Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOO CHANELS ♥ Penúltimo capítulo da maratona de final do 5º anoooo, daqui a pouco acaba, não fiquem tristeeee. E muito obrigada a todo mundo que ta comentando e pedindo cada vez mais capítulos :))))))))))) Obrigada, Chanels. Capítulo passado Addie finalmente a RAINHA DA PORRA TODA ♥ E Addie noivaaa ai que lindos, maravilhososssss. Aproveitem a o primeiro capítulo de férias, aproveitem bastante. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥

IF I KNEW

JAMES’S HOUSE

1976

SUMMER

—FÉRIAAAAAS! — James berrou, completamente pelado, antes de pular na piscina bêbado. Gargalhei, também bêbada, e comecei a tirar a roupa, ficando somente de calcinha e sutiã. Me joguei na piscina, depois de beber todo o meu copo de vodca congelada. Marlene se jogou só de calcinha na piscina, e a vi nadando até James, que tentava rebolar embaixo d’água.

—MEU MERLIN! — berrei, ao ver os dois se beijando. — JAMES E MARLENE TÃO SE BEIJANDO! — gritei, chamando a atenção, do resto do grupo, que bebia e dançava em volta da piscina. Mas provando que era só uma brincadeira, os dois logo se separaram, percebi o olhar de Lily em James e seu nariz torto para cena que aconteceu.

—To só brincando, amor. — Marlene disse, para Sirius que estava sentado de blusa e cueca na beira da piscina, com as pernas dentro. Ela se ergueu na água para dar um beijo nele.

—Sem problemas. — Sirius disse. — James vive falando que adoraria comer uma garota comigo, quem sabe não é você?

—Quem sabe… — Marlene riu.

—Alice, casa comigo, sua GOSTOSA! — Frank gritou, quando Alice começou a rebolar sensualmente com Lily, que bebia seu vinho cor-de-rosa que tanto amava.

Alice tinha cortado seu cabelo curtinho, na nuca, e dizia que iria corta mais ainda, estilo cabelo de menino. Eu nunca faria isso, mas disse que se isso fosse a fazer feliz, eu a apoiaria totalmente.

Dorcas e Emily viravam bebidas, rindo juntas em um canto, com Peter desmaiado ao lado delas. Dimitre estava sentado ao lado de Frank, observando Sirius, que beijava Marlene, com ela em seu colo, com dor nos olhos. Dimitre desde que pegou Sirius o “traindo” estava meio deprimido, andava triste, só ria com Lily, e tinha se afastado de mim e James principalmente, Lily me disse depois que era porque eu e James lembrávamos muito Sirius, mas estranhamente ele tinha ficado próximo de Emmeline, e eles viviam conversando sozinhos agora, como em um grupo de “Traídas por Sirius Black”.

Nadei até Remus, que estava sentado em uma beirada da piscina, como Sirius, com as pernas balançando na água. Eu apoiei meus braços na beirada, e repousei minha cabeça. O mirei, com um sorrisinho. Ele sorriu de volta.

—Vou sentir sua falta nessas férias, Addie. — ele murmurou, quase tristemente. Me levantei, e sai da água, me sentando ao lado dele. Percebi seu olhar em meu busto por alguns segundos, mas logo Remus estava bebendo seu hidromel, olhando o copo fixamente.

—Eu vou sentir a sua. — murmurei, deitando minha cabeça em seu ombro. — Quem agora vai te ajudar com suas paranoias?

Ele riu, e deitou a cabeça em cima da minha, entrelaçou sua mão seca, com a minha molhada e me acariciou com seu dedão.

—Não vire uma estranha. — ele pediu.

—Nunca.

Adam estava com dor de garganta. O que era um problema enorme e horrendo, sendo que ele tinha show em menos de uma hora. Ele tinha tomado poções e pílulas trouxas, mas sua garganta continuava doendo, e inflamada. Ele não conseguia cantar.

Estávamos no camarim, a banda toda pirando com isso, pensando em cancelar o show, o que seria mais um problema, porque a gravadora que tinha marcado esse show para eles.

—Todo mundo fica calmo. — Eddy pediu. — Nós só estamos muito ferrados…

—Eu posso cantar… — Marshall murmurou. Marshall sempre acompanha Adam no vocal, porque depois de Adam que sabia cantar e tinha voz muito bonita, era o melhor, já Astrid e Eddy, serviam para tocar e fazer backing vocal, mas não eram grande cantores.

—Nós precisamos de um cantor principal. — discordou Astrid.

Adam fez uma careta, com a mão na garganta, e eu sentada em seu colo, o acariciei na bochecha. Ele me encarou e seus olhos brilharam.

—Addie! — ele falou, com a voz rouca.

—O que?

—Addie… você pode cantar. — ele disse. — Você cantou no show de talentos e já te ouvi cantar… e você sabe todas nossas músicas originais de cor. — ele falou, e tossiu um pouco depois. — Addie, nos salve.

A banda me olhou, e eu me segurei para não mudar meus cabelos de cor, sobre o olhar atento deles. Eddy tinha uma das sobrancelhas arqueadas. Marshall um biquinho suplicante e Astrid um olhar de “se você não cantar, eu te mato”. Então eu murmurei:

—Okay?

BLACK SHEEP

Eu estava estranhamente confiante quando subi no palco com a banda. Todos aplaudiram, e eu me postei em frente ao microfone, vendo a pequena multidão de pessoas a minha frente. Eu tirei meu casaco, ficando de saltos vermelhos e um vestido preso colado, com o cabelo em um penteado maneiro.

Adam começou a tocar e a banda o segui.

Oh yeah!— eu cantei, quase gemendo. — Oh yeaaaah!— eu vi meus amigos na multidão, que começaram a gritar quando viram que eu que cantava. — Hello again, friend of a friend, I knew you when… — balancei minha cabeça, enquanto Adam fazia a melodia forte com sua guitarra. Ele sorriu para mim. — ...our common goal was waiting for the world to end… Now that the truth is just a rule that you can bend
You crack the whip, shape-shift and trick the past again…
— cantei, me achando ótima, e amando o sorriso de Adam para mim, como se agora me amasse um pouquinho mais do que antes. — I'll send you my love on a wire. Lift you up, everytime. Everyone, ooooooh, pulls away, ooooooh, from you… — eu cantava, entregue a música. Adorando aquilo, me sentindo uma estrela de verdade. Continuei cantando, com a banda tocando, e Adam sorrindo para mim.

Quando a música acabou, fomos aplaudidos, e depois cantei mais algumas músicas, até a pausa, em que descemos do palco e Adam me agarrou, me beijando furiosamente.

—Agora eu entendo quando você diz que quer me lamber todo quando estou cantando no palco. — ele me diz. — Você nunca esteve tão gostosa. — ele murmurou, me beijando ardentemente.

—Uau. — Emmeline riu, se aproximando de nós, ela sorriu para Eddy, enquanto eu continuei beijando Adam, nós dois encostados na parede e suados. — Sentiu minha falta? — escutei ela dizer. Eddy riu, e poucos segundos depois, escute os passos deles se afastando para o camarim.

Adam me beijou no pescoço, e parecia realmente muito sedento por mim. Me agarrando com força, e me beijando quase desesperado. O abracei com a mesma intensidade, chupando sua língua e o arranhando.

—Vão para um quarto. — escutei a voz de Sirius, me separei um pouco de Adam, mas ele continuou a me beijar no pescoço.

Sirius estava a minha frente, com uma jaqueta de couro e um braço em volta de Marlene, que fumava um cigarro, e tinha os cabelos presos em um coque.

—Você mandou bem, Addie. — ela me disse.

Sorri agradecida, e franzi a testa para Sirius, que deu de ombros, pegando o cigarro de Marlene para tragar, e depois beijá-la.

Adam chamou minha atenção de volta e me cheirou, me arrepiei, com seu nariz em meu pescoço, e o beijei no queixo. Adam estava com a garganta inflamada, e não era contagioso, mas eu sabia que doía para ele me beijar, então, parei de deixá-lo me beijar, e fiquei dando beijinho no pescoço dele.

—A garganta? — indaguei.

—Ainda dói. — ele falou rouco.

Logo iriamos voltar para o show, e depois iriamos para a pós-festa na casa de Eddy, onde eu tinha certeza que Emmeline passaria a noite estudando o teto do quarto de Eddy.

O show acabou, e eu entrei na van de Adam com ele. Emmeline foi com Eddy, mas, mesmo assim, a parte de trás da van estava apertada, com alguns instrumentos e meus amigos enfiados e embolados ali dentro. Descemos em frente a casa de Eddy e eles saíram animados para festa, até mesmo Dimy que estava meio para baixo ultimamente. Olhei Adam, e peguei na minha mochila uma poção, e dei na boca dele, com um sorriso carinhoso.

—Logo, logo vai ficar melhor. — falei, o dando um selinho, e depois guardando o frasco de volta na mochila.

—Eu já te disse o quão gostosa você estava naquele palco? — ele indagou. Eu sorri, e neguei.

—Hum, acho que não. — brinquei. Ele sorriu safado, e me olhou inteira, no vestidinho preto, curto e apertado, mostrando minhas curvas e meu decote.

—Muito gostosa. — ele disse, colocando uma mão na minha coxa, e subindo devagar. Involuntariamente eu abri as pernas, deixando a mão dele se infiltrar entre minhas coxas. Suspirei, sentindo ele me acariciar por cima da calcinha vermelha fio dental, agarrei seu braço, quando ele arrastou minha calcinha para o lado, me olhando intensamente, quando me tocou com seus dedos. Gemi seu nome, e Adam beijou meu pescoço, enquanto eu olhava para o vidro da frente da van. Algumas pessoas passavam indo para dentro da festa, mas eu não liguei, puxando o rosto de Adam e o beijando, mas me separando e o deixando me beijar no pescoço, enquanto me massageava na intimidade. — Geme para mim, Addie. — ele pediu, introduzindo um dedo até o talo dentro de mim.

—Adam! – eu gemi sofridamente, rebolando em seu dedo, querendo mais. Ele introduziu mais um dedo, e meu vestido se ergueu sozinho. Adam começou a bombear seus dedos de mim, e se curvou, abaixando meu decote e expondo meus seios. Ele chupou um dos meus mamilos, e eu dei um gemido mais alto, agarrando seus cabelos, e o forçando contra meus seios.

—Você está tão deliciosamente úmida. — ele sussurrou. Me fazendo ficar mais quente, eu sentia que minha excitação podia escorrer pelo banco naquele momento. Adam esfregou meu clitóris com seu dedão, e mordiscou o meu peito, eu estava sentindo que logo gozaria intensamente.

Adam começou a mexer os dedos mais violentamente, me fazendo gemer alto, e jogar a cabeça para trás, esperando. Meu orgasmos veio violento, e eu me contorci no banco, ofegante, Adam retirou os dedos de dentro de mim e eu olhei meu namorado, que sorriu safado, e chupou os próprios dedos.

—Talvez é bom para dor de garganta. — ele murmurou roucamente. Suspirei e sem me controlar, fui para o colo dele e arranquei sua camisa com tudo. Adam riu com minha pressa, e eu abri sua calça e tirei seu cinto. O masturbei, enquanto com a mão livre pegava uma camisinha. — Você está com dor de garganta? — ele me perguntou. — Porque eu tenho algo aqui que pode ajudar. — ele disse, descendo os olhos para a própria intimidade. Eu ri, e deixei a camisinha de lado, para voltar para o meu banco e em seguida me curvar, e colocar Adam inteiro na boca. Ele gemeu, com aquela voz rouca sexy, e eu o chupei fortemente, pressionando minha língua por onde eu passava. Giro minha língua em volta da ponta, apreciando seu gemido, Adam empurra seu quadril contra minha garganta, e eu o chupo mais fundo, senti a mão dele na minha nuca, e ele me puxou para cima. — Sobe em mim. — ele pediu. Assenti, e peguei a camisinha. Voltei para o colo de Adam.

Abri a camisinha com os dentes, e depois a desci pela intimidade dura de Adam, ergui meu quadril, arrastei minha calcinha para o lado e desci lentamente, me sentindo preenchida. Gemi devagar, e Adam apertou cada lado da minha bunda, para que eu me mexesse. Comecei a quicar em seu colo, as vezes descendo rebolando, o que fazia Adam quase gritar.

Eu queria berrar, enquanto Adam me abraçava fortemente, e começa a beijar ardentemente os meios seios que balançavam fora do vestido, já levemente vermelhos pelas mordiscadas e chupões de Adam. Eu queria rebolar em seu colo até não poder mais. Queria sentir aquela sensação deliciosa para sempre, com Adam em meus braços, me beijando e me amando. Adam gemeu em minha boca, e eu senti novamente a sensação do orgasmos me possuir e nós dois gememos o nome um do outro, ao finalmente alcançarmos o ápice.

Adam sorriu satisfeito, e me acariciou na cintura. Ele me beijou e sussurrou:

—Eu acho que tem pessoas assistindo a gente.

Dorcas estava sentada no capô de um carro qualquer, que estava estacionado em frente a casa do amigo de banda do Adam. Ela bebia uma latinha de cerveja, escutando a música que saia da casa, alcançando os ouvidos dela. Dorcas bebeu um gole, e ouviu um gemido. Ela mirou a van de Adam, que se mexia levemente, ela focou os olhos, e viu Adhara em cima de Adam, os seios dela de fora, e os dois se beijando, enquanto ela ia para cima e para baixo. Ela suspirou, e viu os lindos seios de Adhara, balançarem, ela sentiu algo entre as pernas e por isso desviou rapidamente os olhos da cena erótica a metros a sua frente.

—Dorcas Meadowes. — ela escutou uma voz. Ela se virou e viu Michelle Diggory da Trifeta do Bullying, sorrindo para ela. Dorcas sorriu de volta e a menina se sentou ao lado dela.

—O que faz aqui? — Dorcas indagou curiosa.

—Meu irmão está saindo com uma garota trouxa, que por um acaso é amiga dessa banda, então nós dois viemos ver o show, e depois um tal de Eddy nos convidou para festa... — ela murmurou. – Engraçado que paramos no mesmo lugar, eu não sabia que era a banda de Adam Cook, o cara popular da maldita Sonserina. — riu Michelle. — Eu odeio Sonserinos, não conheço um que tem sido realmente legal comigo.

—A maldita Sonserina. — brincou Dorcas.

As duas riram, e escutaram mais um gemido alto. Michelle virou o rosto e mirou a van. Ela sorriu, e ergueu uma sobrancelha.

—Adhara Black tem os melhores par de peitos, não é?

—Ah, sim. — Dorcas murmurou, corada.

—São bonitos. — Michelle disse. — Não acha?

—Aham.

—Metade das garotas matariam para ter aqueles peitos.

—E a outra metade?

—Quer chupá-los.

Eu estava a ao menos três dias de férias, e logo chegaria o dia em que eu teria que ir para a Academia Rise, mesmo que ainda tivesse a entrevista, era como se eu realmente já estivesse indo, eu ficava mais nervosa a cada diz que passava, e tentava passar meu tempo com Adam, meus amigos, e Teddy, que vivia me seguindo, enciumado da barriga da nossa mãe.

Teddy estava sentado na minha barriga, enquanto assistíamos A Família Adams, quando a campainha tocou. Puxei Teddy para meu colo, e corri até a porta, a abrindo rapidamente. Arregalei meus olhos chocada demais.

—Evie?

—Olá, amiga! – ela cantarolou, sorridente. — Advinha quem veio passar alguns dias na sua casa?

Fiquei mais chocada ainda, e Teddy sorriu para Evie, ele não parecia se lembrar realmente dela, mas sorria mesmo assim. Mirei Adam, atrás de Evie, segurando o malão dela, me olhando com um sorriso amarelo.

—Vocês estão de brincadeira?

—Não, amiga. — Evie riu. — Olha só, eu vou me casar em novembro, e mês que vem meu noivo já vai vir para a Grã-Bretanha, arrumar nossa mansão e tudo mais, e depois que nos casarmos eu vou poder abrir o Poison Apple…

—Posion Apple?

—É um bordel, o meu bordel.– ela sorriu. — Eu vou comprar um estabelecimento na Travessa do Tranco, eu vou ser a dona, e Nathan vai ser meu sócio… — ela disse, e Nathan apareceu ao lado dela com um sorriso safado para mim.

—Um bordel? — indaguei, risonha.

—Exatamente. — ela disse, satisfeita. — E quando eu quero dizer sócio… eu quero na verdade dizer amante. — ela me contou. E Nathan passou um braço pela cintura dela. Eu não podia ficar mais chocada, olhei Adam, que estava risonho, olhando os amigos. — Mas eu não posso ver Nathan. Não ficaria bom para minha imagem.

—Então, porque não foi para a casa de Dido? — indaguei.

—Eu e Dido não estamos no falando. — ela murmurou, com os lábios crispados. — A sapata está com raiva de mim…

—Evie! — Adam repreendeu.

Evie revirou os olhos.

—Kat está tendo problemas em casa. — ela continuou. — Rabastan terminou o noivado com ela, foi um escândalo, mas ele estava decidido, então Theo falou com o pai dele, porque ele queria noivar de Kat, e está todo uma confusão na casa dela e sinceramente eu não quero dormir perto da loca da Leh…

—Então, você resolveu vir dormir na minha casa?

—É, claro! Eu não posso falar para os meus pais que dormiria na casa de Adam, seria totalmente inapropriado. — ela riu. — Então, que tal a casa da minha querida amiga? — ela indagou, e meus pais apareceram descendo as escadas. — Sr. e Sra.Black! — ela me passou, entrando na minha casa. Nathan a seguiu, dando um peteleco na cabeça do meu irmão, que desceu do meu colo curioso com as visitas.

Eu cruzei meus braços e olhei para o meu namorado.

—Por favor? — ele pediu.

—Vai ter que me recompensar depois. — pedi, ele assentiu, e me deu um beijo, entrando na minha casa. O segui e fechei a porta. — Mãe, pai, se lembram da felizmente amiga de Adam? Evie Zamora.

—Ah, sim. — minha mãe sorriu, e apertou a mão de Evie.

—Que barriga linda, Sra. Black. — Evie falou supergentil. — Quanto tempo?

—Oh, essa bichinha aqui está quase nascendo. — ela disse, acariciando a barriga. — Addie vai ser a madrinha.

—Que legal. — ela sorriu, ainda mais gentil possível. — Espero que não se importem que vou passar uns dias aqui… Addie disse que estava tudo bem. — ela falou, completamente cínica. A olhei chocada, e Adam me cutucou na barriga.

—Claro que não, mas Addie podia ter avisado. — meu pai disse. — Addie, mostre seu quarto para sua amiga. — ele mandou. Adam passou o malão para Evie, que o fez flutuar atrás dela, e Adam e Nathan saíram da minha casa, para ir para a de Adam.

Comecei a subir as escadas, e Evie me seguiu, percebi que ela estava olhando toda minha casa, com olhos analíticos. Abri a porta do meu quarto, e Cricket estava ali dentro, dobrando minhas roupas lavadas.

—Você não da ordens na minha elfo. — eu mandei, deixando Evie entrar no meu quarto. — Ouviu, Cricket? Não aceite ordens dela. — eu falei, e minha elfo assentiu, olhando com seus olhos esbugalhados Evie.

—É… tão trouxa. — Evie murmurou, mirando meu quarto. Ela andou por ele, e parou em frente ao meu mural, que tinha algumas fotos. Ela tocou em uma que eu havia tirado de Adam, em que ele estava sentado em uma cama, com a guitarra no colo, ele estava curvado, com os cabelos pretos sobre os olhos, e a boca meio aberta. Eu tinha dito que ele estava muito gostoso naquela foto. — Ele é muito bonito, não é?

—Sim, e meu. — falei, de braços cruzados. Ela deu uma risadinha, e me mirou.

—Não vamos ser mais inimigas. — ela disse. — Acabou a escola para mim, meu reinado acabou. Adam acabou para mim também… agora é sua vez.

Dei de ombros, e me sentei na minha cama. Lúcifer veio direto para o meu colo, querendo carinho, e eu acariciei seus pelos brancos e sedosos. Evie se sentou ao meu lado, usava um vestido muito bonito, parecia bruxo, mas também era modernizado.

—Não acredito que você está no meu quarto. — murmurei.

Evie sorriu, e pegou a varinha. Ela acenou e minha porta se fechou e trancou, então ela tirou do meio dos peitos um baseado e me olhou com um sorriso. Ascendeu o baseado e deu o primeiro trago. Ela passou para mim, e eu traguei sobre o olhar atento de Cricket, a mandei ir para o quarto de Teddy, e ela foi contra a sua vontade. Assoprei a fumaça, e apoiei minhas costas da parede. Evie me imitou e pegou o baseado para ela.

—Eu não sou uma chaminé humana como a Leh, mas… as vezes é bom. — ela sorriu, tragando. Vi que ela ficava muito sexy tragando o baseado, e percebi que era a minha veia bissexual falando. – Você está me olhando estranho, Adhara. — ela riu.

—Estou encantada com sua cara de abóbora, Evie.

—Evie! Você não sabe dirigir! — eu berrei, quando ela acelerou a van na minha rua. — Nem eu sei dirigir direito, garota! É uma vaaaan! — berrei, com a curva que ela fez gargalhando alto, enquanto dirigia a van do Adam. Ela parecia estar se divertindo muito, enquanto eu estava morrendo de medo de morrer.

—Calma. — ela riu, dirigindo devagar. — Eu peguei o jeito eu acho. — ela murmurou, mas depois deu um tranco com tudo, e se não fosse pelo cinto, iriamos bater a cara feio no painel. — Foi mal. — ela cantarolou. — Sabia que Dido espalhou para todo mundo que eu sou uma lésbica malvada e psicopata? Até parece. — ela riu. — Só porque uma garota fala o que pensa não significa que seja psicopata. — ela falou.

—Vai ser diferente a escola, sem você tacando o terror pelos corredores. — eu comentei. – Quer ir para o parque? Adam está lá com Nathan, e a banda, e acho que Emmeline está lá com Eddy também.

—Ta. — ela sorriu. — É por onde?

—Vira a esquina com calmaaaa, Evie! — berrei, ao ela virar com tudo a esquina.

Eu estava indicando Evie o caminho do parque, não era o parque do garoto morto, e sim um outro que tinha uma pequena quadra, e brinquedos menos velhos. Avistei Adam jogando a bola de basquete em um garoto desconhecido, para tirá-lo da quadra e jogar com Marshall. Emily e Dorcas estavam lá, provavelmente tinham dormido na casa de Eddy. Emmeline estava lá, sentada em cima do colo de Eddy, que estava sentado em um banco. Astrid estava sentada em cima da mesa de piquenique, batucando nas pernas. Então, eu vi Nathan na mesma mesa de piquenique que estavam Emmeline, Eddy e Astrid, mas Nathan não estava sozinho. Leh Soto estava sentada no banco rindo com ele, que tinha o pé no banco e meio curvado sobre ela.

Evie estacionou, e olhou a cena que eu já encarava chocada. Ninguém tinha notado que havíamos chegado, e continuavam fazendo o que estavam fazendo antes. Mirei Evie, que parecia ter os olhos pegando fogo.

—Evie… — murmurei, vendo Leh chupar o dedo de Nathan, que tinha um sorrisinho no rosto. A cara de Evie se fechou completamente e ela bufou de raiva, ligando a van. Ela pisou forte no acelerador, e virou a árvore, indo para o meio da quadra. Nathan se separou de Leh, e assim como os outros olharam para van.

—Você já era! — ela berrou para Nathan, enquanto eu me segurava na porta. — Está me ouvindo? Você está tão morto! SEU FILHO DA PUTA! — ela gritou para ele, que fugia do carro, indo para cima da mesa, enquanto algumas crianças gritavam, correndo para fora do parque. — VOCÊ ESTÁ MORTO! VOCÊ TA MUITO MORTO! VOCÊS DOIS ESTÃO MORTOS! — ela berrou descontrolada, saindo do parque, e voltando para rua. Ela deu um berro de ódio, acelerando e indo para longe do parque. – AHHHHHHHHH!

Eu estava ofegante, e olhei Evie que parecia estar fulminante. Completamente furiosa. Eu só falei novamente com ela, quando ela estacionou a van na frente da casa de Adam. Eu suspirei.

—Talvez não seja o que está pensando. — murmurei. — Talvez fosse só brincadeira. — falei. Ela me olhou zangada. — Nunca se sabe…

Evie olhou para frente, e parecia querer chorar, mas seus olhos estavam muito injetados de ódio, e acho que se ela chorasse, iria sair veneno. Eu toquei o braço dela e ela deu um berro.

—Não me toca! Não me toca! — ela gritou, e socou repetidas vezes o volante. — Nunca mais quero vê-lo, aquele desgraçado! — ela falou. — Eu tenho que ser uma vadia, sabe? Para que caras como Nathan não me traiam. — ela murmurou. — Minha vida é um droga!

—Não é não…

—Meu pais me veem apenas como algo para conseguir dinheiro! Eu aparentemente não tenho nenhuma amiga…

—Kat…

—Kat é ingênua eu tenho que ensinar tudo para ela! — ela me cortou. — Você é minha única amiga, Adhara. — ela disse, brava. — E você é uma vadia fracassada, com dentes na vagina. Sem ofensas.

—Okay. — murmurei. — Quer entrar? — indaguei. Evie assentiu, saindo da van e batendo a porta com tudo, eu a segui e nós duas entramos na minha casa. Meus pais estavam na cozinha comendo, com Teddy, Willow muito grávida e Henry.

—Oi, meninas. — minha mãe sorriu.

—Nós vamos para o meu quarto. — eu disse.

—Não querem comer? — ela perguntou.

—O que estão comendo? — Evie indagou.

—Vitela à piccata. — meu pai respondeu. Evie deu de ombros e se sentou na cadeira vazia, me sentei ao seu lado.

Evie estava visivelmente irritada. Ela comia irritada, quase quebrando o prato com a faca. E meus pais perceberam.

—Tudo bem, Evie?

—Problemas com o namorado, mãe. — murmurei. — Ela não quer falar sobre isso… — comecei. Teddy me interrompeu soltando um arroto. E depois mais dois em seguida. — Ele vai explodir? — indaguei, vendo meu irmãozinho soltar mais um arroto vermelho. Ele pulou da cadeira e correu para o banheiro.

—Eu to te dizendo. — minha mãe disse, se levantando devagar por causa da barriga. — Teddy está com vermes! — ela falou, indo atrás dele.

Depois de comer e Teddy vomitar, nós fomos todos comer sorvete na sala, Evie continuava irritada, resmungando sozinha, assustando Teddy, que foi para o colo do meu pai. Eu tentei falar com ela, mas ela só bufava para mim, e não dizia nada.

A campainha tocou e para fugir do astral de Evie, eu corri para atender. Meu namorado sorriu para mim, quando eu abri a porta. E eu o beijei devagar.

—Nathan quer falar com Evie. — ele murmurou.

—Não sei se é uma boa ideia, ela tá muito irritada. — eu falei.

Evie apareceu atrás de mim que nem um fantasma, enfurecida.

—Ei, Evie. — Adam disse. — Muito obrigado por quase me atropelar. — ele falou, meio risonho. — E as crianças inocentes no parque.

—Que todos eles morram! — ela disparou. — O que você quer?

—Nathan está lá fora e quer falar com você. — Adam falou, entrando na minha casa.

—O que você é? O empregado dele? — ela falou, debochada. — Porque não diz ao seu mestre que nunca mais quero falar com ele novamente. Ele é escória!

—Ele está lá fora, porque não diz pessoalmente?

—Nem pensar. Não vou sair! — ela gritou. Meus pais, e os amigos dele, olharam a cena curiosos. — Ele pode esquecer! Mande ele ir para o inferno!

—Evie, se você não for lá fora, ele vai entrar aqui. — Adam falou, simplesmente.

—Talvez você devesse falar com o cara. — meu pai disse do sofá. — Diga como se sente.

—Eu não vou falar com ele nunca mais! — Evie disse, e se virou para mim e Adam. — Vão se ferrar! – ela foi para cozinha. Eu segui Evie depressa. — Ele tá morto pra mim, ele e aquela vagabunda! Eu vou quebrar os braços dela, e depois eu vou uma pedra e arrancar os dentes dela um por um, e então vou pegar minha varinha e atear fofo no cabelo daquela piranha!

—Não precisa a machucar tanto. — falei.

—Ela vai desejar nunca ter nascido! — ela berrou.

Adam apareceu na cozinha, e Evie jogou um garfo que estava na pia nele, que desviou. Ela tentou jogar uma faca, mas eu catei o braço dela, e tirei antes que ela fizesse algo.

—Evie, eu sei que você está muito irritada, mas fique longe de objetos pontudos. — eu pedi, segurando os braços dela. Eu escutei conversas agitadas e Nathan apareceu na cozinha, com meus pais e Henry e Willow atrás dele.

—Ele entrou na casa do nada! — meu pai falou. — Pessoas tem ataque cardíacos sabia?

—Eu sei. — Nathan disse, piscando para meu pai. — Evie…

—Eu não quero falar com você, será que dá pra dar o fora daqui? — ela falou, furiosa.

—Vai me deixar explicar?

—O quê, que eu odeio você?

—Eu não fiz nada! — Nathan falou.

Meus pais se sentaram na mesa, e Henry correu para pegar salgadinhos no armário para assistirem a briga. Até Teddy parecia interessado na briga, sentado no colo do meu pai.

—Oh, você não fez nada? — perguntou Evie, debochada. — Desculpe, deve ter sido outra pessoa.

—Pode se acalmar e não ser uma vaca por um segundo? — Nathan pediu.

Meus pais e os amigos fizeram um “oooh”, adorando a briga, e eu bufei para Adam, o beliscando. Ele riu, apreciando a briga.

—Do que me chamou? — Evie berrou, empurrando com tudo o peito de Nathan. — Do que você me chamou?

—Se acalma! Está bem? — Nathan berrou de volta, mas Evie gritou de raiva, e o empurrou no peito mais uma vez, o fazendo bater com tudo contra a parede. Ela bateu no peito dele múltiplas vezes.

—Eu a vi chupando o seu dedo, Nathan! — ela falou. — O QUE MAIS ELA CHUPOU? SEU IDIOTA! — ela berrou, batendo na cara dele, fazendo um estalo alto pela cozinha. — Não minta para mim!

—Não estou mentindo!

—Não minta para mim! — ela berrou, dando outro tapa na cara dele. — Não minta! — ela berrou, batendo uma terceira vez na cara dele, fazendo os telespectadores sentados a mesa pularem, e Adam rir no meu ombro. — Eu sei que você dormiu com ela!

—Não estou mentindo. — Nathan repetiu, se aproximando dela, os rosto ficando muito próximos. — Eu não fiz nada com ela. Só quero você. Não tem mais ninguém, só você.

—Gente. — eu chamei meus pais, eles se levantaram e saíram da cozinha, eu e Adam seguimos eles.

—Mas que show. — Henry riu, comendo salgadinho.

—Esse é o noivo dela? — minha mãe indagou.

—Não, é o amante. — Adam respondeu. Escutamos barulhos de gemidos vindo da cozinha, eu espiei e vi Evie em cima da mesa, com Nathan entre as pernas dela, os dois se beijando fogosos. Eu sorri para os meus pais.

—Podemos fingir que isso não está acontecendo?

Observei meu pai. Estávamos na sala, e ele dedilhava um pouco sua guitarra, com um cachimbo entre os lábios, como parte da sua nova fase, anos 50. Agora ele usava também gravata borboleta, o que não combinava muito com o fato dele trabalhar na loja de discos de Henry, mas ele usava mesmo assim. Eu gostava do cheiro do tabaco do cachimbo dele. É adocicado, fumacento e me faz lembrar do inverno e do fogão a lenha.

Evie tinha indo embora ontem, e tinha transado muito com Nathan no meu quarto, mas hoje estava apenas eu, meus pais e Teddy. Eu iria hoje fazer a entrevista com um funcionário da Academia Rise, e se eu passasse, depois de amanhã eu já pegaria minha chave de porta direto para América.

Minha mãe chega na sala, massageando as próprias costas. Ela se sentou ao meu lado, e eu fiquei entre ela e o papai.

—Deixa eu ver o meu bebê. — pedi, erguendo a blusa dela. Minha mãe riu, e eu passei a mão sobre a barriga inchada dela. Senti um pequeno chute. — Daisy vai ser forte. — murmurei. — Minha bebê…

—Achei que eu era seu bebê, Adi! -Teddy falou, emburrado. Eu ri, e o coloquei no meu colo. Peguei sua mãozinha e coloquei sobre a barriga da minha mãe.

—Sente isso. — murmurei. Daisy chutou novamente e Teddy deu um pulinho.

—Nossa. — ele disse, impressionado.

—É a nossa irmãzinha. — eu falei. — Nós dois temos que tomar conta dela. Sempre. – disse. — Promete cuidar dela?

—Eu prometo. — ele falou decidido. — Minha irmãzinha!

Minha mãe se levantou de repente, chorando, eu ri, e ela limpou as lágrimas.

—Sou eu quem tem que fazer o café da manhã? — ela perguntou, enquanto eu e meu pai ríamos.– Eu faço, mas vou querer massagem depois. — ela riu.

—Com prazer – meu pai respondeu, e eu fiz uma careta engraçada para eles.

—Quem quer panquecas? — minha mãe perguntou, esticando o braço até o armário, à procura da caixa de bisquick.

—Eu quero! Eu quero! — gritou Teddy, animado. Assustando Lúcifer, que foi para o meu lado no sofá. — Podemos colocar gotas de chocolate?

—Porque não? — respondeu mamãe.

—Eba! — berrou Teddy, agitando os braços no ar.

—Você está agitado demais para está hora da manhã. — brinquei. Virei para minha mãe. — Talvez não devesse deixar Teddy beber tanto café. — eu disse. Teddy por algum motivo amava café.

—Troquei o café dele por descafeinado. — explicou mamãe. — Essa é a exuberância natural dele.

Ela começou a fazer as panquecas e segundos depois Cricket apareceu querendo ajudá-la p quanto mais possível. Eu sorri, e quando Teddy começou a brincar com Lúcifer eu fui até meu pai e me aninhei nele. Ele me abraçou com um braço, enquanto eu usei minha mão livre para tocar a guitarra enquanto ele dedilhava no braço da guitarra. Ele riu, e tocamos um pouco de uma música dos Beatles. Eu suspirei e parei de tocar, olhando meu pai.

—Está nervosa com a entrevista?

—Eu estou nervosa com o resultado. – murmurei. — Se eu passar, papai, e deixar o Adam…

—Addie. — minha mãe se sentou ao meu lado, enquanto Teddy devorava suas panquecas. — De qualquer jeito você vai perder alguma coisa, mas também de qualquer jeito você vai ganhar algo. — ela murmurou, me acariciando nos cabelos. — Nós vamos te apoiar em qualquer decisão que tomar. — ela me disse. — Eu prometo.

—Eu também. — meu pai sorriu.

Eu sorri para os dois.

—Eu amo vocês.

—Sirius. — eu chamei, enquanto andávamos na rua trouxa. — Eu tenho minha entrevista hoje, não posso me atrasar… — eu murmurei, desviando de um cachorro de rua que cheirava o chão, provavelmente, atraído pelo cheio que eu e Sirius tínhamos de cachorro.

—Eu sei. — ele disse, apenas.

—Então, me diz o que diabos estamos fazendo aqui? — indaguei. Ele riu, passando a mão pelos cabelos, o puxando para trás.

Sirius estava vestido de trouxa. Era as roupas que Remus dava para ele, que ele não usava, ou as que eu comprei uma vez, já que tudo que ele queria era roupas trouxas. Ele usava uma calça jeans escura com um rasgo nos joelhos, e uma blusa branca para dentro das calças, além de um All Star, que ele havia roubado de James alguns anos atrás.

Eu bufei, e cruzei os braços. Eu um short de cintura alta, e uma blusa preta colada, com uma frase dos Beatles em branco escrito nela. Sirius passou um braço pelo meu ombro, andando quase saltitando. Ele tirou um cigarro do bolso e colocou an boca, mas não acendeu, apenas ficou com ele entre os dentes, sorrindo daquele jeito que ele sorria quando ia se dar bem com alguma paquera dele.

—Ta, mas… podemos parar para comprar um sorvete de morango? — eu indaguei. Sirius suspirou e assentiu. Eu sorria animada, e atravessei a rua indo para a sorveteria que eu havia visto do outro lado da rua. Eu entrei lá e peguei um sorvete, e encarei Sirius, até ele revirar os olhos para mim e pagar o meu sorvete. — Agora podemos ir… para sei lá onde estamos indo.

Sirius voltou a sorrir animado, e entrelaçou a mão com a minha, e atravessamos a rua correndo, eu tentando salvar meu sorvete de se esborrachar no chão. Andamos mais algum tempinho, com Sirius sorrindo e piscando para garotos e garotas, e eu rindo dele e tomando meu sorvete feliz.

—Eu tenho uma confissão a fazer. — ele me disse. – Eu estou perdidamente apaixonado.

—O que? Por quem? Por Morgana, é a Marlene? — indaguei surpresa. Sirius finalmente parou de andar, e se postou em frente a uma loja, olhando a vitrine, enquanto eu o encarava. Sirius olhava para ela com a cabeça levemente pendida, o cigarro no canto da boca, e um olhar sonhador. Franzi a testa, e me virei para a vitrine. Arregalei os olhos chocada. – Você está de brincadeira?! — murmurei, nós dois demos um passo para frente, colando nossas testa na vitrine.

—Não. — ele riu.

—Uma loja de motos? — indaguei. — Desde quando você gosta de motos…

—Ela são rápidas como vassouras. — ele murmurou, parecendo muito impressionado. — E não são como carros, que ficamos presos dentro, e sim… soltas, o vento bate no nosso rosto e… é a mesma sensação de quando se voa, sabe? Eu fiz uma pesquisa.

—Uma pesquisa. — repeti bobamente.

—Exatamente. — ele disse. Eu estava muito chocada, e apenas me deixei levar para dentro da loja, por Sirius.

O vendedor nos mirou e suas sobrancelhas pretas se juntaram. Sirius sorriu charmoso e foi até o balcão que estava o vendedor, ainda me puxando, enquanto eu olhava chocada de boca aberta para a loja. Sirius tirou vários maços de dinheiro trouxa do bolso, colocando tudo em cima do balcão, então ele pegou uma carteira de identidade falsa e trouxa, e bateu contra o balcão. Ele deu mais um sorriso charmoso, e agora um pouco arrogante.

—Eu quero aquela bonequinha ali. — ele apontou para a moto em frente a vitrine. Assim como o vendedor eu me virei para a moto. Era uma Triumph Bonneville. Um 650 T120. Ela tinha o banco preto, as rodas cromadas, a lata prateada brilhava demais, assim como os olhos de Sirius. — Dá pra pegar ela pra mim, docinho?

O vendedor piscou surpreso, e deu um passo para trás. Ele pediu um minuto e saiu correndo, voltando em seguida com o gerente, que nos olhou desconfiado. E depois para as notas em cima do balcão.

—Ahnn… senhores…

—Elvendork. — Sirius disse. — Elvendork Kelly. — ele falou, mostrando a identidade. Eu me segurei para não rir, enquanto o gerente checava a identidade de Sirius.

—Sr. Kelly…

—Sim?

—Vai pagar tudo… em dinheiro?

—Oh, sim. Os Kelly é uma família muito rica, da Irlanda. — Sirius disse, ele tirou um trevo de quatro folhas do bolso, e eu pisquei surpresa, ele colocou no balcão. — Aqui, da sorte. Nós irlandeses somos muito supersticiosos. — ele contou, e piscou para o vendedor, que deu um sorrisinho e pegou o trevo guardando no bolso. O gerente o olhou chocado, mas balançou a cabeça.

—Bem, sua identidade está certa… e tem o dinheiro para a Triumph Bonneville, só preciso de um comprovante de moradia, então… — ele disse, e Sirius perdeu o sorriso, mas então, ele piscou para o vendedor que sorriu.

—Ele já me deu, já verifiquei. — ele falou. — Pode deixar que eu assumo daqui, chefe. — ele disse, saindo de trás do balcão. — Se me acompanhe, Sr. Kelly. — ele pediu. Sirius o seguiu com um sorriso safada, e eu ainda não sabia o que falar, e fui atrás deles. — Essa é a Triumph Bonneville, acredito que já saiba disso, modelo muito lindo, não é? — ele murmurou, colocando a mão no guidão. Sirius deu um passo a frente e tocou a mão dele em cima do guidão.

—Muito lindo. — ele disse. O vendedor corou, e eu estava chocada demais para brigar com Sirius, então apenas dei um passo a frente.

—Vamos comprar logo, Si...Elvendork. — eu pedi, ansiosa.

—Ah, sim. — o vendedor disse, se afastando de Sirius. — Tem certeza que é essa? Não há nenhum outro modelo que queira ver?

—Vocês têm a Royal Enfield? — Sirius perguntou. O vendedor assentiu, e a mostrou. — Uau, essa é linda.

—Pra mim as duas são iguais. — eu murmurei, olhando a outra moto. Sirius me encarou chocado.

—Claro que não! — ele disse. — Ah quer saber, vamos com a Triumph, é essa que eu quero. — ele sorriu, decidido.

O vendedor assentiu, e voltamos para o balcão. Ele separou o dinheiro e começou a contar. Levou bastante tempo, e enquanto isso eu fiquei subindo em várias motos diferentes, e voltei quando ele acabou de contar. Então, ele pegou uma papelada, e pediu para Sirius assinar, o que meu primo fez, com um sorriso e guardou a papelada que seria dele, e deu a outra para o vendedor, que foi pegar a chave da moto e trazer a novinha do estoque.

—O que ele escreveu? — eu indaguei, vendo a papelada de Sirius.

—O número dele. — ele me mostrou. — O nome dele é Alexis, achei que esse era nome de menina. — ele disse.

—É unissex, tipo Elvendork. — eu ri. Sirius riu também, mas paramos ao ver Alexis trazendo a moto. Sorrimos e suspiramos ao mesmo tempo.

—Sabe o que eu quero fazer com essa moto? — Sirius me perguntou.

—Fugir?

—Eu quero a fazer voar. — ele sorriu. Eu o mirei, e sorri vendo a moto chegar mais perto.

—Sabe o que eu acho, então? Vamos fazê-la voar.

Olhei Adam pela janela. Eu tinha acabado de me arrumar para minha entrevista, enquanto ele me observava da janela do quarto dele. Depois que prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, eu fui até minha janela, e me curvei, olhando o meu lindo namorado, do mesmo jeito que ele me olhava.

—Adam. — murmurei. — Eu te amo, não importa o resultado disso. — eu falei. — Você acredita em mim?

—Acredito.

—Então, prometa. — eu pedi, querendo chorar. — Não importa o que acontecer, nós nos amamos. Eu vou ser a Sra. Cook. — falei. — Prometa!

—Eu te amo, Addie. — ele sorriu para mim. — Eu te prometo que você será a Sra. Cook.

Meu pai aparatou comigo para King Cross, onde eu passei pela passagem e fui para o Expresso de Hogwarts. A Professora Marrythought estava me esperando lá, com um sorriso animado, e eu me despedi do meu pai, entrando no Expresso.

Ela falou comigo animada, e me deu dicas, enquanto eu sorria para ela, mas olhava pela janela. Eu estava nervosa. Não por causa da entrevista, e sim por causa de Adam. Eu o amava tanto e agora estava indo para o lugar onde teria a decisão em que eu o deixaria ou não. E isso me matava. Ele havia me dado um beijo, e desejado sorte, mas eu podia ver em seus olhos, quando eu aparatei com meu pai, ele me olhava quase como se fosse a última vez.

Eu dormi por um tempo, e chegamos no Castelo ao anoitecer. A Professora me guiou, e lá estava a entrevistadora da Academia Rise, no escritório do Professor Dumbledore, me esperando, com seus óculos quadrados, maquiagem mal feita e uma prancheta.

—Srta. Black, pode se sentar. — ela pediu. — Vamos começar.

Notas finais
Tem o video da música que a Addie canta, e do jeito que ela canta ♥ Scott Pilgrim Vs. The World ♥ Emmeline e Eddy ♥ eu shippo DORCAS MINHA FILHA PEGA A MICHELLE LOGO FJDGHKDFJGHJDGA Addie foi fazer a entrevista e aiiii? Ela passa? PRÉVIASSSSSSSSS: 1º: "-A vida não é justa." 2º: "Adam sentiu lágrimas descerem pelo seu rosto." 3º: "Sirius começou a bater desesperado no vidro, gritando." 3º: "-Todo mundo pode morrer, Peter. - James sussurrou. - Até aqueles que parecem ser imortais." 4º: "-Ela está tão… diferente." 5º: "-Tudo bem se você decidir parar de lutar. " 6º: "-Até ir para a cadeira seria muito mais fácil comparado a perder você. " 7º: "Você não tem que temer. " 8º: "É demais" Vai acontecer algo, bem sérioooooooooo no próximo capítulo dkfjghkjgh estejam preparados ♥ ♥ COMENTEMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM ♥ CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora