Notas iniciais
HELLOOOOOO ♥ Obrigada pelo comentários, amei todos e espero que gostem desse capítulo. No banner temos a Addie de como ela é sabe até os 13 anos mais ou menos ( depois muda de atriz ) e os pais da Addie. [24/05/18] Atualização - Aqui foi quando entrou a co-autora Tia Vênus (ID: 315598), só que ela vai sair no meio da fanfic, mas todos os créditos para ela ♥ ENJOY ♥

I FEEL...

HOGWARTS

1972

1th YEAR

—Eu o amo. – contei, com um sorriso feliz. – Ele chorou todas as noites desde que chegou em casa, mas ele é tão pequeno e fofo.

—Deixa eu ver uma foto. – pediu Emmeline. Entreguei para ela fotografia que eu havia tirado quando Teddy chegou no Largo Grimmauld e entreguei para ela. A foto se mexeu e Teddy deu uma risadinha gostosa em seu berço. —O bebê mais lindinho que eu já vi. — disse Emmeline e mostrou para Mary.

—Lindinho. – sorriu Mary. Seus olhos giraram daquele jeito maluco e eu não sabia se ela fazia sem querer ou não.

—É um horror. – Sirius se intrometeu, ele se jogou ao meu lado no sofá. – Ele chora a noite toda e minha mãe só fez o feitiço silenciador no quarto do Regulos.

—Isso é porque você fez aquele escândalo no jantar. – falei, risonha, me lembrando do escândalo épico que Sirius fez depois que sua mãe brigou com ele pelo jeito não adequado que ele comia.

—Ele parece um ratinho. – provocou Sirius. — Todos os bebês são feios quando nascem...

—Você parece um rato. – retruquei. Sirius riu e me mostrou a língua.

—VOCÊS NÃO SABEM O QUE EU TENHO PARA CONTAR! — começamos a escutar a voz de James desde fora do quadro da Mulher Gorda até ele entrar e se jogar a nossa frente. – Eu atravessei um espelho! – ele falou orgulhoso.

Virei-me para Remus que me mirou de volta.

—Acho que ele anda bebendo Cerveja Amanteigada demais. – murmurei para ele, dando um sorriso para James e Remus concordou, também sorrindo para James fingindo que não o achava estranho.

—Não é isso! – James bufou e se levantou do chão para se sentar em meu colo.. – Eu atravessei um espelho, Addie. – ele riu. – Uma passagem secreta!

—Isso é demais! — disse Sirius, ficando subitamente interessado. James sorriu. — Será que tem outras?

—Sim. – eu e Remus respondemos juntos. – Li Hogwarts: Uma História – dizemos juntos novamente.

Nerds.– Sirius debochou, revirando os olhos. – E você... – ele apontou para James. – Nos mostre essa passagem secreta.

Já passava do horário de recolher e não podíamos mais sair do Salão Comunal. Mas mesmo assim fomos todos em silêncio e passamos pelo quadro da Mulher Gorda, tentando ser o mais discretos possíveis.

—James, o que você estava fazendo fora do Salão Comunal? – perguntou Emmeline.

—Eu estava seguindo a Evans. – contou e deu de ombros. – Acredita que ela sai depois do toque de recolher só para estudar com o Snape? Estudar escondido com o Snape! – ele murmurou, horrorizado. – Sério, quem sai escondido para estudar? Ainda mais com o Ranhoso. – ele disse com descaso.

Descemos o primeiro lance de escadas, estávamos no último andar, mas pelo menos a tal passagem secreta não era nas Masmorras.

—Lily gosta muito de Severus. – eu disse. James deu de ombros e ficou me cutucando nas costelas até que eu subi em suas costas. Ele me segurou, me carregando. – Ele que disse para ela que ela que era uma bruxa. – contei. Segurei nos ombros de James.

—Acho que Snape gosta da Ruivona. – Emmeline sugeriu e riu caminhando ao lado de James. Ela gostava de chamar a Lily assim porque quando James e Sirius enchiam o saco dela, ela perdia aquele jeito gentil e alegre que tinha com todos e ia toda intimidadora e mandona pra cima deles.

—Acho que Lily não gosta dele desse jeito. – contou Mary. Ela estava segurando a mão de Sirius que tentava se desgrudar dela. – Ouvi ela, Marlene e Dorcas conversando sobre garotos.

—O que ela falou de nós? – Sirius perguntou e soltou sua mão da de Mary, mas ela entendeu isso de outro jeito e entrelaçou seu braço ao dele.

—Elas comentaram sobre todos os meninos do ano. – disse Mary. — Ela gosta muito de Snape como amiga. — disse. — Ela falou que o Peter é meio bobinho, o que é uma grande mentira. Meu Petelzinho não é nada bobinho. – ela disse, sacudindo a cabeça e revirando os olhos. – Ela gosta de Remus, disse que ele é gentil e fofo, mas o Sirius e o James, principalmente o James, ela odeia vocês.

—O que? Eu sou incrível. – Sirius disse, agora já não se importando tanto com Mary agarrada a ele. — Ela é uma total chata...

—Sirius não fale assim de Lily. – Remus pediu, pacientemente.

—Viu? – apontei. – É por isso que ela te acha fofo.

—Como assim? – Remus perguntou constrangido, esperamos as escadas pararem de se mover e descemos mais um lance de escadas.

—Você é fofo, Remus. – murmurei, com um sorrisinho. – É simplesmente sua natureza ser assim todo fofo. – disse e ele corou, enquanto James, Sirius e Peter riam. Descemos o último lance de escadas para o quarto andar e James nos levou até um corredor largo que não era tão frequentado.

—Aqui. – James avisou, me pondo no chão.

O espelho em frente a nós era sujo e velho, devia ter sido muito bonito um dia a borda era dourada, mas estava descascando e era cheio de detalhes.

—É só atravessar? – perguntei, me virando de costas para o espelho. Jamess assentiu.

Sorri para todos os meus amigos e me virei de volta. Comecei a andar para o espelho, esperava bater a cara no vidro do espelho, mas tudo era possível em Hogwarts, quando atravessei o espelho dei um grito e quase cai no chão. Olhei para atrás e o espelho estava ali, mas de vez ver meu reflexo eu via os outros olhando o espelho animados e espantados.

—Addie? Está tudo bem? – a voz de Emmeline saiu abafada.

—Ela desapareceu. — murmurou Peter.

—Atravessem. – gritei. James pulou para frente e logo depois um por um veio atrás dele. — Para onde isso da, Jay? – perguntei, segurando em seu braço. Ele me olhou um pouco corado.

—Eu não sei, não fui até o final, Addie.

Decidimos ir até o final para descobrir o que tinha lá. Andamos pelo caminho de pedra que a quanto mais andávamos ia virando um caminho de terra. Era bem longo o caminho e quando olhei para cima vi terra e raízes.

—Estou cansada. — reclamou Emmeline, fazendo um biquinho.

—Será que estamos embaixo do Jardim? – Remus quis saber, andando ao meu lado.

—Era exatamente o que eu pensava. – eu disse, sorrindo. Puxei minha varinha do meu sapato que era onde eu geralmente guardava, a meio três quartos ajudava a guardar muito bem e era fácil de pegar. – Lumus. – apontei a varinha para frente.

—Ali. – Mary gritou, assim que o corredor se iluminou. – Uma porta. – disse. Mary saiu correndo e corremos atrás dela, tão animados quanto.

—Está aberta? – Peter perguntou, quando paramos em frente a porta.

James pegou a varinha e lançou um "Alohomora". A porta se abriu rangindo e todos sorrimos feliz. Ele foi o primeiro a entrar e depois cada um foi entrando junto.

Era uma sala bem grande, talvez do tamanho de uma sala de aula. As paredes eram de pedra assim como as de Hogwarts. Tinha um sofá velho e vermelho encostado na parede e em outro canto tinha uma mesa redonda e algumas cadeiras velhas. Havia algumas tochas apagadas nas paredes e eu e Remus fomos ascendo uma por uma. com a varinha.

—Uau. – James falou, olhando a sala impressionado.

—Isso aqui vai ser o nossa Casa na Árvore! – sugeriu Sirius se jogando no sofá. O pó acumulado subiu e todos começamos a tossir e espirrar.

—Querido. – Emme se sentou ao lado dele, consequentemente ficando com o braço de Sirius em volta de seu ombro. – Você sabe que uma Casa na Árvore é em uma árvore, né? – ela perguntou. Ele riu, a mirando daquele jeito que ela me dizia que deixava sua barriga revirando com diabretes nela.

—Eu sei, gata, mas como não podemos fazer uma essa vai ser a nossa Casa na Árvore. – ele deu de ombros e continuou a mirando.

Apesar de um pouco idiota, sorrindo, olhando ao redor.

—Eu gostei. – falei, andando pela sala. – Ninguém vem aqui, podemos dar um jeito nesse lugar e tornar, sabe... nosso lugar.

James também gostou da ideia e pegou um baú vazio e quebrado que tinha em cima da mesa. Ele jogou o malão em frente ao sofá e botou as mãos na cintura.

—Essa é a Mesa de Centro. – ele proclamou. – Podemos colocar nossa reserva de Cerveja Amanteigada aqui e ideias para zoar com os outros. Mas precisamos de algo para escrever.

—Deixa comigo. – Remus falou e se ajoelhou em frente ao baú. Ele murmurou um feitiço e as letras apareceram, se escrevendo na madeira. Observei seu sorriso orgulhoso. – Estava praticando, mas ainda não tinha conseguido. – comentou.

—Isso é tão legal. – Mary deu pulinhos animados. – Somos como um grupo secreto. — a risada dela soou por toda a sala.

Remus andou até a porta e faz o mesmo feitiço dessa vez escrevendo Casa na Árvore. Andei até lá, observando Remus. Seria muito legal tudo que um dia poderíamos fazer naquela sala, tínhamos tanto tempo, sete anos.

—Isso é um nojo, não façam isso, por favor. – escutei o grito de James. Todos nos viramos para ver do que ele reclamava.

Sirius e Emmeline estavam parecendo que iam se beijar no sofá.

—Pelo menos eu sei beijar. – riu Sirius, infantilmente. – O único do grupo.

—Na verdade, não. – eu r e mirei Remus.. – Conte para eles, Remy. – mandei. Ele corou desviando o olhar, as mãos nos bolsos da calça.

—Como assim? – Emmeline quis saber, curiosa.

—Eu e Remus nos beijamos na festa. – contei e dei de ombros.

—O que? E você não me disse nada? – ela perguntou, abismada. – Eu não acredito.

—Você e Remus? Credo. – James fez uma careta engraçada e se jogou no sofá.

—Por que não nos contou, Remus? – perguntou Peter, rindo da cara de James.

—Eu... esqueci. – Remus coçou a nuca, muito corado.

—Você vive no mundo da lua, Remus. — disse meu primo, que também tinha uma careta no rosto. — E poderia não beijar minha prima mais, está bem?

—O que é isso? – Mary perguntou e apontou para o teto, antes que eu ou Remus pudêssemos responder ao pedido de Sirius.

Remus sendo o mais alto dos meninos foi até onde ela apontava e puxou a cordinha do que parecia ser um alçapão. Uma escada de madeira apareceu se desdobrando para que pudêssemos subir nela. Todos fomos curiosos demais. O ar frio bateu em nossas peles e não demorou nada para que notássemos que estávamos perto da Floresta Proibida.

—Caraca. – Sirius gritou. – Isso é incrível.

—Bom. – James passou um braço pelo meu ombro. – Já achamos uma passagem secreta, agora só falta acharmos todas as outras.

O primeiro ano passou voando e felizmente todos conseguimos passar todos nos exames. Achei que eu havia ido muito bem e claro não estava enganada. Em Transfiguração tivemos que transformar um camundongo em uma caixinha e a Professora McGonagall conferiu pontos pela beleza também. Em Feitiços tivemos que levitar um abacaxi depois fazê-lo dançar sobre a mesa. Todos os exames eu completei com sucesso, assim como os testes escritos que havíamos feito com uma pena especial anti cola.

—Eu juro que vou mandar cartas toda semana. – prometi a Emmeline. – Para as duas. – disse e Mary sorriu.

—Agora você jurou, tem que cumprir. – disse Emmeline, ela parecia muito triste pelo fim das ulas. – Vou ficar com saudades. – murmurou, com um biquinho em seus lábio. Ela nos puxou e nós três nos abraçamos com força.

—Até depois, amiguinhas. – Mary riu, nos apertando uma última vez antes de sair correndo até seu pai.

—Vem. – chamei Emmeline e a puxei pela mão, seus familiares ainda não haviam chego. – Quero que conheça meus pais e Teddy. – falei. Procurei meus pais e quando finalmente os achei levei Emmeline até lá. – Olá! – sorri. Meu pai sorriu de volta e me abraçou, seguido por minha mãe que me abraçou com Teddy no colo. Teddy que já estava com um pouco mais que cinco meses me encarou com seus grande olhos e parecia querer vir para meu colo, só por enquanto apenas o beijei na testa.

—Oi, Teddy. – murmurei. – Pai e Mãe. – chamei. – Atenção, por favor. – peço e eles deram risada, mas fizeram o que eu pedi. – Essa é a Emmeline. – apresentei.

Emmeline sorriu gentilmente, parecendo um pouco intimidada.

—Prazer em conhecê-los. – ela falou.

—O prazer é todo nosso, querida. — sorriu minha mãe.

—Eu tenho que ir.. – Emms disse e fez novamente aquele biquinho. Nos abraçamos pela última vez. – Até depois, Addie, vou sentir tantas saudades. – ela murmurou e antes de ir embora beijou a bochecha do meu irmãozinho.

—Mas, mãe! James me convidou! – Sirius berrou, fazendo birra na frente de todos. Ele vinha junto de seus pais e Regulus que andava timidamente atrás do irmão. – E Remus e Peter vão também.

—Eu já disse Sirius Black, você não vai passar as férias lá. – tia Walburga sibilou, o puxando pelo braço e olhado para os lados.

—Vamos embora. – tio Orion mandou.

Tia Walburga andou na frente bufando e segurando a mão de Regulus e tio Orion andou atrás segurando o malão de Sirius com um braço sobre o ombro dele.

—Porque Tia Walburga é tão chata? – indaguei baixinho.

Meu pai gargalhou e Teddy se divertiu agora em meu colo, enrolando meu cabelo nas suas mãozinhas.

—Sua tia é uma pessoa irritada. – papai falou. A viagem para casa foi bem curta e eu não tinha me dado por satisfeita.

—Porque a gente não tem uma casa só nossa? – perguntei aos meus pais, observando tia Walburga entrar na casa.

—Porque os Black moram aqui, querida. – meu pai respondeu. — Você é uma Black?

—Sim. — resmunguei e torci o nariz. — Mas seria um máximo ter uma casa só nossa e poderíamos levar Sirius para ele não ficar preso aqui com a chata da tia Walburga.

—Sei de algo que vai te animar. — meu pai disse. Minha mãe tinha pego Teddy do meu colo e agora o ninava.

–Temos uma surpresa para você. – mamãe disse.

—Outro bebê? – perguntei e arregalei os olhos.

—Não. – minha mãe riu. – Temos ingressos para ir a um show. – contou.

—Um show? Parece divertido. – sorri, agitada. – O Teddy vai também?

—Não, nós vamos deixar ele aqui. – papai disse. Deixando meu malão no chão. Monstro o Elfo Doméstico mais resmungão que eu já havia visto aparatou com meu malão para meu quarto.

—Addie. – Sirius berrou do quarto dele. Mirei as escadas risonha.

—Sirius, não grite! – tio Orion gritou para ele, se sentando com meu pai a mesa para um chá.

Dei risada e fui saltitando até o quarto de Sirius. Passei pelas cabeças de Elfo cortada e por Monstro resmungando algo sobre Sirius, até chegar em seu quarto.

—Que? – indaguei. Mirei ele deitado em sua cama, ele abriu espaço e eu me deitei ao lado dele.

—Odeio essa casa. – ele me confidenciou. – Não é justo. Porque eu que tinha que ter uma família como essa? Eles são chatos e preconceituosos... não querem deixar eu ir para a casa de James porque os pais dele são simpatizadores de trouxas.

—A vida não é justa. – murmurei, sem saber como responder. Ele revirou os olhos e riu.

—Seus pais são tão mais legais que os meus. – ele falou e afundou a cabeça no travesseiro. – Como os pais de James, eles são super maneiros também.

—Bem, se eu fosse você me mataria antes que enlouquecesse. – sugeri de brincadeira.

—Obrigado, Polaris Dahlia. – ele disse, me cutucando na costela. – Você realmente sabe dar conselhos.

—Eu sei. Sou demais. – falei cantarolando. Ele riu e segurou minha mão, brincando com os meus dedos. – Si...

—O que vocês pensam que estão fazendo?

Levantamos-nos assustados e Sirius soltou minha mão. Na porta estava tia Walburga, as mãos na cintura o rosto fechado mostrando que estava muito irritada mesmo.

—Mãe! – bufou Sirius. — Privacidade!

—Não brinque comigo, Sirius Black! – ela falou de um jeito detestável. – Adhara é uma dama e você um cavalheiro. — disse. — Damas não deitam na cama de outro homem até o casamento!

—Mas nós somos primos! – eu murmurei, assustada.

—Mesmo assim. – tia Walburga sibilou. –Adhara Polaris Dahlia Black se levante agora mesmo e venha comigo.

Sirius me olhou parecendo tão irritado quanto a mão e eu lhe dei um sorrisinho, antes de me levantar da cama.

—Mãe. – Sirius chamou e se levantou também. – Qual é o problema? Só estávamos conversando.

—Cale a boca, menino. Vamos. Adhara. – ela me puxou pelo ombro e saímos do quarto de Sirius. Ela fechou a porta de Sirius antes que ele viesse atrás de nós e se virou para mim. – Escute, querida. – ela segurou meu queixo com força, se curvando para que eu olhasse em seus olhos. – Daqui a alguns anos vamos precisar de uma noiva para Sirius, para continuar a linhagem da família. – ela falou. Senti um arrepio por todo meu corpo. A mão dela era tão fria quanto à de um cadáver. – E agora que temos você aqui, é a melhor opção. Porque não alguém do próprio sangue? Está me entendendo?

—Sim. – falei, cruzando os braços, não desviando o olhar do dela nenhuma vez. – Você está dizendo que vou ter que me casar com Sirius.

—Exatamente. – ela riu e largou meu queixo. – — Então, não faça nenhuma besteira!

Eu a odeio! Eu a odeio!— resmunguei, completamente mal-humorada. – Eu quero voltar para França! – birrei.

Meus pais se entreolharam, observando meu piti.

—Será que poderíamos ter o prazer de saber quem você odeia, minha querida? – perguntou meu pai, enquanto minha mãe dava de mamar para Teddy.

—Tia Walburga! Ela é uma...vaca. – rosnei. Eu já havia escutado minha avó chamar uma amiga dela assim em um dos chás que ela deu em nossa Mansão na França e a mulher pareceu bem ofendida. Meu pai me censurou com seu olhar, mas minha mãe engasgou em uma risada.

—E porque você acha isso? – perguntou minha mãe, tentando ficar séria.

—Bem, é óbvio. Ela é a pessoa mais chata do universo!

—Do universo? – indagou meu pai, parecendo impressionada.. — Do universo todinho? O universo é bem grande, querida.

—Eu sei – falei, emburrada. – A gente vai passar as férias inteiras aqui?

—Sim.

—Essa vai ser as piores férias da minha vida!

—Pronta? – papai perguntou, enquanto eu terminava de subir a meia calça preta. Olhei para ela, que vestia um sobretudo preto, sem nada chamativo.

—Sim. – respondi, colocando minhas botas. – Como eu estou? – perguntei. Ele sorriu, olhando minha saia azul marinho de veludo e minha blusa preta de manga longa.

—Está linda, minha filha. – ele respondeu. Sorri satisfeita e me mirei no espelho uma última vez.

—Já estão prontos? – minha mãe perguntou do corredor e entrou no meu quarto. Ela usava com um sobretudo preto igual ao do papai.

—Vocês combinaram as roupas? — indaguei.

—Vamos – ela riu, sem me responder. Descemos as escadas juntos, andei até Sirius enquanto meus pais trocavam algumas palavras com meus tios.

—Você 'ta horrorosa. – ele falou assim que cheguei perto.

—Você está com ciúmes, porque vai ter que ficar aqui! – acusei e ele cruzou os braço, emburrado. — Me desculpe, Sirius. — murmurei, o cutucando.

—Eu não posso ir, tio? – Sirius perguntou ao meu pai.

—Desculpe, Sirius. Eu devia ter me lembrado de você, mas talvez...– meu pai falou e Sirius sorriu esperançoso.

—Não. – Walburga interviu. – Sirius não quer incomodar. Vão se divertir!

Sirius soltou um muxoxo e eu beijei a sua bochecha. Saímos do Largo Grimmauld.

—Vamos em que show? – perguntei. — As Esquisitonas? James ama essa banda.

—Não, na verdade eu e seu pai estávamos na Londres trouxa e tinha algumas pessoas entregando panfletos dessa banda. – minha mãe contou. – Resolvemos comprar os ingressos e te levar para assistir. – ela riu. A olhei confusa quando ela e meu pai tiraram seus sobretudos. Fiquei de boca aberta, olhando as roupas deles.

—Isso... estão parecendo trouxas! – falei, estupefata. Eles apenas deram uma risada.

—Vamos, Addie. — disse meu pai. — Você vai se divertir muito.

Meu pai me segurou minha mão e aparatou em uma rua deserta. Seguimos minha mãe que ia à frente e fomospara um tipo de parque. O parque estava cheio de gente trouxa e uma banda estava tocando em um palco. Passamos pelo portão do parque depois de entregar nossos ingressos e fomos até a multidão de pessoas.

—Uau. – murmurei sorrindo e meus pais começaram a se mexer no ritmo da música que tocava. – Podemos chegar mais perto? – perguntei completamente animada.

Meu pai sorriu e pegou minha mão novamente. Ele parecia muito feliz, como eu nunca havia visto antes. Começamos a passar entre os trouxas e se aproximar do palco, minha mãe com a varinha meio escondida, fazendo alguns trouxas saírem de perto e eles olhavam e reclamavam que alguém tinha os empurrado. Apesar de ser noite tinha trouxas de todas as idades lá, desde adultos até crianças que brincavam no parquinho. O parque estava muito cheio.

—Você gostou? – minha mãe gritou quando chegamos mais perto do palco.

—Sim! – berrei para ela e meu pai começou a cantar a música. Minha mãe me disse que a banda estava fazendo um cover de uma banda famosa, logo minha mãe se juntou ao meu pai cantando. A música estava muito alta, e eu não estava acostumada com coisas tão barulhentas além de James.

—Tome aqui .– mamãe falou e colocou headphones que havia pego da bolsa nas minhas orelhas. O som se abafou e ficou melhor para escutar a música.

Sorri e comecei a pular e dançar com meus pais. A música continuava a tocar alto. O coro de vozes atrás de mim mais alto ainda. As mãos das pessoas balançando no. E o cantor jogando o cabelo para trás, tocando a guitarra. Estava tudo tão ótimo e era diferente de tudo que eu já havia vivido antes. Era um lado dos meus pais que eu não fazia ideia e era um lado meu que eu não sabia que amava. Estar ali fazia meu coração bater mais rápido e uma sensação boa se espelhar pelo meu peito. E naquele momento eu sabia que faria aquilo para sempre, nunca pararia de ir em lugares como aquele.

Lugares que eu simplesmente me sentia...

Me sentia infinito.

—Vai ser divertido. – Sirius falou, pulando no lugar. Ri, adorando a empolgação dele. Havia contado tudo sobre o show e sobre como eu havia me sentindo, meu primo agora queria mais que tudo se sentir como eu havia me sentindo.

—Sim, vai ser. – sorri feliz. Estávamos no quarto dele, com a porta aberta já que tia Walburga não nos deixa ficar mais sozinhos e logo iríamos sair com meus pais. – Estou bonita? – perguntei.

Ele nem olhou para mim direito quando respondeu afirmativamente com um balançar de cabeça.

—Sirius! – briguei, mas ele continuou concentrado no que estava fazendo. – O que está fazendo ai que não pode prestar atenção em mim?

—Escrevendo para James, oras. Já escrevi para Remus e Peter também. – ele contou, terminando de escrever e dobrando o pergaminho.

Eu tinha escrito para Emmeline e Mary mais cedo. Mary me respondeu e ainda por cima me mandou um monte de balas trouxas junto e Emmeline uma foto dela pescando com o avô.

—Eu vou descendo, primo. – falei e sai do quarto. Desci as escadas que tinha várias cabeças de Elfos que eu achava horroroso. Eu sabia que quem havia começado essa tradição era a bisavó do meu pai a tia Elladora.

—Olá, prima.

Olhei Regulus sentado no final da escada.

—Olá. – respondi e me sentei ao seu lado. — E aí?

—E aí? – ele respondeu desanimado.

—Que foi, Regulus? – indaguei, botando minha mão em seu ombro e lhe lançando um sorriso gentil. Regulus era muito parecido com Sirius, na aparência, mas na personalidade nem tanto.

—Nada, é que... – ele ficou corado. – Eu estou com medo de cair na Grifinória. – ele confidenciou e me olhou temeroso. – Como você e Sirius... não quero desapontar mamãe e papai.

—Sabe a Grifinória não é tão ruim quanto falam aqui nessa casa, não precisa ficar com medo. – falei delicadamente e apertei seu ombro. – Você vai cair na casa que merece estar.

—Mas e se for a Lufa- Lufa? – ele perguntou temeroso. — Bella me disse que só perdedores caem lá.

—E é verdade. – Bella riu. Ela estava caminhando até nós ao lado de seu noivo Rodolphus. Eles iriam se casar alguns dias antes das férias acabarem e minha prima mais velha não parecia nem um pouquinho feliz com isso.

— Lufa – Lufa é a lixeira de Hogwarts. — disse Rodolphus, maldoso.

– Relaxa, Reg, você com certeza vai cair na Sonserina, não é igual a Sirius e Adhara. – Bella disse, me olhando debochada. Bufei irritada e virei o rosto.

—A Grifinória não tem nada de errado. – murmurei para eles.

—Grifinória não é lugar para um Black. – proferiu Narcissa vindo elegantemente com Lucius Malfoy a tiracolo.

—Bom, eu sou uma Black e estou na Grifinória. – falei audaciosa.

—Há exceções. – Lucius riu, fazendo os outros rirem com ele. O olhei de lado, o cabelo dele era tão platinado eu podia jurar que se olhasse muito para ele ficaria cega.

—Está bonita, Addie. – Cissy me falou sorrindo.

—Obrigada. – sorri, jogando meu cabelo para atrás do ombro. — Vou sair com meus pais e Sirius.

—Continue assim e vai arrumar muitos pretendentes. – Rodolphus me disse. Seus olhos me miraram de cima a baixo, me deixando muito desconfortável.

—Que nada, Rodolphus. – Bella falou e Rodolfo entrelaçou os dedos nos dela. – Tia Walburga está conversando com tio Pollux sobre arranjar um casamento entre Sirius e Addie.

—Não. – falei alto. – Isso não vai acontecer. — prometi. — Sirius é um nojo. Ele arrota na minha cara – contei horrorizada. Eles acharam engraçado, mas eu estava realmente horrorizada com a ideia de me casar com meu primo.

—Esse é o meu charme, boneca. – escutei a voz de Sirius risonha e ele aparece, descendo a escada pulando de dois em dois degraus. – Escuta aqui tribufu não joga praga não, ta? – ele falou para Bella, que ameaçou bater nele. Sirius desviou rindo dela com um sorriso travesso. – Eu e Adhara nunca iremos nos casar. — disse. — Eu nunca irei me casar.

—E mamãe sabe disso? – indagou Regulus, rindo.

—Não te interessa, idiota. – Sirius retrucou e parou ao meu lado. – Vamos, Addie. Temos que chamar seus pais.

—Tem certeza que não quer ir, Reg? – perguntei a ele. Ele sorriu gentil, mas negou.

—Não, Addie. Obrigado. – ele se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido. – Agora que Sirius vai sair, vou entrar no quarto dele e brincar com a varinha dele. – disse e subiu correndo as escadas. Ri daquilo e fui com Sirius até a Sala de Jantar, onde meus pais tomavam um chá com meus tios, os Malfoy e os Lestrange.

—Mãe, eu e Sirius estamos prontos. – falei e ela se virou e sorriu para nós.

—Que casal mais adorável esse. – Abraxas Malfoy falou, nos olhando atento. O filho dele parecia muito com ele, era até assustador. – Tenho certeza que vão ser ótimos juntos, meu caro. – ele disse para o meu pai.

—Eu sei. – meu pai suspirou. — Walburga e Orion estão quase fazendo a minha cabeça quanto a isso. – meu pai contou e me olhou com um sorriso indeciso no rosto.

—Não, papai. – falei e fiz uma careta de nojo. – Sirius arrota e peida na minha frente. – eu murmurei e arregalei os olhos.

—O que? Agora você não peida, Addie? – Sirius falou e me olhou indignado. – Por acaso tem o cu tampado?

Não me segurei e acabei gargalhando, assim como minha mãe que não conseguiu se controlar.

—Sirius Black! – tia Walburga ralhou. – Pelo amor de Merlin, olhe o linguajar!

—Qual o problema? Todos os caras maneiros falam assim. – ele falou e os homens da sala riram.

—Deixe-o Walburga. – riu Rodolphus Lestrange, o pai do noivo da Bella. – Estamos entre amigos, não? Além disso o garoto é jovem! Só não o deixe falar desse jeito na frente de outras pessoas.

—Certamente, meu amigo e você ouviu, Sirius? – tio Orion falou e vi Sirius se encolher um pouco ao meu lado. – Não faça feio na frente dos outros.

Sirius assentiu e cruzou os braços.

— E para onde vocês vão? Se não for me intromete muito. – Edasich Lestrange perguntou. Ela era uma mulher de porte pequeno, tinha cabelos pretos meio avermelhados e lisos e olhos castanhos claros. Era muito bonita e quando bebia algumas taças de Uísque de Fogo começava a falar sem parar.

—Sem problemas, Edasich. – meu pai sorriu e ela sorriu de volta. — Vamos dar uma volta pelo Beco Diagonal ou Hogsmeade. — disse. — Só queria levar as crianças para passear. – meu pai respondeu e se levantou. – Com licença, senhores. – ele acenou com a cabeça. – Senhoras.

Minha mãe pediu licença também e os dois se retiraram da mesa.

—Tchau. – sorri para os outros e Sirius fez o mesmo animado, já se virando para sair.

—Filho. – ele se virou para o tio Orion – Se comporte, ouviu?

—Sim, pai. – resmungou Sirius, se segurando para não revirar os olhos. Eu ri e ele me empurrou, andando atrás de meus pais.

Quando estávamos do lado de fora da casa, meu pai parou em frente a Sirius e trocou um olhar comigo.

—Preste muita atenção, meu sobrinho. – meu pai falou, fazendo uma pose séria. Ele colocou as duas mãos sobre os ombros do meu primo. – Nós vamos fazer algo extremamente secreto, iremos passear junto dos trouxas. – ele contou e Sirius arregalou os olhos em animação. – Ninguém pode saber, está bem?

—Eu sou o melhor em guardar segredos, tio.

—Isso é muito bom. – eu murmurei e bebi mais do milk-shake pelo o canudinho. Sirius parecia achar a mesma coisa que eu e bebeu mais também.

—Vamos congelar nossos cérebros? – ele perguntou, entusiasmado.

—Definitivamente. – eu ri. Nós dois colocamos o canudinho na boca e chupamos o milk-shake depressa. – Bosta de Hipogrifo, o que é isso? – quase gritei sentindo meu cérebro congelar. Sirius estava com as mãos na cabeça e os olhos fechados. Rimos juntos apesar da dor.

—Horrível!

Meus pais riram, achando engraçado porque fizemos novamente em seguida.

—Crianças, infelizmente já está na hora de voltarmos – meu pai falou ,com pesar. Bufei e meu pai se levantou com a sacola de discos que a havíamos comprado.

—Mas, pai... – murmurei chateada e e eu Sirius jogamos o copo de milk-shake vazio no lixo.

—“Mas" nada, Dahlia. – minha mãe retrucou e pegou na mão de Sirius, enquanto meu pai pegou na minha. – Temos que chegar para o jantar e lembra que vocês prometeram que iam jantar tudinho apesar dos milk-shakes. – ela falou.

Hoje havia sido um dos melhores dias, nunca havia me divertido tanto com Sirius e meus pais. Nós fomos a um monte de lojas, principalmente de discos e visitamos também pontos turísticos de Londres e antes do milk-shake, comemos um tal de cachorro-quente que não era feito de cachorro como o nome dizia.

Papai nos guiou até um beco escondido e rapidamente aparatamos em frente ao Largo Grimmauld. Sirius soltou um barulho e colocou a mão sobre a barriga, se dobrando, fazendo seus cabelos ficarem na frente dos olhos. – Comer e aparatar não é a melhor coisa. – ele murmurou, me fazendo rir. Vi meus pais fazendo um feitiço para a sacola de discos diminuir até que coubesse em seu bolso.

—Temos que esconder isso aqui. – ele falou, dando um tapinha no bolso. – Ou minha adorável irmã vai ter um chilique. – ele riu e piscou para Sirius que sorriu completamente satisfeito.

—Preciso sair com você mais vezes, priminha. – Sirius sussurrou no meu ouvido, com a voz travessa. Apenas ri da cara dele, antes de lhe dar um tapinha testa.

—É só parar de soltar gases o tempo todo, como uma bexiga furada, que eu deixo você vir mais vezes. – respondi rindo. Ele passou o braço pelos meus ombros e fomos entrando de volta em casa. Mas assim que minha tia nos olhou satisfeita da mesa de jantar, desejei que ele não tivesse feito aquilo. Sirius nem ligou e me soltou, alheio, para subir as escadas pulando dois degraus por vez.

—Olá, querida. – me virei e vi Lisian Malfoy me olhando. Ela era uma mulher extremamente elegante e muito bonita também, cheia de jóias caras e vestidos finíssimos, os cabelos de um tom de loiro claro no começo mas no final era um pouco mais escuro. Era uma das mulheres mais chiques que eu já havia conhecido.

—Olá, senhora. – respondi, com um sorriso. Ela sorriu também e segurou meu queixo.

—Você é muito bonita. – ela falou, me analisando. – Ouso dizer que vai arrasar corações.

—Obrigada. – agradeci. Ela soltou lentamente meu queixo. – A senhora também é muito bonita. – falei e ela sorriu novamente.

—Se já não estivesse tudo certo entre Narcissa e Lucius, você seria ótima para o meu menino. – ela falou e eu reprimi uma careta de nojo. Lucius Malfoy podia ser bonito e rico, mas era apenas isso de resto ele era podre. – Bonita, nova e de ótima família. Perfeita.

—Narcissa também é. – resmuguei e ela faz uma cara de desgosto.

—Muito bajuladora e superficial. – ela falou, ajeitando o cabelo que já estava perfeitamente arrumado. – Mas também muito esperta, consegue tudo o que quer do meu marido e de Lucius. – ela riu. – Ah querida, mas quando ela se casar com meu Lucius, ele vai adestrá-la corretamente.

—Adestrá-la?

—Sim, ela vai receber tudo do bom e do melhor, ele vai atender as necessidades dela e seus pedidos sem fundamentos, mas ela vai saber que ele manda nela e que devo obedecê-lo.

—Isso é machista. – respondi não gostando nada daquilo. A mulher me olhou levemente interessada.

—Certamente, mas o que há para fazer quanto a isso? É assim que vivemos e está bom para mim. – ela sorriu novamente. – Agora vamos que o jantar já deve estar pronto, querida.

Nós duas vamos para Sala de Jantar onde todos já estavam sentados adequadamente, me sentei no lugar vago no meio de Narcisa e Rabastan e de frente para Sirius que estava do lado de Regulus e Lucius que estava de frente para a noiva. Sra. Malfoy se sentou em frente ao marido ao lado da Sra. Lestrange.

—O que tanto conversavam, minha querida? – o Sr. Malfoy perguntou a esposa.

—Estava apenas dizendo para Adhara que menina linda que ela. — contou.

—É, mesmo. – tia Walburga sorriu. – Perfeita para o meu menino Sirius. – ela disse e Sirius começou a rir e suco espirou pelo seu nariz.

—Sirius, modos! – tio Orion falou e com um aceno de varinha um pano limpou o nariz de Sirius.

—É... eu não vou me casa com Adahra. – ele disse ainda risonho.

—Vai fazer o que é apropriado para você, como todos na família. – mandou tio Orion como que colocando um ponto final naquilo, mas Sirius não se deu por vencido.

—Eu não vou me casar com Adhara. – Sirius ralhou. — Não gosto dela desse jeito.

Notei que Rabastan sorriu maldosamente. Ele seria bonitinho se não fosse tão idiota.

—Nós sabemos que você prefere outro tipo para casar, não é Sirius? — riu ele.

—O que quer dizer com isso? — perguntou Sirius, comprando a provocação.

—Um tipo com óculos, cabelos curtos e bagunçados como Potter... ou talvez aquele doente, o Lupin. Não desgruda deles. — provocou Rabastan. Sirius estava para responder, mas ele continuou — É o que dá pra pensar por não estar feliz por não se casar com a sua prima.

—Rabastan! — ralhou o Sr. Lestrange.

Rabastan riu com provocação e calou a boca, voltando a beber seu suco de abóbora, e uma grande coxa de galinha o acertou no rosto com violência. Todos olharam para Sirius, chocados.

—Acho que está confundindo, Rabastan! Você que fica andando pra cima e pra baixo com aquele Nott. Só os dois. Como queridinhos!

—SIRIUS BLACK! — gritou Tia Walburga.

— O QUE É? – Sirius gritou irado. – A culpa é desse bostinha ai.

—Sirius. – tio Orion falou com a voz controlada e firme. – Peça desculpas.

—Não. – Sirius se recusou irritado.

—Peça agora ou eu juro que... – tio Orion respirou pesadamente.

—Desculpe, Rabastan. – Sirius rosnou completamente irritado para Rabastan que pôs um sorriso vitorioso no rosto.

—Acho que Rabastan também deveria pedir desculpas. — eu disse, mirando o Sr. Lestrange e o dei o meu melhor sorriso. — Ele que começou.

—É, claro. – o Sr. Lestrange falou sorrindo para mim. – Meu filho, por favor peça desculpas..

Rabastan abandonou o sorriso e murmurou desculpas. Eu sorri para Sirius e ele sorriu levemente de volta.

—Tudo bem, Sirius. – Rabastan falou com um sorriso maldoso. – Mas acho que devia ter mais precaução pra não dar tão na cara, bichinha.

—AGORA, CHEGA! – Sirius se jogou sobre a mesa agarrando Rabastan pelos cabelos e acertando a cara dele na mesa. Rabastan gritou de dor e os dois começam a se atracar debruçados na mesa, derrubando as comidas e bebidas da mesa.

—Pelas barbas de Merlin! – tia Walburga berrou.

—Acaba com ele, Sirius! – gritei e meu pai me lançou um olhar cortante que eu não liguei rindo e tomando meu suco de abóbora, enquanto a briga ainda rolava.

Mas ela acabou repentinamente quando com um aceno da varinha de tio Orion fez Sirius e Rabastan voltarem com tudo para a cadeira, quase caindo no chão.

—Perdoe-me, meu amigo. – tio Orion falou ao Sr. Lestrange.

—Não se preocupe, eu faria o mesmo. – ele respondeu, mirando Rabastan zangado.

—Mas que desgosto, Sirius! Isso são modos? – tia Walburga falou nervosa. Alguns fios de cabelo tinham saído do seu coque perfeito.

—Digo o mesmo, Rabastan. – Sra.Lestrange murmurou. – Atacando um amigo? Na própria casa dele?

—Oh, Edasich. – tia Walburga falou para ela. – Não é Rabastan, Sirius que desperta isso nas pessoas.

—Tia Walburga. – Andy murmurou. – Não fale assim de Sirius, é só uma criança. Uma criança um pouco travessa e esperta demais, devo dizer. – falou Andromeda. As vezes ela e Bella eram tão parecidas que assustava, mas era só uma delas abrir a boca que mostrava o quão diferente eram.

—Não proteja esse traidorzinho, Andy. – Bellatrix falou venenosa.

—Bella não fale assim de Sirius. – tio Cygnus pediu, bebendo mais de seu Uísque de Fogo.

—Eu só quero dizer, que ele e Addie são ainda crianças, com a mente ainda a ser formada. Assim como Rabastan. – Andromeda falou em tom neutro. – Ainda não sabem direito das coisas.

—Mentira, Andy. – Regulus falou pela primeira vez na noite. – Eu não sou tonto que nem o Sirius.

—Cala boca, bobão. – Sirius disse e puxou o cabelo dele com muita força e Regulus fez cara de choro.

—Sirius, suba para seu quarto agora. – tia Walburga mandou.

—Mas, eu não terminei de comer. – ele soltou um muxoxo.

—Não me interessa, você fez seu irmão chorar! – ela disse e ele empurrou a cadeira com força e se levantou.

Me levantei também e sorri para meus pais.

– Eu vou...hum...posso ir com ele, papai? – indaguei ao olhar de todos na mesa e Sirius me esperou perto da porta.

—Sim, pode ir, minha filha. – meu pai respondeu. Eu contornei a mesa em direção a Sirius, notei tia Walburga me encarando com um sorriso satisfeito que me fez revirar os olhos.

Narcissa apareceu andando até nós quando já estávamos na escada, ela vinha sorrindo até que fechou a cara e empurrou Sirius contra a parede.

—Escuta aqui, Sirius. Se você me envergonhar de novo na frente de Lucius eu vou te transformar em um rato! – ela rosnou, apontando a varinha para meu primo. — E transformar sua vida em um inferno.

—Eu já vivo no inferno, sua tonta. — retrucou Sirius, escapando do aperto de Narcissa e correndo para seu quarto.

Narcissa me encarou zangada pronta para me empurrar para fora dali e eu a encarei da mesma forma.

—Mal posso esperar pra me casar com o meu Lucius e sair dessa casa. — ela sibilou. Antes de eu subir correndo a provoquei:

—Vai ser o elfo mais bonito do Malfoy, Cissy.

—Ele é só um babaca Sirius. – falei para ele que tinha a cabeça deitada em minhas pernas, enquanto eu estava sentada encostada na cabeceira de sua cama e ele deitado. Fiz um carinho em seus cabelos.

—Eu sei, mas... – ele olhou para cima, me olhando nos olhos. – Eu pareço gostar de James ou Remus?

—Não, mas se gostasse... porque seria algum ruim? — murmurei para ele.

—Algumas pessoas acham errado. — ele me respondeu. — Minha mãe, por exemplo.

—Sua mãe acha que tudo é errado, por isso ela é a pessoa mais chata da face da terra. — eu ri. Ele riu também de olhos fechados gostando do carinho que eu fazia em seu cabelo. — Sirius, por que você quer tanto não casar comigo? – perguntei, ele me olhou estranho.

—Por que eu não sou obrigado a nada. – ele falou e se sentou na cama, os olhos virados para mim. – Por quê? Você quer casar comigo?

—Não. — respondi. — Você é um nojo. — eu murmurei. Ele revirou os olhos e me cutucou. — Mas seria melhor casar com você... do que Rabastan Lestrange. – falei. — Ou um outro estranho qualquer que seja puro-sangue.

—Não fique pensando nisso, Adhara. – ele disse e me abraçou pelo ombro. Me encostei contra ele. – Não vamos casar com ninguém que não queiramos. Eu juro para você, Addie. Nós vamos ser livres.

Notas finais
Gostaram???? Chegamos rapidamente ao fim do primeiro ano e no próximo começaremos o segundo e com o segundo vem o que você sabem muito bem DESCOBERTA DE LICANTROPIA! Espero que tenham gostado. xoxo ~Aurora