When We Were Young
128 Ain't Nothing Wrong With That
Notas iniciais

AIN’T NOTHING WRONG WITH THAT
HOGWARTS
1978
7th YEAR
—Adhara! Onde diabos você estava? — berrou James, as mãos na cintura. Ele me encarou com aqueles olhos malucos. — Temos uma partida de Quadribol e você se atrasa?
—Foi mal, James. — respondi, enjoada. — Acordei passando mal.
—Mas está bem para jogar? — ele perguntou, parecendo entrar em pânico naquele segundo.
—Sim, estou bem. — sorri. Ele suspirou extremamente aliviado. — Vamos destroçar aqueles texugos. — falei. Ele gargalhou e bateu palmas animado.
—Temos comemoração depois da partida, com a gangue, você sabe onde. — ele me disse, olhando para Tati que o encarou curiosa, mas desviou o olhar logo me seguida. — Ei, Sean, eu estou vendo esse chocolate! Nada de comer antes da partida. — ele berrou, saindo de perto de mim.
Eu suspirei e senti novamente aquela cólica enjoada, parecia que era vontade de vomitar, mas a ânsia não vinha. Fui até meu armário e abri pegando meu uniforme do time. Sirius se encostou em um armário ao meu lado, um cigarro pendendo na boca. Ele me encarou de lado e continuou sugando a fumaça.
—Está mesmo bem?
—Não. Você?
—Não. — ele me respondeu. Colocou o cigarro entre os dedos e assoprou a fumaça para baixo.
—Droga, Sirius, sem substâncias tóxicas antes de uma…
—Toma. — Sirius o cortou, praticamente enfiando o cigarro na goela de James. — Vai te acalmar, capitão. — ele disse. James tragou o cigarro, com os nervos a flor da pele e foi reclamar com outro jogador.
—Você está fodido? Da cabeça? — indaguei, me sentindo mal com aquilo. Era simplesmente horrível que eu estava sobrevoando as nuvens da felicidade e pessoas ao meu redor estivessem embaixo da nuvem da tristeza. Imagino como deve ter sido para os outros me verem tão acabada, enquanto tentavam ser felizes. Eu devia ter atrapalhado e incomodado muito eles, mas eles eram meus amigos e por isso ficaram do meu lado. Então, eu deixaria minha felicidade um pouco de lado para ajudar meus amigos com as deles.
—Quando eu não estou?
—Isso é sobre…
—Tio Alphard morreu. — ele me contou, subitamente. Fiquei chocada demais para poder dizer alguma coisa. — Já sei disso a um bom tempo, devia ter te contado antes, desculpe.
—Tudo bem. — murmurei em resposta, terminando de trocar de roupa. — Pessoas morrem todos os dias.
—Sim.
—Vamos arrasar nessa partida, certo? Fazer nosso amigo capitão feliz. — eu disse a ele. Sirius sorriu e nós dois olhamos James agora todo confiante, o peito estufado como um pavão. Ele sempre era assim, tinha estágios de sentimentos antes de uma partida, os últimos sempre eram o pânico e afobação e por último a autoconfiança que só James Potter tinha.
—TODOS EM POSIÇÕES!
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—Oh, ai está ela! Emmeline! — gargalhou Marlene, com o baseado entre os dedos. Ela deu um sorriso gigantesco para a garota que se sentou ao lado de Remus, acabando de chegar para a comemoração. Grifinória ganhou com 180 pontos de diferença da Lufa-Lufa.
Alice e Emmeline trocaram um olhar e as duas estavam pensando a mesma coisa, então Alice olhou para Frank que estava preparado para assistir o que que desse aquilo.
—Olá, Marlene. — disse Emmeline, dando um sorriso pequeno de volta, mas sem parecer muito confiante naquele sorriso.
Os amigos não estavam prestando muita atenção. Dorcas e Lily dançavam juntas e puxaram Dimitre para o meio delas, os três rebolando em conjunto, felizes com o resultado da partida. James e Sirius estavam com baseados na boca, vendo os discos que James havia confiscado de alguns segundanistas, com o que usava óculos casualmente desviando o olhar para Lily. Emily e Remus estavam sem baseados ou bebida na mão, discutindo sobre a matéria de Feitiços que o professor havia passado, não eram grandes entusiastas de Quadribol ou festas. Nenhum além de Frank e ela prestavam atenção em Marlene e Emmeline.
—Olá, Emme. — riu Marlene. — Sabe o que eu estava lembrando… se lembra quando eu catei você e Sirius me traindo ano passado? — ela disse. Isso fez todos pararem para prestar atenção. James se aprumou todo, praticamente correndo para o sofá para assistir tudo com atenção. — E depois você me contou que aquilo vinha acontecendo desde que você bateu na minha cabeça com uma pedra. Lembra disso?
—Sim, Marlene, eu me lembro. — respondeu Emmeline, tentando não entrar na pilha de uma Marlene bêbada e chapada, mas Alice e Frank podiam notar que não daria certo.
—Eu, você, Sirius… vem acontecendo há tanto tempo, não é? Agora acabou porque eu estou fora. — ela falou, olhando Sirius. — Mas, falando sério, a culpa não é só do Sirius, digo, ele é um total babaca, só que nós fomos estúpidas e vagabundas. — ela disse, tragando o baseado e catando com a outra mão uma garrafa de Mel de Salamandra. — Brigando por um garoto e a idiota rivalidade que sempre tivemos desde o primeiro ano porque eu mexi no seu malão e você jogou uma escova de cabelo no meu olho… isso tem acabar, não acha? É tão estúpido, antes éramos crianças, agora não somos mais.
—Sim. — disse Emmeline, franzindo a testa. — Definitivamente. — ela falou.
—Ótimo. — sorriu Marlene mais uma vez. James já murchou achando que aquilo acabaria ali. — Mas antes de nos acertamos... — ela disse, como se estivesse se desculpando.
—O que vai fazer? — indagou Emmeline e no momento seguinte Peter entrou na Casa na Árvore.
—Digo, você transou com meu namorado. — ela disse. — Quem quer ouvir um segredo? — falou Marlene alto. Ela sorriu. — Ahn… quando vocês dois ficaram juntos, aliás? — ela perguntou apontando para Peter e Emmeline.
Emmeline corou, Peter arregalou os olhos. Frank tentou segurar a risada e Alice olhou aquilo tudo achando muito engraçada a situação. O resto do grupo estava entre confuso e chocado.
—O que? — indagou Emily risonha, se sentando ao lado de James que estava a com a boca aberta em completo choque e as duas mãos no rosto, para mostrar que estava realmente muito chocado, muito chocado mesmo.
—Vocês não sabem? — riu Marlene. — James? Peter não mencionou nada?
—Nadinha, não mencionou nada. — respondeu James, botando pilha.
—Bem, a adorável Emmeline e o adorável Peter estão fodendo. — contou Marlene. Exclamações foram ouvidas por todos os lados. Bêbada Lily se jogou no chão em choque e Dimitre foi checar os batimentos cardíacos dela, mas parecia fingir estar prestes a desmaiar também. Remus revirou os olhos e pegou um livro para ler como se nada estivesse acontecendo. Frank chapado começou a gargalhar alto e Dorcas tentou o conter. James continuava na mesma posição e Sirius parecia confuso.
—Não estamos. — disse Emmeline, se levantando. — Digo… não do jeito que estão pensando.
—Não minta, Emme. — disse Marlene se levantando. — Bom, agora acabou, certo? — ela disse, puxando Emmeline para um abraço apertado. Emmeline estava dura no abraço, mas deu uns tapinhas nas costas de Marlene um pouco atônita.
—O que está acontecendo? — indagou Adhara, parada na porta, vendo a comoção de emoções que estavam seus amigos. Havia acabado de chegar de uma detenção que tomou porque azarou Rabastan Lestrange no meio de um corredor cheio de terceiranistas. Ela percebeu que todos estavam parados e em choque, alguns rindo, outros só chocados, mas todos olhando as duas garotas no meio da sala.
—Marlene nos contou que Emmeline e Peter estão trepando! — contou James, com a voz bem alta. — Mas o Sirius não sabia, nem eu, nem o Remus, nem a Emily, nem o Dimy, nem a Lily, nem a Dorcas, nem o Frank, nem a Alice e nem você, provavelmente. — ele disse.
—Você precisava citar todo mundo? — indagou Remus, tirando o livro do rosto.
—Eu sabia. — disse Frank, levantando a mão muito orgulhoso. — E Alice também.
—Como puderam guardar este segredo tão poderoso? — berrou James, indignado, vendo Marlene sair bêbada pela porta.
Adhara olhou Emmeline chocada que parecia não querer olhar no olhos dela. Lily parou de se fingir de morta e saiu correndo atrás de Marlene com Dorcas e Dimitre em seu alcanço. Frank saiu berrando que precisava mijar o mais rápido possível e Alice e Emily foram atrás dele, provavelmente para rir da cara dele tentando abaixar as calças.
—Addie…
—Porque não me contou? — indagou Adhara, cruzando os braços. Emmeline bufou, sem saber o que responder.
—É estranho.
—Porque é o Wormtail! — disse Adhara, apontando para o garoto que estava quieto no canto como um rato. — Se você não pode contar isso a sua melhor amiga, talvez não seja estranho e sim uma completa merda. — ela falou. — Merda… — ela se virou e saiu andando sem que Emmeline pudesse responder.
Remus observou a namorada sair e trocou um olhar com Emmeline.
—Bem, que dia lindo, não é? — disse James. — Temos bebidas, baseados e uma fofoca…
—James, cale a boca. — disse Remus.
Emmeline parecia não olhar para nenhum lugar. Sirius e Peter se encaravam, Peter com medo e Sirius com a expressão vazia como se não ligasse para nada. James estava boquiaberto olhando a todos e Remus se perguntando porque tinha tanto drama acontecendo.
—Vou ir mijar. — disse Sirius. Ele se levantou e passou por Peter, saindo da Casa na Árvore. Emmeline bufou e foi para a escada e saiu pelo alçapão, provavelmente para dar uma volta pela orla da Floresta Proibida. Peter se jogou no sofá ao lado de James, os dois com a cabeça encostado no encosto, próximas.
—Wormtail, cara, eu não acredito que você tenha ficado com a Emmeline. — disse James.
—Só meio que aconteceu. — respondeu Peter. — Desculpe não ter contado.
—Eu já sabia. — resmungou Remus. Os dois o olharam querendo uma explicação. — Meu problema peludo… eu sentia o cheiro de Emmeline todo em você e o seu nela… e o cheiro de sexo… — ele fez uma cara, arregalando os olhos, mas encarando seu livro.
—Porque não contou que sabia?
—Sirius iria ficar… achei que contaria quando estivesse pronto. — disse Remus. Os dois o olhavam confuso e Remus rolou os olhos para aquilo, pois sabia que os outros dois teriam ido correndo falar para qualquer um se fossem eles que sabiam algum segredo.
—É, então meio que aconteceu. — continuou Peter para James.
—Mas você é… você sabe. — disse James, dando uma risadinha.
Remus olhou os dois garotos e voltou a seu livro.
—O quê?
—Bem, você não é bem… bem… bem…
—Não sou bem o quê? — indagou Peter. Remus jogou seu livro no chão desistindo de ler e olhou para James desacreditado com a estupidez do amigo.
—Você não é bem… — repetiu James. — Você não é bem um cara… que consegue descolar umas minas, a Mary que vivia o tempo todo atrás de você e apesar dela ser incrível todos sabemos que ela tinha algum parafusinho a menos… — ele disse. Remus rolou os olhos novamente. — … e Bethany Toots é só estúpida…
—Eu entendi…
—Você não é um garanhão, um galinha, um bombom de chocolate, um mulherengo, um gavião…
—Já entendi, Prongs. — disse Peter se sentando normalmente. James o imitou quando Remus jogou o próprio livro em sua perna.
—Merda, Moony. — ele disse, acariciando o local dolorido. James suspirou e olhou Peter. — Sabe que Sirius… é…. digo… eu estou chapado. — ele falou, quase desistindo de falar qualquer frase.
—James. — falou Remus, tentando o parar.
—Sirius e Remus são… danificados. — disse James, tentando achar a melhor palavra. Peter franziu a testa e Remus desistiu de o fazer parar para ver onde o amigo chegava com aquilo. — Eu tenho a família perfeita, nasci perfeito… minha vida é um total viagem de subida para a grandeza. — ele disse. Remus segurou o riso. — Você teve pais normais que o amavam, uma vida normal, fez amigos legais, teve namorada, não foi virgem por 16 anos como Moony, apesar de alguns deslizes como a morte de Mary, sua vida é ótima. — ele falou, sorrindo. Peter assentiu, começando a entender. — Mas Remus e Sirius, eles são diferentes de nós. Eles tem problemas reais desde… sempre basicamente. Danificados desde o nascimento.
—Entendi. — murmurou Peter. — Remus tem licantropia e Sirius a família mais fodida da Grã-Betanha. — ele disse. James assentiu e apertou o ombro de Peter.
—Eles são difíceis de entender, meu caro, Adhara consegue entender Remus do mesmo jeito que ele entendeu ela quando ninguém estava conseguindo. — ele falou. — E eu entendo o Sirius.
—Prongs… poderia ir direto ao ponto, sim? — falou Remus. James fez uma cara feia para ele e voltou a mirar Peter.
—Você comeu a Emmeline. — disse James. — A mina que ele vai e volta desde… desde que eu consigo me lembrar. A mina dele. — falou. — E ele vai ficar puto, mas não de verdade porque ele sabe que não poderia ficar puto, só que ele vai ficar mesmo assim, só lembre que ele é seu amigo.
—Eles nem são namorados!
—Eu sei, eu sei, Wormtail, é complicado, Remus e Sirius são assim, complicados, eles são instáveis, um pouco depressivos, então só deixe ele descontar em você e vai dar tudo certo. — garantiu James. — Eu conheço Sirius mais que eu conheço eu mesmo. — disse. — Eu sei do que estou falando.
—Isso foi quase um bom conselho, Prongs. — disse Remus, com um sorriso. James sorriu de volta bobamente. Escutaram um barulho e os três se viraram para o alçapão pelo qual Emmeline descia e todos tentaram sem sucesso não encarar a bunda dela enquanto ela descia a escada.
—Obrigado, Moony. — agradeceu James, desviando o olhar da bunda de Emmeline. Em seguida Sirius entrou pela porta. Ele parecia agora irritado e Peter olhou James que acenou com a cabeça pegando uma garrafa de hidromel. Emmeline se sentou ao lado de Remus, como se recusasse a fugir dali.
—Oi, Padfoot. — disse Peter, nervoso. Como o amigo não respondeu ele voltou a falar. — Como está?
—Estou maravilhoso, Wormtail. — ele sorriu. — Parece o fim do mundo, animal.
—E… você está bem?
—Estou perfeito, cara. — ele disse. — Esses últimos dias têm sido perfeitos, sabe? — ele falou, mirando Emmeline. — Oi, VacaVance.
—Não a chame assim. — Peter acabou soltando.
—Ela sabe que eu estou brincando. — falou Sirius. — Certo, Emme? — ele indagou. Ela assentiu minimamente. — E o que você faria se eu não parasse?
—Eu… eu me oponho a isso, fortemente.
—Sirius, o que está fazendo? Podemos conversar em outro lugar? — pediu Emmeline, se levantando.
Sirius sorriu para ela a mirando por inteiro.
—Ela não é linda? Hein, Wormtail?
—Sirius… — murmurou Remus, mas foi empurrado por James para trás.
—Vocês fazem casal lindo. — continuou Sirius. — Entre todos os amantes famosos do mundo, Antônio e Cleópatra, James e Lily, Dumbledore e McGonagall… — ele disse. James gargalhou, mas se calou quando dessa vez Remus o empurrou. — … vocês dois devem ser a maior história de amor alguma vez vista.
—O que você tem, Sirius? Vocês está bem? — perguntou Emmeline, apesar dela já saber a resposta.
—Qual é o problema de vocês com o conceito de se estar bem? — quis saber Sirius, começando a se irritar. — Nós somos amigos, não é mesmo? Melhores amigos. Somos uma gangue, uma família, é isso que somos. — ele disse. — Jamie, eu, Remy, Addie, Pete, você e Mary. — ele riu. — A gangue original, não é?
—Sirius…
—Somos tão bons amigos. Contamos tudo um para o outro, certo, Emmeline? — riu Sirius raivoso. — Contamos tudo um para o outro antes de… simplesmente somos muito verdadeiros um com o outro...
—Ahn… isso não parece ser sobre eu e Emmeline. — disse Peter. Emmeline parecia sentir isso também, ela andou até Sirius um pouco incerta. A mão dela tocou o braço dele um pouco acima do cotovelo e o acariciou com o dedo, mas Sirius não parecia querer saber do toque, quando se afastou bruscamente. Ele parecia exatamente como James disse, instável e depressivo.
—Como pode não me contar antes? — ele praticamente berrou. Emmeline engoliu o choro, tocando a barriga.
—Já aconteceu, Sirius. — ela disse, decidida.
—Sim, já aconteceu. — ele respondeu. — E isso… — ele apontou para Peter e ela. — também já aconteceu, certo?
—Sirius! — berrou Emmeline. Ela agarrou o rosto dele com as duas mãos, parecia que ele entraria em combustão se ela não fizesse isso. Por isso segurou com firmeza e o forçou a olhá-la nos olhos. — Nós não estamos juntos, nunca estivemos. Foi sua decisão.
—Mas…
—Eu estava assustada. — ela disse. James e Remus se entreolharam e Peter se mexeu desconfortável pela aproximação do casal a sua frente. — Só queria acabar logo com isso.
—Eu teria segurado sua mão. Eu teria feito qualquer merda para ajudar.– falou Sirius, tirando as mãos dela do rosto dele. — Eu teria estado lado para me despedir dele com você. Porque tirou isso de mim? Isso… isso é fodido.
—Sobre o que raios vocês estão falando? — indagou James em voz alta.
Sirius e Emmeline não pararam de se encarar.
—Emmeline. — disse Sirius. Ele a olhou tão fundo nos olhos e ela reparou em seus olhos cheios de dor. Aquilo a matou um pouco por dentro. — Porque você não explica?
—Sirius… — ela tentou chamar, mas ele já tinha virado as costas para ela e saído da Casa na Árvore. Emmeline se virou para os três meninos na sala, ela chorava silenciosamente, a mão sobre a barriga. — Nós estamos acabados. Para sempre. — ela disse a Peter.
Os três observaram Emmeline rebolar para longe deles e os três ficaram hipnotizados por um momento no rebolar de sua bunda, mas logo desviaram os olhares. James parou e mirou o baseado em sua mão.
—Hora de largar dos baseados, as coisas estão ficando muito loucas.
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—Eu estou chapado e com tempo para matar. Você está triste e cheio de coisas para falar. — disse Dimitre, cambaleando até Sirius. Ele se jogou na cama do Black e fechou as cortinas. — Vamos lá, me conte, que porra está acontecendo nessa sua cabecinha, Sirius Black. — ele disse, se deitando de lado e encarando o rosto de Sirius.
Dimitre tinha um sorriso completamente chapado no rosto, os olhos meios fechados de quem estava muito bêbado para conseguir manter as pálpebras levantadas por mais de dois segundos. Sirius estava brincando com um cigarro com uma mão e estava sem camisa com a outra mão sobre a tatuagem em sua costela. Os dois se miraram e parecem se lembrar naquele momento as várias coisas que fizeram juntos naquela mesma cama.
—Seu irmão engravidou a Soto, não é? — indagou Sirius. Dimitre franziu a testa, mas assentiu, confirmando para ele.
—Nossa irmã quase perdeu a cabeça, ela descobriu antes que Leh abortasse. — contou Dimitre, arregalando os olhos, se lembrando da cena que ele assistiu no canto da cozinha comendo frango frito. — Porque os pais de Leh descobriram os testes de gravidez e ela fugiu de casa, agora ela mora no meu quarto e eu tenho dormido no sofá, dá pra acreditar nisso...
—Ela abortou? — Sirius murmurou, virando os olhos acinzentados para ele. — O que seu irmão pensou sobre isso?
—Eles decidiram juntos, eu acho. — respondeu Dimitre, não entendendo o porque de todas aquelas perguntas. — Agora estão juntando dinheiro para morarem juntos e ter bebês na hora certa. Ela arrumou um emprego no bordel que Evie Zamora tem, ela disse que cuida da parte administrativa, mas eu acho que de noite ela vira striper e Yuri arrumou um estágio no Ministério e faz uns bicos no Caldeirão Furado. Ele encontrou o amor… — cantarolou Dimitre. — Bastardo sortudo. — riu, batucando os dedos na barriga. — Porque estamos falando sobre aborto, Sirius?
—Eu estou grávido. — respondeu Sirius. Dimitre gargalhou alto e deitou a cabeça no peito de Sirius, achando muito engraçada a ideia de Sirius com uma barriga de grávida.
—Senti falta do seu calor. — murmurou Dimitre, abraçando Sirius que se deixou ser abraçado, afinal era daquilo que ele gostava, de estar sempre com alguém, nunca sozinho.– Você é tão… tão… — ele parou de falar e Sirius notou que ele estava dormindo com a boca aberta.
—Vocês estão transando? — escutou um sussurro do outro lado da cortina. Sirius revirou os olhos com um sorriso. James abriu a cortina e espiou. — Argh, desapontante.
—O que quer, Prongs?
—Vamos dividir um cigarro, escutar um pouco de Freddie Mercury e então você vai me contar que porra tá acontecendo na sua vida, Padfoot.
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—Você é um idiota, Wormtail. — Peter escutou a voz parecendo estar em sua cabeça e assentiu. — Você estava fodendo a garota errada. Você ainda ama Mary. — continuou a voz e Peter assentiu novamente. — Só se envolveu com Emmeline porque, vamos admitir homens são babacas, Mary morreu e não havia mais ninguém para transar, o que é totalmente patético. Não é?
Peter virou a cabeça e olhou Adhara sentada ao seu lado, na mesa da Cozinha. Ele franziu a testa e tomou mais de seu leite, tentando não olhar aqueles grandes e intimidadores olhos que a garota tinha.
—Alguém já lhe disse que ficar mandando nas pessoas e entrando na cabeça delas, não é legal? — ele indagou. Adhara deu de ombros e deu aquele olhar superior que ela tinha.
—Mas eu tenho razão. — ela disse, apenas.
—Você sempre tem razão. — murmurou Peter, contra a própria vontade. – Você e a porra do seu primo. Droga, vocês sempre têm razão.
—Esse leite parece que um Elfo Doméstico mijou nele. — comentou Adhara. Peter olhou o leite e realmente parecia.
—Eu coloquei um pouco de chocolate, está meio grosso, mas bom. — ele murmurou, bebendo mais daquele leite de aparência duvidosa. — Merda. Eu sou tão idiota.
—É, você realmente parece ser.
—Só quero resolver tudo. – ele disse a ela.
—Mas você é incapaz de qualquer coisa que envolve esforça, foco ou sutileza. — disse Adhara, vendo o garoto andar de um lado para o outro em frente a ela. — Então, faça o que faz melhor, fale o que sente sem nenhum pingo de sutileza e seja totalmente grosso e brutalmente honesto.
—E vai dar tudo certo? — indagou Peter.
—Provavelmente não.
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—Porra, Padfoot, porra. — disse James, terminando o cigarro. Ele jogou o cotoco de cigarro em cima do malão de Remus e suspirou. — Ela estava grávida, caralho.
—É, grávida. — murmurou Sirius. James suspirou e passou um braço pelo ombro do amigo e o puxou.
—Se quiser eu te dou um monte de bebês. — disse James. Sirius riu. — Eu te dou um dos meus filhos com Lily…
—Eu não quero filhos, digo… só queria que ela tivesse me contado. — falou Sirius. James escutou ele atentamente. — É fodido e estranho, essa sensação que eu to sentindo.
—Padfoot. — disse James. Sirius olhou para seu melhor amigo. — Porque você só não para?
—O que?
—Pare de foder as pessoas e só fique com Emmeline. – disse James. — Ou talvez… não Emmeline, mas alguma pessoa bacana. Seja feliz.
—Felicidade é superestimada, como amor.
—Sirius, desculpe! A culpa é toda minha. — berrou Peter, entrando com tudo no dormitório. Os dois encararam o amigo baixinho que vinha ofegante com o rosto sujo de leite. — Eu e Emmeline, foi como se eu estivesse preenchendo um vazio… — disse. Sirius arqueou a sobrancelha. — Quero dizer.. não esse vazio…
—Peter… — murmurou James, negando com a cabeça, mas Peter parecia uma avalanche de palavras e continuou falando tentando se explicar para um Sirius que não parecia nem um pouco disposto a ouvi-lo.
—Ela estava solitária. Ás vezes, quando se está solitário só precisa de…
—Uma transa. — disse Sirius, cruzando os braços.
—Sim… Merda, não, não! — articulou Peter.
—Ela era minha namorada. — disse Sirius, simplesmente.
—Sirius, ela não era sua namorada. — respondeu Peter. James ascendeu outro cigarro e passou para Sirius, assim acalmaria o amigo. – Você não a queria.
—Bem, agora quero, então, vá se foder. — disse Sirius, tragando o cigarro. Peter ficou quieto.
—Não é justo isso. — murmurou Peter. – Você e Dimitre andam se aproximando novamente! Você só está bravo porque eu transei com Emmeline, não porque você quer ela...
—Quando começou?
—Nas férias. — falou Peter, bem baixinho. Remus entrou pela porta e viu o que acontecia ali dentro e trocou um olhar com James que praticamente implorou para Remus entrar, só que ele continuou parado na porta.
—Quatro meses atrás? — berrou Sirius. Remus revirou os olhos, saindo do quarto, mas ainda deu tempo de escutar o segundo berro de Sirius. — Eu vou acabar com você, seu rato gordo do caralho!
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—Mandei Peter atrás de Sirius para resolver tudo, mas já recebi informações que eles estão gritando um com outro que nem um bando de criancinhas secundanistas — contou Adhara. Ela se sentou ao lado de Emmeline na própria cama. — Desculpe. — ela murmurou. Emmeline a encarou surpresa. — Por ter falado aquelas merdas de você. Mary morreu há muito tempo…
—Eu e Peter tivemos ótimo sexo por uma semana e sexo com culpa todas as outras vezes. — contou Emmeline. — Eu pensava em Mary e Sirius e não no sexo que estava acontecendo. E depois eu fiquei grávida, foi quando percebi que estava errado.
—Porque?
—Porque eu desejei que fosse o bebê de Sirius e não de Peter.
—Você sempre vai amar meu primo, não é? Mesmo quando estiverem separados e com outras pessoas. — falou Adhara, se deitando na cama. Ela pensou sobre o assunto.– Sempre estarão juntos de algum jeito.
Emmeline se deitou ao lado dela e revirou os olhos. Eram sete anos apaixonada por ele. Sete anos. Cheio de beijos, transas, traições. E tudo muito intenso. As vezes ficava repassando tudo que já haviam passado juntos ao longo dos anos. O primeiro beijo. O primeiro ciúme quando o viu beijando Marlene Mckinnon. Quando resolveu namorar Jacques Burke para fazer ciúmes nele, mas fingindo não estar mais apaixonada por ele. Quando realmente namorou Jacques Buker porque gostava dele e o traiu com Sirius porque amava Sirius. Quando ficaram juntos por um tempo, descobriu que ele estava com outras pessoas e ficaram separados pelo que pareceu uma eternidade. Quando voltaram a ficar juntos mesmo que ele estivesse namorando outra pessoa. Sempre voltavam um para o outro. E cada vez voltavam com mais merda entulhada nas costas.
E sempre se perguntou porque não conseguia esquecê-lo e a resposta era simples. Ela o amava. O amava demais.
Amava os olhos acinzentados de Sirius. Amava suas mãos, ainda mais quando elas o tocavam com desejo. Amava quando simplesmente dividiam um cigarro e riam juntos. Amava seus cabelos pretos como os dela e também quase grande como os delas. O modo como ele prendia o cabelo as vezes, porque estava grande demais. O modo como ele tratava os outros quando achava que ninguém estava assistindo. Ela via beleza nas coisas que ele fazia, nas coisas que ele falava, mesmo com toda merda que ele fazia, ela ainda conseguia ver beleza dentro dele.
—Eu preciso encontrar um Remus. — disse Emmeline. Adhara a olhou risonha. — Você achava que nunca amaria de novo depois de Adam e olhe só. — ela disse, exasperada. — Eu preciso de um Remus na minha vida, agora mesmo. – disse. — Porque eu posso amar Sirius, mas… ele não pode ser o amor da minha vida, sabe? Porque… porque… se fossemos almas gêmeas eu teria o feito feliz. Certo?
Adhara assentiu, pensando em como tudo seria mais fácil se Sirius tivesse simplesmente ficado com Emmeline. Claro que eles poderiam acabar terminando e voltando como todo casal, mas imaginar eles juntos de verdade desde o terceiro ano, como tudo seria diferente.
—Não acredito que transou com Wormtail. — falou Adhara. Emmeline tentou segurar a risada, mas as duas começaram a gargalhar juntas.
—Eu transei com o Peter! — gargalhou Emmeline.
—Eu também ainda não consigo acreditar nisso. — escutaram a voz de Emily da porta. Ela foi até as amigas e se deitou ao lado de Emmeline. — Não deixou ele comer sua bunda, né?
—Não, isso não. — riu Emmeline. — E lhe digo, meninas, para nossa surpresa ele até que faz uma boa performance. — ela disse.
Adhara suspirou e mordeu o lábio, um sorriso brincando em seu rosto. Jogou os braços para atrás da cabeça.
—Aposto que ele não é tão bom quanto Remus. — ela disse, suspirando novamente. — Eu sinto que posso morrer enquanto estamos fazendo sexo. Acreditam nisso? — ela se sentou, tamanha era sua excitação naquele momento. — Morrer. Só me entregar... sabe e morrer de prazer.
—Eu morria de prazer com Rabastan. — murmurou Emily. Ela ficou de bruços na cama e enfiou o rosto no colchão. — Sinto falta dele.
—Não falou com ele ainda?
—Desde o natal… não. — ela contou.
—E você não vai nos dizer que merda aconteceu? — perguntou Adhara. — Depois que Emmeline transou com Peter, sério, pode nos dizer qualquer coisa, não vai ser surpreendente. — ela disse.
Emily deu um sorriso triste e pensou em contar tudo as amigas. Imaginava que na verdade, Adhara tinha uma ideia do que havia acontecido e só preferiu não tocar no assunto. Ela queria poder contar as amigas que estava se sentindo como merda e que sentia muita, mas muita falta de Rabastan. Não conseguiu fazer isso e não disse nada.
—Eu não sei o que aconteceu entre vocês dois. — disse Emmeline, tocando no braço da amiga. — Mas, se você o ama Emms, lute por ele. Mostre que ele é um grande nabo imbecil e que você é a melhor coisa que aconteceu na vida dele.
—É isso o que você vai fazer com Sirius? — questionou Emily. Ela e Adhara encararam Emmeline.
—Não vou correr atrás de Sirius. — ela disse, decidida. — Vou me resolver com ele sobre algumas coisas que aconteceram… — ela falou, trocando um rápido olhar com Adhara. -… e o resto a vida que vai me dizer como vai ser.
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—Ahn. Parece que ainda não se resolveram. — comentou Marlene ao se sentar na Mesa da Grifinória para jantar. Peter lançou um olhar para Emmeline e Sirius que não o olharam de volta, não olharam Marlene e também não se olharam.
—Estamos resolvendo. — disse Peter. — Eu e Sirius fizemos o toque especial dos Marotos que usávamos quando brigávamos quando éramos menores e …
—Não funcionou como da vez que Sirius espalhou para a escola toda que a razão pela qual Peter estava fazendo xixi com sangue era por masturbação cronica e não por infecção urinária. — disse James. Ele riu sozinho. — Todo mundo chamou Peter de Peter Mija-Sangue por um mês.
Peter mirou James e suspirou se lembrando daquele mês em que todo mundo o chamou assim, podia jurar que até escutou alguns professores chamando ele assim também.
—Que chato. — murmurou Marlene, olhando para a comida em seu prato. — Eu estava bêbada e chapada. — ela disse. — Não deveria ter…
—Tudo bem. — cortou Emmeline. Ela deu um sorriso para a loira. — Está tudo bem.
—Tirando o fato de que você e Sirius não estão se falando? E Peter e Sirius? — indagou Dorcas. Marlene empurrou o ombro dela e James sorriu, adorava quando Dorcas ficava brutalmente honesta. — O que? Porque só não se resolvem logo?
—Sirius não está bravo comigo porque eu fodi Peter. — disse Emmeline. Sirius a olhou de lado, assim como Peter que parecia surpreso. — Ele nem ao menos está bravo, só está machucado. — ela continuou e olhou diretamente nos olhos de Sirius. — Está usando o fato de que eu fodi Peter sem contar para ele como desculpa para continuar machucado. – ela disse. — Mas tudo vai dar certo.
—Seria bom todo mundo parar com os dramas. — comentou Dorcas. — Logo sairemos de Hogwarts e a vida real vai começar. — disse. — Queria que todos ficássemos felizes nesse pequeno infinito que nos resta em Hogwarts.
—Nós vamos…
—Ei, Peter. — escutaram a voz de Amycus. — Porque não vem pra cá e conta mais daquela piada do Grindylow?
James olhou Peter estupefato que encolheu os ombros. Sirius também parecia completamente chocado, assim como as meninas.
—Eles gostam das minhas piadas, então esquecem que eu sou um grifinório e fica menos intimidante de estar sozinho com eles. — se desculpou Peter, só que ele se levantou e caminhou até a Mesa da Sonserina.
—Eu vou infartar, Padfoot. — disse James.
—Não infarte. — respondeu Sirius. — Talvez tenhamos que salvar Peter dos sonserinos. — falou. — As piadas dele são uma droga.
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—Eu gosto que você me olha como se eu fosse a única coisa que merece sua atenção nesse momento.
—E quem disse que você não é?
Marlene tentou segurar o grande sorriso, mas não conseguiu. Quando estava perto dele sentia coisas que nunca havia sentindo antes. Sentia sua pele quente, como se estivesse tomando Sol, mas na maioria das vezes que se viam era sempre de noite. A sua barriga ficava parecendo ter um monte de diabretes de um jeito que nunca sentiu antes. Suas mãos suavam e ela tinha que ficar passando elas em sua saia para que ele não notasse. Era tudo tão ridiculamente diferente do que já sentiu antes que se achava boba por ter achado que amou um dia. Não se importava se estava bonita, com o cabelo arrumado, a roupa passada, ele não ligava para nada disso. Era ela por inteiro que ele gostava.
—Você é um galanteador, Regulus Black. — disse Marlene.
Regulus sorriu e deu de ombros como se desculpasse. Ele tinha toda aquela pose superior que Marlene sabia muito bem que vinha da Família Black. Ele era mais gentil que seu irmão em muitos sentindo, até no sorriso, ele tinha um sorriso gentil que não parecia em nada com todo aquela pose arrogante que ele mantinha. Era como se a verdade interior dele estivesse expressa naquele pequeno sorriso e não em suas palavras ou ações.
Marlene sabia muito bem que se envolver com um sonserino poderia acabar muito mal mesmo. Todas as amigas dela que namoraram sonserinos acabaram de alguma forma machucadas. Ela sabia também da tendência que ele tinha para o lado das Trevas, uma tendência que Marlene nunca de qualquer forma seguiria. Mas ele era aquele tipo de pessoa que te prende, até te tornar dependente dele sem se esforçar para isso ou até querer. Então, ela não conseguia se afastar dele, não conseguia parar de ir para a biblioteca a noite depois do horário permitido para andar pelos corredores e ficar naquela janela em que a lua iluminava suas mãos e os livros que ele levava para mostrar a ela. Se sentia tão boba ao redor dele, por Merlin, eles davam as mãos enquanto liam livros diferentes, eles davam as mãos enquanto conversavam sobre coisas que já aconteceram em suas vidas e nada além disso. E apesar daquilo parecer suficiente, ela já não aguentava mais.
Aquele dia em especial ela havia ido novamente sem capa para que ele emprestasse a sua para que ela não passasse frio. Qualquer coisa para sentir as mãos dele tocando-a.
—Você devia prender mais o seu cabelo. — ele disse. Ela tocou o coque em seu cabelo e sorriu para ele. — Mostra a sua nuca e eu realmente gosto da sua nuca. — ele falou.
—Quando você vai pedir permissão para me beijar, Reggie? — ela perguntou subitamente. Corou ao olhar intenso que recebeu em resposta.
—Posso beijá-la, Marlene? — ele questionou. Ela não respondeu, apensar olhou os lábios dele e suspirou quando sentiu a mão dele em sua nuca a puxando para perto. A mão dele estava firme e forte em sua nuca, ditando totalmente aquele primeiro beijo. E o beijo, Marlene nunca gostou tanto de um beijo antes. Suas línguas pareciam saber exatamente como se mover, a intensidade com a qual deveriam se mexer. Ele puxou sua língua e moveu os beijos para seu queixo.
Marlene suspirou aos beijos gostosos e molhados que ele lhe dava. Ele estava prestes a voltar a beijá-la nos lábios, como se não conseguissem ficar muito tempo sem beijá-la, mas ela o interrompeu antes.
—Eu acho que eu tenho uma grande queda por você. — ela murmurou. Os lábios a poucos centímetros do dele, as respirações se tornando uma só.
—Já sei disso. — disse. — Você também me olha como se eu fosse a única coisa que merece sua atenção nesse momento.
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—Varinha de Alcaçuz para a srta. Evans.
Lily sorriu e aceitou as varinhas de alcaçuz que James Potter a oferecia. Os dois ajustaram o broche de Monitor-Chefe um do outro e começaram a fazer as rondas da noite. Eram as rondas para checar se não tinham alunos andando nos corredores depois do horário, coisa que James costumava fazer muito, muito mesmo. Ela colocou o pacote de Varinhas de Alcaçuz no bolso da capa e tirou apenas duas Varinhas e deu uma para James e ficou com a outra. Brindaram com o doce e começaram a comer.
Ela gostava de se lembrar do verão que ela e James passaram boa parte juntos. E como notou que ele não era só um rostinho bonito e um cabelo anormalmente desarrumado e sim um cara muito legal, que se preocupava com seus amigos, as vezes mais do que se preocupava com si mesmo. Que ele não era só metido e arrogante, como ele era antes. Era muito mais que isso. James Potter era muito mais do que era a primeira vista.
—Fevereiro é amanhã. — ela disse. — E você não pegou nenhuma detenção. — ela falou. James deu de ombros.
—Dando um tempo das marotagens, acho.
—Peter e Emmeline… — comentou Lily, querendo trazer algum assunto. James arregalou os olhos.
—Doideira, não é?
—Nunca imaginei. — ela disse rindo, de como ele arregalava os olhos e fazia uma cara de nojo. — Sirius parece bem chateado.
—Ele só está… danificado. — murmurou James, franzindo a testa. — Tem coisa por trás disso e de algum jeito mexeu com Sirius… eu sei que agora mesmo ele está fumando e pensando nisso, muito chateado. Nós temos telepatia, sabe? É como se meu cérebro recebesse cartas do dele.
—Claro, telepatia. — riu Lily.
—É sério. Eu consigo sentir o que ele sente. Lembra quando ele quebrou a perna e eu senti?
—Isso é porque você caiu em cima dele e quebrou. — disse Lily. Ela deu risada. – Gosto de como cuida de seus amigos, James. — ela disse. Ele a olhou curioso. — Sempre me perguntei porque raios Remus e Mary eram amigos seus, sabia disso? Sabe o porque?
—Porque? — ele quis saber, tentando não demonstrar o quanto queria ficar escutando ela falar.
—Porque eles sempre foram tão legais, gentis, nada metidos… nada como você, Sirius ou Adhara e Emmeline. — ela disse. — Eu entendia o porque vocês andarem juntos, mas Remus e Mary? Então, eu pensei que devia ter algo muito maneiro em vocês para terem amigos tão legais. — contou. James riu. — E você é… maneiro.
—Obrigado, Lily. Você também é muito maneira. — ele disse, continuando a andar, mas Lily parou no meio do corredor e ele se virou confuso. — Lily?
—James. — ela falou, se sentindo confiante. Sorriu. — Eu acho que você deveria me chamar para sair novamente, se quiser, é claro.
Ele ficou um momento parado, encarando ela sem acreditar no que havia acabado de ouvir. Estava em choque. Aquela garota de cabelos ruivos acajus, com lindas sardas sobre o rosto, aquela garota que ele gostava a tanto tempo estava em sua frente o mandando a chamar para sair.
—Você pode repetir isso… depois que eu ir buscar Sirius? — ele conseguiu falar. Lily riu.
—Achei que tivessem telepatia. — ela disse, se aproximando. — Então, ele já sabe. — falou, pegando na mão dele. — Me chame para sair novamente, James. — mandou novamente. James engoliu em seco, sentindo que esse era seu momento menos grifinório que já teve.
—Quer sair comigo, Lily Evans?
—Eu já disse sim.
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