When We Were Young
72 Dirty Little Slut
Notas iniciais
DIRTY LITTLE SLUT
HOGWARTS
1975
5th YEAR
Sirius se levantou no meio da noite, e olhou para o lado. Dimitre estava sentado encostado na porta, fumando um cigarro. Sirius atravessou seus amigos, que dormiam no chão e se sentou ao lado dele, e sorriu.
—Não consegue dormir? – ele perguntou. Dimitre negou. – Onde está a Emily? — ele perguntou, não vendo a menina dormir como o resto da gangue.
—Ela saiu a alguns minutos atrás. — Dimitre murmurou. — Não me disse a onde ia. — ele contou. Ele olhou o relógio que Remus tinha colocado na Casa na Árvore. — Já são sete da manhã, e eu não dormi nada. Só a vez que James caiu em cima de mim e a gente ficou uma meia hora no chão dormindo.
—Talvez James queira te roubar de mim.- Sirius sorriu novamente, e se curvou beijando o pescoço dele.
—Sirius, aqui não. – Dimitre murmurou, se afastando corado. Sirius apenas riu, e o puxou para um beijo lento. Dimitre se entregou, beijando Sirius de volta.
Sirius chupou a língua de Dimitre, o beijando com fúria, e o puxou para cima, abraçando sua cintura, e enfiando o rosto em seu pescoço, para dar chupões e beijos molhados. Dimitre gemeu, mas corou fortemente ao ver Emmeline dormindo com o rosto virado para eles. Dimitre fechou os olhos, tentando esquecê-la, afinal Sirius e Emmeline nem namoravam. Mas não conseguiu e empurrou Sirius.
—O que? – Sirius perguntou, Dimitre desviou o olhar para Emmeline, e Sirius olhou também. – Está com medo de que eles acordem? – ele perguntou, indicando os amigos com a cabeça. – Eles estão chapados.
—Não, Emmeline...
—Pobre Emms, apagou. Está completamente chapada. – Sirius murmurou, olhando Emmeline de lado, ela estava deitada no sofá, junto de Addie, as duas dormindo.
—Sirius, você precisa parar de falar besteiras. – Dimitre falou. Sirius sorriu,e colocou um dedo sobre a boca.
—Shhh. – sussurrou ele.
Sirius beijou Dimitre lentamente, e puxou a própria camisa pela cabeça, depois tirou a de Dimitre, e começou a descer beijos pelo seu peito. Dimitre gemeu baixinho, e Sirius se ajoelhou, abrindo a calça dela. Ele sorriu para Dimitre, mais uma vez antes de abaixar as calças dele.
Os dois continuaram aquilo, alheios a tudo ao redor. Não ligando para os amigos adormecidos ao lado. Estavam tão alheios que não perceberam que a garota adormecida no sofá tinha acordado, e olhava tudo com lágrimas nos olhos.
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—Sirius? – Emmeline chamou, enquanto todo mundo acordava e guardava a bagunça que tinha deixado na Casa da Árvore. Sirius se virou para ela, e se jogou no sofá ao seu lado, passando um braço pelo seu ombro.
—O que?
—Tem alguma coisa que você quer me falar? – Emmeline perguntou, o olhando com atenção.
Sirius franziu a testa, e a encarou.
—Seu cabelo está bonito. – ele chutou. Emmeline enrugou a testa. – Não? Ahn... blusa maneira. – ele falou, Emmeline negou com a cabeça. – Eu gosto de você...? Não?
Emmeline fechou os olhos e negou com a cabeça novamente
—Não, Sirius. – ela murmurou, se soltando dele, com os olhos tristes. Emmeline se levantou e saiu porta afora.
Todos olharam para ela e depois para Sirius, que antes estava confuso, mas agora já conversa com James, como se nada tivesse acontecido.
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Emmeline encarava os dois de longe. Sentada em baixo de uma árvore, as pernas dobradas, encostadas em seu peito. O olhar vidrado em Sirius.
Ela estava nos jardins. Seus amigos estavam a algumas árvores à frente, rindo e fazendo besteiras. James ria alto, azarando uns alunos do terceiro ano. Peter ria e aplaudia James, bobamente. Frank e Alice se beijavam sentados, encostados na árvore. Remus e Emily ao lado deles, olhando um para o outro e dando risadinhas. E Sirius estava em pé, atrás de Dimitre, o ajudando a se equilibrar, em um skate, que Dimitre trouxe das férias.
Emmeline olhou para o outro lado, e viu Addie sentada com Adam. Os dois abraçados, junto do grupinho da sonserina. Emmeline olhou seu ex-namorado, e por um momento, ele olhou para ela. Ela desviou o olhar, antes que um dos dois sorrisse educadamente, e voltou a olhar Sirius e Dimitre.
Sirius segurou a cintura de Dimitre, e pegou o cigarro na boca dele, os rostos próximo, e fumou, depois devolveu para a boca de Dimitre.
Emmeline sentiu a raiva subir sua cabeça. Um ódio indescritível queimou em seu peito, e ela se levantou em passos duros. Escutando um zumbindo em sua orelha, e seu rosto ficar raivoso, a cada segundo que chegava mais perto de Sirius.
Sirius viu Emmeline se aproximando, e se separou de Dimitre, que passava o cigarro para James.
—Emmeline, você está bem? – Sirius perguntou. Emmeline chegou perto, e com raiva socou sua cara com força. Os amigos gritaram surpresos, e James segurou o braço de Sirius, que cambaleou.
—Seu nojento desgraçado, eu nunca mais quero ver esse seu pintinho sujo novamente! – ela gritou alto o suficiente para Addie algumas árvores longe escutar.
—E aí, Emms? – Sirius perguntou, achando graça. Emmeline segurou o choro e o chutou no meio das pernas. James e Dimitre seguraram Sirius antes dele cair no chão, com dor.
—Eu estava esperando você me contar. O tempo acabou, imbecil! – ela berrou chorando, e deu as costas para eles, saindo andando.
Emily já em pé, olhou Sirius chocada, com o que tinha acontecido. Emmeline nunca tinha batido em Sirius, por mais brava que estivesse.
—Merlin! O que você fez dessa vez? – Emily perguntou. Sirius apenas gemeu de dor, e ela olhou James. – James?
—Eu não sei. – James murmurou defensivo, arregalando os olhos.
—Pelas barbas de Merlin! — Emily bufou, e saiu andando atrás de Addie.
—Devo dizer, Emmeline é fogo! – Frank riu, fumando o cigarro. Alice deu uma risadinha, escondendo a boca com a mão. E Sirius os olhou com uma careta de dor.
—Sirius, você... você não deveria, você sabe... ir atrás dela? – Dimitre questionou, olhando para Emmeline, preocupado. Remus concordou, olhando Sirius com reprovação.
—Ela vai voltar. – Sirius deu de ombros, já conseguindo se erguer. – Ela sempre volta. – ele deu de ombros.
Emmeline continuou andando de braços cruzados, e quando passou pela árvore que Addie estava, a mesma se levantou e correu até a amiga.
—Emmeline! Emmeline, o que aconteceu? – ela berrou. Emmeline não se virou.
—Não importa.
—Não importa? – Addie perguntou. – Ele comeu alguém de novo?
Emmeline parou, e se virou para Addie chorando.
—De novo? – ela indagou. Addie abriu a boca, mas não soube o que falar.
—Eu tentei te falar, Emmeline...
—Sobre quem?
—... Mas você nunca quis escutar. – Addie proferiu.
—Sobre quem, porra? – Emmeline perguntou, as lágrimas correndo pelo rosto.
—Flint, Soto, Sonya, Ava, Will, Tony Vane, Justine branca, Justine negra... Marlene. – Adhara sussurrou, Emmeline chorando a cada nome.
—Marlene? – ela chorou. – Ele me prometeu que com ela não! Não mais. – ela falou. Addie olhou para baixo, e Emmeline a encarou com raiva. – Porque não me disse? Você deveria ser minha melhor amiga!
—Emms, eu tentei... eu só não queria... Ele é o Six, certo? – Addie murmurou. Emmeline a encarou com mais raiva ainda.
—Você trepou com ele? – ela perguntou. Addie a encarou chocada – Quando o seu namoradinho não estava por perto?
—O que? Não seja idiota, Emmeline.
—Eu aposto que você queria foder com ele. – ela murmurou. Addie deu um passo para trás, os cabelos ficando vermelhos.
—Vá se foder. – ela disse, se virando para voltar para perto do namorado. Emmeline soltou um soluço.
—Valeu, Addie! – Emmeline gritou. – É pra isso que amigas servem, certo?
—Tanto faz, Emmeline. – Addie gritou de volta, sem olhar para trás.
Emmeline chorou, e viu Emily, abraçando o braço de Addie, quando ela chegou até a árvore dos sonserinos. E soltou um soluço sentindo falta de Mary. Ela se virou, e correu até algumas árvores mais longe, onde não tinha quase ninguém por perto. Ela encostou-se a uma árvore grande e larga, e começou a chorar, escondendo o rosto nos joelhos. Se sentindo triste, traída... sozinha.
Emmeline escutou passos, mas não ergueu a cabeça, sentiu um movimento ao seu lado, e uma alguém colocou a mão em seu ombro, mas logo a tirou, tão rápido quanto tinha colocado. Emmeline chorou, e percebeu a pessoa ficar desconfortável.
—Emms? – era a voz de Dimitre. Ela não ergueu a cabeça, soltando um soluço.
—Vá embora. – ela pediu.
—Por favor, não conte a ninguém. – ele murmurou. – Todo mundo vai pensar...
Emmeline levantou o rosto para o garoto loiro.
—Pensar o que, Dimy? Que você é uma piranha suja, que fode com o namorado de outras pessoas?
—Me desculpe. – Dimitre murmurou. – Eu não sei como isso aconteceu. – ele falou. – Ele não é seu... Namorado. Você sabe como, Sirius, é. Por favor, não conte a ninguém.
—Vá embora. – Emmeline pediu cansada. – Só vá embora.
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Emily revirou os olhos para Theo Nott. Ele a seguia pela biblioteca, enquanto a garota procurava um livro para Remus, nas prateleiras.
—Pare de me seguir. – ela murmurou para o garoto. Theo riu. – Eu to falando sério.
—Eu sei que sente minha falta, grifo. – ele falou, a puxando pela cintura. Emily o empurrou no peito.
—Foi só uma vez...
—Você me beijou.
—... e acabou. – Emily continuou. – Entendeu? Acabou! Me deixe me paz, se não... – Emily perdeu o foco, ao ver Emmeline no canto da biblioteca, a olhando. – Para de me seguir. – ela falou uma ultima vez, e passou pelas prateleiras, indo até Emmeline.
Emmeline estava na parte que ninguém ia da biblioteca. Era perto da Seção Restrita, ela tinha uma garrafa de hidromel na mão, e estava toda encolhida com o olhar perdido.
Emily se ajoelhou ao lado dela e Emmeline lhe ofereceu a garrafa. Emily pegou chocada, ao ver que já estava no fim, e colocou de lado.
—Com quem estava falando? – Emmeline perguntou, claramente bêbada.
—Com ninguém. – Emily murmurou.
Elas escutaram vozes, e Emily fechou os olhos ao perceber que era Theo a chamando. A bibliotecária logo brigou e Theo ficou quieto, parando de procurar por ela. Emily torceu para que Emmeline não reconhecesse a voz. Emmeline deu uma risadinha sacana, mas logo fez uma careta e colocou a mão na boca com o rosto enjoado.
—Eu vou vomitar. – ela falou. Antes mesmo que Emily sequer se movesse, ela vomitou na blusa de líder de torcida da loira. – Ah... me sinto melhor.
—Que bom. – Emily murmurou, com nojo, com as mãos para cima, tentando evitar olhar para a barriga.
Emmeline então olhou para frente, com o olhar perdido, e vomitou novamente, dessa vez na própria blusa. Emily suspirou, e escondeu a garrafa de hidromel no meio de alguns livros, e levantou Emmeline. Ela correu, segurando a menina, e as duas foram para a Torre da Grifinória. Emmeline caiu nas escadas, várias vezes, mas Emily consegui a levar para o dormitório.
Emily colocou Emmeline completamente bêbada dentro na banheira, e deixou a água cair na cabeça dela. As duas tomaram um banho e Emily ajudou Emmeline a se vestir, mesmo que Emmeline já não estivesse tão mais bêbada.
Emmeline se jogou na própria cama, usando apenas calcinha e blusa, e Emily se sentou ao seu lado, Emmeline colocou o rosto no colo de Emily, e a mesma encarou isso surpresa, supondo que Emmeline talvez ainda estivesse bêbada.
—Quer me contar o que aconteceu, Emms? – Emily indagou. – Com Sirius? — Emmeline começou a chorar e Emily suspirou, colocando a mão no cabelo molhado dela. – Escuta. Eu tenho certeza que você e Sirius vão se resolver logo. Sempre se resolvem, certo?
—Meu Merlin. – Emmeline chorou. – Eu o amo tanto! — escutaram batidas na porta, e a voz de Sirius chamou Emmeline. A mesma começou a chorar mais ainda. – Olha só! Ele é tão amável! Ele pode pegar uma detenção, por estar aqui.
—Fale com ele. Conversar sempre é melhor. – Emily sugeriu.
—É? – Emmeline soluçou.
—É. Comunicação... é o segredo.
Emmeline concordou, e se levantou andando até a porta. Ela abriu a porta com tudo.
—Vá se foder, seu canalha! – ela berrou na cara de Sirius.
—Emms...
—Não! Me escuta, seu escroto. Me deixa em paz! Me deixa em paz! – ela berrou. Sirius piscou surpreso. — Pela última vez me deixa em paz, caralho! – ela bateu a porta na cara dele.
Emily suspirou, sentada na cama, com vontade de rir. Mas se segurou ao ver o olhar choroso de Emmeline. Emms se jogou na cama novamente, e se enrolou em uma coberta. Ela olhou Emily com atenção.
—Eu sei quem era. – ela murmurou.
—Quem?
—Na biblioteca. Era o Nott, não é? Você ficou com ele.
—Theo? Claro que não. – Emily sussurrou nervosa. – Eu gosto do Remus, todo mundo sabe que eu gosto do Remus...
Uma coruja chegou pela janela e jogou uma carta no colo de Emily, voando para fora em seguida. As duas leram, de querem era a carta. Theo Nott. Emmeline arqueou a sobrancelha para Emily, que corou.
—Não vamos falar sobre isso. – Emily pediu. Emmeline deu de ombros, pegando um cigarro do malão.
—Obrigada. Por... você sabe. – Emms murmurou.
Emily deu sorriu para Emmeline e pela primeira vez, Emmeline sorriu verdadeiramente para ela.
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Emmeline olhou Marlene, rir junto de Lily e Dorcas. E sentiu novamente aquele ódio em seu peito. Addie estava sentada ao seu lado, sem realmente falar com ela, magoada. Emily do lado da Addie, as duas conversando sobre Remus e Adam.
Ela olhou para os Marotos sentados a alguma distância dela. Dimitri afastado de Sirius, e olhando para ela o tempo todo. Ela desviou o olhar.
—Eu já volto. – ela murmurou para Addie e Emily.
—Onde você vai, Emms? – Emily perguntou. Mas Emmeline não te deu atenção andando até Marlene.
—Hey, Lene. – ela sorriu gentil. Marlene piscou surpresa.
—Hey, Emms. – ela murmurou de volta. – Ahn... bom te ver?
—Não é? – Emmeline sorriu, ainda gentil, Lily e Dorcas olharam aquilo preocupadas. – Eu posso te fazer uma pergunta, Lene?
—Ahn, sim.
—Eu só estava querendo saber, quantas vezes você fodeu com Sirius, enquanto ele estava comigo? – Emmeline perguntou, fechando a cara.
—Lene, você não fez isso de novo. – Lily falou irritada
—Eu não fiz isso. – Marlene se defendeu.
—Não se preocupe, Lene. Ele fode todo mundo, incluindo garotos. Vocês têm isso em comum. – Emmeline sorriu maldosa. Marlene abriu a boca chocada.
—Sua vadia! – Marlene murmurou, indo para cima de Emmeline, sendo segurada por Lily e Dorcas.
—Eu não tocaria nela se fosse vocês. Não sabemos o que ela pegou. Entende? – Emmeline riu. Marlene rosnou irritada, tentando se soltar das amigas, para ir para cima de Emmeline.
—Me solta! – Marlene gritou. – Eu quero acabar com ela, essa maldita vaca!
—Bem, já vou indo. – Emmeline sorriu, olhando Marlene espernear nos braços de Lily e Dorcas. – Tchau, meninas. Tchau, Lene.
Ela começou a se afastar saltitando, enquanto Marlene gritava:
—Me solta! Eu vou arrancar os peitos dela! VACA! VACA!
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Eles estavam no Salão Comunal. — Remus estudava para ficar pronto para os NOMs. Dimitre e Lily fofocavam. James jogava Snap Explosivo com Peter e Frank, apostando calcinhas roubadas. Marlene estava conversando com Dorcas, que tentava a acalmá-la. Emily desenhava em seu caderno olhando como Remus ficava fofo lendo, todo concentrado. E Addie e Sirius conversavam sobre estratégias de jogo.
Emmeline desceu as escadas do dormitório e se sentou ao lado de Emily. Sirius olhou para ela.
—Oi, Emms. — ele murmurou. Emmeline o ignorou, e Emily riu baixinho. — Argh, garotas tem problemas. — Sirius falou. — Se mais alguma de vocês quiser me bater, faça-o agora.
Addie deu um tapa na cara de Sirius que a olhou chocado.
—Ai! Porque?
—Porque você convidou e porque eu quis. — Addie deu de ombros. Sirius bufou, acariciando o rosto.
—Sabe o que eu estava pensando. — Sirius falou. — Tipo, eu tava lendo sobre o ministro da Magia ai eu pensei “O papel do sexo nas Relações de Poder”.
—E sexo tem muito a ver com poder? — Peter perguntou curioso.
—É, claro. — Sirius respondeu. — Olha, poder é a força mais importante no universo, aparência e dinheiro não significam nada, exceto pelo poder que nos dão. A segunda mais importante é sexo… — Sirius falou. Emmeline bufou. — Então sexo mais poder igual a diversão…
Emmeline se cansou e se levantou de súbito, fazendo todos a olharem enquanto ela subiu as escadas para o dormitório.
—O que quer que você tenha feito que deixou Emmeline tão chateada que ela nem quer falar sobre… — Emily começou, olhando Sirius. -Espero que esteja envergonhado de você mesmo.
Sirius suspirou e Addie olhou Emily curiosa, que apenas deu de ombros.
—É tudo minha culpa. — Dimitre murmurou. Todos o olharem, e Sirius arregalou os olhos assim como Addie. — Eu trepei com Sirius na Casa na Árvore. — ele falou. Todos ofegaram e Addie cobriu a boca com a mão querendo rir, da cara de Sirius. — Eu não estava conseguindo dormir, então eu estava acordado e perdendo a cabeça e Sirius quis me animar chupando a minha cabeça de baixo. E eu sinto muito mesmo por ser uma vagabunda, okay? — Dimitre falou nervoso e se levantou saindo correndo do Salão Comunal, as pressas. Todos ficaram quietos por um tempo, fazendo caras e bocas, todos muito surpresos.
—Sirius, você é gay? — Peter perguntou, confuso.
—Eu sou gay tanto quanto você é normal, Peter. — Sirius bufou, se levantando e saindo também irritado.
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—O que você quer, Sirius? – Emmeline perguntou, quando Sirius se sentou ao lado dela na aula de Feitiços.
—Foi engraçado você e a Marlene, hoje cedo. O que você falou para ela? – ele perguntou, sorrindo charmoso.
—Porque você se importa? – ela perguntou ríspida.
—Por quanto tempo vai continuar com isso, Emms? – ele indagou, franzindo a testa.
—Sabe de uma coisa? Eu nunca percebi o quão cansativo é gostar de você, Sirius. – ela murmurou. Sirius desviou o olhar.
—Mas é engraçado.
—Você acha? – os dois ficaram quietos e Emmeline bufou. – Enfim, o que você quer? – Sirius abriu a boca para falar. – Quer saber? Diga que você me ama!
—Você sabe que eu gosto de você, Emms.
—Não! Diga que você me ama, como ama a Addie. – ela falou. – Diga que você morreria por mim. Como se nada mais importasse. Como se seu mundo parasse de rodar por causa de mim! Como se você sentisse isso, seu merdinha. Vamos!
—Ah... – Sirius murmurou.
—Resposta errada, Sirius. – Emmeline fungou. – Cai fora! Anda!
Sirius se levantou e foi até James, mas os dois nem olharam muito um para o outro. Addie se sentou ao lado de Emmeline. As duas se entreolharam. As duas sorriram.
Depois da aula, Addie levou Emmeline para a Casa na Árvore. As duas se abraçaram forte.
—Sinto muito, Addie. – Emmeline chorou. Addie a deitou no sofá, e colocou a cabeça dela nas suas pernas. — Você é minha melhor amiga, eu sinto muito. — ela fungou. — Você sempre está do meu lado e ...
—Tudo bem. – Addie murmurou. – Sinto muito por Sirius.
Emmeline soluçou.
—Eu me sinto tão estranha!
—Oh, baby. – Addie murmurou, acariciando os cabelos dela. – Você vai ficar bem. Vai passar. Okay? Vai passar.
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Emmeline se virou para Sirius. Ele tinha acabado de entrar na Casa na Árvore, cinco minutos depois de Addie sair. Ela cruzou os braços cansada, e Sirius colocou as mãos no bolso a encarando.
—Então...
—Então...? – Emmeline perguntou.
Sirius se sentou na poltrona e a encarou.
—Podemos parar com isso? – ele perguntou.
—E?
—Voltar ao normal.
—Essa coisas acontecem. Eu superei.
—É, mas...
—É, mas o que, Sirius? O que você veio fazer aqui?
—Eu vim por que... Eu acho que talvez eu te ama, Emms. – ele murmurou.
—É uma frase muito longa, Sirius. – ela se virou para ir embora.
—Desculpe. Emmeline, me desculpe.
Ela virou de volta e cruzou os braços.
—Implore. – ela mandou. Sirius a olhou confuso.
—O que?
—Você me ouviu. Implore!
Sirius bufou.
—Emms, eu sinto muito! Vamos voltar ao normal? Eu vou parar com... as traições e as mentiras...
—E as humilhações, a zombaria, a manipulação. – Emmeline completou.
—Sim, isso também. Eu prometo. — ele sussurrou apreensivo.
—Sirius, não faça promessas que você não pode cumprir. É diferente. Ele não é qualquer garota, que você pega por ser gostosa. Ele é Dimitre. Ele é seu amigo. Ele é MEU amigo.
—Eu sei, mas... podemos por favor voltar ao normal?
Emmeline suspirou e se aproximou se Sirius, ela acariciou seu rosto machucado pelo soco que ela dera. E Sirius sorriu. Emmeline ergueu o rosto, e lhe de um singelo beijo na boca antes de murmurar:
—Não.
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