When We Were Young

119 I Want To Break Free


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOO ♥ PRIMEIRO DE TUDO! Mil desculpas pela demora em postar, ultrapassei o limite do cronograma. Não é justo com vocês, Chanels, desculpe, mas eu tive provas no meu curso de inglês e andei estudando. E GENTE 13 COMENTÁRIOSSSSS! MUITO OBRIGADA! Eu fiquei tão feliz, obrigada todas que comentaram, espero ver vocês novamente comentando! REMUS E ADHARA JUNTOS FINALMENTE! SERÁ QUE DURA? Quais suas apostas? E também me falem vocês SHIPPAM O SIRIUS MAIS COM QUEM? EMMELINE OU DIMITRE? Escutem a música linkada no título do capítulo e OLHEM SÓ ESSE GIF QUE TUDO! CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 16/06. Com 10 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 13/06. Com 15 COMENTÁRIOS sai dia 11/06. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥

I WANT TO BREAK FREE

JAMES ‘S HOUSE

1977

SUMMER

—Eu odeio vocês pra caralho. — murmurou James, de braços cruzados em frente a porta. Adhara e Sirius se viraram para o olhar emburrado dele e o beicinho mimado que ele fazia. — Estou falando muito sério.

Adhara sorriu carinhosa e arrumou a mochila nas costas antes de falar:

—Você vai ficar bem…

—Não vai ter ninguém aqui! — James exclamou.

—… é só algumas semanas…

—Totalmente sozinho. No verão!

—… nem vai notar que ficamos longe…

—Essa é a minha vida, uma solidão total!

—... você vai ficar bem..

—Estou entediado! — Sirius interrompeu o diálogo dos dois.

—Eu não poderia ligar menos, Black, vá some da minha frente, sua peste. — bufou James, dramaticamente.

—Jay, relaxa, vamos te escrever toda semana, está bem?

—Eu vou ficar sozinho no verão! — berrou James. Sirius olhou ao redor vendo alguns vizinhos perto, mas eles nem olharam James fazer seu pequeno escândalo, provavelmente já estavam acostumados com esse tipo de coisa. — Vocês resolveram fazer essa viagem ridícula, sem eu! Dimitre vai para Rússia de novo e eu nem posso chamar Yuri para jogar Quadribol, porque adivinhem só? Leh Soto está grávida!

—Isso demorou para acontecer, na verdade… — murmurou Sirius, pegando um cigarro atrás da orelha e colocando na boca.

—Emmeline vai para uma viagem chata com a família dela, Dorcas e Marlene vão fazer uma viagem sozinhas para Alemanha! Para se reconectarem… — ele falou, desenfreado. Sirius e Adhara sabiam que agora ele não pararia de falar. — Frank vai para a América virar um bruxo foda e Alice vai passar o verão deprimida no quarto, ela disse que eu for encher o saco dela, ela vai me bater! Emily vai ficar o tempo todo com o bosta do Lestrange e até a bunda gorda do Peter tem algo pra fazer, ele vai passar metade das férias com um tio que ele nem conhecia! E Remus? Onde diabos ele tá? Não responde as nossas cartas! — ele dizia sem parar para respirar. Sirius ascendeu o cigarro, nem escutando direito o amigo. — E vocês vão me deixar também. Qual é a de todos vocês? Nossa última férias antes de Hogwarts acabar e é assim que querem aproveitar…

—James todos nós combinamos de nos encontrarmos algumas semanas antes das férias acabarem, não é? — falou Adhara. — Vão ser a melhores semanas da nossa vida. Eu prometo.

—E tem algo que você não percebeu, meu caro. — falou Sirius, tragando o cigarro. Ele aproximou o rosto da orelha de James. — Lily também não tem nada para fazer. — ele se afastou, com um sorriso, deixando James pensativo. — Vamos antes que ele nos prenda no porão. — sussurrou Sirius para Adhara, a empurrando em direção a van. Enquanto eles davam acenos para os pais de James, que os observavam da janela. Já haviam se despedido deles antes de James se jogar na frente da porta para que eles não saíssem.

—Ele vai ficar bem, né? — perguntou Adhara, quando entrou na van. Sirius assentiu entrando no carona e fechando a porta com força. Eles olharam James começar a correr até a van e Adhara deu partida rapidamente, saindo com a van.

Os dois se olharam e deram uma risada, escutando os gritos raivosos de James, mas sem intenção de parar. Adhara observou Sirius pegar um mapa no porta luvas e abrir. Ele estava decidindo o caminho que pegariam para onde ele quisesse ir. Sirius parecia muito feliz falando sobre os lugares que queria passar só porque achava o nome engraçado. Ele estava extremamente cuidadoso com sua prima, ela sabia que ele acreditava nela, mas estava preparado para se em algum momento ela perdesse a cabeça novamente. Mas Adhara não o culpava, ela tinha lhe dado motivos para que ficasse atento a todo momento.

Ela lhe deu um sorriso para ele, enquanto dirigia. Sirius ligou o rádio da van e sorriu de volta para a prima pois era Beatles que tocava e pegou o violão que estava na parte de trás da van junto com a moto dele. Ele começou a toca o violão de acordo com a música.

—Acho que deveríamos ir para o litoral. — ele disse, dedilhando o violão.

—Seria ótimo. — respondeu Adhara.

—Ir em qualquer show que passássemos em frente. — ele disse. — De qualquer tipo de música. — ele falou animado. — Droga, fazer qualquer coisa que quisermos. — ele falou. Os dois se entreolhara com sorriso marotos. — Literalmente, qualquer coisa.

—É, isso é muito ótimo. — falou Adhara, de braços cruzados, apesar do leve sorriso no rosto. — Eu te disse que a van é mais difícil que dirigir uma moto.

—Não foi culpa minha! — reclamou Sirius, chutando uma pedra.

—Eu te disse para não pegar o atalho. — bufou ela. — Agora a van está morta!

—Talvez isso seja um sinal. — ele falou, com um sorriso meio chapado, apesar de que ainda não havia fumado nada. — Que deveríamos parar nessa cidade e… fazer o que nossos corações mandarem.

—Desde quando você tem um coração, primo? — brincou. Ele riu e a socou no ombro.

Sirius e Adhara fecharam a van, mas antes tiraram a moto dele da parte de trás. Sirius subiu na moto, Adhara se sentou atrás dele e começaram a dirigir. Foram para a autoestrada, para sair daquele atalho e entrar na cidade.

Adhara levantou o corpo na moto e colocou os braços para cima, ela gritou, sentindo o vento bater em sua pele. Era simplesmente uma das melhores sensações do mundo e nem chegava perto da real sensação que era poder voar. Quando fechava os olhos podia se lembrar de como foi olhar para baixo na Torre de Astronomia. Naquele momento ela não tinha notado que estava indo para baixo e não para cima como sempre quis, para as estrelas. Mas agora ao olhar o céu que começava a escurecer a fez perceber isso.

Eles poderiam morrer amanhã ou daqui a 50 anos, mas eles tinham que viver todos os dias como se fossem o último. Na guerra, qualquer dia poderia ser o seu último. E quando os dois se olharam nos olhos por um momento, perceberam que pensavam a mesma coisa.

—Vamos voar? — perguntou Sirius.

—Achei que nunca perguntaria.

Sirius tinha dois cigarros na boca. Adhara pegou o isqueiro em seu bolso e acendeu os dois. Sirius tragou fortemente e passou um para a prima. Os dois encostados na moto, agora parada no estacionamento de uma loja de conveniência. Já havia escurecido e eles haviam acabado de comprar algumas bebidas para a noite.

—Está gostosa. — Sirius disse, encostado na parte da frente da moto. Adhara estava sentada em cima e se virou para ele com um sorriso, cruzou as pernas cobertas por uma meia arrastão

—Você também. — respondeu, mas notou que o primo já não a olhava mais. Ele tinha o olhar direcionado a dois adolescentes que haviam acabado de sair de um VW Passat 1973 vermelho. Eles aparentavam ter a idade deles e eram bonitos.

—Carro maneiro. — disse Sirius, um sorriso malicioso. Isso bastou, no momento seguinte estavam atrás da loja, que tinha outro fundo de loja atrás, fazendo um corredor.

Sirius encostado em uma parede beijando um dos garotos e Adhara na outra fazendo a mesma coisa. Ela fumava um cigarro e o garoto com quem converva começou a lhe dar beijos no pescoço. Ela suspirou e queria que fosse Remus ali. Ela espiou seu primo que agora recebia um boquete do garoto, com um sorriso brincando nos lábios, parecendo estar se divertindo bastente. O garoto com quem Adhara estava desceu a mão de sua cintura para sua bunda, ela fechou os olhos se sentindo desconfortável e parou a mão do garoto. Não era ele que era queria, não era aquilo. Resolveu nem ao menos tentar, para não se decepcionar mais depois.

—Que tal ficarmos só no cigarro hoje, hã? — ela disse. O garoto parecia desapontado, mas aceitou o cigarro que Adhara lhe entregou e fumou com ela, conversando e escutando os barulhos que Sirius e o outro garoto soltavam.

—Até mais. — disse Sirius dando um último beijo no garoto.

—Vamos logo. — Adhara o puxou, vendo que se deixasse Sirius continuaria ali. Saíram correndo aos risos para a moto e com ela saíram de lá.

—Eu estive pensando. — falou Sirius, quando pararam novamente. Tinha chegado a uma praia que tinha naquela cidade, mas por cima da areia havia muitas pedrinhas que faziam barulho quando pisava. Dividiam uma garrafa de uísque que descia queimando a cada golada.

—Esquisito. — Adhara comentou. Sirius riu.

—Muita engraçada. — ele debochou. — Me escute.

—Estou escutando.

—Eu não gostaria se o mundo acabasse. — ele disse. — Digo… se Você-Sabe-Quem explodisse tudo.

—É, seria uma droga. — concordou Adhara. — Por isso temos que achar o amor verdadeiro… o tipo que dura para sempre, sabe?

—E existe um para sempre?

—Eu sei o que está pensando, Sirius. — ela falou. — Um amor verdadeiro, não é necessariamente o de um marido ou esposa… amor verdadeiro pode ser de uma mãe ou de um filho e também de um amigo que na verdade é como um irmão… Eu já tive muitos amores verdadeiros na minha vida. — ela disse, segurando a mão do primo. — E sou grata de que você é um deles.

Sirius ficou em silêncio, olhou para frente enxergando apenas as primeiras ondas do mar escuro, pensando no que sua prima havia acabado de lhe dizer. Ele pensou primeiro em James, o garoto que correu atrás da van em que estava porque não queria que fosse embora, o mesmo garoto que lhe acolheu em sua casa após fugir da família, o garoto que o fez de seu irmão, mais do que o seu irmão de sangue já havia feito antes. E pensou em seus amigos, rosto por rosto, mas no meio de todos aqueles rostos que vinham em sua mente, Sirius lembrou do dela, Elladora. As vezes sonhava com ela e com momentos que nunca chegaram a ter, as vezes eram pesadelos e a via morta novamente. Ficava imaginado como os dois estariam se ela estivesse viva, tudo que poderia ter sido diferente e tudo que não poderia ter sido. Nunca teve a chance de descobrir seus verdadeiros sentimentos por ela, se é que existiam. Mas o fato de nunca poder descobrir se existiram fazia seu coração apertar e isso parecia ser a resposta que ele queria.

Ele pegou um cigarro e brincou com ele com seus dedos. Mirou Adhara, ela olhava para o mar assim como ele fazia antes. O vento fazia algumas mechas de seu cabelo loiro caírem sobre o rosto. Os olhos azuis pareciam exatamente como o oceano estava.

Sentaram-se em frente ao mar, perto o suficiente para escutar as ondas, mas longe o suficiente para que elas não chegassem até eles. Estava tudo tão calmo e pacifíco.

—Acho que deveríamos fazer algo. — ele disse. — Sobre Você-Sabe-Quem.

—Algo além de se tornar os melhores Aurores? — ela indagou.

—Algo muito melhor que isso. — ele disse.

—Então, nós iremos. — ela garantiu. Ficaram naquele silêncio bom novamente. — Eu realmente amo o mar. — ela disse, com um sorriso no rosto. O vento era tão gostoso em sua pele, a fazia se sentir tão viva. — Não só porque o mar… o oceano tem a cor dos meus olhos, mas por tudo que ele significa, sabe? — disse, bebendo o último gole da garrafa de uísque. — O mistério, o infinito. — ela não sabia o que estava dizendo, ao mesmo tempo que sabia. — Entende?

—Não. Você está bêbada.

—Sim, mas isso não significa que eu não sei tudo sobre o Universo. — ela disse.

—Ninguém sabe tudo sobre o Universo. — ele respondeu. Adhara semicerrou os olhos para ele, com um sorriso bobo na cara.

—Sempre certo. — ela debochou. — Sempre certo, Sirius.

Adhara gargalhou sem motivo aparente. Ainda bem que estava no verão, pois era quatro horas da manhã e ela estava apenas com uma blusa preta, calcinha também preta com renda e meia arrastão e seu All Star branco. Sua varinha estava dentro do tênis. Sirius ao seu lado estava apenas com uma samba canção e tênis, sua varinha enfiada no tênis também.

—Eles nos drogaram. — gargalhou Adhara, deitada em cima da moto. — Foi culpa sua.

—Eu sei. — gargalhou Sirius, que havia acabado de escorregar da moto para o chão. — Merda! Temos que voltar para a van… cadê minhas chaves?

—Você não pode dirigir chapado. — falou Adhara, querendo dormir. Ela tirou a chave da moto do meio dos peitos, provavelmente não haviam levado a moto, porque não acharam as chaves.

—Merda, certo. Vamos aparatar.

—Eu não sei aparatar. — riu Adhara. — E você?

—Certo. Vamos pegar um ônibus.

—Sirius, os caras que conhecemos nos drogaram e roubaram todo nosso dinheiro e baseados que estavam com a gente, até nossas roupas. — murmurou Adhara, revirando os olhos.

—Ah… é mesmo. — riu Sirius. — Merda.

—Vamos esconder a moto, certo?

Fizeram isso, com Sirius morrendo por deixar a moto ali escondida atrás de uma loja qualquer. Eles pararam de andar perto de uma estrada e Sirius começou a fazer sinal para que os carros parassem para ele. O movimento era pouco, aparecia um carro de vez em quando. Adhara ficou o olhando alguns metros atrás, como ele parecia frustrado por nenhum carro parava para ele.

—Porque ninguém está parando?

—Provavelmente porque você está com as tetas para fora. — respondeu Adhara. — Ninguém para pra um estranho, exceto alguém que é estranho. — ela disse. — E você parece que acabou de sair de Azkaban.

—Obrigado.

—Isso não foi um elogio. — ela bufou. — Sério, a gente tá no meio da estrada sem nada, eu vou ficar tão puta se a gente for assassinado.

Adhara convenceu Sirius a sair de lá e começaram a andar na rua deserta, Adhara tentando de algum jeito ficar sóbria, porque Sirius não tinha condição nenhuma de fazer algo útil. Andaram até que estivesse começando a amanhecer. Eles acharam um ponto de ônibus e Adhara empurrou Sirius para sentar ali, torcendo para que quando o ônibus chegasse os deixassem entrar sem pagar.

—Foi uma noite muito legal. — comentou Adhara. Sirius a olhou, chapado e sorriu.

—Acho que peguei alguma doença venérea. — disse Sirius, fazendo Adhara gargalhar.

—Deveríamos ter aprendido a aparatar. — comentou Adhara. — Temos que aprender logo para sermos Aurores.

No mesmo banco que eles se sentou uma menina. Ela tinha o cabelo encaracolado as pontas pintadas de rosa e a pele negra. Ela tirou dois cigarros do bolso e olhou para os dois e estendeu um para Sirius. Ele olhou para Adhara com um sorriso e aceitou o cigarro se arrastando para sentar ao lado da menina que acendeu o próprio cigarro e então o de Sirius. Eles tragaram o cigarro e se entreolharam. A menina se levantou e foi para atrás do ponto de ônibus, Sirius se levantou e a seguiu.

Adhara ficou escutando os barulhos de beijos que vinham de trás do ponto de ônibus e ignorou os dois ônibus que passaram vazios em sua frente. Quando Sirius voltou com a boca vermelha e se sentou ao seu lado, observaram a menina ir embora e então Sirius tirou do bolso algumas notas de dinheiro trouxa e sorriu para prima.

—Roubar é errado.

—E o que não é errado?

—Então… não temos nenhuma merda de dinheiro. — falou Adhara, dirigindo a van, sentindo uma ressaca de matar. Já haviam dormido por algumas horas e trocado de roupa. — A gasolina vai acabar logo. — ela disse. Já haviam pego a moto escondida e agora saíam daquela primeira cidade que haviam parado. — O que vamos fazer? — indagou. Ela olhou para o lado rapidamente e viu que Sirius dormiu, ela socou seu ombro.

—Bem… — ele bocejou. — Ainda temos um pouco do dinheiro da gata de ontem, então porque não paramos para comer? Eu preciso cagar.

—Eu não precisava saber disso.

Pararam em uma lanchonete que viram a beira da estrada. Sirius foi logo para o banheiro e Adhara pediu milkshakes e hambúrgueres. Ela se sentou em uma mesa perto da janela, tirou sua mochila das costas que havia pego na van. Achou lá algumas notas de dinheiro trouxa e alguns galeões.

Adhara catou da mochila seu diário um pouco esquecido, abriu em uma página limpa e pegou uma caneta. Seria estranho se começasse a usar pena e tinteiro ali. Ela começou a escrever o que havia acontecido noite passada, como Sirius provavelmente havia pego alguma doença venérea e escreveu sobre o garoto em que deu uns beijos, foi só por alguns segundos, mas seu coração apertava mesmo assim.

Ela sentia falta dele. Remus.

Adhara conseguia se lembrar de cada momento da primeira noite que tiveram juntos como se estivesse acontecendo naquele segundo. Ele a fez sentir coisas como nunca antes. Ela tinha certeza de que ele era o grande amor de sua vida. Como ela já havia dito a Sirius, já tivera muitos amores em sua vida. Amores que ela se lembraria para sempre. Amores pelo qual ela sofreria para sempre. E isso a deixava confusa, pois ela tinha certeza de que amara Adam como todo o coração, como todo o amor que podia ter, mas era exatamente como já havia pensado antes, se Adam realmente fosse o amor da sua vida, se ela fosse apaixonada por ele de todo o coração… ainda seria.

E Remus. Ela se sentia tão mal em pensar que Adam nunca foi o amor de sua vida. Porque quando ela pensava me Remus, em seu amor por Remus, era como se ela nunca tivesse se apaixonado antes. Nunca.

Estava sentindo tanta falta dele. O último dia que o viu foi no trem de volta para casa. Passaram a viagem toda juntos, dando as mãos. Ele segurava sua mão tão forte, como se estivesse com medo de que ela fosse escapar por entre seus dedos. Ele estava quieto e sério, mas sempre que ela o encarava nos olhos ele lhe dava um sorriso. Contou para ele que iria viajar com Sirius, só os dois, mas mesmo assim o convidou para ir. Claro que ele negou, então disse o quanto sentira a falta dela, que pensaria nela em cada segundo, que escreveria muitas cartas só para dizer o quanto estava sentindo a falta dela. Mas ele não escreveu nenhuma e isso estava a fazendo pirar nos momentos em que não estava distraída com Sirius.

E ela escreveu tudo aquilo naquele papel.

—Escrevendo seus pensamentos, boneca? — ela escutou Sirius dizer, enquanto ele se sentava a sua frente.

—Sabe, quando eu estava tão triste… — comentou Adhara, agradecendo ao garçom com um sorriso quando ele colocou o seu pedido na mesa. — … eu ia para um lugar em minha mente onde eu me sentisse menos… tudo. Entende?

—Sim.

—E agora, eu não tenho mais que fazer isso, mas eu ainda tenho que botar meus sentimentos para fora como suas tetas noite passada. — ela sorriu. Sirius sorriu de volta. — Era pra ser só para mim, mas eu acho que vou mandar para Remus. — contou. — Ele não tem me mandado nenhuma carta, Sirius. — ela murmurou. — E não respondeu nenhuma das que eu mandei.

—Talvez esteja ocupado.

—Preciso mandar outra carta para ele.

—Não temos uma coruja aqui. — disse Sirius, comendo seu hambúrguer com muita fome.

—Vou mandar pelo modo trouxa.

—Não temos dinheiro. — disse Sirius. Adhara bufou, comendo também o hambúrguer. Eles ficaram em silêncio e então olharam para fora, onde na calçada um cara tocava violino e pessoas passavam e jogavam dinheiro para ele, então se entreolharam com sorriso. — Oh yeah, baby.

Adhara sorriu e continuou cantando, enquanto Sirius tocava violão ao lado dela. Estavam cantando numa rua movimentada com a mochila de Adhara aberta no chão em frente a eles, algumas pessoas haviam parado e feito uma pequena plateia. Outras só jogavam o dinheiro e logo passavam.

Blue moon. — cantou Adhara, escutando Sirius tocar o violão com precisão.– You saw me standing alone. — ela continuou, se lembrando do momento depois de fugirem do casamento a qual cantaram essa música. – Without a dream in my heart. Without a love of my own. ela terminou a música. Eles escutaram palmas e mais dinheiro cair sobre a mochila de Adhara.

—Obrigado, senhoras e senhores, tudo vai para a caridade. — disse Sirius, com um sorriso, enquanto Adhara enfiava todo o dinheiro na mochila. — A gente fez um monte de dinheiro. — ele falou, em pé ao lado dela, vendo a pequena multidão se dispersar. – Vamos ficar chapados.

Eles estavam tão chapados como na noite anterior, foi em pouco tempo, haviam ido a um pub e se encheram de tanta cerveja que Sirius havia ido vomitar e depois voltou a beber novamente. Pulavam pela rua, como se não houvesse um amanhã, como se em pouco tempo teriam que voltar a realidade da guerra que os perseguia com tanta fome. Mas eles não pensavam nisso, só pensavam no quanto estavam se divertindo, naquele momento não existia um tempo em que teve um Adhara quebrada que quase se matou, não teve as mortes dos pais dela e não teve o coração partido de Sirius pela morte de alguém que ele nem realmente sabia quem era, e muito menos a fuga de casa que fizeram juntos sem planejamento algum.

Queriam fazer e viver loucuras nunca imaginadas.

Adhara empurrou Sirius na calçada e saiu correndo, escutou o primo gritar e começar a correr atrás dela, quando a alcançou a enlaçou pela cintura, os dois se abraçaram na rua deserta. Sirius fechou os olhos, colando sua testa na da prima, os dois abriram os olhos ao mesmo tempo. Ficaram um tempo perdidos um no olho do outro, compartilhando um sorriso igual.

Sirius se sentiu preso a vida inteira. Adhara se sentiu presa metade de sua vida. Ele sempre se sentiu sufocado e preso por correntes imaginárias, mas ela não. Ela experimentou as correntes pela primeira vez em 1972, pela mesma mulher que fez seu primo se sentir preso. Tia Walburga tinha essa habilidade de sufocar as pessoas. Mas então seus pais fugiram e a levaram e Adhara nunca esteve mais livre, tudo era tão melhor do que antes e antes ela nem estava presa, só que Sirius ficou lá, com as mesmas correntes. E quando ela voltou a sentir as correntes em 1976 não sabia como seu primo conseguiu suportar todos aqueles anos e ela não estava conseguindo suportar nem uma semana. Pensou no quanto ele parecia mais forte do que ela e talvez ele realmente fosse. Mas isso já não importava mais, pois fugiram juntos. Se libertaram da corrente juntos. Eram tão iguais um ao outro e também tão diferentes. Ela não esteve presa as correntes a vida inteira e podia amar. Ele esteve preso as correntes a vida inteira e talvez agora não pudesse mais amar. E isso podia o fazer mais fraco.

—Eu sinto muito, Sirius. — ela murmurou, não sabendo quando começou a chorar. Os olhos dele estavam banhados me lágrimas, mas nenhuma foi derramada. — Por deixar você quando tínhamos treze anos, por não ter estado lá antes e depois disso. — disse, ainda a testa colada na dela, os braços em volta do pescoço dele. — Mas você precisa saber que você pode amar… você pode estar com alguém, Sirius, você não está preso mais, você não tem mais desculpas para agir como um… você nunca teve desculpas. — ela disse, tentando passar o que sentia. — Eu sei que as vezes fica muito difícil. E as pessoas te veem só como um babaca, só eu sei, James sabe, Remus sabe, Peter sabe… Emmeline sabe… você não é isso. — disse, chorando ainda mais. — Você precisa parar. — pediu. — Trair as pessoas como se elas não significassem nada para você. — respirou fundo e viu as lágrimas escorrendo pela bochecha dele. — Pessoas importam e não merecem isso, então você precisa começar a ser melhor, uma pessoa melhor do que é… para que você possa ser feliz. — a voz embargada. — Prometa-me nunca mais estar com alguém se você não consegue ver seu futuro com ela. Prometa-me que vai tentar estar com alguém que goste e … tudo bem se não quiser… se realmente achar que não é isso que você quer, que você nunca quer estar completamente com alguém. Mas preciso que me prometa ser uma pessoa melhor. Prometa.

—Eu juro solenemente. — foi tudo o que ele disse. Ela assentiu e esmagou seus lábios contra os dele. Ele a abraçou com força e ficaram naquele selinho demorado por um tempo. Se olharam do mesmo jeito de antes. – Addie… eu quero tatuar o seu nome na minha bunda.

Ela sorriu. Esse era o Sirius.

—Isso seria maravilhoso.

—Eu não acredito que realmente tatuou o meu nome na sua nádega direita. — disse Adhara, com um sorriso brilhante no rosto. Sirius sorriu também e se deitou na areia da praia suspirando. Os dois haviam acabado de sair de um estúdio de tatuagem, onde Sirius havia tatuado a assinatura de Adhara na nádega direita

—Eu nasci com a trilha sonora da revolução, garota. – ele disse do nada, fazendo Adhara gargalhar, os pés descalços afundados na areia da praia, vendo o sol nascer e a água do mar clarear. — Eu… nós… saímos daquela casa a tanto tempo, não é? E eu queria me libertar, eu precisava e quando sai eu me senti assim, mas também tinha um sentimento no meu peito que me deixava confuso e agora… Adhara… — ele suspirou e colocou os braços atrás da cabeça. — … eu me sinto libertado, livre de todas as mentiras, toda aquela merda, nesse exato momento, mesmo que a guerra esteja estourando... eu me sinto libertado. — ele contou. Adhara se surpreendeu quando notou que sentia a exata mesma coisa e isso a fez se sentir muito bem. — E sabe de mais uma coisa?

—O que?

—Eu sempre ri do Remus e sobre como ele ama muito bolo, mas… eu também amo muito bolo.

—Eu sei que ama. — ela disse. — Todo mundo ama.

—Sim, por isso eu quebro as regras, eu sou um quebrador de regras. — ele falou, completamente chapado.

—Sirius. — murmurou Adhara, ele a olhou, com olhos cansados. — Eu amo o Remus, de verdade.

—Eu sei que ama. — ele respondeu.

—Você algum dia vai amar alguém? — ela indagou, se lembrando da conversa que tiveram antes da tatuagem. — Você ama alguém, Sirius? — ela disse e os dois sabiam que ela não queria dizer, amar de como ele a amava e sim de como ela amava Remus.

—Não, não sou obrigado legalmente a amar ninguém. — ele disse. — Mas… talvez, um dia.

Isso fez Adhara dar um sorrisinho de lado. Ela olhou o primo e estavam a apenas três dias naquela viagem de mais de meses, estavam apenas no começo e sabiam que tinha muito por vir, que não ficariam entediados nem um segundo. Ela se deitou na areia assim como ele e pegou em sua mão entrelaçando seus dedos.

—Eu te amo, caso eu morra.

—Eu te amo, caso eu morra.

Notas finais
SIM, JÁ ACABOU! Esse capítulo foi mais para mostrar os sentimentos deles após estarem finalmente LIVRES! Tudo o que aconteceu com eles nessas férias vai ficar nas entrelinhas kfdjghkjdfghg E será que o Sirius vai finalmente se endireitar? E me falem. Quem shippa Addie e Remus? E COM QUEM VOCÊS SHIPPAM O SIRIUS? EMMELINE OU DIMY? E CADÊ O REMUS? ALGUM PALPITE? PRÉVIAS: 1º: "- Eu preciso da sua ajuda. —Minha ajuda? —Sim, Lily Evans." 2º: "- Vamos salvar sua princesa em apuros. " 3º: "-Vamos invadir a casa dele." 4º: "-Ela morreu na manhã que saímos de Hogwarts." 5º: "-Me salva!" 6º: "-Ele nem vai sentir o cheiro porque é tão podre quanto o cabelo seboso dele." 7º: "-SAI DO MEU QUARTO!" 8º: "- Então… você quer sair comigo?" ACABOU AS PRÉVIAS! O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER! KJFGHKJFD CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 16/06. Com 10 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 13/06. Com 15 COMENTÁRIOS sai dia 11/06. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora