When We Were Young

24 Cruel Little Girls


Notas iniciais
OMGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG! Vocês conseguiram! CONSEGUIRAM!DEZ COMENTÁRIOSSSSSSS o/ Muito obrigada meninas que comentaram. E eu Vênus amamos ver que gostam muitooo da fic :))))))) But guys, isso não que dizer que o castigo está suspenso. Esse capítulo tem que ter dez comentários também, ok? VAMOS MANTER A MÉDIA. E RUMO AOS 300 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!JÁ TA CHENGANDOOOOO o/ Espero que gostem do capítulo. ENJOY :D (As garotas do Banner são Kat Greengrass, Evie Zamora, Leh Soto e Dido Shafiq)

CRUEL LITTLE GIRLS

HOGWARTS

1974

4°YEAR

Estávamos jantando depois de uma estressante aula de adivinhação. A cada dia que passava eu me arrependia mais e mais de ter escolhido aquela aula.

Naquele dia Remus se sentou do meu lado e segurou minha mão muito carinhosamente.

—Posso falar com você um momento? – perguntou ele. Eu concordei e o segui para as escadas próximas às ampulhetas que marcavam as pontuações de cada casa. Olhei para Remus ligeiramente curiosa e me surpreendi com o abraço apertado que ele me deu – Acho que você precisa disso.

O abracei de volta, gostando do cheiro de chocolate dele.

—Ah, Remmy... não mereço esse abraço.

—Não importa se merece ou não. – respondeu ele me beijando na têmpora – Você precisa dele e eu vou te dar. Não importa o que você fez pra Rabastan. Eu não sei o que vocês conversaram quando fugiram da aula de Runas, mas eu sei que te afetou pra valer... e eu quero que saiba que pode contar comigo se precisar conversar. Sempre. Ok? – perguntou ele.

Eu dei um sorriso, me aconchegando no abraço de Remus.

—Ai, Remus... você é um amor. Um amor. – murmuro adorando o abraço.

—Que nada, Addie. Você é minha melhor amiga. A primeira garota que eu beijei. – adicionou ele em tom de brincadeira – Eu te devo todos os abraços do mundo por aquele péssimo primeiro beijo...

—Não foi tão ruim. – digo rindo meio sem jeito. Remus me afastou e me olhou descrente – Tipo, você jogou bebida no meu tênis, que ficou melado e grudento a festa inteira... e realmente durou só uns... dez segundos de beijo... mas...

—Um dia eu te dou um beijo decente. – riu Remus. Pisquei surpresa e o olhei com um sorriso. Remus corou muito – Digo... ah... eu não vou tentar me justificar. Eu sei que só piora. – riu ele coçando a cabeça – Mas sabe...

—Hum? – pergunto cruzando os braços, com um sorriso torto.

—Se você não fosse... você sabe... proibida... por ser prima do Sirius... eu totalmente iria querer beijar você. Afinal, é minha melhor amiga. – riu Remus completamente sem jeito.

—Pois é. Pena que você é o único dos Marotos que sempre segue as regras, não é? – digo sorrindo. Remus me olhou com a sobrancelha arqueada.

—Pena? Você lamenta isso? – perguntou ele da mesma maneira e foi a minha vez de ficar sem jeito.

—Algumas vezes, sabe? – pergunto mexendo no meu cabelo. Remus deu uma risadinha – Sabe, Remus. Se eu não te conhecesse, diria que está me cantando. – digo marota.

—Eu? Ah... não... foi só um monte de falas não calculadas que saíram de maneira a criar maus entendidos. – disse ele rindo de leve.

—Você sabe... na verdade... – eu me aproximo um passo – Você é o único da Grifinória que tem a permissão oficial do Sirius pra me beijar... ele me disse isso.

—Mesmo? – perguntou Remus, piscando, com um sorriso bobo. – Por que? – perguntou ele franzindo a testa.

—Sirius acha que você não teria coragem.

—Ele acha isso? – perguntou Remus.

—Ele meio que tem certeza disso. – digo o olhando com algum desafio.

—Ora... – Remus cruzou os braços. – Bem... eu... eu meio que... eu meio que estou com a Emily, agora, sabe?

—Sério? – pergunto genuinamente feliz por ele, com um sorriso animado no rosto.

—Não! – diz uma voz vinda das escadas.

Eu e Remus nos viramos, surpresos.

—Cale a boca, Frank. Puta que pariu. Você acabou com o momento! – ralhou Emily.

—Ah. Emily! – diz Remus parecendo completamente culpado.

Emily piscou pra mim e sorriu sem parecer chateada. Ela estava com Frank, nas escadas, provavelmente a caminho do jantar e ficaram com vergonha de descer e nos interromper.

—Remus não está com a Emily. Emily é completamente solteira. – diz Frank passando o braço pelos ombros dela. Emily cruzou os braços concordando.

—Então aproveite que o primo psicopata não está por aqui. – adicionou Emily com um sorriso.

—Você não se importaria, Emily? – pergunto abraçando Remus, que parecia que tinha sido pego aprontando qualquer coisa e estava levando uma detenção.

—Não. Digo... – ela desceu as escadas e beijou Remus no rosto – Ele nunca me prometeu nada. Mas preferiria que ele também me dissesse que gostava de outra pessoa... mas tudo bem. Remus nunca me desrespeitou. A gente só se beijou na sua festa, saca? – riu ela.

—Desculpe, Emily... – disse Remus, com uma careta.

—Relaxa. – riu Emily – Vamos, Frank?

—Vamos. Vamos zoar a Marlene por algum motivo qualquer.

—Você trouxe aquele negócio que faz barulho de pum? – perguntou Emily com um sorriso malvado.

—Duvido que o Sirius vai querer sentar perto dela hoje. HÁ! – riu Frank levantando a mão, para que Emily batesse, o que ela fez.

—Esperem por mim. Eu não perderia isso por nada. – digo rindo – Você vem, Remus?

—Claro. – riu Remus um pouco mais aliviado – Não é como se a gente fosse se agarrar loucamente de qualquer maneira – adicionou ele com aquele jeitinho tímido e gentil – Eu só queria oferecer meu ombro pra você mesmo.

—O que houve? – perguntou Emily.

—Eu discuti com Rabastan. – murmurei perdendo o sorriso.

—O que aquele idiota fez? Ele te magoou? Eu quebro aquele rostinho bonito dele se ele tiver...

—Rostinho bonito, é? – perguntou Frank com um sorrisinho irritante, bem parecido com os que Sirius fazia quando tirava sarro de alguém.

—Ele é bonito. Não posso achar ele bonito? Não é crime nenhum achar ele bonito, ok? – perguntou ela – Ainda mais quando sem querer a gente topa com ele e os amigos lindos dele malhando perto das estufas, sem camisa, suados e... aiai... – riu ela me fazendo sorrir.

—Que nojo, Emily. – resmungou Frank.

—Você ficaria gostosinho se malhasse também. – disse ela se virando e os dois saíram como se nunca tivessem topado comigo e com Remus, conversando sobre malhação e ditadura da boa forma.

Olhei para meu amigo e notei que ele olhava com algum carinho para Emily. Abracei o braço dele e sorri. Ele sorriu de volta pra mim e saímos juntos de volta para o Salão Principal.

Sentamos um do lado do outro. Emmeline estava na mesa da Sonserina e Sirius a fitava com um olhar cheio de censura, por ela estar de mãos dadas com Burke, que parecia simplesmente feliz por tê-la ali.

Reparei que Rabastan não estava sentado com Katherine. Ele e Theo estavam entre Mulciber e Severus, e Rabastan parecia um tanto deprimido, mexendo desinteressadamente na comida.

Passeei meu olhar pela mesa da Sonserina e notei que Adam olhava pra mim. Ele piscou. Sorri pra ele e lhe mandei um beijo.

—EI! – ralhou James – Pra quem foi esse beijinho, heim? Só pode mandar beijos pra mim, Addie. – ralhou James. Sorri para ele e ele piscou pra mim também. Sorri achando graça e James deitou a cabeça na mesa, me olhando apaixonadamente – Addie... se você continuar ficando mais bonita a cada dia que passa, eu vou ficar louco.

—Que gracinha. Mas pode parar, Pontas. – ralhou Sirius batendo na cabeça dele.

—Ai, Sirius, não precisa ficar com ciúmes. Eu também te amo. – riu James abraçando Sirius. Em seguida ele deu um beijo estalado na bochecha do meu primo. Todo mundo caiu na gargalhada, enquanto meu primo caía no chão, no desespero de se afastar.

—Seu demente! Tá louco, é?

—Eu sei que você gostou, Sirius. – riu James fazendo biquinho – Quer mais um?

—Vai se foder, Pontas.

—Sirius Black! – ralhou a professora McGonagall que chegava sempre nos piores momentos – Isso não é linguajar apropriado para um aluno da Grifinória. Não ouse repetir esse comportamento.

—Ok, professora. Desculpe. – resmungou Sirius lançando um olhar mortífero para James, que o olhava levantando e abaixando as sobrancelhas, com um sorriso canalha no rosto.

—Srta. Black. – disse a professora.

—Eu não fiz nada! – digo em minha defesa.

—Não disse que fez. – ralhou a professora, mas eu notei uma sombra de sorriso, bem pequeno, no canto da boca dela – Levando em consideração que as alunas mais velhas da equipe de líderes de torcida estão todas sendo investigadas por péssima conduta, eu resolvi... – ela fez uma pausa – que Deus me perdoe... – murmurou ela baixinho arrancando risadinhas dos alunos próximos – resolvi te dar o cargo de capitã da equipe de torcida da Grifinória.

—O QUE? – perguntou Marlene se levantando – Mas ela é do time de quadribol!

—Eu sei. Mas a antiga capitã da Grifinória me escreveu uma carta de recomendação de oito páginas, explicando que Adhara Black era perfeita para o cargo e que existe um caso igual ao dela de líder de torcida e jogadora do time. – explicou a professora. É claro que Rachel Dotts fez essa carta. Eu subornei a vadia. – Você precisa selecionar as outras integrantes da equipe.

—Outro caso? E quando foi isso? – perguntou Marlene, indignada. Eu dei um sorrisinho cruel pra ela, mas foi a professora quem respondeu.

—Fui eu. – disse ela antes de virar e sair, deixando Sirius e James boquiabertos.

Quando ela se afastou o suficiente, os dois se entreolharam.

—Vamos procurar fotos da professora McGonagall em roupas de líder de torcida? – perguntou James.

—Só se for agora. – respondeu Sirius.

—Vamos, Peter. – disse James. Peter estava sentado comendo o maior pedaço de costela de javali do mundo.

—Mas, James... o jantar...

—Vamos, Rabicho. Estou lidando com prioridades aqui. McGonagall em roupas de animadora de torcida! – ralhou James.

Todos nós ficamos rindo observando os quatro (é, Remus teve que ir também) irem atrás das lendárias fotos.

Eles encontraram.

E gente...

A professora McGonagall era muito gata na juventude...

—Eu amo essa escola. Eu juro. Eu sou tão sortudo por estudar aqui. – suspirou James – Addie, eu já disse o quanto você tá maravilhosa nessa roupa? – perguntou James., olhando meu uniforme de líder de torcida.

—Só umas trocentas vezes, Pontas. – resmungou Sirius – Eu não acredito que Emmeline ainda está com aquele idiota. – resmungou ele.

—Jack não é idiota. Ele é um garoto super legal, ok? – digo rispidamente. Sirius revirou os olhos – Não seja um babaca, Sirius. Não sabota o namoro dela, ouviu? Emmeline está super feliz com o Jacques.

Emmeline não estava super feliz com o Jacques. Ele era muito romântico, dedicado, gentil, amável, compreensivo e bonito. Era impossível falar: mas ele é péssimo nisso. Ele parecia ser o namorado perfeito.

Ele não era realmente grudento, porque era um aluno dedicado e queria sempre ir bem nas matérias. Mas ele se desdobrava para namorar Emmeline ou ajudá-la em qualquer coisa que ela precisasse. Quando ela parecia puta da vida, ele parecia saber antes de falar com ela, pois sempre chegava com chocolates ou com amoras congelas, que eram o doce favorito de Emmeline, por ser gostoso e pouco calórico. Sem falar que ele nunca era visto falando demais com qualquer outra garota que não fosse Emmeline e agora que ele estava malhando, ele estava pegando músculo mais rápido do que todos os outros Sonserinos.

—Eu não consigo achar um defeito que seja nele! – ralhou Emmeline – Eu preciso achar pelo menos um defeito!

—Por que? – perguntou Mary.

Estávamos indo para a aula de feitiços, que tínhamos com a Lufa-Lufa.

—Porque eu beijei o Sirius e a culpa está me matando. Eu preciso de um defeito grave em Jacques Burke que faça com que eu não me sinta tão culpada por dar uns beijinhos no Sirius esporadicamente. – explicou Emmeline.

—Que tal você... não beijar Sirius e simplesmente ser uma boa namorada? – perguntei. Emmeline fez um biquinho.

—Mas eu gosto tanto do Six... acho que vou falar que sou lésbica de novo.

Revirei meus olhos, com desaprovação. Entramos na sala e o professor Flitwick começou a nos ensinar os feitiços convocatórios (accio).

—Normalmente só aprendemos esse feitiço depois do natal, mas eu acho que podemos inverter, certo? Vamos. – disse Flitwick, sempre animado e empolgado com a própria disciplina.

Passamos a próxima hora tentando atrair os objetos para nós, com a varinha. Em vinte minutos a sala estava numa enorme confusão, com coisas voando e acertando as cabeças dos alunos. Normalmente eram Sirius e James que se posicionavam estrategicamente para acertar a orelha de alguém ao usar o feitiço.

Eu e Remus conseguimos bem no finalzinho da aula, mas Mary foi uma das primeiras a conseguir e Emmeline e Peter simplesmente não conseguiram.

Frank e Emily foram os dois primeiros e logo estavam brincando com James e Sirius, numa guerra pra ver quem acertava mais orelhas e Lily ficou completamente furiosa com eles, quando Emily acertou o rosto dela com o sapato de Sirius.

—Desculpa, Evans! – riu Sirius, sem parecer realmente sentir muito.

—Vocês não podem agir que nem pessoas normais? Pelo menos uma vez na vida? – perguntou Lily jogando o sapato de Sirius com violência contra ele.

—Nós agimos como pessoas normais. Você que é muito chata. – riu Sirius.

—Ei, Sirius. Não fale assim da Evans. Ela é a minha garota. – ralhou James.

—Não era a Addie? – perguntou Emily pra Frank.

—Addie também é a minha garota. E você também, Dorquinhas. – riu James piscando para Meadowes, que riu corando de leve.

—Francamente, James. – digo com um sorrisinho cruel – Colocando eu e Lily no mesmo saco que Meadowes?

—Ela e Lily são muito melhores que você, sua vaca. – ralhou Marlene.

—Inveja mata, Marlene? Se sim, é melhor tomar cuidado, heim? – digo rindo brincando com meu lindo distintivo de capitã.

Marlene me fuzilou com os olhos e sacudiu a varinha com tanta força, na tentativa de convocar o travesseiro do outro lado da sala, que acabou acertando o olho de Ernest Nully, um aluno da Lufa-Lufa.

Quando a aula acabou, fomos para a aula de poções, aprender uma poção para curar soluços. Eu, Mary e Emmeline aproveitamos para conversar sobre quem poderia entrar no time das animadoras.

—A Mikayla é super legal. – digo autoritariamente – Acho que ela pode entrar.

—O importante não é ser apenas legal. Precisamos de pessoas com talento, que saibam dançar, que tenham preparo físico e etc. – disse Mary – Não podemos escolher apenas as nossas amigas.

—Ok, desde que Marlene não entre. – resmunga Emmeline.

Acrescento um pouco de pó de orquídea e vejo que minha poção estava ficando rosa choque. Olho para o lado. A poção de Sirius estava rosa claro e a de James roxo berrante. Mas a de Remus, Lily e Frank pareciam perfeitas. E a de Severus também, é claro. Ele sempre ia super bem em poções.

Olhei para Emily, que estava com a poção azul turquesa. Ela olhava relativamente preocupada para o próprio caldeirão, mas Frank a ajudava com agilidade e em poucos minutos a poção dela adquiriu um tom rosa como a de Sirius.

—Você realmente é bom nisso, Frank. – murmurou Emily – Eu estaria perdida sem você.

—Ainda bem que me tem aqui, então. – riu Frank com um sorriso contente. Emily sorriu contente e voltou a picar sua raiz de asfódelo com bastante coordenação.

—Fala sério. Eles estão completamente flertando um com o outro. – disse Emmeline.

—Acho que são apenas amigos. – disse Mary.

—Amigos não sorriem assim um para o outro. O Frank está completamente na dela. – insistiu Emmeline.

—Bom pra ele. Esquece a Alice. – digo calmamente.

—Verdade. Alice gosta dos caras perigosos, não é? – perguntou Mary – Ela não estava com Mulciber um dia desses?

—Sim. – respondeu Emmeline – E ele nem ao menos é bonitão. É de longe o menos bonito da Sonserina... – ela olhou para o lado dos Sonserina e viu Severus – Ok... talvez não tão de longe. Ranhoso não é exatamente um modelo de beleza.

—Mas ele é legal. – digo olhando para Severus, que parecia um passarinho contente junto de Lily – Quando não está andando com os babacas da Sonserina.

—Rabastan é um dos babacas? – perguntou Mary girando os olhos – Eu acho que vocês dois deveriam tentar...

—Não! – digo de uma vez, sentindo um frio na barriga – Eu não quero nem interagir com aquele idiota.

—Gente. Vamos mudar de assunto e falar das coisas importantes! – disse Emmeline, cuja poção estava violeta – O aniversário da Addie que está chegando.

—É verdade, amiguinha! – disse Mary, com um sorriso – Temos que comemorar.

—É. – digo apenas.

—Eu já falei com o James. Ele vai conseguir bebidas. Você pode falar com o Cook pra ver se ele descola algumas coisas legais? – perguntou Emmeline.

—Claro. Qualquer desculpa pra falar com o Adam é uma boa pra mim. – digo rindo. Emmeline e Mary riem comigo, animadas. Era hora de mais uma festa de Adhara Black. E como a outra, eu queria que fosse perfeita.

Frank andou até o quadro de recados com Emily logo atrás de si.

—Finalmente começaram os testes para as líderes de torcida. – murmurou ele mirando o monte de garotas que riam animadamente – E então... vai entrar pro time dos pompons? – perguntou ele com um sorrisinho.

—Pfff. – desdenhou Emily – Eu odeio quadribol, lembra?

—Só porque sofria bullying do time da sua antiga escola. – riu Frank. Emily revirou os olhos – Se andar com a Black, Vance e Crazy Eyes, ninguém mexeria com você. – garantiu Frank saindo do Salão Comunal com a amiga de infância. Emily fez uma cara nada convencida.

—Sei lá. Eu não faço o tipo popular, Frank. Eu nem gosto que as pessoas reparem em mim. Eu sou invisível, saca? – perguntou ela dando de ombros – Estou bem assim.

—Você não é invisível. – resmungou ele. Emily soltou um suspiro e continuou andando. Desceram alguns lances de escada e ele segurou-a pelo pulso – Quando vai admitir que ficou chateada com Black?

—Não fiquei chateada com ela. – resmungou Emily.

—E com Lupin? Ele estava claramente flertando com você e depois claramente flertando com a Adhara. Ele foi um babaca.

—Ele nunca me prometeu nada. – disse Emily sem olhá-lo nos olhos, se encostando no corrimão e cruzando os braços.

—Sirius nunca prometeu nada à Emmeline ou à Marlene. Mas não significa que ele não seja um cretino com elas. – Frank soltou um suspiro – Eu achava que só Sirius e James eram retardados com as garotas... Nunca imaginei que Remus faria algo assim.

—Eu não quero falar sobre isso, ok? – perguntou Emily torcendo a boca. Frank a conhecia o suficientemente bem pra saber o quanto ela estava chateada com a situação.

—Escuta, Emily. – riu Frank ficando de frente pra ela, com as mãos no bolso, dando seu melhor e mais reconfortante sorriso – Um dia você vai encontrar um cara que vai ficar verdadeiramente louco por você. Alguém que vai se apaixonar tão perdidamente por você, que nunca vai desistir de lutar pelo seu amor. Eu te garanto isso.

Emily riu descrente e olhou para o melhor amigo.

—O mesmo pra você. Realmente precisa desencanar daquela Alice. – murmurou ela. Frank soltou um suspiro – Se ela tivesse um pingo de cérebro, ela veria o quanto você é o carinha mais legal dessa escola. – riu ela. Frank sorriu.

—Ela tem bastante cérebro. Ela é da Corvinal, sabe? É pré requesito ser muito inteligente pra entrar lá.

Emily deu de ombros e os dois riram de leve.

—Olha só, quem encontramos aqui. – diz uma voz que vinha subindo as escadas. Frank se virou e olhou de soslaio para Emily, que tinha ficado ligeiramente tensa.

—Olá, Kat. – disse Frank, tentando parecer casual. Emily sempre falara que ela era o tinhoso de vestido lá em Beauxbatons. E pra melhorar ela estava andando com o trio confusão da escola.

Todos amavam os Marotos (o que incluía Adhara, já que ela é a única Marota) Eles aprontavam com todo mundo, tiravam sarro de todo mundo, viviam em detenção... mas eles traziam alegria para a escola. O trio malvado da Sonserina não fazia bem isso...

Ok. Elas eram todas lindas. Leh Soto, Dido Shafiq e principalmente a líder delas, Evie Zamora. Mas elas eram más. Elas eram mais ou menos como Adhara, Emmeline e Mary, mas mais velhas e muito mais cruéis, muito mais populares e muito mais perigosas. Com um tremendo fã clube de seguidores, de todas as casas (menos da Lufa-Lufa, que normalmente eram o alvo das crueldades delas).

—Cale a boca, Longbottom. – riu Dido, olhando com desdém para ele – Cansou de ser o cachorrinho da prima da Leh e resolveu correr atrás da menininha do papai aqui? – perguntou ela o olhando com um sorriso perverso. Um lindo sorriso grande e perverso, num rostinho bonito, rodeado de madeixas dourados e olhos verde amarelados. Se ela não tivesse aquele jeitinho de que acabaria com a sua vida na primeira oportunidade, poderia falar que ela parecia um anjinho.

—Frank nunca foi o cachorrinho de ninguém. – disse Emily cruzando os braços. Ele desviou um pouco o olhar. Durante o terceiro ano ele tinha sido basicamente isso mesmo – O que vocês querem, heim?

Evie Zamora se aproximou de Emily a olhando da cabeça aos pés.

—Desde quando essa garota estuda aqui? Eu nunca a vi na minha vida. – riu Evie. Ela era a capitã das líderes de torcida da Sonserina. Provavelmente seria o pesadelo da vida da Addie naquele ano. Bonita, com um olhar penetrante e perigoso, com os lábios carnudos e provocantes, com um corpo de tirar o fôlego, que ela fazia questão de exibir. Um decote ousado, exibindo o sutiã bonito, a barriga de fora, mostrando a pele completamente lisa. Os longos cabelos negros, levemente ondulados caindo soltos pelas suas costas. Ela era sem dúvidas uma mulher que roubava o fôlego. Era só olhar pra ela tempo o suficiente para esquecer o que quer que estivesse pensando. Ela era de longe a garota mais popular do colégio, a mais charmosa e sedutora. A mais disputada. E ela olhava para Emily com aquele olhar gelado e penetrante. Se ele recebesse um olhar daquele ficaria completamente intimidado. Ela deveria ter algum tipo de magia estranha e secreta nela. Não era possível – Kat nos contou de você. Disse que é amiga da Adhara Black.

—Sou mesmo. Algum problema? – perguntou Emily sem piscar. Evie sorriu um sorriso perigoso.

—Esses alunos da Grifinória... não tem respeito por nada nem ninguém. São uns desmiolados mesmo. – riu ela – Diga pra sua amiguinha que eu vou adorar assistir os testes para líder de torcida. Eu sempre faço isso, sabe? – perguntou ela com aquele sorriso – Explicar como as coisas funcionam...

—E também estamos curiosas. Como que uma garota que nunca nem ao menos participou da equipe, de repente virou a líder delas. E no terceiro ano? – disse Leh Soto.

—Estamos no quarto. – respondeu Emily.

—Whatever. – riu Dido– Seja boazinha, querida. Ou vamos acabar com você. – ela segurou o rosto de Emily com tanta força que os dedos dela deixaram uma marca vermelha no rosto de sua amiga.

—Continue sendo invisível. – disse Leh passando para ir atrás de Dido, mas ela beliscou o rosto de Emily com tanta força que a garota fez uma careta.

—Adorei seus brincos. – riu Greengrass. Ela segurou as duas argolas de mithril que Emily usava.

—Qualé, Greengrass. – ralhou Frank – Não precisa disso. Foi presente de aniversário.

—Mesmo? Que gracinha que vai dá-los pra mim, não é meninas? – perguntou Greengrass.

—Não! – disse Frank.

—Não mesmo. – concordou Emily acertando a mão de Greengrass.

—Tire os brincos, meu amor. Ou vamos arrancar suas orelhas. – disse Evie.

—Quero só ver você tentar. – disse Emily tirando a varinha. As quatro Sonserinas a imitaram. Frank também, mas ele estava preocupado. Estavam em minoria e todas as garotas, menos Kat, eram mais velhas.

—Eu vou contar pro monitor. – disse Frank.

—Oh. Eu vou adorar lidar com o monitor. – riu Evie – Vamos. Os brincos.

—Não. – insistiu Emily recuando um passo. Mas atrás dela estavam Soto e Shafiq. Na frente Zamora e Greengrass – Não vou dar. Vão ter que arrancar minhas orelhas e se entenderem com a professora McGonagall.

—Queridinha. Quando eu terminar com você, você não vai se lembrar quem arrancou suas orelhas.

—Evie. Que surpresa. O que está fazendo aqui? Irritando os meus amigos? – perguntou uma voz vinda das escadas. Frank sorriu animado, pois aquela voz era de Adhara e ela nunca estava sozinha. Ela era a garota mais popular o quarto ano da Grifinória, se não fosse a mais popular da Grifinória inteira...

—Black. Justamente quem eu estava procurando. – disse Zamora rindo daquele jeito malvado. Adhara estava com Emmeline e Crazy Eyes, para seu alívio e isso os colocavam em igualdade. Um a mais, apesar das alunas serem mais velhas. Esperava que fosse o suficiente – Fiquei sabendo que você é a Capitã das líderes de torcida.

—Notícia boa voa, não é? – perguntou Addie com um sorrisinho desafiante. Ela e as amigas estavam com as varinhas em mãos.

—Sim. Voa. – riu Zamora, se aproximando, olhando Adhara nos olhos. Ela era alguns centímetros mais alta e parecia que olhava Adhara do alto, mas a loira tinha aquele ar superior e arrogante da família dela e isso parecia bater de frente com a aura intimidadora de Zamora – Principalmente o modo suspeito como suas rivais e prováveis candidatas melhores que você foram acusadas de fazer coisas horríveis.

—O mundo é cheio dessas peripécias, não é? – riu Adhara, sem parecer se abater.

—Seria uma pena se descobrissem que elas foram sabotadas. – sibilou Zamora.

—Sim, seria uma pena. – riu Adhara com pouco caso.

—Hum... – Evie olhou Adhara com puro e frio desdém. Ela segurou uma mecha de cabelo da garota e a colocou quase maternalmente atrás da orelha – Tome cuidado com esse rostinho tão bonito. Nós não queremos que nada de ruim aconteça com ele. Não é meninas? – perguntou Evie.

—Eu até que gostaria. – rosnou Greengrass fuzilando Adhara com os olhos. Frank imaginou que Adhara fosse fazer piada ou revirar os olhos, como ela sempre fazia. Mas ela ainda estava olhando para Zamora e a tensão entre as duas era evidente.

—Não quero que nenhuma de vocês saiam magoadas... então vamos nos comportar, ok?

—Ou o que? – perguntou Adhara. Zamora sorriu de novo, aquele sorriso perigoso e cheio de crueldade.

—Não pague pra ver, Black. – ela olhou para as amigas e estalou os dedos – Vamos.

Todas foram atrás dela, menos Soto, que cruzou os braços, parecendo indignada.

—Se ela estalar os dedos assim de novo, me tratando que nem um cachorro... ela vai ficar sem dedos. – sibilou ela, antes de sair andando atrás delas.

Frank e Emily olharam para o trio que aparecera providencialmente.

—Você sabe que estamos socialmente fodidas ,não sabe, Addie? – perguntou Emmeline – Você comprou briga logo com a Zamora.

—Emms. Eu já disse que esse ano eu vou ficar muito mais popular que ela.

—Eu adoro a sua positividade, amiguinha. – riu Crazy Eyes guardando a varinha.

—Obrigada. Por um momento eu realmente achei que iria ficar sem orelhas. – murmurou Emily se abraçando.

—Amor, não enfrente os Sonserinos sem um bom plano e um time reserva. – riu Adhara a olhando com um sorrisinho.

—Você tinha qual dos dois? – perguntou Frank passando o braço ao redor dos ombros de Emily, protetoramente e sem absolutamente nenhuma segunda intenção além de passar segurança pra ela.

Adhara sorriu parecendo satisfeita por ele ter perguntado e olhou para o lado. Sirius, James, Remus e Peter apareceram do nada, de dentro da capa de invisibilidade de James.

—Eu juro que precisamos de uma capa maior. – resmungou Sirius – Gente. Aquelas garotas estão ficando uma maravilha.

—Elas são más. – resmungou James – Não arrume confusão com elas, Valentine. Ainda mais sozinha.

—Eu não arrumei confusão. Elas quem vieram...

—Você está bem? – perguntou Remus a olhando com atenção – Seu rosto está vermelho. Com marcas de dedos.

Emily olhou para ele e suspirou. Frank revirou os olhos, mas acabou sorrindo. Nunca tinha visto a amiga gostar de alguém antes. Só podia esperar que Remus não partisse o coração dela, ou ele teria que tomar alguma atitude... ele olhou para o grupo salva-vidas e sorriu.

E eu só iria me ferrar, nessa...

Entrei sorrateiramente no dormitório masculino para surrupiar um pouco de loção especial para cabelos que o Sirius usava. Imaginei que por estar já muito tarde, eles estariam dormindo, mas Sirius e James estavam na cama do meu apanhador, lendo um livro, com as cabeças muito juntas. Mas Peter e Remus estavam dormindo. Achei aquilo muito estranho. Os quatro sempre faziam tudo juntos... o que James e Sirius estariam aprontando?

Me aproximei e eles me olharam agitados. Caminhei na surdina até a cama de James e me sentei ao lado deles.

—O que estão fazendo? – perguntei num sussurro muito baixinho. Olhei para o livro e vi o desenho de um homem que se transformava em urso e depois voltava a ficar em forma de homem – O que é isso?

—Animagia. – respondeu James, baixinho – Olhe só. – ele apontou para uma frase que estava grifada, em outro livro – “Lobisomens não atacam animais, apenas pessoas”.

—Queremos virar animagos, lembra? – explicou Sirius – Mas é muito difícil. Mesmo pra nós. – sussurrou ele.

—Me deixa ver. – digo animada – O que pretendemos com isso, mesmo?

—Ficar com o Remus, durante a lua cheia. – explicou James – Ele fica muito sozinho, lá no Salgueiro Lutador, completamente fora de controle... Fica se arranhando por não ter o que fazer... e se mordendo também. Então a gente pensou, que se pudéssemos ficar com ele, talvez ele não fique tão triste e sozinho, saca?

—Mas ele não pode nem sonhar que ainda queremos fazer isso. É muito perigoso. – sussurrou Sirius – Se fizermos isso sem um registro formal, é perpétua em Azkaban. – eu olhei para meu primo, em choque, mas ele parecia completamente empolgado no lugar de preocupado – E pode dar muito errado também.

—Não conseguir voltar à forma humana. – explicou James.

—Ou só se transformar metade.

—Ou morrer. – concluiu James.

—Vocês são loucos! – digo rindo – Eu quero.

—Sabíamos que iria dizer isso. – disse James, com um sorriso rosto – Estamos estudando o máximo que pudemos pra ajudar.

—E por que não me pediram ajuda? – pergunto franzindo a testa.

—Você estava muito ocupada tentando virar a abelha rainha da escola, ou se pegando com algum Sonserino. – riu Sirius.

Soltei um muxoxo e fechei o livro, chateada com isso.

—Vocês são ridículos – murmurei. — Mas é verdadeagora soua a garota mais popular da Grifinória, e praticamente já tenho a Lufa-Lufa ao meu favor.

—Essa é minha garota. — Jay diz.Sorrio para ele — Mas não fale que sou ridículo, Addie. Ainda vamos namorar esse ano, lembra? Não pode me achar ridí... ai! – riu James. Sirius deu um tapa na cabeça dele e o óculos dele caiu no meu colo.

—Cala a boca, Potter. – ralhou meu primo. – Precisamos voltar a fazer o mapa. – disse Sirius – Descobri que Emily Valentine sabe desenhar maravilhosamente bem. Eu vi ela desenhar o salão principal perfeitamente. Podíamos pedir pra ela desenhar o castelo.

—E ela é muito boa em feitiços também. Ela pode nos ajudar a encantar o mapa. – disse James, empolgado, enquanto eu colocava seus óculos novamente em seu rosto. – Junto com Remus.

—Encantar o mapa? Pra que? – perguntei franzindo a testa.Sorrindo ao mexer nos cabelos de Jay.

—Já reparou que o Filch sempre nos acha? Ele sempre aparece nas nossas aprontadas e a gente sempre toma no cu. – disse Sirius, nos olhando por cima do livros com os olhos cerrados. – E se nós tivéssemos um mapa que mostrasse onde todas as pessoas do castelo estão? Nunca seríamos pegos.

—E isso ajudaria bastante na lua cheia. – digo sorrindo.Jsay tinah fechado os olhos gostando do meu carinho. – Que ideia maravilhosa.

—Sim. Então aproveita que a Valentine é sua amiga e pede pra ela fazer esse favor pra gente. – riu Sirius. Tirando minha mãe da cabeça de Jay e colocando na dele. Comecei a acariciar e Jay bufou. – Afinal, ela nos deve as orelhas e os brincos.

Notas finais
FINALMENTE EVIE ZAMORA APARECEU! Evie é repsentada pela atriz que faz a Santana em Glee.A Dido é a Emma Roberts.E Leh que é uma leitora é a Emeraude Tobias. E a Kat é a Willa Holland Frank aparecendo cada vez mais na fic. E como disse no capítulo passado ele é uma DIVA!!!!!!!!!!!!! Remmy dando em cima da Addie? o.o ADDIE CAPITÃ! LINDA! HEUHEUEHUEHEUHEUHEUHE Jacques perfeito demais pra Emms? E OUTRA FESTA DA ADDIE? VOCÊS QUEREM MAIS UMA FESTA?????????? Obrigada por terem lido, esse talvez tenha sido meio paradinho, mas o próximo tem testes da lideres de torcida e... ADDIE E RABASTAN? OMG!O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER! Vou dar um prévia do próximo capítulo: "—Uma última vez, Rabs... uma última vez. – pedi o olhando nos olhos – Sem planos. Sem segundas intenções... só eu e você. Confie em mim que nem eu confiei em você, naquele dia que você me levou pra sua casa. Eu tinha todos os motivos do mundo pra não confiar em você... mas eu confiei. Então por favor. – murmurei encostando a testa na dele. Senti as mãos dele envolverem minha cintura e nós dois nos olhamos com uma intensidade impressionante. —Uma última vez? – perguntou ele – Por que precisa ser a última, Addie?" VAI ACONTECER? HEIM? O QUE ACHAM? Lembrem-se de comentar, pois o castigo não está suspenso heuehuhe e RUMO AOS 300! BYE BITCHESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS :P