When We Were Young

127 Here, There And Everywhere


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOOO, MINHAS LINDAS CHANELS ♥ Quero agradecer imensamente pelos lindos comentários. Vocês que me fazem continuar, meus amores. Obrigada ;) Emmeline decidiu abortar no capítulo passado, sem contar para Sirius antes disso, será que isso terá alguma consequência? Sirius e Emmeline estão acabados para sempre? Sirius e Dimitre ainda tem alguma chance de amor? O QUE VOCÊS ACHAM? CRONOGRAMAAAAAAA: Próximo capítulo 07/09 com 10 COMENTÁRIOS e dia 10/09 com 5 COMENTÁRIOS. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ ENJOY ♥ Ps: Alguns diálogos desse capítulo entre os Marotos podem ser encontrados no pinterest, tipo prompt.

HERE, THERE AND EVERYWHERE

HOGWARTS

1977

7thYEAR

Alice franziu sua testa para aquela conversa que era muito sem sentido ou que na verdade tinha muito sentido.

Estava sozinha com os Marotos na Casa na Árvore e não podia acreditar nas coisas mais estúpidas que saiam da boca deles. Enquanto Adhara e Remus se isolavam na poltrona se beijando e Peter fumava um baseado se dividindo entre espiar Adhara e Remus e prestar atenção nos outros dois amigos, James e Sirius estavam em uma fervorosa discussão. Alice não fazia ideia de como eles começaram a falar sobre aquilo e na verdade nem queria saber estava um pouco carrancuda desde que recebeu uma carta de seu pai sendo um chato como estava sendo ultimamente.

—E se a única razão pela qual não podemos atravessar os espelhos.. digo, os que não são uma passagem… é porque nosso reflexo está nos bloqueando? — disse Sirius, com um cigarro entre os dedos. Ele olhou para todos com uma cara de “Pensem sobre isso”.

—E se eles estão nos protegendo? — falou James, com uma cara de quem sabe de tudo. Ele mirou Sirius com um olhar maluco. — E se eles sabem o que tem do outro lado e é doloroso e triste e estão tentando nos impedir de passar.

—Então, eu devo estar no lado errado do espelho. — riu Sirius, fumando o cigarro.

—Ou você é o reflexo…

—O que tem de errado com vocês? — indagou Alice. Eles nem estavam chapados, mas falavam como se estivessem.

—Pense, Alice. — disse James. — E se…

—Lobisomens tem pintos maiores que centauros? — Sirius os interrompeu, parecendo pensar muito na sua pergunta. Alice franziu a testa novamente e assim como James pensou.

—Provavelmente. — disse Alice. — Mas eu nunca conheci nenhum dos dois então não tenho como perguntar. — ela brincou. James e Sirius riram, mais de um jeito cúmplice.

—Estou deprimido. — falou James, jogando a cabeça para trás.

—Não está deprimido, só está entediado. — corrigiu Sirius. James bufou e fez um biquinho.

—Estou entediado e deprimido. — falou. Ele olhou para os lados. — Vamos fazer o Peter flutuar?

—Achei que nunca perguntaria, Prongs. — sorriu Sirius.

No momento seguinte, Alice ficou observando Sirius com um sorriso travesso segurar os braços de Peter que se esperneava para se soltar e James a alguns passos longe deles com a varinha apontada para Peter.

Alice sentia-se confusa quando olhava Sirius. Sempre o achou muito bonito, é claro, não era cega, mas nunca se sentiu atraída por ele. Nunca quis dar uns malhos com ele. Demorou, mas sempre foi Frank e transar com Sirius Black não estava em seus planos. Logo depois do que aconteceu ela estava com raiva dele e de si mesma e mesmo depois de descobrir que Peter havia os drogado ainda ficou com raiva dele, só que agora não se sentia mais assim. Não sentia mais aquela raiva, ele voltara a ser o mesmo amigo de antes e isso a deixava um pouco confusa, o que aconteceu entre eles quase acabou com sua relação com Frank, apesar de agora estarem mais fortes do que alguma vez já estiveram.

Se lembrava do medo que sentiu quando percebeu o que havia feito e o medo se propagou pelos dias de tensão até que Frank descobriu e ai sim o medo explodiu. Continuaram juntos, mas brigavam o tempo todo, era como se estivessem juntos sem realmente estar. E seu coração doeu de raiva quando depois de derem um tempo para ver se ainda queria ficar juntos, Frank estava dando uns malhos com uma americana, só que tudo isso passou e agora se amavam. Alice achava que até mesmo as relações amorosas entre pessoas que se amam a algum ponto algo pode dar errado e se o amor é verdadeiro e está forte o suficiente não vai passar de um obstáculo que passariam juntos. Esse definitivamente foi o maior obstáculo que enfrentaram, maior até mesmo de quando Alice apresentou Frank para seus pais e seu pai simplesmente o odiou. Achou que seu relacionamento acabaria por causa daquilo.

—Viajando, Alice? — escutou a voz risonha de Adhara. Ela tinha o rosto encostado na cabeça do namorado e sorria para ela.

—Não tanto quanto você está viajando na língua de Remus. — brincou Alice. Remus corou fortemente. — Frank me contou que vocês estão em uma maratona de sexo.

—Eles tem inveja que eu e Remus temos o melhor relacionamento do grupo. — brincou Adhara dessa vez. Peter gritou mais alto e James parecia pronto para lançar o feitiço.

—Porque acha isso? — indagou Alice, querendo ver o que a garota tinha para falar.

—Quatro meses de namoro e por enquanto sem traições, estando chapados ou sóbrios… — ela disse. Alice riu, fingindo não escutar Peter gritar o seu nome. — … ninguém bateu na cabeça de ninguém com uma pedra, ou fingiu trair por alguma razão idiota, e ninguém ficou atrás um do outro como um louco…

—Notou que a maioria das coisas que citou tem a ver com… — ela ia responder, mas Peter começou a berrar com o feitiço que James acabou lançando direto em sua cabeça. — … posso fazer uma pergunta pessoal para vocês? — ela perguntou. O casal assentiu, parecendo não notar os outros três berrando. — Porque nós andamos com esses três idiotas? — ela quis saber. Os dois sorriram se olhando.

—Bem…

—MINHA CABEÇA! AHHHHHHH! — berrou Peter, a cabeça dele começando a inchar como um balão, ele começou a bambear, mas seus pés começaram a sair do chão e Sirius se jogou agarrando a cintura dele.

—Merda! — berrou Sirius, flutuando se segurando em Peter. — Prongs!

—Ops!

—...eles não são tão ruins… — murmurou Remus, com um sorrisinho de lado um pouco duvidoso.

—MOONY! — berrou James, que segurava as pernas de Sirius que segurava a cintura de Peter, os três flutuando para o teto. — AJUDA! MOOOOONY!

—Estamos flutuando! — gritou Sirius.

Adhara estava gargalhando tanto que escorregou da poltrona para o chão e logo foi até eles pulando com a varinha na mão para tentar cutucar a bunda de James. Remus olhou para os três amigos e então para a namorada que parecia tão boba quantos os outros três, rindo alto e travessa.

Remus e Alice se entreolharam e ele suspirou.

—Sabe, algumas vezes eu me faço essa mesma pergunta.

—Espiando Lily Evans... você quer tanto entrar nas saias dela. — brincou Frank, da mesa de dividia com Alice, na aula de Feitiços. James bufou e parou de espiar Lily que estava sentada na primeira mesa. — “Querida, amo tanto você.” — ele riu e se virou fazendo sons de beijinhos e Dimitre se juntou a ele, da mesa do outro lado, os dois fazendo sons de beijinhos um para o outro.

—Eu quero ter uma barba. — comentou Peter. Sirius revirou os olhos para ele e levantou a cabeça que estava encostada no ombro de Remus, e virou-se para trás. Frank e Alice se viraram também já que estavam na mesa no meio deles.

—É como James e Lily, não é provável que aconteça. — ele disse. Remus riu se virando também para a mesa de Frank e Alice para ver Peter e James e atrás deles estavam Adhara e Emmeline. Peter cruzou os braços.

—Ei! — brigou James. — Não sei se você sabe, mas eu e Lily meio que estamos tendo algo…

—Sério? — indagou Frank chocado. Remus e Peter pareciam o mesmo. Alice estava achando graça de tudo aquilo

—O que aconteceu? — ela quis saber.

—Foi logo após a aula de poções, fomos os últimos a sair da sala, ela disse que eu podia chamar ela de Lily, que ela não brigaria e então nós… nos olhamos.

—Se olharam? Espero que tenha usado proteção, Prongs. — disse Remus. Sirius e Peter gargalharam e Alice e Frank o acompanharam enquanto James enfeitiçava bolinhas de pergaminho amassadas para voar no rosto deles.

Alice gostava de passar o tempo com a gangue. É claro que tinha amigos por toda a Corvinal, mas sempre se sentia melhor no meio de Frank e o resto dos amigos. Ela entrou naquele meio por causa de Frank, sabia disso, mas aos poucos foi tomando se próprio espaço dentro daquele grupo de amigos já cheio de vínculos. Ela gostava de todos, não tinha nenhum de quem ela não ia muito com a cara. Com o tempo conheceu e entendeu cada um, suas histórias, seus jeitos de pensar.

Ela gostava especialmente de James. Ele era simplesmente o garoto mais de boa que ela já havia conhecido. Não teve uma vez que o viu triste andando pelos corredores, estava sempre feliz. Ela o olhava nos olhos e sentia que ele estava feliz apenas por estar vivo. Sabia que ele podia ser muito idiota as vezes, azarando alguns sonserinos por ai, querendo sempre ser o centro das atenções. Mas se lembrava de uma vez logo depois que ela conheceu a Casa na Árvore pela primeira vez no quinto ano. Estava em um corredor vazio e Mulciber e Avery a encurralaram, começaram a rir dela, tocar a saia dela e Alice viu James virando o corredor, o viu tocar na varinha, só que ele ficou parado e Alice sabia porque, ela mesma já estava com a varinha na mão e os sonserinos não esperavam as azarações que os atingiram bem na cara. Ela olhou James no final do corredor com a varinha já guardada e ela entendeu que ele não a havia ajudado pois sabia que Alice podia se defender sozinha. Gostou tanto disso. Seu pai sempre a via como uma boa bruxa, mas uma ótima mulher que teria um bom emprego em algum departamento entediante de Ministério e casaria e cuidaria dos filhos, mas Alice era muito boa e sentia que muitas pessoas não viam isso e quando notou que James viu mesmo a conhecendo tão pouco a fez muito bem.

Escutou risadas quando James com a varinha em punho fez uma bolinha de pergaminho entrar na boca de Sirius. Ela viu o Black cuspir a bolinha e sacar a varinha para fazer chifres crescerem na cabeça de James. Eles estavam rindo, prontos para começar um duelo cheio de azarações, mas Remus interveio dando uma detenção para os dois com um sorrisinho maroto no rosto. James deu um berro e se recusou começando a fazer um escândalo. Todos estavam acostumados com isso.

—Retire essa detenção ou eu juro que subo nessa mesa e começo um escândalo. — falou James se curvando sobre Frank para olhar na cara de Remus.

—Faça isso e eu adicionarei mais uma detenção. — disse Remus, pegando seu bloquinho de monitor para preencher o fomulário de detenção.

James sempre cumprindo suas promessas. Subiu na mesa que dividia com Peter, chamando a atenção. Ele começou a berrar com Remus.

—Depois do último período vamos nos encontrar nas cozinhas? — Alice escutou Frank perguntar em seu ouvido. Ela sorriu, enquanto James estava em cima da mesa fazendo um escândalo.

—Claro.

Alice fez cócegas na pêra e assistiu se contorcer de rir e se transformar em uma maçaneta verde. Antes de entrar desviou de Pirraça que passava por ela cantando. Ela entrou e viu elfos passando correndo por ela. Alguns lavando panelas do tamanho deles, outros cozinhando e viu alguns levando doces até uma mesa. Alice percebeu Sirius ali sentado, bebendo Água de Gilly e comendo um bolo que um elfo havia acabado de trazer, ele parecia não ter a notado, com algo na mão que Alice conseguir ver que era uma foto trouxa, pois não se mexia.

Andou calmamente até lá e parou em frente a mesa que ele estava sentado, só então Sirius a notou. Alice se sentou em frente a ele e pegou um pedaço de bolo, sem pedir permissão.

—Quem é? — ela indagou. Sirius olhou a foto novamente e a guardou dentro da capa.

—Ninguém importante. — ele murmurou, dividindo o garfo com ela.

—Qual é? — ela disse. — Você tem andando estranho. — comentou. Sirius deu de ombros. — Soube que James conseguiu ficar quatro meses sem ganhar nenhuma detenção.

—É, parece que ele esqueceu quem ele é. — disse Sirius, como se não ligasse.

Alice franziu a testa. Sirius era uma pessoa tão complicada. Ele parecia ter tantos sentimentos dentro de si que parecia a ponto de entrar em colapso. Conseguia se lembrar de alguns toques dele se pensasse sobre a noite em que ficaram, mas ela nem pensavam naquilo então não eram memórias constantes, mas tinha lapsos de memória quando ele a abraça quando a via ou quando se olhavam por muito tempo e ela não sentia nenhuma vontade de repetir, nem tinha sentimentos confusos. Estava muito certa sobre o que queria. Queria Frank para a vida toda. Sirius percebeu que ela o encarava e ergueu os olhos de sua caneca com Água de Gilly e deu um sorriso. O sorriso Sirius Black de “você não me conhece e nunca vai me conhecer.” Ele e Adhara tinha esse sorriso em comum e olhar que lhe davam como se soubessem todos os seus segredos. Talvez fosse uma coisa Black, todos esse mistério em volta deles.

Pegou mais um pedaço de bolo e levou até sua boca. Colocou a mão em sua própria nuca sentindo como o cabelo estava ficando grande novamente. Ela gostava de deixá-los bem curtos, no corte majoritariamente usado por homens.

—Meu pai me mandou uma carta. — comentou Alice. Aceitou um Pudim Caramelado que um elfo trouxe para ela correndo. — Ele não aprova meu relacionamento com Frank.

—Porque? — indagou Sirius. — Frank é um máximo. — ele murmurou, roubando o pudim.

—Ele acha que Frank… ele pegou a gente fumando salvia no meu quarto. — contou Alice. — Ele quer fingir que eu não faço minhas próprias escolhas e botar a culpa toda no meu namorado.

—Faça como eu! Não tenha pais. — sugeriu Sirius. Alice sorriu, mas revirou os olhos.

—Os Potter não te adotaram? — ela perguntou.

—Sim, mas eu não sou o filho deles… — disse Sirius.

—E os avós de Addie?

—Quer me provar alguma coisa, Alice? — ele riu.

—Só estou dizendo que você tem uma família agora. — disse Alice. — E pare de roubar meu pudim! — ela falou, batendo na mão dele. — Eu também acho que você sente falta de Emmeline. — comentou. Sirius revirou os olhos para ela. — Ou pelo menos sente falta de algo.

—Eu não sinto falta dela. — ele respondeu. — Eu vejo ela todos os dias.

—Você sabe o que eu quis dizer. — ela replicou. — Talvez você sinta falta de Dimitre.

Sirius deu de ombros, como se não ligasse para a opinião dela. Ele fazia muito isso. Sempre parecendo que não ligava para os outros, sempre com um ar e uma cara de entediado que praticamente dizia “sou legal de mais para andar com vocês”. Só que Alice tinha uma teoria que Sirius e Emmeline no final de tudo acabariam juntos, como se fossem destinados um para o outro. Frank achava ridícula sua teoria, achava que Sirius acabaria sozinho, cheio de sobrinhos, morando com James e sua esposa, para sempre sendo o tio legal da gangue. Já Dorcas dizia que Sirius acabaria ficando com Dimitre no final, porque quando eles ficaram juntos foi quando Sirius ficou melhor. Ficaram em silêncio por um tempo. Uma coisa que ela havia notado em Sirius é que com ele se ele estivesse tagarelando demais era porque tinha algo errado e se estava quieto era porque estava tudo bem. Isso a fez ficar confusa porque ele estava quieto, só que dessa vez não parecia bem. Como se toda a faladeira estivesse em sua mente.

—Já notou que existem coisas que você nunca ao menos pensou sobre, mas que poderiam te machucar muito, mesmo que não soubesse que te machucaria…

—Eu nunca havia pensado sobre abobrinha e quando eu comi quase vomitei. — prometeu Alice. Sirius revirou os olhos com um sorriso, sabia que Alice estava sendo boba de propósito. — Sabe o que eu acho? — ela indagou. — Um dia desses você vai quebrar seu coração, Sirius Balck. — disse. Sirius continuou com o sorrisinho.

—Ninguém quebra meu coração.

—Oi-e.

Os dois se viraram para Frank que estava caminhando até eles com a mão nos bolsos. Ele tinha um sorriso no rosto e parou em frente a eles.

—Um pouco de pudim para o meu pundinzinho? — ofereceu Alice, brincando. Frank que vivia fazendo esse tipo de brincadeira e a chamando de nomes melosos o tempo inteiro.

—Não, obrigado. — ele sorriu. — Sobre… o que conversavam?

—Corações quebrados, Frankenstein. — respondeu Sirius, se levantando, ele sorriu para Frank. — Ali tem um armário cheio de panelas enormes e alguns insetos Bandinhos e não dá pra ficar lá muito tempo antes que algum elfo invada, mas… aproveitem. Vejo vocês depois. — ele piscou, com um sorriso meio maroto.

Frank e Alice observaram Sirius sair da cozinha, ignorando os elfos que corriam atrás dele com pequenos ovos de dragões e cérebros de melancia. Frank se sentou preguiçosamente ao lado dela pescando sua colher para roubar um pouco de seu pudim. Alice sorriu se escorando no namorado, vendo elfos fazerem massas voarem na frente deles e se juntarem para formar um strudel, enquanto outros elfos faziam pratos se lavarem sozinhos.

—Está especialmente bonita hoje, Mary Alice Frankenstein. — disse Frank. Alice sorriu fazendo uma mesura. Já que no filme de A Noiva de Frankenstein, a noiva não tinha realmente um nome foi esse que eles usaram para apelidar já que a atriz interpretou Mary Shelley no filme também. — Está afim de usar aquele armário? — ele indagou, com um sorriso safado.

—Está me pedindo para lhe pagar um boquete?

—Eu? Claro que não, mas já que ofereceu...

Remus sorriu ao receber um beijo na bochecha de Sirius que em seguida se encostou nele, afastando Adhara com as mãos. Alice estava caminhando para se sentar ao lado deles na mesa da Grifinória e foi recebida com sorrisos. Sentiu Marlene a abraçar pelo braço contando sobre como Lily havia dado detenção a sonserinos que mexeram com Dimitre. Só que ela não prestou muita atenção, ela estava olhando o sorriso que Remus mantinha no rosto, vendo Sirius com a cabeça deitada no ombro dele e Adhara fazendo torradas para os dois.

Alice não entendia ele muito bem. Ela gostava de conhecer a pessoa e entender seus motivos para tudo. Não conseguia isso com Remus. Sentia que havia algo muito maior por trás dele, muito maior mesmo. Não entedia porque ele parecia estar embaixo de uma nuvem de solidão, porque ele vivia fazendo piadas autodepreciativas como se ele não merecesse atenção e carinho de pessoas em geral. Sempre que ouvia meninas do seu ano conversando no banheiro e elas estavam falando sobre meninos, sempre falavam sobre Remus Lupin, como ele era fofo, gentil, uma gracinha, algumas até diziam que tomariam uma atitude se não fosse por Adhara Black. Elas diziam isso desde os primeiros anos. Então, por isso Alice não entendia como ele parecia se sentir como se fosse o pior de todos os garotos, como se não pudesse ser melhor que alguém em algo. Quem parecia entender isso era os Marotos, Adhara ainda mais. Eles tinham essa estranha conexão entre eles.

—Alice. — ela escutou a voz de Adhara. — Eu sei que meu namorado é simplesmente muito gostoso, mas poderia parar de encarar, por favor? — ela brincou.

Alice piscou algumas vezes e riu de volta junto com ela, parando de encarar Remus que sorria para ela um pouco corado, talvez por Adhara ter usado a palavra “namorado” e “gostoso” na mesma sentença e as duas palavras eram sobre ele. E Sirius encostado em Remus nem parecia estar ligando para o que acontecia em sua volta, sempre com aquele ar entediado.

—Só… vocês são o novo casal feliz. — disse Alice, fazendo um biquinho só de brincadeira. — Todos odeiam vocês, parabéns.

—Obrigada. — disse Adhara. — Tenho certeza que você não está nem um pouquinho com inveja.

—Eu e Frank logo tomaremos de volta o nosso posto. — replicou Alice. — Nós sempre fomos o melhor casal.

—Desde quando?

—Desde que nenhum dos relacionamentos do Sirius com qualquer pessoa foi saudável, ou o seu relacionamento com James no quarto ano que nem ao menos conta, e com certeza o breve relacionamento de Remus e Emily conta menos ainda porque todo mundo sabia que Remus estava apaixonado por outra pessoa…

—Addie e Adam. — sugeriu Marlene, comendo batata assada. — Todo mundo odiava o relacionamento feliz deles.

Alice olhou para Adhara esperando uma reação dela. Adhara sorriu parecendo se lembrar.

—Verdade. — ela disse. — Mas provavelmente iríamos terminar um tempo depois… Remus ia surtar uma hora e se declarar para mim e eu acho que não conseguiria resistir. — ela riu, o beijando no canto da boca.

—Peter e Mary. — sugeriu Remus.

—Ela morreu. — lembrou Marlene.

—Michelle e Dorcas. — disse Alice. Naquela hora James chegou com Peter se gabando da detenção que havia dado aos irmãos Carrow.

—Até elas namorarem escondido, até ficarem juntas... Dorcas apanhou, Michelle beijou Remus. — lembrou Marlene. Alice e os outros assentiram.

—Do que estão falando? — indagou James, curioso, catando coxas de frango e colocando em seu prato.

—Casais felizes. — respondeu Alice. — Adhara e Remus assumem o posto agora, mas logo eu e Frank teremos de volta. — ela disse. — A não ser que você e a Senhora Lily Evans engatem em um namoro e virem o melhor casal, é claro. — ela riu.

James corou e ele não era de corar, por isso todos na mesa gargalharam e começaram a zombar de sua cara.

—Acho que o melhor casal é quem possui o “en”. — sugeriu Peter. Alice franziu a testa.

—O que é um “en”?

—Uma espécie de ligação mágica. — respondeu Remus, ele olhou Adhara de lado que o encarava curiosa. — O sentimento mais forte que aquelas duas pessoas podem sentir que dura para todo o sempre… quando estão juntos é como se estivessem inteiros. — ele disse.

—Pode ser romântico, com sua alma gêmea ou pode ser fraternal. — completou Peter.

—Como James e Sirius? — indagou Adhara, em um tom brincalhão. — Todo mundo sabe que eles só não se pegam porque James é hétero pela Lily. — ela disse. James gargalhou escandaloso e jogou seus braços pelo ombro de Sirius tentando-o beijar na boca.

Marlene deu um suspiro apaixonada, olhando a comida. Apoiou seu queixo na mão e sorriu.

—Eu quero encontrar o meu “en”. — ela disse.

—Nem todo mundo tem um “en”. — comentou Remus. — É algo bem único. — ele disse, parecendo tímido, ele olhou para Adhara. — Digo… você é o meu “en”, Adhara, mesmo que eu não tenha um “en”. Mas tudo bem se eu não for o seu.

Alice e Marlene se entreolharam e deram risadinhas vendo Peter já estar distraído com a comida, James e Sirius fingindo ser um casal e Adhara encarando o rosto de Remus como se só ele existisse naquele salão.

—Está bem. — ela respondeu. E Alice notou o rosto de Remus vacilar, mas ele continuou com o pequeno sorriso, então Adhara tocou a mão dele e entrelaçou seus dedos. — Porque afinal você só é minha alma gêmea, não é? — ela disse.

—Bastardos sortudos. — murmurou Marlene, escutando os sons dos beijos de Adhara e Remus.

—O que? — Alice perguntou.

—Eles acharam o amor verdadeiro. — ela disse. — Isso é muito difícil de se achar.

—Levanta a perna! — disse Frank. Alice gargalhou e levantou uma das pernas, sentindo o namorado passar o braço por debaixo do seu joelho e puxar sua perna ainda mais pra cima. — Porra. — ele bufou.

—Como as pessoas fazem isso? — gargalhou Alice, se segurando nas pratilheiras daquele Armário de Vassoura. Frank estava rindo também e tinha acabado de abaixar as calças, deixando elas caírem aos seus pés.

—Tem que ter técnica. — ele disse, puxando a calcinha de Alice para o lado. Ele finalmente estocou dentro dela, enfiando até o quanto conseguiu.

Os dois se encararam com sorrisos divertidos no rosto e Alice abraçou o pescoço dele, o achando lindo com seus cabelos um pouco lisos, um pouco encaracolados e o beijo no queixo, a barba por fazer fazendo cócegas em seus lábios. Frank começou a se mexer estocando dentro dela, se adaptando a aquela posição, as duas mãos apoiadas na parede com o corpo de Alice no meio, sua perna em cima de um de seus braços. Alice gemeu alto e subiu a outra perna, abraçando a cintura de Frank. Ele foi forte o suficiente para segurar sua bunda com as duas mãos e continuar a meter dentro dela.

Tão quente. Tão afobado.

Esqueceram como aquele local era desconfortável e como aquela posição não deixava-os sentir tudo que podiam sentir. Apenas aproveitaram um ao outro, porque no final de tudo o que importava era um ao outro e não todo o resto.

—Frankie. Frankie. — gemeu Alice. — Não acredito que me tirou das rondas de Monitora-Chefe para isso. — ela disse, gemendo. Ele sorriu a beijando no pescoço, mas então escutou um choramingo vindo dela e ergueu a cabeça. Alice parecia que queria chorar.

—Alice? — ele deixou as pernas dela caírem no chão e depressa puxou suas calças para cima. — O que aconteceu?

—Meu pai. — ela suspirou. — De manhã ele me mandou uma carta… se não terminarmos ele vai me mandar para Ilvermorny…

—Mas falta apenas meses para…

—… eu sei. Então, ele disse que iria me deserdar porque não quer ter nada a ver comigo se eu continuar com você e ficar grávida que nem minha prima Leh ficou.

—Seu pai é um babaca. — disse Frank. Ele abraçou a cintura de Alice e a beijou na testa. — E não importa. Você vai ser uma ótima Auror e ganhar seu próprio dinheiro…

—Aprendizes de Auror tem um salário bem de merda. — disse Alice.

—A gente dá um jeito, Alice. — ele disse, segurando o rosto dela com as duas mãos. — Podemos alugar um flat pequeno e… fazer alguns bicos, se casar e…

—O que? — interrompeu Alice. Sentindo o coração batendo muito forte. Frank arregalou os olhos e deu um passo para trás.

—O que?

—O que… você disse?

—Eu não disse nada. O que você disse?

—O que? Frank...

—Não podemos ser vistos… Peter! — escutaram vindo do lado do Armário de Vassouras. — Eu… acho que deveríamos parar, está bem?

Frank e Alice se entreolharam chocados demais pois reconheciam aquela voz muito bem.

—Não é possível. — sussurrou Alice. Ela abaixou a saia e ajeitou a calcinha. Abriu a porta devagar e lá estavam, do outro lado do corredor. Peter centímetros mais baixo do que Emmeline tentando beijá-la, apesar dela não parecer muito interessada o deixou beijá-la por alguns segundos.

—Pelas barbas de Merlin! — berrou Frank, não se aguentando.

—Droga, Frank! — brigou Alice, olhando para os lados, preocupada que o Filch fosse aparecer e ela tivesse que dar detenção para o namorado e os amigos, pois era a única com permissão para sair depois do horário. Frank não ligou, a boca aberta em choque, assim como os outros dois. Emmeline estava corada como nunca tinha ficado antes, os olhos arregalados em terror e Peter tinha um sorriso no rosto, como se dissesse “Isso mesmo eu estou comendo Emmeline Vance”. Alice olhou a todos, muito chocada para fazer um comentário, diferente do namorado que parecia que desataria a falar a qualquer instante.

—Que porra é essa? — berrou Frank novamente, apontando para os dois. — O que… desde… o que…. que porra é essa?

—O que exatamente vocês viram? — indagou Emmeline, comprimindo os lábios dela.

—Línguas, mãos. Suas, dele. — disse Frank e fez uma careta. — Foi horrível.

—Merda. — murmurou Emmeline. Ela mirou Peter ao lado dela e depois Frank e Alice. — Ahn… nós… é nada. — ela disse. — Sério, é realmente nada.

—Vocês estavam se atracando… — murmurou Frank, boquiaberto.

—Não parecia que era nada. — comentou Alice, também muito atônita.

—É nada. — repetiu Emmeline, mais alto dessa vez. — Eu e Peter… é nada, sempre vai ser nada.

—Como assim? Nós somos “nada”? — disse Peter, parecendo confuso.

—É claro! O que achou que isso era? Só estávamos… fodendo.

—É Emmeline, Peter. — disse Frank, como se Peter não estivesse olhando a garota a seu lado. — Ela é apaixonada por Sirius ou era... isso é demais pra mim! Eu vou pra cama! Uma boa noite para vocês. — ele disse, saindo andando.

—Frank...

—Eu disse boa noite! — ele berrou.

Alice riu e voltou a olhar Emmeline e Peter, mas Peter também saiu olhando feio para Emmeline.

—Não conte a ninguém, está bem? — pediu Emmeline. — Por favor, Alice.

—Não irei contar. — prometeu Alice. Emmeline sorriu a agradecida e também caminhou para longe, provavelmente para voltar para o Salão Comunal.

Alice riu sozinha da confusão que seus amigos eram, mas não pode deixar de pensar no que Frank havia dito alguns minutos antes dentro daquele apertado Armário de Vassouras. Estava confusa sobre o que sentia ao ouvir aquelas palavras, queria conversar com ele sobre. Esquecer seu pai e seu ridículo testamento o qual ele havia tirado o nome dela. Queria esquecer que provavelmente estaria completamente sem dinheiro quando se formasse, sem lugar para dormir. Queria focar nas palavras de Frank e tudo daria certo eventualmente.

Sabia disso.

—Estou completamente chocada.

Alice se virou e viu Marlene parada na esquina do corredor ao contrário do que todos tinham saído andando. Ela estava se abraçando com uma capa do uniforme, pelo frio de Janeiro e parou ao lado de Alice.

—Onde estava?

—Biblioteca. — respondeu Marlene, com um sorriso. — Emmeline e Peter, hã? Não esperava por essa e você? — ela mudou de assunto.

—Nunca. — disse Alice. — Achava Remus e a Lula Gigante um casal mais em potencial do que esse dois.

Marlene gargalhou, achando muito divertido aquilo tudo.

—Eu já vou indo. — ela beijou Alice na bochecha. — Te vejo amanhã.

Marlene andou praticamente saltitando. Alice franziu a testa, pois a biblioteca estava fechada, então qual seria a razão pela qual Marlene quereria entrar lá sem permissão depois do horário. Não sabia qual era a razão disso, mas imaginava que tinha a ver com o fato da capa que ela estava usando não era da Grifinória e sim da Sonserina.

Alice terminou de escrever a carta e sorriu. Estava completamente decidida do que faria. Ela não precisava do dinheiro do pai ou do teto dele, se era assim que seu pai queria, era assim que iria ser. Iria se tornar uma muito bem sucedida Auror, teria sua própria casa, depois da guerra tiraria férias e viajaria o mundo com Frank, viveriam as maiores aventuras e então depois quem sabe filhos e depois viajar com eles também. Nunca parar de fazer coisas e mais coisas para viverem intensamente. Ela conseguiria tudo que quisesse, só precisava batalhar para isso. Poderia ser muito difícil, poderia perder seus amigos, poderia perder Frank, poderia morrer, tudo de uma hora para outra, mas ainda assim anda a impediria de mostrar ao seu pai que ela iria ficar muito bem por si só. Que iria ser brilhante. Endereçou a carta ao seu pai e deu a coruja que estava em seu ombro. Sorriu vendo a coruja voar para fora do Salão Principal.

Agora só faltava pedir Frank em casamento.

Escutou uma gritaria vindo da Mesa da Grifinória e se levantou, se mudando para lá. Sentou-se ao lado de Peter que a encarou de lado por um momento e voltou a prestar toda a atenção em James. Cochichos vinham da Mesa da Corvinal, mas Alice não virou para trás, já havia escutado pelo próprio Salão Comunal que suas colegas de classe estava falando sobre como ela aprecia mais uma grifinória do que uma corvina e que deveria mudar de uma vez de Casa.

—INFERNOOOOO! — esgoelou James, batendo na mesa. — Você me diga, Wormtail, me diga se eles fizerem qualquer coisa contra você…

—Prongs, pare de fazer escândalo. — pediu Remus, em um tom reprendedor.

—Como você quer que eu não faça um escândalo? HEIN, ALUADO? — ele berrou novamente. Remus suspirou, como se desistisse, com um sorriso. Sirius bufou ao lado dele.

—O retardado está certo, Wormtail. — disse Sirius, apontando para James que deu um berro. — Se eles fizerem qualquer coisa, nós vamos dar um jeito neles.

—O que aconteceu? — indagou Alice, curiosa.

—Peter ficou no grupo dos sonserinos. — respondeu Adhara. — McGonagall não deixou todos fazermos o trabalho juntos, então ela tirou Peter e o mandou para o grupo da Sonserina.

—E agora eu vou ter que me encontrar com eles pra fazer esse trabalho que vale metade da nota…

—E ajuda muito nos NIEMS, então não, James, ele não pode sabotar os sonserinos. — disse Remus.

—ISSO É UM ABSURDO, MAS QUE MERDA! — berrou James, se levantando tamanha a indignação.

—Pettigrew, depois passa na Mesa da Sonserina para batermos um papo. — escutaram Lestrange falar, maldosamente quando passou. James quase se levantou para azará-lo, mas quando viu Lily chegando no Salão Principal desistiu.

—QUE INFERNO!

—Você é muito lindinho e por isso as pessoas nunca mandaram você calar a porra da sua boca. — disse Alice. — Então, cala a porra da boca e sente na merda da cadeira. — ela falou, puxando James para sentar novamente. O outros riam e James sorriu maroto.

—Me acha lindinho?

—Pare de me olhar desse jeito. — escutou Emmeline dizer, fumando um cigarro, um braço sobre a barriga, uma perna encostada na parede de pedra.

—Não estou te olhando. — respondeu Alice, se encostando ao lado dela. Emmeline a ofereceu o cigarro, que Alice aceitou tragando em seguida.

—Eu e Peter. — ela suspirou e rolou os olhos. — É realmente nada. — disse. — Não era antes e agora muito menos.

—Porque?

—Porque eu engravidei do Sirius e abortei… — contou. Alice se virou para ela completamente abismada. — E… acho que isso fodeu com a cabeça dele e Peter… ele só não é nada importante agora, entende? É Sirius, sempre foi e de algum jeito vai sempre ser, porque eu o amo com todo meu coração despedaçado, porque por ele eu traio, eu minto, eu viro uma vaca. Amor não deveria te foder desse jeito, mas o que fazer quando quem você ama é fodido? E eu o fodi mais ainda agora.

—Emme…

—Eu abortei nosso bebê e nem contei para ele. — ela disse, pegando o cigarro da mão de Alice e tragando com força. — E isso só me deixa mais confusa, porque apesar de tudo isso Sirius pode nunca ter sido o amor da minha vida! Tudo é sempre tão intenso, Alice, você é tão sortuda, tão sortuda, sabia disso? Você e Frank passaram por uma merda e superaram, vocês… são para sempre, são para o caralho da eternidade.

—Emmeline! — ela segurou, a mão da amiga. — Tudo vai ficar bem…

—Não pode dizer isso. — cortou Emmeline, voltando a tragar o cigarro. — Sirius pode nunca me perdoar. Eu posso nunca encontrar o amor da minha vida. Nós podemos todos morrer amanhã! Você não sabe se vai tudo ficar bem…

—Tudo bem. — disse Alice. Ela sorriu para amiga. — Então, tudo vai acontecer do jeito que deve acontecer. Melhor assim?

—Bem melhor.

—Merda. Você tem Chá de Lua, Alice?

—Bom dia.

Alice sorriu para Adhara que parecia agitada na frente dela.

—É só que eu e Remus esquecemos a camisinha da última vez no Natal e eu não tenho nenhum Chá de Lua. — disse Adhara, passando a mão no cabelo. — Lily é uma virgem, Emmeline está usando camisinhas também agora, Marlene anda fazendo celibato desde Sirius, Emily desde Rabastan e Dorcas é uma lésbica. Preciso de você.

—Uau. — murmurou Alice impressionada. Estava sentada para o café da manhã na Mesa da Corvinal. — A última vez foi no Natal? Isso faz tipo uma semana…

—Engraçadinha. — resmungou Adhara. — Você tem? — indagou, com um biquinho no rosto.

—Eu acabei de pegar um estoque com o Burke. — disse Alice, pegando a mochila. Adhara sorriu animada.

—Estoque, hã?

—Estou planejando algo para o Frank. — sorriu Alice, ela mordeu o lábio, tirando o frasco da mochila. — Eu… vou pedir ele em casamento porque podemos morrer amanhã.

Adhara arregalou os olhos, aceitando o frasco de Alice. Ela abriu um sorriso despejando o Chá de Lua no suco de abóbora.

—Vocês vão ser muito felizes juntos, Alice… se não morrerem amanhã, é claro. — ela brincou.

Alice riu e James chegou na mesa afobado, alargando a gravata do pescoço.

—Eu… Lily está… ela me chamou de Jay! Pelo amor de Merlin, ela riu, tocou meu braço e me chamou de Jay! — ele disse, tudo muito rápido. — Acho que vou enfartar. — ele pegou o suco de abóbora de Adhara e bebeu tudo de uma vez, antes que as duas meninas pudessem protestar.

—Porra, James! — brigou Adhara. — Parabéns, idiota, agora você não pode ficar grávido. — ela bufou, pegando o copo para ver que ele não tinha deixado nem uma gota sequer. Alice riu e James olhou as duas confuso. Então ele sacou o que havia acontecido e riu.

—Melhor sempre se precaver, certo? — ele riu. — Vamos temos treino de Quadribol. — ele disse, enfiando uma torrada na boca e puxando o braço de Adhara.

—O que? Droga, Alice, guarde algum Chá de… Estou indo, James, para de me puxar!

Alice observou James arrastar Adhara para fora do Salão Principal e voltou a comer. Ela olhou a Mesa da Grifinória e viu ali Emily encarando a Mesa da Sonserina. Alice olhou para trás e viu que Rabastan Lestrange estava lá, encarando Emily de volta. Franziu a testa ao ver Peter no meio de Amycus e Rabastan meio encolhido, mas tinha um sorrido no rosto como se estivesse gostando de estar lá ou de estar fazendo aquele trabalho com eles. Voltou a olhar para frente e Marlene ao lado de Dorcas também olhava para o mesmo lugar que Emily. Alice ficou chocada ao se virar e ver que Regulus Black encarava Marlene de volta. Novamente voltou seu olhar para frente, chocada, Sirius e Emmeline estavam lado a lado, os braços encostando, mas não se falavam. E Lily estava ao lado de Emmeline brincando com a comida, parecia exatamente como Emily, pensando sobre amor. Alice revirou os olhos. Todos eram tão complicados e tão apaixonados. E todos podiam morrer amanhã.

Ela bufou para aquilo tudo e se assustou quando Dimitre sentou a sua frente.

—Ei, o que faz aqui sozinha? — ele indagou, com um sorriso alegre.

—Pensando. — ela disse. — Todo mundo parece apaixonado e todo mundo pode morrer amanhã, Dimitre, já notou?

—Um passeio pelo gramado depois de uma boa sopa quente, não há coisa melhor. — suspirou Alice felizmente, entrelaçando a mão na de Frank.

—Desculpe ter ficado um pouco ciumento com você e Sirius. — disse Frank, a fazendo parar no meio do gramado a pouco metros de distância do castelo. — Digo… eu não te contei que estava com ciumes, mas eu fiquei quando vi vocês dois juntos nas Cozinhas. Mas, eu confio em você, Alice.

—E eu confio em você, Frankie. — ela disse.

—Alice. — disse Frank, pegando na mão dela. Ela sorriu para o namorado e apertou a mão dele. — Quando nos conhecemos, você me disse… “Meu nome é Alice, sabe o que ele significa? De qua-li-da-de… — ele imitou a mesma voz petulante que ela fez quando eles tinha onze anos. Alice riu, se lembrando disso. — … ou seja, boa demais para você.” — ele sorriu, fazendo um carinho na mão dela que segurava. — Eu sei que estava brincando, mas aquilo ficou na minha cabeça e por dois anos fiquei atrás de você tentando provar com toda a minha capacidade de alguém de doze anos que você podia ser minha namoradinha. — ele disse, fazendo Alice rir. Frank pensou no quanto podia escutar aquela risada meio escandalosa que ela dava para sempre. — Mas demorou outro dois anos para que ficássemos juntos…

—Eu demorei para te enxergar de verdade. — falou Alice, abraçando o pescoço do namorado, distribuindo beijinhos pelo rosto dele. — Mas ainda bem que enxerguei. Eu amo você, por isso eu estou planejando algo tão… o que está fazendo?

Ele sorriu.

—Isso é bom.- disse se ajoelhando em apenas um joelho. Alice arregalou os olhos quando viu uma caixinha sair do bolso de Frank e flutuar até ficar em frente a ela, aberta, mostrando um maravilhoso anel de noivado. — Porque para ter uma vida melhor, eu preciso do meu amor aqui… você. — disse. Alice tinha uma mão sobre a boca, parecendo desacreditada que aquilo estava acontecendo de verdade. — Eu te quero em todo lugar, porque sei que quando estou com você não tenho que me preocupar, Alice. — falou, com o sorriso mais lindo e sincero que Alice já o viu dar algum dia em sua vida. — Eu te prometo que vou estar com você… aqui, lá e em todo lugar. — falou. Frank sempre foi muito emotivo e Alice viu lágrimas descerem pelo rosto dele, como se fosse ela que estivesse propondo a ele e não ao contrário. — Meu amor…

—Sim. Mil vezes sim! — ela disse, com o maior sorriso que poderia dar. Frank colocou cuidadosamente anelar em seu dedo. — Meu Merlin, como eu te amo! — ela falou, o puxando para cima para lhe lascar o maior beijo.

Escutaram gritos entusiasmados e se separaram o suficiente para ver os meninos pendurados em uma janela do castelo. Sirius fazia barulho de beijinhos com Peter. Remus soltava pequenas explosões de cores no ar. Dimitre e James berravam, fazendo um total escândalo berrando o nome deles e torcendo.

—Contei aos meninos antes. — murmurou Frank. Alice sorriu de lado e o beijou no canto da boca. — Pedi para ficarem longe enquanto eu pedia… acho que isso foi o mais longe que conseguiram ficar.

—Frank Longbottom… — ela sussurrou, segurando o rosto dele com carinho, ainda escutando os gritos animados dos seus amigos. — … você é perfeito para mim. Sabia disso?

—Sempre soube.

Notas finais
FRANK E ALICE TÃO NOIVOOOOOOOOS ♥ Nunca tivemos um capítulo do ponto de vista da Alice. Gostaram? Agora mais gente ta sabendo de Emmeline e Peteeeeer. E o que acham Sirius é o amor da vida de Emmeline? Ou ela só não o encontrou ainda? PRÉVIAAAAAAAAAAS: 1º: " - Mas… quando vocês dois ficaram juntos, aliás? - ela perguntou apontando para Peter e Emmeline." 2º: "- Se você não pode contar isso a sua melhor amiga, talvez não seja estranho e sim uma completa merda." 3º: "-Sirius e Remus são… danificados." 4º: "-Senti falta do seu calor. - murmurou Dimitre, abraçando Sirius. 5º: "-Você é um idiota, Wormtail. - Peter escutou a voz parecendo estar em sua cabeça e assentiu. - Você estava fodendo a garota errada. Você ainda ama Mary." 6º: "-Você sempre tem razão. - murmurou Peter, contra a própria vontade. - Você e a porra do seu primo. Droga, vocês sempre têm razão." 7º: "- Eu vou acabar com você, seu rato gordo do caralho!" 8º: "-Eu gosto que você me olha como se eu fosse a única coisa que merece sua atenção nesse momento. —E quem disse que você não é?" 9º: "- Me chame para sair novamente, James." SERÁ QUE JILY AGORA ROLA?????????? EMMELINE E PETER VÃO SER DESCOBERTOS? CRONOGRAMAAAAAAA: Próximo capítulo 07/09 com 10 COMENTÁRIOS e dia 10/09 com 5 COMENTÁRIOS. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ xoxo ~Aurora