápida e logo meu pai estacionava na garagem. Peguei a pequena vassoura que tinha lá.

—Como essa vassoura coube ai?

— Feitiço Indetectável de Extensão. – dou de ombros. – Aprendi quando tinha 10 anos. Madame De Lite. – digo simplesmente.

—Quando que você ficou tão convencida? – minha mãe me pergunta.

—Quando eu nasci e eu já era rica e bonita.

Meu pai ri e minha mãe revira os olhos para mim.

Corro para casa do Adam e bato na porta. Arielle, a avó do Adam, abre a porta. Ela sorri quando me vê e me cumprimenta com um abraço.

Entramos de volta na casa e ela me diz que Teddy e Adam estavam no quarto dele. Subo as escadas e entro na primeira porta. Adam e Teddy estavam sentados no meio do quarto olhando para a televisão que Adam tinha no quarto dele.

Olhei o quarto do Adam pela primeira vez. As paredes estavam cheias de pôsteres e fotos de banda, ele tinha duas guitarras em um canto e uma bateria em outro. Vários discos estavam jogados no chão e tinha um toca discos na escrivaninha.

Encostada no batente da porta, bato nela e os dois se viram para mim.

—Adiiiii! – Teddy grita. Ele se levanta e corre até mim. O abracei e beijei suas bochechas fofas.

—Feliz Aniversário, irmãozinho! – digo lhe entregando a vassoura. Que tinha um laço vermelho no cabo.

—Uma vassola? – ele ri. – Bigado. – ele me abraça. – Olha, Adam! – ele se vira para Adam que nos olhava em pé. – Uma vassola.

—Ela é incrível, cara. – Adam diz, mas por algum motivo senti que ele não estava falando da vassoura.

—E essa vai mais alto do a sua antiga. – digo e Teddy sorri animado. —O que vocês estavam fazendo? – pergunto entrando de vez no quarto.

—Assistindo The Addams Family.

—E é legal? – pergunto, me sentando na cama.

—Sim. – Adam responde. Ele se senta ao meu lado, enquanto Teddy começa a voar pelo quarto. A vassoura não passava de um metro de altura, então não tinha perigo. – Quer ver comigo? – ele me puxa pela mão e nos sentamos onde ele e Teddy estavam.

— Eu gostei da Wednesday. – digo. – Mas a minha preferida é a Morticia.

—Você também quer ter um jantar à luz de velas no cemitério? – Adam me pergunta.

—Seria adorável. – ri. Teddy tinha ficado tão cansado de tanto voar, que agora dormia no meu colo. – Qual o sue preferido? – pergunto.

—Thing T. Thing. – ele me olha com um sorriso. Tínhamos acabado de ver alguns episódios de The Addams Family. E eu tinha adorado. – Que bom que gostou. Pode sempre vir aqui pra assistirmos outro episódio. – Adam pega na minha mão acariciando as costas com o dedo. Levanto-me colocando Teddy na cama. E vou até o mural que Adam tinha em cima da escrivaninha. Além de alguns panfletos sobre a banda do Adam, tinha algumas fotos.

—Essa é a Zamora. – afirmo, apontando para uma foto. Adam estava com um braço por cima do ombro de Evie, com o uniforme de quadribol e ela com a roupa de líder de torcida.

—Sim, é ela. – ele responde. A foto se mexeu e Evie deu um beijo no pescoço de Adam.

—Vocês namoraram? – perguntei.

—Não.

—Mas já transaram? – pergunto, mesmo já sabendo a resposta.

—Sim.

Olho outra foto que era do Adam e da banda dele. E outra com seus amigos de Hogwarts.

—Esse é o único que não é um completo idiota. – Adam em diz apontando para um dos garotos ao lado dele. – Ele sabe sobre minha avó. E que eu tenho uma banda.

—Ele é Quentin MacLean?

—É. – ele responde. Continuo a olhar as fotos até que achei uma foto minha. Era o dia em que ele me ensinou a andar de patins. Eu estava sentada no gramado da minha casa com os patins rosa bebê nos pés, as pernas dobradas juntos ao meio, rindo alto.

Sorrio de lado, vendo a foto se mexer e eu mandar um beijo.

—Eu gosto dessa foto. – Adam diz logo atrás de mim. Me viro e fico surpresa ao ver que ele estava bem perto.

—Adam... – falo, quando ele começa a se aproximar de mim, mais ainda. – Adam, o que está fazendo? – pergunto, com a boca dele a centímetros da minha.

Ele respirou fundo olho meus lábios com desejo.

—Você não quer? – ele me pergunta. Olho seus lábios rapidamente e então volto para seus olhos.

—Não. – digo verdadeiramente. Ele se afasta sem parecer surpreso. – Eu tenho namorado. Eu nunca faria isso com ele.

—Eu sei. – Adam sorri sem parecer realmente magoado. Pego Teddy da cama, e a sua vassoura também.

—Eu vou pra casa. – digo. – Te vejo amanhã.

—Eu já comprei seu presente. – ele me diz. Dou um sorriso.

—Eu também.

—Pena que eu não vou ganhar o que eu realmente queria. – resmungou ele me olhando com os olhinhos pidões. O encarei séria e dei de ombros.

—Quando eu quis te dar isso, você quis se fazer de gostoso e recusou. Agora aguenta. – respondi dando uma piscadela, antes de me virar e sair com meu ego inflado.

— Jingle bells, jingle bells. — cantarolei com Teddy. Ele riu cantando junto comigo. Jingle all the way. – cantamos juntos.

—Oh, what fun it is to ride. In a one horse open sleigh. – Adam cantou sozinho, colocando um enfeite na árvore.

— Dashing through the snow. – meu pai cantou, pendurando nossas meias na lareira. — In a one horse open sleigh.

— O'er the fields we go. – minha mãe riu cantando, ajudando meu pai com as meias. -Laughing all the way.

— Bells on bob tails ring.Making spirits bright. – Henry e Willow cantaram juntos, dando beijinho logo depois.

— What fun it is to laugh and sing. – Arielle cantou. Ela apertou a bochecha de Adam e riu. — A sleighing song tonight.

— Jingle bells, jingle bells. Jingle all the way. Oh, what fun it is to ride. In a one horse open sleigh. – cantamos todos juntos, caindo na gargalhada logo depois.

—Isso foi divertido. – Willow ri.

—Como os elfos do Papai Noel. – riu Arielle.

—O Papai Noel tem elfos também? – Teddy pergunta curioso.

—Mas eles são diferentes dos elfos que nós temos. – mamãe explica. – Eles são pessoas bem pequeninas, com orelhas pontudas.

—Igual a Adi! – ele aponta para minha fantasia de Elfo. Era um vestido verde com umas bolinha vermelhas na ponta e um cinto preto na cintura. Na parte do decote tinha uma pluma vermelha, igual tinha no final das luvas verdes e no gorro. Eu usava também uma meia 5/8 listrada de vermelho e verde.

—Exatamente como a Addie. – minha mãe ri, dando um peteleco na minha orelha que ela tinha feito ficar pontuda.

—Elfo, pode me trazer uma bebida, por favor? – meu pai pede. Todos dão risada e eu mostro a língua pra ele.

—Adi. Vamo po a estela na avole. – Teddy me pede, pegando da caixa uma estrela de enfeite, de cristal. Meu pai tinha colocado um feitiço para não quebrar, já que Teddy adorava pegar ela.

—Teddy. – meu pai se ajoelha ao lado dele pegando a estrela com cuidado. – Essa é uma tradição trouxa, que fazíamos com Addie, lá na França e agora vamos passar para você. – dou um sorriso, me lembrando dos Natais na França. Teddy assente olhando para nosso pai com muito interesse. – Você está pronto pra isso, amigão?

—Yeah! Yeah! Yeah! – Teddy grita pulando.

—Mas tem a Addie também. – mamãe diz. – Vai dividir a tradição com ela?

Teddy mexe a cabeça em concordância repetidas vezes e vem correndo até mim.

Olho a árvore gigante e enfeitada que tínhamos na sala. Meu pai tinha ido com Henry comprar a árvore e era a árvore mais alta que já tínhamos tido.

—Acho que vão precisar de ajuda. – Adam me diz. Ele então se agacha e rindo eu subo em seus ombros. Ele se levanta e meu pai me passa Teddy que segurava a estela na mão. Ergo Teddy para frente e enquanto ele colocava a estrela escuto um disparo e olho para Willow que tirava uma foto nossa, naquelas câmeras que as fotos saem na hora.

Teddy bate palma, vendo a estrela brilhando na árvore e eu o devolvo para meu pai. Adam me desce com cuidado.

—Posso ver, Tia Willow? – pergunto. Ela sorri me entregando a foto. – Olha, Adam. – mostro a foto e ele sorri.

—Posso ficar pra mim? – o encaro fingindo pensar no assunto.

—Okay. Mas só amanhã quando formos abrir os presentes de Natal. Porque vou escrever algo aqui.

—Tudo bem.

Uma música começa a soar pela sala.

—Meu Deus Henry, pra de ser tão melancólico. – meu pai ri. Henry tinha colocado a música para tocar. Sorrio escutando a música.

—É boa. – digo. – Qual banda? Deixa-me ver... Smiths?

—Essa é minha filha. – meu pai sorri orgulhoso. – Estamos fazendo dela uma expert em música, Henry.

—Qual o nome? – pergunto.

— Asleep. Albúm Louder Than Bombs.

Aprecio a música por um momento, e então, me mexendo, me viro para Adam.

— Dança comigo, Adam? – pergunto ajeitando meu vestido verde de elfo. Ele sorri me estendendo a mão, eu a pego e ele me da um pequeno beijo nas costas da mão.

Adam me puxa de leve, coloca as mãos na minha cintura e eu passo as minhas pelo seu pescoço.

Começamos a dançar pela sala, como em um baile.

—Addie. – ele diz. – Sabe... sempre foi meu sonho dançar com você.

—É mesmo?

—Sim, a primeira vez que eu te olhei pensei: Quando eu vou ter a oportunidade de dançar com aquela garota vestida como Elfo? – ri Adam. Gargalho junto com ele e lhe dou a língua.

—Bobo. – falo sorrindo. Ele sorri de volta me puxando para mais perto, me olhando completamente sonhador. – Porque está me olhando assim? – pergunto. Ele acaricia meu queixo, enquanto ainda dançávamos. Me lembrei de ontem quando ele tentou me beijar, e quase corei com sue olhar penetrante.

—Addie, eu preciso te contar uma coisa. – ele diz.

—O que é?

Adam respira fundo, e sorri, mas antes que ele falasse uma coruja bate contra a nossa janela e eu me viro surpresa

—É a coruja dos Potter’s. – falo animada. Minha mãe deixa a coruja entrar e depois de pegar a carta joga um feitiço aquecedor na ave, que piou agradecida.

—É pra você. – ela me diz.

Sorrindo vou pegar a carta.

—É do Jaaaaay. – digo feliz.

—Quem é Jay? – Teddy pergunta tentando ler a carta.

—É o James. O amigo da Addie, o que usa óculos. – minha mãe diz para ele, enquanto eu lia a carta.

—Ele me dissi qui tem visão di raio laser. – Teddy fala animado. – Ele vai vi pra cá?

—Nós vamos nos encontrar outro dia, não hoje. – Respondi dançando com a minha carta – Licença que eu vou lá pro meu quarto ler a minha carta. – minha mãe estava pra responder, quando a campainha tocou. Sorri entusiasmada e saí correndo para a porta, para abri-la de uma vez.

—Adhara! Não abra a porta antes de... – ralhou minha mãe, preocupada com a guerra.

Mas meus avós sorriram pra mim do outro lado e eu pulei em cima deles.

—Vovô! Vovó! – disse animada.

—Meu Merlin. O que aconteceu com você, garota? – perguntou minha avó – Ta crescida e com uns peitões. Olha só isso, Charles. Ela cresceu.

—Céus. Nossa garotinha virou uma mulher! – riu meu avô – Uma mulher muito bonita, diga-se de passagem. Espero que nenhum garoto safado esteja se aproveitando dela... – meu avô olhou para Adam e semicerrou os olhos – Você é um garoto safado, moleque?

—Pode ter certeza que sim, mas é outro garoto safado que está se aproveitando da Addie... – riu Adam, levantando os braços, como se estivesse se rendendo. Então ele murmurou algo que eu entendi como sendo um “infelizmente”.

—Como é? Nossa garotinha tem um namorado? E ele é um puro sangue? – perguntou minha avó.

—E isso importa? – perguntei soltando meus avós e colocando as mãos nos quadris. Meus avós se entreolharam e entraram na casa.

—Não que a gente ache importante... mas vocês já estão sendo retratados como traidores de sangue. – explicou meu avô, batendo os flocos de neve dos ombros – Enquanto essa guerra durar é melhor ser cautelosa.

—Potter é puro sangue. – riu Adam – Mas... bem... é um Potter. Eles são traidores de sangue também. Mas é um bom garoto.

—O Jay é ótimo. Vocês vão adorá-lo. – disse com convicção – Teddy! Vem falar com a vovó. – mandei. Teddy veio curioso até o meu lado. Mesmo com seus três aninhos de vida ele nunca tinha visto o vovô e a vovó. Eles não vieram vê-lo porque estavam lá na África, fazendo muito sexo, em todas as cidades de lá. Era o que minha avó dizia nas cartas, pelo menos.

— Olá, rapaz. – vovó disse sorrindo para ele. Apesar de nunca tê-lo visto pessoalmente, mamãe sempre mostrava fotos, então Teddy os reconhecia.

—Oi. – ele disse baixinho, agarrado a minha perna.

—Vem dar um abraço no seu avô. – Teddy riu e pulou nos braços do vovô. Eles conversaram um pouco com Teddy e cumprimentaram todo mundo. Depois voltaram no carro que eles tinham acabado de comprar e pegaram as malas.

—Eu tenho uma surpresa para você, garotinha. – vovó me diz, segurando uma caixa cheia de buracos na tampa. Ela já estava, como sempre, com um cigarro na boca. Ela me levou para a cozinha colocou a caixa na mesa. Aproximei-me curiosa.

—Presente de Natal? – pergunto. Adam se aproxima também, olhando por cima do meu ombro com curiosidade. E vovô chega com Teddy nos ombros.

—Abra. – vovó manda tragando o seu cigarro. A tampa da caixa tinha um laço rosa pequeninho. Abri a caixa e ofeguei surpresa.

—Um gatinho! – grito. Pego o pequeno gato de dentro da caixa e ele mia para mim.

—Dexa eu vê! Dexa eu vê! – Teddy ergue os braçinhos. Mas eu continuo olhando o gato em minhas mãos. Ele era pequeno por ainda ser um filhote, a pelagem completamente branca e intimidadores olhos azuis.

—É um gato persa. – Adam diz atrás de mim, admirando o gato.

—Sim. – minha avó confirma. – E é macho.

—Qual vai ser o nome? — Adam me pegunta, fazendo carinho no gato.

—Não sei. — respondo sincera.

—Dexa eu escole!Dexa eu! — Teddy pede, com um biquinho;

—Não Teddy, o gato não vai se chamar Montrose. — falo, sabendo que ele irai botar esse nome. Ele faz um biquinho e vovô balança ele. — Eu que vou escolher.

Sorrio o ajeitando em meus braços e acariciando seus pelos.

— Eu ouvi a palavra “gato”? – minha mãe entrou na cozinha, com olhos inquisidores.

—Sim, eu e seu pai demos um gatinho para Addie. – minha avó diz assoprando a fumaça.

—Mãe! – minha mãe briga me fazendo rir. – Primeiro, não fume aqui. E segundo, Denny tem alergia, você sabe disso.

— Sua mãe sempre me odiou. – meu pai falou entrando na cozinha. – Mas é aquele ditado né “Vamos fazer o que?”

—Minha mãe não te odeia. – mamãe diz revirando os olhos, enquanto papai espirrava por causa do gato.

—Não, querida, ele está certo. Eu não gosto dele mesmo.

—Mãe!

— Seus avó são legais. – Adam me fala.

—Eles são loucos. E ninfomaníacos. – digo com um sorriso maroto. Acaricio os pelos do meu gato e Adam ri alto.

Estávamos no teto da minha casa, em uma parte que tínhamos tirado a neve e Adam tinha colocado um feitiço aquecedor. Já tínhamos comido a ceia, e a avó de Adam já tinha ido para casa, assim como Willow e Henry.

—Você puxou a sua avó. – ele me diz. Arqueio a sobrancelha e ele me olha surpreso.

—Não, eu não quis dizer que você é ninfomaníaca. – ele ri.

—Então acha que sou louca?

— “Afinal, quem é que tem a pretensão de não ser louco?... Loucos somos todos, e livre-me Deus dos verdadeiros ajuizados, que esses são piores que o diabo!” – ele recita. – Florbela Espanca. – completa depois.

—Você gosta de poesia? – pergunto sorrindo.

—Eu escrevo. – ele responde. Meu gato ronrona em meu colo e eu volto a cariciar seus pelos. – Escrevo também músicas para a banda.

—Já escreveu sobre mim? – pergunto sorrindo.

—Eu não consigo escrever sobre o que me faz feliz. – ele da de ombros. Viro meu rosto para frente, corando um pouco.

—Você... Você é tão... – suspiro o olhando irritada, mas com um sorriso bobo no rosto.

—Sou o que? – ele me olha com um sorriso brincalhão.

—Você é tão estúpido.

—Ah é?

—É! Você sabe que eu gosto de você e faz isso... – fecho a boca e volto a olhar para frente.

—Você gosta de mim?

—Não se sinta especial. Eu gosto de Rabastan também. – murmuro. – Eu só... Se você tivesse me convidado para sair aquele dia na festa da Sonserina, quando você me beijou e depois... Deixou-me. Eu teria aceitado. Mas... eu também aceitaria sair com o Rabastan se ele se esforçasse em não ser um babaca em relação ao sangue. Eu só quero dizer que eu gosto de você. Eu gosto de Rabastan, só que agora... Eu amo o James. Você entende? – finalmente volto a olhá-lo nos olhos e percebo que seu olhar não tinha saído do meu rosto.

—Perfeitamente. – ele se aproxima mais de mim e passa um braço sobre o meu ombro. – Eu vou continuar aqui, Addie. Até que você me ame ao invés de James.

Suspiro e ergo meus olhos para ele.

—E se eu nunca parar de amar James? E se continuar juntos até acabarmos a escola e depois nos casarmos, e você for convidado para o casamento?

—Eu vou continuar esperando.

Reviro os olhos.

—Vamos falar sobre as suas merdas. – digo. Ele ri. – Qual é a sua com a Zamora?

—Evie é legal.

Evie. — debocho. Adam ri pegando um baseado do bolso e o colocando na boca.

— Ela é minha melhor amiga. – ele ascende o baseado e da um longo trago. – Nos conhecemos no trem, quando ela ainda não era a maior vaca. – ele ri. Pego o baseado, de seus lábios e trago um pouco. Sinto a fumaça entrando nos meus pulmões e sorrio aliviada.

—E...?

—Ela não é quem você pensa que ela é, Addie. Antes Evie era vulnerável, era só uma menina normal. – ele me lançou um olhar que dizia claramente que eu nunca poderia usar aquilo que ele estava me falando contra a Zamora. – E então uma coisa aconteceu. Candace Meyer a destruiu.

—Como?

—Ela junto do namorado fizeram uma brincadeira. O namorado de Candace se fingiu apaixonado por Evie e depois os dois a humilharam na frente de todo mundo. Até que alguns meses antes deles se formarem, Evie fez uma armadilha e um professor pegou os dois na cama. O pior foi que Candace depois se esqueceu de tomar chá de lua.

—Não. – falo chocada.

—Ela ficou grávida. Todo mundo descobriu, a família caiu em desgraça, e nem casar com o namorado ajudou.

—Como ela está agora?

—Gorda. Evie adora me contar. Ela está gorda, cuidando do filho e da casa sozinha, enquanto o cara bebe.

—Isso é uma merda. – digo.

—Evie acha que ela mereceu. – Adam murmura. – Evie era inocente, não estava preparada para ser humilhada na frente de todo mundo.

—Você acha que ela mereceu? – pergunto. – Você acha que Candace Meyer mereceu?

Adam respira fundo solene.

—Você não viu como Evie ficou. – ele responde ressequido.

—Foi assim que ela assumiu o poder? – pergunto o encarando, Adam assente.

—Só algumas pessoas sabem dessa história. Mas é por isso que ninguém mexe mais com a Evie.

—Ninguém quer acabar grávido. – brinco. Adam ri também.

—Poderíamos nos mudar para uma casa maior. Com um quarto maior. Uma mansão talvez. – murmuro, ao saber que Teddy iria dormir comigo no meu quarto, enquanto vovô e vovó dormiriam no dele.

—Pare de reclamar, mocinha. – meu pai diz. Reviro os olhos e entro no meu closet para colocar um pijama quente. – De quem é esse moletom?

— É do Jay. – falo sorrindo, cheirando o moletom do time favorito de quadribol do Jay as Vespas de Wimbourne.

Meu pai ri, colocando o travesseiro de Teddy na minha cama.

Deito-me e meu gato logo vem se enroscando nos meus pés e se deitando ao lado. Um Teddy sonolento entra no meu quarto com o polegar na boca e papai o coloca ao meu lado e beija a testa dele e depois a minha.

—Boa noite. – ele diz. – Amo vocês.

—Amo você, pai. – falo. Teddy não diz nada porque ele já dormia encostado em mim.

Quando papai fecha porta, me sento e pego a minha varinha e a carta de James. Começo a ler com um sorrisinho.

“Baby.

Feliz Natal!

Eu estou morrendo de saudades, apesar de termos nos visto ontem, mas você sabe como eu sou, adoro ficar perto de você e seus peitões.

Quando vamos no ver? Só na França? Espero que não.

Sirius já me mandou uma carta dizendo que esta morrendo. Eu não liguei muito, porque ele sempre fala a mesma coisa.

Eu nem tenho o que dizer, Addie. Só queria te enviar uma carta. Eu poderia escrever seu nome várias vezes só para ter o que colocar na carta né?

Addie.

Addie.

Addie.

Addie.

Espero que não esteja achando que sou um completo idiota.

Love always, James.”

Segurei uma risada e sai da cama ligando o abajur, que espelhava por todo quarto, com pequenas estrelinhas, nas paredes, no teto e no chão. Peguei minha máquina de escrever e me sentei no meu tapete felpudo roxo. Comecei a clicar nas letras escrevendo a carta de resposta, olhando meu irmão a cada segundo para ver se ele não acordava.

“Jay.

Feliz Natal para você também!

Eu também sinto sua falta, seu bobo. Sim eu sei como você é, não consegue ficar tão tempo longe de mim ou dos meus peitões.

Não sei quando vamos nos ver, estava pensando em eu te levar para o cinema (você sabe o que é um cinema, né?). O que acha? Nós dois em uma sala escura, sem o Sirius para atrapalhar. Pense nisso, baby.

Sirius sempre está em algum tipo de drama. Provavelmente está enchendo o saco do Reg, porque não tem mais o que fazer.

Jay. Jay. Jay.

Eu sempre te achei um completo idiota. Mas o que vamos se você é idiotamente fofo. E é o meu idiota.

xoxo, Addie.”

Reli a carta duas vezes e depois enrolei e coloquei uma fita rosa. Levantei-me com cuidado e sai do meu quarto. Desci as escadas procurando pela minha coruja, que não tinha gostado nada do meu gato.

—Magenta. – chamo. – Vamos lá. Não fique brava comigo, porque eu ganhei um gato. – resmungo, procurando minha coruja.

—Ela está bem ali, me olhando como se quisesse me matar. – me viro assustada para voz da minha avó. Ela estava em pé encostada ao lado da janela aberta, fumando um cigarro. Ela apontava par ao outro lado da sala, onde Magenta estava em cima da estante lhe olhando friamente.

—Magenta. – chamo novamente. Minha coruja solta um pio, e voa até mim. Acariciei suas penass e ela da uma bicadinha carinhosa no meu dedo. – Não precisa ficar com ciúme. – digo. – Aqui, preciso que leve essa carta para o Jay. – ela ergueu a patinha e eu amarrei a carta. – Se a viagem for cansativa porque está frio, dê umas bicadas no Jay até ele te deixar aquecida e confortável. – Magenta da outra bicadinha carinhosa em mim e voa pela janela aberta.

—Mandando cartas no meio da noite para o namorado? – minha avó fala, fumando. – Romântico. – ela sorri. – Eu e seu avô éramos assim. Mas as cartas eram cheias de palavras sujas e coisas que gostaríamos de fazer um no outro.

Dou uma risada entendo o que vovó queria dizer. Vovô e vovó adoravam sexo, e nunca fizeram questão de esconder isso, nem mesmo quando eu tinha cinco anos e fiquei traumatizada ao pegar os dois na cama.

—Na minha carta só o chamei para ir ao cinema. – ri, chegando perto dela.

—O leve para assistir “O Exorcista”. – ela me fala. Assinto, aceitando a sugestão. – Quer? – minha avó pergunta tirando um cigarro do bolso.

—Eu não fumo. – minto. Vovó ri alto.

—Eu reconheço uma fumante quando vejo uma. – ela diz com a sobrancelha arqueada. Dando um sorrisinho pego o cigarro e minha avó ascende para mim. Prendo o cabelo, com o cigarro pendendo na boca. – Há quanto tempo fuma? – ela me pergunta. Olho suas unhas bem feitas e afiadas, e depois a encaro.

—Há um ano, eu acho. Não gosto muito de cigarro. Eles só fazem mal a saúde. Prefiro salvia. Ela até que faz mal a saúde, mas pelo menos te dá um barato.

Minha avó ri.

— Isso é verdade, garotinha.

Ficamos em silencio, apenas apreciando nossos cigarros e a luz da lua do lado de fora. Olho a casa do Adam e vejo que a luz de seu quarto estava acesa.

—Vovó. – chamo. – Você já gostou de três pessoas ao mesmo tempo?

—Três? – ela pergunta surpresa. – Já fiz papeis com triângulo amoroso, mas não quarteto amoroso. – ela ri. Vovó era uma atriz americana muito famosa. Ela usava um cabelo diferente para não a reconhecerem no mundo bruxo e até tinha um nome artístico, que era Penélope Flox. Vovô jurava que até filme pornô ela fez.

—Eu gosto desse garoto... mais velho. E também desse outro que... sempre me faz querer lembrar o que passamos juntos. Mas eu também amo o Jay. Eu só queria poder juntas os três colocar cada um em um potinho e poder usar quando eu quiser.

—O trágico é que não podemos colocar pessoas em potes. – vovó me diz, jogando o resto do cigarro pela janela. – Boa noite, garotinha. – ela beija minha bochecha e começa a ir em direção as escadas.

—Mas então o que eu faço? – pergunto, quando ela já estava no primeiro degrau.

—Oras, o que mais você pode fazer? – ela pergunta – Escolha um.

Notas finais
CAPÍTULO MUITO ADDIE E ADAM GENTEEE HEUHEUHEUHEUHEUEH As Chanels TeamAdam adoraram né? Mas tem um final meio JADDIE para vocês não se esquecerem que JADDIE É VIDAAAAAA! O que acharam desses avós heim? HEUHEUEUEHEUH EU AMO OS AVÓS DA ADDIE. Comentem e digam o que acharam ^-^ E migos tos sentindo falta de recomendação :( heuehueh Hoje sem prévia porque ainda não comecei o capítulo, mas vou me esforça para sempre ter uma prévia. CRONOGRAMA DE POSTAGEM: SE tiver 15 COMENTÁRIOS sai quarta (25/05) e se tiver MENOS DE 15 COMENTÁRIOS sai sábado (27/05). E Desi espero te ver aqui heimmm heuehuehuehueh Tati você também more. Amo vocês Chanels. E Vênus amo você também! Vamos sentir sua falta. BYE CHANELSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.