When We Were Young

113 In The Moonytime


Notas iniciais
HELLO CHANELLLLLLLLLLLLLL♥ Demorei um pouquinho, mas foi apenas porque tive que viajar uma semana e na outra fiquei com visita em casa. Agora que estou mais livre estou aqui postando esse capítulo bonitinho para vocês. MOONYTIMEEEEEEEEEEE! Simmmm um capítulo com bastante Remusinho, cheio de todos os tipos de sentimentos e resultados de... WOLFSTARRRRRR! E Chanels obrigada por todos os lindos comentários, estão sendo muito bem respondidos! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥

IN THE MOONYTIME

HOGWARTS

1977

6th YEAR

—Oh! Sirius! — Emmeline gemeu no ouvido dele, o rosto e mãos contra a gelada parede, enquanto Sirius segurava suas ancas e estocava com força contra ela. Emmeline sentiu um tapa ardido em sua bunda, mas isso apenas a fez gemer mais alto. Ela tinha a boca entreaberta, se sentindo vulnerável de um jeito bom.

—Você é tão maravilhosa...tão apertada, Emmeline. — disse Sirius com a boca colada no ouvido dela. Ela sorriu sentindo a respiração dele bater em sua pele e os seus gemidos tão claros em seus ouvidos.

—Quer que fique ainda mais apertado? — ela perguntou, com um sorriso maroto estampado na cara. Sirius agarrou o cabelo dela e ela virou seu rosto para ele, com o sorriso mais safado que Sirius já vira. Ele sorriu de volta, entendo o que ela queria e olhou para o precioso buraco que estava tão amostra naquela bunda maravilhosa.

—Tem certeza?

—Não me trate como uma virgem, Sirius. — respondeu Emmeline. Ela sentiu os dedos de Sirius em sua vagina, tão familiares que parecia até mesmo que eles nunca tivessem parado de se pegar, nunca tivessem parado de ser Sirius e Emmeline. Então sentiu ele introduzir um dedo em seu outro buraco mais apertado e a prepará-la para então colocar seu pênis e ir enfiando tudo aos poucos. Emmeline gemeu alto e longamente, sem se importar que eles estivessem esquecido de colocar um feitiço silenciador no armário de vassouras e que qualquer um que passasse pelo corredor pudesse escutar.

Qualquer pessoa.

—O que foi isso? — Lily indagou a James parando no meio do corredor. James que a pouco havia checado o Mapa do Maroto sabia que Emmeline e Sirius estava em um armário de vassouras por ali.

—Não sei do que está falando.

—Eu juro que ouvi…

—Temos detenção, Evans. — falou James, a puxando pelo cotovelo. A monitora se deixou levar, mas com os olhos cerrados em desconfiança, mas James estava tagarelando sem parar sobre o próximo jogo de quadribol, atraindo a atenção dela para ele. Lily não era uma grande fã de quadribol, mas achava divertido assistir os jogos e torcer pela sua casa. — O que é a detenção mesmo?

—Você vai limpar a Sala de Poções, após uma aula de primeiranistas. — falou Lily, descendo as escadas para as Masmorras. James a seguiu, acenando para algumas pessoas o que fez Lily revirar os olhos para a popularidade absurda que ele tinha. Eles entraram na Sala de Poções que estava toda bagunçada cheia de caldeirões usadas em cima das mesas, restos de ingredientes jogados, o chão sujo de poção. — Pode começar com os caldeirões e cuidado para não tocar em nada que não deveria e acabar com um dedo crescendo a mais nas suas mãos. — ela disse.

—Preocupada? — indagou James, com um sorriso de lado. Lily revirou os olhos para ele e empinou o nariz indo até a mesa do Professor e se sentado ali. Ela abriu um livro para estudar, mas antes de começar a ler espiou James. Ela não tinha gostado nada de ter que monitorar as detenções dele. Ele teria detenções por dois meses inteiros. Lily não sabia se conseguia aguentar James Potter todas as terças-feiras a noite. Ela continuou a olhar para ele, se lembrava de não entender porque as meninas morriam de amores por ele, ela nem o achava tão bonito assim, entendia porque as maioria das garotas caiam de amores por Sirius Black, mas para ela mesmo que Sirius Black fosse o cara mais bonito de Hogwarts ela nunca olharia para ele duas vezes para o tamanho da babaquice que o rondava. E James Potter era a mesma coisa a babaquice dele escondia toda a boniteza que ele poderia ter. Por isso Lily defendia a ideia de que Remus Lupin era definitivamente o mais bonito e legal dos Marotos, Marlene discordava, mas Lily defendia sua ideia com fervor. — Apreciando a vista, meu Lírio? — ela escutou James dizer. Ele riu sozinho voltando a atenção para o que fazia e Lily notou como ele colocava a língua para fora raspando um pedaço de Briba de dentro de um caldeirão.

—Que vista, Potter? — ela indagou, voltando ao seu livro, mas por algum motivo ela não conseguia se concentrar, então pegou um pacote de varinha de alcaçuz da bolsa e abriu para comer algumas. Catou sua varinha e apontou para a janela fechada, abrindo para que não ficasse tão escuro. James parou na frente dela com um sorriso maroto e ela mordeu a varinha de alcaçuz o olhando. — Você está bloqueando a vista. — ela debochou.

—Eu sou a vista. — ele disse, convencido. — Seu cabelo está bonito hoje, bem está bonito sempre, mas certamente hoje está mais bonito que o usual. — ele falou rápido. — Sabe… — ele falou, se sentando ao lado dela na mesa do Professor, aparentemente esquecendo os deveres que tinha para cumprir a detenção. Lily o olhou chocada, mas James não ligou. -... eu sonho com você na garupa da minha vassoura, eu olho para trás e você está lá sorrindo com seus cabelos acajus voando… uma coisa linda de se ver, definitivamente.

—Potter… — ela murmurou. Ele pegou uma varinha de alcaçuz do colo dela e mordeu, fazendo barulho ao mastigar.

—Sinceramente, eu adoro varinha de alcaçuz, adoro mesmo e você? Ah, mas eu tenho sempre que comer rápido porque ou Peter vai roubar de mim porque está com fome ou Sirius porque está muito entediado, ou Remus porque seus chocolates acabaram. — contou James, mordendo mais e ficando com a boca suja de alcaçuz. — Você está bonita, já disse isso?. — ele falou. Lily piscou confusa, ele falava tudo rápido demais e mudava de assunto rápido demais.

—Dane-se beleza. Eu sou brilhante. Se quer me elogiar, então elogie minha inteligência. — falou Lily, isso fez James abrir um sorriso enorme.

—Você é a pessoas mais inteligente que eu conheço, Evans. — elogiou James. Ela segurou o sorriso.

—Obrigada… James.

—ADDIE! ADDIE! CALMA! — berrou Remus, agarrando minha cintura com tudo, se abraçando a mim com força. Eu gargalhei, subindo muito rápido com minha vassoura e então descendo com tudo, escutando Remus gritar.

—Ninguém mandou ficar enfurnado naquele dormitório com aquela cara de tacho, Aluado. — eu ri, mas comecei a voar calmamente. – Então, vai me contar porque passou o dia todo no dormitório enfiado na sua cama se empanturrando de chocolate?

—Eu faço isso sempre.

—Mas dessa vez foi diferente. — falei, olhando para trás. Remus tinha os olhos cerrados, pois tinha medo de olhar para baixo, ele mordia o lábio inferior com um pouco de força e eu reparei naquela cicatriz em seu lábio que eu achava tão bonita. Seus cabelos aloirados estavam todos bagunçados por causa do vento. Ele pareceu notar que eu o olhava, pois abriu seus olhos, em encarando com aqueles curiosos olhos ambares. — Porque dessa vez foi diferente, Remus? — indaguei. Ele suspirou se convencendo e eu voei até a arquibancada, pousando lá. Remus pulou para fora da vassoura depressa, sentando-se rapidamente. Desci da minha vassoura também e me sentei ao lado dele.

—Eu fiz algo que me… arrependo. — ele murmurou, sem me encarar parecia envergonhado.

—Se arrepende porque? — perguntei.

—Foi... Addie… eu não quero falar sobre isso. — ele falou. Eu fiquei quieta, deixando ele não querer me dizer o porque de estar meio chateado, mas então ele disse. — Acho que estou assim porque eu não… me arrependo exatamente.

—Entendi. — murmurei. Ele me olhou de lado.

—É só… tem coisas que complicam. — acrescentou Remus. — Mais do que meus sentimentos e o que me irrita é que mesmo assim foi tudo muito… bom, sem arrependimentos. Merlin… foi muito bom!

—Porque parece que você está falando sobre sexo? — indaguei, risonha. Ele desviou o olhar, constrangido. Notei isso e mudei de assunto. –Eu ofereci para Frank a bolsa na Academia Rise. — contei. — Ele aceitou, vai esse verão… acho que foi para se afastar um pouco de Alice, não sei. Ele vai ser um grande auror.

—Você tem certeza de que não quer ir? — ele me perguntou. — Frank não se importaria se você decidisse ir. — falou Remus. Eu dei um sorriso triste.

—Ele me disse a mesma coisa. — falei. – Eu me sinto pronta para coisas que eu não me sentia pronta alguns meses atrás, mas ainda tem coisas que eu não estou pronta para fazer, Remy. — murmurei. — Ir para América, ficar longe do que restou da minha família, longe dos meus amigos, longe… de você. Eu não quero.

Senti Remus tocar a minha mão que estava apoiada na madeira da arquibancada, ele me acariciou com o dedão.

—Mas você ainda quer ser uma auror, certo? — ele me perguntou cuidadoso. Eu revirei os olhos com um sorriso maroto.

—Com quem você está falando, Remus Lupin? — perguntei. Ele riu. — É, claro. Eu, você, James e Sirius. Aurores juntos. — falei decidida. — Isso nunca vai mudar. Somos os Marotos.

—Pobre Peter. — falou Remus. — Acabou com suas chances quando não passou em poções.

—Pobre Peter. — ri também. Remus acariciou novamente minha mão e como um choque eu puxei minha mão rapidamente, ele ia me questionar então disfarcei e tirei do bolso da minha saia dois pirulitos que tinha a forma de uma boca, dei um para Remus e abri o outro. Abrimos a embalagem e antes de colocarmos o pirulito na boca fizemos nossos pirulitos se beijarem, o que fez Remus rir. — O que diz o seu? — ele perguntou, desamassando a embalagem. Toda embalagem desses pirulos que chamavam Valentine’s Pop UltraKiss da Dedos de Mel, eles vinham com frases românticas que quando você desamassava a embalagem ela aparecia no ar em cor de rosa. Remus terminou de desamassar o dele e a frase pulou para fora. — Só penso em você.— leu Remus, a frase então se estourou em uma boca vermelha no ar estalando e sumiu. — Só penso em você. — repetiu Remus, olhando para mim. Eu quase corei, sentindo a intensidade do olhar dele em mim e desamassei a minha embalagem.

Porque você não me beija?— eu li, vendo minha frase virar um beijo no ar e depois sumir. Olhei Remus e ele já estava me olhando, notei como parecia que tínhamos lido aquelas frases um para o outro e meu coração começou a bater estranhamente mais rápido. Eu quase podia escutar o coração de Remus batendo tão rápido quanto o meu. E naquele momento eu me lembrei dos olhares marotos que Emmeline lançava para mim e para Remus quando estávamos juntos, ou como alunos de outras casas cochichavam curiosos quando passávamos de mãos dadas, me lembrei Sirius me olhando entediado e dizendo que Remus gostava de mim… ou melhor que amava a mim.

—Tetas? — Remus me chamou. Pisquei voltando a realidade e o encarei.

—Sim, Aluado? — indaguei, mas antes dele falar o interrompi. — Nós deveríamos ir. — interrompi também a nossa fixa troca de olhares brutalmente. Remus até pareceu piscar confuso. — Lua Cheia e só estará nós dois e Peter novamente… deveríamos ir.

—Sim, certo. — ele disse, me levantei e ele me imitou, mas antes que descemos da arquibancada eu senti Remus segurar meu cotovelo. Eu o olhei ansiosa, querendo saber o que ele queria. — Só queria que você soubesse o quanto eu aprecio… o quanto eu sou grato pelo que você e os meninos fizeram por mim… se transformarem em animagos ilegais, só para me fazer companhia. — ele disse, com um grande sorriso. — Vocês são os melhores amigos que eu podia um dia querer na vida.

—Sempre fico ansioso pela Lua Cheia e agora só Addie e Peter vão ter a diversão. — reclamou Sirius, olhando seu braço engessado. — Madame Pomfrey não podia ter feito algo mais rápido do que isso? Argh.

—Para de reclamar, Almofadinhas. — falou James, escrevendo algo em um pergaminho.

—O que tanto está fazendo afinal? — indagou Sirius, espiando por cima do ombro do amigo.

—Nada! Nada! — berrou James, atraindo atenção das pessoas do Salão Comunal para si, mas para James atenção nunca era demais. Sirius conseguiu pegar o pergaminho da mão de James e arregalou os olhos.

—Você… você está desenhando Lily Evans? — indagou Sirius, olhando para o melhor amigo chocado.

—Oh, da pra notar? — sorriu James, mirando seu desenho que ele estava torcendo para estar bom.

—Pontas, você só sabe desenhar pessoas de palito, se não fosse pelo cabelo vermelho poderia ser qualquer pessoa, menos Peter que é muito gordo. — falou Sirius, voltando a se sentar direito. James soltou um muxoxo e catou de volta o pergaminho. — L.E e coraçãozinhos? Voltou para o segundo ano ou o que?

—Para de ser um lorpa, Almofadinhas. — disse James. Sirius o olhou com uma sobrancelha arqueada.

—Eu deveria saber o que isso significa? — ele indagou. Isso fez James rir.

—Significa quem é pouco inteligente ou seja você. — ele respondeu. — Gostou? Estou aumentando meu vocabulário para meu doce Lírio.

—Você é ridículo. — falou Sirius. — Estou entediado.

—Vá foder sua namorada. — disse James, com a língua para fora, voltando a desenhar, fazendo coraçõezinhos pela folha. — Ou Emmeline.

—Nah… quero outra coisa… — murmurou Sirius. James o olhou.

—Me desculpe, meu caro, mas eu não abaixarei minhas calças para você. — disse James. Sirius revirou os olhos e socou o ombro de James, mas riu.

—Vou dar uma volta.

—Tente não matar ninguém.

—Vai ser difícil. — disse Sirius. Ele saiu do Salão Comunal e os corredores estavam parcialmente vazio, a maioria já havia saído do Salão Principal e se dirigido a suas Casas. Descendo algumas escadas, Sirius pegou sua varinha, soltando um feitiço no chão para que alguém escorregasse por ali. Entediado demais acabou nas masmorras, lá era frio, mas Sirius se viu fazendo algo mais útil com a varinha apontada para a parede de pedra.

—Sério? — ele ouviu uma voz. Sirius viu Regulus, mas bufou e virou sua cabeça desinteressado no irmão.

—Cai fora, monitorzinho de meia tigela. — mandou ele.

—Eu poderia chamar um monitor–chefe. – falou Regulus, mexendo no bolso.

—Eu teria ido embora antes que ele chegasse. — respondeu Sirius.

—Eu poderia azará-lo.

—Você não conseguiria. – riu Sirius, debochado, virando a varinha para o irmão que já apontava a dele para seu peito.

—Quer tentar? — Regulus debochou de volta.

—Sentindo muita minha falta? Ou anda aprendendo muita magia das trevas, Reg? — zombou Sirius, analisando o irmão de cima a baixo.

—Sim. E você? Batendo tanta punheta que quebrou o braço? — perguntou Regulus, cerrando os olhos.

—Não preciso disso, tenho uma namorada, diferente que você que não conseguiu segurar a única que teve. — gozou Sirius, com um sorriso maldoso, mas ele abaixou a varinha a guardando habilidosamente nas vestes.

—Eu dei um pé na bunda dela. — Regulus se defendeu, faíscas saíram de sua varinha, mas Sirius nem ao menos se mexeu e só ficou observando o sonserino guardar a varinha também. — Isso está ridículo.

—Ainda está melhor que a sua cara. — rebateu Sirius, se virando para observar sua obra de arte. Ele havia desenhado com a varinha o brasão da Grifinória na parede. — Vai demorar um tempo para vocês idiotas da sonserina conseguirem tirar isso daí.

—Se manda daqui, Sirius, e talvez eu não te dedure. — disse Regulus, se virando para ir embora.

—Oh, claro, varão da família Black, me perdoe, vou fazer imediatamente o que me mandou. — Sirius debochou. Regulus se virou para ele com um olhar raivoso.

—Você é tão…

—Babaca? Dã. — riu Sirius.

—Tio Alphard morreu, Sirius. — falou Regulus. Sirius piscou confuso, perdendo o riso debochado.

—O que?

—Foi queimado por alguns dragões na Romênia. — respondeu Regulus, cruzando os braços. — Morreu comendo, bebendo e trepando, foi o que papai disse, pelo menos.

—Porque não me contou antes?

—Porque eu deveria?

—Seu merdinha do caralho. — berrou Sirius, catando sua varinha e apontando para o meio da cara do irmão mais novo. Regulus não piscou e não se mexeu.

—Black! Detenção. — ele ouviu. Sirius se virou e escutou os passos do irmão de afastando.

—Ranhoso. — falou Sirius, enquanto Snape se aproximava. — Porque não vai se foder?

—2 semanas, uma por intenção de azarar um aluno e outra pela pichação. — disse Snape, com um sorrisinho maldoso.

—Cale a boca, Ranhoso. — disse Sirius, revirando os olhos para ir embora.

—O que? Sem seu arrogante amiguinho não consegue se defender?

—Engula seu próprio veneno antes de falar sobre James. — disse Sirius, com a cara irritada.

—Defendendo o namoradinho? — perguntou Snape. — Engraçado, sempre achei que a bicha do seu grupo seria Lupin. — ele disse. Sirius levantou a varinha contra Snape que fez a mesma coisa. — Aliás, eu o vi de novo atravessando os jardins com Madame Pomfrey… o que ele tanto faz por lá? É o lugar que ele vai depois de ficar depressivo que nem Adhara porque ele lembra que até Rabastan já entrou nas saias dela menos ele? — ele riu. Sirius sentiu o sangue subir a cabeça ao o escutar falando da sua prima e amigo daquele jeito.

—Cala a boca, porra. — ele disse, quase enfiando a varinha na cara de Snape.

—Fica irritadinho quando escuta a verdade? Adhara era legal… antes de se tornar uma vagabun… — Sirius lançou uma azaração em Snape que conseguiu se defender rapidamente, sacando a varinha das vestes. Ele riu e Sirius lançou outra. — Só isso que consegue, Black? Talvez devesse chamar alguém para te defender, até mesmo as suas putinhas Vance e Mckinnon tem mais bolas que você.

Inflamare Corpus! — berrou Sirius, furioso. Snape lançou um feitiço de proteção, logo em seguida tentando azarar Sirius.

Orechius Nerus.

—Estupore! — berrou Sirius, não atingindo Snape por pouco.

—SEV! SEV! — eles pararam o duelo, ao escutar a voz de Jacques ao longe, mas continuaram com as varinhas apontadas. — O que você está fazendo? Quer ganhar uma detenção? Não vale a pena, venha. — ele pediu, sem se aproximar dos dois.

—Você realmente quer saber, Ranhoso? Quer saber o que Remus faz lá no Salgueiro Lutador? – indagou Sirius, raivoso, descendo a varinha. Isso fez Snape piscar surpreso, imaginava que Sirius não escutaria Jacques e os dois teriam um bom duelo a qual pretendia deixar Black no chão. — Você só tem que ter uma vara muito longa, o que já difícil para você, eu sei, mas com essa vara aperte um nó no tronco do Salgueiro Lutador, assim você vai achar o que tanto quer.

—Essa cara… — sorriu James, assim que Sirius entrou no Salão Comunal, ele agora estava acompanhado de Peter no sofá perto da lareira e os dois jogavam uma partida de Xadrez Bruxo. — … me conte tudo!

—Me encontrei com nosso amiguinho Ranhoso pelos corredores. — riu Sirius, se jogando na poltrona em frente ao sofá. — Duelamos um pouco, antes do idiota do Burke aparecer… — ele contou, mexendo no fio da sua calça que estava solto por causa do rasgo proposital em um dos joelhos.

—Melhor do que se tivesse aparecido Lestrange, ele ia ajudar Snape a te azarar. — falou Peter, movendo sua Torre o que fez James bufar.

—E eu derrotaria os dois, porque sou incrível para caralho. — falou Sirius, arrogante. James deu uma risadinha. Ele olhou o amigo que agora encarava o fogo.

—Tudo bem, cara?

—É… o meu último tio legal meio que morreu queimado por alguns dragões. Nada demais. — murmurou Sirius. Mas James não ouviu por Sirius ter falado muito baixo e viu Lily descer as escadas.

—Ei, Evans! — ele berrou, escandaloso como sempre. — Estou pronto para nossa detenção hoje. — ele cantarolou. — Limpar a Torre de Astronomia com uma mão só? Vai ser melhor do que se eu pudesse usar as duas. — ele disse. Lily tinha se virado para ele e parado com os braços cruzados, quando ela deu uma risadinha e revirou os olhos, James deu um pulo e correu até ela, puxando uma conversa.

—1 galeão que ela expulsa ele de lá em cinco minutos. — disse Sirius, olhando para fogueira.

—1 galeão que ela expulsa ele de lá em dois minutos. — respondeu Peter.

—Você não deveria estar com Aluado e Tetas? — indagou Sirius. Peter negou.

—Remus descobriu que eu não fiz meu dever de Transfiguração que é para amanhã, ele me proibiu de ir e me mandou fazer… mas eu só vou roubar o dele alguns minutos antes da aula a amanhã e copiar. — respondeu Peter. Sirius riu. – Aliás, você realmente não lembra de como eu voltei pra Hogwarts naquela última festa? — ele perguntou. Sirius deu um sorriso.

—Não tenho ideia. — disse. — Eu fui tentar achar Remus e você simplesmente sumiu. — ele falou.

—Estranho. — disse Peter, ele então deu uma risadinha. — Eu estava muito louco, vendo coisas! Juro que tenho essa imagem sua e do Remus se pegando. — ele riu novamente e Sirius o acompanhou.

—Estranho, não é? — ele comentou. – Ei, adivinha. — disse ele. Peter o olhou curioso. — Ranhoso estava enchendo meu saco mais que o normal, então eu disse para ele que para passar pelo Salgueiro Lutador ele só deveria apertar o nó. — contou Sirius. Peter arregalou os olhos e deu uma risadinha.

—E você acha que ele vai lá?

—Claro que não, estamos falando do covarde do Ranhoso.

Os dois riram e Sirius viu sua namorada descendo as escadas do dormitório feminino, ele sorriu e se levantou, deu um tapinha cabeça de Rabicho e foi até a namorada, logo subiam as escadas do dormitório masculino. — Bastardo sortudo. — murmurou Peter, enquanto a Rainha de James tentava bater nele por tentar mover as peças para que ganhasse facilmente.

—Lily me adora. — disse James, voltando a se sentar no sofá. Peter olhou no relógio em seu pulso e soltou um muxoxo.

—Cinco minutos exatos. — ele disse. — Bastardo sortudo. – ele repetiu.

James voltou a jogar e Peter também, mas ele franziu a testa, olhando para o amigo.

—Que foi? — indagou James.

—Bem, Sirius…

James corria a todo vapor. Corria como nunca antes, havia recebido uma bronca da Mulher Gorda, chamados irritados de alguns monitores que faziam rondas pelos corredores, mas ele não parou de correr nem um segundo sequer, ele se sentia ofegante e escutava seu coração bater rápido no peito, mas ele sabia que não podia parar, tinha algo a fazer, algo que se ele não impedisse podia dar completamente errado. Ele viu finalmente os jardins e correu pulando Madame Norra que estava no meio do corredor, parou na grama se perguntando se era tarde demais, mas viu Severus Snape colocar uma vara longa contra um nó no Salgueiro Lutador que se imobilizou instantaneamente. Ele berrou o nome de Snape, o chamando pelo nome pela primeira vez em muito tempo, o sonserino o olhou e correu para dentro do túnel, James já corria novamente e se jogou no túnel antes que o Salgueiro voltasse a se mexer. Snape apontou a varinha para ele, mas James apenas agarrou suas vestes sentindo dor no ombro que havia deslocado.

—Me solte, Potter. — berrou Snape, enquanto James o agarrava com toda força o arrastando para fora do túnel, mas não antes que os dois vissem Remus no final do túnel, só que não era Remus. O lobisomem uivou alto e James finalmente conseguiu tirar Snape do túnel. Os dois caíram na grama ofegantes, Snape tinha os olhos arregalados e se sentou rapidamente, se arrastando para longe de James e longe do túnel.

—Pontas! Pontas! — berrou Peter, correndo, enquanto arfava. Ele vinha com uma vara longa e James notou que era por causa do Salgueiro que vinha com tudo com um galho enorme em sua direção, mas Peter o imobilizou antes que algo acontecesse. — Merda!

—Lupin é um lobisomem! — os dois se viraram para Snape ainda ofegante, a alguns metros dele sentado na grama. Ele se levantou e saiu correndo, trombando em Sirius que vinha em direção a eles.

—VOCÊ ESTÁ LOUCO, SIRIUS? — James berrou se levantando. Peter tremeu nas bases, ainda segurando a vara contra o nó.

—James… o que? — Sirius indagou confuso, olhando Snape correndo de volta para o Castelo.

—Seu idiota! — berrou James novamente empurrando o peito de Sirius. — O QUE DEU EM VOCÊ? MANDAR SNAPE ATRÁS DE REMUS?

—Eu só… eu só falei sobre o nó. — se defendeu Sirius. — Eu não falei nada sobre Remus ou nós!

—Sirius… ele poderia ter morrido ou pior mordido! Por Remus! — disse James, agarrando a capa de Sirius. — Pelo nosso gentil e doce Aluado. Ele morreria se soubesse que mordeu alguém, você sabe disso.

—É só Snape! — berrou Sirius, se soltando de James. — Eu o odeio, você também.

—Mas eu não sou um assassino e muito menos Remus. — disse James. Peter olhava dele para Sirius e para o túnel de onde escutava uivos e latidos. — Nem você, Sirius. Você não é um assassino, só que poderia ter se tornado um mandando Snape aqui.

—Então, eu sou o vilão e você o herói que salvou o maldito do Ranhoso? — indagou Sirius, abrindo os braços.

—Você está soando exatamente como… — James se calou e Peter soltou um lamurio alto. Sirius crispou os lábios, olhando o melhor amigo como nunca antes.

—Como o que?

—… como sua família. Como um Black.

—Dumbledore proibiu Snape de dizer qualquer coisa… — tentei falar, puxando as vestes de Remus, mas ele continuou andando o rosto contorcido em uma mistura de tristeza e raiva. — Aluado…

—Não me chame assim. — Remus me disse, áspero. Eu fiquei quieta o seguindo pelo corredor.

—Remus! — chamei desesperada. — Ele não fez por mal…

—Ele me entregou para Snape! — berrou Remus, se virando para mim no corredor vazio. Eu vi os olhos dele cheio de lágrimas, seu rosto ainda contorcido entre raiva e tristeza. — Addie… de todas as pessoas, ele me entregou para Snape. Ele deveria ser um dos meus melhores amigos e ainda assim ele me traiu.

—Mas…

—Em quem eu posso confiar agora? O segredo mais importante da minha vida foi descoberto por ninguém menos que Severus Snape e a culpa toda é do Sirius? — ele me olhou por um instante e eu senti toda a dor que ele sentia. Remus suspirou, passando a mão pelo cabelo em desespero.

Então, ele se virou voltando a andar e tudo o que eu fiz foi correr atrás dele, seguindo seus passos apressados e direção ao Salão Comunal. Andando ao seu lado eu vi sangue em sua camisa, provavelmente o corte em seu peito que ele havia feito em si mesmo após sentir o cheio de gente humana quando Snape o viu havia se aberto e agora sangue escorria pelas bandagens. Eu fiquei preocupada, tanto quanto quando ele começou a se arranhar e morder após ter visto Snape, foi difícil o empurrar para longe do corredor e acabei sendo jogada contra uma parede com tudo, eu havia sentido alguns cortes no meu braço um pouco em abaixo do ombro, e estava agora com bandagens e eu cobria com a capa e com a blusa para que Remus não notasse.

Quando James me contou de manhã na enfermaria o que Sirius havia feito eu nunca fiquei com tanta raiva do meu primo, eu só queria chutar o idiota nas bolas e quando eu contei para Remus o que acontecera, ele saiu correndo da enfermaria e eu o segui tentando explicar o que sabia, que Dumbledore havia conversado com Snape, que o segredo dele ainda estava seguro.

Remus disse a senha para a Mulher Gorda que arregalou os olhos para hostilidade dele e nós dois entramos, era de manhã e deveríamos estar na aula de Feitiços, mas nenhum de nós fomos. Sirius imediatamente ficou de pé quando viu Remus, Peter continuou sentado se encolhendo no sofá, James estava sentado no braço do sofá com seu pomo voando a sua frente, o qual ele capturou e guardou no bolso e Dimitre estava sentado na poltrona de braços cruzados.

—Alua… — Sirius começou, mas Remus virou um soco tão forte no nariz de Sirius que eu só ouvi o osso estalando e meu primo caindo com tudo no chão. James e Peter se levantaram rapidamente, mas apenas James parecia a ponto de se intrometer no meio dos dois.

—Eu achei que você era meu amigo. — disse Remus. — Eu confiei em você! EU CONFIEI EM VOCÊ! — ele berrou. Eu nunca havia visto Remus com tanta raiva. — Você… o que? Achou que seria engraçado? Que todos riríamos depois? — ele indagou. Sirius não disse nada, sua feição estava contraída em seriedade e tristeza. — Eu poderia tê-lo matado, o mordido… achei que me conhecesse o suficiente para saber que eu NUNCA desejaria isso para ninguém, nem para o meu pior inimigo. — ele disse. Sirius ainda estava no chão, com sangue saindo pelo nariz, escorrendo por sua boca e pingando no chão. — Você teria me feito um assassino, Sirius. Um assassino. — murmurou Remus, enquanto James e Peter puxavam meu primo para cima, eu continuava ao lado direito de Remus, agora tocando em seu braço para acalmá-lo. E Dimitre continuava sentado, mas atento. — Você deu de bandeja o meu maior segredo para Severus Snape… como pode? Bem, eu vou para o escritório de Dumbledore agora… eu estou deixando Hogwarts.

Todos observamos Remus se virar e sair andando, dessa vez sem pressa. Ele parecia muito sério e eu vi sangue de Sirius nas costas de sua mão, antes dele sair pelo quadro. Me virei para Sirius, com lágrimas nos olhos.

—Como pode, Sirius? Como pode? — indaguei, batendo em seu peito com raiva. Ele segurou meus pulsos e eu não o impedi.

—Ele não vai deixar Hogwarts de verdade. — respondeu Sirius. — Dumbledore já mandou Snape calar a boca e… eu não deixaria. Eu vou atrás dele, está bem? — ele disse. — Eu vou consertar isso.

Sirius estava sentado do lado de fora da Sala do Diretor, encostado na parede, abraçando os joelhos contra o peito. Ele ergueu o olhar ao ver Remus descer as escadas e finalmente sair de lá. Assim que o amigo o olhou, eles trocaram um olhar silencioso, mas só por aquele olhar Sirius conseguia ver o quanto havia machucado Remus, ele se sentiu arrependido instantaneamente e se levantou, com as mãos nos bolsos, ele simplesmente não sabia como se desculpar, sentia-se como mesmo se pedisse desculpas não seria suficiente. Sirius suspirou e sentiu dor no nariz, ele passou as costas da mão embaixo do nariz, limpando o sangue e Remus seguiu seu olhar.

—Me desculpe. — murmurou Remus. Sirius sentiu seu peito doer, mesmo ele tendo sido um idiota, Aluado estava o pedindo desculpas por tê-lo machucado.

—Eu mereci.

—Sim, você mereceu. — respondeu Remus, cruzando os braços. — Porque você é o maior babaca que eu já conheci. — ele falou. — Um parvo assoberbado com complexo de abandono que se acha melhor que todo mundo e que não é! Você não pode trair seus amigos assim, simplesmente não pode, seu… filho da puta! — berrou Remus, empurrando o peito de Sirius que bateu as costas na parede. – Seu imbecil palerma, como pode fazer isso comigo?

—Aluado, me desculpe. — falou Sirius, segurando os ombros dele, pois ele gesticulava sem parar enquanto o amaldiçoava com palavras. — Eu sou um idiota, o maior de todos. — ele disse, enquanto Remus assentia concordando. — Eu… eu achei que ele não iria atrás de você, eu não parei para pensar. — ele murmurou. — Eu sei que você vai ficar magoado e bravo comigo mesmo com minhas desculpas… vai precisar de um tempo para me perdoar, mas eu sei que você vai. — ele disse, com um sorriso. Remus franziu a testa. — Porque você é Aluado e eu sou Almofadinhas e nós somos parte dos Marotos… sempre vamos perdoar as merdas que fazemos uns com os outros… certo?

—… talvez eu ainda te soque mais algumas vezes. — murmurou Remus e Sirius abriu um sorriso ainda maior. — Eu te odeio.

—Eu sei.

Lily olhou irritada Snape, enquanto os dois atravessavam o pátio do castelo, discutindo abertamente. Ela viu que algumas pessoas os encarando.

—… pensei que fôssemos amigos? — reclamou Snape. — Grandes amigos?

—Nós éramos, Snape, mas você sabe o que aconteceu, o que você causou… andando com aquele pessoal. Eu estou tão feliz que Mulciber e Avery finalmente estão fora dessa escola! Mulciber e Avery, você era amigo deles… — ela disse. Lily chegou a uma pilastra e se encostou, com os olhos erguidos para o rosto magro e macilento de Snape. Ela cruzou os braços. — Mulciber... Ele vai virar um Comensal todo mundo sabe disso, desde o que ele fez com Mary…

—Aquilo não foi nada. Foi só uma brincadeira…

—Foi Magia das Trevas, e se você acha que isso é brincadeira está pior do que eu achei que estava. — cortou Lily.

—E as coisas que Potter e os amigos dele fazem? — retrucou Snape. Seu rosto corou ao dizer isso, aparentemente incapaz de refrear o seu rancor.

—E onde é que o Potter entra nisso? — perguntou Lily.

—Eu ouvi você falando com Mckinnon que levaria Varinha de Alcaçuz para a detenção dele…

—O que isso tem a ver? Ele nem ao menos apareceu...– perguntou Lily, corando.

—E eles saem escondidos à noite. Tem alguma coisa esquisita naquele Lupin. Aonde é que ele sempre vai?

—Ele é doente. Dizem que é doente. — defendeu Lily.

—Todo mês na Lua Cheia?

—Conheço a sua teoria. — replicou Lily e seu tom era frio. — Afinal, porque você é tão obcecado por eles? Por que se importa com o que eles fazem à noite?

—Só estou tentando lhe mostrar que eles não são tão maravilhosos quanto todo mundo parece pensar. — ele disse. A intensidade do seu olhar a fez corar.

—Mas eles não usam Magia das Trevas. — Lily baixou a voz. — E você está sendo realmente ingrato, Snape. Me contaram o que aconteceu outra noite. Você estava bisbilhotando naquele túnel do Salgueiro lutador e James Potter salvou você de sei lá o que tem lá embaixo...

O rosto de Snape se contorceu e ele engrolou:

—Salvou? Salvou? Você acha que ele estava bancando o herói? Ele estava salvando o próprio pescoço e o dos amigos também! Você não vai… eu não vou deixar você…

—Me deixar? Me deixar? — os vivos olhos verdes de Lily se estreitaram. Snape retrocedeu na mesma hora.

—Eu não quis dizer… ele gosta de você, James Potter gosta de você! — as palavras davam a impressão de serem arrancadas dele contra sua vontade. — E ele não é… todo mundo acha… o grande herói de quadribol… — a amargura e antipatia que Snape sentia deixavam-no incoerente, e as sobrancelhas de Lily subiam sem em sua testa.

—Eu sei que James Potter é um biltre arrogante. — disse ela, cortando Snape. — Não preciso que você me diga.

—Lily…

—Não me chame assim! — ela acabou gritando. Dimitre apareceu no corredor andando até eles. E Lily se acalmou. — Nós não somos mais amigos, Snape. — ela falou. — Dimitre, vamos embora!

Estavam indo para a detenção. Adhara estava furiosa por Peter e James terem se safado, deixando ela, Sirius e Remus se lascarem. Remus e Sirius foram mandados para detenção por brigarem e Snape viu a grifinória andando no corredor e simplesmente disse que ela estava matando aula e a fez ir para a detenção também. Mas a vida segue. Sirius estava carrancudo, Remus pensativo e ela furiosa, bufando baixinho, pensando em como o seu dia poderia ficar pior, foi quando Sirius tirou um baseado do bolso a caminho das estufas. Adhara sorri se sentindo melhor sem nem mesmo tragar ainda. Remus negou o baseado bufando, ele estava confuso entre perdoar e odiar Sirius.

Adhara tragou soltando a fumaça no ar, sorrindo já feliz. E passou para o seu primo que tragou também com um sorriso. Remus havia quebrado seu nariz que foi consertado por uma reclamona Madame Pomfrey, que resmungava sobre como eles viviam se machucando.

—Agora estou pronta para cuidar de umas plantas venenosas. — riu Adhara. Ela girou com os braços abertos e deu uma estrelinha muito boa para alguém que estava chapada. — Oh, Merlin! Aquilo é Hipogrifio? — ela riu e saiu correndo na frente deles, em direção a algumas árvores. Sirius gargalhou e foi seguindo ela, enquanto Remus revirava os olhos, porque afinal não havia nenhum Hipogrifo lá.

Remus continuou em direção as estufas, pensando em como iria sacanear James e Peter por eles terem se safado da detenção mesmo que eles não tenham feito nada e em como iria sacanear Sirius por ser Sirius, quando notou um casal se agarrando fortemente dentro de uma das estufas. Ele olhou pela janela. A garota estava sentada em cima da mesa do professor, com o garoto de pé entre as pernas dela. Ele a beijava no pescoço, enquanto ela jogava a cabeça para trás, o que escondia seu rosto, por conta janela. O garoto a beijava com muita volúpia no pescoço, parecendo que logo desceria os beijos pelo decote nada casto da moça. Remus logo reconheceu os cabelos avermelhados de Rabastan Lestrange. Mas não dava pra ver quem era a garota. Provavelmente alguma garota da Sonserina, já estava pronto para dar uma detenção a eles, mesmo que ele estivesse em uma detenção no momento.

Foi quando Lestrange puxou a garota, que enlaçou a cintura dele com as pernas. Ele a pegou no colo, naquela posição, sem interromper o beijo. Ele se sentou na mesa e a garota empurrou seu peito o fazendo se deitar na mesa dura. Remus quis gritar de surpresa. Reconheceria os cabelos coloridos de Emily em qualquer lugar. O penteado trançado, num rabo de cavalo cheio de adornos, ninguém mais no castelo usava um penteado daquele.

—Oh... Meu... Merlin... – murmurou em choque encheu os pulmões e se virou de uma vez, para gritar de espanto e viu que Sirius estava atrás dele, parecendo chocado também. – OH! OH!... MEU... MERLIN! – repetiu olhando o amigo que parecia quase desesperado – Emily e Rabastan! – murmurou. Ele concordou com um aceno de cabeça – Emily e Rabastan! – repetiu mais alto.

—Minha nossa... – murmurou ele, parecendo confuso entre rir e gritar com Remus.

—EMILY E RABASTAN! – berrou Remus, mas o casal pareceu não o escutar e viu a ex-namorada abrindo as calças de Rabastan Lestrange. — AH! AHHHH! MEUS OLHOS! MEUS OLHOS! — ele berrou, se afastando da janela com os olhos fechados e a boca aberta em horror

—REMUS! REMUS! Está tudo bem!— gritou Sirius avançando e tampando a boca dele com a mão.

—O QUE? ELES ESTÃO FAZENDO AQUILO!

—EU SEI! EU SEI!

—VOCÊ SABE?

EU SEI! — berrou Sirius. — E DORCAS TAMBÉM SABE! Mas Addie não sabe, então você pode parar de GRITAR!?

—Oh Meu Merlin! – Remus disse de novo, com a voz muito aguda

Foi quando Adhara apareceu, desapontada pelo Hipogrifo ter ido embora, ela os olhou ofegantes e com cara de horror e franziu a testa.

—O que houve? – perguntou ela.— Eu escutei vocês gritarem.

—EU VOU MATAR O SIRIUS— gritou Remus precisando gritar.

—SIM! ELE ESTÁ MUITO BRAVO COMIGO E ELE É LOUCO E ELE VAI ME MATAR!- gritou Sirius. Remus olhou para ele e depois de volta para Adhara e assentiu.

—Ahn, achei que estivessem se resolvendo. — ela murmurou.

—Pois é. – disse Remus, ofegante com um sorriso confuso, ainda com a imagem de Emily e Rabastan se agarrando em sua mente. – As vezes eu olho para cara dele e penso “Bem, esse é meu melhor amigo, eu gosto dele”, mas as vezes eu penso “Eu vou matar esse bastardo traidor”. — ele falou. Adhara riu e deu um passo para frente que fez Sirius soltar um berro.

—O que? – perguntou ela.

—Nada! Detenção! – riu Sirius agitando os braços com estardalhaço. – VAMOS CUIDAR DE PLANTAS! AHHHHH! – ele bateu palmas. Adhara foi dar mais um passo.

—ISSO! – gritou Remus aos pulos. Sirius começou a pular também e passou o braço pelos ombros de Remus – SAI FORA, SIRIUS. EU TE ODEIO! — ele disse, se afastando dele e começando a pular em círculos. — DETENÇÃO! ISSO!

—Vocês estão chapados…? – indagou Adhara, se sentindo até menos chapada. — Achei que Remus não tinha…

—MUITO! – respondeu Sirius, pulando que nem louco. Adhara deu de ombros, e abraçou os dois garotos, começando a pular junto com eles, fazendo o maior barulho possível, vai que Emily ou Rabastan soltavam algum gemido alto demais.

—Remus… — Sirius tocou no ombro dele, mas ele deu um tapa o afastando. — Você ao menos sabe porque está bravo comigo?

—Claro que sei… hum… você… — tentou Remus, mas acabou suspirando. — Eu estou muito chapado, não estou?

—Sim, eu te disse para não fumar aquele baseado todo sozinho. — falou Sirius, colocando as mãos na cintura.

—Você também fumou! — acusou Remus.

—Sim, mas eu dividi um com a Addie, não fumei um inteiro. — riu Sirius, puxando Adhara para que ela não fosse para o corredor contrário do que deveriam ir. — Aliás, foi uma ótima ideia fumar um antes da detenção, realmente faz ficar bem mais aceitável de viver… Addie, está com fome?

—Totalmente. — ela riu.

Eles andaram em direção ao Salão Principal, famintos e a gargalhadas, bem Sirius e Adhara a gargalhadas, enquanto Remus andava emburrado ao lado deles, mas sua cara mudou completamente quando chegaram a porta do Salão. Adhara continuou andando e Sirius parou olhando o amigo confuso.

—Você disse que eles provavelmente não estariam aqui. — disse Remus e Sirius viu na Mesa da Grifinória, Emily rindo e comendo e na da Sonserina estava Rabastan Lestrange com seu grupinho das Trevas.

—Eu disse provavelmente. — Sirius deu de ombros. — Vamos. – ele o puxou, enquanto Remus resmungava atrás dele.

—Eu estou chapado. Eu estou chapado. Eu estou chapado. Eu estou chapado. — ele dizia baixinho para si mesmo.

—Idiotas, como puderam nos deixar naquela detenção chata sozinhos? — Adhara dizia, jogando um pedaço de pão em Peter e James, que riam dela.

—Talvez, vocês deveriam ser mais comportados como eu e Peter. — debochou James. — Não sair por ai socando a cara um do outro ou matando aula…

—Eu não estava! — Adhara se defendeu, mordendo um pedaço de frango. — Snape está puto com todo mundo por causa de Sirius. Eu larguei Estudo dos Trouxas a muito tempo atrás! – ela falou. James e Peter gargalharam, enquanto Sirius e Remus se sentavam a mesa.

—Vocês já estão bem, amor? — indagou Marlene, tocando a mão de Sirius por cima da mesa. — Afinal, porque Remus te socou…

—Acho que Sirius deve ter feito algo e mereceu o soco. — falou Alice. Frank a olhou de lado.

—Mereceu? Hã.

—Frank! O que você quer que eu faça? — ela indagou. James com a boca cheia de comida, começou a observar os dois, batendo nos braços de Peter e Adhara para observar também. — Eu mal falo com Sirius, eu já me desculpei e você já sabe que a culpa é toda de Peter! — ela disse, apontando para o garoto que ergueu as mãos.

—Peter sou eu. — ele disse. Frank revirou os olhos.

—Você mentiu para mim! — ele falou alto e olhou Sirius. — Vocês dois mentiram para mim! — ele disse, empurrando o prato de comida para longe e saindo andando para fora do Salão Principal.

—Para que não se magoasse! — berrou Alice, se levantando e indo atrás dele. Sirius continuou comendo sua comida, como se nada tivesse acontecido.

—Engraçado que você não está como Frank. — comentou Lily para Marlene. A loira bufou para ela.

—Tem outras coisas que aconteceram naquela noite que eu fiquei muito mais brava! — disse Marlene, com olhos acusadores em direção de Emmeline que a olhou entediada.

—Você me bateu na cara! — disse Emmeline, com a voz monótona.

—Você me bateu com uma pedra! — berrou Marlene de volta.

—Supere…

—PORQUE VOCÊ ESTAVA TREPANDO COM RABASTAN LESTRANGE NAS ESTUFAS? — soltou Remus, ofegante. Antes ele estava vermelho e inchado como se estivesse prendendo a respiração por muito tempo. Todo pararam de olhar a briga de Emmeline e Marlene para se virar para Remus que havia acabado de berrar na cara de Emily.

—O que? Ela não estava… certo, Emily? — indagou Adhara, franzindo a testa. Emily abriu e fechou a boca sem saber o que responder.

—Eu estou chapado. Eu estou chapado. Eu estou chapado. Eu estou chapado. – Remus voltou a repetir, se levantando e saindo correndo do Salão Principal.

—Remus Lupin! Você não pode soltar uma bomba dessas e sair correndo! Volte aqui agora mesmo! — berrou James.

—Oh! É por causa disso que eu sempre vejo os dois juntos em algum canto da escola no Mapa… — Peter parou de falar aos poucos ao ver a cara de Sirius e James para ele. -… Mapa? — ele riu, se fazendo de desentendido. — Que Mapa vocês estão falando?

—Sirius, seu babaca! — Emily ralhou, jogando purê na cara de Sirius. — Você disse que não ia contar nada.

—E eu não contei! A culpa não é minha se você fica por qualquer lugar beijando Lestrange e Remus viu! Isso que da trepar com sonserinos!

—Merlin! — soltou Lily. Emmeline começou a gargalhar, batendo a mão na mesa. James ainda chocado falava com a boca cheia de comida. Peter tentava desviar das perguntas de Dorcas sobre esse tal Mapa.

—Isso é contra o código moral das garotas. — comentou Marlene. — Não se pega um ex-namorado da sua amiga. Mal jeito, Emily. — ela disse. Emily ficou vermelha e olhou para Adhara que a olhava de volta.

—Eu vou atrás de Remus. Antes que ele se jogue no lago e ache que é a Lula Gigante. — ela falou. — Ele já fez isso uma vez.

—Addie… — começou Emily.

—Aproveite. Rabastan tem dedos ágeis. – ela disse e saiu andando.

—UAU! — James gargalhou.

—Cala a boca, James. — Emily mandou, batendo na mesa. — Calem a boca todos vocês. — ela apontou para cada um de seus amigos na mesa. — Sim, eu trepei com Rabastan Lestrange porque… Eu estou namorando Rabastan Lestrange! — ela disse alto demais. Aos poucos as conversas ao redor foram diminuindo e Rabastan na Mesa da Sonserina se levantou olhando Emily. — Isso mesmo. Esse é o meu namorado Rabastan Lestrange! — ela falou apontando para ele. — Lidem com isso!

—Achei que não deveríamos contar a ninguém sobre nós. — comentou Rabastan, se encostando na parede. Emily suspirou, passando a mão pela sua trança. — Você deixou isso bem claro.

—Remus nos viu na estufa. — ela contou. — Ele fumou um baseado e pirou no jantar, perguntou para mim na frente de todo mundo porque eu estava trepando com você, basicamente… todo mundo sabe sobre nós.

—Eu sei, você falou bem alto… Amico passou uma hora inteira me perguntando sobre sua bunda. — disse Rabastan. Emily riu, revirando os olhos e se aproximou do namorado. — E Theo… a cara dele foi impagável. — ele riu.

—Agora vamos poder andar por ai… juntos. — murmurou Emily, pousando suas mãos nos ombros dele, então enlaçando seu pescoço. Rabastan segurou sua cintura magra e a puxou para perto.

—Addie… está bem?

—Acho que sim. — ela respondeu. — Digo… ela não pode ficar chateada, né? Nós não estamos fazendo nada de errado. — falou Emily, mas com dúvida na voz.

—Não, mas… ela tem andando…

—Addie está melhor. Sirius me disse. — murmurou Emily. — Ela não vai pirar por causa de nós dois…

—EMILY! REUNIÃO! — berrou Sirius no final do corredor que eles estavam. Rabastan olhou para Sirius com um ódio que foi devolvido por um sorriso sarcástico. — Addie encontrou Remus fingindo ser a Lula Gigante no Lago e Dorcas encontrou Alice e Frank brigando e se beijando. Então, reunião em dez minutos… você sabe onde. — ele disse misterioso e saiu andando de costas. Emily riu e olhou Rabastan.

—… você sabe onde…?

—Santo ciúmes, Rabs.

—Certo. Certo. — disse Sirius em pé, olhando todos os seus amigos sentados pelo sofá, chão e poltrona o encarando. — Bem, nossa gangue tem passado por problemas técnicos ultimamente.

—Grande parte causada por você. — falou Lily, erguendo a mão, o olhando com uma sobrancelha arqueada. Sirius a olhou irritado.

—Obrigada, Evans. Por falar algo que ninguém perguntou. — disse Sirius. Ela abaixou a mão com o rosto vermelho de irritação. — Continuando, eu convoquei essa reunião para resolvermos nossos problemas.

—E como pretende fazer isso seu grande idiota? — perguntou Remus, sentado na poltrona. Adhara estava sentada no braço da poltrona com as pernas em cima do colo de Remus e riu olhando o primo.

—Eu vou chegar lá, meu caro. — disse Sirius, dando uma piscadela para Remus que devolveu mostrando o dedo do meio para ele. — Apesar de Evans sempre abrir a matraca para dizer algo que ninguém a perguntou sobre ela está certa desta vez. — falou Sirius. — Por minha causa nossa gangue começou a ficar conturbada.

—Tudo isso porque você é uma puta. — disse Peter, sabiamente. James ao seu lado assentiu.

—Exatamente. Vamos encarar os fatos, está bem? — disse Sirius, ficando entediado. — Eu já me amassei com a maioria aqui. E eventualmente vou acabar me amassando todo mundo, já deveriam ter se acostumado…

—Você é tão babaca! — riu Emily.

—Ele está só brincando, certo?– disse Marlene. — Mas ele está certo… está na hora de todo mundo se entender. — ela falou e se levantou, parando em frente a Emmeline que estava sentada no colo de Dorcas no chão. — Emmeline… eu perdoou você. — ela sorriu e estendeu a mão. — Sem ressentimentos.

Emmeline se levantou, um pouco chocada e engoliu em seco. Ela olhou para a mão estendida de Marlene, então para o sorriso gentil que ela tinha no rosto e depois para Sirius. Os dois se encararam por um momento e ela voltou a olhar Marlene. Finalmente apertou a mão estendida e forçou seu melhor sorriso.

—Sem ressentimentos. — ela disse. — Me desculpe… — Marlene a abraçou com força e as duas se sentaram de mãos dadas no chão, ao lado de Dorcas.

—Quem é o próximo? — indagou Peter.

—Lily! — levantou James do sofá.

—Sente-se, Potter! — Lily o cortou.

—Claro. — James voltou a se sentar, fazendo Lily suspirar aliviada.

—Ahn… — Dimitre se levantou, olhando para os amigos. Ele colocou as mãos no bolso sem jeito. — Eu acho… eu e Sirius… ahn… eu odeio você. — ele disse, finalmente olhando para Sirius. -… mas eu não realmente odeio. Então, não é Natal, mas é tempo de perdoar na gangue, certo? Eu perdoo você… por me trair com Emmeline…

—Ele nunca traiu você! — berrou Emmeline.

—Emmeline! — berrou Sirius, apontando o dedo para ela. James e Peter começaram a gargalhar. – Shhhh!

—O que isso significa? — indagou Dimitre, confuso.

—NÃO! NÃO! — berrou Lily, se levantando e ficando na frente de Dimitre protetora. — Cale a boca, Vaca Vance!

—Sirius nunca traiu você, comigo ou com ninguém. — disse Emmeline. Sirius ia reclamar, mas Emmeline lhe lançou um de seus olhares raivosos. — Sirius, sente-se. — ela mandou. Sirius se sentou no chão e ela sorriu satisfeita. — Aquele dia, na festa, quando nós subimos para o dormitório, sei que todo mundo pensa que nós dois trepamos naquela noite, só que eu não transo com Sirius desde… naquela noite eu não transei com Sirius. — falou Emmeline, decidida, se alguém percebeu sua hesitação não pareceu.

—Ele não acredita em você. — disse Lily, ainda na frente de Dimitre.

—Dimitre, eu juro. — falou Emmeline. — Sirius só disse para você que o traiu porque ele queria que vocês terminassem antes que você ficasse tão ligado nele que nunca mais poderia se recuperar do coração quebrado… Sirius é o cara mais idiota que eu conheço, sério ele consegue ser mais idiota que o James… — ela escutou um grito indignado atrás dela. — … mas ele nunca traiu você. Você não está no grupo de Traídas por Sirius Black.

—Emmeline, porque? — Lily bufou, cruzando os braços.

—Você sabia? — indagou Dimitre. Lily o olhou culpada.

—Marlene me contou… eu só… não queria que se machucasse novamente, então eu deixei você pensar que Sirius era um babaca e Emmeline uma vagabunda, porque… eles são. — ela sorriu amarelo.

—Eu estou tão apaixonado.

—Cala a boca, Potter! — Lily disse, voltando a se sentar, puxando um Dimitre sorridente com ela. Emmeline sorriu também e piscou para Sirius, voltando a se sentar.

—Já que provamos que Sirius não é tão babaca quanto achávamos que ele era, podemos continuar? — indagou Emily, com um sorriso. — Eu estou namorando Rabastan Lestrange… sem ressentimentos, certo? — ela perguntou para Remus e Adhara.

—Porque diz isso com tanto orgulho? — indagou Adhara, tragando um baseado. — Oh, eu estou namorando Rabastan Lestrange! — ela debochou. James bateu no braço de Peter que o olhou acenando com a cabeça. Estavam sentindo uma treta.

Você o namorou! — acusou Emily, na defensiva.

—Sim, quando eu tinha 13 anos. — riu Adhara, assoprando a fumaça. — Então eu cresci e namorei Adam Cook.

—O que isso quer dizer, sua vaca? — indagou Emily, se levantando.

—Não. Não. — disse Remus. — Má Addie. Má Emily. — ele falou, apontando o dedo para elas. Ele ainda estava chapado, ainda mais com Adhara fumando ao lado dele. — O idiota… — ele apontou para Sirius. — … convocou essa reunião para nós voltarmos a ser como éramos antes. Uma gangue! E não queremos novas brigas por causa de Rabastan Lestrange. Precisamos nos resolver.

—Isso quer dizer que você me perdoou? — indagou Sirius, sorridente.

—Claro que não, seu bastardo traidor idiota! — berrou Remus. Sirius perdeu o sorriso soltando um muxoxo.

—Olha, faça o que você quiser, Emily. — falou Adhara, dando de ombros. — Eu não podia ligar menos para Rabastan Lestrange, está bem? Só que quando ele te machucar, porque eu sei que ele vai… não chore.

—Não diga nada! — berrou Sirius, se jogando em cima de Emily e tampando a boca dela. — Está ótimo assim, vamos seguir em frente para o próximo tópico. Alguém?

—Eu amo Lily Evans.

—Potter me persegue!

—Marlene não fala comigo direito desde que eu contei que sou gay.

—Minhas amigas me abandonaram por amigos melhores.

—Eu tenho ciúmes de Addie e Remus.

—Eu me afastei dos meus amigos.

—Eu soquei Sirius na cara.

—Eu não odeio o Sirius… não mais.

—Frank está me olhando irritado porque eu não o contei que estou namorando Rabastan Lestrange.

—Eu droguei Alice e Sirius sem querer.

—Eu trai meu namorado drogada por Peter.

—Sirius transou com a minha namorada.

Todos haviam falado menos Sirius que ficou quieto com um sorriso idiota no rosto. James suspirou e tocou o ombro de Frank.

—Meu caro, Sirius já transou com a namorada de todo mundo.

—Você não engana ninguém, Remus Lupin. — ele escutou a voz, vindo do outro lado do dormitório. Remus corou e colocou o livro em frente a sua cara. — Oh, yeah. Você me quer.

—Cala a boca, Black. — disse Remus, com a voz cortante. — Já não adianta quase ter ganhado um soco de Alice, quer um meu também?

—Claro que não. — riu Sirius. — Meu lindo nariz já foi socado tantas vezes que temo ter que fazer uma cirurgia plástica para arrumá-lo se me socarem mais. — ele disse. — Sou muito jovem para isso.

—Você ao menos sabe o que é uma cirurgia plástica?

—Lupin, eu não tirei Excede Expectativas em Estudos dos Trouxas por bobeira. — ele riu. Remus nem se dignou a olhá-lo, apenas continuou fingindo ler com o rosto em chamas. — Tão fofo. — ele escutou o animago dizer.

—Eu não sou fofo, Black. — bufou Remus.

—Definitivamente é, Aluado. Com seu cabelo e seus livros, suas cicatrizes e sua cara. — disse Sirius. Remus tinha certeza que Sirius estava sorrindo, mesmo que não estivesse olhando para a cara dele. – Sua bunda.

—Eu viro uma besta assassina todo mês, isso não é fofo. — respondeu Remus.

—O lobisomem mais fofo que já vi na minha vida. — riu Sirius. Remus revirou os olhos, com o livro ainda na frente da cara.

—Conheceu muitos lobisomens na vida, hã?

—Não outros que eu gostaria de foder.

—Sirius Black! — berrou Remus, jogando o livro no animago, que ele notou que estava parado em frente a sua cama e desviou facilmente do livro.

—O que? — ele riu. — Eu me lembro de algumas de coisas daquela noite… que selvagem você, Lupin. — ele sorriu, completamente malicioso e indo para cama de Remus que se jogou contra a cabeceira da cama, enquanto Sirius parava sentado a sua frente. — Você quer tanto que o que fizemos fique no escuro porque está com medo de admitir que você gostou. — ele falou.

—Eu não…

—Oh, sim. — ele praticamente gemeu e Remus corou. — Você gostou. Você adorou. Eu te comi bem gostoso, hã? — ele sorriu.

—Se não se afastar em cinco segundos eu vou socar a sua cara e você definitivamente vai precisar daquela cirurgia. — ameaçou Remus.

—Uhhh, selvagem. Que pena que nada poderia acontecer entre nós, desde que você está apaixonado pela minha pri… Ai! Ai! Remus, para de me bater! Seu selvagem! – gargalhou Sirius. James entrou no quarto sem dar atenção para os outros dois e se jogou em sua cama com um monte de varinhas de alcaçuz em seu colo. — Só estou dizendo, Aluado, somos melhore amigos, mas eu daria uns amassos em você se me pedisse.

—O que? — indagou Remus.

—O que? — repetiu Sirius.

—Você disse que daria uns amassos nele se ele pedisse. — disse James da cama dele. Os dois outros olharam o amigo cheio de alcaçuz na boca. Então, ele disse: — Desapontado, mas não surpreso.

Remus não sabia como havia acabado ali daquele jeito. A Casa na Árvore nunca esteve tão quieta. Ainda estava tentando colocar os pensamentos no lugar para entender o que havia acabado de fazer pela segunda vez. Sentiu um vento em sua bochecha e virou o rosto para observar a fumaça de nicotina que se formava ao lado dele. Aceitou de bom grado o cigarro que lhe foi oferecido e tragou com destreza. Sentia os olhos dele queimarem em sua pele, então o olhou de lado. Os cabelos pretos e encaracolados que já estavam batendo nos ombros, caiando pelo rosto de beleza aristocrática e o que o fazia ainda mais bonito era o fato que ele simplesmente sabia disso. A boca avermelhada pelos beijos já trocados, os olhos acinzentados intimidantes. A camiseta com os botões todos abertos e a gravata vermelha e amarela frouxa, as tatuagens a mostra fazendo toda aquela imagem ainda mais sexy. Remus queria morrer porque não acreditava que alguém poderia ser tão sexy assim, mas talvez isso fosse porque nunca tivera Adhara só para ele do mesmo jeito que seu primo estava para ele agora.

Aluado. — escutou ele sussurrar e se debruçar para dar beijos lentos e molhados em seu pescoço. Remus se arrepiou inteiro, tragando o cigarro e sentindo a fumaça entrar ao mesmo tempo que ele movia os beijos de seu pescoço para se queixo.

Remus virou o rosto e deixou os lábios de Sirius o consumarem. A língua do amigo tocava a sua com uma pressa meio contida e se entrelaçaram se juntando como os corpos ainda cheios de roupas se juntaram.

—Como me convenceu a fazer isso? — indagou Remus, afinal ele estava completamente sóbrio. O sorriso de Sirius foi a resposta. Ele não precisou convencê-lo. — Sirius… — chamou Remus, quando o amigo passou uma perna por cima dele para sentar em seu colo. Remus também aceitou isso de bom grado, tragando o cigarro que quase acabava, observando com seus olhos lupinos Sirius despir sua própria camiseta.

Quando Sirius ficou totalmente nu na parte de cima fez o mesmo com Remus, aproveitando para passar as mãos pelas cicatrizes no corpo de Remus. Então, desafivelou o próprio cinto e o puxou seu pênis ereto para fora. Remus engoliu em seco vendo o amigo ficar de joelhos em cima dele o pênis praticamente na altura do rosto do lobisomem. Não esperou por ordem, olhou para os olhos de Sirius e colocou seu pênis na boca, o máximo que conseguia.

—Isso… assim, Aluado, isso… — gemeu Sirius, sentindo seu pênis pulsar na boca do amigo. Segurou os cabelos aloirados de Remus com força e fodeu a boca dele jogando seus quadris contra a boca dele. — Porra…

Remus gostou das reações de Sirius as chupadas que ele dava. Cada chupada, cada pressão era um gemido diferente. Se guiava por eles, tentava agradá-lo rodando sua língua pelo seu pênis. Lambendo da glande até as bolas. Ele não era perito nisso como Sirius era, na verdade não era tão perito assim em nada relacionado a sexo, mas achava que seguindo seus instintos iria se sair bem e pelos gemidos que Sirius soltava parecia estar pelo caminho certo.

—Gosta assim? — perguntou com suas próprias bochechas avermelhadas. Sirius sorriu e voltou a se sentar no colo de Remus o puxando para outro beijo.

—Eu quero foder você. — ele disse. Remus corou mais ainda. — O que está pensando?

—Eu quero… deixar você me… eu vou deixar. — ele prometeu, vendo o cigarro esquecido apagado ao seu lado. — É só… você acha…

—Ela sabe, Aluado. — disse Sirius, agora falando mais como Almofadinhas. Remus o olhou pelos cílios longos. — Mas que tal eu te fazer esquecer ela por algumas horas? — ele sugeriu e tocou o rosto de Remus e bagunçou seus cabelos, pousando sua mão sobre sua cabeça. — Eu aposto que você não vai conseguir pensar com essa cabeça aqui.

—Eu trepei com Aluado. — disse Sirius. — Duas vezes.

Franzi a testa e virei meu rosto para meu primo, ele estava olhando para mim com a boca suja de chocolate. Depois virei novamente para a lareira quente do Salão Comunal. Sirius me passo um Sapo de Chocolate que eu aceitei lentamente.

—Interessante. — murmurei para ele, me sentindo um pouco confusa com as palavras que havia acabado de me dizer. — Você… desvirtuou ele?

—Sim. — disse Sirius, podia sentir a malícia em sua voz e sabia que ele tinha um sorriso no rosto mesmo que eu estivesse olhando a lareira concentrada no meu Sapo de Chocolate. — Desvirtuei a bunda dele. — acrescentou. Tive que olhar para ele e lá vi o sorriso maroto. — Você ainda tem a chance de desvirtuar ele por completo. — me disse.

—Porque… eu desvirtuaria ele? — murmurei, sentindo as palavras saírem desgostosas da minha boca. Naquele momento um pensamento que eu vinha tendo me assombrou novamente. Mordia meu Sapo de Chocolate tentando não pirar. — Ele é o Remy.

—Exatamente. — disse Sirius, agora ele sem o sorriso. — O que é um saco… realmente gostei de trepar com ele.

—O que está tentando dizer? — indaguei, ansiosa porque meu chocolate havia acabado.

Sirius revirou os olhos e nem me olhou, como se eu não fosse digna de ele olhar para mim enquanto eu falava tamanha a minha ignorância.

—Não aja como se não soubesse, Adhara. — disse ele. — Não adianta fugir… uma hora vai explodir e vai ser bem na sua cara.

Notas finais
PORRA, AMOR, AMIZADE, SEXOOOO TEVE DE TUDO GARELISSSSSS! E O MAIS IMPORTANTE TEVE WOLFSTARRRRRRRRRRRRRRRRRRR! ME CONTEM O QUE ACHARAM!! PRÉVIASSSSSSS: 1º: "-O que você cheira com Amortentia, Addie?" 2º: "Emily fechou os olhos, esperando ser beijada e eu não a fiz esperar." 3º: "-Não posso te beijar. —Por que? – perguntei." 4º: "-Não me ame, Remus..." 5º: "-Ser corajoso não significa não ter medo, Addie... significa enfrentar esses medos." 6º: "- Eu... eu tenho muito medo... de perder a amizade dele. De perder ele. Ainda mais se fizer sexo com Rabastan." O QUE VAI ACONTECER GENTE? DFKJGHDKFJGHDKJGH CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora