When We Were Young
12 Fights and Fights
Notas iniciais

FIGHTS AND FIGHTS
HOGWARTS
1974
3th YEAR
Adam Cook sacudiu os cabelos molhados por ter acabado de sair do treino de quadribol e sorriu de alguma coisa que um garoto lhe falou. Parecia que estava tudo em câmera lenta enquanto ele fazia isso.
—Ele é tão lindo... – eu disse com meu cotovelo apoiado na mesa e meu queixo na minha mão.
—Muito lindo. – murmurou Emmeline na mesma posição que eu, também olhando sonhadoramente para a mesa da Sonserina.
—De quem vocês estão falando? – perguntou Mary, curiosa.
—Adam Cook...
—Jacques Burke...
—Quem diabos é Jacques? – perguntei, confusa, mirando Emmeline.
—Jacques Burke. – ela suspirou, apontando para alguém ao lado de Rabastan. Olhei o garoto para avaliá-lo, era aquele menino que estava sempre por perto quando eu estava com Rabastan, mas ele geralmente falava mais com Severus e nunca conversamos diretamente. Ele tinha os cabelos negros, o rosto bonito e um sorriso maroto. Era bonito, mas não tanto quanto Adam Cook. – E afinal, quem é o Adam?
—Aquele ali. – apontei discretamente. — Olhem disfarçadamente. — pedi, mas acabou que nós três olhamos ao mesmo tempo e ele sorriu acenando para mim, me arrancando um sorriso.
—Ele não é o batedor da Sonserina? Gostosinho. – disse Emmeline, o mirando com os dentes mordendo o lábio
—Ele é... um tremendo de um gato. – murmurou Mary.
—Quem é um gato? – perguntou James. Ele e os meninos se alojaram ao nosso redor.
—Ninguém. – respondi, trocando risadinhas com minhas amigas.
Os meninos pareceram confusos, mas não fizeram mais perguntas.
—Addie, fez a lição de DCAT? Quais características dos Grindylows você colocou? – perguntou Remus, sentado ao meu lado, com um pergaminho e uma pena na mão.
—Coloquei os dentes afiados e os vários chifres também. E você? — indaguei, desviando meu olhar de Adam Cook para o meu amigo.
—Coloquei a pele verde e lisa e os olhos enormes, mas vou colocar esses também para ficar mais completo. – disse, ele anotando no pergaminho. Concordei pensando em mais tarde adicionar também para complementar minha resposta.
—Depois me deixa copiar sua lição, Addie? – perguntou Emmeline, fazendo carinha de pidona.
—Você tem que fazer a suas. – respondi, sorrindo.
—Mas eu tenho preguiça. – ela prolongaoua palavra “preguiça” e fez mais uma vez seu biquinho pidão.
—Tá. – respondi e revirei os olhos. Emmeline sorriu e beijou a minha bochecha.
—Por que vocês estão comendo só isso? – James perguntou, olhando meu café da manhã e de Emmeline. Um pouco de suco e uma maça.
—Nós temos que manter nosso peso. – respondeu Emmeline, dando de ombros. Ela mordeu sua maçã.
—Mas... — Sirius murmurou confuso, me mirando. — Você é metamorfarmaga.
—Eu sei. – dei de ombros. – As vezes meus poderes ficam muito instáveis quando sinto uma emoção muito forte, vai que eu engordo, perco o controle e todo mundo perceber que eu estou gorda. – sussurrei, falando como se fosse óbvio. Emmeline concordou comida e me passou uma maçã.
—Elas passaram a noite toda planejando esse... dieta. – contou Mary para os meninos, comendo seu pão de batata.
—Vocês não precisam fazer isso. – Remus murmurou timidamente. — São bonitas do jeito que são e... não tem nada de errado em ser gorda...
—Remusinho é tão fofinho. – riu Emmeline. — Mas bobinho.
—Eu quero! – Peter nos surpreendeu batendo o punho na mesa, parecendo muito certo do que ia falar. – Eu quero! – ele repetiu.
—Do que está falando? – indaguei, fazendo uma careta para Sirius que lambiaos dedos enquanto comia mel congelado, que quando pegava na mão ia descongelando aos poucos.
—Quero ficar magro como vocês. – falou Peter, ficando agora com um pouco de vergonha.
—Merlin, Peter! – Emmeline sorriu o abraçando, animada. – Isso vai ser incrível! Eu vou resolver tudo para você...
—Certo, mas eu não posso comer mel congelado antes de começar a dieta? – ele indagou, a olhando pidão, com um sorrisinho.
—É, claro que não. – respondeu Emmeline. Peter perdeu o sorrisinho e ela empurrou uma maça para ele. – Coma!
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—Certo, meninos, vamos anotar! – mandei animada.
Estávamos andando com pergaminhos e penas a tiracolo, memorizando e anotando todos os cantos de Hogwarts, o primeiro andar já tínhamos mapeado, mas ainda tínhamos que mapear o lado de fora, os outros andares, as masmorras e achar as passagens secretas, faltavam cinco, já que Remus nos contou cada passo da do Salgueiro Lutador. Todos concordaram que quem devia mapear as Masmorras era eu porque eles disseram que estou acostumada com cobras. James estava totalmente disposto e entregue a esse trabalho, mapeando tudo, tocando as paredes em busca de passagens e conversando com quadros. Sirius também adorava procurar as passagens secretas, principalmente na calada da noite. Remus gostava de escrever qualquer anomalia que via e depois investigar e Peter também estava empenhado já que tentava fazer de tudo pra não pensar em comida.
—Addie, se conseguirmos fazer isso podemos nos considerar os Reis de Hogwarts! – James disse animado ao meu lado. – Ninguém vai se meter com a gente, vamos ser os caras mais populares de Hogwarts e com as melhores garotas. Você, Emmeline e vamos dar um jeito na Mary. – ele sorriu.
—Eu vou ser Rainha querido, não a garota dos “Reis de Hogwarts”. – debochei e ele riu me cutucando nas costelas. – Para, Potter. – briguei, mas ele continuou me cutucando.
—Sabe por que eu gosto de te fazer cócegas? – ele perguntou com aquele sorriso que sempre me dava.
—Por que gosta de me atazanar? – perguntei, arqueando a sobrancelha. Ele deu um passo para frente, chegando mais perto de mim.
—Não. — ele disse, me mirando. — É porque eu gosto muito da sua risada e porque sempre que eu te toco seus olhos ficam azuis claros, quando na verdade eles são azuis escuros. – ele disse, me olhando muito fundo nos olhos.
—Meus olhos muda... só quando você me toca?
—Não. – ele respondeu e pareceu até desapontado. – Quando você ficava com Rabastan seus olhos ficam pretos e quando Remus fala com você daquele jeito banana e fofo, como vocês falam, seus olhos ficam violetas, mas mesmo assim ainda me sinto no luxo de me sentir especial. – ele sorriu, novamente.
—Ninguém nunca percebeu? – perguntei. James estava tão perto que eu conseguia ver cada uma de suas pintas. Seus lábios estavam um pouco entreabertos e antes eu nunca tinha notado o quanto eram bonitos.
—Remus, provavelmente. – ele disse e observei o movimento dos seus lábios enquanto ele falava.
—O que estão fazendo ai? – escutei meu primo berrar. – Vocês estão muito perto na minha opinião. Revirei os olhos, mas não me afastei de james.
—Só estamos conversando, né, Addie? – indagou James. Ele sabia que eu estava encarando os lábios dele.
—Só conversando. – respondi. Ele sorriu e se aproximou para me beijar na bochecha, muito próximo dos meus lábios. – Tenho que ir. — ele disse, piscando. — Treino de quadribol e eu já estou atrasado. – ele mirou os meninos no final do corredor. – Venham me assistir. – chamou, então passou o braço pelo meu ombro e me fez caminhar com ele.
Andamos juntos para o campo de quadribol e nos separamos quando ele foi para o meio do campo e o resto de nós fomos para as arquibancadas.
James era definitivamente ótimo no quadribol, um apanhador muito talentoso. Apartei sua jaqueta contra meu corpo, porque ainda estava um friozinho mesmo depois do Natal ter passado.
—Não sei pra que ele te emprestou isso. – murmurou Sirius, irritado.
—Por que ele é gentil e está frio. – respondi, apertando o casaco contra mim mais um pouco e sentido o cheiro dele. Sorri para Sirius. – O Jay sabe ser fofo quando quer.
—Jay. – riu Peter. – Por que chama ele assim? – ele estava comendo aipo, já que não podia mais comer seus doces.
—Não chamo ele assim, com essa...voz assim toda melosa. – eu me defendi, mas até Remus me olha com a sobrancelha arqueada.
—Desculpe, Addie, mas você sempre chama ele assim. – murmurou Remus, ele me deu um sorriso fraco. – Ele gosta, sabe? Ele fala que você vaise apaixonar por ele e que vão namorar. – disse. Ele não parecia feliz com isso, mas tinha um sorrisinho no rosto. Dei de ombros e Sirius escutei Sirius bufar. – Sim, primo?
—Ele está brincando! — ele disse. — Vocês dois nunca irão namorar.
—Ah, é? Você prefere que eu namore Remus? Peter?
—Prefiro que não namore meus amigos. – ele disse, cruzando os braços. — Ou ninguém... é muito ingênua ainda.
—Ingênua? Você sabe as coisas que eu fazia com Rabs? – perguntei, só para provocá-lo. Peter engasgou com o aipo e Remus arregalou os olhos chocados.
—Assunto proibido! Remus, ela falou do assunto proibido! – Peter sussurrou, ainda chocado.
—Isso é tão nojento, Adhara Polaris Dahlia Black! – ele disse, parecendo meu pai. Revirei os olhos, emburrada.
—Esse é o nome da Addie?
—Acha que manda em mim, Sirius Orion Black? – indaguei, me levantando.
—Não, mas talvez devesse escutar o que eu falo, já que você só tem asneira na cabeça. – ele disse, se levantando também.
—O que está acontecendo aqui?
Notei Mary e Emmeline sentando ao lado de Remus e James parado na nossa frente em cima da vassoura.
—Eles estão brigando. – fofocou Peter. – Sabiam que o nome todo da Addie é Adhara Polaris Dahlia Black?
—Cala boca, Peter. — mandei.
—Polaris Dahlia. — debochou Sirius. Eu o empurrei no peito e ele me empurrou de volta no ombro. Antes que começássemos a nos empurrar. Remus se levantou e se meteu.
—Parem! – mandou Remus. — Parem de brigar! Querem que aconteça novamente o que aconteceu meses atrás? — ele perguntou. — Ficaram brigados e nenhum dos dois ficou bem com isso.
—Mas... — Sirius suspirou. — ... ela falou daquele merdinha!
—Você tem que aceitar. — eu disse. — Eu e Rabastan tivemos algo, acabou, mas antes tivemos. — falei. Ele fez uma cara de nojo, assim como James. Mas as meninas pareciam achar muito engraçado. — Ele pegou nos meus peitos e, sim, eu já bati uma pra ele. — falei, sem vergonha nenhuma. James fez um barulho alto, ameaçando se jogar da vassoura. — Mas, acabou e você tem que aceitar que eu não sou sua priminha. — continuei. — Também acho nojento imaginar você e Emmeline... — bufei. — ... ainda mais você e Marlene!
Os meninos arfaram e Sirius arregalou um pouco os olhos. Dei um sorriso amarelo para ele.
—Marlene? – indagou Emmeline. — Então, é verdade? O que ela diz para mim... é verdade?
—Ahn... nós não somos namorados, Emme. — murmurou Sirius.
—Além disso, ele não beija Marlene a muito tempo. — eu ajudei. — Qual foi a última vez que ela ficou se gabando por isso?
—Está bem. — ela suspirou e me mirou. — Eu e Mary viemos avisar que vamos pra Casa na Árvore fumar um baseado. – ela deu um olhar atravessa para Sirius. – A gente se encontra lá. – disse, puxando Mary para sair da arquibancada.
Me virei para os meninos e revirei os olhos como sempre.
—Palavra de Marota, não é?
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—Eu 'to muito doida... – Emmeline murmurou. Tínhamos acabado de sair da Casa na Árvore e estávamos indo para o Jardim, porque Mary insistiu em ir para lá, somente nós três para deitarmos na grama.
—Eu sinto como estivesse flutuando... – sussurrei, girando com os braços abertos.
—Adhara. – parei de girar ao estucar a voz e minha visão focou em Rabastan Lestrange e seus amigos.
—Rabastan. – murmurou com a voz manhosa. Sorri para ele e me atirei em seus braços. Ele riu, me segurando pela cintura, enquanto eu o abraçava pelo pescoço. – Meninas... venham cumprimentar o Rabs. — pedi, ainda sorrindo para ele bobamente.
—Está chapada, Addie? – ele perguntou. Eu dei uma risada e olhei Theo Nott e Jacques Burke.
—Todas nós estamos. – Mary respondeu por mim, fazendo como eu fazia antes e girando pelo corredor. – Quero ir lá fora! Ver borboletas... – ela disse, mas se encosta na parede e escorregou até o chão onde acabou dormindo ou desmaiando mesmo.
—Emmeline, pegue a Mary. — falei, ainda com os braços em volta do pescoço de Rabastan.
—Pega você. – ela respondeu, se abanando. – Está tão quente aqui, não acham? – ela indagou. Emmeline começou a abrir a blusa do uniforme e acabou com boa parte do sutiã vermelho aparecendo.
—Amiga... para com isso. – falei para ela, com o rosto no pescoço de Rabastan.
—Quem é essa? – escutei a voz do Burke.
—Essa é a amiga da Addie, Emmeline. – respondeu Rabastan, trocando um sorrisinho com Nott.
—Uma amiga bem gostosa da Addie – sussurrou Nott, era para apenas os meninos ouvir, mas acabei ouvindo mesmo assim.
—Prazer, sou Jacques Burke. – ele disse. Deu um passo a frente e beijou as costas da mão dela, arrancando uma risadinha de Emmeline.
— Emmeline Vance. – ela disse sorrindo e batendo os cílios alongados por feitiços. – O prazer é todo meu.
Eles se encaram por um momento e já ia voltar a encarar Rabastan, quando Jacques Burke voltou a falar.
—Quer ir comigo ao um passeio a Hogsmeade? – ele perguntou direto. – Sem querer te desrespeita, é claro. – acrescentou. Emmeline deu um sorriso gigante.
—Ele é um cavalheiro. – falei, rindo. Rabastan concordou comigo, um pouco desdenhoso e Nott riu.
—Eu... aceito. – ela respondeu, sem demorar muito. Arregalei os olhos, chocada e parei de abraçar Rabastan, apesar dele ainda ter os braços em volta da minha cintura.
Emmeline era gamada no Sirius desde o momento que o viu.
—E Sirius? – perguntei toda boba. Ela fechou a cara.
—Eu sei que você disse que ele não beija Marlene a muito tempo... mas nós duas sabemos que isso é uma mentira. – ela me respondeu. E encarou Burke decidida. – Eu vou adorar ir a Hogsmeade com você, Jacques. – falou. Percebi que ela falou o nome dele dos mesmo jeito que os meninos falaram que eu chamo James.
—Porque nós não vamos passar um tempo nos Jardins? — Rabastan perguntou no meu ouvido, mas alto o suficiente para que todos escutassem.
—Acho uma ideia brilhante. — respondi, sorrindo. Tentando muito não flertar com ele, mas era muito difícil com ele me olhando daquele jeito e com seus braços em volta da minha cintura.
Theo Nott carregou Mary e nós fomos para a beira do lago. Cautelosa e com Rabs junto, eu enfiei apenas a cabeça na água para ficar menos chapada. Ele me segurava pela cintura, parecendo preocupado.
—Cuidado. – ele murmurou.
—Você ficaria muito triste se eu morresse afogada, né? – murmurei, falhando em não flertar com ele. Rabastan assentiu e ficamos nos olhando. Observei Emmeline acordar Mary, a balançando. Nossa amiga se levantou rindo como se nunca tivesse desmaiado e foi caçar borboletas com Nott de companhia.
—Você está muito bonita hoje, Addie. — Rabastan me disse. Eu suspirei e passei os braços pelo seu pescoço.
—Droga, Rabs. — murmurei e o beijei. Ele me beijou de volta e escutei as risadinhas de Emmeline e Jacques quando notaram que nos beijávamos. Foi o único beijo que demos aquele dia, depois ficamos ali a beira do lado até anoitecer. Mary e Nott caçando borboletas, Emmeline e Burke fazendo planos para Hogsmeade. E eu e Rabastan conversando sobre tudo, era tão fácil de conversar com ele que eu quase o deixei me beijar de novo.
Mas só quase.
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—Olhem isso! – Remus abriuo Profeta Diário em cima da mesa. Lijunto com os outros.
“O Chefe do Departamento de Proteção aos Trouxas, Alaric Wright, foi encontrado morto em um acidente de carro¹. Os trouxas o encontraram nessa manhã ainda vivo, mas os ferimentos do acidente foram muitos graves e ele não conseguiu sobreviver, Alaric dizia que os trouxas eram como nós, mas sem a magia dentro deles, mas podemos observar que trouxas e suas invenções são muito perigosos.”
O resto da reportagem era falando mais sobre a vida de Alaric e depois o que eram carros e como eram perigosos.
—Isso é muito estranho. – falei. – Bem no meio dessa guerra, o chefe do Departamento de Proteção aos Trouxas morre!
—Achei isso também. – Remus concordou. – Talvez tenha sido Você-Sabe-Quem. – ele sussurrou.
—Você-sabe-quem? – Sirius perguntou. – 'Ta falando de Voldemort?
—Shhhh. – fez Remus, e todos os outros trocam um olhar temeroso.
—Dizem que falar o nome dele trás mau agouro. – Mary murmurou, tomando uma caneca de chá.
—Isso é idiotice. – respondi. – Não podemos ter medo do nome dele.
—Addie 'ta certa. – James disse.– Esse cara ai é um idiota, ele e suas ideias de pureza de sangue.
—Vocês não têm com o que se preocupar. – Emmeline disse baixinho – São puro-sangue, mas eu, Remus e Mary somos mestiços.
—Nada vai acontecer com vocês. – eu falei sorrindo – E você vai para seu encontro logo! Vê se não se atrasa. – ela riu se levantando.
—Ei!Ei!Ei! Encontro? – Sirius perguntou, indignado.
—Sim! Com Jacques Burke. Ele é lindo e super gentil. – Emmeline falousuperior, arrumando a blusa e a saia. – E não se pega com vagabundas alheias. – ela olhou rapidamente para Marlene. Escutei Remus murmurando algo como" Como uma menina de treze anos pode ser vagabunda?" Mas não dei muita atenção. – Se você pode, Six, eu também posso. – ela lhe deuàs costas para sair rebolando para fora do Salão Principal.
—Eu não acredito que você contou – ele me olhou acusador.
—Eu não contei nada! Afinal ela 'ta com outro, vá atrás de Marlene! – falei. Sirius pensou um pouco e depois se levantou. – Mas primo, não fique com ciúme depois. Ela tá certa. Se você pode ela também pode.
—Addie... Com quem você vai pra Hogsmeade? – perguntou Remus. Percebo que James me olhou curioso.
—Com ninguém em especial. – respondi, apesar de ter quase certeza que ontem Rabastan iria me chamar para ir com ele.
—Vamos juntos? – perguntou Remus, com um sorriso gentil. Sorri para ele. — Como... como amigos, claro. — ele corou um pouco, o que em fez sorrir mais.
—Claro! Por que não? – respondi.
—Ei! Eu também vou! – disse James sorrindo, se sentando entre eu e Remus – Afinal, é só como amigos, não é? – adicionou ele com uma piscadela pra mim.
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—Evans está bonita, não está? – perguntou James para Remus. Olhamos para a mesa ao lado e vemos Lily sentada com Meadowes. Estávamos no Três Vassouras.
—E Meadowes segue sem saber se vestir. Sério? Que porra é aquela? Parece que ela tá usando a toalha de mesa com um buraco no meio. – falei, arqueando uma sobrancelhas.
—Aquilo é um poncho. – explicou Remus – É uma vestimenta trouxa, que eles usam na América do Sul e...
—E é muito feio. – eu cortei – E por que ela está usando coisas trouxas? Ela é puro sangue.
—E daí? Não pode? – perguntou James me fitando um tanto quanto sério – Ou será que você andou tanto com o pessoal da Sonserina que...
—Corta essa, James. Não é nada disso. – disse de uma vez revirando os olhos – O que eu quero dizer é que é estranho. Ela é puro sangue, como tem acesso a essas coisas?
—Lily. – responderam Remus e James ao mesmo tempo.
—Lily não daria uma coisa horrorosa daquelas para a amiga. – eu disse ainda achando esquisito.
—Mas, Addie. – disse Remus calmamente – Só porque você...
Mas o barulho de uma cadeira sendo arrastada o fez se calar. Era Sirius com Marlene. Ele puxou a cadeira e ela se sentou, com a jaqueta dele nos ombros. Sirius se sentou ao lado dela e sorriu.
—Fala, perdedores. – riu Sirius – Vamos comer alguma coisa. Estou morrendo de fome.
—Eu também estou, Six. – riu Marlene o abraçando no braço e me olhando com um sorriso satisfeito.
—Sirius. Eu nunca trouxe Rabastan pra ficar com a gente. Você poderia fazer o favor de manter ela longe? – perguntei acidamente. Marlene me olhou furiosa e Sirius também. — De volta pra galinheiro que ela veio?
—Não fale isso da minha garota! – ralhou ele.
—Por que? Só porque você tratava Rabastan super bem? Ah, não... espera... – eu me fingi de pensativa, olhando pra cima – Você não tratava.
—Os incomodados que se retirem, queridinha. – devolveu Marlene.
—Addie... vamos ficar todos numa boa. – pediu Remus.
—É... eu te distraio dela, se você quiser. – riu James com um sorrisinho.
Olhei para o grupo e peguei minha bolsa.
—Divirtam-se olhando Sirius meter a língua na goela dela, ok? – perguntei docemente. Então me virei e sai de lá. Escutei James e Remus me chamarem de volta, mas eu não o faço. Sinti alguém segurar meu pulso e quando olho, vejo Lily.
—Quer ficar aqui com a gente? – perguntou ela.
—Não. Quero distância dos minions de Marlene.
—Falou o minion da Emmeline. – riu Marlene lá da cadeira dela.
—Meu bem, eu não sou minion de ninguém e nem tenho a alto estima baixa o suficiente para ficar insistindo num cara que não me dá valor nenhum. Divirtam-se. Vocês se merecem.
Então sai do Três Vassouras.
O frio da primavera me acertou em cheio, me fazendo estremecer. Pensei em voltar para Hogwarts, mas desisti. Emmeline estava com Burke e Mary com Peter. As duas mereciam se divertir sem que eu as puxasse pra baixo com meu mau humor. Caminhei sozinha pela praça cheia de neve por um tempo, até que escutei uma voz conhecida.
—Addie? – me virei e viRabastan com Severus. – O que faz sozinha aqui?
—Hum? – então sorri, olhando dele para Severus – Rabs! Estava te procurando! – faleio abraçando no braço.
—Estava? – perguntou ele sorrindo.
—Claro. Vamos nós três tomar uma cerveja amanteigada? Podemos nos sentar com a Lily! – falei, olhando para Severus. Ele sorriu em concordância.
—Evans? Ah, nem... – murmurou Rabastan, revirando os olhos.
—Vamos, Rabs... por mim? – perguntei piscando muito. Ele sorriu meio derretido e concordou.
Voltamos para dentro do Três Vassouras e eu vou até a mesa de Lily.
—Mudou de ideia? – perguntou ela sorrindo – Olá, Sev.
—Oi, Lily! – disse ele sorrindo.
—Sim, mudei! – ri me sentando ao lado de Rabastan, que ainda olhava Lily com desagrado. – Rabs, pega umas cervejas pra gente? – perguntei sorrindo.
—Claro. – ele respondeu.
—Obrigada! – falei, o beijando de maneira barulhenta na bochecha.
Rabastan se levantou e vai para o balcão e eu fiquei o acompanhando com o olhar, como se não houvesse nada no mundo de que eu gostasse mais de fazer.
—Alguém parece estar apaixonada. – riu Lily.
—Oh. Rabastan é um sonho. – eu falei sorridente – E ele faz tudo por mim.
—E ele sabe que você fica secando o Adam Cook? – perguntou Sirius lá da outra mesa.
—Ele não se importa, afinal olhar não tira pedaço de ninguém. – respondi sem me virar.
—Eu acho que não nos convidou pra cá levianamente. – disse Severus arqueando as sobrancelhas.
—Oh. Você é tão inteligente, Severus. É o melhor de poções do ano, não é? – perguntei para ele. O garoto corou de leve e concordou.
—Sim. E sou um dos melhores em D.C.A.T também.
—Um aluno aplicado, você. Inteligente, gentil... não é pra menos que a Lily te adora. E eu também, é claro. – falei olhando para ele. Severus ainda estava meio sem jeito, mas concordou. Escutei alguém socar na mesa atrás de mim e isso me arrancou um sorriso cheio de satisfação.
Ficamos conversando amenidades, tentando ignorar a algazarra da outra mesa, quando Rabastan apareceu com cervejas para todos, inclusive para Lily. Brindamos e começamos a beber, animados.
Senti Rabastan entrelaçar os dedos com os meus por debaixo da mesa e eu o olhei com um sorriso travesso. Ontem foi o primeiro beijo que demos depois de muito tempo e de certa forma eu sentia falta. Por mais que ele fosse possessivo e estivesse começando a confundir as coisas, eu realmente gostava dos beijos e toques dele.
Logo Mary e Emmeline chegaram com seus pares. Elas se aproximaram e eu notei que Emmeline olhou furiosa para a mesa em que meu primo estava. Mas ela se fez de feliz e disse:
—Ei! Por que estão separados? Vamos juntar as mesas!
—Isso mesmo! – disse Peter, inocentemente, pois queria ficar com Mary e com os amigos.
—Eu acho uma boa ideia. – concordou Remus – Vamos ficar todos juntos!
Achei que aquilo só poderia dar errado, mas concordei. Sentei-me entre Emmeline e Rabastan, que passara o braço pelos meus ombros. Emmeline se sentou junto com Jacques, é claro.
—Amiga. Olha só o que eu ganhei! – disse ela me mostrando um anel bonito, que parecia ser de ouro. Tinha uma pedra vermelha, que brilhava de maneira sinistra – Não é lindo? Eu nunca tinha ganhado um presente desses.
—Nossa. É lindo mesmo. – respondi sorrindo – Quem te deu? O Jacques?
—Sim! – disse o garoto – Eu a chamei para sair no dia dos namorados... então achei que seria legal dar um presente bonito pra ela... Acertei? – perguntou ele com um sorriso presunçoso.
—Achei feio. – disse Sirius.
—Mas eu A-M-E-I! E é o que importa, certo? – perguntou Emmeline dando um beijo estalado nos lábios de Jacques. Aparentemente o encontro tinha sido muito bom.
—Você e Rabastan saíram altas vezes. Ele te deu alguma coisa? – perguntou James olhando com censura para Rabastan.
—Baseado. – respondeu ele mostrando o dedo médio para James – E momentos felizes também.
—Oh. Pare com isso! – falei sorrindo e fazendo com que ele baixasse a mão.
—Mas se você quiser uma joia, é só pedir, Addie. – disse Rabastan me olhando. – Eu compro sem problemas. Minha família é bem rica.
—Ah... fique tranquilo... – disse sorrindo. – Não preciso de joias. – adicionei olhando travessa e ele me olhou do mesmo jeito.
—Ei, Lily. – diz Severus. E todos olhamos para ele. O garoto encolheu de leve na cadeira, mas Lily o olhou com carinho.
—Sim, Sev.
—Hum... eu comprei isso... – disse ele tirando uma caixa de bomba de trufas em forma de coração. – Eu não queria com essa forma, mas... por conta do feriado... você sabe, né? – perguntou ele sem jeito, corando muito.
—Oh! Obrigada, Sev. Você é um amor.
—Engraçado como os garotos da Sonserina são muito mais românticos e carinhosos dos que os da Grifinória, não é? – perguntei deitando a cabeça no ombro de Rabastan.
—É verdade. – concordou Emmeline.
—Os garotos da nossa casa são realmente muito bobos. – concordou Lily – Menos você, Remus. Você é um fofo.
—Você é um fofo, Remus.— imitou Sirius com uma voz aguda e irritante.
—Eu não disse? – perguntei para Emmeline e Lily, que riram comigo.
—Pois eu acho que meu Petelzinho é um fofo. – disse Mary abraçando Peter. Severus, Jacques e Rabastan, que estavam bebendo cerveja amanteigada, engasgaram e começaram a tossir, batendo no peito.
—PETELZINHO? – perguntou Rabastan, já vermelho.
—Meu Merlin. Que raio de apelido é esse? – perguntou Burke, que ainda estava tossindo, batendo no próprio peito. Severus tinha fechado os olhos, tentando não rir.
—Qual o problema? – perguntou Mary, enquanto Peter encolhia na própria cadeira, completamente envergonhado.
—Nenhum. – disse Rabastan – Foi você quem inventou esse apelido, Crazy Eyes?
Mais uma vez me arrependo desse apelido idiota que tinha inventado.
—Por que Crazy Eyes? – perguntou Burke.
—Porque ela tem os olhos mais maneiros da escola. – respondeu Rabastan piscando pra mim – Não é, Addie?
—Isso mesmo.
Burke olhou para Mary, que girou os olhos, meio corada. Ele fez cara de abismado e olhou para Emmeline, que o olhou com um ar de “zombe e eu te mato”.
—Como ela faz isso? – perguntou ele – Nossa... isso é muito... único!
—Se por único, você quer dizer esquisito, não é? – perguntou Severus.
—SEV! – ralhou Lily. Severus olhou para Mary, franzindo as sobrancelhas.
—Eu não acho esquisito. Acho... exótico. – disse Burke – Você nasceu com eles assim? Ou foi alguma magia?
—É de nascença. – murmurou Mary, um tanto sem jeito.
—Pois eu conheço um bom número de bruxos que iriam querer ter esses seus olhos. – disse Burke.
—Quem? Seus amigos infratores da Travessa do Tranco? – provocou Sirius. Burke o olhou sem se abalar.
—Os duelistas da Arena da Travessa. – respondeu ele – É o campeonato Underground de duelos mais barra pesada da Grã Bretanha. E todos os duelistas fazem coisas no corpo para se diferenciarem. Mas ela já nasceu única.
—Oh! Jacques... você tem o dom da palavra. Toda garota ama ouvir que é única. – disse Emmeline, com um sorriso torto.
—Coisa que nenhuma namorada do Sirius vai ouvir um dia... – provocou Rabastan olhando para a própria cerveja. Eu e Emmeline rimos alto. Burke, que não sabia das tretas entre Emmeline e Sirius, riu meio sem jeito. Mas Marlene ficou furiosa.
—Bem... E nem da Addie, não é? Você é só o consolo dela.
—Eu não quero mais do que isso. – riu Rabastan – Você está “ok” em ser o reservatório de porra do Black?
Eu e Emmeline rimos de novo. Remus encolheu-se na cadeira e James bateu a cerveja na mesa, zangado. Mas foi Sirius quem se levantou. Ele apontou o dedo para a cara de Rabastan.
—Abre a boca de novo para ofender a minha garota, Lestrange, e eu vou garantir que os Lestrange vão ter um herdeiro a menos.
—Uuuuh... que medo. – provocou Rabastan.
Sirius sacou a varinha, James, Peter e Remus também. Mas Burke, Rabastan e Severus os imitaram. Dorcas e Lily olhavam chocadas. Emmeline olhava de um para o outro, sem saber o que fazer. Mary também parecia confusa sobre como reagir.
Mas eu saquei a varinha e a apontei para Sirius.
—Tenta. – sibilei. – Vai, Sirius. Tenta.
—Sirius... é a sua prima. – murmurou Remus, nervoso.
—Acaba com essa traidora, Sirius. – rosnou Marlene.
—É, Sirius. Vai. – provoquei. – Faz isso. Enlouquece que nem a sua mãe.
—Addie, não complique as coisas. – pediu James.
—PRA FORA! PRA FORA! – escutamos a dona do Três Vassouras aparecer – É PROIBIDO DUELOS E CONFUSÕES NO MEU ESTABELECIMENTO! PRA FORA AGORA!
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