When We Were Young

92 Going, Going, Gone


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOOOOOOOOO, CHANEL ♥ Vocês devem ta tipo, como essa Aurora tem a cara de pau de dar um oi animado desse jeito depois das tragédias do capítulo passado. Me desculpemmm, muita gente chorou, ficou brava, mas ainda me amem, ta? E gente ME DESCULPEM POR ESSE CAPÍTULO! Eu notei nos comentários que vai ser foda pra vocês lerem esse capítulo, claro que tem uma certa pessoa que vai gostar, mas tipo desculpem e NÃO ABANDONEM A FANFIC! AMO VOCÊS ♥ CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

GOING, GOING, GONE

ST. MUNGUS

1976

SUMMER

Tudo estava difícil. Tudo estava confuso. Eu tinha acordado de um coma, e ninguém me falava nada. Ninguém me explicava nada. Rapidamente eles tiraram Remus de perto de mim, e vieram um monte de médicos me checar, mas logo isso acabou, porque eu estava acordada e aparentemente Teddy também, então eles me transferiram para o Mungus, usando um pequeno feitiço de confusão nos médicos trouxas, para acelerar a papelada.

Depois que cheguei no Muguns, as coisas ficaram mais claras, me encheram de poções e feitiços, e eu já me sentia dez vezes melhor do que quando acordei sufocada no hospital. Mas ainda assim, tudo estava ainda confuso. Eu tinha vindo para o Mungus apenas algumas horas depois de acordar no hospital, mas agora passara dois dias em que eu estava internada. E eles ainda não me contaram nada.

Eu olhei Sirius deitado em uma poltrona, mas com a cabeça e os braços apoiados na minha cama. Ele estava dormindo pesado. Acariciei os cabelos dele, e ele acordou aos poucos.

—Você está horrível. — eu disse a ele. Sirius tinha os cabelos bagunçados e sujos, não estava feio, mas claramente dava para ver que não era um charme proposital. Ele tinha sombras gigantes embaixo de seus olhos, e o rosto cansado.

—Você também. — ele sorriu.

—Sirius… me conte. — eu pedi. Ele fechou os olhos e negou com a cabeça.

—Seus avós…

—Sirius, por favor. — eu implorei, segurando a mão dele. — O que aconteceu?

—Eu acho que você já sabe, Addie. – nós dois nos viramos para Remus encostado no batente da porta. Eu fechei os olhos, e soltei a mão de Sirius devagar. — Sua mãe morreu na hora… junto… da sua irmãzinha. — ele disse. Eu coloquei minas mãos na cabeça, e Siruis olhou Remus chocado. — Seu pai ele morreu logo depois que foi retirado da cena do acidente, na ambulância. — ele me contou. — Eu sinto tanto. – ele disse. — Mas… tem mais. — ele falou, e eu o encarei chocada. — Quando foram na sua casa, pegar roupa para você e Teddy… dentro estava uma bagunça, tinha muita coisa destruída, a marca negra estava em cima da sua casa e… sua elfo, Cricket… ela estava morta, Addie. Os comensais fizeram isso na sua casa... provavelmente depois de descobrir que seus pais haviam morrido… até achei que foram eles que causaram o acidente, mas como você disse que foi um animal na estrada... muita coisa na sua casa foi destruída… sinto muito.

Uma lágrima rebelde desceu pelo meu rosto. E eu estava tentando segurar. Eu estava tentando segurar tão forte, mas tão forte, que quando veio foi como uma avalanche. Soluços saíram do meu peito, e as lágrimas escorreram sem pausas. E chorando e soluçando, eu só conseguia pensar que nunca falaria com meus pais novamente, que nunca veria minha irmãzinha. E isso fez um buraco tão grande no meu peito. Eu tinha perdido algo e nunca recuperaria novamente. Nunca mais iria ver meu pai fumando um cachimbo, ou minha mãe escutando Debby Harry, enquanto cozinha. Eu nunca veria uma bebezinha loira parecida comigo. E isso doía mais do que eu podia dizer. Até mesmo minha elfo, minha pequena ajudante, que cuidou de mim. Eu tinha perdido ela também.

Eu chorava e parecia que isso não era o suficiente, a dor ainda estava ali, e não importasse o quanto eu chorasse, o quanto eu soluçasse, o quanto eu gritasse, aquela dor nunca iria embora. Ela ficaria ali me lembrando todos os dias sobre o que aconteceu. Sobre o que eu havia perdido.

—O que vocês fizeram? — escutei o grito da minha avó, que entrava no quarto. — Nós iriamos contar…

—Ela precisava saber. — Remus se defendeu, sem parecer arrependido, mas com a voz baixa mostrando respeito pela minha avó.

—Não cabia a você contar. — ela falou, nervosa. E me olhou, vendo que eu chorava.– Sai daqui! Anda! Você também, Sirius.

—Não! — eu berrei, chorando. — Eu quero que eles fiquem. — eu falei, soluçando devagar.

Eu deitei a cabeça no travesseiro. Ofegando, e senti a mão de Sirius segurar a minha, e apertar lentamente.

—Isso não é fácil, querida. — minha avó falou, indo para o meu lado. — Tudo vai ser tão difícil. Tudo. Tudo que você tiver que fazer vai parecer que tem um peso enorme nas suas costas, e esse buraco no seu coração. — ela murmurou, colocando a mão sobre meu peito. — Um dia ele vai diminuir. Eu prometo.

—Eu quero ver o meu irmão. — eu pedi. — Por favor. Eu quero contar para ele. Tem que ser eu.

—Tudo bem, podemos dar um jeito nisso. — meu avô sorriu. — Mas depois que ver Teddy, o que acha de dar uma visitadinha no…

—Olá! — a medibruxa entrou no meu quarto, com uma prancheta voando ao seu lado e a varinha na mão. Ela era negra, e bem magra, e super alegre. — Como está se sentindo hoje, Adhara? — ela sorriu.

—Bem. As poções estão ajudando. — eu murmurei.

—Se você tivesse ficado naquele hospital trouxa sua recuperação ia ser extremamente difícil e lenta, mas… — ela deu uma risadinha. — … você veio para cá. Acredito que em até um pouco antes do final de agosto você já estará em casa, e poderá ir para Hogwarts sem problemas, apenas tomando suas poções diárias.

—Ela já está fora de risco? — meu avô quis saber.

—Bem, se não tiver complicações. — a medibruxa respondeu. Ela olhou na prancheta flutuante ao lado dela. — Ela vai passar por alguns exames e vamos fazer o osso da perna dela ficar como novo. Como ela tem queimaduras que precisariam de enxertos de pele se fosse um hospital trouxa… — a medibruxa era mestiça. — Nós já estamos pingando a poção de três em três horas e logo terá um crescimento de pele, demorará no máximo duas semanas para tudo crescer. E será como nova, praticamente sem cicatriz. — ela sorriu animada. E eu toquei minha coxa enfaixada, onde o asfalto tinha queimado. Olhei para Remus quando ela falou cicatriz, e ele sorriu para mim. — Os médicos trouxas fizeram a retirada do seu baço, e aqui nós iriamos fazer ele desaparecer com a varinha, mas já que já aconteceu, temos que esperar para ver se não terá nenhuma infecção. E se não tiver nenhuma doença pulmonar, ai estará pronta para reabilitação. Física e emocional. — ela disse, e perdeu um pouco do sorriso. — Só temos um problema. Seu cérebro. O seu controle motor em geral está bom. As faculdades linguísticas não parecem ter sido afetadas, mas parece que se equilíbrio está um pouco ruim. Você teve sorte. Muita sorte, porque tudo isso é reversível. Então, se você não mostrar nenhum tipo de dano cerebral nos exames futuramente, quer dizer que ficará bem. – ela disse. — Ouvi que você quer ver seu irmãozinho? Eu sou a medibruxa responsável por ele também, e quero dizer que ele está indo muito bem mesmo. Ele quer muito te ver, Adhara. Então, eu vou conceder o seu desejo. — ela riu, e acenou com a varinha, uma cadeira de rodas apareceu andando sozinha, e parou ao lado da minha cama. — Aproveite. — ela falou e se despediu de nós saindo do quarto.

Eu não estava bem. Eu ainda não conseguia andar direito, ou abrir um simples pote com a minha mão, porque eu estava muito fraca, eu só conseguia fazer isso depois de uma poção revigorante, que era misturada com a poção para me fortalecer, e as vezes eu esquecia o nome de coisas simples ou até mesmo dos meus amigos e parentes. Quando isso acontecia, o buraco em meu peito parecia se alarga mais um pouco, e ele só diminuía quando Remus conversava comigo, mas mesmo fraca, eu comecei a me arrastar para o lado, e logo Sirius, estava me ajudando, uma curandeira assistente veio ajudar também. E logo eu estava sentada na cadeira de rodas, com um cobertor fofo me cobrindo.

Meu avô segurou a cadeira, e começou a me levar. Vovó, Sirius e Remus nos seguiram, nós descemos até onde ficava as crianças, e logo estávamos do lado de fora do quarto de Teddy. Henry estava lá com ele, parecendo contar uma história e Teddy ria feliz. Eu parei no batente da porta, sorrindo ao ouvir a risadinha fofa de Teddy. Minha avó soltou um soluço, e saiu andando para longe, meu avô me deu um beijo na cabeça e a seguiu.

Henry nos notou na porta, e deu um beijo em Teddy, antes de sair do quarto também. Olhei Sirius e Remus, e Teddy finalmente me viu, gritando meu nome, e esbugalhando seus olhinhos. Eu empurrei a cadeira para frente, e eles fecharam a porta, me deixando sozinha com Teddy.

—Oi, meu bebê. — eu sorri, indo até o lado da cama dele. Teddy agarrou minha mão, e eu beijei suas pequenas mãozinhas. — Você não sabe o quanto senti sua falta. — eu disse, sentindo meus olhos arderem.

—Eu também. — ele disse, querendo me abraçar. Juntei toda a força que eu consegui, e me curvei, levantando um pouco para abraçá-lo e cheirar seus cabelos. Eu beijei múltiplas vezes o seu rosto, mas não parecia suficiente. –Adi, cadê mamãe e papai? — ele perguntou, com um biquinho. — Eu quero mamãe e papai.

—Eu tenho que te contar algo. — eu falei, sentindo as lágrimas rolarem. — Mamãe e Papai, eles… eles nos salvaram Teddy. — eu disse. — Mas para isso, eles tiveram que se… machucar… e eles se machucaram tanto para nos salvar que não conseguiram. — eu falei. Teddy me olhou confuso. — Mamãe e Papai eles foram embora, para sempre… — Teddy começou a chorar, como se estivesse entendendo cada palavra minha, mas ele tinha apenas 4 aninhos.

—Eles… não vão voltar nunca? Papai e Mamãe? — perguntou Teddy.

—Não. — eu chorei.

—Daisy. — ele sussurrou. — Temos que cuidar de Daisy. — ele me disse. Eu soltei um soluço, mas passei a mão pelo rosto tentando segurar minhas lágrimas.

—Daisy era tão pequeninha. — eu murmurei. — Mas tanto que quando ela foi embora com mamãe e papai ela virou uma linda florzinha.

—Uma flor?

—Sim. Uma Daisy. — eu disse, com um sorriso. — Uma pura e inocente florzinha. Dizem que flores não podem falar, mas ela se comunicam com a gente de um jeito próprio.

—Como? — ele perguntou.

—Com a beleza delas. Tão simples, mas tão bonitas. — eu disse, acariciando os cabelos aloirados dele, querendo sugar toda dor que ele podia estar sentindo. — Daisy é a nossa flor.

—Você está bem?– Sirius me perguntou. Estávamos no corredor, de algum andar que eu não sabia qual. Eu estava sentada na cadeira de rodas, encostada em uma parede e ele e Remus estavam sentados do outro lado da parede. Eu tinha saído do quarto de Teddy, apenas quando ele dormiu, chorando baixinho.

Eu tinha parado de chorar. Mas sabia que meus olhos estavam vermelhos, que eu tinha marcas de choro pelo rosto, e que eu estava completamente acabada.

—Ele está bem?

—Ele está em coma, Addie. — Remus me falou. — Eles não sabem quando ou se ele vai acordar. Estão tentando de tudo.

Eu assenti, e ficamos quietos, comecei a mexer na minha camisola feia de hospital. E quando ergui o olhar Sirius estava me encarando. Eu bufei, e o olhei irritada.

—Certo, o que eu disse sobre encarar? Eu estou bem, e mesmo se eu não estivesse me encarar não tornaria as coisas melhores.

—Desculpe. — Sirius sussurrou. Remus ao lado dele, ergueu os olhos me encarando também.

—Sério, Remus? Você também?

—Não! Não, definitivamente não estou encarando. — ele falou, desviando o olhar. A porta se abriu, e eu ofeguei. O pai de Adam saiu do quarto dele, junto com um medibruxo que logo foi embora.

Maxsueel Cook sorriu para mim tristemente. Ele estava tão acabado quando Sirius, pois como ele não tinha saído uma vez do hospital. Até Remus, foi para casa dormir e ver a mãe dele, e voltou rápido.

—Olá, Adhara. — ele sorriu. Mark se agachou para ficar de frente para mim. — Tão encantadora quanto Adam me dizia ser. — ele falou.

—Eu estou uma bagunça. — sussurrei. Ele deu um sorriso, e segurou minha mão.

—Obrigado, por cuidar dele, quando eu não fiz isso. — ele me disse. — Eu tenho certeza que Adam te ama, então vá lá e diga que ama ele, certo?

Assenti, e ele sorriu uma quarta vez, ele abriu a porta ainda mais, e empurrou minha cadeira para dentro. A porta se fechou atrás de mim. E lá estava ele. Com um tubo grande na boca, para respirar por ele. Ele estava deitado reto, as mãos estavam ao lado do corpo, e sua cabeça pendia um pouquinho para o lado.

Adam estava com machucados pelo corpo assim como eu. Ele tinha tido um tamponamento cardíaco. Tamponamento cardíaco ocorre quando o músculo do coração sofre uma pequena ruptura em toda sua espessura, mas sem que a membrana que o envolve seja rompida, ou quando seu rompimento é bloqueado por coágulos que se formam por hematoma mediastinal ou pelo próprio parênquima pulmonar. E isso que tinha acontecido com Adam, então o coração não se enche de sangue suficientemente e a pressão arterial cai.

Além de que, ele tinha tido queimaduras por causa do asfalto como eu. Tinha quebrado um dos braços em três lugares diferente, torceu o tornozelo, e ficou com um corte grande em sua bochecha, mas felizmente ele não tinha tido nenhum dano cerebral, o tamponamento já era problema suficiente.

Eu segurei a mão de Adam, e a beijei devagar.

—Os Beatles disseram “É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós.” Então, Adam, não espere ninguém, só você pode fazer isso. Acorde, por favor, acorde. — eu pedi. Eu chorei baixinho. Eu já tinha chorado tanto por um dia, mas mesmo assim as lágrimas pareciam não acabar, de jeito nenhum. — Eu estou me sentindo tão pequena. — eu murmurei, entrelaçando nossos dedos. — Diga alguma para mim, Adam. Por favor, acorde! Eu preciso de você, está me ouvindo? Eu preciso de você!

Tudo que eu mais queria era me levantar daquela estúpida cadeira de rodas e me deitar ao lado dele. Eu queria abraçá-lo e chorar em seu peito, e queria que ele acordasse e me abraçasse. Me dissesse algo. Me dissesse que tudo ficaria bem. Que ele iria me ajudar a tampar o buraco em meu peito, que juntos iríamos passar por aquilo. Que iriamos ficar bem.

Eu nunca tinha tido essa sensação. Mesmo quando Mary morreu, eu consegui segurar as coisas e me manter forte, mas agora… eu tinha a sensação que meu mundo inteiro estava ruindo. Eu tinha perdido duas pessoas que eu amava tanto, e de uma vez só. Eu tinha perdido alguém que eu nunca tinha tido de verdade. E agora a qualquer momento eu poderia perder mais alguém. A pessoa com quem eu passaria o resto da minha vida. Ela estava em perigo e eu não podia fazer nada para ajudar.

Eu queria parar de chorar. Eu precisava parar de chorar. Mas eu não conseguia. Eu só não conseguia. Mas ao mesmo tempo que eu odiava chorar, era tão bom. Era como se estivesse lavando minha alma, como se eu estivesse tentando limpar meu coração. Botar tudo o que eu sentia para fora.

—Eu te amo. — eu sussurrei, beijando a bochecha dele. Eu queria ficar lá, mas já não aguentava mais. Virei a cadeira, para ir até a porta, quando eu ouvi uma voz que me fez o buraco no meu coração dar um pulo.

—Onde está indo, Sugar?

Eu sorri. De verdade. Adam estava sendo checado pelos medibruxos, e não soltava a minha mãe nem mesmo um segundo. Meu coração batia que nem louco, e eu tinha um sorriso marcado no rosto.

O pai de Adam chorava do outro lado dele. E Adam sorria para ele, dizendo que estava bem. Contaram que Adam tinha tido três paradas cardíacas, e que isso fez o tamponamento piorar, mas que ele acordar era simplesmente ótimo. Era uma ótima notícia. Era uma recuperação incrível. A saturação estava boa. A pressão estava 11 por 6.

Eu queria ficar sozinha com ele, mas o pai dele, estava inconsolável, e quando os medibruxos finalmente saíram, e ele abraçou Adam, e chorou no colo dele, parecendo tão triste e tão frágil, que eu fiquei apenas quieta.

Nathan apareceu depois, com Jason, e ele abraçou Adam, e começou a contar piadas sujas sobre as curandeiras para Adam. E Jason chorou, o que fez Nathan debochar da cara dele. Depois de um tempo, e depois da avó do Adam vir abraçar ele, eu finalmente pode ficar sozinha com ele. Teríamos apenas 10 minutos sozinhos, e eu sabia que eles apenas tinham me dado esse tempo sozinha com ele porque estávamos no acidente juntos.

Adam sorriu para mim, e eu queria sentir os braços dele em volta de mim, mas eu fiquei na cadeira, me contentando com sua mão quente apertando a minha. Eu comecei a chorar, e a mão de Adam foi para o meu rosto.

—Ei. Ei. — ele murmurou. — Não chore.

—Eu achei que você ia morrer. — eu chorei. — Ninguém me explicou como você estava… e meus pais morreram, minha irmã morreu. — eu disse, soluçando. — Eu me senti tão assutada. Tão sozinha. E tudo que eu queria era saber se você estava bem.

—Ei, não desista de mim. — ele disse. — Eu estou aqui. Eu vou continuar aqui. Eu te prometi que você seria a Sra. Cook, não é?

Eu assenti, tentando segurar as lágrimas. Gostando do carinho que ele fazia no meu rosto.

—Eu te amo, Adam. Tanto.– eu murmurei. Ele se curvou, e fez uma careta, mas não desistiu, e eu me levantei um pouco e nós nos beijamos devagar, e eu me senti tão bem, com os lábios dele colados no meu, mas depressa ele voltou para o lugar, com a mão no peito. — Desculpe, desculpe! — eu disse depressa.

—Está tudo bem. — ele disse, confiante. — Tudo para beijar os lábios da garota mais bonita da Grã-Betanha.

Eu sorri, Adam parecia estar o mesmo. Dessa vez ele que era o forte da situação. Ele que estava aguentando tudo para me proteger. Eu segurei a mão dele, e deitei a cabeça na sua cama, usando sua mão de travesseiro.

—Eu posso… eu posso…

—É, claro. — ele disse, não me fazendo necessário eu falar. Eu comecei a deixar as lágrimas escorrem do meu rosto, simples assim. Era como se eu só precisasse piscar e lá estavam as lágrimas escorrendo, como se não houvesse amanhã. Dessa vez foi silencioso, sem soluços, sem aquela vontade de gritar. Foi calmo. Como se eu estivesse aceitando. Minhas lágrimas molharam a mão de Adam, mas ele continuou a segurando. — Vai ficar tudo bem, Sugar. Vai ficar tudo bem.

Adam foi visitado por um monte de gente. Meus amigos, os amigos dele. Evie bateu nele, por dar aquele susto nela. Nathan fez mais piadas sujas, Jason chorou mais um pouco. James abraçou Adam, e disse que estava feliz que ele estava bem. Emmeline chorou abraçando nós dois.

E então, eu fui ao banheiro, e me achei horrível. Eu sabia que Adam não se importava com isso, mas eu falei com minha avó, e Emmeline, e nós três voltamos para o meu quarto. Arrumamos meus cabelos, fizemos minha maquiagem, e eu coloquei meu vestido preto apertado que ele amava. Ele foi todo dedetizado e eu sabia que eu só estava fazendo aquilo, porque a minha medibruxa era aquela mulher super doce e animada.

Adam tinha acordado de tarde, e eu aproveitei para fazer isso quando ele foi fazer mais exames. E já era noite quando, eu sentei na minha cadeira de rodas, e Emmeline me guiou pelos corredores. Ela me deixou na porta do quarto dele, e deu uma risadinha, saindo de perto.

Eu abri a porta e sorri.

Eu nunca na minha vida perdi o sorriso tão rápido.

—O que aconteceu? — Remus perguntou, correndo até onde os amigos estavam. Sirius, James e Peter vinham atrás dele.

—O que está acontecendo? — Emily indagou. Ela tinha acabado de chegar para visitar Addie e Adam, quando soube.

—Eu não sabia o que fazer. — Emmeline falou, ofegante. — Nem as curandeiras assistentes sabem o que fazer. — ela disse. Uma moça ruiva atrás dela, estava na porta do quarto, chorando.

—Onde está ela? — Sirius indagou, nervoso.

—Lá dentro com ele.

A curandeira abriu a porta, e todos tomaram um grande folego antes de entrar. Emmeline começou a chorar baixinho, e agarrou a mão de Emily, as duas sem saber o que fazer.

Todos estavam sem saber o que fazer, pois Addie estava deitada na cama de Adam. A cadeira de rodas tombada no chão. Ela tinha o rosto encostado no peito dele assim como a mão, olhando para o nada. E Adam estava morto deitado imóvel na cama.

—Acho que foi um derrame. — ela murmurou. — Ele tinha tendência a ter coágulos de sangue. Então, deve ter ido para o cérebro dele. Só leva um segundo. — ela disse, com os olhos vermelhos. — Eu ouvi a curandeira falando…

—Addie… — James murmurou.

—Ele morreu sozinho. — Addie disse, franzindo a testa. — Estava sozinho.

—Não tem nada que você poderia ter feito. — James disse para ela.

—Eu estava escolhendo um estúpido vestido. Eu queria ficar bonita. Eu teria estado aqui mais cedo, mas não conseguia decidir que vestido usar. – ela murmurou. — Então, ele morreu sozinho… — ela sussurrou. — Eu deixei ele morrer sozinho...

—Addie. — Sirius chamou. — Não deveríamos estar aqui. Eles… eles precisam removê-lo. Você não pode ficar aqui. Eu sei que você quer, mas você não pode.

—Vocês podem, por favor, sair? — ela pediu, com a voz embargada. — Quero ficar sozinha com Adam.

—Addie, esse não é o Adam. — Remus abriu a boca pela primeira vez. A voz séria e dura.

—Cala a boca.

Ele passou entre os amigos, e foi para o lado de Adhara.

—Addie, esse não é o Adam. — ele repetiu. — No momento em que seu coração parou de bater, ele deixou de ser o Adam. Agora, eu sei que você o ama, mas ele também te amava. Um cara que te ama assim, não quer que faça isso com você mesma. Porque não é o Adam. Não mais.

Adhara ficou quieta. Ela fungou, tristemente.

—A semanas atrás ele estava me pedindo em casamento. A uma hora atrás ele estava dizendo que me amava. E agora… — ela ofegou. — … agora ele está morto. Não é ridículo? — ela começou a chorar. — Não é a droga de coisa mais ridícula que já ouviram? — ela chorou, agarrando o peito dele. Chorou alto, cheia de dor. Chorou fazendo seus ombros sacudirem e as lágrimas rolarem incansavelmente. — É tão... — ela chorou. — ... ridículo.

Remus se aproximou dela, e a pegou no colo com cuidado. Addie o agarrou, chorando forte contra seu pescoço. Ele se sentou em um sofá na sala, e embalou Addie, como se ela fosse uma garotinha que tinha ralado o joelho. E o choro dela era alto demais, para que alguém tentasse simplesmente não ouvir. Dolorido demais para não chorar junto. Triste demais.

O buraco em seu peito se abriu mais ainda, se isso era possível. Ela sentiu um vazio dentro dele, como se na verdade não tivesse coração nenhum. Como se ele tivesse sido acabado de ser arrancado. Ela sentiu a dor da perda tão forte, que ela achou que nunca pararia de chorar. E ela não parou nem um minuto. Não quando o pai dele chegou e caiu no chão chorando desesperado. Ou quando a avó dele teve uma parada cardíaca ao ver o neto morto. E nem quando tiraram o corpo dele as pressas Ou quando o declararam oficialmente morto. Ela não parou de chorar nem um minuto. Ela nem tentou ficar forte.

Adhara sabia que agora ela não iria mais conseguir ficar forte.

Notas finais
ME DESCULPEM! ADAM ESTÁ MORTO! AI MEU DEUS! É OFICIAL, AI VOU CHORAR! NÃO ME MATEM! AYLA, RUBYYY, ANNE, TODO MUNDO! NÃO ME MATEM! NÃO CHOREM! AI QUE TRISTEZA. SORRYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY! PRÉVIAS: 1º: "Rabastan sorriu, e se aproximou devagar. —Demorou para vir. - Addie murmurou." 2º: "-O pai da Mary veio ver ela, sabia? Addie chorou muito. Nunca a vi chorar tanto quanto ultimamente..." 3º: "-Essa coisa que você está fazendo, Addie… não é saudável." 4º: "-Addie e Teddy não pertencem a vocês. - ele disse, irritado. - Vocês podem me manter preso naquela casa, mas eles não!" 5º: "-Eu estou presa, Emmeline." 6º: "- Porque eu estou sozinha? Onde estão meus pais? Onde está Adam?" 7º: "-Eles me criaram como alguém corajoso, alguém forte que enfrenta seus medos." 8º: "- E tudo que precisamos para sobreviver nesse oceano que é a vida, é amor. E Adam me deu esse amor." 9º: "E a raiva veio, e Adhara agarrou os cabelos de Bellatrix, antes que ela tocasse na varinha." 10º: "-Eu estou pronta." ME DESCULPEM! CAPÍTULO QUE VEM TEM ENTERROOOO! AI ME DESCULPEM! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! xoxo ~Aurora