When We Were Young

120 Buy The Stars


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOO ♥ Postando no dia certinho hoje :))) OBRIGADA pelos lindos comentários, eu leio cada um com muito carinho. OBRIGADA por acompanharem essa fanfic! Agora, mais um capítulo das férias!!!! Última férias deles, na próxima já não estão mais em Hogwarts. Então aproveitem esse JILY e essa pitadinha de Cidades de Papel! Aliás, AGORA EU USO O APELIDO DOS MAROTOS EM INGLÊS! Então, se vocês lerem os Marotos chamando a Addie de "NIPS" significa "TETAS"! CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 23/06. Com 10 COMENTÁRIOS ou MAIS sai dia 20/03 ( talvez antes ;) ). CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥

BUY THE STARS

JAMES ‘S HOUSE

1977

SUMMER

—Eu vou morrer de tédio. — disse James. Ele olhou seus pais que nem prestaram atenção nele direito, continuando a comer sua comida. Ele suspirou alto para chamar a atenção e quando não funcionou suspirou mais alto ainda. Seus pais finalmente o olharam.

—Sim, querido? — indagou sua mãe, ela sorriu gentilmente e cortou seu frango para ele.

—Eu vou morrer de tédio. — ele repetiu. — Já passou um mês de férias!

—James, você já disse isso quinze vezes hoje e cinquenta e cinco vezes ontem. — seu pai disse, com um sorrisinho. Sua mãe riu também e apertou seu filho na bochecha. — E achei que gostasse de jogar quadribol com o seu velho aqui.

—Eu gosto! Mas...

—E passa tempo com sua mãe que te ama muito. — interrompeu sua mãe. James soltou um muxoxo.

—Mas eu já estou fazendo isso a um mês! — exclamou. — Todos os meus amigos estão fazendo coisas legais e estou aqui… preso com vocês. — ele resmungou.

—Vou tentar não levar isso como um insulto. — riu seu pai. James suspirou e jogou a cabeça para trás. — Vá fazer alguma coisa então, James. — ele disse.

—Tem que ter algum amigo seu que esteja fazendo nada também... — disse sua mãe. — Como seus legumes, querido. — ela mandou o marido, que fez uma careta, mas fez o que ela pediu. — … tenho certeza que vai encontrar alguma coisa para fazer nesse verão.

—Todo mundo vai se juntar no final do verão… talvez pudéssemos todos viajarmos juntos. — disse James, sorrindo entusiasmado.

—É uma ótima ideia. — disse sua mãe. — Para onde quer ir?

—Não sei. — murmurou James. — Remus que pensa nessas coisas… tenho que achar ele.

—Olá, Lily Evans.

—Que porra é essa? — berrou Lily, no meio de seu quarto.

James sorriu para ela brilhantemente e ela parecia muito desacreditada que ele realmente estava ali na frente dela. Um dos pés em cima de um ursinho de pelúcia seus, uma mão apoiada na estante de livros dela e a janela pela qual ele entrara aberta atrás dele. Ela sabia e não sabia o que ele fazia ali.

Sabia que Adhara e Sirius viajariam junto, que Peter estava em outra cidade na casa de um tio, que Marlene e Dorcas estavam na Alemanha, Frank na América, Dimitre na Rússia e também sabia que Alice o mandou não ir importunar ela, pois ela ia ficar enclausurada em seu quarto esperando Frank voltar. Só que sabia que Emily estava em sua casa fazendo nada, apesar de provavelmente Lestrange estar lá o tempo todo e que Remus também estava em sua casa. Então, o que diabos ele estava fazendo ali?

—Acho que deveria por uma blusa, Lily. — ele murmurou, se virando de costas para ela, quase caindo por causa do ursinho de pelúcia.

Ela revirou os olhos, irritada e pegou a blusa que estava prestes a colocar quando ele entrou de surpresa a pegando de saia e sutiã.

—Como raios sabe onde eu moro? — ela indagou, quase berrando. — O que está fazendo invadindo o meu quarto? Você vai me sequestrar? Potter, eu juro que te azaro...

—Eu tenho meus contatos, Lilybeans. — ele sorriu, a interrompendo. Lily revirou os olhos e o observou passar a mão pelos cabelos. — E nada disso importa, eu preciso da sua ajuda.

—Minha ajuda?

—Sim, Lily Evans. — ele disse em um tom dramático. — Temos seis coisas para fazer em menos de vinte e quatro horas ou, pelo menos, em um máximo de quarenta e oito horas.

—O que?

—E eu preciso que você dirija o cara do seus pais… — ele disse. E ela escutou seus pais conversando no andar de baixo. — ... porque assim passamos mais tempo juntos.

Lily ainda estava um pouco chocada para o garoto de sorriso gigante e cabelos desarrumados a sua frente. Ela escutou a irmã praguejar alguma coisa para do quarto ao lado, provavelmente tendo escutado o barulho estrondoso que James fez ao entrar pela janela e tentou não suspirar irritada. Sua irmã estava ainda mais insuportável já que apresentaria o novo namorado para a família e ficava ainda mais afiada com Lily, porque disse que não queria que uma anormal como ela estragasse tudo.

—Potter… — ela queria dizer alguma coisa, mas escutou Petunia praguejar para ela novamente e notou que James se curvou um pouco olhando curioso para a porta meio entreaberta do quarto dela.

—Olha… ninguém está por perto, todo mundo está tendo umas férias legais ou alguma merda assim. — ele disse, colocando as mãos no bolso da calça. — E Remus sumiu. — contou. — Eu preciso ir encontrá-lo, está bem? — ele falou. Lily assentiu entendendo. — Preciso… de ajuda. — disse. Pareceu ser muito difícil ele falar aquilo, já que Lily sabia o quanto ele era orgulhoso e não sabia se ele estava falando a verdade ou não, mas sorriu e escutou Petunia reclamar uma terceira vez.

—Vamos lá, Potter. — riu Lily. Catando sua mochila. — Vamos salvar sua princesa em apuros.

—Certo. — sorriu James, enquanto Lily dirigia. Ele tirou um pergaminho da mochila dele. Ela observou curiosa a lista, mas não conseguiu ler muito. — Lily Evans.

—Sim, James Potter? — ela respondeu, virando uma esquina.

—As seis coisas que temos que fazer hoje tem a ver com nossos amigos, comigo e você. — ele disse. — Eu não vou deixar você ver tudo, mas a primeira parada é a casa de Remus.

Ele mostrou a primeira frase que estava na lista, em baixo do “Coisas que James Potter e Lily Evans tem que fazer em menos de quarenta e oito horas”. Era um título bem grande e Lily riu para isso, lendo o primeiro item da lista. “Descobrir que porra está acontecendo com Moony”.

James estava extremamente preocupado com Remus. Fazia uma semana das férias e ele não respondeu nenhuma das cartas que ele mandou ou as que seus outros amigos mandaram. Ele tentou ligar para a casa dele, esperando que seus pais atendessem e quando atendeu e ele perguntou por Remus, ele apenas escutou uma respiração pela linha do telefone e escutou desligarem o telefone. Depois disso ele precisava saber o que tinha acontecido com um de seus melhores amigos.

—Se ele não quer falar com você, o que vamos fazer? — indagou Lily, parando em um sinal. Ela viu James tirando um binóculo da mochila, ele disse que era do tio do Remus, enquanto olhava para frente pelo binóculos.

—Nós fazer as coisas ficarem certas. — respondeu James, simplesmente. — E talvez, bagunçar algumas que já estão. — ele riu, dando de ombros. — Mas, basicamente, essas vão se as melhores horas da sua vida.

As cabeças de James e Lily apareceram atrás do muro da casa de Remus Lupin. Só dava para ver as cabeças deles, pois os dois tinham o corpo coberto pela capa de invisibilidade do James.

—Não acredito que você tem uma capa de…

—Shhhh. — pediu James, com um dedo sobre a boca. Os dois olharam para frente e viram pela janela o pai de Remus. Ele estava com uma cara muito cansada, a barba por fazer e olhos tristes, ele estava no meio da sala falando com alguém que os dois notaram ser Remus quando ele aparecer na janela também. Ele estava igualmente ao pai, só que ele sempre parecia cansado, então não era nada novo para James e Lily. O pai e filho trocaram algumas palavras e Remus subiu as escadas. Viram o pai dele colocar uma capa e olhar pela janela. Quase se jogaram no chão, quando abaixaram com tudo.

—Remus não parece bem. — murmurou Lily, abaixada dentro da capa de invisibilidade com James.

—Algo está errado. — concordou James, pensando no que poderia ter acontecido. Quando entendeu, fechou os olhos com força e suspirou. Guardou a capa de invisibilidade na mochila. – Vamos lá.

James se levantou e puxou Lily com ele, os dois marcharam para o portão da casa de Remus que estava entreaberto e foram para a porta da frente que se abriu assim que pararam em frente. O pai de Remus, Lyall Lupin saia ajeitando sua capa e ficou muito surpreso ao ver os dois ali. Os dois notaram que de perto Lyall Lupin estava parecendo ainda pior do que pela janela. Tinha grande olheiras embaixo dos olhos, seus olhos vermelhos como se tivesse chorado a pouco tempo, o rosto contraído em cansaço e a capa toda amassada de quem não ligava para como iria sair de casa.

—Olá, Senhor Lupin. — sorriu James.

—Olá, James. — respondeu Senhor Lupin, tentando dar um sorriso de volta. — O que faz aqui, meu jovem?

—Eu e Lily... — ele apresentou e a ruiva sorriu para o adulto. — … viemos visitar o Remus. Ele não anda respondendo as cartas de ninguém…

—Remus só está um pouco ocupado essas férias, mas… — Lyall olhou para dentro da casa. — Eu vou ver se ele está em seu quarto, certo? — ele disse. Os dois assentiram, dando sorrisos falsos que sumiram de seus rosto assim que Lyall encostou a porta. Os dois sabiam que ele sabia que Remus estava em casa. Não demorou muito para ele voltar. Lyall suspirou e passou a mão pelos cabelos cor de areia, iguais ao do filho. — Meu filho está em um vilarejo aqui perto, comprando algumas coisas. — disse, com pesar. — Ele demorará, que tal voltarem outro dia?

—É claro, Senhor Lupin. — disse Lily, segurando a mão de James quando ele parecia que protestaria e invadir a casa. — Espero que tenham um bom dia. — sorriu.

—O mesmo para vocês, crianças. — disse ele.

Lily teve que puxar James com força para que saíssem do jardim da frente da casa de Remus e começassem a andar vilarejo a baixo par aonde tinham deixado o carro de Lily. Ela escutou pacientemente James começar a reclamar que nem uma criança mimada, mas dessa vez ela não achou irritante e sim engraçado. Ele tinha as bochechas vermelhas e os óculos estavam caídos para a ponta do nariz. Ela já havia notado que ele ficava assim quando começava a planejar alguma coisa.

—Remus não quer nos ver. — disse Lily, parando em frente ao carro. Se encostou na porta e mirou James. Atrás dele em uma ponte notou um casal de velhinhos encarando o carro dela com estranheza.

—Não podemos ir embora sem checar se ele está realmente bem. — disse James.

—Concordo completamente. — respondeu Lily. James sorriu maroto para ela e ajeitou a mochila nas costas. — O que acha que devemos fazer? — ela perguntou, vendo o pai de Remus pegar um caminho para outro vilarejo.

—Vamos invadir a casa de Remus.

—Você não pode falar, não pode respirar alto, não pode se mexer muito. — sussurrou James, os dois novamente no muro da casa de Remus, agachados no chão.

—O que? Porque? — indagou Liy, também sussurrando. Os dois com as varinhas em mãos.

—Remus… ele só é bom em saber se alguém está perto, ele escuta bem… sente os cheiros bem. — murmurou James, com uma careta. Lily ficou ainda mais confusa, mas assentiu. — Se ele souber que estamos por aqui, ele vai dar um jeito de fugir.

—Certo.

—Precisamos ser como ninjas. — disse James animado. Ele levantou a cabeça um pouco para espiar. — Ele não andar debaixo.– falou. — Está pronta, Lilybeans? — ele indagou. — Hein, Lilybeans?

—Lilybeans?

—Seu apelido para a missão. — ele disse. Lily revirou os olhos com um sorriso.

—Lilybeans está pronta.

—Prongs está pronto.

Os dois se levantaram depressa. James se jogou no muro para pular ele e Lily ficou o olhando esquisito até ele puxar ela para fazer o mesmo. Caíram do outro lado. James em posição dando uma cambalhota e Lily caiu mais estabanada, mas ainda em silêncio.

—Ele vai ouvir o portão abrir. — murmurou James. Tirou a capa de invisibilidade da mochila e jogou sobre os dois. Fizeram como o plano e foram para a parte de trás da casa, silenciosamente. Lily tirou a varinha e apontou para a pequena janela do sótão. Ela se abriu e ela passou primeiro até cair lá dentro batendo em uma mesa de ferramentas, fazendo o maior barulho. Ela escutou James reclamando, mas se levantou olhando chocada para o porão. James desceu atrás dela, como um ninja, silenciosamente, ele tinha muitos anos de experiência fugindo de detenções e se escondendo.

—Parece… o que é isso? — murmurou Lily. Pousando a mão sobre uma marca de garra na parede, tinha por todos os lados, em alguns lugares no chão aprecia ter também sangue seco, havia uma cama quebrado em um canto e correntes no chão. — James?

—Merda. – respondeu James. Parecendo estar entrando em pânico. — Merda, Lily. Só finja que nunca…

—Quem está ai? — escutaram a voz de Remus vir do topo das escadas. Eles não responderam. Lily muito chocada ainda e James roendo as unhas. — … James? — murmurou Remus, antes mesmo de descer as escadas e ver o amigo parado no meio do sue porão. — Eu sabia! Eu sabia! — ele bufou. — Sabia que não ia se dar por satisfeito, mas então seu cheiro sumiu… Lily! — ele arregalou os olhos, entrando em pânico como James.

Lily olhava pelo porão tentando entender o que acontecia ali, parecia até mesmo uma cena de crime. Ela mirou os dois garotos e agora Remus tinha lágrimas no olhos, mas ainda não chorava e James tinha uma careta no rosto.

—Desculpe, Remus! Eu esqueci completamente… — começou James, muito ansioso. Ele parecia totalmente sincero em suas palavras. — Merda! Vamos obliviar ela!

—O que? James Potter! — brigou Lily. James a olhou sorrindo amarelo.

—Não, James. — murmurou Remus. — Já é tarde demais. — ele sussurrou, pousando a mão em outra marca de garra na parede.

—Remus… Remy… o que é isso? — indagou Lily, docilmente.

—Você é uma das bruxas mais inteligentes que eu conheço Lily. — disse Remus, suspirando. Nenhuma lágrima ainda havia descido pelo seu rosto.– Acho que sabe o que é isso.

Oh, Remus! — murmurou, Lily. Ela andou até ele e o puxou para um abraço apertado. — A quanto tempo?

—Desde que eu era uma criança. — ele disse, o rosto enfiado nos cabelos ruivos dela. James estava parado a alguns passos dele, mirando o porão com pesar. Ele e o resto dos Marotos sempre estavam presentes nas Luas Cheias que aconteciam quando estavam em Hogwarts, mas nas férias Remus voltava a ficar sozinho. O porão era completamente lacrado pelo pai de Remus, então não tinha como entrarem escondido e o pai de Remus não podia saber que eles eram animagos ilegais. Era um beco sem saída e isso resultava em Remus sozinho por meses.

—Remus. — James chamou a atenção para ele. Os dois ainda abraçados se viraram para ele. Lily entendeu o que James queria e acariciou o rosto de Remus, com suas mãos quentes e gentis.

—Você tem que nos contar agora o que aconteceu. — ela disse. — Estamos preocupados e tenho certeza que Adhara também está. — falou. O rostos de Remus contraiu em uma careta, ele bufou para James.

—Você não desiste, não é?

—Não mesmo. — respondeu James, cruzando os braços. — Então, trate de nos contar agora mesmo tudo.

—Ela morreu na manhã que saímos de Hogwarts. — murmurou Remus. Ele apertou a caneca de chá entre suas mãos. Estava sentado em sua cama e Lily estava ao seu lado, o acariciando no ombro e James sentado na cadeira da sua escrivaninha na frente deles. — Meu pai não estava na estação… e eu sabia que era algo ruim, sabe? Quando cheguei em casa… — ele suspirou e tomou um gole de chá para se acalmar. – … meu pai estava chorando na cozinha e ela ainda estava morta na poltrona da sala. — ele murmurou. As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Remus, foi tão forte que Lily não se segurou quando começou a chorar com ele. Ela queria continuar o abraçando até que toda dor dele passasse.

—Porque não me contou? — indagou James. — Ou Addie?

—Porque eu não queria estragar as férias dela. — disse Remus, levantando a cabeça. — Se eu contasse para Addie ou Sirius, eles não viajariam. — ele disse. — Eu não queria estragar o momento deles.

—Mas, Remus…

—Não, James. — cortou Remus, seriamente. — Eu aprecio muito que você esteja aqui e Lily também, só que vamos deixar assim. — ele pediu. — Não conte para eles o que aconteceu, não conte a ninguém. — disse. — Está bem? — James bufou e cruzou os braços como uma criança mimada. Lily suspirou e beijou a bochecha de Remus.

—Está bem. — ela disse, sorrindo. — Certo, James? Não vamos contar nada.

—Está bem. — respondeu James a contragosto. — Remus?

—Sim?

—Porque você parece musculoso? — indagou James, lançando um olhar estranho para o amigo que usava blusa de manga curta. — ‘Ta tomando

—Ahn… eu tenho trabalhado no carro da minha mãe. — disse Remus. — Ele quebrou verão passado e quando fui pegar as ferramentas achei esses pesos… andei me exercitando e correndo pelo vilarejo para esparecer. Acho que ser um lobisomem faz as coisas acelerarem um pouco…

—Eu acho que você parece ótimo. — sorriu Lily. Ela acariciou os cabelos de Remus. — Estou com inveja da Addie. — brincou. Remus deu um sorriso para ela, secando as lágrimas.

—Ei! — bufou James. — Ainda acho que você deveria pelo menos responder as cartas da Addie, ela tem estado louca me mandando um monte para saber o que está acontecendo. — contou. Remus suspirou e mirou sua escrivaninha cheia de pergaminhos que eram respostas para as cartas de Adhara nunca enviadas, junto estavam todas as cartas que ela lhe mandara também.

—Eu sei que eu deveria, mas eu não conseguiria responder ela sem contar tudo. — ele disse. — Não quero arruinar as férias delas, James, não posso. — falou, certo do que dizia. — Ela merece isso.

—Eu sei, eu sei. — suspirou James. — Quer que eu durma aqui hoje? — ele indagou. — Você pode se juntar a Lily e eu e terminar o que temos que fazer hoje.

—Melhor não. — sorriu Remus, olhando de um para o outro. — Acredito que ficaram melhor sozinhos. — disse. James não conseguiu segurar o sorriso de agradecimento para Remus.

—Tem certeza? Eu também ficaria. — disse Lily, preocupada.

—Não precisa, Lily. — respondeu Remus. — Meu pai chega do trabalho em algumas horas e ficamos juntos, sabe? É bom.

—Certo. — ela mordeu o lábio inferior. — Mas a partir de agora você responde todas as cartas que eu ou James mandarmos, está bem?

—Está bem.

—Nada de sofrer em silêncio.

—Está bem.

—Se precisar de qualquer companhia…

—Está bem. — cortou Remus. Ele se levantou e olhou pela janela. — Vocês deveriam ir e… continuar o que for que vocês vão fazer hoje, talvez invadir outra casa.

—Temos seis coisas para fazer hoje. — disse James, sorrindo ao se levantar. — Na verdade cinco agora.

—Nós vamos invadir outra casa? — indagou Lily.

—Talvez. — respondeu James, sorrindo que nem louco. — Isso é um considero um crime?

Lily olhou para Remus que sorria divertido e fez um biquinho. Seus olhos tinham um tom brincalhão, enquanto James puxava o braço dela.

—Me salva!

—O que vamos fazer agora? — indagou Lily, ligando o seu carro para começar a dirigir o carro de seus pais para fora do vilarejo de Remus. — Você acha que devíamos ter deixado ele sozinho? Digo… a mãe dele morreu e…

—Remus é assim. — murmurou James, pegando o pergaminho da mochila dele. — Cada um tem sua peculiaridade, entende? — ele falou, a olhando. — Sirius quando está triste e depressivo vai ficar sozinho e fumar, mas, na verdade, o que ele precisa é de alguém para estar com ele… só estar com ele.

—E Remus?

—Ele gosta de ficar sozinho e pensar… então depois ele pode precisar de você, mas você saberá disso. — falou James, naturalmente. Lily desviou o olhar da estrada por um momento para mirar James. Ela segurou o sorrio e voltou a prestar atenção na estrada a sua frente. — Certo… próxima parada casa da Alice.

Ele mostrou o pergaminho para ela e ela leu “Fazer Alice feliz”. Sorriu e assentiu.

—Ótimo. — ela disse. James deu um sorriso imenso.

—E a aventura de Lilybeans e Prongs continua!

O pai de Alice os recebeu com sorrisos e convites para tomar chá. Eles negaram educadamente e ele os guiou para o quarto de Alice. Contou que ela não saia do quarto por causa do “imprestável daquele menino”, foi o que ele disse. E James quase sacou sua varinha para defender a honra de Frank. Foi obviamente impedido por Lily e os dois bateram na porta do quarto da Alice.

—Eu não quero sair e passear, pai! — ela berrou de dentro do quarto, sem abrir a porta. — E eu sei que a luz do Sol só vai me deixar mais bela… MAS EU NÃO QUERO! — ela gritou e escutaram algo bater contra a porta. Algo que Alice jogou para assustar o pai.

—Está pior do que pensamos. — disse James para Lily. Ela riu dos olhos arregalados dele e bateu novamente na porta.

—Alice, sou eu… Lily. — ela disse, com a voz em um tom calmo. O quarto ficou em silêncio e eles esperaram.

—E James. — falou o garoto passando a mão pelos cabelos. Lily revirou os olhos para aquilo, para o modo como ele gostava de deixar os cabelos como se tivesse acabado de descer da vassoura.

—Eu te disse pra não me encher o saco, JAMES! — berrou Alice e jogou qualquer outra coisa contra a porta novamente. James bufou e fez um biquinho para Lily que sacou sua varinha e apontou para a porta.

—Alohomora. — murmurou. A porta se abriu e no momento que entraram Alice tacou um dragão de pelúcia na cara de James.

—Alice! — James resmungou, tacando o dragão de volta. Ele olhou em volta do quarto desarrumado. As janelas e cortinas fechadas, dando um ar muito abafado par ao quarto. Tinha roupa suja por todos os lados, livros jogados no chão e embalagens de doces jogadas por cima de tudo.

—A quanto tempo você não arruma isso aqui? – indagou Lily, também mirando o quarto que tinha um cheiro de abafado.

Alice dentro de um casulo deitada na cama, totalmente coberta por uma coberta de pelos apesar de ser verão. Ela fez um barulho gutural e tirou a cabeça de dentro do casulo de coberta. Seus cabelos que cortou no começo do sexto ano, bem curto como a maioria dos garotos usava já estavam quase batendo nos ombros. Mas estava muito embaraçados.

—Alice… a quanto tempo você não toma banho? – indagou James, sem tato nenhum

—SAI DO MEU QUARTO! – berrou Alice e voltou a enfiar a cabeça embaixo das cobertas.

—Eu não vou sair é mesmo! — respondeu James. Ele sacou a varinha e apontou para as cortinas a abrindo. Alice gemeu de desgosto embaixo das cobertas ao sentir o Sol quente bater em sua cama. Ele em seguida abriu a janela para deixar o ar entrar.

Lily seguiu o que ele fazia e com a varinha começou a botar os livros nas estantes. Depois ela amontou as roupas em uma pilha e as embalagens de doce em outra. Ela viu pelo canto de olho James lutando com Alice para tirar a coberta de cima dela, dessa vez usando as mãos. Ela riu e se virou melhor para ver a briga que acontecia.

—Sai, Potter! — ela bufou. Puxando a cobertas com as mãos e abraçando com as pernas. James continuou puxando a outra ponta com toda força que conseguia até que Alice não aguentou e soltou. James caiu para trás com tudo e Alice se encolheu na cama descoberta. Ela vestia a blusa que Frank usava quando estava no time de líderes de torcida da Grifinória. — Lily! Porque está compactuando com esse trasgo? — indagou Alice. Lily sorriu e mirou James se levantando.

—Ele sabe ser convincente. — ela responder. — Agora, levanta e vá tomar banho enquanto eu e James terminamos de arrumar essa imundice que está seu quarto… — mandou. Alice bufou e enfiou a cara no travesseiro. — … Alice, se não for tomar banho eu vou ser obrigada a deixar James te lançar um Aguamenti.

James, hã? — resmungou Alice, se levantando da cama. Ela passou pelos dois e arqueou a sobrancelha.

—Alice…

—Só fiquei curiosa por saber que James Potter finalmente conseguiu sair com Lily…

—Não estamos tendo um encontro. — quem respondeu foi James. As duas garotas olharam para ele e ele sorriu para elas. — Eu e Lilybeans temos algumas coisas para fazer, mas lavar sua bunda não é uma delas. Vá tomar banho!

—O Sol… eu esqueci de como ele queima. — resmungou Alice. James e Lily se viraram para olhar a garota no meio dos dois. Estavam sentados na calçada em frente a casa de Alice, com os pés sobre o asfalto que eles sentiam que estava quente mesmo usando tênis.

Lily riu e chupou mais do seu picolé de uva. Alice chupou o dela também, usando um óculos de sol todo preto e olhando para o céu. James do outro lado de Alice também de óculos de Sol com duas marcas de loção protetora solar nas bochechas.

—Você e Frank tem trocado cartas? — indagou Lily. Alice soltou um muxoxo e levantou o óculos para colocar na cabeça. Encarou a ruiva com seus grandes olhos castanhos parecendo triste.

—Sim. — contou. — Mas eu meio que não respondi ele ainda. — disse. — Ele me falou que lá é muito incrível e que… ele sente minha falta. — murmurou. Ela olhou para o céu novamente e seus olhos arderam. — Eu o amo tanto e sinto tanta falta dele. — falou. — E se ele encontrar uma americana bonitona e…

—Se ele te ama, Alice, não importa quantas americanas bonitas passem na frente dele ou quantas ele beije… você sempre será a única que ele ama. — falou James, lambendo o picolé de Alice.

—E você sabe muito sobre amor, James? — indagou Alice, comprimindo os lábios para não sorrir, enquanto mirava Lily.

—Um pouco. — ele riu. — Certo, eu e Lilybeans temos coisas a fazer. Agora vá responder todas as cartas de Frank e se eu tiver que voltar aqui porque você está fedida e depressiva de novo, Alice, eu juro que te transfiguro em uma tartaruga.

—Não vou fazer isso.

—Mas, Lily!

—Não. Nem pensar.

Ela negou veemente com a cabeça. Lendo qual era o próximo tópico na lista de James. “Jogar peixe morto na casa de Snape”. Ela continuou negando vendo o biquinho que James fazia para ela, as duas mãos juntas implorando para que ela aceitasse.

—Lilybeans, pense assim… é só um peixe morto que vamos lançar um feitiço de invisibilidade e vai demorar pro Snape achar e o quarto dele vai ficar fedido. — falou James, com grandes olhos pidões. — Ele andava com Mulciber e Avery. — começou a dar motivos. — Ele gosta de Arte das Trevas e você se lembra do que ele te chamou…

—Sim, eu lembro. — resmungou Lily, um pouco triste. James tocou no ombro dela.

—Ele era seu amigo, por isso não vamos azará-lo nem nada do tipo. — ele disse. — Só vamos deixar o quarto dele fedido. – falou. Lily pensou por um momento e realmente não passava de uma pegadinha inofensiva. Ninguém se machucaria ou pararia no St. Mungus.

—Está bem.

—ISSO! Trazendo jovens inocentes para a teta da maldade desde 1971! — berrou James. Os dois estavam dentro do carro dos pais de Lily, estacionados em frente a casa de Lily. Ela ia dizer alguma coisa para a animação dele, mas a porta da sua casa se abriu e de lá saiu Petunia e um cara muito gordo. Ela caminhou com ele até o portãozinho de entrada e ganhou um beijo nos lábios antes dele sair andando.

Lily soltou um muxoxo quando Petunia a viu dentro do carro e a irmã marchou até lá batendo no vidro. Lily abriu a janela e encarou a irmã nos olhos.

—Sim, Tuney?

—Você leva o carro da mamãe e deixa só uma notinha? — bufou a irmã de cabelos loiros. — Eu precisava para ir visitar o Vernon!

—Bem, desculpe, mas…

—Você não tinha um jeito de aberração de sair, não? — indagou ela. — Aliás, aquele seu amiguinho esquisito que nem você ficou rondando a casa de novo. E…

Com licença. — interrompeu James, enfiando o rosto na frente dele Lily. Ela fechou os olhos com força, pois James conseguia ter o temperamento forte. — Eu não sei quem você está chamando de aberração, mas é melhor não ser a Lily. — ele disse. — Agora, com licença novamente, cara de cavalo que eu e Lilybeans temos coisas a fazer. — ele fechou a janela do carro na cara de Petunia e deu dois tapinhas no ombro de Lily que piscou um pouco em choque e começou a dirigir o carro.

Eles ficaram em silêncio e quando passaram na frente da casa de Snape viram que Rabastan Lestrange estava lá. Os dois estavam sentados no jardim da frente com livros grossos em volta dele.

—Ele conhece o carro da minha mãe. Abaixa! — mandou Lily. Os dois passaram dirigindo o carro abaixado, sem que ninguém pudesse os ver. Se levantaram de volta quando passaram a casa e Lily virou a esquina. — Com os dois lá como vamos jogar o peixe?

—Vamos aguardar e fazer isso quando eles estiverem dormindo. — falou James, achando uma solução simples. Ele tirou um mapa da mochila e mostrou para Lily um lugar. — Vá para cá.

Quando estavam chegado perto do local que James queria ir ele começou a implorar para Lily para dirigir um pouco o carro, ele disse que sabia dirigir naturalmente como sempre soube pilotar uma vassoura. Ela achou besteira, mas deixou mesmo assim ele dirigir, já que estava subindo um vale e não tinha casas nem ninguém por perto.

—James! — riu Lily, vendo ele pegar velocidade na estradinha completamente deserta. Ele sorriu e se virou vendo que ela tinha a cabeça para fora do carro, os cabelos ruivos balançando com o vento. — Pisa fundo, Prongs.

—Aqui é lindo, James. — murmurou Lily, saindo do carro. Ela fechou a porta e caminhou até a frente do carro. James a imitou e se sentou no capô do carro, olhando para frente. Estava em um vale que dava vista para a cidade de Lily.

—Sim. — ele murmurou de volta. Lily se sentou ao lado dele, vendo ele abrir a mochila e pegar muitos pergaminhos. — Enquanto esperamos anoitecer temos outras coisas para fazer. — ele disse. E apontou para seu pergaminho “Organizar a viagem da gangue”.

—Quem viagem? — indagou Lily.

—Eu acho que deveríamos fazer uma viagem quando todo mundo voltar para casa. — disse James, sorrindo feliz com a ideia. — Ir em algum lugar todos juntos… eu e você vamos organizar e mandar cartas para todos, certo?

—Certo. — sorriu Lily. — Vai ser divertido. — disse. — Quantas coisas das seis já fizemos?

—Três. — disse James, olhando a lista. — Te trazer aqui era uma delas. — sorriu. Lily tentou não corar, mas pode ver pelo sorriso que ele tinha até nos olhos que foi sem sucesso. — Lily… — ele chamou depois de um tempo em que decidiram para onde todos viajariam e começavam a ver como organizar tudo.

—Hum?

—Quer falar sobre sua irmã? — ele indagou baixinho. Ela ergueu os olhos do pergaminho e mordeu o lábio.

—Tuney, ela… — suspirou. -... eu conheci Severus quando éramos crianças. — ela começou a contar. — Sei que sabe disse e… ele foi meu primeiro amigo de verdade, sabe? Ele me contou que eu era uma bruxa, enquanto Petunia me chamava de aberração porque eu conseguia fazer uma flutuar na minha palma da minha mão. — disse. — Depois que eu recebi a carta de Hogwarts, ela mandou para Dumbledore uma carta pedindo para estudar junto comigo e não me contou, mas Sev roubou a carta de resposta de Dumbledore… ela ficou muito irritada, só piorou tudo.

—Ela queria estudar em Hogwarts?

—Sim. — disse. — Depois que eu fui e ela ficou tudo piorou, ela me chamava de esquisita e aberração, mesmo com papai e mamãe a mandando parar. — falou, parecendo triste sobre isso. — Ano passado quando eu fui para Hogwarts em Agosto ela foi embora da nossa casa aqui em Cokeworth e foi para Londres fazer um curso de digitação em uma empresa… lá ela conheceu esse Vernon. — falou.

—O que tem cara de porco. – deduziu James.

—Sim. — riu Lily. — Eu nunca o tinha visto antes, na verdade, hoje foi a primeira vez. — falou. — Petunia tem vergonha de mim.

—Não sei porque ela teria vergonha de você, Lily. — ele murmurou. — Você é uma bruxa incrível.

—Esse é o problema eu sou uma bruxa. — ela disse. Sentiu a mão quente de James na dela. — E eu e Tuney não somos irmãs de verdade há muito tempo… — Lily ficou em silêncio e James respeitou isso ficando completamente quieto também, apenas segurando a mão dela. — As estrelas vão ficar tão lindas quando escurecer. — comentou Lily, olhando o céu com o Sol quente. Ela pegou o óculos de Sol que James usava e colocou no próprio rosto. James sorriu e pegou um baseado da mochila. Lily bufou para ele e ele desejou poder ver os olhos verdes dela pela lente escura do óculos de Sol.

—Eu sei que você não fuma. — ele disse, segurando o baseado entre os dedos. — E Merlin sabe que eu não quero te corromper, que temos algumas horas até pequeno Snape e pequeno Lestrange forem para a cama. — falou, fazendo ela rir. — Quer?

—Está bem. — ela aceitou. — Mas não conte a ninguém que a futura monitora chede está fumando salvia com o capitão do time de quadribol. — pediu. Ele assentiu risonho e acendeu o baseado com a varinha. Deu o primeiro trago.

—Você precisa tragar até que vá para cá. — ele apontou para uma parte do peito dela. — Depois você solta novamente. — disse. Passou o baseado para Lily e ela fez o que ele disse, tendo sucesso ao fazer.

Eles fumaram por um tempo, dividindo o baseado. Lily já estava rindo sem motivos e James ficava encarando ela sem parar.

—Já ouviu falar de Ciara Rooney? — indagou Lily, depois abanou a mão e voltou a falar antes que ele respondesse. — Claro que não, ela é trouxa. — disse, tragando o baseado e devolvendo a James. — É uma clássica história daqui de Cokeworth, Snape me contou. — disse e James fez uma careta. — Ciara foi uma noite na beira de um lago não muito longe daqui com o namorado Nico. — contou. — Eles se amavam muito e essa seria a noite em que perderiam a virgindade. — falou, ela deu uma risadinha. — Então, é claro, ela se preparou para isso. Arrumou um piquenique roubou uma garrafa de vinho do estoque do pai… tudo estava perfeito e eles estavam a ponto de fazer na parte de trás da caminhonete de Nico. Quando… — ela sorriu. — … perceberam que esqueceram as camisinhas. — disse. — Sabe o que é uma camisinha, né?

—Sim. — riu James. — Eu fiz Estudo dos Trouxas, sabe?

—É isso que ensinam em Estudo dos Trouxas? — riu Lily. — O que acha que aconteceu depois?

—Não sei. O que aconteceu?

—Eles transaram com uma das embalagens de plástico do sanduíche. — contou Lily. Ela começou a gargalhar e James arregalou os olhos e riu chocado.

—Isso é tão nojento. — riu James.

—Bem, Sev me disse que depois ela ficou grávida e se mudou de cidade. — disse Lily. — Não sei se é verdade.

—Você sente falta dele, né? — indagou James, segurando uma imensa careta de desgosto. — Snape?

—Ele foi um grande amigo. — ela murmurou. Voltaram a olhar o céu. O Sol já estava caindo e o baseado quase acabando.

—Você está certa. — disse James, com um sorrisinho. — Vai ser incrível ver as estrelas brilharem daqui. — ela falou. — Estrelas são bem incríveis… nunca conte para Sirius que eu disse isso. — pediu arregalando os olhos. A garota gargalhou alto e jogou a cabeça para trás.

James suspirou vendo aquele lindo sorriso naquele rosto sardento. Os cabelos acajus voando com a força do vento, a fumaça do baseado saindo para boca dela. Ela nunca esteve tão linda e pareceu perceber o olhar penetrante dele. Se encararam e ela ergueu o óculos para cima da cabeça, o mirando com seus vibrantes olhos verdes. James pousou sua mão em cima da dela com cuidado e aproximou o rosto, sentindo o coração parar. A testa dos dois se encostaram e Lily suspirou os olhos fechados como o de James. A boca dos dois estava tão próxima, mas tão próximas…

—Deveríamos terminar de organizar a viagem. — ela murmurou. Os dois abriram os olhos e James se afastou.

—Sim, claro.

Eles conseguiram terminar de organizar a viagem e mandaram cartas para todos os amigos, avisando que não era um convite que já era certo de que a presença de todos era obrigatória. Enquanto James aparatava para sua casa para usar sua coruja para enviar as cartas, Lily foi a pé até a cidade e comprou algo para comerem. Usou um telefone público para ligar para os pais e contou que estaria em casa logo.

Quando ela voltou para onde seu carro estava estacionado em cima do pequeno vale, James já estava lá deitado em cima do capô do carro parecendo lindo como sempre. Ela suspirou e bufou de como seu coração pareceu parar quando ele viu que ela chegava. Seu sorriso era tão puro e iluminava todo o seu rosto. Seu cabelo despenteado só deixava mais ainda aquele ar de descontraído que ele tinha, aquele ar de que ele toparia qualquer coisa que você sugerisse.

—Comprei sanduíches e… soda. — disse Lily, se sentando ao lado dele.

—Está querendo usar as embalagens de sanduíche, Srta. Evans? — ele indagou, brincalhão. Ela gargalhou e empurrou o ombro dele. — Saiba que eu sou um moço de família, puro e virgem… — ele riu, quando ela socou o ombro dele continuamente.

—Olha as estrelas. — sorriu Lily, mordendo o sanduíche. James fez o que ela mandou.

—Gosto de pensar onde for que Addie e Sirius estão agora… eles estão vendo as mesmas estrelas que nós. — ele murmurou, sorrindo para o céu.

—Está sentindo falta deles?

—Muita.

—Eu também estou morrendo de saudades de Dimy. — ela contou. — E Lene e Dory…

—Porque não viajou com elas?

—Mamãe pediu para eu ficar em casa, porque Petunia está passando o verão conosco e ela queria que nos reconectássemos. — disse Lily, com uma careta. — Eu não pude dizer não, sabe?

—Eu passei todo esse mês com meus pais. — contou James.

—Muito entediado?

—Bem, eu e meu pai jogamos quadribol juntos e eu ajudo a minha mãe a cozinhar bolos para as crianças da vizinhança, mas sinto falta de…

—Festas? — indagou Lily. James deu um sorriso amarelo que a fez rir. Ela suspirou e riu mais um pouco. — Mais algumas horas e vamos jogar o peixe morto na quarto de Snape. — ela disse. — E então teremos acabado tudo da “Coisas que James Potter e Lily Evans tem que fazer em menos de quarenta e oito horas” e vamos conseguir em menos do esperado. — ela disse.

—É… e então ficaremos mais um mês nas próprias casas até todo mundo voltar. — murmurou James, mordendo o último pedaço de seu sanduíche.

—É… mais um mês com Petunia. — ela murmurou. — Talvez…

—O que?

—Eu tenho mais algumas histórias clássicas de Cokeworth.

—Não acredito que você tinha um peixe morto desse tamanho o tempo inteiro dentro da mochila. — murmurou Lily, vendo o peixe morto que James segurava pela ponta.

—Eu comprei no mercado trouxa perto da sua casa. — ele contou, também mirando o peixe que era maior que seu braço. — Pedi o maior.

Já passava da meia-noite e estavam no jardim da frente de Lily e iriam a pé para a casa de Snape que não era nada longe. Foram quietos, quase na ponta dos pés. Olharam pela janela de Snape e viram os pais dele brigando no meio da sala aos gritos, mas os garotos não pareciam por perto. Eles foram brigando para outro cômodo da casa e Lily abriu a janela da sala. Os dois pularam para dentro e James os cobriu com a capa de invisibilidade.

—Isso é invasão de propriedade. — murmurou Lily, preocupada.

—Shhh. — sussurrou James. Eles foram para o andar de cima na ponta dos pés e Lily o guiou para o quarto de Snape que ela logo notou que tinha um feitiço silenciador. Ela olhou pelo buraco da chave na porta e viu a cama de Snape. Ele estava dormindo lá e Rabastan Lestrange dormia no chão ao lado dele.

James abriu a porta com a varinha e resmungou algo de sonserinos idiotas. A casa de James estava cheia de feitiços por causa dos Comensais da Morte, mas é claro que a de alguém como Snape não estaria. Entraram no quarto e Lily saiu de baixo da capa. Ela catou o peixe da mão de James e enfiou em um lugar no armário de Snape. Ela deu uma risadinha e viu James pegar uma pena e molhar no tinteiro ao lado. Ele usou um pergaminho de Snape e escreveu “Sua amizade com Lily Evans dorme com os peixes.” Lily sorriu um pouco triste, mas pegou a pena da mão de James e assinou seu nome embaixo.

—Ele nem vai sentir o cheiro porque é tão podre quanto o cabelo seboso dele. – comentou James.

—Vamos embora. — sussurrou, vendo Snape dormindo virado para parede, mas Lestrange com o rosto para cima.

—Você acha mesmo que um babaca como Rabastan Lestrange via sair impune? — indagou James, bem baixinho.

—O que? O que vai fazer?

—Vamos raspar as sobrancelhas com um feitiço irreversível. — murmurou James. — Ele vai ter que deixar crescer…

—Não, James.

—Lily Evans. — ele disse, seriamente. — Vai chegar um momento em sua vida que recordará desse momento e pensará: “Do que em arrependo mais?” — ele murmurou. — “Arrancar as sobrancelhas de Rabastan Lestrange ou não arrancar as sobrancelhas de Rabastan Lestrange?”.

—Está bem! — riu Lily. Ela puxou a varinha e caminhou até o garoto que dormia. Apontou a varinha para sua sobrancelha direita e murmurou o feitiço. Os pelos da sobrancelha dele foram sumindo vagamente. James mostrou para ela o que escreveu em outro pergaminho “Sobrancelhas crescem de volta, estupidez é para sempre”. Ela riu baixinho e apontou a varinha para a sobrancelha esquerda. James agora parado aos pés da cama de Lestrange. Quando ia murmurar o feitiço Rabastan Lestrange abriu os olhos.

—QUE PORRA…?

Lily se levantou depressa e James jogou um travesseiro na cara de Lestrange. Os dois saíram correndo do quarto e desceram as escadas depressa. Escutaram os gritos de Rabastan e Snape acordando. Faziam muito barulho descendo a escada aos pulos.

—O QUE É ISSO? QUEM SÃO VOCÊS? — escutaram o grito do pai do Snape que apareceu na porta da cozinha. Eles correram em direção a janela ainda aberta da sala e pularam. — VOLTEM AQUI AGORA!

—Nós somos como ninjas! — berrou James correndo rua abaixo. Segurando a mão de Lily que corria junto.

—Um ninja muito desajeitado!

James abraçou Lily e aparatou antes que qualquer pessoa saísse da casa de Snape. Ele aparou com ela para o vale que estavam algumas horas antes.

—Pelas barbas de Merlin! — riu Lily, ofegando muito pela corrida. James tinha os braços em volta da cintura dela e ofegava assim como ela. — Meu coração está batendo tão forte no meu peito. — ela murmurou, risonha.

—É assim que você sabe que está se divertindo, Lily Evans.

Já passava das duas da manhã.

Lily e James passaram o dia inteiro juntos e a ruiva notou ao encostar no carro da sua mãe em frente a sua casa que o dia tinha sido muito bom, na verdade ótimo, esse verão que Petunia tinha voltado para casa estava sendo horrível e esse foi o primeiro bom dia de verão que ela teve e foi com ninguém menos que James Potter.

E agora ele estava na frente dela sorrindo como sorriu o dia inteiro. Os cabelos desarrumados, mas não por ele ficar passando as mãos para bagunçar, só que sim por correr rua abaixo antes que o pai de Snape ou o próprio Snape os seguisse.

Lily ainda sentia o coração um pouco rápido e a adrenalina que sentiu ao fugir. Foi tão estúpido, mas a fez se sentir tão bem.

—Então… se você quiser pode passar na minha casa amanhã, para fugir da sua irmã, sabe? — sorriu James, gentilmente. — Eu tenho uma piscina e adoraria ouvir mais das histórias clássicas de Cokeworth. – disse, parecendo um pouco nervoso. Lily sorriu mordendo o lábio.

—Acho que…

—Sra.Prescott disse que viu você fumando lá no vale! — escutaram da porta da casa de Lily. Petunia estava lá com sua cara de cavalo, enorme pescoço e camisola que ia até os tornozelos. — E claro eu contei para o papai e mamãe o modo que você está se comportando! Talvez assim eles vão te ver do modo que eu te vejo…

—Você esperou esse tempo todo eu chegar em casa para isso? — indagou Lily, exasperada.

—O que está fazendo com esse garoto ainda? Achou outro esquisito para andar junto? — indagou Petunia, ignorando a pergunta da irmã. — Entre em casa, Lily! Pare de ser um desapontamento para nosso pa…

Com licença!— disse James do mesmo modo que fez horas mais cedo. Lily não o conseguiu o impedir e o viu andar até o porto da sua casa, só alguns metros longe de Petunia. — Acho que não fui claro o suficiente da outra vez, cara de cavalo… — ele disse e Petunia ofegou em desgosto. — … pare de falar com sua irmã assim! Qual é o teu problema? Sério, qual é o…

—Potter! — interrompeu Lily. Observando a cara de ódio da irmã. — Eu… eu já estou indo Tuney. — disse. A irmã empinou o nariz e saiu andando para dentro da casa.

—Lily…

—Está na hora de você ir para casa, está bem? — ela disse, abaixando os olhos. — Mamãe está certa eu tenho que me reconectar com Petunia… não posso te encontrar amanhã e …

—Lily! Olha, eu entendo. — disse James, um pouco exasperado. O óculos que antes haviam sido transfigurados para um óculos de Sol agora eram de grau e escorregava pela ponta do nariz. — É difícil ter uma irmã assim e…

—Entende? Você entende? — riu Lily, um pouco debochada. — James, você não entende nada! Você tem tudo perfeito. — ela disse, apontando para o rosto dele. — Seus pais o mimam todos os dias, você tem dinheiro, boas notas, é capitão do time de quadribol e… tudo está perfeito para você. — murmurou. — Então, você não entende minha relação quebrada com minha irmã.

James ficou quieto por um tempo. Olhando o rosto dela até que ela ficou incomodada, pois ele parecia olhar dentro dela.

—Você está certa. — ele disse. — Tenho ótimos pais, ótimos amigos. — flaou, dando de ombros. — Sou capitão do time. — disse. — Minha família tem uma ótima fortuna em Gringotes. — falou. — Não sofro com dinheiro, como Remus e Dimy. — suspirou. — Eu não perdi meus pais, como Addie, Remus, Marlene, Emily… até Sirius. — falou baixinho. — Não perdi minha namorada para morte também, como Addie e Peter… mas eu perdi Mary. — ele disse, parecendo um pouco confuso. — Aquela garota que sempre tinha algo bom para te dizer… e Lily, eu vi a guerra e a morte.

—James…

—Minha vizinhança já foi atacada. — ele continuou. — Eu já para tentar ajudar meus vizinhos… eu entrei na casa e estava tudo destruído e eu vi uma mãe chorando com seu filho morto no colo. — ele disse. Ela tentou segurar as lágrimas. — A dor que ela estava sentindo… deve ser a pior dor que se pode sentir, Lily. — ele disse. — Eu ainda não experienciei isso e, com certeza, não quero!

—Eu entendi. — murmurou Lily. Ela revirou os olhos ao ver que seus pais a espiavam pela janela. — Não posso jogar na sua cara que você não sofreu o suficiente na vida… é ridículo. — ela disse. — Frank não perdeu ninguém também ou Alice e Dorcas… ou eu. — murmurou ela. — Não perdi ninguém que amo ainda. — falou. Seus pais pareciam muito curiosos atrás da janela. — Eu já vou, está bem? Só vá embora e quem sabe eu te mando uma carta...

—Lily… Lily… — ele suspirou. Ela virou seu olhar para ele, parecia pronta para entrar em casa. — Pare de agir como… como uma babaca. — ele pediu. Ela o olhou chocada e abriu a boca para falar. — Não! Me deixe falar. — ele a interrompeu antes que começasse. — Na vida… — ele respirou fundo. — … as vezes podemos ter irmãs mais velhas vacas ou podemos ter simplesmente nascido com tudo perfeito… — ele disse. — A vida pode ser escura e podemos precisar de alguma luz. — ele murmurou, dando um passo para frente. Lily não se mexeu, a mão encostada na maçaneta da porta aberta. — E Lily, se a sua vida ficasse escura e triste… só por você, eu compraria a porra de uma estrela e botaria seu nome nela, para que todos os dias sua vida tivesse luz. — ele falou. E abriu os braços olhando para cima, para o céu escuro e estrelado. Lily o imitou, os olhos verdes brilhando. — Lilybeans… você quer sair comigo?

—...sim.

Notas finais
QUANTO JILY E NENHUM BEIJO! SORRY! MAS A LILY É DIFÍCIL, GALERA! Gostaram? Me contem o que acharam desse capítulo. Rabastan e Snape mereciam coisa pior? PRÉVIASSSS: 1º: "-Então, Wormtail, encontre o aeroporto, e eu checo se meus peitos ainda estão aqui." 2º: "-Eu posso cheirar a tensão sexual." 3º: "- Eu senti sua falta, Remus. " 4º: "-Eu já pedi desculpas. - berrou Alice, descendo da caminhonete. —Eu não ligo, por Merlin! - respondeu Frank, também saindo." 5º: "-Uau, Lilybeans. —A vida é uma surpresa, James, nunca sabemos o que vai acontecer em seguida." 6º: "-Se um dos dois quiser me foder, faça isso antes que eu durma de novo" 7º: "-Nada mudou nesses três meses?" 8º: "- Se contar para alguém, eu te mato. - murmurou. Peter a encarou por um tempo e começou a se beliscar. - Pare de se beliscar. - ela riu, agarrando os braços dele. - Você está acordado e está na hora do seu navio zarpar. " 9º: "-Relaxa, Remus, só vai ser a melhor festa do ano…" ACABOUUUUU! COM QUEM PETER TA TRANSANDO GENTE? CRONOGRAMA: Com 5 COMENTÁRIOS o capítulo sai dia 23/06. Com 10 COMENTÁRIOS ou MAIS sai dia 20/03 ( talvez antes ;) ). CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora