When We Were Young
11 Get Loose
Notas iniciais

GET LOOSE
LARGO GRIMMAULD
1973
CHRISTMAS
—Isso é ainda pior do que eu poderia ter sonhado. – resmungou Sirius, muito zangado, chutando a parede, com as mãos nos bolsos. – Injusto. Simplesmente injusto. Por que nunca posso ter um maldito Natal divertido? Tipo... Um que não envolva um lobisomem ou o cretino do Rabastan. Nem posso sonhar com a hipótese dele estar doente, porque agora vamos estar na casa dele. Um Natal com os Lestrange. Isso é um pesadelo. É isso o que é...
—Sirius?
—Que foi, Addie? – perguntou ele, rabugento.
—Cale a boca. – respondi rindo – Não é o fim do mundo, está bem? O pessoal da Sonserina é super legal.
—Fala isso porque passou metade do ano metendo a língua na goela de um deles. – resmungou Sirius – Não tem um que salva.
—Andy era Sonserina, lembra?
—Ok. – disse Sirius revirando os olhos – Uma salva. – ele suspirou – Não nos deixaram ir no casamento dela... que saco ...
—É verdade... – suspirei – Mas a gente tem que conhecer o bebê dela. Isso não vão poder impedir a gente de fazer. – disse jogando os cabelos para trás.
Estávamos na sala onde ficava a árvore genealógica da família. Sirius estava desenhando um bigode no rosto de Bellatrix, com uma caneta, quando Regulus apareceu e disse que já estávamos saindo.
Fomos de chave portal para a casa dos Lestrange. Narcisa usava um vestido lilás no estilo sereia, muito bonito.
—Oh. Rodolphus prometeu que meu Lucius estaria lá. Estou MORRENDO de saudades dele. – suspirou ela. Sirius revirou os olhos e fingiu vomitar, mas eu apenas ri – E você vai encontrar o Rabastan, né, Addie? Já está com saudades dele também?
—Adhara não está mais se encontrando com esse garoto, não é, Adhara? – perguntou meu pai, sibilando. Pelo visto ele não tinha se esquecido daquele jantar antes do casamento de Andy.
—Pois deveria, tio. Rabastan é um excelente cavalheiro. Bom bruxo, educado, cortês e comportado. – ela olhou com descaso para Sirius – Um pretendente que pode ser levado a sério.
—Narcissa Black. O que está insinuando com isso? – perguntou tia Walburga, fechando a cara.
—Que Sirius não merece a Addie. – disse Narcisa me abraçando. Eu queria somente sumir – Fala sério. Ela merece muito melhor e Rabastan, tio, é muito melhor.
—Narcissa! – ralhou tio Orion. Os pais da minha priminha apenas olhavam, achando graça. Meus pais pareciam um pouco desconfortáveis e eu queria que ela calasse a boca.
—É verdade! E tem mais. Addie e Sirius são quase como irmãos. É possível que não consigam cumprir com as obrigações matrimoniais deles. – adicionou ela.
—Isso é verdade. – disse Sirius sorrindo – Eu nunca iria conseguir trepar com a Addie.
—Sirius! Que linguajar é esse, meu filho? – ralhou tio Orion.
—Trepar, foder, sexo, amor, molhar o biscoito...
—Sirius! – ralhou tia Walburga, só que ela não parecia tão brava. Era quase um clima alegre em volta de todos. Até Narcissa riu. Sirius ria também.
—Bimbar, aquilo naquilo, fornicar, fuque-fuque...
—Ok, Sirius. Eu acho que a gente já entendeu. – riu meu pai achando graça, mas com o olhar da minha mãe, ele se fingiu de sério.
— Lesco-lesco, matimbimba, rala e rola...
—Eu não sabia que existia tanto nome pra isso. – disse Regulus, entre o riso e o choque.
—E o meu favorito... – riu Sirius, enquanto tia Walburga o olhava furiosa. Tio Orion tentava parecer zangado, mas ele parecia estar segurando algo próximo de um sorriso. – Tchaca-tchaca-na-butchaca.
—Eu não conseguiria... hum... cumprir com meus compromissos matrimoniais com o Sirius também. – eu disse rindo – Mas não quero me casar com Rabastan. A gente teve um lance e só.
—Um lance e só é melhor do que você já teve com o Sirius. – riu Narcissa – Não é?
—Fala sério. A maior intimidade que eu tive com Sirius foi quando ele peidou na minha orelha pra me acordar. – resmunguei. Tio Cygnus começou a rir e tia Walburga cobriu o rosto com as mãos, envergonhada, enquanto Sirius ria de se acabar.
—Bons tempos. – riu ele.
Fomos indo em direção à casa dos Lestrange.
—Será que o Lorde Maluco vai estar ai? – perguntei pra Sirius.
—Acho que não. Ele está sendo procurado pelo Ministério... não está? – perguntou ele.
—Deveria. O lugar dele é em Azkaban.
—O lugar dele é na puta que o pariu. – resmungou Sirius.
Logo estávamos afundados naquele mar de adultos, que vinham paparicar tio Orion. Algumas olhavam para Sirius e Regulus, perguntando se os dois já estavam arranjados e algumas pessoas perguntavam o mesmo de mim para meus pais. Felizmente as respostas eram sempre que ainda não tínhamos nada definido. Estava quase morrendo de tédio, quando Narcisa segurou minha mão e me puxou.
—Vocês dois. Venham comigo. – riu Narcissa. Regulus olhou para ela como se tivesse sido traído – Antes que fiquemos velhos e enrugados no meio de tanta chatice.
Sirius a olhou como se tivesse escutado que Narcisa iria se casar com a Lula Gigante. Apenas ri da cara dele e fui a seguindo pela casa de Rabastan. Logo reconheci o caminho que levava para o quarto dele e entendi que era para lá que estávamos indo. Parecia estar rolando alguma festa ali. Narcissa abriu a porta e fez pose. Notei que tinham aumentado o quarto com magia. Só assim para caber quase uns vinte adolescentes ali dentro.
—Olá. A alma da festa chegou! – riu ela.
—Cissy! – riu o batedor da Sonserina, Adam Cook – Estava me perguntando se você ia vir. – riu ele.
—É claro que eu iria vir. – riu ela me puxando – Lembra da minha prima, a Addie? Esse é meu outro primo, o Sirius. Vamos ser legais com os grifinórios, certo?
—Eu posso ser legal com Addie. – escutei Rabastan falar. O procurei pelo quarto e arqueei as sobrancelhas. Ele estava com uma camisa social, parcialmente aberta, com marcas de batons nas bochechas e a gravata na cabeça – Com ele, é outra história.
—Mostre que pode ser melhor e seja civilizado. — disse Narcissa, como uma mãe.
Rabastan revirou os olhos. Olhei para Sirius, que ainda olhava esbabacado para Narcissa, sem parecer acreditar no que estava ouvindo.
—Ei, Black. Estamos jogando Strip Snap Explosivo. Você quer brincar com a gente? – perguntou Eloá Bustrolde. Eu não sabia se Narcissa havia falado com ela sobre Lucius, mas pelo olhar que minha prima lançou para a amiga deixou claro que elas não estavam tão bem assim.
—Claro! – riu Sirius abrindo um sorriso.
—Temos whisky de fogo aqui. Aceita, Cissy? – perguntou Lyssandra Yaxley, ela era uma das garotas mais bonitas que eu já havia visto.
—E temos salvia também. – adicionou Sebastaian Avery com um baseado na boca. Ele era negro e bem alto.
—Isso é comigo! – eu disse indo na direção dele.
—Só se você sentar no meu colo, boneca. – riu ele. Ele era dois anos mais velho que eu e não parecia ligar para isso.
—Não seja grosso, Avery. – riu Cook, que dedilhava um violão. Os cabelos castanhos ondulados caíam em seu rosto e ele tinha um sorriso travesso. Ele usava uma jaqueta de couro e era, realmente, muito bonito – Nenhuma Black sentou no seu colo, não acho que Adhara será a primeira.
—Isso mesmo. – concordou Rabastan – Acha que é qualquer um que consegue agrados dela, é? – perguntou ele.
—Rabastan... – riu Nott – Vou pensar que está querendo cair nas graças da Black de novo.
—Eu sempre quero. – riu Rabastan piscando pra mim.
—Continue tentando, Rabastan. – eu disse rindo – Vou pensar mais no seu caso de me deslocar salvia.
—É claro. Tudo pela minha dama. – riu ele pegando um baseado do bolso e me entregando – Divirta-se.
—Estou me divertindo. – disse.
—Que bom. – riu Cook – Você está com Potter agora? – perguntou ele.
—Que? Eu não! Credo. – respondi rindo e tragando o baseado. Cook mexeu um pouco no violão – De onde tirou essa ideia?
—Porque, quando eu explodi a cabeça dele, você saiu correndo para ver se ele estava bem e Rabastan sempre teve ciúmes dele.
—Isso é a maior mentira! – defendeu-se Rabastan.
—Sem falar que ele está sempre te abraçando.
—James gosta de abraçar. – disse dando de ombros. – Eu tenho que correr dele às vezes, mas nem sempre consigo fugir. – falei. Os meninos riram achando graça. Cook começou a tocar o violão e depois começou a cantar, me olhando travesso.
—Olha o Potter, tá loucão. O que foi? Corre não... O que eu quero é só... Te abraaaçaar. – Ele fez um solinho engraçado, ainda me olhando nos olhos – Yeah! Yeah... Agora eu quero ver, a Addie fugir então! – Ele tocou outro solinho, com o pessoal rindo e batendo palmas. – Rabs, no ciumão... O que foi? Corre não! O que eu quero é só... te abraçar! – Ele riu para mim e piscou – Tá escuro, eu sei! Pomos voando, gostei! Adhara, eu quero é só... Te abraçar...
—Não acha que ela é novinha demais pra você, Adam? – riu Mulciber fumando, deitado na cama. Cook piscou pra mim e sorriu, parando de tocar. Na verdade, ele devia estar com quinze anos, enquanto eu tinha quatorze, mas logo ele faria dezesseis e demoraria um pouco para eu fazer. Só que talvez o falto de eu estar no terceiro ano e ele no quinto, dava a impressão de que eu era uma criança e ele um adulto.
—Eu disse abraçar e não beijar. Pode ficar tranquilo, Rabs. – riu Cook e eu fiquei um pouco decepcionada.
—Dá pra parar com essa palhaçada? Eu e a Adhara somos apenas amigos! – resmungou Rabastan, sentado numa cadeira, com as costas da cadeira entre as pernas.
—Isso mesmo. Sou livre, leve e solta. – disse rindo e tragando meu cigarro. Adam Cook riu pra mim, daquele jeito maroto.
—Aquela é a sua prima, Rabastan? – perguntou Avery. Rabastan olhou para o lado e ficou vermelho.
—ELIZABETH! – gritou ele, zangado. Todo mundo começou a gargalhar absurdamente. — EFFY!
—É O KARMA! É O KARMA! – gargalhou Mulciber. Olhei para o lado e caí na gargalhada, porque Sirius estava sem camisa, se agarrando com a prima mais nova de Rabastan, Elizabeth Lestrange. Ela parou de beijar Sirius apenas para mostrar o dedo médio para o primo.
—Vai cuidar da sua vida, que eu to cuidando da minha, está bem? – perguntou ela.
Todos gargalhamos. Todos nos divertimos. Até mesmo, Sirius, que conseguiu ignorar as provocações de Rabastan metendo a língua na goela de Elizabeth. Bebemos muito, dançamos com as músicas de Adam. Eu e Narcissa ficamos pulando na cama, com Eloá, as três muito loucas de salvia. Sirius ficou muito bêbado e logo estava brincando de queda de braço com os Sonserina.
Sirius parecia não estar tão a vontade quanto eu, pois eu realmente estava a vontade ali.
Eu e Narcissa deitamos na cama, rindo de nos acabar. Ela me abraçou e me beijou na bochecha. Estava muito bêbada e chapada. Nós duas estávamos. Eu nunca tinha sonhado com a possibilidade de Narcisa ser divertida. Talvez Bellatrix fosse de fato o único ovo verdadeiramente podre da família.
Ela e talvez tia Walburga. Aquela nojenta mal comida.
Narcissa me olhou com um sorrisinho e eu devolvi o olhar.
—O que foi?
—Eu quero saber... – ela passeou os dedos na minha barriga, como se fossem passos – Até onde chegou com o Rabastan?
—E por que eu te contaria isso? – perguntei. Não parecia ter ninguém prestando atenção em nós. Estavam todos muito ocupados se divertindo e Lyssandra, que também estava na cama, tinha desmaiado ou qualquer coisa assim.
—Se contar, eu te conto até onde eu cheguei com Lucius.
—Vocês já transaram? – perguntei curiosa, me virando para ela.
—Você primeiro. – riu Narcissa com uma risadinha marota.
Sorri concordando.
—A gente já se masturbou. – respondi. Narcissa me deu um tapinha e abriu a boca, rindo. — Só isso.
—Sua danadinha. – ela se aproximou mais um pouquinho e eu senti o hálito de bebida que se desprendia dela – E como ele é? Ele é grande?
—Eu acho que sim. Nunca vi outro pra comparar. – disse rindo.
—Quantos centímetros? – perguntou ela. Franzi a testa e me levantei de leve. Rabastan estava sem camisa, com a gravata ainda na cabeça e conversava com Regulus, que eu não tinha visto chegar.
—Rabastan! – gritei. Ele me olhou – Vem cá! – ele veio, trocando os pés, muito louco e bêbado também. Ele se deitou ao meu lado e riu.
—Chamou, meu amor? – perguntou ele ignorando Narcisa – Se lembrando da nossa aventurinha aqui nessa cama?
—Também. – respondi sorrindo – Quantos centímetros você tem?
—Um metro e...
—Centímetros, idiota. – cortei rindo.
—Não é mais fácil falar em metro? – perguntou ele franzindo a testa.
—Estou falando daqui. – disse apalpando ele, meio escondido para que os outros não notassem. Rabastan me olhou chocado.
—Addie, eu juro que te agarro. Eu juro. – disse ele e eu tirei a mão. Ele respirou fundo e olhou para mim, cheio de desejo.
—Quantos centímetros, Rabastan?
—Eu não sei. Eu nunca medi. – respondeu ele.
—Oh. Achei que todo garoto fazia isso. – riu Narcissa. Só então ele pareceu notar que ela estava ali.
—Se quiserem medir, eu não me importo. – riu ele com malícia.
—Isso eu não posso fazer. Eu quero casar com meu noivo, sabe? – riu Narcissa. Rabastan me olhou com malícia.
—Mede e me conta. – respondi.
—Mede você. – riu ele pegando minha mão – E a gente se diverte um pouquinho... Pode ser meu presente de natal.
—Acho que não, Rabs. Você é muito possessivo.
—É porque você... – ele se calou e desviou o olhar. Então suspirou e se sentou – Eu já volto, minha dama.
Vi Rabastan sair e pegar uma régua em cima de uma mesa. Então ele entrou no próprio armário.
—Ele gosta de você. – riu Narcissa. Me deitei na cama ao lado dela.
—Mas eu não gosto dele... não desse jeito... – suspirei – Será que tem algo errado comigo? – perguntei – Eu quem deveria ficar cheia de expectativas, não ele...
—Não tem nada de errado. É só que você... – Narcissa me beijou na testa e eu senti um arrepio – É uma garota... – ela me beijou na bochecha – Muito encantadora... – ela me beijou no nariz – É normal que todo mundo queira te dar uma mordida.
—Prima, você está flertando comigo? – perguntei chocada. Narcissa sorriu e negou com a cabeça.
—É que você é muito boa de apertar. – riu ela – É tão fofa que dar vontade de morder. – riu ela mordendo minha bochecha.
—Prima... – murmurei sentindo-me calorenta. Deveria ser a bebida.
—Tentada, Adhara? – sussurrou Narcissa colocando as mãos na minha cintura e passeando a perna sobre a minha. Ela me olhava nos olhos e sorria marota para mim, passeando o dedo pelas minhas costelas, perigosamente próximos dos meus seios – Eu acho que você está louca pra provar da fruta errada.
—Isso pode ter passado pela minha cabeça... – disse sentindo o nariz dela roçar no meu. Céus. Eu queria beijar minha prima, Narcissa? O que raios eu tinha fumado? – O que está fazendo?
—Te dando uma lição. – riu ela no meu ouvido. A voz dela era sexy. Muito sexy – Você tem mais tesão por mim do que por Sirius. Céus, Addie. – e então ela se sentou, voltando ao normal – Você precisa sair dessa. Não quero te ver presa num casamento desses... mesmo que não seja com Rabastan... olha ele aí, aliás. Disfarça.
Me sentei, sentindo minha calcinha muito molhada. Minha respiração estava acelerada pra caramba. Rabastan se sentou ao meu lado.
—Antes de falar... Qual é um tamanho bom? – perguntou ele, meio constrangido.
Olhei para Narcissa, que riu achando graça.
—Mais que quinze é bom. Dezoito até vinte é grande. Mais do que isso é assustador. – riu ela.
Rabastan sorriu satisfeito.
—Eu tenho dezessete. – riu ele – Eu ainda vou crescer. Então vou ser melhor, não é?
—Não adianta ter uma vassoura boa e não saber voar, sabe? – perguntou Narcissa, com malícia.
—Você sabe voar, Cissy? – perguntou Rabastan ao meu lado.
—Nunca voei. – respondeu ela.
—Duvido. Você tá com o Lucius. – disse Rabastan.
—Eu sei. Transformei Lucius Malfoy em punheteiro. – riu ela.
—Ou você em corna. – provocou Rabastan. No mesmo momento eu e Narcissa miramos Eloá Bulstrode rindo com Avery.
—Ah. Isso com certeza. – disse ela como se não ligasse. A olhei completamente chocada, mas ela ainda olhava Eloá.
—Você está está bem com isso? – perguntei.
—Eu dei permissão para Lucius fazer o que quisesse, desde que fosse discreto. E ele concordou. – disse ela dando de ombros – Namoramos a distância. Não é justo com nenhum de nós exigir exclusividade. – Narcissa sorriu vitoriosa – Mas o melhor é saber por muitas fontes que ele já errou o nome na hora “H” mais de uma vez. Ele pode estar com outras garotas, mas está pensando em mim.
—E daí? – perguntou Rabastan.
—Ora. – riu Narcissa – Eu não saio da cabeça dele. Mesmo sem usar o sexo. Imagina quando começar a usar. – Narcissa jogou os cabelos para trás – Lucius Malfoy vai comer na minha mão.
—Mas... ela é sua amiga. — eu murmurei, encarando Eloá novamente. Rabastan seguiu meu olhar e arregalou os olhos. Nós dois voltamos a olhar Narcisso. Ela riu e suspirou.
—Eu não sujo as minhas mãos. — ela disse, mirando suas unhas muito bem feitas. — Mas já deixei bem claro que se ela tocar no meu noivo novamente... ela está morta.
Rabastan deu um sorriso e eu olhei Narcissa com algo entre assustada e impressionada.
—Prima! – eu disse chocada com aquilo – Você precisa me dar umas dicas! Pra mim e pra minhas amigas sobre garotos.
—Estou em apuros. – riu Rabastan.
—Rabastan, você já está comendo na minhas mãos. – provoquei.
—Eu sei. – riu ele, se debruçando e me mordiscando na orelha – Aí é que existe o perigo. – sussurrou ele me fazendo arrepiar – Eu sei como Lucius se sente. – ele olhou para Narcissa – Essas garotas da família Black são muito malvadinhas.
Eu e Narcissa começamos a rir.
—Que isso. Somos super legais, né, Addie? – perguntou Narcissa.
—Completamente.
ஐ
HOGWARTS
—Odeio isso! Odeio!
—Por que você pegou essa aula mesmo? – Mary perguntou a Emmeline que desde que a aula de Trato das Criaturas Mágicas tinha começado, só tinha reclamado.
—Marlene pegou essa aula e ela é um saco. – murmurou Emmeline, revirando os olhos como se tudo que passasse na mente dela fosse obvio para nós.
—Não entendi. – disse Mary, inocentemente. Emmeline suspirou, mirando Marlene irritada.
—Ela beijou Sirius. — disse. — Acha que eu vou deixar ele sozinho com aquela sirigaita?
—Querida, você já os deixou sozinhos. — eu ri.
—O que? – ela ficou confusa e eu apontei para onde eles estavam. Ela se virou para ver Sirius e Marlene perto demais um do outro enquanto observavam um Tronquilho. – Eu não acredito.
—Você devia deixar Sirius para lá. – falei e Mary concordou. – Ele não gosta de você de verdade, Emme.
—Ele me disse que sou a garota dele. – ela murmurou e fez um biquinho.
—Ele disse isso para Lene também. – ficamos surpresas com Dorcas parada do nosso lado.
—Cala boca, sua esquisita! – disse Emmeline, venenosa. – Saia daqui antes que eu jogue um desses monstrengos na sua cara. – falou. Meadowes fez uma careta assustada e saiu de perto de nós o mais rápido possível.
—Addie, o que você já escreveu? — Mary me perguntou, acostumada com Emmeline sendo maldosa.
—O que é pra fazer mesmo? – indagou Emmeline.
—O professor pediu para fazermos um relatório sobre os Tronquilhos. – eu disse para ela. – Você deve escrever o que está vendo.
—Eu vejo que eles parecem árvores. – ela me respondeu, entediada. – Eu tenho que fazer algo...
—O que? – perguntei, enquanto eu e Mary trocavámos informações dos nossos relatórios.
—Pra ficar com Sirius. – disse Emme.
—Por que você simplesmente não vai lá, fala no ouvido dele que quer beijar ele e pronto?
—Mary, você é um gênio! – ela riu e a beijou na bochecha. – Vocês fazem o relatório para mim, amigas? – ela pediu e não esperou para ouvir nossa resposta, apenas saiu em direção a Sirius. Observamos ela lançar um olhar de raiva a Marlene então se debruçar sobre Sirius para falar algo no ouvido dele.
— Acha que vai dar certo? – Mary me perguntei. Mirei minha amiga que tinha um Tronquilho na palma da mão.
—Claro que vai. — respondi e franzi a testa. – Como o pegou? O professor disse que eles ficam irritados quando alguém ameaça a árvore deles.
—Eu só estiquei a mão e ele veio. – ela respondeu e apontou com a cabeça para onde meu primo estava. – Deu certo. – ela disse. Vimos Emmeline e Sirius saindo escondidos da aula e James ao lado de Remus e Peter, fazendo gestos com as mãos. – O que James ta fazendo? – indagou Mary, risonha.
—Acho que está tentando dizer para Sirius pegar nos peitos da Emmeline.
—Acha que ela vai deixar?
—É claro que vai. – nós rimos e vimos Marlene toda emburrada ao lado de Lily, que parecia tentar consolá-la.
—Olá, gata! Vem sempre aqui? – James apareceu ao meu lado, se sentando junto comigo e passando um braço pelo meu ombro.
—Cala a boca. – eu disse, com um sorrisinho. – Terminou o relatório?
—Sim. – ele respondeu. – Remus também, mas agora ele está terminando o do Sirius em troca de chocolate de graça mais tarde. – Remus levanta os olhos.
—Gosto de chocolate. – ele resmungou, um sorrisinho brincando em seus lábios.
—E você, Petelzinho? Terminou? – Mary perguntou, sorrindo daquele jeito animado de sempre e com olhares apaixonados para Peter.
—Na verdade, não – Peter respondeu mordendo a língua se concentrando no Troquilho.
—Quer que eu ajude? – ela quis saber.
—Faria isso?
—É claro! Vem aqui, Petelzinho. – chamou. Ele se sentou ao lado dela e os dois ficaram com os ombros colados. – É fácil, olha só. – ela começou a apontar para os traços do Tronquilho que ele deveria analisar e anotar.
—Obrigada, borboletinha. – ele murmurou corado e Mary corou também encolhendo os ombros tímida.
Notei James abrindo a boca para zoar Petere o dei uma cotovelada nas costelas antes que ele pudesse sequer falar.
—Ouch! – ele reclamou. Eu ri e ele sorriu, aproximando o rosto do meu ouvido. – Borboletinha? – ele riu baixinho.
—É um apelido. – respondi, virando o rosto para olhá-lo, fazendo nossos rostos ficarem muito próximos. — Acho muito bonitinho ele chamar ela assim.
—Se eu te arranjar um apelido vai me achar bonitinho também? – ele sorriu sacana. Revirei os olhos, já o achando bonitinho.
—Não. – respondi. Mas é claro que ele me ignorou e colocou os dedos no queixo para pensar. Não demorou nem dez segundos para ele pensar.
—Tetas (Nips). – proclamou. Abri a boca chocada, tentando não rir.
—Nem pensar. – eu falei. Ele riu tão alto que chamou a atenção de Remus.
—Remus, não é perfeito? O apelido da Addie! NIPS! – ele gritou ainda rindo alto. Remus controlou o sorriso assim como eu e suspirou.
—Ela pode se ofender. – ele disse, em minha defesa.
—Deixa disso, Remus. – James riu mais uma vez me olhando com um sorriso de orelha a orelha.
—Idiota.
ஐ
—Melhor dia da minha vida! – disse Sirius ao se sentar ao lado de Peter. Sirius se senta, ao lado de Peter. A biblioteca não estava muito cheio e as meninas não estavam lá, somente eu e os meninos.
—Me conta, cara. – pediu James, animado. – O que ela deixou você fazer?
—Não foi tanto assim. – ele contou um pouquinho desapontado. –Nós fomos para um armário de vassouras e ficamos nos amassando. — sorriu. — Ela me deixou apertar a bunda dela o tempo inteiro. – ele disse, o sorriso parecia brilhar. – Cara... — suspirou feliz. — Emmeline beija muito bem. — disse, então se curvou um pouco e arregalou os olhos. — Mas depois que saímos do armário de vassoura e Emmeline foi embora... Marlene chegou.
—Mentira! – James quase gritou chocado. – Você não pegou as duas no mesmo dia, não é possível.
—Peguei sim. – Sirius disse como se tivesse ganhado um prêmio, o peito estufado em orgulho. Revirei os olhos e troquei um olhar com Remus. – Marlene me deixou pegar nos peitos dela além da bunda, mas a gente se muito menos, porque uma monitora começou a fazer rondas...
—Você é tão ridículo! – eu disse e bati em seu ombro com um livro grosso. – Emmeline gosta de você. – bati novamente. — Até a Marlene gosta de você...
—Calma, Addiekins. – ele brincou e pegou o livro da minha mão. – Eu não namoro nenhuma das duas. — ele deu de ombros. — E você tem que jurar que não vai contar para ela.
—Precisa dar sua palavra como Marota! – brincou James, arqueando as sobrancelhas.
—Percebo que ouviu o que tão dizendo por ai... – murmurei. Ele deu um daqueles enormes sorrisos travessos.
—É claro, já que nos chamam assim. – ele deu de ombros, olhei os quatro meninos meio curvados na minha direção, apenas esperando minha reposta. Como se aquilo fosse minha iniciação.
—Não entregamos amigos! – disse Peter. — Sua palavra de Marota.
—Você também é nossa melhor amiga. – murmurou Remus, com um sorrisinho brincalhão. – Sua palavra de Marota.
—Eu sou seu primo – Sirius falou simplesmente. – Sua palavra de Marota!
—Você é uma de nós? – indagou James. – Sua palavra de Marota?
Os quatro cuspiram nas costas de suas mãos e as estenderam para mim. Revirei os olhos rindo. A verdade era que Emmeline sabia que Sirius ficava com Marlene também e achei engraçado que eles achavam que isso era um segredo.
—Minha palavra como Marota. – falei e cuspi na minha mão e fazemos um montinho com nossas mãos. Eles todos tinham sorrisos largos.
—Bem vinda, Nips.
ஐ
Lyssandra Yaxley sorria para mim, mascando um chiclete Baba Bruxa, ao lado dela estava Narcissa também sorrindo para mim e do outro lado dela estava Eloá Bulstrode. As três parecendo lindas e perigosas.
—Vai ser uma festinha bem exclusiva – minha prima disse. – Só nos três – ela sorriu apontando para as amigas. – E suas amiguinhas.
—Emmeline e Mary? – perguntei surpresa.
—É, essas mesmo. – disse Lyssandra. — A que já está com o corpo bem desenvolvido para a idade e a tal de Crazy Eyes. — continuou e toda hora eu me arrependia mais de te criado esse apelido.
—Vai ser legal, priminha. – disse Narcissa, me dando um aperto na bochecha. – Vamos ensinar para vocês uns truques de mulher mais velha, eu vou te buscar na Torre da Grifinória, depois do jantar.
—Vamos Cissy, quero ir da uma olhada no time da Sonserina treinando antes de irmos para Hogsmeade – Lyssandra falou, mordendo o lábio..
—Você quer é ver o batedor super gostosão – Eloá riu.
—Adam Cook? – perguntei e elas me olham surpresas.
—Adiantada essa sua prima, Cissy. – riu Lyssandra. Narcisa riu com ela e mordeu minha bochecha para depois sair junto das amigas.
Fui para fora do castelo e andei calmamente até Hogsmeade.
—Demorou. – falou Emmeline com a encontrei encostada na vitrine da Dedos de Mel.
—Fomos convidadas para uma festa exclusiva da minha prima. – contei. Ela arqueou a sobrancelha.
—Sério? Sua prima é tão popular. – ela murmurou, mastigando uma varinha de alcaçuz.
—Eu sei. Cadê nossa borboletinha? – indaguei. Me encostei na vitrine ao lado dela e tirei um baseado de salvia do meu bolso.
—Lá dentro com o Petelzinho. – ela respondeu, cantarolando, enquanto eu fumava – Me dá isso. – pediu e pegou o baseado do meus lábios. Deu um trago forte e me devolveu. – Acho que eles estão dando uns beijinhos – contou.
—Mentira! – virei entusiasmada e colei minha testa na vitrine. – Onde eles tão? – perguntei. Emmeline me imitou e começamos a procurar os dois.
—Ali! – ela achou e apontou para um canto, onde Mary estava encostada em uma prateleira cheia de doce com Peter na frente dela. – Ele é tão cagão. – ela murmurou se referindo a Peter que até agora não tinha beijado Mary.
—Mary e Petelzinho, embaixo da prateleira, eles estão se beijando, eles estão namorando! – comecei a cantar. Emmeline começou a sacudir os ombros e isso chamou a atenção dos dois que miraram nós duas. Continuamos cantando e mandando beijinhos para eles. Mary riu, achando engraçado, mas Peter ficou vermelho que nem um tomate.
—O que estão fazendo? – James chegou por trás de mim me abraçando e colando a testa na vitrine. Nossas cabeças coladas. – Eles tão de namorico? – ele riu e bateu no vidro para chamar a atenção de Peter. Ele começou a mandar beijinhos para Peter como eu e Mary fazíamos antes.
—Potter! Perto demais! – escutei meu primo dizer e puxar James pela blusa.
—Sai de dessa, Sirius – reclamou James. – Eu e a Nips temos algo especial.
—Nips? – indagou Emmeline, confusa.
—Meu apelido para esse linda menina de peitos avantajados. – ele disse. Emmeline riu e James esticou as duas mãos em direção aos meus peitos. Eu bati em uma e Sirius bateu na outra.
—Remus, onde ‘cê ta indo? – gritou Emmeline quando viu Remus a ponto de entrar na Dedos de Mel.
—Indo comprar chocolate. – ele respondeu, assustado.
—Não! Vai atrapalhar! Peter vai ficar com vergonha e não vai beijar a Mary – ela explicou, o puxando pelo braço.
—Mas eles já estão se beijando! – disse Remus sorrindo. Todos nos viramos e colamos a testa no vidro. De olhos arregalados e as bocas abertas em surpresa.
—Eles estão se beijando mesmo! – sussurrou Sirius, como se Peter e Mary pudessem nos escutar pelo vidro.
—De língua! – acrescentou Emmeline.
—Onde que 'ta aquela mão do Peter? — indagou James.
—Na saias dela?
—Claro que não...
—Posso ir comprar meu chocolate? – perguntou Remus, no interrompendo.
—Não!
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— Estou tão feliz! – Mary disse batendo os cílios e girando os olhos mais que o normal. Ela pulou no lugar, dando risadinhas.
—Percebemos, borboletinha. – falei, sorrindo. Estávamos sentadas na cerca que nos separava da Casa dos Gritos. – Ele também está. – falei. Olhamos Peter que estava rindo com os meninos socando lhe o braço.
—Addie! – gritou Sirius, com um baseado entre os dedos. – Remus está dizendo que sabe dançar.
Remus tinha seu próprio baseado entre os lábios e riu, passando para James.
—Que mentira! – gritei de volta rindo e fumando um pouco mais de salvia. Meu estoque já estava acabando, logo eu precisaria roubas mais das estufas.
—É claro que sei! – disse Remus, vindo para perto de mim. Ele roubou o baseado de mim e tragou. – Prestem atenção, só vão ver isso uma vez.
—Estou morrendo para ver isso. – sorriu Emmeline, aceitando o baseado de James.
—Vamos fazer a dobra do tempo de novo!— Remus cantou e nós caímos na gargalhada. – Calem a boca e não atrapalhem. – ele disse rindo. — Vamos fazer a dobra do tempo de novo. — ele levantou os braços e abaixa repetidamente. — É só um pulo para esquerda.— ele pulou para esquerda. – E um passo para direita!— ele cantarola, dando um passo para direita. – Com as mãos nos quadris! Você aperta seus joelhos.— nós rimos o vendo dançar o que cantava. – Mas é o impulso pélvico, que realmente lhe deixa louco! — ele começou a ir com os quadris para frente e para trás, então abriu os braços e gritou bem alto. – Vamos fazer a dobra do tempo de novo!
Então parou, ajeitou as vezes e fez uma reverência em agradecimento. Batemos palmas para ele, assoviando e rindo.
—Maravilhoso! – gritei. Remus me puxou pela mão.
—Vamos fazer a dobra do tempo de novo! – ele cantou e demos as mãos, a elevamos acima de nossas cabeças. Repetimos isso e depois dançamos o impulso pélvico.
Nossos amigos nos aplaudiram e eu e Remus nos curvamos, agradecendo os aplausos, como ele já havia feito antes.
—Obrigado, muito obrigado. – riu Remus.
—Melhores dançarinos que eu já vi. – disse Sirius.
—Eu quero aprender essa dança! – James falou. Se levantou e colocou as mãos nos quadris dobrando o joelho. – É um impulso pélvico!— ele cantou completamente desafinado, repetindo a dança de Remus. – Addie, venha vamos fazer um impulso pélvico. — ele chamou com um sorriso malicioso. Sirius tacou uma pedra no chão na perna de James. – Ai, Padfoot! – James resmunga, acariciando onde a pedra bateu.
— Do que você me chamou? – perguntou Sirius, franzindo a testa.
—Faz todo sentindo! — respondeu James, arregalando os olhos. — Seu nome é Sirius que é da constelação do cachorro quem tem patas que parecem almofadinhas e seu cabelo é macio como uma almofada. — ele disse. — Faz todo sentindo. — repetiu. Sirius piscou risonho e brincou.
—Não me chame disso novamente.
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—Por que estão vestidas assim? – Narcissa perguntou, olhando os vestidos que eu e as meninas usávamos.
—Você disse que era uma festa! – respondi, olhando o sobretudo grande e preto que ela usava.
—Uma festa do pijama, bobinha. – ela riu. – Vão lá colocar pijamas, e levem a roupa para amanhã. — mandou. Nós entramos correndo de volta para o Salão Comunal.
—Achei que iriam em uma festinha. – James disse emburrado, quando nos viu entrar.
—E vamos. – respondeu, entusiasmada. – Mas é do pijama. – ela correu para o dormitório.
—Cadê o Six? – perguntou Emmeline, notando que todos os meninos estavam lá menos meu primo.
—Dormindo. – respondeu James, muito convincente.
—Dormindo? As oito da noite? – ela perguntou, achando esquisito. Remus revirou os olhos e lançou a James um olhar irritado, mas mirou Emmeline de volta e sorriu.
—Ele tava ajudando Peter com uma lição e ficou cansado, não é, Peter? — ele disse. Peter assentiu depressa.
—Sim, isso mesmo, ele ficou cansado. – concordou Peter.
—Certo. — murmurou Emmeline, se dando por vencida. — Deem um beijinho nele por mim, está bem? – ela pediu. Os três assentiram com sorrisos e ela foi atrás de Mary.
Eu fiquei lá e mirei meus três amigos de braços cruzados e sobrancelhas arqueadas, completamente desacreditada.
—Que estranho. — debochei. — Marlene hoje também foi dormir mais cedo hoje. – falei, apontando com a cabeça para Lily e Dorcas estudando juntas em uma mesa.
—Addie... – James sorriu e passou um braço pelo meu ombro. Revirei os olhos novamente. – Sua palavra como Marota, certo?
—Ela vai descobrir de qualquer jeito. — murmurei. — Marlene vai se gabar depois no dormitório...
—Vamos deixar Sirius se divertir por enquanto. — disse James, me apertando contra ele.
—James, larga a Addie. – pediu Remus. Ele tinha um olhar esquisito, vendo o braço de James em volta dos meus ombros. – Ela vai achar você chato você agarrando ela o tempo todo. – falou.
—Verdade, James. – eu disse, só de brincadeira, mas ele me olhou assustado e me soltou. Eu sorri e sai andando para o dormitório. Antes de sair do campo de visão deles, vire-me e pisquei para Remus que tinha um sorriso no rosto.
No dormitório, trocamos de roupa rapidamente e colocamos nossos uniformes na mochilas para amanhã. Narcissa ainda nos esperava na porta, parecendo muito entediada por estar ali. Thomas Gray artilheiro do time da Grifinória estava li e dava claramente em cima dela. Minha prima parecia se divertir com as investidas dele, mas o mandou para longe quando chegamos.
—Prontas? – perguntou Narcissa, piscando para Thomas Gray antes dele entrar no Salão Comunal.
—Vocês não se decidem, se querem entrar ou sair! – resmungou a Mulher Gorda. Bufei para ela.
—Pode fazer seu trabalho, por favor?. – reclamei, recebendo um olhar irritado.
—Ah, Addie. – riu Narcissa. — Está igualzinha ao Sirius. — ela murmurou caminhando na nossa frente.
—Não vamos descer? – perguntou Mary. Minha prima a olhou de cima a baixo, provavelmente a medindo.
—Descer?
—Para as Masmorras? — murmurou Mary, corando um pouco pelo olhar intimidador de Narcissa.
—Não, Crazy Eyes. – respondeu Narcissa. – Venham. – ela chamou, andando até um tapete de trasgos dançando balé. – Já ouviram falar da Sala Precisa? – ela perguntou.
—Remus já me contou sobre. – eu disse. – Também conhecida como a Sala Vem e Vai... já tentamos encontrar, mas...
—Eu encontrei. – disse Narcissa. Ela fez um gesto com a mão e nós três demos um passo para trás. Ela andou três vezes de olhos fechados em frente ao tapete e em seguida uma porta apareceu. – Voilà.
Entramos na Sala Precisa, e no meio dela rindo com uma garrafa na mão estava as amigas de Narcissa. Lyssandra Yaxley e Eloá Bustrolde.
—Chegaram as grifinórias. – riu Lyssandra, parecendo um pouco bêbada.
Nós colocamos nossas coisas em um canto e fomos até elas.
—Tão botinhas. — disse Eloá, também parecendo levemente bêbada.
Cissy sorriu olhando minha camisola, então tirou o sobretudo preto e revelou uma camisola de seda branca, um pouco colada.
—Lucius que me deu. – ela se gabou.
—Você é tão metida, Cissy. – brinquei, fazendo as meninas rirem. — É bom ver você mais um pouco, não tenho ido muito nas Masmorras desde que eu e Rabastan acabamos...
—O que? Vocês terminaram de verdade? – perguntou Narcissa parecendo chateada. Todas estávamos em um grande sofá redondo cheio de almofadas.
—Eu e Rabastan não fomos exatamente namorados. – falei. Apesar de parecermos namorados, andando juntos e beijando ninguém mais além de um ao outro. – Só dávamos uns amassos. – dei de ombros.
—Até onde chegaram? – perguntou Eloá, curiosa. — Não fizeram sexo, certo?
—Claro que não. — Narcissa respondeu por mim. — Adhara sabe que tem que se guardar para o casamento. — ela disse. Dei de ombros novamente.
—Nós tocávamos um ao outro. – contei. As três mais velhas deram risadinhas animadas.
—Já fez ele gozar? – Lyssandra perguntou, com um sorriso sacana no rosto.
—Sim. — respondi. — Mais de uma vez.
—Você não me contou isso. – riu Emmeline. Mary parecia um pouco sem jeito com aquela conversa toda, mas sorria como Emmeline.
—E ele já te fez gozar? – pergunta Cissy, com o queixo apoiado nas mãos.
—Não — respondi. — Mas acho que a gente nunca teve realmente muito tempo.
—É fácil fazer meninos gozarem, mas nós precisamos de mais estímulos. – minha prima disse.
—Já fez nele... aquilo lá? – Emmeline me perguntou. Ela colocou a língua na bochecha criando uma onda, e depois com a mão fechada ao lado da bochecha, mexe a língua e mão juntas, parecendo que estava fazendo um boquete.
—Não. — respondi, achando engraçado.
—Eloá, está pensando o mesmo que eu? – Lyssandra perguntou.
—Oh! O ritual de iniciação ao boquete. – riu Eloá – Aquele momento místico e maravilhoso onde as garotas mais experientes ensinam as menos experientes sobre como domesticar um homem!
—Credo, que horror. – riu Mary.
—É muito importante, Crazy Eyes! – riu Narcissa. – Ninguém nasce sabendo fazer essas coisas. – ela se ajoelhou ao meu lado – E não é o tipo de coisa que se pergunta pra mãe.
—Seria interessante uma conversa dessas. – brincou Emmeline – Mãe, me dá as dicas! Como se faz um guloso gostoso, heim?
Todas caímos na gargalhada, mesmo Mary, que estava muito corada.
—Ok! Vamos ao que é realmente importante. Preciso de algum objeto fálico. Tipo uma banana! – disse Narcissa com um sorrisinho. Então ela foi na mochila e pegou uma banana que tinha lá.
—Você carrega bananas na mochila? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
—Eu faço exercícios toda manhã. É sempre bom comer bananas antes de fazer exercícios. Mas... o momento é mais importante. – Narcissa ficou de joelhos e sacudiu os cabelos para trás e todas nós prestamos a máxima atenção nela. Ela sorriu, pois sempre gostou de ser o centro das atenções, e então descascou a banana – Muito bem. A primeira coisa num bom boquete é nunca, nunca, nunca... fazer cara feia ou ficar com nojinho. Ajoelhou tem que rezar, entendem?
Emmeline a observava com tanta atenção que parecia que iria engolir minha prima a qualquer momento. Saber que ela pensava em fazer aquilo com o meu primo só me dava náuseas.
—A não ser que ele não seja muito higiênico. – riu Eloá – Se estiver sujo, fala com jeitinho para ele se limpar.
—Isso. Mas vamos supor que vocês estão lá. No momento, né? – riu Narcissa olhando a banana com um rostinho safado – Ele é limpinho, bonito e cheiroso. Regra número dois. Não sai enfiando o coleguinha de uma vez na boca.
—Pensei que eles gostassem quando vai até a garganta. – murmurei, franzindo a testa.
—Calma, prima. – riu Narcissa – Em uma peça de teatro, não começa pelo clímax... Sempre temos que apresentar os personagens primeiro. – ela riu – Então... quando você encarar o “colega”... Primeiro, olhe com malícia. Você vai chupar o cara, não tem que fazer carinha de santa. Ele sabe que você não é. – então Narcissa olhou com um ar sapeca para um cara imaginário que estaria de pé na frente dela – Mostre como ele parece apetitoso. Lambe os beiços... – ela fez uma voz gemida – Para que ele saiba que você está completamente louca para prová-lo. – respirei fundo sentindo uma sensação esquisita. Parecia que eu estava deitada com Narcissa, na cama de Rabastan de novo. – E então, depois de deixar os lábios bem molhadinhos... – ela nos olhou com um sorrisinho – Prove só a cabecinha. Uns beijinhos... – ela beijou a ponta da banana e todas nós começamos a rir.
—Agora eu sei o porquê de Lucius ter dado aquela camisola pra ela. – riu Lyssandra e todas nós caímos na gargalhada. Narcissa não se abalou e continuou beijando a banana apaixonadamente. Era excitante de ver e por um momento eu lamentei por ter terminado com Rabastan, mas, de qualquer maneira, existiam outros garotos bonitos na escola... como Adam Cook...
—E então, depois dessa prévia... comece sem pressa, a provar mais dele. Devagar, devagar... – ela foi colocando a banana aos pouquinhos na boca de uma maneira completamente erótica.
—Minha nossa... isso é muito... – riu Emmeline, sem terminar de falar..
Narcisa sorriu e olhou para cima, como se olhasse para o dono da banana.
—Então, antes do próximo passo, ria para o seu amigo, mostre que está gostando de fazê-lo curtir e então... – ela lambeu a banana desde a base até a ponta – Tudo precisa estar sempre bem molhado. Não economiza na saliva, ou pode machucar. – ela colocou a banana na boca e começou a fazer o movimento que todas nós conhecíamos, mas de maneira lenta e sensual – Faz que vai morder... – ela raspou o dente na banana tão de leve, que nem a marcou – Mas não morde. – sussurrou ela – Dá aquela chupadinha de leve... de leve... – ela falava num sussurro, como se falasse algo proibido e todas nós nos aproximamos mais um pouco, concentradíssimas – E então... – ela sussurrou num gemido. Nos aproximamos ainda mais. – E então... – ela falou um pouquinho mais alto, num gemido ainda mais indecente – Você vai e... – todas prendíamos a respiração, tão concentradas que estávamos. Mas Narcisa cortou o clima dando uma mordida e fazendo cara de troça.
—Ai, Narcissa! – riu Eloá.
—A gente arranca um pedaço? Eu não entendi o final. – riu Mary, corada.
—E depois você continua no básico, amor. – riu Narcissa comendo a banana – A essa altura, provavelmente o cara já agarrou seu cabelo, querendo ditar a velocidade que ele quer. Caso não, divirta-se. O importante é isso.
Peguei o meu último baseado e o ascendi com a varinha.
—Me passa isso aqui! – Eloá pegou e tragou fundo. – Lys, você não ia lá “pegar emprestado” um pouco de salvia para gente?
—Certo! – Lyssandra disse e se levantou. – Vem comigo, Adhara? – pediu. Peguei o baseado que agora estava com Emmeline e o traguei.
—Tá bom. – respondi. Saímos da Sala Precisa usando apenas camisola nossas camisolas, silenciosas, para que não fossemos pegas.
Nossos pés descalços não faziam barulho no chão, mas mesmo assim andávamos nas pontas dos pés. Dei uma risadinha quando saímos do castelo.
Lyssandra me mirou curiosa.
—Faz cócegas. – disse me referindo aos meus pés descalços na grama.
—Vem. – ela riu e pegou a minha mão. Corremos para a estufa depressa. – Isso mesmo. – ela entrou e cortou a salvia pela raiz. Antes ela ficou olhando qual queria, para então cortar.
—Vamos? – perguntei na porta da estufa.
—Pera aí. – disse. Vi que ela suava o feitiço para desfarelar a salvia. Ela enrolou o baseado com a varinha também e acendeu. – Quer? – indagou, depois de tragar. Me aproximei e no lugar de me passar o baseado, ela assopra a fumaça na minha boca. Sorri gostando disso e mirei seus olhos claros. – Ah, Addie, sua prima tem razão, você é muito bonitinha – ela me disse.
—Obrigada.
—Então, você se acha bonitinha? – ela perguntou, arqueando a sobrancelha.
—Sim. — respondi. Ela sorriu e passou a mão pelo cabelo loiro. Tragou novamente o baseado e voltou a me mirar.
—Essa camisola de boa moça até que te faz ficar gostosinha. – disse. Eu dei uma risadinha, enquanto ela continuava me mirando. – Já beijou outra mulher, Adhara? – ela perguntou, e de repente tudo parece mais quente.
—Não. — sussurrei.
—Eu já. – ela contou. Ela lambeu seus lábios de uma maneira tão sexy que tudo ficou ainda mais quente.
—Quem? — indaguei. Sem querer dei um passo par trás quando ela deu um para frente. Isso me fez ficar contra a janela da estufa, encuralada.
—Cissy – ela disse, com uma risadinha. – Eloá.
—Sério? – perguntei surpresa. Cissy fazia muitas coisas que nossa família não sabia.
—Só de brincadeira. – ela deu de ombros. Tragou o baseado e foi assoprando a fumaça a medida que se curvava sobre mim. – Você já deu uns amassos por ai, mas ainda é criança. – ela sussurrou muito perto da minha boca. – Posso te ajudar a crescer, Adhara. – ela disse. Lyssandra era mais alta, mas continuou curvada. Ela tinha o maxilar meio quadrado, olhos caros, peitos pequenos e eram simplesmente linda. Eu podia ver seu sutiã pela camisola e mesmo que seus peitos fossem pequenos pareciam ser simplesmente lindos. Ela me deu um sorriso extremamente malicioso e senti ficar mais quente entre minhas pernas, como ficava quando eu me amassava com Rabastan.
—Você vai me beijar? — indaguei, respirando fundo.
—Você é tão bonitinha. – ela murmurou e colou nossos lábios. Seu beijo era invasivo. Ela ficava completamente no comando daquele beijo ótimo e cheio de calor. Uma mão dela foi para minha nuca e puxou minha cabeça para trás, dando total acesso para que ela beijasse e lambesse meu pescoço. Soltei um gemidinho baixo e com a outra mão ela colocou o baseado em minha boca. Enquanto olhava para para cima, fumando o baseado e sentindo os beijos de Lyssandra Yaxley, só conseguia pensar que eu definitivamente tinha uma queda por sonserinos.
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—Como foi à festinha do pijama, Nips?
Revirei os olhos para o apelido e me sentei na Mesa da Grifinória para o café da manhã. James me olhava com interesse e por algum motivo sorria com aquele enorme sorriso dele pra mim.
—Foi... legal. – respondi, enfiando uma torrada goela a baixo. – Tem algo para contar a vocês. – disse. – Existe uma sala no sétimo andar. A Sala Precisa! – contei. Remus arregalou os olhos e eu sorri para ele.
—A Sala vem e vai?
—Sim.
—O que é essa sala? – perguntou Peter olhando para porta do Salão Principal, provavelmente esperando Mary chegar.
—Se você precisar muito ir ao banheiro, a Sala Precisa vai te dar um. – respondi.
—Ou se você precisa se esconder, lá vai ser um ótimo esconderijo. — continuou Remus.
—Isso é um máximo. – disse James. – Quero ver essa sala agora! – ele falou e levantou uma panqueca no alto. – Marotos em ação. – cantarolou, então se levantou fazendo a capa dele rodar, para depois sair correndo do Salão Principal. Meu primo riu, achando engraçado.
—Marotos em ação! – ele repetiu e seguiu James.
—Vamos, Peter. – eu falei. — Não se envergonhe imitando esses idiotas. — mandei.Ele e Remus riram e começamos a andar como pessoas normais para fora do Salão Principal.
—Addie – Peter me chamou.
—Sim?
—Acha que a Mary gosta de mim?
—Você está realmente me perguntando isso? – indaguei, o mirando cética.
—Ela gosta de você sim, meu amigo. – riu Remus. – Eu sei disso. Você sabe disso. Todo mundo sabe disso. — falou. — Devia pedir ela em namoro.
—Já pensei nisso. – murmurou Peter. – Mas... talvez seja melhor ir devagar. – ele deu de ombros e ficou quieto. O caminho todo para o sétimo andar fiquei trocando risadinhas com Remus que corava toda vez que eu flertava com ele de brincadeira. Quando chegamos ao sétimo andar, os dois bobocas já estavam lá. Sirius encostado na parede e James pulando e correndo parado no lugar.
—Eu sou incrível. – ele repetia olhando fixamente para parede.
—O que ele está fazendo? – perguntei. — Você quebrou ele?
—Ele me disse que vai ser um super herói. — Sirius riu.
—Aqueles negócios trouxas? – perguntei, tentando entender melhor. Remus e Mary já haviam me falado sobre isso. — Ah, meu grande herói. — fiz uma voz manhosa de brincadeira e James me olhou sorrindo – Poderia parar de ser idiota?
Os meninos riram e James fez um biquinho engraçado para mim.
—Certo, Addie, faça as honras. – pediram. Fiz como Cissy e pensei muito que precisava de uma sala que parecia nosso Salão Comunal. A porta apareceu e os meninos riram animados e entraram de pressa.
—Isso é incrível! – Sirius falou, olhando ao redor..
—É Marotástico!
—James e sua nova habilidade de inventar palavras.
—Sabe o que eu pensei? – murmurou Remus. Ele coçou a nuca. – De mapearmos a escola.
—Mas a escola não pode ser mapeada. — murmurei, apesar de achar a ideia brilhante.
—Eu sei. — suspirou Remus. – É impossível.
—Meus caros amigos – James sorriu, chamando atenção. – Você não perceberam que eu adoro fazer coisas impossíveis?
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