When We Were Young

114 Carry That Weight


Notas iniciais
HELLO CHANELLLLLLLLLLLLLLS ♥ Desculpe ficar demorando, eu perco a noção do tempo dkjghfdkjg ESSE CAPÍTULO TA COM UMA COISA QUE FINALMENTE ACONTECEU!! E foi escrito em partes pela Vênus A MUITO TEMPOOOOOO. Espero que gostem desse capítulo. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥

CARRY THAT WEIGHT

HOGWARTS

1977

6thYEAR

—Argh, seu primo ainda vai me fazer perder a paciência! – resmungou Emmeline, mas eu não acreditei nela. – Diz mil e uma coisas adoráveis pra mim, diz que também sentiu minha falta… mas continuamos a foder escondido.

Revirei os olhos. Aquilo estava velho demais. Ela não se tocava que Sirius simplesmente não prestava e que estava se divertindo às custas das duas? Eu sabia que era na verdade um pouco mais complicado que isso, que Sirius não simplesmente não ligava para as duas, mas Emmeline realmente precisava se tocar.

—Uhum. – resmunguei renovando o meu lápis de olho, de frente para o espelho. Emmeline bufava, segurando os pompons carmesins com tons de dourado, que estava fazendo para guardar de recordação, ela sentia muita falta da equipe.

—Quando estamos juntos a gente não só transa… nós conversamos…. Ele sempre está reclamando de como ela é ciumenta, neurótica…

—Ela tem razão em ser neurótica. – retruquei piscando e analisando meus olhos. – Sirius é o motivo de todos os seus chás de lua.

Emmeline soltou um muxoxo descontente.

—É... é... – resmungou ela balançando as mãos. – Eu me sinto horrível… mais do que eu me sentia quando traia Jacques o que é estranho porque ele era meu namorado e Marlene é só… Marlene. — ela murmurou. — Sinto falta de Freddie. – ela suspirou tristemente. Mas então ela dá um sorrisinho divertido – Você viu o Jay? Ele está o maior gatinho.

—Eu e o Jay somos passado, Emme.— falei e dei de ombros. – E eu não pretendo me interessada em garotos, por enquanto.

—Oh, eu sei que você está de olho em garotas, agora. – brincou ela. Sinto meu estômago dar uma cambalhota. – Tipo uma certa ruiva, nascida trouxa. – Emmeline olhou as unhas pintadas de vermelho. – Tudo o que sua família iria desejar que você tomasse distância. A menina que fugiu do próprio casamento tendo um caso lésbico com uma nascida trouxa…

—Cale a boca, Emms! – falei, com um sorrisinho. – Eu dei um beijo na Lily, mas estávamos bêbadas. Não quer dizer que eu esteja gostando dela!

—Eu sei que o James adorou. – riu Emmeline.

—Tenho certeza que sim. Como ele iria não adorar? Fala sério. – digo rindo. Notei o quanto eu pareci eu mesma quando disse isso. Eu sorri verdadeiramente, mas não para Emmeline e sim para eu mesma.— Pronto. Terminei. Vamos? – perguntei. – Temos Slug agora.

—É. Eu queria mais festas dele e menos aulas dele, deixam meus dedos com cheiro ruim. — resmungou Emmeline. Saímos do banheiro juntas, rindo da dificuldade que Emmeline tinha em amarrar as fitas de seus pompons de animadora de torcida.

Sorri para Emmeline e suspirei. Eu realmente estava tentando ficar melhor. Tinha realmente melhorado, Remus dizia que era desde a pílula. Ele ainda vivia falando sobre sua Teoria da Pilula e apesar de ter algumas recaídas em que onde eu passava a noite toda chorando, ele estava certo, eu havia mudado depois do feriado de Páscoa. Todos havíamos mudado.

Emily apareceu andando ao nosso lado, sorrindo corada. Emmeline mostrou a língua pra ela e Emily riu. Ela parecia mais feliz desde que todos sabiam que ela namorava Rabastan. Eu havia ficado magoada, mas claro que não falei nada, eu não tinha nada com Rabastan fazia anos.

—Addie, podemos conversar em particular? – ela perguntou. Franzi a testa e Emmeline olhou aquilo completamente enciumada.

—Pode ser depois da aula de poções? – perguntei.

—Sim, que tal antes do jantar?

—Sim, está bom. – murmurei. E Emily sorriu ainda meio corada, e saiu rebolando satisfeita consigo mesmo.

—O que ela quer conversar em particular com você? — perguntou Emmeline arqueando a sobrancelha. Seguíamos em direção à sala de poções, com Emmeline balançando os pompons de um lado para o outro.

—Não sei. – respondi dando de ombros.

—Será que quer pedir para que você fique longe do amorzinho dela?

—Não acho que seja isso. Emily sabe que não tem mais nada entre eu e Rabastan. – respondi sabendo que aquilo era a mais absoluta verdade. Eu e Rabastan vivíamos trocando olhares, mas não eram porque estávamos afim um do outro e sim porque não nos falávamos direito ou melhor porque eu não falava direito com ele. — Mas não faço ideia do que ela quer…

—Hunf... – Emmeline torceu o nariz novamente.

—Santo ciúmes, Emme. – falei rindo, mas ela revirou os olhos.

—Não estou com ciúmes. Só não quero que ela te envolva com mais sonserinos. Você já sofreu o suficiente por conta deles. Seu primo que parece cada vez mais enfiado nas Artes das Trevas, Rabastan com sua idiotice, Cook... – ela murmurou um tanto sem jeito e eu senti uma pontada no peito. Fingi que não liguei, mas a saudade de Adam ainda doía de um jeito tão doloroso quanto Mary. – Deveria prestar atenção nos grifinórios ao seu redor. Tipo o Rems! Ele é um fofo.

—Rems? – perguntei. – Emme... eu e o Remus somos apenas melhores amigos. E ele é um amor, sem ele esses meses teriam sido um inferno. Ele nunca me viu de outra maneira. – disse, mas Emmeline revirou os olhos sem botar fé nas minhas palavras. E nem eu sabia se eu botava. As palavras pareciam simples mentiras saindo pela minha boca.

Minutos depois, finalmente chegamos na sala do Slug. Sirius estava de papo com Marlene, aos sussurros, e eu sabia que Emmeline reclamaria sobre isso depois. James olhava sonhadoramente para Lily, que conversava com Remus amigavelmente. Vi Emily ao lado de Rabastan e Severus conversando numa cadeira do outro lado da sala e alguns poucos alunos da Corvinal e da Lufa-Lufa entre eles e os Grifinória.

Sentei-me em uma cadeira e Emmeline logo do meu lado. Logo o professor Slug chegou para nos ensinar a fazer uma poção do amor.

—Mas não saiam exagerando na dose, heim! – brincou ele depois que nos ensinou e mostrava a poção a todos. – Lembre-se que algumas poções do amor são ilegais, então não exagerem, crianças

Ele passava a poção pela sala para que todos sentissem o cheiro. Observei Emily cheirando e então sorrindo para Rabastan, quando o Slughorn foi para outra dupla os dois deram alguns beijinhos. James parecia completamente ansioso para cheirar e não pode ficar mais satisfeito quando o fez, ele piscou para Lily que corou desviando do olhar atento de James. Sirius se recusou a cheirar, dizendo que não estava afim e Slguhorn passou a poção para Remus. Eu pude ver os pelos de Remus eriçarem quando ele sentiu o cheiro da poção, ele ficou um pouco tenso e Sirius lhe sussurrou algo muito perto dele. Isso fez fechar a cara por algum motivo, me lembrando do que Sirius havia me dito sobre o que ele e Remus fizeram na Casa na Árvore.

—Srta. Black, pronta para sentir o melhor cheiro da sua vida? — falou o Professor Slughorn. Ele sorria para mim e havia acabo de pegar a poção de Emmeline que revirou os olhos para mim.

—Sirius. — ela resmungou.

A ignorei e aceitei a poção de Slughorn. Notei que Sirius me encarava com expectativa e divertimento, assim como Remus também me encarava, apesar de parecer ao máximo que não queria encarar. Revirei os olhos para os dois e apertei o frasquinho com o líquido cor de rosa que tinha um brilho perolado. Abri a tampa e seu vapor subir em espirais. Aproximei meu nariz, aspirei o cheiro e fechei o olhos com um sorriso. O cheiro era tão bom que eu podia ficar o dia inteiro ali, apenas sentindo aquele cheio, mas então abri os olhos e encontrei os de Remus e parei de sorrir. Devolvi a poção fechada para Slughorn.

—O que você cheira com Amortentia, Addie? — cantarolou Emmeline, com um sorriso travesso estampado no rosto.

—O que você cheira? — indaguei, devolvendo o sorriso. — Cigarros? Colônia masculina e talvez… um cheiro de cachorro molhado que você sentiu esses dias no Jardim? — indaguei, provocativa.

Emmeline cruzou os braços para mim e escutei a risada de Sirius, ele tinha um braço em volta do ombro de Remus.

—Com medo de falar o cheiro que te deixa apaixonada, Adhara? — ele debochou.

—Com medo de saber qual cheiro que te deixar apaixonado, Sirius? — retruquei.

Isso calou a boca dele.

Quando deixamos a sala, Emmeline olhava para Sirius com divertimento.

—Nunca achei a aula do Slug tão promissora. – disse ela baixinho, mas eu sabia que ela estava brincando. Acho que ela brincava tanto sobre o fato dela e Sirius esterem saindo escondido para encobrir o fato de que ela se sentia extremamente culpada.

—Eu digo o mesmo. – riu James olhando para Lily, que conversava com Dimitre e Dorcas.

—Não seja tonto. Lily nunca aceitaria coisa alguma que você oferecesse! – falei rindo, mas o sorriso de James nem vacilou.

—É por isso que você quem vai dar, certo, Tetas? – retrucou ele piscando pra mim. Revirei os olhos, sorrindo, mas dei de ombros.

—Sabe... eu gosto da Lily, mas eu gosto mais de você, James. O que acha, Emme?

—Sacanear a Ruivona para divertimento nosso e do Jay? – perguntou ela arqueando a sobrancelha. – Por favor. Nem preciso pensar duas vezes para aceitar isso. – adicionou ela com um sorrisinho malvado.

—Sério? É por isso que eu amo vocês duas. – riu James passando os braços pela minha cintura e a de Emmeline – Vou preparar a poção e vocês fazem a Lily tomar, ok?

—Claro. Por que não? – perguntei com um sorrisinho. – Só me prometa não ultrapassar os limites, é só para ver ela bobinha apaixonada por você, não vai deixar ela te beijar nem nada.

—Ora, Addie. Você sabe que eu sou super comportado. – disse James com falsa solenidade.

—Se por comportado, você quer dizer: frouxo. – provocou Emmeline com um sorrisinho – Afinal, Addie vivia reclamando que você não tinha atitude.

—Eu era apenas um menininho enfrentando diversos dilemas internos, ok? – perguntou James sem deixar de sorrir – Vamos. Peter deve estar nos esperando para jantar.

—Nos esperando? Ele já deve estar comendo, isso sim. – riu Emmeline. James concordou e deu uma risada

— Ei, Remy! Espera a gente! Para de namorar um pouco e me dá atenção também! – falei alto. Remus corou com violência e Lily deu uma risadinha.

—Com ciúmes, Addie? – perguntou ela abraçando Remus. Ri do rosto extremamente corado de Remus e vou até ele, me desvencilhando do braço de James.

—Estou sim! Solta o meu Remus! – murmurei fazendo biquinho e puxando-o pelo outro braço. Remus parecia que iria explodir a qualquer momento, de tão vermelho que estava.

—Ei, Evans! Me abraça, porque EU estou com ciúmes! – disse James.

—Você já está com Emmeline. – retrucou Lily, sorrindo.

—Potter, se você falar que não sou o suficiente pra você... – começou Emmeline, mas James a interrompeu.

—Todos nós sabemos que você é boa demais pra mim, Emms. – riu James a beijando no rosto. Remus se aproximou de mim.

—Em uma escala de 1 a 10 quanto está sua dor hoje? – ele sussurrou em meu ouvido.

—2. – falei verdadeiramente. Ele sorriu, e eu abracei seu braço.

—Então você está realmente muito mal, né, Jay? – brincou Marlene, maldosamente logo atrás de nós. Emmeline se virou para ela, e bufou.

—Mas ainda estou melhor que o Sirius. – devolveu ele. Marlene ficou vermelha e Sirius olhou feio para James.

—Não fale isso pra minha namorada, Pontas! – resmungou meu primo.

—No dia em que eu não devolver uma alfinetada, Almofadinhas, é porque eu estarei morto. – resmungou James em resposta. Ele olhou feio para Marlene – E todos sabem que eu era do time Emmeline. – sussurrou ele para que o casal não ouvisse – Apesar de que eu estou sabendo das suas escadinhas, srta. Vance. – riu James malicioso para Emmeline. Ela deu um sorriso maldoso.

—Cuidado ou McKinnon vai roubar seu apelido, Pontas. – riu ela – Por conta de tanto galho na cabeça. – ela disse. Eu franzi a testa e Emmeline desviou o olahr do meu.

Dimitre que tinha vindo para perto revirou os olhos, assim como eu e Remus. Dimitre havia descoberto facilmente sobre Sirius e Emmeline quando ela simplesmente aos prantos contou para ele o que andava fazendo e que não conseguia parar.

—Não acho certo que Sirius traia Marlene. – disse ele.

—E eu não acho certo que o Ranhoso lave o cabelo apenas em feriados... mas a vida é assim. – brincou James, fazendo Emmeline rir. Eu ri um pouco, mas Remus e Dimitre não acharam graça.

Olhei para trás e vi que Sirius nos olhava curioso, querendo saber o que estávamos falando. Mas ele sempre evitava de ficar perto de Emmeline quando estava com a Marlene. Descemos para o jantar. Peter realmente já estava na mesa, se servindo, quando chegamos.

—Olá, Rabicho. – eu falei e ele nos olhou sem muita empolgação.

—Olá, Tetas. – respondeu ele – Como foi a aula do Slug?

—Muito instrutiva. – respondeu Emmeline se sentando ao lado dele.

Eu estava para me sentar ao lado dela, quando alguém me cutucou no ombro. Me virei curiosa e vi Emily me olhando.

—Oi. Podemos falar agora? Ou prefere que seja depois do jantar? – perguntou ela com um sorriso no rosto. Olhei para meus amigos, que olhavam para mim com curiosidade. Menos Emmeline, que ainda olhava para Emily com desaprovação.

—Ah. Vamos logo, Emms. – respondi dando de ombros.

—Certo. – ela riu, piscando para Frank que chegara de mãos dadas com Alice.

A segui para fora do Salão Principal. Achei que ela me levaria para as ampulhetas que marcavam os pontos da Taça das Casas, mas seguimos andando, com ela me guiando para as escadas.

—Escuta... você vai demorar muito? Eu estou realmente com fome, e porque quer tanto falar comigo em particular? Você sabe que a Emme fica com ciúmes. – eu falei quando estávamos quase no banheiro da Murta que Geme.

—Desculpe. É que eu não quero que escutem. – pediu ela – Eu quero te pedir uma coisa, mas tem que me jurar segredo! – disse ela. Aquilo foi uma surpresa. A olhei curiosa, pois não poderia fazer outra coisa – Bem... como você sabe o aniversário de Rabastan está chegando— começou ela, ficando um tanto vermelha – E eu queria sua ajuda para o presente do Rabastan, sabe? E meio que o meu também.

—Minha ajuda? Por que minha ajuda? – perguntei franzindo a testa. Ela pareceu ficar ainda mais sem jeito, mas me encarou nos olhos.

—Eu sempre te achei muito bonita. O Rabastan também. – começou ela respirando fundo várias vezes, como se estivesse tomando coragem para falar alguma coisa – E... bem... eu sei que você é bi, que nem o Sirius.

—O que? – perguntei. – Onde quer chegar com isso, Emme?

—Mas o que eu quero dizer é que você não é desse tipo de pessoa cabeça fechada. Você é bem mais... pra frente do que a maioria das pessoas do nosso mundo. É isso que eu quero falar. – riu ela ainda vermelha – Você está disposta a experimentar e viver, ao contrário de todas as normas chatas que nos obrigam a seguir, sempre.

—Ah! Isso sim. Realmente. – falei sorrindo. – Mas onde quer chegar?

—Bem... eu sei que as coisas andam diferentes com você desde o acidente, mas você realmente parece ter voltado a ser a Chanel Nº1 e… — Emily respirou fundo novamente – Só entre nós, ok?

—Ok.

—Você... você me acha atraente? – perguntou ela me olhando curiosa.

Pisco começando a entender o que ela estava planejando. Meu estômago ficou pulando de expectativa em minha barriga e eu quase corei, mas meu estômago também pulou por outros motivos.

—Sim. Eu te acho bastante bonita. – falei sorrindo e me aproximando um passo. Estávamos sozinhas no corredor, já que todo mundo estava no Salão Principal para o jantar – E você? Me acha bonita?

—Eu te acho muito linda. E além de bonita... – ela colocou uma mão na cintura – Você tem uma personalidade e tanto. E é uma garota de atitude.

—Ah... – eu dei uma risadinha – Obrigada. O que quer dar para o Rabastan, de presente? – perguntei. Pela primeira vez ela desviou o olhar, ainda bastante vermelha.

—A-acho que já deu pra... pra sacar, né? – perguntou ela.

Dou um sorriso malicioso e seguro o queixo dela, virando o rosto dela, para que ela me olhasse. Eu havia tomado uma decisão. Era hora de fazer algo além de beijar meu ex-namorado chapada em uma festa ou de beijar a Ruivona em uma brincadeira. Se eu quisesse voltar a ser o que era antes eu teria que me esforçar.

—Eu tenho uma ideia... mas antes de recusar ou aceitar... – eu me aproximei ainda mais, meu nariz roçando no dela. – Eu preciso fazer um…

—Teste? – sussurrou ela.

—Isso... – respondi quase sem fazer som. Emily fechou os olhos, esperando ser beijada e eu não a fiz esperar. Ela tinha os lábios macios e doces. Ela tremia de leve e eu tive certeza que ela nunca tinha beijado outra garota antes. A coloquei contra a parede e a beijei por um tempo, apreciando o momento. A acariciei na cintura e logo senti as mãos trêmulas dela a devolverem a carícia. Suspirei. Era terceira vez que eu beijava alguém depois de Adam, e parecia melhor que das outras vezes, eu já não pensava tanto nele.

Depois de alguns minutos, me separei dela e sorri, travessa.

—E... hum... e então? – perguntou ela. Ela parecia um pouco mais calma, apesar de ainda estar corada.

—Hum... – eu me fiz de pensativa. – Eu gostei do teste. Mas... – ela me olhou cheia de expectativas, provavelmente esperando por uma negativa – Até onde vai ser essa brincadeira a três?

—Bem... – ela respirou fundo – Até onde estiver disposta, você não tem que fazer nada que não queira, Addie. Se não estiver pronta para isso…

—E se eu estiver disposta a transar com Rabastan. Você não vai ligar? – a cortei. Não queria mais esse tipo de pergunta, não queria mais que toda hora alguém perguntasse se eu estava bem.

—Não. – disse ela com um sorriso meio safado, meio tímido – Eu iria achar excitante. Ainda mais porque... ninguém fica parado num ménage, não é?

Eu nunca tinha feito um ménage, mas concordei.

—É. Ok. E como vai ser?

—Eu pensei em irmos para Hogsmeade, já que vai ser dia de passeio. – respondeu ela me olhando com excitação – Vou reservar um quarto lá. Você vai antes e eu vou com ele depois. Ele não vai saber até chegar o momento. Vai ser uma surpresa! – riu ela – O que acha?

Eu não sabia como ele iria se comportar. Mas a ideia dele se recusar a fazer parte daquela aventura me parecia simplesmente absurda.

—Está bem. Isso vai ser divertido. Mas... só se me prometer que vai ficar só entre nós três. – eu falei. – Não quero que os meninos saibam disso.

—Claro, Addie – respondeu ela.

—Ok, então. Vamos voltar?

—Sim! Obrigada! Ah, nossa! Ele vai adorar a surpresa... – riu ela me acompanhando – E cá entre nós... eu sempre tive curiosidade para saber... bem... – ela riu timidamente – Como seria com uma garota. E... Addie?

—Sim?

—Eu sei que tudo é muito difícil pra você depois de Adam, então... só faça isso se estiver completamente a vontade, certo?

—Sim, te dou a resposta definitiva logo, está bem?

Sorri pra minha amiga, e entrelacei nossos braços, achando Emily simplesmente ótima. Quando me sentei junto com meus colegas da Grifinória, todos me olhavam com curiosidade.

—O que ela queria com você? – perguntou Sirius, franzindo a testa.

Emily riu.

—Hey, Sirius. Eu to aqui. – ela brincou

—Assunto de meninas, Sirius. – murmurei carinhosa. – Deixa pra lá.

Comecei a me servir, ignorando o olhar curiosos dos meus amigos.

Depois de um delicioso jantar subimos de volta para o Salão Comunal. Me sentei com Emmeline, como sempre. Lily se juntou a nós no sofá, já que Marlene e Sirius estavam se agarrando freneticamente e logo iriam ir para o dormitório para continuar a agarração, Dimitre olhou para Sirius e Marlene por um momento e subiu as escadas depressa. James que estava jogando Snap Explosivo com o Peter, olhou para aquilo irritado com a situação. Parecia que desde que Dimitre sabia que Sirius não havia traído ele, ver Marlene e meu primo juntos faziam a dor dentro dele piorar. E Dorcas e Emily estavam fazendo alguma tarefa junto de Frank e Remus.

—Dimitre está tão chateado com o Sirius, ultimamente mais que o normal. – murmurou Lily. — Ele o ama mais agora que sabe que Sirius nunca o traiu.

—Sirius acha que não merece o amor de Dimitre. – murmurei apenas para Lily. – Por isso ele fica beijando Marlene na frente dele. Ele quer fazer com que Dimitre o odeie, para que ele não o ame mais.

—Talvez Dimitre mereça isso depois do que fez comigo, ano passado. – disse Emmeline. A olhamos chocadas.

—Talvez você tenha merecido o que ele fez, depois do que fez a Jacques Burke no quarto ano. — respondeu Lily. Emmeline bufou, ela sabia que não estava certa. Eu e Lily reviramos olhos, cansadas de Sirius e todos os corações partidos em volta dele. Emmeline, Marlene e Dimitre, pobre almas.

—Qual a probabilidade de Potter tentar me dar poção do amor? – perguntou Lily olhando para ele.

—Nenhuma. – respondi me deitando com a cabeça no colo de Emmeline e colocando as pernas no colo de Lily.

—Nenhuma? – perguntou a ruiva.

—O Jay é orgulhoso demais pra querer usar uma estratégia dessas. – disse Emmeline de maneira extremamente convincente. – Ele quer te conquistar por mérito próprio, obviamente.

Lily mordeu o lábio e olhou para ele.

—É... acho que vocês têm razão.

Troquei um olhar discreto e travesso com Emmeline, mas logo disfarçamos.

—Eu quero saber... o que você e Emily foram conversar. – disse Emmeline brincando com meus cabelos

—Eu também. – riu Lily. – Pode ir falando!

—Ah, eu prometi guardar segredo. – eu respondi sorrindo travessa.

—Ah! Já está de segredinhos com ela de novo! – ralhou Emmeline – E vai esconder da gente!

—Que traidora! – brincou Lily. Eu ri das duas.

—Ela quer ajuda pra preparar um presente para o Rabastan. – eu respondi.

—E por que ela foi recorrer a você em particular? – perguntou Lily.

—O que ela quer comprar pro Lestrange, que ninguém pode saber? Uma cinta com um pênis de silicone? – brincou Emmeline fazendo Lily abafar a gargalhada com as mãos.

—Não. – respondi – Eu sou o presente.

As duas ficaram em silêncio, digerindo a informação, mas então me olharam com olhos esbugalhados e bocas abertas de surpresa.

—O QUE? – perguntaram juntas.

—Sim. – eu ri um pouco. – Ela quer que eu… participe das brincadeiras deles. – disse. – E antes que perguntem, não vou pirar de novo.

—E você acha isso sensato? – perguntou Lily – Você e o Rabastan tiveram história, e bem tem isso também, não queremos que você pire de novo.

—Foi ele quem deu essa ideia? – perguntou Emmeline.

—Não. Ela quem pensou em tudo. Ele não faz ideia. Vai ser uma surpresa. – Lily e Emmeline trocaram um olhar temeroso, mas não falaram nada. Logo notei que o motivo para isso era Remus, que vinha andando até nós.

—Olá, meninas. – disse ele, com um sorriso. Era Maio e a lua cheia estava chegando novamente e ele estava com uma aparência bastante saudável. Em duas semanas ele estaria com a aparência de quem estava morrendo. – Sobre o que estão fofocando ai?

Senti um calafrio me subir à espinha. Eu sabia que ele escutava muito melhor que uma pessoa normal por conta da licantropia. Fiquei me perguntando se ele tinha ouvido aquilo, mas não liguei. Remus não era do tipo que saia espalhando o segredo dos outros, ainda mais os meus.

—O de sempre. – riu Emmeline – Meninos.

—Falando nisso, vem cá. – eu falei o puxando pelas vestes. Remus caiu no sofá e eu o beijei no rosto – Porque você é o mais fofo de todos!

—É mesmo. – diz Lily o abraçando também.

—Own! Eu também quero apertar o Remusinho! – disse Emmeline fazendo biquinho. Ela se jogou em cima de Remus e todas nós começamos a beijá-lo no rosto, deixando-o completamente vermelho.

—EU TAMBÉM QUERO! – gritou James pulando em cima de todos nós. – Me beija, Evans! – disse ele fechando os olhos. Lily deu um peteleco no nariz dele.

—Não estou alcoolizada o suficiente para isso. – ela falou.

James faz biquinho, se fingindo de magoado, mas todo mundo já conhecia essa cara de “falsa mágoa”.

—Só o Aluado ganha beijinhos? Isso não é nada justo! – resmungou ele.

—Mas é que o Remusinho é um lindinho. – eu ri beijando Remus na bochecha novamente. Ele me olhou corado.

—Você quem é, Addie. – murmurou ele.

—Obrigada. – falei o beijando no rosto de novo. Mas quando estava para me afastar, Remus virou o rosto e acabou roçando o nariz em meus lábios. Um frio subiu pela minha espinha e me perguntei o porquê dele ter feito aquilo.

—Você é linda, inteligente e legal. – ele adicionou. – Muito legal.

—Você é lindo, inteligente e legal também, Remus. Você sabe. – eu falei o olhando nos olhos.

—Ah... obrigado. – murmurou ele.

—E eu estou sobrando aqui. – riu Emmeline se levantando – Dá uns pegas nela, Aluado. Pelo amor de Merlin.

—Ei, Evans. Vamos? Deixar o casal ternura ai? – perguntou James.

—Ok. Mas aviso logo que estou com ciúmes, heim, Addie! – riu Lily.

—De mim ou do Remus?

—Dos dois! – respondeu ela ficando de pé. Ela deu um beijo na testa de Remus e outro na minha. Depois saiu rebolando atrás de James. Fiquei observando o jogo de flerte dos dois por um tempo, me perguntando se eu também acabaria jogando naquela noite, só que com Remus.

—Você acha que o James dá conta de beijar a Lily? Uma hora ela odeia ele, outra ama.

—Hum? – Remus piscou, como se estivesse muito concentrado em qualquer outra coisa e eu o tivesse acordado de algum transe.

—Lily, James. Beijos, amassos... sacou? – perguntei apontando para eles com o polegar. Lily estava de braços cruzados, com as costas apoiadas na parede. James conversava de frente pra ela, com as mãos nos bolsos. Os dois rindo muito um para o outro – Eles formam um casal legal, não acha?

Remus olhou para os dois e concordou.

—Ah, sim. Eu ficaria muito feliz pelo James se ele namorasse a Lily... – ele desviou o olhar, corou de leve e murmurou alguma coisa pra si mesmo, sem que eu entendesse.

—O que? – perguntei. Ele piscou de novo e me olhou, mais uma vez completamente corado. – Você só fica coradinho assim comigo ou é com qualquer garota bonita?

—Eu sou muito tímido. – respondeu ele olhando para as próprias mãos, parecendo bastante nervoso.

—E eu achando que era especial. – brinquei fazendo biquinho. Remus me olhou chocado.

—Mas você é! Você é a mais especial de todas! É minha melhor amiga! – disse ele.

—Estou na “friendzone”? – perguntei piscando muito, para fazer charme. Remus engole seco e afrouxa a gravata.

—Não. – respondeu ele – Mas... mas acho que Sirius não iria…

—Eu não me importo com o que o Sirius pensa, ele não pensa em mim antes de brincar com os sentimentos de Emmeline ou Marlene e até Dimitre.— adicionei arqueando a sobrancelha.

—B-bem... mas... é... – ele desviou o olhar e revirou os olhos.

—Remus. Vem cá. – falei ficando de pé e o puxando pela mão.

—Hum, ok... – murmurou ele. O guiei até o buraco do retrato e escutamos alguém assoviar. Viramos-nos e vimos Pedro e Emmeline movendo os quadris, fingindo o “ato”. Eu dei uma risadinha, mas Remus ficou tão vermelho que achei que ele iria desmaiar – Onde vamos? – perguntou ele quando saímos do Salão Comunal.

—Essa é uma excelente pergunta! – ralhou a Mulher Gorda.

—Nós já voltamos. E ele é monitor! – ralhei sem ligar a mínima pra ela. Fui puxando Remus comigo pelos corredores quase escuros do castelo e finalmente cheguei onde queria. A passagem secreta atrás do espelho.

—A Casa na Árvore? – perguntou ele.

—É. – confirmei, atravessando a passagem. Remus me seguiu e eu senti a mão dele suar contra a minha.

Atravessamos o corredor e logo chegamos à sala. Ela estava vazia, como esperei que estivesse. Tranquei a porta e depois fui até a vitrola, para colocar um vinil dos Beatles. Remus estava sentado no sofá. A expressão dele era de quem iria levar uma bronca da professora McGonagall.

—Você está com medo de mim? – perguntei para ele. Ele levantou a cabeça para me encarar.

—Não... – murmurou ele, parecendo um tanto triste. – O que vai querer fazer comigo?

Me sentei ao lado dele e o acariciei nos cabelos.

—Conversar, sem que todos fiquem prestando atenção na gente. – respondi calmamente. Remus concordou sem me olhar e eu achei aquilo um tanto estranho. – O que você tem? – indaguei.

—Você... você tem alguma segunda intenção comigo? – perguntou Remus.

—Remus... – comecei.

—Eu sempre achei que fosse apaixonado por você. – cortou ele. Pisquei surpresa e estava para falar qualquer coisa, quando ele continuou – Mas... mas agora eu estou confuso... Não sei se é apenas porque você não se interessa em mim... Eu... eu andei fazendo umas coisas…

—Está falando do que rolou entre você e Sirius? – perguntei de uma vez.

Remus corou com violência e me olhou chocado.

—Como... como você...?

—Vocês começaram a se agarrar no meio de um monte de gente. A maioria pensou que vocês estavam brigando e quem achou que vocês estavam se pegando, achou que era alguma pegadinha... mas Sirius acabou me contando. Ele sempre me conta.

Remus ficou ainda mais vermelho.

—Achei que ninguém saberia desde que Peter estava tão chapado que não se lembrou de nada. — ele murmurou. — Acha que é estranho… o que eu fiz? Com Sirius. — ele indagou. — Não gosta de mim por isso...

—Não seja idiota, Remus. Eu já beijei algumas garotas… é normal, não importa o que dizem. – respondi – Olhe pra mim. – pedi. Ele o faz e vejo aqueles olhos cor de âmbar dele olharem para os meus – Eu não deixo de gostar de você por você querer... explorar as opções. Somos adolescentes. Temos que fazer isso enquanto podemos usar a desculpa de que somos jovens e estúpidos.

—Antes que fiquemos apenas estúpidos? – perguntou ele com um sorriso tímido.

—Bem... sim. – respondi sorrindo. — Porque se sente tão mal sobre isso?

—A primeira vez eu estava chapado, mas a segunda? — ele falou e balançou a cabeça negativamente. — Eu me tornei igual… um traidor. — ele sussurrou.

—Por causa de Marlene?

—Sim. — ele suspiro. — Eu quero contar a ela, mas isso seria trair Sirius. — ele disse para mim. — Eu nunca faria isso. — falou pesadamente. — E… Dimitre. Ele provavelmente ainda tem sentimentos pelo Sirius. Ele que deveria estar sentando no colo do… — ele parou de falar e me olhou de olhos arregalados. — … não acredito que acabei de dizer isso.

—Isso é delicado. – eu falei, tentando não sorrir. – Sirius quebrou o coração dele, porque se preocupa demais. E ele está com Marlene porque provavelmente está se sentindo sozinho. — disse. — Não vai durar.

—Isso deveria me fazer sentir melhor? — ele quis saber.

—Não. — eu disse. — Só não faça mais e espere o fim inevitável de Marlene e Sirius.

Remus sorriu, e eu sorri de volta.

—Em uma escala…

—2. – o cortei. – Eu to bem hoje, sabe disso, na verdade esse mês inteiro. – sorri. – Graças a você. – disse. Remus corou.

—Ah... não foi nada.

—Remy, você tem sido simplesmente a melhor pessoa do mundo. – murmurei. – Desculpa se to te incomodando muito com minhas crises existenciais e choradeira.

—Você nunca incomoda, Addie. Nunca. – ele sussurrou. Sorri feliz.

O acariciei no rosto e o beijei na bochecha. Depois na outra, depois na testa, na ponta do nariz e parei com os lábios próximos dos dele, esperando que ele encerrasse a distância. Eu não sabia o que havia me dado, naquela hora eu só senti que talvez pudesse me divertir um pouco, ser um pouco mais a antiga Addie, e continuei esperando Remus encerrar a distância. Mas ele não o fez. Ele virou o rosto e se sentou no sofá.

—Não posso te beijar.

—Por que? – perguntei me sentindo um tanto rejeitada.

—Porque... porque não. – murmurou ele parecendo muito triste.

—Remus... o que houve? – perguntei pra ele, sem entender.

—Não quero que me beije por estar com pena de mim. – explicou ele.

—Não estou com pena de você. Eu quero te dar um beijo... – ele não me olhou de volta e aquilo me fez lembrar vivamente do fora que Adam me dera no terceiro ano. Quando eu estava louca de desejo por ele, mas ele não quis me saciar por me achar nova demais. Fiquei surpresa por sentir aquilo logo por Remus. Eu estava assim tão desejosa do beijo dele?

—Se eu te beijar... eu vou me magoar. – murmurou ele.

—Por quê?

—Por que... Porque sim. – resmungou ele ficando em pé e se afastando de leve – A cada dia que passa eu... – ele caminhou até uma parede e suspirou – Eu odeio mais e mais ser o que eu sou.

—Do que está falando, Remus? – perguntei confusa.

—Dessa maldição! – rosnou ele chutando o malão com violência. – De ser um maldito lobisomem!

—Céus... o que houve? Alguém descobriu? – perguntei sem entender. – Snape contou a alguém?

—Não. Não é isso... é só que... – ele engoliu em seco e passou uma mão pelos cabelos loiros. – Eu... eu sem querer... – ele me olhou – Não transe com Rabastan, Addie. – pediu ele.

Senti meu estômago dar um pulo.

—Qual o problema? Qual o problema de eu me divertir um pouco? – perguntei franzindo a testa. – Eu sei que eu não estava emocionalmente pronta para nada disso a pouco tempo atrás, mas você sabe qual foi a última vez que eu…

—Foi com o Cook. – respondeu Remus.

Abri a boca para dizer que ele estava errado. Mas a verdade era que ele não estava.

—Como você...?

—Seu cheiro muda... quando você faz... – ele ficou vermelho – Viu? É uma merda isso! – rosnou ele zangado, pegando o estojo de desenho que Pedro tinha esquecido ali e o jogando no chão – Eu fico sabendo de coisas que eu não queria saber. Eu não quero que faça isso com Rabastan, por que... vocês tiveram uma história... e eu fico feliz por James e Lily finalmente estarem se ajeitando porque eu sei que isso diminui a chance de vocês terem outra recaída! E apesar de você estar triste, estou tão feliz com o quanto você precisa de mim. O quanto você quer a mim! – Remus se jogou numa poltrona, parecendo simplesmente exausto – Eu odeio ser egoísta assim. Eu não sou assim! Mas quando o assunto é você... eu simplesmente não consigo evitar.

—Remus... eu não vou voltar com Rabastan. É só uma coisa que eu queria fazer. Experimentar. Nada mais do que isso.

—Mas, Addie... – murmurou ele – Não... não faz isso com ele, por favor. Ele é um admirador do Lorde das Trevas! Ele não presta.

—Eu sei melhor do que ninguém o que Rabastan é e deixa de ser. Eu mesma me afastei dele por causa disso… eu só quero me sentir como Addie novamente.— murmurei ranzinza. – Vai ser só uma aventura. Você deveria fazer mais algumas. Ver como é. Quem sabe assim você... você se diverte mais.

—Eu quero aventuras, Addie. – murmurou Remus – Mas não quero me aventurar com qualquer pessoa. É só isso.

—Então vamos. – falei o olhando sem entender o porquê de estarmos tendo aquela conversa horrível quando poderíamos estar nos beijando e nos divertindo, mas algo dentro de mim se embrulhava com esse pensamento. Comecei a me lembrar de eu e Remus no primeiro ano, a queda enorme que eu tinha por ele e que apesar de desastrado nosso primeiro beijo foi o melhor primeiro beijo que eu poderia ter tido. Que poderíamos ter sido namoradinhos desde o primeiro ano, mas eu não o escolhi.

—Vamos o que? Você quer que eu te beije? – perguntou ele parecendo quase zangado.

—P-pra começar. – falei me sentando no sofá.

—E depois? Quer que eu tire a sua roupa e te beije inteira? – perguntou ele se aproximando.

—Sim, parece uma boa ideia. – respondi, um pouco receosa, olhando para ele.

—E depois? O que quer que eu faça? Quer que eu transe com você? Aqui no sofá? – perguntou ele me olhando nos olhos.

—Quero. – respondi convicta, mas algo no tom de voz e na expressão séria dele me deixou um tanto alerta. Remus me puxou de uma vez, para que eu ficasse de pé. Ficamos muito próximos um do outro, com meus seios prensados contra o peito dele.

—E depois, Addie? O que acontece depois?

—O que você quer que aconteça depois? – perguntei, um tanto assustada, mas assutada comigo mesma.

—Eu vou te dizer o que eu quero que aconteça. – disse ele. – E depois o que vai acontecer. – ele me encarava com seus olhos cor de âmbar e isso me fazia arrepiar. – Eu queria fazer tudo isso e passar a noite aqui. Só eu e você. E depois irmos de mãos dadas para o Salão Principal e então eu te pediria em namoro. Porque eu amo você.

—Não me ame, Remus... – murmurei sem saber o que fazer. Amor só deixaria tudo complicado. E eu não queria me deixar sentir aquilo. Meu coração ainda sangrava por causa de Adam e eu não estava pronta para admitir que talvez era hora de deixá-lo ir. Principalmente com a guerra ali, sempre tirando alguém importante de nossas vidas. Sempre dizendo que ninguém estava seguro.

—Eu vou dizer o que vai acontecer. – murmurou Remus – Se a gente transasse, eu acordaria aqui sozinho. Você falaria que foi coisa de momento. Eu entenderia, porque afinal, eu sempre entendo, não é? – ele me soltou. – E então eu não conseguiria deixar de prestar atenção no seu cheiro, quando voltássemos de Hogsmeade. Você não abriria mão da sua aventura por minha causa. Por que deveria? – ele cruzou os braços. – Mas isso não faria com que eu me magoasse menos.

—Remus. Por que você precisa deixar tudo complicado? – perguntei, sentindo uma avalanche de sentimentos.

—Porque a vida não é simples, as pessoas são complexas. Eu não posso fingir não ter sentimentos… e você também não. A vida não é uma eterna brincadeira, como você, Emmeline e Sirius gostam de fazer de conta que é. A vida é cruel, Adhara!

—E VOCÊ ACHA QUE EU NÃO SEI DISSO? – gritei para ele, o empurrando nos ombros. – EU PERDI OS MEUS PAIS. EU PERDI O ADAM! EU PERDI A MARY! – gritei furiosa. Simplesmente furiosa. – Qual o problema de querer me distrair? Emmeline viu a mãe dela morrer na frente dela, aos pouquinhos. O cretino do pai dela resolveu aparecer do nada. Os avós dela estão morrendo também! E Sirius? Ele finge estar com Marlene, ele finge estar com Emmeline, mas adivinha ele está sozinho! Eles não tem ninguém! Ninguém! Ou melhor! Eles tem a mim e eu tenho a eles. – eu falei irritada. — James não sabe como é se sentir assim… e Sirius sabe disso. Somos iguais!

—Você é única, Adhara. – retrucou Remus – E eu acho errado você fazer isso consigo mesma. Você está na Grifinória. Deveria ser mais corajosa. – ele se virou para sair. Mas eu odiava quando falavam que eu não era corajosa o suficiente.

Por isso fui até ele e o puxei de volta.

—Eu não sou corajosa, por um acaso? Eu enfrentei minha família. Enfrentei um sistema ridículo e autoritário. Enfrentei meu casamento arranjado com Sirius! Como pode falar que eu não sou…

—Você não enfrentou coisa alguma! – retrucou Remus – Você fugiu! Você sempre está fugindo!

—Fugindo? – perguntei furiosa. – Acha que eu estou fugindo? Fugindo de que?

—Da sua família, das suas obrigações na escola, do sistema autoritário imposto e de seu casamento arranjado. De mim! Você está fugindo de mim. E quer saber, isso é problema seu. – adicionou ele. – Mas deveria pensar mais nos outros antes de agir. Porque você pode magoar alguém.

—Oh, cale a boca. Eu não acredito que…

—Como pode sugerir transar comigo, apenas por transar, quando eu digo que gosto de você? De verdade? – perguntou ele me olhando com mágoa. – E ainda diz que vai transar com Rabastan depois... tem noção do quão egoísta é isso? – perguntou ele. Eu não sabia o que responder, parecia ter perdido a habilidade de falar. — Você tem noção?

—Eu não sei! — eu consegui falar. — Eu não sei! — berrei quase chorando. — Eu só… senti essa vontade que eu não sinto em tanto tempo… eu só queria fazer algo que a antiga Addie faria e … eu queria beijar você, não só a antiga Addie…

—E você não pensou em quanto essa sua vontade me magoaria, certo? Uma boa noite, Adhara.

—Ótimo! Faz o que você quiser, Lupin! – falei zangada. Ele me olhou chateado e suspirou.

—Como quiser…

Ele saiu batendo a porta e eu me joguei no sofá, com os olhos cheios de água. Eu não queria ficar pensando nas coisas que ele me disse, mas não consegui evitar. Pensei em como todo mundo dizia indiretamente e diretamente sobre Remus estar apaixonado por mim e sobre como eu nunca dei ouvidos, como nunca quis ouvir. Como eu ignorava quando vi que ele olhava tempo demais para mim e como ele ficava aéreo na época em que eu namorava James e Adam, em como ele parecia mais feliz que o usual quando eu estava com ele. Eu tinha todos os sinais esfregados na minha cara, mas eu simplesmente ignorei, fingi que nada estava acontecendo, que éramos só amigos e para sempre seriamos sempre aquilo. Mas ele havia se declarado e havia me chamado de covarde e egoísta.

Acabei caindo no choro e me deitei abraçando uma almofada, desejando ter meus pais ali para me abraçar ou Adam.

—Ele está morto. – murmurei para mim mesma – Assim como meus pais... estão todos mortos…

Eu me senti como se todos aqueles meses tendo Remus como a pessoa mais próxima na minha vida tivessem ido para o espaço, que nada mais importava e que eu era uma vaca egoísta. Talvez eu realmente estivesse voltando a ser a Adhara de antes, a que já enfiou a cabeça de outra pessoa na privada e zoava os outros por diversão. Fechei os olhos e continuei chorando até cair no sono. Tive aquele pesadelo novamente. Aquele horroroso, cheio de caixões. Só sobrara eu, tia Walburga e Bellatrix, com aquela máscara de Comensal. E eu não tinha escolha a não ser colocar uma igual.

Abri os olhos e senti que estava sendo abraçada. Não estava mais no sofá. Estava no colchão, no chão e Remus estava lá comigo. Ele dormia abraçado comigo. Ele deveria ter voltado e não quis me deixar sozinha lá, sorri timidamente para ele e o beijei na testa. Ele abriu os olhos, que pareceram brilhar no escuro, pela pouca luz.

—Me perdoe. – murmurei. Ele concordou com um aceno de cabeça.

—Me perdoe também. – respondeu ele.

—Sempre. – respondi me abraçando mais a ele. Sinto os lábios de Remus na minha testa, depois no meu nariz. Respirei fundo logo antes de sentir os lábios dele contra os meus.

Ele me beijou de um jeito tão carinhoso e profundo que eu fiquei chocada por notar que nunca, ninguém, havia me beijado assim. Ele entrelaçou os dedos com os meus e suspirou se aproximando ainda mais, em aproximei mais também, sentindo aqueles doces lábios tocarem os meus deliciosamente, tão delicadamente. Eu sentia me corpo vibrar a cada vez que nossas línguas se tocavam, sentia meu coração bater mais rápido. Ficamos naquele beijo durante muito tempo, sem que eu me cansasse. Pelo contrário. Eu queria mais. Mais dele. E não de um jeito apenas sexual. Era mais intenso que isso. Eu queria beijar Remus até não poder mais.

Senti os dedos dele em minha barriga, a fazer uma carícia em minha pele. Ele subiu minha blusa e me beijou no umbigo. Fechei os olhos achando aquilo bom. Ele me beijou pela barriga e depois subiu para o pescoço. Os beijos dele eram sedutores e carinhosos. Lembravam um pouco os de James, mas apenas de leve. Os beijos de Remus eram diferentes de tudo que eu já tivesse experimentado.

Senti a língua dele abrir caminho pelos meus lábios, para se encontrar com a minha. O beijei de volta, como se pudesse morrer se não o fizesse. O abracei com força, o puxando para mim e ele me puxou para mais perto também. Por mais carinhoso que estivesse, meu corpo começou a desejar mais. Eu queria mais. Eu queria que Remus me tocasse... mas eu estava com medo. Com medo de magoá-lo... com medo de acabar magoada.

Talvez ele tivesse razão... talvez eu não seja tão corajosa quanto penso que sou. Eu vivia com medo, afinal. Medo de perder Teddy. Medo de perder Sirius, James... Medo de acabar sozinha, naquela guerra sangrenta. Medo de ver outro amigo num caixão, como fora com Mary. E se fosse Lily, que era nascida trouxa? Ou se fosse Emmeline, que era mestiça? Ou se fosse James, cujos pais eram apoiadores fervorosos de Dumbledore? E se fosse meu doce Remus, que além de mestiço, era um lobisomem? E se o matassem? Se o tirassem de mim, como tinham tirado Adam?

Aquele pensamento foi demais pra mim e eu o afastei com um soluço.

—Me desculpe... eu... eu... – murmurei soluçando.

—Shhh... está tudo bem. – sussurrou Remus me abraçando. – Eu nunca vou te deixar sozinha, Adhara. Eu prometo.

—Você tem razão... eu sou covarde... – sussurrei. – Eu vivo com tanto medo, Remus. – sussurrei querendo engolir o choro.

—Ser corajoso não significa não ter medo, Addie... significa enfrentar esses medos.

—Mas eu tenho enfrentado do jeito errado? É isso?— falei com outro soluço. Remus sorriu pra mim. Mesmo no escuro pude ver o sorriso dele. – Eu fugi… eu fugi…

—Tudo bem. Ainda somos jovens e estúpidos, lembra? – perguntou ele. Dou uma risadinha, mesmo que uma lágrima escorresse por minha bochecha – Vá dormir, Addie... – sussurrou ele – Eu vou ficar aqui com você.

—Promete não me deixar sozinha?

—Nunca. – respondeu ele antes de me beijar na testa. – Nunca, Adhara. Nunca mesmo...

Quando descemos para o café da manhã, notamos os olhares cheios de malícia de James, Lily, Peter e Emmeline – principalmente Emmeline. Ela tinha aquele olhar de “quero saber todos os detalhes minuciosos possíveis”. Mas Sirius nem se deu ao trabalho de olhar para mim, eu tentei o mirá-lo e ele finalmente me olhou, mas ele parecia confuso com algo.

Eu me sentei ao lado de Emmeline. Não estava de mãos dadas com Remus. Nem ao menos estávamos cheios de troca de olhares, como tinha sido com James. Remus tinha feito com que eu me fizesse pensar se eu realmente estava enfrentando tudo que estava acontecendo comigo ou… só fugindo. Fugindo do que eu sentia. Olhei para a mesa da Sonserina, onde um Rabastan e Emily conversavam baixinho, de cabeças unidas e mãos dadas, recebiam muitos olhares tortos, mas pareciam não dar a mínima para isso.

Nunca mais tinha pensado que desejaria aquilo de novo. Mas Remus tinha me deixado com dúvida. Mas céus, como eu tinha medo. Eu não estava pronta para um relacionamento. Não quando toda hora minha mente ia para minha irmãzinha morta. Não quando toda hora minha mente ia para Adam Cook e a carta dele que eu ainda tinha guardada. Mas Adam estava morto e longe do meu alcance. Por isso não sorri marota para Emmeline. Nem olhei para ela. Me sentei cabisbaixa e comecei a comer, sem animação alguma. Remus se sentou ao meu lado, parecendo completamente perdido. Mas ele estava respeitando o espaço que eu precisava e eu era grata por isso.

—Addie. Bom dia. – disse James com um sorrisinho – Dormiu bem? – mas eu não respondi. – Hum... Remus? Tudo certo?

—Ele broxou? – perguntou Peter um tanto alto demais. Senti meu estômago dar um salto. Olhei para Remus, que estava muito corado.

—Eu e Addie não fizemos sexo. – murmurou Remus. – Apenas ficamos conversando até cair no sono.

—Por isso ela está com cara de enterro? – perguntou Marlene, só então notando o que falou. Ela me olhou culpada assim que falou.

—Lene. Não fale isso da Addie. – pediu Sirius, de maneira polida.

Antes que qualquer um pudesse responder, eu me levantei. Não estava com fome. Não estava com cabeça para aturar tipo de piada. Me virei e saí em direção ao dormitório. Mas então resolvi ir para a Ala Hospitalar. Diria que estava com cólicas e tomaria alguns chás calmantes e dormiria a manhã inteira. Era um bom plano.

Mas Emmeline me interceptou no meio do caminho.

—O que houve? – perguntou ela me segurando no pulso.

Me livrei da mão dela, mas não consegui andar. Me abracei e olhei para fora, para o lago, com infelicidade.

—Eu não quero…

—Nós vamos falar sobre isso. – cortou Emmeline – Eu sou sua melhor amiga, e você não está bem. Eu preciso saber o que você tem, para poder te ajudar.

—Eu não acho que você possa me ajudar. – eu disse com um sorriso triste.

—Então eu espero ao menos te consolar. – disse ela calmamente. – O que houve, Addie?

—Remus se declarou pra mim. – eu respondi cruzando os braços.

—Finalmente, não?

—Ele me ama.

—Ele é um rapaz muito legal. E bonito. E tem sido a melhor pessoa pra você. Por que você…

—Eu não sei se estou pronta pra isso. – murmurei – E ele escutou que eu iria fazer um... ménage com o Rabastan. – adicionei – Ontem foi um completo desastre, Emmeline.

Emmeline se escorou na parede ao meu lado.

—É... – ela deu um suspiro – Você precisa ser honesta com o Remus. – disse Emme. – Se você não está pronta pra um relacionamento, e ele já confessou amar você... então você tem que ser gentil, mas firme. Dizer que não rola nada e…

—Eu partiria o coração dele. – cortei infeliz. – E eu... isso seria tão... tão…

—Você não é obrigada a gostar dele só porque ele gosta de você... – murmurou Emmeline. – Só não faça igual ao seu primo. Tome uma decisão e não brinque com os sentimentos dele. Olha para mim! — exclamou. — Voltei a ser a vagabunda traidora. – Emmeline jogou a franja para longe dos olhos. – Os garotos não são forte como as garotas ao lidarem com decepções amorosas.

—Eu... eu vou teria que me afastar dele?– perguntei querendo chorar. – Eu não quero tirar Remus da minha vida. Ele é tudo pra mim agora! Eu não quero ficar afastada como com Rabastan.

—Querida, eu tenho muita dó do Remus se você quer mesmo compará-lo com o Lestrange. – riu Emmeline, revirando os olhos. – O Lestrange sempre foi, e sempre vai ser, apenas uma aventura pra você. Remus está longe de ser só isso.

—Como assim? – perguntei olhando para ela.

—Oras. Você e o Remms tem uma história antiga. Ele foi o seu primeiro beijo. Seu primeiro interesse romântico... mas ele sempre foi tímido demais pra você, que sempre foi mais segura e confiante de si mesma e você seguiu em frente e ele… não. – Emmeline sorriu pra mim, colocando as mãos nos quadris – Mas ele sempre esteve lá, sempre que você precisou. Quando você brigou com James e Sirius, quando você quase se afogou, foi ele quem salvou sua vida. Quando você começou a ficar com o James, ele sabia, mas não dedurou você. Quando você... quando você perdeu seus pais... ele também esteve lá pra você... quando a Mary se foi também... – Emmeline baixou os olhos, tristemente. – Emily terminou com ele, porque ela sabia que ele amava você. Remus sempre esteve lá pra você... Ele sempre amou você, sua boba. Mas se você só vê ele como amigo, você tem que falar isso pra ele e de maneira alguma deve deixar com que a paixão dele por você empaque a sua vida.

—Não é simples assim, Emme. A vida não é simples, está bem?

—Eu sei que não é! – disse Emmeline arqueando as sobrancelhas. – Eu, alguma vez, disse que era? – eu neguei com a cabeça. – Escute, Addie. Você tem que conversar com ele e decidir o que quer fazer. Mas não deve ficar com ele só porque ele quer e você não quer magoá-lo. Isso é idiotice.

—Eu não acho que o ponto seja esse. – murmurei. Soltei um suspiro, sem saber o que fazer. — Eu... eu tenho muito medo... de perder a amizade dele. De perder ele. Ainda mais se fizer sexo com Rabastan.

—Eu teria também, mas ele está só com ciumes, Addie. – disse Emmeline. – Assim como teria medo de perder a sua amizade... Remus é um amigo verdadeiro e provavelmente está muito perdido nessa situação toda... a vantagem é que é o Remus. Ele é o garoto mais maduro do nosso ano. Ele vai entender, Addie. Pode doer e machucar no início. Mas ele vai entender. — ela disse e sorriu, começando a andar para longe.

A cada passo que ela dava, eu escutava meu coração pulsando em minha orelha como se berrasse. A cada passo eu sentia algo escuro dentro de mim se alastrar pelo meu corpo. A cada passo eu sentia um desespero crescer na minha garganta.

E a voz de Remus veio em mim mente.

Eu iria entender, porque afinal, eu sempre entendo, não é?

Notas finais
ELES SE BEIJARAMMMMMMMMM, REMUS SE DECLAROU, TEVE PEDIDO PRA PARTICIPAR DE MENAGE!!!!!!!!!! MAS O QUE VAI ACONTECER? Addie vai querer Remus? Ou Emily e Rabastan? PRÉVIASSSSSSSSSS: 1º: "-Eu só quero consertar você, Addie. —Eu não estou quebrada!" 2º: " - James estava chorando quando saímos." 3º: "-O que você vai fazer sobre Remus? —O que tem a fazer sobre Remus? " 4º: "- Eu não acredito em você." 5º: " -Eu... gosto você desde a primeira vez que te vi. Eu tinha doze anos. E eu me apaixonei por você." 6º: "-As vezes precisamos de ajuda para ver melhor as coisas." 7º: "-Eu não sou Adam!" 8º: "- Eu não sou gay" PRÉVIAS MEIO MISTERIOSAAAAAS! ME DIGAM O QUE ACHARAM! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora