When We Were Young
37 I Am A Black
Notas iniciais

I AM A BLACK
HOGWARTS
1974
4th YEAR
Eu estava furiosa. Completamente furiosa.
Cada vez que eu olhava Mary resmungando de dor ou nos olhando com vergonha, eu me enchia de raiva. Mary era apenas uma inocente em tudo isso. Uma inocente borboletinha.
Emmeline tinha chorado tanto que Jacques teve que a tirar da enfermaria antes que ela desmaiasse. Emily tinha ficado traumatizada. Frank tinha ficado triste e tentava fazer piadinhas para animar todo mundo. Peter tinha ficado com tanta raiva que tentou socar todo o sonserino que via pela frente e isso o rendeu três detenções e um olho roxo, até que James o controlasse e ele começasse a chorar. Remus tinha ficado com medo, e com vergonha de não ter estado lá para ajudar. James tinha ficado chocado, mas escondia isso com raiva. Enquanto, Sirius e eu não estávamos com medo, estávamos furiosos.
Sirius mandou uma carta para Tia Walburga dizendo o que tinha acontecido, e que ela era uma louca varrida por apoiar a causa. E isso lhe rendeu um berrador que Sirius ignorou completamente. Ele, depois, foi atrás de Régulos para avisá-lo que ele não estava autorizado a fazer gracinha alguma sobre a Mary. E que ele não estava autorizado a conversar com Mulciber ou Avery nunca mais.
—Amiguinha, e se a Madame Pomfrey não conseguir tirar a marca? – Mary me perguntou. Eu iria passar a noite com ela, como em todos os dias desde que ela veio para a Ala Hospitalar, há dois dias. Seu pai já tinha vindo e ficado com ela um dia inteiro até que o Diretor Dumbledore, conversou com ele e o acalmou, dizendo que não iria deixar nada acontecer com Mary e que, se ele quisesse, poderia levá-la para um hospital trouxa. Mas o pai de Mary achou que ela estaria em melhores mãos aqui, então foi embora depois de chorar agarrado a ela.
—Se ela não conseguir, eu pago o melhor curandeiro do mundo para vir aqui e tirar isso de você. – prometo para ela.
Ela da um sorrisinho.
—O melhor curandeiro do mundo deve ser caro. – ela me respondeu.
—Eu não dou à mínima. Sou rica, não é? – dou de ombros e ela da uma risadinha.
Mary resmunga de dor, e eu ajeito o travesseiro em sua perna, para que ela se sentisse mais confortável.
—Estou com soninho. – ela diz manhosa. Acaricio seus cabelos com as mãos. – Eu te amo, Addie.
—Também te amo, Mary.
Ela fechou os olhos e logo começa ressonar calmamente. Volto a me sentar na cadeira, respirando fundo. Eu estava cansada. Meus músculos doíam e eu estava morrendo de sono.
—Addie. – olhei pra porta da enfermaria e vi meu namorado. James sorriu para mim, trazendo meu cobertor em baixo do braço.
—Oi, Jay. – respondi cansada. Ele me beijou nos lábios e olhou para Mary pesaroso.
—Você não sai daqui, Addie.
—Ela é minha amiga. Sei que se fosse Sirius aqui, ou Remy e Peter, você também não sairia. – retruquei.
—Você me conhece. – ele riu, mas me puxou pela mão me levando a cama ao lado da de Mary. James me deitou nela e tirou meu tênis branco, massageio um pouco meus pés e então joga a coberta sobre mim. Depois se deita comigo.
—Eu não estou doente, para estar deitada em uma cama na enfermaria. – sussurrei, me aconchegando na coberta.
—É só você dizer que estava com dor de cabeça. E aposto que está com tudo isso. – ele disse, massageando minha têmpora.
—Cadê a Emmeline? Não a vejo direito há quase dois dias.
—Sirius e Jacques não a deixam vir pra cá. Sempre que ela chega perto da porta começa a chorar que nem louca e Jacques a leva de volta para o dormitório.
—Ela tem que conseguir vir logo. Mary está perguntando sobre ela. – resmunguei.
—Você não chorou, Addie. – ele apontou delicadamente.
—Ela não morreu, James. – respondei. – Ela está bem. Ela vai ficar bem.
—Eu sei. Mas essa situação... Addie, você pode chorar se quiser. Não precisa ser durona o tempo inteiro.
Não o respondo apenas me encolho perto dele e fecho os olhos. Depois de alguns minutos percebo que James dormiu. Sento-me na cama, esfregando meus olhos com força. Estava com sono, mas ao mesmo tempo estava agitada, olhando para a cama de Mary.
—Hey. – olhei para o lado e vi que agora era Sirius quem entrava, devagar, tentando não fazer barulho.
—Hey.
—Vim ver se estava tudo bem. Não sabia que James ia dormir aqui.
Dou de ombros, olhando Jay ressonar calmamente.
—Como estão as coisas? – perguntei, tentando me distrair.
—Estou distraindo Emily, dando nossos esboços do mapa para ela desenhar. Ela está tão traumatizada que nem pergunta o que é. Parece que além do que aconteceu com a Mary, ela teve uma experiência nada boa com o Nott, no armário de vassouras.
—Como assim? O que aquele idiota fez? – perguntei fechando ainda mais a cara. Mas Sirius deu de ombros.
—Eu sei lá. Mas Frank está tomando conta disso. E Dorcas também, acredite se quiser... Sabe com eles são com a Mily... – respondeu Sirius – Theo nem tenta chegar perto dela mais...
—E Remus?
—Todos concordamos em não contar pra ele sobre o que...
—Estou falando da Mary. Se Frank e Dorcas vão se preocupar com Mily, eu vou confiar neles. – cortei com um suspiro – E Peter? Quero saber dos dois.
—Eles estão bem. Remus está sendo consolado pela Francesca. E está fazendo poções para o Peter se acalmar. Rabicho ta choramingando tempo inteiro.
—Ele não vem ver Mary. – resmunguei.
—Ele disse que não quer perder aquela imagem alegre que ele tem dela, a vendo assim. Dê um tempo para ele.
Soltei um muxoxo, e Sirius encostou-se à cama de Mary.
—Fala sério. Ela está machucada, não morta. – resmunguei e Sirius deu de ombros de novo, pegando um cigarro, que eu logo tomo dele. Não iria deixar ele fumar dentro da enfermaria – E Emms? – perguntei, querendo saber mais.
—Está frágil. Sensível. Chora sempre que se lembra da Mary, ou quando vê um Sonserino do time dos babacas... isso é, todo mundo menos o retardado do namorado dela. – resmungou Sirius fechando a cara. – Burke cuida dela na maior parte do tempo. Mas ela vem toda hora atrás de mim. Estou cuidando dela também... Não desse jeito. Juro. Não estou me aproveitando dela, estou cuidando dela... – ele me respondeu quando o olho feio.
Soltei um soluço, que estava preso na minha garganta desde que eu vi a marca na perna de Mary. Sirius me olhou surpreso e eu suspirei.
—Eu preciso que você cuide de mim agora, Sirius. – eu pedi. Ele me olhou carinhoso e eu pulei em seus braços.
Chorei copiosamente em seu peito, enquanto ele afagava meu cabelo.
—Está tudo bem, Addie. – ele sussurrou, me confortando.
—Isso é tão fodido, Sirius. Tão fodido. – falei amargurada.
Sirius me confortava com seus braços. Pressionando os lábios na minha testa.
—Eu sei. Eu sei. – ele disse, limpando minhas lágrimas.
Agarrei sua camisa, já molhada pelas minhas lágrimas, chorando mais. Sentindo-me completamente desolada.
— Eu tenho que proteger Mary. – choraminguei. – Nós temos que proteger a Mary. Remus. Emmeline, até James. – digo, me lembrando que os Potter eram considerados Traidores de Sangue.
—Nós vamos, Addie. – ele disse e me colocou de volta na cama, me deitei soluçando e Sirius me cobriu.
—Não me deixe, Sirius. – pedi, segurando sua mão. Ele puxou a cadeira em que eu estava sentada, e se sentou ainda segurando minha mão.
—Nunca, Addie. Nunca.
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—Finalmente. – murmurei. – Mary está fazendo perguntas sobre você.
Quarto dia de Mary na enfermaria. A marca ainda não tinha saído. E era a primeira vez que Emmeline vinha ver Mary.
Ela me olhou extremamente corada e seus olhos começam a brilhar com as lágrimas.
—Oh, Addie. – Emmeline choramingou e me abraçou chorando. A abraçei de volta, tentando confortá-la. – Como ela está?
—Ela quer ver você. Vamos. – falei e a puxei pela mão e percebi que ela estava tremendo.
—Está bem. – ela disse, respira fundo. Arrumou o cabelo e entrou de mãos dadas comigo na enfermaria.
Mary estava na cama. A bandagem enrolada na coxa, com um pouquinho de sangue. Comendo um pudim como se nada de errado tivesse acontecido com ela.
—Emms! – ela gritou, assim que viu Emmeline. Ela colocou o pudim de lado e ficou toda agitada.
—Oi, Mary. – Emmeline disse com a voz tremendo. Empurrei-a pra frente e ela andou até a cama de Mary.
—Tudo bem, amiguinha? – assim que Mary perguntou, Emmeline se jogou nela chorando sem parar.
—Eu te amo tanto, Mary! Tanto, borboletinha.
Sorrio de lado vendo as duas abraçadas. Elas começam a conversar e Emmeline lhe diz tudo o que sentia. Mary ri e lhe oferece pudim.
—Srta. Black. – me virei e vi a Professora McGonagall chegando. Ela cumprimenta Mary com um sorriso. – Ah, Srta. McDonald eu certamente a admiro. Cheia de vida, até nas piores horas. – Dou um sorrisinho, observando o quanto Mary sorria por ver Emmeline. – Mas vim aqui não apenas para verificar Srta. McDonald, mas para conversar com você. Demos um tempo para vocês e seus amigos, mas agora precisamos que nos digam quem foram os culpados. Certamente, serão expulsos. – ela me diz.
—Eu trago ele para a senhora. – digo. Ela me olha questionadora, mas apenas puxo Emmeline para fora da enfermaria.
—Addie, o que foi? Addie? Eu estava falando com a Mary.
—Eu sei. Mas agora precisamos achar Mulciber.
Ela me entende e pega a varinha.
—Ok. – sibilou ela ficando sombria.
—Não. Não vamos precisar de varinha.
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— Crazy Eyes continua na enfermaria. – Theo diz, olhando para mesa da Grifinória, não vendo nenhuma das três Chanels. Apenas Valentine estava ali com os Marotos, evitando o olhar a qualquer custo.
—Dizem que abriram um buraco na perna dela e enfiaram um monte de minhoca, para ela ver o quanto é suja. – Dido fala.
—Claro que não. – Jacques retruca. – A marcaram.
—Como? – Leh se curva curiosa.
—Sangue-ruim. – Jacques responde se lembrando de Emmeline contando enquanto soluçava. Se alguém tocasse em sua namorada iria preferir ir para o inferno a ter feito isso... ah se ia... – Está na perna dela. Por isso ela não sai da enfermaria, o machucado não para de sangrar e a marca não saiu. Foi Magia Negra.
Rabastan se sentia confuso. Estava em um misto de satisfação, por saber que era bom colocar sangues-ruins em seu devido lugar, mas aquela era a fodendo Crazy Eyes. E ela era só isso. Crazy Eyes.
—Coitadinha. – murmura Evie, não prestando muita atenção.
—A Black, não sai de lá. Não teve uma vez que ela veio para o Salão Principal ou às aulas desde que Crazy Eyes foi para enfermaria. Ninguém a vê há quatro dias. Como vocês acham que ela está? – Leh pergunta, enquanto observava Sirius Black na mesa da Grifinória.
—Ela tem é que estar com medo. Os pais dela são Traidores de Sangue. Ela só não é porque falaram que a tia não a tirou da família. Mas os pais delas podem ser mortos a qualquer momento. – ri Avery.
—O que vocês sabem sobre isso? – Adam pergunta, achando estranho o modo como Mulciber e Avery se olhavam.
—Devem saber algo, pois Sirius me proibiu de falar com eles. – o grupo olha Régulus que desvia o olhar instantaneamente.
Mulciber e Avery gargalham.
—Vou contar o que sabemos. – Mulciber diz. – Eu que marquei aquela vadia sangue-sujo. Apertei aquelas coxas, enquanto ela ficava gritando.
Adam fecha a mão completamente irado.
— Seu cretino! Você deve ser expulso! Ou melhor, preso! – ele diz, em choque.
—Ah, fala sério? Só porque tem uma queda pela Black, não quer dizer que tem que proteger as amiguinhas sangue-ruins dela. – debochou Mulciber.
Ele e Avery riem mais uma vez. Adam e Jacques se entreolham, pois eram os únicos ali a não apoiarem o Lorde das Trevas, abertamente. Apesar de que Jacques dizia que não era nem contra nem a favor, enquanto Adam sempre repetia que Você-Sabe-Quem era um radical maluco.
—O melhor é que nenhum dos babacas da Grifinória teve a coragem de nos dedurar. – riu Avery – Onde está a coragem deles?
—Eu tomaria cuidado com os grifinhos de lá... falando neles... – riu Theo.
—MULCIBER! – eles ouviram o grito estridente de Adhara Black. A garota vinha como um leão enfurecido. O rosto em uma careta de extrema raiva. As mãos fechadas em punho.
Mulciber se levantou, com um sorriso debochado.
—Black! Como está Crazy Eyes? Todo queremos saber... – começou ele, mas não foi capaz de terminar, porque a garota o golpeou no rosto.
O soco que Adhara lhe deu foi forte o suficiente para que em seguida ela o derrubasse no chão para começar uma série de socos no rosto dele.
Avery já se levantava pronto para ajudar Mulciber, mas levou um chute bem no saco de Emmeline que chorava aos soluços. A garota começou a chutá-lo repetidas vezes e o namorado dele ficou entre o choque e cair na gargalhada.
—Essa é a minha garota. – Jacques gritou.
—Então controla ela! – gritou Theo, indignado. Mas quem a segurou foi Sirius Black, que chegara junto dos amigos.
—Ela é só uma inocente borboleta! Inocente! – Emmeline soluçava, enquanto Sirius a rodeava com os braços. Jacques o olhou feio por isso, mas o garoto não ligou.
Adhara se esperneava enquanto o namorado a tirava de cima de Mulciber.
—Me solta, Potter! Deixe-me destroçá-lo.
Mulciber se levantou rindo. O rosto ensanguentado, fazendo seu sorriso ficar cheio de sangue.
—E o que você vai fazer, Black? Heim? Acha que eu tenho medo de você?
Adhara se soltou e o olhou com o olhar mais gélido que Hogwarts já viu. Ela andou até Mulciber e o socou com a maior força que conseguiu reunir na mão direita. Foi tão forte que ouviram o barulho de osso estalando e Mulciber caiu no chão.
A mão dela estava tão ensanguentada quanto o rosto de Mulciber e ela massageava o punho parecendo sentir dor.
—VOCÊ ACHA QUE EU TENHO MEDO DE VOCÊ? VOCÊ TEM ALGUMA IDEIA DE COM QUEM ESTÁ FALANDO? — ela berrou. Os cabelos de Adhara ficaram mais negros do que a própria escuridão. Seus olhos se fecharam em um preto que parecia sem fundo. A pele branca como a luz da lua. E o rosto distorcido em raiva. Adhara Black nunca esteve mais intimidadora. — EU SOU UMA BLACK!
O grito ressoou por toda Hogwarts. A partir daquele dia, todos sabiam que ninguém nunca mais iria ousar encostar em Mary McDonald.
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—Srta. Black está ciente de quebrou o nariz do Sr. Mulciber? – Professora McGonagall me perguntou.
—Sim. – respondi ainda irada. Meu pai suspirou ao meu lado, provavelmente se perguntando o quanto eu estaria enrascada. Mas a professora soltou um suspiro e me olhou calmamente.
—Aqui, coma um biscoito. – ela me diz. Sorrio e pego um biscoito de gotas de chocolate.
—Mas... – meu pai me olhou confuso.
—Ela vai ser suspensa? – minha mãe perguntou.
—Certamente que não. – Diretor Dumbledore diz entrando na sala.
—E Mulciber? – pergunto ansiosa.
—Falei com Srta. McDonald e ela me disse que Sr. Mulciber a encurralou e a atacou em um corredor. Seus amigos disseram o mesmo. Sr. Mulciber vai ser expulso da escola por usar Magia Negra contra outro aluno.
Dou um sorriso aliviado.
—E Avery? Ele estava lá também.
—Sr. Avery já é diferente. Quando conversei com ele e com os pais, ele me disse que não sabia o que Mulciber estava fazendo e que achou que estava protegendo o amigo. Ele vai ser apenas suspenso.
—Que? Ele sabia o que Mulciber estava fazendo sim! Eu quero que ele seja expulso agora! – brigo.
—Não há o que eu posso fazer quanto a isso. – O Diretor se desculpa.
Cruzo meus braços.
—Eu vou receber uma detenção?
—Não. Apenas não faça novamente.
Quando o Diretor nos dispensa, acompanho meus pais até a saída de Hogwarts.
—Você está bem, Addie? – meu pai em pergunta. – Sirius no contou que você ficou bem assustadora.
—Eles machucaram Mary. – abraço meu pai, que em abraça de volta.
—Está com saudades da França? – minha mãe pergunta sorrindo.
— Bien sûr, je manque la France. – respondo. Minha mãe ri.
—Vamos passar o Ano Novo na nossa mansão em Paris.
— Vraiment? C'est incroyable. – falo animada.
—Sim, e pode chamar seus amigos se quiser. Estamos pretendendo dar um baile.
—Sim. E vou chamar meu namorado.
Meus pais riram.
—Namorado, é?
—Sim. James. –sorrio de lado.
—Ele é um garoto de sorte então. – diz meu pai sem parecer ficar zangado.
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Muitas pessoas de Hogwarts mandaram presentes para Mary, a maioria da Grifinória, mas muitos da Lufa-Lufa e da Corvinal também. E Mary ficou muito feliz com a quantidade de doces. A maioria dados por Peter.
Já tinha se passado uma semana e Madame Pomfrey conseguiu tirar as palavras “sangue-ruim” da perna de Mary, mas no lugar estava uma cicatriz grande e vermelha. Mary não tinha ligado muito e estava feliz que as palavras tinham saído.
—Olha só, Addie. Ganhei um ursinho. – ela me fala feliz.
—Borboletinha, quer mais pudim? – Peter pergunta para ela.
—Não, obrigada, Petelzinho. – ela beija a bochecha dele.
—Pronta pra sair daqui, Mary? – Emily pergunta. Estávamos todas em volta de Mary junto com os meninos, incluindo Frank.
—Sim! – ela responde animada. – Nós vamos para França. – ela cantarola.
—Eu ainda não acredito que você tem uma mansão, Addie. – Emms fala.
—Ela é incrível. Vocês vão adorar.
—James! – escutamos o grito de Remus e James passa em cima de uma maca, em pé, enquanto Sirius o empurra.
—Jay, você está agitado demais hoje. – comento sorrindo.
—Eu já disse pra vocês sobre a possibilidade de James ser hiperativo? – Sirius pergunta, nos fazendo rir. – E claro ter déficit de atenção. – ele acrescenta quando James simplesmente para de surfar na cama para mexer nas poções da Madame Pomfrey.
—Amor, vem cá. – chamo. – Vamos dar uma volta. – Ele vem até mim e eu pego sua mão.
—Eu vou também. – Sirius já diz.
—Sirius, você tem que ficar e fazer companhia para Mary. Ela quer muito que você fique.
—Verdade, Sirius. – ri Mary.
Saio da enfermaria de mãos dadas com o Jay.
—Contei para os meus pais que estamos namorando. – digo. James me olha sem parecer intimidado, com seu sorriso enorme.
—E o que eles falaram?
—Eles já gostavam de você, então... – beijo seus lábios.
—Addie, o que quer de presente de Natal?
—Pode escolher , Jay.
—Mas e seu eu comprar e você não gostar? Olha Addie aquilo é um visgo? – dou uma risada e levo-o até debaixo do visgo.
Nos beijamos um pouco e eu acaricio sua nuca.
—Vamos dar uns amassos, Jay? – peço, com um biquinho.
James suspira, me olhando faminto.
—Como eu posso negar?
Dou uma risada, e corremos para a Casa da Árvore.
Caímos no sofá aos beijos, e me sento em seu colo. Dou um gemidinho, quando me esfrego contra ele.
A língua de Jay no meu pescoço me causava calafrios. Apertei meus seios contra seu peito, amando o modo como ele apertava mina anca com força. Ele enfiou as mãos por debaixo da minha saia de líder de torcida e apertou minha bunda com desejo.
—Tão boa de apertar. – ele sussurrou. Dei uma risadinha, enquanto ele me puxava pela bunda.
—Você tão gostosinho, Jay. – gemo em seu ouvido.
Tiro a blusa de líder de torcida e depois tiro meu sutiã.
—Puta merda. – Jay murmura estrangulado, mas com um enorme sorriso no rosto.
—Eles são todos seus, Jay.
Suas mãos sobem pelas minhas costelas e apertam meus seios com firmeza. Dou um gemidinho e James troca as mãos pelos lábios. Sinto um chupão perto do meu mamilo.
—Jay. – dou uma risadinha ao ver o lugar ficar vermelho.
—Desculpe, mas não pude resistir. – ele diz, com a face corada. – Eu nunca tinha visto eles assim antes. Tão claramente.
—Sabe o que eu nunca vi tão claramente? – ele me olha curioso e eu desço os beijos pelo seu pescoço e me ajoelho no chão. Jay morde a mão entendendo e eu abro sua calça. – Oh, aqui está. Alto e claro.
—Oh! Oh! Addie! – riu ele enquanto eu o lambia nas bolas, para depois escorregar minha língua até a cabeça do membro dele.
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—Francesca, oh! – Remus gemeu. A garota riu o engolindo até o fundo da garganta. – Oh. Oh!
—Você é tão sexy, lobinho. – ela disse lhe olhando com uma cara de safada. – Eu vou sentir sua falta nesse recesso. Você vai sentir a minha? – Remus gemeu mais uma vez, e mordeu a mão tentando não fazer barulho. – Me responda. – ela disse parando de lhe chupar, e o agarrando com a mão. – Você vai sentir minha falta?
—Sim. Sim. – ele responde desesperado para que ela voltasse a enfiá-lo na boca.
—Bom. Muito bom. – ela riu.
A sentiu massageando suas bolas e deu um gemido estrangulado, gozando na boca dela.
—Céus... – murmurou em êxtase.
—Você tem um gosto bom. – ela murmura, chupando os dedos. Remus ofegante a olha corado. Ele arruma as calças e Francesca se senta ao seu lado. Estavam escondidos em uma sala vazia no segundo andar. – Sua amiga está bem, lobinho? – ela pergunta, o abraçando pelo braço.
—Sim. Acabei de ir vê-la. Vai sair amanhã.
—Que bom! Você ficou tão tristinho quando ela foi atacada. – Francesca o beijou na bochecha. – Onde vai passar o Natal?
—Eu vou pra casa de James, mas vou voltar para passar o Natal com meus pais e depois vou para França na Mansão da Addie.
—Na França? Me leve. – ela manda.
—Mas...
—Eu estou mandando você em levar. – ela o ignora cruzando os braços.
—Eu vou falar com a Addie. – prometeu respirando fundo.
—Own. Você é tão fofo, lobinho.
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—Eu não quero que ela vá Remus.
—Mas, Addie...
—Não!
—Por favor, Addie! Por mim! – Remus implorou. Cruzo meus braços.
—Está bem. – ele sorri aliviado. – Mas, ela vai só de noite para o baile. Não vai mais cedo como vocês. – ele assente repetidas vezes.
—É claro!
—Vem comigo, vou chamar Adam para ir. – o puxo pelo braço.
—James não vai gostar disso, Addie.
—Ele me fez chamar a Meadowes! – retruco.
—Ela vai mais cedo conosco?
—Infelizmente sim! – lamentei. – Ela e a Lily. E a N°5 também. E Frank chamou a Alice, acredita? Ela ficou tão arrependida por ter se envolvido com o Mulciber, que foi correndo atrás do Frank.
Remus ri.
—E Emily, ela vai? – Remus pergunta levemente constrangido.
—Sim, ela vai. Mesmo você tendo partido o coração dela.
— Eu sei. Mas Francesca é tão persuasiva. – ele se queixa fazendo careta e baixando os olhos parecendo bem envergonhado.
Finalmente chegamos às masmorras e andamos até o Salão Comunal da Sonserina.
—É aqui que as cobras ficam? – Remus brinca e eu concordo com um aceno de cabeça.
Falo a senha, que eu sabia pois amanhã seria a festa do Jacques e ele nos disse. Remus hesitantemente entra, mas eu estava confiante. Não tinha medo de entrar no meu ninho de cobras preferido.
—Adam! – ele se vira para mim sorrindo. Infelizmente estava com a Zamora, mas eu não liguei para isso e andei até ele.
—Addie. O que faz aqui?
—Eu vim te chamar para passar o ano novo na minha Mansão, na França. Meus pais vão dar um baile.
Ele sorriu surpreso.
—Você tem uma mansão? – Leh pergunta. Dou um sorrisinho convencido. Com certeza Dido era a mais rica do grupinho deles.
—Em Paris.
—Não vai dar pra ele ir. – Zamora nos interrompe. – Vamos todos passar o Ano Novo na casa da Kat. – Kat me da um sorrisinho irritante. – E Adam me prometeu que iria.
Olho Adam, fazendo a cara mais triste que eu conseguia.
—Uma pena. – murmuro.
—Se quiser eu vou , Addie. – Rabastan me diz.
—Rabastan! – Kat briga. Cruzo meus braços, lhe dando um olhar gélido.
—Ainda está brava comigo, Addie? – ele pergunta ignorando Kat. – Ah, vamos lá. Você sabe que é a minha Grifinória favorita.
—Engraçado dizer isso depois das coisas que falou pro Pontas. – ralhou Remus, mas Rabastan revirou os olhos.
—Addie... você estava me devendo. – riu Rabastan – Eu posso ter dito aquilo, mas não muda o fato de que é minha garota favorita da Grifinória. – ele me olha fazendo charme e Kat fecha a cara, cruzando os braços.
Sorrio maliciosa o olhando de volta.
—Eu sou a sua favorita em tudo, Rabs.
Rabs ri.
—Por que não vamos todos para a Mansão da Addie? – ele diz olhando Kat, que o olhou horrorizada. – Se vai ter um baile depois, provavelmente os pais dela vão chamar os meus, de qualquer maneira.
E foi assim que eu acabei tendo que convidar todo o grupinho Sonserina para ir minha mansão.
Mas bom pelo menos Adam e Rabs estariam lá.
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—Own, Six. Você é um fofo. – Cindy falou beijando Sirius na boca. Olhei os dois querendo vomitar. Depois olhei Remus sentado na mesa da Corvinal, dando algumas uvas na boca da Francesca.
-Todos os Marotos namorando. – James ri, com o braço sobre o meu ombro.
-Eu não estou namorando. – Peter diz, olhando Mary, que corou fortemente.
-Achei que já tinha pedido pra Mary. Cara, você é tão lerdo. – riu Jay.
—Mas Cindy... – ela sorri pra mim. – Achei que estivesse namorando.
—Não. — ela deu uma risada.
—O Joffrey?
—Qual Joffrey? – Peter em pergunta. — Tem o Joffrey gordo e o Joffrey magro.
—O magro. – respondo e então olho inquisitora para Cindy.
—Não, somos apenas colegas.
—Cindy... – cantarolo, maldosamente. – É nome de prostituta.
—Addie! – Sirius briga, e Cindy cora.
—Eu estou brincando. – digo dando um sorriso gentil pra ela. – Sabe disso, né Cindy?
Ela assente um tanto sem jeito.
—Somos todos vadias, amiga. Relaxa. – ri Frank ao lado de Emily, que corou com ferocidade, encarando o próprio prato.
—Eu sei como você e Sirius são próximos, Adhara... – começou ela, ignorando Frank.
—Me chame de Addie. – falo e James dá uma risadinha.
—Addie... mas fique calma que eu não vou roubar a atenção que Sirius da pra você, na verdade gostaria que ficássemos próximas.
Respiro fundo, tentando não revirar os olhos ou fazer uma careta. Sirius me olha arqueando as sobrancelhas.
—Eu também, Cindy. – dou um sorrisinho meigo e assim que ela olha para Sirius, olho James e reviro os olhos. Ele ri de mim e me puxa para um beijo.
—Eu te adoro, Tetas. Do jeitinho que você é. – ele me diz.
O olho surpresa e sorrio de lado.
—Eu também te adoro, Jay. – lhe dou um selinho demorado, saboreando seus lábios macios. Senti uma cutucada no meu tornozelo e vi Mary me olhando e olhando em seguida para a entrada do Salão Principal. Emmeline vinha distraidamente e eu entendi o que Mary queria – Cindy. Pode desgrudar a boca da do Sirius? Em respeito a Chanel N°2? – mando calmamente enquanto Emms se aproximava.
—Achei que ela tivesse namorado.
—Ela tem, mas isso nunca foi um impedimento para Sirius. – dou de ombros e ele me chuta por debaixo da mesa. – To brincando. – rio olhando pra ele – Mas é sério. Desgruda a boca. – adiciono ficando séria de novo, fazendo James rir ao meu lado.
Emmeline se sentou ao meu lado e sorriu.
—Animadas pra festa do Jacques? – perguntou ela.
—Claro. Você não fala de outra coisa. – respondo com um sorrisinho – Eu e o James vamos.
—Vamos? – perguntou James fazendo careta – Eu não quero ir. – resmungou ele fazendo careta. O olhei franzindo a testa e notei uma troca de olhares dele com Sirius – Ele é um idiota, mauricinho, metido a sabe-tudo e eu não gosto dele, então não quero ir. – disse James.
—Isso é o que você acha, ou o que Sirius acha? – perguntou Emily, perspicaz e eu mandei uma piscadela pra ela.
—Addie. James não quer ir pra essa droga de festa. Nenhuma de vocês deveria ir pra essa droga de festa. – ralhou Sirius.
—Isso. Porque nós detestamos os Sonserinos. – disse Peter.
—Ei... eu sou da Sonserina, sabe? – perguntou Cindy.
—Eu entendo o seu ponto, Peter. – digo de sacanagem e Cindy dá uma risadinha revirando os olhos – Mas Jay é meu namorado e ele vai sim.
—Não vou. – resmungou James – Eu não quero ir. Aquele lugar é um acumulado de gente escrota. Olha o que aconteceu com a Mary!
—E com a Emily. – disse Frank bebendo suco. Mas Emily corou e bateu no braço dele.
—Ei!
—Nott passou dos limites com a Emily. – disse Dorcas, olhando feio pra mesa da Sonserina – Eu só iria praquela festa se fosse pra tocar o terror lá e destruir tudo!
—Hum... cala a boca, Meadowes. É da festa do meu namorado que estamos falando. E você não vai ser convidada. Pra ser convidada teria que nascer de novo umas cinquenta vezes até aprender que não é legal usar dentes de tubarão como brincos. Principalmente se são quatro dentes e isso deixa sua orelha esticada e caída, que nem a orelha de um cachorro. – resmunga Emmeline, me fazendo rir. Marlene a olha feio e estava para retrucar, mas eu falei antes.
—Você vai ir comigo, Jay.
—Não vou. – resmungou ele – Eu não vou ficar naquela festa, encarando aquelas pessoas que falaram um monte de merda sobre você pra mim.
—Um monte de merda ou um monte de verdades inconvenientes? – perguntou Tati, franzindo a testa – E até onde eu fiquei sabendo não foi nada de demais. Não é culpa da Addie se você é um frouxo que...
—Eu não sou um frouxo. – resmungou James enquanto eu me decidia se sorria para a Nº7 ou se brigava com ela – Pois saiba que eu e a Addie já... – mas ele se interrompeu quando Sirius pegou a faca e a fincou na mesa, perigosamente próxima do pulso de James.
—Já o que, Potter?
James olhou de Sirius, para a faca e então puxou o braço.
—Ok, Almofadinhas. Agora você está começando a me assustar. – riu ele – E eu e a Addie estamos dando uns amassos menos comportados... só isso...
—Tipo o que? – perguntou Sirius franzindo a testa.
—Meu amor, ele pode transar com ela na posição do cavalo da pata quebrada. Desde que ela não encarne o tinhoso de novo. – disse Frank fazendo praticamente todo mundo cair na gargalhada.
—Nº4. Você está encrencado no próximo treino. – ralhei.
—Worth it. – riu ele dando de ombros.
—Cindy, você sabe que eu não vou nessa festa e nem você, né? – perguntou Sirius olhando para ela. Cindy deu de ombros.
—Ok... mas você vai ter que me compensar. – riu ela.
—Com meu corpinho escultural. – riu ele.
Cindy riu de novo e o beijou na bochecha, recebendo um olhar fuzilador de Emmeline.
—Addie. Eu posso te oferecer o meu corpinho escultural pra você não ir? – perguntou James.
—Amor, você poderia oferecer o corpinho escultural do Rabastan e o do Adam ao mesmo tempo, que são muito mais esculturais que qualquer um aqui da Grifinória... – ralhou Emmeline – Que a Addie não iria deixar de ir! Ela é a minha melhor amiga!
—Eu sou muito mais escultural do que Lestrange ou o Cook. – resmungou James.
—Só se for nessa cabeça grande. – riu Lily, fazendo Dorcas e Marlene sorrir.
—Você está dizendo que eu não sou bonito e gostoso? – perguntou James, ofendido.
—Eu estou dizendo que o fato de você estar sendo um idiota a ponto de não querer acompanhar a namorada numa festa me faz ignorar a sua aparência. Afinal, aparência é o de menos. – respondeu Lily – O importante é você querer fazer algo pela Addie. Afinal ela é a sua namorada.
—Ninguém te perguntou nada, Evans. – resmungou Sirius.
—Na verdade ele me perguntou, Black. – riu Lily com um sorriso ácido – Cindy Gray lambeu tanto as suas orelhas que elas ficaram entupidas?
—OOoooooh! – falamos eu e Emmeline ao mesmo tempo, morrendo de rir.
—Bate aqui, ruiva! – riu Emmeline estendendo a mão para Lily, que bateu de volta – Adorei...
—Nada contra você, Gray. Você e seu irmão são muito legais. – disse Lily docemente – E é por isso que eu acho que você merece alguém melhor do que o superficial do Black.
—Não... – riu ela – Eu não ligo pro fato dele ser superficial. Eu só quero curtir. – riu Cindy – No dia em que eu cansar dele, a gente termina.
—Oooooh! – falamos eu e Emmeline ao mesmo tempo.
—Como é? – perguntou Sirius franzindo a testa.
—O que? – perguntou Cindy – Não é como se você estivesse apaixonado por mim. Só nos interessamos pelo que está por baixo do uniforme um do outro, não é? – riu ela. Sirius a olhou indignado, mas em um segundo deu de ombros, pois aquilo era uma verdade incontestável.
—Ok, ok... mas eu não vou. – resmungou James – Se eu olhar pra cara do Nott, do Yaxley ou do Lestrange eu vou... – ele socou a mesa e resmungou massageando o punho, fazendo Frank engasgar com a bebida.
—Vai o que? Bater neles e quebrar o pulso? – perguntou Emmeline.
—Jay. Nós dois sabemos que você vai ir pra essa festa. Pare de tanto drama. – ralhei.
—Eu não estou fazendo drama! Eu só não quero ir. Eu nem gosto daquele babaca, engomadinho, nerd, muambeiro e...
—Está falando de mim, Potter? – perguntou uma voz vinda de trás da gente. Nos viramos e vimos Jacques fechando a cara.
—Amoooor. – riu Emmeline ficando de pé para abraçá-lo – Eu estava justamente falando sobre a sua festa. Ela vai ser open bar, sabiam? E não vai ser só ponche, vai ter um monte de coisas. Não é, Jack?
—Isso mesmo. – riu ele passando o braço ao redor da cintura de Emmeline – E por conta disso, a festa vai ser exclusiva. Emmeline. – ele olhou para ela – Eu vou convidar apenas você, Addie e Mary. – Ele olhou para James com frieza – Eu não quero Potter, Lupin, Pettigrew, Sirius Black ou Longbottom na minha fes...
—Ou, Ou, OU! – ralhou Frank – O que eu te fiz? – perguntou ele franzindo a cara.
—Foi um babaca me acusando sem provas de ter enviado aquele colar para Valentine. – respondeu Jacques.
—Ah... mas... mas eu estava de cabeça quente... qualé, Burke. Pensei que éramos amigos.
—Eu não sei de onde tirou isso. – resmungou Jacques – Bem... é isso. Aqui está o seu convite, meu amor. – disse ele entregando um convite para Emmeline, a beijando com carinho no rosto – Te vejo lá, né?
—Espera ai. Você está dizendo que eu estou proibido de ir na sua festa?! – perguntou James. Revirei os olhos.
—Qual o problema? – sibilou Jacques – Não é como se você gostasse do mauricinho, nerd, engomadinho aqui, não é?
—Mas eu sou o namorado da Addie. Se ela está convidada, eu estou também, automaticamente!
—Não está. Não mesmo. – ralhou Jacques – Você não fica chateada, né, Addie? – perguntou ele gentilmente pra mim.
—Não, claro que não. James não queria ir mesmo. – digo sorrindo – Não vou obrigar ele a fazer algo que não quer.
E James me olhou indignado.
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