When We Were Young

108 I Saw Her Standing There


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOO, CHANELS ♥ Desculpe a demoraaaa e um FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO PARA TODAAAAAS ♥ Espero que tenham tido um ótimo ano e que esse novo seja tão ótimo quanto :) Quero agradecer a: — Setembro. — Ana Black. — rosa. — Ayla Black. — Mahilia. — Yotsume. — Leah Hatter. — Lais. — Giovanna Di Angelo Riddle. — Wolfie. OBRIGADA, CHANELS ♥ Um capítulo sonserinooo pra vocês, do sonserino mais coração de todooooos! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥ obs: escutem a MÚSICA do capítulo.

I SAW HER STANDING THERE

HOGWARTS

1977

6th YEAR

Jacques Burke sentia como se toda sua vida já tivesse sido programa pelo seu pai, antes mesmo de nascer. Desde que nasceu ele foi treinado para assumir a Borgin e Burkes, tinha que aprender sobre artefatos antigos e mágicos, a maioria sempre perigosos e que tinha que ter muito cuidado, tinha que aprender a lidar com sua magia e a executá-la corretamente, e claro aprender sobre poções e identificar ingredientes, desde pequeno foi treinado para saber essas coisas. Quando não contratava alguém, seu própria pai lhe ensinava, ele lhe ensinou a lidar com galeões e clientes, o ensinou a ser mais observador e como agir discretamente. E depois que assumisse a loja da família, ele iria se casar com uma mulher bonita e de boa família, com, pelo menos, mais de três gerações puras e então iria ter seus herdeiros. E iria ser isso. Sua vida toda programada antes de sair da barriga da mãe, era assim que seu pai queria e era assim que ensinou Jacques a fazer com seu futuro filho. E para Jacques isso estava bom. Ele era rico, bonito, aproveitaria em Hogwarts e depois se acalmaria, com a vida que sabia que iria ter.

E tudo corria bem até se apaixonar por Emmeline Vance. A vaca suja que lhe fez sofrer mais do que um dia achou que sofreria. Ela foi seu primeiro grande amor e sendo um romântico Jacques não queria só ficar nos beijos com ela, ele a assumiu e a pediu em namoro. Ele se lembrava de como a achou simplesmente linda, quando ele a viu sentiu seu coração parar, parecia até um daqueles contos bruxos bobos para meninas, em que o bruxo vê a dama do outro lado do salão e diz para o amigo. Ei, está vendo aquela garota? Um dia eu vou casar com ela. Mas ele não queria casar com Emmeline Vance, bem não no primeiro namoro em que tiveram,

Para o Jacques Burke de 13 anos era bem simples. Ele deveria fazer como o pai dele. Ele a dava um presente, ela sorria e lhe dava o que quisesse, o que na época eram beijos e sorrisos e andar por ai de mãos dadas. Mas principalmente ele queria uma garota como uma corça mansa e calada, como seu pai havia dito que boas moças eram. E por um tempo Emmeline realmente foi assim, fazendo suas loucuras com ele em um armário de vassouras e ganhando presentes, mas isso não durou muito tempo. Por algum motivo ela terminou com ele, lhe entregou todos os presentes, falou que era lésbica e apaixonada por Adhara Black e ainda fez um baita discurso, quando ele reclamou.

E Jacques se sentiu realmente apaixonado por ela no dia em que ela o xingou até a morte.

—Seu machista, escroto do caralho. Acha que pode me obrigar a ser submissa a você só porque me da presentes caros? — ela berrou. — Você é um moleque mimado e egoísta! E tem mais, você apoia aquele lunático do Você-Sabe-Quem. — ela disse. E era verdade, Jacques o achava brilhante, até perder o encanto uns anos depois. — Ele caça gente que tem sangue trouxa nas veias e uma grande novidade para você, Burke. EU SOU MESTIÇA! Minha mãe é uma trouxa e a gente é pobre e fodido, não temos nem onde cair mortas, mas apesar disso ela me criou do melhor jeito que pode e me ensinou que eu nunca vou precisar de um homem para sobreviver. Principalmente um que faz piadinhas sobre meu sangue, meus amigos e que acha que pode me fazer eu me comportar me dando presentes caros. — ela continuou. — E uma última coisa, você é um baita cretino e Sirius, mesmo sendo um idiota total é muito mais homem que você. Passar bem, Burke.

Foi um grande discurso, que deixou Jacques meio tonto e sem palavras. Mas ele tentou falar com ela, tentou ir atrás dela, e o mais surpreendente foi o que ela disse em seguida.

—E eu sou super lésbica, e vou me pegar loucamente com a Addie, porque ela sim me ama de verdade.

Então ela saiu rebolando, o deixando apaixonado e confuso. Quando contou aos seus amigos, eles só prestaram atenção na parte em que ela disse que era mestiça e lésbica, então ele foi falar com Severus e a resposta dele naquele dia, os fez se tornarem amigos de verdade.

—Sim, você é machista, Jacques. — ele disse. — E se você acha que uma garota como Vaca Vance vai ser seu bonitinho chaveirinho… você é muito tolo.

Algumas vezes os seus amigos não são aqueles que te consolam quando você quer ser consolado, mas sim aqueles que te chamam de idiota e te socam no estômago.

E Jacques agora se arrepende de ter corrido atrás dela, mas foi o que ele fez, e ele a reconquistou em uma festa e no primeiro dia de aula já estavam desfilando pelos corredores como namorados outra vez. E no tempo em que ficaram juntos, ele se dedicou a ela, era carinhoso, a ajudava nas matérias, tentava ter uma boa relação com todos os amigos dela, o que foi bom, porque isso o fez ser amigo suficiente de Frank Longbottom para ele lhe ajudar um tempo depois. Mas Jacques estaria mentindo se saísse por ai dizendo que ele fez tudo certo e Emmeline foi apenas a vaca nojenta. Ela também se esforçou no relacionamento, tanto que começou a gostar dele, sendo que antes não gostava. E no aniversário de Jacques ela lhe deu a bunda e as palavras que ele tanto queria ouvir “Eu te amo”, mas a partir daquele dia tudo começou a desandar e Frank Longbottom lhe pediu para ir ao vestiário numa quinta feira, e foi o que ele fez. E ele sofreu. Sofreu por dias, chorando escondido no chuveiro, sofreu a olhando andar pelos corredores, sofreu olhando a cara do babaca do Black. O cara que ele mais odiava.

Mas Jacques achou que no final mereceu aquilo, todos os seus amigos o avisaram, todo mundo o avisou. Emmeline é apaixonada pelo Black. Todo mundo dizia, ele só fingia não escutar. Ele se lembrava que nos primeiros anos ele achava todos os seus amigos grandes idiotas. Amico era idiota só por ser ele mesmo. Theo era um babaca idiota com garotas desde os onze anos e Rabastan era um idiota, pois ficou dois anos inteiros espiando Adhara Black, a achando bonita, até finalmente tomar coragem para falar com ela. Era insuportável. Dois anos inteiros falando apenas sobre uma garota.

Céus… ela é tão bonita.”

Eu não acredito que ela foi para a Grifinória que nem o babaca do primo dela.”

Eu totalmente daria uns beijos nela”

Adhara Black? Top 1 do nosso ano. Ela é linda demais.”

Eu vou chamar ela para sair um dia desses. A gente poderia dar uma volta no lado, sabe?”

Dois anos inteiros só disso. Jacques chegou a achar que mataria Rabastan se ele não calasse a boca, mas então ele chamou Adhara para sair e isso acabou e foi substituído por ele dizendo o quanto ela era uma boa beijadora. Ele até mesmo chegou a dizer que queria namorar com ela, Jacques se lembra que Theo achou um absurdo porque ela era uma grifinória, mas Rabastan disse que ela tinha sangue puro e isso que importava. E quando um amigo, por mais idiota que seja diz que está pronto para namorar isso te faz pensar. E Jacques quis arrumar uma namorada também e mesmo quando Rabastan teve seu coração partido em milhões de pedacinhos, ele não tomou isso como exemplo e um tempo depois teve seu coração quebrado.

Jacques sofreu tanto que achou que nunca mais amaria, e até agora isso não aconteceu. Porque no momento que Dido Shafiq o levou até o armário de vassoura, trepou com ele e decidiu que eram namorados já que iriam se casar, ele sabia que não a amaria, ele tentou, mas depois de um tempo notou que entre ele e Dido só o sexo era bom e depois de um tempo isso ficou ruim também. Mas o maior motivo pelo o qual nunca a amaria era que Dido Shafiq era doida de pedra, isso Jacques tinha completa certeza. Ela era louca de carteirinha, confirmada pelo Ministério. Porque não era possível todos esses anos ninguém ter notado o quanto ela era louca. Era isso que Jacques pensava todo dia, era isso que pensava enquanto gritava em seu rosto e batia em seu peito, mas ele nem se mexia, não piscava, não ousava se mexer quando ela começava um ataque. E agora ela estava tendo um dos ruins.

No meio do Salão Comunal da Sonserina, Dido estava gritando alto, vermelha de raiva, fazendo um show. Jacques reparou em seus amigos rindo em um sofá, Amico rindo mais que todos, tão vermelho quanto Dido.

—Dido! Dido! — Jacques chamou, tentando acalmá-la. Ele iria tocar seus ombros, mas achou mais seguro não fazer isso. — Sobre o que está falando? Eu nunca falei com Michelle Diggory.

—Eu vi você olhando para ela! NÃO MINTA! — berrou Dido. Jacques arregalou os olhos.

—Para de gritar! — ele pediu, olhando para os lados. — As pessoas estão encarando, você é capitã das líderes de torcida e fica por ai agindo como…

—COMO O QUE? — berrou Dido. — Está me chamando de louca, seu insensível?! — ela começou simplesmente a chorar e antes que Jacques falasse algo, ela saiu correndo para os dormitórios. Kat saiu correndo atrás dela e Leh foi atrás risonha.

Jacques suspirou, afrouxando a gravata e sobre os olhares curiosos dos alunos da Sonserina, ele foi até os amigos. Se jogou no meio de Rabastan e Snape e suspirou uma segunda vez.

—Dido é insana. — ele murmurou.

—Notamos. — riu Theo, sentado no chão. Ele esticou uma varinha de alcaçuz para Jacques que pegou e mordeu com uma careta.

—Eu tenho que terminar com ela! — disse Jacques, olhando para os amigos exasperado. — É, isso, não é?

—Você vai casar com ela. — falou Severus, sem tirar o olhar de um livro de poções.

—Eu sei, mas… eu posso ter mais esses dois anos livres, sabe? E ficar para pronto para casar com… Dido Shafiq. — disse Jacques, passando a mão no pescoço.

—Você deveria continuar com ela. — disse Severus.

—Só toma cuidado com Theo, ele tem mania de foder a noiva dos outros. — falou Rabastan. Amico gargalhou e Theo revirou os olhos cansado.

—Sério? – indagou Theo. Jacques continuou com uma cara de sofrido e Severus não parou de olhar seu livro. — Você é tão babaca.

—Eu sei. — riu Rabastan. — Jacques, acabe com o casamento, como eu fiz. — ele disse. Jacques soltou um muxoxo.

—Você podia ter sido deserdado. Teve sorte que provaram que a Kat não era mais virgem…

—Não acredito que fode aquelas tetinhas de cereja que a Kat tem. — falou Amico. Theo cerrou os olhos e chutou a perna dele, apesar do sorrisinho.

—Tira os olhos da mulher dos outros. — ele disse. Rabastan o olhou com uma piadinha na ponta da língua, mas Theo foi mais rápido. — E dá uma olhada na sua irmã, ela beija bem, não é?

Jacques não se aguentou e gargalhou com os amigos, até Severus deu umas risadinhas. Amico fechou a cara completamente e chutou Theo de volta o chamando de babaca.

—Achei que todos tínhamos concordado em nunca mais falar sobre isso. — disse Amico.

—Você concordou, a gente só ficou em silêncio. — falou Jacques.

—Eu não acredito que eu beijei a minha irmã e você não. — falou Amico, arregalando os olhos. — Merlin, Jacques, de umas dedadas na minha irmã, por mim.

—Isso não soou como você esperava, Amico. — avisou Jacques, com um sorriso.

—Eu quero dizer, que quero que de umas dedadas nela para ela parar de falar sobre você para mim. — bufou Amico. — Eu não aguentou mais.

—Eu não aguento Dido mais. — falou Jacques, voltando a se maratizar. — O que eu faço, meu Merlin!?

—Termina com ela.

—Jacques. — chamou Kat, chegando com Leh. — Dido quer falar com você no dormitório dela. — ela contou. — Ela disse que vai te esperar na cama. — avisou e saiu com a amiga, após dar um beijinho em Theo. Jacques olhou os amigos e depois para o corredor dos dormitórios.

—Talvez eu devesse terminar com ela depois que a gente transar. — murmurou Jacques.

Todos concordaram com ele.

Jacques se levantou e colocou as calças, vendo Dido deitada olhando para o teto, pelada, com as pernas ainda abertas, de onde Jacques tinha acabado de sair. Ele olhou a namorada e se sentou na ponta da cama.

—Dido. — ele chamou. Ela não o olhou, mas ele sabia que ela estava escutando. — Foi… bom?

—Aham. — ela murmurou de volta, ainda olhando para o teto sem expressão. Ele franziu a testa, mas se levantou pegando sua blusa e colocando. Avisou que iria para a aula de Transfiguração e ela não disse nada, então se curvou a dando um beijo na testa e ela o olhou minimamente, antes dele sair.

Jacques se arrumou todo, desamassou o uniforme e passou no próprio dormitório para pegar sua mochila, então saiu do Salão Comunal e seguiu pelas Masmorras em direção as escadas.

Enquanto andava Jacques observou, algumas pessoas passando, pelas Masmorras a maioria dos alunos eram da Sonserina, mas sempre tinha algum grupinho de outra Casa que estava indo para a aula de Poções. Viu alguns casais felizes se beijando e os invejou completamente, até chegar em frente a Sala de Transfiguração, seus amigos já estavam lá e ele se sentou ao lado de Severus.

—Dido é completamente louca. — ele disse. Os amigos riram. — As vezes… eu tenho vontade de bater nela, mas é claro que eu não faria isso, mas Merlin, eu tenho. — ele falou.- Eu a odeio, mas não de verdade…

—O que ela fez?

—Eu não sei. Ela está estranha e está me deixando louco… acho que vou levar ela para falar com algum professor… aconselhamento, sabe?

—Porque você não aconselha ela? Você é o namorado, sabe? — debochou Severus.

—Mas ela não fala comigo. — se defendeu Jacques. — Nós literalmente não conversamos… eu não sei nem o dia do aniversário dela… ou a cor preferida dela.

—Então, que tal você começar a conversar com a mulher que você vai passar o resto da vida junto? — sugeriu Severus.

—Eu preciso? — Jacques soltou um muxoxo.

—Sim, você…

—Oi, Jack. — sorriu Emmeline, quando passou e foi se sentar com Emily. Jacques deu um sorrisinho de volta, mas fez uma careta ao sentir um tapa e sua nuca. Ele olhou para trás, para Rabastan e Amico e atrás deles Kat e Theo.

—Pra que isso?!

—Eu juro que se você der uns amassos em Emmeline Vance eu te mato enquanto você dorme! — falou Rabastan, cerrando os olhos. – Eu me lembro muito bem de te pegar uma vez bêbado chorando do lado da privada.

Amico gargalhou, batendo na mesa e Jacques bufou, olhando para Severus, que apenas lhe ergueu a sobrancelha, provavelmente concordando com Rabastan. Jacques bufou, e pegou seus pergaminhos para fazer anotações. A aula começou e Jacques começou suas anotações, prestando atenção em cada palavra da Professora McGonagall. Quando ela parou de falar um pouco e mandou todos fazerem a leitura de um texto do livro, Jacques olhou ao redor da sala, ele já havia lido aquele texto várias vezes, quando ia estudar na biblioteca, então já sabia tudo que dizia. Ele olhou para trás vendo Amico balançando na cadeira e Rabastan ao lado dele olhava para o livro, mas toda hora erguia o olhar para o outro lado da sala, Jacques seguiu o olhar do amigo e viu que ele olhava para Emily Valentine que também olhava para ele. Ele franziu a testa achando estranho.

—Sr. Burke, poderia me dizer o que tem de tão interessante no Sr. Lestrange que você não consegue parar de olhar para ele? — indagou McGonagall. A sala riu e Jacques se virou para frente, depois de ver Rabastan arregalar os olhos e parar de olhar Valentine imediatamente.

—Desculpe, Professora. — falou Jacques. Ela sorriu assentindo e cerrou os olhos para algo atrás de Jacques.

—Sr. Carrow, poderia fazer o favor de ler o livro? – ela disse. Amico soltou um muxoxo e parou de se balançar na cadeira e começou a ler o livro.

Jacques resolveu dar uma lida no texto, pela falta do que fazer, mas sentiu um tapinha em seu ombro e um aviãozinho voou pela sua cabeça e pousou em cima de seu livro. Ele abriu discretamente e viu que era a letra de Rabastan, pedindo para conversar com ele depois. Jacques não disse nada, apenas guardou o bilhetinho no bolso, se perguntando porque raios Rabastan estava encarando Emily Valentine.

—Oi. — ele murmurou. Aleto ergueu os olhos para ele, sentada de pernas cruzadas na cadeira da biblioteca, ela não disse nada, então Jacques tossiu, sem graça. — Posso sentar aqui? — ele indicou o lugar em frente a ela. Aleto deu de ombros e Jacques se sentou, colocando suas coisas em cima da mesa. Ele observou ela amarrar o cabelo em um coque firme e como ela não usava nenhuma maquiagem, por causa disso Theo vivia dizendo que Aleto era sapatão, mesmo que tivesse uma queda declarada por Jacques. – O que está estudando?

—O que você quer? — ela perguntou de súbito. Jacques suspirou.

—Aleto já faz mais de um ano que nós não temos uma conversa. — ele disse. — Nós éramos muito amigos…

—Eu sei, mas…

—Mas o que? — indagou Jacques. — Eu… eu não gosto de você amorosamente e você sente algo por mim, mas Aleto, nós não podemos ser só amigos?

—Você nunca amo… gostou de alguém e o que você mais quer é ficar com essa pessoa e ver essa pessoa com outra… é doloroso. — ela disse, fechando o livro. — Eu não quero ser sua amiga, estou muito bem sem você.

Jacques não disse nada deixando que ela saísse da biblioteca. Ele bufou e cruzou os braços. Garotas eram simplesmente difíceis demais. Jacques já tinha pensado em ter algo com Aleto, quando as coisas começaram a dar incrivelmente errado com a Dido, ele pensou em talvez conversar com seu pai em fazer outro plano de casamento, afinal os Carrow estavam nos Sagrados 28, e tinham um certo dinheiro, seria um bom casamento, mas desistiu da ideia tão rápido quanto Rabastan dizendo algo para zoar Theo.

—Você está com cara de quem acabou de levar um fora. — ele escutou uma voz. Freya Vance se sentou a sua frente e sorriu.

—Eu tenho uma namorada. — murmurou Jacques, também sorrindo.

—Que pena, estava interessada. — ela brincou.

—Como vão as coisas, Freya? — ele perguntou. — Desde o incidente com Emmeline, nós não nos falamos direito. — ele disse. Freya deu um sorrisinho e suspirou.

—Tirando que eu não tenho nenhum amigo verdadeiro… está tudo ótimo. — ela disse.

—Mas você é da Lufa-Lufa. — disse Jacques confuso. — A casa das pessoas mais amigáveis do mundo inteiro, não é? — ele falou. Freya deu de ombros, e colocou uma mecha do cabelo loiro atrás da orelha.

—Eu me sinto bem sozinha lá. — ela disse, dando de ombros.

—As coisas com Emmeline não vão bem? — ele perguntou. Ela suspirou novamente.

—Não existe nada com Emmeline. — ela falou. — É como se nós nem fossemos irmãs…

—Emmeline pode parecer durona por fora, mas eu já a vi chorando porque uma abelha quase picou ela. — contou Jacques, fazendo Freya rir. — Seja sensível, fale o que realmente tá sentindo… ela tem o coração mole, vai te ouvir.

—Obrigada, Jack. — disse Freya, ela se ergueu e lhe deu um beijo na bochecha. — Quando quiser dar mais beijos, eu estou à disposição, certo?

—Rabastan. Porque estamos nos escondendo na estufa? — indagou Jacques, olhando para os lados, vendo o amigo arrombar uma porta e entrar na estufa, puxando Jacques com ele. — Você vai roubar salvia? Sabe que eu posso encomendar pra você…

—Cale a boca, Jacques. — disse Rabastan, olhando ao redor para ver se não tinha ninguém.

—Eu não estou entendendo… é por causa daquele bilhete?

—Sim. — respondeu Rabastan, puxando Jacques para trás de umas plantas carnívoras. — E por causa do que eu sei que você viu na sala.

—Está falando sobre as suas encaradas? — indagou Jacques, empurrando Rabastan para que uma planta carnívora não mordesse sua orelha.

—Sim. Exatamente. — concordou Rabastan, meio distraído. Jacques deu um tapa na cabeça de outra plana carnívora que saia entre as outras e ia morder a mão de Rabastan.

—Da pra gente… — murmurou Jacques.

—Só algumas pessoas sabem sobre isso em toda Hogwarts, só duas… — cortou Rabastan, ainda mais distraído, fazendo Jacques o puxar mais uma vez para longe das plantas.

—… sair de trás dessas plantas… — continuou Jacques.

—Eu preciso contar para alguém que não é um grifinório…

—Merlin, essas plantas estão impossíveis. — murmurou Jacques, batendo em uma planta carnívora que agora vinha morder seu braço.

—… porque só grifinórios sabem, isso tá me deixando louco! Porque o Black sabe… — disse Rabastan, alheio.

—Será que tem algum feitiço pra jogar nelas e elas se acalmarem? — indagou Jacques, pegando a varinha para lançar alguns feitiços nas plantas. — Eu to fazendo elas crescerem!

—Digo, Sirius Black sabe sobre isso, mas nenhum dos meus amigos, sabe… em outra ocasião eu contaria para Theo, mas…

—Não deveriam permitir esse tipo de planta em uma esco… espera, sobre o que você tá falando? — indagou Jacques, franzindo a testa. Rabastan também fez uma cara de confuso.

—Sobre o que você está falando? — indagou Rabastan. — Oh, Merlin! — ele bufou, batendo em uma planta carnívora e puxando Jacques para atrás de umas Mandrágoras reenvazadas. — Será que dá pra prestar atenção?

—Tinha plantas carnívoras tentando comer seus dedos! — disse Jacques. — Eu estava tentando aju…

—Eu estou namorando Emily Valentine! – disparou Rabastan. Jacques abriu a boca em choque. — Desde o Natal, mas antes disso a gente conversava muito… e eu perdi minha virgindade com ela… e ela perdeu a dela comigo, e nós estamos namorando e… eu realmente, realmente, gosto dela.

—Uau. — murmurou Jacques. Ele ficou um pouco sem saber o que falar. — Porque Sirius Black sabe sobre isso?

—Emms contou para ele. — respondeu Rabastan, com uma careta. — E para Dorcas Meadowes também.

—Emms… — disse Jacques, pensando no nome.

—Sim, Emily! — falou Rabastan. — Minha namorada… — ele disse, olhando para os lados. Jacques ainda tentava processar a informação de que Rabastan estava namorando uma grifinória.

—E nossa promessa de nunca mais se apaixonar por grifinórias? — murmurou Jacques.

—Acho que ele descumpriu essa promessa a muito tempo. — riu uma voz. Rabastan sorriu grandemente e Emily Valentine entrou na estufa. Ela desviou as plantas carnívoras e foi para o lado de Rabastan que a beijou na bochecha e passou um braço pela sua cintura. — Olá, Jacques.

—Olá. — ele respondeu, olhando a garota que foi seu par no Baile Farewell do quarto ano. — Olá! — ele disse mais alto, sorrindo para Rabastan. — Ahn… olá, namorada do Rabastan.

—Olá. — riu Emily. — Mas poderia me chamar de Emily. — ela disse. Jacques assentiu, olhando para Rabastan que parecia simplesmente feliz. — Rabs te contou tudo?

—Sim. — disse Jacques.

—Nós não queremos contar a ninguém por enquanto. — disse Emily. — Meus amigos não iam aceitar o Rabs tão bem e nem… os amigos dele.

—Por isso escolhi você, cara. — disse Rabastan, dando um soquinho no ombro de Jacques. — Amico é um viciado babaca, Severus simplesmente não liga para ninguém e Theo, bem… você sabe.

—E eu…

—E você é um cara legal e sensato e sabe o que é se apaixonar por uma grifinória. — disse Rabastan. Jacques suspirou e sorriu.

—Estou feliz por você, Rabastan. — ele disse.

—Obrigado. — disse Rabastan, olhando para Emily com carinho. — Eu estou muito feliz.

Jacques deu um sorrisinho e os dois começaram a conversar com ele sobre alguma festa em que os dois quase foram pegos se beijando por Bethany Toots. Jacques observou como Rabastan olhava Emily com um carinho e como ele sorria ao ver que ela estava sorrindo. Ele parecia muito apaixonado.

Porque sonserinos viviam se apaixonando por grifinórias?

—E SIRIUS BLACK JOGA UM BALAÇO EM RABASTAN LESTRANGE! — berrou Glenn Pampbell. Jacques se curvou para ver melhor e viu Rabastan desviar com dificuldade. Ele berrou e torceu pela Sonserina. Ele bateu no ombro de Severus que tinha a pior das caras, Jacques riu.

—A Grifinória está ganhando, mas mesmo se a Sonserina conseguir passar a Grifinória, a Lufa-Lufa ainda está na frente… — disse Jacques para Severus, que parecia entediado.

—Eu não podia ligar menos.

—A Lufa-Lufa veio com tudo esse ano, porque ano passado eles não ganharam nada… eu acho que eles vão ganhar a Taça das Casas, mas a Grifinória com o novo time deve ganhar a Taça de Quadribol…

—Você ouviu o que eu disse? — indagou Severus. Jacques sorriu para o melhor amigo.

—Eu sei, você só está aqui porque não tem nada melhor para fazer e para espiar Lily Evans na arquibancada da Grifinória. — debochou Jacques. Severus revirou os olhos. A Sonserina fez um ponto e toda a torcida começou a berrar.

—Olá! — eles ouviram um grito, e se viraram para Dimitre Petrovich. Ele deu um sorriso e tocou o braço de Severus. Jacques nunca entendeu a relação que Severus tinha com Dimitre, achava que ele só andava com ele porque Lily Evans gostava de Dimitre, mas mesmo depois que eles pararam de se falar, ele ainda via Severus conversando com Dimitre. — Me sinto esquisito aqui… tipo, em território inimigo. — comentou Dimitre, olhando para os sonserinos ao redor, que o olhavam atravessado.

—Porque está aqui? — indagou Severus.

—Lily disse para eu dizer para você…. para você parar de encarar ela. — falou Dimitre. Jacques gargalhou.

—Eu não estou encarando ela. — murmurou Severus. Ele bufou e empurrou Jacques para passar por ele e descer da arquibancada.

—Eu posso descer com você? — indagou Dimitre. Jacques olhou vendo que os sonserinos realmente estavam encarando Dimitre com maus olhos, então assentiu e o garoto foi na frente dele, enquanto desciam atrás de Severus. – Obrigado. — disse Dimitre e saiu de volta para a arquibancada da Grifinória.

Jacques acenou e começou a andar atrás de Severus, que andava em passos duros para longe do campo de Quadribol. Ele berrou o nome do amigo, que nem olhou para trás e Jacques bufou correndo para alcançá-lo em frente aos vestiários da Sonserina.

—Qual o seu problema com essa garota? — indagou Jacques. — Você a ama tanto assim? — ele berrou. Severus se virou para ele de supetão.

—Lily me conhece. — falou Severus. — Eu sinto falta dela. Eu sinto falta dela porra!

—Eu sei. Eu sei.

—Ela é … ela é … — murmurou Severus. — Ela vê as pessoas, ela me viu no meio de toda aquela merda da minha casa… ela não me jugou. – ele falou. Jacques notou que ele parecia em um tipo de conflito interno.

Jacques abraçou Severus, pois não sabia o que dizer. Severus era a pessoa que menos falava sobre sentimentos que ele conhecia. Na verdade, ele não se lembra nem de uma vez em que Severus lhe contou algum segredo sobre sentimentos. Geralmente era ele que dizia algo e Severus o aconselhava, nunca ao contrário. Por isso abraçou o amigo, que não o abraçou de volta, mas também não se mexeu. Eles ficaram assim por um tempo, até escutarem o anúncio do fim de jogo, então Jacques se separou devagar. E Severus sorriu, apenas se afastando e saindo andando para o castelo.

—Esse foi o momento mais gay que eu já vi. — ele escutou Rabastan dizer. Ele se virou e mostrou o dedo do meio.

—Cala a boca, namorado da Emily Valentine. — disse Jacques. Rabastan riu, tirando a camisa de quadribol.

—E com orgulho. — ele respondeu.- Nós perdemos. — ele contou. Jacques olhou ao fundo a Grifinória comemorando e os sonserinos saindo irritados. Jacques viu as líderes de torcida da Sonserina passarem e Kat ir beijar Theo, ele resolveu ir até a namorada que parecia muito irritada, mas ele achou melhor correr os riscos. Ele foi até Dido, que jogava seus pompons na frente do vestiário, enquanto as outras líderes de torcida entravam.

—Dido…

—O que? — ela berrou, nervosa. — Nós perdemos, porra! Eu e as meninas não torcemos direito, foi provavelmente isso, porque eu não sei fazer dançar maneiras, só saltos e eu não faço nada direito…

—Ei, ei. — Jacques tocou só ombros dela, a fazendo olhá-lo. Ele notou que ela chorava e seus olhos estavam vermelhos. — Não foi sua culpa.

—Eu sou ruim em tudo. — ela disse. Ele passou a mão no rosto dela e a puxou para um abraço.

No momento seguinte os dois estavam atrás dos vestiários, com uma garrafa de hidromel que Dido havia afanado de uma das garotas no vestiário. Ela ainda chorava baixinho, mas Jacques já não sabia se era por causa do jogo. Ela bebeu um gole de hidromel e passou para Jacques que bebeu um gole pequeno, não querendo ficar bêbado.

Jacques olhou sua namorada. Ela era realmente muito bonita, ela tinha cabelos loiros claros e longos, ela tinha olhos castanhos com uns tons de verdes. Era bem magrinha e sua pele bem branca, mas mesmo assim tinha um corpo muito atraente. Jacques achava que os dois faziam um par muito bonito, se ela não agisse como louca na maior parte do tempo. O que aconteceu era que Evie Zamora havia saído da escola, então o legado da Sonserina ficou para ela, virou capitã da equipe de torcida e a garota mais popular da Sonserina, ainda mais após meter a porrada em Zamora nos últimos dias de aula. Com todo o poder em mãos Dido acabou ficando um pouco louca, ela queria mais que tudo ganhar com as líderes de torcida, ser cada vez mais popular. Jacques estava até mesmo ficando assutado.

Eles ficaram bebendo até que a garrafa praticamente chegasse ao fim, ou melhor Dido bebeu até que a garrafa praticamente chegasse ao fim.

—Então, vai me contar porque está chorando? — Jacques perguntou.

—Nós perdemos. — ela murmurou em resposta.

—Não é isso, Dido. — ele disse. — Só me conte. — ele pediu. Ela começou a chorar mais.

—Eu não aguento mais, Jacques. — ela disse, encostando a cabeça na parede. — Eu não aguento mais! Eu estou me sentindo sufocada, presa! Sinto como se não tivesse saída e realmente não tem… porque se eu tentar… ser o que realmente sou, vou ser deserdada, uma vergonha pra sociedade! Todo mundo vai me odiar e eu vou ficar sozinha para sempre! — ela falou, começando a ofegar. Jacques arregalou os olhos, ela parecia estar tento um ataque de pânico. Ele tocou as costas dela e ela começou a chorar em seu ombro.

—Dido… — ele murmurou, acariciando as costas dela.

—Eu sei que estou agindo… como uma total louca, mas eu… — ela fungou. — Eu sou infeliz, Jacques, você entende isso?

—Porque?

—Porque? Porque eu sou infeliz? — ela perguntou, dando uma risada triste. — Eu provavelmente só vou lhe dizer isso porque estou estupidamente bêbada, mas… Eu sou apaixonada por uma garota. — ela disse. Jacques abriu a boca em choque, é claro que ele estava muito ciente dos boatos que Dido era sapatão, mas nunca levou tão a sério. – Eu sou… — ela chorou alto. — Eu sou uma aberração! Eu sou uma sapatão!

—Não você não é uma aberração. — murmurou Jacques a abraçando. — Dido… vai ficar tudo bem, eu prometo.

—Como vai ficar tudo bem? — ela indagou. — Se eu me assumir… o que vou fazer?

—Eu vou falar com meu pai, nós vamos cancelar o noivado e… você fala com seus pais, se as coisas derem errado pode contar comigo, eu vou te ajudar com o que precisar, mas… não é melhor as coisas darem errado agora para depois darem certo do que passar o resto da vida com tudo dando errado?

Dido fungou, pensando no que Jacques disse.

—Você não está bravo? — ela perguntou baixinho. — Você é meu namorado. — ela disse.

—Eu sei. — ele suspirou. — Acho que agora não sou mais. — ele disse. Dido assentiu, e continuou abraçada com ele. — Eu vou te ajudar, certo? E você vai parar de agir que nem louca. — ele disse. Dido gargalhou. — Dido…

—Sim?

—A garota… É Evie Zamora? — ele perguntou. Dido suspirou, voltando a chorar e assentiu.

—Eu a amo desde que a vi. — murmurou Dido. — Quando eu a vi do outro lado do Salão Comunal e foi tipo… aquela garota é… a mais linda que eu já vi na minha vida.– ela voltou a chorar. E Jacques deixou ela chorar em seu ombro até suas lágrimas secarem.

—Eu e Dido terminamos. — contou Jacques. Os meninos o olharam chocados.

—Finalmente criou bolas e terminou com a piranha. — gargalhou Amico. Jacques fez uma cara feia para o amigo.

—Não a chame assim. — mandou.

—Achei que a odiasse. — falou Theo, fumando um baseado, fazendo o quarto ficar com uma fumaça.

—Não odeio mais… Dido é incompreendida, apenas isso. — murmurou Jacques. Os amigos franziram a testa, mas ele não disse mais nada, terminando de escrever a carta para seu pai, sobre seu noivado com Dido. — Tenho que ir mandar uma carta.

—Ei, Jacques, agora que tá na pista de novo, eu totalmente poderia convencer Diana Rosier a fazer um a três, ela me chupa e você come ela por trás. — falou Amico, se levantando para ir atrás dele. Jacques escutou os amigos gargalharem no quarto e revirou os olhos.

—Você é nojento, Amico. — ele disse. Amico deu de ombros ainda o seguindo. Ele o seguiu até o Corujal falando sem parar sobre traçarem alguma menina juntos, até que Jacques disse que iria só falar com um monitor sobre um problema nos dormitórios e conseguiu despistar o amigo.

Jacques saiu do Castelo e foi para o Campo de Quadribol, onde sabia que Amico não iria procurá-lo, porque ele era muito preguiçoso para descer tudo até o campo. Jacques notou o time de Quadribol da Grifinória estava treinando, eles já estavam suados, então estava pelo final.

—Jack. — ele se virou para Emmeline que sorriu para ele. Jacques olhou ela inteira, vendo o corpo no apertado uniforme da torcida.

—Emmeline. — ele sorriu de volta.

—Espiando o time? — ela indagou.

—Ah, não. — ele disse, colocou as mãos no bolso. — Só me escondendo de Amico.

—Todo mundo deveria ser esconder do Carrow. — ela disse. Jacques riu e concordou. – Bem, te vejo depois, Jack. — ela disse. Jacques viu que o time de Quadribol descia de suas vassouras e Emmeline andou até Adhara.

Jacques começou a andar para dentro do Campo de Quadribol, e se sentou lá, entediado. Tirou a varinha do bolso e ficou fazendo nevar de leve na grama. Ele não sabia quanto tempo já estava ali, mas já tinha um enorme montinho de neve a sua frente e sua bunda já estava doendo de ficar sentado.

—Ei, o que tá fazendo aqui? — uma menina apareceu em sua frente, tampando o Sol.

Era a goleira do time de quadribol da Grifinória. Tatiana Corecha. Ela estava de uniforme de treino, meio suada, e com os cabelos bagunçados e a vassoura apoiada. Ela era um ano mais nova e também estava na equipe de torcida. Jacques já tinha a visto muitas vezes quando ia ver Emmeline treinar e outras vezes pelos corredores.

—Eu estou fugindo de alguém. — responde Jacques, a olhando. — E você? O treino terminou faz tempo.

—É, mas eu sai oficialmente da equipe de torcida e estou fugindo de Emmeline que quer literalmente me matar. — falou Tatiana. Ela se sentou ao seu lado e começou a brincar com o montinho de neve. — Está fugindo de quem?

—Amico Carrow. — contou Jacques.

—Porque? Ele não é seu amigo?

—Porque ele é um maluco. — disse Jacques. Tatiana sorriu e fez uma bolinha de neve, ela se levantou e tacou em Jacques. Ele piscou surpreso com o peito cheio de neve. — Ei!

—O que? — ela riu, pegando mais neve e tacando novamente, mas dessa vez ele desviou e se levantou pegando neve e jogando também. Tatiana gargalhou fugindo e Jacques fez mais bolinhas tentando acertar nela que dava estrelinhas, fugindo dele. Quando a neve acabou, ela se aproximou novamente sorrindo. — Sabia que existe uma ilha no meio lago? — ela perguntou, pegando a vassoura do chão. Jacques a olhou sem entender e negou com a cabeça. — Quer ir ver? — ela convidou.

—Porque eu faria isso?

—Qual o melhor lugar para se esconder de alguém, do que numa ilha deserta? — indagou Tatiana.

—E o que te impediria de me deixar lá para morrer de fome? — perguntou Jacques desconfiado. Mesmo que tivessem acabado de se divertir com uma pequena guerra de bolas de neve, a rivalidade entre a Grifinória e Sonserina estava pegando fogo, quando Adhara Black namorava Adam Cook ainda estava tudo bem, por um fio, mas agora a rixa estava pior do que nunca.

—Porque eu quereria me livrar de um dos poucos caras sangue puro da Sonserina que não odeia a Grifinória… por mais que tivesse motivos para isso? — ela perguntou, com um sorriso travesso.

—E quem garante que eu não odeio a Grifinória? — ele perguntou franzindo a testa.

Mas Tatiana parecia simplesmente saber. Ela se curvou e olhou para Jacques com aqueles olhos grandes e travessos. Ela mantinha o sorriso no rosto e apertou a bochecha.

—Eu só sei. — riu ela. — Vamos? Vai ser divertido. Voar sempre me deixa mais tranquila.

—Eu… eu meio que tenho medo de altura. — falou Jacques. Tatiana montou em sua vassoura e continuou sorrindo daquele jeito, Jacques sentiu que ela poderia lhe convencer a fazer qualquer coisa com aquele sorriso.

—Eu te protejo. — ela disse, simplesmente.

—Eu não tenho coragem para isso…

—Pois eu tenho coragem por nós dois. — cortou Tatiana. — Vem logo, Burke.

Olhando-a o esperando fez Jacques sentir alguma coisa. Foi como se tudo ao redor tivesse parado e ele só conseguia focar no sorriso dela. Ele sentiu algo que não sentia a bastante tempo, aquele negócio estranho em sua barriga. Diabretes na barriga, era como chamava. Naquele momento, estranhamente Jacques soube que aquela menina com quem nunca tinha trocado mais que meia dúzia de frases seria importante para ele. Então, ele subiu na vassoura, porque ele soube que não poderia a deixar ir sem ele.

Tatiana levantou voou e ele agarrou sua cintura evitando olhar para baixo. Ela riu e voou rapidamente, passando pelas nuvens. Jacques começou a se sentir bem nas alturas e viu a pequena ilha no meio do lago, quando ela começou a descer em direção da ilha, ele tirou as mãos da cintura dela e abriu os braços, sentindo bem com o vento no rosto.

Ela pousou na areia da pequena ilha e Jacques desceu na vassoura rindo bobamente. Ele riu um pouco e ela riu do jeito que ele ria. Ele se sentou na areia e tirou os sapatos para colocar os pés nos lago, depois bateu no lugar ao seu lado, indicando para que ela sentasse também. Tatiana o imitou e apoiou a mão na areia. Ela começou a conversar com ele sobre diversas coisas e ele ficou surpreso de como a conversa simplesmente fluiu. E em pouco tempo ele sabia que ela era uma pessoa risonha, determinada, que gostava de aproveitar a vida sem medo.

Jacques não sabia o porque, mas a única coisa que conseguia pensar era que estava muito feliz por ele e Dido terem terminado. Achou que era só porque Tatiana era gentil e também bonita, mas algo lhe dizia que não era apenas isso, e quando apoiou sua mão na areia, acabou tocando nos dedos de Tatiana, nenhum dos dois se olharam, mas ambos sabiam que estavam sentindo diabretes na barriga. Ela foi parando de falar ao pouco e aproximando mbais os dedos, quase timidamente. Jacques gostou disso e virou seu rosto, vendo que ela olhava para o lago com um sorrisinho. Ele tocou em seu queixo, virou seu rosto para ele e olhou diretamente em seus olhos, antes de beijá-la ele pensou em como ele também não conseguiria cumprir a promessa de não se apaixonar por grifinórias, assim como Rabastan não conseguiu. Grifinórias eram simplesmente apaixonantes.

Tudo nelas eram apaixonantes. E naquele beijo naquela ilha deserta Jacques sentiu fogos de artifícios estourarem dentro de si, sentiu sua mágica borbulhar e diabretes voarem em sua barriga, tudo ao mesmo tempo. Tudo muito intenso.

Ele adorou cada segundo.

—Porque está com essa cara de idiota? — indagou Rabastan, bebendo um gole de uísque. Jacques não conseguia segurar o sorriso estampado em seu rosto. Estavam em uma das festas do Slug, que estava sendo duplamente supervisionada desde que a última tinha saído do controle. Então, apenas pessoas convidadas e seus pares estavam pela festa, ou seja Amico não estava na festa, o que deixou Jacques muito feliz.

—Eu tive fogos de artifícios, mágica borbulhando, diabretes na barriga tudo hoje ao mesmo tempo, Rabastan. — contou Jacques. Rabastan riu e franziu a testa, desviando o olhar de Adhara Black.– Foram os melhores diabretes. — ele murmurou. Jacques viu Tatiana entrar na festa, como que em velocidade reduzida, em um esplendoroso vestido vermelho. Os cabelos castanhos, caindo compridos pelas suas costas. E com os olhos destacados lindamente pela maquiagem. Jacques só pensava em como sua beleza ia além de comparações, e em como nunca poderia dançar com outra garota naquela festa, sem ser ela.– Ei, Rabastan…

—O que? — perguntou ele, olhando o amigo. Ele notou que Jacques encarava alguém e procurou a pessoa com o olhar. Tatiana os viu do outro lado do Salão e deu para Jacques, aquele sorriso que poderia o convencer a fazer qualquer coisa. E Jacques sabia mais uma vez que em pouco tempo estaria apaixonado por ela.

—Está vendo aquela garota? — indagou Jacques.

—Uhum. – disse Rabastan.

Tatiana começou a andar até eles. Seu coração parou com aquele desejo de tocá-la mais uma vez que estava sentindo desde que a viu parada ali.

—Um dia eu vou casar com ela...

Notas finais
JACQUES TA NO CHÃO DE APAIXONADOOOOOOOOO, JACQUES É UM AMOR SE ENTREGA ASSIM TODINHOOOO! ESPERO QUE TENHAM GOSTADOOO E essa camaradagem do Rabs e Jacques? E JACQUES E DIDOOOO? AI ME CONTEM O QUE ACHARAMMM PRÉVIASSSS: 1º: "-Eu não vou ficar vigiando sala para vocês transarem!" 2º: " - Eu lhes apresento o novo Chanel Nº7…" 3º: " Eu estou ótima. Está tudo ótimo. Porque você quer estragar tudo?" 4º: "- Olhando para James Potter como uma garotinha apaixonada." 5º: "- Você é diferente. —Porque eu sou diferente? - quis saber Lily. James abriu a boca, sem saber o que falar e bufou pondo as mãos na cintura. " 6º: " - A gente nunca para de fazer merda, sabe? As merdas esperam para serem feitas e se você não faz, é só um covarde." 7º: "- Achei que tivesse superado. Você o ama novamente?" 8º: " - Seu idiota estúpido do caralho! - berrou James na orelha de Peter." 9º: "-Ele não merece amigos. - murmurou Frank, o olhando. - Ele é realmente um verdadeiro merda!" 10º: "-Meu coração dói porque eu sinto a minha falta também." 11º: "-Então, o cavalheiro James após matar o dragão com sua própria varinha, entrou na torre da Grifinória e salvou a princesa Lily, com seus cabelos vermelhos de fogo..." ACABOU AS PRÉVIASSSSS. ESPERO QUE TENHAM GOSTADOOOOOOO E VAI TER BABADO NO PRÓXIMO CAPÍTULO! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! xoxo ~Aurora