When We Were Young
122 Born To Be Wild
Notas iniciais

BORN TO BE WILD
POTTER’S HOUSE
1977
SUMMER
—Galera. Galera. — James chamou a atenção, em cima do sofá de sua casa.Todos os seus amigos estavam ali, o olhando com atenção. — Como todos sabem eu sou James Potter e eu digo “Sejam Bem-vindos a melhor festa de nossas vidas”. — ele disse e todos vibraram.
—Meu pinto vai ficar tão babado hoje a… — Sirius começou a dizer.
—Licença. — escutaram a voz da mãe de James. Ela sorriu amável para todos e James pulou do sofá. — O que estava dizendo, Sirius, querido? O que vai ficar babado? — ela indagou.
—Nada, eu estava dizendo que eu sentirei muito a sua falta Sra. Potter, digo Euphemia. — ele sorriu, charmoso. Adhara o olhou de lado e riu revirando os olhos.
—Também sentirei a sua, Sirius. — ela disse, indo até ele. Ela passou um braço pelo ombro de Sirius, outro pelo de James e segurou a mão de Adhara. — Espero que os meus três bebês se comportem hoje a noite.
—É claro, Euphemia. — sorriu Adhara, assim como Sirius tinha feito. — Eu tomarei conta deles.
O Sr. Potter pareceu com malas voando ao redor dele e a varinha em punho. Ele foi até onde a esposa estava antes, já que agora ela havia ido a cozinha.
—James, eu não sou idiota, sei que vão dar alguma festinha aqui… — ele disse, olhando ao redor, vendo todos os adolescentes com sorriso angelicais. — … tem alguns galeões meus guardados no meu escritório, pegue somente se tiver uma emergência, você ainda tá de castigo de mesada.
—Certo.
—Amo você, filho. — ele disse, dando um beijo na testa de James. — Sirius, Adhara. — ele os beijou também. — Seu irmão está com seus avós?
—Sim, eles resolveram ficar com Teddy nas férias…
—Sinto falta dele. — disse Sra. Potter, voltando para sala. — Eu sei que seus avós tem muitos negócios pelo mundo, diga para eles trazerem Teddy para cá assim que precisarem.
—Claro, Sra. Potter. Obrigada. — sorriu Adhara.
—Awn, meus bebês. — ela disse, abraçando Sirius e Adhara. James ficou ao lado de braços cruzados indignado.
—Mãe?
—Pare de ciúme, James. — disse o pai, com um sorriso, se despedindo do filho, a mãe fez a mesma coisa.
—E o resto de vocês, crianças, se comportem. — disse a Sra. Potter, abraçando Remus e Peter, os apertando.
Quando eles saíram pela porta e James berrou.
—COMEÇOU!
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—O que você tá fazendo? — indagou Emmeline, parada no batente da porta. Dava para escutar do andar de cima a baderna que seus amigos faziam em baixo, arrumando as coisas para a festa.
—Passando a escova de dente do James no sabonete. — respondeu Sirius, escrevendo a escova de dente do amigo no sabonete. Emmeline riu baixinho e Sirius a olhou. Ela estava linda, uma blusa cavada, shorts preto rasgado e botas de salto alto. — Nós já passamos por muitas coisa, né Emme?
—Você quer dizer já passamos por muitas traições. — ela respondeu, entrando no banheiro e se sentando no balcão da pia. — Jacques, Marlene, Dimitre… bem mais ou menos. — ela disse.
—Nós somos pessoas ruins?
—As vezes penso que sim e as vezes que não. — ela disse. — O que você tem que fazer?
—Vou ir fazer compras com James e Remus. — respondeu Sirius. — Você?
—Convidar as pessoas.
Os dois ficaram em silêncio, sem se encarar, mas assim que se encaram logo estava se beijando. Sirius agarrou a cintura de Emmeline e ela seus cabelos, se beijando com tanto fervor. Eles conheciam um ao outro bem demais, sete anos de conhecimento um do outro, sete anos que Emmeline havia se apaixonado por Sirius, sete anos em que Sirius quebrou o coração dela em tantos pedaços que nem podia mais contar. A mão de Sirius entrou por dentro da blusa de Emmeline e logo para dentro do sutiã. Eles não precisavam fazer todos aqueles toques lentos, não precisavam mais disso, já sabiam o que cada um gostava. Ele agarrou o seio dela e apertou o mamilo com os dedos, escutou ela gemer baixinho, enquanto a beijava no pescoço. Emmeline o empurrou para tirar a própria blusa e o viu tirar a dele, e então o puxou novamente para o meio de suas pernas, enlaçou a cintura dele. Enfiou a língua da boca de Sirius e sentiu a dele tocar a sua a recebendo com muita boa vontade, chupou a língua dele e agarrou a cintura dele o arranhando. Ela desceu mais a mão, o beijando no pescoço e peito, lambendo e mordendo. Sua mão agarrou com força o pacote de Sirius por cima da calça e ele gemeu, ela o beijou abafando o gemido e apertou novamente o pênis dele. Tirou o desafivelou o cinto e desabotoou a calça, deixando ela cair pelas pernas dele.
—Merlin! Vocês nem fecham a porta! — escutaram um berro e viram Emily parada ali, agora de olhos fechados e uma careta engraçada.
—Feche para nós, por favor, Emily? — indagou Sirius, com sua voz em um tom charmoso.
—Vocês são ridículos. — ela riu e fechou a porta.
Sirius não perdeu tempo e abaixou a cueca, enquanto a via tirar o sutiã e jogar em qualquer lugar do banheiro. Voltaram a se beijar e Emmeline sentiu as mãos de Sirius em seu quadril e ele agarrou a calcinha e a rasgou, isso a fez dar um gritinho surpreso e logo em seguida Sirius penetrou nela com força e brutalidade. Emmeline gemeu gostosamente e o agarrou com força, rebolando contra ele.
—Sirius!
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—Sirius! — berrou James do andar de cima.
—O que?
—Você passou minha escova no sabonete de novo?
—Não.
—Ah, certo. — respondeu James. Depois de alguns segundos. — MERDA, SIRIUS! SEU IDIOTA!
Sirius gargalhou alto, assim como Remus que deu uma risadinha. Eles estavam esperando James terminar de se arrumar para irem comprar as coisas para a festa. Depois de alguns minutos James desceu com uma cara feia e socou o ombro do Sirius. Peter apareceu na sala correndo e ofegante.
—Eu quero ir com vocês, não quero cuidar da decoração com Frank e Dimitre. — bufou ele.
—Claro, Peter. — sorriu Remus, indo para a porta.
—Peter. — chamou Sirius, com um sorriso maldoso. — Porque está de pau duro?
James gargalhou alto, apontando para Peter que revirou os olhos colocando as mãos na cintura. Remus na porta tentou não rir, mas não conseguiu gargalhando também.
—Minha cueca veio com defeito. — se defendeu Peter. James se jogou no chão gargalhando.
—É porque Dimitre e Frank estão lá fora decorando o quintal sem camisa? — indagou Sirius. James colocou a mão sobre o ombro de Sirius, rindo.
—Deve ser porque ele ficou escutando você e Emmeline treparem no quarto ao lado. — ele gargalhou.
—Vocês são idiotas. — respondeu Peter. — Vamos logo.
Eles foram para o supermercado com a van da Addie que o Remus dirigiu. Iriam pessoas trouxas na festa, então decidiram deixar as varinhas no quarto quando a festa começar, para não ficarem bêbados e saírem fazendo magia na frente dos trouxas.
Andando pelo estacionamento do supermercado, Sirius empurrou Peter, com tudo no carrinho de comprar de uma moça, depois pediu desculpas como se Peter tivesse se jogado ali sozinho.
—Cara, pegue um monte. — disse Peter para James, enquanto jogavam vários copos plásticos vermelhos no carrinho.
—Quantas pessoas você disse para Emmeline e Adhara convidarem? — indagou Remus, curioso.
—Todas as pessoas que elas conhecem… — disse James, jogando mais copos no carrinho. — … e quem elas também não conhecem.
—James!
—O que? Eu quero fazer uma festa épica. — ele disse, continuando andando. Remus revirou os olhos, empurrando o carrinho.
—Camisinhas tamanho GG? — riu Sirius, jogando camisinhas para Remus, que olhou envergonhado para os lados.
—Sirius!
—O que? Addie já me falou que você tem um tremendo de um pauzão. — ele disse, debochado. — Porque sabe… eu só vi de longe, nunca toquei de verdade como ela. — ele continuando debochando. Remus corou intensamente, tendo flashbacks de uma festa.
—Eu não sei usar isso. — comentou James, olhando as camisinhas.
—Eu te ensino, mas é melhor isso do que checar se a garota vai realmente tomar Chá de Lua. — disse Sirius. — Não vou pagar por essa merda. — ele falou, colocando dentro da calça o pacote de camisinha.
—Eu não quero fazer com garotas diferentes. — bufou James. — Eu quero fazer amor com a Lily!
Sirius revirou os olhos e colocou as duas mãos nos ombros de James.
—O que eu te disse? — ele perguntou. — Essa garota não quer nada contigo, ela disse que ia sair com você e até agora nada!
James soltou um muxoxo e pegou algumas camisinhas, colocando dentro das calças também e assim Peter imitou eles. Remus começou a andar para longe com o carrinho, fingindo que não os conhecia, mesmo quando eles foram atrás gritando e berrando o nome dele.
—Olha só. — disse Sirius, ele pegou uma garrafa bem pequena de vodka na prateleira e foi até um carrinho que tinha um bebê, a mãe estava na frente olhando coisas em uma outra prateleira e não notou Sirius se aproximando. — Quer uma bebida? — ele deu na mão do bebê.
—Sirius é demais. — riu James, vendo o amigo voltar. — Ele vai ser pego e vão expulsar ele.
—Vocês são tão infantis. — resmungou Remus, olhando a mãe voltar e ver a bebida na mão da criança confusa. — Vamos para o caixa.
—As bebidas Emily vai pegar com o Burke? — indagou Peter, enquanto a moça cobrava as compras deles.
—Sim. Mas vamos levar algumas bebidas trouxas também. — disse Sirius, fazendo Remus bater no ombro dele, pelo uso da palavra “trouxa”.
—Posso ver a identidade? — indagou a moça, com os olhos semicerrados.
—Claro. — sorriu Sirius, pegando sua identidade falsa e dando para ela, contrariada ela aceitou e passou as bebidas.
—Essa festa vai ter tanto peitinho. — disse Peter, sonhador.
—Mais do que se pode imaginar. — sorriu Sirius, ele viu a moça os olhando atravessada. — O que? Cuide da sua vida, moça.
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—Olha só… — disse Remus, dirigindo de volta para a casa de James. — Já conversei com James, a festa vai ser limitada ao quintal.
—O que? James! — bufou Sirius. James deu de ombros.
—Ele insistiu, cara. — respondeu.
—É, sério, Sirius. — falou Remus. — Eu vou trancar a casa, está bem? Não queremos a casa de James destruída.
—Nós somos bruxos, por Merlin! Consertamos tudo amanhã. — disse Sirius.
—Podem roubar, Sirius. — disse Remus, irredutível. James escutava tudo quieto dividindo um salgadinho com Peter, na parte de trás da van, com a cabeça encostada nos bancos da frente para olhar a janela.
—E a gente vai transar nos arbustos?
—Eu não ligo.
—Eu gostaria de ganhar um boquete. — comentou Peter. — Ou, pelo menos, umas dedas habilidosas.
—O quê? — riu Sirius. — Dedadas habilidosas?
—Sim. — respondeu Peter, enquanto os outros meninos riam. — Você pega o dedo indicador, o polegar e o médio e enfia lá dentro da garota, ai faz um gesto tipo “Ei, vem cá”. Mas dentro dela. — contou. Sirius gargalhou alto e pediu mais. — Isto é chamado de “metralhadora” ou tesoura amiga”. — mostrou, com as palmas juntas e abrindo os dedos como uma tesoura, ao mesmo tempo que ia para frente. — Esse é o “círculo do prazer”. — mostrou, fazendo um círculo com os dedos e enfiado o outro dedo dentro do círculo. — Esse… batendo e girando, bate, bate, bate e claro não pode deixar de dizer o quanto ela é linda o tempo todo…
—E você pretende fazer a garota gozar com isso? — gargalhou James.
—É claro, azar o de vocês, é bom saber essas técnicas. — disse Peter.
—Está bem, todos nós temos acesso à casa para transar e… dedadas habilidosas. — disse Remus. James e Sirius celebraram. — Mas ninguém mais. Entendido?
—Sim, Remus.
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—Olá. — disse Marlene, com a voz angelical. — Boa tarde, Sra. Gilliam. — ela sorriu. — Meu nome é Marlene e essa é a minha amiga Lily. Somos amigas de James Potter.
—Oh, olá, boa tarde. — ela sorriu. — James está bem? Tão bom menino ele.
—Sim, está. É que nós vamos dar uma festinha de despedida das férias do verão e gostaríamos informá-la que poderá ter algum barulho hoje a noite, certo? Qualquer problema é só ligar na casa de James. — disse Lily, sorrindo como Marlene.
—Muito gentil da parte de vocês meninas.
Elas sorriram e saíram indo para a última casa da vizinhança para avisar sobre a festa. Marlene leu no papel que James lhe deu o nome da mulher e Lily tocou a campainha.
—¿Hola! Cómo estás?
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—Esse cartaz é ridículo. — falou Dimitre, jogando várias boias na piscina de James. Frank enfiou o cartaz em uma planta a beira da piscina. O cartaz dizia “Apenas garotas peladas”.
—Eu sei. — disse Frank. — James mandou eu colocar.
—Não vai funcionar.
—UAU! — berrou James, chegando no quintal pulando. — Onde conseguiram um pula-pula inflável? — ele riu.
—Lily que conseguiu.
—Que máximo, Lily. — ele sorriu para a garota, sentada com os pés na piscina.
—James, esses cartazes são ridículos. — falou Frank, risonho.
—Vão funcionar, acreditem em mim. — ele disse. — Amanhã você vai até falar para mim “Desculpe, James, mas tem um pouco de água no seu sêmen”.
—Isso é nojento, Jay. — escutaram a voz de Adhara, ela estava em uma janela no andar de cima, com Emmeline ao seu lado.
—Eu sei, mas é incrível para caralho mesmo assim. — ele disse. — Merlin, essa festa vai ser épica, estão entendendo? Vamos entrar no sétimo ano no maior estilo, vamos ser lembrados para sempre!
—Gente, essa festa vai ser um máximo. — chamou Dorcas, dentro da piscina.
—Você está quebrando a regras, Dorcas. — brigou James.
—Que se dane! — ela gargalhou. — VAMOS COMEÇAR ESSA FESTA!
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—Tudo certo? — indagou Jacques. Emily contou as bebidas na cozinha e as drogas que haviam comprado.
—Sim, obrigada, Jacques. — ela disse, lhe pagando, com o dinheiro que ela e os amigos haviam divido. — Vai ficar para festa? — ela quis saber, logo abrindo uma garrafa de hidromel.
—Sim, Addie e Emmeline me convidaram. — ele disse, aceitando dividir o hidromel com Emily. — Rabastan vem, certo?
—Sim, logo ele vai chegar. — ela sorriu. — E a Tati?
—Também vem. — ele disse, com o mesmo sorriso de Emily. — Eu a apresentei para o meu pai e ele a aprovou. — contou parecendo muito feliz. — Ele já queria nos noivar, mas eu o convenci a esperar um pouco, eu e Tati ainda é recente, sabe?
—Sei, fico feliz por vocês. — ela disse. — Eu nunca tive a chance de lhe dizer, mas eu sinto muito pela Dido.
—Obrigado. — ele disse, com um sorriso triste.
—James, quem são esses garotos? — escutaram a voz de Remus vir da sala e logo ele, James e dois garotos que pareciam ter no máximo 14 anos apareceram.
—São os meus garotos, Tyler e Terry. — disse James, batendo na mão dos garotos. — São meus vizinhos, vão fazer a segurança da festa.
—Está falando sério? — riu Remus. Emily também riu, achando engraçado a cara de sérios que os garotos faziam. — Isso são tchacos?
—Sim. — respondeu Terry, com o negócio em volta do pescoço.
—Eles parecem pequenos ninjas. — comentou Emily, já que os garotos usavam roupas todas pretas.
—Ninjas são os maiores bichas! — falou Tyler, batendo na mão de Terry.
—Isso é ofensivo. — disse Remus, enquanto James ria e batia palmas animado.
—É por isso que eu amo esse garoto. — ele disse.
—Jacques! — escutaram a voz de Emmeline e ela entrou com Adhara atrás dela.
—Olá, Emmeline. — ele sorriu, os dois se abraçaram e ela continuou sorrindo.
—Soube que está namorando a Tati. — disse Emmeline. — Ela é uma garota de sorte.
—É, eu estou muito feliz com ela. — ele disse, com um sorriso feliz, mas não pode deixar de reparar na calça boca de sino colada nas coxas que ela usava, junto com uma blusa que mais parecia um sutiã, ela estava muito bonita.
—Que bom que veio. — disse Adhara, indo pegar uma cerveja no balcão. — James queria fazer uma lei de sem sonserinos na festa, mas é claro que eu não deixei. — ela falou. James bufou, mas não parecia irritado pela presença de Jacques.
—Todos os sonserinos são babacas. — ele disse e olhou Jacques. — Tem uns que são menos babacas apenas, sem querer ofender.
—Claro. — riu Jacques, aceitando uma cerveja de Adhara.
—Você sabe que dizer “sem querer ofender” depois de ofender, não tira o poder da ofensa. — falou Emily.
—Argh, Emily, você só não é mais um porre que o teu namorado. — disse James, revirando os olhos teatralmente.
—Olá, todo mundoooo. — disse Peter. Ele entrou na cozinha, com uma veste a rigor preta e chique, digna de um sonserino puro-sangue no baile do Ministério.
—Uau. — disse Emily, risonha.
—Você vai trepar com alguém hoje, Peter. — garantiu Adhara, também risonha.
—Que porra que você tá usando? — berrou James, escandaloso como sempre.
—Merlin.
—O que? Mulher adora homem elegante. — disse ele, arrumando o traje. — Não é, Addie?
—Sim, claro que sim. — ela respondeu. — Não sei como vou me controlar perto de tudo isso.
—Você é retardado, Peter? — indagou James.
—Eu sou chique.
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—Puta merda. — gargalhou Frank, impressionado. — Isso é bem mais do que 50 pessoas. — ele comentou, pois foi o que Remus havia tido para James que era um bom limite.
—É, claro cada um trouxe um amigo. — disse Sirius, com um sorriso e uma bebida na mão e o outro braço em volta do ombro de James.
—Isso vai dar tão errado. — murmurou Remus.
—Cala a boca, Moony. — mandou Sirius. — Olha só a Lily. — ele mostrou. James olhou interessado a ruiva dançando junto de Marlene. Ele a achou muito linda, o cabelo dela a fazia se destacar entre todas as garotas que dançavam ali, o sorriso iluminado, tudo nela parecia brilhar e chamar a atenção dele. — Ela é uma das mais gatas aqui, é chata, mas gata e você um dos mais gatos. É a lei natural, vá pegar a sua mina. — ele disse. Frank o olhou atravessado.
—A lei natural?
—Desculpa, quando estou bêbado eu fico burro como o Peter.
—Muito engraçado. — bufou Peter, ocupando o lugar ao lado de Sirius, já que Frank saiu com Alice.
—James! Cadê a merda da tua bebida? — berrou Sirius, vendo que o amigo não tinha um copo na mão como ele.
—To dando um tempo.
—Como é que é? Wormtail, pegue um drinque para essa vagabunda. — pediu.
—Pode deixar!
Sirius começou a dançar ao lado de James, que seguiu seus passos. Remus revirou os olhos desacreditado que tinha amigos tão idiotas quanto aqueles. Ele começou a dar uma olhada na festa. Tinha muito mais que 50 pessoas, provavelmente mais que 150. Havia muita gente de Hogwarts, mas também muitos trouxas que Remus nunca havia visto antes.
Ele notou Adhara pulando na cama elástica ao lado do pula-pula inflável. Estava junto de Emily e Rabastan estava ao lado da cama elástica olhando as duas, observando como os seios delas desciam e subiam a cada pulo, um má sensação tomou Remus, ao ver aquele olhar. Ele e Adhara precisavam conversar, precisavam decidir o que queria ser um para o outro.
Um cara trombou em Remus e ele viu que ele parecia ser na verdade um pai de tão velho, o bigode grande e as entradas enormes no cabelo.
—Quem é aquele cara? — ele indagou, para Sirius que parou de beijar um menino, enquanto James rebolava atrás dele.
—É o LaRosa, já se formou. — respondeu Sirius. Remus percebeu que o cara era bruxo.
—O que? Quando? Em 1945? — indagou.
—Será que pode tentar se divertir? — pediu Sirius, segurando a cabeça de Remus para o olhá-lo. — Addie está se divertindo. — apontou. — Todo mundo está.
—Eu sei, mas…
—Não, não. — brigou. — Me escuta, está bem? — ele disse. — Pare de pensar em como ou quando vai falar com a Addie e só… fale ou faça algo, está entendendo? Ei...ei… James volta aqui. — puxou o amigo que se afastava.
—Eu cheguei com as bebidas! — berrou Peter, sorrindo. Ele estava com uma pistola de água, mas dentro havia tequila.
—Me da isso aqui. — pegou Sirius, largando Remus e Peter.
—E aí, meninas? Querem tomar um gole com nosso anfitrião? — indagou Sirius, segurando James, falando com duas meninas negras e lindas.
—Claro! — elas riram.
Sirius fez uma delas abrir a bocas e deixou a tequila cair da pistola para a boca aberta dela.
—Ela é profissional. — disse a James. Sirius partiu para a outra que já o esperava com a boca aberta. — Isso aí, essa tem uma garganta profunda, hã? Sua vez, James! — chamou. Sirius fez James beber todo o resto de tequila e depois balançou a cabeça dele. — ISSO AÍ!
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—Chefe, chefe! — gritou Tyler. — Tem gente na casa.
Remus que estava a ponto de ir procurar Adhara, bufou.
—Esse era o seu trabalho, não deixar ninguém entrar na casa! — ele berrou de volta. A música estava muito alta, cada vez chegava mais pessoas, fazia tempo que Remus via qualquer um dos seus amigos. — Você faz a guarda da porta, pra não ficar deixando todo mundo entrar e manda o outro ninja ficar na porta do quintal para barrar algumas pessoas aleatórias, está bem?
—Ninjas são bichas! — o garoto berrou, mas logo disse. — Entendido, chefe.
—Tyler!Tyler! — berrou Terry, correndo até eles. — Chefe, tem um vizinho ai na porta dizendo que vai chamar a polícia!
—O que? Merda. — Remus olhou para os lados e viu Dimitre passando, agarrou o braço dele e correu para a varanda da casa, onde o cara estava. Tinha várias pessoas espalhadas pela frente da casa e algumas na rua. — Olá. — disse Remus. Ele viu Sirius chegando de fininho e parando ao lado dele.
—Ahn, quem é você?
—Eu sou Remus, amigo de James. — ele disse. Dimitre estava bêbado, mas se fez de sério parado ao lado de Remus, mas riu quando olhou a cara de Emily que estava ali na varando agarrada a Rabastan, e sentados no chão, bebendo estava Amycus, Alecto, Theo e Kat, sentada no colo do namorado. Sirius parecia igualmente bêbado, bebendo uma cerveja.
—Olha, a amiga de James, Marlene, ela disse que iriam ter uma festa e que quando tivesse problema era para eu avisar.
—Ahn, vamos terminar a festa lá pela meia-noite, uma hora da manhã, tudo bem? — indagou Remus, tentando ter controle da situação.
—Não, não está. — respondeu o vizinho, irritado. — Minha mulher tem que trabalhar amanhã cedo, nosso bebê não consegue dormir, está na hora de acabar com a festa.
—Você não pode estar falando sério. — Dimitre se intrometeu. — É uma festa incrível! Olha só até os babacas estão se divertindo. — ele disse todo enrolado, apontando para os sonserinos que observavam a cena risonhos.
—Ei, ei. — foi a vez de Emily se intrometer. — Porque não mandamos todo mundo para o quintal e abaixamos um pouco o volume…
—Isso não é um pedido. A festa acabou. — declarou o vizinho.
—Espera, qual seu nome? — perguntou Sirius se intrometendo e colocando a mão na boca de Emily.
—Eugene. — respondeu.
—Bem, Eugene, vamos ter que concordar em discordar. — ele disse. Os sonserinos gargalharam, assim como Emily, mas Remus estava muito tenso para rir junto. Dimitre concordou ao lado de Sirius balançando a cabeça.
—Quer saber, foda-se. — disse Eugene. — Vou chamar a polí… — antes que ele terminasse Terry pegou seus tchacos e bateu com tudo nas costas de Eugene que berrou.
—OH MERLIN! — gargalhou Dimitre se jogando em Emily. Os sonserinos gargalhavam também e Remus parecia em choque.
—Isso aí! — disse Sirius, parecendo orgulhoso.
—Quem são essas crianças? — gargalhou Amycus. — Vamos ser amigos, rapaz! — ele berrou.
Eugene se virou e socou com tudo a cara de Terry, o menino caiu no chão com tamanha força. Escutaram berros. Rabastan puxou Emily para de trás dele e Dimitre se irritou, mas Sirius segurou ele e o colocou atrás de si protetoramente.
—Seu babaca, eu acabo com você! — berrou na cara de Eugene.
—O que? Aquela criança acabou de me espancar, eu definitivamente vou chamar a polícia agora
—Você socou uma criança na cara, eu que definitivamente vou chamar a polícia agora! — berrou Sirius de volta.
—Chama, gênio, tem um monte de testemunha aqui, a criança me bateu!
—Eu só vi você socando uma criança. — respondeu Dimitre. Eugene o olhou chocado, enquanto Remus assentia com a cabeça.
—Eu também. — disse Emily, saindo de trás de Rabastan. — Eu definitivamente vi você socando a cara de uma criança.
—Isso não vai ficar assim. — disse Eugene, mas saiu da varando caminhando em passos largos de volta para sua casa.
Sirius puxou Terry do chão, que chorava baixinho com a mão no olho.
—Você é um máximo, cara. Você teria acabado com ele.
—Você acha?
—Eu tenho certeza. — disse Sirius. — Que se foda aquele babaca, mas só de uma maneirada na violência, está bem?
—Sim, claro.
—E fica de olho na casa do babaca para mim, se ele chamar a polícia me avisa. — pediu. Os dois se abraçaram e Terry pulou da varando correndo para o quintal do cara.
—Merda, se ele chamar a polícia…
—Ele não vai, ele socou uma criança na cara. — garantiu Sirius a Remus. — Certo, Emily? Dimy?
—Definitivamente. — respondeu Dimitre.
—Certo! — ela riu. Os dois viram Remus sair perdido da varanda, puxando Sirius com ele.
—Emily, você poderia fazer o favor de parar de confraternizar com o inimigo? — pediu Dimitre. — E ir se divertir lá atrás com pessoas realmente divertidas? — indagou, olhando atravessado para os sonserinos.
—Porque não vai chupar um pinto, bichinha? — indagou Amycus. Emily olhou irritada o namorado e os amigos dele que deram uma risadinha, mas Dimitre deu um sorriso.
—Com todo o prazer, mas na verdade hoje eu estou pegando mais garotas que um garoto hétero. — ele contou, cínico. No momento seguinte, Marlene apareceu vindo de algum lugar da rua e correu para Dimitre. Ela o beijou o empurrando na porta da casa de James. Segurou o rosto dele com as duas mãos.
—Se você não fosse gay eu te fodia até seus miolos explodirem. — ela disse.
—Quem sabe hoje depois de um pouco de pó de fada? — sorriu Dimitre. Marlene o beijou novamente e saiu saltitando para o quintal.
Dimitre sorriu novamente para Emily que o olhava de volta bastante risonha do garoto loiro. Ele estava com a boca toda borrada de batom, os cabelos bagunçados, a blusa com várias partes molhadas de bebida que haviam derrubado. Ela sempre o achou muito bonito e sempre notou os olhares estranho que ele dava a Sirius, assim que se juntou a gangue. Ela se lembrava de como ele era mais tímido e quieto antes de ser exposto para escola inteira, foi horrível o jeito em que o forçaram a sair do armário, mas depois disse ele definitivamente mudou para mais feliz, mais aberto com todos. Escutou um comentário maldoso de Amycus sobre Dimitre, como ele fazia sempre que via o menino passar pelos corredores e ela sabia que Rabastan sempre ria quando ela não estava por perto para o olhar irritada.
—Essa sua necessidade de fazer graça da sexualidade de Dimitre é porque você é tão inseguro com a sua própria, Amycus? — ela indagou. Rabastan gargalhou, assim como Theo e Kat. — Vamos, Dimmy. — ela disse, catando a mão do amigo. A caminho do quintal, escutaram um berro vindo de lá.
—FESTA NA PISCINA!
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—EMPURRA ELE, PETER! — berrou James na piscina, apenas de calças. Peter fora da piscina empurrou Remus com tudo na piscina, antes que o amigo pudesse fazer qualquer coisa. Sirius atrás de Peter o empurrou e se jogou atrás.
—Essa festa 'tá épica, James. — disse Peter. — Estou confiante que vou conseguir enfiar o dedo.
—Peter, isso é estranho. — disse Remus. Peter bufou para ele.
—Você era virgem até um tempo atrás, Lupin! — ele disse, cruzando os braços embaixo da água. — Só porque trepou com a Addie não te faz tão experiente assim…
—Na verdade… — Sirius ia se intrometer. Remus já o olhou atravessado, mas foram interrompidos pelo grito de James que nem prestava atenção na conversa.
—Leia o cartaz, querida. — ele berrou, apontando o cartaz de “Apenas garotas peladas” para uma menina que entrava na piscina de sutiã e calcinha. — Eu não faço as regras, desculpe.
A menina sorriu safada e de nariz empinado tirou o sutiã e jogou para o alto, mergulhando em seguida na piscina com os peitos de fora.
—Não acredito. — disse Peter, chocado, mas com tremendo sorriso no rosto.
Em poucos minutos a piscina estava lotada de pessoas, peitinhos adolescentes para todos os lados, de todos os tamanhos e cores. James estava em um canto da piscina, os olhos arregalados, nunca havia visto tanto peito na vida, muito mais do que da vez que ele e Sirius viram pornô juntos. As pessoas pulavam das árvores do quintal para dentro da piscina, se jogavam e se beijavam.
—Aquele cartaz realmente funcionou. — disse Remus, desacreditado.
—Eu disse que ia funcionar. — se gabou James. — Precisa ter fé, garoto.
—Merlin, olha o Peter dando em cima daquela garota. — apontou Sirius, risonho.
—Ele está perguntando se ela quer vinho. — gargalhou James.
—Oh, pelas barbas de Merlin. — escutaram Remus murmurar, olharam para onde ele olhava e viram Adhara sentada a beira da piscina, do outro lado. Emily estava sentada ao lado dela, mas Adhara estava molhada a roupa toda grudada em seu corpo e através do tecido ver o relevo do mamilo endurecido.
—Quando vai falar com ela? — indagou Sirius.
—Ai, merda, meu cabelo. — James gritou, ele saiu da piscina, levando Peter com ele. Remus e Sirius se entreolharam e foram atrás. Entraram na casa cheia de gente, mas todos ainda estavam apenas na parte terreá da casa, havia uma fita adesiva nas escadas que eles passaram por baixo para ir ao quarto dos pais de James.
—Como que seu pai pode ganhar dinheiro fazendo poções para cabelos que todo mundo usa e o seu cabelo ser todo esquisito assim? — indagou Sirius, se sentando na cama, vendo James na penteadeira da mãe dele, tentando arrumar o cabelo.
—Cala boca.
—Como isso veio parar aqui? — indagou Remus, olhando uma porcelana grande de gnomo que estava na cômoda dos pais de James, ele havia ido lá mais cedo, sabia que não tinha nenhum gnomo lá antes.
—É gnomo, deve andar por ai. — respondeu James.
—Ele é sinistro, olha só. — disse Remus. Sirius riu, achando o gnomo engraçado, enquanto secava as roupas com a varinha. James escutou um barulho e olhou pelo reflexo do espelho.
—Peter, que merda você tá fazendo? — indagou.
—Procurando camisinhas, roubaram as minhas.
—O que? Quem?
—Sirius. — respondeu. Sirius assentiu sorrindo. -Estou trabalhando com uma garota lá embaixo. — disse Peter, com um sorriso confiante.
—A única coisa que você está trabalhando é diabete, seu gordo do cacete. — respondeu James, eles escutaram um barulho de algo batendo na porta e Remus foi abrir, um aviãozinho de papel todo amassado entrou no quarto, ele parou em frente a James. — Ai Merlin, é da Lily, é da Lily! O que eu faço? O que eu faço? — berrou, descontrolado.
—Me dá isso. — Sirius pegou o aviãozinho. — “Vamos comprar estrelas um para o outro?” — leu. Fez uma cara confusa. — O que? Que tipo de flerte é esse?
—Olha isso! — berrou Peter, ele tirou da gaveta do pai de James um vibrador roxo. Remus revirou os olhos.
—Peter! Me dá essa merda! — berrou James, se levantando ele se jogou em Peter, que tentava ficar com o vibrador as gargalhadas.
—Seu pai é um tarado.
—James. — chamou Remus, calmamente, já de roupas secas. — Sirius está respondendo a Lily. — cantarolou.
James soltou Peter, mas antes que corresse até Sirius, o amigo já havia enviado o aviãozinho de volta.
—O que escreveu?
—Eu quero você também, ruivinha.
—”Eu quero você também, ruivinha”? Quem fala assim?
—Eu falo. — disse Sirius. — E funciona!
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—Foi Sirius que me respondeu, não é? — indagou Lily, assim que ficou frente a frente com James Potter.
—Sim, como sabe? — murmurou James passando a mão no cabelo, Lily notou o gesto de nervosismo e sorriu.
—Só sei. — respondeu.
—Você… me odiava, Lily? — ele indagou. Gostava de como o nome dela soava em sua boca, de como era doce e delicado, assim como a ruiva em sua frente. Estavam na varanda sentados olhando para o céu estrelado.
—Eu nunca odiei ninguém. — respondeu calmamente. Ele suspirou.
—Não contei a ninguém ainda… Eu sou o novo Monitor Chefe. — contou. Lily o encarou surpresa.
—Eu também. — ela disse.
—Eu sei. — ele sorriu.
—Não acredito que Dumbledore nomeou você o Monitor-Chefe. — ela disse. — Isso deve significar algo?
—O que você quer dizer?
—Parece um sinal, você não acha? — ela sorriu, mordeu os lábios avermelhados que James não pode não mirar intensamente, ela tinha os joelhos apertado contra os peitos. — Acredita em destino?
—Quero sair com você, Lily. — falou. Ele simplesmente não conseguia parar de falar o nome dela em todo final de frase.
—James…
—Você quer sair comigo?
—Você sabe que... sim. Só que eu quero tempo. — ela respondeu, segura. — O tempo que ditará as coisas, entende?
—Isso é um modo gentil de me dar outro fora? — quis saber James, fazendo uma cara triste. Lily gargalhou e bagunçou os cabelos dele.
—Isso definitivamente não é um fora. — ela disse. Segurou o rosto de James com as duas mãos, olhou dentro dos olhos esverdeados dele. James sentia seu coração pular no peito, ele queria se jogar em cima dela e enfiar a língua na garganta dela, mas ao mesmo tempo não queria parar de olhar dentro dos lindos olhos verdes que ela tinha, de como agora não o dirigiam nojo ou desprezo e sim algo lindo, calmo. Acho que ia morrer quando ela aproximou seu rosto e soltou um suspiro quando ela o beijou na bochecha. — Destino, eu acredito. — ela disse. James franziu a testa, tentando decifrar o que ela queria dizer com aquilo.
—Lily…
—O que estamos testemunhando é um momento inesquecível… — escutaram a voz calma de Sirius, ele estava na porta da varanda com um braço em volta de Sonya Bobbin e o outro em volta de Mia Carcia. -… na vida do jovem James Potter. O pequeno feto está desenvolvendo um minúsculo pênis, o pênis que quem sabe, um dia, enfiará dentro desta vagina com pentelhos ruivos, mas só se sobreviver ao primeiro encontro sem ser…. devorado por ela. — ele terminou seu pequeno monólogo.
—Sai fora, Sirius, porra. — brigou James, vermelho de vergonha. Sirius gargalhou e deu um beijo em cada menina, antes de sair correndo para dentro da casa, deixando as meninas perdidas. Elas olharam James e sorriram safadas.
—Chefe...Che...fe… — escutaram. James tirou do bolso um walkie talkie amarelo, saindo de perto das duas meninas e voltando para perto de Lily que estava parecendo que ia morrer de rir.
—Meu ninjas! — ele disse. — Qual que é?
—É Terry.
—Onde você está? — indagou James.
—Aconteceram muitas coisas, chefe.— ele respondeu. — Um dos vizinhos ameaçou chamar a polícia…
—O que? — berrou James. — Que merda…
—… mas ele me socou na cara, então não acho que vai chamar…
—Ele te socou? — berrou James novamente, Lily o olhou chocada demais.
—Um de seus amigos, Chefe, o loiro gay…
—Dimitre. — sussurrou Lily, James assentiu.
—… ele me mandou vigiar o cara. — contou Terry. — Ele está discutindo com uma mulher, gorda, possivelmente a mulher dele. Ela quer que ele chame a polícia, mas ele disse que resolverá isso sozinho. Ele está bebendo, estão na cozinha. — explicou. — Eu estou no andar de cima, escondido, as crianças estão dormindo. Câmbio.
—Você está na casa dele? — perguntou James, se levantando e olhando para as casas dos vizinhos, tentando descobrir qual era. Eles viram a luz de lanterna a duas casas da sua do outro lado da rua. — Ta de sacanagem, porra? Saí dai!
—Negativo. Sou um fantasma, câmbio.— ele desligou.
James olhou Lily que gargalhava no chão, tentando ao máximo não rir, mas parecia não conseguir.
—O que diabos eu vou fazer com essa criança?
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—Que merda tá acontecendo, James? — indagou Remus, correndo para a varanda, onde James e Terry gritavam para que todos saíssem do quintal da frente e fosse para o de trás.
—A polícia está vindo. — avisou James, catando garrafas de bebidas do chão e dando para Terry.
—O que? Como sabe?
—Não queira saber. — respondeu James – VAMOS! A POLÍCIA TA VINDO!
—O que? Polícia? — eles viram Theo parado na varando, com Kat em seu colo.
—Os aurores trouxa, seu babaca. — berrou James. — VAI! VAI!
—Credo, to indo, porra. — respondeu Theo.
—VAMOS, GALERA! A POLÍCIA TA VINDO, CARALHO! — berrava Terry, empurrando todos. A música lá atrás parou de tocar.
—Merda. Merda. — disse Remus, com a mão na cabeça. — Estamos tão ferrados.
—O que está acontecendo, meus queridos amigos? — riu Sirius, chegando lá com um cigarro na mão e a blusa desabotoada, mostrando um monte de manchas de batom na pele. Não precisaram responder, pois a polícia chegou, eles correram para dentro da casa e ficaram na sala esperando, Adhara chegou os olhando confusa e espiou pela cortina.
—Merda. — ela disse, vendo os policiais saírem da viatura para irem até eles. O vizinho de James os olhava da porta dele.
—Está tudo um silêncio, parece que não tem festa. — escutaram o policial dizer, subindo as escadas da varanda. Eles bateram na porta, esperaram um pouco, então assumindo a frente Adhara abriu a porta e atrás dela veio James, Sirius e Remus.
—Boa noite, senhores. — sorriu Adhara charmosa. O policial sorriu de volta.
—Boa noite, senhorita. — respondeu. — Estão dando uma festa?
—Só uma pequena confraternização, sabe? Fim do verão. — ela disse.
—Muitos carros, para só uma “pequena confraternização”. — comentou o policial, mostrando a rua lotada de carros. — De quem é a casa?
—Minha. — respondeu James, tentando não parecer chapado. — Está tendo algum problema, senhor? — indagou.
—Tivemos uma queixa de barulho. — respondeu o policial. — Se importa se dermos uma olhada na casa?
—Preferimos que não. — Sirius falou, saindo de trás de Remus que tentava o manter lá. James tentou não rir, escondendo o rosto no ombro de Adhara que olhava Sirius chocada, assim como Remus.
—Não estamos pedindo. — respondeu o policial até então calado.
—Desculpe, senhor, eu não sou…. Qual o nome, Remus? — indagou Sirius, se virando para o amigo que arregalou os olhos, querendo se esconder. — Aquele cara que defende os outros… ahn…
—Advogado? — respondeu o policial.
—Isso! Eu não sou um advogado, mas eu sei que segundo a lei, os senhores não podem entrar em uma residência sem permissão. — respondeu Sirius. James engasgou com uma gargalhada que conseguiu segurar com esforço. Remus parecia que iria morrer e Adhara sorria para um dos policiais, flertando com ele, o que deixava o policial desconcertado, mas tinha um sorriso no rosto.
—Tem algum adulto que podemos falar? — indagou o policial, sem parar de olhar Adhara. Ela manteve o sorriso, jogando o cabelo para trás, para dar mais atenção aos seios.
—Eu. — disse Sirius, pegando de seu bolso uma identidade. Ele deu ao policial.
—Elvendork Kelly. – leu o policial. Sirius assentiu. —Aham, entendi. — falou o policial, cutucando o companheiro de trabalho para que parece de olhar Adhara. — Então, não vai nos deixar entrar?
—Com todo o respeito, senhor, a lei diz que não podem entrar. — falou Sirius.
—E nós dizemos que preferimos que não. — continuou Adhara.
—Ambas estão certas, a lei diz que não podem porque nós preferimos que não. – concluiu Sirius, ele sorriu para os policiais do mesmo jeito que Adhara sorria.
—Certo, muito boa história.
—Obrigado, senhor. — agradeceu Sirius.
—Só mantenham o volume baixo, está bem?
—Certo, certo. — falou Remus, segurando James para que o amigo não começasse a gargalhar ali mesmo.
—Não nos façam voltar.
—Está bem, boa noite, senhores.
—Boa noite. — respondeu um dos policiais, ele puxou o outro pelo braço. — Cara, ela é menor de idade. — tentou falar baixo, mas todos escutaram mesmo fingindo não ter escutado.
—Essa foi por pouco. — comentou Adhara, vendo a viatura ir embora. James começou a gargalhar se jogando no chão.
—Sirius, sério? — brigou Remus, vendo o amigo mostrar os dedos do meio para o vizinho de James que fazia o mesmo do outro lado da rua. – Vem, vamos.
—Vá se foder! — berrou Sirius para o cara, mas se deixou ser puxado por Remus.
James saiu correndo na frente para o quintal e chegou lá onde todos estavam abaixados e quietos.
—ATÉ O AMANHECER!
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—Uma garota quase me estuprou no banheiro. — berrou Emmeline. Adhara a olhou risonha, mas a amiga parecia estar falando sério. — Eu fiquei com muita gente, Addie. — ela disse, parecendo esquecer a frase anterior e começando a dançar ao lado dela.
Adhara olhou pela festa, as pessoas estavam pulando na piscina de cima da árvore, todos estavam muito loucos, provavelmente já tinha mais de mil pessoas pelo enorme quintal de James. Ela olhou ao redor procurando pelo ex-namorado e o viu dançando sem blusa, em cima do carro da mãe de Remus. Ela riu vendo Remus tentando tirar o amigo dali de cima. Tinha outras pessoas na árvore com um galão cheio de cerveja e um monte de canos de plástico pendurados até o chão, onde era só pegar para beber a cerveja, reparou em Frank e Alice ali, dividindo um cano.
Viu Emmeline se afastando dela e correu para segui-la, acabou se perdendo, parou em frente ao pula-pula inflável, lá dentro estava cheio de garotas pulando com seus peitos de fora. Adhara viu deitados ali dentro Peter e Amycus, lado a lado, dividindo um hidromel como se fossem melhores amigos. Uma das garotas que pulava com os peitos de fora era Freya, que parecia bastante chapada, reconheceu também Jackie Rudetsky e Bethany Toots.
Saiu de perto do pula-pula resolvendo voltar a beber e gargalhou quando viu Marlene e Dimitri se pegando dentro da piscina, na maior selvageria, Dorcas estava ao lado com Michelle, as duas quebrando a regra e ficando de roupa na piscina. Olhou para os lados vendo se reconhecia mais alguém que era próximo a ela, achou apenas Mirtha Flint se pegando com Alecto Carrow, com um monte de garotos em volta.
—Uau. — escutou Jacques soltar ao chegar ao seu lado, ele estava com um braço em volta de Tati, que também dava risadinhas. — Theo sempre disse que Alecto era sapatão.
—Não está bebendo, Addie? — indagou Tati.
—Acho que eu vou vomitar. — comentou Adhara, saindo de perto do casal e da pegação de Mirtha e Alecto. Ela andou um pouco para perto da casa, mas foi barrada por um grupo dançando. Adhara bufou, vendo Emmeline bem ao longe se pegando com um garoto e garota ao mesmo tempo, e como estava na varanda de trás de James, ela pode ver a festa mais por cima, estava lotada, no meio do quintal, perto da piscina, viu um círculo se formando. Sirius estava ali no meio com seu bastão de Quadribol, ele estava mandando todo mundo se afastar e Peter estava junto segurando um gnomo de porcelana, quando todos se afastaram Peter jogou o gnomo no ar e Sirius bateu com tudo o bastão, quebrando o gnomo em pedaços, mas tinha algo dentro do gnomo, um monte de pílulas brancas voaram se espalhando aos montes pelo gramado. Todo mundo começou a berrar e pegar as pílulas do chão.
—Olá, gatinha. — escutou no pé de seu ouvido, se virou vendo Monty Foley.
—Eu não me lembro de ter convidado você. — ela disse, cruzando os braços. O garoto sorriu para ela, se aproximando.
—Estava no Profeta Diário. — comentou o garoto.
—O que?
—Falando sobre a festa. — sorriu Monty. — Então, já que você não está mais psicótica, que tal dar uma mãozinha para o Monty aqui? — ele indagou, se aproximando mais um pouco. Adhara não se mexeu, nem ao menos picos.
—A única mão que vai ter aqui é a minha na sua cara, dê o fora daqui. — ela disse, empurrando o peito dele.
—Estamos tendo algum problema aqui? — os dois se viraram para a voz de Theo Nott, que vinha com uma bebida na mão e Kat a tiracolo, com uma cara não muito boa.
—Claro que não. — respondeu Monty, dando um sorriso, ele se afastou de Adhara indo para onde ela percebeu que Regulus estava.
—Eu estava dando conta. — disse Adhara para Theo, o sonserino deu de ombros, ela sorriu de lado e o casal se afastou, mas ela ainda pode escutar Kat falando.
—Porque você liga?
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—Merda, merda, merda. — berrou Remus, enquanto carregava James praticamente desmaiado pela casa cheia de gente. Ele viu um cara sendo jogado pelo vidro da sala, quebrando em milhões de pedaços. Continuou andando, indo para a escada e viu no lustre que ficava no teto do segundo andar uma menina se pendurando, ela caiu trazendo o lustre junto. — Puta merda. — ele disse, mas continuou e subiu as escadas arrastando James com ele. Assim que chegaram no quarto de James, foram para o banheiro dele, o amigo se jogou na privada vomitando em seguida.
Remus suspirou se sentando perto da janela, olhando a insana festa que rolava lá embaixo, todo mundo estava ficando louco de ecstasy, que segundo Alice havia saído do cu de um gnomo. Escutou baterem na porta do banheiro e percebeu que James agora só estava sentando ao lado do vazo cheio de vômito olhando para o nada.
—Acho que tem alguém tocando a campainha. — comentou James, bateram na porta novamente,
—Vão a merda! — berrou Remus.
—Cara, somos nós. — escutou a voz de Sirius.
—Eu sei, vão a merda! — berrou novamente. A porta se abriu e Sirius entrou, com Peter, depois fecharam a porta novamente.
—Que porra que vocês dois estão fazendo aqui? — indagou Sirius. — A festa é lá fora!
—Você já viu como a casa do James está? — indagou Remus, irritado.
—Temos uma manhã toda para deixar tudo brilhando, está tudo bem. — falou Sirius. — Nós vamos usar a varinha e pronto, logo estaremos no Expresso de Hogwarts.
—Não, não está tudo bem. — disse Remus. — Olha o estado do James! Ele provavelmente nem sabe quem ele é… — falou Remus, parecendo bastante indignado.
—Remus, relaxe. — pediu Peter, dando cerveja para James beber.
—Um cara lá fora me disse que viu sobre a festa na porra do Profeta Diário! — disse Remus, cutucando o peito de Sirius. — E um outro cara me disse que escutou sobre a festa na rádio! E algo me diz que Adhara e Emmeline tem absolutamente nada a ver com isso.
—Sabe o que eu acho? Que essa tensão toda sua é que desde Marrocos você e Adhara não tiveram nenhum momento sozinho e você não sabe se estão juntos ou só estão fodendo. — falou Sirius, com uma cara de quem sabia tudo. Peter concordou e fez James concordar com a cabeça também.
—Vá a merda! — disse Remus, se levantando, ele passou por cima de James e voltou para o quarto do amigo.
—Remus! Moonyyyy!
—Sirius, as pessoas estão derramando, quebrando e talvez roubando as coisas de James! — disse Remus.
—Remus! — Sirius agarrou os ombros do amigo. — Vai dar tudo certo, eu conserto essa casa toda eu mesmo se for necessário, está bem?
Remus suspirou e se jogou em uma poltrona, James caiu na própria cama e Sirius se sentou no braço da poltrona de Remus, jogando as pernas em cima do colo do amigo. Uma música começou a soar pelo quarto e viram Peter saindo de perto do toca disco de James.
—Eu amo essa música. — ele berrou. — Ah, ha, ha, ha, stayin' alive, stayin' alive. — cantou Peter. Remus e Sirius riram.
—Eu… eu acho que estou um pouco neurótico… digo, mais que o normal, porque eu e Addie ainda não conversamos. — comentou Remus. Sirius e Peter trocaram um olhar. — Acho que estou com medo de ver ela se pegando com alguém.
—Bem… — começou Sirius, tirando algo do bolso. — … eu sei que não é um cara que curte muito drogas e eu respeito isso, mas nesse momento, Moony, isso é o que precisa. — ele entregou a Remus uma pílula branca e jogou duas para Peter.
—Ecstasy?
—Vai acabar com a sua ansiedade. — prometeu Sirius. Peter cutucou James que acordou e logo catou uma das pílulas da mão de Peter, sem que ele ao menos precisasse oferecer.
—Certo, mas não vai me deixar chapado demais?
—Claro que vai, Moony, essa é a intenção. — disse Sirius, ele pegou a bebida que Peter lhe estendia e deu para Remus beber com a pílula, logo em seguida fez o mesmo. — Só uma dica, quando bater a onda, tenta não ficar perto da Addie, assim como você já fez a noite toda, está bem? — ele falou, se levantando e puxando Remus. — Vou dar para você e James dez minutos para descansar, se não saírem eu volto para buscar vocês.
Sirius puxou Peter que foi com ele, achou que Remus não ia escutar quando comentou com Sirius:
—Porque Remus está fugindo da Adhara? Ela está com furúnculos que nem a Mirtha Flint?
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—Merlin. — murmurou Remus, sentado com as pernas dentro da piscina e vendo Adhara nadar até ele. — Está quebrando as regras, sabia? — ele disse, vendo que ela estava com o vestido colado no corpo.
—Eu sempre quebro as regras. — ela disse, risonha. Ela tocou as pernas dele e deu um puxão de leve. – Porque não entra comigo?
—Eu já entrei uma vez contra minha vontade. — disse ele. Adhara riu e se apoiou na beirada da piscina para sair e se sentar ao lado dele.
—Eu não te vi muito na festa, está me evitando? — indagou. Remus corou fortemente e desviou o olhar para Frank que plantava bananeira do meio da festa.
—Claro que não. — ele respondeu. Ficou esperando ela comentar algo sobre a resposta dele, mas ela apenas sorriu e mudou de assunto.
—Então, Moony, está se divertindo? — ela indagou.
—Não. — ele murmurou, tentando segurar o sorriso.
—Não mesmo?
—Sim. — ele riu.
—Você parece meio chapado. — comentou Adhara.
—Eu estou só um pouco meio chapado. — ele falou, voltando a olhar para festa, ele tinha quase certeza que havia um casal transando escondido na piscina e teve certeza quando viu que era Amycus Carrow e Bethany Toots.
—Mas ainda assim está muito bonito. — riu Adhara. — Está com sorte com garotas? — ela indagou, provocativa.
—Acho que estou com bastante sorte agora. — ele provocou de volta. Adhara gargalhou.
—Quem sabe. — ela deu de ombros.
—E você? Está se divertindo nessa festa?
—Muito, é só uma festinha, sabe? Uma pequena confraternização, só para relaxar. — ela falou, debochada. Remus adorava o tom debochado dela, na verdade ele adorava qualquer tom dela. — Remus? Remus, meus olhos estão mais para cima. — ela comentou. Ele notou que encarava os peitos dela descaradamente, pois os mamilos estavam extremamente duros.
—Você tem joelhos lindos. — ele disse.
—Obrigada.
—Sinto que não elogiam seu lindo joelho tanto quanto deveriam. — ele disse. Adhara sorriu e se aproximou dele, Remus se deixou levar completamente e a beijou de volta. Sentiu a mão delicada dela passarem pelo seu cabelo e a outra foi para sua coxa onde ela aperto. Remus se separou subitamente. — Eu não posso transar com você.
—O que?
—Eu não posso transar com você, enquanto eu não saber se estamos juntos ou…
—JAMES! JAMES! VENHA RÁPIDO! — berrava Sirius pela festa, se viraram para ver o que era todo aquele escândalo. — TEM UM ANÃO NO FORNO! — ele berrou, agarrando James que conversava com Emily e provavelmente debochava de Rabastan e o arrastou para dentro da casa.
Remus e Adhara se encararam.
—O que ele disse? — indagou Remus.
—Tem um anão no forno.
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—OH, MERLIN! — gritou Sirius, gargalhando, ele empurrou o cara que segurava a porta do forno e deixou o forno se abrir. James estava ao lado dele, assim como Peter que chegou ali ofegante. — Sinto muito, senhor… — antes que Sirius pudesse terminar de se desculpar, o anão lhe deu um soco certeiro no meio de suas pernas. Sirius gemeu de dor e caiu no chão. James tentou segurar o anão, mas levou um soco no pinto também, assim como Peter que até tentou fugir.
—O ANÃO ESTÁ DESCONTROLADO!
—Merda. — murmurou Sirius, ele agora estava na varanda da casa, junto dos amigos. O anão havia sumido no meio das pessoas e por isso ninguém sabia onde ele estava no momento. — Porque no saco, sabe? Porque?
—Podia ser em qualquer outro lugar. — concordou Peter, fumando um baseado, ele passou para Sirius.
—Pense… — murmurou James. — Nossas bolas é onde estão os olhos dele. — ele falou. Os outros concordaram.
—Ei, ei. — a voz de Remus foi ouvida, ele vinha com um imenso sorriso no rosto. — Eu escutei um rumor que as bolas de vocês foram atacados por um anão. É verdade? Por favor, digam que sim.
—Infelizmente sim. — respondeu Sirius.
—Não acredito que perdi isso. — gargalhou Remus. Sirius olhou para o amigo e sorriu bobamente.
—Olha as suas pupilas, tão explodindo. — ele riu. Remus bufou e andou até o jardim, ele se jogou no gramado. — O que está fazendo?
—Estou esperando minha morte. — ele respondeu. Sirius, James e Peter se levantaram também e se jogaram na grama ao lado de Remus.
—Marotos… — murmurou Sirius. — Eu sei que eu sou um idiota às vezes…
—Na maior parte do tempo. — interrompeu Remus.
—… sim, mas eu amo vocês. — falou. Os garotos gargalharam. — É sério, peço desculpas, por ser tão babaca.
—Tudo bem por mim. — comentou James. — Você nunca é babaca comigo, então é engraçado ver você sendo babaca com os outros.
—Você é incrível, Prongs. — falou Sirius.
—Você que é.
—Não, você que é.
—Ora, calem a boca. — bufou Peter.
—Wormtail… — murmurou Sirius, tocando no braço do amigo. — Foi mal ter lhe dado um sutiã de aniversário.
—Não foi legal, cara.
—E me desculpe todas as vezes que te chamei de “gordo babaca”. — ele continuou. — Ou quando eu disse que você parecia com a Professora Sprout, mas com peitos maiores.
—Tudo bem.– falou Peter, ele olhou de lado para Remus. — Eu te vi beijando a Addie, Remus. — ele disse. — Pegou nos peitões dela?
—Na verdade, eu estou fugindo dela. — murmurou Remus, envergonhado. — Eu disse que não queria fazer sexo com ela, enquanto… não soubesse se estávamos juntos ou não.
—Você é tão idiota. — falou Sirius.
—Eu estou a noite toda bebendo e conversando com Lily. — contou James, de olhos fechados. — Eu gosto muito dela, acho que vamos sair… um dia.
—James, eu estou muito feliz por você. — falou Sirius. — Isso é legal, mas a Lily sempre esteve por perto, é como ficar com o Peter. — ele disse. — Só que ela tem peitos menores.
—Cala boca, Sirius.
—Eu só estou dizendo que essa é a noite de pegarmos um monte de garotas que nunca mais iremos ver na vida. — riu Sirius.
—Eu acho que James não deveria beijar ninguém hoje ou transar. — falou Remus, virando o rosto para Sirius que lhe mostrava a língua. — Deveria focar em Lily.
—Igual como você é focado na Addie? — indagou James.
—Exatamente.
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—Que porra é essa? — Marlene escutou gritarem. Ela terminou de lavar as mãos e abriu a porta do banheiro, assim que deu um passo para fora um fogo de artifício passou em frente a ela e saiu pela janela da sala. As pessoas gritaram, mas começaram a rir logo em seguida. Marlene havia parado de beber quando deu uma hora da manhã e quando todo mundo começou a ficar louco de ecstazy ela apenas guardou alguns no bolso, mas decidiu não tomar. Estava começando a ficar um pouco sóbria, já conseguia ver as coisas que aconteciam com mais clareza.
Ela não saiu de frente da porta, vendo se prepararem para jogarem mais fogos de artifício. Viu Sirius sentado no sofá uma menina de cada lado, enquanto ele beijava uma a outra apertava o meio das pernas dele por cima da calça. Alice estava vomitando na pia, enquanto Frank virava uma garrafa de hidromel ao seu lado. Michellle e Dorcas passaram de mãos dadas em direção a escada cheia de risadinhas.
—Cuidado! — ela sentiu alguém a empurrá-la para o banheiro e um fogo de artifício passar zunindo onde ela estava antes. A porta atrás deles se fecharam e Marlene ergueu o rosto para quem havia a salvado.
—Regulus. — ela murmurou. O garoto lhe deu um sorriso. — Oi.
—Oi. — ele respondeu.
—Obrigada. — ela disse, desviando o olhar dele. Naquele momento ele parecia exatamente como Sirius, talvez fosse porque ele tinha os cabelos desarrumados, não todo arrumadinho como sempre, e a cara de quem estava aprontando alguma que Sirius sempre tinha.
—Não foi nada. — ele disse.
—Ahn… — por algum motivo Marlene não queria sair dali, ela queria ficar ali por um tempo, onde o som da música estava abafado e onde não tinha um monte de gente se trombando. — … quer dividir um baseado?
—Claro. — falou Regulus. Ele observou Marlene se sentar na bancada da pia e pegar um baseado do shorts. Ela acendeu com um isqueiro e tragou fortemente, passou para Regulus que estava encostado na porta.
—Eu não sou muito de fumar. — comentou Marlene. — Mas hoje é uma exceção.
—Alguma ocasião especial? — ele brincou, tragando o baseado e passando de volta a Marlene.
—Eu decidi que eu nunca mais vou deixar ninguém brincar com meu coração. — ela disse.
—Então, você e Sirius realmente terminaram… para sempre? — ele perguntou. Marlene tragou o baseado e soltou lentamente.
—Sim. — respondeu. Ela deu um sorriso que parecia falso, mesmo que ficasse linda sorrindo daquele jeito. — Sabe… eu fico com mais raiva de eu mesma, do que de Sirius ou Emmeline.
—Porque? — ele quis saber. Entendeu que os rumores eram verdadeiros e que Marlene havia pego Sirius e Emmeline juntos a traindo. Observou Marlene tragar mais uma vez e pegou o baseado.
—Porque… desde que éramos crianças que estavam tendo suas primeiras experiências românticas… Sirius sempre se demonstrou ser o que ele é hoje. — contou. Ela o olhou fundo nos olhos, Regulus podia ver dentro dos olhos delas o quanto ela parecia saber exatamente o que queria fazer com a vida dela, não tinha aquele olhar louco adolescente que todos os outros tinham. — Quando tínhamos acho que 12 anos eu o vi dando seu primeiro beijo em Emmeline, fiquei com inveja, o beijei uma semana depois. Então, ele ficava indo de uma para outra, beijava uma um dia e a outra no outro, nunca pedindo uma em namoro… — ela disse, pegando o baseado de Regulus. — … mas, tínhamos apenas 12 anos, era o que eu pensava.
—Achava que ele mudaria?
—Eu achava que ele amaria, só que Sirius, ele tem um bloqueio. — disse ela. — Quando fizemos 14 anos, James e Adhara começaram a namorar, assim como Emmeline e Burke e Sirius quis começar também e ele simplesmente pediu Cindy Gray em namoro. Aquilo quebrou o meu coração. Eu sabia que ele não sentia nada por Cindy, então eu o ajudei a trair ela. — contou. Regulus ouvia tudo atentamente. — Mesmo que eu me sentisse uma merda total depois, eu só gostava muito dele e eu tinha 14 anos. Entende?
—Sim. Ninguém sabe de nada aos 14 anos.
—É, talvez, mas mesmo depois de eu ver a cara quebrada de Jacques Burke depois que ele soube que Emmeline e Sirius traiam ele toda quinta feira no vestiário masculino do campo de quadribol, eu fui lá e perdi minha virgindade para o Sirius, em um banheiro sujo de um show. — disse. Regulus arregalou os olhos por um momento, mas tento não se demonstrar tão surpreso assim. — Eu sentia que o fato de eu não fazer sexo era ruim e só queria tirar isso logo, sabe… como se fosse nada.
—Todo mundo faz coisas estúpidas na vida, Marlene.
—Eu assisti o quinto ano inteiro Sirius quebrar o coração de Emmeline e Dimitre e adivinha só? No sexto ano eu comecei a namorar com ele, pelo simples fato de querer estar com alguém. — ela disse, desacreditada. Ela já estava fumando o baseado sozinha a um tempo. — Eu nunca pensei que eu era diferente para Sirius, eu sabia que não era. O meu ponto, Regulus, é que até eu chegar a ser Marlene Mckinnon mais uma na lista de corações quebrados por Sirius Black, teve uma série de fatores, uma série de decisões que eu tomei. — ela disse, tragando o baseado até o cotoco. — Sirius sempre foi um babaca, só que ele nunca escondeu isso de ninguém, é claro que isso não tira nem um pouco a culpa de trair todo mundo com quem ele se relaciona, mas… eu decidi namorar com ele depois de tudo que ele fez, assim como Emmeline decidiu ficar com ele depois de tudo que ele fez a Cindy Gray, assim como Dimitre decidiu ficar com ele depois de tudo que ele fez a Emmeline. Entendeu?
—Sim. Meu irmão é um babaca total e você se deixou seduzir por ele… por escolha própria.
—Sim, por escolha própria. — ela sussurrou. Marlene mirou Regulus, olhou ele por inteiro. — Você realmente parece seu irmão, mas acredito que seja só na aparência.
—Definitivamente... — sorriu Regulus, ele se aproximou da garota, tentando parecer confiante, apesar de seu coração estar quase saindo pelo peito, mas continuou se aproximando, até parar em frente a ela. — … só na aparência.
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Emmeline gargalhou alto, não sabia do que estava rindo, mas ria mesmo assim. Já estava no meio da madrugada e a festa estava ainda mais cheia do que antes. Ela rebolou na frente de um garoto desconhecido e continuou a andar. Ela estava na rua em frente a casa de James. Viu as pessoas jogam papel higiênico nas árvores, Amos Diggory estava em cima de um carro dançando e dentro do carro reparou em Dimitre sentado no banco da frente e Marlene em seu colo, os dois se pegando como se Dimitre fosse muito hétero, no banco de trás estava Michelle e Dorcas se beijando também.
Ela foi atravessar a rua e uma moto passou em frente a ela, outros trouxas com suas motos faziam o pneu cantar no chão para que subisse uma fumaça branca, alguém estava atirando fogos de artifício para o alto o que a deixou perdida olhando para o céu.
—Se divertindo? — perguntaram. Emmeline olhou para Peter, ela revirou os olhos, mas sorriu mesmo assim.
—Sim, idiota. — ela respondeu. — Teve sorte com alguma garota?
—Eu estou trabalhando em uma lá dentro. — comentou ele, levando a garrafa de cerveja a boca. Ele deu o resto para Emmeline que entornou todo o resto. — Mas, na verdade, eu estava procurando por você. — ele disse. Emmeline sorriu novamente e viu as imensas pupilas de Peter. — Você e Sirius… são algo novamente?
—Claro que não. — ela disse. — Só porque fodemos não significa que eu iriei ficar com ele novamente… tipo, apaixonada.
—Então, você não está mais apaixonada por ele? — perguntou. Emmeline ficou em silêncio.
—Acho que sempre vai ter uma parte de mim que vai ser apaixonada por Sirius, mas nós já machucamos muitas pessoas ao nosso redor. — ela disse, desviando o olhar. — E eu também já me machuquei muito nisso. Não vale a pena. — ela falou. Peter sorriu e assentiu.
—Eu quero muito te beijar agora, mas sei que não deveríamos fazer isso em público, então quer ir transar no quarto do James? — ele indagou, direto. Possivelmente resultado da pílula que havia tomado. Emmeline cruzou os braços e o encarou.
—Só essa vez.
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James estava no telhado da sua casa, ele olhava para baixo chocado com o tamanho da sua festa, pensou que talvez havia exagerado um pouco, que não devia ter deixado Sirius colocar seu endereço no Profeta Diário e que não deveria ter deixado Adhara e Emmeline convidarem todo mundo de Hogwarts. Ele só queria uma festa que fosse legendária e havia conseguido, a quantidade de pessoas parecia chegar a quase 2.000 e, com certeza, tinha mais gente desconhecida lá, do que conhecida. Alguém estava atirando fogos de artifício para cima e fazendo o maior barulho. Ele imaginava que logo amanheceria, que deveria ser umas quatro ou cinco horas da manhã, havia tentado entrar em seu quarto mais cedo, mas a porta estava fechada, então provavelmente um de seus amigos estava transando lá.
—Puta merda, que loucura. — gargalhou Sirius, chegando também no telhado da casa. Peter e Remus vinham atrás dele. — James… olha a nossa festa. Épica.
—Gente… — chamou Remus, olhando para baixo. — … eu tenho quase certeza que vamos estar muito ferrados. — ele murmurou. — A casa está um caos… a polícia já deve estar vindo de novo…
—Remus, o que eu te disse? Vai ficar tudo bem. — falou Sirius.
Eles escutaram as pessoas começarem a gritar e apontar para eles. Sirius acenou fazendo todos gritarem e James o imitou.
—JAMES! JAMES! JAMES! — eles podiam escutar o coro, logo chamaram pelo nome de Sirius também.
—Nós somos inesquecíveis, James. — falou Sirius, passando um braço pelo ombro de James. — Imortais.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!—OLHEM PARA MIM, VADIAS! — berrou James. — Minha festa é legendária! — ele gritou. Todo mundo gritou com ele, assim como Sirius. — Olhem isso. — ele disse para os amigos.
—O que? — indagou Remus. James sorriu meio louco e correu se jogando do telhado. — JAMES!
Eles viram o amigo cair no pula-pula inflável e gritar, gargalhando alto.
—James, seu louco do caralho, eu te amo! — berrou Sirius, vendo o amigo ser puxado por Adhara e Emily para fora do pula-pula.
—Acho que querem que a gente pule. — comentou Remus com Sirius. — Eu não vou deixar você pular.
—Você não manda em mim!
—Você está tão chapado que provavelmente cairia de cara no chão, Sirius!
—Mas…
—Eu vou pular. — disse Peter. Os dois olharam para ele chocados.
—Não, Peter.
—Você pode ter emagrecido, mas o universo ainda vê você como um gordo. — disse Sirius, apoiando a mão no ombro do amigo. — Não faça isso, você é gordo demais.
—Cale a boca. — disse Peter. Ele saiu correndo antes que Remus o impedisse e se jogou do telhado, caindo no mesmo pula-pula que James pulou, mas ele ficou parado sem se mexer.
—Merda! — berrou Sirius. — Peter!
—Peter! Você está bem? — gritou Remus, os dois na beirada do telhado. A festa havia ficado em silêncio até a risada estrondosa de Peter fazer todo mundo voltar a berra. — Acho que eu vou vomitar.
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—Terry? Que porra você tá fazendo ai? — indagou Dimitre, olhando dentro do carro, ele entrou ali com Marlene a tira colo após serem expulsos de um outro carro, os dois no banco de trás com o garoto de 14 anos.
—Eu fui atacado por uma mulher super-sexy. — ele contou. — Eu não vejo Tyler faz uma hora. — ele dizia totalmente despirocado. — Perdemos controle da situação, a casa foi invadida a horas atrás, o caos se espalhou pela rua e a polícia está voltando com força. Nós vamos perder esta batalha.
—Está bem, se acalme. — pediu Dimitre, enquanto Marlene o beijava no pescoço. — Vamos dar um jeito. — escutaram gritos altos. — O que está acontecendo lá fora?
—Três viaturas da polícia chegaram. — contou Terry. — As pessoas estão jogando bebidas nos carros e os mandando embora.
—Okay, isso é uma merda, James pode levar a culpa por isso? — indagou Dimitre a Marlene, ela continuou beijando seu pescoço.
—Ele pode só levar uma multa cara ou… ser levado a julgamento, mas ele é menor de idade para os trouxas, então o pior que pode acontecer é os pais deles terem que gastar muito dinheiro…
—Merda. — comentou Dimitre.
—Para um cara gay você está muito safadinho. — ela disse, quando sentiu a mão de Dimitre na coxa dela. Ele sorriu para ela e a beijou na boca, Marlene retribuiu o beijo. — Sabe, eu não tenho um pau, mas… eu tenho uma boca.
Terry olhou chocado os dois e foi sair do banco de trás, mas alguém vomitou na janela do carro e ele berrou assutado. Marlene e Dimitre o olharam e riram vendo a janela.
—Aquilo é Amycus e Alecto Carrow se pegando?
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—Eu pulei do telhado da casa de propósito. — gargalhou Peter, com seu dedo quebrado.
—Merda. — disse Remus, estavam na cozinha, ele enfaixou o dedo quebrado de Peter o melhor que pode, com gelo e panos. Ao lado dele Frank rebolava lentamente, com Alice atrás dele. Ele escutou gritarias e viu que acontecia uma briga de desconhecidos na escada. — Cadê James? Temos que acabar com a festa, a polícia vai voltar com um monte de viatura, merda.
—Tem gente fazendo xixi na cara de um cara que tá vomitando na cozinha. — escutou gritarem, as pessoas vomitavam nas paredes. Gritos mais altos vieram lá de fora e Remus viu alguém dentro do carro da sua mãe.
—MERDA!
Remus saiu correndo sendo seguido por Peter, ele viu o carro da sua mãe dando partida e Sirius em cima do carro, como se tentasse pará-lo, mas a pessoa dentro do carro começou a dirigir, todo mundo correu dando partida e o carro mergulhou na água. Sirius caiu na piscina e de dentro do carro afundado o anão saiu. Remus parou ao lado da piscina com Peter.
—Eu vou matar esse anão! — berrou James. Remus nem se mexeu, mas Peter se jogou agarrando James e os dois caíram na piscina onde Sirius ainda estava, o anão saiu correndo gritando, mandando todos irem a merda.
—Esse é o carro da minha mãe. — murmurou Remus, chocado, vendo o carro afundado na piscina. Adhara estava agora ao lado dele, parecendo tão chocada quanto, ela ia falar algo, mas uma explosão de gritos veio da rua. Uma árvore estava pegando fogo, provavelmente fruto da pessoa que ficou atirando fogos de artifícios pela casa, o fogo foi para outras árvores e alguns fogos de artifício para o céu, escutaram as sirenes da polícia chegando com pelo menos cinco viaturas.
—Merda, o que fazemos? — indagou Peter, na piscina.
—TODO MUNDO FORA! — começou a berrar Adhara. — FORA! — ela gritava, todo mundo começou a correr, pois a polícia com um megafone disse que se todo mundo não se dispersasse, eles iriam presos. — Fiquem aqui. — ela mandou para os meninos, Remus parecia ainda em choque.
Adhara começou a correr, empurrando todos que ainda estavam parados, ela foi para a frente da casa. Viu Terry dando um tapa na cara de Tyler, mandando ele se levantar. Marlene estava dentro de um carro com Dimitre, ela correu até lá e abriu a porta, gritou para que fossem para o quintal e foi o que fizeram. A polícia estava atirando balas de borracha e bombas de fumaça para afastar a multidão. Ela viu Emmeline perdida no meio da rua, mas viu Emily correndo até ela, enquanto Rabastan corria na direção oposta, provavelmente já haviam se despedido. Todo mundo gritava e corria da polícia, Theo Nott passou correndo na frente dela com Kat Greengrass em suas costas de cavalinho.
—Cuidado! — gritaram e a empurram para o chão, balas de borracha passaram zunindo. Adhara olhou para cima e viu que era Sirius.
—Que porra tá fazendo aqui?
—Que porra você tá fazendo aqui?
—Procurando nossos amigos. — ela berrou de volta. Estavam escondidos atrás de um carro, agachados. — Temos que ir para dentro da casa…
—Ei, seu babaca! Grande festa, parceiro. — escutaram gritar. Os dois viram que estavam em frente ao jardim de Eugene. — Você me deve uma árvore, seu merda! — ele gritou, apontando para a árvore em seu quintal que era uma das três que pegava fogo.
—Eu só sei que eu me diverti para caralho, seu bosta, filha da puta! — Sirius gritou de volta se levantando.
—Você vai se foder! — berrou Eugene. — Não vai ter dinheiro pra pagar toda essa… — ele foi derrubado com tudo no chão por Terry e Tyler.
—Boa, garotos! Toma essa, seu merda. — berrou Sirius, mostrando os dedos do meio para o cara. — CHUPA, SEU BABACA!
—Sirius, vamos voltar, eu não to vendo mais ninguém que a gente conhece. — chamou Adhara, puxando ele, mas ele continuava mostrando os dedos do meio para o vizinho de James. — Oh Merlin, alguém roubou o cavalo da polícia!
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—ACORDEM, FILHOS DA PUTA! — berrou Sirius, correndo pela casa com a varinha em punho. — A gente tem que botar essa casa em ordem, temos duas horas para isso, vamos, vamos.
—Eu acho que vou morrer. — disse James, jogado no tapete da sua casa.
—Levanta, James, sua casa tá uma merda, tem um carro na piscina, um sofá na varanda… — começou Adhara.
—O carro da minha mãe está na piscina. — falou Remus. Ele estava com a cara acabada, assim como todo mundo ali. — Alguém tira de lá, se não eu piro!
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HOGWARTS EXPRESS
—Não acredito que conseguimos. — murmurou James. Eles haviam arrumado a casa toda com as varinhas, conseguiram deixar tudo como deveria e chegaram apenas um pouco atrasados para o trem.
—Foi a melhor festa da vida. — disse Sirius, encostando a cabeça no ombro de Remus e James fez o mesmo no outro ombro.
—Foi épica. — concordou Peter.
—Argh, eu só quero dormir até chegarmos em Hogwarts. — falou James, assim que ele fechou os olhos a porta do compartimento da cabine se abriu.
—Sr. Potter. — eles olharam a Professora Minerva com uma carta na mão. — Eu acabei de receber está carta de seus pais… parece que andou se divertindo nessas férias, hã? Eles vão se encontrar conosco no escritório de Dumbledore. — ela disse. — Esteja lá logo depois do jantar. — mandou, saindo rapidamente.
James olhou os amigos e suspirou.
—Eu estou muito fodido.
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